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</front><body><![CDATA[ <P><B>Semin&aacute;rio sobre a hist&oacute;ria da profiss&atilde;o docente</B></P>      <p>&nbsp;</p>      <p>Realizou-se  no dia 31 de Janeiro de 2009, no Audit&oacute;rio Victor de S&aacute; da  Universidade  Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias (Lisboa) um Semin&aacute;rio subordinado ao tema em ep&iacute;grafe  e dinamizado pelos Grupos de Investiga&ccedil;&atilde;o -  Associativismo e Sindicalismo Docentes e Mem&oacute;rias  da Educa&ccedil;&atilde;o no Espa&ccedil;o Lus&oacute;fono - integrados na UID-Observat&oacute;rio de Pol&iacute;ticas  de Educa&ccedil;&atilde;o e de Contextos Educativos.  </P>     <p> O Semin&aacute;rio, cuja abertura esteve a cargo do Professor Ant&oacute;nio Teodoro, contou com diversos  conferencistas que abordaram a tem&aacute;tica em an&aacute;lise numa pluralidade de perspectivas. </P>     <p>O Professor Rog&eacute;rio Fernandes centrou a sua comunica&ccedil;&atilde;o nos prim&oacute;rdios do associativismo  docente em Portugal os quais remontam a 1813, data em que 131 professores assinaram o compromisso de criar o Montepio  dos Professores, mais tarde chamado Montepio Liter&aacute;rio. Esta organiza&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o &eacute;  de tipo sindical, inscreve-se no esp&iacute;rito da confraria tradicional e n&atilde;o prosperou devido a divis&otilde;es  internas e a problemas financeiros. </P>     <p>A Dr&ordf; Maria Manuel Calvet Ricardo fez uma explana&ccedil;&atilde;o sobre O associativismo profissional depois  do 25 de Abril de 74.  Logo ap&oacute;s 25 de Abril de 1974, com a abertura da escola a todos, o exerc&iacute;cio da  profiss&atilde;o docente torna-se mais dif&iacute;cil e a imagem p&uacute;blica do professor come&ccedil;a a  desvalorizar-se, n&atilde;o s&oacute; pela diversidade cultural dos alunos mas tamb&eacute;m pelo facto de uma grande  parte dos docentes n&atilde;o ter prepara&ccedil;&atilde;o profissional. Conscientes dos problemas que afectaram a  profiss&atilde;o, os professores criaram um novo modelo de associativismo, baseado nas disciplinas formais do  curr&iacute;culo.</P>     <p>A Dr&ordf; Maria Clara Lino tratou do tema Associativismo docente e do ensino da Matem&aacute;tica: do Estado Novo  &agrave; Renova&ccedil;&atilde;o Democr&aacute;tica. Iniciou a sua comunica&ccedil;&atilde;o referindo-se &agrave;  censura do Estado Novo que levou ao desaparecimento de importantes &oacute;rg&atilde;os de imprensa ligados aos  professores e &agrave;s suas variadas exterioriza&ccedil;&otilde;es associativas em defesa da classe ou da melhoria  da situa&ccedil;&atilde;o escolar. Subsistiu, todavia, uma importante din&acirc;mica ideol&oacute;gica, nomeadamente  nos liceus que eram espa&ccedil;os que cruzavam uma certa heran&ccedil;a associativa com pr&aacute;ticas de reflex&atilde;o  pedag&oacute;gica e de desenvolvimento institucional. Fruto do Associativismo Docente, emergem revistas pedag&oacute;gicas  como Labor, Gazeta da Matem&aacute;tica e Palestra. Destacou igualmente  o papel da Associa&ccedil;&atilde;o de Professores  do Liceu de Passos Manuel, do N&uacute;cleo do Liceu da P&oacute;voa de Varzim e do Liceu de Aveiro com vista &agrave;  cria&ccedil;&atilde;o da Federa&ccedil;&atilde;o das Associa&ccedil;&otilde;es dos Professores dos Liceus Portugueses.  Na actualidade, e atendendo ao tema desta comunica&ccedil;&atilde;o, referiu-se &agrave;  Sociedade Portuguesa de  Matem&aacute;tica (SPM), fundada em 1940, e &agrave; Associa&ccedil;&atilde;o de Professores de Matem&aacute;tica (APM),  criada em 1986. </P >    <p>O Professor Jos&eacute; Br&aacute;s abordou a tem&aacute;tica da &eacute;tica na profiss&atilde;o docente sob uma  multiplicidade de olhares: a dimens&atilde;o intelectual da &eacute;tica, a &eacute;tica como espa&ccedil;o p&uacute;blico,  o investimento afectivo na profiss&atilde;o e a &eacute;tica como componente integradora da forma&ccedil;&atilde;o  profissional. Sustentou que a conduta se orienta por finalidades (telos) escolhidas pelo sujeito e n&atilde;o por  coac&ccedil;&atilde;o ou acaso, e que a liberdade individual profissional tem uma dimens&atilde;o colectiva na medida  em que s&oacute; se ganha sentido profissional num sistema de rela&ccedil;&otilde;es interpessoais e profissionais.  E alertou para a necessidade da forma&ccedil;&atilde;o inicial e cont&iacute;nua integrar esta componente  indispens&aacute;vel para a compreens&atilde;o e exerc&iacute;cio da actividade profissional. Essa lacuna formativa  revela-se demasiado nefasta para a constru&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o docente.</P>     <p>O Professor Manuel Tavares optou por centrar a sua comunica&ccedil;&atilde;o no sindicalismo docente na d&eacute;cada  de 80, fazendo refer&ecirc;ncia &agrave;s raz&otilde;es pol&iacute;ticas e sociais que contribu&iacute;ram para uma  substancial altera&ccedil;&atilde;o no sindicalismo docente, sem esquecer o contributo dos denominados Grupos de  Estudo do in&iacute;cio da d&eacute;cada de 70. Abordou, tamb&eacute;m, a divis&atilde;o que se instaurou no movimento  sindical docente, com a cria&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios sindicatos de professores, com posi&ccedil;&otilde;es  ideol&oacute;gicas e estrat&eacute;gias reivindicativas diferentes, e que teve repercuss&otilde;es na classe docente,  produzindo clivagens irrevers&iacute;veis. Sustentou, ainda, que o sindicalismo docente se afastou, progressivamente,  das refer&ecirc;ncias do movimento oper&aacute;rio afirmando, tamb&eacute;m, a sua autonomia.</P>     <p> A Professora Rosa Serradas Duarte tratou de alguns aspectos do sindicalismo docente no quadro da  negocia&ccedil;&atilde;o do 1.&ordm; Estatuto da Carreira Docente, procedendo &agrave; abordagem da forma&ccedil;&atilde;o  cont&iacute;nua e da sua liga&ccedil;&atilde;o &agrave; progress&atilde;o na carreira. O estudo que apresentou integra  an&aacute;lises de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, cruzando abordagens hist&oacute;ricas, sociol&oacute;gicas e a  din&acirc;mica das rela&ccedil;&otilde;es entre os actores. Mobilizou uma grande diversidade de suportes  (legisla&ccedil;&atilde;o,  documentos sindicais, relat&oacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o,  entrevistas  a respons&aacute;veis pela pol&iacute;tica educativa, entrevistas a especialistas em Forma&ccedil;&atilde;o   e a Directores de Centros de Forma&ccedil;&atilde;o). Concluiu  que, face  &agrave; aus&ecirc;ncia de estrat&eacute;gia e   de avalia&ccedil;&atilde;o (enquanto elemento regulador),  a forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua  foi reduzida ao seu  lado mais vis&iacute;vel &ndash; os cr&eacute;ditos.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Professora Lurdes Silva centrou a sua an&aacute;lise nos sindicatos de professores e no  c&oacute;digo  deontol&oacute;gico para a profiss&atilde;o docente. E os professores Alan Stoleroff  e Irina Pereira abordaram o passado  no presente do sindicalismo dos professores.</P>     <p>Este Semin&aacute;rio propiciou um amplo e prof&iacute;cuo debate cient&iacute;fico em torno da constru&ccedil;&atilde;o  da profiss&atilde;o docente nas dimens&otilde;es da &eacute;tica, do associativismo e do sindicalismo. E o balan&ccedil;o  foi considerado muito positivo tendo correspondido &agrave;s expectativas e interesses dos cerca de 100 participantes neste  evento.</P>      <p align="right">Jos&eacute; Br&aacute;s, Manuel Tavares, Maria Manuel Ricardo,    Maria Neves Gon&ccedil;alves & Rosa Serradas Duarte</P>       ]]></body>
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