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<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos e Intervenção em Educação e Formação (CeiEF)Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias]]></publisher-name>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Various social institutions as well as the Ministry of Education acknowledge the sociocultural heterogeneity and linguistic diversity of the current school population. These represent a unique richness and require the creation of innovating conditions and strategies for teaching so as to both preserve the multicultural richness which stems from the contact between recentlyarrived pupils from various contexts and, simultaneously, support these children in the acquisition of Portuguese as a second language and indispensable guarantee for their academic success. In this paper we report on the Linguistic Diversity In Portuguese Schools project which was carried out between 2003 and 2007 and focussed on understanding the educational context of linguistic diversity. To do so, we began with a survey of the languages spoken by pupils during the first six years of education in primary schools within the greater Lisbon area. This study covered 410 schools and 74595 pupils originating from 75 different countries. In parallel to this work we have developed another project - still underway until 2012 - titled Bilinguism, learning Portuguese L2 and educational success. This project is more centered on the study and proposal of methodologies which would result in a satisfactory command of the Portuguese language.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Diversidade Lingu&iacute;stica na   Escola Portuguesa</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Maria Helena Mira Mateus<sup>*</sup></b></p>     <p><sup>*</sup>Professora catedr&aacute;tica jubilada da Fac. Letras de Lisboa  Fundadora e presidente da Associa&ccedil;&atilde;o de  Professores de Portugu&ecirc;s  e da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Lingu&iacute;stica, <a href="mailto:mhm@mateus.com.pt">mhm@mateus.com.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Resumo</p>     <p>Diferentes institui&ccedil;&otilde;es sociais e o pr&oacute;prio Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o reconhecem   a heterogeneidade sociocultural e a diversidade lingu&iacute;stica da atual   popula&ccedil;&atilde;o escolar as quais representam uma riqueza singular que implica   a cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es e estrat&eacute;gias de ensino inovadoras. Com elas se pretende   n&atilde;o perder a riqueza multicultural que prov&eacute;m do contacto entre alunos   rec&eacute;m-chegados de diferentes contextos e, simultaneamente, apoi&aacute;-los na aquisi&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua portuguesa como segunda l&iacute;ngua &ndash; garantia indispens&aacute;vel para o necess&aacute;rio sucesso escolar. Neste artigo, damos conta do projeto   Diversidade Lingu&iacute;stica na Escola Portuguesa desenvolvido entre 2003 e   2007 e que teve como objetivo central conhecer o contexto escolar de diversidade   lingu&iacute;stica. Para tal, inici&aacute;mos o projeto por um levantamento das l&iacute;nguas   faladas pelos alunos nas escolas de ensino b&aacute;sico situadas na &aacute;rea da grande   Lisboa, nos seis primeiros anos de escolaridade. Responderam ao inqu&eacute;rito 410   escolas, frequentadas por 74595 alunos, provenientes de 75 pa&iacute;ses diferentes   A par deste projecto, desenvolvemos tamb&eacute;m um outro - que est&aacute; ainda   em curso e que terminar&aacute; em 2012 - intitulado Bilinguismo, aprendizagem do   portugu&ecirc;s L2 e sucesso educativo. &Eacute; um projeto mais centrado no estudo e na   proposta de metodologias que tivessem como resultado a aquisi&ccedil;&atilde;o de um dom&iacute;nio   satisfat&oacute;rio do portugu&ecirc;s.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> diversidade lingu&iacute;stica; bilinguismo; aprendizagem do portugu&ecirc;s.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Linguistic Diversity in the Portuguese   School</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Abstract</p>     <p> Various social institutions as well as the   Ministry of Education acknowledge the   sociocultural heterogeneity and linguistic   diversity of the current school population.   These represent a unique richness and   require the creation of innovating conditions   and strategies for teaching so as to both   preserve the multicultural richness which   stems from the contact between recentlyarrived   pupils from various contexts and,   simultaneously, support these children in   the acquisition of Portuguese as a second   language and indispensable guarantee for   their academic success.</p>     <p> In this paper we report on the<i> Linguistic   Diversity In Portuguese Schools</i> project which   was carried out between 2003 and 2007 and   focussed on understanding the educational   context of linguistic diversity. To do so, we   began with a survey of the languages spoken by   pupils during the first six years of education in   primary schools within the greater Lisbon area.   This study covered 410 schools and 74595   pupils originating from 75 different countries.</p>     <p> In parallel to this work we have developed   another project &ndash; still underway until 2012   &ndash; titled <i>Bilinguism, learning Portuguese     L2 and educational success</i>. This project is   more centered on the study and proposal   of methodologies which would result in a   satisfactory command of the Portuguese   language.</p>     <p> <b>Keywords:</b> linguistic diversity; bilinguism; learning   Portuguese L2.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p> Portugal foi tradicionalmente considerado, durante centenas de anos, <b>um  pa&iacute;s monolingue</b>. Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo passado esta convic&ccedil;&atilde;o foi  posta em causa por dois fatores distintos e confluentes: o reconhecimento da    import&acirc;ncia das l&iacute;nguas minorit&aacute;rias, declarado com abund&acirc;ncia de argumentos  por organismos internacionais, e as convuls&otilde;es societ&aacute;rias que deram ocasi&atilde;o a    fluxos migrat&oacute;rios que transformaram a face da Europa.</p>     <p> No que respeita a <b>l&iacute;nguas minorit&aacute;rias</b>, lembre-se que o mirand&ecirc;s foi considerado  durante muitos anos como o &uacute;nico dialeto do portugu&ecirc;s, dada a estranheza  que as pessoas sentiam nessa forma de falar frente &agrave; relativa uniformidade das  restantes variedades dialetais. Na realidade, essa estranheza era devida ao facto   de o mirand&ecirc;s ser um dialeto de uma l&iacute;ngua diferente, o asturiano ou asturo-leon&ecirc;s,   que tem caracter&iacute;sticas distintas do Portugu&ecirc;s. A errada convic&ccedil;&atilde;o desapareceu   a partir de 1999, ano em que o mirand&ecirc;s foi considerado oficialmente uma   l&iacute;ngua minorit&aacute;ria com estatuto reconhecido no territ&oacute;rio lingu&iacute;stico portugu&ecirc;s.   Do mesmo passo, Portugal deixou de ser um pa&iacute;s monolingue e os mirandeses   passaram a ser indiv&iacute;duos bilingues. Al&eacute;m desta l&iacute;ngua minorit&aacute;ria, considera-   -se que a L&iacute;ngua Gestual Portuguesa tem o mesmo estatuto e deve usufruir de   um espa&ccedil;o para o seu estudo, pr&aacute;tica e ensino.</p>     <p> Por outro lado, o fluxo crescente de <b>imigra&ccedil;&atilde;o</b> que se tem feito sentir em  Portugal nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas introduziu no panorama da sociedade portuguesa   uma dimens&atilde;o multilingu&iacute;stica e multicultural at&eacute; aqui desconhecida que   coloca, especialmente &agrave;s escolas, desafios constantes na procura de fazer da   diversidade um fator de coes&atilde;o e de integra&ccedil;&atilde;o social. Segundo um dos &uacute;ltimos   invent&aacute;rios oficiais, o sistema de ensino portugu&ecirc;s possui atualmente 90.000   estudantes de outras nacionalidades. O maior n&uacute;mero de alunos concentra-se   no 1&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico, cerca de 36 730 alunos, seguido do 3&ordm; ciclo, com   19 065 alunos. No que respeita &agrave; diversidade lingu&iacute;stica, as escolas portuguesas   s&atilde;o frequentadas por estudantes de 120 nacionalidades, sendo 80 as l&iacute;nguas   faladas pelos alunos em casa, n&uacute;mero que decresce se nos reportarmos &agrave;s   l&iacute;nguas faladas na escola. S&atilde;o estas as conclus&otilde;es de um inqu&eacute;rito do Minist&eacute;rio   da Educa&ccedil;&atilde;o aplicado a uma amostra superior a 1000 estabelecimentos de ensino   b&aacute;sico e secund&aacute;rio. Curiosamente, segundo os dados do inqu&eacute;rito &ndash; que   incidiu sobre um universo de mais de 15 mil estudantes &ndash; enquanto pa&iacute;ses como   o Brasil, Ucr&acirc;nia, Fran&ccedil;a, Mold&aacute;via, Alemanha e Su&iacute;&ccedil;a contam com um n&uacute;mero   crescente de estudantes nas escolas portuguesas, pelo contr&aacute;rio Cabo Verde,   Guin&eacute;-Bissau, S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe e &Iacute;ndia perdem peso entre os alunos que t&ecirc;m   o portugu&ecirc;s como l&iacute;ngua n&atilde;o-materna.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Estrat&eacute;gias de ensino inovadoras podem aplicar-se no ensino monolingue e   no ensino bilingue. Mas antes de se desenvolver um modelo &eacute; importante saber   alguma coisa de concreto sobre o contexto lingu&iacute;stico e sociolingu&iacute;stico da   escola portuguesa no momento presente. Foi esse o objetivo do nosso primeiro   projeto denominado Diversidade Lingu&iacute;stica na escola portuguesa.</p>     <p> <b>1. O projeto Diversidade Lingu&iacute;stica na Escola Portuguesa (2003-2007)<a name="top1" id="top1"></a><a href="#1"><sup>1</sup></a></b></p>     <p> 1.1. O quadro da diversidade lingu&iacute;stica</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> Para conhecer o contexto escolar de diversidade lingu&iacute;stica inici&aacute;mos o   projeto por um levantamento das l&iacute;nguas faladas pelos alunos nas escolas de   ensino b&aacute;sico situadas na &aacute;rea da grande Lisboa, nos seis primeiros anos de   escolaridade. Partimos de um inqu&eacute;rito a ser preenchido pelos professores com   a informa&ccedil;&atilde;o das l&iacute;nguas que os alunos diziam falar em fam&iacute;lia. No quadro seguinte   apresentam-se os resultados desse inqu&eacute;rito.</p>          <p>&nbsp;</p>     <p> Quadro 1- Diversidade Lingu&iacute;stica na escola portuguesa:<br />   as l&iacute;nguas faladas em fam&iacute;lia</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a02q1.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>           <p> As 410 escolas que responderam ao inqu&eacute;rito s&atilde;o frequentadas por 74595   alunos. Destes, 66189 nasceram em Portugal (o que corresponde a 89% do total   de alunos) e 8406 nasceram fora de Portugal (11%). Os alunos prov&ecirc;m de 75   pa&iacute;ses diferentes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A partir desta amostra colhida nas escolas de ensino b&aacute;sico da grande Lisboa   verificou-se que, no ano de 2004, os alunos que frequentavam os 6 primeiros   anos declaravam falar em fam&iacute;lia 54 l&iacute;nguas diferentes.</p>     <p> Num segundo momento, foram escolhidas cinco dessas l&iacute;nguas para an&aacute;lise   &ndash; Mandarim, Guzerate, Cabo-Verdiano, Ucraniano e Portugu&ecirc;s. As produ&ccedil;&otilde;es de   alunos portugueses permitiram, por compara&ccedil;&atilde;o, algumas formas de controlo da   aprendizagem do portugu&ecirc;s. As cinco l&iacute;nguas foram caracterizadas gramaticalmente   segundo um &uacute;nico modelo.</p>     <p> 1.2.O ensino do portugu&ecirc;s como l&iacute;ngua segunda</p>     <p> Com base em est&iacute;mulos id&ecirc;nticos, foram recolhidas e analisadas as produ&ccedil;&otilde;es   escritas de alunos com as l&iacute;nguas maternas referidas. Na an&aacute;lise foram   tidos em conta os principais fatores que interv&ecirc;m na aquisi&ccedil;&atilde;o de uma l&iacute;ngua   segunda, nomeadamente o contexto exterior envolvente e fatores individuais.   Entende-se por 'contexto exterior envolvente' o contexto em que est&aacute; integrado   o aluno (para o conhecer us&aacute;mos uma ficha sociolingu&iacute;stica). S&atilde;o 'fatores   individuais' os estados afetivos do aluno, a idade, a personalidade, a aptid&atilde;o e   a motiva&ccedil;&atilde;o para aprender uma segunda l&iacute;ngua, os erros na produ&ccedil;&atilde;o e a influ&ecirc;ncia   das l&iacute;nguas maternas.</p>     <p> Linguisticamente, as produ&ccedil;&otilde;es foram analisadas dos pontos de vista ortogr&aacute;fico,   morfol&oacute;gico, sint&aacute;tico e na constru&ccedil;&atilde;o de um texto narrativo que teve   como est&iacute;mulo uma banda desenhada. Entre outros, foram estudados aspetos   morfossint&aacute;ticos que podem sugerir influ&ecirc;ncia da l&iacute;ngua materna, como a concord&acirc;ncia   a n&iacute;vel do sintagma nominal, a concord&acirc;ncia entre sujeito e verbo, o   uso de artigos, o uso de preposi&ccedil;&otilde;es.</p>     <p> A influ&ecirc;ncia das l&iacute;nguas maternas foi detetada, entre outras formas, atrav&eacute;s   da an&aacute;lise da ortografia, como a seguir se exemplifica.</p>     <p><br />   Exemplo 1</p>     <p> &bull; Em portugu&ecirc;s existe uma oposi&ccedil;&atilde;o entre consoantes oclusivas surdas e consoantes   oclusivas sonoras (p/b, t/d, k/g): pata/bata; cata/bata; turra/burra). No mandarim   essa oposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o existe.</p>     <p> &bull; Em consequ&ecirc;ncia, as representa&ccedil;&otilde;es ortogr&aacute;ficas de consoantes oclusivas mostram   54 erros nas produ&ccedil;&otilde;es dos alunos chineses e apenas 32 nas produ&ccedil;&otilde;es dos   portugueses.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quadro 2- Exemplos - alunos de l&iacute;ngua materna chinesa </p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a02q2.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Exemplo 2</p>     <p> &bull; O sistema de consoantes do mandarim n&atilde;o possui as consoantes /l/ e /r/ do portugu&ecirc;s   mas, destas duas, apenas o [l] &eacute; reconhecido pelos falantes chineses. Em   consequ&ecirc;ncia, os alunos chineses que sabem que em portugu&ecirc;s existem ambas   as consoantes, trocam as respetivas letras ao escrever e substituem-nas uma pela   outra.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> Quadro 3- Exemplos - alunos de l&iacute;ngua materna chinesa</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a02q3.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Exemplo 3</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> &bull; A l&iacute;ngua ucraniana n&atilde;o possui vogais (nem ditongos) nasais. Os alunos ucranianos   que sabem que em portugu&ecirc;s as consoantes /m/ e /n/ ocorrem muitas vezes   para nasalizar as vogais, usam-nas em vez do til, ou n&atilde;o utlizam qualquer sinal   de nasalidade. Em consequ&ecirc;ncia, as produ&ccedil;&otilde;es de alunos ucranianos analisadas   cont&ecirc;m 11 erros na ortografia das nasais, como a seguir se exemplifica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> Quadro 4 - Exemplos &ndash; alunos de l&iacute;ngua materna ucraniana</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a02q4.jpg" /></p>     
<p>&nbsp; </p>     <p>O projeto Diversidade Lingu&iacute;stica na Escola Portuguesa incluiu ainda um elevado   n&uacute;mero de exerc&iacute;cios e atividades com que se procurou responder &agrave;s dificuldades   manifestadas na aprendizagem do portugu&ecirc;s por alunos de outras   l&iacute;nguas maternas (alunos PLNM, de Portugu&ecirc;s L&iacute;ngua n&atilde;o Materna).</p>     <p> O projeto deu origem &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de dois CDs que foram apresentados publicamente   e enviados, a pedido, para escolas de todo o pa&iacute;s. Terminado o projeto,   elaborou-se um livro com o mesmo t&iacute;tulo que foi publicado pela Funda&ccedil;&atilde;o   Gulbenkian.</p>     <p> Em consequ&ecirc;ncia da experi&ecirc;ncia adquirida inclu&iacute;ram-se no livro algumas   recomenda&ccedil;&otilde;es ao Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas que se afiguravam mais   carenciadas. De entre elas merecem relevo as seguintes:</p>     <p> &bull; Cria&ccedil;&atilde;o, teste e implementa&ccedil;&atilde;o de uma ficha sociolingu&iacute;stica que possa ser utilizada   a n&iacute;vel nacional.</p>     <p> &bull; Prepara&ccedil;&atilde;o de cursos sobre a aquisi&ccedil;&atilde;o do portugu&ecirc;s como l&iacute;ngua n&atilde;o materna e   forma&ccedil;&atilde;o de professores nesta &aacute;rea.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> &bull; Constitui&ccedil;&atilde;o de um dossier contendo sinopses das caracter&iacute;sticas gramaticais e   sociolingu&iacute;sticas de muitas l&iacute;nguas presentes hoje na escola portuguesa.</p>     <p> 1.3.O lugar das l&iacute;nguas maternas em contexto de diversidade   lingu&iacute;stica</p>     <p> A par das quest&otilde;es acima referidas que acompanham o ensino do portugu&ecirc;s   como l&iacute;ngua segunda, sobrev&eacute;m habitualmente uma reflex&atilde;o sobre o lugar das   l&iacute;nguas maternas dos alunos no contexto escolar de diversidade. Esta quest&atilde;o   relaciona-se estreitamente com o problema da aprendizagem de duas (ou mais)   l&iacute;nguas na escola &ndash; e, em &uacute;ltima an&aacute;lise, com o tema do bilinguismo. A UNESCO   emitiu diretivas a respeito destas quest&otilde;es.</p>     <p> <i>Utiliza&ccedil;&atilde;o das l&iacute;nguas maternas no ensino</i></p>     <p> &bull; Tem uma incid&ecirc;ncia positiva sobre a assiduidade e o desempenho escolar das   crian&ccedil;as.</p>     <p> &bull; Contribui para o seu desenvolvimento cognitivo e para o refor&ccedil;o da sua identidade   cultural.</p>     <p> &bull; Melhora a qualidade da educa&ccedil;&atilde;o a partir do conhecimento e da experi&ecirc;ncia dos   alunos e professores.</p>     <p> &bull; P&otilde;e em pr&aacute;tica o exerc&iacute;cio da cidadania e de aceita&ccedil;&atilde;o e apropria&ccedil;&atilde;o construtiva   da diferen&ccedil;a.</p>     <p> <i>Aprendizagem de mais do que uma l&iacute;ngua:</i></p>     <p> &bull; As crian&ccedil;as que dominam mais do que uma l&iacute;ngua t&ecirc;m probabilidades acrescidas   de atingir um n&iacute;vel superior de desenvolvimento das capacidades metalingu&iacute;sticas   e est&atilde;o mais bem preparadas para adquirir novas l&iacute;nguas e novas culturas, e   para reconhecer a import&acirc;ncia de conhecer e usar v&aacute;rias l&iacute;nguas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> &bull; A inclus&atilde;o no curr&iacute;culo escolar de &aacute;reas de desenvolvimento do bilinguismo tem   reflexos positivos na aprendizagem das l&iacute;nguas e de outros conte&uacute;dos curriculares.</p>     <p> <b>2. O projeto Bilinguismo, aprendizagem do portugu&ecirc;s L2 e sucesso   educativo (2007-2012)<a name="top2" id="top2"></a><a href="#2"><sup>2</sup></a></b></p>     <p> De acordo com o objetivo geral de ambos os projetos que incidia sobre o   ensino do portugu&ecirc;s como l&iacute;ngua n&atilde;o materna, e definido que estava o contexto   multilingue em que este ensino est&aacute; inserido, inici&aacute;mos o desenvolvimento de   um segundo projeto, mais centrado no estudo e na proposta de metodologias   que tivessem como resultado a aquisi&ccedil;&atilde;o de um dom&iacute;nio satisfat&oacute;rio do portugu&ecirc;s.   Esta perspetiva complementar deu ocasi&atilde;o &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de um projeto que   implica um trabalho efetivo nas escolas e com os professores encarregues dos   alunos PLNM. O projeto est&aacute; ainda em curso, terminar&aacute; em 2012 e denomina-se <i>Bilinguismo, aprendizagem do portugu&ecirc;s L2 e sucesso educativo na escola portuguesa</i>.</p>     <p> Foi tida em conta a diferente distribui&ccedil;&atilde;o dos alunos PLNM &ndash; algumas turmas   integram muitos alunos com a mesma l&iacute;ngua materna n&atilde;o portuguesa (normalmente   alunos cabo-verdianos ou guineenses) a par dos que t&ecirc;m o portugu&ecirc;s   como l&iacute;ngua materna, enquanto a maioria das outras turmas integram alguns   alunos com diversas l&iacute;nguas maternas a par do portugu&ecirc;s. Tendo presentes os   fatores que influem na aprendizagem de uma l&iacute;ngua segunda, e o conhecimento   desta diferente distribui&ccedil;&atilde;o dos alunos, foram concebidas duas vertentes neste   projeto:</p>     <p> &bull; Cria&ccedil;&atilde;o de uma turma bilingue portugu&ecirc;s e cabo-verdiano como experi&ecirc;ncia impar   do ensino do portugu&ecirc;s como l&iacute;ngua segunda.</p>     <p> &bull; Desenvolvimento do trabalho com alguns agrupamentos e forma&ccedil;&atilde;o dos professores   que, nesses agrupamentos, est&atilde;o encarregues de alunos PLNM.</p>     <p> (i) A Turma Bilingue</p>     <p> A cria&ccedil;&atilde;o da<b> turma bilingue</b> (TB) foi levada a efeito na escola do Agrupamento   do Vale da Amoreira. A turma est&aacute; envolvida no projeto <i>Bilinguismo e aprendizagem     do Portugu&ecirc;s L2</i> durante os quatro primeiros anos de escolaridade, &eacute;   constitu&iacute;da por 22 alunos falantes das l&iacute;nguas portuguesa e cabo-verdiana em   n&uacute;mero igual, e ser&aacute; avaliada em confronto com uma turma de controlo (TC) com   ensino monolingue (apenas em l&iacute;ngua portuguesa), igualmente criada para o   efeito e com caracter&iacute;sticas s&oacute;cio-culturais id&ecirc;nticas.</p>     <p> Os alunos da turma bilingue t&ecirc;m ensino di&aacute;rio de mat&eacute;rias curriculares em ambas as   l&iacute;nguas durante os quatro anos que correspondem ao primeiro ciclo de escolaridade.O ensino da l&iacute;ngua cabo-verdiana &eacute; feito por uma professora bilingue de origem cabo-verdiana.</p>     <p> Esta experi&ecirc;ncia de ensino bilingue tem os seguintes <b>objetivos sociolingu&iacute;sticos</b>:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> &bull; Contribuir para a inser&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as cabo-verdianas na comunidade portuguesa,   melhorando o desempenho escolar e o desenvolvimento lingu&iacute;stico, cognitivo,   social e cultural, n&atilde;o s&oacute; dessas crian&ccedil;as, mas tamb&eacute;m das da comunidade de   acolhimento.</p>     <p> &bull; Provar que o modelo de ensino bilingue adotado conduz a resultados melhores   que o modelo tradicional monolingue, num contexto em que uma das l&iacute;nguas   envolvidas &eacute; minorit&aacute;ria no pa&iacute;s de acolhimento e tradicionalmente exclu&iacute;da da   escola. Os resultados deste ensino refletem-se no sucesso escolar e em particular   na aprendizagem da l&iacute;ngua portuguesa,</p>     <p> Os objetivos did&aacute;ticos da experi&ecirc;ncia s&atilde;o, principalmente,</p>     <p> &bull; A produ&ccedil;&atilde;o de materiais did&aacute;ticos que possam ser utilizados em contextos afins.</p>     <p> &bull; A constru&ccedil;&atilde;o de instrumentos que permitam avaliar, progressivamente, o desenvolvimento   da educa&ccedil;&atilde;o e da consci&ecirc;ncia lingu&iacute;stica das crian&ccedil;as, dos seus saberes   lingu&iacute;sticos em ambas as l&iacute;nguas tanto a n&iacute;vel da oralidade como da escrita.</p>     <p> T&ecirc;m sido muitas as rea&ccedil;&otilde;es positivas expl&iacute;citas de toda a comunidade educativa   (alunos, escola e fam&iacute;lia) que foi periodicamente consultada e informada   sobre o progresso da experi&ecirc;ncia e que beneficiou de v&aacute;rias atividades culturais   proporcionadas pelo projeto (visitas de estudo, sess&otilde;es com contadores de   est&oacute;rias, cria&ccedil;&atilde;o de uma biblioteca de livros infantis na turma&hellip;).</p>     <p> Tendo presente que o principal objetivo da investiga&ccedil;&atilde;o ligada a esta experi&ecirc;ncia   &eacute; provar os efeitos ben&eacute;ficos da educa&ccedil;&atilde;o bilingue precoce e, em   particular, da biliteracia, a n&iacute;vel dos resultados escolares, do desenvolvimento   da l&iacute;ngua portuguesa oral e escrita e da l&iacute;ngua cabo-verdiana, da consci&ecirc;ncia   lingu&iacute;stica e das atitudes sociolingu&iacute;sticas e culturais dos alunos, foi realizado,   durante o terceiro ano do projeto, um estudo comparativo e longitudinal entre   os resultados das duas turmas (TB e TC).<a name="top3" id="top3"></a><a href="#3"><sup>3</sup></a></p>     <p> Nesse sentido, para al&eacute;m da constitui&ccedil;&atilde;o de um banco de dados (v&iacute;deos de   aulas, trabalhos, cartazes, etc.), por aluno e por grupo de origem, tem sido feita,   ap&oacute;s a defini&ccedil;&atilde;o dos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o e dos par&acirc;metros de an&aacute;lise   com o apoio sustentado de uma consultora especialista em educa&ccedil;&atilde;o bilingue   (Joana Duarte &ndash; Universidade de Hamburgo), uma recolha regular de dados lingu&iacute;sticos,   na Turma bilingue (TB) e na Turma de controlo (TC).</p>     <p> Foram aplicados testes de escrita para aferi&ccedil;&atilde;o do grau de literacia (incluindo   a corre&ccedil;&atilde;o ortogr&aacute;fica); testes orais e escritos para avalia&ccedil;&atilde;o da capacidade   narrativa, da capacidade de descri&ccedil;&atilde;o e do n&iacute;vel de diversidade vocabular; testes   de leitura por reconhecimento de palavras; testes para an&aacute;lise das atitudes   sobre as l&iacute;nguas e um question&aacute;rio sobre as pr&aacute;ticas liter&aacute;rias na fam&iacute;lia. Foi   ainda proposto um question&aacute;rio, junto dos professores, para avalia&ccedil;&atilde;o do processo   e dos seus efeitos na aprendizagem e nas atitudes dos alunos.</p>     <p> A an&aacute;lise dos dados recolhidos aponta, j&aacute; no final do segundo ano, para uma   diferen&ccedil;a qualitativa acentuada entre a TB e a TC, a n&iacute;vel da l&iacute;ngua portuguesa.   Assim, a t&iacute;tulo de exemplo, o estudo de uma narrativa escrita pelos alunos, a   partir de uma banda desenhada, mostra melhores resultados na TB, em doze dos   quinze par&acirc;metros definidos para an&aacute;lise.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Por outro lado, na TB &eacute; muito reduzido o n&uacute;mero de transfer&ecirc;ncias negativas   entre as duas l&iacute;nguas em contacto (a crioula e a portuguesa), transfer&ecirc;ncias essas   que s&atilde;o habituais em l&iacute;nguas lexicalmente afins e muito comuns em alunos   de origem crioula com um percurso escolar monolingue. Tamb&eacute;m na TB &eacute; elevado   o grau de consci&ecirc;ncia lingu&iacute;stica dos alunos, como revelam as constantes   observa&ccedil;&otilde;es espont&acirc;neas sobre os contrastes entre as duas l&iacute;nguas e as atitudes   positivas, expressas nos inqu&eacute;ritos, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s l&iacute;nguas e ao seu valor e   equival&ecirc;ncia.</p>     <p><br />   No t&eacute;rmino do projeto poder-se-&aacute; julgar do interesse que este m&eacute;todo pedag&oacute;gico   revela no ensino de uma l&iacute;ngua segunda.</p>     <p> (ii) Cria&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias e materiais conducentes  ao sucesso educativo</p>     <p> No desenvolvimento do trabalho com as escolas e na forma&ccedil;&atilde;o dos professores   encarregues de alunos PLNM o projeto <i>Bilinguismo e aprendizagem do     portugu&ecirc;s L2</i> tem os seguintes objetivos:</p>     <p> &bull; Desenvolvimento de estrat&eacute;gias de ensino-aprendizagem do Portugu&ecirc;s adequadas   a crian&ccedil;as e a jovens com outras l&iacute;nguas maternas e com outras culturas.</p>     <p> &bull; Elabora&ccedil;&atilde;o de documentos e realiza&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o que contribuam para   a atualiza&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e pedag&oacute;gica dos professores no dom&iacute;nio em quest&atilde;o.</p>     <p> &bull; Constru&ccedil;&atilde;o e experimenta&ccedil;&atilde;o de<b> materiais did&aacute;ticos</b>.</p>     <p> Para o trabalho a levar a efeito nesta parte do projeto foram selecionados   tr&ecirc;s agrupamentos de escolas (Azeit&atilde;o, Carcavelos e Comandante Concei&ccedil;&atilde;o e   Silva) e inclu&iacute;dos 119 alunos e 14 professores para a forma&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o de   atividades. Os alunos est&atilde;o distribu&iacute;dos pelos tr&ecirc;s ciclos de ensino b&aacute;sico e   ensino secund&aacute;rio. O projeto tem-se centrado nos seguintes aspetos:</p>     <p> &bull; Contacto com as estruturas das escolas selecionadas e com os professores destacados   para o apoio aos 119 alunos que n&atilde;o t&ecirc;m o portugu&ecirc;s como l&iacute;ngua materna.</p>     <p> &bull; Prepara&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o de inqu&eacute;ritos e entrevistas junto dos professores de l&iacute;ngua   portuguesa e de outras disciplinas (primeiro, segundo e terceiro ciclos) para   um melhor conhecimento das dificuldades que s&atilde;o manifestadas na aprendizagem   do portugu&ecirc;s como l&iacute;ngua segunda.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Em outubro de 2009 realizou-se na Funda&ccedil;&atilde;o Gulbenkian um Semin&aacute;rio sobre <i>Metodologias e Materiais</i> no qual participaram v&aacute;rios especialistas internacionais   e nacionais. Em fevereiro de 2010 realizou-se um Encontro na ESE de Lisboa dinamizado   por Brian Tomlinson sobre utiliza&ccedil;&atilde;o de materiais em aulas de L2.</p>     <p> Sendo indispens&aacute;vel a cria&ccedil;&atilde;o de materiais did&aacute;ticos que orientem os professores   em aspetos particulares do ensino do portugu&ecirc;s como l&iacute;ngua n&atilde;o materna,   est&atilde;o em processo de experimenta&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o quatro brochuras que   incidem sobre diferentes perspetivas do ato pedag&oacute;gico, adequadas ao ensino   destes alunos. Os objetivos de cada uma est&atilde;o indicados a seguir &agrave; refer&ecirc;ncia   da sua fun&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica.<a name="top4" id="top4"></a><a href="#4"><sup>4</sup></a></p>     <p> Brochuras</p>     <p> <i>Instru&ccedil;&atilde;o em sala de aula</i></p>     <p> &bull; Estimular a cria&ccedil;&atilde;o de atividades de sala de aula que promovam o uso (criativo)   da l&iacute;ngua por parte dos alunos.</p>     <p> &bull; Promover a reflex&atilde;o sobre as pr&aacute;ticas de ensino de PL2 em sala de aula.</p>     <p><i> Aprendizagem da l&iacute;ngua em trabalho aut&oacute;nomo</i></p>     <p> &bull; Adotar metodologias de trabalho aut&oacute;nomo na aprendizagem do PLNM.</p>     <p> &bull; Pesquisar, selecionar e organizar informa&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento das suas   compet&ecirc;ncias lingu&iacute;stico-comunicativas.</p>     <p> &bull; Promover atividades favorecedoras da resolu&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma de problemas e da   tomada de decis&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <i>Aprendizagem de conte&uacute;dos escolares por alunos de outras l&iacute;nguas maternas</i></p>     <p> &bull; Oferecer linhas orientadoras e sugest&otilde;es pr&aacute;ticas para o trabalho sobre conte&uacute;dos   escolares com alunos de PLNM.</p>     <p> &bull; Incentivar os professores de todas as disciplinas a trabalharem em colabora&ccedil;&atilde;o   com o professor de apoio ao ensino de PLNM.</p>     <p> <i>Aprendizagens interculturais</i></p>     <p> &bull; Desenvolver uma compet&ecirc;ncia pluricultural, contribuindo para a aquisi&ccedil;&atilde;o de   compet&ecirc;ncias, comportamentos e atitudes construtores de uma cidadania ativa   e cosmopolita.</p>     <p> &bull; Fomentar o conhecimento e o respeito pela diversidade cultural, atrav&eacute;s da promo&ccedil;&atilde;o   do di&aacute;logo e da partilha de saberes.</p>     <p> &bull; Desenvolver no aluno a compreens&atilde;o, a toler&acirc;ncia e a abertura &agrave; alteridade.</p>     <p> Em suma: o projeto agora em curso<a name="top5" id="top5"></a><a href="#5"><sup>5</sup></a> reflete-se de diversas formas na aprendizagem   de uma l&iacute;ngua segunda. O objetivo que se anuncia no t&iacute;tulo que lhe foi   dado &ndash; <i>Bilinguismo, aprendizagem do portugu&ecirc;s L2</i> e sucesso educativo &ndash; poder&aacute;   vir a completar de forma seminal a aprendizagem do portugu&ecirc;s como l&iacute;ngua n&atilde;o   materna, evidenciando ao mesmo tempo o m&eacute;rito das escolhas efetuadas na sua   constru&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento. Assim o esperamos.</p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Acosta, L. &amp; Leiria, I. (1997). O papel dos conhecimentos pr&eacute;vios na aquisi&ccedil;&atilde;o de uma l&iacute;ngua n&atilde;o   materna. <i>Polifonia - Revista do Grupo Universit&aacute;rio de Investiga&ccedil;&atilde;o em L&iacute;nguas Vivas</i>, 1, 57-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1645-7250201100020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Baker, C. (2006).<i> Foundations of Bilingual Education and Bilingualism</i>. Toronto: Multilingual Matters.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1645-7250201100020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Conselho da Europa (2001). <i>Quadro europeu comum de refer&ecirc;ncia para as l&iacute;nguas. Aprendizagem,   ensino avalia&ccedil;&atilde;o.</i> Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Asa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1645-7250201100020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Crawford, J. &amp; St. Krashen. (2007). <i>English learners in American Classrooms: 101 Questions, 101   Answers.</i> Scholastic.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1645-7250201100020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Delgado-Martins, M. R. &amp; Ferreira, H. G. (2006). <i>Portugu&ecirc;s Corrente. Estilos do Portugu&ecirc;s no   Ensino Secund&aacute;rio</i>. Lisboa: Caminho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1645-7250201100020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Ellis, R. (2002). <i>The Study of Second Language Acquisition</i>. Oxford: University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1645-7250201100020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Gon&ccedil;alves, P. (2010). <i>A g&eacute;nese do Portugu&ecirc;s de Mo&ccedil;ambique</i>. Lisboa: INCM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1645-7250201100020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Gon&ccedil;alves, P. &amp; Diniz, M. J. (2004). <i>Portugu&ecirc;s no Ensino Prim&aacute;rio: Estrat&eacute;gias e Exerc&iacute;cios</i>. Maputo:   Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1645-7250201100020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p> Gouveia, A. &amp; Solla, L. (2004).<i> Portugu&ecirc;s L&iacute;ngua do Pa&iacute;s de Acolhimento &ndash; Educa&ccedil;&atilde;o Intercultural</i>.   Lisboa: Alto Comissariado para a Imigra&ccedil;&atilde;o e Minorias &Eacute;tnicas.</p>     <!-- ref --><p> Mateus, M. H. M., Pereira, D. &amp; Fischer, G. (orgs.). (2008). <i>Diversidade Lingu&iacute;stica na Escola Portuguesa</i>.   Lisboa: ILTEC / Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1645-7250201100020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->   Pereira, D. &amp; Amendoeira, F. (2003). Portugu&ecirc;s a mil vozes. Lisboa: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1645-7250201100020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Solla, L. (2008). &quot;Ensino do Portugu&ecirc;s em contextos de diversidade lingu&iacute;stica&quot;. In Mateus, M.   H. Mira, Pereira, Dulce &amp; Fischer, G. (orgs.). <i>Diversidade Lingu&iacute;stica na Escola Portuguesa</i> (pp.   295-303). Lisboa: ILTEC / Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1645-7250201100020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Solla, L. (1996). <i>Atividades para o Desenvolvimento da Oralidade</i>. Set&uacute;bal: Escola Superior de   Educa&ccedil;&atilde;o / CEDE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1645-7250201100020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><b>Gram&aacute;ticas das l&iacute;nguas estudadas no projecto Diversidade Lingu&iacute;stica</b></p>     <!-- ref --><p> Cardona, G. (1965).<i> A Guzerate Reference Grammar</i>. Philadelphia: The University   of Pennsylvania Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1645-7250201100020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Charles, Li &amp; Thompson S. (1981). <i>Mandarin Chinese: A Functional Reference Grammar</i>. Berkeley:   University of California Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1645-7250201100020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Lang, J. et al. (2002). <i>Dicion&aacute;rio do Crioulo da Ilha de Santiago</i> (Cabo Verde), Tubingen: Gunter   Nau.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1645-7250201100020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p> Pugh, S. &amp; Ian P. (1999). <i>Ukrainian &ndash; A Comprehensive Grammar</i>. London: Routledge.</p>     <!-- ref --><p> Quint, N. (1998). <i>Dicion&aacute;rio de Caboverdiano-Portugu&ecirc;s</i> [CD-Rom]. Lisboa: Verbalis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1645-7250201100020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Quint, N. (2000). <i>Grammaire de la Langue Cap-Verdienne</i>. Paris: L'Harmattan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1645-7250201100020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Tisdall, W. (1986). <i>A Simplified Grammar of the Guzerate Language</i>. Nova Deli: Asian Educational   Services.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S1645-7250201100020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>Notas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="1" id="1"></a><a href="#top1">1</a> Sobre este projecto, consulte-se o s&iacute;tio<a href="http://www.iltec.pt/divling/index.html" target="_blank"> www.iltec.pt/divling/index.html</a></p>     <p><a name="2" id="2"></a><a href="#top2">2</a> Sobre este projecto, consulte-se  <a href="http://www.iltec.pt/projetos /em_curso/turmasbilingues.html" target="_blank">www.iltec.pt/projetos /em_curso/turmasbilingues.html</a></p>     <p><a name="3" id="3"></a><a href="#top3">3</a> A orienta&ccedil;&atilde;o do ensino e a descri&ccedil;&atilde;o dos objetivos e da avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados &eacute; da autoria   da coordenadora da Turma Bilingue, Professora Dulce Pereira.</p>     <p><a name="4" id="4"></a><a href="#top4">4</a> As estrat&eacute;gias pedag&oacute;gicas que s&atilde;o o conte&uacute;do das brochuras a seguir indicadas foram delineadas   pela coordenadora desta parte do projeto, Professora Luisa Solla, que orienta a sua   aplica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><a name="5" id="5"></a><a href="#top5">5</a> Este projecto &eacute; coordenado pelas professoras Maria Helena Mira Mateus, Dulce Pereira (Turma   Bilingue) e Luisa Solla (Estrat&eacute;gias e Materiais) e conta com os seguintes investigadores: Ana   Luisa Salavessa, Madalena Bizarro, Nuno Carvalho, Fausto Caels, Pedro Martins e Vanessa Antunes.   As professoras da turma bilingue s&atilde;o: Ana Josefa Cardoso &ndash; Cabo-verdiano e Ana Carina   Ferreira &ndash; Portugu&ecirc;s.</p>      ]]></body><back>
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