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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O acesso ao ensino superior no contexto da globalização: Os casos do Brasil e de Portugal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The text aims to explain the possible convergences and divergences in policies on access to higher education Brazil / Portugal, shows the influence of neoliberalism and globalization in the constitution of a global agenda that starts to structure regulatory pathways at the level of political and educational activities. The argument assumes that education constitutes a strategic policy for the achievement of economic hegemony, political, cultural and ideological business logic. In the Brazilian context deals with the analysis of the expansion of higher education from the Census of Higher Education and Research of the National Household Sample Survey (PNDA) show that the expansion of the private sector. In the Portuguese case, supports the management of the European Union and demonstrates the centrality of enrollment in the public sector / state and decrease the number of enrollments in higher education, requiring policies that create new opportunities for study, for example the program over 23 years, intended for adults whose academic, social and professional can be subject to validation and certification, considering the promotion of equal opportunities in access to this level of education, attracting new audiences, a logic of learning throughout life.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>O acesso ao ensino   superior no contexto da   globaliza&ccedil;&atilde;o. Os casos do   Brasil e de Portugal</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Edineide Jezine<sup>*</sup>, Vera L&uacute;cia Jacob Chaves<sup>**</sup> &amp; Belmiro Gil Cabrito<sup>***</sup></b></p>     <p><sup>*</sup>Professora na Universidade Federal de Para&iacute;ba. P&oacute;s-doutoranda na ULHT. Bolseira Capes/FCT, <a href="mailto:edjezine@gmail.com">edjezine@gmail.com</a></p>     <p><sup>**</sup>Professora na Universidade Federal do Par&aacute;. P&oacute;s-doutoranda na Universidade de Lisboa.</p>     <p><sup>***</sup>Professor no Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Lisboa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Resumo</p>     <p>O texto objetiva explicitar as converg&ecirc;ncias e poss&iacute;veis diverg&ecirc;ncias das pol&iacute;ticas   de acesso ao ensino superior Brasil/Portugal e evidencia as influ&ecirc;ncias   do neoliberalismo e da globaliza&ccedil;&atilde;o na constitui&ccedil;&atilde;o de uma agenda global que   passa a estruturar caminhos reguladores ao n&iacute;vel das pol&iacute;ticas e das a&ccedil;&otilde;es educacionais.   O argumento parte do princ&iacute;pio de que a educa&ccedil;&atilde;o se constitui uma   estrat&eacute;gica pol&iacute;tica para o alcance da hegemonia econ&ocirc;mica, pol&iacute;tica, cultural   e ideol&oacute;gica da l&oacute;gica mercantilista. No contexto brasileiro aborda-se a an&aacute;lise   da expans&atilde;o do ensino superior a partir dos dados do Censo da Educa&ccedil;&atilde;o Superior   e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios (PNDA) que evidenciam   a expans&atilde;o do setor privado. No caso portugu&ecirc;s, corrobora o gerenciamento   da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia e demonstra a centralidade das matr&iacute;culas no setor p&uacute;blico/<br />   estatal e a diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de matr&iacute;cula no sistema de ensino superior,   exigindo pol&iacute;ticas que gerem novas oportunidades de estudo. Por exemplo, o   programa <i>Maior de 23 anos</i>, destinado a adultos, cujo percurso acad&eacute;mico, social   e profissional pode ser objecto de valida&ccedil;&atilde;o e certifica&ccedil;&atilde;o, considerando   a promo&ccedil;&atilde;o de igualdade de oportunidades no acesso a este grau de ensino,   atraindo novos p&uacute;blicos, numa l&oacute;gica de aprendizagem ao longo de toda a vida.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b>ensino superior; acesso; expans&atilde;o; globaliza&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Access to higher education in the context   of globalization. The cases Brazil and   Portugal</b></p>     <p>Abstract</p>     <p>The text aims to explain the possible   convergences and divergences in policies on   access to higher education Brazil / Portugal,   shows the influence of neoliberalism and   globalization in the constitution of a global   agenda that starts to structure regulatory   pathways at the level of political and   educational activities. The argument assumes   that education constitutes a strategic policy   for the achievement of economic hegemony,   political, cultural and ideological business   logic. In the Brazilian context deals with the   analysis of the expansion of higher education   from the Census of Higher Education and   Research of the National Household Sample   Survey (PNDA) show that the expansion of the   private sector. In the Portuguese case, supports   the management of the European Union and   demonstrates the centrality of enrollment in the   public sector / state and decrease the number   of enrollments in higher education, requiring   policies that create new opportunities for   study, for example the program over 23 years,   intended for adults whose academic, social   and professional can be subject to validation   and certification, considering the promotion   of equal opportunities in access to this level of   education, attracting new audiences, a logic of   learning throughout life.</p>     <p> <b>Keywords:</b> higher education; access;   expansion; globalization.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O texto analisa as pol&iacute;ticas de acesso ao ensino superior no Brasil e em Portugal,   evidencia as influ&ecirc;ncias do neoliberalismo e da globaliza&ccedil;&atilde;o na constitui&ccedil;&atilde;o   de uma agenda global para a educa&ccedil;&atilde;o que passa a estruturar caminhos   reguladores ao n&iacute;vel das pol&iacute;ticas e das a&ccedil;&otilde;es curriculares processadas a partir   de mecanismos de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o, em que a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; concebida como   estrat&eacute;gica pol&iacute;tica para o alcance da hegemonia econ&ocirc;mica, pol&iacute;tica, cultural e   ideol&oacute;gica da l&oacute;gica mercantilista do capitalismo. Parte da ideia de que a globaliza&ccedil;&atilde;o   &eacute; um fen&ocirc;meno complexo, considerado por Dale (2004, p. 436) como um  &quot;hiper-liberalismo, governa&ccedil;&atilde;o sem governo e mercadoriza&ccedil;&atilde;o e consumismo,   respectivamente&quot;. Procura responder as seguintes quest&otilde;es de estudo: como se   processa os dispositivos pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos para a organiza&ccedil;&atilde;o da agenda   global da educa&ccedil;&atilde;o? E, como se processam as exig&ecirc;ncias para a educa&ccedil;&atilde;o desta   nova governa&ccedil;&atilde;o em cada uma destas realidades?</p>     <p> No contexto brasileiro a an&aacute;lise tem como foco a pol&iacute;tica de acesso ao ensino   superior a partir da expans&atilde;o do setor privado. A pesquisa pauta-se nos   dados do Censo da Educa&ccedil;&atilde;o Superior e da Pesquisa Nacional por Amostra de   Domic&iacute;lios (PNDA) que evidencia a privatiza&ccedil;&atilde;o em contextos de contradi&ccedil;&otilde;es   e exclus&otilde;es, frente as condi&ccedil;&otilde;es concretas de exist&ecirc;ncia de parte da popula&ccedil;&atilde;o   pobre que n&atilde;o possui condi&ccedil;&otilde;es efetivas de manter-se no ensino superior pago,   o que resulta em n&uacute;meros exorbitantes de vagas ociosas.</p>     <p> Em Portugal, a an&aacute;lise busca evidenciar o gerenciamento da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia   e suas proposi&ccedil;&otilde;es de mudan&ccedil;as para as pol&iacute;ticas educacionais, em que se destaca   o papel da educa&ccedil;&atilde;o e da forma&ccedil;&atilde;o como elemento de promo&ccedil;&atilde;o social em   que o indiv&iacute;duo &eacute; o seu principal respons&aacute;vel. Os dados do acesso ao ensino superior   em Portugal busca demonstrar o crescimento do sistema em que o maior   n&uacute;mero de matr&iacute;culas centra-se no setor p&uacute;blico/estatal, enquanto que o ensino   privado vem apresentando uma diminui&ccedil;&atilde;o no seu n&uacute;mero de matr&iacute;cula. Neste   sentido, se insere o processo de inclus&atilde;o de alunos maiores de 23 como uma   pol&iacute;tica de acesso destacada desta realidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Ademais no contexto de pol&iacute;ticas neoliberais e globaliza&ccedil;&atilde;o de agendas educacionais   &eacute; importante explicitar as converg&ecirc;ncias e poss&iacute;veis diverg&ecirc;ncias das   pol&iacute;ticas de acesso Brasil/Portugal a fim de construir novas proposi&ccedil;&otilde;es de an&aacute;lise   e a&ccedil;&atilde;o para a promo&ccedil;&atilde;o da equidade social.</p>     <p> <b>Os processos de globaliza&ccedil;&atilde;o e a influ&ecirc;ncia na Educa&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p> A sociedade capitalista em sua vers&atilde;o financeira, no contexto da chamada   p&oacute;s-modernidade, afirma mudan&ccedil;as estruturais sob a perspectiva do modelo   neoliberal de sociedade e capital, expande os processos de globaliza&ccedil;&atilde;o e aumenta o distanciamento entre pa&iacute;ses, grupos e sujeitos pobres e ricos. Dentre   estas mudan&ccedil;as real&ccedil;a-se as de &acirc;mbito econ&ocirc;mico que se fazem sentir no mundo   do trabalho com a flexibiliza&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es capital e trabalho, a cria&ccedil;&atilde;o   do terceiro setor e o mercado como dinamizador das demandas sociais, educacionais,   profissionais, etc. Na pol&iacute;tica h&aacute; o aprofundamento dos princ&iacute;pios do   neoliberalismo e processa-se a reforma no Estado que o torna menos provedor   e mais regulador. Nos aspectos culturais ganha for&ccedil;a a defesa dos direitos humanos,   ao mesmo tempo em que as lutas coletivas por mudan&ccedil;as estruturais s&atilde;o   enfraquecidas; a ordem do debate s&atilde;o as rela&ccedil;&otilde;es de identidade e a multiculturalidade   que dilu&iacute; a categoria classe social em v&aacute;rios fragmentos de sujeitos   sociais.</p>     <p> Inserida no contexto de mudan&ccedil;as estruturais a globaliza&ccedil;&atilde;o se caracteriza   como um fen&ocirc;meno multifacetado com dimens&otilde;es econ&ocirc;micas, sociais, pol&iacute;ticas,   culturais, religiosas e jur&iacute;dicas interligadas em sua complexidade. Este fen&ocirc;meno,   contudo, n&atilde;o pode deixar de ser visto fora do conjunto das suas contradi&ccedil;&otilde;es,   qual seja a sociedade do capital, pois ao se fazer universal, rompe as   fronteiras da territorialidade ao mesmo tempo em que propaga o individualismo,   a diversidade local, a identidade &eacute;tnica e interage em processos tidos como  &quot;naturais&quot;, mas que resultam em desigualdades sociais; cat&aacute;strofe ambiental;   conflitos &eacute;tnicos; migra&ccedil;&otilde;es internacionais; emerg&ecirc;ncia de novos estados e/ou   a fal&ecirc;ncia ou implos&atilde;o de outros; prolifera&ccedil;&atilde;o de guerras civis; crime globalmente   organizado; democracia formal como uma condi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica para a assist&ecirc;ncia   internacional e etc. &Eacute; neste sentido que Santos (2002) salienta:</p>     <blockquote> [...] a globaliza&ccedil;&atilde;o est&aacute; longe de ser um processo consensual, ao contr&aacute;rio   &eacute; um vasto e intenso campo de conflitos entre grupos sociais, Estados e   interesses hegem&ocirc;nicos, por um lado, e grupos sociais, Estados e interesses   subalternos, por outro, havendo no interior do seu campo hegem&ocirc;nico   divis&otilde;es mais ou menos significativas que atuam na base de um consenso   entre os seus mais influentes membros.</blockquote>     <p> O chamado consenso das pol&iacute;ticas neoliberais partilha da ideia que desaparecem   as rivalidades imperialistas e que a d&iacute;spare capital e trabalho foi plenamente   institucionalizada nos pa&iacute;ses centrais, a favor da interdepend&ecirc;ncia entre   as grandes pot&ecirc;ncias, a coopera&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o regional. Dos tra&ccedil;os da globaliza&ccedil;&atilde;o   econ&ocirc;mica sustentada pelo consenso econ&ocirc;mico neoliberal destaca-se a   subordina&ccedil;&atilde;o dos Estados Nacionais &agrave;s ag&ecirc;ncias multilaterais que se encontram   sob controle majorit&aacute;rio dos Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA). Decorrem desses   interesses a defini&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o dos organismos internacionais, na pol&iacute;tica a   Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) e suas ag&ecirc;ncias; na cultura a Organiza&ccedil;&atilde;o   das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Educa&ccedil;&atilde;o, na Ci&ecirc;ncia e Cultura (UNESCO) e sua Oficina   Regional de Educa&ccedil;&atilde;o para a Am&eacute;rica Latina e Caribe (ORELAC); na educa&ccedil;&atilde;o   a Comiss&atilde;o Econ&ocirc;mica para a Am&eacute;rica Latina e Caribe (CEPAL), na economia a   representa&ccedil;&atilde;o d&aacute;-se pelo Fundo Mundial de Investimentos (FMI); Banco Interamericano   de Desenvolvimento (BID); Banco Internacional para a Reconstru&ccedil;&atilde;o   e o Desenvolvimento (BIRD/Banco Mundial), em concorr&ecirc;ncia/articula&ccedil;&atilde;o com a   Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&oacute;mico (OCDE) e a Uni&atilde;o   Europ&eacute;ia (UE). Esses organismos prop&otilde;em um novo paradigma pol&iacute;tico, imp&otilde;em<br />   condi&ccedil;&otilde;es a negocia&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida externa atrav&eacute;s dos programas de ajustamento   estrutural que estabelecem a privatiza&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, dentre<br />   elas as de educa&ccedil;&atilde;o superior, que passam a se adequar ao modelo pautado sob   os padr&otilde;es de produtividade, efici&ecirc;ncia e efic&aacute;cia do mundo da profissionaliza&ccedil;&atilde;o,   cumprindo a fun&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica de consenso e controle social.   Sob esta concep&ccedil;&atilde;o, o Estado neoliberal deve ser forte, no sentido de estabelecer   rumos e metas para a sociedade e exigir redimensionamento das pol&iacute;ticas   p&uacute;blicas, de modo a efetivar resultados mercadol&oacute;gicos. No tocante &agrave; educa&ccedil;&atilde;o   o processo de globaliza&ccedil;&atilde;o, movido por interesses econ&ocirc;micos direciona a regula&ccedil;&atilde;o   das pol&iacute;ticas educacionais em busca da homogeneiza&ccedil;&atilde;o dos processos   educativos, reordena os sistemas educativos a partir do que Dale (2004: 455)   denomina de Agenda Globalmente Estruturada para a Educa&ccedil;&atilde;o - AGEE.</p>     <blockquote> A AGEE introduz novas concep&ccedil;&otilde;es sobre a natureza das for&ccedil;as globais e   sobre como &eacute; que elas operam, e atribui estas transforma&ccedil;&otilde;es &agrave; mudan&ccedil;a   da natureza das for&ccedil;as supranacionais, n&atilde;o estando os valores culturais e   os gui&otilde;es imunes &agrave;s for&ccedil;as da globaliza&ccedil;&atilde;o, econ&ocirc;mica, pol&iacute;tica e cultura.</blockquote>     <p> A justifica&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia de uma AGEE segundo Dale (2004: 436) parte do   pressuposto que &quot;a globaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; um conjunto de dispositivos pol&iacute;tico-econ&ocirc;micos   para a organiza&ccedil;&atilde;o da economia global, conduzido pela necessidade de   manter o sistema capitalista mais do que qualquer outro conjunto de valores&quot;.   Neste sentido ultrapassa a concep&ccedil;&atilde;o de um reflexo da cultura ocidental, conforme   a abordagem da Cultura Educacional Mundial Comum &ndash; CEMC, que entende   que a globaliza&ccedil;&atilde;o &quot;trata-se de um reflexo da cultura ocidental, baseada   cognitivamente em torno de um conjunto particular de valores que penetram   em todas as regi&otilde;es da vida moderna&quot;.</p>     <p> Ao buscar estabelecer a diferen&ccedil;a de concep&ccedil;&otilde;es entre as duas abordagens   Dale (2004: 438) explicita o que &eacute; crucial entre as duas posi&ccedil;&otilde;es, pois enquanto   para os institucionalistas mundiais a for&ccedil;a causal reside &quot;no inter-subjetivo,   na partilha de id&eacute;ias e cren&ccedil;as fortes acerca do mundo, e n&atilde;o tanto e apenas   nas condi&ccedil;&otilde;es materiais&quot; (Finnemore, 2006: 135 cit. por Dale, 2004: 438) para   a AGEE o capitalismo &eacute; visto como a for&ccedil;a casual, conduzida pela procura do   lucro, &quot;estas mudan&ccedil;as resultam da transforma&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es da procura do   lucro, que permanece o motor de todo o sistema&quot; (Dale, 2004: 437). De modo   que a compreens&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o educa&ccedil;&atilde;o e globaliza&ccedil;&atilde;o no contexto de mudan&ccedil;as   estruturais tornam-se complexas, uma vez que se processam intera&ccedil;&otilde;es diversas   em amplas dimens&otilde;es da vida societal, o que torna necess&aacute;rio explicitar como as   ideias mudam e a forma como se processa.</p>     <p> N&atilde;o &eacute; interesse redundar a educa&ccedil;&atilde;o &agrave; dimens&atilde;o econ&ocirc;mica, mas perceber   como o neoliberalismo, como modelo hegem&ocirc;nico n&atilde;o se limita &agrave; atividade econ&ocirc;mica,   mas atinge todos os setores da vida humana, em especial a educa&ccedil;&atilde;o   que deixa de ser concebida como um bem social e passa a um produto comercial,   presente na agenda da globaliza&ccedil;&atilde;o neoliberal a partir do conceito de qualidade   e da ideia de educa&ccedil;&atilde;o para todos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Mendes e Galego (2009: 27) admitem que as mudan&ccedil;as ocorridas nos sistemas   educativos s&atilde;o resultantes de uma agenda globalmente estruturada, constru&iacute;da   na interse&ccedil;&atilde;o entre as influ&ecirc;ncias da economia capitalista e os marcos interpretativos   nacionais, em que os processos de globaliza&ccedil;&atilde;o se desenvolvem nacionalmente   e supranacionalmente.</p>     <p> Neste sentido, a an&aacute;lise da educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve limitar-se &agrave; pr&aacute;tica da sala de   aula em sua estrutura curricular de conte&uacute;dos, mas &agrave;s dimens&otilde;es das pol&iacute;ticas   educativas e suas formas de governa&ccedil;&atilde;o, que implica no financiamento e regula&ccedil;&atilde;o.   Ao configurar a rela&ccedil;&atilde;o globaliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel afirmar que a   educa&ccedil;&atilde;o sempre se constituiu como um ponto de pauta na formula&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas   nacionais e internacionais como elemento de controle e/ou emancipa&ccedil;&atilde;o,   seja pelo Estado ou pelos movimentos organizados da sociedade civil.</p>     <p>No contexto da mundializa&ccedil;&atilde;o, a aceita&ccedil;&atilde;o de ideias externas no sistema educacional   local, contempla a preocupa&ccedil;&atilde;o com a difus&atilde;o de uma cultura global na   forma&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos, constitui uma estrat&eacute;gica pol&iacute;tica mais ampliada ligada   &agrave; busca de uma hegemonia econ&ocirc;mica, pol&iacute;tica, cultural e ideol&oacute;gica sobre todas   as regi&otilde;es com o objetivo de fortalecer a posi&ccedil;&atilde;o de lideran&ccedil;a imperialista na   ordem mundial. As proposi&ccedil;&otilde;es de ordenamento da educa&ccedil;&atilde;o com vista ao alinhamento   do capitalismo global processam-se a partir de pol&iacute;ticas reguladoras, n&atilde;o   apenas nos pa&iacute;ses dependentes, mas tamb&eacute;m nos pa&iacute;ses centrais hegem&ocirc;nicos   direcionadas ao princ&iacute;pio da l&oacute;gica mercantil como salienta Teodoro (2007: 19).</p>     <blockquote>&Eacute;, pois, poss&iacute;vel, no campo da educa&ccedil;&atilde;o, identificar processos de converg&ecirc;ncia   com as pol&iacute;ticas internacionais, converg&ecirc;ncia de que resulta pol&iacute;ticas   id&ecirc;nticas assumidas por partidos ideologicamente diferentes, bem como a   produ&ccedil;&atilde;o de um discurso homog&ecirc;neo justificado pela incontornabilidade   da necessidade de moderniza&ccedil;&atilde;o que promete a aproxima&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses   do centro. Discursos como o de valoriza&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias, da avalia&ccedil;&atilde;o   externa como garantia de qualidade e instrumento de controle, da desestatiza&ccedil;&atilde;o   das escolas, ou da regula&ccedil;&atilde;o social evidenciam uma progressiva   internacionaliza&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas.</blockquote>     <p> A tend&ecirc;ncia de resignifica&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o social das Institui&ccedil;&otilde;es de Educa&ccedil;&atilde;o   Superior &ndash; IES sob a l&oacute;gica mercantilista se alastra no contexto da globaliza&ccedil;&atilde;o,   atingindo a todos sob diferentes a&ccedil;&otilde;es. A Uni&atilde;o Europ&eacute;ia alavanca reformas educacionais   nacionais<a name="top1" id="top1"></a><a href="#1"><sup>1</sup></a> a partir do acordo de Bolonha, da Estrat&eacute;gia de Lisboa e do   M&eacute;todo Aberto de Coordena&ccedil;&atilde;o - MAC<a name="top2" id="top2"></a><a href="#2"><sup>2</sup></a> que estabelece &aacute;reas priorit&aacute;rias comuns   de interven&ccedil;&atilde;o no campo da economia, educa&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o social, pobreza,   ambiente, tecnologias e investiga&ccedil;&atilde;o. A este respeito Teodoro (2010: 69)   ressalta</p>     <blockquote> O MAC introduz uma rotura nos mecanismos que at&eacute; ent&atilde;o constitu&iacute;am a   forma de gerir os processos de transfer&ecirc;ncia de compet&ecirc;ncias para a Uni&atilde;o   Europeia e que, em certas &aacute;reas, nomeadamente as de pol&iacute;tica social, constituem   o chamado m&eacute;todo comunit&aacute;rio (MC). Este baseia-se numa integra&ccedil;&atilde;o   pelo direito sob a forma de directivas e de regulamenta&ccedil;&atilde;o europ&eacute;ias, em   que a Uni&atilde;o det&eacute;m o poder de legislar e de sancionar.</blockquote>     <p> Por sua vez a Am&eacute;rica Latina, com hist&oacute;ricos processos de atraso educacional   em sua diversidade regional e cultural expande os sistemas educacionais, em   particular o superior, sob a l&oacute;gica da privatiza&ccedil;&atilde;o, contrariando os princ&iacute;pios da   extens&atilde;o de oportunidades e igualdade de acesso presente nas lutas por liberdade.   A globaliza&ccedil;&atilde;o neoliberal gera formula&ccedil;&atilde;o nas pol&iacute;ticas educativas com   interven&ccedil;&atilde;o, diretamente, na economia pol&iacute;tica de financiamento educativo; na   vincula&ccedil;&atilde;o entre educa&ccedil;&atilde;o e trabalho e com a cria&ccedil;&atilde;o de medidas de excel&ecirc;ncia   acad&ecirc;mica internacional para o sistema educacional. Neste sentido, reside o   desafio de analisar como se processam no campo do sistema educativo do ensino   superior tais interven&ccedil;&otilde;es, pois s&atilde;o percept&iacute;veis em todo o mundo, embora   ocorram sob diferentes formas. O que torna importante explicitar as converg&ecirc;ncias   e poss&iacute;veis diverg&ecirc;ncias deste processo, no caso as pol&iacute;ticas de acesso ao   ensino superior Brasil/Portugal.</p>     <p> <b>Pol&iacute;ticas de acesso ao ensino superior no Brasil e a expans&atilde;o p&uacute;blico/privada.</b></p>     <p> No Brasil, as mudan&ccedil;as estruturais se efetivam por meio da reforma do Estado<a name="top3" id="top3"></a><a href="#3"><sup>3</sup></a> e influenciam diretamente na educa&ccedil;&atilde;o superior que se expande a partir da   intensifica&ccedil;&atilde;o do setor privado, por sua vez favorecido pelo Estado regulador,   que segue as orienta&ccedil;&otilde;es das ag&ecirc;ncias internacionais de financiamento. Kruppa<a name="top4" id="top4"></a><a href="#4"><sup>4</sup></a> ao analisar os documentos referentes aos projetos iniciais de empr&eacute;stimos   do Banco Internacional para a Reconstru&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento - BIRD, os Projetos   de Informa&ccedil;&atilde;o do Documento(PIDs) - confirma a abrang&ecirc;ncia da atua&ccedil;&atilde;o do   Banco Mundial em praticamente todos os estados brasileiros.</p>     <blockquote> O PID de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia prev&ecirc; um projeto de US$ 300 milh&otilde;es e   um empr&eacute;stimo de US$ 150 milh&otilde;es, visando a i) incrementar significativamente   a participa&ccedil;&atilde;o do setor privado no fianciamento e execu&ccedil;&atilde;o do   desenvolvimento da pesquisa, ii) o apoio mais eficiente para a forma&ccedil;&atilde;o de   capital humano requeridos em face da necessidade de ci&ecirc;ncia e tecnologia   da industria e iii) a exist&ecirc;ncia de mecanismos adequados para o monitoramento,   avalia&ccedil;&atilde;o e regulamenta&ccedil;&atilde;o do setor (kruppa).</blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Para Leher (1989) a inger&ecirc;ncia do Banco Mundial na formula&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios   para a composi&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas educacionais brasileiras significa a diminui&ccedil;&atilde;o   do espa&ccedil;o p&uacute;blico e a substitui&ccedil;&atilde;o da l&oacute;gica do p&uacute;blico pela do privado,   no interior da esfera p&uacute;blica, que se encolhe em face da supremacia das exig&ecirc;ncias   (da acumula&ccedil;&atilde;o de capital) sobre as necessidades (do trabalhador). Assim,   em atendimento aos princ&iacute;pios gerais que orientam o modelo neoliberal de sociedade   e educa&ccedil;&atilde;o, processa-se a implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de avalia&ccedil;&atilde;o que   classificam institui&ccedil;&otilde;es e cursos sob a l&oacute;gica quantitativa e mercadol&oacute;gica que   promovem ajustamentos na educa&ccedil;&atilde;o superior.</p>     <p> Pesquisadores como Sguissardi, V. (2000); Mancebo (2004); Jezine (2010),   Chaves (2010) dentre outros, assinalam o processo de expans&atilde;o e diversifica&ccedil;&atilde;o   da educa&ccedil;&atilde;o superior e a ascend&ecirc;ncia do setor privado em detrimento do p&uacute;blico   no conjunto das recomenda&ccedil;&otilde;es das pol&iacute;ticas neoliberais e de um sistema de   fundos para bolsas de estudo, destinadas &agrave;s pessoas com capacidade, mas com   renda insuficiente, a exemplo o Programa Universidade para Todos - PROUNI<a name="top5" id="top5"></a><a href="#5"><sup>5</sup></a>.</p>     <p> Neste conjunto de pol&iacute;ticas, a Lei de Diretrizes e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o Nacional   - LDB n. 9392/96 se constituiu como um instrumento legal para a expans&atilde;o acelerada   da educa&ccedil;&atilde;o superior pela via da privatiza&ccedil;&atilde;o, materializando os acordos   com o Banco Mundial acerca da diversifica&ccedil;&atilde;o institucional. A respectiva Lei   indica no Art. 45&deg; que a educa&ccedil;&atilde;o superior ser&aacute; ministrada por Institui&ccedil;&otilde;es de   Ensino Superior - IES p&uacute;blicas ou privadas, com variados graus de abrang&ecirc;ncia   ou especializa&ccedil;&atilde;o<a name="top6" id="top6"></a><a href="#6"><sup>6</sup></a>, o que favorece a hierarquiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apenas das pr&oacute;prias   Institui&ccedil;&otilde;es Federais de Ensino Superior - IFES, mas da educa&ccedil;&atilde;o superior do   pa&iacute;s. De um lado, as universidades de excel&ecirc;ncia, em sua maioria p&uacute;blica, que   realizam pesquisas e produzem conhecimentos, para alguns poucos privilegiados,   e uma vasta rede de ensino superior privada acrescida de algumas institui&ccedil;&otilde;es   de ensino superior p&uacute;blicas, para o atendimento de outras demandas,   conforme modelo pragm&aacute;tico de IES isoladas.</p>     <p> Nestes termos, &eacute; poss&iacute;vel inferir que o acesso a educa&ccedil;&atilde;o superior continua   inacess&iacute;vel a uma parcela significativa da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, em especial para   os jovens das classes trabalhadoras. Os dados do Censo da Educa&ccedil;&atilde;o Superior   do Instituto Nacional de Pesquisa Educacional An&iacute;sio Teixeira &ndash; INEP apresentam   a expans&atilde;o do sistema superior brasileiro, de onde &eacute; poss&iacute;vel perceber a diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas nos governos de Fernando Henrique   Cardoso &ndash; FHC (1995-2002) e Luiz In&aacute;cio Lula da Silva (2003-2009)<a name="top7" id="top7"></a><a href="#7"><sup>7</sup></a>.</p>     <p> No ano de 1996, o Brasil contava com 922 Institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior,   sendo 211 p&uacute;blicas (22,9%) e 711 privadas (77,1%). Ao final dos governos do   presidente FHC, em 2002, esse quantitativo passa para 1.637, uma expans&atilde;o de   77,5%. Em 2006, final do primeiro mandato do governo de Lula da Silva (2003-   2006) o n&uacute;mero de IES era de 2.270, o que representa um crescimento de 38,7%   no per&iacute;odo. Em 2009, o quantitativo de IES passou para 2.314, apresentando um   crescimento total no governo Lula da Silva de 41,4% no per&iacute;odo 2002 a 2009.</p>     <p> Os dados expostos na Tabela 01 revelam que o maior n&uacute;mero de IES no Brasil   encontra-se no setor privado que no ano de 1996 registrava o quantitativo de   711 IES, passando para 1.442 em 2002, para 2.022 em 2006 e para 2.069 em   2009, apresentando um crescimento de 191% no per&iacute;odo de 1996 a 2009. Por   outro lado, o setor p&uacute;blico tem demonstrado um lento ritmo de crescimento,   pois em 1996 contava com 211 IES, passando para 195, em 2002; para 248 em   2006 e para 245 em 2009. Um crescimento de 16,1% no per&iacute;odo de 1996 a   2009. Fica n&iacute;tida a pol&iacute;tica de privatiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior adotada pelos   dois governos (FHC e Lula da Silva), pois em 1996, o n&uacute;mero de IES privadas   representava 77,1% de IES do pa&iacute;s passando para 89,4%, em 2009, enquanto o   setor p&uacute;blico reduziu de 22,9% (1996) para 10,6% (2009).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 01</b> - N&uacute;mero de Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior, p&uacute;blicas e privadas,Brasil, 1996, 2002, 2006 e 2009</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a05t1.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> No que pese os investimentos de mais de 2 bilh&otilde;es de reais no per&iacute;odo de   2008 - 2011<a name="top8" id="top8"></a><a href="#8"><sup>8</sup></a> para o Programa de Apoio a Planos de Reestrutura&ccedil;&atilde;o e Expans&atilde;o   das Universidades Federais - REUNI, que tem como principal objetivo ampliar   o acesso e a perman&ecirc;ncia na educa&ccedil;&atilde;o superior, e o &iacute;ndice de mais de 30% de   vagas ociosas no setor privado &eacute; poss&iacute;vel afirmar que o modelo de privatiza&ccedil;&atilde;o   na educa&ccedil;&atilde;o superior se firma e tem continuidade, mesmo que em um n&iacute;vel   menor de expans&atilde;o, pois o &uacute;ltimo censo da educa&ccedil;&atilde;o superior (2009) divulgado   em 2010, demonstra a continuidade deste crescimento. De forma que &eacute; poss&iacute;vel   pensar que o acesso das camadas populares a este n&iacute;vel de duca&ccedil;&atilde;o, ainda se   constitui uma dificuldade, considerando as condi&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas concretas de   exist&ecirc;ncias da popula&ccedil;&atilde;o brasileira<a name="top9" id="top9"></a><a href="#9"><sup>9</sup></a>. A partir da rela&ccedil;&atilde;o oferta (vagas oferecidas)   demanda (candidatos inscritos) &eacute; poss&iacute;vel observar que a maior procura   por vagas centra-se no setor p&uacute;blico como menor n&uacute;mero de oferta, ao contr&aacute;rio   do setor privado que possui maior n&uacute;mero de vagas oferecidas, conforme os   dados da tabela 02 a seguir:</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 02</b> &ndash; Rela&ccedil;&atilde;o de n&uacute;mero de vagas oferecidas, candidatos inscritos,   ingressos e vagas ociosas por institui&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas e setor p&uacute;blico e   privado em cursos presenciais &ndash; Brasil - 2009.</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a05t2.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Os dados da tabela 02 demonstram a expans&atilde;o da oferta de vagas pelo setor   privado e a continuidade do crescimento deste setor se explica pelo maior n&uacute;mero   de ingressos, pois s&atilde;o as institui&ccedil;&otilde;es deste setor que se responsabilizam   pela maioria das matr&iacute;culas. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios &ndash;   PNAD mostra que 23,4% (1,5 milh&atilde;o) dos estudantes freq&uuml;entam uma faculdade   ou institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de ensino superior, enquanto a grande maioria (76,6%   ou mais de 4,9 milh&otilde;es de pessoas) estuda na rede particular. Contudo, &eacute; vis&iacute;vel   a grande procura pelas IES do setor p&uacute;blico com menor oferta de vagas.</p>     <p> Os dados s&atilde;o suscet&iacute;veis de questionamentos quanto ao n&uacute;mero de vagas   ociosas em sua maioria no setor privado e, surpreendentes quanto a ociosidade   de vagas no setor p&uacute;blico, o que nos remete a reflex&atilde;o acerca dos processos de   exclus&atilde;o internos e externos da sociedade que contribuem para as dificuldades   de acesso da popula&ccedil;&atilde;o em idade de ingresso no ensino superior.</p>     <p> O Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada - IPEA a partir dos dados da Pesquisa   Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios - PNAD/IBGE<a name="top10" id="top10"></a><a href="#10"><sup>10</sup></a> para o ensino superior   aponta como taxa de escolariza&ccedil;&atilde;o l&iacute;quida 14,4% e como taxa de escolariza&ccedil;&atilde;o   bruta 30,3%. A An&aacute;lise demonstra que na faixa et&aacute;ria de 18 a 24 anos o hiato   torna-se maior, pois o pa&iacute;s, ainda, n&atilde;o universalizou o ensino m&eacute;dio para a faixa   et&aacute;ria de 15 aos 17 anos, uma vez que as taxas de escolariza&ccedil;&atilde;o l&iacute;quida e bruta   s&atilde;o de 50,9% e 85,2% respectivamente, o que indica que cerca 36,5% da popula&ccedil;&atilde;o   que ingressa no ensino m&eacute;dio n&atilde;o alcan&ccedil;a o ensino superior. O fato se   deve as diferen&ccedil;as entre ricos e pobres, pois o primeiro quinto (o mais pobre)   possuem apenas 5,5 anos de estudo e o &uacute;ltimo quinto (o mais rico) estudam   10,7 anos.</p>     <p> Neste sentido, as pol&iacute;ticas de: a) amplia&ccedil;&atilde;o de vagas nas institui&ccedil;&otilde;es federais   de ensino a partir do Reuni; b) amplia&ccedil;&atilde;o do Financiamento Estudantil e c)   institui&ccedil;&atilde;o do Programa Universidade para Todos &ndash; Prouni, implementadas pelo   governo brasileiro podem ser configuradas como estrat&eacute;gias de atendimento &agrave;s   recomenda&ccedil;&otilde;es neoliberais ao favorecer, em sua maioria, o setor privado e n&atilde;o   atender as reais condi&ccedil;&otilde;es financeiras da popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p> <b>Pol&iacute;ticas de acesso em Portugal &ndash; da democratiza&ccedil;&atilde;o &agrave; Estrat&eacute;gia   de Lisboa</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso ao ensino superior em Portugal est&aacute; relacionada   ao processo de democratiza&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s iniciado com a Revolu&ccedil;&atilde;o dos Cravos em   abril de 1974, ap&oacute;s 48 anos de ditadura. Em abril de 1973/1974, freq&uuml;entavam   o ensino superior menos de 50.000 estudantes. Esse n&uacute;mero teve um aumento   avassalador passando para 383.627 alunos matriculados no ensino superior no   ano letivo 2009/2010. Como pode ser observado na Tabela 03 a seguir:</p>          <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 03</b> &ndash; Evolu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de estudantes do Ensino Superior, universit&aacute;rio   e polit&eacute;cnico, p&uacute;blico e privado, 1960-61 a 2009-10**.</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a05t3.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>        <p> &Eacute; importante destacar que o ensino superior em Portugal, at&eacute; o ano de 1986,   era totalmente p&uacute;blico. Com a aprova&ccedil;&atilde;o da Lei de Bases do Sistema Educativo   (1986) o ensino superior &quot;viria a ser 'pasto' da iniciativa privada, por iniciativa   de um governo de centro-direita que iniciou o processo de privatiza&ccedil;&atilde;o do ensino   superior no pa&iacute;s&quot; (Cabrito, 2005: 457), que tem evolu&iacute;do a cada ano. Desde o   ano de 1986 o ensino superior em Portugal &eacute; ofertado em duas modalidades de   ensino: a universit&aacute;ria, voltada para a investiga&ccedil;&atilde;o e as atividades de extens&atilde;o   e, a polit&eacute;cnica, mais pr&oacute;xima do mercado de trabalho.</p>     <p> A Tabela 03 abaixo demonstra que a expans&atilde;o dos estudantes inscritos no   ensino superior em Portugal &eacute; mais acentuada no per&iacute;odo de 1960/61 a 1999/00   atingindo um percentual de 1.447,7%. Observa-se, ainda, que o setor p&uacute;blico   &eacute; o que apresenta maior n&uacute;mero de estudantes com 76,6%, enquanto o setor   privado possui 23,4% de estudantes matriculados no ano letivo 2009/10.</p>      <p> &Eacute; evidente ainda o crescimento do n&uacute;mero de estudantes matriculados no   ensino superior de Portugal at&eacute; o ano letivo 2002/03, apresentando uma evolu&ccedil;&atilde;o   tendencialmente decrescente nos anos subseq&uuml;entes, tanto no setor p&uacute;blico   como no privado, mas com percentual mais significativo no privado que teve   uma redu&ccedil;&atilde;o de mais de 20% no per&iacute;odo de 2000/01 a 2009/10. O Gr&aacute;fico 01,   a seguir, mostra a evolu&ccedil;&atilde;o dos inscritos/matriculados no ensino superior de   Portugal por subsistema de ensino, de 1995-96 a 2009-10.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Gr&aacute;fico 01</b> &ndash; Evolu&ccedil;&atilde;o dos estudantes Inscritos (ou matriculados) em   institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior por subsistema de ensino em Portugal,   1995-96 a 2009-10</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a05g1.jpg" /></p>     
<p>&nbsp; </p>     <p>No gr&aacute;fico 01 &eacute; not&oacute;rio a tend&ecirc;ncia decrescente no ensino superior privado   em Portugal. Cabe registrar que dois fatores podem ter contribu&iacute;do para esse   decr&eacute;scimo: por um lado, o demogr&aacute;fico, que se concretiza numa diminui&ccedil;&atilde;o   dos valores da natalidade bem como do n&uacute;mero de crian&ccedil;as em idade escolar;   por outro, o abandono escolar nos diferentes n&iacute;veis de ensino, fruto de raz&otilde;es   diversas onde pontificam o problema do desemprego dos jovens graduados e a   dificuldade financeira das fam&iacute;lias diante da crise econ&ocirc;mica e financeira pela   qual o pa&iacute;s passa. &Eacute; importante ainda destacar que, apesar desse decr&eacute;scimo, a   taxa real de escolariza&ccedil;&atilde;o dos jovens de 18 a 22 anos no ensino superior, cresceu   dos 6-7% em 1973/74, para mais de 25% em 2009/10.</p>     <p> O crescimento das matr&iacute;culas no ensino superior foi poss&iacute;vel, tamb&eacute;m, pelo   aumento das institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior, tanto p&uacute;blicas como privadas. At&eacute;   a Revolu&ccedil;&atilde;o dos Cravos (1974) o ensino superior era ofertado em institui&ccedil;&otilde;es  p&uacute;blicas sendo sete Universidades<a name="top11" id="top11"></a><a href="#11"><sup>11</sup></a> e um Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa<a name="top12" id="top12"></a><a href="#12"><sup>12</sup></a>.   Atualmente o ensino superior &eacute; bastante heterog&ecirc;neo sendo ofertado pelo setor   p&uacute;blico e privado e em diversas formas de organiza&ccedil;&atilde;o institucional, como   pode ser observado na Tabela 04 abaixo:</p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>Tabela 04</b>. N&uacute;mero de Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior, p&uacute;blicas   e privadas em Portugal, por organiza&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica e modalidade   de ensino, 2009-2010</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a05t4.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> O ensino superior de Portugal &eacute; constitu&iacute;do de universidades, Institutos   polit&eacute;cnicos, superiores e universit&aacute;rios e escolas superiores e universit&aacute;rias,   como se pode observar a na tabela 04 acima. No setor p&uacute;blico, o ensino universit&aacute;rio   &eacute; vinculado a pesquisa e a extens&atilde;o sendo ofertado majoritariamente em   Universidades. No setor privado predomina o modelo de organiza&ccedil;&atilde;o em Institutos   Superiores na oferta do ensino superior universit&aacute;rio. O ensino superior   polit&eacute;cnico &eacute; ofertado predominantemente por Institutos e Escolas Superiores,   tanto no setor p&uacute;blico como no privado. No ensino superior p&uacute;blico ainda existe   o ensino superior militar e policial constitu&iacute;do por duas academias, um instituto<br />   superior e tr&ecirc;s escolas superiores.</p>     <p> &Eacute; importante ressaltar que simultaneamente a instaura&ccedil;&atilde;o da democracia   encetado em 1974 e a expans&atilde;o do acesso ao ensino superior em Portugal, a   diversifica&ccedil;&atilde;o institucional observada nos dados acima expostos tem rela&ccedil;&atilde;o   direta com as mudan&ccedil;as operadas no final da d&eacute;cada de 1990 e primeira d&eacute;cada   do s&eacute;culo XXI, com a ades&atilde;o do pa&iacute;s a Uni&atilde;o Europ&eacute;ia e &agrave;s diretrizes emanadas   pelas organiza&ccedil;&otilde;es transnacionais, como a Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e   Desenvolvimento Econ&ocirc;mico - OCDE<a name="top13" id="top13"></a><a href="#13"><sup>13</sup></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A atual situa&ccedil;&atilde;o educacional em Portugal deve ser analisada a luz das pol&iacute;ticas   emanadas pela Uni&atilde;o Europ&eacute;ia que, a partir da d&eacute;cada de 1990, com a   consolida&ccedil;&atilde;o dos processos de mundializa&ccedil;&atilde;o do capital e da globaliza&ccedil;&atilde;o das   economias, entrou numa nova fase de produ&ccedil;&atilde;o de bens imateriais, impondo   aos estados-membros o objetivo primordial para a nova d&eacute;cada, o de se transformar   numa sociedade (economia) do conhecimento.</p>     <p> O Processo de Bolonha (1999) e a Estrat&eacute;gia de Lisboa (2000) representam o   marco das mudan&ccedil;as operadas nas pol&iacute;ticas educacionais dos Estados membros   da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia que se caracteriza por um acentuado peso nas medidas de   regula&ccedil;&atilde;o supranacional definidas pelo Conselho Europeu, pela Comiss&atilde;o Europ&eacute;ia   e pelo Conselho de Ministros.</p>     <p> &Eacute; nesse contexto que, em mar&ccedil;o de 2000, na Confer&ecirc;ncia de Lisboa, a Uni&atilde;o   Europ&eacute;ia - UE desvenda a sua Estrat&eacute;gia de Lisboa, onde o Conselho Europeu   de Lisboa decide a sua transforma&ccedil;&atilde;o numa economia imaterial (Carr&eacute;, 2005:   03), para o que se torna necess&aacute;rio criar, at&eacute; 2010, vinte milh&otilde;es de empregos,   garantir um crescimento sustent&aacute;vel e (re)criar uma economia din&acirc;mica e   competitiva baseada no conhecimento. A consecu&ccedil;&atilde;o desse objetivo tem conseq&uuml;&ecirc;ncias   diversas na educa&ccedil;&atilde;o, especialmente no n&iacute;vel superior e no quadro da   forma&ccedil;&atilde;o de adultos nos diferentes pa&iacute;ses da UE.</p>     <p> Na Confer&ecirc;ncia de Lisboa (2000), a Comiss&atilde;o Europ&eacute;ia apresentou o Memorando   sobre a Aprendizagem ao Longo da Vida que surge, ali&aacute;s, na sequ&ecirc;ncia do   Ano Europeu da Educa&ccedil;&atilde;o e Forma&ccedil;&atilde;o ao Longo da Vida (1996) e da publica&ccedil;&atilde;o   do Livro Branco sobre Educa&ccedil;&atilde;o e Forma&ccedil;&atilde;o &ndash; Ensinar e Aprender, rumo &agrave; sociedade   cognitiva (1995). Nesse Memorando, o papel da educa&ccedil;&atilde;o e da forma&ccedil;&atilde;o &eacute;   destacado na &quot;identifica&ccedil;&atilde;o, integra&ccedil;&atilde;o, promo&ccedil;&atilde;o social e realiza&ccedil;&atilde;o pessoal&quot;  (p. 02) do cidad&atilde;o europeu que &quot;torna-se agente e principal construtor da sua   qualifica&ccedil;&atilde;o: est&aacute; apto a combinar as compet&ecirc;ncias transmitidas pelas institui&ccedil;&otilde;es   formais e as compet&ecirc;ncias adquiridas atrav&eacute;s da sua pr&aacute;tica profissional   e das suas iniciativas pessoais em mat&eacute;ria de forma&ccedil;&atilde;o&quot; (p. 06) e que se torna   respons&aacute;vel pela sua forma&ccedil;&atilde;o &quot;construindo eles pr&oacute;prios [os indiv&iacute;duos] a sua   pr&oacute;pria qualifica&ccedil;&atilde;o, combinando saberes elementares, adquiridos em diversos   locais&quot; (p. 67).</p>     <p> Evidencia-se assim o ide&aacute;rio neoliberal com &ecirc;nfase para a &quot;&eacute;tica utilitarista e   individualista do liberalismo conservador&quot; em que a exclus&atilde;o e a desigualdade,   inerentes ao modelo capitalista, s&atilde;o justificadas como elementos fundamentais   para a competitividade. Desse modo, &quot;busca-se firmar uma consci&ecirc;ncia alienada   de que os vencedores ou os inclu&iacute;dos devem-no a seu esfor&ccedil;o e compet&ecirc;ncia. Os   exclu&iacute;dos, os derrotados ou os miser&aacute;veis pagam o pre&ccedil;o de sua incompet&ecirc;ncia   ou de suas escolhas&quot;. (Frigotto, 1998: 14).</p>     <p> Essa ideologia fortalece a concep&ccedil;&atilde;o individualista do liberalismo conservador   e a aceita&ccedil;&atilde;o natural da exclus&atilde;o e da desigualdade como parte da exist&ecirc;ncia   societ&aacute;ria dos seres humanos. Ou seja, os supostamente mais capazes   ter&atilde;o acesso ao conhecimento e aos bens socialmente produzidos; e os que   deles forem privados ser&atilde;o responsabilizados pela sua pr&oacute;pria incapacidade,   pois a culpa n&atilde;o &eacute; do sistema. Nessa concep&ccedil;&atilde;o, o indiv&iacute;duo passa a assumir as   responsabilidades financeiras pela sua forma&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o e conseq&uuml;ente   ocupa&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho.</p>     <p> Neste quadro, o conceito de capital humano e a respectiva import&acirc;ncia para a   constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade de conhecimento &eacute; revisitado, sendo a Aprendizagem   ao Longo da Vida definida como &quot;actividade &uacute;til realizada de maneira cont&iacute;nua   com o objectivo de melhorar as qualifica&ccedil;&otilde;es, os conhecimentos e as atitudes   dos indiv&iacute;duos&quot; (Memorando sobre a Aprendizagem ao Longo da Vida, p. 03).</p>     <p>A consecu&ccedil;&atilde;o deste objectivo teve consequ&ecirc;ncias diversas no quadro da forma&ccedil;&atilde;o   de adultos nos diferentes pa&iacute;ses da UE, em conformidade com as pol&iacute;ticas   nacionais de educa&ccedil;&atilde;o/forma&ccedil;&atilde;o de adultos j&aacute; existentes. As novas iniciativas   vir&atilde;o fundar-se nos processos de reconhecimento e de valida&ccedil;&atilde;o de   compet&ecirc;ncias.</p>     <p> O reconhecimento das aprendizagens realizadas ao longo da vida, que se   baseia na crescente valoriza&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os e tempos informais e n&atilde;o formais   de educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o tem fundamentado as novas ofertas formativas para   adultos, no quadro da Uni&atilde;o Europeia.</p>     <p> Em Portugal, o reconhecimento da experi&ecirc;ncia para a educa&ccedil;&atilde;o/forma&ccedil;&atilde;o   do adulto obteve especial protagonismo com a Ag&ecirc;ncia Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o   e Forma&ccedil;&atilde;o de Adultos - ANEFA, criada em 1999 (Decreto-Lei 387/99, de 28 de   Setembro), onde se destacam os cursos Educa&ccedil;&atilde;o e Forma&ccedil;&atilde;o de Adultos (cursos   EFA) e a cria&ccedil;&atilde;o dos Centros de Reconhecimento, Valida&ccedil;&atilde;o e Certifica&ccedil;&atilde;o   de Compet&ecirc;ncias - CRVCC. Este processo orientou-se para os indiv&iacute;duos menos   escolarizados e qualificados, correspondendo a um percurso de segunda oportunidade   para aqueles que n&atilde;o tinham terminado a escolaridade obrigat&oacute;ria.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A ANEFA viria a ser extinta e substitu&iacute;da pela Direc&ccedil;&atilde;o Geral de Forma&ccedil;&atilde;o Vocacional   - DGFV, que continuou algumas das iniciativas da ANEFA, nomeadamente a do processo de reconhecimento, valida&ccedil;&atilde;o e certifica&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias   do Adulto virados para a empregabilidade (Lima, 2008).</p>     <p> Independentemente da natureza mais economicista da DGFV e, mais tarde,   do organismo que a veio a substituir, a Ag&ecirc;ncia Nacional para a Qualifica&ccedil;&atilde;o,   h&aacute; de comum a todas estas iniciativas o facto de se dirigirem a p&uacute;blicos fracamente   escolarizados, surgindo como ofertas de educa&ccedil;&atilde;o/forma&ccedil;&atilde;o de segunda   oportunidade. Todavia, desde 2006, em consequ&ecirc;ncia da diminui&ccedil;&atilde;o gradual do   n&uacute;mero de jovens que procuram o ensino superior, por um lado; e, por outro,   do combate &agrave; exclus&atilde;o e &agrave; discrimina&ccedil;&atilde;o, as institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior   oferecem uma nova modalidade de acesso, onde a experi&ecirc;ncia e os conhecimentos   adquiridos decorrentes do exerc&iacute;cio do trabalho ou das rela&ccedil;&otilde;es sociais<br />   s&atilde;o certificados. Esta experi&ecirc;ncia &eacute; genericamente designada por Maiores de   23 e destinada a adultos maiores de 23 anos, cujo percurso acad&eacute;mico, social   e profissional pode ser objecto de valida&ccedil;&atilde;o e de certifica&ccedil;&atilde;o (Decreto-lei n&ordm;   64/2006).</p>     <p> Com a ado&ccedil;&atilde;o dessa medida, a perspectiva &eacute; a de expandir o acesso ao ensino   superior a novos p&uacute;blicos, aqueles que a ele n&atilde;o acederam na idade normal   e contribuir, em simult&acirc;neo, para impedir a diminui&ccedil;&atilde;o de estudantes no ensino   superior e diminuir a natureza elitista desse n&iacute;vel de ensino em Portugal (Cabrito,   2002; Cerdeira, 2009), dando resposta &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Europeia   ao Parlamento Europeu em 15 de Maio de 2006 e intitulada &quot;Realizar a Agenda   da Moderniza&ccedil;&atilde;o das Universidades: Ensino, Investiga&ccedil;&atilde;o e Inova&ccedil;&atilde;o&quot;:</p>     <blockquote> &hellip; na sua maioria, as universidades [da Uni&atilde;o Europa] tendem a oferecer os   mesmos cursos ao mesmo grupo de jovens estudantes mais qualificados   do ponto de vista acad&eacute;mico, n&atilde;o se abrindo a outros tipos de aprendizagens   e a outros tipos de alunos &hellip; Esta situa&ccedil;&atilde;o, para al&eacute;m de ter limitado   o acesso a grupos sociais desfavorecidos e impedido taxas de matr&iacute;cula   mais elevadas&hellip; (p. 3).</blockquote>     <p> <b>O Processo dos Maiores de 23 em Portugal: breve descri&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p> Numa resposta a este desafio de aumentar o n&uacute;mero de alunos e diversificar   as respectivas origens, alguns estabelecimentos de ensino superior, nomeadamente   a Universidade de Lisboa, publicitaram, em 2006, e na sequ&ecirc;ncia de   legisla&ccedil;&atilde;o adequada (Decreto-lei n&ordm; 64/2006), uma nova forma de acesso ao   ensino superior designada, genericamente, pelo Processo dos Maiores de 23.</p>     <p> O processo Maiores de 23 constitui um dispositivo de acesso ao ensino superior   para os adultos com mais de 23 anos, quaisquer que sejam as suas habilita&ccedil;&otilde;es   acad&eacute;micas. Apenas t&ecirc;m que demonstrar, em exame presencial e entrevista,   capacidade para frequentar, com sucesso, este n&iacute;vel de ensino.</p>     <p> Trata-se de um concurso extraordin&aacute;rio que avalia n&atilde;o tanto os conhecimentos   dos candidatos mas sim a sua capacidade argumentativa e de racioc&iacute;nio l&oacute;gico   ao mesmo tempo que certifica a experi&ecirc;ncia profissional, as aprendizagens   adquiridas e compet&ecirc;ncias desenvolvidas, a partir de um processo de reconhecimento   e certifica&ccedil;&atilde;o dos adquiridos.</p>     <p> Para a ordena&ccedil;&atilde;o dos candidatos e respectivo acesso s&atilde;o elementos relevantes,   um exame, consubstanciado numa prova escrita presencial; e a experi&ecirc;ncia   analisada a partir do curriculum vitae e de uma entrevista. A cada um destes instrumentos   de acesso &eacute; atribu&iacute;da determinada valora&ccedil;&atilde;o que varia entre as institui&ccedil;&otilde;es   porque cada uma, no &acirc;mbito da sua autonomia, pode atribuir percentagens   diferentes. A universidade de Lisboa, por exemplo, no ano de 2010/2011   as percentagens foram distribu&iacute;das da seguinte forma: 40% para a prova escrita   e 60% para a entrevista e o curr&iacute;culum vitae.</p>     <p> Na corre&ccedil;&atilde;o da prova escrita s&atilde;o privilegiados, mais do que os conhecimentos   dos candidatos, as capacidades de interpreta&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise de um texto, a reflex&atilde;o   em torno de um problema, argumenta&ccedil;&atilde;o l&oacute;gica e escrita formal, sendo,   para o efeito, utilizado o Referencial Europeu de Compet&ecirc;ncias - Chave para a   Educa&ccedil;&atilde;o e Forma&ccedil;&atilde;o de Adultos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A elabora&ccedil;&atilde;o do curr&iacute;culo por cada candidato obedece ao Europass CV - o   modelo de curr&iacute;culo europeu adaptado pela Uni&atilde;o Europeia. Na respectiva   an&aacute;lise s&atilde;o consideradas as habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas e experi&ecirc;ncias profissionais   dos candidatos e sua rela&ccedil;&atilde;o com o curso a que se candidatam; o percurso   profissional; a forma&ccedil;&atilde;o profissional cont&iacute;nua; as compet&ecirc;ncias lingu&iacute;sticas e   inform&aacute;ticas; as compet&ecirc;ncias sociais (quais e em que contexto foram adquiridas);   e, outras informa&ccedil;&otilde;es que o candidato julgue &uacute;til apresentarem (como os   h&aacute;bitos de leitura; a pr&aacute;tica associativa; a pr&aacute;tica desportiva; os hobbies; etc.).   A entrevista serve para perceber a capacidade argumentativa dos candidatos e   a capacidade para resolver problemas e responder a novas situa&ccedil;&otilde;es, bem como   a sua atitude face ao outro.</p>     <p> Uma vez inserido na institui&ccedil;&atilde;o, cada novo aluno pode, ainda, solicitar a certifica&ccedil;&atilde;o   dos seus saberes, de acordo com o estabelecido no Regulamento de   Acesso, em termos de prazos e de condi&ccedil;&otilde;es, a partir de um Contrato de Forma&ccedil;&atilde;o/   Credita&ccedil;&atilde;o estabelecido entre o estudante e o respectivo supervisor, no   estabelecimento de ensino.</p>     <p> Este procedimento exige, da Institui&ccedil;&atilde;o, a constitui&ccedil;&atilde;o de um j&uacute;ri de acompanhamento   e credita&ccedil;&atilde;o que ir&aacute; acompanhar o estudante durante o processo   de credita&ccedil;&atilde;o bem como avaliar e certificar, em conformidade com o Regulamento,   os saberes e compet&ecirc;ncias dos novos estudantes concedendo-lhes, ou   n&atilde;o, equival&ecirc;ncia a uma ou a mais unidades curriculares do curso frequentado,  at&eacute; 60 cr&eacute;ditos, o que corresponde ao total das unidades curriculares de um ano   lectivo integral.</p>     <p> Os dados estat&iacute;sticos expostos na Tabela 05 a seguir, apontam que o acesso   dos maiores de 23 anos ao ensino superior de Portugal representa em m&eacute;dia   13,5% dos estudantes que ingressam a cada ano no sistema p&uacute;blico e privado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 05</b> &ndash; Evolu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de estudantes maiores de 23, inscritos   no 1&ordm; no pela 1&ordf; vez, no Ensino Superior, universit&aacute;rio e polit&eacute;cnico,   p&uacute;blico e privado, 2006-07 a 2009-2010*.</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a05t5.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> &Eacute; poss&iacute;vel observar que o ano letivo 2007-08 apresentou o maior n&uacute;mero   de estudantes maiores de 23, inscritos no per&iacute;odo. Nos anos subsequentes, no   entanto, vem ocorrendo um decr&eacute;scimo no n&uacute;mero de inscritos, tanto no sistema   p&uacute;blico como no sistema privado, sendo que o &uacute;ltimo apresentou um decr&eacute;scimo   de -23,6% no per&iacute;odo de 2006-07 a 2009-10. A evolu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero   de candidatos inscritos no regime geral no per&iacute;odo apresenta um crescimento   de 10,7% no per&iacute;odo, enquanto que os inscritos maiores de 23, reduziram em   7,9% no mesmo per&iacute;odo.</p>     <p> Com a finalidade de identificar se os estudantes maiores de 23 inscritos s&atilde;o   efetivamente trabalhadores que n&atilde;o puderam realizar estudos superiores na   idade pr&oacute;pria, Cabrito (2009), realiza um estudo de caso, na Universidade de   Lisboa, no per&iacute;odo de 2006 a 2008. Os dados evidenciaram que: a) a maioria dos   estudantes se encontram na idade de 24 anos, sendo 23 a idade m&iacute;nima exigida   na candidatura; b) &eacute; predominante os individuos que possuem o 12&ordm; ano e superiores;   c) o acesso pela via dos Maiores de 23 tem tido maior incid&ecirc;ncia nos   p&uacute;blicos tradicionais do que nos adultos profissionais. Conclui que a radiografia   dos inscritos no processo Maiores de 23 na Universidade de Lisboa, no per&iacute;odo   de tr&ecirc;s anos &quot;&eacute; elucidativa da forma como os jovens com as habilita&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas   necess&aacute;rias para aceder aos estudos superiores pela via regular (12&ordm; ano)   aproveitam essa nova via de acesso&quot;. De fato, os estudantes que t&ecirc;m acesso ao   ensino superior por esse processo se constituem numa &quot;popula&ccedil;&atilde;o muito jovem,   com elevados n&iacute;veis habilitacionais e fraca experi&ecirc;ncia profissional&quot; o que demonstra   uma invers&atilde;o dos objetivos dessa pol&iacute;tica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Em s&iacute;ntese, pode-se afirmar que a democratiza&ccedil;&atilde;o de Portugal iniciada a partir   de abril de 1974 se manifestou tamb&eacute;m na democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso ao ensino   superior com a amplia&ccedil;&atilde;o estrondosa das matr&iacute;culas de jovens nesse n&iacute;vel   de ensino. Com a ades&atilde;o de Portugal &agrave; Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, no entanto, importantes   altera&ccedil;&otilde;es v&ecirc;m sendo efetivadas pelo governo nesse n&iacute;vel de ensino a partir de   2000, notadamente com a Estrat&eacute;gia de Lisboa e o Processo de Bolonha.</p>     <p> A redu&ccedil;&atilde;o do tempo de forma&ccedil;&atilde;o, a flexibiliza&ccedil;&atilde;o curricular, a participa&ccedil;&atilde;o   cada vez maior das fam&iacute;lias no financiamento dos estudos (por meio do pagamento   de propinas em institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e privadas), s&atilde;o algumas das medidas   adotadas no pa&iacute;s para cumprir as exig&ecirc;ncias postas pela UE e pela OCDE,   acentuando a privatiza&ccedil;&atilde;o do ensino superior em Portugal.</p>     <p> <b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></p>     <p> Nestes termos, a partir da an&aacute;lise das pol&iacute;ticas de acesso ao ensino superior   Brasil/Portugal e as influ&ecirc;ncias das pol&iacute;ticas neoliberais &eacute; poss&iacute;vel apontar   elementos de converg&ecirc;ncias e diverg&ecirc;ncias no contexto da globaliza&ccedil;&atilde;o e os   desafios que encenam para ambos os pa&iacute;ses.</p>     <p> As converg&ecirc;ncias caminham para o atendimento dos princ&iacute;pios da mercadoriza&ccedil;&atilde;o   do ensino e da inger&ecirc;ncia de institui&ccedil;&otilde;es internacionais de financiamento   que passam a ordenar a estrutura da educa&ccedil;&atilde;o, no Brasil o Banco Mundial   e em Portugal a OCDE. Estas ag&ecirc;ncias partilham do mesmo princ&iacute;pio da l&oacute;gica   neoliberal em que: a educa&ccedil;&atilde;o superior &eacute; concebida como um n&iacute;vel de ensino   que comporta a forma&ccedil;&atilde;o sob a responsabilidade do individuo; a sociedade   do conhecimento deve processar-se de forma global a partir de conhecimentos   universais, mas competitivos no mercado; a flexibiliza&ccedil;&atilde;o curricular deve considerar   as aprendizagens ao longo da vida a partir das oportunidades oferecidas   pela diversifica&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es e de cursos; a mobilidade de estudantes e   professores favorece uma hierarquiza&ccedil;&atilde;o de saberes, grupos e institui&ccedil;&otilde;es; o   aumento da relev&acirc;ncia do ensino superior para a economia a medida que diminui   a responsabilidade do Estado e transfere para iniciativa privada, estes   dentre outros preceitos.</p>     <p> Neste sentido &eacute; poss&iacute;vel visualizar a globaliza&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas educativas   de &acirc;mbito mundial em que a caracter&iacute;stica principal &eacute; a regula&ccedil;&atilde;o supranacional   para criar uma economia din&acirc;mica e competitiva baseada no conhecimento;   a expans&atilde;o do acesso a partir da oferta do ensino privado; pol&iacute;ticas de forma&ccedil;&atilde;o   e inclus&atilde;o que favore&ccedil;am o reconhecimento e a certifica&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias,   necess&aacute;rias a conviv&ecirc;ncia capitalista do consumo de produtos.</p>     <p> No Brasil o boom do crescimento no ensino superior ocorre no setor privado,   enquanto em Portugal o setor p&uacute;blico &eacute; o que apresenta maior n&uacute;mero de   estudantes. Contudo &eacute; preciso atentar que o p&uacute;blico/estatal em Portugal n&atilde;o &eacute;   gratuito como no Brasil, nestes termos o pagamento de propinas em Portugal,   em qualquer curso superior, j&aacute; eleva a despesa familiar com educa&ccedil;&atilde;o o que   pode ser um dos fatores que explica a redu&ccedil;&atilde;o da procura por cursos superiores.   Enquanto no Brasil, ainda se tem um sistema de universidades gratuitas, da&iacute;   se explica a grande demanda para este setor e as continuas lutas de docentes   e discentes pela gratuidade do ensino. Todavia a expans&atilde;o do ensino superior   se processa no Brasil pela via do ensino privado que n&atilde;o atende as demandas   da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, uma vez que n&atilde;o apresentam renda suficiente para o   pagamento das mensalidades<a name="top14" id="top14"></a><a href="#14"><sup>14</sup></a>. Portanto, a din&acirc;mica de expans&atilde;o do ensino   superior favorece o setor privado e a l&oacute;gica mercadol&oacute;gica do capitalismo, mantendo   os processos de exclus&atilde;o de sujeitos, que historicamente s&atilde;o exclu&iacute;dos   do acesso a educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p> Este quadro aponta grandes desafios aos educadores e investigadores acerca   do pensar e fazer das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, pois envolve o entendimento da rela&ccedil;&atilde;o   educa&ccedil;&atilde;o e globaliza&ccedil;&atilde;o, rela&ccedil;&atilde;o esta que perpassa as din&acirc;micas sociais,   culturais, econ&ocirc;micas, pol&iacute;ticas e ideol&oacute;gicas. Ou seja, imprime a necessidade   de ler os processos educativos em seus m&uacute;ltiplos e variados contextos, buscando   perceber a dialeticidade dos contr&aacute;rios.</p>     <p> E aos pa&iacute;ses que possuem economia dependente e/ou em desenvolvimento   constitui desafio investir em processos formativos que favore&ccedil;am o acesso da   popula&ccedil;&atilde;o de menor poder aquisitivo ao n&iacute;vel maior de forma&ccedil;&atilde;o, na promo&ccedil;&atilde;o   da equidade social.</p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>Banco Mundial (1995). <i>Priorities and strategies for education</i>. Washington: Bird Bresser-Pereira,   L. C. (1998). Reforma do Estado nos anos 90: l&oacute;gica e mecanismos de controle. Bras&iacute;lia: MARE,   Cadernos MARE, 1,</p>     <!-- ref --><p> Cabrito, B. (2002). <i>O Financiamento do Ensino Superior: Condi&ccedil;&atilde;o Social e Despesas de Educa&ccedil;&atilde;o   dos Estudantes Universit&aacute;rios em Portugal</i>. Lisboa: Educa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1645-7250201100020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Cabrito, B. (2005). El proceso de Bolonia: desarrollo de las populaciones o la respuesta a los   imperativos econ&oacute;micos. Anais. <i>XIV Jornadas de la Asociaci&oacute;n de la Econom&iacute;a de la Educaci&oacute;n</i>.  [Diez, M., Veiga, M. e Perez, M. (coords.)]. (pp. 451-462). Oviedo: Universidad de Oviedo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1645-7250201100020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p> Cabrito, B. (2009). A procura de novos p&uacute;blicos para o ensino superior num per&iacute;odo de recess&atilde;o:   o processo dos Maiores de 23. Anais. <i>XVIII Jornadas de la Associaci&oacute;n de Economia de la     Educaci&oacute;n</i>.</p>     <!-- ref --><p> Carr&eacute;, Ph. (2005), <i>L'Apprenance: Vers un Nouveau Rapport au Savoir</i>, Paris, Dunod.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1645-7250201100020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Cerdeira, L. (2009). <i>O Financiamento do Ensino Superior Portugu&ecirc;s. A partilha de Custos</i>. Tese de   Doutoramento apresentada &agrave; Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade   de Lisboa, em 27 de Mar&ccedil;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1645-7250201100020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p> Chaves, V. J. (2010). Expans&atilde;o da privatiza&ccedil;&atilde;o/mercantiliza&ccedil;&atilde;o do ensino superior brasileiro: a   forma&ccedil;&atilde;o dos oligop&oacute;lios. <i>Educa&ccedil;&atilde;o e Sociedade</i>, n. 111, v. 31, abr. &ndash; jun.</p>     <p> Comiss&atilde;o das Comunidades Europeias (1995). <i>Livro Branco sobre a Educa&ccedil;&atilde;o e a Forma&ccedil;&atilde;o</i>: Ensinar   e Aprender &ndash; Rumo &agrave; Sociedade Cognitiva. Luxemburgo: Servi&ccedil;o das Publica&ccedil;&otilde;es Oficiais   das Comunidades Europeias.</p>     <!-- ref --><p> Comiss&atilde;o das Comunidades Europeias (2000). <i>Memorando sobre Aprendizagem ao Longo da   Vida. Documento de trabalho dos servi&ccedil;os da Comiss&atilde;o</i>. Bruxelas: CCE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1645-7250201100020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Comiss&atilde;o das Comunidades Europ&eacute;ias (2006). <i>Comunica&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o Europeia ao Parlamento   Europeu em 15 de Maio de 2006 </i>e intitulada &quot;Realizar a Agenda da Moderniza&ccedil;&atilde;o das   Universidades: Ensino, Investiga&ccedil;&atilde;o e Inova&ccedil;&atilde;o&quot;. Bruxelas: CCE. Dispon&iacute;vel em:<a href="http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=COM:2006:0502:FIN:pt:PDF" target="_blank"> http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=COM:2006:0502:FIN:pt:PDF</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1645-7250201100020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Conselho da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia.<i> Estrat&eacute;gia de Lisboa</i> (2000). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ue.eu.int/ue-Docs/cms_Data/docs/pressData/pt/ec/00100-rl.po.htm" target="_blank">http://ue.eu.int/ue-Docs/cms_Data/docs/pressData/pt/ec/00100-rl.po.htm</a>. Acesso em 10.fev.2011&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1645-7250201100020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Dale, R. (2004). Globaliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o: demonstrando a exist&ecirc;ncia de uma &quot;Cultura Educacional   Mundial Comum&quot; ou localizando uma &quot;Agenda Globalmente Estruturada para a Educa&ccedil;&atilde;o&quot;?<i> Educa&ccedil;&atilde;o e Sociedade</i>. maio/ago., vol.25, no.87 (p. 423-460). Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0101" target="_blank">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0101</a>, consultado em 30-06-2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1645-7250201100020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> <i>Declara&ccedil;&atilde;o de Bolonha</i> (1999). Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.mctes.pt/archive/doc/Bolonha.pdf" target="_blank">http://www.mctes.pt/archive/doc/Bolonha.pdf</a>,   consultado em 10-02-2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1645-7250201100020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Dias, J. R. O (Relator) (1996). A educa&ccedil;&atilde;o de adultos em Portugal no contexto da educa&ccedil;&atilde;o ao   longo da vida.<i> Parecer n.&ordm; 1/96</i>. Lisboa: Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1645-7250201100020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Frigotto, G. (Org.) (1998). <i>Educa&ccedil;&atilde;o e Crise do trabalho</i>: perspectivas de final de s&eacute;culo. Petr&oacute;polis:   Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1645-7250201100020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica - IBGE. (2010). Estudos e Pesquisas Informa&ccedil;&atilde;o   Demogr&aacute;fica e Socioecon&ocirc;mica. <i>S&iacute;ntese de Indicadores Sociais Uma An&aacute;lise das Condi&ccedil;&otilde;es de     Vida da Popula&ccedil;&atilde;o Brasileira</i>. n&uacute;mero 27. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/indicadoresminimos/sinteseindicsociais2010/SIS_2010.pdf" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/indicadoresminimos/sinteseindicsociais2010/SIS_2010.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1645-7250201100020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Kruppa, S. M. P. (2007). <i>O Banco Mundial e as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de educa&ccedil;&atilde;o nos anos 90</i>. Dispon&iacute;vel   em <a href="http://www.anped.org.br/reunioes/24/t0511651397173.doc" target="_blank">http://www.anped.org.br/reunioes/24/t0511651397173.doc</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1645-7250201100020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Jezine, E.; Batista, M. S.; Monfredi, I.; Santos, E. (2010). Globaliza&ccedil;&atilde;o e pol&iacute;ticas para a Educa&ccedil;&atilde;o   Superior no Brasil. In. Teodoro. A. <i>A Educa&ccedil;&atilde;o superior no Espa&ccedil;o Iberoamericano</i>. Do elitismo   &agrave; Transnacionaliza&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Universit&aacute;rias Lus&oacute;fonas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1645-7250201100020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Leher, R. (1998). <i>Da ideologia do desenvolvimento &agrave; ideologia da globaliza&ccedil;&atilde;o</i>: a educa&ccedil;&atilde;o como   estrat&eacute;gia do Banco Mundial para &quot;al&iacute;vio&quot; da pobreza. Tese de Doutoramento. S&atilde;o Paulo:   Universidade de S&atilde;o Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1645-7250201100020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Lima, L. (2008). A educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; connosco.<i> Jornal A P&aacute;gina da Educa&ccedil;&atilde;o</i>, 182, (XVII), 5-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1645-7250201100020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Mancebo, D. (2004). Reforma universit&aacute;ria: reflex&otilde;es sobre a privatiza&ccedil;&atilde;o e a mercantiliza&ccedil;&atilde;o   do conhecimento, <i>Educa&ccedil;&atilde;o e Sociedade</i>, 88, (XXV). 13-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1645-7250201100020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Mendes, M.; Galego, C. (2009). La regulaci&oacute;n transnacional e las pol&iacute;ticas educativas. El papel   de los indicadores de comparaci&oacute;n internacional em la construcci&oacute;n de una agenda global de   educaci&oacute;n. In. Teodoro, A.; Montan&eacute;, A.<i> Espejo y Reflejo: pol&iacute;ticas curriculares y evaluaciones     internacionales</i>. (pp. 15-36).Val&ecirc;ncia. Germ&acirc;nia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1645-7250201100020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Ensino Superior (2006). Decreto-lei n&ordm; 64/2006. Disp&otilde;e   sobre Regime especial acesso maiores 23. Publicado no <i>DI&Aacute;RIO DA REP&Uacute;BLICA&mdash;I S&Eacute;RIE-A     N.o 57&mdash;21 de Mar&ccedil;o de 2006</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.unl.pt/bolonha/docs-pdf/decretolei-64-2006/view" target="_blank">http://www.unl.pt/bolonha/docs-pdf/decretolei-64-2006/view</a>, consultado em 20-02-2011.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Ensino Superior/DGES-Direc&ccedil;&atilde;o Geral de Ensino Superior. <i>Estastisticas e Indicadores do Ensino Superior de 1990/1991 em diante</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dges.mctes.pt/DGES/pt" target="_blank">http://www.dges.mctes.pt/DGES/pt</a>, consultado em 15-03-2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1645-7250201100020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Santos, B. S. (2002). <i>Os processos da globaliza&ccedil;&atilde;o</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.eurozine.com" target="_blank">http://www.eurozine.com</a> . consultado   em 15-03-2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1645-7250201100020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Seixas, A. M. M. T. (2010). Portugal e o espa&ccedil;o europeu de ensino superior: regula&ccedil;&atilde;o supranacional   e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. In: Cabral Neto, A.; Rebelo, M.P.P.V (org.). <i>O ensino superior no Brasil     e em Portugal</i>. Natal: EDUFRN.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S1645-7250201100020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Sguissardi, V. (Org.) (2009). <i>Universidade brasileira no s&eacute;culo XXI</i>. S&atilde;o Paulo: Cortez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S1645-7250201100020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Teodoro, A. (2007). A educa&ccedil;&atilde;o em tempo de globaliza&ccedil;&atilde;o. Moderniza&ccedil;&atilde;o e hibridismo nas pol&iacute;ticas   educativas em Portugal. <i>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o,</i> 10&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S1645-7250201100020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Teodoro, A (2010). <i>Educa&ccedil;&atilde;o, Globaliza&ccedil;&atilde;o e Neoliberalismo. Os novos modos de regula&ccedil;&atilde;o transnacional   das pol&iacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o</i>. Lisboa. Edi&ccedil;&otilde;es Universit&aacute;rias Lus&oacute;fonas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S1645-7250201100020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><b>Pesquisa financiada pela CAPES por meio de bolsa de Est&aacute;gio P&oacute;s-Doutoral no exterior.</b></p>     <p><a name="1" id="1"></a><a href="#top1">1</a> Sobre a regula&ccedil;&atilde;o das reformas educacionais propostas pela uni&atilde;o europ&eacute;ia, conferir os documentos   a seguir: Declara&ccedil;&atilde;o de Sorbonne (1998); Declara&ccedil;&atilde;o de Bolonha (1999); Estrat&eacute;gia   de Lisboa (2000); Relan&ccedil;amento da Estrat&eacute;gia de Lisboa (2003); Novo ciclo da Estrat&eacute;gia de   Lisboa Renovada (2008).</p>     <p><a name="2" id="2"></a><a href="#top2">2</a> O MAC foi proposto pelo Conselho Europeu de Lisboa em 2000 a servi&ccedil;o do cumprimento dos   objetivos da estrat&eacute;gia de Lisboa (2000 &ndash; 2010). Refere-se a uma forma transnacionalizada de   organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho sob orienta&ccedil;&otilde;es de valores de refer&ecirc;ncias e indicadores que sejam   respostas aos desafios da globaliza&ccedil;&atilde;o e contribua para tornar a Uni&atilde;o Europ&eacute;ia torna-se uma   economia forte e competitiva. Ver Teodoro (2010)</p>     <p><a name="3" id="3"></a><a href="#top3">3</a>Ver Bresser-Pereira, L. C. (1998). Reforma do Estado nos anos 90: l&oacute;gica e mecanismos de   controle. Bras&iacute;lia: MARE, Cadernos MARE, n. 1.</p>     <p><a name="4" id="4"></a><a href="#top4">4</a>Kruppa, S. M. P. (2001). O Banco Mundial e as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de educa&ccedil;&atilde;o nos anos   90.<a href="http://www.anped.org.br/reunioes/24/t0511651397173.doc" target="_blank">www.anped.org.br/reunioes/24/t0511651397173.doc</a>. Consultado em 30/03/2011.</p>     <p><a name="5" id="5"></a><a href="#top5">5</a> O PROUNI foi criado em 2004 e institucionalizado em 2005 e concede bolsas de estudo para   alunos oriundos de camadas populares em institui&ccedil;&otilde;es privadas que recebem a isen&ccedil;&atilde;o de   alguns impostos. Tamb&eacute;m para a promo&ccedil;&atilde;o do acesso o governo implantou um sistema de   cotas nas universidades p&uacute;blicas e a expans&atilde;o das IES a partir do Programa de Apoio a Planos   de Reestrutura&ccedil;&atilde;o e Expans&atilde;o das Universidades Federais - REUNI. Tais medidas buscam atender   30% da popula&ccedil;&atilde;o entre 18 e 24, at&eacute; o ano de 2010 de acordo com o Plano Nacional da   Educa&ccedil;&atilde;o. Meta que n&atilde;o foi alcan&ccedil;ada, pois o acesso destes jovens em 2009 chegou a 14,4%,   como taxa de escolariza&ccedil;&atilde;o l&iacute;quida.</p>     <p><a name="6" id="6"></a><a href="#top6">6</a>Os par&acirc;metros da Lei s&atilde;o definidos pelo Decreto Lei n&deg; 3.860, de 09/Julho/2001, que no art.   7o estabelece uma nova organiza&ccedil;&atilde;o para as Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior (IES), quais sejam:   I &ndash; Universidades, II Centros Universit&aacute;rios e III Faculdades Integradas, Faculdades, Institutos   ou Escolas Superiores. E define, no art. 8&deg; em conson&acirc;ncia com os artigos 52&deg;, 53&deg; e 54&deg; da   LDB que as atividades de ensino, pesquisa e extens&atilde;o destinam-se &agrave;s universidades, diferenciando-   as das IES que se dedicam especialmente ao ensino e eventualmente &agrave; extens&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="7" id="7"></a><a href="#top7">7</a>O mandato do segundo governo do presidente Lula da Silva encerrou em dezembro de 2010, no entanto, os dados mais atuais do INEP s&atilde;o referentes ao ano de 2009.</p>     <p><a name="8" id="8"></a><a href="#top8">8</a> Esse valor e menor do que anunciado inicialmente quer era de 3,75 bilh&otilde;es. O REUNI foi   institu&iacute;do pelo Decreto n&ordm; 6.096, de 24 de abril de 2007, e &eacute; uma das a&ccedil;&otilde;es que integram o   Plano de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o (PDE) prev&ecirc; o crescimento do ensino superior p&uacute;blico,   criando condi&ccedil;&otilde;es para que as universidades promovam a expans&atilde;o f&iacute;sica, acad&ecirc;mica   e pedag&oacute;gica da rede federal de educa&ccedil;&atilde;o superior. As a&ccedil;&otilde;es do programa contemplam   o aumento de vagas nos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o, a amplia&ccedil;&atilde;o da oferta de cursos noturnos, a   promo&ccedil;&atilde;o de inova&ccedil;&otilde;es pedag&oacute;gicas e o combate &agrave; evas&atilde;o, entre outras metas que t&ecirc;m o   prop&oacute;sito de diminuir as desigualdades sociais no pa&iacute;s. Ver. <a href="http://reuni.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=25&amp;Itemid=28" target="_blank">http://reuni.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=25&amp;Itemid=28</a></p>     <p><a name="9" id="9"></a><a href="#top9">9</a>Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios &ndash; PNDA (2009) aponta uma popula&ccedil;&atilde;o   de 190.732.694, desta 22,9% vivem com &frac12; sal&aacute;rio m&iacute;nimo, 24,8% vivem com at&eacute;   1 sal&aacute;rio m&iacute;nimo, 8,3% vivem com at&eacute; 3 sal&aacute;rios m&iacute;nimos e 5,1% com mais de 5 sal&aacute;rios   m&iacute;nimos, este &uacute;ltimo calcula-se o suficiente para o pagamento de mensalidades em institui&ccedil;&otilde;es   privadas. Ver. <a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/indicadoresminimos/sinteseindicsociais2010/SIS2010.pdf" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/indicadoresminimos/sinteseindicsociais2010/SIS2010.pdf</a>. Acessado em 31/03/2011.</p>     <p><a name="10" id="10"></a><a href="#top10">10</a> Ver.<a href="http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2010/11/18/ibge-14-4-da-populacao-entre-18-e-24-anos-frequentavam-ensino-superior-em-2009" target="_blank">http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2010/11/18/ibge-14-4-da-populacao-entre-18-e-24-anos-frequentavam-ensino-superior-em-2009</a>. Consultado em 31/03/2011</p>     <p><a name="11" id="11"></a><a href="#top11">11</a> A Universidade de Coimbra que &eacute; a mais antiga universidade do pa&iacute;s, fundada em 1290; a   Universidade de &Eacute;vora, criada em 1559 foi extinta em 1759 e refundada em 1973; a Universidade   de Lisboa e a Universidade de Porto, ambas criadas em 1911; a Universidade T&eacute;cnica de   Lisboa, criada em 1930; Universidade Nova de Lisboa e a Universidade do Minho criadas em   1973.</p>     <p><a name="12" id="12"></a><a href="#top12">12</a> Fundado em 1972.</p>     <p><a name="13" id="13"></a><a href="#top13">13</a> A OCDE publica relat&oacute;rios sobre estudos realizados sobre a educa&ccedil;&atilde;o nos pa&iacute;ses membros,   divulgando dados estat&iacute;sticos sobre os sistemas educacionais, como taxa de escolariza&ccedil;&atilde;o,   gastos p&uacute;blicos, taxas de evas&atilde;o, diplomados, etc., bem como dados comparativos sobre os   indicadores de desempenho desses pa&iacute;ses que s&atilde;o utilizados pelos governos como refer&ecirc;ncia   para as (re) formula&ccedil;&otilde;es das pol&iacute;ticas educacionais. Sobre o papel da OCDE na defini&ccedil;&atilde;o das   pol&iacute;ticas educacionais em Portugal, consultar Seixas (2010).</p>     <p><a name="14" id="14"></a><a href="#top14">14</a> Apenas 15,2% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira ganha entre 3 a 5 sal&aacute;rios m&iacute;nimos, calcula-se o suficiente   para o pagamento das mensalidades. Ver. IBGE, 2010.</p>      ]]></body><back>
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