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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência da Dislexia entre Crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico falantes do Português Europeu]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose of the present study was to determine the prevalence of dyslexia among Portuguese 2nd, 3rd and 4th graders. A sample of 1460 children underwent an assessment process including two screening tests of reading and, in accordance with the established criteria, 155 of those children were further tested on general cognitive ability and phonological awareness. Children were tested collectively on the screening tests and individually on the other. Since this was the first study of the kind carried out in Portugal, strict criteria were used to select a child as dyslexic. Results show that 5.4% of children met all the criteria to be classified as dyslexic, a percentage that falls within the prevalence range recently reported in other countries.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Preval&ecirc;ncia da Dislexia   entre Crian&ccedil;as do 1.&ordm; Ciclo   do Ensino B&aacute;sico falantes   do Portugu&ecirc;s Europeu</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ana Paula Vale*, Ana Sucena** &amp; Fernanda Viana<sup>***</sup></b></p>     <p><sup>*</sup>Doutorada em Psicologia pela Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro,   onde &eacute; docente. Desenvolve trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da dislexia   e condi&ccedil;&otilde;es associadas. Criou, em 2005, a Unidade de Dislexia da UTAD, <a href="mailto:pvale@utad.pt">pvale@utad.pt</a></p>     <p><sup>**</sup>Doutorada em Psicologia pela Universidade do Porto. O seu trabalho de   investiga&ccedil;&atilde;o centra-se sobre a Psicologia da Linguagem.   &Eacute; docente no Instituto Polit&eacute;cnico do Porto, <a href="mailto:asucena@estsp.ipp.pt">asucena@estsp.ipp.pt</a></p>     <p><sup>***</sup>Doutorada em Psicologia pela Universidade do Minho, onde &eacute;   docente. Desenvolve trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas do desenvolvimento da   linguagem e do ensino e aprendizagem da leitura, <a href="mailto:fviana@ie.uminho.pt">fviana@ie.uminho.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Resumo</p>     <p>O objectivo deste estudo foi determinar a preval&ecirc;ncia da dislexia entre as   crian&ccedil;as portuguesas do 1&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico. Foram avaliadas 1460 crian&ccedil;as   dos 2.&ordm;, 3.&ordm; e 4.&ordm; anos de escolaridade relativamente ao n&iacute;vel de leitura e,   de acordo com os crit&eacute;rios estabelecidos, 155 dessas crian&ccedil;as foram tamb&eacute;m   avaliadas relativamente &agrave;s capacidades cognitivas gerais e &agrave; consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica.   As crian&ccedil;as foram testadas colectivamente nos testes de rastreio e   individualmente nos outros testes. Por se tratar do primeiro estudo desta natureza   realizado em Portugal, foram adoptados crit&eacute;rios muito conservadores   para classificar uma crian&ccedil;a como tendo dislexia. Os resultados revelam uma<br />   percentagem de 5,4 % de crian&ccedil;as com dislexia, valor que se enquadra nos   intervalos de preval&ecirc;ncia recentemente divulgados noutros pa&iacute;ses.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b>dislexia; preval&ecirc;ncia; crian&ccedil;as, Portugal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Prevalence of dyslexia between Portuguese   children from elementary school</b></p>     <p>Abstract</p>     <p>The purpose of the present study was to   determine the prevalence of dyslexia among   Portuguese 2<sup>nd</sup>, 3<sup>rd</sup> and 4<sup>th</sup> graders. A sample   of 1460 children underwent an assessment   process including two screening tests of reading   and, in accordance with the established criteria,   155 of those children were further tested on   general cognitive ability and phonological   awareness. Children were tested collectively   on the screening tests and individually on   the other. Since this was the first study of the   kind carried out in Portugal, strict criteria were   used to select a child as dyslexic. Results show   that 5.4% of children met all the criteria to be   classified as dyslexic, a percentage that falls   within the prevalence range recently reported   in other countries.</p>     <p> <b>Keywords:</b> dyslexia; prevalence; Portuguese   children.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O diagn&oacute;stico da dislexia segue, na maior parte dos pa&iacute;ses, a defini&ccedil;&atilde;o proposta   pelo DSM-IV-TR (2002), que situa essa condi&ccedil;&atilde;o no quadro das perturba&ccedil;&otilde;es   de aprendizagem. De acordo com o DSM-IV-TR (2002), a dislexia define-se   como um desempenho na leitura substancialmente abaixo daquilo que seria de   esperar - ao n&iacute;vel da exactid&atilde;o, velocidade ou compreens&atilde;o, conforme os resultados   de medidas estandardizadas de avalia&ccedil;&atilde;o individual - em fun&ccedil;&atilde;o da idade   cronol&oacute;gica, do Q.I. e do n&iacute;vel de escolaridade. Paralelamente, os dados mais recentes   da investiga&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m vindo a revelar que as dificuldades de compreens&atilde;o   s&atilde;o uma consequ&ecirc;ncia dos problemas para ler palavras com precis&atilde;o e flu&ecirc;ncia   e n&atilde;o uma caracter&iacute;stica prim&aacute;ria da dislexia (Hulme &amp; Snowling, 2009). Por isso,   a maior parte da investiga&ccedil;&atilde;o sobre dislexia baseia-se numa defini&ccedil;&atilde;o adoptada   em 2002 pela Associa&ccedil;&atilde;o Internacional de Dislexia sob direc&ccedil;&atilde;o de G. Reyd Lyon   (Lyon, Shaywitz &amp; Shaywitz, 2003). Nesta defini&ccedil;&atilde;o focalizam-se os problemas   principais da dislexia nas dificuldades de leitura e escrita de palavras, que resultam   de d&eacute;fices na componente fonol&oacute;gica da linguagem, mantendo-se a &ecirc;nfase   na perspectiva de que &eacute; uma dificuldade espec&iacute;fica de aprendizagem, e por isso,   conservando-se a ideia de discrep&acirc;ncia entre n&iacute;vel de leitura e Q.I. </p>     <p>Os dados sobre a preval&ecirc;ncia da dislexia variam conforme o m&eacute;todo de investiga&ccedil;&atilde;o   adoptado e a popula&ccedil;&atilde;o alvo, existindo c&aacute;lculos que apontam para uma   preval&ecirc;ncia entre 3% e 15% (Fluss et al., 2008; Miles, Wheeler &amp; Haslum, 2003;   Moll &amp; Landerl, 2009). Recentemente foi apresentada uma preval&ecirc;ncia entre os   4% e os 8% na popula&ccedil;&atilde;o escolar dos pa&iacute;ses de l&iacute;ngua inglesa, reconhecendo-se   no entanto que a taxa pode variar com a idade (Snowling, 2008). </p>     <p>A acrescentar &agrave; preval&ecirc;ncia da dislexia, &eacute; importante assinalar tamb&eacute;m a forte   persist&ecirc;ncia dos d&eacute;fices de leitura ao longo do tempo, metaforizada por Stanovich   (1986) como o efeito de Mathew: o rico tende a tornar-se mais rico e o pobre   tende a tornar-se mais pobre, isto &eacute;, quem l&ecirc; bem passa a ler melhor, quem l&ecirc; mal   tende a permanecer um mau leitor. De facto, a investiga&ccedil;&atilde;o sobre a aquisi&ccedil;&atilde;o da   leitura tem revelado que aquelas crian&ccedil;as cuja compet&ecirc;ncia de leitura no final do   1.&ordm; ano &eacute; pobre, continuar&atilde;o, em regra, com um n&iacute;vel de leitura abaixo da m&eacute;dia   nos anos subsequentes (Francis, Shaywitz, Stuebing, Shaywitz, &amp; Fletcher, 1996;   Shaywitz et al., 1999; Stanovich, 1986). </p>     <p>Se em l&iacute;nguas como o ingl&ecirc;s ou o franc&ecirc;s existem diversos estudos sobre a   dislexia, s&atilde;o muito escassos os dados no caso do portugu&ecirc;s, sendo de referir o   estudo recente de Sucena e Castro (2009) que caracteriza o perfil do d&eacute;fice fonol&oacute;gico   entre as crian&ccedil;as disl&eacute;xicas portuguesas. Na primeira fase de despistagem   foram usados dois testes de rastreio com caracter&iacute;sticas diferentes, o TIL-Teste de   Idade de Leitura (Sucena &amp; Castro, 2010) e a PRP &ndash; Prova de Reconhecimento de   Palavras (Viana &amp; Ribeiro, 2010). Ap&oacute;s esta fase foi usado um teste n&atilde;o verbal de   compet&ecirc;ncia cognitiva geral, as Matrizes Progressivas Coloridas de Raven (Raven,   Court &amp; Raven, 1990) - MPC-Raven - e, mais tarde, um teste de consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica,   integrado na bateria ALEPE (Sucena &amp; Castro, no prelo). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Como medida de valida&ccedil;&atilde;o, decidimos usar tarefas de consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica   (Fluss et al., 2008; Hulme &amp; Snowling, 2009). Por se tratar do primeiro estudo   realizado em Portugal com este objectivo, os crit&eacute;rios que a seguir se apresentam   para incluir uma crian&ccedil;a no grupo das crian&ccedil;as em risco de apresentar dislexia decorreram   da op&ccedil;&atilde;o de usar limites muito conservadores de aceita&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o   de risco, tentando assim evitar a sobrestima&ccedil;&atilde;o de falsos positivos. </p>     <p> <b>M&eacute;todo</b> </p>     <p> Os crit&eacute;rios de selec&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as foram usados de forma cumulativa: obter   um resultado no TIL correspondente ou inferior ao percentil 5; obter um resultado   abaixo do crit&eacute;rio de mestria na PRP; obter um percentil 50, ou acima, nas   MCP-Raven; corrobora&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s de desempenhos em provas de consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica<br />   significativamente inferiores aos apresentados por grupos de controlo   da mesma idade cronol&oacute;gica e do mesmo n&iacute;vel de escolaridade. </p>     <p> Come&ccedil;ando por um princ&iacute;pio de selec&ccedil;&atilde;o restrita, foi decidido que apenas as   crian&ccedil;as que tivessem obtido um resultado igual ou inferior ao percentil 5 no TIL   seriam consideradas como eleg&iacute;veis para constituir o grupo base a partir do qual   se refinariam os crit&eacute;rios para classificar aquelas potencialmente pertencentes   ao grupo das crian&ccedil;as com dislexia. O percentil 5 no TIL corresponde a um resultado   que se situa, pelo menos, um desvio-padr&atilde;o e meio abaixo da m&eacute;dia obtida   em cada idade no estudo de estandardiza&ccedil;&atilde;o. A partir deste grupo base, foram   aplicados os outros crit&eacute;rios em passos sucessivos. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Figura 1 - Passos Realizados na Selec&ccedil;&atilde;o das Crian&ccedil;as com Dislexia </p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a04f1.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Participantes</b></p>     <p> Participaram neste estudo 23 escolas do 1.&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico pertencentes   a Agrupamentos de Escolas de Vila Real e de Braga, totalizando 81 turmas   dos 2.&ordm;, 3.&ordm; e 4.&ordm; anos. Foram testadas 1460 crian&ccedil;as, todas reunindo os seguintes   crit&eacute;rios: frequentavam os 2.&ordm;, 3.&ordm; ou 4.&ordm; anos de escolaridade; n&atilde;o apresentavam   d&eacute;fices cognitivos, motores ou sensoriais que as impedissem de responder   autonomamente aos testes de rastreio; n&atilde;o apresentavam d&eacute;fices acentuados de   linguagem; eram falantes nativas do portugu&ecirc;s; tinham autoriza&ccedil;&atilde;o escrita por   parte dos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o para participar no estudo. O Quadro 1 apresenta   a distribui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de alunos por ano lectivo e por sexo, assim como a   m&eacute;dia de idades por cada um desses grupos. A frequ&ecirc;ncia de rapazes e raparigas   na amostra n&atilde;o &eacute; significativamente diferente da esperada (X2 = 0.989, p = .320).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 1 - N&uacute;mero de Participantes por Sexo e Idade em cada Ano de Escolaridade</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a04q1.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b> Testes e Procedimento</b></p>     <p> Foram adoptados o TIL-Teste de Idade de Leitura (Sucena &amp; Castro, 2010),   a PRP-Prova de Reconhecimento de Palavras (Viana &amp; Ribeiro, 2010), as MPCRaven   (Raven, Court &amp; Raven, 1990) e as provas de consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica da   bateria ALEPE (Sucena &amp; Castro, no prelo). </p>     <p> A aplica&ccedil;&atilde;o dos testes decorreu durante os meses de Maio, Junho e Julho   de 2008 em tr&ecirc;s sess&otilde;es. Nas duas primeiras sess&otilde;es foram aplicados os testes   de rastreio TIL e PRP e na terceira foram aplicadas as MPC-Raven e as provas   fonol&oacute;gicas.</p>     <p> <i>TIL &ndash; Teste de Idade de Leitura</i> &ndash; O TIL &eacute; uma prova utilizada para determinar   a idade de leitura. A realiza&ccedil;&atilde;o do TIL envolve, entre outros, dois processos   cognitivos: a descodifica&ccedil;&atilde;o e a compreens&atilde;o, atrav&eacute;s da leitura de 36 frases   incompletas que a crian&ccedil;a tem que completar seleccionando a palavra correcta   de entre cinco hip&oacute;teses fornecidas (ex: Aconteceu uma coisa engra&ccedil;ada a um   pescador: pescou uma&hellip; carpa, pescada, sapatilha, truta, sardinha). De acordo   com as instru&ccedil;&otilde;es, a prova foi aplicada colectivamente no grupo-turma, tendo   tido uma dura&ccedil;&atilde;o de 5 minutos. Antes de iniciar a testagem, o procedimento foi   explicado e foram realizados quatro ensaios de treino em grupo. As crian&ccedil;as   responderam individualmente.</p>     <p> <i>PRP - Prova de Reconhecimento de Palavras</i> &ndash; A PRP &eacute; uma prova de reconhecimento   de palavras regulares, destinada a avaliar a velocidade e a precis&atilde;o de   leitura. &Eacute; constitu&iacute;da por 40 itens (mais tr&ecirc;s de treino). Cada item &eacute; constitu&iacute;do   por uma imagem, seguida de quatro palavras, de entre as quais o aluno deve   seleccionar a que corresponde &agrave; imagem. As alternativas de resposta podem   incluir entre uma e tr&ecirc;s palavras vizinhas (modificando apenas uma das suas   letras) ou com proximidade ortogr&aacute;fica. De acordo com as instru&ccedil;&otilde;es, a aplica&ccedil;&atilde;o   foi realizada colectivamente nos grupo-turma, tendo tido uma dura&ccedil;&atilde;o de   quatro minutos no 2.&ordm; ano e de dois minutos nos 3.&ordm; e 4.&ordm; anos. Depois de terem   sido explicados e completados, colectivamente, os itens de treino, cada crian&ccedil;a   preencheu individualmente o seu caderno de teste.</p>     <p> <i>MPC-Raven</i> &ndash; As Matrizes Progressivas Coloridas de Raven (Raven, Court&amp;  Raven, 1990) s&atilde;o um teste n&atilde;o verbal que mede as capacidades de intelig&ecirc;ncia   geral, incluindo capacidades de racioc&iacute;nio por analogia, sendo consideradas a   melhor medida singular do factor g (Sim&otilde;es, 2008). O teste foi aplicado individualmente   em vers&atilde;o caderno numa sala sossegada da escola de cada crian&ccedil;a,   seguindo as instru&ccedil;&otilde;es do manual (Raven, Court &amp; Raven, 1990) e as normas   portuguesas (Sim&otilde;es, 2000).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <i>Provas de Consci&ecirc;ncia Fonol&oacute;gica Impl&iacute;cita</i> &ndash; As tarefas que utiliz&aacute;mos integram   a bateria ALEPE (Sucena &amp; Castro, no prelo). Trata-se de tarefas de detec&ccedil;&atilde;o   da partilha de uma unidade fonol&oacute;gica comum a um par de palavras bissil&aacute;bicas,   com tr&ecirc;s condi&ccedil;&otilde;es, cada uma relativa ao tipo de unidade com partilha da   fonologia: s&iacute;laba inicial; ataque da s&iacute;laba inicial; rima da s&iacute;laba inicial. Em cada   condi&ccedil;&atilde;o existem 20 palavras, maioritariamente nomes comuns com acentua&ccedil;&atilde;o   grave. Doze dos pares partilham a estrutura fonol&oacute;gica da unidade alvo e oito n&atilde;o   t&ecirc;m qualquer fonema comum.</p>     <p> Cada crian&ccedil;a foi testada individualmente numa sala sossegada da sua escola.   Pedia-se-lhes que ouvissem com aten&ccedil;&atilde;o duas palavras e que dissessem se, nesse   par, no princ&iacute;pio ou no meio, conforme a condi&ccedil;&atilde;o, havia ou n&atilde;o um bocadinho de   som igual nas duas&quot;. Antes dos ensaios experimentais havia cinco ensaios de treino   em cada condi&ccedil;&atilde;o. O tempo de testagem situou-se entre os 10 e os 15 minutos.</p>     <p> Do conjunto das crian&ccedil;as que obtiveram cumulativamente um percentil igual   ou acima de 50 no TIL, uma pontua&ccedil;&atilde;o igual ou acima do crit&eacute;rio de mestria na   PRP e um percentil de 50 ou acima nas MCP-Raven, foram seleccionadas 90 crian&ccedil;as   (30 por cada ano lectivo). Cada uma delas foi emparelhada com uma das crian&ccedil;as   do grupo de dislexia de modo a que o par fosse da mesma escola (ou de uma   escola com caracter&iacute;sticas id&ecirc;nticas), da mesma idade e do mesmo ano lectivo.   Cada crian&ccedil;a foi seleccionada ao acaso de entre os potenciais pares de uma dada   crian&ccedil;a do grupo de dislexia. Permaneceram no estudo 83 dessas crian&ccedil;as. Este   grupo constituiu o grupo de controlo. O n&uacute;mero de participantes, por ano, e as   respectivas m&eacute;dias de idades s&atilde;o as seguintes: 29 do 2.&ordm; ano (7;6 anos), 25 do 3.&ordm;   ano (8;6 anos) e 29 do 4.&ordm; ano (9;7 anos).</p>     <p> <b>Resultados</b></p>     <p> A distribui&ccedil;&atilde;o das frequ&ecirc;ncias observadas nos diferentes percentis do TIL &eacute;   apresentada na Figura 2.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Figura 2 - Percentagem de casos observados em cada percentil do TIL</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a04f2.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Cento e oitenta e uma crian&ccedil;as (102 rapazes e 79 raparigas) obtiveram, no   TIL, resultados ao n&iacute;vel do percentil 5, o que corresponde a 12,4% da amostra   total. Neste grupo, tal como na amostra total, a frequ&ecirc;ncia de rapazes e raparigas   &eacute; equivalente (X2 = 2,92, p = .087). De entre estas 181 crian&ccedil;as, 125 obtiveram   um percentil de 50 ou acima nas MPC-Raven. Se estes fossem os dois &uacute;nicos   crit&eacute;rios estabelecidos para seleccionar as crian&ccedil;as com probabilidade de ter   dislexia, ter&iacute;amos 8,6% de ocorr&ecirc;ncia de casos eleg&iacute;veis.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> No entanto, como j&aacute; referido, opt&aacute;mos por utilizar uma prova adicional de   rastreio de dificuldades de leitura: a PRP. Sendo uma prova referenciada a crit&eacute;rio,   apresenta pontos de corte para cada ano de escolaridade. Os resultados   abaixo destes pontos de corte indicam que o aluno ter&aacute; um desempenho inferior   em termos de leitura, necessitando de uma interven&ccedil;&atilde;o ajustada &agrave;s suas   dificuldades. A PRP foi realizada por 1360 crian&ccedil;as. De entre as 181 crian&ccedil;as   classificadas no percentil 5 do Til, 174 realizaram tamb&eacute;m a PRP. De acordo   com o crit&eacute;rio estabelecido, 103 alunos foram classificados abaixo do n&iacute;vel de mestria.</p>     <p> Foram aplicadas as Matrizes de Raven a 100 destas 103 crian&ccedil;as, entre as   quais 74 obtiveram uma classifica&ccedil;&atilde;o igual ou superior ao percentil 50. Em   suma, de entre as 1360 crian&ccedil;as que completaram ambas as provas de rastreio   - o TIL e a PRP - 74 cumpriram todos os crit&eacute;rios estabelecidos para integrar o   grupo das crian&ccedil;as com dislexia, isto &eacute;, 5,44%. Se analisarmos as taxas em cada   ano escolar, no 2.&ordm; ano temos 38 crian&ccedil;as num total de 493 (7,7%); no 3.&ordm; ano   temos 15 crian&ccedil;as num total de 445 (3,4%); no 4.&ordm; ano temos 21 crian&ccedil;as num   total de 422 (5%).</p>     <p> Como se pode verificar no Quadro 2, h&aacute; um n&uacute;mero maior de rapazes nestes   grupos. No entanto, a frequ&ecirc;ncia de rapazes e raparigas n&atilde;o &eacute; diferente da esperada   (X2 = 3,46, p = .087). Em cada uma das tr&ecirc;s condi&ccedil;&otilde;es da prova de consci&ecirc;ncia   fonol&oacute;gica (s&iacute;laba inicial; ataque da s&iacute;laba inicial; rima da s&iacute;laba inicial)   as crian&ccedil;as tinham duas hip&oacute;teses de resposta quando comparavam os pares de   palavras: &quot;Sim&quot; (as duas palavras t&ecirc;m um som igual) ou &quot;N&atilde;o&quot; (as duas n&atilde;o t&ecirc;m   um som igual). Para medir a sensibilidade de cada crian&ccedil;a &agrave; partilha, ou n&atilde;o, de   som entre duas palavras usou-se o &iacute;ndice de sensibilidade d'. Para al&eacute;m deste   resultado, foram tamb&eacute;m registados os tempos de resposta. Em cada condi&ccedil;&atilde;o,   logo ap&oacute;s o final da apresenta&ccedil;&atilde;o do primeiro par de palavras accionava-se o   cron&oacute;metro e contava-se o tempo at&eacute; &agrave; &uacute;ltima resposta da crian&ccedil;a, que correspondia  &agrave; resposta ao &uacute;ltimo par de palavras. Entre o primeiro par de palavras e   o &uacute;ltimo, a apresenta&ccedil;&atilde;o de cada est&iacute;mulo seguia-se imediatamente ap&oacute;s uma   resposta da crian&ccedil;a, numa sequ&ecirc;ncia sem quebras. Registava-se o tempo total   de cada condi&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 2 - N&uacute;mero de crian&ccedil;as com dislexia, por sexo e por ano de escolaridade</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a04q2.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>       <p> Foi realizada uma an&aacute;lise de vari&acirc;ncia para cada vari&aacute;vel dependente (&iacute;ndice   de sensibilidade d' e tempo de resposta) tendo como factor o Grupo (dois   n&iacute;veis: disl&eacute;xicos e controlos). Como podemos observar no Quadro 3, existem   diferen&ccedil;as significativas entre crian&ccedil;as consideradas com dislexia e crian&ccedil;as   do grupo de controlo em todos os resultados relativos ao tempo de resposta,   enquanto nos resultados do &iacute;ndice de sensibilidade (d') as diferen&ccedil;as s&atilde;o significativas   para o fonema e rima mas n&atilde;o para a s&iacute;laba.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Quadro 3 - Estat&iacute;sticas Relativas aos &Iacute;ndices de Sensibilidade (d') e aos Tempos de Resposta na Detec&ccedil;&atilde;o de Unidades Fonol&oacute;gicas dos Grupos Dislexia e Controlo</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a04q3.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> <b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p> Os objectivos deste estudo eram determinar a taxa de preval&ecirc;ncia de dificuldades   de aprendizagem da leitura e, em particular, da dislexia, entre as crian&ccedil;as   a frequentar os tr&ecirc;s &uacute;ltimos anos do 1.&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico.</p>     <p> Tanto quanto &eacute; do conhecimento das autoras, n&atilde;o existia, at&eacute; agora, em Portugal,   informa&ccedil;&atilde;o desta natureza. Sabe-se que as dificuldades em leitura constituem   o principal motivo de sinaliza&ccedil;&atilde;o de insucesso no 1.&ordm; Ciclo do Ensino   B&aacute;sico (Lopes, 2004). Tamb&eacute;m s&atilde;o conhecidos os dados do relat&oacute;rio PISA 2006   (Pinto-Ferreira, Serr&atilde;o &amp; Padinha, 2007) que mostram que cerca de 25% dos   jovens portugueses de 15 anos, maioritariamente dos 7.&ordm; e 8.&ordm; anos de escolaridade,   foram classificados como maus leitores (desempenho igual ou abaixo   do n&iacute;vel 1 numa escala com valores entre -1 e +5), sendo que 5,8% obtiveram   uma nota abaixo do n&iacute;vel 1. Esta percentagem de jovens que apresenta n&iacute;veis   de dom&iacute;nio da leitura muito abaixo dos n&iacute;veis basilares n&atilde;o &eacute; espec&iacute;fica do   caso portugu&ecirc;s. Nos Estados Unidos, um relat&oacute;rio de 2005 sobre os progressos educativos nacionais mostrou que 27% dos jovens do ensino secund&aacute;rio tinha   problemas s&eacute;rios de leitura (Shaywitz, Morris &amp; Shaywitz, 2008). Em Fran&ccedil;a,   verificou-se que 5% a 6% dos jovens do 6&ordm; ano manifestava problemas severos   de leitura (Fluss et al., 2008). Relativamente aos resultados do TIL (Sucena&amp;  Castro, 2010), o teste de idade de leitura que us&aacute;mos no nosso estudo, podemos   considerar como maus leitores os indiv&iacute;duos que obtiveram um resultado igual   ou inferior ao percentil 30, pois esses s&atilde;o os resultados que se situam 1 desvio   padr&atilde;o, ou mais, abaixo da m&eacute;dia obtida no estudo de estandardiza&ccedil;&atilde;o. Das   1460 crian&ccedil;as que realizaram o TIL, 28,5% (416 crian&ccedil;as) oram classificadas   num percentil igual ou inferior a 30. Fundamentando-nos nas investiga&ccedil;&otilde;es que   mostram que os n&iacute;veis de compet&ecirc;ncia em leitura nos primeiros anos de escolaridade   t&ecirc;m tend&ecirc;ncia a reproduzir-se nos anos subsequentes, e que mostram   que a preval&ecirc;ncia das dificuldades em leitura se altera pouco no decurso da   escolaridade (Boscardin, Muth&eacute;n, Francis &amp; Baker, 2008; Fluss, Ziegler, Ecalle, et   al., 2008; Shaywitz, Fletcher, Holahan et al., 1999; Shaywitz, Morris &amp; Shaywitz,   2008; Stanovicth, 1986), &eacute; l&iacute;cito afirmar que a percentagem de &quot;maus leitores&quot;  observada na nossa pesquisa &eacute; coerente com o valor apontado, para Portugal,   no PISA 2006.</p>     <p> No entanto, os crit&eacute;rios que us&aacute;mos para seleccionar o grupo de crian&ccedil;as que   teria dislexia restringiram a designa&ccedil;&atilde;o &quot;mau leitor&quot; a um n&iacute;vel que captasse   apenas os alunos com os desempenhos mais deficit&aacute;rios. Optar por uma estrat&eacute;gia   cautelosa, aquela que &eacute; usualmente utilizada na investiga&ccedil;&atilde;o, maximiza   as possibilidades de apurar os casos que s&atilde;o cognitivamente mais espec&iacute;ficos   de um quadro de dislexia. Assim, ao colocarmos os marcadores de selec&ccedil;&atilde;o no   n&iacute;vel mais baixo de desempenho no TIL, o percentil 5, e ao excluirmos os casos   com probabilidades de ter problemas de aprendizagem mais gerais, aqueles   que, avaliados individualmente, n&atilde;o tivessem obtido pelo menos um percentil<br />   de 50 nas MCP-Raven, encontr&aacute;mos 8,6% de casos.</p>     <p> De acordo com a defini&ccedil;&atilde;o de dislexia apresentada no DSM-IV-TR (2002) e   de acordo com os procedimentos seguidos para testar as crian&ccedil;as neste estudo,   8,6% poderia ser aceite como uma taxa de preval&ecirc;ncia da dislexia em Portugal.</p>     <p>Tal como foi explicado anteriormente, os crit&eacute;rios de selec&ccedil;&atilde;o que aplic&aacute;mos   foram ainda mais restritos. Para al&eacute;m do TIL, que exige compet&ecirc;ncias de   descodifica&ccedil;&atilde;o e de compreens&atilde;o, introduzimos um outro crit&eacute;rio relativo ao   reconhecimento de palavras, o de obter um resultado abaixo do n&iacute;vel de mestria   na PRP (Viana &amp; Ribeiro, 2010). Considerando cumulativamente os tr&ecirc;s crit&eacute;rios   (TIL = percentil 5; PRP &lt; crit&eacute;rio de mestria; Raven &ge; percentil 50) obtivemos   5,44% de ocorr&ecirc;ncias. Posteriormente compar&aacute;mos os resultados das crian&ccedil;as   que integraram este grupo, que design&aacute;mos como crian&ccedil;as com dislexia, com os   de um grupo de controlo constitu&iacute;do por crian&ccedil;as das mesmas idades e anos de   escolaridade em tarefas de consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica. Os resultados dessa compara&ccedil;&atilde;o   evidenciaram desempenhos significativamente mais baixos entre as   crian&ccedil;as do grupo dislexia em todas as medidas recolhidas, excepto no &iacute;ndice de   sensibilidade para detectar semelhan&ccedil;as na s&iacute;laba inicial. Com efeito, em outros   estudos (Elbro, Borstrom &amp; Peterson, 1998) tamb&eacute;m se verificou que as tarefas   que exigem a compara&ccedil;&atilde;o ou a manipula&ccedil;&atilde;o de s&iacute;labas parecem n&atilde;o contribuir   de forma independente para explicar as diferen&ccedil;as de precis&atilde;o em leitura entre   crian&ccedil;as com dislexia e crian&ccedil;as com progress&atilde;o t&iacute;pica. No entanto, quando   examinamos os resultados relativos aos tempos de resposta, verificamos que as   diferen&ccedil;as entre os dois grupos s&atilde;o bastante s&oacute;lidas em todas as condi&ccedil;&otilde;es da   tarefa, incluindo a s&iacute;laba inicial. Aparentemente, esta medida &eacute; mais sens&iacute;vel   &agrave;s diferen&ccedil;as entre os grupos do que a medida do &iacute;ndice de sensibilidade. De   facto, o tempo de resposta na realiza&ccedil;&atilde;o de tarefas de consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica   pode ser melhor diferenciador de compet&ecirc;ncias de leitura do que a precis&atilde;o   das respostas nessas tarefas (Patel, Snowling &amp; de Jong, 2004). Para al&eacute;m disso,   esta tend&ecirc;ncia tem vindo a ser notada pelas investigadoras no contexto cl&iacute;nico,   o que, em conjunto com os actuais resultados, aponta para a import&acirc;ncia de,   em estudos futuros, ser explorada de modo mais sistematizado a efic&aacute;cia da   medida tempo de resposta neste tipo de tarefas. Portanto, os resultados obtidos   com as provas de consci&ecirc;ncia fonol&oacute;gica sustentam fortemente a presen&ccedil;a da   condi&ccedil;&atilde;o dislexia.</p>     <p> A taxa de preval&ecirc;ncia da dislexia que obtivemos (5,44%) enquadra-se inteiramente   no intervalo de valores percentuais mais recentemente divulgados   (Moll &amp; Landerl, 2009; Snowling, 2008). O estudo longitudinal de Connecticut   (Shaywitz, Shaywitz, Fletcher, &amp; Escobar, 1990) revelou uma preval&ecirc;ncia de   7,8% no segundo ano, 7% no terceiro ano e 5,4% no quinto ano de escolaridade,   percentagens id&ecirc;nticas &agrave;s que identific&aacute;mos (7,7% no segundo ano, 3,37%   no terceiro e 4,97% no quarto ano). Um estudo realizado com crian&ccedil;as francesas   de 7,06 anos, que frequentavam um n&iacute;vel de escolaridade equivalente ao 2.&ordm;   ano do 1.&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico portugu&ecirc;s, obteve uma taxa de 9% de ocorr&ecirc;ncia   de problemas severos de leitura (Fluss et al., 2008). O estudo de Moll e   Landerl (2009), desenvolvido com uma amostra de 2029 crian&ccedil;as austr&iacute;acas dos   2.&ordm;, 3.&ordm; e 4.&ordm; anos de escolaridade, avaliadas com testes de rastreio de leitura   (precis&atilde;o e tempo) e de escrita, registou percentagens entre 6,4% a 8% de   crian&ccedil;as com n&iacute;veis m&iacute;nimos de desempenho, consoante o crit&eacute;rio de selec&ccedil;&atilde;o   se restringia apenas &agrave; leitura, apenas &agrave; escrita ou a ambas. Este conjunto de   taxas de preval&ecirc;ncia &eacute;, pois, muito similar &agrave;s que observ&aacute;mos no nosso estudo.</p>     <p> Assim, dependendo de os crit&eacute;rios serem mais ou menos restritos, podemos   dizer que entre 5,44% a 8,6% das crian&ccedil;as portuguesas a frequentar os 2.&ordm;, 3.&ordm;   e 4.&ordm; anos de escolaridade t&ecirc;m dislexia. Para al&eacute;m disso, os resultados indicam   que 28% das 1460 crian&ccedil;as avaliadas manifestam dificuldades de leitura.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Tal como na maioria dos estudos realizados sobre dificuldades de aprendizagem   da leitura, neste estudo o n&uacute;mero de rapazes com d&eacute;fices em leitura ultrapassa   o n&uacute;mero de raparigas. No entanto, essas diferen&ccedil;as de ocorr&ecirc;ncia n&atilde;o   atingiram signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. Este resultado &eacute; coincidente com a maioria   dos estudos em que os grupos de maus leitores foram seleccionados atrav&eacute;s de   crit&eacute;rios de investiga&ccedil;&atilde;o, e que revelam que a preval&ecirc;ncia tende a ser equivalente   entre rapazes e raparigas (Hawke, Olson, Willcut, Wadsworth &amp; DeFries,   2009; Share &amp; Silva, 2003).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b> Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p> DSM-IV-TR (2002). Manual de Diagn&oacute;stico e Estat&iacute;stica das Perturba&ccedil;&otilde;es Mentais &ndash; Texto Revisto   (American Psychiatric Association), (4.&ordf; Ed). Lisboa : Climepsi Editora.</p>     <!-- ref --><p> Elbro, C., Borstrom, I. &amp; Peterson, D. K. (1998). Predicting dyslexia from kindergarten: the importance   of distinctness of phonological representations of lexical items. Reading Research   Quarterly, 33, 36-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1645-7250201100020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Fluss, J.; Ziegler, J.; Ecalle, J.; Magnan, A.; Warszawski, J.; Ducot, B.; Richard, G. &amp; Billard, C.   (2008). Pr&eacute;valence des troubles d'apprentissages du langage &eacute;crit en d&eacute;but de scolarit&eacute;: l'impact   du milieu socio&eacute;conomique dans 3 zones d'&eacute;ducations distinctes . Archives de Pediatrie,   15 (6), 1049-1057.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1645-7250201100020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Francis, D. J., Shaywitz, S. E., Stuebing, K. K., Shaywitz, B. A. &amp; Fletcher, J. M. (1996). Developmental   lag versus deficit models of reading disability: a longitudinal, individual growth curves   analysis. Journal of Educational Psychology, 88 (1), 3-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1645-7250201100020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Hulme, C. &amp; Snowling, M. (2009). Developmental Disorders of Language Learning and Cognition.   Oxford: Willey-Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1645-7250201100020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Lyon, G., Shaywitz S., &amp; Shaywitz B. (2003). A definition of dyslexia. Annals of Dyslexia, 53, 1-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1645-7250201100020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Miles, T. R., Wheeler, T. J. &amp; Haslum, M.N., (2003). Dyslexia without severe literacy problems.   Annals of Dyslexia, 53, 340-449.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1645-7250201100020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Moll, K. &amp; Landerl, K. (2009). Double Dissociation Between Reading And Spelling Deficits. Scientific   Studies of Reading, 13 (5), 359-382.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1645-7250201100020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p> Noble, K. G., Farah, M. J. &amp; McCandliss, B. D. (2006). Socioeconomic background modulates cognition&ndash;   achievement relationships in reading. Cognitive Development, 21, 349-368.</p>     <!-- ref --><p> Patel, T., Snowling, M. &amp; de Jong, P. (2004). A Cross-Linguistic Comparison of Children Learning   to Read in English and Dutch. Journal of Educational Psychology, 96 (4), 785-797.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1645-7250201100020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p> Pinto-Ferreira, C., Serr&atilde;o, A. &amp; Padinha, L. (2007). PISA 2006 &ndash; Compet&ecirc;ncias Cient&iacute;ficas dos Alunos   Portugueses. Lisboa: GAVE &ndash; Gabinete de Avalia&ccedil;&atilde;o Educacional. Minist&eacute;rio de Educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <!-- ref --><p> Raven, J. C., Court, J. H. &amp; Raven, J. (1990). Raven Manual: Coloured Progressive Matrices. Oxford:   Psychologists Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1645-7250201100020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Share, D. &amp; Silva, Ph. (2003). Gender Bias in IQ-Discrepancy and Post-Discrepancy Definitions   of Reading Disability. Journal of Learning Disabilities, 36, (1), 4-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1645-7250201100020000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Shaywitz. S. E., Fletcher J. M., Holahan J. M., Schnider A. E. , Marchione K. E., Stuebing K. K., Francis   D. J., Pugh K. R. &amp; Shaywitz B. A. (1999). Persistence of dyslexia: the Connecticut Longitudinal   Study at Adolescence. Pediatrics, 104, 1351-1359.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1645-7250201100020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Shaywitz, S. E., Shaywitz, B. A., Fletcher, J. M. &amp; Escobar, M. D. (1990). Prevalence of reading disability   in boys and girls: Results of the Connecticut Longitudinal Study. Journal of the American   Medical Association, 264, 998-1002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1645-7250201100020000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Shaywitz, S. E., Morris, R. &amp; Shaywitz, B.A. (2008). The Education of Dyslexic Children from   Childhood to Young Adulthood. Annual Review Psychology, 59, 451-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1645-7250201100020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Sim&otilde;es, M. R. (2008). Recens&atilde;o cr&iacute;tica: O Teste das Matrizes Progressivas Coloridas de Raven   (MPRC) em Portugal. In L. Almeida, M. Sim&otilde;es, C. Machado &amp; M. Gon&ccedil;alves (Coord.), Avalia&ccedil;&atilde;o   Psicol&oacute;gica. Instrumentos validados para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, Vol. II (pp.151-191). Coimbra:   Quarteto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1645-7250201100020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Sim&otilde;es, M. R. (2000). Investiga&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito da aferi&ccedil;&atilde;o nacional do teste das Matrizes Progressivas   Coloridas de Raven (M.P.C.R). Coimbra: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian/Funda&ccedil;&atilde;o para a   Ci&ecirc;ncia e Tecnologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1645-7250201100020000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Snowling, M. (1987). Dyslexia. Oxford: Basil Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1645-7250201100020000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Snowling, M. J. (2008). Dyslexia. Foresight Review on Mental Capital and Wellbeing (UK Government's   Foresight Project) <a href="http://www.foresight.gov.uk/OurWork/ActiveProjects/Mental%20Capital/ProjectOutputs.asp" target="_blank">http://www.foresight.gov.uk/OurWork/ActiveProjects/Mental%20Capital/ProjectOutputs.asp</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1645-7250201100020000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Stanovich, K. E. (1986). Matthew effect in reading: some consequences of individual differences   in the acquisition of literacy. Reading Research Quaterly, 21, 360-407.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1645-7250201100020000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Sucena, A. &amp; Castro, S. L. (2009). Developmental dyslexia in an intermediate depth. The case of   European Portuguese. Reading &amp; Writing, 22, 791-810.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1645-7250201100020000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Sucena, A. &amp; Castro, S. L. (2010). Aprender a Ler e Avaliar a Leitura. O TIL: Teste de Idade de Leitura.   Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1645-7250201100020000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Sucena, A. &amp; Castro, S. L. (no prelo). ALEPE: Bateria de provas de Avalia&ccedil;&atilde;o da Leitura em Portugu&ecirc;s   Europeu. Lisboa: CECOC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1645-7250201100020000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p> Viana, F. L. &amp; Ribeiro, I. S. (2010). A P.R.P. &ndash; Prova de Reconhecimento da Palavras. Lisboa: Cegoc-   Tea.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Notas</b></p>     <p><b>Estudo financiado pelo Projecto POCTI/PSI/49274 da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia   (FCT) e por fundos FEDER.</b></p>      ]]></body><back>
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