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</front><body><![CDATA[ <p><b>Semin&aacute;rio </b></p>     <p><b>A Educa&ccedil;&atilde;o em Di&aacute;logos Transculturais </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Madalena Mendes</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>No dia 11 de Fevereiro de 2009, realizou-se na Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias, o Semin&aacute;rio subordinado &agrave; tem&aacute;tica A Educa&ccedil;&atilde;o em Di&aacute;logos Transculturais, promovido pelo Instituto de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o &ndash; UID &ndash; OPECE, em colabora&ccedil;&atilde;o com o Instituto Paulo Freire de Portugal. O Semin&aacute;rio contou com a participa&ccedil;&atilde;o dos seguintes conferencistas: Prof. Doutor Jos&eacute; Lu&iacute;s Vieira de Almeida (Universidade 9 de Julho UNINOVE, S. Paulo, Brasil), Prof. Doutora Teresa Maria Grubisich (Academia da For&ccedil;a A&eacute;rea, Pirassununga, SP, Brasil), Prof. Doutor Jos&eacute; Eust&aacute;quio Rom&atilde;o (Universidade 9 de Julho UNINOVE, S. Paulo, Brasil e Instituto Paulo Freire do Brasil) e Doutoranda Madalena Mendes (UID-OPECE e Instituto Paulo Freire de Portugal). </p>     <p>Na primeira confer&ecirc;ncia, intitulada &ldquo;Cultura Educa&ccedil;&atilde;o e Media&ccedil;&atilde;o&rdquo;, Jos&eacute; Lu&iacute;s Vieira de Almeida, a partir da considera&ccedil;&atilde;o de que o ser humano, na sua dimens&atilde;o social e hist&oacute;rica, &eacute; produtor de riqueza e de cultura, abordou o fundamento ontol&oacute;gico da educa&ccedil;&atilde;o escolar, com base na l&oacute;gica dial&eacute;ctica, na ontologia do ser social e na categoria de media&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Teresa Maria Grubisich, na confer&ecirc;ncia intitulada &ldquo;Arte, Literatura e Educa&ccedil;&atilde;o &ndash; Di&aacute;logos&rdquo;, teceu uma leitura da intertextualidade em &ldquo;Chapeuzinho Vermelho&rdquo;, de Mill&ocirc;r Fernandes, e &ldquo;Fita verde no cabelo - nova velha hist&oacute;ria&rdquo;, de Jo&atilde;o Guimar&atilde;es Rosa, analisando a forma como estes autores dialogam com o conto antigo, resigni&#64257; cando-o, a partir da actualiza&ccedil;&atilde;o da sua linguagem e da inser&ccedil;&atilde;o das personagens noutro espa&ccedil;o cultural.A partir disso, defendeu a import&acirc;ncia da obra de arte na escola para ser fru&iacute;da, interpretada e para motivar o exerc&iacute;cio de outras apropria&ccedil;&otilde;es ou elabora&ccedil;&otilde;es, modi&#64257;cando, dessa forma, a qualidade do espa&ccedil;o escolar ao torn&aacute;-lo dial&oacute;gico. Mais salientou que os agentes envolvidos no processo de cria&ccedil;&atilde;o ou recria&ccedil;&atilde;o de um objecto est&eacute;tico, s&oacute;cio-cultural e hist&oacute;rico, por meio das m&uacute;ltiplas interac&ccedil;&otilde;es possibilitadas por essa experi&ecirc;ncia, tornam-se capazes de reconhecer o mundo como manej&aacute;vel, como uma constru&ccedil;&atilde;o social e, assim, de intervir signi&#64257;cativamente na sociedade e na cultura. </p>     <p>Madalena Mendes, na confer&ecirc;ncia intitulada &ldquo;Educa&ccedil;&atilde;o e Literatura &ndash; Mia Couto e as Epistemologias da Mesti&ccedil;agem&rdquo;, fez uma leitura sociol&oacute;gica da obra do escritor-poeta nos trilhos de uma outra legibilidade das fracturas introduzidas pelos c&acirc;nones etnoc&ecirc;ntricos, em prol de uma nova geopol&iacute;tica do conhecimento per&#64257;lada no reconhecimento da pluralidade e multiplicidade dos conhecimentos e dos espa&ccedil;os e lugares da sua enuncia&ccedil;&atilde;o. Mais salientou a import&acirc;ncia da obra de Mia Couto, projecto clin&aacute;mico inscrito na falinven&ccedil;&atilde;o das raz&otilde;es silenciadas (Santos), fronteiri&ccedil;as (Mignolo) mesti&ccedil;as (Ribeiro), h&iacute;bridas (Canclini) e oprimidas (Freire), enquanto refer&ecirc;ncia incontorn&aacute;vel para se repensar a literatura, a linguagem, o dinamismo da l&iacute;ngua, a Hist&oacute;ria e o lugar nela, dos sujeitos e da multiplicidade mesti&ccedil;a das suas identidades. </p>     <p>O semin&aacute;rio terminou com a confer&ecirc;ncia intitulada &ldquo;Educa&ccedil;&atilde;o e Raz&atilde;o Liter&aacute;ria - Guimar&atilde;es Rosa e a Raz&atilde;o Infantil&rdquo;, proferida por Jos&eacute; Eust&aacute;quio Rom&atilde;o. A partir do trabalho que vem desenvolvendo sobre o estudo das Raz&otilde;es Oprimidas, com base na reinven&ccedil;&atilde;o do legado de Paulo Freire, o conferencista reconheceu que a racionalidade liter&aacute;ria e a infantil t&ecirc;m vindo a ser desquali&#64257;cadas no mundo que lida com a constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento v&aacute;lido.Assim, com base na obra do romancista brasileiro Jo&atilde;o Guimar&atilde;es Rosa, o conferencista analisou a forma como o escritor tenta resgatar, simultaneamente, ambas as racionalidades oprimidas, especialmente no Conto &ldquo;Miguilim&rdquo;, pela re&#64258;ex&atilde;o de um menino sobre os dramas humanos, em particular do amor em todas as suas dimens&otilde;es. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As perspectivas inovadoras dos conferencistas e a intera&ccedil;&atilde;o com    os participantes &#64257;zeram deste espa&ccedil;o um entre-lugar dial&oacute;gico,    intertextual e transcultural muito rico.</p>      ]]></body>
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