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</front><body><![CDATA[ <p><b>Semin&aacute;rio Hist&oacute;ria do Curr&iacute;culo</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>No dia 11 de Abril, decorreu no Audit&oacute;rio V&iacute;tor de S&aacute;    da Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias (ULHT) uma iniciativa    dedicada &agrave; Hist&oacute;ria do Curr&iacute;culo, promovida pelo Grupo    de Investiga&ccedil;&atilde;o <I>Mem&oacute;riasda Educa&ccedil;&atilde;o no    Espa&ccedil;o Lus&oacute;fono</I> da UI&D &ndash; Observat&oacute;rio de Pol&iacute;ticas    de Educa&ccedil;&atilde;o e de Contextos Educativos (ULHT). </p>     <p>As comunica&ccedil;&otilde;es, com a sua especificidade tem&aacute;tica e autoral,    foram de uma grande qualidade cient&iacute;fica e propiciaram aos intervenientes    momentos de di&aacute;logo alargado, de debate cient&iacute;fico e de reflex&atilde;o    cr&iacute;tica. </p>     <p>O Professor Doutor Joaquim Pintassilgo (Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Universidade    de Lisboa) centrou a sua interven&ccedil;&atilde;o na hist&oacute;ria das disciplinas    compulsando diversos autores para explicitar e desenvolver o seu tema. Nesta    comunica&ccedil;&atilde;o, o professor fez um recenseamento de alguns dos principais    contributos te&oacute;ricos a que os investigadores podem recorrer para o estudo    da hist&oacute;ria das disciplinas escolares. Foram real&ccedil;adas, por um    lado, as reflex&otilde;es centradas no conceito de &ldquo;cultura escolar&rdquo;    e na sua articula&ccedil;&atilde;o com um olhar sobre as disciplinas escolares    que enfatiza a sua autonomia relativa. Foi citado Andr&eacute; Chervel como    autor de refer&ecirc;ncia para esta abordagem. Por outro lado, aludiu-se &agrave;    import&acirc;ncia do conceito de &ldquo;transposi&ccedil;&atilde;o did&aacute;ctica&rdquo;,    teorizado por Yves Chevallard, na tentativa de compreender o processo de transforma&ccedil;&atilde;o    do saber acad&eacute;mico em saber escolar. A principal tese defendida foi a    de que estas duas abordagens n&atilde;o s&atilde;o antag&oacute;nicas e que    o recurso a elas (bem como aos restantes contributos te&oacute;ricos) permite    apreender a complexidade deste objecto espec&iacute;fico de estudo.</p>     <p>O Professor Doutor Jos&eacute; Br&aacute;s(ULHT) fez uma interven&ccedil;&atilde;o    &agrave; volta do que designou <I>Medicaliza&ccedil;&atilde;o do Curr&iacute;culo,    </I>ancorada em diversos autores (Barthes, Derrida, Foucault, N&oacute;voa,    Popkewitz, Ricoeur, &hellip;) e em diferentes fontes. Estruturou a sua comunica&ccedil;&atilde;o    em dois eixos sem&acirc;nticos: um, enfocando a conceptualiza&ccedil;&atilde;o    acerca da alquimia curricular, do texto, do discurso e da sedimenta&ccedil;&atilde;o    dos saberes no discurso; o outro, centrado na decad&ecirc;ncia da esp&eacute;cie,    na necessidade de <I>regenerar a ra&ccedil;a</I> e nos discursos higienista    e disciplinar &ndash; ideias-chave do pensamento da <I>intelligentsia </I>de    finais de Oitocentos e da primeira d&eacute;cada de Novecentos. Por fim, explicitou    como a medicaliza&ccedil;&atilde;o, ao visar o primado da vida no centro da    mudan&ccedil;a, assentava na organiza&ccedil;&atilde;o do curr&iacute;culo,    do espa&ccedil;o e do tempo. Os diversos conte&uacute;dos tem&aacute;ticos foram    ilustrados com imagens criativas e conotativas e de um grande impacto visual    e expressivo.</p>     <p>A Professora Maria Manuel Calvet Ricardo (ULHT) abordou a integra&ccedil;&atilde;o    das l&iacute;nguas estrangeiras no percurso curricular portugu&ecirc;s, documentando-se    em fontes e tratando-as de forma rigorosa e cient&iacute;fica. Partiu de tr&ecirc;s    quest&otilde;es: (i) Porque &eacute; que se ensinam l&iacute;nguas estrangeiras    ?; (ii) Porque se ensinam umas e n&atilde;o outras? (iii) Porque &eacute; que    o ingl&ecirc;s se tornou <I>l&iacute;ngua franca</I>? Constatou que, ao longo    dos anos, as l&iacute;nguas estrangeiras sofreram diversas altera&ccedil;&otilde;es    ao n&iacute;vel: da inclus&atilde;o em diferentes ciclos de estudos (Liceal;    T&eacute;cnico; CPES; EB; ES &hellip;); da dura&ccedil;&atilde;o de anos de    estudo; do n&uacute;mero de horas semanais, das actividades extra-curriculares    e cursos livres. Por fim, foram identificados os objectivos que presidiram ao    ensino das l&iacute;nguas estrangeiras de 1759 a 2008, bem como as metodologias    utilizadas e analisou-se o papel do associativismo profissional criado ap&oacute;s    25 de Abril de 1974.</p>     <p>O Professor Doutor Rog&eacute;rio Fernandes (Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias    da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Lisboa) fez uma interven&ccedil;&atilde;o    de c&aacute;tedra - uma li&ccedil;&atilde;o sobre as pol&iacute;ticas educativas&#8239;    dos anos 30 aos anos 80. Recenseou a literatura mais relevante em Portugal sobre    as pol&iacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o nacionais e salientou os seus    momentos decisivos durante o arco cronol&oacute;gico em an&aacute;lise, assim    como os significados ideol&oacute;gicos das respectivas orienta&ccedil;&otilde;es    s&oacute;cio-pedag&oacute;gicas. Neste sentido, apresentou as marcas estruturantes    do pensamento educacional republicano e do Estado Novo e aludiu &agrave;s linhas    de for&ccedil;as educacionais que nortearam o ensino no nosso pa&iacute;s no    per&iacute;odo que medeia entre o 25 de Abril e os anos <I>80. &#8239;</I></p>     <p>O balan&ccedil;o deste semin&aacute;rio afigurou-se-nos ser muito positivo    pela qualidade cient&iacute;fica das comunica&ccedil;&otilde;es apresentadas,    pela partilha de saberes que propiciou, pelo n&uacute;mero de participantes    (cerca de 85), pela diversidade do p&uacute;blico (se bem que a maioria fosse    efectivamente da ULHT, havia elementos do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o    da Faculdade de Ci&ecirc;ncias, da Universidade Federal de Minas Gerais, da    Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o (U. Lisboa),    de escolas secund&aacute;rias e de v&aacute;rios agrupamentos de escolas, e    pela avalia&ccedil;&atilde;o que os intervenientes fizeram deste evento.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right"><b> Jos&eacute; Br&aacute;s e Maria Neves Gon&ccedil;alves</b></p>      ]]></body>
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