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</front><body><![CDATA[ <HTML>      <P><B>Breve hist&oacute;ria do acordo ortogr&aacute;fico</B></P>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Nota Introdut&oacute;ria</b></P>      <p>Objecto de pol&eacute;mica, o Acordo Ortogr&aacute;fico da L&iacute;ngua Portuguesa est&aacute; em vias de  entrar em vigor. Alguns, consider&aacute;-lo-&atilde;o um passo em frente no projecto de unifica&ccedil;&atilde;o  ortogr&aacute;fica da L&iacute;ngua Portuguesa como fundamento da unidade da lusofonia; outros, pelo contr&aacute;rio,  h&atilde;o-de consider&aacute;-lo como uma ced&ecirc;ncia da pot&ecirc;ncia colonizadora aos pa&iacute;ses colonizados,  sobretudo ao Brasil, uma vez que os restantes pa&iacute;ses lus&oacute;fonos utilizam a grafia portuguesa. Para  al&eacute;m das pol&eacute;micas, o acordo ortogr&aacute;fico entrou em vigor no Brasil no in&iacute;cio de 2009 e  pensa-se que o mesmo acontecer&aacute; em Portugal ao longo de 2009. N&atilde;o &eacute; objectivo desta nota discutir  a pol&eacute;mica nem contra-argumentar a favor ou contra qualquer uma das posi&ccedil;&otilde;es.</P>     <p>A <I>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o,</I> como publica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica da  lusofonia e para a lusofonia, adoptar&aacute;, a partir do n&ordm; 14 (Dezembro de 2009) as normas do novo acordo  ortogr&aacute;fico e, neste sentido, sugere a todos os autores que, ao submeterem os seus artigos para  publica&ccedil;&atilde;o, tenham em conta essas normas. O documento que se apresenta tem, pois, por finalidade,  enquadrar, do ponto de vista hist&oacute;rico, as inova&ccedil;&otilde;es que agora surgem na nova grafia e, por  outro lado, esclarecer algumas d&uacute;vidas na aus&ecirc;ncia de um VOLP PE (Vocabul&aacute;rio Ortogr&aacute;fico  da L&iacute;ngua Portuguesa do Portugu&ecirc;s Europeu), o que n&atilde;o acontece com o Brasil que possui,  desde Mar&ccedil;o, um VOLP PB, da responsabilidade da Academia Brasileira de Letras.</P>     <p>Para que possamos entender o presente &eacute; necess&aacute;rio olhar para o passado. </P>     <p>Os acordos e desacordos do Acordo Ortogr&aacute;fico entre, primeiro, Portugal e o Brasil, e, posteriormente,  entre estes e os outros pa&iacute;ses de express&atilde;o portuguesa que emergiram depois do 25 de Abril de 1974,  como na&ccedil;&otilde;es independentes, provocou revezes e atrasos na aprova&ccedil;&atilde;o do diploma, motivados,  quase todos, por press&otilde;es feitas sobre os diferentes governos.</P>     <p>Estas press&otilde;es ainda hoje se fazem sentir e t&ecirc;m express&atilde;o tanto em artigos dos jornais como  na blogosfera. Em v&eacute;speras da entrada em vigor do novo Acordo Ortogr&aacute;fico, este breve apontamento pretende  somente elucidar os leitores sobre como foi trilhado o caminho que conduziu &agrave; realidade actual.</P>      <p align="right">Manuel Tavares & Maria Manuel C. Ricardo</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Em 1671, Jo&atilde;o Franco Barreto, publicava a <B><I>Ortografia da L&iacute;ngua Portugueza,</I></B> onde numa  primeira parte de debru&ccedil;a sobre: <B>Que cousa he Ortografia, [e] de que consta; Que[m] foy o inventor das letras;  Se a lingua Portugueza foy uma das setenta [e] duas; Se e[m] Portugal foy vulgar a Lingua Latina; Das partes da vulgar  lingua. </B></P>     <p>S&oacute; depois trata com pormenor: Que cousa he nome; Do verbo; Dos partic&iacute;pios; Das preposi&ccedil;&otilde;es;  Dos Adv&eacute;rbios; Das conju[n]&ccedil;&otilde;es; Das interjey&ccedil;&otilde;es; Dos Art&iacute;culos; Da divis&atilde;  das letras;Como se pronunciam as vogaes; Do valor das vogaes; Dos Ditongos; Dos falsos ditongos; Se se deve[m] dobrar as  vogaes; Das letras consoantes, [e] primeiro do B; Se as letras se devem dobrar; Se devem aspirarse as consontes, ou  vogaes?; Das letras, e[m] que as di&ccedil;&otilde;es da lingua Portuguesa p&oacute;dem acabar; Como se pronunciam  os pluraes; Das silabas, [e] dic&ccedil;&otilde;es; Que letras se p&oacute;dem ajuntar a outras na composi&ccedil;&atilde;  das s&iacute;labas; Como se dividem as dic&ccedil;&otilde;es, [e] e[m] que letras podem acabar as silabas... ; Dos acentos,  como, [e] quando se devem usar; Dos ap&oacute;strofos; Dos outros sinaes importantes ao b&otilde; escrever; De outros  sinaes tambe[m] importantes ao b&otilde; escrever; De outros sinaes; Das abreviaturas e finalmente sobre uma Breve  recopila&ccedil;&atilde; da nossa ortografia.</P>     <p>Esta obra quase exaustiva compreende-se no quadro pol&iacute;tico em que Portugal vivia. Jo&atilde;o Franco Barreto  nascera em 1600 durante a ocupa&ccedil;&atilde;o espanhola, assistira a todo o processo da Restaura&ccedil;&atilde;o da  monarquia e era urgente que a l&iacute;ngua portuguesa fosse definitivamente fixada e ganhasse autonomia. </P>     <p><B>Mais tarde em 1739, </B>Jo&atilde;o Moraes Madureira Feij&oacute;, publica <B><I>Orthographia ou Arte de escrever  e pronunciar com acerto a l&iacute;ngua portugueza </I></B>para uso do Excellentissimo Duque de Lafoens. Foi impressa  em Lisboa,  na Regia Officina Typografica 1781 e divide-se em tr&ecirc;s partes: a primeira, de cada huma das letras, e  da sua pronuncia&ccedil;a&otilde;. Das vogaes, e Dithongos. Dos accentos, ou tons da pronuncia&ccedil;&atilde;o; a segunda  de como se dividem as palavras. Da pontua&ccedil;&atilde;o, algumas abbreviaturas, conta dos Romanos, e Latinos, Calendas,  Nonas, e Idos; a terceira dos erros do vulgo, e emendas da Orthografia, no escrever, e pronunciar toda a lingua Portugueza,  verbos irregulares, palavras dubias, e as suas significa&ccedil;oens. Huma breve instruc&ccedil;a&otilde; para os Mestres  das Esch&oacute;las. </P>     <p>Come&ccedil;ava a preocupa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; de fixar a l&iacute;ngua portuguesa mas tamb&eacute;m  de dar instru&ccedil;&otilde;es para os professores.</P>     <p>Ant&oacute;nio Feliciano de Castilho, vai ser o primeiro protagonista de um conflito ao redor da ortografia da  l&iacute;ngua portuguesa. Prop&otilde;e a adop&ccedil;&atilde;o, em 1840, de um seu m&eacute;todo de leitura repentina,  que denominou o <B>M&eacute;todo Portugu&ecirc;s</B> (depois conhecido como o <B>M&eacute;todo Portugu&ecirc;s de  Castilho</B>) de aprendizagem da leitura, contra o qual se levantaram grandes pol&eacute;micas.</P>     <p>Depois de uma luta pertinaz pela adop&ccedil;&atilde;o do seu m&eacute;todo, e no meio de uma generalizada  descren&ccedil;a dos pedagogos sobre a sua efic&aacute;cia, o governo nomeou-o Comiss&aacute;rio para a  Propaga&ccedil;&atilde;o do <I>M&eacute;todo Portugu&ecirc;s</I> e deu-lhe um lugar no Conselho Superior de  Instru&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica. Contudo, nunca foi adoptado oficialmente o m&eacute;todo para uso generalizado  nas escolas p&uacute;blicas, recusa que seria o eterno pesar da vida de Castilho.</P>      <p>A<B><I> Cartilha Maternal</I></B><I>, </I><B><I>Arte de Leitura</I></B>, publicada em 1876 por Jo&atilde;o de Deus,  introduz um m&eacute;todo relativamente inovador na &eacute;poca e foi dois anos depois, e por proposta do deputado  Augusto Lemos &Aacute;Lvares Portugal Ribeiro, aprovado como o m&eacute;todo nacional de aprendizagem da escrita da  l&iacute;ngua portuguesa.</P>     <p>S&oacute; em 1898 &eacute; que sai a primeira portaria referente &agrave; quest&atilde;o ortogr&aacute;fica da  Direc&ccedil;&atilde;o Geral da Instru&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica: <I>Conjuga&ccedil;&atilde;o dos verbos e synopses  grammaticais.</I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aniceto dos Reis Gon&ccedil;alves Viana, fil&oacute;sofo, linguista e lexic&oacute;grafo, elabora em 1900, um  question&aacute;rio para se formularem as regras da ortografia portuguesa. Leite de Vasconcelos classifica em tr&ecirc;s  esp&eacute;cies a bibliografia de Gon&ccedil;alves Viana: trabalhos que constitu&iacute;ram a base da fonologia  portuguesa, <B><I>Essai de phon&eacute;tique et de phonologie de la langue portugaise d&rsquo;apr&egrave;s  le dialecte actuel de Lisbonne</I></B>, de 1883, separata <I>Romania</I>, 12, (prefira-se a edi&ccedil;&atilde;o nos  <I>Estudos de fon&eacute;tica portuguesa</I>, de1973, por aproveitar correc&ccedil;&otilde;es do pr&oacute;prio  Gon&ccedil;alves Viana); <B><I>Exposi&ccedil;&atilde;o da pron&uacute;ncia normal portuguesa para uso de  nacionaes e estrangeiros</I>,</B> de 1892, que amplia o trabalho anterior e se destinava ao 10.&ordm; Congresso  Internacional dos Orientalistas (que era para se realizar em Lisboa e foi depois desconvocado) e cuja 2.&ordf; parte  sa&iacute;ra como introdu&ccedil;&atilde;o a uma edi&ccedil;&atilde;o escolar. Gon&ccedil;alves Viana elaborou  tamb&eacute;m trabalhos que ordenaram e normalizaram a ortografia portuguesa. O mais completo, at&eacute; porque  j&aacute; integra mat&eacute;ria sa&iacute;da em op&uacute;sculos anteriores, &eacute; a <B><I>Ortografia </I><I>Nacional.  Simplifica&ccedil;&atilde;o e uniformiza&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica das </I><I>ortografias portuguesas</I></B>,  de 1904; precederam esta obra de s&iacute;ntese as <B><I>Bases de ortografia portuguesa</I></B>, em 1885, em  colabora&ccedil;&atilde;o com Vasconcelos Abreu, que explicava os princ&iacute;pios que serviam a ortografia adoptada  na mencionada colec&ccedil;&atilde;o &laquo;Enciclopedia de ci&ecirc;ncia, arte e literatura. Biblioteca de Portugal e  Brasil&raquo;; sucederam-lhe dois vocabul&aacute;rios - que, antes e depois da reforma, a facilitaram , o  <B><I>Vocabul&aacute;rio ortogr&aacute;fico e orto&eacute;pico da l&iacute;ngua portuguesa</I></B>, 1909  e o <B><I>Vocabul&aacute;rio Ortogr&aacute;fico e remissivo da L&iacute;ngua Portuguesa</I></B> de 1912.  No campo da lexicografia Gon&ccedil;alves Viana deixou dois tomos de <I>Apostilas aos dicion&aacute;rios portugueses</I>,  de 1906; <I>Palestras filol&oacute;jicas</I>, de 1910. Muitas informa&ccedil;&otilde;es sobre etimologias, grafias,  lexicologia em geral, est&atilde;o em recens&otilde;es e artigos avulsos, na <I>Revista Lusitana</I> e  na <I>Positivismo.</I></P>     <p>Em 1910, ap&oacute;s a implementa&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica, Ant&oacute;nio Dias Coelho, chefe  do servi&ccedil;o de revis&atilde;o da Imprensa nacional,<B> </B>envia uma carta a 17 de Dezembro ao administrador  geral Lu&iacute;s Carlos Guedes Derouet, denunciando o estado da incoer&ecirc;ncia ortogr&aacute;fica, sugerindo o  exposto por Gon&ccedil;alves Viana em 1904. Este remete, a 14 de Janeiro de 1911, para o Inspector da  Instru&ccedil;&atilde;o Secund&aacute;ria, Superior e Especial, Ant&oacute;nio Jos&eacute; de Almeida. A Portaria de  15 de Fevereiro publicada no Di&aacute;rio do Governo n&ordm; 29 de 17 de Fevereiro, nomeia uma <B>Comiss&atilde;o da  Reforma Ortogr&aacute;fica</B>, constitu&iacute;da por Francisco Adolfo Coelho,  fil&oacute;logo, escritor e pedagogo,  autodidacta, presidente, Carolina Wilhelma Micha&euml;lis de Vasconcelos, fil&oacute;loga da l&iacute;ngua portuguesa,  cr&iacute;tica liter&aacute;ria, escritora, lexic&oacute;grafa, investigadora, presidente honor&aacute;ria, Aniceto dos  Reis Gon&ccedil;alves Viana, relator, Ant&oacute;nio C&acirc;ndido de Figueiredo, fil&oacute;logo e escritor, autor do  <I>Novo Dicion&aacute;rio da L&iacute;ngua Portuguesa</I>, originalmente publicado em 1899, vogal, Jos&eacute; Leite  de Vasconcelos, linguista, fil&oacute;logo e etn&oacute;grafo, vogal.</P>     <p>A Comiss&atilde;o de Reforma Ortogr&aacute;fica<U> </U>estabelece uma ortografia  simplificada a usar nas publica&ccedil;&otilde;es oficiais e no ensino. A primeira sess&atilde;o de 15 de Mar&ccedil;o  prop&otilde;e de mais 6 membros, Ant&oacute;nio Jos&eacute; Gon&ccedil;alves Guimar&atilde;es, Ant&oacute;nio Garcia  Ribeiro de Vasconcelos, J&uacute;lio Gon&ccedil;alves Moreira, Jos&eacute; Joaquim Nunes, secret&aacute;rio, Borges  Grainha e Augusto Epif&acirc;nio da Silva Dias (que pediu escusa). </P>     <p>A base de trabalho foi o Question&aacute;rio de 1900 e <I>A Ortografia portuguesa </I>de Gon&ccedil;alves Viana.</P>     <p>Esta <B>Reforma da Ortografia</B> foi profunda e modificou completamente o aspecto da l&iacute;ngua escrita,  aproximando-o muito do actual, fazendo desaparecer muitas consoantes dobradas, os grupos <I>ph</I>, <I>th</I>, <I>rh</I>,  etc. Ela representa um retorno, parcial, &agrave; ortografia fon&eacute;tica da Idade M&eacute;dia, de que se diferencia,  no entanto, pela uniformidade com que &eacute; aplicada.</P>     <p>A adop&ccedil;&atilde;o desta nova ortografia n&atilde;o se fez sem resist&ecirc;ncias em Portugal, mas a maior  pol&eacute;mica em seu torno estalou no Brasil. Apesar de j&aacute; existir h&aacute; longo tempo no Brasil uma forte  corrente foneticista, que se batia pela simplifica&ccedil;&atilde;o ortogr&aacute;fica, o n&atilde;o envolvimento  brasileiro na reforma portuguesa teve o efeito contr&aacute;rio de refor&ccedil;ar as correntes tradicionalistas,  ficando os dois pa&iacute;ses com ortografias completamente diferentes: Portugal com uma ortografia reformada, o  Brasil com a velha ortografia pseudo-etimol&oacute;gica.</P>     <p>Pela Lei de 29 de Mar&ccedil;o de 1911, Reforma da Instru&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria, de Jo&atilde;o de Barros  e Jo&atilde;o de Deus Ramos (filho de Jo&atilde;o de Deus), a prepara&ccedil;&atilde;o do professorado prim&aacute;rio  seria feita em escolas normais prim&aacute;rias; estas s&oacute; come&ccedil;aram a funcionar 7 anos depois da  promulga&ccedil;&atilde;o da lei em 1922.<B> O </B>instrumento did&aacute;ctico seguido foi o m&eacute;todo de leitura  da Cartilha Maternal (1876), vulgo M&eacute;todo de Jo&atilde;o de Deus.</P>     <p> A 12 de Setembro, Ant&oacute;nio Jos&eacute; de Almeida, Ministro do Interior, faz publicar no Di&aacute;rio do  Governo n&ordm; 213 as <B><I>Bases para a Unifica&ccedil;&atilde;o da Ortografia que deve ser adoptada </I><I>nas  Escolas e Publica&ccedil;&otilde;es Oficiais.</I></B></P>     <p>Em 1915 estabelece-se o primeiro acordo ortogr&aacute;fico, n&atilde;o oficial, quando a Academia Brasileira de  Letras resolve harmonizar a ortografia com a portuguesa. Esta resolu&ccedil;&atilde;o e revogada em 1919.</P>     <p>J&uacute;lio Dantas, Ministro da Instru&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica, dissolve a Comiss&atilde;o da Reforma  Ortogr&aacute;fica pela Portaria n&ordm; 2553 a 29 de Novembro de 1920. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 1929, durante o per&iacute;odo da Ditadura Militar, a Academia Brasileira de Letras lan&ccedil;a um novo sistema  gr&aacute;fico.</P>     <p>O <B>Primeiro Acordo Ortogr&aacute;fico</B> partiu da iniciativa da Academia Brasileira de Letras e foi aprovado  pela Academia das Ci&ecirc;ncias de Lisboa, em 1931 e publicado no Di&aacute;rio do Governo n&ordm; 120. I S&eacute;rie,  de 25 de Maio. Este visava suprimir as diferen&ccedil;as, unificar e simplificar a l&iacute;ngua portuguesa. No entanto,  nunca foi posto em pr&aacute;tica.</P>     <p>Em 1940, a Academia das Ci&ecirc;ncias de Lisboa, publica o <B><I>Vocabul&aacute;rio Ortogr&aacute;fico da L&iacute;ngua  Portuguesa</I></B>, aprovado no Brasil a 29 de Janeiro de 1942.</P>     <p>O <B>Formul&aacute;rio Ortogr&aacute;fico de 1943</B>, aprovado em 12 de Agosto, &eacute; um conjunto de  instru&ccedil;&otilde;es estabelecido pela Academia Brasileira de Letras para a organiza&ccedil;&atilde;o do  Vocabul&aacute;rio Ortogr&aacute;fico da L&iacute;ngua Portuguesa do mesmo ano. &Eacute; este documento, com as  altera&ccedil;&otilde;es introduzidas pela Lei 5.765 de 18 de Dezembro de 1971, que regimenta a escrita do  portugu&ecirc;s brasileiro at&eacute; hoje.</P>     <p>A <B><I>Conven&ccedil;&atilde;o Ortogr&aacute;fica Luso-Brasileira de 1945</I></B> ou Acordo Ortogr&aacute;fico  de 1945, &eacute; adoptado em Portugal, mas n&atilde;o no Brasil. Em Portugal &eacute; publicado como Decreto n.&ordm;  35.228 no Di&aacute;rio do Governo, 8 de Dezembro de 1945. No Brasil n&atilde;o foi ratificado pelo Congresso, e, por  isso, os brasileiros continuaram a regular-se pela ortografia do Formul&aacute;rio Ortogr&aacute;fico de 1943.</P>     <p>O Acordo Ortogr&aacute;fico de 1945 &eacute; uma conven&ccedil;&atilde;o ortogr&aacute;fica assinada em Lisboa  em 6 de Outubro de 1945 entre a Academia de Ci&ecirc;ncias de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras. Este documento,  ligeiramente alterado pelo Decreto-Lei n.&ordm; 32/73, de 6 de Fevereiro, estabelece as regras ortogr&aacute;ficas  vigentes em todos os pa&iacute;ses de l&iacute;ngua portuguesa, excepto o Brasil que segue o Formul&aacute;rio  Ortogr&aacute;fico de 1943.</P>     <p>A Lei n.&ordm; 5765 de 18 de Dezembro de 1971, no Brasil, &eacute; respons&aacute;vel por 70% das diverg&ecirc;ncias  ortogr&aacute;ficas com Portugal.</P>     <p>Em 1975, a Academia das Ci&ecirc;ncias de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram um projecto de  acordo que n&atilde;o foi aprovado oficialmente.</P>     <p>Em 1986, na reuni&atilde;o de representantes dos sete pa&iacute;ses de l&iacute;ngua portuguesa (CPLP, Angola, Brasil,  Cabo Verde, Guin&eacute;-Bissau, Mo&ccedil;ambique, Portugal e S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe, no Rio de Janeiro,  resultaram as <B><I>Bases Anal&iacute;ticas da Ortografia </I><I>Simplificada da L&iacute;ngua Portuguesa de 1945,  renegociadas em 1975 e consolidadas em 1986</I></B>, que, novamente, nunca chegam a ser implementadas.</P>     <p>O <B>Acordo Ortogr&aacute;fico da L&iacute;ngua Portuguesa de 1990</B> &eacute; um tratado internacional que tem por  objectivo criar uma ortografia unificada para o portugu&ecirc;s, a ser usada por todos os pa&iacute;ses de l&iacute;ngua  oficial portuguesa. Foi assinado por representantes oficiais de Angola, Brasil, CAbo Verde, Guin&eacute;-Bissau,  Mo&ccedil;ambique, Portugal e S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe em Lisboa, em 16 de Dezembro de 1990, ao fim de  uma negocia&ccedil;&atilde;o entre a Academia de Ci&ecirc;ncias de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras iniciada em  1980. Depois de obter a sua independ&ecirc;ncia, Timor-Leste aderiu ao Acordo em 2004. O acordo teve ainda a presen&ccedil;a  de uma delega&ccedil;&atilde;o de observadores da Galiza.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No artigo 3.&ordm;, o Acordo Ortogr&aacute;fico da L&iacute;ngua Portuguesa de 1990 previa a sua entrada em vigor a 1  de Janeiro de 1994, mediante a ratifica&ccedil;&atilde;o de todos os membros. No entanto, como apenas Portugal, em 23 de  Agosto de 1991, o Brasil, em 18 de Abril de 1995 e  Cabo Verde ratificaram o documento, a sua entrada em vigor ficou  pendente.</P>     <p>Em 1998, na cidade da Praia, Cabo Verde, foi assinado um <B><I>Protocolo Modificativo ao Acordo Ortogr&aacute;fico  da L&iacute;ngua Portuguesa</I></B> que retirou do texto original a data para a sua entrada em vigor.</P>     <p>Em Julho de 2004, os chefes de estado e de governo da Comunidade dos PA&iacute;ses de L&iacute;ngua portuguesa  (CPLP), reunidos em S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe, aprovaram um <B>Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortogr&aacute;fico</B> que, para al&eacute;m de permitir a ades&atilde;o de Timor-Leste, previa que, em lugar da  ratifica&ccedil;&atilde;o por todos os pa&iacute;ses, fosse suficiente que tr&ecirc;s membros da CPLP ratificassem o  Acordo Ortogr&aacute;fico para que este entrasse em vigor nesses pa&iacute;ses<Sup>.</Sup></P>     <p>Em 2008, a Assembleia da Rep&uacute;blica acabou por ratificar o Segundo Protocolo Modificativo em 16 de Maio. </P>     <p>Entretanto, os chefes de Estado e de governo da CPLP, reunidos em Lisboa no dia 25 de Julho de 2008, na  <B><I>Declara&ccedil;&atilde;o </I><I>sobre a L&iacute;ngua Portuguesa</I></B> manifestaram &ldquo;O seu regozijo  pela futura entrada em vigor do Acordo Ortogr&aacute;fico, reiterando o compromisso de todos os Estados membros no  estabelecimento de mecanismos de coopera&ccedil;&atilde;o, com vista a partilhar metodologias para a sua  aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica&rdquo;</P>     <p>A 29 Setembro foi assinado o decreto da implementa&ccedil;&atilde;o da reforma no Brasil, a entrar em vigor em 1  Janeiro 2009. Em 2013 &eacute; totalmente obrigat&oacute;ria. O acordo ortogr&aacute;fico afecta cerca de 0,5 % do  vocabul&aacute;rio do Brasil e 2% em Portugal, mas, na pr&aacute;tica, a percentagem &eacute; muito maior na  l&iacute;ngua portuguesa, tanto mais que as palavras em causa s&atilde;o frequentemente usadas.</P>     <p><B>Em termos pr&aacute;ticos, o que muda com a ratifica&ccedil;&atilde;o do Acordo Ortogr&aacute;fico? </B></P>     <p>- O alfabeto passa a ter 26 letras com a inclus&atilde;o do &laquo;K&raquo;, o &laquo;Y&raquo; e o &laquo;W&raquo;; </P>     <p>- Apesar das mudan&ccedil;as a n&iacute;vel de ortografia, as pron&uacute;ncias pr&oacute;prias de cada pa&iacute;s  continuam iguais. </P>     <p>- Exemplos de palavras que v&atilde;o ter dupla grafia devido &agrave; diferen&ccedil;a de pron&uacute;ncia entre  Portugal e Brasil: acad&eacute;mico/acad&ecirc;mico, amaz&oacute;nia/amaz&ocirc;nia, anat&oacute;mico/anat&ocirc;mico,  Ant&oacute;nio/Ant&ocirc;nio, blasf&eacute;mia/blasf&ecirc;mia, c&eacute;nico/c&ecirc;nico, c&oacute;modo/c&ocirc;modo,  ef&eacute;mero/ef&ecirc;mero, fen&oacute;meno/fen&ocirc;meno, g&eacute;meo/g&ecirc;meo, g&eacute;nero/g&ecirc;nero,  g&eacute;nio/g&ecirc;nio, t&eacute;nue/t&ecirc;nue, t&oacute;nico/t&ocirc;nico e tamb&eacute;m beb&eacute;/beb&ecirc;,  bid&eacute;/bid&ecirc;, canap&eacute;/canap&ecirc;, carat&eacute;/carat&ecirc;, coc&oacute;/coc&ocirc;,  croch&eacute;/croch&ecirc;, guich&eacute;/guich&ecirc;, judo/jud&ocirc;, matin&eacute;/matin&ecirc;, metro/metr&ocirc;,  pur&eacute;/pur&ecirc;. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>- Exemplos pr&aacute;ticos de altera&ccedil;&otilde;es na grafia: cai o &laquo;h&raquo; como em  &laquo;h&uacute;mido&raquo; e fica &uacute;mido, desaparecem o &laquo;c&raquo; e o &laquo;p&raquo; nas palavras onde  n&atilde;o se l&ecirc;em (s&atilde;o mudos), como ac&ccedil;&atilde;o, acto, baptismo ou &oacute;ptimo. </P>     <p>- Mais exemplos de consoantes que desaparecem com o novo acordo: acionar, adjetival, adjetivo, ado&ccedil;&atilde;o,  adotar, afetivo, apocal&iacute;tico, ativo, ator, atual, atualidade, batizar, cole&ccedil;&atilde;o, coletivo,  contra&ccedil;&atilde;o, corre&ccedil;&atilde;o, correto, dialetal, dire&ccedil;&atilde;o, direta, diretor, Egito,  eletricidade, exatid&atilde;o, exato, exce&ccedil;&atilde;o, excecionalmente, exce&ccedil;&otilde;es, fator, fatura,  fra&ccedil;&atilde;o, hidroel&eacute;trico, inspetor, letivo, noturno, obje&ccedil;&atilde;o, objeto, &oacute;timo,  projeto, respetiva, respetivamente, tatear. </P>     <p>- Nas sequ&ecirc;ncias &laquo;mpc&raquo;, &laquo;mp&ccedil;&raquo; e &laquo;mpt&raquo;, se o &laquo;p&raquo; for  eliminado, o &laquo;m&raquo; passa a &laquo;n&raquo;, como assun&ccedil;&atilde;o e perent&oacute;rio. </P>     <p>- As termina&ccedil;&otilde;es verbais &laquo;&ecirc;em&raquo; deixam de ser acentuadas em Portugal e no Brasil  (exemplos: creem, deem, leem, veem, incluindo os verbos com as mesmas termina&ccedil;&otilde;es: descreem, releem,  reveem, etc). </P>     <p>- Deixa de ter acento diferencial a forma verbal de &laquo;para&raquo;. </P>     <p>- O acento diferencial para distinguir o passado do presente passa a ser facultativo. </P>     <p>- As formas monossil&aacute;bicas do verbo haver perdem o h&iacute;fen. Exemplos: &laquo;hei de&raquo;,  &laquo;h&aacute;s de&raquo;, &laquo;h&aacute; de&raquo;, &laquo;h&atilde;o de&raquo;. A palavra &laquo;fim-de-semana&raquo;  tamb&eacute;m fica sem h&iacute;fen. </P>     <p>- O h&iacute;fen cai tamb&eacute;m em palavras compostas (em que se perdeu a no&ccedil;&atilde;o de  composi&ccedil;&atilde;o), que passam a ser escritas assim: mandachuva, paraquedas e paraquedista. </P>     <p>- Ainda em rela&ccedil;&atilde;o ao h&iacute;fen: fus&otilde;es de palavras quando h&aacute; duplica&ccedil;&atilde;o  do &laquo;s&raquo; ou do &laquo;r&raquo;, como antirreligioso, antissemita, contrarregra, contrassenha, extrarregular,  infrassom. </P>     <p>- O novo acordo recomenda tamb&eacute;m que se generalize a fus&atilde;o quando a termina&ccedil;&atilde;o &eacute;  uma vogal e o segundo elemento come&ccedil;a com vogal diferente: extraescolar, autoestrada. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>- Meses e esta&ccedil;&otilde;es do ano passam a escrever-se com letra min&uacute;scula</P>     <p>- No vocabul&aacute;rio brasileiro desaparece o acento circunflexo em palavras como aben&ccedil;&ocirc;o, v&ocirc;o,  cr&ecirc;r, l&ecirc;r e outras. Desaparece tamb&eacute;m tamb&eacute;m o trema em palavras como ling&uuml;&iacute;&ccedil;a,  freq&uuml;encia ou q&uuml;inq&uuml;&eacute;nio, assim como o acento agudo nos ditongos abertos como por exemplo  assembl&eacute;ia ou id&eacute;ia.</P>      <P>Com o Acordo Ortogr&aacute;fico, a grafia das palavras passa a ser regulamentada nos pa&iacute;ses de  l&iacute;ngua portuguesa.</P>      <p align="right"><B>Maria Manuel Calvet Ricardo</B></P>      <p><B>Bibliografia</B></P>      <p>Estrela, E. (1993). <I>A quest&atilde;o Ortogr&aacute;fica, reforma e acordos da l&iacute;ngua portuguesa. </I>Lisboa:  editorial Not&iacute;cias</P>      <p>Gon&ccedil;alves, M. F. (2003). <I>As ideias ortogr&aacute;ficas em Portugal de Madureira Feij&oacute; a  Gon&ccedil;alves Viana (1734-1911). </I>Lisboa: FCG</P>      <p>&nbsp;</p>      <p align="center">Biblioteca Nacional &#91;L-323-V&#93; purl pt. biblioteca            nacional digital</p>             <p align="center"><img src="/img/revistas/rle/n13/13a11f1.gif"></p>             
]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">Biblioteca Nacional &#91;L-5049-A&#93; purl pt. biblioteca            nacional digital</p>             <p align="center"><img src="/img/revistas/rle/n13/13a11f2.gif"></p>             
<p align="center">Biblioteca Nacional &#91;S.C.28857.P.&#93; purl pt.            biblioteca nacional digital</p>             <p align="center"><img src="/img/revistas/rle/n13/13a11f3.gif"></p>             
<p align="center">Biblioteca Nacional &#91;L. 1733 V.&#93; purl pt. biblioteca            nacional digital</p>             <p align="center"><img src="/img/revistas/rle/n13/13a11f4.gif"></p>             
<p align="center"><img src="/img/revistas/rle/n13/13a11f5.gif"></p>             
<p align="center"><img src="/img/revistas/rle/n13/13a11f6.gif"></p>             
<p align="center">&nbsp;</p>             <p align="center">LEI N&ordm; 5.765, DE 18 DE DEZEMBRO DE 1971</P>             ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Art. 1&ordm; De conformidade com parecer conjunto da Academia Brasileira            de Letras e da Academia das Ci&ecirc;ncias de Lisboa, exarado a 22 de            abril de 1971, segundo o disposto no art. III da Conven&ccedil;&atilde;o            Ortogr&aacute;fica celebrada a 29 de dezembro de 1943 entre o Brasil            e Portugal, fica abolido o trema nos hiatos &aacute;tonos; o acento            circunflexo diferencial na letra e e na letra o da s&iacute;laba t&ocirc;nica            das palavras hom&oacute;grafas de outras em que s&atilde;o abertas a            letra e e a letra o, exce&ccedil;&atilde;o feita da forma p&ocirc;de,            que se acentuar&aacute; por oposi&ccedil;&atilde;o a pode; o acento            circunflexo e o grave com que se assinala a s&iacute;laba subt&ocirc;nica            dos voc&aacute;bulos derivados em que figura o sufixo mente ou sufixos            iniciados por z.</P>             <p>Art. 2&ordm; A Academia Brasileira de Letras promover&aacute;, dentro            do prazo de dois anos, a atualiza&ccedil;&atilde;o do Vocabul&aacute;rio            Comum, a organiza&ccedil;&atilde;o do Vocabul&aacute;rio Onom&aacute;stico            e a republica&ccedil;&atilde;o do Pequeno Vocabul&aacute;rio Ortogr&aacute;fico            da L&iacute;ngua Portuguesa nos termos da presente Lei.</P>             <p>Art. 3&ordm; Conceder-se-&aacute; &agrave;s empresas editoras de livros            e publica&ccedil;&otilde;es o prazo de quatro anos para o cumprimento            do que disp&otilde;e esta Lei.</P>             <p>Art. 4&ordm; Esta Lei, que revoga as disposi&ccedil;&otilde;es em contr&aacute;rio,            entrar&aacute; em vigor trinta dias ap&oacute;s a sua publica&ccedil;&atilde;o.</P>             <p>Bras&iacute;lia, 18 de dezembro 1971</P>             <p>150&ordm; da Independ&ecirc;ncia e 83&ordm; da Rep&uacute;blica</P>             <p>Em&iacute;lio G. M&eacute;dici Jarbas G. Passarinho</P> 		    <p>&nbsp;</P>             <p>Resolu&ccedil;&atilde;o da Assembleia da Rep&uacute;blica n.&ordm;            35/2008</P>             <p>Aprova o Acordo do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortogr&aacute;fico            da L&iacute;ngua Portuguesa, adoptado na V Confer&ecirc;ncia dos Chefes            de Estado e de Governo da Comunidade dos Pa&iacute;ses de L&iacute;ngua            Portuguesa (CPLP), realizada em S&atilde;o Tom&eacute; em 26 e 27 de            Julho de 2004.</P>             ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Assembleia da Rep&uacute;blica resolve, nos termos da al&iacute;nea            i) do artigo 161.&ordm; e do n.&ordm; 5 do artigo 166.&ordm; da Constitui&ccedil;&atilde;o,            o seguinte:</P>             <p>Artigo 1.&ordm;</P>             <p>Aprova&ccedil;&atilde;o</P>             <p>Aprovar o Acordo do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortogr&aacute;fico            da L&iacute;ngua Portuguesa, adoptado na V Confer&ecirc;ncia dos Chefes            de Estado e de Governo da Comunidade dos Pa&iacute;ses de L&iacute;ngua            Portuguesa (CPLP), realizada em S&atilde;o Tom&eacute; em 26 e 27 de            Julho de 2004, cujo texto, na vers&atilde;o autenticada em l&iacute;ngua            portuguesa, se publica em anexo.</P>             <p>Artigo 2.&ordm;</P>             <p>Declara&ccedil;&atilde;o</P>             <p>1 &mdash; O dep&oacute;sito, pela Rep&uacute;blica Portuguesa, do instrumento            de ratifica&ccedil;&atilde;o do Acordo do Segundo Protocolo Modificativo            ao Acordo Ortogr&aacute;fico da L&iacute;ngua Portuguesa n&atilde;o            prejudica a validade da ortografia constante de actos, normas, orienta&ccedil;&otilde;es            ou documentos provenientes de entidades p&uacute;blicas, de bens culturais,            bem como de manuais escolares e outros recursos did&aacute;ctico-pedag&oacute;gicos,            com valor oficial ou legalmente sujeitos a reconhecimento, valida&ccedil;&atilde;o            ou certifica&ccedil;&atilde;o, &agrave; data existentes.</P>             <p>2 &mdash; No prazo limite de seis anos ap&oacute;s o dep&oacute;sito            do instrumento de ratifica&ccedil;&atilde;o do Acordo do Segundo Protocolo</P>             <p>Modificativo ao Acordo Ortogr&aacute;fico da L&iacute;ngua Portuguesa,            a ortografia constante de novos actos, normas, orienta&ccedil;&otilde;es,            documentos ou de bens referidos no n&uacute;mero anterior ou que venham            a ser objecto de revis&atilde;o, reedi&ccedil;&atilde;o, reimpress&atilde;o            ou de qualquer outra forma de modifica&ccedil;&atilde;o, independentemente            do seu suporte, deve conformar -se &agrave;s disposi&ccedil;&otilde;es            do Acordo Ortogr&aacute;fico da L&iacute;ngua Portuguesa.</P>             <p>3 &mdash; O Estado Portugu&ecirc;s adoptar&aacute; as medidas adequadas            a salvaguardar uma transi&ccedil;&atilde;o sem rupturas, nomeadamente            no que se refere ao sistema educativo em geral e, em particular, ao            ensino da l&iacute;ngua portuguesa, com incid&ecirc;ncia no curr&iacute;culo            nacional, programas e orienta&ccedil;&otilde;es curriculares e pedag&oacute;gicas.</P>             ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aprovada em 16 de Maio de 2008.</P>             <p>O Presidente da Assembleia da Rep&uacute;blica, Jaime Gama.</P>             <p>&nbsp;</P>             <p>Acordo do Segundo Protocolo Modificativo</P>             <p>Ao Acordo Ortogr&aacute;fico da L&iacute;ngua Portuguesa</P >             <p>A Rep&uacute;blica de Angola, a Rep&uacute;blica Federativa do Brasil,            a Rep&uacute;blica de Cabo Verde, a Rep&uacute;blica da Guin&eacute;--Bissau,            a Rep&uacute;blica de Mo&ccedil;ambique, a Rep&uacute;blica Portuguesa,            a Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica de S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe            e a Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica de Timor -Leste: Considerando            que, at&eacute; &agrave; presente data, o Acordo Ortogr&aacute;fico            da L&iacute;ngua Portuguesa, assinado em Lisboa em 16 de Dezembro de            1990, ainda n&atilde;o p&ocirc;de entrar em vigor por n&atilde;o ter            sido ratificado por todas as partes contratantes; Tendo em conta que,            desde a IV Confer&ecirc;ncia de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade            de Pa&iacute;ses de L&iacute;ngua Portuguesa (CPLP), ocorrida em Bras&iacute;lia            em 31 de Julho e 1 de Agosto de 2002, se adoptou a pr&aacute;tica, nos            Acordos da CPLP, de estipular a entrada em vigor com o dep&oacute;sito            do terceiro instrumento de ratifica&ccedil;&atilde;o; Recordando que,            em 2002, por ocasi&atilde;o da IV Confer&ecirc;ncia de Chefes de Estado            e de Governo, a Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica de Timor -Leste            aderiu &agrave; CPLP, tornando &ndash;se o oitavo membro da Comunidade;</P>             <p>Evocando a recomenda&ccedil;&atilde;o dos Ministros da Educa&ccedil;&atilde;o            da CPLP que, reunidos, em Fortaleza em 26 de Maio de 2004, na V Reuni&atilde;o            de Ministros da Educa&ccedil;&atilde;o, reiteraram ser o Acordo Ortogr&aacute;fico            um dos fundamentos da Comunidade e decidiram elevar, &agrave; considera&ccedil;&atilde;o            da V Confer&ecirc;ncia de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, a proposta            de se aprovar o Protocolo Modificativo ao Acordo Ortogr&aacute;fico            da L&iacute;ngua Portuguesa que, al&eacute;m de permitir a ades&atilde;o            de Timor -Leste, define a entrada em vigor do Acordo com o dep&oacute;sito            dos instrumentos de ratifica&ccedil;&atilde;o por tr&ecirc;s pa&iacute;ses            signat&aacute;rios; decidem as Partes:</P>             <p>1 &mdash; Dar a seguinte nova redac&ccedil;&atilde;o ao artigo 3.&ordm;            do Acordo Ortogr&aacute;fico: &laquo;Artigo 3. &ordm;</P>             <p>O Acordo Ortogr&aacute;fico da L&iacute;ngua Portuguesa entrar&aacute;            em vigor com o terceiro dep&oacute;sito de instrumento de ratifica&ccedil;&atilde;o            junto da Rep&uacute;blica Portuguesa.&raquo;</P>             <p>2 &mdash; Acrescentar o seguinte artigo ao Acordo Ortogr&aacute;fico:            &laquo;Artigo 5.&ordm;</P>             ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente Acordo estar&aacute; aberto &agrave; ades&atilde;o da Rep&uacute;blica            Democr&aacute;tica de Timor -Leste. &raquo;</P>             <p>3 &mdash; Estabelecer que o presente Protocolo Modificativo entrar&aacute;            em vigor no 1.&ordm; dia do m&ecirc;s seguinte &agrave; data em que            tr&ecirc;s Estados membros da CPLP tenham depositado, junto da Rep&uacute;blica            Portuguesa, os respectivos instrumentos de ratifica&ccedil;&atilde;o            ou documentos equivalentes que os vinculem ao Protocolo. Feito e assinado            em S&atilde;o Tom&eacute; em 25 de Julho de 2004.</P>             <P>Pelo Governo da Rep&uacute;blica de Angola:</P>             <P>Pelo Governo da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil:</P>             <P>Pelo Governo da Rep&uacute;blica de Cabo Verde:</P>             <P>Pelo Governo da Rep&uacute;blica da Guin&eacute;-Bissau:</P>             <P>Pelo Governo da Rep&uacute;blica de Mo&ccedil;ambique:</P>             <P>Pelo Governo da Rep&uacute;blica Portuguesa:</P>             <P>Pelo Governo da Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica de S&atilde;o Tom&eacute;            e Pr&iacute;ncipe:</P>             <P>Pelo Governo da Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica de Timor-Leste</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[</body>  </HTML>      ]]></body>
</article>
