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<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos e Intervenção em Educação e Formação (CeiEF)Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise descritiva da afetividade nos professores em formação na faculdade de ciências da educação da Universidade de Granada]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Descriptive analysis of affectivity in teachers on training in the Faculty of Education Sciences at the University of Granada]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This articles deals with a descriptive analysis of the affective of the pedagogy and teaching profession students&#8217; values of the faculty of Education Sciences at the University of Granada in the course 2004- 2006. First we present a brief referential frame on the concept of affectivity, pointing out some characteristics about feelings and emotions, then we go deeply on the characteristics of our research and some general results so as to finally focus in the specific analysis of feeling, love , happiness and emotion in the teachers&#8217; formation processes]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Afetividade]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P><B>An&aacute;lise descritiva da afetividade nos professores em forma&ccedil;&atilde;o    na faculdade de ci&ecirc;ncias da educa&ccedil;&atilde;o da universidade de    Granada</b></P >     <P   > Jos&eacute; &Aacute;lvarez Rodr&iacute;guez &amp; Manuel Fern&aacute;ndez Cruz<a href="#2">*</a>    <a name="top2"></a> </P >     <P   >            </P >     <P   align="justify" >Este artigo centra-se na an&aacute;lise descritiva dos valores afetivos dos estudantes    de Ensino e Pedagogia da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o    da Universidade de Granada, no ano lectivo de 2004/2005. Come&ccedil;amos por    apresentar um breve quadro referencial sobre o conceito de afetividade, assinalando    algumas particularidades relativas aos sentimentos e &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es    para, em seguida, passarmos a expor com mais pormenor as caracter&iacute;sticas    da nossa investiga&ccedil;&atilde;o e alguns resultados gerais; finalmente,    conclu&iacute;mos o nosso estudo com uma an&aacute;lise detalhada sobre o sentimento,    o amor, a felicidade e a emo&ccedil;&atilde;o na forma&ccedil;&atilde;o de professores.  </P >     <P   align="left" ><B>Palavras-chave: </b>Afetividade, forma&ccedil;&atilde;o de professores, sentimentos,    emo&ccedil;&otilde;es, felicidade.</P >     <P   align="left" >&nbsp;</P >     <P   align="left" ><b>Descriptive analysis of affectivity in teachers on training in the Faculty    of Education Sciences at the University of Granada</b></P >     <p>This articles deals with a descriptive analysis of the affective of the pedagogy    and teaching profession students&#8217; values of the faculty of Education Sciences    at the University of Granada in the course 2004- 2006. First we present a brief    referential frame on the concept of affectivity, pointing out some characteristics    about feelings and emotions, then we go deeply on the characteristics of our    research and some general results so as to finally focus in the specific analysis    of feeling, love , happiness and emotion in the teachers&#8217; formation processes</p>     <p><b>Keywords:</b> affectivity; teachers&#8217; training; feelings;    emotions, happiness.</p>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="right" >&nbsp;</P >     <P   align="justify" ><B>Introdu&ccedil;&atilde;o </b></P >     <P   align="justify" >O tema da afetividade tem sido um dos aspetos mais estudados no campo da psicologia    e da psiquiatria. Entre as duas dimens&otilde;es b&aacute;sicas da pessoa destacamos    a intelig&ecirc;ncia e a afetividade.</P >     <P   align="justify" >No campo da filosofia, o termo afetividade tem sido tratado nalguns encontros cient&iacute;ficos (Honorio, 2003; UNED, 2004). Entre os cl&aacute;ssicos, Arist&oacute;teles referiu-se a conceitos como o desejo; Descartes &agrave; paix&atilde;o; Brentano e Scheler aos sentimentos, que s&atilde;o termos relacionados.</P >    <P   align="justify" >&Eacute; ao tentar definir o termo afetividade que nos apercebemos da dificuldade em faz&ecirc;-lo (L&oacute;pez-Barajas, 2000), j&aacute; que o seu conte&uacute;do se encontra em todas as experi&ecirc;ncias do sujeito e, por isso, cont&eacute;m m&uacute;ltiplas formas de express&atilde;o, necessitando da ajuda de uma linguagem tanto verbal, como n&atilde;o verbal. Recolhemos algumas das defini&ccedil;&otilde;es que alguns autores fazem do termo, procurando ilustrar a dificuldade da sua defini&ccedil;&atilde;o.</P >    <P   align="justify" >A palavra afetividade prov&eacute;m de &ldquo;afetivo&rdquo;, do latim <I>affectatio</I>, que significa a impress&atilde;o interior que se produz devido a um fator interno ou externo.</P >    <P   align="justify" >Vallejo-N&aacute;gera (1997) entende a afetividade como o modo atrav&eacute;s do qual o nosso ser interior &eacute; afetado por tudo aquilo que ocorre &agrave; nossa volta, o que provoca sensa&ccedil;&otilde;es que oscilam entre dois p&oacute;los opostos: amor-desamor, alegria-tristeza, recusa-aceita&ccedil;&atilde;o.</P >    <P   align="justify" >Nas palavras de Rojas (1993: 12), a afetividade &eacute; constitu&iacute;da por &ldquo;um conjunto de fen&oacute;menos de natureza subjetiva, diferentes do que &eacute; o puro conhecimento, que podem ser dif&iacute;ceis de verbalizar e provocam uma transforma&ccedil;&atilde;o interior que se move entre dois p&oacute;los extremos: agrado-desagrado, inclina&ccedil;&atilde;o-recusa, atra&ccedil;&atilde;o-repulsa&rdquo;.</P >    <P   align="justify" >O dicion&aacute;rio filos&oacute;fico-pedag&oacute;gico (1997) assinala, entre outros aspetos, que &eacute; uma das dimens&otilde;es da pessoa, caraterizada por uma s&eacute;rie de processos ps&iacute;quicos, entre os quais emo&ccedil;&otilde;es, sentimentos e paix&otilde;es, unidos pelas manifesta&ccedil;&otilde;es sentimentais do homem e que se apresentam entre dois p&oacute;los: agrado-desagrado, &oacute;dio-amor.</P >    <P   align="justify" >Das defini&ccedil;&otilde;es que aparecem anteriormente, poder&iacute;amos assinalar algumas das carater&iacute;sticas essenciais que nos permitir&atilde;o definir o conceito:</P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >1&ordf;. a afetividade &eacute; um estado subjetivo, pessoal e interior, em que o sujeito &eacute; o protagonista da sua pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia.</P >    <P   align="justify" > 2&ordf;. a afetividade &eacute; uma viv&ecirc;ncia  sentida de forma individual e experimental por cada um em cada momento.</P >    <P   align="justify" > 3&ordf;. a afetividade &eacute; um estado de alma que se manifesta atrav&eacute;s das emo&ccedil;&otilde;es, sentimentos e paix&otilde;es que a pessoa tem.</P >    <P   align="justify" >4&ordf;. a viv&ecirc;ncia e o impacto da afetividade persistem e s&atilde;o marcantes em fun&ccedil;&atilde;o da sua intensidade e dura&ccedil;&atilde;o ao longo da vida emocional do indiv&iacute;duo.</P >    <P   align="justify" >A cada momento do estado afetivo existe uma trajet&oacute;ria em que &eacute; poss&iacute;vel analisar, em primeiro lugar, a origem; em segundo lugar, como se produz e porque se sente de maneira interna; em terceiro, que rea&ccedil;&otilde;es provoca no &acirc;mbito corporal em cada um de n&oacute;s; em quarto lugar, de que maneira se manifesta; e em quinto lugar, a n&iacute;vel cognitivo, de ju&iacute;zos, pensamentos, de que forma ela &eacute; percebida. </P >    <P   align="justify" >Em consequ&ecirc;ncia do exposto, parece que a afetividade funciona nos planos centrais e mais profundos do organismo vivo: l&aacute; onde o ps&iacute;quico se funde com o org&acirc;nico; l&aacute; onde nascem as energias que s&atilde;o utilizadas para satisfazer as necessidades de todo o ser humano.</P >    <P   align="justify" >Por tudo isto, h&aacute; que considerar a afetividade como o motor que impulsiona o comportamento humano, j&aacute; que condiciona a imensa maioria das nossas formas de conduta quando vamos realizar uma a&ccedil;&atilde;o.  </P >    <P   align="justify" >Os sentimentos s&atilde;o, antes de tudo, cristaliza&ccedil;&otilde;es que aparecem vinculadas aos significados s&oacute;cio-hist&oacute;ricos; constituem parte integrante do organismo social; s&atilde;o conotativos; integram tanto valores em si, como para si; contribuem para a seletividade do sentido pessoal; interiorizam-se no processo de apropria&ccedil;&atilde;o; difundem-se atrav&eacute;s do processo de aprendizagem, centram-se no outro; apoiam-se externamente; vinculam-se &agrave; atividade objetivada dominante; ligam-se com os verbos procurar, atuar, poder, fazer, conseguir, alguma coisa; relacionam-se com o mundo e com o eu atrav&eacute;s da dimens&atilde;o do sentido pessoal, exprimem sentimentos intelectuais, est&eacute;ticos e morais; constituem sinais do que ocorre no mundo, manifestam-se na conduta humana; exprimem-se por meio da linguagem verbal e n&atilde;o verbal; revelam o conte&uacute;do dos objetos assimilados; s&atilde;o vivenciados pelo sentido pessoal; expressam-se como resultado da consci&ecirc;ncia social; surgem pelo funcionamento dos centros subcorticais; s&atilde;o temporais; s&atilde;o volunt&aacute;rios; regulam os estados emocionais; vinculam-se &agrave;s necessidades humanas em general; asseguram a homeostasia do organismo; det&ecirc;m uma fun&ccedil;&atilde;o reguladora de preserva&ccedil;&atilde;o e extens&atilde;o da esp&eacute;cie; regulam as rela&ccedil;&otilde;es entre os indiv&iacute;duos e a sociedade; s&atilde;o relativamente est&aacute;veis; asseguram a estrutura social; est&atilde;o contidos nas objetiva&ccedil;&otilde;es humanas; s&atilde;o signos portadores de significado; possuem car&aacute;cter, exigem concetualiza&ccedil;&atilde;o, ligam-se &agrave;s motiva&ccedil;&otilde;es humanas; s&atilde;o o resultado dos processos de subjetiva&ccedil;&atilde;o e objetiva&ccedil;&atilde;o humanas.</P >    <P   align="justify" >Os sentimentos desempenham um importante papel na vida das pessoas. O indiv&iacute;duo pode apropriar-se ou n&atilde;o, assimilar ou n&atilde;o, e em diferentes graus, com papel preponderante ou n&atilde;o, de matizes emocionais, com um determinado significado sentido.</P >    <P   align="justify" >Quanto &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es, podemos observar que parte dos pressupostos te&oacute;ricos do seu estudo assenta na rela&ccedil;&atilde;o com a atividade. Nesse sentido estimamos que as emo&ccedil;&otilde;es se formam na atividade, tanto interior como exterior, e que a sua for&ccedil;a vai depender do n&iacute;vel de desenvolvimento desta atividade pr&aacute;tica.	</P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >No entanto, s&atilde;o as necessidades que impulsionam as mais variadas formas de atividade do homem, garantindo a sua forma&ccedil;&atilde;o, exist&ecirc;ncia e desenvolvimento como organismo, indiv&iacute;duo e pessoalidade no sistema das rela&ccedil;&otilde;es sociais. Assim, o desenvolvimento das necessidades e o nascimento dos motivos espec&iacute;ficos humanos apenas podem ser descritos em termos da rela&ccedil;&atilde;o com os seus objetos.</P >    <P   align="justify" >Como todos os processos ps&iacute;quicos, os emocionais s&atilde;o o resultado da atividade do c&eacute;rebro. O reflexo, no c&eacute;rebro do ser humano, das suas rela&ccedil;&otilde;es sociais reais, experimenta as necessidades com objetos que t&ecirc;m significado para ele. A origem do comportamento emocional &eacute; inicialmente org&acirc;nica, regulada pela fun&ccedil;&atilde;o postural. Da&iacute; o seu car&aacute;ter filogen&eacute;tico. No entanto, n&atilde;o se pode, nem reduzir o ps&iacute;quico ao org&acirc;nico, nem separ&aacute;-los por um abismo imposs&iacute;vel de franquear.</P >    <P   align="justify" >Por tudo isto, as emo&ccedil;&otilde;es fazem parte integrante da esfera motivacional da afetividade; relacionam a fun&ccedil;&atilde;o de signos internos; s&atilde;o mediadoras do processo de apropria&ccedil;&atilde;o; refletem as rela&ccedil;&otilde;es entre os motivos e as necessidades; dirigem a atividade; aparecem como consequ&ecirc;ncia da a&ccedil;&atilde;o, do motivo, antes da valora&ccedil;&atilde;o racional; s&atilde;o paradoxais; exteriorizam-se tonicamente, de maneira difusa, por todo o organismo; s&atilde;o desconcertantes, estimuladas pelo meio e possuem conota&ccedil;&atilde;o valorativa; estabelecem uma rela&ccedil;&atilde;o entre os pronomes eu, me, mi, migo, e o verbo ser; relacionam-se com os verbos sentir, recordar, olhar, estar com diferentes tipos de fen&oacute;menos; expressam oposi&ccedil;&atilde;o; s&atilde;o transmiss&iacute;veis; relacionam o que sente o eu com a atividade dominante; explicitam o como sentem; exprimem viv&ecirc;ncias de sentido pessoal, s&atilde;o reprimidas pela educa&ccedil;&atilde;o e ganham objetividade atrav&eacute;s das opera&ccedil;&otilde;es intelectuais; s&atilde;o utilizadas pela consci&ecirc;ncia como meio m&aacute;gico de adultera&ccedil;&atilde;o do real; convertem-se no ponto de partida da consci&ecirc;ncia especulativa, s&atilde;o o suporte da consci&ecirc;ncia individual; regulam as rela&ccedil;&otilde;es sociais, s&atilde;o instrumentos da comunica&ccedil;&atilde;o humana, asseguram a adapta&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo que se inscreve nas representa&ccedil;&otilde;es; articulam as condi&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas e sociais; experimentam sentimentos; incorporam a tr&iacute;ade humana bio-psico-social.</P >    <P   align="justify" >A aten&ccedil;&atilde;o aos valores afetivos, dentro da forma&ccedil;&atilde;o inicial do professorado, &eacute; necess&aacute;ria por estes serem determinantes do comportamento do ser humano; os sentimentos e as emo&ccedil;&otilde;es acabam por fazer parte dos elementos curriculares e, como tal, devem receber um tratamento espec&iacute;fico dentro do processo de ensino-aprendizagem.</P >    <P   align="justify" >Os estabelecimentos de ensino n&atilde;o podem esquecer a realidade dos jovens que est&atilde;o a formar, nem desconhecer a emerg&ecirc;ncia dos valores afetivos que estes alunos apresentam e o papel t&atilde;o fundamental que desempenham os sentimentos e as emo&ccedil;&otilde;es para lhes encontrar solu&ccedil;&otilde;es. Sabemos que esta tarefa n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, mas nem por isso deixa de ser urgente. A necessidade e as bases para formar alunos educados na afetividade foram j&aacute; expostas neste e noutros trabalhos. Apenas apontamos que tal solu&ccedil;&atilde;o deve ser um compromisso a adotar, n&atilde;o s&oacute; pela administra&ccedil;&atilde;o educativa, mas tamb&eacute;m pelos professores e, evidentemente, pelos alunos que formamos nas nossas universidades.</P >     <P   align="justify">&nbsp; </P >     <P   align="justify"><B>Objetivos </b></P >     <P   align="justify" >O estudo da afetividade nos futuros educadores, a sua for&ccedil;a e evolu&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o elementos de suma import&acirc;ncia para os professores dos estabelecimentos    de ensino, pois permitem melhorar a rela&ccedil;&atilde;o educativa, decidir    a metodologia mais id&oacute;nea, assim como a sele&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos    do ensino, oferecendo um lugar de primazia a valores como as emo&ccedil;&otilde;es    e os sentimentos &ndash; com interesse, al&eacute;m do mais, para os alunos    que vivem, &agrave;s vezes inconscientemente, um conjunto de valores emergentes,    alheios &agrave; reflex&atilde;o e &agrave; cr&iacute;tica, e tamb&eacute;m    para as institui&ccedil;&otilde;es relacionadas com a forma&ccedil;&atilde;o    de futuros educadores e cidad&atilde;os, que devem organizar com maior frequ&ecirc;ncia    as atividades previamente planificadas a partir de um conhecimento mais exato    de quais s&atilde;o os interesses e prioridades dos seus destinat&aacute;rios.</P >     <P   align="justify" >Consider&aacute;mos os seguintes objetivos:</P >    <P   align="justify" >1. Identificar os valores dos alunos da Faculdade de Ci&ecirc;ncias de Educa&ccedil;&atilde;o;</P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >2. Determinar a hierarquia axiol&oacute;gica dos mesmos;</P >    <P   align="justify" >3. Analisar os valores afetivos nos futuros docentes.</P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="justify" ><B>M&eacute;todo </b></P >     <P   align="justify" ><I>Participantes </I></P >     <P   align="justify" >Realiz&aacute;mos um estudo de car&aacute;cter longitudinal em tr&ecirc;s cursos acad&eacute;micos nas diversas forma&ccedil;&otilde;es em Educa&ccedil;&atilde;o (Ensino B&aacute;sico &ndash; 1&ordm; ciclo, Educa&ccedil;&atilde;o de Inf&acirc;ncia, Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, Educa&ccedil;&atilde;o Musical, Audi&ccedil;&atilde;o e Linguagem, L&iacute;ngua Estrangeira - Ingl&ecirc;s e Franc&ecirc;s, e Educa&ccedil;&atilde;o Especial) e em Pedagogia. O trabalho foi realizado ao longo de tr&ecirc;s anos consecutivos, de forma a conhecer a evolu&ccedil;&atilde;o que, na hierarquia dos seus valores, apresentavam os estudantes de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o inclu&iacute;dos na investiga&ccedil;&atilde;o, de tal maneira que os mesmos estudantes foram inquiridos no primeiro ano do seu percurso estudantil, no segundo, e no terceiro ano. O estudo realizou-se na Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o de Granada, na Faculdade de Humanidades de Ceuta e na Faculdade de Humanidades de Melilla. Neste artigo apresentam-se detalhadamente os dados produzidos pelos estudantes durante o primeiro ano da sua carreira, e comparam-se com as pontua&ccedil;&otilde;es gerais obtidas durante o segundo e o terceiro anos. Trata-se, sempre, dos mesmos estudantes.</P >    <P   align="justify" >Os sujeitos que responderam &agrave;s nossas perguntas, no seu primeiro ano, ascendem a um total de 945 alunos. Destes, 19.6% s&atilde;o do sexo masculino, e 80.4% s&atilde;o mulheres.</P >    <P   align="justify" ><I>Instrumento de recolha de informa&ccedil;&atilde;o</I></P >    <P   align="justify" >A resposta ao primeiro interrogante est&aacute; condicionada pelo modelo axiol&oacute;gico de educa&ccedil;&atilde;o integral que serviu de base a outras investiga&ccedil;&otilde;es (Pe&ntilde;afiel, 1996, Casares, 1997, &Aacute;lvarez, 2001, C&aacute;mara, 2003, Riol, 2006).</P >    <P   align="justify" >O modelo axiol&oacute;gico de educa&ccedil;&atilde;o integral do Prof. Gervilla (2000) inclui o conceito de totalidade, uma educa&ccedil;&atilde;o do ser humano completo, um desenvolvimento harmonioso de todas e cada uma das suas faculdades e dimens&otilde;es, assim como dos valores que delas derivam. O problema radica em determinar quais s&atilde;o essas potencialidades e valores, o que depender&aacute; do conceito de pessoa que se tome como ponto de partida. Neste sentido, a sua conce&ccedil;&atilde;o de pessoa como &ldquo;ser corp&oacute;reo dotado de intelig&ecirc;ncia emocional, singular e livre nas suas decis&otilde;es, relacionado com as pessoas e as coisas no tempo e no espa&ccedil;o&rdquo; (Gervilla, 2000, 43), comporta uma s&eacute;rie de categorias ou dimens&otilde;es e valores derivados de cada uma delas, e que vamos analisar em seguida. Ainda assim, para cada tipo de valores estabelece uma s&eacute;rie de anti-valores que consistem basicamente na nega&ccedil;&atilde;o, oposi&ccedil;&atilde;o ou car&ecirc;ncia dos valores com que se relacionam.</P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Tal modelo sintetiza e relaciona o conceito de pessoa com o conjunto de valores e anti-valores gerados por cada uma das suas dimens&otilde;es, suscet&iacute;veis de serem realizados ou recusados atrav&eacute;s da a&ccedil;&atilde;o educativa.</P >    <P   align="justify" >A partir deste modelo, o grupo de Investiga&ccedil;&atilde;o &ldquo;Valores Emergentes e Educa&ccedil;&atilde;o Social&rdquo; (MUM.580), re-elaborou um instrumento que contemplava os dez valores indicados: corporais, intelectuais, afetivos, individuais, est&eacute;ticos, morais, sociais, ecol&oacute;gicos, instrumentais e religiosos (Casares, 1995, 513-337).</P >    <P   align="justify" >O question&aacute;rio de valores elaborado &eacute; o instrumento que utiliz&aacute;mos, uma vez que se adequava aos nossos objetivos. Neste instrumento manifesta-se o grau de rea&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel (muito agrad&aacute;vel, agrad&aacute;vel, indiferente, desagrad&aacute;vel, e muito desagrad&aacute;vel) a um conjunto de 25 palavras que configuram cada categoria de valor, j&aacute; que as palavras, tal como o valor, possuem uma componente dupla: informativa e afetiva.</P >    <P   align="justify" >No question&aacute;rio foi utilizada a t&eacute;cnica de qualifica&ccedil;&atilde;o de palavras, com base na defini&ccedil;&atilde;o de cada uma em cada categoria e, a partir da&iacute;, foi confecionado um banco de conceitos, na sequ&ecirc;ncia do qual se selecionaram os 25 termos ou express&otilde;es que obtiveram as m&eacute;dias mais altas; estes passaram a formar o question&aacute;rio definitivo. Em seguida apresentamos as dez categorias de valor:</P >    <P   align="justify" >Para determinar a fiabilidade do instrumento, selecion&aacute;mos aleatoriamente um grupo de alunos a quem pass&aacute;mos o question&aacute;rio. Mediante o programa SPSS Windows 11.0 aplicou-se a escala de Cronbach, tendo sido obtido este resultado:</P >    <P   align="justify" >Relibility Analysis-Scale (Alpha)</P >    <P   align="justify" >Realiability Coefficients</P >    <P   align="justify" >N of case = 945</P >    <P   align="justify" >Alpha = ,9141</P >    <P   align="justify" >N of Items = 250</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >O &iacute;ndice de fiabilidade que oferecemos &eacute; o realizado a todo o instrumento    de recolha de dados. Consideramos importante apresentar os resultados obtidos    em cada uma das categorias nas quais est&aacute; estruturado o question&aacute;rio.    A seguir apontam-se as pontua&ccedil;&otilde;es obtidas.</P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="justify" ><B>Resultados </b></P >     <P   align="justify" >Uma vez codificados os dados numa matriz, e antes de passar &agrave; an&aacute;lise    propriamente dita, procedemos &agrave;quilo que se conhece como depura&ccedil;&atilde;o    da matriz de dados. Esta depura&ccedil;&atilde;o consiste em corrigir os poss&iacute;veis    erros, e &eacute; efetuada tanto mediante a impress&atilde;o de toda a matriz    em papel, visualizando os resultados, como mediante a fun&ccedil;&atilde;o de    pesquisa autom&aacute;tica do programa estat&iacute;stico SPSS.13.</P >     <P   align="justify" >Em primeiro lugar, opt&aacute;mos por expor os dados globais para constatar a hierarquia axiol&oacute;gica dos futuros docentes. De acordo com a pontua&ccedil;&atilde;o obtida, seria a seguinte: </P >    <P   align="justify" >&Agrave; medida que vamos realizando os coment&aacute;rios pertinentes, iremos apresentando alguns dados desta tabela, de maneira a facilitar a sua vis&atilde;o e an&aacute;lise. </P >    <P   align="justify" >Como real&ccedil;&aacute;mos antes, os valores afetivos ocupam um primeiro lugar, existindo grande correla&ccedil;&atilde;o com outros estudos axiol&oacute;gicos realizados com jovens (Elzo et al, 1999; Cruz, et al, 1999; Injuve, 2005). Este dado parece-nos l&oacute;gico, j&aacute; que a afetividade &eacute; uma dimens&atilde;o importante na pessoa, trazendo-lhe um maior grau de felicidade. Todos os termos que aparecem nesta categoria obtiveram uma pontua&ccedil;&atilde;o superior a +1 (intervalo entre +2 e &ndash;2), excetuando conceitos como: casar-se ou esposos (+0.65 e +0.58), pela sua poss&iacute;vel rela&ccedil;&atilde;o com aspetos institucionais e de compromisso.</P >    <P   align="justify" ><I>An&aacute;lise descritiva</I></P >    <P   align="justify" >O nosso trabalho estuda a categoria de valores afetivos, centrando-se nos voc&aacute;bulos &ldquo;afetividade&rdquo;, &ldquo;amar&rdquo;, &ldquo;felicidade&rdquo;, &ldquo;sentimento&rdquo; e &ldquo;emo&ccedil;&atilde;o&rdquo;, e identificando o n&uacute;mero de sujeitos que responderam a cada um dos valores que comp&otilde;em este grupo, m&iacute;nimo e m&aacute;ximo das pontua&ccedil;&otilde;es obtidas, a m&eacute;dia de cada valor, assim como o seu desvio t&iacute;pico.</P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/rle/n14/n14a09f1.bmp"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="center" ><b>Categorias</b></P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/rle/n14/n14a09f2.bmp"></P >     
<P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="center" ><b>Tabela 1. Hierarquia de valores</b></P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/rle/n14/n14a09f3.bmp"></P >     
<P   align="justify" >Os valores afetivos s&atilde;o os que atingem as pontua&ccedil;&otilde;es mais altas, sempre muito pr&oacute;ximas a +2, excetuando os termos esposos e casar-se, com um desvio t&iacute;pico entre 1.09 e 1.10, respetivamente. As palavras que obtiveram as m&eacute;dias mais altas s&atilde;o: felicidade (1.91), ser amado (1.89), amar (1.88), carinho (1.86).</P >    <P   align="justify" >Avan&ccedil;ando na nossa investiga&ccedil;&atilde;o, aprofund&aacute;mos alguns voc&aacute;bulos dentro desta categoria (valores afetivos), bem como a forma como s&atilde;o entendidos pelos alunos inquiridos. Os valores que vamos referir s&atilde;o: afetividade, amar, felicidade, emo&ccedil;&atilde;o e sentimento.</P >     <p align="center"><b>Tabela: 2. Categoria: Valores afectivos</b></p>     <P   align="center" > <img src="/img/revistas/rle/n14/n14a09f4.bmp"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="justify" >A afetividade no processo de ensino-aprendizagem serve como catalizador e intensificador dos interesses dos alunos por qualquer processo educativo de conhecimento. Como se pode observar nos dados da tabela que mostramos, a afetividade desempenha um papel essencial na vida dos sujeitos inquiridos, uma vez que 78,8% a considera como o motor que impulsiona o seu comportamento na vida.</P >     <p align="center"><b>Tabela 3. Afectividade</b></p>     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/rle/n14/n14a09f5.bmp"></P >     
<P   align="justify" >Ao definir o termo amar, faz-se refer&ecirc;ncia a um estado emocional caraterizado pela atra&ccedil;&atilde;o por uma pessoa ou coisa e que vai gerar outros estados afetivos, entre eles a compreens&atilde;o, a generosidade, o afeto (Fromm, 2003). &Eacute;, al&eacute;m disso, aquela emo&ccedil;&atilde;o que sentimos por outra pessoa, &eacute; sentir que essa pessoa pertence ao meu mundo, &agrave; minha vida (Segura &amp; Arcas, 2003), cuja manifesta&ccedil;&atilde;o &eacute; o desejo da sua companhia, alegrar-se, possui-lo. Dos alunos que participaram na investiga&ccedil;&atilde;o (945), 89,5% considera que amar &eacute; uma quest&atilde;o de suma import&acirc;ncia nas suas rela&ccedil;&otilde;es com os outros.</P >     <p align="center"><b>Tabela: 4. Amar</b></p>     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/rle/n14/n14a09f6.bmp"></P >     
<P   align="justify" >Os seres humanos desejam sempre o bem. A esse bem &uacute;ltimo, chama-se felicidade. J&aacute; Arist&oacute;teles na sua obra <I>&Eacute;tica a Nic&oacute;maco</I>, assinalava que o que &ldquo;de um modo absoluto faz de fim &eacute; o que sempre se escolhe pelo seu pr&oacute;prio valor e nunca pelo valor que outra coisa possui. Pois bem, a felicidade &eacute; o que concebemos como o que mais vale por si e em maior medida&rdquo;. Kant sustenta que a felicidade &eacute; um bem perseguido por todas as pessoas, em virtude de uma necessidade natural. Por tudo isto, podemos afirmar que a felicidade &eacute; o fim &uacute;ltimo que procuram alcan&ccedil;ar todos os indiv&iacute;duos da sociedade. </P >    <P   align="justify" >Como se observa na tabela n.&ordm; 5, as percentagens obtidas superam em pontua&ccedil;&atilde;o os restantes valores analisados, j&aacute; que 6,2% consideram a felicidade como agrad&aacute;vel e 92,4% como muito agrad&aacute;vel.</P >     <p align="center"><b>Tabela: 5. felicidade</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="center" ><img src="/img/revistas/rle/n14/n14a09f7.bmp"></P >     
<P   align="justify" >Embora os conceitos de emo&ccedil;&atilde;o e sentimento sejam dif&iacute;ceis de explicar, &eacute; poss&iacute;vel fazer uma descri&ccedil;&atilde;o dos mesmos em determinados contextos sociais e educativos (M&aacute;rtinez-Otero, 2005, 38-39), concretizados nos lugares de &oacute;cio, na arte (Segura &amp; Arcas, 2003), nas aulas e nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais professor-aluno. Podem afetar uma ou todas as fun&ccedil;&otilde;es de forma facilitadora ou bloqueadora. Sobre a import&acirc;ncia que concedem &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es e aos sentimentos &ndash; que costumam ser persistentes &ndash; os 945 sujeitos que participaram nesta investiga&ccedil;&atilde;o, podemos assinalar que 96,9% manifesta que as emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o muito agrad&aacute;veis nas suas vidas, juntamente com 97%, que manifesta id&ecirc;ntica posi&ccedil;&atilde;o relativamente aos sentimentos.</P >     <p align="center"><b>Tabela 6: Emo&ccedil;&atilde;o</b></p>     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/rle/n14/n14a09f8.bmp"></P >     
<P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="center" ><b>Tabela 7: Sentimento</b></P >     <P   align="center" ><b><img src="/img/revistas/rle/n14/n14a09f9.bmp"></b></P >     
<P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="left" ><I>An&aacute;lise de conting&ecirc;ncia</I></P >     <P   align="justify" >Ap&oacute;s o estudo dos dados obtidos na sequ&ecirc;ncia da an&aacute;lise descritiva da nossa investiga&ccedil;&atilde;o, percorremos as vari&aacute;veis das tabelas de conting&ecirc;ncia elaboradas, para assim poder identificar detalhadamente outras quest&otilde;es sobre o estudo dos valores na forma&ccedil;&atilde;o do professorado. Concentrar-nos-emos apenas nos seguintes valores: item (54) afetividade; item (55) amar; item (62) emo&ccedil;&atilde;o; item (73) sentimento; e item (66) felicidade, relacionados com algumas das vari&aacute;veis estudadas (sexo, op&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e especialidade seguida):</P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >	</P >    <P   align="justify" >Relativamente aos termos analisados (afetividade, amar, emo&ccedil;&atilde;o, sentimento e felicidade) e cruzados com a vari&aacute;vel sexo, tanto homens como mulheres, existe um posicionamento claro no sentido do agrad&aacute;vel e muito agrad&aacute;vel, ainda que, devido &agrave; percentagem mais elevada de mulheres, sejam elas as que obt&ecirc;m maiores pontua&ccedil;&otilde;es.</P >     <p align="center"><b>Tabela: 8.    <br>   Vari&aacute;vel sexo: afectividade, amar, emo&ccedil;&atilde;o, sentimento e    felicidade</b></p>     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/rle/n14/n14a09f10.bmp"></P >     
<P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="center" ><b>Tabela: 9</b></P >     <P   align="center" ><b>Vari&aacute;vel op&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica: afectividade, amar,    emo&ccedil;&atilde;o, sentimento e felicidade</b></P >     <P   align="center" ><b><img src="/img/revistas/rle/n14/n14a09f11.bmp"></b></P >     
<P   align="justify" >Em linhas gerais, poder&iacute;amos assinalar que aqueles que se manifestam politicamente    de Esquerda, em conjunto com os indiferentes, apresentam uma valoriza&ccedil;&atilde;o    mais alta, posicionando-se entre o agrad&aacute;vel e muito agrad&aacute;vel.    Parece que a op&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica influi de maneira not&oacute;ria    na rela&ccedil;&atilde;o com as ideias de afetividade, amar, emo&ccedil;&atilde;o,    sentimento e felicidade. &Eacute; ainda assim necess&aacute;rio destacar que    os que se consideram de Esquerda (161 sujeitos) ou centro Esquerda (61 sujeitos),    optam pelo valor emo&ccedil;&atilde;o mais do que os que s&atilde;o de centro    Direita (42 sujeitos) e Direita (77 sujeitos). Existe uma tend&ecirc;ncia mais    numerosa para o valor sentimento nos sujeitos de Esquerda (161) ou centro Esquerda    (71) do que nos alunos que se manifestam de centro Direita (42 sujeitos) e Direita    (67 sujeitos).</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="center" ><b>Tabela: 10</b></P >     <P   align="center" ><b>Vari&aacute;vel especialidade seguida: afectividade, amar, emo&ccedil;&atilde;o,    sentimento e felicidade</b></P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/rle/n14/n14a09f12.bmp"></P >     
<P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="justify" >Relativamente &agrave; &ldquo;especialidade seguida&rdquo;, os resultados obtidos    mostram que existe, em todas as especialidades inquiridas, a tend&ecirc;ncia    a posicionar-se com pontua&ccedil;&otilde;es mais pr&oacute;ximas do + 2.</P >     <P   align="justify" >&Eacute; importante salientar que n&atilde;o existem diferen&ccedil;as apreci&aacute;veis nos dados obtidos referentes ao componente afetivo das carreiras educativas entre os estudantes das diferentes especialidades.</P >    <P   align="justify" >Percorrendo cada uma delas, observamos que as m&eacute;dias s&atilde;o muito semelhantes: na variante de Audi&ccedil;&atilde;o e Linguagem, a m&eacute;dia do voc&aacute;bulo afetividade &eacute; de 1,85; em Educa&ccedil;&atilde;o de Inf&acirc;ncia, 1,84; em L&iacute;ngua Estrangeira, 1,76; em Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, 1,74; em Pedagogia, 1,71; em Educa&ccedil;&atilde;o Especial, 1,73; em Educa&ccedil;&atilde;o Musical, 1,65. A m&eacute;dia obtida no primeiro ano da investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; de 1,76; no segundo, 1,74; e no terceiro, 1,80.</P >    <P   align="justify" >O mesmo ocorre quando estudamos as m&eacute;dias obtidas no termo amar. Observamos que as pontua&ccedil;&otilde;es n&atilde;o diferem: na variante de Audi&ccedil;&atilde;o e Linguagem, a m&eacute;dia do voc&aacute;bulo amar &eacute; de 1,85; em Educa&ccedil;&atilde;o de Inf&acirc;ncia, 1,84; em L&iacute;ngua Estrangeira, 1,76; em Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, 1,74; em Pedagogia, 1,71; em Educa&ccedil;&atilde;o Especial, 1,73; em Educa&ccedil;&atilde;o Musical, 1,65. A m&eacute;dia obtida no primeiro ano da investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; de 1,88; no segundo, 1,85; e no terceiro, 1,86.</P >    <P   align="justify" >De acordo com as diferentes especialidades, os futuros educadores consideram a emo&ccedil;&atilde;o como: na especialidade de Educa&ccedil;&atilde;o Especial a m&eacute;dia das emo&ccedil;&otilde;es &eacute; de 1,69; em Educa&ccedil;&atilde;o Musical, 1,69; em Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, 1,67, em Audi&ccedil;&atilde;o e Linguagem, 1,67; em Educa&ccedil;&atilde;o de Inf&acirc;ncia, 1,64; em L&iacute;ngua Estrangeira, 1,63; em Ensino B&aacute;sico 1.&ordm; Ciclo, 1,62; e na licenciatura de Pedagogia, 1,61.</P >    <P   align="justify" >S&atilde;o os futuros docentes de Educa&ccedil;&atilde;o Musical e Educa&ccedil;&atilde;o Especial os que mostram uma valoriza&ccedil;&atilde;o mais alta dos sentimentos. &Eacute; l&oacute;gico pensar na rela&ccedil;&atilde;o com o fazer profissional do docente dedicado a educar.</P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >A m&eacute;dia obtida no primeiro ano da investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; de 1,67; no segundo, 1,64; e no terceiro, 1,68. N&atilde;o se observa tend&ecirc;ncia alguma na evolu&ccedil;&atilde;o das valora&ccedil;&otilde;es que estes estudantes fazem ao longo do tempo, pois ainda que no segundo ano a m&eacute;dia geral baixe, para 1,64, no terceiro ano volta a subir, pontuando 1,68.</P >    <P   align="justify" >O mesmo acontece com as pontua&ccedil;&otilde;es obtidas pelos sentimentos: na titula&ccedil;&atilde;o de Audi&ccedil;&atilde;o e Linguagem a m&eacute;dia do voc&aacute;bulo sentimento &eacute; de 1,85; em Educa&ccedil;&atilde;o de Inf&acirc;ncia, 1,84; em L&iacute;ngua Estrangeira 1,75, em Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, 1,74; em Educa&ccedil;&atilde;o Especial, 1,73; na licenciatura em Pedagogia, 1,71; em Educa&ccedil;&atilde;o Musical, 1,65; e em Ensino B&aacute;sico 1.&ordm; Ciclo, 1,63. A m&eacute;dia obtida no primeiro ano da investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; de 1,71; no segundo, 1,71; e no terceiro, 1,78. Parece observar-se que, &agrave; medida que avan&ccedil;a a forma&ccedil;&atilde;o inicial destes futuros docentes, a componente de sentimentos atinge um peso maior nas suas preocupa&ccedil;&otilde;es profissionais, seguramente depois de comprovar, durante os est&aacute;gios nas escolas, que n&atilde;o s&atilde;o os conte&uacute;dos a ferramenta fundamental da educa&ccedil;&atilde;o, mas o sentimento que se coloca na base das rela&ccedil;&otilde;es humanas. </P >    <P   align="justify" >Por &uacute;ltimo, na variante de Audi&ccedil;&atilde;o e Linguagem, a m&eacute;dia da palavra felicidade &eacute; de 1,85; em Educa&ccedil;&atilde;o de Inf&acirc;ncia, 1,84; em L&iacute;ngua Estrangeira, 1,75; em Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, 1,74; em Educa&ccedil;&atilde;o Especial, 1,73; na licenciatura em Pedagogia, 1,71; em Educa&ccedil;&atilde;o Musical, 1,65; e em Ensino B&aacute;sico 1.&ordm; Ciclo, 1,63. A m&eacute;dia obtida no primeiro ano da investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; de 1,91; no segundo, 1,88; e no terceiro, 1,89. &Eacute; curioso detetar que o termo felicidade, &eacute; precisamente entre os estudantes da variante de Audi&ccedil;&atilde;o e Linguagem, o que adquire um maior n&iacute;vel em toda a escala aplicada. Podemos relacionar este dado, possivelmente, com o facto de ser entre os alunos desta &aacute;rea que encontramos a maior propor&ccedil;&atilde;o daqueles que escolheram esta carreira como primeira op&ccedil;&atilde;o para aceder &agrave; Universidade. N&atilde;o &eacute; pois l&oacute;gico pensar que se sentem felizes com a op&ccedil;&atilde;o tomada?</P >     <P   align="justify" >Para finalizar, mostramos a evolu&ccedil;&atilde;o que tiveram todos estes conceitos    ao longo dos tr&ecirc;s anos que durou a investiga&ccedil;&atilde;o.</P >     <P   align="center" ><b>Tabela: 11. Hierarquia</b></P >     <P   align="center" ><b><img src="/img/revistas/rle/n14/n14a09f13.bmp"></b></P >     
<P   align="justify" >	</P >    <P   align="justify" ><B>Conclus&otilde;es </b></P >     <P   align="justify" >A leitura cruzada dos dados obtidos leva-nos a extrair as seguintes conclus&otilde;es:</P >     <P   align="justify" > </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >1. As mulheres valorizam mais o &acirc;mbito afetivo do que os homens. A capacidade de manifestar sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es &eacute; maior nas mulheres do que nos homens.</P >    <P   align="justify" >A an&aacute;lise de conting&ecirc;ncias referente ao cruzamento das vari&aacute;veis sexo e afetividade permite-nos concluir que s&atilde;o precisamente as estudantes mulheres que atingem pontua&ccedil;&otilde;es sensivelmente mais altas (localizadas no n&iacute;vel mais alto da escala) relativamente aos valores afetividade, amar, felicidade, etc. Ou seja, parece que as mulheres encaram a carreira docente a partir de uma vis&atilde;o da profiss&atilde;o em que o emotivo e o sensitivo desempenham um papel de maior peso face ao cognitivo do que os seus companheiros do sexo masculino. Os dados alcan&ccedil;ados na tabela de conting&ecirc;ncia permitem-nos, ainda, concluir que a diferen&ccedil;a do sensitivo a favor das mulheres &eacute; estatisticamente significativa.</P >    <P   align="justify" >2. Aqueles que se manifestam politicamente de Esquerda, em conjunto com os indiferentes, valorizam mais os sentimentos, a felicidade, amar, a afetividade e as emo&ccedil;&otilde;es que os de Direita.</P >    <P   align="justify" >Apesar da simplifica&ccedil;&atilde;o, provocada conscientemente, de estabelecer a ideologia do estudantes em constru&ccedil;&otilde;es t&atilde;o d&eacute;beis como Direita e Esquerda, o cruzamento de dados desta dicotomia com o resto das categorias submetidas a estudo permite-nos afirmar que os estudantes que se veem a si mesmos como de Esquerda, em conjunto com os indiferentes, s&atilde;o os que pontuam no n&iacute;vel mais alto da escala, isto &eacute;, valorizam como muito agrad&aacute;veis os conceitos e palavras que se referem aos sentimentos, &agrave; afetividade, ao amor e &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es. Pelo contr&aacute;rio, s&atilde;o os estudantes que se auto-definem como de &ldquo;Direita&rdquo; os que pontuam mais baixo nos valores referentes ao afetivo e ao emotivo.</P >    <P   align="justify" >3. Quanto &agrave; vari&aacute;vel &ldquo;especialidade seguida&rdquo;, n&atilde;o se observam diferen&ccedil;as nos dados recolhidos.</P >    <P   align="justify" >&Eacute; importante concluir que n&atilde;o existem diferen&ccedil;as apreci&aacute;veis nos dados obtidos referidos ao componente afetivo das carreiras educativas entre os estudantes das diferentes licenciaturas. S&atilde;o as diferen&ccedil;as ligadas ao sexo e &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica as que marcam diverg&ecirc;ncias evidentes, mas da leitura da an&aacute;lise de conting&ecirc;ncia realizada entre a vari&aacute;vel &ldquo;especialidade seguida&rdquo; e a afetividade, depreende-se que todas as pontua&ccedil;&otilde;es de todos os estudantes se agrupam no n&iacute;vel mais elevado da escala, independentemente da Variante profissional escolhida. N&atilde;o podemos portanto falar de uma predisposi&ccedil;&atilde;o para a valoriza&ccedil;&atilde;o da componente afetiva da Educa&ccedil;&atilde;o mais ligada aos educadores de determinada &aacute;rea do que a outros, uma vez que todos, de maneira indistinta, o fazem por igual. Conclu&iacute;mos assim que os conte&uacute;dos que est&atilde;o na base das diferentes licenciaturas n&atilde;o geram diferen&ccedil;as formativas relativamente aos futuros educadores no &acirc;mbito da afetividade.</P >    <P   align="justify" >Insistimos, em conclus&atilde;o, na necessidade de conseguir que se reconhe&ccedil;a a import&acirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o afetiva, n&atilde;o s&oacute; no &acirc;mbito familiar, mas tamb&eacute;m no curricular, com vista a conseguir que se supere a prolifera&ccedil;&atilde;o do intelectual e se consolide a forma&ccedil;&atilde;o da afetividade com um sentido verdadeiramente human&iacute;stico.</P >    <P   align="justify" >Conclu&iacute;mos que os futuros profissionais da Educa&ccedil;&atilde;o, em termos gerais, consideram que a felicidade, o amor, a afetividade, a emo&ccedil;&atilde;o e os sentimentos devem impregnar todos os processos relacionados com a aprendizagem e a forma&ccedil;&atilde;o daqueles que v&atilde;o educar no futuro.</P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="justify" ><B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas </b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >AA.VV. (1997). <I>Dicconario filos&oacute;fico-pedag&oacute;gico de Filosof&iacute;a    de la Educaci&oacute;n.</I> Madrid: Dykinson.</P >     <!-- ref --><P   align="justify" >Aguil&oacute;, A. (2001). <I>Educar los sentimientos</I>. Madrid: Ediciones Palabra (2&ordf; edici&oacute;n).</P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1645-7250200900020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P   align="justify" >&Aacute;lvarez Rodr&iacute;guez, J. (2001). <I>An&aacute;lisis de un modelo de educaci&oacute;n integral. </I>Granada: Universidad de Granada.</P >    <P   align="justify" >&Aacute;lvarez Rodr&iacute;guez, J. (2003). El valor de la afectividad en los educadores del futuro. <I>Revista Universitas Tarra</I><I></I><I>conensis</I>, III &Eacute;poca,  149-174.</P >    <P   align="justify" >&Aacute;lvarez Rodr&iacute;guez, J. (2004). Estudio y an&aacute;lisis de los sentimientos en la formaci&oacute;n del profesorado. <I>Revista </I><I>Universitas Tarraconensis,</I><B> </B>III &Eacute;poca, 35-52.</P >    <P   align="justify" >&Aacute;lvarez Rodr&iacute;guez, J. (2005). An&aacute;lisis del valor sentimiento en los educadores<I> </I>de la Facultad de Ciencias de la Educaci&oacute;n de la Universidad de Granada. Iba&ntilde;ez Mart&iacute;n (Coord). <I>V Congreso Internacional de Filosof&iacute;a de </I><I>la Educaci&oacute;n.</I> Madrid: Dykinson,  187-196.</P >    <P   align="justify" >Bisquerra, R. (2000). <I>Educaci&oacute;n emocional y bienestar</I>. Barcelona: Praxis.</P >    <P   align="justify" >Bosello, A.P. (1993). <I>Escuela y valores: la educaci&oacute;n moral. </I>Madrid: CCS.</P >    <P   align="justify" >C&aacute;mara, A.M. (2003). Los <I>valores en la formaci&oacute;n de los maestros. An&aacute;lisis de los programas de estudio de la Uni</I><I></I><I>versidad de Ja&eacute;n. </I>Ja&eacute;n: Universidad de Ja&eacute;n.</P >    <P   align="justify" >Casares, P. (1995). Test de valores. Un instrumento para la evaluaci&oacute;n. <I>Revista Espa&ntilde;ola de Pedagog&iacute;a</I>, 203,  513-535.</P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Casares, P. (1997). Los <I>valores del profesorado en formaci&oacute;n y su incidencia</I> <I>educativa. </I>Granada: Universidad de Granada.</P >    <P   align="justify" >Casares, P. Collados, J. (1998). Evaluaci&oacute;n de los valores del cuerpo educando. <I>Revista de Ciencias de la Edu</I><I></I><I>caci&oacute;n</I>, 174, abril-junio, 237-258.</P >    <P   align="justify" >Cruz, P. Santiago, P. (1999). <I>Juventud y entorno familiar.</I> Madrid: Ministerio de Asuntos Sociales/Instituto de la Juventud.</P >    <P   align="justify" >Dominguez, E. (1998). Las primeras teor&iacute;as de la modernidad pedag&oacute;gica.  Colom, A. (Coord). <I>Teor&iacute;as e insti</I><I></I><I>tuciones contempor&aacute;neas de la educaci&oacute;n</I>. Barcelona: Ariel.   41-59.</P >    <P   align="justify" >Elzo, A., Orizo. F.A., Gonz&aacute;lez-Andeo. J. Gonz&aacute;lez Blasco, P. Laespada. M.T. e Salazar. L. (1999). <I>J&oacute;venes espa&ntilde;o</I><I></I><I>les. </I>Madrid: S.M (Fundaci&oacute;n Santa Mar&iacute;a).</P >    <P   align="justify" >Fromm, E. (2003). El <I>arte de amar. </I>Barcelona: Paid&oacute;s Ib&eacute;rica. S.A.</P >    <P   align="justify" >Garc&iacute;a Hoz, V. (1976). Test de reacci&oacute;n valorativa.  <I>Bord&oacute;n</I>, 214,  245-270. </P >    <P   align="justify" >Gervilla, E. (2000). Un modelo axiol&oacute;gico de educaci&oacute;n integral. <I>Revista Espa&ntilde;ola de Pedagog&iacute;a</I>, 215, enero-abril,  39-57.</P >    <P   align="justify" >Heller, A. (1985). <I>Teor&iacute;a de los sentimientos.  </I>Barcelona: Pen&iacute;nsula.</P >     <P   align="justify" >Instituto Nacional de la Juventud (INJUVE) (2005). <I>Informe Juventud en Espa&ntilde;a    2004</I> . Madrid: Ministerio del Trabajo y Asuntos Sociales. (<a href="http://www.mtas./injuve" target="_blank">http://www.mtas./injuve</a>)  </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >L&oacute;pez- Barajas, E. (2000). Afectividad y sexualidad. L&oacute;pez-Barajas, E. Vidaurreta, M, Albert, M&ordf;. J. e Ruiz, M. (Coords). <I>Introducci&oacute;n a las Ciencias de la Educaci&oacute;n. </I>Madrid: Universidad Nacional a Distancia.</P >    <P   align="justify" >Maisonneuve, J. (1972). <I>Les sentiments&nbsp;</I>. France: Presses Universitaires de France.</P >    <P   align="justify" >Marina, J.A; L&oacute;pez Penas, M. (1999). <I>Diccionario de los sentimientos.</I> Barcelona: Anagrama.</P >    <P   align="justify" >Martinez-Otero, V. (2005). Fundamentos para la educa&ccedil;&atilde;o de la inteligencia afectiva. Iba&ntilde;ez-Mart&iacute;n (Coord). <I>V Congreso Internacional de Filosof&iacute;a dela Educaci&oacute;n. </I>Madrid: Dykinson,  33-41.</P >    <P   align="justify" >Pe&ntilde;&aacute;fiel, F. (1996). Los <I>valores en la LOGSE y sus repercusiones educativas</I>. Granada: Servicios de publicaciones de la Universidad de Granada.</P >    <P   align="justify" >P&eacute;rez Caban&iacute;, M&ordm;. L; Reyes, M&ordf; e Juand&oacute;, J. (2001). <I>Afectos, emociones y relaciones en la escuela.  </I>Barcelona: Gra&oacute;.</P >    <P   align="justify" >Riol Hern&aacute;ndez, M. (2006). <I>An&aacute;lisis axiol&oacute;gico de los estudiantes universitarios a partir del pensamiento cultural </I><I>de Jos&eacute; Mart&iacute;</I>. (Tesis in&eacute;dita).</P >    <P   align="justify" >Rojas, E. (1993). El <I>laberinto de la afectividad. </I>Madrid: Ediciones Temas de Hoy.</P >    <P   align="justify" >Salmar&oacute;n. H. (Cood) (2003). <I>Inteligencia emocional</I>. Granada: GEU.</P >    <P   align="justify" >Segura, M. Arcas, M. (2003).  <I>Educar las emociones y los sentimientos.</I> Madrid: Narcea.</P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Vallejo-N&aacute;jera, J.A. (1997). <I>Gu&iacute;a pr&aacute;ctica de Psicolog&iacute;a. </I>Madrid: Ediciones Temas de Hoy.</P >     <P   align="justify" >Vall&eacute;s, A. e Vall&eacute;s, C. (2000). <I>Inteligencia emocional. Aplicaciones    educativas. </I>Madrid: EOS.</P >     <p>&nbsp;</p>     <P   align="left">    <Sup><a href="#top2">*</a><a name="2"></a></Sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da    Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade de Granada. <a href="mailto:alvarez@ugr.es">alvarez@ugr.es</a></P >     <P   align="left" >Tradu&ccedil;&atilde;o do original em castelhano de Manuela Barreto Nunes</P >     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Aguiló]]></surname>
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<year>2001</year>
<edition>2ª</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Madrid ]]></publisher-loc>
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