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</front><body><![CDATA[ <p><b>O Despertar do associativismo docente em Portugal.</b></p>     <p>Fernandes, Rog&eacute;rio (2010).</p>     <p>Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Universit&aacute;rias Lus&oacute;fonas, 62 p&aacute;ginas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jose Br&aacute;s, Maria Neves &amp; Rosa Serradas Duarte,</b></p>     <p><a href="mailto:zevibras@gmail.com">zevibras@gmail.com</a></p>     <p> <a href="mailto:maria.neves@gmail.com">maria.neves@gmail.com</a></p>     <p><a href="mailto:rosaserradas@netcabo.pt">rosaserradas@netcabo.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Profiss&atilde;o sem mem&oacute;ria? Como ficar&iacute;amos se continu&aacute;ssemos    a persistir num processo de perturba&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria? Que    far&iacute;amos se mergulh&aacute;ssemos num estado de amn&eacute;sia? Sem consci&ecirc;ncia    do que somos, sem possibilidade de aprendermos com o que fizemos, ficar&iacute;amos    desorientados no mar do esquecimento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Rog&eacute;rio Fernandes foi um dos primeiros   historiadores a denunciar o paradoxo entre   mem&oacute;ria e a profiss&atilde;o docente. Apesar da   sua extraordin&aacute;ria import&acirc;ncia para a constru&ccedil;&atilde;o   da profiss&atilde;o docente eram inexistentes   os estudos ao n&iacute;vel da recupera&ccedil;&atilde;o da nossa mem&oacute;ria colectiva. O alertar para   o desafio para esta conquista foi de grande   alcance, pois, sem este empreendimento,   graves perturba&ccedil;&otilde;es surgiriam na identidade colectiva.</p>     <p>创A classe docente`` - avisava Rog&eacute;rio Fernandes em Abril de 1995<sup>[<a href="#1">1</a>]<a name="top1"></a></sup>    - 创foi gradualmente perdendo a mem&oacute;ria do passado``, devido, em parte,    ao n&uacute;mero pouco significativo de estudos sobre a hist&oacute;ria da profiss&atilde;o    docente e do seu associativismo. Tamb&eacute;m Catroga (2001:31) se refere &agrave;    创crise da mem&oacute;ria colectiva   e hist&oacute;rica`` que atravessa as sociedades contempor&acirc;neas, como    se de <i>sociedades amn&eacute;sicas</i> se tratasse.</p>     <p>Foi no sentido de desvendar a muralha de sil&ecirc;ncio que pairava sobre os    prim&oacute;rdios do associativismo docente e quebrar, assim, a 创amn&eacute;sia    colectiva``, de que Bento (1978) falava, que Rog&eacute;rio Fernandes escreveu,    em 1988, <i>O Despertar do associativismo docente em Portugal</i>, cuja 1&ordf;    edi&ccedil;&atilde;o remonta a 1989, sob a chancela do Instituto Irene Lisboa.</p>     <p>Volvido estes anos, a obra &eacute; (re)publicada, agora, em 2010, iniciando    a s&eacute;rie Mem&oacute;ria e Sociedade da colec&ccedil;&atilde;o Ci&ecirc;ncias    da Educa&ccedil;&atilde;o das Edi&ccedil;&otilde;es Universit&aacute;rias Lus&oacute;fonas.    Esta (re)publica&ccedil;&atilde;o estava agendada desde finais de 2008, entre    Ant&oacute;nio Teodoro - director do Instituto das Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o    (ICE) e do Centro de Estudos e Interven&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o    e Forma&ccedil;&atilde;o (CeiEF), da Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades    e Tecnologias (ULHT) - e Rog&eacute;rio Fernandes, quando este liderou, na qualidade    de Investigador Respons&aacute;vel<sup>[<a href="#2">2</a>]<a name="top2"></a></sup>,    o projecto de Investiga&ccedil;&atilde;o, <i>Percursos do associativismo e do    sindicalismo docentes em Portuga</i>l, 1890-1990, que obteve o financiamento    da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. </p>     <p>&Egrave; sabido que s&oacute; nos finais do s&eacute;culo XIX &eacute; que    come&ccedil;amos a verificar que os professores prim&aacute;rios se v&atilde;o    organizando em institui&ccedil;&otilde;es cada vez mais mobilizadoras da classe,    criando associa&ccedil;&otilde;es, no sentido dado por Andr&eacute; Robert (1995:155)    创qui dit association d`une cat&eacute;gorie particuli&egrave;re de professeurs    dit, quasi automatiquement, construction de son identit&eacute; contre une autre    cat&eacute;gorie``.</p>     <p> Devemos olhar para o movimento associativo   com uma particular curiosidade.   Ele &eacute; um indicador importante no estudo   da profiss&atilde;o docente. Como bem nos refere   N&oacute;voa (1991:25), as formas associativas   exprimem-se atrav&eacute;s da identifica&ccedil;&atilde;o de um   saber disciplinar, da manifesta&ccedil;&atilde;o de tend&ecirc;ncias   pedag&oacute;gicas e da vontade de exercer   um novo poder profissional. Significa que   o seu estudo nos d&aacute; acesso a um conjunto   de quest&otilde;es de grande import&acirc;ncia para a   compreens&atilde;o do processo de (des)constru&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o    docente, para um conhecimento detalhado das lutas pela qualifica&ccedil;&atilde;o/desqualifica&ccedil;&atilde;o    profissional. </p>     <p>Com efeito, a cria&ccedil;&atilde;o de associa&ccedil;&otilde;es de   professores constituiu historicamente um   dos passos mais importantes dados no sentido   da profissionaliza&ccedil;&atilde;o da actividade docente   e desempenham um papel importante   na defini&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o docente bem como   na defesa dos seus membros (Ad&atilde;o, 1984;   N&oacute;voa, 1987), marcando 创decisivamente, em   diferentes momentos hist&oacute;ricos, o pr&oacute;prio   processo de constru&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o docente``   (Teodoro, 1990: 111). Neste processo   associativo devemos igualmente considerar   os sindicatos, pois eles s&atilde;o tamb&eacute;m um tipo   particular de associa&ccedil;&atilde;o docente que t&ecirc;m por objectivo 创conseguir condi&ccedil;&otilde;es de trabalho conformes &agrave;s exig&ecirc;ncias de justi&ccedil;a social`` (Monteiro, s.d.: 6).</p>     <p>Rog&eacute;rio Fernandes teve este grande m&eacute;rito   de nos chamar a aten&ccedil;&atilde;o para esta linha   de pesquisa. Para muitos, a doc&ecirc;ncia era vista   mais como uma voca&ccedil;&atilde;o do que propriamente   como um processo de conquista. Uma esp&eacute;cie de chamamento espiritual explicaria   grande parte dos mist&eacute;rios da profiss&atilde;o.  </p>     <p>Rog&eacute;rio Fernandes vem contrapor-se a   esta ideologia da voca&ccedil;&atilde;o, chamando-nos   a aten&ccedil;&atilde;o para a necessidade de nos concentrarmos   nas din&acirc;micas dos processos de   luta, para o percurso hist&oacute;rico que constituiu   a profiss&atilde;o docente. Isto alerta-nos   para o facto do resultado a alcan&ccedil;ar depender   muito da nossa interven&ccedil;&atilde;o, o que   rompe com a concep&ccedil;&atilde;o funcionalizada da   doc&ecirc;ncia.  </p>     <p>Ele vem dizer-nos que tudo est&aacute; em jogo,   tudo &eacute; provis&oacute;rio e o nosso papel como   profissionais &eacute; o de n&atilde;o ficarmos passivos,   ac&eacute;falos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s normas que s&atilde;o   promulgadas pelo patronato. O desenvolvimento   profissional passa por esta problematiza&ccedil;&atilde;o   e pela consciencializa&ccedil;&atilde;o da necessidade   da nossa interven&ccedil;&atilde;o.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A actividade profissional implica ter a   possibilidade e a responsabilidade de dar   forma ao que se faz. Aspirar a ser profiss&atilde;o   &eacute; escolher a ser sujeito colectivo da liberdade   individual, o que no remete para o espa&ccedil;o   de constru&ccedil;&atilde;o da m&uacute;tua depend&ecirc;ncia.   Por isso, todo o trabalho que se quer profissional   se desenrola num quadro de luta   constante, na busca de um espa&ccedil;o de afirma&ccedil;&atilde;o,   reconhecimento e autonomia. Isto   permite, como dir&aacute; Pintassilgo (2003: 17)   afastar-se da imagem do funcion&aacute;rio e aproximar-se, de algum modo, da figura ideal do   intelectual. Por isso, a grande import&acirc;ncia da   exist&ecirc;ncia das associa&ccedil;&otilde;es profissionais. Elas   indiciam o arranque do processo de profissionaliza&ccedil;&atilde;o   docente. Como refere Freire   (2006: 324-325), elas surgem como uma 创Associa&ccedil;&atilde;o   de iguais, para a defesa dos seus   interesses, morais e materiais - para garantir   as caracter&iacute;sticas distintivas da profiss&atilde;o,   relativamente a uma qualquer ocupa&ccedil;&atilde;o``.</p>     <p>&Eacute; neste sentido que deve ser interpretado   <em>O Despertar do associativismo docente em Portugal</em>,   livro que agora recenseamos. Ele abre   com uma Nota de Apresenta&ccedil;&atilde;o, de Ant&oacute;nio   Teodoro para quem esta (re)publica&ccedil;&atilde;o &eacute;   创uma pequena, mas sentida homenagem`` a   Rog&eacute;rio Fernandes ``exemplo de investigador   rigoroso, professor atento e dedicado   aos seus estudantes e militante de causas   que considera essenciais`` (p.7).  </p>     <p>O corpo deste texto de Rog&eacute;rio Fernandes   estrutura-se em dois n&iacute;veis de an&aacute;lise   distintos, todavia convergentes e complementares.   No primeiro n&iacute;vel de leitura, o   autor aborda, com rigor cient&iacute;fico e ancorado   numa diversidade de fontes manuscritas   e impressas, a situa&ccedil;&atilde;o dos professores e   mestres no dealbar do s&eacute;culo XIX.  </p>     <p>Num segundo n&iacute;vel de leitura, Rog&eacute;rio   Fernandes centra o seu estudo na primeira   associa&ccedil;&atilde;o dos professores portugueses,   o Monte Pio Liter&aacute;rio, criado em 1813, por   131 docentes que assinaram em Lisboa o   respectivo compromisso.</p>     <p> Relativamente ao primeiro &acirc;ngulo de   abordagem, o autor, numa linguagem simples   e mobilizadora, oferece ao leitor excertos   curiosos e paradigm&aacute;ticos de queixas formuladas   pelas c&acirc;maras e por pais contra professores,   como, por exemplo, um insulto que um   mestre r&eacute;gio, 创em raz&atilde;o do seu emprego``,   recebe, em 1806, de um carpinteiro (p. 16).  </p>     <p>O professor era tamb&eacute;m alvo de exorta&ccedil;&otilde;es,   por parte das autoridades pol&iacute;ticas, como   aquela que um Comiss&aacute;rio de Lisboa faz a um   mestre para que se 创exercite com particular   cuidado em Ortografia pr&aacute;tica e Aritm&eacute;tica,   mas tamb&eacute;m sobre a gravidade do Vestido   pelo muito que isso conv&eacute;m para conciliar o   respeito dos disc&iacute;pulos`` (p. 17).  </p>     <p>Estes exemplos, entre muitos outros que   poder&iacute;amos convocar aqui, configuram a   imagem social dos professores pouco favorecida   perante a opini&atilde;o p&uacute;blica, auferindo   vencimentos modestos, nem sempre pagos   atempadamente, e cuja actividade docente   n&atilde;o era atractiva nem prestigiada.  </p>     <p>A par deste campo de abordagem, o autor   analisa, com min&uacute;cia, a composi&ccedil;&atilde;o da   classe docente, a carreira, os vencimentos,   direitos e deveres, regime disciplinar e as   acumula&ccedil;&otilde;es - umas legais e compat&iacute;veis   com a sua condi&ccedil;&atilde;o docente, outras ilegais   e contrastantes com as tarefas requeridas a   um professor, como quando este exercia a   de a&ccedil;ougueiro ou de lavrador.  </p>     <p>Assim, n&atilde;o obstante a sua prec&aacute;ria e pouco   prestigiada situa&ccedil;&atilde;o s&oacute;cioprofissional, constata-   se a inexist&ecirc;ncia, at&eacute; 1813, de qualquer   organismo de classe, capaz de impulsionador   e mobilizar a classe docente. A incapacidade para se agregarem ou fazerem, segundo   terminologia da &eacute;poca, 创representa&ccedil;&otilde;es``   colectivas, levou o autor a concluir que at&eacute; &agrave;   data referenciada, 创a consci&ecirc;ncia de classe``   n&atilde;o parece ter-se manifestado 创entre estes   obscuros obreiros da educa&ccedil;&atilde;o nacional``   (p.44).   </p>     <p>Contudo, privados de protec&ccedil;&atilde;o na velhice   ou na invalidez e, porventura, conscientes   do agravamento geral das condi&ccedil;&otilde;es de   ensino bem como, certamente, o sentimento   de frustra&ccedil;&atilde;o que avassalou o professorado,   uma assembleia constitu&iacute;da por 131 pessoas,   na sua grande maioria docentes, foram capazes   de se reunir na resid&ecirc;ncia de Jos&eacute; Ant&oacute;nio   de Lemos Seixas Castel-Branco, mestre   r&eacute;gio na Corte e 创propriet&aacute;rio`` da Escola   dos Cardais de Jesus, para criarem um Monte   Pio - &agrave; semelhan&ccedil;a, ali&aacute;s, de um Monte Pio   criado pelos oper&aacute;rios arsenalistas em 1807.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Rog&eacute;rio Fernandes tra&ccedil;a neste livro com   detalhe e rigor cient&iacute;fico os passos da primeira   experi&ecirc;ncia associativa dos docentes   portugueses. Esta iniciativa &eacute;, na sua fundamentada   opini&atilde;o, 创o primeiro momento alto   da afirma&ccedil;&atilde;o da classe dos professores`` e创faz parte essencial da hist&oacute;ria da profiss&atilde;o   docente no nosso pa&iacute;s`` (p. 61).  </p>     <p>Esta primeira organiza&ccedil;&atilde;o de professores   mobilizou o funcionalismo p&uacute;blico civil   e militar, n&atilde;o conseguindo, por&eacute;m, atrair   mestras r&eacute;gias ou particulares, fosse pelo   insuficiente amadurecimento da consci&ecirc;ncia   profissional fosse pelo car&aacute;cter discriminat&oacute;rio   dos estatutos. Desde o in&iacute;cio da sua   cria&ccedil;&atilde;o, o Monte Pio Liter&aacute;rio viu-se confrontado   com a hostilidade declarada da   Junta da Directoria Geral dos Estudos, do   Comiss&aacute;rio de Estudos em Lisboa e de outras   autoridades pol&iacute;ticas. Com a ocorr&ecirc;ncia   da revolu&ccedil;&atilde;o liberal vintista abre-se-lhe uma   luz de esperan&ccedil;a, esperan&ccedil;a essa, em breve   defraudada, uma vez que a associa&ccedil;&atilde;o se v&ecirc;   impossibilitada de prosseguir os seus fins.  </p>     <p>N&atilde;o obstante a efemeridade deste movimento, a evoca&ccedil;&atilde;o,    por Rog&eacute;rio Fernandes, deste grupo de pioneiros, detentor de uma consci&ecirc;ncia    profissional e social, honra o seu autor que assim deu um contributo inestim&aacute;vel    para a hist&oacute;ria da profiss&atilde;o docente. E se pensarmos como Veyne    (1971:105), 创on ne pourrait pas consid&eacute;rer le pass&eacute; sans le voir    &agrave; travers les soucis du pr&eacute;sent``, poderemos, impulsionados pelo    exemplo de Rog&eacute;rio Fernandes, operar o que Catroga (2001) designa de<i>    re-presentifica&ccedil;&atilde;o</i> e revisitar o movimento associativo docente,    porque s&oacute; rememorando o<i> tempo hist&oacute;rico</i> faremos jus ao    aviso do velho s&aacute;bio grego: 创os homens morrem, porque n&atilde;o s&atilde;o    capazes de juntar o come&ccedil;o ao fim``.</p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b> Notas</b></p>     <p><sup><a href="#top1">1</a><a name="1"></a></sup> Frase proferida por Rog&eacute;rio Fernandes em 20 de   Abril de 1995, num Encontro Regional de Professores   e Educadores, promovido pelo Sindicato   dos Professores da regi&atilde;o Centro, com o lema A Profiss&atilde;o Docente e a Deontologia dos Professores.</p>     <p><sup><a href="#top2">2</a><a name="2"></a></sup> O Projecto &eacute; actualmente coordenado pela Prof&ordf;. Doutora Rosa Serradas Duarte.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p> Ad&atilde;o, &Aacute;. (1984). <i>O estatuto s&oacute;cio-profissional do    professor prim&aacute;rio em Portugal (1901-1951</i>). Oeiras: Instituto Gulbenkian    de Ci&ecirc;ncia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Bento, G. (1978).<i> O movimento sindical dos professores. Finais da Monarquia    e I Rep&uacute;blica</i>. Lisboa: Editorial Caminho.</p>     <p> Catroga, F. (2001). <i>Mem&oacute;ria, hist&oacute;ria e historiografia</i>.    Coimbra: Quarteto Editora.</p>     <p> Freire, J. (2006). <i>Sociologia do trabalho</i>. Uma introdu&ccedil;&atilde;o.    Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento.</p>     <p> Monteiro, C. L. (s.d.). <i>O sindicato. Tra&ccedil;os fundamentais</i>. Departamento    Editorial de Documenta&ccedil;&atilde;o.Textos de apoio.</p>     <p>N&oacute;voa, A. (1987). <i>Le temps des professeurs</i>. Lisboa: Instituto    Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica.</p>     <p> N&oacute;voa, A. (1991). <i>Profiss&atilde;o professor</i>. Porto: Porto Editora.  </p>     <!-- ref --><p>Pintassilgo, J. (2003). Os prim&oacute;rdios do associativismo docente do ensino    liceal portugu&ecirc;s (1904- 1908). As representa&ccedil;&otilde;es dos professores    sobre a profiss&atilde;o e a constru&ccedil;&atilde;o de identidades. <i>Cadernos    de Hist&oacute;ria da Educa&ccedil;&atilde;o</i>, 2, 15-25.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000049&pid=S1645-7250201000020001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Robert, A. (1995).<i> Le syndicalisme des enseignants, des &eacute;coles,    coll&egrave;ges et lyc&eacute;es</i>. Paris: CNDP / La Documentation Fran&ccedil;aise.</p>     <p> Teodoro, A. (1990). <i>Os professores. Situa&ccedil;&atilde;o profissional    e carreira docente</i>. Lisboa: Texto Editora.</p>     <p> Veyne, P. (1971).<i> Comment on &eacute;crit l`histoire. Augment&eacute; de    Foucault r&eacute;volutionne l`histoire</i>. Paris: Editions du Seuil.</p>     ]]></body>
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