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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Uma Análise da Satisfação e da Motivação dos Docentes no Ensino Superior Português]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The academic staff is a key resource within higher education institutions and therefore it has a major role in achieving the objectives of the institution. Job satisfaction is important in revitalizing staff motivation and in keeping their enthusiasm alive. The literature reveals that the concept of job satisfaction is composed of a complex set of variables that interact in myriad ways. Naive and simplistic explanations of job satisfaction abound in all sectors. The most typical is the mistaken belief that pay incentives alone will create effective levels of motivation and thus, overall job satisfaction. There are intrinsic variables related to personal growth and development, and extrinsic factors associated with safety in the workplace. There is also ample and somewhat obvious evidence that job satisfaction is related to employee motivation. Although several studies have been performed worldwide, very little is known in the context of higher education in Portugal on this issue. This paper presents an ongoing study in Portugal - PTDC/ESC/67784/2006 - An Examination of Academic Job Satisfaction and Motivation in Portuguese Higher Education (ESMAESP), funded by the Foundation for Science and Technology, which aims to identify factors that relate with satisfaction and motivation of academic staff.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Satisfação no trabalho]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Uma An&aacute;lise da Satisfa&ccedil;&atilde;o e da Motiva&ccedil;&atilde;o    dos Docentes no Ensino Superior Portugu&ecirc;s</B></p>     <P    >&nbsp;</P >     <P    ><b>Maria de Lourdes Machado</b>*, <b>Virg&iacute;lio Meira Soares</b>**, <b>Rui    Brites</b>***, <b>Jos&eacute; Brites Ferreira</b>****, <b>Minoo Farhangmehr</b>*****,    <b>Od&iacute;lia Gouveia</b>******</P >     <P    ><B>*</B> Professora Investigadora do CIPES. <a href="mailto:lmachado@netcabo.pt">lmachado@netcabo.pt</a></P >     <P    ><B>**</B> Professor da Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Universidade de Lisboa.    Investigador do CIPES.</P >     <P    ><B>***</B> Professor do ISCTE. Investigador do Business School - Instituto Universit&aacute;rio    de Lisboa.</P >     <P    ><B>****</B> Professor da Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncias    Sociais/ Instituto Polit&eacute;cnico deLeiria. Investigador do CIPES.</P >     <P    ><B>***** </B>Professor da Escola de Economia e Gest&atilde;o da Universidade    do Minho.</P >     <P    ><B>******</B> Investigadora do CIPES.</P >     <P    >&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    ><b>Resumo</b></P >     <P    >O pessoal docente &eacute; um recurso fundamental nas institui&ccedil;&otilde;es    de ensino superior tendo um papel determinante na prossecu&ccedil;&atilde;o    dos objectivos da institui&ccedil;&atilde;o. A satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho    &eacute; importante na revitaliza&ccedil;&atilde;o da motiva&ccedil;&atilde;o    dos docentes e manter vivo o seu entusiasmo. A literatura revela que o conceito    de satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho &eacute; constitu&iacute;do por um conjunto    complexo de vari&aacute;veis que interagem numa mir&iacute;ade de formas. Explica&ccedil;&otilde;es    simplistas e ing&eacute;nuas da satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho abundam    em todos os sectores de actividade. A mais t&iacute;pica &eacute; a cren&ccedil;a    err&oacute;nea de que os incentivos remunerat&oacute;rios <I>per se</I> criar&atilde;o    n&iacute;veis de motiva&ccedil;&atilde;o efectivos e, como tal, satisfa&ccedil;&atilde;o    global no trabalho. Existem vari&aacute;veis intr&iacute;nsecas relacionadas    com o crescimento e desenvolvimento pessoal, e factores extr&iacute;nsecos associados    &agrave; seguran&ccedil;a no ambiente de trabalho. Existe tamb&eacute;m uma    evid&ecirc;ncia ampla e bastante &oacute;bvia de que a satisfa&ccedil;&atilde;o    profissional est&aacute; relacionada com a motiva&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores.    Embora se tenham realizado diversos estudos a n&iacute;vel mundial, muito pouco    &eacute; conhecido no contexto do ensino superior em Portugal sobre esta tem&aacute;tica.    Este artigo apresenta um estudo em curso em Portugal - <I>PTDC/ESC/67784/2006    </I><I>– Estudo da Satisfa&ccedil;&atilde;o e Motiva&ccedil;&atilde;o dos Acad&eacute;micos    no Ensino Superior Portu</I><I></I><I>gu&ecirc;s (ESMAESP)</I>, financiado pela    Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, que visa identificar    os factores que se relacionam com a satisfa&ccedil;&atilde;o e a motiva&ccedil;&atilde;o    do pessoal docente. </P >     <P    ><B>Palavras-Chave:</B> Satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho; motiva&ccedil;&atilde;o;    docentes; ensino superior.</P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   ><b>Analysis of Satisfaction and Motivation of Academic Staff in Portuguese Higher    Education</b> </P >     <P   > The academic staff is a key resource within higher education institutions and    therefore it has a major role in achieving the objectives of the institution.    Job satisfaction is important in revitalizing staff motivation and in keeping    their enthusiasm alive. The literature reveals that the concept of job satisfaction    is composed of a complex set of variables that interact in myriad ways. Naive    and simplistic explanations of job satisfaction abound in all sectors. The most    typical is the mistaken belief that pay incentives alone will create effective    levels of motivation and thus, overall job satisfaction. There are intrinsic    variables related to personal growth and development, and extrinsic factors    associated with safety in the workplace. There is also ample and somewhat obvious    evidence that job satisfaction is related to employee motivation. Although several    studies have been performed worldwide, very little is known in the context of    higher education in Portugal on this issue. This paper presents an ongoing study    in Portugal - PTDC/ESC/67784/2006 &ndash; An Examination of Academic Job Satisfaction    and Motivation in Portuguese Higher Education (ESMAESP), funded by the Foundation    for Science and Technology, which aims to identify factors that relate with    satisfaction and motivation of academic staff.</P >     <P   ><b>Keywords</b>: job satisfaction; motivation; academic staff; higher education.  </P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   ><B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B></P >     <P    >O corpo docente tem um papel importante na prossecu&ccedil;&atilde;o dos objectivos    da institui&ccedil;&atilde;o. A centralidade do papel do docente faz dele um    escultor fundamental da cultura institucional. O desempenho do pessoal docente    como professores e investigadores tem impacto na aprendizagem dos alunos, podendo    determinar o sucesso dos estudantes. Assim, a contribui&ccedil;&atilde;o do    pessoal docente na institui&ccedil;&atilde;o de ensino superior tem implica&ccedil;&otilde;es    na qualidade da institui&ccedil;&atilde;o (Altbach, 2003; Enders, 1999; Teichler,    2009).</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Existem contudo tend&ecirc;ncias globais com impacto nos docentes e nas institui&ccedil;&otilde;es    de ensino superior nomeadamente a massifica&ccedil;&atilde;o, os controlos de    gest&atilde;o e a deteriora&ccedil;&atilde;o do apoio financeiro. Por outro    lado diversos factores podem minar o empenhamento dos acad&eacute;micos relativamente    &agrave;s suas institui&ccedil;&otilde;es e carreiras (Altbach, 1999; Machado-Taylor    et al., 2010).</P >     <P    >A satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho &eacute; uma quest&atilde;o pertinente.    Explica&ccedil;&otilde;es simplistas e ing&eacute;nuas da satisfa&ccedil;&atilde;o    no trabalho abundam em todos os sectores de actividade. A mais t&iacute;pica    &eacute; a cren&ccedil;a err&oacute;nea de que os incentivos remunerat&oacute;rios    <I>per se</I> criar&atilde;o n&iacute;veis de motiva&ccedil;&atilde;o efectivos    e, como tal, satisfa&ccedil;&atilde;o global no trabalho. A revis&atilde;o da    literatura revela que o conceito de satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho &eacute;    constitu&iacute;do por um conjunto complexo de vari&aacute;veis que interagem    numa mir&iacute;ade de formas. Existem vari&aacute;veis intr&iacute;nsecas relacionadas    com o crescimento e desenvolvimento pessoal, e factores extr&iacute;nsecos associados    &agrave; seguran&ccedil;a no ambiente de trabalho.</P >     <P    >Existe tamb&eacute;m uma evid&ecirc;ncia de que a satisfa&ccedil;&atilde;o no    trabalho &eacute; importante na revitaliza&ccedil;&atilde;o da motiva&ccedil;&atilde;o    do pessoal e em manter vivo o seu entusiasmo. Pessoal acad&eacute;mico bem motivado    pode, com apoio apropriado, construir uma reputa&ccedil;&atilde;o nacional e    internacional tanto para si como para a institui&ccedil;&atilde;o. Tal perfil    poder&aacute; ter impacto na qualidade de uma institui&ccedil;&atilde;o de ensino    superior. Existem diversos factores que minam o empenhamento dos acad&eacute;micos    relativamente &agrave;s suas institui&ccedil;&otilde;es e carreiras (Capelleras,    2005; Hagedorn, 2000). Tend&ecirc;ncias globais como a massifica&ccedil;&atilde;o,    os controlos de gest&atilde;o e a deteriora&ccedil;&atilde;o do apoio financeiro    podem ter um impacto negativo nos docentes e nas institui&ccedil;&otilde;es    de ensino superior (IES) (Hagedorn, 2000; Stevens, 2005). </P >     <P   ><B>Fundamentos Te&oacute;ricos</B></P >     <P   ><I>Satisfa&ccedil;&atilde;o no Trabalho dos Acad&eacute;micos (Docentes)</I></P >     <P    >Autores como Santhapparaj e Alam (2005) salientam que o trabalho tem um papel    proeminente nas nossas vidas. Ele ocupa mais tempo do que qualquer outra actividade    e fornece a base econ&oacute;mica para o nosso estilo de vida. Por outro lado    cada indiv&iacute;duo tem uma variedade de necessidades e valores e muita da    actividade de uma pessoa num ambiente de trabalho &eacute; direccionada para    a aquisi&ccedil;&atilde;o de meios e formas de satisfazer essas necessidades    e valores (Egbule, 2003).</P >     <P    >A satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho &eacute; multi-dimensional com dimens&otilde;es    intr&iacute;nsecas e extr&iacute;nsecas. As primeiras incluem capacidade, realiza&ccedil;&atilde;o,    promo&ccedil;&atilde;o, remunera&ccedil;&atilde;o, colegas de trabalho, criatividade,    autonomia, valores morais, servi&ccedil;o social, status social e condi&ccedil;&otilde;es    de trabalho. Estas &uacute;ltimas envolvem autoridades, pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas,    reconhecimento, responsabilidade, seguran&ccedil;a e variedade (Weiss, Dawis,    England e Lofquist, 1967).</P >     <P    >Herzberg (1966) distingue Factores Motivacionais ou Factores Intr&iacute;nsecos    - realiza&ccedil;&atilde;o, reconhecimento, o pr&oacute;prio trabalho, responsabilidade,    progresso, crescimento e Factores Higi&eacute;nicos ou Factores Extr&iacute;nsecos    - pol&iacute;tica da empresa/institui&ccedil;&atilde;o, supervis&atilde;o, relacionamento    com a direc&ccedil;&atilde;o, condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, sal&aacute;rio,    relacionamento com os pares. De acordo com Herzberg (1966), os factores intr&iacute;nsecos    relacionam-se com a satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho quando presentes, mas    n&atilde;o com a insatisfa&ccedil;&atilde;o quando ausentes. Os factores extr&iacute;nsecos    est&atilde;o associados &agrave; insatisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho quando    ausentes, mas n&atilde;o com a satisfa&ccedil;&atilde;o quando presentes.</P >     <P    >Dois modelos de relev&acirc;ncia sobre a satisfa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o    os de: Nyquist, Hitchcock e Teherani (2000) e Hagedorn (2000). Nyquist, Hitchcock    e Teherani (2000), apresentando o seu modelo de satisfa&ccedil;&atilde;o do    pessoal docente no trabalho, sugerem que os factores organizacionais, os factores    relacionados com o trabalho e os factores pessoais afectam o auto-conhecimento,    o conhecimento social e a satisfa&ccedil;&atilde;o. Os factores organizacionais    s&atilde;o os recursos dispon&iacute;veis, as rela&ccedil;&otilde;es entre colegas,    a percep&ccedil;&atilde;o de oportunidades de promo&ccedil;&atilde;o e progress&atilde;o    na carreira, a adequa&ccedil;&atilde;o da tutoria, a capacidade de tomada de    decis&atilde;o e o comprometimento com a organiza&ccedil;&atilde;o. Os factores    relacionados com o trabalho integram a autonomia e a liberdade acad&eacute;mica,    fun&ccedil;&otilde;es a desempenhar claras e coerentes, a estabilidade no emprego,    o est&iacute;mulo proporcionado pelo trabalho, o volume de trabalho, a remunera&ccedil;&atilde;o,    os recursos dispon&iacute;veis e as press&otilde;es de tempo. Os factores pessoais    s&atilde;o as percep&ccedil;&otilde;es de conflito de pap&eacute;is e a interfer&ecirc;ncia    das responsabilidades profissionais com as responsabilidades familiares. O modelo    mostra que o contexto institucional e as caracter&iacute;sticas individuais    influenciam a satisfa&ccedil;&atilde;o do pessoal docente. (ver a Figura 1 abaixo).</P >     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Figura 1. Modelo Conceptual 1 da satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho dos acad&eacute;micos</P >     <P><img src="/img/revistas/rle/n17/n17a11f1.jpg"></P>     
<p>&nbsp; </p>     <P    >Uma adapta&ccedil;&atilde;o de Hagedorn (2000) ilustra outro modelo. L. Hagedorn    (2000) escreveu sobre a satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho dos docentes usando    o <I>Conceptual Framework of Faculty Job Satisfaction</I>, sendo o seu objectivo    ordenar e classificar os factores que contribuem para a satisfa&ccedil;&atilde;o    no trabalho. Este modelo sugere dois conjuntos de factores que t&ecirc;m impacto    na satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho. Estes factores s&atilde;o os catalisadores    e os mediadores. Um catalisador &eacute; um evento significativo da vida que    pode estar ou n&atilde;o relacionado com o trabalho. Um mediador &eacute; uma    vari&aacute;vel ou uma situa&ccedil;&atilde;o que influencia ou modera as rela&ccedil;&otilde;es    entre outras vari&aacute;veis ou situa&ccedil;&otilde;es, produzindo um efeito    de interac&ccedil;&atilde;o. Os mediadores representam situa&ccedil;&otilde;es,    acontecimentos e circunst&acirc;ncias atenuantes que fornecem o contexto em    que a satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho deve ser considerada. O modelo conceptual    apresentado por L. Hagedorn (2000) &eacute; composto por seis catalisadores    e tr&ecirc;s tipos de mediadores, formando um quadro em que a satisfa&ccedil;&atilde;o    no trabalho docente pode ser escrutinada (ver tabela 1).</P >     <p></P >     <p>&nbsp;</p>     <P    >Tabela 1. Modelo Conceptual 2 da satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho dos acad&eacute;micos</P >     <P    ><img src="/img/revistas/rle/n17a11t1.jpg"></P >     
<P    >&nbsp;</P >     <P    >V&aacute;rios estudos referem as determinantes sobre a satisfa&ccedil;&atilde;o    dos acad&eacute;micos no trabalho. Pearson e Seiler (1983) conclu&iacute;ram    que os acad&eacute;micos estavam, globalmente, mais satisfeitos que insatisfeitos    com seu ambiente de trabalho, mas havia altos n&iacute;veis de insatisfa&ccedil;&atilde;o    com os elementos de compensa&ccedil;&atilde;o relacionados com o trabalho (ou    seja, crit&eacute;rios de desempenho, benef&iacute;cios, remunera&ccedil;&atilde;o).</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Hill (1986) estudou a satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho dos docentes, recorrendo    &agrave; Teoria dos Dois Factores de Herzberg concluindo que a satisfa&ccedil;&atilde;o    no trabalho dos docentes do ensino superior estava relacionada com factores    intr&iacute;nsecos e a insatisfa&ccedil;&atilde;o com factores extr&iacute;nsecos    ao trabalho. Boyer, Altbach e Whitelaw (1994) exploraram as fontes de satisfa&ccedil;&atilde;o    e frustra&ccedil;&atilde;o entre os docentes em 14 Pa&iacute;ses – Austr&aacute;lia,    Brasil, Chile, E.U.A., Reino Unido, Alemanha, Israel, Hong Kong, Holanda, Coreia,    Jap&atilde;o, R&uacute;ssia, Su&eacute;cia e M&eacute;xico. Os professores manifestaram    grande satisfa&ccedil;&atilde;o com a sua vida intelectual, com os cursos ministrados    e as suas rela&ccedil;&otilde;es com os seus colegas, mostrando que ambos os    factores, intr&iacute;nsecos e extr&iacute;nsecos, podem contribuir para a satisfa&ccedil;&atilde;o    no trabalho (contrariamente ao que postula a Teoria dos Dois Factores de Herzberg).  </P >     <P    >Oshagbemi (2000) realizou um estudo para saber qu&atilde;o satisfeitos estavam    os acad&eacute;micos com as suas fun&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de ensino,    investiga&ccedil;&atilde;o e administra&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o no    Reino Unido. O autor verificou que 80% dos professores estavam satisfeitos,    muito satisfeitos ou extremamente satisfeitos com o ensino; 65% dos professores    estavam satisfeitos, muito satisfeitos ou extremamente satisfeitos com a investiga&ccedil;&atilde;o    e 40% expressaram esta satisfa&ccedil;&atilde;o com as tarefas administrativas    e de gest&atilde;o. Assim, os professores estavam mais satisfeitos, primeiro    com suas fun&ccedil;&otilde;es de ensino, depois com as de investiga&ccedil;&atilde;o    e, por &uacute;ltimo, com as de administra&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o.</P >     <P    >Ward e Sloane (2000) analisaram os factores determinantes da satisfa&ccedil;&atilde;o    global no trabalho dos acad&eacute;micos, bem como a satisfa&ccedil;&atilde;o    com tr&ecirc;s aspectos do trabalho - perspectivas de promo&ccedil;&atilde;o,    estabilidade no emprego e sal&aacute;rio. Os autores verificaram que a satisfa&ccedil;&atilde;o    global no trabalho era elevada; os acad&eacute;micos estavam mais satisfeitos    com a oportunidade de ter a sua pr&oacute;pria iniciativa, com o relacionamento    com os seus colegas e com o trabalho que tinham; estavam menos satisfeitos com    as perspectivas de promo&ccedil;&atilde;o e com o sal&aacute;rio. Al&eacute;m    disso, os autores constataram que os aspectos n&atilde;o-pecuni&aacute;rios    desempenham um papel importante na escolha de emprego por parte do pessoal docente.</P >     <P    >K&uuml;sk&uuml; (2001) analisou o n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o do    pessoal docente de uma universidade estadual em Istambul. A satisfa&ccedil;&atilde;o    profissional e a satisfa&ccedil;&atilde;o institucional foram os aspectos que    a maioria dos participantes deste estudo revelou, seguidos da satisfa&ccedil;&atilde;o    com o n&iacute;vel de concorr&ecirc;ncia dos colegas e da satisfa&ccedil;&atilde;o    com as rela&ccedil;&otilde;es com colegas.</P >     <P    >Clery (2002), numa investiga&ccedil;&atilde;o levada a cabo pelo <I>U.S. Department    of Education</I>, refere que os participantes no estudo estavam mais satisfeitos    com a autonomia que tinham para decidir o conte&uacute;do dos cursos e menos    satisfeitos com os seus sal&aacute;rios. </P >     <P    >Santhapparaj e Alam (2005), aquando do seu estudo na Mal&aacute;sia, conclu&iacute;ram    que a remunera&ccedil;&atilde;o, as promo&ccedil;&otilde;es, as condi&ccedil;&otilde;es    de trabalho e o apoio &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o tinham um efeito positivo    na satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho e, pelo contr&aacute;rio, os benef&iacute;cios    extra e o apoio ao ensino tinham um efeito negativo na satisfa&ccedil;&atilde;o.    Al&eacute;m disso, verificaram que o pessoal docente feminino estava mais satisfeito    do que o pessoal docente masculino com todos os aspectos do trabalho analisados,    embora tenham constatado que essa diferen&ccedil;a n&atilde;o era estatisticamente    significativa. </P >     <P    >Ssesanga e Garrett (2005) analisaram os factores que influenciam a satisfa&ccedil;&atilde;o    e a insatisfa&ccedil;&atilde;o dos acad&eacute;micos, e tamb&eacute;m a influ&ecirc;ncia    da idade, sexo, e categoria profissional na satisfa&ccedil;&atilde;o dos acad&eacute;micos    em Uganda. Os autores conclu&iacute;ram que os acad&eacute;micos estavam relativamente    satisfeitos com o comportamento dos colegas, com a supervis&atilde;o e com os    factores intr&iacute;nsecos do ensino; estavam insatisfeitos com a remunera&ccedil;&atilde;o,    a governa&ccedil;&atilde;o, a promo&ccedil;&atilde;o e as instala&ccedil;&otilde;es    f&iacute;sicas. Al&eacute;m disso, verificaram que enquanto a categoria profissional    e a idade influenciavam significativamente a satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho    acad&eacute;mico, n&atilde;o havia ind&iacute;cios de impacto do g&eacute;nero    sobre a satisfa&ccedil;&atilde;o. </P >     <P    >Stevens (2005) analisou a satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho dos acad&eacute;micos    a partir de informa&ccedil;&atilde;o obtida atrav&eacute;s de um conjunto de    mais de dois mil acad&eacute;micos de dez institui&ccedil;&otilde;es de ensino    superior Inglesas, verificando n&atilde;o haver diferen&ccedil;as significativas    na satisfa&ccedil;&atilde;o dos acad&eacute;micos do sexo masculino e do sexo    feminino. O autor afirma que existem tr&ecirc;s conjuntos distintos de factores    que determinam a satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho dos acad&eacute;micos.    Estes factores s&atilde;o (i) os elementos n&atilde;o pecuni&aacute;rios do    trabalho – a rela&ccedil;&atilde;o com aquele/s que desempenha/m fun&ccedil;&otilde;es    de gest&atilde;o, poder realizar tarefas por sua pr&oacute;pria iniciativa,    a carga hor&aacute;ria, as rela&ccedil;&otilde;es com os colegas e as condi&ccedil;&otilde;es    f&iacute;sicas de trabalho , (ii) os elementos pecuni&aacute;rios do trabalho    - o sal&aacute;rio e a remunera&ccedil;&atilde;o total e (iii) as perspectivas    de longo prazo - as perspectivas de promo&ccedil;&atilde;o e a estabilidade    no emprego.</P >     <P    >Verhaegen (2005) analisou o recrutamento e a reten&ccedil;&atilde;o de talentos    acad&eacute;micos, enquanto factores importantes para o sucesso e a competitividade    de uma institui&ccedil;&atilde;o de ensino. No que diz respeito ao pessoal docente,    os factores mais importantes referidos, numa perspectiva de recrutamento e de    reten&ccedil;&atilde;o, foram a liberdade acad&eacute;mica, o tempo para realizar    investiga&ccedil;&atilde;o, a localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica da    institui&ccedil;&atilde;o e as oportunidades de desenvolvimento profissional.    Os factores de menor import&acirc;ncia considerados pelo pessoal docente foram    os factores institucionais, especificamente a reputa&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o,    a inova&ccedil;&atilde;o e o progresso da institui&ccedil;&atilde;o e a orienta&ccedil;&atilde;o    internacional. No caso dos reitores, os factores mais importantes para o recrutamento    dos docentes referidos por estes reitores foram a reputa&ccedil;&atilde;o da    institui&ccedil;&atilde;o na comunidade acad&eacute;mica, a inova&ccedil;&atilde;o    e o progresso da institui&ccedil;&atilde;o, o est&iacute;mulo da comunidade    de pares e o tempo para fazer investiga&ccedil;&atilde;o. Para a reten&ccedil;&atilde;o,    os factores mais importantes considerados foram a liberdade acad&eacute;mica,    o reconhecimento do trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o e as oportunidades    de progress&atilde;o na carreira.</P >     <P    >Noordin e Jusoff (2009) realizaram um estudo sobre a satisfa&ccedil;&atilde;o    no trabalho do pessoal docente de uma universidade p&uacute;blica no Brasil,    no sentido de determinar o n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o com o trabalho    do pessoal docente. Os participantes mostraram estar moderadamente satisfeitos    com seus empregos; n&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as significativas    entre mulheres e homens docentes; os autores constataram uma rela&ccedil;&atilde;o    positiva entre a satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho e a idade.</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   ><I> Motiva&ccedil;&atilde;o dos Acad&eacute;micos (Docentes)</I></P >     <P    >A literatura mostra que a satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho est&aacute; intimamente    associada &agrave; motiva&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores. A satisfa&ccedil;&atilde;o    tem sido associada a resultados organizacionais positivos, tais como maior inova&ccedil;&atilde;o,    menor stress, e maior <I>empowerment</I>, maior produtividade, crescimento organizacional,    baixos n&iacute;veis de absentismo, elevados n&iacute;veis de motiva&ccedil;&atilde;o,    e tamb&eacute;m tem sido relacionada com a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida.    Assim sendo, elevados n&iacute;veis de motiva&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m sido    considerados um resultado positivo da satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho (Sledge,    Miles e Coppage, 2008). Herzberg, Mausner e Snyderman (1959) sublinharam a necessidade    de refor&ccedil;ar os factores motivacionais para gerar satisfa&ccedil;&atilde;o.    Tamb&eacute;m Dinham e Scott (1998) afirmam que satisfa&ccedil;&atilde;o e motiva&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o indissoci&aacute;veis atrav&eacute;s da influ&ecirc;ncia de um sobre    o outro. Evans (1999) sugere que a motiva&ccedil;&atilde;o &eacute; um modelo    do processo de realiza&ccedil;&atilde;o no trabalho. Kzltepe (2008) defende    que enquanto a satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho implica um produto final,    depois de alguns factores serem alcan&ccedil;ados ou realizados, a motiva&ccedil;&atilde;o    implica um impulso ou uma esp&eacute;cie de iniciar ou continuar energia para    alcan&ccedil;ar determinados factores.</P >     <P    >Existem quatro categorias gerais da teoria da motiva&ccedil;&atilde;o - as teorias    de conte&uacute;do, as teorias de processo, modelos situacionais e teorias de    papel. As teorias de conte&uacute;do abordam a satisfa&ccedil;&atilde;o das    necessidades e a realiza&ccedil;&atilde;o de factores intr&iacute;nsecos e extr&iacute;nsecos    (Maslow, 1970; Alderfer, 1972 e Herzberg, 1966). As teorias de processo tentam    identificar as rela&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis que comp&otilde;em    a motiva&ccedil;&atilde;o e as ac&ccedil;&otilde;es subsequentes usadas para    influenciar o comportamento (Vroom, 1964 e Adams, 1965). Os modelos situacionais    examinam a interac&ccedil;&atilde;o entre o indiv&iacute;duo, a tarefa e as    caracter&iacute;sticas organizacionais (Quarstein, McAfee e Glassman, 1992;    Glisson e Durick, 1988). As teorias de papel analisam a interac&ccedil;&atilde;o    de pap&eacute;is, posi&ccedil;&otilde;es e caracter&iacute;sticas individuais,    e s&atilde;o mais conhecidas pelas duas teorias de Biddle do conflito de pap&eacute;is    e da ambiguidade de pap&eacute;is (Goff, 2004). Mullins (1999) considera quatro    denominadores comuns das teorias que caracterizam a motiva&ccedil;&atilde;o:    1) um fen&oacute;meno individual, 2) um fen&oacute;meno intencional e sob o    controlo do indiv&iacute;duo, 3) um fen&oacute;meno multifacetado, envolvendo    o entusiasmo de agir e a escolha do comportamento, e 4) um fen&oacute;meno destinado    a prever o comportamento.</P >     <P    >Latham e Ernst (2006) argumentam que a motiva&ccedil;&atilde;o no trabalho &eacute;    um conjunto de for&ccedil;as energ&eacute;ticas que t&ecirc;m origem tanto no    indiv&iacute;duo como fora deste. Vallerand e outros (1992) definem a motiva&ccedil;&atilde;o    como o “porqu&ecirc;” do comportamento. A motiva&ccedil;&atilde;o est&aacute;    relacionada com a quest&atilde;o de como diferentes factores influenciam o comportamento    e a produtividade. Blackburn e Lawrence (1995), referem que estes factores (que    afectam o comportamento e a produtividade dos docentes) s&atilde;o propriedades    dos indiv&iacute;duos (caracter&iacute;sticas dos docentes, nomeadamente, caracter&iacute;sticas    s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas ou a sua capacidade para ir ao encontro das    expectativas relativas ao seu desempenho) e o ambiente de trabalho destes indiv&iacute;duos    (localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, sistema de regulamenta&ccedil;&atilde;o,    qualidade da biblioteca ou do laborat&oacute;rio, entre outros factores que    s&atilde;o caracter&iacute;sticas objectivas do ambiente de trabalho). </P >     <P    >A motiva&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores &eacute; importante para o desempenho    profissional. Os indiv&iacute;duos motivados t&ecirc;m direc&ccedil;&atilde;o    e persist&ecirc;ncia da ac&ccedil;&atilde;o, mesmo diante das dificuldades e    desafios (Mitchell, 1982). Mitchell (1997) argumenta que a motiva&ccedil;&atilde;o    &eacute; a chave para um desempenho eficaz. De facto, estudos nesta &aacute;rea    t&ecirc;m demonstrado que a motiva&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionada    com resultados tais como a curiosidade, a persist&ecirc;ncia, a aprendizagem    e o desempenho (Deci e Ryan, 1985). Saglam (2007) defende que os professores    motivados s&atilde;o mais produtivos, podem ensinar alunos muito motivados e,    consequentemente, pode haver um aumento no sucesso dos estudantes.</P >     <P    >Estudos sobre a satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho e a motiva&ccedil;&atilde;o    dos acad&eacute;micos mostram a rela&ccedil;&atilde;o entre satisfa&ccedil;&atilde;o    e motiva&ccedil;&atilde;o. Rhodes, Hollinshead e Nevill (2007) realizaram um    estudo sobre a satisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho em duas institui&ccedil;&otilde;es    de ensino superior. Os aspectos do trabalho considerados pelos acad&eacute;micos    como tendo um impacto mais significativo na satisfa&ccedil;&atilde;o e na motiva&ccedil;&atilde;o    foram a simpatia do pessoal, o trabalho colaborativo, as oportunidades de auto-gest&atilde;o,    o desafio intelectual, e o facto de se acreditar na efic&aacute;cia de cada    acad&eacute;mico. Os aspectos considerados insatisfat&oacute;rios foram a quantidade    de tempo dispendido em trabalho administrativo, carga hor&aacute;ria nem muito    elevada nem muito baixa, necessidade de garantir financiamento externo para    a investiga&ccedil;&atilde;o, tempo para avalia&ccedil;&atilde;o e se “o sal&aacute;rio    &eacute; adequado”.</P >     <P    >Bailey (1999) estudou a motiva&ccedil;&atilde;o e a auto-efic&aacute;cia para    o ensino do pessoal docente de uma universidade, verificando que as mulheres    tinham maior motiva&ccedil;&atilde;o para o ensino; os homens e as mulheres    tinham o mesmo n&iacute;vel de motiva&ccedil;&atilde;o e de auto-efic&aacute;cia    para a investiga&ccedil;&atilde;o.</P >     <P    >Winter e Sarros (2002) consideram o envolvimento no trabalho e o comprometimento    organizacional atitudes que representam indicadores de motiva&ccedil;&atilde;o    no trabalho. Kzltepe (2008) analisou as fontes de motiva&ccedil;&atilde;o e    desmotiva&ccedil;&atilde;o entre os professores de uma universidade p&uacute;blica,    em Istambul (Turquia). Os factores motivadores do ensino foram categorizados    em quatro unidades – Estudantes, Carreira, Estatuto Social e Ideais; os factores    desmotivadores foram categorizados em cinco unidades – Estudantes, Economia    (sal&aacute;rio), Caracter&iacute;sticas F&iacute;sicas e Estruturais, Investiga&ccedil;&atilde;o    e Condi&ccedil;&otilde;es de Trabalho. Os estudantes eram a principal fonte    de motiva&ccedil;&atilde;o e de desmotiva&ccedil;&atilde;o para os professores    universit&aacute;rios. A carreira foi considerada um factor secund&aacute;rio    motivador, e a economia e a investiga&ccedil;&atilde;o foram considerados factores    secund&aacute;rios de desmotiva&ccedil;&atilde;o. </P >     <P    >A literatura contradiz a suposi&ccedil;&atilde;o de que a satisfa&ccedil;&atilde;o    no trabalho, a moral e a motiva&ccedil;&atilde;o dependem da remunera&ccedil;&atilde;o,    <I>por si</I>; esta n&atilde;o &eacute; a principal influ&ecirc;ncia sobre a    moral, a satisfa&ccedil;&atilde;o profissional e a motiva&ccedil;&atilde;o (Evans,    1999). A autora verificou que a moral, a satisfa&ccedil;&atilde;o e a motiva&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o influenciadas por quest&otilde;es espec&iacute;ficas da escola, situa&ccedil;&otilde;es    e circunst&acirc;ncias que constituem a vida profissional dos professores.</P >     <P    >Evans (1999) apresenta algumas formas de motivar os professores: dando voz aos    professores, atrav&eacute;s da consulta e partilha da tomada de decis&atilde;o;    reconhecendo os esfor&ccedil;os dos professores e os resultados do seu trabalho    e adoptando uma lideran&ccedil;a <I>teacher-centred</I> (n&atilde;o se trata    apenas de trabalhar pelo ensino para o bem dos alunos, mas tamb&eacute;m trabalhar    para o bem dos docentes). A autora refere ainda que o sucesso na motiva&ccedil;&atilde;o    do pessoal ser&aacute; tamb&eacute;m influenciado pela forma como os professores    v&ecirc;em o l&iacute;der - as suas qualidades pessoais e profissionais. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   ><B>Um estudo em curso em Portugal</B></P >     <P    ><I>Panorama Actual do Ensino Superior em Portugal</I></P >     <P    >A natureza do ensino superior em Portugal mudou significativamente nos &uacute;ltimos    40 anos. O n&uacute;mero e tipos de institui&ccedil;&otilde;es bem como o n&uacute;mero    e a heterogeneidade de alunos aumentaram significativamente o que resultou tamb&eacute;m    no aumento do n&uacute;mero de professores. O peso do grupo profissional “Docentes”,    em 2008, &eacute; muito significativo em rela&ccedil;&atilde;o a outros grupos    profissionais, representando a maioria dos trabalhadores em cada um dos subsistemas    de ensino superior. O pessoal docente representa mais de dois ter&ccedil;os    do total de trabalhadores em todo o sistema (DGES - Direc&ccedil;&atilde;o-Geral    do Ensino Superior, 2008). </P >     <P    >A maioria dos docentes do ensino superior pertence a institui&ccedil;&otilde;es    p&uacute;blicas de ensino superior, &eacute; do sexo masculino (embora esta    supremacia estat&iacute;stica esteja a diminuir), tem idades compreendidas entre    os 30 e os 50 anos, e &eacute; de nacionalidade Portuguesa. Relativamente &agrave;    distribui&ccedil;&atilde;o de 35 380 professores do ensino superior em 2008,    &eacute; de referir que: </P >     <P    >• 70% (24 728) est&atilde;o em institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de    ensino superior, dos quais 41% (14 466) exercem a sua actividade profissional    em universidades e 29% (10 262) no ensino superior polit&eacute;cnico;</P >     <P    >• 30% (10 652) est&atilde;o em institui&ccedil;&otilde;es privadas de ensino    superior, dos quais 18% (6 519) leccionam em universidades e 12% (4 133) no    ensino superior polit&eacute;cnico (ver Gr&aacute;fico 1).</P >     <P    >&nbsp;</P >     <P    >Gr&aacute;fico 1. Docentes (%) por subsistema de ensino, de 2001 a 2008 </P >     <P    ><img src="/img/revistas/rle/n17/n17a11g1.jpg"></P >     
<P    >&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Relativamente &agrave; estrutura et&aacute;ria da popula&ccedil;&atilde;o docente,    verifica-se que esta envelheceu (a percentagem de docentes com menos de 40 anos    passou de 48% em 2001 para 37% em 2008). &Eacute; de destacar que a popula&ccedil;&atilde;o    docente feminina &eacute; menos envelhecida do que a masculina (ver Gr&aacute;fico    2).</P >     <P    >&nbsp;</P >     <P    >Gr&aacute;fico 2. Docentes (%) por grupo et&aacute;rio, de 2001 a 2008</P >     <P    ><img src="/img/revistas/rle/n17/n17a11g2.jpg"></P >     
<P    >&nbsp;</P >     <P    >A distribui&ccedil;&atilde;o de docentes por &aacute;reas cient&iacute;ficas    mostra semelhan&ccedil;as ao longo dos anos que constituem o per&iacute;odo    em an&aacute;lise (2001-2008). No entanto, esta sugere que h&aacute; algumas    diferen&ccedil;as. Em todos os anos, a &aacute;rea com mais professores &eacute;    Ci&ecirc;ncias Sociais, Com&eacute;rcio e Direito. As &aacute;reas cient&iacute;ficas    com menos docentes s&atilde;o Programas Gerais e Agricultura.</P >     <P    >Nos &uacute;ltimos anos tem havido um grande esfor&ccedil;o de qualifica&ccedil;&atilde;o    sendo de referir que se constata que o peso de docentes com o grau de Doutor    aumentou significativamente (de 9 465 para 14 205).</P >     <P   ><I>Objectivos e Desenho do Estudo</I></P >     <P    >Os objectivos deste projecto s&atilde;o tentar captar nuances, subjectividades,    e as bases explicativas para a compreens&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o    e da motiva&ccedil;&atilde;o do pessoal docente. Neste estudo, o pessoal docente    inclui todos aqueles indiv&iacute;duos cujas principais fun&ccedil;&otilde;es    se encontram nos dom&iacute;nios do ensino ou da investiga&ccedil;&atilde;o    acad&eacute;mica. De acordo com esta defini&ccedil;&atilde;o, est&atilde;o inclu&iacute;dos    professores de todas as categorias profissionais, com tempo integral, a tempo    parcial, com v&iacute;nculo permanente ou tempor&aacute;rio no ensino superior    p&uacute;blico e privado. </P >     <P    >As metodologias que ser&atilde;o utilizadas para recolher os dados necess&aacute;rios    para este estudo s&atilde;o: 1) Estudo qualitativo (grupo de focos), 2) aplica&ccedil;&atilde;o    de um question&aacute;rio para recolha de dados quantitativos, 3) realiza&ccedil;&atilde;o    de entrevistas para recolha de dados qualitativos e 4) an&aacute;lise qualitativa    de documentos. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >O estudo visa identificar factores pol&iacute;ticos e organizacionais que influenciam    a satisfa&ccedil;&atilde;o e a motiva&ccedil;&atilde;o dos docentes. A investiga&ccedil;&atilde;o    implicar&aacute; a an&aacute;lise de vari&aacute;veis pessoais, baseadas nos    <I>Change Drivers</I> identificados na Tabela 2 abaixo. </P >     <P    >&nbsp;</P >     <P   >Tabela 2. Um exemplo de estratifica&ccedil;&atilde;o da amostra com base nos    <I>Change Drivers</I></P >     <P    ><img src="/img/revistas/rle/n17/n17a11t2.jpg"></P >     
<P    >&nbsp;</P >     <P    >No question&aacute;rio procura-se recolher informa&ccedil;&atilde;o a partir    de indicadores conforme Tabela 3. Estratifica&ccedil;&otilde;es adicionais ser&atilde;o    realizadas com base em sub-grupos do pessoal docente (professores, investigadores):    regime de trabalho - a tempo parcial, tempo integral; localiza&ccedil;&atilde;o    geogr&aacute;fica - Norte, Centro, Alentejo, entre outros; tipo de institui&ccedil;&atilde;o    - p&uacute;blica e privada, subsistema universit&aacute;rio, subsistema polit&eacute;cnico,    entre outros.</P >     <P    >&nbsp;</P >     <P   >Tabela 3. Indicadores para os Mediadores</P >     <P   ><img src="/img/revistas/rle/n17/n17a11t3.jpg"></P >     
<P    >&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >A maioria dos dados recolhidos ser&aacute; proveniente dos pr&oacute;prios docentes.    No entanto, informa&ccedil;&otilde;es de apoio complementares ser&atilde;o obtidas    a partir de outros grupos constituintes e da an&aacute;lise de documentos, pol&iacute;ticas    e entrevistas. Estas fontes de informa&ccedil;&atilde;o adicional servir&atilde;o    para validar e reafirmar a informa&ccedil;&atilde;o obtida a partir do pessoal    docente e mostrar poss&iacute;veis &aacute;reas de discord&acirc;ncia, concord&acirc;ncia    e/ou confus&atilde;o entre os grupos constituintes. </P >     <P   ><B>Considera&ccedil;&otilde;es Finais</B></P >     <P    >As institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior encontram-se actualmente em    fase de incertezas profundas e s&atilde;o mais pressionadas do que nunca no    que diz respeito &agrave;s quest&otilde;es de qualidade.<B> </B>Al&eacute;m    disso, as IES tamb&eacute;m s&atilde;o desafiadas quanto &agrave; sua natureza    conceptual e no que diz respeito &agrave; extens&atilde;o e altera&ccedil;&atilde;o    da sua miss&atilde;o (Burbules e Torres, 2004; Morgado e Ferreira, 2006). Estas    quest&otilde;es t&ecirc;m impacto no ‘of&iacute;cio’ dos professores (Hargreaves,    1998, 2003; Tardif e Lassardi, 2008), ou como referem Alves e Possamai (2010),    no “trabalho enredado do professor na Universidade”. Neste contexto, o estudo    da satisfa&ccedil;&atilde;o e da motiva&ccedil;&atilde;o dos docentes para exercer    a sua actividade profissional torna-se crucial, especialmente quando o ensino    superior &eacute; atravessado por v&aacute;rias mudan&ccedil;as, incluindo mudan&ccedil;as    na carreira docente.</P >     <P    >Os resultados deste projecto dever&atilde;o consciencializar, sensibilizar, e    possibilitar o di&aacute;logo sobre quest&otilde;es importantes que precisam    ser abordadas para promover e manter a satisfa&ccedil;&atilde;o do pessoal docente.    Ap&oacute;s os dados serem recolhidos, analisados e interpretados, ser&atilde;o    compilados em documentos para divulga&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o.    Ser&aacute; dado <I>feedback</I> aos participantes do estudo que assim o queiram    e &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior para que estas possam    utilizar os resultados para delinear pol&iacute;ticas e mudan&ccedil;as necess&aacute;rias.</P >     <P    >&nbsp;</P >     <P    ><B>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</B></P >     <!-- ref --><P    >Adams, J. S. (1965). Inequity in social exchange. <I>Adv. Exp. Soc. Psychol.</I>,    <I>62</I>, 335-343.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1645-7250201100010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Alderfer, C. (1972). <I>Existence, Relatedness, and Growth: Human Needs In Organizational    Settings.</I> N.Y.: Free Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1645-7250201100010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P    >Altbach, P. G. (Ed.) (1999). <I>Private Prometheus: Private higher education    and development in the </I><I>21</I><Sup><I>st</I></Sup><I> century. </I>Westport,    Connecticut, London: Greenwood Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1645-7250201100010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Altbach, P. G. (Org.). (2003). <I>The Decline of the GURU - The Academic Profession    in the Third World</I> (Palgrave Macmillan org.). New York: Palgrave Macmillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1645-7250201100010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Alves, M. P &amp; Possamai, F. (2010). Da simplicidade para a complexidade: o    trabalho enredado do professor universit&aacute;rio. In M. P. Alves &amp; M.    A. Flores (Org.). <I>Trabalho docente, forma&ccedil;&atilde;o e </I><I>avalia&ccedil;&atilde;o:    clarificar conceitos, fundamentar pr&aacute;ticas</I> (pp. 35-51). Mangualde:    Edi&ccedil;&otilde;es Pedago.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1645-7250201100010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Bailey, J. G. (1999). Academics’ Motivation and Self-efficacy for Teaching and    Research. <I>Higher </I><I>Education Research &amp; Development, 18 </I>(3),    343-359.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1645-7250201100010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Blackburn, R. T. &amp; Lawrence, J. H. (1995). <I>Faculty at Work: Motivation,    Expectation, Satisfaction</I>. Baltimore and London: Johns Hopkins.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1645-7250201100010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P    >Boyer, E., Altbach, P. &amp; Whitelaw, M.-J. (1994). <I>The Academic Profession:    AnInternational Perspec</I><I></I><I>tive.</I> Princeton, New Jersey: Carnegie    Foundation for the Advancement of Teaching.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1645-7250201100010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Burbules, N. C. &amp; Torres, C. A. (2004). Globaliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o:    uma introdu&ccedil;&atilde;o. In N. C. Burbules &amp; C. A. Torres (Org.). <I>Globaliza&ccedil;&atilde;o    e educa&ccedil;&atilde;o: perspectivas cr&iacute;ticas</I> (pp. 11-26). S&atilde;o    Paulo: Artmed Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1645-7250201100010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Capelleras, J. (2005). Attitudes of Academic Staff Towards their Job and Organization:    an empirical assessment. <I>Tertiary Education and Management, 11 </I>(2), 147-166.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1645-7250201100010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Clery, S. (2002). <I>Faculty Satisfaction. Research Center Update.</I> Washington:    National Education Association, Washington, DC. Higher Education Research Center.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1645-7250201100010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Deci, E. L. &amp; Ryan, R. M. (1985). <I>Intrinsic motivation and self-determination    in human behavior.</I> New York: Plenum Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1645-7250201100010001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P    >DGES - Direc&ccedil;&atilde;o-Geral do Ensino Superior (2008). <I>Indez 2008</I>.    Lisboa: DGES.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1645-7250201100010001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Dinham, S. &amp; Scott, C. (1998). A three domain model of teacher and school    executive career satisfaction. <I>Journal of Educational Administration 36 </I>(4),    362-378.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1645-7250201100010001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Egbule, P. E. (2003). Factors Related to Job Satisfaction of Academic Staff in    Nigerian Universities. <I>Journal of Further and Higher Education, 27 </I>(2),    157 - 166.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1645-7250201100010001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Enders, J. (1999). Crisis? What Crisis? The Academic Professions in the “Knowledge”    Society. <I>Higher Education, 38 </I>(1), 71-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1645-7250201100010001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Evans, L. (1999). <I>Managing to Motivate: A Guide for School Leaders</I>. London    and New York: Cassell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1645-7250201100010001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P    >Glisson, C. V. &amp; Durick, M. (1988). Predictors of job satisfaction and organizational    commitment in human service organizations. <I>Administrative Quarterly, 33 </I>(1),    61–68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1645-7250201100010001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Goff, D. G. (2004). <I>Job Satisfaction of Community College Academic Deans.</I>    Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento, University of South Florida, Florida.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1645-7250201100010001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <P    >GPEARI/MCTES (2010). <I>Docentes do Ensino Superior [2001 a 2008]</I> - Inqu&eacute;rito    ao Registo Biogr&aacute;fico de Docentes do Ensino Superior. Lisboa: GPEARI/MCTES.</P >     <!-- ref --><P    >Hagedorn, L. S. (2000). Conceptualizing Faculty Job Satisfaction: Components,    Theories, and Outcomes. <I>New Directions for Institutional Research, no. 105,    XXVII </I>(1), 5-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1645-7250201100010001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Hargreaves, A. (1998). <I>Os Professores em tempos de mudan&ccedil;a: o trabalho    dos professores na </I><I>idade p&oacute;smoderna</I>. Lisboa: Mc Graw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1645-7250201100010001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Hargreaves, A. (2003). <I>O Ensino na sociedade do conhecimento: a educa&ccedil;&atilde;o    na era da insegu</I><I></I><I>ran&ccedil;a</I>. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1645-7250201100010001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Herzberg, F. (1966). <I>Work and the Nature of Man.</I> N.Y.: Thomas Y. Crowell    Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1645-7250201100010001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Herzberg, F., Mausner, B. &amp; Snyderman, B. (1959). <I>The Motivation to Work.    </I>N.Y.: John Wiley &amp; Sons.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1645-7250201100010001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Hill, M. D. (1986). A theoretical analysis of faculty job satisfaction/dissatisfaction.    <I>Educational </I><I>Research Quarterly, 10</I>, 36–44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1645-7250201100010001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >K&uuml;sk&uuml;, F. (2001). Dimensions of Employee Satisfaction: A State University    Example. <I>METU Stud</I><I></I><I>ies in Development, 28 </I>(2), 399-430.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1645-7250201100010001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Kzltepe, Z. (2008). Motivation and Demotivation of University Teachers. <I>Teachers    and Teaching: </I><I>Theory and Practice, 14 </I>(5-6), 515-530.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1645-7250201100010001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Latham, G. P. &amp; Ernst, C. T. (2006). Keys to motivating tomorrow’s workforce.    <I>Human Resource </I><I>Management Review, 16 </I>(2), 181-198.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1645-7250201100010001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Machado-Taylor, M. L., Meira Soares, V., Brites, R., Ferreira, J. B., Farhangmehr,    M., Peterson, M., Gouveia, O. (2010, Junho). <I>An Examination of Academic Job    Satisfaction and Motivation in Por</I><I></I><I>tuguese Higher Education</I>.    Trabalho apresentado na CHER 2010 Conference, Oslo, Noruega.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1645-7250201100010001100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Maslow, A. (1970). <I>Motivation and Personality. </I>(2nd Ed.). N.Y.: Harper    &amp; Row.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1645-7250201100010001100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <!-- ref --><P    >Mitchell, T. R. (1982). Motivation: New Directions for Theory, Research, and    Practice. <I>Academy of </I><I>Management Review, 7 </I>(1), 80-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1645-7250201100010001100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <P    >Mitchell, T. R. (1997). Matching motivational strategies with organizational    contexts. In L. L. Cummings &amp; B. M. Shaw (Orgs.). <I>Research in organizational    behavior</I> (pp. 57-149). Greenwich, CT: JAI Press. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P    >Morgado, J. C. &amp; Ferreira, J. B. (2006). Globaliza&ccedil;&atilde;o e Autonomia:    desafios, compromissos e incongru&ecirc;ncias. In A. F. Moreira &amp; J. A.    Pacheco (Org.). <I>Globaliza&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o </I>(pp.    61-86). Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1645-7250201100010001100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >     <P    >Mullins, L. (1999).<I> Management and Organizational Behavior</I> (5th Ed.).    London: Financial Times/Pittman Publishing.</P >     <!-- ref --><P    >Noordin, F. &amp; Jusoff, K. (2009). 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