<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-7250</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Lusófona de Educação]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Lusófona de Educação]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-7250</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos e Intervenção em Educação e Formação (CeiEF)Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-72502010000100007</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Linhas orientadoras para avaliação de encontros cientí&#64257;cos. O exemplo de um exercício avaliativo.]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Guidelines to Evaluate Scienti&#64257;c Events - the case of an evaluative exercise]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Simões]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Raquel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pombo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lúcia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de Aveiro Centro de Investigação em Didáctica e Tecnologia na Formação de Formadores ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<numero>15</numero>
<fpage>99</fpage>
<lpage>111</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-72502010000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-72502010000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-72502010000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Este artigo pretende apresentar linhas orientadoras para avaliação de encontros científicos, ilustrando um exemplo de um exercício avaliativo desenvolvido no âmbito do colóquio &#8220;Da Investigação às Práticas: Interacções e Debates&#8221;. Este evento teve lugar na Universidade de Aveiro e assumiu como uma das prioridades a realização de um acompanhamento de índole avaliativa, acompanhado de uma reflexão crítica sobre o colóquio e sobre o próprio processo de avaliação. O processo avaliativo do colóquio permitiu: (i) sublinhar a importância da avaliação nos encontros científicos, como sendo promotores de melhoria em futuros eventos e (ii) validar um instrumento avaliativo que poderá servir de exemplo e de orientação para utilização noutros eventos científicos. Salienta-se, de acordo com o estudo de referência, a mais-valia da utilização de duas fases avaliativas, que permitiram não só a validação dos dados em jeito de triangulação, como também a possibilidade de apresentar no próprio evento uma primeira análise impressionista acerca do mesmo, criando entusiasmo junto do público e servindo como factor de motivação, interesse e reflexão sobre o próprio processo avaliativo.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper intends to present guidelines to evaluate scienti&#64257;c events, showing an example of an evaluative exercise developed for the Colloquium &#8220;From Research to Practice: Interaction and Debates&#8221;. This event took place at the University of Aveiro and had as a priority the implementation of a monitoring of evaluative nature, accompanied by a critical re&#64258;ection on the conference and on the very process of evaluation. The evaluation process of the symposium presented a dual purpose: (i) to emphasize the importance of evaluating the scienti&#64257;c meetings, as promoter of their quality improvement in future events and (ii) to validate an evaluative tool that may de used as an example and guidance for use in other scienti&#64257;c events. It should be noted, according to the study of reference, the advantage of using two evaluative phases, which allow not only the data validation, (and also data triangulation), but also the opportunity to present an initial analysis in the event, although a &#64257;rst and impressionistic analysis, creating excitement among the public and serving as a source of motivation, interest and re&#64258;ection on their own evaluation process.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[avaliação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[linhas orientadoras]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[encontros cientícos]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[evaluation]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[guidelines]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[scientic events]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Linhas orientadoras para avalia&ccedil;&atilde;o de encontros cient&iacute;&#64257;cos.  O exemplo de um exerc&iacute;cio avaliativo.</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ana Raquel Sim&otilde;es*</b>, <b>L&uacute;cia Pombo*</b></p>     <p>* Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Did&aacute;ctica e Tecnologia na    Forma&ccedil;&atilde;o de Formadores, Universidade de Aveiro, <a href="mailto:anaraquel@ua.pt">anaraquel@ua.pt</a>;    <a href="mailto:lpombo@ua.pt">lpombo@ua.pt</a> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     <p>Este artigo pretende apresentar linhas orientadoras para avalia&ccedil;&atilde;o de encontros cient&iacute;ficos, ilustrando um exemplo de um exerc&iacute;cio avaliativo desenvolvido no &acirc;mbito do col&oacute;quio &ldquo;Da Investiga&ccedil;&atilde;o &agrave;s Pr&aacute;ticas: Interac&ccedil;&otilde;es e Debates&rdquo;. Este evento teve lugar na Universidade de Aveiro e assumiu como uma das prioridades a realiza&ccedil;&atilde;o de um acompanhamento de &iacute;ndole avaliativa, acompanhado de uma reflex&atilde;o cr&iacute;tica sobre o col&oacute;quio e sobre o pr&oacute;prio processo de avalia&ccedil;&atilde;o. O processo avaliativo do col&oacute;quio permitiu: (i) sublinhar a import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o nos encontros cient&iacute;ficos, como sendo promotores de melhoria em futuros eventos e (ii) validar um instrumento avaliativo que poder&aacute; servir de exemplo e de orienta&ccedil;&atilde;o para utiliza&ccedil;&atilde;o noutros eventos cient&iacute;ficos. Salienta-se, de acordo com o estudo de refer&ecirc;ncia, a mais-valia da utiliza&ccedil;&atilde;o de duas fases avaliativas, que permitiram n&atilde;o s&oacute; a valida&ccedil;&atilde;o dos dados em jeito de triangula&ccedil;&atilde;o, como tamb&eacute;m a possibilidade de apresentar no pr&oacute;prio evento uma primeira an&aacute;lise impressionista acerca do mesmo, criando entusiasmo junto do p&uacute;blico e servindo como factor de motiva&ccedil;&atilde;o, interesse e reflex&atilde;o sobre o pr&oacute;prio processo avaliativo.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: avalia&ccedil;&atilde;o; linhas orientadoras; encontros cient&iacute;&#64257;cos</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Guidelines to Evaluate Scienti&#64257;c Events &ndash; the case of an evaluative    exercise</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Abstract</b></p>     <p>This paper intends to present guidelines to evaluate scienti&#64257;c events, showing an example of an evaluative exercise developed for the Colloquium &ldquo;From Research to Practice: Interaction and Debates&rdquo;. This event took place at the University of Aveiro and had as a priority the implementation of a monitoring of evaluative nature, accompanied by a critical re&#64258;ection on the conference and on the very process of evaluation. The evaluation process of the symposium presented a dual purpose: (i) to emphasize the importance of evaluating the scienti&#64257;c meetings, as promoter of their quality improvement in future events and (ii) to validate an evaluative tool that may de used as an example and guidance for use in other scienti&#64257;c events. It should be noted, according to the study of reference, the advantage of using two evaluative phases, which allow not only the data validation, (and also data triangulation), but also the opportunity to present an initial analysis in the event, although a &#64257;rst and impressionistic analysis, creating excitement among the public and serving as a source of motivation, interest and re&#64258;ection on their own evaluation process. </p>     <p><b>Keywords</b>: evaluation; guidelines; scienti&#64257;c events. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o </b></p>     <p>Acredita-se, cada vez mais, que a avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade, em qualquer &aacute;rea se assume como imperativo para a realiza&ccedil;&atilde;o de um exerc&iacute;cio reflexivo sobre o trabalho realizado, assim como para a prepara&ccedil;&atilde;o de uma interven&ccedil;&atilde;o que melhore os elementos menos positivos destacados. A investiga&ccedil;&atilde;o &eacute;, <I>per se</I>, uma das &aacute;reas onde a avalia&ccedil;&atilde;o re&uacute;ne um destaque incomensur&aacute;vel, n&atilde;o s&oacute; pelas implica&ccedil;&otilde;es que esta avalia&ccedil;&atilde;o muitas vezes traz no &acirc;mbito do financiamento de actividades investigativas futuras (veja-se, a t&iacute;tulo de exemplo, a avalia&ccedil;&atilde;o dos centros de investiga&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel nacional e o condicionamento das receitas dos mesmos de acordo com as notas alcan&ccedil;adas ou ainda a avalia&ccedil;&atilde;o de projectos de investiga&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel nacional ou europeu), como pela import&acirc;ncia atribu&iacute;da aos resultados alcan&ccedil;ados e ao seu impacte de acordo com as avalia&ccedil;&otilde;es efectuadas.</p>     <p>Relativamente &agrave;s entidades que s&atilde;o avaliadas quando se fazem exerc&iacute;cios de avalia&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o, existir&atilde;o cerca de 5 diferentes tipos de entidades, segundo relat&oacute;rio da OCDE (1997). A investiga&ccedil;&atilde;o pode focalizar-se no trabalho de investigadores individuais, em grupos de investiga&ccedil;&atilde;o mais vastos, em laborat&oacute;rios e institui&ccedil;&otilde;es como as universidades, numa disciplina cient&iacute;fica, num programa governamental, em ag&ecirc;ncias de financiamento, ou tamb&eacute;m em toda a investiga&ccedil;&atilde;o realizada num dado pa&iacute;s.</p>     <p>Quanto aos respons&aacute;veis pelo processo de avalia&ccedil;&atilde;o, podemos afirmar, de forma geral, que existem duas grandes categorias de &ldquo;avaliadores&rdquo;: (i) a avalia&ccedil;&atilde;o pode ser um processo interno, implementado pelas pr&oacute;prias institui&ccedil;&otilde;es/entidades a ser avaliadas ou pode ser (ii) um processo externo, como resposta a instru&ccedil;&otilde;es governamentais e/ou outras. Pode existir ainda uma situa&ccedil;&atilde;o interm&eacute;dia entre estas duas, em que as institui&ccedil;&otilde;es que conduzem a sua pr&oacute;pria avalia&ccedil;&atilde;o chamam investigadores exteriores como consultores da mesma.</p>     <p>No que respeita &agrave;s abordagens para avaliar a investiga&ccedil;&atilde;o, t&ecirc;m sido desenvolvidos diferentes indicadores, nem sempre consensuais. Ali&aacute;s, j&aacute; Martin &amp; Irvine (1983) apontavam as dificuldades sentidas na constru&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o destes mesmos indicadores. Das diferentes leituras por n&oacute;s efectuadas, podemos designar quatro principais indicadores e respectivas abordagens: a algor&iacute;tmica (baseada em m&eacute;trica quantitativa), a revis&atilde;o por experts (incluindo a peer review), os ratings hist&oacute;ricos e a auto-avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A abordagem algor&iacute;tmica &eacute; um sistema quantitativo autom&aacute;tico sem lugar para a avalia&ccedil;&atilde;o subjectiva, onde se obt&eacute;m um algoritmo a partir da combina&ccedil;&atilde;o de uma m&eacute;trica estabelecida. Podem incluir-se diferentes m&eacute;tricas, como &eacute; caso das medidas bibliom&eacute;tricas (publica&ccedil;&otilde;es ou cita&ccedil;&otilde;es), n&uacute;mero de alunos de investiga&ccedil;&atilde;o ou de conclus&atilde;o de cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o; n&iacute;vel de financiamento alcan&ccedil;ado em projectos. Na revis&atilde;o por experts faz-se uma avalia&ccedil;&atilde;o, por parte de especialistas na &aacute;rea, da performance de indiv&iacute;duos ou grupos de investiga&ccedil;&atilde;o.A avalia&ccedil;&atilde;o pode ser realizada por peers ou pode ainda incorporar outros especialistas de outras &aacute;reas, como representantes de outros grupos (financeiros,&hellip;).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os ratings hist&oacute;ricos baseiam-se unicamente na performance de grupos/departamentos/universidades no passado, sendo que s&atilde;o m&uacute;ltiplas as formas de determinar a performance destas institui&ccedil;&otilde;es e/ou grupos no passado, tal como o montante de subs&iacute;dios obtidos no passado ou os resultados de concurso de projectos.</p>     <p>Na auto-avalia&ccedil;&atilde;o s&atilde;o as institui&ccedil;&otilde;es, de    departamentos, centros e/ou investigadores individuais que se auto-avaliam,    sendo que nalguns casos em certos pa&iacute;ses, podem utilizar-se avaliadores    externos para confirmar (ou n&atilde;o) as avalia&ccedil;&otilde;es obtidas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Enquadramento te&oacute;rico </b></p>     <p>Podemos afirmar que a Fran&ccedil;a, a Holanda e a Gr&atilde;-Bretanha s&atilde;o    pa&iacute;ses considerados importantes para o estabelecimento de uma pol&iacute;tica    de moderniza&ccedil;&atilde;o da qualidade na educa&ccedil;&atilde;o. Em 1985    criou-se m Fran&ccedil;a o <I>Comit&eacute; National d&rsquo;Evaluation </I>(CNE),    institui&ccedil;&atilde;o que avalia a educa&ccedil;&atilde;o e a investiga&ccedil;&atilde;o    nas universidades, utilizando <I>experts</I> independentes e tornando p&uacute;blicos    os seus relat&oacute;rios. Em 1989, foi introduzido um sistema de qualidade    para a educa&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o na Holanda, pela    <I>Association of Dutch Univsersities</I>. Neste sistema, o <I>Inspectorate</I>    do Ensino Superior &ldquo;avalia a avalia&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Na Gr&atilde;-Bretanha    estabeleceu-se, nos anos 80, um sistema de crit&eacute;rios para a gest&atilde;o    interna da qualidade nas universidades, criando-se o AAU (Academic Audit Unit)    nos anos 90 para avaliar os sistemas de gest&atilde;o da qualidade usados nas    universidades.</p>     <p>Num relat&oacute;rio de 1999, Geuna <I>et al.</I>, que orientou a publica&ccedil;&atilde;o do artigo de Geuna &amp; Martin (2001), os autores analisam e comparam as abordagens desenvolvidas na avalia&ccedil;&atilde;o e financiamento da investiga&ccedil;&atilde;o em 14 pa&iacute;ses (da Europa e da regi&atilde;o de &Aacute;sia-Pac&iacute;fico). Foram identificados quatro sistemas de financiamento: a avalia&ccedil;&atilde;o baseada na performance (como no Reino Unido, Pol&oacute;nia, Eslov&aacute;quia, Hong Kong e Austr&aacute;lia), os pa&iacute;ses que utilizavam outro indicador para al&eacute;m da avalia&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o, como o n&uacute;mero de alunos ou crit&eacute;rio similar (Alemanha, It&aacute;lia, pa&iacute;ses N&oacute;rdicos, Hungria e Nova Zel&acirc;ndia), aqueles onde a atribui&ccedil;&atilde;o de fun-dos estava aberto a negocia&ccedil;&otilde;es (Fran&ccedil;a e &Aacute;ustria) e aqueles onde a avalia&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o e o seu financiamento s&atilde;o completamente independentes (Holanda, USA e Canad&aacute;). Na altura da realiza&ccedil;&atilde;o deste relat&oacute;rio, eram poucos os pa&iacute;ses a adoptar a primeira abordagem, mas o n&uacute;mero estava em crescendo, tendo o Reino Unido como l&iacute;der deste processo (Geuna <I>et al</I>. 1999), devido sobretudo a press&otilde;es ocorridas nos anos 80 neste pa&iacute;s, que levaram a uma maior constrangimento de custos e, consequentemente, a maior selectividade na distribui&ccedil;&atilde;o de fundos.</p>     <p>De uma forma geral, podemos dizer que existem dois eixos completamente separados: os pa&iacute;ses onde o financiamento decorre da avalia&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o, baseado por isso na performance, e aqueles onde n&atilde;o existe qualquer correla&ccedil;&atilde;o, baseando-se sobretudo no volume institucional de cada institui&ccedil;&atilde;o. Os autores do relat&oacute;rio, ao analisarem as vantagens e desvantagens dos dois sistemas, concluem que o melhor &eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o de um sistema h&iacute;brido, dados os custos associados a um que se baseie unicamente na performance dos investigadores:&ldquo;it is worth concluding by pointing to the advantages of a hybrid system, that is, one based partially on performance (incentive-creating) and partially on educational size (cost-minimising).&rdquo; (Geuna &amp; Martins, 2001: 33). De entre os pa&iacute;ses analisados, a Holanda, Finl&acirc;ndia e Dinamarca eram aqueles que tinham sistemas h&iacute;bridos.</p>     <p>Em 2003, na continua&ccedil;&atilde;o da preocupa&ccedil;&atilde;o com a avalia&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o realizada em diferentes pa&iacute;ses, Tunzelmann &amp; Mbula publicam um relat&oacute;rio, a pedido do Higher Education Funding Council for England (HEFCE), onde fazem o levantamento das principais altera&ccedil;&otilde;es ocorridas em termos da avalia&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o desde 1999, no mesmo conjunto de pa&iacute;ses. Concluem que, de uma forma geral, se nota um maior enfoque nas abordagens mais formativas do que sumativas, apesar de a maioria dos pa&iacute;ses ainda considerar os seus sistemas de avalia&ccedil;&atilde;o como &ldquo;experimentais&rdquo;.</p>     <p>Neste relat&oacute;rio, algumas das conclus&otilde;es s&atilde;o as seguintes: alguns dos pa&iacute;ses parecem preocupar-se agora mais com a auto-avalia&ccedil;&atilde;o, sujeita a pain&eacute;is posterior-mente (como a Irlanda, Fran&ccedil;a, Sui&ccedil;a, Dinamarca, Jap&atilde;o e Nova Zel&acirc;ndia); alguns pa&iacute;ses mais pequenos utilizam esquemas de avalia&ccedil;&atilde;o mais intensivos; os per&iacute;odos de tempo entre a implementa&ccedil;&atilde;o desta avalia&ccedil;&atilde;o s&atilde;o maiores do que os decorridos entre os RAE&rsquo;s (<I>Research Assessment Exercises</I>) realizados no Reino Unido.</p>     <p>Apesar da exist&ecirc;ncia de numerosos encontros cient&iacute;ficos a n&iacute;vel nacional e internacional, ainda n&atilde;o se constitui como pr&aacute;tica corrente o exerc&iacute;cio de avalia&ccedil;&atilde;o dos mesmos por aqueles que neles participam, dando-se, por isso, uma aus&ecirc;ncia n&atilde;o s&oacute; de estudos desta &iacute;ndole como tamb&eacute;m de instrumentos de recolha de dados sobre esta tem&aacute;tica, a de avalia&ccedil;&atilde;o de encontros cient&iacute;ficos, com excep&ccedil;&atilde;o de alguns inqu&eacute;ritos por question&aacute;rio utilizados por eventos avulso. A preocupa&ccedil;&atilde;o com esta lacuna j&aacute; vem de h&aacute; muito, como retratam os trabalhos de Jerry Ayers (1989).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As avalia&ccedil;&otilde;es de encontros cient&iacute;ficos justificam-se por se constitu&iacute;rem, por um lado, como um dos mecanismos de valida&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica do conhecimento produzido pela comunidade acad&eacute;mica e, por outro, como um dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e/ou divulga&ccedil;&atilde;o na comunidade cient&iacute;fica e educativa em geral.</p>     <p>Daremos conta, neste artigo, a t&iacute;tulo de exemplo, da avalia&ccedil;&atilde;o    que foi desenvolvida no &acirc;mbito de um Col&oacute;quio que teve lugar na    Universidade de Aveiro em 2007 (Pombo, Sim&otilde;es, Cruz &amp; Costa, 2008).    O Col&oacute;quio &ldquo;Da Investiga&ccedil;&atilde;o &agrave;s Pr&aacute;ticas:    Interac&ccedil;&otilde;es e Debates&rdquo; assumiu-se como uma das m&uacute;ltiplas    formas de reflex&atilde;o sobre a percep&ccedil;&atilde;o da desarticula&ccedil;&atilde;o    entre a investiga&ccedil;&atilde;o educacional e as pr&aacute;ticas. Assumiu-se    como uma das prioridades deste encontro a realiza&ccedil;&atilde;o de um acompanhamento    de &iacute;ndole avaliativa, acompanhado de uma reflex&atilde;o cr&iacute;tica    sobre o col&oacute;quio e sobre o pr&oacute;prio processo de avalia&ccedil;&atilde;o.  </p>     <p>O processo avaliativo do col&oacute;quio em quest&atilde;o serve, pois, uma    dupla finalidade: (i) a de sublinhar a import&acirc;ncia de realizar nos encontros    cient&iacute;ficos, a avalia&ccedil;&atilde;o dos mesmos, como sendo promotora    de melhoria em futuros eventos e (ii) a de servir, enquanto exemplo de um processo    avaliativo que indique linhas orientadoras da avalia&ccedil;&atilde;o de outros    encontros cient&iacute;ficos. Este processo de avalia&ccedil;&atilde;o permitiu    ainda validar um instrumento avaliativo que pode, como veremos &agrave; frente,    servir de exemplo e de orienta&ccedil;&atilde;o para utiliza&ccedil;&atilde;o    noutros eventos cient&iacute;ficos.</p>     <p>Apesar de, desde j&aacute; algum tempo, se fazerem alguns estudos sobre o processo e os resultados da avalia&ccedil;&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, nomeadamente, no que se refere &agrave;s revistas cient&iacute;ficas (como &eacute; o caso dos estudos de Mendes &amp; Marziale, 2001 ou de Prat, 1998) ou &agrave;s t&eacute;cnicas espec&iacute;ficas de avalia&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o (por exemplo, Garfield, 2003), pouco se tem desenvolvido sobre a avalia&ccedil;&atilde;o dos encontros cient&iacute;ficos e o impacte desta em futuros eventos.</p>     <p>No Brasil, esta preocupa&ccedil;&atilde;o tem sido manifestada pela Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (CAPES, 2006) que, desde 2001, disponibiliza, no seu site, uma base de dados &ldquo;Qualis-eventos&rdquo; de acordo com determinados crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o, onde os eventos cient&iacute;ficos internacionais, nacionais e locais s&atilde;o classificados em A, B e C. Relativamente aos crit&eacute;rios estabelecidos para efectuar esta avalia&ccedil;&atilde;o, definiram-se os seguintes: a qualidade do evento no global, h&aacute; quanto tempo o mesmo existe e o rigor na selec&ccedil;&atilde;o de trabalhos. Importa salientar tamb&eacute;m que n&atilde;o foi recolhida qualquer informa&ccedil;&atilde;o junto dos participantes para efectuar tal avalia&ccedil;&atilde;o, o que diferencia em parte o processo avaliativo da CAPES daquele que neste estudo pretendemos abordar. No entanto, a pr&oacute;pria CAPES considera que n&atilde;o pretende definir, de forma absoluta, os crit&eacute;rios de qualidade, mas apenas fornecer &agrave; comunidade acad&eacute;mica e pol&iacute;tica um padr&atilde;o de excel&ecirc;ncia relativamente &agrave;s Institui&ccedil;&otilde;es, aos Programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o disponibilizados e &agrave;s iniciativas de comunica&ccedil;&atilde;o/divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.</p>     <p>A este prop&oacute;sito, t&ecirc;m mesmo sido elaborados alguns instrumentos    de avalia&ccedil;&atilde;o em determinadas &aacute;reas, como &eacute; o exemplo    do OntoQualis (Souto,Warpechowski &amp; Oliveira, 2006), criado no Brasil, e    que avalia a qualidade de Confer&ecirc;ncias Cient&iacute;ficas na &aacute;rea    das Ci&ecirc;ncias da Computa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O exemplo de um exerc&iacute;cio avaliativo </b></p>     <p>O exemplo que ir&aacute; ser apresentado teve como principal objectivo fazer um trabalho reflexivo-avaliativo acerca de um encontro cient&iacute;fico, o Col&oacute;quio &ldquo;Da Investiga&ccedil;&atilde;o &agrave; Pr&aacute;tica: Interac&ccedil;&otilde;es e Debates&rdquo;, nomeadamente no que diz respeito &agrave;s componentes cient&iacute;fica, organizacional, social e de impacte da Investiga&ccedil;&atilde;o nas Pr&aacute;ticas e destas na Investiga&ccedil;&atilde;o. Esse exerc&iacute;cio reflexivo-avaliativo foi da responsabilidade de uma equipa de investigadores do LAQE (Laborat&oacute;rio de Avalia&ccedil;&atilde;o da Qualidade Educativa), estrutura funcional sediada no Departamento de Did&aacute;ctica e Tecnologia Educativa da Universidade de Aveiro, criada em 2003 e pertencente ao CIDTFF (Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Did&aacute;ctica e Tecnologia na Forma&ccedil;&atilde;o de Formadores).</p>     <p>A motiva&ccedil;&atilde;o subjacente a este Col&oacute;quio foi o pressuposto de que &ldquo;(&hellip;) fazem falta espa&ccedil;os para discuss&atilde;o p&uacute;blica e aberta a professores/educadores/investigadores dos processos e produtos da investiga&ccedil;&atilde;o educacional em curso&rdquo; (Cachapuz, 1996: 126), acreditando que, por um lado, as pr&aacute;ticas docentes anseiam uma maior ancoragem nas mais recentes investiga&ccedil;&otilde;es realizadas e, por outro, os professores sentem que a Investiga&ccedil;&atilde;o fala muito DOS professores, mas fala pouco COM eles. A percep&ccedil;&atilde;o da desarticula&ccedil;&atilde;o entre a Investiga&ccedil;&atilde;o Educacional e as Pr&aacute;ticas &eacute;, de facto, uma tem&aacute;tica que preocupa a comunidade cient&iacute;fica internacional (Ginsburg &amp; Gorostiaga, 2001; Hammersley, 2002; Kempa, 2001; Ratcliffe et al. 2003; Stevens, 2004; Brown 2005) e nacional (Costa &amp; Marques, 1999; Costa et al., 2001; Cachapuz et al., 2002; Ara&uacute;jo e S&aacute; et al., 2002; Costa et al., 2003; Loureiro et al., 2006; Pombo &amp; Costa, 2007; Cruz, Pombo e Costa, 2008).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tendo partido da iniciativa dos bolseiros do CIDTFF, o Col&oacute;quio trouxe a um mesmo espa&ccedil;o (f&iacute;sico, epistemol&oacute;gico e reflexivo) diversos actores (jovens investigadores, bolseiros, alunos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, professores, investigadores seniores) com o intuito de promover &ldquo;Interac&ccedil;&otilde;es e Debates&rdquo; e abrir caminho a futuros encontros e eventuais parcerias.</p>     <p>Assim<I>, </I>o Col&oacute;quio pretendeu assumir-se como um contributo para: (i) potenciar a articula&ccedil;&atilde;o entre a investiga&ccedil;&atilde;o educacional, a inova&ccedil;&atilde;o e as pr&aacute;ticas profissionais; (ii) estabelecer di&aacute;logos e interac&ccedil;&otilde;es entre investigadores da Universidade de Aveiro (UA) e professores das escolas de Ensino B&aacute;sico e Secund&aacute;rio e (iii) promover a cria&ccedil;&atilde;o e o estreitamento de redes de colabora&ccedil;&atilde;o entre a UA e as escolas. Para tal, foram apresentados, neste encontro cient&iacute;fico, resultados de investiga&ccedil;&otilde;es desenvolvidas no &acirc;mbito dos Ensinos B&aacute;sico e Secund&aacute;rio, sob a forma de experi&ecirc;ncias escolares e investigativas, materiais pedag&oacute;gico-did&aacute;cticos e dados concretos oriundos de projectos de investiga&ccedil;&atilde;o realizados em v&aacute;rios dom&iacute;nios disciplinares: Ci&ecirc;ncias, Matem&aacute;tica, L&iacute;ngua Portuguesa (materna e n&atilde;o materna), L&iacute;nguas Estrangeiras, TIC e &Aacute;reas interdisciplinares, tendo como p&uacute;blico-alvo docentes dos Ensinos B&aacute;sico e Secund&aacute;rio, licenciados em cursos de ensino e estudantes de cursos de ensino/educa&ccedil;&atilde;o e investigadores nas &aacute;reas da Did&aacute;ctica e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o. Os trabalhos foram apresentados segundo 3 formatos: comunica&ccedil;&otilde;es, oficinas/ateliers de forma&ccedil;&atilde;o e posters.</p>     <p>Como exemplo de uma metodologia da avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de encontros cient&iacute;ficos, os autores do estudo acima apresentado, desenvolveram o trabalho em duas fases. Na primeira, fez-se uma avalia&ccedil;&atilde;o parcial do Col&oacute;quio, apresentada na forma de comunica&ccedil;&atilde;o de encerramento do mesmo, no que respeita: (i) &agrave; ades&atilde;o da comunidade na apresenta&ccedil;&atilde;o de propostas dos trabalhos submetidos; (ii) ao tipo de trabalhos apresentados e ao perfil dos seus autores; (iii) ao p&uacute;blico que participou no encontro e (iv) &agrave; reac&ccedil;&atilde;o dos participantes no Col&oacute;quio. Os dois primeiros elementos foram obtidos atrav&eacute;s da an&aacute;lise dos dados facultados pela Comiss&atilde;o Organizadora do Col&oacute;quio e o &uacute;ltimo elemento foi obtido com base no acompanhamento que fizemos no decorrer do Col&oacute;quio, ouvindo as vozes dos que nele comunicaram e daqueles que estiveram na plateia, registando alguns momentos em fotografia, auscultando opini&otilde;es fora e dentro das salas de apresenta&ccedil;&atilde;o e, sobretudo, tentando reflectir sobre o sentir dos diferentes actores que acima mencion&aacute;mos, acerca dos dois dias de trabalho e das reflex&otilde;es deles resultantes. Numa segunda fase, sustentou-se, <I>a posteriori</I>, o primeiro balan&ccedil;o com uma an&aacute;lise das respostas a um inqu&eacute;rito por question&aacute;rio, preenchido pelos participantes no final do Col&oacute;quio, onde se pretendeu avaliar as componentes cient&iacute;ficas, organizacionais, sociais e de impacte deste encontro cient&iacute;fico nas pr&aacute;ticas docentes e/ou investigativas dos participantes</p>     <p>Apontamos, desde j&aacute;, como benef&iacute;cio deste tipo de metodologia a possibilidade de se efectuar a triangula&ccedil;&atilde;o dos dados obtidos (Creswell, 2003), de forma a se alcan&ccedil;ar resultados mais cred&iacute;veis.</p>     <p>Este estudo teve, ainda, como finalidade aprofundar o conhecimento na &aacute;rea da Avalia&ccedil;&atilde;o Educacional de &ldquo;Eventos Cient&iacute;ficos&rdquo;, dando origem a sugest&otilde;es que poder&atilde;o contribuir para a melhoria cont&iacute;nua da qualidade de eventos desta natureza e, consequentemente, seu impacte.</p>     <p>Na primeira fase do processo avaliativo foram feitas entrevistas em diversos momentos do Col&oacute;quio a alguns participantes com o objectivo de compreender quais eram as expectativas que estes tinham relativamente ao mesmo e, no final, qual o balan&ccedil;o que faziam do Col&oacute;quio e eventuais sugest&otilde;es de melhoria. Nesta primeira fase, bastante impressionista, base&aacute;mo-nos em dados retirados das fichas de inscri&ccedil;&atilde;o (perfil dos actores, &hellip;), do programa (tipo das apresenta&ccedil;&otilde;es, &hellip;) e em &ldquo;vozes&rdquo; dos participantes, com diferentes perfis (Comiss&atilde;o Organizadora, autores das comunica&ccedil;&otilde;es, professores do Ensino B&aacute;sico e Ensino Superior), em diferentes momentos do Col&oacute;quio (recolhidas pela equipa do LAQE), obtidas atrav&eacute;s de entrevistas realizadas durante os dois dias do Col&oacute;quio. Pretendeu-se identificar o n&uacute;mero de preponentes de trabalhos e sua origem, a tipologia dos trabalhos a apresentar, o n&uacute;mero de inscritos e a sua situa&ccedil;&atilde;o profissional, as expectativas dos participantes relativamento ao Col&oacute;quio e o seu grau de satisfa&ccedil;&atilde;o relativamente ao mesmo.</p>     <p>Esta primeira fase permitiu-nos ter uma vis&atilde;o global do encontro, no que se refere ao n&uacute;mero e perfil dos participantes e dos intervenientes, assim como identificar, desde logo e de forma impressionista, os principais aspectos positivos e negativos apontados pelos participantes no col&oacute;quio, assim como as suas expectativas em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo.</p>     <p>Na sess&atilde;o de encerramento do Col&oacute;quio, foi apresentada uma Comunica&ccedil;&atilde;o em que figurava um primeiro balan&ccedil;o sobre o evento, baseada nas fichas de inscri&ccedil;&atilde;o (recolhendo elementos acerca da ades&atilde;o da comunidade ao evento e perfil dos participantes) e nas entrevistas que foram realizadas durante o seu decurso.</p>     <p>Destacamos o car&aacute;cter inovador deste tipo de avalia&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; no que se refere ao tipo de dados recolhidos na primeira fase acima descrita, como tamb&eacute;m &agrave; forma de divulga&ccedil;&atilde;o dos resultados impressionistas, <I>in loco </I>e<I> in tempore</I>, criando entusiasmo junto do p&uacute;blico e servindo como factor de motiva&ccedil;&atilde;o, interesse e reflex&atilde;o sobre o pr&oacute;prio processo avaliativo.</p>     <p>Numa segunda fase, analisou-se o question&aacute;rio que se destinou exclusivamente    aos participantes do Col&oacute;quio. Pretendeu-se, assim, aprofundar o primeiro    olhar impressionista sobre a avalia&ccedil;&atilde;o do Col&oacute;quio, com    base na an&aacute;lise dos resultados referentes ao question&aacute;rio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Linhas orientadoras para Avalia&ccedil;&atilde;o de Encontros Cient&iacute;ficos </b></p>     <p>A partir da an&aacute;lise que foi feita dos dados obtidos, e de uma reflex&atilde;o sobre o processo avaliativo, podemos agora apresentar algumas das linhas orientadoras para a constru&ccedil;&atilde;o de inqu&eacute;rito por question&aacute;rio com vista &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o deste tipo de encontros cient&iacute;ficos.</p>     <p>Um instrumento de recolha de dados sob o formato de inqu&eacute;rito por question&aacute;rio poder&aacute; apresentar os seguintes objectivos: (i) caracterizar os participantes do encontro cient&iacute;fico e a sua assiduidade no evento; (ii) identificar a avalia&ccedil;&atilde;o que os participantes fazem do encontro em termos cient&iacute;ficos, organizacionais, sociais (acolhimento, conv&iacute;vio, interac&ccedil;&atilde;o, ambiente de trabalho) e relativamente ao desenvolvimento da tem&aacute;tica do encontro; (iii) conhecer a opini&atilde;o dos participantes quanto aos pontos fortes e fr&aacute;geis do encontro, assim como (iv) recolher sugest&otilde;es e coment&aacute;rios dos participantes para futuros eventos.</p>     <p>Respondendo a este tipo de objectivos identificados, o instrumento de recolha de dados utilizado no Col&oacute;quio &ldquo;Da Investiga&ccedil;&atilde;o &agrave; Pr&aacute;tica: Interac&ccedil;&otilde;es e Debates&rdquo; era constitu&iacute;do por cinco partes: parte I &ndash; Participa&ccedil;&atilde;o no Col&oacute;quio (a assiduidade e autoria de trabalhos apresentados); parte II &ndash; Caracteriza&ccedil;&atilde;o geral dos participantes (idade, g&eacute;nero, habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas, situa&ccedil;&atilde;o profissional actual); parte III &ndash; Col&oacute;quio: balan&ccedil;o da divulga&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o (quest&otilde;es sobre como o respondente teve conhecimento deste Col&oacute;quio e ainda relativas &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o que fez das componentes organizacionais e sociais do evento); parte IV &ndash; Col&oacute;quio: balan&ccedil;o da componente cient&iacute;fica e do seu contributo na articula&ccedil;&atilde;o entre a Investiga&ccedil;&atilde;o e as Pr&aacute;ticas (perguntas relativas &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da componente cient&iacute;fica do Col&oacute;quio e do contributo do encontro para potenciar o impacte da investiga&ccedil;&atilde;o nas pr&aacute;ticas e o impacte das pr&aacute;ticas na investiga&ccedil;&atilde;o); parte V &ndash; Col&oacute;quio: balan&ccedil;o global (quest&otilde;es abertas acerca da opini&atilde;o dos sujeitos sobre os tr&ecirc;s aspectos mais e menos positivos do Col&oacute;quio, assim como sugest&otilde;es e coment&aacute;rios para futuros encontros cient&iacute;ficos sobre a tem&aacute;tica em an&aacute;lise).</p>     <p>Destacamos a import&acirc;ncia da divis&atilde;o do question&aacute;rio em    partes, dado que tal permite uma melhor organiza&ccedil;&atilde;o em termos    de resposta por parte dos inquiridos e um tratamento de dados mais facilitado.    Chamamos, tamb&eacute;m, a aten&ccedil;&atilde;o para o predom&iacute;nio das    quest&otilde;es fechadas e das escalas, de forma a permitir o f&aacute;cil preenchimento    do question&aacute;rio e uma resposta mais c&eacute;lere ao mesmo. Este tipo    de perguntas facilita ainda o tratamento estat&iacute;stico dos dados, dado    o n&uacute;mero elevado de participantes no encontro. Foram, no entanto, inclu&iacute;das    quest&otilde;es abertas relativas a: (i) sugest&otilde;es acerca da divulga&ccedil;&atilde;o    e organiza&ccedil;&atilde;o do Col&oacute;quio; (ii) indica&ccedil;&atilde;o    dos tr&ecirc;s aspectos mais positivos e menos positivos do Col&oacute;quio    e (iii) sugest&otilde;es e coment&aacute;rios globais para futuros encontros    cient&iacute;ficos. Estas perguntas permitiram obter uma resposta individual    e personalizada dos participantes, ainda mais quando se tratava do levantamento    das suas opini&otilde;es acerca da avalia&ccedil;&atilde;o do Col&oacute;quio.    O seu tratamento, atrav&eacute;s de an&aacute;lise de conte&uacute;do, e porque    em n&uacute;mero reduzido, permitiu a categoriza&ccedil;&atilde;o das respostas    e respectiva an&aacute;lise.</p>     <p>Na primeira parte do question&aacute;rio, relativa &agrave; Participa&ccedil;&atilde;o no Col&oacute;quio, podem constar quest&otilde;es acerca do per&iacute;odo de compar&ecirc;ncia dos participantes no encontro (no caso do mesmo se estender por mais do que um dia) e a poss&iacute;vel autoria e co-autoria dos trabalhos. Na segunda parte, relativa &agrave; Caracteriza&ccedil;&atilde;o pessoal, incluem-se quest&otilde;es relacionadas com o perfil dos participantes em termos pessoais, acad&eacute;micos e profissionais, assim como g&eacute;nero, intervalo de idades, habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas com especifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas e situa&ccedil;&atilde;o profissional (no caso de existir um p&uacute;blico diferenciado no que respeita este item).</p>     <p>Na terceira parte, balan&ccedil;o da divulga&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o,    as quest&otilde;es versam a forma de como os inquiridos tiveram conhecimento    do encontro, para al&eacute;m de quest&otilde;es de avalia&ccedil;&atilde;o    do encontro em termos organizacionais e sociais. Definiramse como crit&eacute;rios    para estas duas dimens&otilde;es os abaixo indicados na tabela 1.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Tabela 1 &ndash; Dimens&otilde;es e crit&eacute;rios no dom&iacute;nio da avalia&ccedil;&atilde;o em termos organizacionais e sociais.</p> <table  align="center" border=1 cellspacing=3 cellpadding=3> <tr>     <th align="left" width="97"  valign="middle" height="18"  ><b>Dimens&otilde;es </b></th>     <td align="left" width="384"  valign="middle" height="18"><b>Crit&eacute;rios </b></td> </tr> <tr>     <th width="97" rowspan="5" align="center"  valign="middle">Organiza&ccedil;&atilde;o</th>     <td align="left" width="384"  valign="middle" height="19">Qualidade do apoio log&iacute;stico </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="384"  valign="middle" height="38">Estrutura&ccedil;&atilde;o do programa relativamente aos formatos de apresenta&ccedil;&atilde;o existentes </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="384"  valign="middle" height="19">Tempo das apresenta&ccedil;&otilde;es </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="384"  valign="middle" height="19">Tempo para debate </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="384"  valign="middle" height="38">Grau de adequabilidade da data escolhida para a realiza&ccedil;&atilde;o do Col&oacute;quio </td> </tr> <tr>     <th width="97" rowspan="3" align="center"  valign="middle"  >Social </th>     <td align="left" width="384"  valign="middle" height="19">Grau de satisfa&ccedil;&atilde;o com o acolhimento </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="384"  valign="middle" height="37">Qualidade do ambiente de trabalho </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="384"  valign="middle" height="18"  >Grau de satisfa&ccedil;&atilde;o com os momentos de conv&iacute;vio </td> </tr> </table>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Incluiu-se ainda uma quest&atilde;o sobre o balan&ccedil;o final em termos    organizacionais e outra em termos sociais, sob a forma de escala qualitativa    (insuficiente, suficiente, bom e muito bom).</p>     <p>Na quarta parte, de balan&ccedil;o da componente cient&iacute;fica e do seu    contributo na articula&ccedil;&atilde;o entre a Investiga&ccedil;&atilde;o e    as Pr&aacute;ticas, foram identificados diferentes crit&eacute;rios (vide tabela    2), com uma quest&atilde;o em forma de escala. &Agrave; semelhan&ccedil;a da    parte anterior, inclu&iacute;am-se ainda quest&otilde;es globais de avalia&ccedil;&atilde;o    da componente cient&iacute;fica e do seu contributo na articula&ccedil;&atilde;o    entre a Investiga&ccedil;&atilde;o e as Pr&aacute;ticas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Tabela 2 &ndash; Dimens&otilde;es e crit&eacute;rios no dom&iacute;nio da avalia&ccedil;&atilde;o  em termos cient&iacute;&#64257;cos e do impacte da investiga&ccedil;&atilde;o na pr&aacute;tica.</p> <table  align="center" border=1 cellspacing=3 cellpadding=3> <tr>     <th align="left" width="181"  valign="middle" height="20">Dimens&otilde;es </th>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="20">Crit&eacute;rios </td> </tr> <tr>     <th width="181" rowspan="4" align="center"  valign="middle">Componente Cient&iacute;&#64257;ca </th>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="19">Rigor Cient&iacute;&#64257;co </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="38">Profundidade dos trabalhos apresentados </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="19">Clareza das apresenta&ccedil;&otilde;es </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="19">Qualidade do debate </td> </tr> <tr>     <th width="181" rowspan="3" align="center"  valign="middle">Contributo para o impacte da Investiga&ccedil;&atilde;o na pr&aacute;tica </th>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="38">Adequabilidade dos trabalhos investigativos apresentados em rela&ccedil;&atilde;o ao impacte da investiga&ccedil;&atilde;o nas pr&aacute;ticas </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="94">Relev&acirc;ncia do Col&oacute;quio relativamente &agrave;s pr&aacute;ticas dos professores </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="56"  >Grau de inova&ccedil;&atilde;o dos trabalhos investigativos apresentados em rela&ccedil;&atilde;o ao impacte da investiga&ccedil;&atilde;o nas pr&aacute;ticas </td> </tr> </table>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quanto &agrave;s sugest&otilde;es proferidas pelos participantes para futuros    encontros cient&iacute;ficos, estas foram categorizadas em diferentes dimens&otilde;es,    tal como abaixo descrevemos (tabela 3), subdivididas noutros elementos mais    espec&iacute;ficos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Tabela 3 &ndash; Categoriza&ccedil;&atilde;o das sugest&otilde;es para futuros encontros cient&iacute;&#64257;cos sobre a tem&aacute;tica em an&aacute;lise.</p> <table  align="center" border=1 cellspacing=3 cellpadding=3> <tr>     <th align="left" width="181"  valign="middle" height="20"><b>Dimens&otilde;es </b></th>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="20"><b>Crit&eacute;rios </b></td> </tr> <tr>     <th width="181" rowspan="7" align="center"  valign="middle">Componente Organizacional </th>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="19">Per&#64257;l e din&acirc;mica das apresenta&ccedil;&otilde;es </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="19">Programa (actividades) </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="19">Participantes e p&uacute;blico-alvo </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="19" >Hor&aacute;rio e data escolhida </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="19">Divulga&ccedil;&atilde;o </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="19">Continuidade deste tipo de eventos </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="19">Outra </td> </tr> <tr>     <th width="181" rowspan="4" align="center"  valign="middle">Componente cient&iacute;&#64257;ca </th>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="19"  >Articula&ccedil;&atilde;o entre Investiga&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;ticas </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="38"  >Apresenta&ccedil;&otilde;es (qualidade) </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="19"  >Debate (qualidade e tempo) </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="19"  >&Aacute;reas disciplinares </td> </tr> <tr>     <th rowspan=2 align="center" width="181"  valign="middle" height="37"  >Componente social </th>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="37"  >Ambientes de trabalho </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="300"  valign="middle" height="18"  >Acolhimento </td> </tr> </table>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi ainda pedido aos inquiridos, em jeito de balan&ccedil;o global, que identificassem,    atrav&eacute;s de resposta a duas perguntas abertas, os tr&ecirc;s principais    pontos positivos e tr&ecirc;s aspectos menos positivos do Col&oacute;quio (vide    tabela 4), tendo sido feita a an&aacute;lise de conte&uacute;do das respostas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Tabela 4 &ndash; Aspectos positivos e negativos do Col&oacute;quio.</p> <table align="center" border=1 cellspacing=3 cellpadding=3> <tr>     <td align="center" width="239"  valign="middle" height="20"  ><b>Aspectos positivos </b></td>     <td align="center" width="238"  valign="middle" height="20"  ><b>Aspectos negativos </b></td> </tr> <tr>     <td align="left" width="239"  valign="middle" height="38"  >Articula&ccedil;&atilde;o entre a Investiga&ccedil;&atilde;o e as Pr&aacute;ticas </td>     <td align="left" width="238"  valign="middle" height="38"  >Tempo </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="239"  valign="middle" height="38"  >Qualidade das apresenta&ccedil;&otilde;es/actividades </td>     <td align="left" width="238"  valign="middle" height="38"  >Qualidade das apresenta&ccedil;&otilde;es </td> </tr> <tr>     <td align="left" width="239"  valign="middle" height="37"  >Qualidade do programa </td>     <td align="left" width="238"  valign="middle" height="37"  >Quest&otilde;es da log&iacute;stica e/ou condi&ccedil;&otilde;es de trabalho </td> </tr> </table>     <p>&nbsp;</p>     <p>Poder&iacute;amos, de acordo com a experi&ecirc;ncia levada a cabo e com a    an&aacute;lise de outros instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o de encontros    cient&iacute;ficos, delinear alguns elementos a alterar e/ou acrescentar no    tipo de instrumento elaborado.</p>     <p>Assim, uma das hip&oacute;teses ser&aacute; a de, se considerado pertinente, subdividir a avalia&ccedil;&atilde;o de acordo com os diferentes tipos de comunica&ccedil;&otilde;es apresentadas e/ ou, segundo aquelas que o participante assistiu. Se assim for, importa incluir num primeiro momento uma listagem de todas as comunica&ccedil;&otilde;es/sess&otilde;es plen&aacute;rias/posters/plen&aacute;rias/&hellip; presentes no programa da confer&ecirc;ncia e solicitar ao inquirido que refira aquelas a que assistiu. No segundo momento, o inquirido pode proferir a sua avalia&ccedil;&atilde;o de acordo com cada uma delas ou segundo um conjunto de sess&otilde;es. Desta forma, garante-se n&atilde;o s&oacute; a opini&atilde;o global do sujeito inquirido nas quest&otilde;es globais de avalia&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m um exame exaustivo de cada tipo de apresenta&ccedil;&atilde;o, caso se considere este tipo de exerc&iacute;cio necess&aacute;rio e pertinente para a avalia&ccedil;&atilde;o em quest&atilde;o.</p>     <p>De acordo com uma an&aacute;lise do instrumento que aplic&aacute;mos neste    primeiro estudo, e na prepara&ccedil;&atilde;o e administra&ccedil;&atilde;o    de novo question&aacute;rio num outro encontro cient&iacute;fico (CTS- Ci&ecirc;ncia,Tecnologia,    Sociedade no Ensino das Ci&ecirc;ncias:V Semin&aacute;rio Ib&eacute;rico &amp;    I Semin&aacute;rio Ibero- Americano, que teve lugar na Universidade de Aveiro),    consideramos que a escala a ser utilizada em algumas das quest&otilde;es do    question&aacute;rio pode ser adaptada ao prop&oacute;sito do mesmo. Decidimos,    por isso, optar neste segundo encontro por uma escala de 6 elementos (N&atilde;o    Satisfaz; Satisfaz Muito Pouco; Satisfaz pouco; Satisfaz; Satisfaz bem e Satisfaz    muito bem), em detrimento da escala de 4 elementos (Insuficiente, Suficiente,    Bom e Muito bom), por considerarmos que a de 6 elementos &eacute; mais abrangente    e proporciona um maior leque de opini&otilde;es de resposta).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais </b></p>     <p>Em jeito de conclus&atilde;o, podemos salientar a import&acirc;ncia da realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo avaliativo com intuito de avaliar os pontos mais e menos fortes do evento, no sentido de poder formular linhas directrizes que conduzam a uma melhoria da qualidade dos eventos em futuras edi&ccedil;&otilde;es. Estas sugest&otilde;es de (re)formula&ccedil;&atilde;o podem, assim, auxiliar n&atilde;o s&oacute; a comiss&atilde;o organizadora e cient&iacute;fica do encontro que teve lugar, como tamb&eacute;m servir de entusiasmo para uma participa&ccedil;&atilde;o mais alargada por parte do p&uacute;blico e dos pr&oacute;prios intervenientes, pela garantia de qualidade do evento em quest&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o deste tipo de encontros cient&iacute;ficos, salientamos, de acordo com o estudo de refer&ecirc;ncia que realiz&aacute;mos, a mais-valia da utiliza&ccedil;&atilde;o de duas fases avaliativas, que permitiram n&atilde;o s&oacute; a valida&ccedil;&atilde;o dos dados em jeito de triangula&ccedil;&atilde;o, como tamb&eacute;m a possibilidade de apresentar no pr&oacute;prio evento uma primeira an&aacute;lise impressionista acerca do mesmo.</p>     <p>Relativamente &agrave; quest&atilde;o da &ldquo;triangula&ccedil;&atilde;o&rdquo; dos dados, pudemos, por exemplo, verificar uma certa congru&ecirc;ncia entre as opini&otilde;es dos participantes nas entrevistas na fase inicial e nas respostas abertas ao question&aacute;rio, nomeadamente nos pontos mais positivos. Dos aspectos comuns mais importantes salientam-se a motiva&ccedil;&atilde;o para um futuro trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o e a troca de experi&ecirc;ncias enriquecedoras ao n&iacute;vel pessoal e/ou profissional.</p>     <p>No que respeita &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o dos dados da primeira fase <I>in loco</I> e <I>in tempore</I>, esta constitui-se como um factor de inova&ccedil;&atilde;o com impacto positivo junto do p&uacute;blico e como motiva&ccedil;&atilde;o para consultarem <I>on-line</I> os resultados da segunda fase, publicados ap&oacute;s o encontro.</p>     <p>Assim, e para finalizar, &eacute; de fundamental import&acirc;ncia a continuidade    de avalia&ccedil;&otilde;es de encontros cient&iacute;ficos junto dos participantes,    bem como cada vez mais a amplia&ccedil;&atilde;o/diversifica&ccedil;&atilde;o    do p&uacute;blico-alvo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;&#64257;cas </b></p>     <p>Ara&uacute;jo e S&aacute;, M.; Canha, M. &amp; Alarc&atilde;o, I. (2002). Collaborative dialogues between teachers and researchers &ndash; a case study. Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada na European Conference on Educational Research, Setembro 11-14, Lisboa, Portugal.</p>     <p>Ayers, J. B. (1989). Evaluating workshops and institutes. Practical Assessment, Research &amp; Evaluation, 1(8). Retirado em 5/01/2008 em <a href="http://PAREonline.net/getvn.asp?v=1&amp;n=8" target="_blank">http://PAREonline.net/getvn.asp?v=1&amp;n=8</a>.</p>     <p>Brown, S. (2005). How can research inform ideas of good practice in teaching? The contributions of some of&#64257;cial initiatives in the UK. <I>Cambridge Journal of Education, 35 (3),</I> 383-405.</p>     <p>Cachapuz,A.; Praia J.; Jorge, M. (2002). <I>Ci&ecirc;ncias, Educa&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias e Ensino das Ci&ecirc;ncias</I>. Lisboa: Colec&ccedil;&atilde;o temas de investiga&ccedil;&atilde;o, Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cachapuz, A.F. (1996). <I>Que investiga&ccedil;&atilde;o para a melhoria da educa&ccedil;&atilde;o?</I> In B.P. Campos (Org). Investiga&ccedil;&atilde;o e inova&ccedil;&atilde;o para a qualidade das escolas. I.I.E. Lisboa.</p>     <p>CAPES (2006) - Relat&oacute;rio de 15 de Setembro de 2006 &ldquo;Qualis Peri&oacute;dicos - Qualis Eventos - Qualis Livros&rdquo;&ndash; Retirado em 5/01/2008 em <a href="http://qualis.capes.gov.br/arquivos/avaliacao/webqualis/criterios2004_2006/Criterios_Qualis_2005_38.pdf" target="_blank">http://qualis.capes.gov.br/arquivos/avaliacao/webqualis/criterios2004_2006/Criterios_Qualis_2005_38.pdf</a> </p>     <p>Costa, N. &amp; Marques, L. (1999).Avalia&ccedil;&atilde;o do Impacte de Cursos de Mestrado no Desenvolvimento Pro&#64257;ssional de Professores: estudo de um caso. Livro de Resumos do III Congresso Internacional de Forma&ccedil;&atilde;o de Professores nos Pa&iacute;ses de L&iacute;ngua e Express&atilde;o Portuguesas, 35-36.</p>     <p>Costa, N.; Marques, L. &amp; Kempa, R. (2000). Science Teachers&rsquo; Awareness of Findings from Education Research. <I>Research in Science and Technological Education, 18 (1)</I>, 37-44.</p>     <p>Costa, N.; Gra&ccedil;a, B. &amp; Marques, L. (2003). Bridging the gap between science education research and practices: a study based on academics&rsquo; opinions. In International Conference Teaching and Learning in Higher Education: New Trends and Innovations, CD-Rom.</p>     <p>Creswell, J.W. (2003). <I>Research design: Qualitative, quantitative, and mixed methods approaches</I>. 2nd ed.Thousand Oaks: Sage Publications.</p>     <!-- ref --><p>Cruz, E.; Pombo, L. &amp; Costa, N., (2008). Dez anos (1997-2007) de evolu&ccedil;&atilde;o do impacte da Forma&ccedil;&atilde;o P&oacute;s-Graduada nas Pr&aacute;ticas de Professores em Portugal, <I>Revista Brasileira de Pesquisa em Educa&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias</I>/ RBPEC (ISSN 1806-5104), <I>8(1)</I>, dispon&iacute;vel no site <a href="http://www.fae.ufmg.br/abrapec/revistas/V8NI/v8nIa2.pdf" target="_blank">http://www.fae.ufmg.br/abrapec/revistas/V8NI/v8nIa2.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1645-7250201000010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Gar&#64257;eld, E. (2003). The meaning of the impact factor. <I>International Journal of Clinical and Health Psychology, 3(2)</I>, 363-369.</p>     <p>Geuna, A.; Martin, B.R. (2001). <I>University Research Evaluation and Funding: An International Comparison.</I> In <a href="http://www.sussex.ac.uk/Units/spru/publications/imprint/sewps/sewp71/sewp71.pdf" target="_blank">http://www.sussex.ac.uk/Units/spru/publications/imprint/sewps/sewp71/sewp71.pdf</a></p>     <p>Geuna, A.; Hidayat, D. &amp; Martin, B. (1999). <I>Resource Allocation and Research Performance: The Assessment of Research</I>. Report prepared for the Higher Education Funding Council of England, Brighton: SPRU.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ginsburg, M.B. &amp; Gorostiaga, J.M. (2001). Relationships between theorists/researchers and policy makers/ practitioners: Rethinking the two cultures thesis and the possibility of dialogue. <I>Comparative Education Review, 45(2)</I>, 173-196.</p>     <p>Hammersley, M. (2002). <I>Educational Research, Policymaking and Practice</I>. London: Sage.</p>     <p>Kempa, R. (2001). Research and Research Utilisation in Chemical Education. Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada na 6th European Conference in Chemical Education. Setembro 4-8,Aveiro, Portugal.</p>     <p>Loureiro, M.J.; Santos, M.C.; Marques, L.; Neto, A.; Costa, N.; Oliveira, M.T. &amp; Praia, J. (2006). Educational research and school practice in Science Education: from the relevance of interactions to categories of constraints.Actas da International Conference in Mathematics Sciences and Science Education (Breda,A, Duarte,R., Martins, M. (Ed)), Universidade de Aveiro. ISBN 972-789-187, 58-65.</p>     <p>Martin, B.R. &amp; Irvine, J. (1983). Assessing Basic Research: Some Partial Indicators of Scienti&#64257;c Progress in Radio Astronomy. <I>Research Policy</I>, <I>12,</I> 61-90.</p>     <p>Mendes, I. &amp; Marziale, M.H. (2001). Avalia&ccedil;&atilde;o por pares em divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;&#64257;ca. <I>Revista Latino-am Enfermagem</I>, Nov-Dez; 9(6): 1-2.</p>     <p>Pombo, L. &amp; Costa, N. (2007). Da caracteriza&ccedil;&atilde;o do impacte da forma&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-graduada de professores de Ci&ecirc;ncias &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o de propostas que o potenciem. In: J.B. Lopes; J.P. Cravino (Orgs.). Contributos para a qualidade educativa no Ensino das Ci&ecirc;ncias - do pr&eacute;-escolar ao Superior. In: XII Encontro Nacional em Educa&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias, UTAD,Vila Real, 233-238.</p>     <p>Pombo, L; Sim&otilde;es,A.R.; Cruz, E. &amp; Costa, N. (2008).Avalia&ccedil;&atilde;o do Col&oacute;quio &ldquo;Da Investiga&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&aacute;tica: interac&ccedil;&otilde;es e debates&rdquo;. In <a href="http://209.85.129.132/search?q=cache:vjoVuyLBpRUJ:www.dte.ua.pt/ReadObject.aspx%3Fobj%3D8135+coloquio+bolseiros+UA&amp;hl=pt-PT&amp;ct=clnk&amp;cd=1&amp;gl=pt" target="_blank">http://209.85.129.132/search?q=cache:vjoVuyLBpRUJ:www.dte.ua.pt/ReadObject. aspx%3Fobj%3D8135+coloquio+bolseiros+UA&amp;hl=pt-PT&amp;ct=clnk&amp;cd=1&amp;gl=pt</a></p>     <p>Prat,A. M. (1998),Avalia&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;&#64257;ca como instrumento para o desenvolvimento da ci&ecirc;ncia e tecnologia, Ci.Inf., Bras&iacute;lia, 27 (2), 206-209.</p>     <p>Ratcliffe, M.; Bartholomew, H.; Hames,V.; Hind,A.; Leach, J.; Millar, R. &amp; Osborne, J. (2003). Evidence-based practice in Science Education: the researcher-user interface. Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada na Annual Meeting of the National Association for Research in Science Teaching. Mar&ccedil;o, Philadelphia, USA.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Souto, M.;Warpechowski, M. &amp; Oliveira, J. (2006). Modelo de Avalia&ccedil;&atilde;o da Qualidade de Confer&ecirc;ncias Cient&iacute;&#64257;cas na &Aacute;rea da Ci&ecirc;ncia da Computa&ccedil;&atilde;o: uma Abordagem Ontol&oacute;gica. In:WOMSDE - Workshop on Ontologies and Metamodeling Software and Data Engineering; SBBD/SBES, Florian&oacute;polis: Sociedade Brasileira de Computa&ccedil;&atilde;o, 93-102.</p>     <p>Stevens, R. J. (2004). <I>Why do educational innovations come and go? What do we Know? What can we do?</I>, Teaching and Teacher Education, 20, 389-396.</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cruz]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pombo]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dez anos (1997-2007) de evolução do impacte da Formação Pós-Graduada nas Práticas de Professores em Portugal]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências]]></source>
<year>2008</year>
<volume>8</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
