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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Da Exclusão à Inclusão: Concepções e Práticas]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[From Exclusion to Inclusion.: A Brief Historical Perspective]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias Observatório de Políticas e Contextos Educativos (UID) ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The way from exclusion to inclusion of children and youngsters with special education needs is related to the economic, social and cultural traits of each epoch, which are determinant as to how one puts difference in perspective. Exclusion, segregation, integration and, nowadays, inclusion have their paths made up according to underlying concepts and practices - which, in the case of inclusion, in the sense of inclusive education, point out to teachers’ training in service as one of its main implementation tools.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Segregação]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[analysis of in service training needs]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P><B>Da Exclus&atilde;o &agrave; Inclus&atilde;o: Concep&ccedil;&otilde;es e Pr&aacute;ticas</B></P>      <p>&nbsp;</p>      <P> Maria Odete Emygdio da Silva<a href="#0">*</a><a name="top0"></a> </P>      <p>&nbsp;</p>      <p>O caminho da exclus&atilde;o &agrave; inclus&atilde;o das crian&ccedil;as e dos jovens com  necessidades educativas especiais est&aacute; relacionado com as caracter&iacute;sticas econ&oacute;micas,  sociais e culturais de cada &eacute;poca, as quais s&atilde;o determinantes para o modo como se perspectiva a  diferen&ccedil;a. Exclus&atilde;o, segrega&ccedil;&atilde;o, integra&ccedil;&atilde;o e, nos tempos actuais,  inclus&atilde;o, marcam um percurso, ao qual est&atilde;o subjacentes concep&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas,  relativamente &agrave;s quais, no caso da inclus&atilde;o, entendida como educa&ccedil;&atilde;o inclusiva, a  forma&ccedil;&atilde;o de professores &eacute; um dos factores fundamentais &agrave; sua implementa&ccedil;&atilde;o.</P>      <p><B>Palavras-chave</B> Segrega&ccedil;&atilde;o; integra&ccedil;&atilde;o; inclus&atilde;o educativa;  educa&ccedil;&atilde;o inclusiva; an&aacute;lise de necessidades de forma&ccedil;&atilde;o </P>        <p>&nbsp;</p>      <p><B>From Exclusion to Inclusion. A Brief Historical Perspective</B></P>      <p>The way from exclusion to inclusion of children and youngsters with special education needs is related to the economic, social and cultural traits of each epoch, which are determinant as to how one puts difference in perspective. Exclusion, segregation, integration and, nowadays, inclusion have their paths made up according to underlying concepts and practices – which, in the case of inclusion, in the sense of inclusive education, point out to teachers’ training  in service as one of its main implementation tools.</p>      <p><B>Keywords:</B> segregation; integration; inclusion; inclusive education; analysis of in service training needs</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>As caracter&iacute;sticas econ&oacute;micas, sociais e culturais de cada &eacute;poca t&ecirc;m determinado  o modo como se tem &ldquo;olhado&rdquo; a diferen&ccedil;a. Do pensamento m&aacute;gico-religioso dos tempos remotos  &agrave; diviniza&ccedil;&atilde;o no Egipto, da elimina&ccedil;&atilde;o na Gr&eacute;cia e em Roma ao abandono e ao  &ldquo;sentimento de horror&rdquo; (Leit&atilde;o, 1980: 12) vivido na Idade M&eacute;dia, a hist&oacute;ria da  Humanidade mostra-nos que as sociedades t&ecirc;m experimentado grandes dificuldades em lidar com a diferen&ccedil;a,  seja esta f&iacute;sica, sensorial ou ps&iacute;quica. O caminho da exclus&atilde;o &agrave; inclus&atilde;o tem sido  longo e penoso e muito h&aacute; ainda para fazer.</P>     <p>Com este artigo pretendemos fazer uma reflex&atilde;o acerca do percurso escolar das crian&ccedil;as e jovens  com necessidades educativas especiais (NEE), situando-o relativamente &agrave;s concep&ccedil;&otilde;es que lhe  est&atilde;o subjacentes e &agrave;s pr&aacute;ticas que, de acordo com alguma investiga&ccedil;&atilde;o a este  prop&oacute;sito (Vieira, 1995; Madureira, 1997; Leite, 1997; Correia, 1997, citados por Silva, 2001; Rodrigues,  2006; Silva, 2001, 2007), a escola tem desenvolvido para o seu atendimento.</P>      <p><B>Da exclus&atilde;o &agrave; segrega&ccedil;&atilde;o </B></P>      <p>A defici&ecirc;ncia era, para os eg&iacute;pcios, indiciadora e portadora de benesses e, por isso, divinizava-se.  Para os gregos e para os romanos pressagiava males futuros, os quais se afastavam, abandonando ou atirando da Rocha  Tarpeia, as crian&ccedil;as deficientes.</P>     <p>Na Idade M&eacute;dia, a sociedade, dominada pela religi&atilde;o e pelo divino, considerava que a  defici&ecirc;ncia decorria da interven&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as demon&iacute;acas e, nesse sentido,  &ldquo;muitos seres humanos f&iacute;sica e mentalmente diferentes &ndash; e por isso associados &agrave; imagem  do diabo e a actos de feiti&ccedil;aria e bruxaria &ndash; foram v&iacute;timas de persegui&ccedil;&otilde;es,  julgamentos e execu&ccedil;&otilde;es&rdquo; (Correia, 1997: 13). Na verdade, &ldquo;a religi&atilde;o, com toda  a sua for&ccedil;a cultural, ao colocar o homem como &lsquo;imagem e semelhan&ccedil;a de Deus&rsquo;, ser perfeito,  inculcava a ideia da condi&ccedil;&atilde;o humana como incluindo perfei&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e mental&rdquo;  (Mazzotta, 1986: 16<I>).</I></P>     <p>Os tempos medievais viram surgir, contudo, as primeiras atitudes de caridade para com a defici&ecirc;ncia &ndash;  a piedade de alguns nobres e algumas ordens religiosas estiveram na base da funda&ccedil;&atilde;o de hosp&iacute;cios  e de albergues que acolheram deficientes e marginalizados. No entanto, perdurou ao longo dos tempos e, em simult&acirc;neo  com esta atitude piedosa, a ideia de que os deficientes representavam uma amea&ccedil;a para pessoas e bens. A sua  reclus&atilde;o, que se processou em condi&ccedil;&otilde;es de profunda degrada&ccedil;&atilde;o, abandono e  mis&eacute;ria, foi vista, por conseguinte, como necess&aacute;ria &agrave; seguran&ccedil;a da sociedade.</P>     <p>Nos s&eacute;culos XVII e XVIII, a mendicidade proliferava em todas as grandes cidades europeias. S&oacute; em Paris,  durante a Guerra dos Trinta Anos, havia mais de 100.000 mendigos. Como forma de atrair a caridade, compravam-se nos asilos,  crian&ccedil;as deficientes de tenra idade, que eram barbaramente mutiladas e abandonadas &agrave; sua sorte quando,  com o avan&ccedil;ar da idade, deixavam de ter utilidade.</P>     <p>Relativamente aos deficientes mentais, o abandono era total. Os que sobreviviam eram remetidos para orfanatos,  pris&otilde;es ou outras institui&ccedil;&otilde;es do Estado. Uma Ordem Real de 1606 refere que no H&ocirc;tel Dieu,  um hospital de Paris que acolhia deficientes mentais, a degrada&ccedil;&atilde;o era total: em leitos miser&aacute;veis,  dormiam juntas v&aacute;rias pessoas, independentemente das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de que apresentassem.  Como se fosse uma barraca de feira, o Centro Bethlem era visitado, em 1770, por um p&uacute;blico que pagava para entrar  e para apreciar o &ldquo;espect&aacute;culo&rdquo;.</P>     <p>Ao longo do s&eacute;culo XIX e da primeira metade do s&eacute;culo XX, os deficientes foram, assim, inseridos  em institui&ccedil;&otilde;es de cariz marcadamente assistencialista. O clima social era prop&iacute;cio &agrave;  cria&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es cada vez maiores, constru&iacute;das longe das povoa&ccedil;&otilde;es,  onde as pessoas deficientes, afastadas da fam&iacute;lia e dos vizinhos, permaneciam incomunic&aacute;veis e privadas  de liberdade. (Garc&iacute;a, 1989, citado por Jim&eacute;nez, 1997).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As concep&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-renascentistas que vieram dar fundamento &agrave; Escola Nova, as  transforma&ccedil;&otilde;es sociais que come&ccedil;aram a verificar-se, na Europa, a consci&ecirc;ncia de que  defici&ecirc;ncia mental e doen&ccedil;a mental n&atilde;o podem ser confundidas, o que s&oacute; viria a acontecer  a partir dos estudos de Esquirol, em 1818, foram marcos relevantes para a educa&ccedil;&atilde;o das pessoas com  defici&ecirc;ncia, nomeadamente atrav&eacute;s do interesse que alguns m&eacute;dicos educadores, como Itard, Seguin  e Maria Montessori lhe consagraram. As causas divinas ou demon&iacute;acas que empenharam sacerdotes, feiticeiros e  exorcistas cederam, assim, lugar a causas do foro biol&oacute;gico, sociol&oacute;gico ou psicol&oacute;gico, da  compet&ecirc;ncia. de m&eacute;dicos e, mais tarde, de psic&oacute;logos e de educadores.</P>     <p>A institucionaliza&ccedil;&atilde;o teve, pois, numa fase inicial, um car&aacute;cter    assistencial. A preocupa&ccedil;&atilde;o com a educa&ccedil;&atilde;o surgiu    mais tarde, pela m&atilde;o de reformadores sociais, de cl&eacute;rigos e de    m&eacute;dicos, com a contribui&ccedil;&atilde;o de associa&ccedil;&otilde;es    profissionais<Sup><a href="#1">1</a><a name="top1"></a></Sup> ent&atilde;o constitu&iacute;das    e com o desenvolvimento cient&iacute;fico e t&eacute;cnico que se foi verificando,    de que os testes psicom&eacute;tricos de Binet e Simon, cuja escala m&eacute;trica    da intelig&ecirc;ncia permitia avaliar os alunos que iam para escolas especiais,    s&atilde;o um exemplo. Surgem institui&ccedil;&otilde;es para surdos<Sup><a href="#2">2</a><a name="top2"></a></Sup>,    mais tarde para cegos<Sup><a href="#3">3</a><a name="top3"></a></Sup> e muito    mais tarde para deficientes mentais<Sup><a href="#4">4</a><a name="top4"></a></Sup>    e as primeiras obras impressas no &acirc;mbito da defici&ecirc;ncia, &ldquo;Redu&ccedil;&atilde;o    das Letras e Arte de Ensinar os Mudos a Falar&rdquo;, de Bonet, e &ldquo;Doutrina    para os Surdos-Mudos&rdquo;, de Ponce de L&eacute;on. De referir, a t&iacute;tulo    de curiosidade, express&otilde;es utilizadas no &acirc;mbito da educa&ccedil;&atilde;o    de pessoas com defici&ecirc;ncia, tais como &ldquo;Pedagogia dos Anormais&rdquo;,    &ldquo;Pedagogia Teratol&oacute;gica&rdquo;, Pedagogia Curativa ou Terap&ecirc;utica&rdquo;,    &ldquo;Pedagogia da Assist&ecirc;ncia Social&rdquo;, &ldquo;Pedagogia Emendativa&rdquo;,    que se mantiveram at&eacute; ao final do s&eacute;culo XIX (Mazzotta, 1996).</P>      <p>A pol&iacute;tica global consiste agora em separar e isolar estas crian&ccedil;as do grupo principal  e maiorit&aacute;rio da sociedade. H&aacute; uma necessidade, &oacute;bvia e compreens&iacute;vel, de  evidenciar empenho na resolu&ccedil;&atilde;o do problema: come&ccedil;am a surgir institui&ccedil;&otilde;es especiais,  asilos, em que s&atilde;o colocadas muitas crian&ccedil;as rotuladas e segregadas em fun&ccedil;&atilde;o da sua  defici&ecirc;ncia. (Correia, 1997: 13)</P>      <p>Nesta fase da educa&ccedil;&atilde;o especial de cariz m&eacute;dico-terapeutico reconhece-se o direito  &agrave; educa&ccedil;&atilde;o especializada e &agrave; reabilita&ccedil;&atilde;o. No entanto e, apesar da  crescente preocupa&ccedil;&atilde;o com a educa&ccedil;&atilde;o destes alunos, cuja interven&ccedil;&atilde;o  decorria de um diagn&oacute;stico m&eacute;dico-psico-pedag&oacute;gico, o processo de coloc&aacute;-los numa  escola de ensino especial ou numa classe especial n&atilde;o deixava de ser um processo segregativo.</P>     <p>Em Portugal, correspondendo a esta fase de institucionaliza&ccedil;&atilde;o, foi criado, em 1822, o Instituto  de Surdos, Mudos e Cegos, a que se seguiram dois asilos para cegos, dois institutos para cegos e dois institutos  para surdos. S&oacute; posteriormente, em 1916, surgir&aacute; o Instituto M&eacute;dico-Pedag&oacute;gico da Casa  Pia de Lisboa, que funcionou como Dispens&aacute;rio de Higiene Mental e mais tarde como Centro Orientador e de  Propaganda T&eacute;cnica dos Problemas de Sa&uacute;de Mental e Infantil de todo o pa&iacute;s. Em 1941 foi criado  o Instituto Ant&oacute;nio Aur&eacute;lio da Costa Ferreira e, nos anos sessenta, apareceram as primeiras  Associa&ccedil;&otilde;es de Pais: a Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Pais e Amigos de Crian&ccedil;as  Mongol&oacute;ides, em 1962, mais tarde chamada Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Pais e Amigos de Crian&ccedil;as  Diminu&iacute;das e, posteriormente, em 1965, Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Pais e Amigos do Cidad&atilde;o  Deficiente Mental. Fundaram-se, por outro lado, Centros de Educa&ccedil;&atilde;o Especial e tamb&eacute;m Centros  de Observa&ccedil;&atilde;o, os quais dependiam do Minist&eacute;rio dos Assuntos Sociais.</P>     <p>Na d&eacute;cada de quarenta do s&eacute;culo XX assistiu-se, ainda, &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de centros  para pessoas com defici&ecirc;ncias, mas a partir dos anos sessenta do mesmo s&eacute;culo, os pressupostos  te&oacute;ricos e as pr&aacute;ticas de institucionaliza&ccedil;&atilde;o come&ccedil;aram a ser questionados.  As transforma&ccedil;&otilde;es sociais do p&oacute;s-guerra, a Declara&ccedil;&atilde;o dos Direitos da Crian&ccedil;a  e dos Direitos do Homem, as Associa&ccedil;&otilde;es de Pais ent&atilde;o criadas e a mudan&ccedil;a de filosofia  relativamente &agrave; educa&ccedil;&atilde;o especial, que estiveram na origem da fase da integra&ccedil;&atilde;o,  contribu&iacute;ram para perspectivar a diferen&ccedil;a com um outro &ldquo;olhar&rdquo;. </P>      <p><B>Da segrega&ccedil;&atilde;o &agrave; integra&ccedil;&atilde;o </B></P>      <p>V&aacute;rios foram os factores que contribu&iacute;ram para questionar a institucionaliza&ccedil;&atilde;o  das pessoas deficientes. Entre outros, o desenvolvimento de associa&ccedil;&otilde;es de pais, deficientes e  volunt&aacute;rios, que reivindicaram, nomeadamente em nome da Declara&ccedil;&atilde;o dos Direitos do Homem e  dos Direitos da Crian&ccedil;a, a que n&atilde;o foi alheia a luta das minorias pelos seus direitos, lugar na  sociedade para os deficientes. A consciencializa&ccedil;&atilde;o, por parte da sociedade, da  desumaniza&ccedil;&atilde;o, da fraca qualidade de atendimento nas institui&ccedil;&otilde;es e do seu custo  elevado, das longas listas de espera, das investiga&ccedil;&otilde;es sobre as atitudes negativas da sociedade  para com os marginalizados e dos avan&ccedil;os cient&iacute;ficos de algumas ci&ecirc;ncias, permitiu perspectivar,  do ponto de vista educativo e social, a integra&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as e dos jovens com defici&ecirc;ncia  (Jim&eacute;nez, 1997), &agrave; qual estava subjacente o direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, &agrave;  igualdade de oportunidades e ao de participar na sociedade. Para tal, defendia-se um atendimento educativo  diferenciado e individualizado, de forma a que cada aluno pudesse atingir metas semelhantes, o que implicava a  necessidade de adequar m&eacute;todos de ensino, meios pedag&oacute;gicos, curr&iacute;culos, recursos humanos  e materiais, bem como os espa&ccedil;os educativos, tendo em conta que a interven&ccedil;&atilde;o junto destes  alunos, respeitando a sua individualidade, deveria ser t&atilde;o precoce quanto poss&iacute;vel e envolver a  participa&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias. </P>     <p>&Agrave; integra&ccedil;&atilde;o subsistiu o princ&iacute;pio da <I>normaliza&ccedil;&atilde;o</I>, definida,  nos finais da d&eacute;cada de cinquenta do s&eacute;culo XX, por Bank-Mikkelson, director dos Servi&ccedil;os para  Deficientes Mentais da Dinamarca e, posteriormente, inclu&iacute;do na legisla&ccedil;&atilde;o daquele pa&iacute;s,  como a possibilidade de que o deficiente mental desenvolva um tipo de vida t&atilde;o normal quanto poss&iacute;vel.  Nirje (1969), director da Associa&ccedil;&atilde;o Sueca Pr&oacute; Crian&ccedil;as Deficientes, perspectivou este  conceito de um modo mais abrangente, defendendo a introdu&ccedil;&atilde;o de normas o mais parecidas poss&iacute;vel  com as que a sociedade considerava como adequadas na vida di&aacute;ria do &ldquo;subnormal&rdquo;, como designou  as pessoas com defici&ecirc;ncia (Jim&eacute;nez, 1997).</P>     <p>O conceito de <I>normaliza&ccedil;&atilde;o</I> estendeu-se a outros pa&iacute;ses da Europa e &agrave; Am&eacute;rica  do Norte nos anos setenta do s&eacute;culo XX, nomeadamente atrav&eacute;s de  Wolfensberger (1972), no Canad&aacute;.  Normalizar, na fam&iacute;lia, na educa&ccedil;&atilde;o, na forma&ccedil;&atilde;o profissional, no trabalho e na  seguran&ccedil;a social, consistia, assim, em reconhecer &agrave;s pessoas com defici&ecirc;ncia os mesmos direitos  dos outros cidad&atilde;os do mesmo grupo et&aacute;rio, em aceit&aacute;-los de acordo com a sua especificidade  pr&oacute;pria, proporcionando-lhes servi&ccedil;os da comunidade que contribu&iacute;ssem para desenvolver as  suas possibilidades, de modo a que os seus comportamentos se aproximassem dos modelos considerados  &ldquo;normais&rdquo;.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A integra&ccedil;&atilde;o escolar decorreu da aplica&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio    de &ldquo;normaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; e, nesse sentido, a educa&ccedil;&atilde;o    das crian&ccedil;as e dos alunos com defici&ecirc;ncia deveria ser feita em    institui&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o e de ensino regular. A    integra&ccedil;&atilde;o escolar come&ccedil;ou a ser uma pr&aacute;tica corrente    nos pa&iacute;ses da Europa do Norte nos anos 50 e 60 e. nos E.U.A., a partir    de 1975, ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o pelo Congresso da Public Law    94-142 (&ldquo;The Education for All Handicapped Children Act&rdquo;)<Sup><a href="#5">5</a><a name="top5"></a></Sup>.    Esta lei defendia educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e gratuita para todos    os alunos com defici&ecirc;ncia, avalia&ccedil;&atilde;o exaustiva e pr&aacute;ticas    n&atilde;o discriminat&oacute;rias quer cultural quer racialmente, a coloca&ccedil;&atilde;o    dos alunos num meio o menos restritivo poss&iacute;vel, a elabora&ccedil;&atilde;o    de planos educativos individualizados que deveriam ser revistos anualmente pelos    professores, encarregados de educa&ccedil;&atilde;o e &oacute;rg&atilde;os de    gest&atilde;o da escola, a forma&ccedil;&atilde;o de professores e outros t&eacute;cnicos    e o envolvimento das fam&iacute;lias no processo educativo dos seus educandos    (Correia, 1991). A sua revis&atilde;o, em 1990, que lhe alterou o nome para    &ldquo;Individuals with Disabilities Education Act&rdquo;, incluiu mais duas    categorias que n&atilde;o tinham sido contempladas no anterior documento: autismo    e traumatismo craniano, a utiliza&ccedil;&atilde;o do termo &ldquo;disability&rdquo;    como substituto de &ldquo;handicap&rdquo;e a obrigatoriedade de as escolas se    envolverem na transi&ccedil;&atilde;o dos seus alunos para a vida activa<Sup>    </Sup> (idem).</P>     <p>Em Inglaterra, com o Warnok Report Special Education Needs, publicado em 1978 e legislado em 1981 pelo &ldquo;Education  Act&rdquo;, deu-se mais um passo de enorme relevo relativamente &agrave; integra&ccedil;&atilde;o escolar. De acordo  com este documento, as dificuldades de aprendizagem que se verificavam em uma de cada cinco crian&ccedil;as dependiam  de v&aacute;rios factores e n&atilde;o significavam necessariamente uma defici&ecirc;ncia, podendo, no entanto,  agravar-se, se n&atilde;o houvesse uma interven&ccedil;&atilde;o educativa adequada. Nesse sentido, propunha-se que  fosse feita uma reavalia&ccedil;&atilde;o dos alunos que estavam em escolas do ensino especial, que os professores  do ensino regular fossem consciencializados relativamente &agrave; integra&ccedil;&atilde;o escolar e que se tivesse  em conta a import&acirc;ncia da articula&ccedil;&atilde;o entre os diversos actores que interferiam no processo  educativo destas crian&ccedil;as.</P>     <p>Por&eacute;m, o maior contributo do Relat&oacute;rio Warnock consistiu na introdu&ccedil;&atilde;o do conceito  de necessidades educativas especiais, o que representou um contraponto &agrave;s categoriza&ccedil;&otilde;es  existentes at&eacute; ent&atilde;o, que eram, sobretudo, do foro m&eacute;dico e psicol&oacute;gico. De acordo com  este documento e, em conformidade com o Education Act, um aluno tem necessidades educativas especiais quando,  comparativamente com os alunos da sua idade, apresenta dificuldades significativamente maiores para aprender ou  tem algum problema de ordem f&iacute;sica, sensorial, intelectual, emocional ou social, ou uma combina&ccedil;&atilde;o  destas problem&aacute;ticas, a que os meios educativos geralmente existentes nas escolas n&atilde;o conseguem responder,  sendo necess&aacute;rio recorrer a curr&iacute;culos especiais ou a condi&ccedil;&otilde;es de aprendizagem adaptadas  (Brennan, 1990). Acentuava-se, por conseguinte, aquilo de que os alunos precisavam, em contexto escolar, para obviar  &agrave;s suas dificuldades em aprender e a responsabilidade da escola em fornecer os meios que facilitariam o acesso  &agrave; aprendizagem, os quais consistiam no fornecimento de meios especiais de acesso ao curriculum atrav&eacute;s  de equipamento, instala&ccedil;&otilde;es ou recursos, modifica&ccedil;&otilde;es do meio f&iacute;sico ou  t&eacute;cnicas de ensino especial; acesso a um curriculum especial ou adaptado; aten&ccedil;&atilde;o especial  &agrave; estrutura social e ao clima emocional nos quais se processava a educa&ccedil;&atilde;o. (Relat&oacute;rio  Warnock, 1978: 3.40).</P>     <p>A integra&ccedil;&atilde;o, conceito a que est&atilde;o subjacentes tr&ecirc;s  dimens&otilde;es - s&oacute;cio-&eacute;tica, jur&iacute;dico-legislativa e psicol&oacute;gica-educacional -  (Bayliss, 1995, citado por Bairr&atilde;o, 1998), fundamentou-se em pressupostos, segundo os quais todos os  indiv&iacute;duos se desenvolvem atrav&eacute;s da mesma sequ&ecirc;ncia de est&aacute;dios, independentemente das  dificuldades que apresentem, dependendo o seu desenvolvimento dos mesmos factores necess&aacute;rios a todas as pessoas:  &ldquo;ambiente precoce rico, estimulante e abundante (Hunt), ambiente de aprendizagem activo, incluindo uma forte  &ecirc;nfase na pr&aacute;tica e participa&ccedil;&atilde;o a partir dos primeiros anos e da&iacute; em diante (Piaget  e Bruner)&rdquo; (Sprinthall & Sprinthall, 1993: 570).</P>     <p>Historicamente, a integra&ccedil;&atilde;o escolar das crian&ccedil;as e jovens com NEE pode ser vista tendo em conta  dois momentos: a interven&ccedil;&atilde;o centrada no aluno e a interven&ccedil;&atilde;o centrada na escola. As primeiras  experi&ecirc;ncias de integra&ccedil;&atilde;o destes alunos em classes regulares corresponderam &agrave;  interven&ccedil;&atilde;o centrada no aluno. O apoio decorria em salas pr&oacute;prias para o efeito, ap&oacute;s um  diagn&oacute;stico do foro m&eacute;dico ou psicol&oacute;gico. Era equacionado de modo a n&atilde;o provocar qualquer  perturba&ccedil;&atilde;o na turma do ensino regular, nomeadamente porque a perman&ecirc;ncia destes alunos na escola  n&atilde;o acarretava mudan&ccedil;as a n&iacute;vel do curr&iacute;culo, nem a n&iacute;vel das estrat&eacute;gias  pedag&oacute;gicas utilizadas. A interven&ccedil;&atilde;o estava a cargo de professores especialistas, de  psic&oacute;logos e de terapeutas.</P>     <p>Na d&eacute;cada de 80 do s&eacute;culo XX, com os trabalhos desenvolvidos no &acirc;mbito do &ldquo;Ano  Internacional do Deficiente&rdquo; (1981) reconheceu-se o direito &agrave; igualdade de oportunidades, o direito  &agrave; integra&ccedil;&atilde;o e o direito &agrave; &ldquo;normaliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; das crian&ccedil;as e  dos jovens deficientes, isto &eacute;, a sua plena participa&ccedil;&atilde;o numa sociedade para todos, o que  correspondeu &agrave; interven&ccedil;&atilde;o centrada na escola<B>. </B>As causas dos problemas educativos  come&ccedil;aram a ser perspectivadas, n&atilde;o em termos do indiv&iacute;duo, mas em termos da situa&ccedil;&atilde;o  educativa, esta considerada globalmente. O esfor&ccedil;o de mudan&ccedil;a passou a centrar-se na problem&aacute;tica  mais alargada do ensino e da aprendizagem. Pedia-se &agrave; escola que respondesse &agrave; individualidade de cada  aluno e &agrave;s necessidades educativas especiais de cada um. Privilegiou-se o papel do professor do ensino regular,  o professor especialista passou a ser considerado como mais um recurso da escola. O encaminhamento para uma  institui&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o especial s&oacute; deveria ser feito em &uacute;ltima an&aacute;lise,  esgotada a capacidade de resposta no ensino regular.</P>     <p>O processo de integra&ccedil;&atilde;o no sistema regular de ensino teve assim, como objectivo, &ldquo;normalizar&rdquo;  o indiv&iacute;duo, a n&iacute;vel f&iacute;sico, funcional e social, pressupondo a proximidade<B> </B>f&iacute;sica,  a interac&ccedil;&atilde;o, a assimila&ccedil;&atilde;o e a aceita&ccedil;&atilde;o. </P>     <p>Embora tenham ocorrido algumas experi&ecirc;ncias pontuais nos anos sessenta deste s&eacute;culo, s&oacute; a partir  dos anos setenta do mesmo &eacute; que come&ccedil;ou a surgir legisla&ccedil;&atilde;o, em Portugal, que foi definindo, a pouco e pouco, o regime de integra&ccedil;&atilde;o progressiva de alunos cegos, surdos e deficientes motores,  primeiro nos ensinos preparat&oacute;rio (actual 2&ordm; Ciclo) e secund&aacute;rio e s&oacute; um ano depois no ensino  prim&aacute;rio, como ent&atilde;o se designava o 1&ordm; Ciclo de escolaridade. &Eacute; tamb&eacute;m nesta d&eacute;cada  que as classes especiais, criadas pelo Instituto Ant&oacute;nio Aur&eacute;lio da Costa Ferreira, em 1944, foram  transformadas em &ldquo;salas de apoio&rdquo;, nas quais, como o pr&oacute;prio nome indica, professores especializados  atendiam os alunos com necessidades educativas espec&iacute;ficas, que estavam integrados em turmas de ensino regular. </P>     <p>A entrada de Portugal na actual Uni&atilde;o Europeia, em 1986, a publica&ccedil;&atilde;o da Lei de Bases do Sistema  Educativo em 14 de Outubro de 1986, o DL 3/87, de 3 de Janeiro, que estabeleceu a regionaliza&ccedil;&atilde;o dos  servi&ccedil;os do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, e a Reforma do Sistema Educativo, foram acontecimentos  particularmente relevantes para a educa&ccedil;&atilde;o especial. A entrada para a ent&atilde;o Comunidade  Econ&oacute;mica Europeia traduziu-se em apoios t&eacute;cnicos e financeiros. A Lei de Bases do Sistema Educativo  consagrou a educa&ccedil;&atilde;o especial como uma modalidade de educa&ccedil;&atilde;o. O DL 3/87, de 3 de Janeiro,  regionalizou os servi&ccedil;os do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, criando Direc&ccedil;&otilde;es  Regionais de Educa&ccedil;&atilde;o, que ficaram, entre outras incumb&ecirc;ncias, com as estruturas de  educa&ccedil;&atilde;o especial a seu cargo.</P>     <p>Em 1988, a oficializa&ccedil;&atilde;o das Equipas de Educa&ccedil;&atilde;o Especial, caracterizadas como  &ldquo;<I>servi&ccedil;os de educa&ccedil;&atilde;o especial a n&iacute;vel local</I>&rdquo;, cujas  fun&ccedil;&otilde;es consistiam no &ldquo;despiste, observa&ccedil;&atilde;o e encaminhamento, desenvolvendo  atendimento directo, em moldes adequados, de crian&ccedil;as e jovens com necessidades educativas decorrentes de  problemas f&iacute;sicos e ps&iacute;quicos&rdquo; (Despacho Conjunto 36/SEAM/SERE, de 17/08) e a escolaridade  obrigat&oacute;ria para todos os alunos, institu&iacute;da pelo DL 35/90, de 25 de Janeiro, constitu&iacute;ram  tamb&eacute;m marcos significativos para o processo de integra&ccedil;&atilde;o.. Este documento, reconhecendo que  a taxa de escolariza&ccedil;&atilde;o destes alunos era muito baixa, prop&ocirc;s como medidas, o seu alargamento a  todos os estabelecimentos dependentes de institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, privadas e cooperativas de  educa&ccedil;&atilde;o especial, o princ&iacute;pio da gratuitidade consagrado para o ensino b&aacute;sico, bem  como refor&ccedil;o de apoio social aos alunos e &agrave;s suas fam&iacute;lias.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; de referir que na d&eacute;cada de oitenta do s&eacute;culo XX, proliferaram servi&ccedil;os no &acirc;mbito  das dificuldades de aprendizagem ou mesmo da defici&ecirc;ncia, de que os Servi&ccedil;os de Apoio &agrave;s Dificuldades  de Aprendizagem, mais tarde convertidos em Unidades de Orienta&ccedil;&atilde;o Educativa, as classes de apoio  pedag&oacute;gico sob a tutela do Instituto Ant&oacute;nio Aur&eacute;lio da Costa Ferreira, as Equipas de  Educa&ccedil;&atilde;o Integrada, posteriormente convertidas em Equipas de Educa&ccedil;&atilde;o Especial, e os  N&uacute;cleos de Apoio &agrave; Defici&ecirc;ncia Auditiva e &agrave; Defici&ecirc;ncia Visual s&atilde;o alguns  exemplos.</P>     <p>No entanto, o documento mais significativo da integra&ccedil;&atilde;o em Portugal    foi o DL 319/91, de 23 de Agosto, regulamentado, posteriormente, pelo Despacho    173/ME/91, de 23 de Outubro. &Agrave; semelhan&ccedil;a do <I>Warnok Report</I>    introduziu o conceito de necessidades educativas especiais, permanentes ou tempor&aacute;rias,    que substituiu as categoriza&ccedil;&otilde;es do foro m&eacute;dico at&eacute;    ent&atilde;o utilizadas. Responsabilizou a escola do ensino regular pela educa&ccedil;&atilde;o    de todos os alunos, e atribuiu um papel mais expl&iacute;cito aos pais na orienta&ccedil;&atilde;o    educativa dos seus filhos. Este documento definiu, pela primeira vez, um conjunto    de medidas a aplicar aos alunos com necessidades educativas especiais<Sup><a href="#6">6</a><a name="top6"></a></Sup>,    as quais deveriam ser expressas num Plano Educativo Individual que, nas situa&ccedil;&otilde;es    mais complexas, remetia para a medida &ldquo;ensino especial&rdquo; e para um    Programa Educativo. O encaminhamento para uma institui&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o    especial, tamb&eacute;m previsto, era o &uacute;ltimo dos recursos e s&oacute;    deveria ter lugar quando a escola comprovadamente n&atilde;o tivesse capacidade    de resposta. </P>     <p>A integra&ccedil;&atilde;o, em Portugal, inseriu-se dentro da pol&iacute;tica    de integra&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o Europeia, que se perspectivou de    acordo com tr&ecirc;s tend&ecirc;ncias: a que partiu do princ&iacute;pio de    que a escola regular deveria organizar-se de modo a atender as necessidades    individuais de todos os seus alunos<Sup><a href="#7">7</a><a name="top7"></a></Sup>,    a que considerou que a integra&ccedil;&atilde;o era um factor de normaliza&ccedil;&atilde;o    que n&atilde;o era exclusivo da escola regular<Sup><a href="#8">8</a><a name="top8"></a></Sup>    e a que defendeu os dois sistemas<Sup><a href="#9">9</a><a name="top9"></a></Sup>    (Gaspar, 1995). Teve in&iacute;cio em 1981, no Ano Internacional do Deficiente,    embora s&oacute; em 1990 se tenham tomado medidas mais generalizadas a este    respeito. </P>     <p>As quest&otilde;es relativas &agrave; defici&ecirc;ncia sa&iacute;ram, assim, da esfera da religi&atilde;o e  do misticismo para a ci&ecirc;ncia, passando a ser perspectivadas n&atilde;o como um atributo divino mas como um  desvio biol&oacute;gico e, nesse sentido, o seu tratamento implicava a reabilita&ccedil;&atilde;o e a  educa&ccedil;&atilde;o (Pessoti, 1984), de acordo com um padr&atilde;o estabelecido como norma. Os conceitos de normalidade  e de reabilita&ccedil;&atilde;o estiveram, deste modo, na g&eacute;nese de medidas e de pr&aacute;ticas de  integra&ccedil;&atilde;o, a qual partiu do princ&iacute;pio que deveria ser a pessoa com defici&ecirc;ncia a  modificar-se, segundo os padr&otilde;es vigentes na sociedade. </P>     <p>Apesar do n&iacute;tido progresso em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s atitudes e &agrave;s pr&aacute;ticas de  segrega&ccedil;&atilde;o do passado, estas formas de participa&ccedil;&atilde;o social e educativa s&oacute;  responderam em parte aos direitos destas pessoas, na medida em que exigiam pouco da sociedade. Em termos educativos,  a investiga&ccedil;&atilde;o a este prop&oacute;sito (Sameroff & Mackenzie, 2003; Zipper, 2004, citados por Bairr&atilde;o,  2004) veio comprovar que o comportamento dos alunos com necessidades educativas especiais muda em fun&ccedil;&atilde;o  das expectativas das pessoas que cuidam deles e, tamb&eacute;m, quando interagem com pares a quem, por sua vez,  v&atilde;o modificar o comportamento. </P>     <p>Os modelos ecol&oacute;gico-sist&eacute;micos e transacionais vieram revelar que o desenvolvimento humano s&oacute;  se entende e evolui de forma contextualizada, o que sustenta a fundamenta&ccedil;&atilde;o do modelo inclusivo de  educa&ccedil;&atilde;o, na medida em que as crian&ccedil;as aprendem, sobretudo quando se actua sobre o meio ambiente  por forma a que encontrem oportunidades de aprendizagem ricas, adultos envolventes e pares estimulantes e organizadores.  (Bairr&atilde;o, 2004: 14).</P>     <p>Estas perspectivas conduzem a um novo &ldquo;olhar&rdquo; sobre as teorias do &ldquo;handicap biol&oacute;gico&rdquo;,  na medida em que n&atilde;o deixam margem de d&uacute;vida  para o papel da sociedade, a quem compete introduzir  modifica&ccedil;&otilde;es e adapta&ccedil;&otilde;es, de modo a acolher todos os que dela possam estar exclu&iacute;dos,  por motivos econ&oacute;micos, culturais, &eacute;tnicos, pol&iacute;ticos, intelectuais, religiosos ou outros.</P>      <p><B>Da integra&ccedil;&atilde;o &agrave; inclus&atilde;o </B></P>      <p>Ao declarar o ano de 1981 como o Ano Internacional das Pessoas com Defici&ecirc;ncia, a Organiza&ccedil;&atilde;o  das Na&ccedil;&otilde;es Unidas e a Carta para os Anos 80, proclamada pela Rehabilitation International e  recomendada pela Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, contribu&iacute;ram para o aprofundamento  das concep&ccedil;&otilde;es e das pr&aacute;ticas relativamente &agrave; inclus&atilde;o social. Esta Carta  de princ&iacute;pios sobre as prioridades internacionais, desenvolvida com base numa ampla consulta a n&iacute;vel  internacional relativamente &agrave; defici&ecirc;ncia, preven&ccedil;&atilde;o e reabilita&ccedil;&atilde;o,  definiu, como metas a atingir, a participa&ccedil;&atilde;o total e a igualdade para as pessoas deficientes de  todo o mundo, ou seja o direito de partilhar a vida social normal da sua comunidade, com tudo o que lhe est&aacute;  subjacente.</P>     <p>As Na&ccedil;&otilde;es Unidas, com base nesta Carta, desenvolveram, por seu lado, um Programa Mundial de  Ac&ccedil;&atilde;o relativo &agrave;s Pessoas Deficientes, defendendo que o princ&iacute;pio da igualdade de  direitos entre deficientes e n&atilde;o deficientes implica que as necessidades de cada indiv&iacute;duo tenham  igual import&acirc;ncia, que essas necessidades dever&atilde;o constituir a base do planeamento das sociedades e  que todos os recursos devem ser empregues de modo a garantir a todo o indiv&iacute;duo igual oportunidade de  participa&ccedil;&atilde;o. As pol&iacute;ticas para o deficiente deveriam garantir o seu acesso a todos os  servi&ccedil;os comunit&aacute;rios. (Programa Mundial de Ac&ccedil;&atilde;o para as pessoas deficientes, ponto 25)</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A aceita&ccedil;&atilde;o e a valoriza&ccedil;&atilde;o da diversidade, a coopera&ccedil;&atilde;o entre diferentes  e a aprendizagem da multiplicidade s&atilde;o, assim, valores que norteiam a inclus&atilde;o social, entendida como o  processo pelo qual a sociedade se adapta de forma a poder incluir, em todos os seus sistemas, pessoas com necessidades  especiais e, em simult&acirc;neo, estas se preparam para assumir o seu papel na sociedade. </P>     <p>O percurso at&eacute; &agrave; inclus&atilde;o passou por um conjunto de decis&otilde;es    e medidas tomadas no seio de organiza&ccedil;&otilde;es e ag&ecirc;ncias internacionais,    como as Na&ccedil;&otilde;es Unidas e a Unesco, que tiveram extraordin&aacute;ria    import&acirc;ncia na introdu&ccedil;&atilde;o progressiva de pol&iacute;ticas    sociais favor&aacute;veis &agrave; sua implementa&ccedil;&atilde;o. De referir,    neste sentido, a Declara&ccedil;&atilde;o Mundial sobre Educa&ccedil;&atilde;o    para Todos, realizada em Jomtien, na Tail&acirc;ndia, em 1990<Sup><a href="#10">10</a><a name="top10"></a></Sup>    e, em particular, a Confer&ecirc;ncia Mundial sobre Necessidades Educativas    Especiais: Acesso e Qualidade, em 1994, organizada pelo governo de Espanha em    coopera&ccedil;&atilde;o com a Unesco, que decorreu em Salamanca<Sup><a href="#11">11</a><a name="top11"></a></Sup>,    a Cimeira Mundial sobre Desenvolvimento Social, que aconteceu em Copenhaga,    em 1995, o F&oacute;rum Mundial de Educa&ccedil;&atilde;o que teve lugar em    Dakar, em 2000<Sup><a href="#12">12</a><a name="top12"></a></Sup>, a Declara&ccedil;&atilde;o    de Madrid, em 2002, na sequ&ecirc;ncia do Ano Europeu das Pessoas com Defici&ecirc;ncia<Sup><a href="#13">13</a><a name="top13"></a></Sup>    e, mais recentemente, a Declara&ccedil;&atilde;o de Lisboa, em 2007. Esta Declara&ccedil;&atilde;o    decorreu da audi&ccedil;&atilde;o parlamentar &ldquo;Young Voices: Meeting Diversity    in Education&rdquo;, no quadro da presid&ecirc;ncia portuguesa da Uni&atilde;o    Europeia, que a organizou com a Ag&ecirc;ncia Europeia para o Desenvolvimento    em Necessidades Especiais de Educa&ccedil;&atilde;o<Sup><a href="#14">14</a><a name="top14"></a></Sup>.  </P>     <p>A n&iacute;vel educativo, os antecedentes da inclus&atilde;o remontam a 1986, quando Madeleine Will, na altura  Secret&aacute;ria de Estado para a Educa&ccedil;&atilde;o Especial do Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o dos  EUA, preocupada com o elevado n&uacute;mero de alunos matriculados nas escolas p&uacute;blicas que apresentavam  necessidades educativas especiais (10%) e com dificuldades de aprendizagem e/ou de comportamento (10 a 20%), fez  um discurso apelando &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de novas estrat&eacute;gias relativamente a estes alunos.  Estas estrat&eacute;gias passavam, entre outras medidas, pela coopera&ccedil;&atilde;o entre os professores do  ensino regular e os do ensino especial, que permitisse uma avalia&ccedil;&atilde;o das dificuldades de cada aluno  e o recurso a medidas educativas que se julgassem mais adequadas para cada situa&ccedil;&atilde;o. Nasceu, assim,  um movimento, o Regular Education Iniciative, segundo o qual e, na perspectiva de Madeleine Will, a classe do ensino  regular deveria adaptar-se de forma a que os alunos da educa&ccedil;&atilde;o especial fossem atendidos nas salas  do ensino regular, sempre que poss&iacute;vel, com a colabora&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o especial  e de outros servi&ccedil;os especializados (Correia, 1997).</P>     <p>O movimento a favor da inclus&atilde;o foi fortemente impulsionado pela Declara&ccedil;&atilde;o de Salamanca,  aprovada pelos representantes de v&aacute;rios pa&iacute;ses e organiza&ccedil;&otilde;es internacionais, em 1994,  a que j&aacute; nos referimos atr&aacute;s. Defendendo que a escola regular deve ajustar-se a todas as crian&ccedil;as  independentemente das suas condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, sociais, lingu&iacute;sticas ou outras, isto &eacute;,  crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia ou sobredotadas, crian&ccedil;as de rua ou crian&ccedil;as que trabalham,  crian&ccedil;as de popula&ccedil;&otilde;es imigradas ou n&oacute;madas, crian&ccedil;as pertencentes a minorias  lingu&iacute;sticas, &eacute;tnicas ou culturais e crian&ccedil;as de &aacute;reas ou grupos desfavorecidos ou  marginais. (UNESCO, 1994: 6).</P>     <p>Este documento contribuiu decisivamente para perspectivar a educa&ccedil;&atilde;o de todos os alunos em termos  das suas potencialidades e capacidades, para o que, curr&iacute;culos, estrat&eacute;gias pedag&oacute;gicas e  recursos a utilizar adequados, organiza&ccedil;&atilde;o escolar facilitadora destas medidas e da coopera&ccedil;&atilde;o  entre docentes e comunidade, s&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es fundamentais a ter em conta.</P>     <p>Segundo a European Agency for Development in Special Needs Education (2003),    verificam-se, na Europa, tr&ecirc;s tend&ecirc;ncias relativamente &agrave;    pol&iacute;tica de inclus&atilde;o escolar dos alunos com necessidades educativas    especiais: a &ldquo;One Track Approach&rdquo;, onde se inserem pa&iacute;ses    que desenvolvem pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas orientadas para a inclus&atilde;o    no ensino regular de quase todos os alunos<Sup><a href="#15">15</a><a name="top15"></a></Sup>,    a &ldquo;Multi Track Approach&rdquo;, pr&oacute;pria dos pa&iacute;ses que seguem    uma abordagem m&uacute;ltipla para a inclus&atilde;o<Sup><a href="#16">16</a><a name="top16"></a></Sup>    e a &ldquo;Two Track Approach&rdquo;, que se caracteriza pela exist&ecirc;ncia    de dois sistemas educativos distintos<Sup><a href="#17">17</a><a name="top17"></a></Sup>.</P>     <p>Em Portugal, o Despacho 105/97, de 1 de Julho, fundamentando-se no modelo canadiano de &ldquo;m&eacute;todos e  meios (Porter, 1991), apontava, pela primeira vez, para uma filosofia de escola inclusiva. Entre outras  orienta&ccedil;&otilde;es, definia o perfil e as fun&ccedil;&otilde;es dos professores de <I>apoio educativo</I>,  designa&ccedil;&atilde;o que introduziu para substituir a de professor de <I>educa&ccedil;&atilde;o especial</I>,  utilizada at&eacute; ent&atilde;o. Estes docentes, embora pertencessem administrativamente &agrave;s escolas onde  eram colocados por destacamento, dependiam pedagogicamente das equipas de coordena&ccedil;&atilde;o de apoios educativos,  constitu&iacute;das por dois ou tr&ecirc;s professores colocados por concurso p&uacute;blico. Estas equipas, que eram  uma extens&atilde;o no terreno das respectivas Direc&ccedil;&otilde;es Regionais de Educa&ccedil;&atilde;o a que  pertenciam, abrangiam as escolas do ensino b&aacute;sico e secund&aacute;rio da rede p&uacute;blica bem como os  jardins de inf&acirc;ncia da rede p&uacute;blica e privada de uma determinada &aacute;rea geogr&aacute;fica.</P>     <p>A reformula&ccedil;&atilde;o deste documento, em 2005, alterou para professores de <I>educa&ccedil;&atilde;o especial,</I> de novo, a designa&ccedil;&atilde;o que o Despacho atr&aacute;s referido tinha introduzido, embora explicitasse claramente  a inten&ccedil;&atilde;o de uma escola inclusiva. Estes professores passaram a concorrer a agrupamentos de escolas,  entretanto criados, ficando a sua coloca&ccedil;&atilde;o &agrave; responsabilidade dos conselhos executivos respectivos.  Esta situa&ccedil;&atilde;o alterou-se em 2006, com a cria&ccedil;&atilde;o de um quadro de professores de  educa&ccedil;&atilde;o especial, que pertencem a um grupo de doc&ecirc;ncia gerido pelo agrupamento de escolas onde  s&atilde;o colocados por concurso p&uacute;blico e, nalguns casos especiais por destacamento, por um per&iacute;odo  m&iacute;nimo de tr&ecirc;s anos.</P>     <p>Estas medidas integram-se no quadro geral legislativo que tem sido produzido,    de que os documentos relativos &agrave; autonomia das escolas, &agrave; gest&atilde;o    flex&iacute;vel do curr&iacute;culo, ao projecto educativo da escola e ao projecto    curricular de turma, &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o dos estabelecimentos    de ensino em agrupamentos verticais, ao apoio a alunos com dificuldades de aprendizagem    e, muito recentemente, &agrave; educa&ccedil;&atilde;o especial<Sup><a href="#18">18</a><a name="top18"></a></Sup>,    s&atilde;o alguns dos exemplos.</P>     <p>Do ponto de vista legislativo, t&ecirc;m-se criado, em Portugal, condi&ccedil;&otilde;es    para que todos os alunos, mesmo os que t&ecirc;m problem&aacute;ticas mais complexas,    como &eacute; o caso da multidefici&ecirc;ncia, da surdocegueira e das perturba&ccedil;&otilde;es    do espectro do autismo, possam frequentar a escola regular. Nesse sentido, foram    criadas Unidades de Atendimento para estes alunos, que s&atilde;o, na sua ess&ecirc;ncia,    salas de recursos para toda a escola. Estas unidades s&atilde;o intervencionadas,    tamb&eacute;m, na generalidade das situa&ccedil;&otilde;es, por t&eacute;cnicos    da &aacute;rea da sa&uacute;de e da reabilita&ccedil;&atilde;o, a partir de    projectos de parceria que algumas institui&ccedil;&otilde;es fizeram com os    agrupamentos de escolas e com as equipas de coordena&ccedil;&atilde;o de apoios    educativos, enquanto estas existiram, e que actualmente est&atilde;o enquadradas    legalmente pelo DL 3/08, de 7/01, que as considera como uma das modalidades    espec&iacute;ficas de educa&ccedil;&atilde;o<Sup><a href="#19">19</a><a name="top19"></a></Sup>.    Designadas como unidades de ensino estruturado para alunos com perturba&ccedil;&otilde;es    do espectro do autismo e como unidades de apoio a alunos com multidefici&ecirc;ncia    e com surdocegueira cong&eacute;nita, s&atilde;o criadas, de acordo com este    documento, por despacho do director regional de educa&ccedil;&atilde;o da respectiva    direc&ccedil;&atilde;o regional de educa&ccedil;&atilde;o, por proposta do conselho    executivo do agrupamento de escolas que pretende implement&aacute;-las, &ldquo;ouvido    o conselho pedag&oacute;gico&rdquo; respectivo (DL 3/08, de 7/01).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desde 1997, com a publica&ccedil;&atilde;o do Despacho 105/97, de 1/07, que a inclus&atilde;o escolar &eacute;  uma inten&ccedil;&atilde;o, ainda que este documento apenas a apontasse implicitamente. Assistiu-se, no entanto, a  alguns desvios quanto &agrave;s designa&ccedil;&otilde;es que os sucessivos Normativos foram adoptando, como j&aacute;  referimos atr&aacute;s, que, em termos conceptuais, podem ser significativos, embora sejam coerentes com o  enquadramento em que se inserem. O <I>apoio educativo</I> e os <I>professores de apoio </I><I>educativo</I>, como  a Declara&ccedil;&atilde;o de Salamanca os definia e como eram designados no Despacho 105/97, de 1/07, deram, assim,  lugar aos <I>professores de educa&ccedil;&atilde;o especial</I> e &agrave; <I>educa&ccedil;&atilde;o especial</I>,  em conson&acirc;ncia, de resto, com a estrutura&ccedil;&atilde;o da Direc&ccedil;&atilde;o Geral de Inova&ccedil;&atilde;o  e Desenvolvimento Curricular, em Mar&ccedil;o de 2007, em quatro Direc&ccedil;&otilde;es de Servi&ccedil;os, uma  das quais &eacute; a Direc&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os de Educa&ccedil;&atilde;o Especial e de Apoios  S&oacute;cio-Educativo. </P>     <p>O conceito de &ldquo;educa&ccedil;&atilde;o especial&rdquo;, conquanto que enquadrado num prop&oacute;sito de  inclus&atilde;o, como &eacute; o caso do DL 3/08, de 7/01, implica um subsistema dentro de um sistema e, nesse  sentido, remete-nos para uma abordagem &ldquo;multitrack aproach&rdquo;, desviando-se da concep&ccedil;&atilde;o  anteriormente adoptada, que vinha na linha seguida no &acirc;mbito da integra&ccedil;&atilde;o, a &ldquo;one track  approach&rdquo; (European Agency for Development in Special  Needs Education, 2004). </P>     <p>Embora esta seja uma das tend&ecirc;ncias a n&iacute;vel europeu que, de acordo com a mesma fonte, tenda a ser  a mais adoptada. </P>     <p>(...) estar inclu&iacute;do &eacute; muito mais do que uma presen&ccedil;a f&iacute;sica: &eacute; um sentimento  e uma pr&aacute;tica m&uacute;tua de perten&ccedil;a entre a escola e a crian&ccedil;a, isto &eacute;, o jovem sentir  que pertence &agrave; escola e a escola sentir que &eacute; respons&aacute;vel por ele &rdquo; (Rodrigues, 2003: 95).</P>     <p>Neste sentido, a interven&ccedil;&atilde;o, em nome da inclus&atilde;o, pode tender a centrar-se no aluno, tal como  o modelo de integra&ccedil;&atilde;o preconizava, mantendo-se, deste modo, pr&aacute;ticas que, ao inv&eacute;s de  contribu&iacute;rem para a inclus&atilde;o, podem ser excludentes. </P>     <p>Colocar alunos em contextos separados de aprendizagem, na base do apoio assegurado por professores de  educa&ccedil;&atilde;o especial, &eacute; negar a esses alunos a oportunidade de poderem, no contexto da turma,  interagir com os colegas e a&iacute; desenvolverem as compet&ecirc;ncias acad&eacute;micas e sociais que s&oacute;  esses contextos proporcionam. (Leit&atilde;o, 2006: 12).</P>     <p>&Eacute; evidente que sem a exist&ecirc;ncia de certos recursos, como &eacute;    o caso das unidades de ensino estruturado ou de apoio, dificilmente alguns dos    alunos que as integram poderiam estar no ensino regular, atendendo &agrave;    especificidade das problem&aacute;ticas que t&ecirc;m. No entanto, numa perspectiva    de escola inclusiva, &eacute; importante que estas salas onde as referidas unidades    se situam sejam percepcionadas como um recurso que est&aacute; ao servi&ccedil;o    da comunidade escolar e que os alunos para quem foram criadas fa&ccedil;am as    actividades que s&atilde;o capazes de realizar nas suas turmas de origem, com    os seus colegas do ensino regular, como a legisla&ccedil;&atilde;o, ali&aacute;s,    prev&ecirc;. De outro modo, corre-se o risco de estas unidades serem entendidas    como &ldquo;salas de&rdquo; como, de resto, j&aacute; acontece com mais frequ&ecirc;ncia    do que seria desej&aacute;vel<Sup><a href="#20">20</a><a name="top20"></a></Sup>.    E &eacute; nesse sentido que, em nome da inclus&atilde;o, podem fomentar-se    pr&aacute;ticas de exclus&atilde;o.</P>      <p><B>Inclus&atilde;o educativa e educa&ccedil;&atilde;o inclusiva </B></P>      <p>Inclus&atilde;o educativa e educa&ccedil;&atilde;o inclusiva correspondem a processos diferentes no que diz  respeito &agrave;s pr&aacute;ticas que lhes d&atilde;o suporte. Como temos vindo a referir, n&atilde;o restam  d&uacute;vidas quanto ao prop&oacute;sito da legisla&ccedil;&atilde;o portuguesa no que diz respeito &agrave;  inclus&atilde;o escolar dos alunos com necessidades educativas especiais. Para al&eacute;m das modalidades  espec&iacute;ficas de educa&ccedil;&atilde;o que j&aacute; referimos, tamb&eacute;m o DL 3/08, de 7/01, &agrave;  semelhan&ccedil;a do DL 319/91, de 23/08, que foi revogado, define as medidas educativas para estes alunos: apoio  pedag&oacute;gico personalizado, adequa&ccedil;&otilde;es curriculares individuais, adequa&ccedil;&otilde;es no  processo de matr&iacute;cula e de avalia&ccedil;&atilde;o, curr&iacute;culo espec&iacute;fico individual e tecnologias  de apoio, medidas que n&atilde;o s&atilde;o particularmente diferentes das que o anterior decreto consignava. </P>     <p>A educa&ccedil;&atilde;o inclusiva parte do pressuposto de que todos os alunos est&atilde;o na escola para aprender  e, por isso, participam e interagem uns com os outros, independentemente das dificuldades mais ou menos complexas que  alguns possam evidenciar e &agrave;s quais cabe &agrave; escola adaptar-se, nomeadamente porque esta atitude constitui  um desafio que cria novas situa&ccedil;&otilde;es de aprendizagem. Nesse sentido, a diferen&ccedil;a &eacute; um valor  (Ainscow, 1998) e a escola &eacute; um lugar que proporciona interac&ccedil;&atilde;o de aprendizagens significativas a  todos os seus alunos, baseadas na coopera&ccedil;&atilde;o e na diferencia&ccedil;&atilde;o inclusiva. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Agrave; educa&ccedil;&atilde;o inclusiva est&aacute; subjacente a atitude com que se perspectiva tal como a  pr&aacute;tica pedag&oacute;gica dos professores e a organiza&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o da escola e das turmas.  No que diz respeito &agrave; atitude, o modo como se perspectivam e prospectivam as necessidades especiais &eacute;  determinante para o percurso dos alunos. Quanto &agrave; pr&aacute;tica pedag&oacute;gica dos professores, a  flexibiliza&ccedil;&atilde;o curricular e a pedagogia diferenciada centrada na coopera&ccedil;&atilde;o, bem como  estrat&eacute;gias como a aprendizagem cooperativa, s&atilde;o medidas que permitem dar resposta a todos os alunos, no  contexto do seu grupo-turma. </P>     <p>Medidas como estas, que passam por atitudes, &agrave;s quais, obviamente, est&atilde;o inerentes valores e, por  pr&aacute;ticas que est&atilde;o em conson&acirc;ncia com esses valores, implicam que a escola esteja ou se organize  neste sentido. &Eacute; assim que a lideran&ccedil;a dos &oacute;rg&atilde;os de gest&atilde;o, que promove ou n&atilde;o  a coopera&ccedil;&atilde;o entre professores, os alunos e os encarregados de educa&ccedil;&atilde;o, e sabe gerir ou  n&atilde;o as parcerias com outras institui&ccedil;&otilde;es da comunidade onde est&aacute; inserida e outras  necess&aacute;rias, como as da &aacute;rea da sa&uacute;de e da psicologia, &eacute; fundamental para a  constru&ccedil;&atilde;o da escola inclusiva, desde logo, e para a implementa&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o  inclusiva ou, pelo contr&aacute;rio, para a manuten&ccedil;&atilde;o de uma escola que, em nome da inclus&atilde;o,  mant&eacute;m e refor&ccedil;a pr&aacute;ticas segregativas.</P>     <p>No entanto, trabalhar com todos os alunos, no mesmo espa&ccedil;o, ainda que em coopera&ccedil;&atilde;o com  a educa&ccedil;&atilde;o especial e outros t&eacute;cnicos, n&atilde;o &eacute; uma tarefa linear, que possa ser  implementada sem uma retaguarda de suporte que ajude &agrave; reflex&atilde;o sobre o processo. Na aus&ecirc;ncia  de apoio &agrave;s dificuldades que v&atilde;o sentindo, as escolas v&atilde;o respondendo como sabem e como podem  a popula&ccedil;&otilde;es cada vez mais diversificadas, como resultado da emigra&ccedil;&atilde;o que tem havido  nos &uacute;ltimos anos. Encontrar, no mesmo espa&ccedil;o, crian&ccedil;as portuguesas, brasileiras, orientais,  africanas, da Europa de leste, algumas das quais n&atilde;o falam portugu&ecirc;s, &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o  comum. Responder a estes e &agrave;queles que de entre estes t&ecirc;m necessidades educativas especiais, numa  perspectiva de educa&ccedil;&atilde;o inclusiva, sendo um desafio que indiscutivelmente contribui para a melhoria do  ensino, &eacute; uma compet&ecirc;ncia indiscutivelmente dif&iacute;cil. (Silva, 2007).</P>     <p>&Eacute; por esta raz&atilde;o que a forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua de professores, neste &acirc;mbito,  &eacute; fundamental para que n&atilde;o se continue a trabalhar, na melhor das inten&ccedil;&otilde;es, com os alunos,  fam&iacute;lias e comunidade, sem grande preocupa&ccedil;&atilde;o com o enquadramento dessa interven&ccedil;&atilde;o.  No entanto, n&atilde;o chega ficar por ac&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o compactadas, dirigidas para  certos aspectos, de que a utiliza&ccedil;&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Funcionalidade,  Incapacidade e Sa&uacute;de constitui um bom exemplo. A inclus&atilde;o escolar vai muito para al&eacute;m da  referencia&ccedil;&atilde;o das necessidades educativas especiais dos alunos e da implementa&ccedil;&atilde;o de  programas espec&iacute;ficos, ainda que estes tenham respons&aacute;veis pela sua aplica&ccedil;&atilde;o e  avalia&ccedil;&atilde;o. Os aspectos pr&aacute;ticos e imediatos que resultam da legisla&ccedil;&atilde;o nova que  apela ao desempenho de compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas t&ecirc;m de ser alvo de sess&otilde;es de  forma&ccedil;&atilde;o &ndash; isso &eacute; indiscut&iacute;vel. Mas, ficar por aqui &eacute; insuficiente. S&atilde;o  demasiadas as quest&otilde;es que problem&aacute;ticas como as perturba&ccedil;&otilde;es do espectro do autismo,  a multidefici&ecirc;ncia e a surdocegueira levantam a n&iacute;vel da pr&aacute;tica a que obrigam, sobretudo se a  escola tiver em conta que a mesma n&atilde;o deve ser desenvolvida descontextualizada do projecto de vida que se  pretende para cada um desses alunos, de acordo com as suas potencialidades, as possibilidades das fam&iacute;lias  e a capacidade de resposta que as escolas t&ecirc;m. E nesse sentido, &eacute; importante ouvir os professores e  perceber as dificuldades com que se confrontam, que s&atilde;o pr&oacute;prias de cada contexto onde ocorrem.</P>      <P><B>A an&aacute;lise de necessidades: uma estrat&eacute;gia de forma&ccedil;&atilde;o para a inclus&atilde;o escolar </B></P>      <p>A inclus&atilde;o escolar dos alunos com necessidades educativas especiais e, na verdade, quando falamos  de inclus&atilde;o n&atilde;o seria necess&aacute;rio estar a especificar qualquer popula&ccedil;&atilde;o,  n&atilde;o depende nem se restringe, naturalmente, &agrave; forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua dos professores.  No entanto, esta &eacute; um dos factores fundamentais para a sua implementa&ccedil;&atilde;o, como a  investiga&ccedil;&atilde;o comprovou relativamente &agrave; integra&ccedil;&atilde;o e como tem vindo a comprovar  no que diz respeito &agrave; inclus&atilde;o (Vieira, 1995; Madureira, 1997; Leite, 1997; Correia 1997, citados  por Silva, 2001); Rodrigues, 2006; Silva, 2005; 2007)</P>     <p>Alguns resultados t&ecirc;m mostrado que os professores se sentem desconfort&aacute;veis, inseguros e  ansiosos quando t&ecirc;m de lidar com alunos &ldquo;diferentes&rdquo; (Sprinthall & Spinthall, 1993; Vayer e Rocin,  1992; Glat, 1995; Bruce e Bergen, 1997, citados por Silva, 2001) e, nesse sentido, a sua resist&ecirc;ncia  (Silva, 2007) &agrave; inclus&atilde;o pode estar relacionada com a falta de prepara&ccedil;&atilde;o que dizem  ter (Godofredo, 1992, citada por Glat, 1995; Correia, 1997; Bruce e Bergen, 1997; Ainscow, 1998).</P>     <p>A valoriza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de forma&ccedil;&atilde;o e de ensino tradicionais, a  dificuldade na operacionaliza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas diferentes das habitualmente relacionadas com  o ensino tradicional e a inseguran&ccedil;a relativamente &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias  activas de aprendizagem s&atilde;o, assim, valores e pr&aacute;ticas relativamente &agrave; inclus&atilde;o, que  alguma pesquisa tem evidenciado (Almeida & Rodrigues, 2006). Os resultados da investiga&ccedil;&atilde;o a  prop&oacute;sito da relev&acirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, dizem-nos, por outro lado, que  esta contribui para uma mudan&ccedil;a de atitude em rela&ccedil;&atilde;o aos alunos com NEE (Sprinthall &  Sprinthall, 1993; Siegel, Janna, Jausovec e Norbert, 1994; Malouf, 1995; Bergen e Bruce, 1997, citados por Silva,  2001), para o aumento da auto-confian&ccedil;a dos professores (Larivee, 1981, citado por Vieira, 1995; Smith,  1987, citados por Silva, 2001), para a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias no desempenho da pr&aacute;tica  pedag&oacute;gica (Sprinthall & Sprinthall, 1993; Malouf, 1995, citados por Silva, 2001) e para o desenvolvimento  de conhecimentos (Yap, 1992, citado por Silva, 2001).</P>     <p>Atitudes de receio, resist&ecirc;ncia e preocupa&ccedil;&atilde;o, que os professores    se auto-atribuem, bem como de indiferen&ccedil;a por aprendizagens formais,    de indisciplina e de alheamento, que atribuem aos alunos com necessidades educativas    especiais, dificuldades na pr&aacute;tica pedag&oacute;gica como identificar    e avaliar necessidades educativas especiais, enquadrar legal e conceptualmente    estas situa&ccedil;&otilde;es e, mais operacionalmente, planificar as aulas    tendo em conta os alunos que seguem o curr&iacute;culo comum, os que t&ecirc;m    adequa&ccedil;&otilde;es curriculares individuais e, nalguns casos, curr&iacute;culos    espec&iacute;ficos individuais<Sup><a href="#21">21</a><a name="top21"></a></Sup>,    o que implica perceber capacidades para preparar actividades, seleccionar conte&uacute;dos    e articular com outros intervenientes, que dizem sentir, evidenciam a import&acirc;ncia    de reflex&atilde;o sobre estas quest&otilde;es, a n&iacute;vel da forma&ccedil;&atilde;o    (Silva, 2001, 2007). </P>     <p>No entanto, tamb&eacute;m como a investiga&ccedil;&atilde;o a este respeito tem mostrado, esta deve respeitar  os interesses, as motiva&ccedil;&otilde;es, os desejos, no limite, as expectativas dos professores, cumprindo,  assim, o princ&iacute;pio b&aacute;sico da forma&ccedil;&atilde;o de adultos (Charlot, 1976). Nesse sentido, a  an&aacute;lise de necessidades &eacute; uma estrat&eacute;gia que contribui para p&ocirc;r em evid&ecirc;ncia e  reflectir sobre quest&otilde;es subjacentes &agrave; inclus&atilde;o, envolvendo os professores ao longo do processo  em que decorre. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta modalidade de forma&ccedil;&atilde;o perspectiva-se segundo duas l&oacute;gicas, que assentam em paradigmas  diferentes: o do crescimento e o de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas (&Eacute;raut, 1984, citado por Silva, 2001).  De acordo com o primeiro, as necessidades s&atilde;o familiares ao formador, que as ajusta com os professores,  decorrendo o programa de forma&ccedil;&atilde;o desta regula&ccedil;&atilde;o. Todos os momentos do processo &ndash;  da identifica&ccedil;&atilde;o &agrave; regula&ccedil;&atilde;o &ndash; porque envolvem a reflex&atilde;o sobre  dificuldades ou mesmo sobre expectativas relativamente &agrave; forma&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o formativos.  Na &oacute;ptica do paradigma de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, as necessidades emergem, n&atilde;o correspondem  necessariamente a qualquer conceptualiza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via do formador, cujo papel &eacute; o de  despolet&aacute;-las. T&ecirc;m por base, de um modo geral, problemas para os quais &eacute; necess&aacute;rio  encontrar uma resposta. O programa de forma&ccedil;&atilde;o vai, assim, sendo constru&iacute;do.</P>     <p>As necessidades podem ser desejos, expectativas ou interesses, conforme decorram da exig&ecirc;ncia do funcionamento  das organiza&ccedil;&otilde;es, da express&atilde;o das expectativas dos indiv&iacute;duos ou grupos e dos interesses  sociais (Barbier e Lesne, 1977). </P>     <p>No que diz respeito &agrave;s necessidades de forma&ccedil;&atilde;o dos professores, as mesmas podem decorrer  das exig&ecirc;ncias do sistema educativo, definindo-se, assim, a partir de lacunas e car&ecirc;ncias ou a partir da  introdu&ccedil;&atilde;o de inova&ccedil;&otilde;es, como &eacute; o caso da inclus&atilde;o escolar de alunos com NEE;  da percep&ccedil;&atilde;o dos docentes, o que as remete para desejos, prefer&ecirc;ncias, expectativas ou problemas  que os professores encontram a n&iacute;vel da sua pr&aacute;tica pedag&oacute;gica e/ou a n&iacute;vel da escola;  das exig&ecirc;ncias do sistema educativo e das percep&ccedil;&otilde;es dos professores, caso em que a  defini&ccedil;&atilde;o do conceito de necessidades depende do problema em causa. Percebe-se, assim, que esta  modalidade de forma&ccedil;&atilde;o implica que se defina previamente o conceito de necessidade que se toma como  refer&ecirc;ncia, ao qual est&aacute; subjacente o modelo da sua determina&ccedil;&atilde;o e os instrumentos que lhe  d&atilde;o suporte.</P>     <p>Independentemente da perspectiva em que assente, a an&aacute;lise de necessidades de forma&ccedil;&atilde;o  contribui para reflectir sobre v&aacute;rias quest&otilde;es que a inclus&atilde;o, de acordo com a  investiga&ccedil;&atilde;o que tem sido feita a este prop&oacute;sito, levanta. Equacionar a(s) resposta(s) a um  problema ou devolver os dados para que sejam pensados, de novo, tendo em vista a sua reformula&ccedil;&atilde;o,  s&atilde;o processos enriquecedores para todos, porque permitem troca, partilha e reflex&atilde;o sobre  preocupa&ccedil;&otilde;es muito pr&oacute;prias, que os est&aacute;dios de desenvolvimento da carreira docente  ajudam a compreender melhor. As diferentes preocupa&ccedil;&otilde;es podem constituir um excelente ponto de partida  para perceber a &ldquo;diferen&ccedil;a&rdquo;, o valor que a mesma encerra e a import&acirc;ncia da sua  desmistifica&ccedil;&atilde;o.</P>     <p>Como dissemos atr&aacute;s, a inclus&atilde;o n&atilde;o depende, apenas, da forma&ccedil;&atilde;o de professores,  mas sem forma&ccedil;&atilde;o que contribua para atenuar receios e mitos socialmente constru&iacute;dos e d&ecirc; s eguran&ccedil;a relativamente a pr&aacute;ticas que necessariamente t&ecirc;m de ser implementadas, dificilmente  teremos uma escola para todos na sua verdadeira acep&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, uma escola que responda aos  seus alunos de acordo com as potencialidades e as capacidades de cada um.</P>      <p>&nbsp;</p>      <p><B>Notas</B></P>      <p><Sup><a href="#top1">1</a><a name="1"></a></Sup> Associa&ccedil;&atilde;o Americana    de Instrutores de Cegos, fundada em 1871; Associa&ccedil;&atilde;o Americana    de Defici&ecirc;ncia Mental, que data de 1876.</P>      <p><Sup><a href="#top2">2</a><a name="2"></a></Sup> Criadas por Ponce de L&eacute;on;    P&eacute;reire, L&rsquo;Abb&eacute; de L&rsquo;&Eacute;p&eacute;e.</P>      <p><Sup><a href="#top3">3</a><a name="3"></a></Sup> Criada por Valentin Hauy.</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a href="#top4">4</a><a name="4"></a></Sup> As classes de aperfei&ccedil;oamento    surgem em Fran&ccedil;a, em 1907, na sequ&ecirc;ncia da escolaridade obrigat&oacute;ria    e da escala m&eacute;trica da intelig&ecirc;ncia, desenvolvida por Binet e Simon.</P>      <p><Sup><a href="#top5">5</a><a name="5"></a></Sup> A Lei Federal (Public Law    94-142) &eacute; definida, de acordo com Sprinthall & Sprinthall (1993:559),    como &ldquo;a Magna Carta da educa&ccedil;&atilde;o para todas as crian&ccedil;as    que t&ecirc;m sido exclu&iacute;das das classes normais em fun&ccedil;&atilde;o    da sua condi&ccedil;&atilde;o deficiente&rdquo;.</P>      <p><Sup><a href="#top6">6</a><a name="6"></a></Sup> Artigo 2&ordm; - Medidas do    Regime Educativo Especial, constitu&iacute;das por a) Equipamentos especiais    de compensa&ccedil;&atilde;o; b) Adapta&ccedil;&otilde;es materiais; c) Adapta&ccedil;&otilde;es    curriculares; d) Condi&ccedil;&otilde;es especiais de matr&iacute;cula; e) Condi&ccedil;&otilde;es    especiais de frequ&ecirc;ncia; f) Condi&ccedil;&otilde;es de avalia&ccedil;&atilde;o;    g) Adequa&ccedil;&atilde;o na organiza&ccedil;&atilde;o das classes ou turmas;    h) Apoio pedag&oacute;gico acrescido; i) Ensino Especial.</P>      <p><Sup><a href="#top7">7</a><a name="7"></a></Sup> Reino Unido, Dinamarca, It&aacute;lia,    Espanha, Gr&eacute;cia e Portugal.</P>      <p><Sup><a href="#top8">8</a><a name="8"></a></Sup> Fran&ccedil;a, B&eacute;lgica    e Luxemburgo.</P>      <p><Sup><a href="#top9">9</a><a name="9"></a></Sup> Irlanda, Alemanha e Holanda.</P>      <p><Sup><a href="#top10">10</a><a name="10"></a></Sup> De acordo com este documento,    a escola regular constitui o meio mais eficaz para combater atitudes discriminat&oacute;rias,    evitar o desajustamento dos alunos &agrave; situa&ccedil;&atilde;o escolar,    o desajustamento espec&iacute;fico &agrave; situa&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica    e o desajustamento &agrave; personalidade do professor.</P>      <p><Sup><a href="#top11">11</a><a name="11"></a></Sup> De acordo com a Declara&ccedil;&atilde;o    de Salamanca, as diferen&ccedil;as humanas s&atilde;o normais, pelo que n&atilde;o    devem ser os alunos a adaptar-se ao ensino, mas o ensino a adaptar-se &agrave;s    suas necessidades.</P>      <p><Sup><a href="#top12">12</a><a name="12"></a></Sup> Neste F&oacute;rum, foi    acordado que todas as pessoas t&ecirc;m o direito de beneficiar de uma educa&ccedil;&atilde;o    que satisfa&ccedil;a as suas necessidades b&aacute;sicas de aprendizagem, aprender    e assimilar conhecimentos, aprender a fazer, a conviver e a ser, uma educa&ccedil;&atilde;o    que tenha como objectivo principal o desenvolvimento dos seus talentos, das    suas capacidades e da sua personalidade, tendo em vista a melhoria da sua vida.</P>      <p><Sup><a href="#top13">13</a><a name="13"></a></Sup> A Declara&ccedil;&atilde;o    de Madrid enfoca a necessidade de igualdade de oportunidades e de acesso de    todas as pessoas, relativamente aos recursos da sociedade, tais como a educa&ccedil;&atilde;o    inclusiva, as novas tecnologias, a sa&uacute;de e os servi&ccedil;os sociais,    o desporto, actividades de lazer, bens e servi&ccedil;os de defesa dos consumidores.</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a href="#top14">14</a><a name="14"></a></Sup> De acordo com o grupo de    jovens que participou na Cimeira &ldquo;<I>Compete-nos construir o nosso futuro.    Temos </I><I>de remover barreiras dentro de n&oacute;s e dos outros. Temos de    crescer para al&eacute;m da nossa defici&ecirc;ncia &ndash; ent&atilde;o o </I><I>mundo    aceitar-nos-&aacute; melhor</I>&rdquo;.</P>      <p><Sup><a href="#top15">15</a><a name="15"></a></Sup> Chipre, Espanha, Gr&eacute;cia,    Isl&acirc;ndia, It&aacute;lia, Noruega, Su&eacute;cia, Portugal.</P>      <p><Sup><a href="#top16">16</a><a name="16"></a></Sup> Dinamarca, Fran&ccedil;a,    Irlanda, Luxemburgo, &Aacute;ustria, Finl&acirc;ndia, Reino Unido, Let&oacute;nia,    Liechtenstein, Rep&uacute;blica Checa, Est&oacute;nia, Litu&acirc;nia, Pol&oacute;nia,    Eslov&aacute;quia, Eslov&eacute;nia.</P>      <p><Sup><a href="#top17">17</a><a name="17"></a></Sup> B&eacute;lgica, Sui&ccedil;a.</P>      <p><Sup><a href="#top18">18</a><a name="18"></a></Sup> DL 3/08, de 7/01.</P>      <p><Sup><a href="#top19">19</a><a name="19"></a></Sup> A educa&ccedil;&atilde;o    e ensino bilingue de alunos surdos e a educa&ccedil;&atilde;o e ensino de alunos    cegos e com baixa vis&atilde;o s&atilde;o outras das modalidades espec&iacute;ficas    de educa&ccedil;&atilde;o definidas pelo DL 3/08, de 7/01.</P>      <p><Sup><a href="#top20">20</a><a name="20"></a></Sup> A t&iacute;tulo de exemplo,    refere-se frequentemente as unidades para o ensino estruturado de alunos do    espectro do autismo como &ldquo;sala teacch&rdquo;.</P>      <p><Sup><a href="#top21">21</a><a name="21"></a></Sup> De acordo com a terminologia    do DL 3/08, de 7/01.</P>      <p>&nbsp;</p>      <p><B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas </B></P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ainscow, M.  (1998). <I>Necessidades Especiais na Sala da Aula um Guia para a Forma&ccedil;&atilde;o de  Professores</I>. Lisboa: Instituto de Inova&ccedil;&atilde;o Educacional.</P>      <p>Almeida, A. M. C & Rodrigues, D.  (2006). A Percep&ccedil;&atilde;o dos Professores do 1&ordm; CEB e Educadores  de Inf&acirc;ncia sobre Valores Inclusivos e suas Pr&aacute;ticas In D. Rodrigues (org.) <I>Investiga&ccedil;&atilde;o  em Educa&ccedil;&atilde;o Inclusiva</I>. Cruz Quebrada: Faculdade de Motricidade Humana, vol. 1.</P>      <p>Bairr&atilde;o, J. (2004). Pref&aacute;cio In Pereira (2004) <I>Pol&iacute;ticas e Pr&aacute;ticas Educativas O Caso da Educa&ccedil;&atilde;o Especial e do Apoio S&oacute;cio-Educativo nos anos 2002 a 2004</I>.  Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Liga Portuguesa dos  Deficientes Motores.</P>      <p>Bairr&atilde;o, J et al. (1998). <I>Os Alunos com Necessidades Educativas Espaciais: Subs&iacute;dios para  o Sistema de Educa&ccedil;&atilde;o</I>. Lisboa: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, Conselho Nacional  de Educa&ccedil;&atilde;o.</P>      <p>Barbier, J. M. & Lesne, M. (1977)<I>. </I><I>L&rsquo;Analyse des Besoints en Formation</I>. Champigny-sur-Marne:  R. Jauze</P>      <p>Bergen, B. (1997). Teacher Attitudes Toward Included Special Education Students and Co-Teaching, In  <I>ERIC Reports.</I> Washington: US Department of Education.</P>      <p>Brennan, W. K. (1990). <I>Curriculum for Special Needs.</I> England: Milton Keynes.</P>      <p>Correia, L. M.  (1991). <I>Dificuldades de Aprendizagem: Contributos para a Clarifica&ccedil;&atilde;o e  Unifica&ccedil;&atilde;o de Conceitos</I>. Porto: APPORT</P>      <p>Charlot, B. (1976). N&eacute;gotiation des Besoins: N&eacute;c&eacute;ssit&eacute; ou Impasse? <I>&Eacute;ducation P ermanente</I>, 34, 17-33.</P>      <!-- ref --><p>Correia, L. M.  (1990). Educa&ccedil;&atilde;o Especial em Portugal. <I>Educa&ccedil;&atilde;o Especial e  Reabilita&ccedil;&atilde;o</I>, vol 4, 60-65.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1645-7250200900010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Correia, L. M.  (1991). <I>Dificuldades de Aprendizagem: Contributos para a Clarifica&ccedil;&atilde;o e  Utiliza&ccedil;&atilde;o de Conceitos</I>. Porto: APPORT.</P>      <p>Correia, L. M.  (1997). <I>Alunos com Necessidades Educativas Especiais nas Classes Regulares.</I> Porto: Porto Editora.</P>      <p>European Agency for Development in Special Needs Education (2004). <I>Special Education across Europe in  2003: Trends in 18 European Countries.</I> Cord. EIJER (Ed). Dinamarca.</P>      <!-- ref --><p>Gaspar, M. T.  (1995). A Educa&ccedil;&atilde;o Especial nos Pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia.  <I>Educa&ccedil;&atilde;o,</I> 10, 70-78.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1645-7250200900010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Glat, R. (1995). <I>A Integra&ccedil;&atilde;o Social dos Portadores de Defici&ecirc;ncias: Uma Reflex&atilde;o.</I>  Rio de Janeiro: Sette letras, vol I.</P>      <p>Jim&eacute;nez, R. B. (1997). Uma Escola para Todos: A Integra&ccedil;&atilde;o Escolar. In Bautista (org)  <I>Necessidades Educativas Especiais</I>. Lisboa: Dinalivro.</P>      <p>Leit&atilde;o, F. R.  (2006). <I>Aprendizagem Cooperativa e Inclus&atilde;o</I>. Lisboa: Edi&ccedil;&atilde;o  do autor</P>      <!-- ref --><p>Leit&atilde;o, F. R.  (1980). Algumas Perspectivas Hist&oacute;ricas sobre Educa&ccedil;&atilde;o Especial.  <I>Ludens</I>, 4, 3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1645-7250200900010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Malouf, D. & Pilato (1991). The SNAP System for Inservice Training of Regular Educators. Final Project Report.  In <I>ERIC Reports.</I> Washington: U.S. Department of Education.</P>      <p>Mazzotta, M.  (1986). <I>Educa&ccedil;&atilde;o Escolar Comum ou Especial?</I> S&atilde;o Paulo: Livraria  Pioneira Editora.</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nirge, B. (1969). The Normalization Principle and its Management Implications. In Kugel & Wolfensberger (ed)  <I>Changing Patterns in Residential Services for the Mentally Retarded</I>. Washington: US GPO</P>      <p>Pereira, F.  (2004). <I>Pol&iacute;ticas e Pr&aacute;ticas Educativas O Caso da Educa&ccedil;&atilde;o Especial  e do Apoio S&oacute;cio-Educativo nos anos 2002 a 2004</I>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Liga Portuguesa dos   Deficientes Motores</P>      <p>Pessoti, I.  (1984). <I>Defici&ecirc;ncia Mental: da Supersti&ccedil;&atilde;o &agrave; Ci&ecirc;ncia</I>.  S&atilde;o Paulo: EDUSP</P>      <p>Porter, G. (1991). The Methods and Resource Teacher: A Collaborative Consultant Model. In <I>Changing  Canadian Schools</I>. Canada: Toronto</P>      <p>Rodrigues, D.  (1995). Dimens&otilde;es da Metodologia de Interven&ccedil;&atilde;o com Crian&ccedil;as com  Necessidades educativas especiais. <I>A Inova&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o Especial</I>. Lisboa:  Sociedade Portuguesa de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o</P>      <p>Rodrigues, D. (Org.) (2003). <I>Perspectivas sobre Inclus&atilde;o. Da Educa&ccedil;&atilde;o &agrave; Sociedade</I>.  Porto: Porto Editora.</P>      <p>Rodrigues, D. (2006) (org). <I>Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o Inclusiva</I>. Cruz Quebrada:  Faculdade de Motricidade Humana, vol 1.</P>      <!-- ref --><p>Sanches, I. & Teodoro, A.  (2006). Inclus&atilde;o Escolar: Conceitos, Perspectivas e Contributos.  <I>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o</I>, 8, 63-83.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1645-7250200900010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Siegel, Janna, Jausovec & Norbert (1994). Improving Teacher&rsquo;s Attitudes toward Students with Disabilities.  In <I>ERIC Reports.</I> Washington: US Department of Education.</P>      <p>Silva, M. O. E.  (2007). <I>Inclus&atilde;o: Concep&ccedil;&otilde;es e Pr&aacute;ticas nos &Uacute;ltimos Dez Anos  &ndash; Relato de uma Experi&ecirc;ncia</I>, Confer&ecirc;ncia proferida na Universidade Federal do Rio Grande do  Norte: III&ordm; Ciclo de Estudos e Debates sobre Educa&ccedil;&atilde;o Inclusiva, 1 e 2 de Outubro.</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Silva, M. O. E.  (2004). Reflectir para (Re)Construir Pr&aacute;ticas. <I>Revista Lus&oacute;fona de  Educa&ccedil;&atilde;o</I>. 4, 51-60.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1645-7250200900010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Silva, M. O. E.  (2003). A An&aacute;lise de Necessidades de Forma&ccedil;&atilde;o na Forma&ccedil;&atilde;o  Cont&iacute;nua de Professores: um Contributo para a Integra&ccedil;&atilde;o e Inclus&atilde;o dos Alunos com NEE  no Ensino Regular. In R. Baumel (Org.)<I> Educa&ccedil;&atilde;o Especial: Do Querer ao Fazer</I> (pp. 53-69).  S&atilde;o Paulo: Avercamp.</P>      <p>Silva, M. O. E.  (2001). <I>A An&aacute;lise de Necessidades de Forma&ccedil;&atilde;o na Forma&ccedil;&atilde;o  Cont&iacute;nua de Professores: Um Caminho </I><I>para a Integra&ccedil;&atilde;o Escolar</I>. S&atilde;o Paulo:  Biblioteca Digital de Teses e Disserta&ccedil;&otilde;es da Universidade de S&atilde;o Paulo. Dispon&iacute;vel  em http://www.teses.usp.br</P>      <p>Sprinthall, N. & Sprinthall, R. C. (1993). <I>Psicologia Educacional</I>. Lisboa: MacGraw-Hill.</P>      <p>UNESCO (1994). <I>Declara&ccedil;&atilde;o de Salamanca e Enquadramento da Ac&ccedil;&atilde;o: Necessidades  Educativas Especiais</I>. Salamanca: Unesco.</P>      <p>Vayer, P. & Roncin (1992). <I>Integra&ccedil;&atilde;o da Crian&ccedil;a Deficiente na Classe.</I> Lisboa:  Instituto Piaget.</P>      <p>Vieira, M. T.  (1995). A Integra&ccedil;&atilde;o Escolar &ndash; Uma Pr&aacute;tica Educativa.  <I>Educa&ccedil;&atilde;o</I>, 10, 16-21.</P>      <p>Warnock, H. M. (1978). <I>Special Education Needs: Report of the Comittee of Enquire into the Education of  Handicapped Children and Young People</I>. London: Her Magesty Stacionary Office.</P>      <p>Wolfensberger, W. (1972). <I>The Principle of Normalization in Human Services</I>. Toronto: National Institute  of Mental Retardation.</P>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a href="#top0">*</a><a name="0"></a></Sup> Doutorada em Educa&ccedil;&atilde;o.    Professora da Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias e membro    da UID Observat&oacute;rio de Pol&iacute;ticas e Contextos Educativos. </P>     <p><a href="mailto:dotidasilva@yahoo.com">dotidasilva@yahoo.com</a></P>       ]]></body><back>
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