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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Competências de auto-desenvolvimento e metodologias PBL num curso de contabilidade: perspectivas de alunos, docentes, diplomados e empregadores]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this work we intend to query the role of a PBL-type methodology in the development of personal competences in the students, and to assess whether the methodology improves the competences of PBL-type graduates when compared to non-PBL graduates, and to approach the role of the methodology at the level of the personal competences in the construction of the profile of a graduate for the third millennium. Having as a point of departure the case study of a vocational higher education institution, we have used the interview technique with academic staff and employers, and the questionnaire technique with the rest of the participants. The results obtained in relation to the students, graduates, and employers led us to support that PBL methodologies contribute to the development of personal competences, essentially at the level of the use of resources and the building of knowledge. Additionally, it seems that we can support the possibility of including in the existing theories the logic of entrepreneurship, motivated by PBL-type methodologies. In the employers we detect a persistent tendency of not recognizing the methodology as being directly responsible for the improvement of personal competences in the graduates, with the exception of the valuation of more consistent basis for action and more confident attitudes. The work also reflects on the problem of identifying the competences necessary for a multifaceted labour market based on concrete studies and results.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P    ><B>Compet&ecirc;ncias de auto-desenvolvimento e metodologias PBL num curso de contabilidade: perspectivas de alunos, docentes, diplomados e empregadores</B></P >     <P    >&nbsp;</P >     <P    ><b>Margarida M. Pinheiro*</b>, <b>Cl&aacute;udia S. Sarrico**</b> &amp; <b>Rui A. Santiago</b>**</P >     <P    >*GOVCOPP e Instituto Superior de Contabilidade e Administra&ccedil;&atilde;o da Universidade de Aveiro</P >    <P    >**CIPES e Sec&ccedil;&atilde;o Aut&oacute;noma de Ci&ecirc;ncias Sociais, Jur&iacute;dicas e Pol&iacute;ticas, Universidade de Aveiro</P >    <P    >&nbsp;</P >     <P    ><b>Resumo</b></P >     <P    >Neste trabalho pretendemos indagar sobre qual o papel que uma metodologia do tipo PBL tem no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias pessoais dos alunos, saber se a metodologia melhora as compet&ecirc;ncias pessoais dos diplomados PBL quando comparados com outros graduados, e perspectivar o papel da metodo</B>logia ao n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias pessoais na constru&ccedil;&atilde;o do perfil de um graduado para o terceiro mil&eacute;nio. Partindo de um estudo de caso de uma IES profissionalizante, recorremos &agrave; t&eacute;cnica da entrevista junto dos docentes e entidades empregadoras, e &agrave; t&eacute;cnica do question&aacute;rio junto dos restantes participantes. Os resultados conseguidos com os alunos, diplomados e docentes conduzem-nos a sustentar que as metodologias PBL contribuem para o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias pessoais, essencialmente ao n&iacute;vel da utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos e da constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento. Mais ainda, parece-nos poss&iacute;vel sustentar a possibilidade de inserir nas teorias existentes, a l&oacute;gica do empreendedorismo, como motivada pelas metodologias PBL. Nos empregadores, detect&aacute;mos uma persistente tend&ecirc;ncia em n&atilde;o reconhecerem a metodologia como directamente respons&aacute;vel por uma melhoria de compet&ecirc;ncias pessoais dos diplomados, exceptuando-se uma valoriza&ccedil;&atilde;o de fundamenta&ccedil;&otilde;es mais consistentes e de atitudes mais confiantes. O trabalho reflecte ainda sobre o problema da identifica&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias que assegurem as necessidades de um mercado de trabalho multifacetado baseado em estudos e resultados concretos.</P >    <P    ><b>Palavras-chave: </b>ensino superior; PBL; contabilidade; compet&ecirc;ncias pessoais</P >    <P   >&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   ><b>Self-development competences and PBL in an accounting course: students, tutors, graduates and employers&rsquo; perspectives </b></P >     <P   ><b>Abstract</b></P>    In this work we intend to query the role of a PBL-type methodology in the development of personal competences in the students, and to assess whether the methodology improves the competences of PBL-type graduates when compared to non-PBL graduates, and to approach the role of the methodology at the level of the personal competences in the construction of the profile of a graduate for the third millennium.  Having as a point of departure the case study of a vocational higher education institution, we have used the interview technique with academic staff and employers, and the questionnaire technique with the rest of the participants.  The results obtained in relation to the students, graduates, and employers led us to support that PBL methodologies contribute to the development of personal competences, essentially at the level of the use of resources and the building of knowledge.  Additionally, it seems that we can support the possibility of including in the existing theories the logic of entrepreneurship, motivated by PBL-type methodologies.  In the employers we detect a persistent tendency of not recognizing the methodology as being directly responsible for the improvement of personal competences in the graduates, with the exception of the valuation of more consistent basis for action and more confident attitudes.  The work also reflects on the problem of identifying the competences necessary for a multifaceted labour market based on concrete studies and results. </P >     <p><b>Keywords</b>: higher education; PBL; accounting; self-development competences. </p>     <P   >&nbsp;</P >     <P   ><B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B></P >     <P    >As condi&ccedil;&otilde;es actuais da sociedade exigem um extraordin&aacute;rio empenho educativo a favor da forma&ccedil;&atilde;o das novas gera&ccedil;&otilde;es. O pr&oacute;prio sistema de ensino superior n&atilde;o passa inc&oacute;lume pelas transforma&ccedil;&otilde;es sociais, pol&iacute;ticas e econ&oacute;micas que vivenciamos. Tendo por refer&ecirc;ncia este contexto &eacute; poss&iacute;vel compreender uma realidade geradora de desafios sobre um conjunto de compet&ecirc;ncias profissionais mas tamb&eacute;m pessoais e sociais. A expectativa de que os diplomados sejam capazes de evidenciar um vasto conjunto de atributos necess&aacute;rios para uma aprendizagem ao longo da vida, &eacute; partilhada n&atilde;o somente por empregadores e graduados mas, e com grande centralidade, pelas Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior (IES). Como citado em Radloff, de la Harpe, Dalton, Thomas e Lawson (2008), os diplomados que demonstrem possuir atributos relevantes s&atilde;o tidos em grande considera&ccedil;&atilde;o pelas entidades empregadoras e vistos como cidad&atilde;os geradores de mais-valias sociais (Ara&uacute;jo &amp; Sastre, 2009). Neste sentido, &eacute; importante atender &agrave; din&acirc;mica de influ&ecirc;ncias m&uacute;tuas entre os diversos agentes envolvidos e as estruturas em que se constituem (alunos, docentes, graduados e empregadores). Procurando assegurar que todo o aluno que sai para o mercado de trabalho seja portador de um conjunto de atributos reconhecidos como essenciais, as IES t&ecirc;m vindo a ser confrontadas com a necessidade de activar novas formas de produ&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o do conhecimento. As tradicionais segmenta&ccedil;&otilde;es curriculares em &aacute;reas que delimitam os departamentos de ensino superior, na opini&atilde;o de um n&uacute;mero n&atilde;o reduzido de investigadores (e.g. Breton, 1999; Maclellan, 2008) n&atilde;o conseguem dar resposta &agrave;s necessidades de desenvolvimento de compet&ecirc;ncias transversais e de uma vis&atilde;o hol&iacute;stica do mundo profissional. </P >    <P    >Todo este movimento, no entanto, exige uma maior responsabilidade das IES que n&atilde;o podem restringir a sua miss&atilde;o &agrave; forma&ccedil;&atilde;o estritamente profissional e cient&iacute;fica dos seus estudantes. Embora possamos, conceptualmente, referir um conhecimento mais te&oacute;rico e abstracto (ensino universit&aacute;rio) e um conhecimento mais adaptado a vias profissionais de ensino (ensino polit&eacute;cnico), nomeadamente no contexto portugu&ecirc;s (Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, 1979; Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o Nacional, 1973), n&atilde;o podemos deixar de conjugar ambos com a aprendizagem pessoal e social dos estudantes nas suas m&uacute;ltiplas dimens&otilde;es e facetas. No seguimento destas ideias alguns problemas podem ser levantados, nomeadamente sobre que modelos de IES &eacute; poss&iacute;vel esperar para o in&iacute;cio deste terceiro mil&eacute;nio. Organizando o seu pensamento em redor de um conjunto de quest&otilde;es sobre o processo de produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento, Scott (1997) prop&otilde;e uma reflex&atilde;o sobre novas formas curriculares que valorizem aptid&otilde;es, atitudes e compet&ecirc;ncias previamente identificadas com perfis idealizados. Tamb&eacute;m Barnett &amp; Scott(1999), baseando a sua an&aacute;lise nos desafios pessoais, sociais e profissionais com que os cidad&atilde;os do s&eacute;culo XXI se deparam, preconizam um modelo generalizado de <I>universidade super complexa </I>que interage com a incerteza, a adaptabilidade, a mudan&ccedil;a e a imprevisibilidade. Na perspectiva dos autores, a didactologia da <I>super complexidade </I>coloca a t&oacute;nica em espa&ccedil;os pedag&oacute;gicos promotores de modos de estar e de abertura de pensamento, responsabilizando o estudante, de uma forma comprometida, com a sociedade em que se insere. As respostas pragm&aacute;ticas de reconfigura&ccedil;&atilde;o das IES propostas pelos autores Barnett &amp; Scott(1999), assentam na constru&ccedil;&atilde;o de um curr&iacute;culo desenhado sistematicamente, que corporize o comprometimento conceptual e formal do modelo proposto. Embora este conjunto de ideias n&atilde;o englobe a totalidade de propostas apresentadas por outros autores, &eacute; poss&iacute;vel desde j&aacute; percepcionar que para os graduados responderem aos desafios sugeridos para o terceiro mil&eacute;nio, nem as expectativas das IES sobre os seus estudantes nem as expectativas destes sobre as primeiras podem jamais ser as mesmas dos seus antecedentes.  </P >    <P    >No Relat&oacute;rio para a Unesco da Comiss&atilde;o Internacional sobre Educa&ccedil;&atilde;o para o s&eacute;culo XXI (International Commission on Education for the Twenty-first Century, 1996) &eacute; desde logo feita refer&ecirc;ncia a uma miss&atilde;o complementar para a educa&ccedil;&atilde;o: a de fazer frutificar os talentos e potencialidades criativas de todos os indiv&iacute;duos. No mesmo relat&oacute;rio acentua-se a necessidade de uma aprendizagem ao longo da vida, como uma das chaves de acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o para o s&eacute;culo XXI. A ideia transmitida pelo conjunto de relatores, &eacute; de que, para poder dar resposta ao conjunto das suas miss&otilde;es, a educa&ccedil;&atilde;o deve constituir-se em torno da simbiose de quatro aprendizagens basilares: aprender a conhecer (adquirindo n&atilde;o s&oacute; um conjunto de saberes codificados como, e sobretudo, o dom&iacute;nio destes pr&oacute;prios instrumentos), aprender a fazer (adaptando a forma&ccedil;&atilde;o &agrave; actividade profissional futura, de forma a p&ocirc;r em pr&aacute;tica os conhecimentos obtidos), aprender a viver juntos (cooperando com os outros na resolu&ccedil;&atilde;o de projectos comuns) e aprender a ser (permitindo o desenvolvimento total da pessoa, tornando-a apta para elaborar pensamentos aut&oacute;nomos e cr&iacute;ticos capazes de ajuizarem diferentes circunst&acirc;ncias da vida). No entanto, se o ensino tradicional se orienta, essencialmente, pelo aprender a conhecer e, sobretudo no campo da forma&ccedil;&atilde;o vocacional superior, pelo saber fazer, ser&aacute; necess&aacute;rio, na opini&atilde;o dos autores do dito relat&oacute;rio, prover a educa&ccedil;&atilde;o de caminhos metodol&oacute;gicos estruturados capazes de envolverem as outras duas aprendizagens: aprender a viver juntos e aprender a ser. Assim, &eacute; preciso insistir na ideia de centrar o foco nas aprendizagens, percebendo que esta n&atilde;o se faz sem pessoas e uma refer&ecirc;ncia &agrave;s suas subjectividades e contextos pessoais e sociais (N&oacute;voa, 2009).</P >    <P    >Paralelamente, tamb&eacute;m a adequa&ccedil;&atilde;o do Ensino Superior ao modelo de ensino-aprendizagem preconizado pelo Processo de Bolonha, p&otilde;e em causa uma profunda mudan&ccedil;a de paradigma: para fazer face ao perfil europeu de estudante, o ensino superior deve colocar a t&oacute;nica em compet&ecirc;ncias horizontais que responsabilizem os alunos pelos seus processos de aprendizagem, cumprindo aos docentes facilitar e orientar estas mesmas aprendizagens. A implementa&ccedil;&atilde;o destas orienta&ccedil;&otilde;es gera, inevitavelmente, a necessidade de reequacionar as actividades pedag&oacute;gicas ao n&iacute;vel da defini&ccedil;&atilde;o de objectivos e da avalia&ccedil;&atilde;o e, particularmente, ao n&iacute;vel da execu&ccedil;&atilde;o e acompanhamento dos processos metodol&oacute;gicos. Ou, como refere Lima (1997), as IES t&ecirc;m de se abrir a novos e distintos saberes, questionando-se face &agrave; emerg&ecirc;ncia de novos problemas sociais e de civiliza&ccedil;&atilde;o. </P >    <P    >Uma forma de preencher as lacunas existentes &eacute; desenvolvendo m&eacute;todos pedag&oacute;gicos diferentes dos tradicionalmente utilizados (saindo de uma abordagem em que o professor assume uma posi&ccedil;&atilde;o activa e o estudante, por contraste, uma atitude passiva) em direc&ccedil;&atilde;o a uma metodologia de ensino–aprendizagem centrada no estudante, conferindo-lhe um papel principal no processo. Entre as diferentes possibilidades distinguimos a metodologia PBL (quer numa vertente de <I>project-based learning</I> quer de <I>problem-based learning</I>). Desenvolvida por Howard Barrows e Robyn Tamblyn a partir de finais dos anos sessenta e inicialmente associada a escolas de medicina, a metodologia PBL tem vindo a ser utilizada nas mais variadas &aacute;reas e programas profissionais, recolhendo j&aacute; mais de 40 anos de experi&ecirc;ncia (Nel, et al., 2008). A metodologia PBL baseia-se no princ&iacute;pio da utiliza&ccedil;&atilde;o de problemas contextualizados de &iacute;ndole profissional como ponto de partida para a aquisi&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o do conhecimento (Barrows &amp; Tamblyn, 1980). Enraizada em tradi&ccedil;&otilde;es liberais de educa&ccedil;&atilde;o superior (de que s&atilde;o exemplos a aprendizagem atrav&eacute;s da investiga&ccedil;&atilde;o, a valoriza&ccedil;&atilde;o da autonomia do aprendente, ou o desenvolvimento de pensamento cr&iacute;tico), a ideia proposta por Barrows e Tamblyn assenta na cren&ccedil;a de que a aprendizagem a partir de contextos profissionais &eacute; mais efectiva na constru&ccedil;&atilde;o de novo conhecimento do que a simples aplica&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o previamente obtida a novos casos. Assim, e ontologicamente, a utiliza&ccedil;&atilde;o de problemas profissionais funciona, simultaneamente, como est&iacute;mulo e como foco da aprendizagem. Na metodologia PBL os alunos trabalham em pequenos grupos, analisando o problema que lhes &eacute; proposto, identificando a informa&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para a sua resolu&ccedil;&atilde;o, direccionando as suas actividades de aprendizagem de acordo com o conhecimento que se revele necess&aacute;rio para o tratamento do problema colocado, e, por fim, formulando hip&oacute;teses de solu&ccedil;&atilde;o. Ao longo de todo este processo e atrav&eacute;s de mecanismos de auto-aprendizagem, assume-se que os alunos desenvolvem compet&ecirc;ncias que permitem n&atilde;o s&oacute; atingir os resultados profissionais pretendidos como tamb&eacute;m trabalhar diferentes caracter&iacute;sticas pessoais e sociais (Papinczack, 2009). Deste modo, &eacute; suposto que o perfil de um diplomado que utilizou uma metodologia PBL inclua, n&atilde;o s&oacute; conhecimentos de base que lhe permitam investigar, entender e explanar criticamente a literatura existente sobre determinado assunto, mas tamb&eacute;m a aptid&atilde;o para comunicar com os outros ou a capacidade de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas que a sua viv&ecirc;ncia profissional, enquanto pessoa e t&eacute;cnico, lhe determina.  </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Por outro lado, e aceitando a perspectiva de diversos autores (e.g. Tate &amp; Grein, 2009) de que a aprendizagem tem lugar quando h&aacute; uma participa&ccedil;&atilde;o activa e empenhada do aprendente, revela-se fundamental que este reconstrua o conhecimento moldando-o &agrave;s suas necessidades e imagem. Ora, a metodologia PBL, conceptualmente, pressup&otilde;e uma constru&ccedil;&atilde;o activa de significados para quem aprende, promovendo, como resultado, uma interioriza&ccedil;&atilde;o mais duradoura das aprendizagens. Nesta perspectiva, este conceito feito &agrave; medida estimula, por um lado, compet&ecirc;ncias pessoais e sociais de crescimento intelectual e, por outro, torna tais compet&ecirc;ncias mais eficazes. De acordo com a metodologia PBL ser&atilde;o os alunos que, ao procurarem respostas para as quest&otilde;es que os pr&oacute;prios colocam, seleccionam o que pode, efectivamente, responder &agrave;s suas d&uacute;vidas e justificar as solu&ccedil;&otilde;es encontradas. Como resultado, &eacute; poss&iacute;vel referir a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias a tr&ecirc;s n&iacute;veis: t&eacute;cnicas (relativas &agrave; qualidade do trabalho prestado), sociais (associadas &agrave; natureza das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais) e de auto-desenvolvimento (respeitantes a quest&otilde;es de organiza&ccedil;&atilde;o, argumenta&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o) (e.g. Albanese &amp; Mitchell, 1993; Musal, Taskiran, &amp; Kelson, 2003).  </P >    <P    >Ao longo deste trabalho reflectimos sobre a necessidade das IES darem respostas a novas formas de produ&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o do conhecimento que valorizem n&atilde;o s&oacute; o <I>saber fazer</I> e o <I>fazer</I>, como tamb&eacute;m, o <I>saber estar com os outros </I>e o <I>saber ser.</I> Tendo esta problem&aacute;tica como pano de fundo, o objectivo geral do presente trabalho &eacute; o de procurar contribuir para a discuss&atilde;o te&oacute;rica sobre a forma como os movimentos de mudan&ccedil;a associados &agrave; metodologia PBL produzem implica&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias dos alunos do ensino superior. Limitamos, no entanto, o nosso campo de estudo ao contexto das compet&ecirc;ncias pessoais, pretendendo tornar mais vi&aacute;vel o controle da complexidade e diversidade existentes no paradigma da metodologia PBL. Mais concretamente, centraremos a nossa an&aacute;lise sobre o conjunto de percep&ccedil;&otilde;es e tomadas de posi&ccedil;&atilde;o assumidas pelos principais grupos envolvidos e com interesses nos processos de aprendizagem: alunos, docentes, diplomados e empregadores. Tendo por base as delimita&ccedil;&otilde;es apontadas, e em termos mais espec&iacute;ficos, pretendemos: (1) indagar sobre qual o papel que a metodologia PBL tem no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias pessoais dos alunos; (2) saber se a metodologia melhora as compet&ecirc;ncias pessoais dos diplomados PBL quando comparados com outros graduados; e (3) perspectivar o papel da metodologia PBL ao n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias pessoais na constru&ccedil;&atilde;o do perfil de um graduado para o terceiro mil&eacute;nio.   </P >    <P   ><B>M&eacute;todo</B></P >    <P    >Este trabalho parte de um estudo de caso &uacute;nico de uma IES profissionalizante, motivado pela unidade curricular de Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial ministrada no Instituto Superior de Contabilidade e Administra&ccedil;&atilde;o da Universidade de Aveiro (ISCA-UA). Na opini&atilde;o de Pardal (1995) ao valorizar o conhecimento pormenorizado de uma situa&ccedil;&atilde;o, o estudo de caso rigoroso, apoiado em hip&oacute;teses metodicamente constru&iacute;das e em processos sistem&aacute;ticos de recolha e tratamento dos dados, permite compreender o particular na sua complexidade, constituindo-se como ponto de partida para estudos mais profundos. Enquanto forma de investiga&ccedil;&atilde;o, o m&eacute;todo do estudo de caso possibilita, na opini&atilde;o de Bell (1998) alargar as balizas do conhecimento existente e capacitar futuros investigadores a confrontar as suas tomadas de decis&atilde;o com as relatadas no estudo. Tamb&eacute;m Yin (1994)  refere que o aspecto mais importante de um estudo de caso reside n&atilde;o numa generaliza&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica do fen&oacute;meno, mas numa generaliza&ccedil;&atilde;o anal&iacute;tica do mesmo. Ou, de outra forma, pretende-se expandir teorias em vez de enumerar frequ&ecirc;ncias. A mesma opini&atilde;o &eacute; partilhada por Rose, Allan e Skinner (1993) quando afirmam que a vis&atilde;o n&atilde;o &eacute; a tipicidade da amostra escolhida ou da extrapola&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos, mas sim &eacute; a da representatividade tratada em termos de l&oacute;gica qualitativa. Na presente investiga&ccedil;&atilde;o foi recolhida informa&ccedil;&atilde;o valiosa para continuar a trabalhar a tem&aacute;tica das compet&ecirc;ncias pessoais ao n&iacute;vel das metodologias PBL, podendo o &acirc;mbito do estudo ser aplicado a outros contextos, de uma forma reflexiva. </P >    <P    ><I>O estudo de caso: Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial</I></P >    <P    >Como j&aacute; foi referido, o estudo de caso que enforma o presente estudo centra-se na unidade curricular de Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial, inserida no &uacute;ltimo semestre do &uacute;ltimo ano do plano curricular do primeiro ciclo de estudos do curso de Contabilidade ministrado no ISCA-UA e a funcionar desde 1997. A unidade tem como objectivo primeiro proporcionar aos estudantes uma abordagem integradora das v&aacute;rias quest&otilde;es espec&iacute;ficas da profiss&atilde;o contabil&iacute;stica, num ambiente pr&oacute;ximo do ambiente profissional em que os mesmos futuramente se integrar&atilde;o. Com este enquadramento, pretende-se que os alunos possam aplicar os conhecimentos previamente adquiridos noutras unidades curriculares, estimulando a transfer&ecirc;ncia de aprendizagens e enfatizando a discuss&atilde;o de v&aacute;rios pontos de vista quer entre alunos e docentes, quer entre os primeiros e seus pares. </P >    <P    >A Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial consiste num mercado simulado de empresas virtuais, que grupos de dois estudantes devem gerir e administrar, sendo que toda a estrutura organizacional funciona em torno de diversos normativos inerentes &agrave; &aacute;rea contabil&iacute;stica. A aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; actividade profissional &eacute; ainda assegurada atrav&eacute;s da colabora&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s centrais que simulam produtos e servi&ccedil;os necess&aacute;rios ao funcionamento da rede empresarial: p&uacute;blica, financeira e comercial. Enquanto a central p&uacute;blica emula o papel de diferentes organismos p&uacute;blicos, a central financeira objectiva-se em assegurar um conjunto diversificado de produtos e servi&ccedil;os financeiros. Por &uacute;ltimo, a central comercial tem por fun&ccedil;&atilde;o promover a necess&aacute;ria din&acirc;mica ao funcionamento dos diversos sectores de actividade empresarial presentes no mercado simulado. Transversal a todo o modelo &eacute; a arquitectura tecnol&oacute;gica de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o que suporta a unidade curricular. Na abordagem PBL da Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial o professor assume-se como um orientador na produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento, competindo-lhe criar possibilidades ao estudante para a constru&ccedil;&atilde;o deste mesmo conhecimento. A avalia&ccedil;&atilde;o da unidade curricular tem associada um controlo permanente das tarefas propostas aos estudantes que envolvem auditorias, relat&oacute;rios e apresenta&ccedil;&otilde;es individuais e de grupo, numa cont&iacute;nua aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; actividade profissional. </P >    <P    >Antes de prosseguirmos com a constru&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo deste estudo conv&eacute;m referir que a abordagem PBL assumida na Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial surge isolada dos restantes recursos metodol&oacute;gicos do curso. De facto, todas as restantes unidades curriculares do curso de Contabilidade se encontram organizadas segundo moldes tradicionais de ensino. Dentro deste enquadramento parece-nos pois ser poss&iacute;vel compreender que a metodologia PBL da Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial se configure como um desafio imenso, sobretudo para os principais agentes envolvidos no processo: alunos e docentes. Em termos do presente estudo, o facto de alunos, graduados e docentes tenderem a comparar as suas experi&ecirc;ncias metodol&oacute;gicas tradicionais com a experi&ecirc;ncia PBL da Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial, constitui-se como uma oportunidade &iacute;mpar que acresce &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o a possibilidade de entendermos todas as opini&otilde;es reportadas na parte emp&iacute;rica, como ponderadas &agrave; luz da dualidade metodologias PBL <I>versus</I> metodologias tradicionais de ensino.    </P >    <P    ><I>As t&eacute;cnicas de recolha e tratamento de informa&ccedil;&atilde;o </I></P >    <P    >Tendo em aten&ccedil;&atilde;o o prop&oacute;sito do estudo e a multiplicidade de elementos a recolher, elegemos uma dupla postura qualitativa e quantitativa, de forma a possibilitar o aumento das possibilidades de apreens&atilde;o das quest&otilde;es e fen&oacute;menos em an&aacute;lise. No estudo emp&iacute;rico que desenvolvemos recorreu-se &agrave; t&eacute;cnica da entrevista junto dos docentes e entidades empregadoras, e &agrave; t&eacute;cnica do question&aacute;rio junto dos restantes participantes. Na observa&ccedil;&atilde;o dos dados obtidos utiliz&aacute;mos, igualmente, estrat&eacute;gias diversificadas: enquanto a abordagem qualitativa elege t&eacute;cnicas de an&aacute;lise de conte&uacute;do para o tratamento da informa&ccedil;&atilde;o recolhida, a abordagem quantitativa opta por um tratamento estat&iacute;stico dos inqu&eacute;ritos realizados.  </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Os gui&otilde;es das entrevistas semi-estruturadas realizadas aos docentes e empregadores foram delineados, fundamentalmente, com base na revis&atilde;o da literatura e a partir do objecto e objectivos espec&iacute;ficos formulados para a investiga&ccedil;&atilde;o. Reforce-se que na recolha de informa&ccedil;&atilde;o qualitativa, todas as entrevistas transferiram para o entrevistado um papel mais de informante do que de respondente, no sentido de que o mesmo foi livre de expressar factos e convic&ccedil;&otilde;es na sua pr&oacute;pria linguagem (Lessard-H&eacute;bert, Goyette, &amp; Boutin, 1997). Todas as entrevistas foram gravadas com o assentimento dos seus autores e as suas respostas examinadas com recurso ao <I>software</I> QSR NUD*IST (<I>Non-numerical Unstructured Data Indexing Searching and Theorizing</I>).</P >    <P    >Os question&aacute;rios propostos aos alunos e diplomados foram desenhados, de forma semelhante &agrave; das entrevistas, a partir do enquadramento te&oacute;rico revisto e do objecto e objectivos espec&iacute;ficos formulados. Em cada quest&atilde;o indagou-se se a metodologia PBL da Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial originou ou n&atilde;o originou altera&ccedil;&otilde;es nas compet&ecirc;ncias pessoais dos alunos. Encontrando-se as respostas pr&eacute;-orientadas numa escala de Likert de 5 pontos, incluindo uma possibilidade neutra, cada respondente teria de marcar aquela que mais se aproximava da sua forma de percepcionar as coisas. Todos os question&aacute;rios foram preparados para leitura &oacute;ptica e as respostas examinadas com recurso &agrave; estat&iacute;stica descritiva. O <I>software </I>utilizado foi o SPSS (<I>Statistical Package for Social Sciences</I>).</P >    <P    >A constru&ccedil;&atilde;o das amostras  </P >    <P    >Todas as amostras foram determinadas de uma forma intencional, utilizando-se como crit&eacute;rio primeiro, o de poderem dar cumprimento ao objecto de estudo.   </P >    <P    >Na selec&ccedil;&atilde;o dos docentes opt&aacute;mos por incluir todos aqueles com pelo menos quatro anos de experi&ecirc;ncia na disciplina, admitindo que colabora&ccedil;&otilde;es pontuais dispersas ao longo dos v&aacute;rios anos de funcionamento reverteriam perspectivas menos balizadas sobre o funcionamento metodol&oacute;gico da unidade curricular. Foram 14 as entrevistas realizadas. Procurando assegurar princ&iacute;pios de diversifica&ccedil;&atilde;o e de forma a garantir um panorama o mais completo poss&iacute;vel dos problemas e das situa&ccedil;&otilde;es que ocorrem no interior do grupo das entidades empregadoras, opt&aacute;mos por reter apenas entidades com diplomados do ISCA-UA a exercerem fun&ccedil;&otilde;es relacionadas com a &aacute;rea da contabilidade, mas espalhados por diversos departamentos. Esta escolha retornou cinco entidades, correspondendo a trinta e dois diplomados (vinte e tr&ecirc;s com frequ&ecirc;ncia da Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial e nove sem frequ&ecirc;ncia desta disciplina). </P >    <P    >No estudo envolvemos, ainda, todos os alunos inscritos na disciplina no momento em que foi realizada a parte emp&iacute;rica do trabalho, num total de 138 alunos. A taxa de retorno obtida foi de 96%. Tendo sido considerado importante a administra&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios a todos os diplomados pelo ISCA-UA com frequ&ecirc;ncia da unidade de Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial, foram considerados os 881 graduados presentes no processo desde o seu in&iacute;cio. Neste grupo, a taxa de retorno foi de 48%. </P >    <P   ><B>Resultados e discuss&atilde;o</B></P >    <P    >Neste ponto da nossa an&aacute;lise, tentamos dar conta de um conjunto de percep&ccedil;&otilde;es manifestadas pelos v&aacute;rios elementos das amostras em estudo, que conceptualizam as posi&ccedil;&otilde;es dos alunos, docentes, diplomados e entidades empregadoras face &agrave;s caracter&iacute;sticas das compet&ecirc;ncias dos alunos e graduados ao n&iacute;vel pessoal. Inclu&iacute;mos itens relativos &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o escrita e oral, &agrave; an&aacute;lise cr&iacute;tica, &agrave; gest&atilde;o de tempo, &agrave; planifica&ccedil;&atilde;o de tarefas, &agrave; capacidade de s&iacute;ntese, &agrave; criatividade, &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de objectivos, &agrave; fundamenta&ccedil;&atilde;o de decis&otilde;es, &agrave; capacidade de iniciativa, &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o pessoal, ao dinamismo e &agrave; metodologia de trabalho. Com a dimens&atilde;o respeitante &agrave;s compet&ecirc;ncias de auto-desenvolvimento, procuramos circunscrever um conjunto de asser&ccedil;&otilde;es sob a forma como os intervenientes auscultados, interpretam os modos como os processos de ensino-aprendizagem que utilizam metodologias PBL podem, eventualmente, interferir na estrutura&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias pessoais dos alunos e diplomados. </P >    <P   ><I>A perspectiva dos alunos  </I></P >    <P    >Os dados apresentados na Tabela 1 caracterizam o conjunto de respostas apuradas pelo inqu&eacute;rito aos alunos, permitindo tra&ccedil;ar um retrato aproximado relativo &agrave; reflex&atilde;o que os mesmos fazem acerca de poss&iacute;veis altera&ccedil;&otilde;es nas suas compet&ecirc;ncias pessoais, originadas pela metodologia PBL implementada na Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial.  </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P    >Tabela 1. Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos resultados percentuais dos alunos   </P >    <P   ><TABLE   border=1 cellspacing=1 cellpadding=1 ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   ><B>Grau de altera&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o altera&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias pessoais a n&iacute;vel</B></P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" ><B>Tend&ecirc;ncia  a diminuir</B></P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" ><b>N&atilde;o se alteraram</b></P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" ><b>Tend&ecirc;ncia a aumentar </b></P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >de comunica&ccedil;&atilde;o escrita</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >5.3</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >31.1</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="center" >63.6</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >de comunica&ccedil;&atilde;o oral</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >3.8</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >35.6</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >60.6</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da an&aacute;lise cr&iacute;tica</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >6.8</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >15.9</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >77.3</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da gest&atilde;o do tempo</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="center" >12.1</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >7.6</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >80.3</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da planifica&ccedil;&atilde;o de tarefas </P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >7.6</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >12.1</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >80.3</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da capacidade de s&iacute;ntese  </P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >3.1</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >26.5</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="center" >70.4</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da criatividade</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >4.6</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >25.8</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >69.6</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da defini&ccedil;&atilde;o de objectivos</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >6.1</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >26.7</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >67.2</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da fundamenta&ccedil;&atilde;o de decis&otilde;es </P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="center" >4.6</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >20.6</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >74.8</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da capacidade de iniciativa</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >4.5</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >21.4</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >74.1</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da organiza&ccedil;&atilde;o pessoal</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >9.1</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >31.1</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   align="center" >59.8</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >do dinamismo</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >2.3</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >23.1</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >74.6</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da metodologia de trabalho</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >3.0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >22.0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   align="center" >75.0</P ></TD ></TR ></TABLE ></P >     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Concentrando-se as respostas dos alunos em posi&ccedil;&otilde;es positivas face &agrave; tem&aacute;tica da influ&ecirc;ncia das aprendizagens no desenvolvimento das suas compet&ecirc;ncias pessoais, alguns itens parecem revelar uma maior converg&ecirc;ncia de posi&ccedil;&otilde;es. Assim, num primeiro n&iacute;vel de an&aacute;lise, &eacute; poss&iacute;vel detectar a influ&ecirc;ncia acentuadamente positiva das metodologias implementadas, em dois estados: no &acirc;mbito do planeamento e organiza&ccedil;&atilde;o (gest&atilde;o do tempo e planifica&ccedil;&atilde;o de tarefas); e no &acirc;mbito da constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento (an&aacute;lise cr&iacute;tica, capacidade de s&iacute;ntese, criatividade, fundamenta&ccedil;&atilde;o de decis&otilde;es, capacidade de iniciativa, dinamismo e metodologia de trabalho). Num segundo n&iacute;vel de an&aacute;lise, o estudo emp&iacute;rico aponta para o desenvolvimento, embora menos acentuado, de compet&ecirc;ncias relacionadas com a comunica&ccedil;&atilde;o (oral e escrita), com a organiza&ccedil;&atilde;o pessoal e a defini&ccedil;&atilde;o de objectivos. Se bem que os resultados tenham de ser analisados com prud&ecirc;ncia, uma hipot&eacute;tica interpreta&ccedil;&atilde;o para os menores valores obtidos (sobretudo nos tr&ecirc;s primeiros itens) poder&aacute; remeter-se para o facto de compet&ecirc;ncias relacionadas com a comunica&ccedil;&atilde;o e a organiza&ccedil;&atilde;o pessoal transitarem, mais directamente do que as restantes, das metodologias tradicionais de aprendizagem at&eacute; ent&atilde;o utilizadas pelos alunos. Na verdade, todo o percurso tradicional percorrido pelo aluno durante a sua escolaridade, sempre se apoiou, de uma forma geral, na comunica&ccedil;&atilde;o escrita e (eventualmente menos, mas tamb&eacute;m) na comunica&ccedil;&atilde;o oral. Por outro lado, a organiza&ccedil;&atilde;o pessoal, pela sua natureza, tamb&eacute;m foi sempre um elemento presente na escolaridade tradicional do aluno. </P >    <P    ><I>A perspectiva dos docentes</I></P >    <P    >Interessou-nos, igualmente, analisar se, do ponto de vista dos docentes, a metodologia PBL da Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial produz algum impacto nas compet&ecirc;ncias pessoais dos alunos. Nesta categoria, inclu&iacute;mos os seguintes itens: comunica&ccedil;&atilde;o oral e escrita, an&aacute;lise cr&iacute;tica, capacidade de s&iacute;ntese, criatividade, fundamenta&ccedil;&atilde;o de decis&otilde;es, capacidade de iniciativa, organiza&ccedil;&atilde;o pessoal, dinamismo, metodologia de trabalho, reflex&atilde;o e auto-estima e auto-confian&ccedil;a. Atrav&eacute;s da exposi&ccedil;&atilde;o detalhada dos resultados recolhidos, procur&aacute;mos compreender como &eacute; que os docentes percepcionam a possibilidade efectiva de mudan&ccedil;as ao n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias pessoais dos alunos. </P >    <P    >Relativamente &agrave; tem&aacute;tica da an&aacute;lise cr&iacute;tica, a quase totalidade dos entrevistados afirma que a metodologia utilizada permite aos alunos o desenvolvimento do pensamento cr&iacute;tico, numa perspectiva construtiva. </P >    <blockquote>    <P    >A atitude cr&iacute;tica deve ser fomentada. E como &eacute; que ela &eacute; fomentada? Quando o aluno aborda o docente orientador com alguma quest&atilde;o. Uma das formas de abordar essa quest&atilde;o &eacute; colocando algumas op&ccedil;&otilde;es, e deixando para o aluno, porque h&aacute; quest&otilde;es que t&ecirc;m v&aacute;rias op&ccedil;&otilde;es, deixando para o aluno a decis&atilde;o. Portanto, tem subjacente uma an&aacute;lise, uma an&aacute;lise cr&iacute;tica, pensada, e depois a decis&atilde;o parte dele. E o sentido cr&iacute;tico verifica-se porquanto, nas empresas onde v&atilde;o trabalhar, j&aacute; dizem “Isto n&atilde;o devia ser assim.” J&aacute; t&ecirc;m a capacidade para dizer que n&atilde;o devia ser assim mas devia ser assado. Portanto eles j&aacute; v&atilde;o com essa experi&ecirc;ncia adquirida. (Tutor F)</P ></blockquote>    <P    >Uma outra perspectiva referida por dois docentes &eacute; a ideia de que as diferentes opini&otilde;es manifestadas por estes n&atilde;o s&atilde;o um ponto fraco, mas sim uma mais-valia capaz de acrescentar capacidade anal&iacute;tica &agrave;s actividades dos alunos:</P >    <blockquote>    <P    >O orientador A orienta num determinado sentido, n&atilde;o quer dizer que d&ecirc; uma solu&ccedil;&atilde;o, mas orienta num determinado sentido. O orientador B orienta noutro sentido. Ora o aluno confrontado com estas duas solu&ccedil;&otilde;es, pensa: O professor A diz que &eacute; mais ou menos assim. O professor B deduz que &eacute; assado. Em que &eacute; que ficamos? E uma das cr&iacute;ticas que os alunos fazem &eacute; exactamente essa, n&atilde;o haver uniformidade de solu&ccedil;&otilde;es. Mas isso &eacute; exactamente como na realidade. &Eacute; mesmo assim. N&atilde;o deve ser encarado como um aspecto negativo, mas sim como a realidade. (Tutor F)</P ></blockquote>    <P    >Relativamente &agrave; fundamenta&ccedil;&atilde;o de decis&otilde;es observam-se, nos docentes, posi&ccedil;&otilde;es un&acirc;nimes: a metodologia PBL permite desenvolver no aluno a capacidade de alicer&ccedil;ar as resolu&ccedil;&otilde;es que vai tomando. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>    <P    >Eu costumo-lhes at&eacute; dizer voc&ecirc;s tenham a capacidade, e aqui &eacute; um bom momento para fazer esse exerc&iacute;cio, tenham a capacidade de filtrar a informa&ccedil;&atilde;o. Porque n&oacute;s no mercado de trabalho ouvimos, para uma mesma situa&ccedil;&atilde;o, diversas vers&otilde;es. E n&oacute;s temos de ter a capacidade de saber ouvir, de saber depois reflectir, ponderar e sermos n&oacute;s depois a tomarmos uma decis&atilde;o. E isso, esse conflito de ideias ocorre muitas vezes aqui na Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial, sem d&uacute;vida. (Tutor E)</P >    <P    >E, como n&atilde;o sabem perguntar, perguntam uma coisa a um e perguntam outra coisa a outro. E um responde uma coisa e outra responde outra. Diferentes. Ou mesmo em situa&ccedil;&otilde;es em que perguntam exactamente a mesma coisa mas os orientadores podem ter opini&otilde;es diferentes. Eles (os alunos), depois, &eacute; que t&ecirc;m que suportar a sua decis&atilde;o com base nas opini&otilde;es que tiveram. (Tutor N)</P ></blockquote>    <P    >Tamb&eacute;m em aspectos de organiza&ccedil;&atilde;o pessoal, os entrevistados indicam que a metodologia seguida na disciplina faculta mecanismos que se estendem para al&eacute;m da vida da escola: </P >    <blockquote>    <P    >Por exemplo, estou-me a lembrar da dificuldade que por vezes temos de na vida activa cumprir hor&aacute;rios de entrada, hor&aacute;rios de sa&iacute;da, permanecendo v&aacute;rias horas no nosso local de trabalho, e nisso a Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial d&aacute; esse contributo at&eacute; porque existem hor&aacute;rios pr&eacute;-definidos, existem hor&aacute;rios a cumprir quer em termos de trabalho quer em termos de cumprimento de obriga&ccedil;&otilde;es. (Tutor F).</P >    <P    >Sabem que t&ecirc;m as suas opera&ccedil;&otilde;es calendarizadas e que t&ecirc;m de trabalhar naquele sentido. Portanto eles v&atilde;o fazendo o planeamento. E eu tenho a impress&atilde;o que eles s&oacute; conseguem trabalhar se planearem o trabalho. N&atilde;o podem nas horas que t&ecirc;m o computador estar a pensar e nas horas que n&atilde;o t&ecirc;m o computador estarem com vontade de fazer os lan&ccedil;amentos, porque isso n&atilde;o &eacute; compat&iacute;vel. (Tutor W).</P ></blockquote>    <P    >Prolongando o aspecto da organiza&ccedil;&atilde;o pessoal, os docentes referem-se &agrave; prem&ecirc;ncia de uma metodologia de trabalho motivada pelo processo PBL: </P >    <blockquote>    <P    >Eles aqui, no ensino superior, desleixam-se um bocado e come&ccedil;am a trabalhar apenas quando se aproximam os exames. A Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial obriga-os a terem um trabalho constante e permanente. T&ecirc;m de trabalhar todos os dias. Um trabalho sempre permanente. E nesse aspecto suponho que alguma coisa lhes fica. (Tutor B)</P ></blockquote>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Dado o reduzido n&uacute;mero de docentes que abordaram os itens referentes &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o oral e escrita, &agrave; capacidade de s&iacute;ntese, &agrave; criatividade, &agrave; capacidade de iniciativa, ao dinamismo, &agrave; reflex&atilde;o e &agrave; auto-estima e &agrave; auto-confian&ccedil;a, optou-se por uma an&aacute;lise conjunta dos mesmos. Com base nas inten&ccedil;&otilde;es de resposta manifestadas, parece-nos n&atilde;o restarem d&uacute;vidas quanto &agrave; presen&ccedil;a, ao longo do funcionamento da disciplina, de v&aacute;rios momentos promotores de comunica&ccedil;&atilde;o oral e escrita. Este impacto &eacute; testemunhado pelos docentes como:</P >    <blockquote>    <P    >Em termos pessoais, porque obriga as pessoas a falarem com pessoas e quando n&oacute;s nos dirigimos &eacute; como na entrevista, temos que explicar aquilo que pretendemos, onde &eacute; que n&oacute;s queremos chegar e a forma de resolvermos esse problema. Portanto, em termos pessoais obriga a falar sobre um problema ou v&aacute;rios problemas com outras pessoas e, portanto a partilhar a informa&ccedil;&atilde;o com outras pessoas. (Tutor L)</P ></blockquote>    <P    >Tal como descrito na literatura (e.g. Kirschner, Vilsteren, Hummel, &amp; Wigman, 1997) os docentes entrevistados afirmam que a metodologia cria, de facto, mecanismos de s&iacute;ntese no aluno, de modo a permitir-lhe o manipular da enorme quantidade de informa&ccedil;&atilde;o com que &eacute; diariamente confrontado.  </P >    <blockquote>Eles t&ecirc;m que sintetizar tudo aquilo que foram fazendo at&eacute; ao final da Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial. Portanto eles no final devem saber fazer sempre uma s&iacute;ntese daquilo que se passou ao longo do semestre. (Tutor N)</blockquote>    <P    >Dentro do auto-desenvolvimento, os docentes entrevistados afirmam ser poss&iacute;vel aos estudantes colher, na metodologia, compet&ecirc;ncias relativas &agrave; criatividade, &agrave; capacidade de iniciativa e ao dinamismo. Estes aspectos s&atilde;o claramente identificados nas palavras seguintes:</P ><blockquote    >Ali&aacute;s, um dos itens da avalia&ccedil;&atilde;o, das componentes de avalia&ccedil;&atilde;o, &eacute; precisamente a capacidade de iniciativa. Portanto a coordena&ccedil;&atilde;o lan&ccedil;a as opera&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m tem que as elaborar, e depois existem aquelas opera&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o da iniciativa do aluno e que s&atilde;o valorizadas. E isso &eacute; incutido ao aluno. E eles t&ecirc;m, n&atilde;o &eacute; s&oacute; nas opera&ccedil;&otilde;es, t&ecirc;m de mostrar constantemente a capacidade de iniciativa. De fazer coisas, n&atilde;o &eacute;? Porque ningu&eacute;m faz por eles. Se eles n&atilde;o trabalharem o projecto deles n&atilde;o funciona. Portanto eles t&ecirc;m que ter iniciativa. Muita ou pouca, t&ecirc;m que ter iniciativa. (Tutor E)</blockquote >    <P    >Esta participa&ccedil;&atilde;o activa dos alunos na constru&ccedil;&atilde;o das suas aprendizagens &eacute;, igualmente, acompanhada de um potencial reflexivo. De facto, os docentes s&atilde;o un&acirc;nimes em sublinhar que a metodologia constituiu um instrumento importante neste processo. O curto per&iacute;odo de tempo de funcionamento da disciplina pode, no entanto, n&atilde;o permitir uma capta&ccedil;&atilde;o mais profunda desta compet&ecirc;ncia:</P ><blockquote    >A Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial est&aacute; constru&iacute;da para desenvolver essa capacidade de reflex&atilde;o. O que eu creio muitas vezes, &eacute; que a envolv&ecirc;ncia &eacute; tal que muitas vezes o tempo de reflex&atilde;o que se impunha para algumas quest&otilde;es em particular, n&atilde;o &eacute; insuficiente, mas implica uma maior urg&ecirc;ncia da parte deles, deixando esse aspecto menos vincado. Mas sobretudo em termos de experi&ecirc;ncia futura e aquilo que deve ficar &eacute; a reflex&atilde;o do que a metodologia lhes deixou. (Tutor L)</blockquote >    <P    >Na perspectiva de um dos docentes, acresce ainda o facto da Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial prover o estudante com compet&ecirc;ncias de auto-estima e auto-confian&ccedil;a, capaz de o tornar mais apto a prosseguir uma carreira profissional:</P ><blockquote    >Eu penso que disciplina o que permite aos nossos alunos &eacute;, aumentar-lhes o n&iacute;vel de auto-estima e de auto-confian&ccedil;a. Acho que este &eacute; um aspecto talvez fundamental. (Tutor H)</blockquote >    <P    >Particularmente interessante nos parece a sugest&atilde;o, do mesmo docente, no sentido de se avaliar o n&uacute;mero de diplomados que optam por iniciar uma carreira profissional por conta pr&oacute;pria. Sendo claro que tal op&ccedil;&atilde;o passa, necessariamente, por um conjunto de pressupostos exteriores, ele afirma que:</P ><blockquote    >Mas, a ideia que eu tinha, a hip&oacute;tese de trabalho que eu colocaria era “Com a Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial tivemos muito mais alunos que iniciaram uma carreira por conta pr&oacute;pria. Eles iniciaram, do meu ponto de vista, uma actividade por conta pr&oacute;pria, porque a Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial lhes deu precisamente aquele n&iacute;vel de confian&ccedil;a e de contacto com a realidade que os habilita a encarar o mundo do trabalho com outro esp&iacute;rito. Com um esp&iacute;rito mais positivo, mais ganhador” (Tutor H)</blockquote >    <P    > Esta op&ccedil;&atilde;o manifestada pelos docentes parece entender a metodologia como um processo din&acirc;mico capaz de incentivar oportunidades de neg&oacute;cio entre os diplomados. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    ><I>A perspectiva dos diplomados  </I></P >    <P    >As an&aacute;lises estat&iacute;sticas, realizadas sobre o conjunto dos dados recolhidos junto dos diplomados, procuraram analisar a perspectiva destes quanto ao grau de altera&ccedil;&atilde;o das suas compet&ecirc;ncias pessoais, por for&ccedil;a da metodologia seguida na disciplina. Os dados apresentados na Tabela 2, caracterizam o conjunto de respostas obtidas.</P >     <P>&nbsp;</P>     <P    >Tabela 2. Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos resultados percentuais dos diplomados   </P >    <p  ><TABLE   border=1 cellspacing=1 cellpadding=1 ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   ><B>Grau de altera&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o altera&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias pessoais a n&iacute;vel</B></P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   ><b>Tend&ecirc;ncia a diminuir</b></P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   ><b>N&atilde;o se alteraram</b></P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   ><b>Tend&ecirc;ncia a aumentar</b> </P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >de comunica&ccedil;&atilde;o escrita</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >2.4</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >46.0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >51.6</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >de comunica&ccedil;&atilde;o oral</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >1.2</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >36.7</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >62.1</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da an&aacute;lise cr&iacute;tica</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >1.4</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >18.8</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >79.8</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da gest&atilde;o do tempo</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >3.1</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >14.7</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >82.2</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da planifica&ccedil;&atilde;o de tarefas </P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >2.6</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >14.0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >83.4</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da capacidade de s&iacute;ntese  </P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >2.4</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >32.5</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >65.1</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da criatividade</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >2.1</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >34.5</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >63.4</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da defini&ccedil;&atilde;o de objectivos</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >1.7</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >22.4</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >75.9</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da fundamenta&ccedil;&atilde;o de decis&otilde;es </P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >1.9</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >19.1</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >79.0</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da capacidade de iniciativa</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >2.1</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >25.4</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >72.5</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da organiza&ccedil;&atilde;o pessoal</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >1.4</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >33.4</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >65.2</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >do dinamismo</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >1.7</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >30.6</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >67.7</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD><TD    valign="top" ></TD></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >da metodologia de trabalho</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >1.6</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >20.6</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >77.8</P ></TD ></TR ></TABLE ></P >     <p>&nbsp;</p>     <P    >A an&aacute;lise do conjunto de itens que integram o bloco das compet&ecirc;ncias pessoais permite-nos, em termos gerais, sublinhar a tend&ecirc;ncia positiva manifestada pelos diplomados sobre a possibilidade de registo de altera&ccedil;&otilde;es, originadas pela metodologia PBL seguida na Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial. O tratamento estat&iacute;stico descritivo, para al&eacute;m de permitir identificar alguns temas mais relevantes em fun&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos, induz hipot&eacute;ticas interpreta&ccedil;&otilde;es em fun&ccedil;&atilde;o da configura&ccedil;&atilde;o das respostas dos sujeitos.  </P >    <P    >Apesar de um certo optimismo, torna-se clara a exist&ecirc;ncia de diferentes valoriza&ccedil;&otilde;es dos itens em an&aacute;lise, podendo-se, de alguma forma, hierarquizar dois perfis de resposta distintos. A an&aacute;lise da tabela permite verificar um perfil marcadamente positivo, que engloba a an&aacute;lise cr&iacute;tica, a gest&atilde;o do tempo, a planifica&ccedil;&atilde;o de tarefas, a defini&ccedil;&atilde;o de objectivos, a fundamenta&ccedil;&atilde;o de decis&otilde;es, a capacidade de iniciativa e a metodologia de trabalho. No entanto, existe outra matiz nas opini&otilde;es dos diplomados. Neste segundo perfil, &eacute; poss&iacute;vel detectar posi&ccedil;&otilde;es mais moderadas que, &eacute; certo, continuam a expressar a percep&ccedil;&atilde;o de que existe uma tend&ecirc;ncia positiva que promove a comunica&ccedil;&atilde;o oral e escrita, a capacidade de s&iacute;ntese, a criatividade, a organiza&ccedil;&atilde;o pessoal e o dinamismo. Em particular, realce-se o ju&iacute;zo dos graduados, no item relativo &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o escrita, onde dividem as opini&otilde;es entre uma avalia&ccedil;&atilde;o neutra e uma avalia&ccedil;&atilde;o positiva fraca.  </P >    <P    ><I>A perspectiva das entidades empregadoras</I></P >    <P    >Com as entrevistas aos empregadores pretendemos perspectivar um conjunto de quest&otilde;es relativas &agrave;s compet&ecirc;ncias pessoais dos diplomados. Para melhor podermos circunscrever as mudan&ccedil;as a este n&iacute;vel, passamos a descrever os resultados extra&iacute;dos das unidades de sentido associadas aos itens abordados pelas entidades, sendo que apenas foram referenciados por estas os itens fundamenta&ccedil;&atilde;o de decis&otilde;es, organiza&ccedil;&atilde;o pessoal e auto-estima e auto-confian&ccedil;a.</P >    <P    >Na opini&atilde;o de todos os empregadores entrevistados, a Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial possibilita, aos graduados, o desenvolvimento da capacidade de fundamenta&ccedil;&atilde;o de decis&otilde;es, balizada n&atilde;o s&oacute; por conceitos te&oacute;ricos, mas tamb&eacute;m por aspectos pr&aacute;ticos j&aacute; vivenciados. Eis um exemplo destes testemunhos:</P >    <blockquote>    Quando normalmente eles chegam aqui, e tomando em considera&ccedil;&atilde;o o ter ou n&atilde;o ter a Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial, nota-se nos primeiros tempos, quando formulam alguma quest&atilde;o, quando tentam desenvolver alguma opini&atilde;o, que a fundamenta&ccedil;&atilde;o que trazem e n&atilde;o tendo a Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial, &eacute; uma fundamenta&ccedil;&atilde;o mais te&oacute;rica e talvez menos elaborada. Com a Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial penso que conseguem desenvolver quest&otilde;es que, embora em termos te&oacute;ricos estejam ao n&iacute;vel do que estariam se n&atilde;o tivessem a disciplina, mas conseguem trazer uma vers&atilde;o pr&aacute;tica nem que seja dizer “Eu fiz isto j&aacute;!” “ Eu j&aacute; tive esta experi&ecirc;ncia pr&aacute;tica. Eu contabilizei, eu fiz este determinado movimento, eu fiz esta determinada situa&ccedil;&atilde;o e j&aacute; fiz em termos pr&aacute;ticos”. Coisa que n&atilde;o acontecia, como &eacute; &oacute;bvio porque n&atilde;o tinha essa componente pr&aacute;tica. (Entidade C)</blockquote  >Com esta base, os diplomados que frequentaram a unidade curricular de Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial apresentam-se, assim, mais valorizados e reconhecidos profissionalmente, ao conseguirem atingir certos patamares da profiss&atilde;o em compara&ccedil;&atilde;o com outros colegas que n&atilde;o frequentaram a disciplina.</P ><blockquote    >Ou seja, muitas da vezes eles quando entram, pelo menos conseguem logo nos primeiros tempos, chegar a um determinado ponto onde normalmente s&oacute; chegariam passados tr&ecirc;s ou quatro meses depois. (Entidade C)</blockquote >    <P    >Observando o sentido das respostas, de um modo geral, os empregadores n&atilde;o reconhecem a organiza&ccedil;&atilde;o pessoal como uma compet&ecirc;ncia enaltecida pela frequ&ecirc;ncia da disciplina de Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial. </P ><blockquote    >Agora dizer se o diplomado traz essa melhor coordena&ccedil;&atilde;o de meios, de gest&atilde;o de tempos, n&atilde;o lhe consigo dar uma resposta concreta. (Entidade C)</blockquote >    <P    >No que respeita &agrave; auto-estima e auto-confian&ccedil;a, apenas um dos empregadores abordou o tema, garantindo que a experi&ecirc;ncia adquirida na Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial, ao proporcionar mais prepara&ccedil;&atilde;o, torna os diplomados mais confiantes e seguros das suas ac&ccedil;&otilde;es.</P ><blockquote    >E nesse sentido, acho que quando as pessoas chegam se sentem mais preparadas, mais din&acirc;micas, com maiores conhecimentos te&oacute;ricos que tinham sido j&aacute; consolidados na pr&aacute;tica. E tamb&eacute;m que as pessoas se sentem mais confiantes nelas pr&oacute;prias e no trabalho por elas desenvolvido. E d&aacute;-lhes mais seguran&ccedil;a para eles pr&oacute;prios decidirem. (Entidade D)</blockquote >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >A mesma entidade empregadora vai ao encontro das opini&otilde;es manifestadas por alguns dos docentes, de que a frequ&ecirc;ncia da disciplina &eacute; uma mais-valia em termos de capacidade de assumir uma atitude positiva. </P ><blockquote    >Eu acho que, acima de tudo, preparam essas mesmas pessoas para chegarem e para vencerem. (Entidade D)</blockquote >    <P    >Um aspecto que nos parece particularmente digno de ser referido prende-se com o facto de todos os empregadores entrevistados terem conhecimento da exist&ecirc;ncia da disciplina de Simula&ccedil;&atilde;o Empresarial do ISCA-UA, facto este que parece revelar a aten&ccedil;&atilde;o que &eacute; dada &agrave;s escolas formadoras de graduados no &acirc;mbito das necessidades das empresas.</P >    <P   ><B>Conclus&otilde;es </B></P >    <P    >O presente trabalho investiga os modos de express&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o de metodologias PBL ao n&iacute;vel das compet&ecirc;ncias pessoais dos alunos e graduados do ensino superior. N&atilde;o &eacute; nosso intento universalizar resultados. De facto, os dados que analis&aacute;mos n&atilde;o o permitem. Contudo, alicer&ccedil;ados nos indicadores que examin&aacute;mos &eacute; poss&iacute;vel, desde j&aacute;, concluir que as metodologias de ensino-aprendizagem baseadas em modelos PBL, validam algumas proposi&ccedil;&otilde;es conceptuais da produ&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica j&aacute; existente sobre esta tem&aacute;tica. No entanto, outras h&aacute; que n&atilde;o parecem ser corroboradas pelos resultados pr&aacute;ticos alcan&ccedil;ados. Com base nalgumas reflex&otilde;es que fomos estabelecendo, &eacute; poss&iacute;vel ponderar novas perspectivas capazes de contribu&iacute;rem para a activa&ccedil;&atilde;o de um debate em torno da din&acirc;mica de compet&ecirc;ncias de auto-desenvolvimento, associadas &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de metodologias PBL. Assim, apesar de, teoricamente, a investiga&ccedil;&atilde;o revelar que as metodologias em estudo tendem a afectar o perfil pessoal dos estudantes, n&atilde;o se revela totalmente clara a forma como tais altera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o percepcionadas pelos v&aacute;rios agentes envolvidos no processo educativo (alunos, docentes, diplomados e empregadores). Tal como foi observado, identific&aacute;mos duas tend&ecirc;ncias nas percep&ccedil;&otilde;es manifestadas pelos entrevistados e inquiridos. </P >    <P    >Por um lado, os resultados conseguidos com o grupo constitu&iacute;do pelos alunos, os diplomados e os docentes conduzem-nos a sustentar que as metodologias em an&aacute;lise contribuem para o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias pessoais, essencialmente ao n&iacute;vel da utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos (gest&atilde;o, planifica&ccedil;&atilde;o e metodologia de trabalho) e da constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento (an&aacute;lise cr&iacute;tica, fundamenta&ccedil;&atilde;o de decis&otilde;es e capacidade de iniciativa). Tais especificidades identificam-se, eventualmente, com as caracter&iacute;sticas do perfil do graduado que utilizou uma metodologia PBL na sua forma&ccedil;&atilde;o, conforme referem Albanese (1993), Barrows (1999) e Kolmos (1996). Outra das conclus&otilde;es do estudo &eacute; a de que as capacidades de comunica&ccedil;&atilde;o (oral e escrita) surgem bastante menos valorizadas, quando comparadas com os restantes itens de auto-desenvolvimento. Porventura, uma justifica&ccedil;&atilde;o poder&aacute; encontrar-se no facto das metodologias tradicionais explorarem j&aacute;, estas vertentes. Numa outra perspectiva, a circunst&acirc;ncia de os docentes poderem n&atilde;o indicar solu&ccedil;&otilde;es uniformes contribui, do mesmo modo, para incentivar o debate de opini&otilde;es entre os alunos. Neste sentido, parece que a discuss&atilde;o de ideias que muitas vezes ocorre tem subjacente uma metodologia que aumenta, significativamente, o poder argumentativo dos alunos, apesar de estes parecerem desenvolver atitudes mais confort&aacute;veis em ambientes de cariz mais tradicional. Sublinhe-se, igualmente, o facto de os docentes terem problematizado a op&ccedil;&atilde;o sobre a possibilidade de estabelecimento de uma carreira profissional por conta pr&oacute;pria (empreendedorismo). Em certa medida, este aspecto reconhece &agrave;s metodologias a capacidade de incrementar a auto-estima e auto-confian&ccedil;a nos alunos, podendo, em conjunto com diversos outros factores, contribuir para a assun&ccedil;&atilde;o da ideia de cria&ccedil;&atilde;o de empresas na &aacute;rea. Dado o facto de a literatura n&atilde;o abordar tal situa&ccedil;&atilde;o, parece-nos poss&iacute;vel sustentar a possibilidade de inserir nas teorias existentes, a l&oacute;gica do empreendedorismo, motivada pelas novas metodologias aqui em estudo. </P >    <P    >Por outro lado, a percep&ccedil;&atilde;o manifestada pelo grupo das entidades empregadoras, no entanto, parece n&atilde;o reconhecer, pelo menos t&atilde;o acentuadamente, o impacto destas metodologias ao n&iacute;vel do desenvolvimento pessoal dos formandos. Por uma via, encontramos um tom de discurso que valoriza a metodologia como potenciadora de fundamenta&ccedil;&otilde;es mais consistentes, real&ccedil;adas pelas experi&ecirc;ncias pr&aacute;ticas vividas pelos alunos. O mesmo tom positivo &eacute; manifestado nos itens referentes a atitudes de posturas mais confiantes e de maior seguran&ccedil;a. No entanto, &eacute; poss&iacute;vel detectar uma persistente tend&ecirc;ncia dos empregadores em n&atilde;o reconhecerem a metodologia PBL como respons&aacute;vel, pelo menos de forma directa, por uma melhoria de compet&ecirc;ncias pessoais dos diplomados. </P >    <P    >Estes factos levam-nos a concluir que tais modelos metodol&oacute;gicos que sustentam altera&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel pessoal dos alunos s&atilde;o demasiado simplistas, pelo que, em nossa opini&atilde;o, n&atilde;o &eacute; razo&aacute;vel generalizar esta problem&aacute;tica, pelo menos no que respeita aos empregadores. </P >    <P    >Os resultados conseguidos com a an&aacute;lise dos dados suscitam, igualmente, algumas reflex&otilde;es mais laterais. Uma poss&iacute;vel considera&ccedil;&atilde;o passa por entender que uma estrat&eacute;gia que potencialmente favorece o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias pessoais, n&atilde;o tem o mesmo efeito sobre todos os alunos ou contextos. Uma outra pondera&ccedil;&atilde;o se nos afigura pertinente. Se, como referido pelo European Centre for the Development of Vocational Training (2010), as previs&otilde;es de empregabilidade para a Europa em 2020 apontam para oitenta milh&otilde;es de postos de trabalho, a quest&atilde;o de fundo que se levanta &eacute; a de perceber que tipo de compet&ecirc;ncias ser&atilde;o necess&aacute;rias para que estes lugares sejam preenchidos de acordo com as necessidades dos empregadores. Neste registo, um dos nossos desassossegos prende-se com o saber como poderemos assegurar a identifica&ccedil;&atilde;o precoce das compet&ecirc;ncias que assegurem as necessidades de um mercado de trabalho multifacetado. Simultaneamente, reflectimos sobre a necessidade de abrir os mundos da educa&ccedil;&atilde;o e da forma&ccedil;&atilde;o, nomeadamente a n&iacute;vel superior, tornando-os mais reactivos &agrave;s necessidades de aprendentes e empregadores, atrav&eacute;s do desenvolvimento de compet&ecirc;ncias relevantes centradas em estudos e resultados concretos. Por&eacute;m, e atendendo ao papel das IES enquanto difusoras de cultura, importa analisar com cuidado o aspecto do equil&iacute;brio entre a conceitualiza&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e a aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica da mesma. Estamos, assim, perante a press&atilde;o de algum exerc&iacute;cio de flexibilidade ao n&iacute;vel da gest&atilde;o de compet&ecirc;ncias n&atilde;o s&oacute; a n&iacute;vel profissional mas, mais intensamente, a n&iacute;vel n&atilde;o cognitivo e, em particular, pessoal. Porque, modernizar para ir de encontro a estes novos desafios colocar&aacute; uma press&atilde;o consider&aacute;vel sobre os actuais sistemas de educa&ccedil;&atilde;o e de forma&ccedil;&atilde;o, especialmente nos pa&iacute;ses em desenvolvimento.</P >     <P    >&nbsp;</P >     <P    ><B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</B></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P    >Albanese, M. A., &amp; Mitchell, S. (1993). Problem-based learning: a review of literature on its outcomes and implementation issues. <I>Journal of the Association of American Medical Colleges, </I><I>68</I>(1), 52-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S1645-7250201100010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <!-- ref --><P    >Ara&uacute;jo, U. F., &amp; Sastre, G. (2009). <I>Aprendizagem baseada em problemas</I>. S&atilde;o Paulo: Summus Editorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000215&pid=S1645-7250201100010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <!-- ref --><P    >Barnett, R., &amp; Scott, P. E. (1999). Reconfiguring University. <I>Higher Education Re-formed, 1</I>(2), 114-130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S1645-7250201100010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <!-- ref --><P    >Barrows, H. S. (1999). A taxonomy of problem-based learning methods. In J. Rankin (Ed.), <I>Hand</I><I></I><I>book on problem-based learning. </I>(pp. 19-26). New York: Forbes Custom Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S1645-7250201100010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <!-- ref --><P    >Barrows, H. S., &amp; Tamblyn, R. M. (1980). <I>Problem-based learning. An approach to medical educa</I><I></I><I>tion</I>. New York: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S1645-7250201100010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P    >Bell, J. (1998). <I>Como realizar um projecto de investiga&ccedil;&atilde;o: um guia para a pesquisa em ci&ecirc;ncias </I><I>sociais e educa&ccedil;&atilde;o</I>. Lisboa: Gradiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S1645-7250201100010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <!-- ref --><P    >Breton, G. (1999). Some empirical evidence on the superiority of problem-based learning (PBL) method. <I>Accounting Education, 8</I>(1), 1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S1645-7250201100010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <!-- ref --><P    >CEDEFOP. (2010). Jobs in Europe to become more knowledge and skills intensive.   Retirado em 01/06/2010, do CEDEFOP (European Centre for the Development of Vocational Training) no World Wide Web: <a href="http://www.cedefop.europa.eu/EN/Files/9021_en.pdf" target="_blank">http://www.cedefop.europa.eu/EN/Files/9021_en.pdf</a></P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000227&pid=S1645-7250201100010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P    >International Commission on Education for the Twenty-first Century. (1996). <I>Learning: the tre</I><I></I><I>sure within</I>. 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Reflections on project work and problem-based learning. <I>European Journal </I><I>of Engineering Education, 21</I>(2), 141-148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000232&pid=S1645-7250201100010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <!-- ref --><P    >Lessard-H&eacute;bert, M., Goyette, G., &amp; Boutin, G. (1997). <I>Recherche qualitative: fondements et prati</I><I></I><I>ques</I>. Montr&eacute;al: DeBoeck Universit&eacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000234&pid=S1645-7250201100010001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</P >    <!-- ref --><P    >Lima, L. (1997). O paradigma da educa&ccedil;&atilde;o cont&aacute;bil: pol&iacute;ticas educativas e perspectivas gerencialistas no Ensino Superior em Portugal. <I>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o, 4</I>, 43-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000236&pid=S1645-7250201100010001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <!-- ref --><P    >Maclellan, E. (2008). The significance of motivation in student-centred learning: a reflective case study. <I>Teaching in Higher Education, 13</I>(4), 411-421.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000238&pid=S1645-7250201100010001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <P    >Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. (1979). Decreto-Lei 513-T/79. <I>Define a rede de estabelecimentos de </I><I>ensino superior polit&eacute;cnico, D.R. I S&eacute;rie </I>(296), 3350-(3360) - 3350-(3364).</P >    <P    >Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o Nacional. (1973). Decreto-Lei 402/73. <I>Cria novas Universidades, Institu</I><I></I><I>tos Polit&eacute;cnicos e Escolas Normais Superiores, D. R. I. S&eacute;rie </I>(188), 1401-1406.</P >    <!-- ref --><P    >Musal, B., Taskiran, C., &amp; Kelson, A. (2003). 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Close encounters of the uncertain kind: reflections on doing problem-based learning (PBL) for the first time. <I>Reflective Practice, 9</I>(2), 197-206.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000243&pid=S1645-7250201100010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <!-- ref --><P    >N&oacute;voa, A. (2009). <I>Professores: imagens do futuro presente</I>. Lisboa: Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000245&pid=S1645-7250201100010001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <!-- ref --><P    >Papinczack, T. (2009). Are deep strategic learners better suited to PBL? A preliminary study. <I>Advances in Health Sciences Education, 14</I>, 337-353.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000247&pid=S1645-7250201100010001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <!-- ref --><P    >Pardal, L. C. E. (1995). <I>M&eacute;todos e t&eacute;cnicas de investiga&ccedil;&atilde;o social</I>. Porto: Areal Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000249&pid=S1645-7250201100010001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <!-- ref --><P    >Radloff, A., de la Harpe, B., Dalton, H., Thomas, J., &amp; Lawson, A. (2008). <I>Assessing graduate at</I><I></I><I>tributes: engaging academic staff and their students.</I> Refereed proceedings at the 2009 ATN Assessment Conference, Adelaid, Australia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000251&pid=S1645-7250201100010001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P    >Rose, H., Allan, G., &amp; Skinner, C. (1993) <I>Case studies</I>. London: The Falmer Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000253&pid=S1645-7250201100010001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <!-- ref --><P    >Scott, P. (1997). <I>The postmodern university?: contested visions of higher education in society. An</I><I></I><I>thony Smith &amp; Frank Webster</I>. Buckingham: Society for Research into Higher Education.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000255&pid=S1645-7250201100010001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <!-- ref --><P    >Tate, S. L., &amp; Grein, B. M. (2009). That’s the way the cookie crumbles: an attribute sampling application. <I>Accounting Education, 18</I>(2), 159-181.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000257&pid=S1645-7250201100010001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <!-- ref --><P    >Yin, R. (1994). <I>Case study research. Design and methods</I>. Thousand Oaks: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000259&pid=S1645-7250201100010001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     ]]></body><back>
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