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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Educação e autarquias: Lógicas de acção do poder autárquico face ao poder central e aos micropoderes locais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The tendency for the change of the State´s role, or of a State-educator for a State-regulator is justified on the speech of rationalization, which is contradictory seeing that it is jointly the speech of recentralisation, creating own dynamics but also tensions between the local and the centre. The territorialisation of the education policies determine an ideological and cultural rupture with the centralist and universalist tradition, and produces new ways of articulation between the national and local. It is associated with a double political will of the state, when redistributing the power between the centre and the suburbs, and to fight against the social differences. So, certain municipalities develop (or try to develop) about its territory, on a subsidiary logic, the education policies which are the social policies of the compensatory kind. On the other hand, other municipalities through a leadership logic assume a liberal approach, without necessarily giving preference to the principles of competitiveness, of the competition or of the efficiency that justify it, but of the more consensual principles as the diversification, the opening or the modernization of the school system.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Educa&ccedil;&atilde;o e autarquias.   L&oacute;gicas de ac&ccedil;&atilde;o do poder   aut&aacute;rquico face ao poder   central e aos micropoderes   locais</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ant&oacute;nio Francisco Baixinho<sup>*</sup></b></p>     <p><sup>*</sup>Investigador do Centro de Estudos e Interven&ccedil;&atilde;o   em Educa&ccedil;&atilde;o e Forma&ccedil;&atilde;o (CeiEF) Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias, <a href="mailto:ant.baixinho@gmail.com">ant.baixinho@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Resumo</p>     <p>A tend&ecirc;ncia para a mudan&ccedil;a no papel do Estado, ou seja, de um Estado-educador   para um Estado-regulador, fundamenta-se no discurso da racionaliza&ccedil;&atilde;o,   o qual &eacute; contradit&oacute;rio visto ser conjuntamente o discurso da recentraliza&ccedil;&atilde;o,   originando din&acirc;micas pr&oacute;prias mas tamb&eacute;m tens&otilde;es entre o local e o centro.   A territorializa&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas educativas marca uma ruptura ideol&oacute;gica   e cultural com a tradi&ccedil;&atilde;o centralista e universalista, e produz novas   formas de articula&ccedil;&atilde;o entre o nacional e o local. Ela associa-se<br />   a uma dupla vontade pol&iacute;tica do Estado, ao redistribuir o poder entre   o centro e as periferias, e de lutar contra as desigualdades sociais.   Assim, certos munic&iacute;pios desenvolvem (ou tentam desenvolver) sobre o seu   territ&oacute;rio, numa l&oacute;gica subsidi&aacute;ria, as pol&iacute;ticas educativas que s&atilde;o as pol&iacute;ticas   sociais locais de tipo compensat&oacute;rio. Por sua vez, outros munic&iacute;pios, atrav&eacute;s   de uma l&oacute;gica de lideran&ccedil;a, assumem uma aproxima&ccedil;&atilde;o liberal, sem fazerem   necessariamente bandeira dos princ&iacute;pios da competitividade, da concorr&ecirc;ncia   ou da efic&aacute;cia que a fundamentam, mas dos princ&iacute;pios mais consensuais como   a diversifica&ccedil;&atilde;o, a abertura ou a moderniza&ccedil;&atilde;o do sistema escolar.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b>descentraliza&ccedil;&atilde;o; poder local; l&oacute;gicas de ac&ccedil;&atilde;o; territorializa&ccedil;&atilde;o; carta educativa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Education and autharchies. Logics of   action of the autarchical authorities in   face of the central authorities and local   micro-authorities</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Abstract</p>     <p>The tendency for the change of the State&acute;s   role, or of a State-educator for a State-regulator   is justified on the speech of rationalization,   which is contradictory seeing that it is jointly   the speech of recentralisation, creating own   dynamics but also tensions between the local   and the centre.</p>     <p> The territorialisation of the education policies   determine an ideological and cultural rupture   with the centralist and universalist tradition, and   produces new ways of articulation between the   national and local. It is associated with a double   political will of the state, when redistributing   the power between the centre and the suburbs,   and to fight against the social differences.</p>     <p> So, certain municipalities develop (or try to   develop) about its territory, on a subsidiary   logic, the education policies which are the social   policies of the compensatory kind. On the other   hand, other municipalities through a leadership   logic assume a liberal approach, without   necessarily giving preference to the principles   of competitiveness, of the competition or of   the efficiency that justify it, but of the more   consensual principles as the diversification,   the opening or the modernization of the school   system.</p>     <p> <b>Keywords: </b>Decentralisation; local authorities;   action logics; territorialisation; education letter.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b>.</p>     <p>O processo de &quot;autonomia&quot; desenvolve-se no nosso pa&iacute;s ap&oacute;s a queda do   regime em Abril de 1974, quando os seus reflexos incidem na pol&iacute;tica educativa   nacional essencialmente ao longo da segunda metade da d&eacute;cada dos anos 1980.   Assim sendo, surgem no Estado &quot;centralizado&quot; processos de desconcentra&ccedil;&atilde;o   administrativa que, por vezes, s&atilde;o confundidos com medidas de car&aacute;cter descentralizador.</p>     <p> Neste sentido, verifica-se que Portugal acompanhou a tend&ecirc;ncia para aplicar   algumas pol&iacute;ticas educativas que emergem nas reformas da administra&ccedil;&atilde;o   educacional nos anos 1980 em alguns pa&iacute;ses europeus. Por sua vez, o sistema   educativo portugu&ecirc;s &eacute; marcado por uma profunda necessidade de mudan&ccedil;a, em   que a Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE) &eacute; considerada o ponto central   deste processo. &Eacute; tamb&eacute;m a partir desta lei que emerge a liga&ccedil;&atilde;o da escola &agrave;   comunidade educativa, o novo paradigma de administra&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o das escolas   e a reforma curricular (Formosinho, Ferreira &amp; Machado, 2000), deste modo,   concretizam-se medidas tendentes a descentralizar decis&otilde;es que favorecem a   emerg&ecirc;ncia de parceiros fortes e aut&oacute;nomos a n&iacute;vel local (Can&aacute;rio, 1998).</p>     <p> A colabora&ccedil;&atilde;o entre o Poder Central e a Administra&ccedil;&atilde;o Local, no campo da   educa&ccedil;&atilde;o, assumiu formas de participa&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel de tarefas, ou seja, no que se   refere aos transportes escolares, &agrave; ac&ccedil;&atilde;o social escolar e &agrave; constru&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o   de escolas. Por&eacute;m, e nesta sequ&ecirc;ncia, emergem a partir de meados da d&eacute;cada   de 1990 alguns sinais de mudan&ccedil;a, com o surgimento de algumas pol&iacute;ticas,   tais como, a Lei-Quadro da educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar, o novo regime de autonomia,   administra&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o escolar, a possibilidade de cria&ccedil;&atilde;o dos conselhos locais   de educa&ccedil;&atilde;o e a elabora&ccedil;&atilde;o das cartas educativas. Na realidade, o Poder Local<a name="top1" id="top1"></a><a href="#1"><sup>1</sup></a> passa a intervir cada vez mais na ac&ccedil;&atilde;o educativa ao liderar e planear pol&iacute;ticas   educativas locais mais ou menos expl&iacute;citas, ao apoiar os estabelecimentos de   ensino, ao implementar ou coadjuvar a concretiza&ccedil;&atilde;o de diversos projectos de   parceria, ao investir em t&eacute;cnicos, equipamentos e infra-estruturas. Deste modo,   os munic&iacute;pios tentam superar um conjunto variado de situa&ccedil;&otilde;es deficit&aacute;rias que   o sistema educativo apresenta.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Por outro lado, o desenvolvimento local &eacute; essencialmente um modo de pensar   que defende a necessidade de reintroduzir o humano na l&oacute;gica do desenvolvimento,   em que a ac&ccedil;&atilde;o se torne global, valorizando a componente formal e n&atilde;o   formal e a forma&ccedil;&atilde;o ao longo da vida (Ferreira, 2005). &Eacute; neste contexto que o  &quot;local&quot; aspira a conquistar um espa&ccedil;o pr&oacute;prio e que desponta a problem&aacute;tica da   centraliza&ccedil;&atilde;o/descentraliza&ccedil;&atilde;o, com a valoriza&ccedil;&atilde;o do &quot;local&quot;, que politicamente   corresponde a uma ideia de democracia participativa, levando a um maior envolvimento   dos indiv&iacute;duos, num esfor&ccedil;o comum, com vista ao desenvolvimento.</p>     <p> O discurso da competitividade e da implementa&ccedil;&atilde;o da l&oacute;gica de mercado   comandam a agenda pol&iacute;tica do Estado e, ao mesmo tempo, s&atilde;o usados interna   e externamente para legitimar essa mesma agenda. Conjuntamente, a reestrutura&ccedil;&atilde;o   global, regional, nacional e local modificaram a natureza e o &acirc;mbito da   legitima&ccedil;&atilde;o, e o modo como este se constitui como um problema para o Estado   (Robertson &amp; Dale, 2001). Assim, a tend&ecirc;ncia para a mudan&ccedil;a de um Estadoeducador   para um Estado-regulador (Barroso, 2003), tem por pressuposto o discurso   neoliberal, que com &quot;menos&quot; Estado mas maior fiscaliza&ccedil;&atilde;o se obt&eacute;m melhores   resultados. Este processo origina uma redefini&ccedil;&atilde;o no papel e fun&ccedil;&otilde;es do   Estado no plano social e econ&oacute;mico, provocando constrangimentos e conflitos   de poder no que respeita ao seu controlo pol&iacute;tico, com a redistribui&ccedil;&atilde;o de poder   entre o Estado e a comunidade, entre o central e o local.</p>     <p> Nesta perspectiva, a abertura social da escola apela para rela&ccedil;&otilde;es com outras   inst&acirc;ncias e para uma nova etapa que passa pelo (re)investimento educativo ou   pedagogismo social (Charlot, 1997). Assim, a escola encontra-se, actualmente,   numa encruzilhada de rela&ccedil;&otilde;es com outras inst&acirc;ncias sociais com interesses   directos ou indirectos na educa&ccedil;&atilde;o e na forma&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>A centraliza&ccedil;&atilde;o e as tentativas de descentraliza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o   em Portugal</b></p>     <p> A tradi&ccedil;&atilde;o municipalista em Portugal tem origem na &eacute;poca medieval, onde   emergem os concelhos suportados pela carta de foral, passa pelo per&iacute;odo liberal,   renasce na 1.&ordf; Rep&uacute;blica e sucumbe com o Estado Novo, levando os autarcas   a serem nomeados pelo Governo. Com a Revolu&ccedil;&atilde;o de 25 de Abril de   1974 &eacute; recuperado o regime pol&iacute;tico democr&aacute;tico e reposto o Poder Local com   representantes livremente eleitos por voto directo e universal, de acordo com a   Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Portuguesa de 1976. Contudo, n&atilde;o existe em Portugal   tradi&ccedil;&atilde;o de uma interven&ccedil;&atilde;o das autarquias na administra&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o.   Historicamente, verifica-se uma centraliza&ccedil;&atilde;o estatal, pois t&ecirc;m sido poucas e   de dimens&atilde;o insignificante as suas compet&ecirc;ncias educacionais (Pinhal &amp; Viseu,   2001), ou seja, todos os sistemas educativos ocidentais s&atilde;o mais centralizados   que descentralizados e o sistema p&uacute;blico de ensino, iniciado no s&eacute;culo XIX,   aceite e generalizado algures no s&eacute;culo XX, tinha por objectivos essenciais: centralizar,   unificar e integrar (Barreto, 1995).</p>     <p>No s&eacute;culo XIX, com a primeira reforma da instru&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, tentou-se descentralizar   o ensino. Efectuaram-se ent&atilde;o, sucessivas altera&ccedil;&otilde;es normativas,   entre as quais a reforma de Rodrigues Sampaio, que visava a cria&ccedil;&atilde;o de estruturas   descentralizadoras de administra&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o para o ensino prim&aacute;rio. No   final do mesmo s&eacute;culo, como salienta Fernandes (1994), verificou-se, no &acirc;mbito   da educa&ccedil;&atilde;o, uma nova tentativa de descentraliza&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias para as   autarquias, atrav&eacute;s das seguintes medidas: &quot;constru&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de escolas,   a cria&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de cursos de alfabetiza&ccedil;&atilde;o, a nomea&ccedil;&atilde;o e remunera&ccedil;&atilde;o   de professores e a concess&atilde;o de subs&iacute;dios aos alunos&quot; (p. 51).</p>     <p> Com a implanta&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica, a descentraliza&ccedil;&atilde;o passa a ser uma das   principais medidas com vista &agrave; melhoria da ac&ccedil;&atilde;o educativa, o que, por outro   lado, tamb&eacute;m aumentava o poder das autarquias. Neste sentido, a descentraliza&ccedil;&atilde;o   administrativa foi uma das propostas do programa dos republicanos que,   desde h&aacute; muito, ambicionavam a sua intensifica&ccedil;&atilde;o. Todavia, come&ccedil;am a surgir   problemas, como atrasos no pagamento dos vencimentos aos professores, provocando   nestes o desejo pelo restabelecimento da centraliza&ccedil;&atilde;o. Assim, durante   este per&iacute;odo efectuaram-se v&aacute;rios momentos de altern&acirc;ncia entre a centraliza&ccedil;&atilde;o   e a descentraliza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o para as c&acirc;maras municipais (Fernandes,   2004), por influ&ecirc;ncia e ac&ccedil;&atilde;o directa de alguns pol&iacute;ticos e pedagogos como Jo&atilde;o   Camoezas e Ant&oacute;nio S&eacute;rgio, onde se salienta o modelo da &quot;Escola-Munic&iacute;pio&quot;.</p>     <p>Durante o per&iacute;odo de vig&ecirc;ncia do Estado Novo, as autarquias locais eram respons&aacute;veis,   sobretudo, pela constru&ccedil;&atilde;o, conserva&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o das escolas   prim&aacute;rias, o que, de resto, constitu&iacute;a j&aacute; um grande encargo para as autarquias   sem meios e sem din&acirc;mica. Na realidade, ao n&iacute;vel municipal os recursos eram   escassos, as responsabilidades das c&acirc;maras em construir, manter os edif&iacute;cios   escolares e assegurar diversas despesas, acabavam por n&atilde;o ser cumpridas. Por   outro lado, o empenho do Estado portugu&ecirc;s na educa&ccedil;&atilde;o de uma maior percentagem   da popula&ccedil;&atilde;o deve-se a press&otilde;es externas, come&ccedil;ando a ser mais significativo   no in&iacute;cio da d&eacute;cada de sessenta do s&eacute;culo XX (Fernandes, 1999).</p>     <p> &Eacute; a partir da Revolu&ccedil;&atilde;o de 25 de Abril de 1974, ap&oacute;s um ocaso de v&aacute;rias d&eacute;cadas,   que os munic&iacute;pios portugueses recuperam a autonomia que desfrutaram   e conquistam novas atribui&ccedil;&otilde;es e compet&ecirc;ncias. Assim, &quot;com a mudan&ccedil;a pol&iacute;tica   efectuada em 1974 e consolidada na Constitui&ccedil;&atilde;o de 1976, d&aacute;-se o renascimento   do munic&iacute;pio como express&atilde;o da democracia local&quot; (Fernandes, 1999, p.   167). A descentraliza&ccedil;&atilde;o volta &agrave; agenda pol&iacute;tica depois da Revolu&ccedil;&atilde;o de Abril,   com a apresenta&ccedil;&atilde;o na Assembleia da Rep&uacute;blica da proposta de Lei n.&ordm; 315/I,   em 28 de Abril de 1980, proporcionando um amplo debate nacional, visto que   esta proposta visava a aprova&ccedil;&atilde;o de uma Lei de Bases do Sistema Educativo que,   nas palavras de V&iacute;tor Crespo, Ministro da Educa&ccedil;&atilde;o nessa altura, significava o   seguinte: &quot;era minha convic&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o ter uma Lei de Bases ou um &laquo;documento   orientador&raquo; correspondia a viver no reino das experi&ecirc;ncias pedag&oacute;gicas, navegar   ao sabor de press&otilde;es, demagogias ou solu&ccedil;&otilde;es f&aacute;ceis&quot; (<i>in</i> Teodoro, 2002, p. 276).</p>     <p> A descentraliza&ccedil;&atilde;o &eacute; um processo pelo qual, atrav&eacute;s da lei, se transferem   poderes de decis&atilde;o, at&eacute; a&iacute; pertencentes a &oacute;rg&atilde;os do Estado, para os &oacute;rg&atilde;os pr&oacute;prios de entidades independentes do Estado central, e que no &acirc;mbito da Administra&ccedil;&atilde;o   P&uacute;blica assume duas formas: a descentraliza&ccedil;&atilde;o funcional e a descentraliza&ccedil;&atilde;o   territorial. No primeiro caso, a descentraliza&ccedil;&atilde;o verifica-se mais   por raz&otilde;es de ordem t&eacute;cnica que pol&iacute;tica, com a transfer&ecirc;ncia de certas fun&ccedil;&otilde;es   da administra&ccedil;&atilde;o central para &oacute;rg&atilde;os ou institui&ccedil;&otilde;es especializadas; por outro   lado, no segundo caso, verifica-se sem qualquer depend&ecirc;ncia hier&aacute;rquica dos   &oacute;rg&atilde;os do poder central, sendo, ent&atilde;o, transferidas atribui&ccedil;&otilde;es da administra&ccedil;&atilde;o   central para institui&ccedil;&otilde;es regionais ou locais, consideradas competentes e   respons&aacute;veis para decidir sobre certas mat&eacute;rias (Pinhal, 1994). Contudo, os processos   de descentraliza&ccedil;&atilde;o s&atilde;o usualmente antecedidos por actua&ccedil;&otilde;es de desconcentra&ccedil;&atilde;o:  &quot;a Administra&ccedil;&atilde;o Central &laquo;vende&raquo; desconcentra&ccedil;&atilde;o por descentraliza&ccedil;&atilde;o,   combinando uma ret&oacute;rica descentralizadora com normativos meramente   desconcentradores (ou mesmo recentralizadores)&quot; (Formosinho, 2005, p. 26).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Descentralizar &eacute;, ent&atilde;o, dar mais poder ao denominado Poder Local, sendo o   Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o aquele que se encontrava em melhores condi&ccedil;&otilde;es para   dar os primeiros passos, ao inserir as escolas nas comunidades e ao transferir   para a administra&ccedil;&atilde;o local a gest&atilde;o dos recursos. De facto, &eacute; aprovada na Assembleia   da Rep&uacute;blica, e posteriormente publicada em 1984, legisla&ccedil;&atilde;o que   atribui aos munic&iacute;pios do Continente novas compet&ecirc;ncias em mat&eacute;ria de organiza&ccedil;&atilde;o,   financiamento e controlo de funcionamento dos transportes escolares,   respectivamente o Decreto-Lei n.&ordm; 77/84, de 8 de Mar&ccedil;o, e o Decreto-Lei n.&ordm;   299/84, de 5 de Setembro, assim como a defini&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o da ac&ccedil;&atilde;o social   escolar atrav&eacute;s do Decreto-Lei n.&ordm; 339-A/84, de 28 de Dezembro.</p>     <p> Com a publica&ccedil;&atilde;o da LBSE, em 14 de Outubro de 1986, passam a estar previstas,   de acordo com os artigos 38.&ordm; e 43.&ordm;, formas de descentraliza&ccedil;&atilde;o e desconcentra&ccedil;&atilde;o   da administra&ccedil;&atilde;o educativa, prevendo tamb&eacute;m a poss&iacute;vel regionaliza&ccedil;&atilde;o   do territ&oacute;rio nacional. Todavia, este diploma, para al&eacute;m da descentraliza&ccedil;&atilde;o,   privilegia tamb&eacute;m a participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria (n.&ordm; 2 do artigo 43&ordm;) com a renova&ccedil;&atilde;o   do servi&ccedil;o p&uacute;blico educativo, que segundo Barroso (1998), passa pela   transfer&ecirc;ncia de &quot;poderes e fun&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel nacional e regional para o n&iacute;vel   local, reconhecendo a escola como um lugar central de gest&atilde;o e a comunidade   local (em particular os pais dos alunos) como um parceiro essencial na tomada   de decis&atilde;o&quot; (p. 33). Baseadas numa l&oacute;gica c&iacute;vica e comunit&aacute;ria de renova&ccedil;&atilde;o   da escola p&uacute;blica, estas estrat&eacute;gias visavam um aumento das pol&iacute;ticas de descentraliza&ccedil;&atilde;o   e refor&ccedil;o da autonomia das escolas, em que o papel do Estado   passa a ser, essencialmente, o de estabelecer e regular as orienta&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas   da educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p> Na sequ&ecirc;ncia da LBSE &eacute; publicado, em 3 de Fevereiro de 1989, o Decreto-Lei n.&ordm; 43/89, que estabelece o regime jur&iacute;dico da autonomia das escolas dos   2&ordm; e 3&ordm; ciclos, dos ensinos b&aacute;sico e secund&aacute;rio. Este diploma possibilita &agrave; pr&oacute;pria   escola elaborar e definir a sua actividade educativa, atrav&eacute;s dos seguintes   documentos: projecto educativo, plano anual de actividades e regulamento   interno. Neste contexto, os munic&iacute;pios s&atilde;o confrontados com a possibilidade   de uma maior participa&ccedil;&atilde;o na educa&ccedil;&atilde;o escolar, principalmente como parceiros   no projecto educativo. Por outro lado, concretiza-se um maior envolvimento da   C&acirc;mara Municipal nas quest&otilde;es da educa&ccedil;&atilde;o com a participa&ccedil;&atilde;o nos &oacute;rg&atilde;os de   direc&ccedil;&atilde;o dos estabelecimentos de ensino n&atilde;o superior. Esta iniciativa foi implementada   a t&iacute;tulo experimental em 54 estabelecimentos de ensino e definida   pelo Decreto-Lei n.&ordm; 172/91, de 10 de Maio. Nesta sequ&ecirc;ncia, &eacute; consolidada   a compet&ecirc;ncia para os &oacute;rg&atilde;os municipais poderem criar o Conselho Local de   Educa&ccedil;&atilde;o (CLE), uma d&eacute;cada depois da proposta apresentada pela Comiss&atilde;o da   Reforma do Sistema de Ensino (CRSE), com a publica&ccedil;&atilde;o do Decreto-Lei n.&ordm; 115-A/98, de 4 de Maio, e posteriormente com a Lei n.&ordm; 159/99, de 14 de Setembro,   que estabelece o quadro de transfer&ecirc;ncia de atribui&ccedil;&otilde;es e compet&ecirc;ncias para   as autarquias locais.</p>     <p> Por fim, em 2003, na sequ&ecirc;ncia de uma mudan&ccedil;a da maioria pol&iacute;tica da Assembleia   da Rep&uacute;blica (e da composi&ccedil;&atilde;o do Governo), &eacute; publicado um novo quadro   normativo &ndash; Decreto-lei n.&ordm; 7/2003, de 15 de Janeiro &ndash; que estatui o Conselho   Municipal de Educa&ccedil;&atilde;o (CME), em substitui&ccedil;&atilde;o do CLE, e consagra a carta   educativa de acordo com o Plano Director Municipal. Este novo modelo apresenta   algumas diferen&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o ao anterior, pretendendo ser, no entanto, mais   abrangente, pois, para al&eacute;m da educa&ccedil;&atilde;o escolar, engloba agora todas as formas   de educa&ccedil;&atilde;o. O que h&aacute; de novo e interessante neste modelo s&atilde;o as compet&ecirc;ncias   relacionadas com a participa&ccedil;&atilde;o na negocia&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o dos contratos   de autonomia, a an&aacute;lise do desempenho do pessoal docente e n&atilde;o docente e a   assiduidade e sucesso escolar, aliando ainda, a forte representa&ccedil;&atilde;o aut&aacute;rquica   (Presidente da C&acirc;mara Municipal, Presidente da Assembleia Municipal, Vereador   da Educa&ccedil;&atilde;o e Presidente de uma das Juntas de Freguesia do Concelho)   neste &oacute;rg&atilde;o, o que de certa forma, pode perspectivar uma municipaliza&ccedil;&atilde;o da   educa&ccedil;&atilde;o. Ao limitar pela imposi&ccedil;&atilde;o da lei, o CME na sua composi&ccedil;&atilde;o, presid&ecirc;ncia   e distribui&ccedil;&atilde;o dos seus membros, o Estado centraliza juridicamente e imp&otilde;e   uma normaliza&ccedil;&atilde;o nacional para este &oacute;rg&atilde;o, que &eacute; refor&ccedil;ado com o facto deste   diploma n&atilde;o ser da responsabilidade do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, mas do Minist&eacute;rio   das Cidades, Ordenamento do Territ&oacute;rio e do Ambiente.</p>     <p><b> As l&oacute;gicas de ac&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p> O objecto desta pesquisa emp&iacute;rica foi as l&oacute;gicas de ac&ccedil;&atilde;o do poder aut&aacute;rquico   no contexto educativo e a interven&ccedil;&atilde;o dos diversos actores face &agrave; mudan&ccedil;a   no papel do Estado, cuja tend&ecirc;ncia &eacute; a de repartir o poder do centro para o espa&ccedil;o local. Esta investiga&ccedil;&atilde;o permitiu capturar quais as l&oacute;gicas de ac&ccedil;&atilde;o predominantes   e as diferen&ccedil;as e similitudes segundo diferentes factores e conforme   os diferentes espa&ccedil;os locais (Torres Vedras, Mafra e &Oacute;bidos).</p>     <p> De uma forma gen&eacute;rica, a l&oacute;gica de ac&ccedil;&atilde;o de um actor individual ou colectivo   designa as orienta&ccedil;&otilde;es dominantes que se emanam <i>ex post</i> da observa&ccedil;&atilde;o   das pr&aacute;ticas de certo actor no dom&iacute;nio de uma determinada ac&ccedil;&atilde;o, tais que elas   podem ser por sensa&ccedil;&otilde;es, seja por observa&ccedil;&atilde;o, seja pelas diversas justifica&ccedil;&otilde;es   das suas ac&ccedil;&otilde;es (por ele mesmo o actor ou de outros informadores). O significado   de l&oacute;gica n&atilde;o se refere, neste caso, a um racioc&iacute;nio estruturante explicado   num discurso, mas sim a uma coer&ecirc;ncia impl&iacute;cita entre uma s&eacute;rie de contribui&ccedil;&otilde;es   pr&aacute;ticas para realizar uma certa orienta&ccedil;&atilde;o. Todavia, &eacute; necess&aacute;rio distinguir   a rela&ccedil;&atilde;o entre l&oacute;gica intencional e l&oacute;gica objectiva. A l&oacute;gica intencional   designa tudo o que contribui para organizar o sentido dado sobre o qual o actor   se mobiliza e a partir do qual certas pr&aacute;ticas s&atilde;o poss&iacute;veis, por sua vez a l&oacute;gica   objectiva designa os efeitos que decorrem da pr&aacute;tica independentemente da   consci&ecirc;ncia que h&aacute; nela. A l&oacute;gica de ac&ccedil;&atilde;o &eacute; constru&iacute;da pelo observador, que se   apoia mais sobre a l&oacute;gica objectiva, em que as orienta&ccedil;&otilde;es de ac&ccedil;&atilde;o s&atilde;o reconstru&iacute;das   pelo investigador a partir de uma an&aacute;lise das coer&ecirc;ncias de ac&ccedil;&atilde;o e dos   seus efeitos tendenciais na situa&ccedil;&atilde;o (Remy, Voy&eacute;, &amp; Servais, 1978).</p>     <p> A l&oacute;gica de ac&ccedil;&atilde;o pode resultar de um determinado comportamento estrat&eacute;gico   mas que n&atilde;o &eacute; sempre o caso. Ela distingue-se de estrat&eacute;gia, no sentido em   que esta &uacute;ltima implica que o actor tem necessariamente uma consci&ecirc;ncia, pelo   menos parcial, das orienta&ccedil;&otilde;es que ele privilegia e pelas quais ele marca uma   prefer&ecirc;ncia relativa. A no&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gia implica sempre, em diversos graus,   uma forma de &quot;c&aacute;lculo consciente&quot;, de &quot;planifica&ccedil;&atilde;o e de antecipa&ccedil;&atilde;o&quot; no qual   o actor escolhe uma possibilidade de ac&ccedil;&atilde;o, conta tratar de uma situa&ccedil;&atilde;o, dos   seus constrangimentos e dos seus recursos, da sua consci&ecirc;ncia e dos efeitos   objectivos supostos da sua ac&ccedil;&atilde;o.</p>     <p> Assim, as ac&ccedil;&otilde;es apresentem uma forma de sentido (orienta&ccedil;&atilde;o e significa&ccedil;&atilde;o)   que o observador tem mesmo de reconstruir <i>ex post</i>, em cativante dist&acirc;ncia   com o sentido dado &agrave; ac&ccedil;&atilde;o pelo actor em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s ac&ccedil;&otilde;es num contexto e &agrave;s   propriedades do actor (recursos, capacidades, ethos, inten&ccedil;&otilde;es expl&iacute;citas, etc.)   mas sim aos seus efeitos. Isto pressup&otilde;e que h&aacute; uma coer&ecirc;ncia relativa entre as   orienta&ccedil;&otilde;es do actor, mesmo que todas as suas ac&ccedil;&otilde;es n&atilde;o possam ser equacionadas   na sua l&oacute;gica de ac&ccedil;&atilde;o. A l&oacute;gica de ac&ccedil;&atilde;o pode com efeito tamb&eacute;m derivar   de esquemas cognitivos e normativos interiorizados ou de contrariedades   e oportunidades de uma situa&ccedil;&atilde;o, sem que tenha derivado de uma delibera&ccedil;&atilde;o   consciente das escolhas de ac&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, ela pode derivar tanto de preocupa&ccedil;&otilde;es   instrumentais como de considera&ccedil;&otilde;es axiol&oacute;gicas. As l&oacute;gicas de ac&ccedil;&atilde;o   podem estar referidas somente a um actor colectivo, uma organiza&ccedil;&atilde;o como   uma autarquia no seu conjunto ou um grupo com uma l&oacute;gica de ac&ccedil;&atilde;o comum,   tal como &quot;os professores&quot;, ou unicamente a um actor individual (o presidente, o   director, o coordenador, etc.) (Maroy, 2006).</p>     <p> No caso de uma organiza&ccedil;&atilde;o, as l&oacute;gicas de ac&ccedil;&atilde;o s&atilde;o o efeito das coer&ecirc;ncias   que se libertam <i>ex post</i> da observa&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas e decis&otilde;es dentro da organiza&ccedil;&atilde;o   relativamente ao funcionamento no seu conjunto ou &agrave;s suas orienta&ccedil;&otilde;es   em dom&iacute;nios mais espec&iacute;ficos. A unidade de an&aacute;lise e de escolha do actor ao   qual se refere a l&oacute;gica de ac&ccedil;&atilde;o resulta de op&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica operada pelo   investigador.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b> Din&acirc;micas e l&oacute;gicas de ac&ccedil;&atilde;o do poder aut&aacute;rquico</b></p>     <p> Actualmente, as autarquias encontram-se numa posi&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica, devido   &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o de diversas pol&iacute;ticas sociais, mas a identidade pr&oacute;pria de cada   munic&iacute;pio possibilita a concretiza&ccedil;&atilde;o de l&oacute;gicas com o objectivo de autonomia   e territorializa&ccedil;&atilde;o<a name="top2" id="top2"></a><a href="#2"><sup>2</sup></a>. Neste sentido, s&atilde;o analisadas as l&oacute;gicas de ac&ccedil;&atilde;o, mais   preponderantes, desenvolvidas pelo poder aut&aacute;rquico nos munic&iacute;pios de Torres   Vedras, Mafra e &Oacute;bidos.</p>     <p> Nestes munic&iacute;pios, o &oacute;rg&atilde;o CME &eacute; constitu&iacute;do na sequ&ecirc;ncia da publica&ccedil;&atilde;o do   Decerto-Lei n.&ordm; 7/2003, de 15 de Janeiro. No entanto, a carta educativa come&ccedil;a   a ser desenvolvida em &Oacute;bidos, em 2002, por iniciativa da autarquia e segundo   proposta da actual directora do gabinete de educa&ccedil;&atilde;o, o que demonstra uma l&oacute;gica   de ac&ccedil;&atilde;o de lideran&ccedil;a do actor aut&aacute;rquico face ao poder central (Quadro I).</p>     <p>&nbsp; </p>     <p>Quadro I &ndash; L&oacute;gicas de ac&ccedil;&atilde;o</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a06q1.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Quadro II &ndash; Conselho Municipal de Educa&ccedil;&atilde;o</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a06q2.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Quadro III &ndash; Carta educativa</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a06q3.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Desde o ano de 1995 que a autarquia de Mafra possibilita para o 1.&ordm; ciclo   actividades extracurriculares, atrav&eacute;s do projecto de Apoio ao Desenvolvimento   da Express&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sico-Motora, com os sub-programas de Express&atilde;o F&iacute;sico-Motora e o de Nata&ccedil;&atilde;o. Esta autarquia disponibiliza as instala&ccedil;&otilde;es desportivas   municipais, bem como diversas colectividades, com as quais foram estabelecidos   protocolos, para o desenvolvimento destas actividades que emergem   com a identifica&ccedil;&atilde;o de problemas educativos concretos na popula&ccedil;&atilde;o escolar, o   que resulta numa l&oacute;gica de ac&ccedil;&atilde;o de lideran&ccedil;a face ao poder central e numa l&oacute;gica   de ac&ccedil;&atilde;o negocial em rela&ccedil;&atilde;o aos micro-poderes, n&atilde;o no sentido de um acto   comercial, mas sim no estabelecimento de um di&aacute;logo sobre um determinado   assunto com o prop&oacute;sito de se obter uma solu&ccedil;&atilde;o, tratado ou acordo.</p>     <p>Tamb&eacute;m dentro deste plano, a autarquia proporciona desde 2004, actividades   de express&atilde;o pl&aacute;stica e art&iacute;stica, assim como um programa de prolongamento   de hor&aacute;rio (1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico), com actividades de inform&aacute;tica, leitura,   m&uacute;sica, desporto, jogos e v&iacute;deo e estudo acompanhado (acta n.&ordm; 5 do CME).   Estes projectos de &acirc;mbito socioeducativos, estavam nesta altura para al&eacute;m das   compet&ecirc;ncias legais da autarquia em mat&eacute;ria de educa&ccedil;&atilde;o, e inserem-se numa   l&oacute;gica de rela&ccedil;&otilde;es entre as autarquias e a comunidade educativa, constituindo   um conjunto variado de situa&ccedil;&otilde;es escolares, que a administra&ccedil;&atilde;o central n&atilde;o   resolvia.</p>     <p> Por outro lado, esta autarquia &eacute; pioneira na reestrutura&ccedil;&atilde;o do parque escolar   do 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico e da educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar, com a inaugura&ccedil;&atilde;o no   ano lectivo de 2002/2003, da Escola B&aacute;sica do 1.&ordm; ciclo &ndash; H&eacute;lia Correia, centro   educativo tamb&eacute;m denominado de &quot;Universidade do B&aacute;sico&quot; (website da C&acirc;mara   de Mafra), que constitui a 1.&ordf; das 16 novas escolas-p&oacute;lo para a educa&ccedil;&atilde;o   pr&eacute;-escolar e 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico, numa m&eacute;dia de uma escola por cada   freguesia. Estas escolas para al&eacute;m das salas de aulas ter&atilde;o pavilh&atilde;o desportivo,   biblioteca, salas de inform&aacute;tica, salas de express&atilde;o pl&aacute;stica, refeit&oacute;rio e quatro   ter&atilde;o piscina. Segundo o autarca de Mafra, este munic&iacute;pio &quot;entendeu que tinha   de resolver o problema das escolas com poucos alunos e sem condi&ccedil;&otilde;es em   um ou dois anos, porque estes projectos para a inf&acirc;ncia s&atilde;o de ontem e n&atilde;o de   amanh&atilde;&quot;<a name="top3" id="top3"></a><a href="#3"><sup>3</sup></a>. Para este objectivo, a autarquia estabeleceu uma parceria p&uacute;blicoprivada   e criou uma empresa denominada, Mafraeduca, a qual &quot;re&uacute;ne o capital   de uma empresa privada (51%) e da Pavimafra, empresa municipal (49%) de   modo a poder financiar os projectos das escolas, avaliados em 50 milh&otilde;es de   euros&quot;<a name="top4" id="top4"></a><a href="#4"><sup>4</sup></a>, previstos e aprovados na carta educativa.</p>     <p> Quanto ao munic&iacute;pio de Torres Vedras, o poder aut&aacute;rquico desenvolve uma   l&oacute;gica de ac&ccedil;&atilde;o subsidi&aacute;ria face ao poder central, no sentido de obter do Estado   central apoio, colabora&ccedil;&atilde;o e complementaridade para concretizar a remodela&ccedil;&atilde;o   e constru&ccedil;&atilde;o de novas escolas, que na carta educativa est&atilde;o previstas e   or&ccedil;amentadas em mais de 40 milh&otilde;es. Dentro desta l&oacute;gica, o actor aut&aacute;rquico   aproveita a visita da Ministra da Educa&ccedil;&atilde;o e da Governadora Civil de Lisboa na   inaugura&ccedil;&atilde;o do 1.&ordm; centro educativo do concelho, para fazer a sua reivindica&ccedil;&atilde;o.</p>     <blockquote> N&atilde;o ficamos &agrave; espera do QREN para concretizar todas as 25 EB e JI previstos   na Carta Educativa, que s&atilde;o a nossa grande prioridade. Aquela escola &eacute; disso   exemplo, embora seja grande a expectativa de que o QREN nos responda.   Temos projectos feitos s&oacute; &agrave; espera que nos digam onde fica a fila para os   entregarmos. (&hellip;) O respons&aacute;vel pelo munic&iacute;pio de Torres Vedras aproveitou   a oportunidade para expressar a grande frustra&ccedil;&atilde;o pela extin&ccedil;&atilde;o do   Agrupamento do Atl&acirc;ntico, quando a Carta Educativa tinha sido aprovada   sete meses antes<a name="top5" id="top5"></a><a href="#5"><sup>5</sup></a>.</blockquote>     <p> De salientar que este centro educativo or&ccedil;ado em cerca de 1,095 milh&otilde;es de   euros &quot;foi constru&iacute;do em parceria com uma empresa de constru&ccedil;&atilde;o civil, como   contrapartida por um loteamento&quot;<a name="top6" id="top6"></a><a href="#6"><sup>6</sup></a>, o que pode levantar algumas d&uacute;vidas na   forma como o actor aut&aacute;rquico obt&eacute;m financiamento para a constru&ccedil;&atilde;o de infraestruturas   escolares.</p>     <p> Ainda segundo uma l&oacute;gica subsidi&aacute;ria perante o poder central, esta autarquia   encerrou em dois anos 20 escolas do 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico colocando   282 alunos em pr&eacute;-fabricados, que segundo o autarca torriense, &quot;n&atilde;o s&atilde;o   contentores, s&atilde;o pr&eacute;-fabricados ligeiros&quot;<a name="top7" id="top7"></a><a href="#7"><sup>7</sup></a>, mas que permite ao poder central   recentralizar decis&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De facto, a carta educativa &eacute; caracterizada pelos seguintes aspectos: tratase   de uma obriga&ccedil;&atilde;o legal, sendo sujeita, no entanto, a normas de valida&ccedil;&atilde;o   externa e num clima de renegocia&ccedil;&atilde;o e clarifica&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias; &eacute; uma ferramenta t&eacute;cnico-pol&iacute;tica que pode ser utilizada como um poderoso instrumento   de acesso a recursos financeiros (Baixinho, 2006).</p>     <p> O poder aut&aacute;rquico, de Mafra tem uma l&oacute;gica de ac&ccedil;&atilde;o diferente quanto &agrave;   quest&atilde;o do encerramento das escolas do 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico, isto &eacute;, &quot;se   me disserem que o encerramento das escolas tem a ver com uma perspectiva   economicista rejeito-a liminarmente; se me disserem que tem a ver com uma   valoriza&ccedil;&atilde;o intelectual e de oportunidades das crian&ccedil;as, n&oacute;s a&iacute; temos que nos   render&quot;<a name="top8" id="top8"></a><a href="#8"><sup>8</sup></a>. No mesmo enquadramento se situa a actua&ccedil;&atilde;o do poder aut&aacute;rquico   de &Oacute;bidos, em rela&ccedil;&atilde;o ao poder central quando sob a sua lideran&ccedil;a &quot;imp&ocirc;s&quot; h&aacute;   dois anos ao Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o o funcionamento do ensino secund&aacute;rio no   concelho, atrav&eacute;s da reconvers&atilde;o e alargamento de uma escola j&aacute; existente.</p>     <p> Atrav&eacute;s da discuss&atilde;o e aprova&ccedil;&atilde;o do Regulamento de Funcionamento dos   Servi&ccedil;os de Apoio &agrave; Fam&iacute;lia nos estabelecimentos de educa&ccedil;&atilde;o do 1.&ordm; ciclo do   ensino b&aacute;sico da rede p&uacute;blica de Mafra, foi estabelecido que no ano lectivo de   2006/2007 (l&oacute;gica negocial) os alunos que beneficiam da Ac&ccedil;&atilde;o Social Escolar   ficavam isentos ou pagavam somente 0,65 &euro;, de acordo com o escal&atilde;o em que   est&atilde;o inseridos, os restantes alunos pagavam 1,34 &euro; por refei&ccedil;&atilde;o. Deste modo,   as refei&ccedil;&otilde;es apresentam o mesmo modelo de pagamento, para os encarregados   de educa&ccedil;&atilde;o, que t&ecirc;m nas escolas do 2.&ordm; e 3.&ordm; ciclos e secund&aacute;rias, apesar dos   custos inerentes ao funcionamento dos refeit&oacute;rios das mesmas serem suportados   pela Administra&ccedil;&atilde;o Central enquanto que no 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico s&atilde;o   suportados unicamente pela autarquia (Acta n.&ordm; 9 do CME), que atribuiu a concess&atilde;o   atrav&eacute;s de concurso p&uacute;blico a uma empresa privada (Acta n.&ordm; 13 do CME).</p>     <p> No munic&iacute;pio de Torres Vedras os encarregados de educa&ccedil;&atilde;o pagavam por   uma refei&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria durante o ano lectivo de 2007/2008, para as crian&ccedil;as da   educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar, um valor que variava entre os 0,67 &euro; e os 3,69 &euro;<a name="top9" id="top9"></a><a href="#9"><sup>9</sup></a>. Esta l&oacute;gica   subsidi&aacute;ria reverte em favor das Institui&ccedil;&otilde;es Particulares de Solidariedade   Social (IPSS) e colectividades do concelho a quem foi concedido a confec&ccedil;&atilde;o e   distribui&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria das refei&ccedil;&otilde;es para as crian&ccedil;as do 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico e   da educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar.</p>     <p> Na realidade, o significado de governa&ccedil;&atilde;o &ndash; <i>governance</i> &ndash; nas sociedades ocidentais   democr&aacute;ticas remete para as interac&ccedil;&otilde;es, entre o Estado e a sociedade,   dos sectores econ&oacute;micos e sociais em particular. Neste sentido, os soci&oacute;logos   procedem &agrave; descri&ccedil;&atilde;o dos jogos que s&atilde;o revelados nos diferentes sistemas de   coliga&ccedil;&otilde;es, quer dos actores de entidades p&uacute;blicas ou privadas (Bouvier, 2007).</p>     <p> <b>Constrangimentos e conflitos</b></p>     <p> A previs&iacute;vel inten&ccedil;&atilde;o do XVII Governo Constitucional de conceder novas atribui&ccedil;&otilde;es   e compet&ecirc;ncias &agrave;s autarquias, no ano lectivo de 2008/2009, &eacute; acompanhada   por constrangimentos e conflitos, como enuncia o autarca de Mafra   em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; passagem das escolas do 2.&ordm; e 3.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico para as   autarquias: &quot;ser&aacute; um processo muito complicado e, a exemplo do que aconteceu   com as escolas do 1.&ordm; ciclo, consistir&aacute; em mais um presente envenenado para   as c&acirc;maras&quot;<a name="top10" id="top10"></a><a href="#10"><sup>10</sup></a>. No concelho de Mafra existem quatro escolas destes n&iacute;veis de   ensino, mas com um estado de utiliza&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o preocupante, ou seja:</p>     <blockquote> Com uma vistoria bem feita, as escolas C+S (3.&ordm; ciclo com secund&aacute;rio) do   concelho fechavam, dado o estado calamitoso em que algumas se encontram.   Quer na secund&aacute;ria de Mafra, quer na C+S da Ericeira existe amianto que   &eacute; cancer&iacute;geno e o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o sabe disso. Al&eacute;m dos exteriores   das C+S se encontrarem mal tratados, com logradouros que n&atilde;o existem.   Na Escola B&aacute;sica do 2.&ordm; e 3.&ordm; ciclo de Mafra h&aacute; uma turma a funcionar por   tr&aacute;s da cozinha e refeit&oacute;rio, portanto dentro de uma despensa da escola<a name="top11" id="top11"></a><a href="#11"><sup>11</sup></a>.</blockquote>     <p> Os actores n&atilde;o s&atilde;o entidades abstractas, antes pelo contr&aacute;rio, quando elaboram   as defini&ccedil;&otilde;es de si e dos outros, inventam condutas para a constru&ccedil;&atilde;o do   sistema de rela&ccedil;&otilde;es e lutam pela conquista do poder de acordo com um duplo   sentido: a sua hist&oacute;ria pessoal e as oportunidades e constrangimentos da situa&ccedil;&atilde;o   (Crozier &amp; Friedberg, 1992).</p>     <p> No concelho de Torres Vedras, por sua vez, persistem os inc&oacute;modos resultantes   do reordenamento escolar do 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico. Neste concelho   fecharam vinte escolas em dois anos, o que se traduziu em 466 crian&ccedil;as do 1.&ordm;   ciclo do ensino b&aacute;sico a terem aulas em contentores e colectividades. A partir   da an&aacute;lise de situa&ccedil;&otilde;es concretas, o investigador caracteriza e interpreta, a ac&ccedil;&atilde;o   concreta e particular, atrav&eacute;s dos jogos entre os actores (Friedberg, 1995),   e que se evidenciam nas seguintes situa&ccedil;&otilde;es:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote> As professoras queixam-se da &quot;falta de condi&ccedil;&otilde;es&quot;, a associa&ccedil;&atilde;o de pais   lamenta que a C&acirc;mara s&oacute; tenha pensado &quot;em mostrar trabalho, esquecendo   as crian&ccedil;as&quot;. Mas o projecto foi avante (&hellip;). O autarca torriense meteu m&atilde;os   &agrave; obra e apresentou projectos no valor de 25 milh&otilde;es de euros, &agrave; procura   de financiamento a fundo perdido. Est&aacute; &agrave; espera de resposta, mas j&aacute; com   uma dura realidade pela frente. &quot;Os n&uacute;meros que vieram a lume mostram   que as verbas n&atilde;o dar&atilde;o nem para um d&eacute;cimo do necess&aacute;rio&quot;<a name="top12" id="top12"></a><a href="#12"><sup>12</sup></a>.</blockquote>     <p> A situa&ccedil;&atilde;o de escassez no financiamento para a (re)constru&ccedil;&atilde;o do parque   escolar &eacute; confirmado pelo administrador executivo da unidade de gest&atilde;o do   Quadro de Refer&ecirc;ncia Estrat&eacute;gico Nacional (QREN) para a regi&atilde;o Centro, as verbas   prometidas pelo Governo para as escolas s&atilde;o insuficientes, segundo este   respons&aacute;vel, &quot;n&atilde;o vamos dar resposta necess&aacute;ria aos investimentos do primeiro   ciclo&quot;<a name="top13" id="top13"></a><a href="#13"><sup>13</sup></a>. Para este administrador, &quot;o mais rid&iacute;culo &eacute; por exemplo o n&iacute;vel de   financiamento previsto para os equipamentos das salas, j&aacute; que os montantes   prenunciados n&atilde;o v&atilde;o dar o m&iacute;nimo de condi&ccedil;&otilde;es&quot;<a name="top14" id="top14"></a><a href="#14"><sup>14</sup></a>. Sendo assim, as autarquias  ter&atilde;o de recorrer a verbas provenientes de outros fundos comunit&aacute;rios ou de   outras proced&ecirc;ncias.</p>     <p> De facto, os processos de administra&ccedil;&atilde;o educacional decretados pelo poder   central e localmente induzidos contribuem para focos de tens&atilde;o entre alguns   actores representativos da comunidade educativa e o actor aut&aacute;rquico, e que   se traduzem numa evidente fragilidade em construir respostas numa &oacute;ptica de   desenvolvimento local, atrav&eacute;s da afirma&ccedil;&atilde;o de um projecto educativo local. A   vontade descentralizadora de atribuir mais compet&ecirc;ncias &agrave;s autarquias produz   novas possibilidades de ac&ccedil;&otilde;es concertadas, assim como obriga a superar obst&aacute;culos   suplementares, que associam complica&ccedil;&otilde;es a situa&ccedil;&otilde;es complexas.</p>     <p> <b>Conclus&otilde;es</b></p>     <p> A tend&ecirc;ncia actual do Estado central &eacute; a de jogar sobre uma dial&eacute;ctica entre   a centraliza&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica da planifica&ccedil;&atilde;o e da reparti&ccedil;&atilde;o de recursos, por um   lado; e da descentraliza&ccedil;&atilde;o de decis&otilde;es operacionais para as autarquias, por   outro lado. Esta conjuntura conduz a duas posi&ccedil;&otilde;es em aparente contradi&ccedil;&atilde;o   mas que evoluem em simult&acirc;neo. Assim, a mudan&ccedil;a no papel do Estado fundamenta-se no discurso da racionaliza&ccedil;&atilde;o, que &eacute; contradit&oacute;rio visto que tamb&eacute;m   &eacute; um discurso da recentraliza&ccedil;&atilde;o, o que origina din&acirc;micas pr&oacute;prias mas tamb&eacute;m   tens&otilde;es entre o local e o centro.</p>     <p> A necessidade de articular &quot;eficiente e eficazmente&quot; com a autarquia as   quest&otilde;es educativas verifica-se, n&atilde;o s&oacute;, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar e   ao 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico, onde as autarquias t&ecirc;m compet&ecirc;ncias legalmente   transferidas, mas tamb&eacute;m com os outros n&iacute;veis de ensino, nomeadamente, o 2.&ordm;   e 3.&ordm; ciclos e ensino secund&aacute;rio.</p>     <p> As compet&ecirc;ncias atribu&iacute;das em mat&eacute;ria de educa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o condicionadas pelos   constrangimentos na aplica&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias regulamentadas, na insufici&ecirc;ncia   de meios (humanos e financeiros) e na d&uacute;bia posi&ccedil;&atilde;o que o munic&iacute;pio   usufrui no sistema educativo. As l&oacute;gicas de ac&ccedil;&atilde;o do poder aut&aacute;rquico face ao   poder central e aos micro-poderes s&atilde;o de &iacute;ndole variada mas com predomin&acirc;ncia   da l&oacute;gica de lideran&ccedil;a e da l&oacute;gica subsidi&aacute;ria.</p>     <p> A pesquisa emp&iacute;rica subjacente ao presente artigo foi realizada no &acirc;mbito do Doutoramento   em Educa&ccedil;&atilde;o, realizado na Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias   (2007-2011).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b> Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Baixinho, A. (2006). <i>Os munic&iacute;pios e a educa&ccedil;&atilde;o. Um estudo sobre o contributo dos Conselhos   Municipais de Educa&ccedil;&atilde;o para a constru&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas locais</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em   Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o. Lisboa: Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias (policopiado).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1645-7250201100020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Barreto, A. (1995). Centraliza&ccedil;&atilde;o e descentraliza&ccedil;&atilde;o no sistema educativo, <i>An&aacute;lise Social</i>, Vol.   XXX, 130, 159-173.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1645-7250201100020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Barroso, J. (1996). <i>Autonomia e gest&atilde;o das escolas</i>. Lisboa: Editorial do Minist&eacute;rio da educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1645-7250201100020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Barroso, J. (1998). Descentraliza&ccedil;&atilde;o e autonomia: devolver o sentido c&iacute;vico e comunit&aacute;rio &agrave;   escola p&uacute;blica, <i>Col&oacute;quio/educa&ccedil;&atilde;o e sociedade</i>, 4, 32-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1645-7250201100020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p> Barroso, J. (2003). A &quot;escolha da escola&quot; como processo de regula&ccedil;&atilde;o: integra&ccedil;&atilde;o ou selec&ccedil;&atilde;o   social? In J. Barroso (Org.), <i>A escola p&uacute;blica &ndash; regula&ccedil;&atilde;o, desregula&ccedil;&atilde;o e privatiza&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 79-   110). Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Asa.</p>     <!-- ref --><p> Biarez, S. (1997). Le pouvoir local en devenir. In F. Cardi &amp; A. Chambon (Coord.), <i>M&eacute;tamorphoses   de la formation. Alternance, partenariat et d&eacute;veloppement local</i> (pp. 145-163). Paris: &Eacute;ditions   L'Harmattan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1645-7250201100020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Bouvier, A. (2007).<i> La gouvernance des syst&egrave;mes &eacute;ducatifs</i>. Paris: Presses Universitaires de France.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1645-7250201100020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Branco, F. (1998). <i>Munic&iacute;pio e pol&iacute;ticas sociais em Portugal 1977-1989</i>. Lisboa: Instituto Superior   de Servi&ccedil;o Social.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1645-7250201100020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Can&aacute;rio, R. (1998). Educa&ccedil;&atilde;o e territ&oacute;rio. <i>Noesis</i>, 48, 18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1645-7250201100020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Charlot, B. (1997). Vers une mutation de la forme et du syst&egrave;me &eacute;ducatifs. In F. Cardi &amp; A.   Chambon (Coord.) <i>M&eacute;tamorphoses de la formation. Alternance, partenariat d&eacute;veloppement     local</i> (pp. 207-231). Paris: &Eacute;ditions L' Harmattan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1645-7250201100020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Costa, I. (2008). Conselho de educa&ccedil;&atilde;o visita novas escolas. <i>Frenteoeste</i>, 932, 8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1645-7250201100020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Crozier, M. &amp; Friedberg, E. (1992).<i> L'actor et le syst&egrave;me</i>. Paris: &Eacute;ditions du Seuil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1645-7250201100020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Fernandes, A. S. (1994). Educa&ccedil;&atilde;o e poder local. In Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o, <i>Educa&ccedil;&atilde;o  comunidade e poder local. Actas do semin&aacute;rio</i> (pp. 45-63). Lisboa: Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1645-7250201100020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Fernandes, A. S. (1999). Os munic&iacute;pios portugueses e a educa&ccedil;&atilde;o: entre representa&ccedil;&otilde;es do passado   e os desafios do presente. In J. Formosinho et al., <i>Comunidades educativas. Novos desafios  &agrave; educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica</i> (pp. 159-180). Braga: Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1645-7250201100020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Fernandes, A. S. (2004). Munic&iacute;pio, cidade e territorializa&ccedil;&atilde;o educativa. In J. Costa, A. Neto-Mendes &amp; A. Ventura, <i>Pol&iacute;ticas e gest&atilde;o local da educa&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 35-43). Aveiro: Universidade   de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1645-7250201100020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Ferreira, F. (2005). <i>O local em educa&ccedil;&atilde;o, anima&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o e parceria</i>. Lisboa:  Funda&ccedil;&atilde;o Caloustre   Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1645-7250201100020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Formosinho, J., Ferreira, I. &amp; Machado, J. (2000). <i>Pol&iacute;ticas educativas e autonomia das escolas</i>.   Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Asa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1645-7250201100020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Formosinho, J. (2005). Centraliza&ccedil;&atilde;o e descentraliza&ccedil;&atilde;o na administra&ccedil;&atilde;o da escola de interesse   p&uacute;blico. In J. Formosinho, A. S. Fernandes, J. Machado &amp; F. I. Ferreira, <i>Administra&ccedil;&atilde;o da     educa&ccedil;&atilde;o. L&oacute;gicas burocr&aacute;ticas e l&oacute;gicas de media&ccedil;&atilde;o</i>. (pp. 13-52). Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Asa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1645-7250201100020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Francisco, E. (2007). Escola B&aacute;sica do 1.&ordm; ciclo e jardim de inf&acirc;ncia da Carvoeira inaugurada. O   primeiro centro educativo do concelho. <i>Badaladas</i>, 2699, 6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1645-7250201100020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p> Friedberg, E (1995). <i>O poder e a regra</i> &ndash; din&acirc;micas de ac&ccedil;&atilde;o organizada. Lisboa: Instituto Piaget.</p>     <!-- ref --><p> Lima, R. P. (2008). Aprender a ler no contentor. <i>Expresso</i>, 1840, 32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1645-7250201100020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Maroy, C. (2006). &Eacute;cole, r&eacute;gulation et march&eacute;. Une comparaison de six espaces <i>scolaires locaux   en Europe</i>. Paris: Presses Universitaires de France.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1645-7250201100020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Munic&iacute;pio de Torres Vedras &ndash; C&acirc;mara Municipal. Edital N.&ordm; 101/2007. Badaladas, 2697, 28.</p>     <!-- ref --><p> Pinhal, J. (1994). Regionalizar a educa&ccedil;&atilde;o, <i>O Professor</i>, 41, 5-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1645-7250201100020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Pinhal, J. &amp; Viseu, S. (2001). <i>A interven&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios na gest&atilde;o do sistema educativo local:   compet&ecirc;ncias associadas ao novo regime de autonomia, administra&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o. Relat&oacute;rio   sectorial 6, inqu&eacute;rito por question&aacute;rio aos presidentes das c&acirc;maras municipais do continente</i>.   Lisboa: Centros de Estudos da Escola, Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da   Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1645-7250201100020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Remy, J., Voy&eacute;, L. &amp; Servais, E. (1978).<i> Produire ou reproduire. Une sociologie de la vie quotidienne</i>.   Vol.1. Bruxelas: &Eacute;ditions Vie Ouvri&egrave;re.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1645-7250201100020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Robertson, S. &amp; Dale, R. (2001). Regula&ccedil;&atilde;o e risco na governa&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o. Gest&atilde;o dos problemas   de legitima&ccedil;&atilde;o e coes&atilde;o social em educa&ccedil;&atilde;o nos Estados competitivos. <i>Educa&ccedil;&atilde;o, Sociedade  &amp; Culturas</i>, 15, 117-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1645-7250201100020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Teodoro, A. (2002). <i>As pol&iacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o em discurso directo</i>, 1955-1995. Lisboa: Instituto   de Inova&ccedil;&atilde;o Educacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1645-7250201100020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Websites</b></p>     <p> <a href="http://www.cm-mafra.pt/educacao/index.asp" target="_blank">http://www.cm-mafra.pt/educacao/index.asp</a>, consultado em 19/3/2008.</p>     <p> <a href="http://www.cm-obidos.pt/#notop" target="_blank">http://www.cm-obidos.pt/#notop</a>, consultado em 20/3/2008.</p>     <p> <a href="http://www.cm-tvedras.pt/viver/educacao/eventos/" target="_blank">http://www.cm-tvedras.pt/viver/educacao/eventos/</a>, consultado em 22/3/2008.</p>     <p> <a href="http://www.tsf.pt/online/vida/interior.asp?id_artigo=TSF189762" target="_blank">http://www.tsf.pt/online/vida/interior.asp?id_artigo=TSF189762</a>, consultado em 23/3/2008.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Notas</b></p>     <p><a name="1" id="1"></a><a href="#top1"><sup>1</sup></a>De acordo com Branco, Poder Local &eacute; entendido como Estado Local, &quot;um poder que &eacute; Estado,   embora local&quot; (1998, p. 29). Contudo, o Poder Local n&atilde;o &eacute; somente uma colectividade local   ou uma representa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, mas sim uma componente complexa de rela&ccedil;&otilde;es entre as estruturas   e os comportamentos centrais, dos l&iacute;deres locais e dos grupos sociais heterog&eacute;neos   e privados para a ascens&atilde;o do territ&oacute;rio ou da localidade (Biarez, 1997).</p>     <p> <a name="2" id="2"></a><a href="#top2"><sup>2</sup></a> A territorializa&ccedil;&atilde;o nassenta uma grande diversidade de princ&iacute;pios, dispositivos e processos   inovadores, que s&atilde;o aplicados no dom&iacute;nio da planifica&ccedil;&atilde;o, formula&ccedil;&atilde;o e administra&ccedil;&atilde;o das   pol&iacute;ticas educativas. E, de um modo geral, tende a valorizar a afirma&ccedil;&atilde;o dos poderes perif&eacute;ricos,   a mobiliza&ccedil;&atilde;o local dos actores e a contextualiza&ccedil;&atilde;o da ac&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica (Barroso, 1996).</p>     <p> <a name="3" id="3"></a><a href="#top3"><sup>3</sup></a> FrenteOeste, n.&ordm; 932, de 20 de Mar&ccedil;o de 2008, p. 8.</p>     <p> <a name="4" id="4"></a><a href="#top4"><sup>4</sup></a> FrenteOeste, n.&ordm; 932, de 20 de Mar&ccedil;o de 2008, p. 8.</p>     <p><a name="5" id="5"></a><a href="#top5"><sup>5</sup></a> Badaladas, n.&ordm; 2699, de 28 de Setembro de 2007, p.6.</p>     <p> <a name="6" id="6"></a><a href="#top6"><sup>6</sup></a> Badaladas, n.&ordm; 2699, de 28 de Setembro de 2007, p.6.</p>     <p> <a name="7" id="7"></a><a href="#top7"><sup>7</sup></a> Expresso, n.&ordm; 1840, de 2 de Fevereiro de 2008, p. 32.</p>     <p> <a name="8" id="8"></a><a href="#top8"><sup>8</sup></a> Acta n.&ordm; 12 do CME.</p>     <p> <a name="9" id="9"></a><a href="#top9"><sup>9</sup></a> Badaladas, n.&ordm; 2697, de 14 de Setembro de 2007, p. 28.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <a name="10" id="10"></a><a href="#top10"><sup>10</sup></a> FrenteOeste, n.&ordm; 932, de 20 de Mar&ccedil;o de 2008, p. 8.</p>     <p> <a name="11" id="11"></a><a href="#top11"><sup>11</sup></a> FrenteOeste, n.&ordm; 932, de 20 de Mar&ccedil;o de 2008, p. 8.</p>     <p> <a name="12" id="12"></a><a href="#top12"><sup>12</sup></a> Expresso, n.&ordm; 1840, de 2 de Fevereiro de 2008, p. 32.</p>     <p> <a name="13" id="13"></a><a href="#top13"><sup>13</sup></a> Ant&oacute;nio Paiva, em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; TSF, em 21 de Mar&ccedil;o de 2008.</p>     <p> <a name="14" id="14"></a><a href="#top14"><sup>14</sup></a> Ant&oacute;nio Paiva, em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; TSF, em 21 de Mar&ccedil;o de 2008.</p>      ]]></body><back>
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