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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A higiene e o governo das almas: o despertar de uma nova relação]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Hygiene initiated a new process of a psychological emphasis. Hygiene invaded society and drugs became part of the living habits and introduced the duty of health, leading each person to take care of one&#8217;s self. Hygiene is nothing more than a knowledge that has allowed a new salvation, a new exercise of regulation and surveillance. It&#8217;s a knowledge that has structured society, transforming the population and each one in particular. This changing process has required from all of us a search of improvement from a new matrix, a new imaginary. A new mental world was created, new ways of thinking, feeling and acting were introduced in people&#8217;s lives, and for this very reason we can say that a new soul was raised. From this new knowledge (which becomes power), each one questioned himself (thought) and built differently. In this sense, hygiene also is &#8220;psi&#8221; knowledge.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>A higiene e o governo das almas: o despertar de uma nova rela&ccedil;&atilde;o  </b></p>     <p><b>Jos&eacute; Greg&oacute;rio Viegas Br&aacute;s</b><a href="#1">*</a>    <a name="top1"></a></P >        <p>&nbsp;</P >     <p>A higiene deu in&iacute;cio a um novo processo de psicologiza&ccedil;&atilde;o.    A higiene invadiu a sociedade e medicalizou os h&aacute;bitos de vida, introduziu    o dever de sa&uacute;de, levando cada um a cuidar de si pr&oacute;prio. A higiene    mais n&atilde;o &eacute; do que um saber que veio permitir uma nova salva&ccedil;&atilde;o,    um novo exerc&iacute;cio de regula&ccedil;&atilde;o e vigil&acirc;ncia. &Eacute;    um saber que veio estruturar a sociedade, transformar a popula&ccedil;&atilde;o    e cada um em particular. Este processo de mudan&ccedil;a veio exigir de todos    uma busca de aperfei&ccedil;oamento a partir de uma nova matriz, um novo imagin&aacute;rio.    Um novo mundo mental foi criado, novas formas de pensar, sentir e agir foram    introduzidas na vida das pessoas, e nesta precisa medida, podemos dizer que    uma nova alma foi criada. A partir deste novo saber, cada um se problematizou    (se pensou) e construiu de maneira diferente. Neste sentido, a higiene &eacute;    tamb&eacute;m um conhecimento &ldquo;psi&rdquo;. </P >     <p><b>Palavras-chave</b>: sa&uacute;de; governo; corpo; educa&ccedil;&atilde;o    f&iacute;sica.</p >     <p>&nbsp;</p >       <p><b>Hygiene and the government of souls: the awakening of a new relationship    </b></p >     <p>Hygiene initiated a new process of a psychological emphasis. Hygiene invaded    society and drugs became part of the living habits and introduced the duty of    health, leading each person to take care of one&#8217;s self. Hygiene is nothing    more than a knowledge that has allowed a new salvation, a new exercise of regulation    and surveillance. It&#8217;s a knowledge that has structured society, transforming    the population and each one in particular. This changing process has required    from all of us a search of improvement from a new matrix, a new imaginary. A    new mental world was created, new ways of thinking, feeling and acting were    introduced in people&#8217;s lives, and for this very reason we can say that    a new soul was raised. From this new knowledge (which becomes power), each one    questioned himself (thought) and built differently. In this sense, hygiene also    is &#8220;psi&#8221; knowledge. </p >     <p><b>Key words</b>: Health; Surveillance; Government; Body; Physical    education. </p >     <p>&nbsp;</p >      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Texto completo dispon&iacute;vel apenas em PDF.</p>     <p>Full text only available in PDF format.</p>     <p>&nbsp;</p>        <p   ><B>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b> </p >     <!-- ref --><p>Barthes, R. (1997). <I>O prazer do texto</I>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.  </P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000017&pid=S1645-7250200800020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Bombarda, M. (1901). <I>Actas e Documentos do 1&ordm; Congresso dos N&uacute;cleos    da Liga Nacional contra a Tuberculose</I>. Lisboa: Tipografia Adolfo de Mendon&ccedil;a.  </P >     <p>Br&aacute;s, J. G.V. (2006). <I>A fabrica&ccedil;&atilde;o curricular da Educa&ccedil;&atilde;o    F&iacute;sica. Hist&oacute;ria de uma disciplina desde o Antigo Regime at&eacute;    &agrave; I Rep&uacute;blica. </I>Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento.    Lisboa: Universidade de Lisboa / Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias    da Educa&ccedil;&atilde;o. </P >     <p>Centazzi, G. (1836). <I>Considera&ccedil;&otilde;es gerais sobre exerc&iacute;cios    gin&aacute;sticos e as vantagens que deles resultar&atilde;o</I>. Ensaio lido    e dedicado &agrave; Sociedade das Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas de Lisboa. Lisboa:Topografia    da A. S. Coelho e C&ordf;. </P >     <p>Costa, J. M. C. (1883). <I>Discurso proferido na sess&atilde;o de abertura do    ano lectivo de 1883-84 no Real Col&eacute;gio Militar</I>. S.l. : s.n. </P >     <p>Crespo, J. (1990). <I>A hist&oacute;ria do corpo</I>. Lisboa: Difel. Derrida,    J. (s/d). <I>Margens da Filosofia</I>. Porto: R&eacute;s-Editora. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Elias, N. (1989). <I>O processo civilizacional</I>. Lisboa: Publica&ccedil;&otilde;es    Dom Quixote. </P >     <p>Feuchtersleben, B. (1887). <I>Higiene da alma</I>. Lisboa: Livraria de A.M. Pereira.  </P >     <p>Fonseca, F. S. da (1616). <I>Regimento para conservar a sa&uacute;de e vida.</I>    Lisboa: Geraldo da Vinha. </P >     <p>Foucault, M. (1987). <I>Vigiar e punir</I>. Petr&oacute;polis: Editora Vozes.  </P >     <p>Foucault, M. (1997). <I>A arqueologia do saber</I>. Rio de Janeiro: Editora Forense    Universit&aacute;ria. </P >     <p>Foucault, M. (1998). <I>As palavras e as coisas: Uma arqueologia das ci&ecirc;ncias    humanas</I>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70. </P >     <p>Foucault, M. (2001). <I>Dits et &eacute;crits II, 1976-1988</I>. Paris : Presses    universitaires de France - &Eacute;ditions Gallimard. </P >     <p>Franco, F. de M. (1819). <I>Elementos de higiene ou ditames teor&eacute;ticos,    e pr&aacute;ticos para conservar a sa&uacute;de e prolongara vida</I>.    Lisboa: Tipografia da Academia. </P >     <p>Gadamer, H-G. (1998). <I>Verdade e m&eacute;todo. Tra&ccedil;os fundamentais    de uma hermen&ecirc;utica filos&oacute;fica</I>. Petr&oacute;polis: Editora    Vozes. </P >     <p>Galv&atilde;o, J. P. F. (1845).<I> Curso elementar de higiene.</I> Porto: Tipografia    Comercial. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Goff, J. Le (2003). <I>Uma hist&oacute;ria do corpo na Idade M&eacute;dia</I>.    Lisboa: Editorial Teorema. </P >     <p>Henriques, F. F. (1749). <I>&Acirc;ncora medicinal para conservar a vida com    sa&uacute;de</I>. Lisboa: Oficina de Domingos Gon&ccedil;alves. </P >     <p>J&uacute;nior, J. L. da S. M. (1897). <I>Higiene e demografia em Budapeste</I>.    Relat&oacute;rio de Jo&atilde;o Martins Delegado do Governo Portugu&ecirc;s    ao Congresso. Lisboa: Imprensa Nacional. </P >     <p>Lopes,A. S. (1884). <I>Confer&ecirc;ncias pedag&oacute;gicas do Porto em 1884</I>.    Porto: Tipografia do Com&eacute;rcio do Porto. </P >     <p>Melo, D.A. J. de (1895). <I>A educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e militar    no asilo D. Maria Pia</I>. Lisboa: Tipografia de E. Rosa, Sucessores Pereira    & Faria. </P >     <p>Meyer, M. (1998). <I>Quest&otilde;es de ret&oacute;rica: Linguagem, raz&atilde;o    e sedu&ccedil;&atilde;o.</I> Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70. </P >     <p>Mosso, &Acirc;. (s/d.). <I>A fadiga intelectual e f&iacute;sica</I>. Lisboa:    Biblioteca de Inicia&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica. </P >     <p>Ortig&atilde;o, R. (1992 [1877]). &ldquo;O estado da educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica&rdquo;.    <I>As Farpas</I> (vol.VIII). Lisboa: Cl&aacute;ssica Editora. </P >     <p>Paiva, M. J. H. de (1787). <I>Aviso ao povo ou sum&aacute;rio dos preceitos mais    importantes concernentes &agrave; cria&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as    &hellip; profiss&otilde;es e of&iacute;cios, alimentos e bebidas, ar, exerc&iacute;cio,    etc</I>. Lisboa: Oficina Razziana. </P >     <p>Pimenta, E. (1889). <I>Breves no&ccedil;&otilde;es de higiene para uso das escolas    e das fam&iacute;lias. </I>Porto: Casa Editora Alcino Aranha & C&ordf;. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ribeiro, M. F. (1903). <I>A higiene e a instru&ccedil;&atilde;o nas escolas prim&aacute;rias    e m&eacute;dias</I>. Ora&ccedil;&atilde;o de sapi&ecirc;ncia na sess&atilde;o    inaugural do Real Instituto de Lisboa. Lisboa: Imprensa Lucas. </P >     <p>Sarmento, J. E. de M. (1898). <I>O rejuvenescimento da na&ccedil;&atilde;o pela    educa&ccedil;&atilde;o da mocidade. </I>Discurso lido na sess&atilde;o solene    de abertura de aulas e distribui&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;mios do ano lectivo    de 1898-1899. Lisboa: Tipografia Universal. </P >     <p>Semedo, J. C. (1741). <I>Arte de criar bem os filhos na puer&iacute;cia.</I>    Lisboa: Oficina de Miguel Deslan. </P >     <p>Silva ,A. A. P. D&acute;O. (1894). <I>Gin&aacute;stica de nata&ccedil;&atilde;o    pr&aacute;tica.</I> Porto: Tipografia da Empresa Liter&aacute;ria e Tipogr&aacute;fica.  </P >     <p>Souto, R. N. (1891). <I>Quest&otilde;es de patologia e higiene social. Desejo    de contribuir para a regenera&ccedil;&atilde;o da sociedade portuguesa.    </I>Disserta&ccedil;&atilde;o inaugural apresentada &agrave; Escola M&eacute;dico-Cir&uacute;rgica    do Porto. Porto: Tipografia </P >     <p>Ocidental. Spencer, H. (1887). <I>Da educa&ccedil;&atilde;o,    moral, intelectual e f&iacute;sica</I>. Lisboa: Nova Livraria Internacional.  </P >     <p>Vaz, F. (2002). <I>Instru&ccedil;&atilde;o e economia</I>.    Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Colibri. </P >     <p>Vigarello, G. (1988). <I>O limpo e o sujo</I>. Lisboa: Fragmentos.  </P >     <p>Vigarello, G. (2001). <I>Hist&oacute;ria das pr&aacute;ticas    de sa&uacute;de</I>. Lisboa: Editorial Not&iacute;cias. </P >     <p>Wittgenstein, L. (1996). <I>Investiga&ccedil;&otilde;es filos&oacute;ficas</I>.    Petr&oacute;polis: Editora Vozes. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P >     <p><a href="#top1">*</a> <a name="1"></a>Professor da Universidade    Lus&oacute;fona</P >       ]]></body><back>
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