<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-7250</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Lusófona de Educação]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Lusófona de Educação]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-7250</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos e Intervenção em Educação e Formação (CeiEF)Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-72502009000200010</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As tecnologias da informação e comunicação como recursos no Ensino Secundário: um estudo de caso]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The information and communication technologies as resources in secondary education: a case study]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ricoy]]></surname>
<given-names><![CDATA[María Carmen]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Couto]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria João V. S.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de Vigo Faculdade de Ciências da Educação ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Escola Secundária D. Sancho I  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<numero>14</numero>
<fpage>145</fpage>
<lpage>156</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-72502009000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-72502009000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-72502009000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Tentando corresponder aos desafios da escola do século XXI, com este trabalho pretende-se conhecer as condições de acessibilidade dos alunos às TIC, o papel motivador destes e outros recursos, dando especial atenção à disciplina de Matemática. O trabalho apresentado resulta de um estudo de caso, desenvolvido através de um inquérito, distribuído a 97 alunos, de quatro turmas, de uma Escola Secundária (no 10º e 11º ano) do norte de Portugal. Como principais resultados e conclusões destaca-se que: o acesso aos computadores e à Internet está bastante generalizado; os alunos não se encontram de uma forma geral desmotivados para os assuntos escolares; atribuem, inclusive, importância à Matemática na sua formação e consideram a utilização da Internet elemento motivador no processo de ensino-aprendizagem. A utilização dos computadores não constitui condição para que se goste da disciplina e nela haja sucesso. Contudo, gostariam de poder estudar mais pela Internet do que pelos livros e pensam que se aplicariam mais se os trabalhos fossem elaborados com o computador.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Trying to correspond to the challenges of the school of the 21st century, with this work it is intended to know the conditions of accessibility of the pupils to the ICT, the motivador role of these and other resources, giving special attention to Mathematics. The presented work results of case study developed through an inquiry, handed to 97 pupils of four groups of a secondary school (in 10th and 11th grades) of the north of Portugal. The main results and conclusions are: the access to the computers and to the Internet is sufficiently generalized; pupils are motivated to study and even consider the importance of Mathematics in their formation; they consider the use of the Internet a motivator element in the teach-learning process. The use of the computers does not necessarily contribute to their success. However, they would like to be able to study more through the Internet then for books and they think they would work harder if their projects could be done with the help of computers.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Tecnologias de informação e comunicação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[ensino secundário]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[matemática]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[technologies of information and communication]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[secondary education]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[mathematics]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[  <HTML> <HEAD>  </HEAD> <b>As tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o como  recursos no Ensino Secund&aacute;rio: um estudo de caso </b>      <P   > Mar&iacute;a Carmen Ricoy<a href="#1">*</a><a name="top1"></a>&amp; Maria Jo&atilde;o    V. S. Couto<a href="#2">**</a><a name="top2"></a> </P >     <P   >&nbsp;</P >           <P   align="justify" >Tentando corresponder aos desafios da escola do s&eacute;culo XXI, com este trabalho    pretende-se conhecer as condi&ccedil;&otilde;es de acessibilidade dos alunos    &agrave;s TIC, o papel motivador destes e outros recursos, dando especial aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; disciplina de Matem&aacute;tica. O trabalho apresentado resulta de    um estudo de caso, desenvolvido atrav&eacute;s de um inqu&eacute;rito, distribu&iacute;do    a 97 alunos, de quatro turmas, de uma Escola Secund&aacute;ria (no 10&ordm;    e 11&ordm; ano) do norte de Portugal.</P >     <P   align="justify" >Como principais resultados e conclus&otilde;es destaca-se que: o acesso aos computadores    e &agrave; Internet est&aacute; bastante generalizado; os alunos n&atilde;o    se encontram de uma forma geral desmotivados para os assuntos escolares; atribuem,    inclusive, import&acirc;ncia &agrave; Matem&aacute;tica na sua forma&ccedil;&atilde;o    e consideram a utiliza&ccedil;&atilde;o da Internet elemento motivador no processo    de ensino-aprendizagem. A utiliza&ccedil;&atilde;o dos computadores n&atilde;o    constitui condi&ccedil;&atilde;o para que se goste da disciplina e nela haja    sucesso. Contudo, gostariam de poder estudar mais pela Internet do que pelos    livros e pensam que se aplicariam mais se os trabalhos fossem elaborados com    o computador.</P >          <P   align="left" ><B>Palavras-chave: </b>Tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o;    ensino secund&aacute;rio; matem&aacute;tica.</P >     <P   align="left" >&nbsp;</P >     <P   align="left" ><b>The information and communication technologies as resources in secondary education:    a case study</b></P >     <p>Trying to correspond to the challenges of the school of the 21st century, with    this work it is intended to know the conditions of accessibility of the pupils    to the ICT, the motivador role of these and other resources, giving special    attention to Mathematics. The presented work results of case study developed    through an inquiry, handed to 97 pupils of four groups of a secondary school    (in 10th and 11th grades) of the north of Portugal. The main results and conclusions    are: the access to the computers and to the Internet is sufficiently generalized;    pupils are motivated to study and even consider the importance of Mathematics    in their formation; they consider the use of the Internet a motivator element    in the teach-learning process. The use of the computers does not necessarily    contribute to their success. However, they would like to be able to study more    through the Internet then for books and they think they would work harder if    their projects could be done with the help of computers.</p>     <p><b>Keywords:</b> technologies of information and communication; secondary    education; mathematics.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="justify" ><B>0. Introdu&ccedil;&atilde;o </b></P >     <P   align="justify" >A inova&ccedil;&atilde;o educativa apresenta-se como uma evid&ecirc;ncia na sociedade    actual e &eacute; impulsionada por uma vasta gama de novos recursos tecnol&oacute;gicos.    Como resultado, as escolas de todo o mundo s&atilde;o obrigadas a inovar os    seus sistemas educativos, com o objectivo de ampliar os seus servi&ccedil;os,    melhorar o seu desempenho e reduzir custos. No entanto, esta aparente inova&ccedil;&atilde;o    educativa dificilmente induz o pessoal docente a aprofundar sobre uma ideia    de mudan&ccedil;a e nas suas consequ&ecirc;ncias pr&aacute;ticas (Westera, 2004).  </P >     <P   align="justify" >A nova era que estamos a viver inclui grandes modifica&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito profissional, na forma&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios, nos conhecimentos tecnol&oacute;gicos e nas capacidades de comunica&ccedil;&atilde;o (Ashcroft &amp; Watts, 2004). Diferentes autores (Wallace, 2002; Chen, Yu &amp; Chang, 2007) argumentam que o uso das Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o (TIC) constitui, em si mesmo, um novo paradigma de ensino-aprendizagem e elas representam um recurso para a inova&ccedil;&atilde;o educacional. A sua crescente utiliza&ccedil;&atilde;o em contextos de aprendizagem est&aacute; a contribuir para a incorpora&ccedil;&atilde;o de novas metodologias, com o objectivo de enfrentar com &ecirc;xito estes dom&iacute;nios espec&iacute;ficos (Pragnell, Roselli &amp; Rossano, 2006). </P >    <P   align="justify" >&Eacute; necess&aacute;rio que as TIC estejam bem integradas no processo de aprendizagem para que apoiem e complementem as pr&aacute;cticas desenvolvidas nas aulas. Contudo, a optimiza&ccedil;&atilde;o do trabalho com as TIC requer mudan&ccedil;as fundamentais nas actividades b&aacute;sicas das escolas (Castro &amp; Alves, 2007; Hayes, 2007).</P >    <P   align="justify" >No meio da enorme complexidade que pressup&otilde;e a integra&ccedil;&atilde;o das TIC na forma&ccedil;&atilde;o escolar, Portugal, como o resto do mundo, encontra-se perante um desafio tecnol&oacute;gico de inova&ccedil;&atilde;o e modernidade em todas as &aacute;reas da sociedade e em especial na educativa. Para isso, h&aacute; que ter em conta que a aplica&ccedil;&atilde;o das TIC no processo educativo pode centrar-se em torno a diferentes dimens&otilde;es (Ricoy &amp; Feliz, 2003): meio de comunica&ccedil;&atilde;o, recurso de aprendizagem activa, mat&eacute;ria objecto de estudo acad&eacute;mico, tratamento da informa&ccedil;&atilde;o (como meio de transmiss&atilde;o e/ou exposi&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o), elemento de organiza&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o, gerador de viv&ecirc;ncias e l&uacute;dico.  Neste trabalho dedicaremos especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sua potencialidade enquanto recurso de aprendizagem activa.</P >    <P   align="justify" >Existem j&aacute; diversos estudos que relacionam a utiliza&ccedil;&atilde;o dos computadores e da Internet com a motiva&ccedil;&atilde;o desencadeada no aluno. Um estudo do Instituto Espa&ntilde;ol de Evaluaci&oacute;n conclui que o uso de computadores nas salas de aula aumenta o interesse dos alunos pelas disciplinas (Marchesi &amp; Martin, 2003). Outros autores (Ricoy, 2006), tamb&eacute;m afirmam que a utiliza&ccedil;&atilde;o dos novos meios tecnol&oacute;gicos possibilita e desencadeia a introdu&ccedil;&atilde;o de inova&ccedil;&otilde;es, fomentando a motiva&ccedil;&atilde;o pela aprendizagem.</P >    <P   align="justify" >Temos que ter em conta que o papel do pessoal docente &eacute; muito importante para obter um bom n&iacute;vel de &ecirc;xito na integra&ccedil;&atilde;o das TIC na aula (Goodison, 2002). O professor &eacute; o principal impulsionador da comunica&ccedil;&atilde;o e, para que ela ocorra, numa aula, dever&aacute; ser expl&iacute;cito e os alunos estarem dispostos a captar e interactuar com a mensagem e com os meios humanos e materiais. Muitas vezes o professor &eacute; expl&iacute;cito mas o aluno n&atilde;o quer ouvir. A referida atitude passiva dever&aacute; fazer pensar o docente sobre a necessidade de adequar a sua estrat&eacute;gia metodol&oacute;gica &agrave;s caracter&iacute;sticas pessoais (idade, desenvolvimento f&iacute;sico e mental) e motiva&ccedil;&otilde;es dos seus alunos. </P >    <P   align="justify" >Frequentemente, nas nossas escolas, existem turmas sem expectativas futuras e pouco motivadas. Obviamente, teremos que conhecer os nossos alunos: o seu percurso escolar, as suas perspectivas. Devemos criar uma rela&ccedil;&atilde;o afectiva que lhes propicie a vontade de estar presente e aprender. Os alunos captam se o professor gosta de ensinar e principalmente se gosta deles (Moran, Masetto &amp; Behrens, 2000). Paralelamente, devemos apelar ao seu lado emocional, aos seus interesses, adequando os recursos e conte&uacute;dos curriculares aos seus gostos. Isto porque numa aula n&atilde;o ocorrem simples mensagens intelectuais. Uma aula &eacute; tamb&eacute;m um recado emocional.</P >    <P   align="justify" >Entenda-se a motiva&ccedil;&atilde;o como aquilo que suscita ou incita uma conduta, que sust&eacute;m uma actividade progressiva, que a canaliza para um dado sentido (Balancho &amp; Coelho, 1996). Percebe-se ent&atilde;o a vontade do professor em criar aliados. Aluno motivado e com participa&ccedil;&atilde;o activa avan&ccedil;a mais, facilita todo o nosso trabalho (Moran, 2007). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >&Eacute; um facto que, nem sempre, os alunos s&atilde;o capazes de reconhecer: a import&acirc;ncia do seu empenho nas tarefas escolares. Nestas situa&ccedil;&otilde;es &eacute; urgente que lhe associe valor, que a considere relevante. As TIC poder&atilde;o constituir uma fonte de motiva&ccedil;&atilde;o externa, em &acirc;mbitos educativos formais, e a utiliza&ccedil;&atilde;o da Internet fomentar o sucesso educativo pois &eacute;, simultaneamente, fonte inesgot&aacute;vel de conte&uacute;dos e recurso potencialmente impulsionador de aprendizagens mais activas e significativas. </P >    <P   align="justify" >As TIC associadas a uma nova forma de entender a educa&ccedil;&atilde;o poder&atilde;o definitivamente aproximar professor e aluno. O desafio implica uma mudan&ccedil;a radical na forma de entender a educa&ccedil;&atilde;o. O desafio, necess&aacute;rio e poss&iacute;vel, e descobrir as potencialidades das TIC cabe aos professores (Blanco &amp; Ricoy, 2007).</P >    <P   align="justify" >Todos desejamos o sucesso escolar dos nossos alunos, a crescente motiva&ccedil;&atilde;o, a inova&ccedil;&atilde;o educativa, a acessibilidade e a utiliza&ccedil;&atilde;o das TIC para fins pedag&oacute;gicos. As escolas, em Portugal, est&atilde;o a ser equipadas tecnologicamente. Mas de que servem todos estes equipamentos se os professores n&atilde;o responderem ao desafio de moderniza&ccedil;&atilde;o / inova&ccedil;&atilde;o e se os alunos utilizarem as TIC para fins que n&atilde;o s&atilde;o os desejados? Assim, ser&aacute; necess&aacute;rio que os professores vejam as novas ferramentas tecnol&oacute;gicas como um aliado na &aacute;rdua tarefa de motivar, cativar e despertar para o caminho do conhecimento.</P >    <P   align="justify" >Ao longo deste trabalho abordamos diferentes aspectos relativos &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o das TIC no processo de ensino-aprendizagem. &Eacute; de salientar que utilizamos esta terminologia para nos referirmos &agrave;s tecnologias relacionadas com um conjunto de processos e produtos derivados das novas ferramentas digitais, electr&oacute;nicas, etc. (hardware e software), aos suportes da informa&ccedil;&atilde;o e canais de comunica&ccedil;&atilde;o relacionados com armazenamento, processamento e transmiss&atilde;o digitais da informa&ccedil;&atilde;o (Gonz&aacute;lez Soto, Gisbert et al., 1996).</P >    <P   align="justify" >Esta investiga&ccedil;&atilde;o pretende, em &uacute;ltimo fim, contribuir para a melhoria das pr&aacute;ticas educativas, uma vez que a consideramos instrumento de diagn&oacute;stico do contexto socioeducativo. Pretende-se, com os resultados e conclus&otilde;es apresentados, promover nos professores a consci&ecirc;ncia da sua pr&aacute;tica pedag&oacute;gica para dotar os alunos de um papel activo na constru&ccedil;&atilde;o das aprendizagens. Mais ainda, na interac&ccedil;&atilde;o professor - aluno, al&eacute;m do professor actuar como mediador e motivador, o aluno tamb&eacute;m exerce papel importante (Lopes, 2007). As mudan&ccedil;as na educa&ccedil;&atilde;o dependem tamb&eacute;m dos alunos. Alunos curiosos e motivados, facilitam enormemente o processo (Moran, 2007).</P >    <P   align="justify" >Pretendemos, com este estudo, alcan&ccedil;ar um melhor conhecimento do processo de ensino-aprendizagem, no que se refere &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o das TIC, do seu potencial papel motivador na aprendizagem em geral e, particularmente, na Matem&aacute;tica. Neste trabalho abordamos aspectos focalizados nas TIC para fins educativos, com o objectivo de saber se essa utiliza&ccedil;&atilde;o contribui para motivar a aquisi&ccedil;&atilde;o de novos conhecimentos e compet&ecirc;ncias nos alunos. Relativamente ao estudo apresentado neste artigo, consideramos os seguintes objectivos de investiga&ccedil;&atilde;o:</P >    <P   align="justify" >- Conhecer as condi&ccedil;&otilde;es de acessibilidade dos alunos &agrave;s TIC.</P >    <P   align="justify" >- Identificar as &aacute;reas de interesse e o papel motivador das TIC e de outros recursos para os alunos. </P >     <P   align="justify" >- Averiguar o n&iacute;vel de motiva&ccedil;&atilde;o dos alunos na disciplina    Matem&aacute;tica.</P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" ><B>1. M&eacute;todo </b></P >     <P   align="justify" >Este trabalho parte dum estudo de caso que se centra na an&aacute;lise microcontextual,    atrav&eacute;s de grupos concretos. Inicialmente, foi dada especial aten&ccedil;&atilde;o    ao particular, sem pretender transformar directamente as conclus&otilde;es em    enunciados gerais. Contudo, como indica, Stake (1998) o estudo de um caso particular    a partir da sua pr&oacute;pia singularidade e especificidade contribui para    o conhecimento da realidade. Este m&eacute;todo &eacute; apropriado para investiga&ccedil;&otilde;es    de pequena escala com recursos limitados em material e pessoas (Duarte, 2008).    O estudo de caso resulta em grande utilidade para a investiga&ccedil;&atilde;o    e possibilita a tomada de decis&otilde;es baseadas na objectividade (Latorre,    Del Rinc&oacute;n &amp; Arnal, 2003). </P >     <P   align="justify" >Na presente investiga&ccedil;&atilde;o recolheu-se informa&ccedil;&atilde;o valiosa    para continuar a aprofundar, no futuro, esta tem&aacute;tica. O &acirc;mbito    da investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; limitado, aborda um caso espec&iacute;fico,    pelo facto da inten&ccedil;&atilde;o, neste momento, ser dar conta do caso estudado.    Contudo, &eacute; poss&iacute;vel ser aplicado em outros contextos sob uma perspectiva    cr&iacute;tico-reflexiva.</P >     <P   align="justify" >1.1. Amostra</P >    <P   align="justify" >A amostra foi determinada de uma forma intencional, utilizando como crit&eacute;rio a proximidade e a acessibilidade aos alunos do Ensino Secund&aacute;rio, que foram seleccionados de forma n&atilde;o aleat&oacute;ria, tendo-se optado pelas turmas leccionadas. Assim foi poss&iacute;vel, n&atilde;o s&oacute;, ter f&aacute;cil acesso &agrave; amostra, de acordo com a disponibilidade dos alunos, mas tamb&eacute;m satisfazer a calendariza&ccedil;&atilde;o, da fase inicial, prevista para a investiga&ccedil;&atilde;o.</P >    <P   align="justify" >Neste estudo participaram 97 alunos de uma Escola Secund&aacute;ria do norte de Portugal, do 10&ordm; e 11&ordm; ano. As informa&ccedil;&otilde;es foram recolhidas durante o ano de 2008. A maior parte dos alunos pertenciam a Cursos Profissionais (57,73%), quase um quarto frequentavam um Curso Cient&iacute;fico - Human&iacute;stico (24,74%) e uma percentagem mais reduzida um Curso Tecnol&oacute;gico (17,53%).</P >    <P   align="justify" >Os participantes no estudo s&atilde;o, maioritariamente, do sexo feminino (70,1%), constituindo o sexo masculino apenas cerca de um ter&ccedil;o da amostra (29,9%). As idades assumem valores entre os 14 e os 21 anos, sendo a m&eacute;dia de 16,5 anos e a moda de 15 anos. Dos alunos que participaram quase metade j&aacute; repetiram algum ano de escolaridade (42,27%). Destes, verifica-se um maior n&uacute;mero de reten&ccedil;&otilde;es no s&eacute;timo (12,73%), oitavo (16,36%), nono (22,82%) e d&eacute;cimo (23,64%) ano. Com menor frequ&ecirc;ncia referem tamb&eacute;m o primeiro (3,64%), terceiro (1,82%), quarto (7,27%), quinto (7,27%) e sexto (5,45%) ano.</P >    <P   align="justify" >1.2. Instrumento e procedimento de an&aacute;lise de dados</P >    <P   align="justify" >A abordagem ao estudo foi realizada mediante inqu&eacute;rito, tendo a informa&ccedil;&atilde;o sido recolhida atrav&eacute;s de um question&aacute;rio elaborado para o efeito. A necessidade de produ&ccedil;&atilde;o de um instrumento espec&iacute;fico manifestou-se pela especificidade dos objectivos da investiga&ccedil;&atilde;o. Para Tuckman (2002) a investiga&ccedil;&atilde;o por inqu&eacute;rito &eacute; um tipo espec&iacute;fico de investiga&ccedil;&atilde;o que aparece frequentemente no campo da educa&ccedil;&atilde;o. O autor &eacute; de opini&atilde;o que o inqu&eacute;rito &eacute; uma t&eacute;cnica potencialmente muito &uacute;til em educa&ccedil;&atilde;o, tendo um valor ineg&aacute;vel na recolha pontual e massiva de dados. </P >    <P   align="justify" >Apesar de termos consci&ecirc;ncia da extens&atilde;o do question&aacute;rio aplicado, seguimos Moreira (2004) quando refere que um question&aacute;rio mais curto fornece menos informa&ccedil;&atilde;o e / ou informa&ccedil;&atilde;o menos rigorosa. Quanto ao tipo de quest&otilde;es, opt&aacute;mos, essencialmente, pelas de resposta fechada, uma vez que se adequam melhor ao estudo. No entanto, para que o respondente n&atilde;o se sentisse limitado &agrave;s op&ccedil;&otilde;es propostas, inclu&iacute;mos em algumas quest&otilde;es a op&ccedil;&atilde;o &ldquo;outros&rdquo;, onde o aluno pode assinalar diferentes aspectos importantes n&atilde;o considerados na quest&atilde;o. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Este instrumento quantitativo, foi elaborado contendo diferentes blocos / dimens&otilde;es    com aspectos gerais e espec&iacute;ficos da disciplina de Matem&aacute;tica.    Tendo em conta as limita&ccedil;&otilde;es de espa&ccedil;o seleccionamos, para    este trabalho, os resultados relativos &agrave; dimens&atilde;o sobre acessibilidade    e motiva&ccedil;&atilde;o.</P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="justify" ><B>2.  Resultados </b></P >     <P   align="justify" >Seguidamente apresentamos os resultados principais sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o    das TIC por parte dos estudantes envolvidos no estudo: acessibilidade e motiva&ccedil;&atilde;o    (&aacute;reas de interesse com conte&uacute;dos l&uacute;dicos e curriculares,    recursos online e outros assim com aspectos relativos &agrave; disciplina de    Matem&aacute;tica).<B> </B> </P >     <P   align="justify" >2.1 Acessibilidade </P >    <P   align="justify" >A totalidade dos alunos tem computador pessoal (100%) e conex&atilde;o &agrave; Internet (90,72%). Dos que t&ecirc;m Internet, o acesso a qualquer hora do dia n&atilde;o &eacute; t&atilde;o elevado (83,51%). No que diz respeito aos recursos disponibilizados pela escola quase metade dos alunos refere que nem sempre tem um computador dispon&iacute;vel (47,42%) contra os  que referem que, sempre que necessitam, t&ecirc;m computadores dispon&iacute;veis na escola (35,05%) e aqueles que desconhecem a referida disponibilidade (17,53%). </P >    <P   align="justify" >A grande maioria refere que, nos computadores da escola, est&aacute; dispon&iacute;vel liga&ccedil;&atilde;o &agrave; Internet (93,81%). A consulta da Internet na maior parte dos casos &eacute; di&aacute;ria (68,04%). Quase um quarto dos alunos refere que consultam a Internet v&aacute;rias vezes por semana (23,71%). Poucos s&atilde;o os que s&oacute; consultam ao fim de semana (4,12%) ou que referem que raramente a consultam (4,12%). No que se refere aos n&uacute;mero de horas di&aacute;rios de utiliza&ccedil;&atilde;o,  o mais frequente &eacute; a classe entre 1 e 2 horas (44,33%). N&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o frequentes as possibilidades de menos de uma hora (29,9%) e a classe entre 2 e 4 horas (22,68%). Raros s&atilde;o os alunos que utilizam a Internet durante mais de 4 horas por dia (3,09%). O acesso &agrave; Internet preferencialmente &eacute; feito em casa (83,51%) e de forma muito menos significativa na escola (15,46%). Uma percentagem muito pouco significativa refere outros locais (6,19%). </P >    <P   align="justify" >A quase totalidade dos alunos tem e-mail (98,97%). Contudo, apenas pouco mais de metade o consulta diariamente (65,98%). </P >    <P   align="justify" >Quase todos conhecem a exist&ecirc;ncia da p&aacute;gina da escola (93,81%) e da plataforma de aprendizagens (97,94%). A percentagem dos que raramente acedem &agrave; p&aacute;gina da escola &eacute; muito elevada (45,36%) e poucos s&atilde;o os que diariamente acedem (8,25%). A percentagem dos que acedem v&aacute;rias vezes por semana (26,8%) &eacute; muito pr&oacute;xima daqueles que a consultam s&oacute; ao fim semana (19,59%). Valores aproximados s&atilde;o os que dizem respeito ao acesso dos alunos &agrave; plataforma de aprendizagens: raramente (30,93%), v&aacute;rias vezes por semana (41,24%), s&oacute; ao fim de semana (17,53%), diariamente (8,25%). Alguns n&atilde;o responderam (2,06%).</P >    <P   align="justify" >Os conte&uacute;dos que os alunos gostariam ver disponibilizados s&atilde;o: avalia&ccedil;&otilde;es (93,81%), actividades da escola (67,01%), datas dos exames (61,86%), hor&aacute;rios dos professores (38,14%) e outras (7,22%). No que diz respeito aos conte&uacute;dos disponibilizados na plataforma de aprendizagens pelos professores, a maioria dos alunos refere que poucos docentes utilizam esta potencialidade (63,92%). Questionados quanto &agrave; inten&ccedil;&atilde;o de consultar os conte&uacute;dos caso existam, poucos alunos referem que consultariam diariamente (10,31%). Outros por&eacute;m, consultariam v&aacute;rias vezes por semana (38,14%) e os restantes s&oacute; ao fim de semana (18,56%). De salientar que cerca de um quarto dos alunos afirma que raramente consultaria os conte&uacute;dos caso estejam dispon&iacute;veis (23,71%).</P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >2.2. Motiva&ccedil;&atilde;o </P >    <P   align="justify" >a) &Aacute;reas de interesse: conte&uacute;dos l&uacute;dicos e curriculares</P >    <P   align="justify" >As principais &aacute;reas de interesse dos alunos no seu tempo libre s&atilde;o: m&uacute;sica, desporto, T.V., cinema e jogos de computadores. As not&iacute;cias, leitura, cultura e conte&uacute;dos escolares ocupam os &uacute;ltimos lugares na lista de prefer&ecirc;ncias. Quem assinalou outras op&ccedil;&otilde;es, referiu um dos seguintes aspectos: culin&aacute;ria, bodyfitness, noite ou dan&ccedil;a (gr&aacute;fico 1). </P >     <P   align="center" ><b>Gr&aacute;fico 1. </b></P >     <P   align="center" ><b>Distribui&ccedil;&atilde;o da amostra pelos diferentes interesses pessoais</b></P >     <P   align="center" ><b><img src="/img/revistas/rle/n14/n14a10g1.bmp"></b></P >     
<P   align="center" >&nbsp;</P >     <P   align="justify" >Os principais motivos que levam os alunos a gostar de uma disciplina s&atilde;o essencialmente conte&uacute;dos relacionados com pr&oacute;prios interesses (64,95%), desenvolvimento de capacidades (60,82%), conte&uacute;dos relacionados com a profiss&atilde;o que gostariam de exercer (61,86%) e conte&uacute;dos aplicados no dia-a-dia (51,55%). A utiliza&ccedil;&atilde;o dos computadores n&atilde;o se encontra nos principais motivos para se gostar de uma disciplina (34,02%). Verifica-se que esta amostra &eacute; bastante heterog&eacute;nea pois o n&uacute;mero dos que n&atilde;o gostam de estudar (53,61%) &eacute; muito pr&oacute;ximo dos que gostam (46,39%). Contudo, a quase totalidade manifesta que se esfor&ccedil;a por conseguir bons resultados (92,78%).</P >    <P   align="justify" >Para a maior parte dos alunos, as aulas de uma forma geral, s&atilde;o expositivas (77,32%) e semelhantes ano ap&oacute;s ano (76,29%). Mesmo assim, n&atilde;o consideram que ditar o sum&aacute;rio seja uma perda de tempo (62,89%) e, de uma forma geral, n&atilde;o afirmam que as aulas sejam desmotivantes (64,95%). Por&eacute;m, referem que a utiliza&ccedil;&atilde;o de computadores nas aulas &eacute; motivador (88,66%), que gostam muito de &ldquo;navegar&rdquo; na Internet (91,75%) e que nela h&aacute; muita informa&ccedil;&atilde;o que pode ajudar no estudo das disciplinas (90%). As opini&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o un&acirc;nimes no que diz respeito a ser mais f&aacute;cil aprender com as TIC ou com os livros. Uns afirmam que &eacute; mais f&aacute;cil estudar com a Internet (59,79%), outros t&ecirc;m opini&atilde;o contr&aacute;ria (40,21%). Contudo, a maior parte j&aacute; se socorreu da Internet para esclarecer d&uacute;vidas (81,44%). </P >    <P   align="justify" >b) Recursos online </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Apresentam-se de seguida os diferentes recursos did&aacute;cticos, que mais agradam a estes alunos (gr&aacute;fico 2), em suporte papel e em outros formatos.</P >     <P   align="center" ><b>Gr&aacute;fico 2. </b></P >     <P   align="center" ><b>Distribui&ccedil;&atilde;o da amostra pelos recursos que mais agradam    os alunos.</b></P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/rle/n14/n14a10g2.bmp"></P >     
<P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="justify" >Os recursos educativos que mais agradam aos alunos s&atilde;o os jogos (53,61%),    seguidos de perto pelos v&iacute;deos did&aacute;cticos (45,36%) e pelos testes    <I>online </I>(41,24%). Contudo, os tradicionais manuais escolares (31,96%)    e fichas de trabalho (38,14%) s&atilde;o referidos, por mais de uma quarta parte    dos participantes, como sendo recursos do seu agrado. O material em suporte    CD-Rom (16,49%) assim como os objectos manipul&aacute;veis (18,56%) s&atilde;o    os que se revelam menos atractivos para os alunos. Os participantes que referem    outros recursos n&atilde;o indicam quais.</P >     <P   align="justify" >c) Disciplina de Matem&aacute;tica</P >    <P   align="justify" >A maioria dos alunos n&atilde;o conta os minutos para o final da aula de Matem&aacute;tica (71,13%), gostam da disciplina (62,89%), afirmam que o que aprendem nestas aulas lhes interessa e que a disciplina tem import&acirc;ncia para a sua forma&ccedil;&atilde;o profissional (78,35%). Assim se compreende que n&atilde;o se sintam desmotivados (73,2%).</P >    <P   align="justify" >No que diz respeito &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o dos computadores no processo ensino - aprendizagem, os alunos referem que os computadores os ajudam a estudar (87,63%), que gostariam de poder estudar mais pela Internet do que pelos livros (65,98%). A maioria dos alunos desejavam aprender sozinhos, alguns assuntos, recorrendo aos computadores (56,7%). </P >     <P   align="justify" >Uma percentagem muito elevada refere que se aplicariam mais se os trabalhos fossem    elaborados com o computador (72,16%).</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="center" ><b>Gr&aacute;fico 3. </b></P >     <P   align="center" ><b>Distribui&ccedil;&atilde;o da amostra pela opini&atilde;o se gostam ou    n&atilde;o de Matem&aacute;tica.</b></P >     <P   align="center" ><img src="/img/revistas/rle/n14/n14a10g3.bmp"></P >     
<P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="justify" >Os alunos, na sua maior parte, manifestam que gostam da disciplina de Matem&aacute;tica    (62,89%). Contudo, &eacute; preocupante que mais de uma quarta parte (37,11%)    negue que lhe agrade frequentar esta disciplina (gr&aacute;fico 3).</P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="justify" ><B>3. Conclus&otilde;es e discuss&atilde;o </b></P >     <P   align="justify" >No que se refere &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de acessibilidade dos alunos    &agrave;s TIC conclui-se que: o acesso aos computadores e &agrave; Internet    &eacute; generalizado e a sua consulta frequente. Na maior parte dos casos,    a utiliza&ccedil;&atilde;o dos computadores e da Internet &eacute; di&aacute;ria    ou realizada v&aacute;rias vezes por semana, essencialmente em casa. Mumtaz    (2001) tamb&eacute;m constatou que os estudantes utilizam mais o computador    em casa, fundamentalmente para jogar, do que na escola. O educador necessita    estar atento para utilizar a tecnologia como integra&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o    como simples distrac&ccedil;&atilde;o ou fuga (Moran, 2007). Contudo, os jogos    de computador pressup&otilde;e tamb&eacute;m um recurso ben&eacute;fico de aprendizagem    (Saito &amp; Miwa, 2007).</P >     <P   align="justify" >Os alunos, de uma maneira geral, n&atilde;o passam muitas horas em frente do computador. O mais frequente s&atilde;o per&iacute;odos entre uma e duas horas. A quase totalidade dos alunos tem e-mail. Contudo, a sua consulta n&atilde;o &eacute; di&aacute;ria. Isto apesar de que o correio electr&oacute;nico se encontrar entre os recursos de uso mas frequente nas TIC, desde que se tenha acesso a Internet e aos computadores (Dawson, 2008). Al&eacute;m disso, a sua utiliza&ccedil;&atilde;o, por parte dos adolescentes, est&aacute; substancialmente associada aos conhecimentos inform&aacute;ticos e relativos &agrave; Internet (Kuhlemeier &amp; Hemker, 2007). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Quase todos conhecem a exist&ecirc;ncia da p&aacute;gina da escola e da plataforma de aprendizagens, contudo, na maior parte dos casos, a sua consulta &eacute; pouco frequente. Os conte&uacute;dos que os alunos gostariam ver disponibilizados s&atilde;o: resultados das avalia&ccedil;&otilde;es, actividades da escola, datas dos exames e hor&aacute;rios dos professores. A maioria refere que poucos s&atilde;o os professores que disponibilizam conte&uacute;dos na plataforma de aprendizagem, apesar de manifestarem que a sua consulta n&atilde;o seria muito frequente caso fossem disponibilizados. </P >    <P   align="justify" >&Eacute; importante integrar as TIC e as plataformas online como recurso nas aprendizagens, uma vez que possibilitam que os alunos sejam autodirectivos e mais activos na sua aprendizagem, num per&iacute;odo mais curto de tempo. Isto permite-lhes disfrutar de liberdade e control da aprendizagem, melhorando as suas capacidades instrumentais b&aacute;sicas (Watts &amp; Lloyd, 2004). Assim, tamb&eacute;m &eacute; necess&aacute;ario ultrapassar o limitado uso educativo que se faz das TIC na sala de aula e em casa, passando a uma utiliza&ccedil;&atilde;o mais plural das suas fun&ccedil;&otilde;es (SelWyn &amp; Bullon, 2000). &Eacute; necess&aacute;rio que a escola garanta o uso regular das TIC na sala de aula, mais al&eacute;m do que uma simples excentricidade.</P >    <P   align="justify" >As principais &aacute;reas l&uacute;dicas de interesse dos alunos desta amostra s&atilde;o: m&uacute;sica, desporto, TV e cinema. As not&iacute;cias, leitura, cultura e conte&uacute;dos escolares ocupam os &uacute;ltimos lugares na lista de prefer&ecirc;ncias, sendo muito sintom&aacute;tico e reflexo da actual situa&ccedil;&atilde;o do sistema educativo.</P >    <P   align="justify" >Relativamente ao n&iacute;vel de motiva&ccedil;&atilde;o dos alunos nas aulas e, em especial, na disciplina de Matem&aacute;tica, verifica-se que os principais motivos que os levam a gostar de uma disciplina s&atilde;o essencialmente conte&uacute;dos relacionados com os seus interesses: desenvolver capacidades e conte&uacute;dos relativos a profiss&atilde;o que gostariam de exercer e de aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica. Embora considerem, de uma forma geral, as aulas expositivas e semelhantes ano ap&oacute;s ano.  </P >    <P   align="justify" >No seguimento do exposto, Brett e Nagra (2005) verificam  incongru&ecirc;ncias entre os m&eacute;todos de ensino e a forma como as institui&ccedil;&otilde;es educativas colocam os recursos, relativos &agrave;s TIC, &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos alunos. Os professores apesar de utilizarem uma ampla gama de estrat&eacute;gias de pesquisa para encontrar recursos adequados &agrave; idade dos alunos, incorporam poucas modifica&ccedil;&otilde;es nas actividades pedag&oacute;gicas desenvolvidas (Recker, Dorward &amp; Nelson, 2004). Na realidade, utilizam as tecnologias da Internet frequentemente, mas de uma forma simplista e com muitas limita&ccedil;&otilde;es, enquanto que a procura de informa&ccedil;&atilde;o &eacute; um processo complexo e dif&iacute;cil para o estudante (Wallace, Kupperman, Krajcik &amp; Soloway, 2000).</P >    <P   align="justify" >Os participantes esfor&ccedil;am-se por conseguir bons resultados e n&atilde;o consideram que as aulas sejam desmotivantes. A utiliza&ccedil;&atilde;o dos computadores n&atilde;o se encontra nos principais motivos para se gostar de uma disciplina, contudo a sua utiliza&ccedil;&atilde;o constitui um factor de motiva&ccedil;&atilde;o. </P >    <P   align="justify" >Os estudantes gostam muito de &ldquo;navegar&rdquo; na Internet e consideram que nela encontram muita informa&ccedil;&atilde;o que pode ajudar no estudo das disciplinas. Quanto ao facto de ser mais f&aacute;cil estudar com a Internet do que com os livros as opini&otilde;es dividem-se e os resultados n&atilde;o s&atilde;o conclusivos. Contudo, temos de ter em conta que as modernas tecnologias, como a Internet, apresentam novas oportunidades para o processo de ensino-aprendizagem em todos os n&iacute;veis educativos, segundo Brill e Galloway (2007). </P >    <P   align="justify" >Constata-se que, a maioria dos alunos, n&atilde;o conta os minutos para o final da aula de Matem&aacute;tica, gostam da disciplina, o que aprendem nestas aulas interessa-lhes e atribuem-lhe import&acirc;ncia para a sua forma&ccedil;&atilde;o profissional. Assim, n&atilde;o se sentem desmotivados. Os alunos do Ensino Secund&aacute;rio sustentam que os computadores deveriam ser mais usados nas aulas, uma vez que os ajudam a estudar. Ja&eacute;n, Bohigas e Novell (2007) detectam que existe falta de ferramentas tecnol&oacute;gicas nas institui&ccedil;&otilde;es educativas para serem utilizadas como um recurso no processo de ensino-aprendizagem, quer seja no ensino secund&aacute;rio ou universit&aacute;rio.</P >     <P   align="justify" >A utiliza&ccedil;&atilde;o das TIC &eacute; vista pelos alunos como uma mais    valia no processo de ensino aprendizagem, constituindo um elemento de motiva&ccedil;&atilde;o    externa. Estes recursos educativos poder&atilde;o ser entendidos como um complemento    educativo, contudo, como afirma Lopes (2007), apesar do contexto digital propiciar    autonomia aos seus usu&aacute;rios, &eacute; necess&aacute;rio que a media&ccedil;&atilde;o    parta do professor no sentido de gerir as interac&ccedil;&otilde;es. Segundo    Lei e Zhao (2007), em geral, o uso da tecnologia que produz efeitos positivos    est&aacute; relacionado com temas espec&iacute;ficos de estudo e &eacute; dirigido    para a constru&ccedil;&atilde;o da aprendizagem. As TIC devem estar integradas    de forma a apoiar e complementar as pr&aacute;cticas lectivas e actualmente    o seu sucesso exige mudan&ccedil;as fundamentais nas metodologias e nas actividades    b&aacute;sicas das escolas.</P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" ><B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas </b></P >     <P   align="justify" ><I>Ashcroft</I>, L. &amp; Watts, C. (2004). Change implications related to electronic    educational resource<I>. Online Infor</I><I></I><I>mation Review, 28</I> (4),    284-291.&nbsp;&nbsp;</P >     <P   align="justify" >Blanco, A. &amp; Ricoy, M.C. (2007). Las Tecnolog&iacute;as de la Informaci&oacute;n y Comunicaci&oacute;n como recurso en el Practicum de las Carreras de Educaci&oacute;n en Espa&ntilde;a. <I>Perspectiva, 25</I> (2), 547-578. </P >    <P   align="justify" >Balancho, M. J. &amp; Coelho, F. M. (1996). <I>Motivar os alunos</I>. Porto: Texto Editora. </P >    <P   align="justify" >Brett, P. &amp; Nagra, J. (2005). An investigation into students&rsquo; use of a computer-based social learning space: lessons for facilitating collaborative approaches to learning. <I>British Journal of Educational Technology</I>, <I>36 </I>(2), 281-292.</P >    <P   align="justify" >Brill, J.M. &amp; Galloway, C. (2007). Perils and promises: University instructors&rsquo; integration of technology in classroom-based practices. <I>British Journal of Educational Technology</I>, <I>38 </I>(1), 95-105.</P >    <P   align="justify" >Castro, M.F.A. &amp; Alves, L.A. (2007). The implementation and use of computers in education in Brazil: Niter&oacute;i city/Rio de Janeiro. <I>Computers &amp; Education</I>, <I>49 </I>(4), 1378-1386.</P >    <P   align="justify" >Chen, HM., Yu, C. &amp; Chang, CS. (2007). E-Homebook System: A web - based interactive education interface. <I>Computers &amp; Education</I>, <I>49 </I>(2), 160-175.</P >    <P   align="justify" >Dawson, V. (2008). Use of information communication technology by early career science teachers in Western Australia. <I>International Journal of Science Education</I>, <I>30 </I>(2), 203-219.</P >    <!-- ref --><P   align="justify" >Duarte, J.B. (2008). Estudos de caso em Educa&ccedil;&atilde;o. Investiga&ccedil;&atilde;o em profundidade com recursos reduzidos e outro modo de generaliza&ccedil;&atilde;o. <I>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o, 11</I>, 113-132.</P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1645-7250200900020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P   align="justify" >Gonzalez Soto. A.P., Gisbert, M., Guillen, A., Jim&eacute;nez, B. Llad&oacute;,    F. &amp; Rallo, R. (1996). Las nuevas tecnolog&iacute;as en la educaci&oacute;n.    Em Salinas et. al., <I>Redes de comunicaci&oacute;n, redes de aprendizaje. EDUTEC&rsquo;95    </I>(pp. 409-422). Palma: Universitat de les Illes Balears. Retirado em 12/12/2008    no World Wide Web: <a href="http://www.uib.es/depart/gte/grurehidi.html" target="_blank">http://www.uib.es/depart/gte/grurehidi.html</a></P >     <P   align="justify" >Goodison, T. (2002). ICT and attainment at primary level. <I>British Journal of Educational Technology</I>, <I>33 </I>(2), 201-211.</P >    <P   align="justify" >Hayes, D.N.A. (2007). ICT and learning: Lessons from Australian classrooms. <I>Computers &amp; Education</I>, <I>49 </I>(2), 385-395.</P >    <P   align="justify" >Ja&eacute;n, X., Bohigas, X. &amp; Novell, M. (2007). The need for virtual information managers in education. <I>Computers </I><I>&amp; Education</I>, <I>49 </I>(2), 254-268.</P >    <P   align="justify" >Kuhlemeier, H. &amp; Hemker, B. (2007). The impact of computer use at home on students&acute; Internet skills. <I>Com</I><I></I><I>puters &amp; Education</I>, <I>49 </I>(2), 460-480.</P >    <P   align="justify" >Latorre, A., Del Rinc&oacute;n, D. &amp; Arnal, J. (2003). <I>Bases metodol&oacute;gicas de la investigaci&oacute;n educativa</I>. Barcelona: Ediciones experiencia.</P >    <P   align="justify" >Lei, J. &amp; Zhao, Y. (2007). Technology uses and student achievement: A longitudinal study. <I>Computers &amp; Educa</I><I></I><I>tion</I>, <I>49 </I>(2), 284-296.</P >    <!-- ref --><P   align="justify" >Lopes, C. (2007). Rela&ccedil;&atilde;o entre professores, alunos e computador. <I>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o, 9</I>, 159-171.</P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1645-7250200900020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P   align="justify" >Marchesi, A. &amp; Martin, E. (2003) <I>Tecnolog&iacute;a y Aprendizaje. </I>Madrid: Editorial SM.</P >    <P   align="justify" >Moran, J.&nbsp;M., Masetto, M.T. &amp; Behrens, M.A. (2007). <I>Novas Tecnologias e Media&ccedil;&atilde;o Pedag&oacute;gica</I>. Sao Paulo: Papirus Editora.</P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Moreira, J. (2004). <I>Question&aacute;rios: teoria e pr&aacute;tica</I>. Coimbra: Almedina.</P >     <P   align="justify" >Pragnell, M. V., Roselli, T. &amp; Rossano, V. (2006). Can a hypermedia cooperative    e-learning environment stimulate constructive collaboration? <I>Educational    Technology &amp; Society</I>, <I>9 </I>(2), 119-132.</P >     <P   align="justify" >Mumtaz, S. (2001). Children&acute;s enjoyment and perception of computer use in the home and the school. <I>Com</I><I></I><I>puters &amp; Education</I>, 30 (1/2), 61-65.</P >    <P   align="justify" >Recker, M.M., Dorward, J. &amp; Nelson, L.M. (2004). Discovery and use of online learning resources: Case study findings. <I>Educational Technology &amp; Society</I>, <I>7 </I>(2), 93-104.</P >     <P   align="justify" >Feliz, T. &amp; Ricoy, M.C. (2003). Posibilidades de un centro de recursos en    internet. Em V. Carioca <I>&amp;</I> C. Almeida (Coords.), <I>Evolutic 2003.    Actas do 1&ordm; encontro ib&eacute;rico de tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o.    Pr&aacute;cticas com tecnologias </I><I>em ambientes educativos</I> (pp. 1 de    14). &Eacute;vora (Portugal): Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o - Funda&ccedil;&atilde;o    Gulbenkian (em suporte CD-ROM).</P >     <P   align="justify" >Ricoy, M.C. (2006). Las tecnolog&iacute;as de la informaci&oacute;n y comunicaci&oacute;n en la educaci&oacute;n: potencialidades y condicionantes que presentan. <I>Anuario Ininco, 18</I> (2), 125-147.</P >    <P   align="justify" >Saito, H. &amp; Miwa, K. (2007). Construction of a learning environment supporting learners&acute; reflection: A case of information seeking on the web. <I>Computers &amp; Education</I>, <I>49 </I>(2), 214-229.</P >    <P   align="justify" >Selwyn, N. &amp; Bullon, K. (2000). Primary school children&rsquo;s use of ICT, <I>British Journal of Educational Technology</I>, <I>31</I> (4), 321-332.</P >    <P   align="justify" >Stake, R. E. (1998). <I>Investigaci&oacute;n con estudio de casos.</I> Madrid: Morata.</P >     <P   align="justify" >Tuckman, B. (2002). <I>Manual de Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o</I>    (2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o). Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="justify" >Wallace, R.M. (2002). The Internet as a site for changing practice: The case of Ms. Owens. <I>Research in Science </I><I>Education</I>, <I>32 </I>(4), 465-487.</P >    <P   align="justify" >Wallace, R.M., Kupperman, J., Krajcik, J. &amp; Soloway, E. (2000). Science on the web: Students online in a sixth-grade classroom. <I>Journal of the Learning Sciences</I>, <I>9 </I>(1), 75-104.</P >    <P   align="justify" >Watts, M. &amp; Lloyd, C. (2004). The use of innovative ICT in the active pursuit of Literacy. <I>Journal of Computer </I><I>Assisted Learning</I>, <I>20 </I>(1), 50-58.</P >     <P   align="justify" >Westera, W. (2004). On strategies of educational innovation: Between substitution    and transformation. <I>Hi</I><I></I><I>gher Education, 47</I> (4), 501-517.</P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     <P   align="left" ><a href="#top1">*</a><a name="1"></a>Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o,    Universidade de Vigo. <a href="mailto:cricoy@uvigo.es">cricoy@uvigo.es</a> </P >     <P   align="left" ><a href="#top2">**</a><a name="2"></a>Escola Secund&aacute;ria D. Sancho I, Braga.    Doutoranda do Programa Inova&ccedil;&atilde;o e Qualidade em &Acirc;mbitos Educativos    Formais e N&atilde;o Formais da Universidade de Vigo. <a href="mailto:mjoao01@hotmail.com">mjoao01@hotmail.com</a>  </P >     <P   align="justify" >&nbsp;</P >     </body> </HTML>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Duarte]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudos de caso em Educação: Investigação em profundidade com recursos reduzidos e outro modo de generalização]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Lusófona de Educação]]></source>
<year>2008</year>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>113-132</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Relação entre professores, alunos e computador]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Lusófona de Educação]]></source>
<year>2007</year>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>159-171</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
