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</front><body><![CDATA[ <p><b>A Import&acirc;ncia da L&iacute;ngua Portuguesa na Aprendizagem da Matem&aacute;tica.</b></p>     <p>Costa, Anabela M&acirc;ncio (2007). </p>     <p> Braga: Universidade do Minho/ Instituto de Estudos da Crian&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>T&acirc;nia Rodrigues</b></p>     <p><a href="mailto:taniar55@gmail.com">taniar55@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A tese elaborada por Anabela Costa - <i>A Import&acirc;ncia da L&iacute;ngua    Portuguesa na Aprendizagem da Matem&aacute;tica</i>, tem como finalidade analisar    a rela&ccedil;&atilde;o entre a L&iacute;ngua Portuguesa e a aprendizagem da    Matem&aacute;tica nos aspectos fundamentais da interpreta&ccedil;&atilde;o e    compreens&atilde;o de enunciados de problemas, ao n&iacute;vel da resolu&ccedil;&atilde;o/    formula&ccedil;&atilde;o de problemas e de actividades de investiga&ccedil;&atilde;o    Matem&aacute;tica. O trabalho desenvolvido surge da necessidade de investigar    as dificuldades manifestadas, neste dom&iacute;nio, pelos alunos do 4.&ordm;    ano de escolaridade, dificuldades que constituem uma preocupa&ccedil;&atilde;o    constante, para os profissionais de educa&ccedil;&atilde;o e popula&ccedil;&atilde;o    escolar em geral. Este estudo est&aacute; orientado para tarefas de resolu&ccedil;&atilde;o/formula&ccedil;&atilde;o    de problemas e de investiga&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica, por constitu&iacute;rem    desafios para os alunos, levando-os a explorar a L&iacute;ngua Portuguesa, tanto    ao n&iacute;vel da escrita como do oral, para que possam explorar, fazer e testar    conjecturas, descodificar, interpretar e compreender o que lhes &eacute; solicitado,    aquando da sua concretiza&ccedil;&atilde;o. Privilegia-se um estudo que permite    verificar se os alunos, com aptid&atilde;o para interpretar e compreender enunciados    orais e escritos, t&ecirc;m ou n&atilde;o mais facilidade e melhores resultados    a Matem&aacute;tica, nomeadamente, na resolu&ccedil;&atilde;o/formula&ccedil;&atilde;o    de problemas e investiga&ccedil;&otilde;es matem&aacute;ticas. Procura-se verificar    em que medida a L&iacute;ngua Portuguesa contribui, ao n&iacute;vel da compreens&atilde;o    e interpreta&ccedil;&atilde;o, para um melhor desempenho, na resolu&ccedil;&atilde;o    de problemas, percebendo como se poder&aacute; estabelecer essa rela&ccedil;&atilde;o    e porqu&ecirc;. A aplica&ccedil;&atilde;o de tarefas que envolvem textos &eacute;    fundamental na Matem&aacute;tica, porque estimula a aprendizagem, favorece o    esp&iacute;rito cr&iacute;tico e cooperativo, e promove a comunica&ccedil;&atilde;o    entre os alunos. O bom dom&iacute;nio de textos a L&iacute;ngua Portuguesa &eacute;    essencial no desenvolvimento e na aprendizagem da Matem&aacute;tica. </p>     <p>Ponte, Costa, Rosendo, Maia, Figueiredo e   Dion&iacute;sio, citados por Mamede (2002) referem:  </p>     <p>A resolu&ccedil;&atilde;o de problemas pode proporcionar   momentos bastante enriquecedores na   sala de aula, onde a descoberta, e explora&ccedil;&atilde;o   e as interac&ccedil;&otilde;es podem constituir aspectos   marcantes. Neste quadro, a comunica&ccedil;&atilde;o e   as interac&ccedil;&otilde;es s&atilde;o aspectos indissoci&aacute;veis no   contexto de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas (p.115).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados do Relat&oacute;rio Nacional das   Provas de Aferi&ccedil;&atilde;o do EB aplicadas ao 4.&ordm; ano   de escolaridade, no ano de 2003/04 (DGIDC,   2006), revelaram que os alunos portugueses   evidenciavam dificuldades de leitura na Matem&aacute;tica   e na linguagem. Ao analisar estes   resultados, por temas e tipos de compet&ecirc;ncias,   observa-se que os resultados mais fracos   incidem no cruzamento da Geometria e   Medida com a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, com   o racioc&iacute;nio e com a comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Este estudo est&aacute; organizado em seis cap&iacute;tulos. No <b>primeiro    cap&iacute;tulo</b>, surge a Introdu&ccedil;&atilde;o onde &eacute; apresentado    o problema de estudo, orientado para tarefas de resolu&ccedil;&atilde;o/ formula&ccedil;&atilde;o    de problemas e de investiga&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica, por constitu&iacute;rem    desafios para os alunos, levando-os a explorar a L&iacute;ngua Portuguesa, tanto    ao n&iacute;vel da escrita como do oral, para que se possam explorar, fazer    e testar conjecturas, descodificar, interpretar e compreender o que lhes &eacute;    solicitado, aquando da sua concretiza&ccedil;&atilde;o. No <b>segundo cap&iacute;tulo</b>,    &eacute; apresentada a revis&atilde;o de literatura, sendo abordados diversos    temas relacionados com o dom&iacute;nio da L&iacute;ngua Portuguesa, particularmente    no que concerne &agrave; compreens&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o de    textos, em situa&ccedil;&otilde;es de resolu&ccedil;&atilde;o/formula&ccedil;&atilde;o    de problemas e investiga&ccedil;&otilde;es matem&aacute;ticas. A L&iacute;ngua    Portuguesa funciona como um precioso instrumento na aprendizagem da Matem&aacute;tica,    porque constitui e contempla, interdisciplinarmente, compet&ecirc;ncias transversais    &agrave;s duas &aacute;reas. S&atilde;o apresentados, no<b> terceiro cap&iacute;tulo</b>,    a metodologia adoptada, o contexto da investiga&ccedil;&atilde;o, os instrumentos    e os procedimentos para a recolha e an&aacute;lise de dados. De seguida, s&atilde;o    apresentadas a calendariza&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o e    as fases de interven&ccedil;&atilde;o. No <b>cap&iacute;tulo quarto</b>, est&atilde;o    presentes os pares participantes, as tarefas introdut&oacute;rias a implementar    numa fase precedente ao estudo, as tarefas efectivas no &acirc;mbito do estudo    e os desempenhos demonstrados pelos pares na resolu&ccedil;&atilde;o das tarefas.    &Eacute; apresentada, no <b>quinto cap&iacute;tulo</b>, a an&aacute;lise de    dados e no <b>sexto cap&iacute;tulo</b>, encontra-se a conclus&atilde;o do estudo,    onde s&atilde;o dadas as respostas &agrave;s quest&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o,    apresentadas algumas limita&ccedil;&otilde;es do estudo, listadas algumas recomenda&ccedil;&otilde;es    para futuras investiga&ccedil;&otilde;es e tecidas algumas considera&ccedil;&otilde;es    finais.</p>     <p>Valadares (2003) atribui &agrave; disciplina de   L&iacute;ngua Portuguesa um papel central no curr&iacute;culo,   porque todas as &aacute;reas disciplinares   dela dependem, sobretudo ao n&iacute;vel da l&iacute;ngua   falada e escrita. Conforme a Lei de Bases   do Sistema Educativo, esta autora refere que   esta &aacute;rea curricular &eacute; a ´´matriz de identidade   e suporte de aquisi&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas``.  </p>     <p>Algumas conclus&otilde;es extra&iacute;das do estudo   realizado por Menezes, Leit&atilde;o, Pestana, Laranjeira   e Meneses (2001) apontam para a   import&acirc;ncia da L&iacute;ngua Portuguesa na aprendizagem   da Matem&aacute;tica, uma vez que ambas   as disciplinas representam instrumentos   fundamentais de comunica&ccedil;&atilde;o e de pensamento.   A L&iacute;ngua Portuguesa &eacute; a base de todo   o ensino e aprendizagem, na medida em que,   para serem compreendidos e interpretados   os enunciados matem&aacute;ticos &eacute; fundamental o   dom&iacute;nio da L&iacute;ngua Portuguesa.</p>     <p> Muitas vezes, a dificuldade com a linguagem escrita e o desenvolvimento da    linguagem, segundo Malta (2003), leva os alunos a desistirem de superar as suas    dificuldades de leitura, sobretudo no que respeita a textos matem&aacute;ticos,    concluindo, na maioria das vezes, que o problema &eacute; do texto. No entanto,    devido ao insuficiente exerc&iacute;cio de leitura e da falha na capacidade    de interpreta&ccedil;&atilde;o/compreens&atilde;o do texto pela crian&ccedil;a,    n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel identificar o que est&aacute; a ser lido,    com conhecimentos adquiridos. Os alunos n&atilde;o foram capazes de descobrir,    ainda, que a compreens&atilde;o de um texto invulgar &eacute; o resultado de    um processo de constru&ccedil;&atilde;o, processo no qual se constr&oacute;em    objectos mentais que v&atilde;o dar significados aos novos conceitos que est&atilde;o    a ser apresentados. Em suma, a principal causa da dificuldade de compreens&atilde;o    e redac&ccedil;&atilde;o reside no facto de os alunos n&atilde;o lidarem frequentemente    com a leitura, obrigando-os a desenvolver por si uma organiza&ccedil;&atilde;o    de racioc&iacute;nio e de armazenamento de informa&ccedil;&atilde;o. A autora    fomenta a defesa do aprender a ler, porque s&oacute; deste modo poder&aacute;    ser promovido o desenvolvimento das capacidades de leitura e express&atilde;o    em Matem&aacute;tica, abrindo, assim, caminho para a compreens&atilde;o de conte&uacute;dos    matem&aacute;ticos.</p>     <p> A liga&ccedil;&atilde;o da Matem&aacute;tica &agrave; L&iacute;ngua Portuguesa,   segundo Menezes et al (2001), &eacute; extraordinariamente   importante em contextos   escolares, sobretudo no Ensino B&aacute;sico,   uma vez que ambas as disciplinas possuem   aspectos comuns, nomeadamente a compet&ecirc;ncia   da comunica&ccedil;&atilde;o que as abarca transversalmente.&Eacute; com base neste pressuposto   que a articula&ccedil;&atilde;o da Matem&aacute;tica e da L&iacute;ngua   Portuguesa faz todo o sentido. Assim, o   factor comunica&ccedil;&atilde;o constitui um elemento   fundamental para estabelecer a ponte entre   a Matem&aacute;tica e a L&iacute;ngua Portuguesa.  </p>     <p>Figueiredo e Palhares (2005) referem a   import&acirc;ncia do desenvolvimento da l&iacute;ngua   materna, particularmente ao n&iacute;vel da leitura,   interpreta&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o de qualquer   enunciado, qualquer texto do quotidiano   que seja colocado aos alunos, tanto na sala   como fora dela. Referem que a correla&ccedil;&atilde;o   existente entre os n&iacute;veis de L&iacute;ngua Portuguesa   e a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas de processo &eacute; muito alta. Quanto mais alto o n&iacute;vel   a L&iacute;ngua Portuguesa, maior &eacute; a capacidade   do aluno na resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, admitindo   que &eacute; a maior capacidade de ler, interpretar   e compreender os enunciados dos   problemas, que explica o facto.</p>     <p>Nesta investiga&ccedil;&atilde;o foi privilegiada uma   abordagem de natureza qualitativa, uma vez   que se pretendeu uma observa&ccedil;&atilde;o detalhada   e uma compreens&atilde;o pormenorizadas de um   contexto educativo. Optou-se, assim, por   realizar um estudo de caso. Cohen e Manion   (1990) referem que o investigador, que   utiliza o estudo de caso, observa as caracter&iacute;sticas   de uma unidade, de uma crian&ccedil;a,   de um grupo, de uma turma, de uma escola   ou de uma comunidade. Neste estudo foram   sujeitos quatro casos constitu&iacute;dos, cada um,   por um par de alunos do 4.&ordm; ano de escolaridade.   A investigadora foi o principal instrumento   de recolha de dados.</p>     <p>O presente estudo foi implementado   numa turma do 4.&ordm; ano de escolaridade do   1.&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico, porque &eacute; um ano   em que, &agrave; partida, os alunos j&aacute; s&atilde;o capazes   de ler fluentemente, s&atilde;o mais aut&oacute;nomos na   interpretação/compreensão de textos e a   resolu&ccedil;&atilde;o de problemas &eacute; uma actividade   fortemente implementada na sala de aula.   Optou-se pelo trabalho em pares visto que   parece ser o ideal para trabalhar as tarefas   propostas. Em todas as tarefas seleccionadas   e aplicadas, foi pedido para explicar ou   descrever, por escrito, o racioc&iacute;nio usado,   porque Luria (1987) defende que para clarificar   uma ideia, o melhor &eacute; procurar escrev&ecirc;-   la. Todas as tarefas desenvolvidas com   os alunos contaram com a participa&ccedil;&atilde;o da   professora da turma, que orientou os oito   pares de alunos n&atilde;o envolvidos directamente   no estudo. A investigadora, por sua vez,   trabalhou com os quatro pares seleccionados   para o estudo, apesar de dar apoio aos   restantes alunos no caso de lhe ser solicitada   ajuda.</p>     <p>Na primeira etapa da investiga&ccedil;&atilde;o, foi aplicado,   um question&aacute;rio, &agrave; professora da turma.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nesta investiga&ccedil;&atilde;o foram analisados especialmente   os documentos escritos da realiza&ccedil;&atilde;o   das tarefas pelos pares de estudo com   o objectivo de perceber o grau de autonomia   e desempenho dos alunos nas tarefas   propostas. Tamb&eacute;m se pretendeu analisar   aspectos referentes &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica,   nomeadamente os registos, por escrito,   dos racioc&iacute;nios usados e as estrat&eacute;gias implementadas   na resolu&ccedil;&atilde;o das tarefas.</p>     <p>No processo inicial do estudo foi feita a   recolha de dados, pretendia-se conhecer a   turma e os pares de observa&ccedil;&atilde;o, e tentar   que a investigadora se desse a conhecer aos   alunos proporcionando momentos de confian&ccedil;a.   Foi necess&aacute;rio complementar este   material recolhido com outro tipo de dados,   nomeadamente, registos nos cadernos   escolares e outros dados considerados pertinentes   para a investiga&ccedil;&atilde;o. Para se poder   verificar mais qualidade e mais fiabilidade,   relativamente &agrave; recolha de dados, foi importante   que houvesse, tamb&eacute;m, associado   a todo este processo descritivo, um registo  &aacute;udio e v&iacute;deo das actividades desenvolvidas   no &acirc;mbito deste estudo. No que concerne  &agrave;s entrevistas, a autora apoia-se em Bogdan   e Biklen (1994) ao proporem que estas podem   constituir a estrat&eacute;gia dominante para   a recolha de dados ou podem ser utilizadas   em conjunto com a observa&ccedil;&atilde;o participante,   an&aacute;lise de documentos e outras t&eacute;cnicas.</p>     <p>A an&aacute;lise de dados resultou de um processo   cont&iacute;nuo, uma vez que esta foi sendo feita  &agrave; medida que se fazia a recolha de dados, foi   por isso indutiva.</p>     <p>Conclu&iacute;da a recolha dos dados, foi feita   uma an&aacute;lise precisa, tendo partido da leitura   atenta e minuciosa de todo o material   recolhido. De seguida, todo o material foi   categorizado e agrupado de forma a facilitar   a sua interpreta&ccedil;&atilde;o. Neste estudo foi feita   uma an&aacute;lise para cada par de alunos, tendo   em considera&ccedil;&atilde;o o seu desempenho e a sua   evolu&ccedil;&atilde;o ao longo das tarefas propostas.   O problema em estudo foi desdobrado em tr&ecirc;s conjuntos de quest&otilde;es:</p>     <p> 1- Como se caracteriza o desempenho de alunos do 4.&ordm; ano de escolaridade,    na resolu&ccedil;&atilde;o de problemas? Que compet&ecirc;ncias manifestam?    Como evolu&iacute;ram essas compet&ecirc;ncias ao longo do estudo? 2- Que dificuldades    manifestam os mesmos alunos, ao n&iacute;vel da interpretação/compreensão de    enunciados matem&aacute;ticos, quando resolvem problemas? Que dificuldades manifestam    em Matem&aacute;tica? Como justificar e ultrapassar estas dificuldades? 3- Como    caracterizar a influ&ecirc;ncia da L&iacute;ngua Portuguesa na resolu&ccedil;&atilde;o    de problemas de Matem&aacute;tica, explorados pelos mesmos alunos do 4.&ordm;    ano de escolaridade do 1.&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico? O encontro entre    as duas &aacute;reas - L&iacute;ngua Portuguesa e Matem&aacute;tica - apesar    de, &agrave; primeira vista, distintas, complementam-se e interrelacionam- se,    conforme se p&ocirc;de verificar ao longo do estudo. No que respeita ao tema    do estudo, &eacute; de salientar a estreita rela&ccedil;&atilde;o da L&iacute;ngua    Portuguesa com a Matem&aacute;tica, na resolu&ccedil;&atilde;o e formula&ccedil;&atilde;o    de problemas e tarefas de investiga&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica, da qual    dependem as aprendizagens significativas dos alunos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o </b></p>     <p>A tese elaborada por Anabela Costa, composta   por 6 cap&iacute;tulos, propicia ao leitor uma   vis&atilde;o geral acerca das concep&ccedil;&otilde;es de Modelagem   apresentadas por diversos autores   e pelos sujeitos envolvidos na investiga&ccedil;&atilde;o,   das discuss&otilde;es que permeiam a sua utiliza&ccedil;&atilde;o   como ambiente de aprendizagem, suas   rela&ccedil;&otilde;es com a Matem&aacute;tica e outras &aacute;reas   do conhecimento, as quais podem ser favorecidas   por esta pr&aacute;tica, bem como da necessidade   da sua incorpora&ccedil;&atilde;o nos curr&iacute;culos   das licenciaturas em Matem&aacute;tica.  </p>     <p>A autora refere-nos como fundamental, que o ensino-aprendizagem englobe aspectos,    tanto de Matem&aacute;tica como de L&iacute;ngua Portuguesa, ajustados &agrave;s    necessidades e realidades. Por essas raz&otilde;es, defende-se que o professor    n&atilde;o &eacute; apenas um meio de transmiss&atilde;o de saberes, mas um    agente pedag&oacute;gico capaz de criar situa&ccedil;&otilde;es e contextos    de ensino e de aprendizagem em que a comunica&ccedil;&atilde;o em geral assume    papel preponderante. A L&iacute;ngua Portuguesa n&atilde;o &eacute; uma &aacute;rea    isolada, est&aacute; presente em todas as outras &aacute;reas de estudo. A autora    defende que no 1.&ordm; Ciclo, deve dar-se prioridade a aspectos que favore&ccedil;am    e estimulem o enriquecimento lingu&iacute;stico e cultural dos alunos, condi&ccedil;&atilde;o    indispens&aacute;vel ao desenvolvimento de compet&ecirc;ncias diversificadas,    nas v&aacute;rias &aacute;reas, e &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de melhores    n&iacute;veis de desempenho e sucesso escolar.</p>     <p> Conclu&iacute;do este estudo e face aos resultados   obtidos, considero fulcral que o ensino   e aprendizagem da Matem&aacute;tica no 1.&ordm; Ciclo   do Ensino B&aacute;sico deve integrar novas din&acirc;micas   de sala de aula, novas tarefas, novas   metodologias, de modo a que os alunos desenvolvam   uma melhor compreens&atilde;o sobre   a Matem&aacute;tica, mas tamb&eacute;m a apliquem a situa&ccedil;&otilde;es   do quotidiano.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b> Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas:</b></p>     <!-- ref --><p> Bogdan, R. e Biklen, S. (1994). ´<i>´Investiga&ccedil;&atilde;o Qualitativa    em Educa&ccedil;&atilde;o: Uma Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; Teoria e aos    M&eacute;todos</i>``. Porto: Porto Editora.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000035&pid=S1645-7250201000020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Cohen, L. e Manion, L. (1990). ´´<i>M&eacute;todos de investigaci&oacute;n    educativa</i>``. 2.&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o. Madrid: editorial La Muralla,    S.A.</p>     <p> DGIDC (2006). ´´<i>Provas de aferi&ccedil;&atilde;o do Ensino B&aacute;sico:    4&ordm;, 6&ordm; e 9&ordm; anos - 2004. Relat&oacute;rio Nacional</i>``.. Lisboa:    Editorial do ME.</p>     <p> Figueiredo, C. e Palhares, P. (2005). ´<i>´Resolu&ccedil;&atilde;o de problemas    e pensamento cr&iacute;tico. Estudo correlacional com alunos do 6.&ordm; ano    de escolaridade</i>``. Consultado a 6 de Novembro de 2006: </p>     <p>Leit&atilde;o, A. e Fernandes, H. (1997). ´´<i>Trabalho de grupo e aprendizagem    cooperativa na resolu&ccedil;&atilde;o de problemas por futuros professores    de matem&aacute;tica</i>``, (p.99 - 128). In D. Fernandes, F. Lester, A. Borralho    e I. Vale, ´´<i>Resolu&ccedil;&atilde;o de problemas na forma&ccedil;&atilde;o    inicial de professores de matem&aacute;tica: m&uacute;ltiplos contextos e perspectivas</i>``.    Aveiro: GIRP.</p>     <p> Luria, A.R. (1987). ´´<i>Pensamento e linguagem: as &uacute;ltimas confer&ecirc;ncias    de Luria/</i>`` A.R. Luria; Trad. Diana Myriam Lichtenstein e M&aacute;rio Corso    - Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.</p>     <p>Malta, I. (2003). ´´<i>Linguagem, Leitura e Matem&aacute;tica</i>``. Consultado    a 12 de Setembro de 2006: <a href="http://www.mat.puc-rio.br/preprints/pp200308.pdf" target="_blank">www.mat.puc-rio.br/preprints/pp200308.pdf</a></p>     <p> Mamede, E. (2002). ´´<i>A calculadora no 1.&ordm; ciclo: Mero instrumento    de verifica&ccedil;&atilde;o ou algo mais</i>?``, (p.113- 123). In Jo&atilde;o    P. Ponte, Concei&ccedil;&atilde;o Costa, Ana I.Rosendo, Ema Maia, Nisa Figueiredo    e Ana F. Dion&iacute;sio. <i>Actividades de investiga&ccedil;&atilde;o n aprendizagem    da matem&aacute;tica e na forma&ccedil;&atilde;o de professores</i>. Sociedade    Portuguesa de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o. Sec&ccedil;&atilde;o    de Educa&ccedil;&atilde;o Matem&aacute;tica. Lisboa: Gr&aacute;fica 2000.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Menezes, L., Leit&atilde;o, I., Pestana, L., Laranjeira, I. e Meneses, I.    (2001). ´´<i>Trabalho colaborativo de professores nas disciplinas de Matem&aacute;tica    e L&iacute;ngua Portuguesa</i>``, (p.203-210). Actas ProfMat 2001.Vila Real:    Associa&ccedil;&atilde;o de Professores de Matem&aacute;tica. </p>     <p>Valadares, L.M. (2003). ´´<i>Transversalidade da L&iacute;ngua Portuguesa</i>``.    Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es ASA.</p>      ]]></body><back>
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