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<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos e Intervenção em Educação e Formação (CeiEF)Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Formação em avaliação como um caminho para a profissionalização docente]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this article explores the hegemony of the ´´evaluation as measured`` in the actions and teaching conceptions. Using the practical reflection and in evaluation as formation strategy, by means of the research-action one constructed to a link of coherence with a concept of more libertarian education and politics and an education lined for a diversification of work strategies and attendance to the pupil. As results can be noticed that the professors had extended theoretician-practical construtos and the questionings propitiated the collective reflection in evaluation, fortifying more critical attitudes in the analysis of the conceptions that guide its action. Thus, a professional of the education in ´´ample direction`` that understands the educational questions stops beyond the walls of its classroom in a cultural context, social and educational conceives itself expanded, valuing its autonomy, with a critical-reflexiva dimension that allows to evaluate its professional passage and the development of its pupils in view of ends politicians, pedagogical.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação formativa]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Forma&ccedil;&atilde;o em avalia&ccedil;&atilde;o como um caminho para a    profissionaliza&ccedil;&atilde;o docente</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Cristina Zukowsky Tavares<sup>[<a href="#10">10</a>]<a name="top10"></a></sup>    ,</b>     <p>Centro Universit&aacute;rio Adventista de S&atilde;o Paulo, <a href="mailto:cristina.tavares@unasp.edu.br">cristina.tavares@unasp.edu.br</a>      <p>&nbsp;     <p>RESUMO      <p>Neste artigo problematizo a hegemonia da ´´avalia&ccedil;&atilde;o como medida``    nas a&ccedil;&otilde;es e concep&ccedil;&otilde;es docentes. Utilizando a reflex&atilde;o    e pr&aacute;tica em avalia&ccedil;&atilde;o como estrat&eacute;gia de forma&ccedil;&atilde;o,    por meio da pesquisa-a&ccedil;&atilde;o construiu-se um elo de coer&ecirc;ncia    com um conceito de educa&ccedil;&atilde;o mais libert&aacute;ria e pol&iacute;tica    e um ensino pautado por uma diversifica&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias    de trabalho e atendimento ao aluno. Como resultados pode-se notar que os docentes    ampliaram <i>construtos</i> te&oacute;rico-pr&aacute;ticos e os questionamentos    oportunizaram a reflex&atilde;o coletiva em avalia&ccedil;&atilde;o, fortalecendo    atitudes mais cr&iacute;ticas na an&aacute;lise das concep&ccedil;&otilde;es    que norteiam suas a&ccedil;&otilde;es. Assim, concebe-se um profissional da    educa&ccedil;&atilde;o em ´´sentido amplo``, que compreende as quest&otilde;es    educacionais para al&eacute;m das paredes de sua sala de aula em um contexto    cultural, social e educacional expandido, valorizando sua autonomia, com uma    dimens&atilde;o cr&iacute;tico-reflexiva que permita avaliar o seu percurso    profissional e o desenvolvimento de seus alunos tendo em vista fins pol&iacute;ticos,    pedag&oacute;gicos e emancipat&oacute;rios.      <p><b>Palavras-chave</b>: Avalia&ccedil;&atilde;o formativa; forma&ccedil;&atilde;o    de educadores; forma&ccedil;&atilde;o em avalia&ccedil;&atilde;o.      <p>&nbsp;      <p><b>Formation in Evaluation as a way for the teaching professionalization</b>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p> ABSTRACT</p>     <p>In this article explores the hegemony of the ´´evaluation as measured`` in    the actions and teaching conceptions. Using the practical reflection and in    evaluation as formation strategy, by means of the research-action one constructed    to a link of coherence with a concept of more libertarian education and politics    and an education lined for a diversification of work strategies and attendance    to the pupil. As results can be noticed that the professors had extended theoretician-practical    construtos and the questionings propitiated the collective reflection in evaluation,    fortifying more critical attitudes in the analysis of the conceptions that guide    its action. Thus, a professional of the education in ´´ample direction`` that    understands the educational questions stops beyond the walls of its classroom    in a cultural context, social and educational conceives itself expanded, valuing    its autonomy, with a critical-reflexiva dimension that allows to evaluate its    professional passage and the development of its pupils in view of ends politicians,    pedagogical.</p>     <p> <b>Keywords</b>: Formative evaluation; formation of educators; formation in    evaluation.</p>     <p>&nbsp;     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b>      <p>  Este artigo discute a possibilidade de utilizar a reflex&atilde;o e a a&ccedil;&atilde;o em avalia&ccedil;&atilde;o   como estrat&eacute;gia de forma&ccedil;&atilde;o, contribuindo para a elabora&ccedil;&atilde;o de novos conceitos   te&oacute;rico-pr&aacute;ticos com docentes do Ensino B&aacute;sico e Superior. Em dire&ccedil;&atilde;o oposta &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o classificat&oacute;ria, destaco a emerg&ecirc;ncia de uma abordagem formativoemancipat&oacute;ria   coerente com a din&acirc;mica de uma avalia&ccedil;&atilde;o a servi&ccedil;o das aprendizagens. Podemos nos questionar a princ&iacute;pio sobre que caracter&iacute;sticas se imp&otilde;em como necess&aacute;rias a um professor-avaliador que ultrapassou as limita&ccedil;&otilde;es de uma avalia&ccedil;&atilde;o educacional seletiva e excludente, ou mesmo de uma pr&aacute;tica formativa de car&aacute;ter t&eacute;cnico-instrumental e que opta por trilhar pelos caminhos do projeto emancipat&oacute;rio? H&aacute; id&eacute;ias concebidas pelos docentes em avalia&ccedil;&atilde;o que podem ser rompidas? O estudo e a reflex&atilde;o coletiva podem desencadear tais mudan&ccedil;as?     <p> Analisando a teia de pensamentos apresentados pelos docentes com rela&ccedil;&atilde;o a   avalia&ccedil;&atilde;o encontrei antes da realiza&ccedil;&atilde;o dessa interven&ccedil;&atilde;o, concep&ccedil;&otilde;es<sup>[<a href="#1">1</a>]<a name="top1"></a></sup> mais vis&iacute;veis,   indicando tend&ecirc;ncias de id&eacute;ias fortalecidas coletivamente e partilhadas por v&aacute;rios elementos do grupo. Dentre elas destacaram-se:     <p> - O h&aacute;bito de medi&ccedil;&atilde;o em avalia&ccedil;&atilde;o que apareceu de forma declarada, e &agrave;s vezes de maneira impl&iacute;cita na fala dos professores, e     <p> - A concep&ccedil;&atilde;o de aprendizagem expressa por muitos docentes que entendem o conhecimento como um bem a ser transmitido ( Neri,2003).     <p>&Eacute; o que Hadji (2001:22) chama de ´´obst&aacute;culos &agrave; emerg&ecirc;ncia de uma Avalia&ccedil;&atilde;o   com Inten&ccedil;&atilde;o Formativa``. Dessa forma, a ´´exist&ecirc;ncia de representa&ccedil;&otilde;es inibidoras``   com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o por parte dos professores indicam ´´concep&ccedil;&otilde;es`` que´´podem obstaculizar s&oacute;, por sua presen&ccedil;a, a constru&ccedil;&atilde;o dos conceitos cient&iacute;ficos``.   Os usos sociais da avalia&ccedil;&atilde;o em uma perspectiva burocr&aacute;tico-administrativa,   com a exig&ecirc;ncia de certifica&ccedil;&atilde;o e sele&ccedil;&atilde;o, refletem e refor&ccedil;am concep&ccedil;&otilde;es classificat&oacute;rias em avalia&ccedil;&atilde;o.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Ainda nessa dire&ccedil;&atilde;o, Abrechet (1994) e Sordi (2004) denunciam a aus&ecirc;ncia de   um quadro te&oacute;rico devidamente elaborado que d&ecirc; conta de um real encaminhamento   formativo em avalia&ccedil;&atilde;o<sup>[<a href="#2">2</a>]<a name="top2"></a></sup>. E Cappelletti (2005:117) segue destacando que,   mesmo quando o professor tem &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o ´´modelos te&oacute;ricos de avalia&ccedil;&atilde;o``   e conhece a evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica das diferentes concep&ccedil;&otilde;es``, mesmo assim possui   (...) ´´quadros conceituais que desestabilizam o seu credo mas n&atilde;o orientam o seu   fazer. Abalado em sua cren&ccedil;a, deixa de praticar a avalia&ccedil;&atilde;o que conhece e n&atilde;o tem   nada para colocar no lugar. &Eacute; preciso ir al&eacute;m, refletindo com os professores aspectos avaliativos da pr&oacute;pria atividade e do processo de aprendizagem``.     <p> Essas concep&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas tradicionais, assumidas como formas naturais de   ver, de ser e de fazer as coisas, revelam-se resistentes &agrave; mudan&ccedil;a e permanecer&atilde;o   inabal&aacute;veis sem um esfor&ccedil;o intencional de reflex&atilde;o e de reestrutura&ccedil;&atilde;o que as torne   conscientemente contest&aacute;veis e visivelmente improf&iacute;cuas. Por isso, a promo&ccedil;&atilde;o   de concep&ccedil;&otilde;es teoricamente fundamentadas e a conseq&uuml;ente mudan&ccedil;a de pr&aacute;ticas   pedag&oacute;gicas passam num primeiro momento pela conscientiza&ccedil;&atilde;o das concep&ccedil;&otilde;es   adotadas, por meio da revis&atilde;o cr&iacute;tica e questionamento das id&eacute;ias feitas de senso   comum<sup>[<a href="#3">3</a>]<a name="top3"></a></sup>. &Eacute; indispens&aacute;vel empenhar novos trabalhos de pesquisa que se aproximem das situa&ccedil;&otilde;es concretas da avalia&ccedil;&atilde;o escolar no Ensino B&aacute;sico e Superior, o que me impulsiona ainda mais a pesquisar e discutir essa quest&atilde;o.     <p> Quando as pessoas se defrontam com os contrastes de uma sociedade que,   pelos seus avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos, tem conectado o mundo, aproximado na&ccedil;&otilde;es,   mas convive ao mesmo tempo com a explora&ccedil;&atilde;o, com a viol&ecirc;ncia e a educa&ccedil;&atilde;o   como mercadoria, refletimos que &eacute; nesse contexto de ambig&uuml;idades que se situa   a pr&aacute;tica dos professores em rela&ccedil;&atilde;o ao ensino e avalia&ccedil;&atilde;o da aprendizagem, em   que os instrumentos, meios e processos contam pouco, pois o que vale s&atilde;o os resultados.   Podemos romper com esse quadro ou vamos nos manter passivos diante da realidade educacional e da avalia&ccedil;&atilde;o seletiva e excludente?     <p> Dessa forma, importa refletir que para Afonso, a ressignifica&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o   formativa numa perspectiva emancipat&oacute;ria, ampliando o protagonismo da   comunidade, &eacute; uma quest&atilde;o essencial ao debate atual a respeito da avalia&ccedil;&atilde;o educacional   em uma sociedade excludente, com um aumento das fissuras e desigualdades   sociais em que os direitos e interesses coletivos, sociais e educacionais subordinam-se aos interesses econ&ocirc;micos:     <p> Esta quest&atilde;o tem sido pouco discutida, mas &eacute; absolutamente indispens&aacute;vel    porque, sobretudo na Educa&ccedil;&atilde;o, o Estado continua a ter um papel    decisivo de regula&ccedil;&atilde;o dos sistemas de ensino, e a Comunidade,    enquanto lugar de constru&ccedil;&atilde;o do bem comum local e teia de rela&ccedil;&otilde;es    de proximidade, &eacute; ela pr&oacute;pria igualmente indispens&aacute;vel    para desenvolver processos e projetos de autonomia coletiva que passam tamb&eacute;m    pela escola - sem os quais , ali&aacute;s, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel    assumir rela&ccedil;&otilde;es de solidariedade, de reciprocidade e de justi&ccedil;a    que, por sua vez, devem ter express&atilde;o concreta nos processos quotidianos    de avalia&ccedil;&atilde;o voltada para objetivos de emancipa&ccedil;&atilde;o    (...). Considerando as teorias e pr&aacute;ticas de avalia&ccedil;&atilde;o    mais cr&iacute;ticas, venho defendendo h&aacute; j&aacute; alguns anos que a    avalia&ccedil;&atilde;o formativa (e mais recentemente, outras formas de avalia&ccedil;&atilde;o    como a avalia&ccedil;&atilde;o aut&ecirc;ntica e os portf&oacute;lios) podem    ser instrumentos fundamentais de processos emancipat&oacute;rios ( Afonso, 2000:    24 e 25).      <p>&nbsp;     <p><b>Op&ccedil;&atilde;o Metodol&oacute;gica e objetivo </b>     <p>Uma abordagem qualitativa em pesquisa do tipo pesquisa-a&ccedil;&atilde;o pode assumir   um car&aacute;ter aberto e flex&iacute;vel pela possibilidade de mudan&ccedil;a no campo educacional   com novas proposi&ccedil;&otilde;es de a&ccedil;&atilde;o, bem como pela riqueza de elementos descritivos   mais pertinentes do que aqueles que muitas vezes s&atilde;o possibilitados quando a &aacute;rea   se restringe &agrave; pesquisa quantitativa uma vez que em conjunto com outras pessoas   preocupadas com a mudan&ccedil;a, quer esta mudan&ccedil;a ocorra na avalia&ccedil;&atilde;o, pedagogia ou   modos de a&ccedil;&atilde;o, os investigadores qualitativos podem ajudar as pessoas a viverem uma vida melhor (Bogdan &amp; Biklen,1994).     <p> Para atender ao compromisso de pesquisa delineado, optei por um trabalho   coletivo de reflex&atilde;o continuada, pautado pelos princ&iacute;pios de uma orienta&ccedil;&atilde;o   cr&iacute;tico - dial&eacute;tica e o m&eacute;todo da pesquisa-a&ccedil;&atilde;o, e que se relacionasse em todos   os momentos com a pr&aacute;tica avaliativa dos docentes, uma vez que as mudan&ccedil;as em   concep&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas em avalia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se re-organizam de maneira simples e n&atilde;o   ocorrem numa perspectiva linear e previs&iacute;vel.     <p>Situei-me assim diante da emerg&ecirc;ncia de uma abordagem qualitativa em pesquisa   para dar conta da complexidade de concep&ccedil;&otilde;es em jogo, de diferentes representa&ccedil;&otilde;es   dos sujeitos envolvidos, dos conflitos te&oacute;rico-pr&aacute;ticos, dos avan&ccedil;os   e resist&ecirc;ncias assumidos ou velados no pensar e no fazer docentes. Com esses   pressupostos em mente assumi com o grupo a responsabilidade por uma forma&ccedil;&atilde;o   voltada para a reflex&atilde;o, criticidade, di&aacute;logo, com o ir-e-vir entre a teoria e a   pr&aacute;tica, com a perspectiva de transforma&ccedil;&atilde;o, em um contexto de pesquisa-a&ccedil;&atilde;o .     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A este prop&oacute;sito, levantaram-se coletivamente informa&ccedil;&otilde;es qualitativas que subsidiaram   interven&ccedil;&otilde;es e reformula&ccedil;&otilde;es do processo de forma&ccedil;&atilde;o.     <p>A partir dessa ontologia<sup>[<a href="#4">4</a>]<a name="top4"></a></sup> e epistemologia<sup>[<a href="#5">5</a>]<a name="top5"></a></sup> na perspectiva qualitativa, parto   do fundamento de que h&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica entre o mundo real e o sujeito,   havendo ent&atilde;o um v&iacute;nculo muito grande entre o mundo objetivo e a subjetividade   desses sujeitos. O objeto de pesquisa n&atilde;o foi neutro nem passivo, e os docentes   imbricados na pesquisa-a&ccedil;&atilde;o tornaram-se suscet&iacute;veis a transformar e ser transformados   pelo processo de reflex&atilde;o e a&ccedil;&atilde;o, aproximando-se do conhecimento e viv&ecirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o formativa.     <p>Perseguimos com essa problem&aacute;tica um espa&ccedil;o de maior visibilidade para uma   quest&atilde;o que designamos como essencial na profissionaliza&ccedil;&atilde;o docente: a quest&atilde;o   da forma&ccedil;&atilde;o em avalia&ccedil;&atilde;o. Um profissional da educa&ccedil;&atilde;o que exerce com autonomia   e compet&ecirc;ncia sua fun&ccedil;&atilde;o educacional necessita de uma forma&ccedil;&atilde;o que o   capacite a avaliar o seu ensino e a aprendizagem de seus alunos numa perspectiva   expandida. Isto &eacute;, que desenvolva a capacidade de compreender suas a&ccedil;&otilde;es de   maneira fundamentada, estabelecendo articula&ccedil;&otilde;es te&oacute;rico-pr&aacute;ticas, e orientando   a regula&ccedil;&atilde;o de suas a&ccedil;&otilde;es pela metacogni&ccedil;&atilde;o e cr&iacute;tica social. Imp&otilde;e-se tamb&eacute;m a   esse profissional conhecer aspectos te&oacute;ricos e operacionais da avalia&ccedil;&atilde;o a servi&ccedil;o   da aprendizagem para que seus alunos tenham a oportunidade de transpor barreiras   s&oacute;cio-educacionais na constru&ccedil;&atilde;o de uma vida mais plena e digna.     <p>Para Thiollent (2000), esta modalidade ativa de pesquisa agrega v&aacute;rios m&eacute;todos   e t&eacute;cnicas de pesquisa social desenvolvidos de forma coletiva que, na especificidade   deste trabalho, puderam contribuir para a reconstru&ccedil;&atilde;o de novos m&eacute;todos e   t&eacute;cnicas em avalia&ccedil;&atilde;o da aprendizagem, numa perspectiva de avalia&ccedil;&atilde;o formativoemancipat&oacute;ria comprometida com a transforma&ccedil;&atilde;o da realidade social circundante. Os procedimentos de coleta de dados selecionados para compor o m&eacute;todo da   pesquisa -a&ccedil;&atilde;o foram os semin&aacute;rios de forma&ccedil;&atilde;o, as entrevistas semi-estruturadas   realizadas com docentes e discentes , a an&aacute;lise documental , observa&ccedil;&otilde;es em sala   de aula e um grupo focal de avalia&ccedil;&atilde;o realizado no final dos 18 meses de interven&ccedil;&atilde;o.   Para complementar os dados finais levantados oralmente no grupo focal os   docentes foram tamb&eacute;m convidados a registrar por escrito em um par&aacute;grafo, de   forma sint&eacute;tica, a avalia&ccedil;&atilde;o que faziam do trabalho realizado.     <p>O semin&aacute;rio foi o principal procedimento metodol&oacute;gico nessa investiga&ccedil;&atilde;o,    centralizando as mais relevantes discuss&otilde;es e encaminhamentos da pesquisa    e forma&ccedil;&atilde;o. Os dados e informa&ccedil;&otilde;es foram gerados    nos doze semin&aacute;rios coletivos, e nas entrevistas com os oito docentes    participantes, com alunos desses professores no Ensino Superior e um grupo adicional    de vinte docentes da mesma Institui&ccedil;&atilde;o de Ensino localizada na    zona sul da cidade de S&atilde;o Paulo, Brasil, provenientes do Curso de Pedagogia    ou da Escola de Aplica&ccedil;&atilde;o,<sup>[<a href="#6">6</a>]<a name="top6"></a></sup>    que participaram do primeiro semin&aacute;rio de levantamento de necessidades    e dificuldades em avalia&ccedil;&atilde;o. As tem&aacute;ticas dos semin&aacute;rios    foram categorizadas e subdivididas para proporcionar os pontos-chaves da an&aacute;lise    a partir dos quais discutimos o enredamento de id&eacute;ias, os questionamentos,    reflex&otilde;es, conflitos e proposi&ccedil;&otilde;es.      <p> A pesquisa-a&ccedil;&atilde;o educacional &eacute;, sobretudo uma estrat&eacute;gia    para o crescimento e desenvolvimento de professores e pesquisadores, de modo    que eles possam utilizar suas pesquisas para aperfei&ccedil;oar seu ensino,    e em decorr&ecirc;ncia, a aprendizagem de seus alunos. O movimento de profissionaliza&ccedil;&atilde;o    docente refere-se ao bom profissional como aquele capaz de mobilizar compet&ecirc;ncias    pertinentes &agrave; solu&ccedil;&atilde;o de seus dilemas educacionais. A pesquisa-a&ccedil;&atilde;o    como modalidade de forma&ccedil;&atilde;o continuada permite levantar dificuldades    de exerc&iacute;cio encontradas por equipes para convert&ecirc;-las em questionamentos    de um processo de forma&ccedil;&atilde;o. Atingir a mudan&ccedil;a, a transforma&ccedil;&atilde;o    do objeto em quest&atilde;o &eacute; o principal objetivo da pesquisa-a&ccedil;&atilde;o    e nesta &oacute;tica, n&atilde;o &eacute; sin&ocirc;nimo da aplica&ccedil;&atilde;o    de uma teoria e sim produto das transforma&ccedil;&otilde;es simult&acirc;neas    da a&ccedil;&atilde;o e da reflex&atilde;o continuamente renovadas (Tripp, 2005;    Monceau, 2005; Pimenta, 2005; Barbier, 2002; Morin, 2004; Andaloussi, 2004;    Thiollent,2000; Le Boterf, 1981) .      <p>&nbsp;     <p><b>Forma&ccedil;&atilde;o dos professores em avalia&ccedil;&atilde;o </b>     <p>A pr&aacute;tica educacional, como acontece na escola, n&atilde;o &eacute; uma pr&aacute;tica fechada,   previs&iacute;vel, linear. O contexto &eacute; complexo, desordenado, exigindo flexibilidade de   planos e a&ccedil;&otilde;es. Cada situa&ccedil;&atilde;o de ensino &eacute; &uacute;nica e os professores precisam fazer   uso da criatividade para resolver os problemas na complexidade, incerteza, instabilidade e conflitos de valores da contemporaneidade. A forma&ccedil;&atilde;o de docentes   conscientes do seu papel como avaliadores comprometidos com a mudan&ccedil;a e com   a criatividade, para gerir novas id&eacute;ias e conhecimentos na sociedade atual, tornase   uma quest&atilde;o de relev&acirc;ncia e centralidade.     <p>A profiss&atilde;o docente envolve-se na contemporaneidade em alguns paradoxos.   Ao mesmo tempo em que o estatuto da carreira &eacute; fragilizado, aumentam os pedidos   e miss&otilde;es que a sociedade faz aos docentes. &Eacute; fundamental que os professores   interpretem seus pap&eacute;is no cen&aacute;rio social, pois eles n&atilde;o s&oacute; habitam as salas de   aula, mas vivem e trabalham seus desafios profissionais engajados com seus pares,   favorecendo ou n&atilde;o uma pr&aacute;tica reflexiva, competente e contextualizada com a   realidade de sua comunidade e de seus alunos. E nas circunst&acirc;ncias atuais, um dos   aspectos mais importantes da compet&ecirc;ncia social dos docentes &eacute; a capacidade de   enfrentar situa&ccedil;&otilde;es conflituosas e tomar decis&otilde;es em meio &agrave;s incertezas, e estes   atributos fazem parte tamb&eacute;m da capacidade de avaliar.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No debate em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o educacional trazemos ao di&aacute;logo a afirma&ccedil;&atilde;o   de Barbier ao sustentar que a quest&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o tornou-se, a partir da d&eacute;cada   de 1970, um dos maiores problemas na forma&ccedil;&atilde;o de professores. Ele diz que falar   da avalia&ccedil;&atilde;o relativamente a um ato de forma&ccedil;&atilde;o indica uma fun&ccedil;&atilde;o social que valorize   essa a&ccedil;&atilde;o: pode parecer mais necess&aacute;rio falar de avalia&ccedil;&atilde;o do que realiz&aacute;-la   adequadamente. Em torno das tens&otilde;es geradas pelo processo de avalia&ccedil;&atilde;o na escola e nos espa&ccedil;os de forma&ccedil;&atilde;o transitam os espa&ccedil;os ideol&oacute;gicos de profissionais   formadores e em forma&ccedil;&atilde;o, onde afloram posturas classificat&oacute;rias e reducionistas, bem como formativas e emancipat&oacute;rias (Barbier, 1985).     <p> Ser&aacute; poss&iacute;vel desencadear mudan&ccedil;as pr&aacute;ticas e conceituais na realidade docente rompendo com paradigmas excludentes e classificat&oacute;rios em avalia&ccedil;&atilde;o?     <p> Kuhn (1994), ao citar William James, j&aacute; dizia que a tend&ecirc;ncia &eacute; alterarmos o   m&iacute;nimo poss&iacute;vel o conhecimento j&aacute; estabelecido, os velhos preconceitos e cren&ccedil;as   j&aacute; que raramente um novo fato &eacute; acrescentado em cru. Mais freq&uuml;entemente &eacute;   misturado e cozido no molho do velho. Ao mesmo tempo em que acreditamos   que mudar &eacute; poss&iacute;vel, tamb&eacute;m temos consci&ecirc;ncia dos desafios constantes que   acompanham essa cren&ccedil;a. O que seria necess&aacute;rio para o docente estabelecer   uma ruptura verdadeira com as concep&ccedil;&otilde;es pr&eacute;-estabelecidas em fun&ccedil;&atilde;o da constru&ccedil;&atilde;o   de uma nova mentalidade educacional no que se refere &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o? Seria   necess&aacute;rio desconstruir em primeiro lugar as id&eacute;ias anteriores? Podem-se manter representa&ccedil;&otilde;es antigas e sobre elas construir novas representa&ccedil;&otilde;es?     <p> Retrocedendo um pouco no tempo e refletindo sobre a cultura avaliativa interiorizada    pelos atores escolares, v&ecirc;-se que a mudan&ccedil;a n&atilde;o pode ocorrer    na forma de um passe de m&aacute;gica. Vivenciam-se longos anos de uma cultura    escolar de quantifica&ccedil;&atilde;o, sele&ccedil;&atilde;o, puni&ccedil;&atilde;o    e exclus&atilde;o. O extenso per&iacute;odo da pedagogia tradicional evidenciou    por mais de quatrocentos anos a supervaloriza&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos    cognitivos destitu&iacute;dos de significado pessoal e relev&acirc;ncia social,    nos quais imperavam o autoritarismo e o poder em mecanismos de controle, efici&ecirc;ncia    e competi&ccedil;&atilde;o em sala de aula. Essa configura&ccedil;&atilde;o    muitas vezes reproduziu o contexto social´´neodarwinista <sup>[<a href="#7">7</a>]<a name="top7"></a></sup>,    sem uma apreens&atilde;o cr&iacute;tica da realidade. As aulas nesse modelo    pautavam-se pela explica&ccedil;&atilde;o oral, seguida de exerc&iacute;cios    de fixa&ccedil;&atilde;o e provas orais e escritas.      <p> Uma avalia&ccedil;&atilde;o classificat&oacute;ria assumida ou impl&iacute;cita no trabalho docente aponta   para uma aprendizagem voltada a simples transmiss&atilde;o e armazenamento de conhecimentos   em que h&aacute; pouca variabilidade did&aacute;tica de ensino e interven&ccedil;&atilde;o em   processo. Neste sentido, as aulas expositivas e algumas provas formais realizadas   ao final do per&iacute;odo letivo e sem um programa din&acirc;mico de resgate e reorienta&ccedil;&atilde;o parecem ser suficientes para esse modelo.     <p> S&oacute; com um processo intencional e consciente de forma&ccedil;&atilde;o acredito na ruptura   com concep&ccedil;&otilde;es em avalia&ccedil;&atilde;o mais classificat&oacute;rias, automatizadas e pouco refletidas.   Penso numa forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua do docente em avalia&ccedil;&atilde;o que permita o estudo   e a reflex&atilde;o tamb&eacute;m cont&iacute;nuos, voltados &agrave; compreens&atilde;o e ao entendimento de   uma pr&aacute;tica pedag&oacute;gica concreta e &agrave; supera&ccedil;&atilde;o de ´´representa&ccedil;&otilde;es inibidoras`` em   avalia&ccedil;&atilde;o que subjazem no ambiente escolar. N&atilde;o se trata de impor um modelo   te&oacute;rico de avalia&ccedil;&atilde;o formativa ou mesmo aplicar um ´´modelo`` na a&ccedil;&atilde;o, mas refletir   junto &agrave; pr&aacute;tica institu&iacute;da desvelando caminhos que ampliem as perspectivas   educacionais da avalia&ccedil;&atilde;o e possam ser teorizados, discutidos, ou mesmo reconceptualizados.    O di&aacute;logo pressup&otilde;e uma dire&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria &agrave; id&eacute;ia de simplesmente   passar de um estado de ignor&acirc;ncia para o conhecimento objetivo e absoluto da ci&ecirc;ncia e no ide&aacute;rio da modernidade Santos ressalta:      <p>Na ci&ecirc;ncia moderna a ruptura epistemol&oacute;gica simboliza o salto qualitativo do   conhecimento do senso comum para o conhecimento cient&iacute;fico; na ci&ecirc;ncia   p&oacute;s-moderna o salto mais importante &eacute; o que &eacute; dado do conhecimento   cient&iacute;fico para o conhecimento do senso comum. O conhecimento cient&iacute;fico   p&oacute;s-moderno s&oacute; se realiza enquanto tal na medida em que se converte em senso comum (Santos, 2001: 57).     <p>  Um fator que agrava ainda mais a avalia&ccedil;&atilde;o no contexto escolar &eacute; que ´´os docentes,   com rar&iacute;ssimas exce&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o foram preparados para serem avaliadores. O   que conhecem e praticam sobre avalia&ccedil;&atilde;o da aprendizagem escolar foi concebido,   provavelmente, em seu processo de escolariza&ccedil;&atilde;o (&hellip;)`` (Gon&ccedil;alves &amp; Maimone, 2008: 47).     <p> Preparar professores para a pr&aacute;tica reflexiva, participa&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica, para a inova&ccedil;&atilde;o   e coopera&ccedil;&atilde;o &eacute; contribuir para formar um ser avaliativo. E o progresso da   escola, a evolu&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas inovadoras, a utiliza&ccedil;&atilde;o de novas metodologias   de ensino e avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; indissoci&aacute;vel de uma profissionaliza&ccedil;&atilde;o crescente dos professores (Perrenoud, 1993).     <p> A forma&ccedil;&atilde;o do professor &eacute;, por vezes, excessivamente te&oacute;rica, outras vezes   excessivamente metodol&oacute;gica, mas h&aacute; um d&eacute;ficit de pr&aacute;ticas, de refletir sobre as   pr&aacute;ticas, de trabalhar sobre as pr&aacute;ticas em avalia&ccedil;&atilde;o, de saber como fazer. &Eacute; desesperante   ver certos professores que t&ecirc;m genuinamente uma enorme vontade   de fazer de outro modo e n&atilde;o sabem como, o que reafirma a necessidade de uma   forma&ccedil;&atilde;o reflexiva, individual e coletiva, centrada nas pr&aacute;ticas e na an&aacute;lise dessas   pr&aacute;ticas. Pimenta (2002, cit. por Gon&ccedil;alves &amp; Maimone, 2008) tamb&eacute;m ressalta   que a pr&aacute;tica mais freq&uuml;ente nas propostas de forma&ccedil;&atilde;o continuada tem sido a   de realizar cursos de atualiza&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos de ensino, pouco eficientes para   alterar a pr&aacute;tica docente e as situa&ccedil;&otilde;es de fracasso escolar, por n&atilde;o estudarem e   problematizarem a pr&aacute;tica pedag&oacute;gica em seus contextos. N&atilde;o colocando a pr&aacute;tica   como ponto de partida e de chegada na forma&ccedil;&atilde;o, os professores n&atilde;o conseguem transpor os ensinamentos para a sua realidade em sala de aula.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> De acordo com Rosales (1992), na medida em que se considera o professor   como um profissional respons&aacute;vel e aut&ocirc;nomo capaz de participar ativa e intensamente   da avalia&ccedil;&atilde;o da sua pr&oacute;pria fun&ccedil;&atilde;o docente e do conjunto de componentes   e fun&ccedil;&otilde;es do processo did&aacute;tico, projeta-se de maneira imediata a conveni&ecirc;ncia de   estimular nele, e desde o per&iacute;odo da sua forma&ccedil;&atilde;o inicial na gradua&ccedil;&atilde;o, a capacidade de avalia&ccedil;&atilde;o.     <p> A autonomia &eacute; um aspecto fundamental para o movimento e consolida&ccedil;&atilde;o da   identidade dos professores e a consolida&ccedil;&atilde;o da doc&ecirc;ncia como profiss&atilde;o. Considero   valioso nesse aspecto discutir que essa autonomia tamb&eacute;m se constr&oacute;i tendo   como contributos relevantes a compet&ecirc;ncia e a capacidade de avaliar, analisar suas   pr&oacute;prias pr&aacute;ticas, compreender o contexto e as a&ccedil;&otilde;es educacionais dos estudantes,   com possibilidade de agir e tomar decis&otilde;es para a melhoria do curr&iacute;culo, das   escolhas metodol&oacute;gicas e da avalia&ccedil;&atilde;o de forma mais independente e respons&aacute;vel.     <p>Na luta por uma teoria e pr&aacute;tica de avalia&ccedil;&atilde;o mais cr&iacute;tica    e comprometida com a possibilidade do desenvolvimento de todos e de todas, Afonso    (2005) v&ecirc;m h&aacute; alguns anos defendendo que a avalia&ccedil;&atilde;o    formativa pode ser um instrumento decisivo na constru&ccedil;&atilde;o de processos    emancipat&oacute;rios. Neste sentido ´´torna-se, por isso, necess&aacute;rio    que a forma&ccedil;&atilde;o de professores inclua a forma&ccedil;&atilde;o    em avalia&ccedil;&atilde;o numa perspectiva n&atilde;o meramente t&eacute;cnica    ou instrumental, mas , sobretudo, que d&ecirc; conta de perspectivas amplas    de natureza social, pol&iacute;tica e pedag&oacute;gica`` (Afonso, 2005: 25).      <p>&nbsp;     <p><b> Discutindo alguns processos e resultados</b>     <p> O primeiro encontro com um grupo de vinte professores teve a inten&ccedil;&atilde;o de   levantar os questionamentos que atenderiam &agrave;s necessidades concretas dos docentes   em sala de aula no que se referia &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o de seus alunos. A riqueza da   participa&ccedil;&atilde;o dos docentes revelou desde o primeiro semin&aacute;rio alguns significados   e sentidos atribu&iacute;dos pelos participantes, explicitando suas perspectivas em meio &agrave; din&acirc;mica interna da situa&ccedil;&atilde;o. Esses dados permitiram uma tomada de consci&ecirc;ncia   pelos docentes de seus pr&oacute;prios problemas em avalia&ccedil;&atilde;o. Essa compreens&atilde;o se   constituiu em subs&iacute;dios de partida que orientaram o planejamento de a&ccedil;&otilde;es vi&aacute;veis   em dire&ccedil;&atilde;o a mudan&ccedil;as intencionais poss&iacute;veis. A partir das situa&ccedil;&otilde;es descritas   pelo grupo no primeiro semin&aacute;rio, fizemos uma proposta ainda provis&oacute;ria de quest&otilde;es   que poderiam orientar o plano coletivo de a&ccedil;&otilde;es. Formamos a partir da&iacute; um   grupo de trabalho com oito docentes volunt&aacute;rios do Ensino Superior,destacando que duas docentes tamb&eacute;m trabalhavam no Ensino B&aacute;sico.     <p> Ao elaborar a primeira proposta com os questionamentos de partida pude   compreender a express&atilde;o de Barbier, ao dizer que ´´o pesquisador passa e repassa   o olhar sobre o objeto sob &acirc;ngulos diferentes, retomando e ampliando a reflex&atilde;o   anterior``. Mas se tornou evidente desde o primeiro encontro que os pesquisadores&eacute;ramos n&oacute;s, todo o grupo, e a reflex&atilde;o deveria ser a ´´voz de todos``. Um dos docentes ratificou essa postura no semin&aacute;rio inicial :     <p> (...) n&atilde;o sei ainda o andamento que esse grupo ir&aacute; tomar, o seu trabalho de   pesquisa, ou que contribui&ccedil;&atilde;o esse grupo pode dar para a nossa Institui&ccedil;&atilde;o.   O que entendo de pesquisa-a&ccedil;&atilde;o &eacute; algo como voc&ecirc; disse: ´´COM``. Voc&ecirc; n&atilde;o   vai tomar um rumo que o grupo n&atilde;o aceite. Tem que ser discutido aqui,   questionado, e as barreiras t&ecirc;m que ser quebradas dentro do grupo (...) (P.1).<sup>[<a href="#8">8</a>]<a name="top8"></a></sup>     <p>Decidimos agrupar as quest&otilde;es iniciais em eixos maiores que serviriam de   guarda-chuva para abrigar as subquest&otilde;es. Ficou claro para o grupo, nesse momento,   que nosso ponto de partida seria a quest&atilde;o: <b>Que concep&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o/ avalia&ccedil;&atilde;o se encontra por tr&aacute;s de minhas aulas?</b>     <p> Dentro desse primeiro t&oacute;pico pensar&iacute;amos em outros desafios citados: Como   romper com um m&eacute;todo tradicional de ensino/avalia&ccedil;&atilde;o? Os conte&uacute;dos escolares precisam   encadear-se linearmente, funcionando como pr&eacute;-requisitos para os posteriores? A   prova &eacute; um instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o soberano no processo? &Eacute; poss&iacute;vel fazer reorienta&ccedil;&otilde;es em processo?     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> J&aacute; hav&iacute;amos ressignificado e discutido a concep&ccedil;&atilde;o    de educa&ccedil;&atilde;o quando come&ccedil;amos a elaborar a id&eacute;ia    do que representaria a avalia&ccedil;&atilde;o para todos n&oacute;s. Os primeiros    ensaios da reda&ccedil;&atilde;o pendiam para o classificat&oacute;rio, objetivo,uma    avalia&ccedil;&atilde;o de resultados e produtos. Consideramos assim uma conquista    a vers&atilde;o final do conceito em avalia&ccedil;&atilde;o constru&iacute;do    pelo grupo, principalmente pela caracter&iacute;stica de negocia&ccedil;&atilde;o    e di&aacute;logo, sem deixar de lado a possibilidade de reorienta&ccedil;&atilde;o    em processo que &eacute; um dos marcos da avalia&ccedil;&atilde;o a servi&ccedil;o    das aprendizagens. Assumimos assim como grupo que:      <p>&nbsp;     <p><b>A Avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; um di&aacute;logo entre professor/aluno    em rela&ccedil;&atilde;o ao alcance dos objetivos propostos, tendo em vista    uma reorienta&ccedil;&atilde;o quando necess&aacute;rio.</b>      <p> A avalia&ccedil;&atilde;o com &ecirc;nfase nos aspectos pr&aacute;ticos foi real&ccedil;ada tamb&eacute;m j&aacute; no primeiro semin&aacute;rio por uma docente ao questionar:     <p> Meus conte&uacute;dos e minha forma de avaliar priorizam o aprendizado como   pr&aacute;tica de vida? Organiza-se o curr&iacute;culo para preparar o aluno para a vida   na sua &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o? Al&eacute;m de aprender, memorizar, verbalizar, o ensino e   a avalia&ccedil;&atilde;o precisam trazer significado e sentido para a vida do aluno, para sua pr&aacute;tica profissional, social e pessoal cotidiana (P. 2).     <p> Ao discutir as quest&otilde;es relacionadas com a aprendizagem houve uma preocupa&ccedil;&atilde;o   inicial com algo que podemos chamar de ´´medi&ccedil;&atilde;o da aprendizagem``.   Perguntas indicadoras dessas inten&ccedil;&otilde;es inquietavam os docentes nos semin&aacute;rios:   - Como saber at&eacute; que ponto o aluno aprendeu? Um aluno aprende al&eacute;m do que posso observar? Ele aprende aquilo que verbaliza? (P.6).     <p> - At&eacute; que ponto o instrumento que usamos &eacute; suficiente para comunicar uma nota objetiva? (P.5).     <p> - Como se mede o limite m&aacute;ximo de desenvolvimento de cada aluno? (P.1).   -N&atilde;o precisamos medir o limite do aluno. N&oacute;s o conhecemos. Com um tempo   de trabalho n&oacute;s os conhecemos. E &agrave;s vezes acompanhamos um grupo por dois, tr&ecirc;s anos (P.2).     <p> Os questionamentos pareciam desvelar desde o in&iacute;cio a possibilidade de medir,   delimitar da forma mais objetiva poss&iacute;vel o que o aluno aprendeu. O que desencadeou   tamb&eacute;m uma rea&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria de discuss&otilde;es no grupo que se mostrou   dividido diante do entendimento da quest&atilde;o. Nesse contexto de discuss&otilde;es estudamos   alguns textos sobre fundamentos e abordagens da avalia&ccedil;&atilde;o educacional para repensarmos nossas a&ccedil;&otilde;es e concep&ccedil;&otilde;es.     <p> Em um dos encontros, analisamos o cronograma semestral de planejamento de   aulas, atividades e avalia&ccedil;&otilde;es de um dos docentes participantes. Todos sugeriram e   colaboraram com o colega refletindo sobre suas a&ccedil;&otilde;es e desvelando concep&ccedil;&otilde;es   que se encontram por tr&aacute;s de nossos programas de ensino. A rela&ccedil;&atilde;o teoria-pr&aacute;tica   mostrou-se prof&iacute;cua nesse dia e conseguimos transpor um pouco dos conceitos na an&aacute;lise da pr&aacute;tica e vice-versa.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; bom saber no decorrer dos encontros que um profissional da educa&ccedil;&atilde;o ainda   sonha, intenciona mudan&ccedil;as, verbaliza sentimentos e preocupa&ccedil;&otilde;es profissionais,   reflete sobre a natureza da sua aula:     <p>Eu trabalho com muitos grupos de discuss&atilde;o, muito painel integrado, muito   ouvir (...) a exposi&ccedil;&atilde;o &eacute; o m&iacute;nimo que fa&ccedil;o. Dependendo do m&eacute;todo da aula,   de como voc&ecirc; colhe essa participa&ccedil;&atilde;o do aluno nessas intera&ccedil;&otilde;es, voc&ecirc; j&aacute;   tem um retorno e pode estar encaminhando. Ah! Se pud&eacute;ssemos concentrar   a aten&ccedil;&atilde;o um pouco menos em tantos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o e mais no processo da aula (...) (P.2).     <p> Um dos alunos entrevistados ratificou essa postura ativa de sua professora em classe expressando que:     <p> Nos debates em grande grupo ela nos ajuda a pensar, refletir e chegar a uma   conclus&atilde;o. De forma geral a classe comenta que tem aprendido bastante.   As aulas s&atilde;o din&acirc;micas, as estrat&eacute;gias variadas, a professora acompanha-nos   individualmente, participa e se envolve conosco, tirando d&uacute;vidas no momento,   o que n&atilde;o acontecia no in&iacute;cio das aulas. Quando as d&uacute;vidas ficavam para o   final n&oacute;s esquec&iacute;amos. Nas suas aulas a gente tem que ler, tem que entender   e tem que participar e estamos aprendendo mais que antes (A.6- Pedagogia).     <p>Uma docente se pronunciou ainda a respeito das aulas e do desafio que muitas   vezes encontramos para fazer uma reorienta&ccedil;&atilde;o adequada numa perspectiva formativa:     <p> A dificuldade de oferecermos um retorno adequado ao aluno a respeito da   aprendizagem talvez esteja na maneira como ´´damos aula``. Se pud&eacute;ssemos   dar uma aula colhendo mais a participa&ccedil;&atilde;o dos alunos, interagindo com as   quest&otilde;es que os alunos est&atilde;o fazendo, os resultados seriam melhores e   menos penosos (P.5).     <p>Ao conversar com outro grupo de alunos dos professores participantes recolhi   alguns depoimentos interessantes sobre como o processo de avalia&ccedil;&atilde;o ocorria   em classe nesse per&iacute;odo de forma&ccedil;&atilde;o:     <p>Para trabalhar com fra&ccedil;&otilde;es juntamos v&aacute;rios livros, criamos materiais e o   professor orientou, deu sugest&otilde;es para o tema e liberdade para criar. Na   sala, o professor passava de grupo em grupo e estava olhando, avaliando,   acompanhando e opinando. Recebemos elogios pelos jogos, materiais, pela   organiza&ccedil;&atilde;o e montagem. Ele nos avaliou constantemente e tudo foi rigidamente   documentado.Toda semana atuamos como volunt&aacute;rios eventuais no   lugar dos professores que faltavam numa Escola P&uacute;blica Estadual do Cap&atilde;o   Redondo e isso aconteceu por tr&ecirc;s meses. Ele revisou nosso projeto antes   das aulas, deu uma dire&ccedil;&atilde;o e estava muito claro o que queria do trabalho. A   avalia&ccedil;&atilde;o foi diferente pois nem prova teve e para todas as outras disciplinas   a prova &eacute; mais importante. Ele cobrou e foi exigente e a aprendizagem foi grande e enriquecedora (A.4- Alunos do Curso de Matem&aacute;tica).     <p> Fui convidada por um dos docentes em um dos semin&aacute;rios coletivos para acompanhar   suas aulas e fiz ajustes no hor&aacute;rio que me permitiram auxili&aacute;-lo em classe   por dois meses. Meu primeiro dia nessa turma do Ensino Superior, no laborat&oacute;rio   de inform&aacute;tica, foi exatamente depois do ritual da primeira prova. Por mais que o   docente devolvesse o documento para cada aluno e fizesse uma corre&ccedil;&atilde;o coletiva, o envolvimento n&atilde;o parecia grande, pois a maioria dos alunos distraia-se com o   computador ligado e considerava aquele momento um final de percurso. Depois  de muita reflex&atilde;o individual, sugeri na aula seguinte propormos um jogo para os alunos que n&atilde;o haviam compreendido os conceitos b&aacute;sicos relacionados na prova. Experimentar o novo provoca recuos e avan&ccedil;os, gera incertezas, e compreendi que isso era natural e fazia parte do caminho da mudan&ccedil;a. No processo dial&eacute;tico da pesquisa-a&ccedil;&atilde;o a transforma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; linear, previs&iacute;vel, e cresce em meio a for&ccedil;as opostas e jogos de poder. A surpresa foi positiva para todos n&oacute;s, pois os alunos se interessaram, tiraram d&uacute;vidas, procuraram-nos nas aulas seguintes para mostrar o que estavam pesquisando, confeccionando, e apresentaram diferentes jogos em meio digital ou mesmo manual que poderiam servir tamb&eacute;m a outros grupos na introdu&ccedil;&atilde;o aos conceitos da inform&aacute;tica.     <p> Uma aluna desse professor se referiu assim:     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> (...) Busquei ajuda de amigos, pesquisei no power point do professor e outros   materiais e fazer o jogo fez com que eu aprendesse mais (A.3- aluna   da Enfermagem ).     <p>Nos encontros com os professores, nos semin&aacute;rios, entrevistas e observa&ccedil;&atilde;o   participante, algumas quest&otilde;es te&oacute;ricas foram significativas para o grupo e podem   ser apresentadas como parte da conclus&atilde;o dessa investiga&ccedil;&atilde;o. Destaco nos itens a   seguir algumas considera&ccedil;&otilde;es realizadas com os docentes participantes no grupo   focal de avalia&ccedil;&atilde;o ao final de 18 meses de trabalho coletivo e que sintetizam parte de nossas conclus&otilde;es:     <p> - O trabalho em avalia&ccedil;&atilde;o deve ser norteado pela concep&ccedil;&atilde;o em educa&ccedil;&atilde;o, ensino   e aprendizagem do sujeito e a abordagem formativo-emancipat&oacute;ria estabelece   elos de coer&ecirc;ncia com uma educa&ccedil;&atilde;o integral e libertadora, com metodologias   ativas de ensino e uma concep&ccedil;&atilde;o de aprendizagem a servi&ccedil;o da compreens&atilde;o, mais do que pela via da memoriza&ccedil;&atilde;o.<sup>[<a href="#9">9</a>]<a name="top9"></a></sup>     <p> - A diversidade de instrumentos de ensino/avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; essencial em um processo   formativo, mas n&atilde;o podemos conservar apenas um olhar tecnicista e metodol&oacute;gico,   pois o m&eacute;todo e a t&eacute;cnica s&atilde;o conferidos pela &eacute;tica:     <p>Desde h&aacute; muito, um dos grandes desafios a serem enfrentados no processo   de democratiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o consiste no debate sobre as formas de avaliar,   j&aacute; que estas podem se constituir num dos mecanismos legitimadores n&atilde;o s&oacute;   do sucesso, mas tamb&eacute;m do fracasso escolar tendo, muitas vezes, o poder de   conformar e direcionar o ´´destino`` dos alunos, conforme evidenciam estudos   realizados nessa &aacute;rea. Por essas e outras raz&otilde;es &eacute; que refletir sobre avalia&ccedil;&atilde;o   n&atilde;o pode se limitar aos aspectos t&eacute;cnicos ( ao ´´como fazer`` )mas exige a considera&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es &eacute;ticas e pol&iacute;ticas (Catani e Gallego, 2009:15).     <p> - Os momentos de partilha coletiva favoreceram o repensar de caminhos para   a reorienta&ccedil;&atilde;o das aprendizagens face ao n&uacute;mero de alunos, condi&ccedil;&otilde;es estruturais de espa&ccedil;o e gest&atilde;o do tempo pedag&oacute;gico.     <p>- Houve consenso entre os participantes de que a rela&ccedil;&atilde;o professor-aluno   e o v&iacute;nculo de confian&ccedil;a estabelecido s&atilde;o aspectos centrais na comunica&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o em classe na abordagem formativa de avalia&ccedil;&atilde;o. Essas premissas s&atilde;o   defendidas por diferentes pesquisadores da &aacute;rea como Bonniol e Vial, Cortes&atilde;o e Torres e Perrenoud.     <p> - A soberania da prova &eacute; uma quest&atilde;o complexa, foi um dos questionamentos   mais discutidos conjuntamente, e a &ecirc;nfase n&atilde;o indicou a extin&ccedil;&atilde;o desse instrumento,   mas a sua utiliza&ccedil;&atilde;o a servi&ccedil;o da aprendizagem e combinada com outros procedimentos avaliativos.     <p> - A auto-regula&ccedil;&atilde;o &eacute; importante nos processos avaliativos para que o estudante   compreenda erros e acertos, e de forma mais aut&ocirc;noma ajude a planejar a   retifica&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es. Essa metacogni&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; importante para o docente na   retifica&ccedil;&atilde;o de suas estrat&eacute;gias de ensino e na compreens&atilde;o mais expandida dos   processos educacionais. Hadji (2001) refor&ccedil;a que uma avalia&ccedil;&atilde;o formativa informa   os dois principais atores do processo. O professor, que ser&aacute; informado dos efeitos   reais de seu trabalho pedag&oacute;gico, poder&aacute; regular sua a&ccedil;&atilde;o a partir disso. O aluno,   que n&atilde;o somente saber&aacute; onde anda, mas poder&aacute; tomar consci&ecirc;ncia das dificuldades   que encontra e tornar-se-&aacute; capaz, na melhor das hip&oacute;teses, de reconhecer e corrigir ele pr&oacute;prio seus erros.     <p> - O grupo tamb&eacute;m concordou que o processo de ensino, aprendizagem e avalia&ccedil;&atilde;o   n&atilde;o pode ser dicotomizado, e ocorre de forma din&acirc;mica, integrada, de maneira   que as estrat&eacute;gias de ensino, aprendizagem e avalia&ccedil;&atilde;o se confundem, articulam-se entre si e podem at&eacute; ser as mesmas.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> - N&atilde;o h&aacute; como introduzir mudan&ccedil;as estruturais na profissionaliza&ccedil;&atilde;o docente   e no processo de avalia&ccedil;&atilde;o educacional constru&iacute;do na institui&ccedil;&atilde;o educacional se   n&atilde;o questionarmos tamb&eacute;m o papel da gest&atilde;o educacional no atual contexto sociopol&iacute;tico-   econ&ocirc;mico. Muitas vezes a lideran&ccedil;a escolar tem ficado &agrave; margem dos   processos de forma&ccedil;&atilde;o nessa &aacute;rea, e &eacute; necess&aacute;rio que assuma o compromisso do pensar e do fazer coletivos, voltados &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de uma nova cultura avaliativa.     <p> - A oportunidade de refletir com companheiros de trabalho sobre o complexo tema da avalia&ccedil;&atilde;o foi outra grande contribui&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o em avalia&ccedil;&atilde;o.     <p> - A constru&ccedil;&atilde;o de uma postura mais reflexiva na a&ccedil;&atilde;o foi um dos ganhos real&ccedil;ados   pelos professores. Uma das docentes referiu-se a situa&ccedil;&otilde;es cotidianas com   os alunos em classe, quando ela mesma se interrogava buscando uma estrat&eacute;gia conjunta de retomada das a&ccedil;&otilde;es:     <p> Por que ser&aacute; que esse grupo n&atilde;o foi t&atilde;o bem assim? Conversava com o   grupo, voltava a ouvir opini&otilde;es e redirecionava as quest&otilde;es para o grupo ou individualmente se fosse necess&aacute;rio (P.2)     <p> Outra docente sinalizou como um fator de mudan&ccedil;a o seu posicionamento   reflexivo nas atividades educacionais, tornando mais intencional a auto-avalia&ccedil;&atilde;o   das pr&aacute;ticas realizadas.     <p>O fortalecimento e reafirma&ccedil;&atilde;o de cren&ccedil;as nos princ&iacute;pios    da avalia&ccedil;&atilde;o formativo-emancipat&oacute;ria - principalmente no    que se refere ao movimento cont&iacute;nuo e din&acirc;mico da avalia&ccedil;&atilde;o    e &agrave; reorienta&ccedil;&atilde;o das aprendizagens em processo - foi outra    contribui&ccedil;&atilde;o enfatizada pelo grupo. Algumas id&eacute;ias expandidas    alteraram a vis&atilde;o simplista de que a avalia&ccedil;&atilde;o formativa    &eacute; apenas uma avalia&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua. A reorienta&ccedil;&atilde;o    das atividades em processo &eacute; um indicador-chave de uma avalia&ccedil;&atilde;o    a servi&ccedil;o da aprendizagem (Allal, 1986; Abrechet, 1994; Cortes&atilde;o    e Torres, 1993; Hadji, 2001). Destaco aspectos pr&aacute;ticos da id&eacute;ia    de reorienta&ccedil;&atilde;o que foram conquistados como a auto-avalia&ccedil;&atilde;o    e an&aacute;lise dos erros, a flexibiliza&ccedil;&atilde;o do cronograma de    planejamento, incluindo espa&ccedil;o de tempo para algumas retomadas, e a diversidade    metodol&oacute;gica na interven&ccedil;&atilde;o. O <i>feedback</i> e a reorienta&ccedil;&atilde;o    de uma prova, ou outro instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o no Ensino Superior    e B&aacute;sico, podem ocorrer de diferentes maneiras, por exemplo, com jogos    e atividades l&uacute;dicas, entrevistas, pesquisa orientada, grupos de estudo    extra-classe, grava&ccedil;&atilde;o e monitoramento da leitura individual,    dramatiza&ccedil;&atilde;o, etc. Como n&atilde;o h&aacute; viabilidade para    a reorienta&ccedil;&atilde;o de uma atividade individual a cada aula, discutiu-se    a possibilidade de eleger algumas atividades mais importantes e significativas    para serem analisadas e corrigidas em processo.      <p> A percep&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica dos determinantes pol&iacute;ticos, econ&ocirc;micos e sociais, que de   forma muitas vezes inconscientes orientam nossas pr&aacute;ticas, foi destacada por outra   docente como uma das principais contribui&ccedil;&otilde;es ao seu trabalho:     <p>Muitas vezes h&aacute; determinantes externos que de uma forma inconsciente, de   uma forma oculta, orientam nossas pr&aacute;ticas. E muitas vezes s&atilde;o esses determinantes   sociais que est&atilde;o t&atilde;o arraigados na nossa cultura, que dificultam a   mudan&ccedil;a das pr&aacute;ticas autorit&aacute;rias em avalia&ccedil;&atilde;o que observamos com tanta freq&uuml;&ecirc;ncia nos meios educacionais (P.5).     <p> Considerei importante essa &ecirc;nfase no grupo focal de avalia&ccedil;&atilde;o, pois a princ&iacute;pio   parecia-me que o di&aacute;logo no grupo pendia mais para os aspectos operacionais e   metodol&oacute;gicos da avalia&ccedil;&atilde;o, sem ampliar a discuss&atilde;o para esses intervenientes   externos. O conte&uacute;do ideol&oacute;gico e contextual que influencia a doc&ecirc;ncia deve ser   desvelado para que, em meio &agrave; complexidade do cen&aacute;rio que circunda a escola   contempor&acirc;nea, os docentes possam, de uma forma aut&ocirc;noma, assumir o estatuto de ´´intelectuais transformadores`` na acep&ccedil;&atilde;o de Giroux.     <p> Mas apesar de um rol de ganhos declarados intencionalmente pelos docentes   na dire&ccedil;&atilde;o de uma abordagem em avalia&ccedil;&atilde;o a servi&ccedil;o da aprendizagem, alguns   revelaram claramente suas fragilidades e conflitos diante de uma nova postura   pol&iacute;tico-pedag&oacute;gica. As mudan&ccedil;as em concep&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas em avalia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se   re-organizam de maneira simples. De acordo com os princ&iacute;pios da orienta&ccedil;&atilde;o   cr&iacute;tico-dial&eacute;tica, a mudan&ccedil;a qualitativa n&atilde;o se d&aacute; numa perspectiva linear e previs&iacute;vel.   Cresce em meio a for&ccedil;as opostas, movimento e contradi&ccedil;&atilde;o. Ocorre de forma   lenta e gradual, o que refor&ccedil;a a necessidade de programas de forma&ccedil;&atilde;o continuada   ao longo do tempo, que acompanhem a trajet&oacute;ria profissional do docente em   servi&ccedil;o. Algumas considera&ccedil;&otilde;es dos professores no &uacute;ltimo grupo focal apresentam   resqu&iacute;cios de uma epistemologia positivista em avalia&ccedil;&atilde;o, e nesta conjuntura as   contradi&ccedil;&otilde;es existentes referem-se &agrave; luta para acomodar uma nova mentalidade   ante a avalia&ccedil;&atilde;o da aprendizagem e a soberania da prova como instrumento classificat&oacute;rio, competitivo e final em avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; um dos maiores desafios a transpor.     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Os progressos e desist&ecirc;ncias tamb&eacute;m s&atilde;o reais, e muitas vezes, em meio &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es-problemas e dificuldades, o docente retorna ao modelo punitivo e excludente por estar mais habituado a responder e planejar suas a&ccedil;&otilde;es nessa abordagem:     <p> (...) Em determinadas turmas funciona pra mim, em determinadas turmas n&atilde;o,   em determinadas mat&eacute;rias funciona e outras n&atilde;o, ent&atilde;o eu sempre pare&ccedil;o   ter uma reca&iacute;da. Quando voc&ecirc; deposita uma grande confian&ccedil;a na turma, por   exemplo, e essa confian&ccedil;a n&atilde;o corresponde ao que voc&ecirc; esperava, ent&atilde;o &agrave;s   vezes voc&ecirc; tem que ter umas reca&iacute;das porque n&atilde;o funciona; ent&atilde;o se n&atilde;o   funcionou de um jeito eu tenho que fechar de alguma forma, ent&atilde;o eu posso   tomar algumas medidas que n&atilde;o &eacute; o que eu gostaria. Eu gostaria que fosse um   neg&oacute;cio legal e gostoso onde houvesse uma aprendizagem significativa, onde   o aluno fosse atr&aacute;s e pudesse estar refazendo, revendo seu ponto de vista,   ou seja, construindo seu conhecimento e nem sempre isso acontece. Eles &agrave;s   vezes se escoram, eles fogem e fica dif&iacute;cil avaliar todo mundo dessa forma, ent&atilde;o voc&ecirc; &eacute; obrigado a tomar algumas medidas que n&atilde;o gostaria (...) (P1).     <p> A presen&ccedil;a de antigas concep&ccedil;&otilde;es positivistas na fala dos docentes n&atilde;o deve   ser interpretada como um fracasso, pois est&aacute; intr&iacute;nseco &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o cognitiva manter   as id&eacute;ias antigas junto com as novas, ou melhor, os professores mant&ecirc;m elementos   substanciais da velha concep&ccedil;&atilde;o enquanto incorporam elementos da nova   (Cunha,1999). Entre desafios e vit&oacute;rias, avan&ccedil;os e retrocessos, permanece a certeza   de que o fio dessa trama de pesquisa, por mais que &agrave;s vezes desemboque em   pequenos e grandes n&oacute;s, faz parte de uma obra maior que precisa continuar a ser   tecida no enfrentamento de um processo de avalia&ccedil;&atilde;o a servi&ccedil;o da aprendizagem,   pois ´´(...) temos que continuar aprendendo, isto &eacute;, n&atilde;o se tem a &uacute;ltima palavra, somos aprendizes no que tange &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o`` (P1).     <p>&nbsp;     <p><b>Notas </b>      <p><a href="#top1">1</a><a name="1"></a></sup> Jo&atilde;o Tiago Teixeira (2004) real&ccedil;a em seu livro ´´Mudan&ccedil;a de Concep&ccedil;&atilde;o de Professores`` que, em meio &agrave;   complexidade interna dos processos cognitivos dos docentes, as suas concep&ccedil;&otilde;es acerca da natureza   do ensino, da aprendizagem e da ci&ecirc;ncia, mesmo que nem sempre assumidas (porque impl&iacute;citas),dever&atilde;o   certamente interferir nos modos de ser, de estar e de atuar do professor. E, dentro desse universo   conceptual ,encontram-se tamb&eacute;m as concep&ccedil;&otilde;es acerca da avalia&ccedil;&atilde;o. Zabalza (1994:35, apud Teixeira:   38 e 39) enumera diferentes sin&ocirc;nimos para o aparato conceptual dos docentes segundo &eacute; apresentado   na literatura por variados autores:``constructos pessoais``; ``perspectivas``, ´´cren&ccedil;as``; ``princ&iacute;pios   educativos``;``concep&ccedil;&otilde;es``; `` paradigmas pessoais``; ´´teorias de a&ccedil;&atilde;o``; ``conhecimento pr&aacute;tico``; ``epistemologias``;   conhecimento profissional``; ´´teorias impl&iacute;citas``. Essas ´´concep&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas tradicionais``,   assumidas como ´´formas naturais de ver, de ser e de fazer as coisas``, revelam-se resistentes &agrave; mudan&ccedil;a   e permanecer&atilde;o inabal&aacute;veis sem ´´um esfor&ccedil;o intencional de reflex&atilde;o e de reestrutura&ccedil;&atilde;o que as torne   conscientemente contest&aacute;veis e visivelmente improf&iacute;cuas``. Por isso, a promo&ccedil;&atilde;o de concep&ccedil;&otilde;es teoricamente   fundamentadas e a conseq&uuml;ente mudan&ccedil;a de pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas passam num primeiro momento   pela`` conscientiza&ccedil;&atilde;o´´ das concep&ccedil;&otilde;es adotadas, por meio da ´´revis&atilde;o cr&iacute;tica`` e ´´questionamento`` das   id&eacute;ias feitas de senso comum.     <p><a href="#top2">2</a><a name="2"></a></sup> A avalia&ccedil;&atilde;o formativa tem a finalidade de acompanhamento do progresso do aluno ao longo do percurso   letivo, levantando necessidades e dificuldades para criar alternativas conjuntas de melhoria, mostrando-se   assim adequada ao aprimoramento das aprendizagens no processo ensino-aprendizagem. O termo avalia&ccedil;&atilde;o   formativa foi cunhado na literatura educacional em 1967 por Michael Scriven ao teorizar quest&otilde;es   relacionadas &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o de curr&iacute;culo.     <p><a href="#top3">3</a><a name="3"></a></sup> &Eacute; poss&iacute;vel discutir que para se constituir ci&ecirc;ncia com os conhecimentos pedag&oacute;gicos e avaliativos diagnosticados   junto aos docentes tornou-se necess&aacute;rio aprofundar o di&aacute;logo esclarecedor e elucidativo entre o   senso comum e o conhecimento cient&iacute;fico constitu&iacute;do e ressignificado ao longo do tempo. Nas palavras   de Boaventura de Sousa Santos (2001:55-56), a ci&ecirc;ncia P&oacute;s- Moderna tenta (...) ´´dialogar com outras   formas de conhecimento deixando-se penetrar por elas. A mais importante de todas &eacute; o conhecimento do senso comum,o conhecimento vulgar e pr&aacute;tico com que no cotidiano orientamos as nossas a&ccedil;&otilde;es e   damos sentido &agrave; nossa vida``.E ent&atilde;o, por mais ´´mistificado`` e ´´conservador`` que seja o conhecimento   que adv&eacute;m do senso comum, este tamb&eacute;m tem uma ´´dimens&atilde;o ut&oacute;pica e libertadora`` que pode ser expandida   pelo ´´di&aacute;logo com o conhecimento cient&iacute;fico. Paulo Freire, ao retornar dos quinze anos de ex&iacute;lio   fora do Brasil, escreveu j&aacute; no final da d&eacute;cada de setenta sobre a import&acirc;ncia da mudan&ccedil;a por meio de uma   conscientiza&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica da educa&ccedil;&atilde;o que permita ao indiv&iacute;duo SER MAIS. ´´Este movimento de busca, s&oacute; se   justifica na medida em que se dirige ao SER MAIS, &agrave; humaniza&ccedil;&atilde;o dos homens (...) e enquanto viabilidade   deve aparecer aos homens como desafio e n&atilde;o como freio ao ato de buscar . Esta busca do SER MAIS,   por&eacute;m, n&atilde;o pode realizar-se no isolamento, no individualismo, mas na comunh&atilde;o (...)`` (Freire,1983:86).   Ele combate uma conscientiza&ccedil;&atilde;o ing&ecirc;nua da pedagogia vista como alavanca da tranforma&ccedil;&atilde;o social e   pol&iacute;tica ou o pessimismo sociol&oacute;gico de que a educa&ccedil;&atilde;o s&oacute; reproduz mecanicamente a sociedade: o   desenvolvimento de uma consci&ecirc;ncia cr&iacute;tica que permite ao homem transformar a realidade se faz cada   vez mais urgente. Uma ´´conci&ecirc;ncia cr&iacute;tica n&atilde;o se satisfaz com as apar&ecirc;ncias``, busca ´´analisar os problemas   com profundidade``, &eacute; ´´indagadora``, ´´ama o di&aacute;logo e nutre-se dele``. ´´Ao se deparar com um fato faz o   poss&iacute;vel para livrar-se de preconceitos``, est&aacute; aberta a ´´revis&otilde;es``, e ´´reconhece que a realidade &eacute; mut&aacute;vel``.     <p><a href="#top4">4</a><a name="4"></a></sup> Esta quest&atilde;o sobre o que as coisas s&atilde;o ou o ser das coisas constitui um campo da filosofia: a ontologia (do   grego, ontos, ser e logia, tratado), ou seja, a concep&ccedil;&atilde;o da realidade que o pesquisador assume e da qual partilha ou, simplesmente, a concep&ccedil;&atilde;o de mundo do investigador (Chizzotti, 2004).       <p><a href="#top5">5</a><a name="5"></a></sup> Teoria do conhecimento apreendida pelo pesquisador que permite explicitar a rela&ccedil;&atilde;o entre aquele que   conhece e as coisas que s&atilde;o conhecidas. Representa os fundamentos do conhecimento que d&atilde;o sustenta&ccedil;&atilde;o a investiga&ccedil;&atilde;o de um problema (Chizzotti, 2004).         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top6">6</a><a name="6"></a></sup> A Escola de Aplica&ccedil;&atilde;o foi constru&iacute;da pela Faculdade Adventista de Educa&ccedil;&atilde;o no final dos anos oitenta   para servir como campo de est&aacute;gios e pesquisas de seus alunos e professores. Recebeu depois o nome   de seu precursor passando a denominar-se Escola Modelo Professor Orlando Rubem Ritter. A escola de   educa&ccedil;&atilde;o infantil e s&eacute;ries iniciais do ensino fundamental continua em funcionamento, mas sem o acompanhamento direto da faculdade de educa&ccedil;&atilde;o.         <p><a href="#top7">7</a><a name="7"></a></sup> Sobre o contexto social neodarwinista &eacute; encontrado em Almerindo Afonso (2007:13) uma compreens&atilde;o   maior da id&eacute;ia como subordina&ccedil;&atilde;o dos interesses coletivos e os direitos sociais e educacionais aos   interesses econ&ocirc;micos, pol&iacute;ticos e culturais hegem&ocirc;nicos (nacionais, internacionais e supranacionais, de  &iacute;ndole neoliberal ou n&atilde;o) e em termos pessoais induzem o que o autor designa como hipervaloriza&ccedil;&atilde;o   dos projetos individuais , isto &eacute;, uma situa&ccedil;&atilde;o em que cada indiv&iacute;duo tende a construir e reconstruir, de   forma isolada e pragm&aacute;tica, a sua biografia e identidade , interiorizando como natural (e desej&aacute;vel) as din&acirc;micas   de competi&ccedil;&atilde;o arbitr&aacute;ria , de sobreviv&ecirc;ncia a qualquer pre&ccedil;o, de seletividade injusta, de elitiza&ccedil;&atilde;o classista e de discrimina&ccedil;&atilde;o social, geral.         <p><a href="#top8">8</a><a name="8"></a></sup> Os textos em negrito correspondem &agrave;s falas dos oito docentes, sujeitos de pesquisa, - P.1;P.2; P.4... em   semin&aacute;rios ou entrevistas individuais e os depoimentos dos doze alunos entrevistados - A.1;A.2; A.3...)     <p><a href="#top9">9</a><a name="9"></a></sup> Talvez seja esse o caminho para romper com uma educa&ccedil;&atilde;o que ainda ´´permanece vertical e ´´banc&aacute;ria``   pois na express&atilde;o de Paulo Freire o professor ainda &eacute; um ser superior que ensina a ignorantes. Isto forma   uma consci&ecirc;ncia banc&aacute;ria. O educando recebe passivamente os conhecimentos, tornando-se um dep&oacute;sito   do educador. Educa-se para arquivar o que se deposita - para depois despejar nas provas. Mas o curioso  &eacute; que o arquivado &eacute; o pr&oacute;prio homem, que perde assim seu poder de criar, se faz menos homem, &eacute; uma   pe&ccedil;a. O destino do homem deve ser criar e transformar o mundo, sendo o sujeito de sua a&ccedil;&atilde;o ( Freire, 2005).     <p><a href="#top10">10</a><a name="10"></a></sup> A autora &eacute; doutora em Educa&ccedil;&atilde;o: Curr&iacute;culo pela Pontif&iacute;cia Universidade cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo. &Eacute; pesquisadora   convidada em dois grupos de pesquisa da PUC/SP cadastados no CNPQ: Forma&ccedil;&atilde;o de Educadores   e Paradigmas Curriculares e Avalia&ccedil;&atilde;o de Pol&iacute;ticas e Institui&ccedil;&otilde;es no Brasil. Atua como docente da gradua&ccedil;&atilde;o   e da p&oacute;s gradua&ccedil;&atilde;o no Centro Universit&aacute;rio Adventista de S&atilde;o Paulo - UNASP.     <p>&nbsp;     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b>      <p> Abrechet, R. (1994). <i>A avalia&ccedil;&atilde;o formativa</i>. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es    Asa.      <p> Afonso, A. J. (2000). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o educacional: regula&ccedil;&atilde;o    e emancipa&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Cortez.      <p> Afonso, A. J. ( 2005). Ainda h&aacute; um lugar para a avalia&ccedil;&atilde;o    emancipat&oacute;ria? In R. Garcia &amp; I. Gambiage; E. Zaccur (org.).<i> Cotidiano    - di&aacute;logos sobre di&aacute;logos</i>. Rio de Janeiro: Editora DP&amp;A.      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Afonso, A. J. (2007). Escola P&uacute;blica, Professores, Curr&iacute;culo    e Cidadania - um breve olhar sociol&oacute;gico. [Entrevista]. <i>Revista E-Curriculum,</i>    S&atilde;o Paulo, v. 2, n. 2, junho de 2007. Retirado em15/01/2008, de World    Wide Web: &lt;<a href="http://www.pucsp.br/ecurriculum" target="_blank">http://www.pucsp.br/ecurriculum</a>&gt;.      &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1645-7250201000020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Allal, L. ; Cardinet, J. &amp; Perrenoud, P. (1986).<i> A avalia&ccedil;&atilde;o    formativa num ensino diferenciado</i>. Coimbra: Edi&ccedil;&otilde;es Almedina.      <p>Andaloussi, K. (2004).<i> Pesquisas - a&ccedil;&otilde;es</i>. S&atilde;o Carlos:    EDUFSCAR.      <p> Barbier, J. M. (1985).<i> A avalia&ccedil;&atilde;o em forma&ccedil;&atilde;o</i>.    Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento.      <p> Barbier, R. (2002). <i>A pesquisa-a&ccedil;&atilde;o</i>. Bras&iacute;lia:    Editora Plano.      <p> Bogdan, R. &amp; Biklen, S. (1994).<i> Investiga&ccedil;&atilde;o qualitativa    em educa&ccedil;&atilde;o</i>. Porto: Porto Editora.      <p> Bonniol, J &amp; Vial, M. (2001). <i>Modelos de avalia&ccedil;&atilde;o</i>.    Porto Alegre: Artmed.      <p> Catani, D. e Gallego, R. (2009). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo</i>:    Editora UNESP.      <p> Cappelletti, I. F. (2005). Avalia&ccedil;&atilde;o Formativa, uma pr&aacute;tica    poss&iacute;vel? In F. Almeida (org.). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o educacional    em debate</i> (pp.117-126 ). S&atilde;o Paulo: Editora Cortez.      <p> Chizzotti, A. (2004). <i>Texto para fins did&aacute;ticos na aula de Epistemologia    e Educa&ccedil;&atilde;o</i>. P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o    Curr&iacute;culo - PUC-SP.      ]]></body>
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<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Monceau, G. (2005). Transformar as pr&aacute;ticas para conhec&ecirc;-las:    pesquisa - a&ccedil;&atilde;o e profissionaliza&ccedil;&atilde;o docente.<i>    Educa&ccedil;&atilde;o e Pesquisa</i>. 31(3), 467-482.      &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1645-7250201000020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Morin, A. (2004).<i> Pesquisa - a&ccedil;&atilde;o integral e sist&ecirc;mica</i>.    Rio de Janeiro: DP&amp;A.      <p> Neri, C. Z. T. (2003). <i>A concep&ccedil;&atilde;o de professores do Ensino    Fundamental sobre a avalia&ccedil;&atilde;o</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de    Mestrado,Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o:    Curr&iacute;culo, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o    Paulo.      <p> Rosales, C. (1992) <i>Avaliar &eacute; refletir sobre o ensino</i>. Porto,    Edi&ccedil;&otilde;es Asa.      <p> Perrenoud, P. (1993). <i>Pr&aacute;ticas Pedag&oacute;gicas, profiss&atilde;o    docente e forma&ccedil;&atilde;o</i>. Perspectivas sociol&oacute;gicas. Lisboa:    D. Quixote.      <p> Perrenoud, P. (2000). <i>Pedagogia diferenciada, das inten&ccedil;&otilde;es    &agrave; a&ccedil;&atilde;o</i>. Porto Alegre: Artmed editora.      <!-- ref --><p> Pimenta, S. (2005). Pesquisa - a&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tico - colaborativa:    construindo seu significado a partir de experi&ecirc;ncias com a forma&ccedil;&atilde;o    docente. <i>Educa&ccedil;&atilde;o e Pesquisa</i>, 31 (3), 521 - 539.      &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1645-7250201000020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Sacristan, J. G. &amp; Gomez, A. L. (1998). <i>Compreender e transformar o    ensino</i>. Porto Alegre: Artmed.      <p> Santos, B. de S. (2001). <i>Introdu&ccedil;&atilde;o a uma ci&ecirc;ncia p&oacute;s-moderna</i>.    Porto: Afrontamento.      <p> Santos, B. de S. (2003). <i>Pela m&atilde;o de Alice. O social e o pol&iacute;tico    na p&oacute;s-modernidade</i>. S&atilde;o Paulo: Cortez Editora.      ]]></body>
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