<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-7250</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Lusófona de Educação]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Lusófona de Educação]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-7250</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos e Intervenção em Educação e Formação (CeiEF)Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-72502011000200010</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Escola: (também) um espaço de afectos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[School: (also) a space of affectivity]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Granja]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Maria Andeiro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nilza]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rebelo]]></surname>
<given-names><![CDATA[José]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de Aveiro Departamento de Educação ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de Aveiro Departamento de Psicologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<numero>18</numero>
<fpage>141</fpage>
<lpage>153</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-72502011000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-72502011000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-72502011000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA["Estamos educando a nuestros jóvenes en la totalidad de su ser, em todas sus potencialidades?" (Ramos, 2001, p.15) Esta questão, colocada pelo autor na introdução do seu livro Educación Integral: una educación holística para el siglo XXI, pela sua pertinência e abrangência, merece uma reflexão profunda por parte de todos aqueles para quem as questões da educação fazem parte da sua agenda pessoal e profissional. Com este texto pretende-se dar um contributo para esse exercício reflexivo. Se pela educação se pretende promover o desenvolvimento integral e harmonioso do educando, é imperativo assumir a interdependência entre os processos cognitivos e afectivos e, como tal, equacionar o papel dos afectos na relação pedagógica e na profissionalidade docente.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA["Estamos educando a nuestros jóvenes en la totalidad de su ser, em todas sus potencialidades?"1 (Ramos, 2001, p.15). This question, raised by the author in the introduction of his book "Educación Integral: una educación holística para el siglo XXI"2, due to its importance and wide scope, deserves a deep approach by all those to whom the questions of education are part of their personal and professional concerns. This text aims to give a contribute to this exercise. If the education wants to promote the integral and balanced development of the individual, it is necessary to assume the common dependence between the cognitive and the affective processes and, as such, assess the role of affects in the pedagogic relation and in the teaching practice.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[afectividade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[educação holística]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[profissionalidade docente]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[relação pedagógica]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[affectivity]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[holistic education]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[teaching practice]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[pedagogic relation]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>A Escola: (tamb&eacute;m) um   espa&ccedil;o de afectos</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ana Maria Andeiro Granja<sup>*</sup>, Nilza Costa<sup>**</sup> &amp; Jos&eacute; Rebelo<sup>***</sup></b></p>     <p><sup>*</sup>Doutoranda do Dep. de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Aveiro, <a href="mailto:ana.granja@ua.pt">ana.granja@ua.pt</a></p>     <p><sup>**</sup>Professora Catedr&aacute;tica do Dep. de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Aveiro</p>     <p><sup>***</sup>Professor Auxiliar com Agrega&ccedil;&atilde;o do Departamento de Psicologia   da Universidade Aveiro</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Resumo</p>     <p>&quot;Estamos educando a nuestros j&oacute;venes en la totalidad de su ser, em todas sus   potencialidades?&quot; (Ramos, 2001, p.15)</p>     <p>Esta quest&atilde;o, colocada pelo autor na introdu&ccedil;&atilde;o do seu livro Educaci&oacute;n Integral:   una educaci&oacute;n hol&iacute;stica para el siglo XXI, pela sua pertin&ecirc;ncia e abrang&ecirc;ncia,   merece uma reflex&atilde;o profunda por parte de todos aqueles para quem as quest&otilde;es   da educa&ccedil;&atilde;o fazem parte da sua agenda pessoal e profissional. Com este   texto pretende-se dar um contributo para esse exerc&iacute;cio reflexivo. Se pela educa&ccedil;&atilde;o   se pretende promover o desenvolvimento integral e harmonioso do educando,   &eacute; imperativo assumir a interdepend&ecirc;ncia entre os processos cognitivos   e afectivos e, como tal, equacionar o papel dos afectos na rela&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica e   na profissionalidade docente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> afectividade; educa&ccedil;&atilde;o hol&iacute;stica; profissionalidade docente; rela&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>School: (also) a space of affectivity</b></p>     <p>Abstract</p>     <p>&quot;Estamos educando a nuestros j&oacute;venes   en la totalidad de su ser, em todas sus   potencialidades?&quot;<a name="top1" id="top1"></a><a href="#1"><sup>1</sup></a> (Ramos, 2001, p.15).</p>     <p>This question, raised by the author in the   introduction of his book &quot;Educaci&oacute;n Integral:   una educaci&oacute;n hol&iacute;stica para el siglo XXI&quot;<a name="top2" id="top2"></a><a href="#2"><sup>2</sup></a>, due   to its importance and wide scope, deserves   a deep approach by all those to whom the   questions of education are part of their   personal and professional concerns. This text   aims to give a contribute to this exercise.</p>     <p>If the education wants to promote the integral   and balanced development of the individual,   it is necessary to assume the common dependence   between the cognitive and the affective   processes and, as such, assess the role of affects   in the pedagogic relation and in the teaching   practice.</p>     <p> <b>Keywords:</b> affectivity; holistic education;   teaching practice; pedagogic relation.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Educa&ccedil;&atilde;o <i>na</i> e <i>para</i> a complexidade</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>N&oacute;s, seres humanos, somos seres em aberto num mundo em constante devir.</p>     <p> Segundo Freire (2008), a Hist&oacute;ria &eacute; precisamente um tempo de possibilidades   e n&atilde;o de determinismo; o futuro &eacute; um desafio, um problema e n&atilde;o algo   inexor&aacute;vel. Ali&aacute;s, segundo o autor, &eacute; na consci&ecirc;ncia de si enquanto ser incompleto   e aberto a um tempo que ainda n&atilde;o &eacute;, que reside a educabilidade do ser   humano. Somos educ&aacute;veis (educa&ccedil;&atilde;o como um conceito mais abrangente do que   o de escolariza&ccedil;&atilde;o) porque eternamente inacabados, incompletos e conscientes   dessa incompletude. Precisamos de aprender a ser e a fazer, interiorizando a   cultura pr&oacute;pria dos contextos sociais em que estamos inseridos. A educa&ccedil;&atilde;o &eacute;   a condi&ccedil;&atilde;o de sobreviv&ecirc;ncia do indiv&iacute;duo e da esp&eacute;cie, o que faz dela uma &quot;necessidade   vital&quot; (Boavida &amp; Amado, 2008). Mas o facto de funcionarmos como   um sistema aberto e poroso, sujeito &agrave;s influ&ecirc;ncias dos in&uacute;meros contextos em   que nos movemos, n&atilde;o nos deve levar a perspectivar os acontecimentos, a nossa   vida e o mundo, de uma forma fatalmente mecanicista. Condicionalismo n&atilde;o &eacute;   o mesmo que determinismo. Somos condicionados pela gen&eacute;tica, pela cultura,   pela sociedade, pela Hist&oacute;ria, mas, mesmo assim, o futuro n&atilde;o &eacute; algo pr&eacute;-dado.   Tal como afirmou Popper (1996, p.17):</p>     <blockquote> O futuro est&aacute; em aberto. N&atilde;o &eacute; predeterminado e, deste modo, n&atilde;o pode   ser previsto- a n&atilde;o ser por acidente. As possibilidades contidas no futuro   s&atilde;o infinitas. Quando digo &acute;&eacute; nosso dever permanecermos optimistas`,   tal inclui n&atilde;o s&oacute; a abertura do futuro, mas tamb&eacute;m o facto de que todos   contribu&iacute;mos para ele mediante os nossos actos: somos todos respons&aacute;veis   por aquilo que o futuro nos reserva.</blockquote>     <p> A Educa&ccedil;&atilde;o, enquanto processo de transforma&ccedil;&atilde;o do educando num ser humano   cada vez mais completo e melhor, forja-se na rela&ccedil;&atilde;o dial&eacute;ctica e recursiva   entre o indiv&iacute;duo, a sociedade e a cultura, tornando-se, assim, um espa&ccedil;o   privilegiado de intersec&ccedil;&atilde;o entre o nosso percurso individual e a nossa hist&oacute;ria   colectiva.</p>     <p> Pela educa&ccedil;&atilde;o interiorizamos a cultura mas tamb&eacute;m a modificamos, o que   faz de n&oacute;s produto mas tamb&eacute;m produtores dos contextos de significa&ccedil;&atilde;o em   que nos movemos.</p>     <p> A necessidade de atender aos contextos de significa&ccedil;&atilde;o que condicionam os   nossos percursos individuais, mas que tamb&eacute;m s&atilde;o recursivamente afectados   por estes, &eacute; imperativa porque emergente de todos os fen&oacute;menos educativos.</p>     <p> Como disse Charlot (cit. por Boavida e Amado, 2008, p.209): &quot;estudar a Educa&ccedil;&atilde;o   &eacute; afrontar-se com a globalidade: o ser que se educa constr&oacute;i-se simultaneamente   em todas as suas dimens&otilde;es, que s&atilde;o integradas e n&atilde;o justapostas.&quot;De facto, a Educa&ccedil;&atilde;o &eacute; um terreno de &quot;mesti&ccedil;agem&quot;, uma realidade multidimensional,   global, complexa, tecida em conjunto, e intelig&iacute;vel apenas &agrave; luz das   infind&aacute;veis interac&ccedil;&otilde;es entre os seus protagonistas, bem como das liga&ccedil;&otilde;es impl&iacute;citas   e e xpl&iacute;citas que cada um estabelec e com os c ontextos a que pertenc e.</p>     <p>As escolas, enquanto contextos de educa&ccedil;&atilde;o formal e informal, devem assumir-se responsavelmente como espa&ccedil;os em que aquele que ensina aprende, e   aquele que aprende ensina: &quot;(&#133;) n&atilde;o &eacute; educador quem quer ou assim se presume,   nem sempre que o pretende, mas quem desempenha de facto, em qualquer situa&ccedil;&atilde;o,   uma fun&ccedil;&atilde;o de transforma&ccedil;&atilde;o para melhor, no educando, e tamb&eacute;m em si   mesmo.&quot; (Boavida &amp; Amado, 2008, p. 173).</p>     <p> A Educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; um fen&oacute;meno abstracto, &eacute; um processo que nasce da interac&ccedil;&atilde;o   entre sujeitos concretos, em lugares e momentos concretos, e a sua   an&aacute;lise n&atilde;o pode ignorar todos os factores que antecedem essas interac&ccedil;&otilde;es   mas tamb&eacute;m os que delas emergem.</p>     <p> O antigo paradigma t&eacute;cnico-racionalista, de inspira&ccedil;&atilde;o positivista, &eacute; manifestamente   fragmentante da infind&aacute;vel teia de rela&ccedil;&otilde;es complexas que moldam   todo o fen&oacute;meno humano (Morin, 2001, p. 2008). N&atilde;o se pode pretender   explicar de forma simples o que &eacute; naturalmente complexo e multifactorial. E a   solu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; negar a complexidade, mas reconhec&ecirc;-la e mobiliz&aacute;-la. N&atilde;o obstante,   existem indicadores de que as nossas escolas est&atilde;o ainda contaminadas   por essa vis&atilde;o simplista e redutora e, como tal, repletas de focos de resist&ecirc;ncia   &agrave; necessidade de adoptar um paradigma de &iacute;ndole cr&iacute;tico-reflexivo, que n&atilde;o   anule o anterior, mas o integre e o complemente. Torna-se urgente pensar numa   educa&ccedil;&atilde;o na complexidade e para a complexidade! (Morin, 2001, 2002, 2008;   S&aacute;-Chaves, 2007)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Todo o fen&oacute;meno educativo, de que as nossas escolas n&atilde;o s&atilde;o palco exclusivo   mas privilegiado, continua a sofrer de uma perspectiva&ccedil;&atilde;o castrante do ser   humano: os saberes continuam a isolar-se em disciplinas cada vez mais especializadas;   as emo&ccedil;&otilde;es ainda s&atilde;o consideradas factor de perturba&ccedil;&atilde;o &agrave;s cogni&ccedil;&otilde;es;   o sujeito e as suas idiossincrasias existenciais e vivenciais continuam a ser ignoradas   em nome de uma neutralidade que, obviamente, n&atilde;o existe: &quot;ningu&eacute;m   pode estar no mundo, com o mundo e com os outros de forma neutra.&quot; (Freire,   2008, p.77).</p>     <p> A Educa&ccedil;&atilde;o &eacute;, tenhamos ou n&atilde;o consci&ecirc;ncia disso, um universo de valores.   Como escreveu Hegel: &quot;A educa&ccedil;&atilde;o &eacute; a arte de fazer os seres humanos &eacute;ticos&quot;.   (2003, p. 16)</p>     <p> Assim, qualquer reflex&atilde;o epistemol&oacute;gica sobre a Educa&ccedil;&atilde;o tem de ser, concomitantemente,   uma reflex&atilde;o axiol&oacute;gica e praxiol&oacute;gica. Transformar a experi&ecirc;ncia   educativa em pura transmiss&atilde;o de conhecimentos (apenas num s&oacute; sentido) &eacute;   subestimar fatalmente o seu car&aacute;cter formador: &quot;(&#133;) o ensino dos conte&uacute;dos n&atilde;o   pode dar-se alheio &agrave; f orma&ccedil;&atilde;o moral do educando .&quot;(Freire, 2008, p .33).</p>     <p> O facto de sermos inacabados, sistemas abertos e descentrados, face a um   futuro que n&atilde;o &eacute; predeterminado mas sim um conjunto de possibilidades, de   que somos co-respons&aacute;veis, &eacute; que faz de n&oacute;s seres &eacute;ticos, livres de escolher e   respons&aacute;veis pelas escolhas que fazemos. S&oacute; um ser &eacute;tico tem a liberdade de   escolher e decidir, mesmo que a escolha seja infringir e desrespeitar a pr&oacute;pria   &eacute;tica. Segundo Amado (2009) &quot;&eacute; &agrave; Educa&ccedil;&atilde;o que compete trabalhar pela realiza&ccedil;&atilde;o   desta dimens&atilde;o moral, libertando o homem de determinismos, de press&otilde;es,   de tiranias.&quot;</p>     <p> O caminhar pedag&oacute;gico tem de ser um caminhar &eacute;tico, entre ambos n&atilde;o pode   haver qualquer descompasso.</p>     <p> O educador n&atilde;o se pode assumir (e quantas vezes se assume) como um mero   transmissor de conhecimentos. A pr&aacute;tica pedag&oacute;gica &eacute; indissoci&aacute;vel da &eacute;tica, e   a melhor forma de operacionalizar essa unidade substantiva &eacute; testemunh&aacute;-la na   nossa actua&ccedil;&atilde;o, na rela&ccedil;&atilde;o com os nossos alunos, sem medos, sem receios: assumir   os nossos valores e convic&ccedil;&otilde;es n&atilde;o &eacute; desrespeitar os educandos; imp&ocirc;-los   arrogantemente como a &uacute;nica alternativa poss&iacute;vel &eacute; que desvirtua o exerc&iacute;cio   &eacute;tico da profiss&atilde;o.</p>     <p> Tal como Monteiro (2008, p.79-80) afirma:</p>     <blockquote> A compet&ecirc;ncia dos profissionais da educa&ccedil;&atilde;o deve estar &agrave; altura da sua   responsabilidade, que &eacute; talvez a maior responsabilidade do mundo, e a sua   exemplaridade &eacute; um imperativo ainda mais forte do que noutras profiss&otilde;es.   Devem ser exemplos de respeito e aten&ccedil;&atilde;o aos outros, de honestidade e rigor   intelectuais, de autocr&iacute;tica e aceita&ccedil;&atilde;o da cr&iacute;tica, de mod&eacute;stia e toler&acirc;ncia, de   abertura &agrave; alteridade e &agrave; diversidade, de aten&ccedil;&atilde;o e preocupa&ccedil;&atilde;o com o que se   passa &agrave; sua volta, de convic&ccedil;&atilde;o na possibilidade de um mundo menos justo e   violento. A exemplaridade pedag&oacute;gica est&aacute; na coer&ecirc;ncia da personalidade e   comportamentos de cada profissional da educa&ccedil;&atilde;o com os valores da profiss&atilde;o.</blockquote>     <p>O exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o docente faz-se de rigor cient&iacute;fico, de compet&ecirc;ncia   pedag&oacute;gica, mas tamb&eacute;m de exemplaridade &eacute;tica. N&atilde;o existe outra forma de   transmitir a humildade, a fraternidade, a abertura ao novo e diferente, a toler&acirc;ncia,   a alegria e a esperan&ccedil;a num mundo melhor, que n&atilde;o seja atrav&eacute;s do   seu exerc&iacute;cio efectivo. S&oacute; assim o conceito de &quot;pr&aacute;tica se transforma em praxis,   enquanto ac&ccedil;&atilde;o informada pelas ideias de bem, de justi&ccedil;a e de solidariedade.&quot;  (S&aacute;-Chaves, 2007, p .97).</p>     <p> Quantos professores, obcecados em informar e instruir, esquecem-se de   educar c&iacute;vica e moralmente. Esses professores esquecem-se que est&atilde;o a formar   gente porque, provavelmente, se esquecem que tamb&eacute;m s&atilde;o gente! No fundo,   ignoram que &quot;educar &eacute; ajudar a ser e s&oacute; se educa se se &eacute;.&quot; (Guerra, 2002, p.15).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>A rela&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica: o papel dos afectos no &acirc;mbito de uma educa&ccedil;&atilde;o   hol&iacute;stica</b></p>     <p> Tal como Rubem Alves (2003, p.115), tamb&eacute;m acreditamos que &quot;a renova&ccedil;&atilde;o   da educa&ccedil;&atilde;o ter&aacute; que passar pela transforma&ccedil;&atilde;o afetiva dos professores. A primeira   pergunta que se deveria fazer a algu&eacute;m que se candidatasse a uma posi&ccedil;&atilde;o   de professor deveria ser: O senhor gosta dos alunos?&quot;.</p>     <p> Quer do ponto de vista fisiol&oacute;gico quer funcional, e contrariando a tradi&ccedil;&atilde;o   racionalista/cartesiana, as emo&ccedil;&otilde;es e as cogni&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o entidades aut&oacute;nomas.   As neuroci&ecirc;ncias t&ecirc;m sabido paulatinamente desmontar este erro tremendo,   apesar de todos os estragos por ele j&aacute; causados: &quot;certos aspectos do processo   da emo&ccedil;&atilde;o e do sentimento s&atilde;o indispens&aacute;veis para a racionalidade.&quot; (Dam&aacute;sio,   1995, p.14). Segundo Goleman (1996) &eacute; um erro acreditar que as nossas ac&ccedil;&otilde;es   s&atilde;o sempre comandadas pela l&oacute;gica. Nas suas palavras, &quot;a intelig&ecirc;ncia pode n&atilde;o   ter o m&iacute;nimo valor quando as emo&ccedil;&otilde;es falam&quot; e, de forma perempt&oacute;ria, defende   que &quot;uma vis&atilde;o da natureza humana que ignore o poder das emo&ccedil;&otilde;es &eacute; tristemente   m&iacute;ope.&quot; (Goleman, 1996,p. 26).</p>     <p> Muitas das nossas escolas continuam a impor-se como espa&ccedil;os de racionalidade,   de cogni&ccedil;&atilde;o, onde as emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o convidadas a ficar &agrave; porta da sala. Que pertinente   a quest&atilde;o colocada por Guerra (2002, p.174): &quot;porque h&aacute;-de ser a escola   o reino do pensamento , o c&aacute;r cere das emo&ccedil;&otilde;es?&quot;.</p>     <p> A pr&oacute;pria no&ccedil;&atilde;o de intelig&ecirc;ncia, que sabemos ser uma realidade multidimensional,   continua a ser drasticamente reduzida &agrave; sua componente intelectual ou   cognitiva. Pela intelig&ecirc;ncia emocional, atrevemo-nos a dizer, as escolas pouco ou   nada fazem!</p>     <blockquote> Na escola aprendemos hist&oacute;ria, geografia, matem&aacute;tica, desenho e gin&aacute;stica&hellip;   E sobre a afectividade, o que &eacute; que aprendemos? Nada. Nada sobre a forma   como intervir quando se desencadeia um conflito, nada sobre o luto, nada   sobre o dom&iacute;nio do medo, nada sobre a express&atilde;o s&atilde; da ira. (&hellip;) H&aacute; leis   na comunica&ccedil;&atilde;o, conhecimentos que se podem adquirir, procedimentos a   dominar, um saber estar a desenvolver. A linguagem das emo&ccedil;&otilde;es tem uma   gram&aacute;tica. Animar uma reuni&atilde;o, falar em p&uacute;blico, vencer a timidez, responder   &agrave; agressividade, afirmar-se, dar a sua opini&atilde;o, ouvir, compreender as   reac&ccedil;&otilde;es dos outros, chorar, motivar uma equipa, e motivar-se a si mesmo,   aceitar as emo&ccedil;&otilde;es, encarar a adversidade ou a mudan&ccedil;a, resolver conflitos&hellip;   (Filliozat, 1997, pp.9-10).</blockquote>     <p> O aluno, quase sempre percebido apenas na sua dimens&atilde;o cognitiva, continua   a ser um recept&aacute;culo passivo das receitas que lhe imp&otilde;em. Talvez esta tens&atilde;o   entre &quot;a fragmenta&ccedil;&atilde;o dos saberes e a multidimensionalidade da vida real&quot;  (Alarc&atilde;o, 2001, p. 14), seja uma das raz&otilde;es que justifica a falta de entusiasmo   com que os alunos vivem a escola. Mas, se pensarmos bem, n&atilde;o gostar <i>desta     escola</i> (ainda t&atilde;o presa a um paradigma de inspira&ccedil;&atilde;o positivista), n&atilde;o atenta &agrave;   complexidade, &agrave; ambiguidade, &agrave; incerteza e &agrave; pessoalidade de cada um dos seus   agentes, &eacute; um sinal de intelig&ecirc;ncia! A educa&ccedil;&atilde;o ocorre sempre em contextos e   momentos concretos, protagonizada por pessoas reais, &uacute;nicas e naturalmente   oscilantes. Pretender fazer da educa&ccedil;&atilde;o um caminho a direito, estandardizado,   que nunca se cruza com as sinuosidades e curvas de cada um, &eacute; desvirtuar o   car&aacute;cter complexo e imprevis&iacute;vel das interac&ccedil;&otilde;es humanas. Uma rela&ccedil;&atilde;o, seja   ela qual for, vive de reciprocidade, de traject&oacute;rias pr&eacute;vias dos seus intervenientes   mas tamb&eacute;m de factores que dela emergem, numa dial&eacute;ctica de que &eacute; imposs&iacute;vel   erradicar a imprevisibilidade. A escola n&atilde;o pode continuar a ignorar a   pessoa que o aluno &eacute; (e que j&aacute; era), a banir as suas emo&ccedil;&otilde;es de um espa&ccedil;o que   continua ref&eacute;m de uma racionalidade e objectividade, consideradas condi&ccedil;&atilde;o <i>sine qua non</i> de rigor cient&iacute;fico e c ompet&ecirc;ncia pedag&oacute;gica.</p>     <p> Um conhecido cantor portugu&ecirc;s, interrogado sobre as suas origens, respondeu   da seguinte forma: &quot;&eacute; poss&iacute;vel tirar um gajo da Brandoa, mas n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel   tirar a Brandoa de um gajo.&quot; Todos ganhar&iacute;amos se esta verdade insofism&aacute;vel   fosse tida em conta na rela&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica que estabelecemos com os nossos   alunos! Os processos de aprendizagem s&atilde;o indissoci&aacute;veis das suas traject&oacute;rias   pr&eacute;vias, das suas viv&ecirc;ncias. Enquanto continuarmos a ignorar as &quot;Brandoas&quot; de   cada um, a Educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deixar&aacute; de ser uma experi&ecirc;ncia ass&eacute;ptica, fria e estandardizada,   que se estranha porque n&atilde;o se entranha.</p>     <p> <i>Educa&ccedil;&atilde;o e direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o</i> s&atilde;o conceitos distintos: o primeiro sempre   existiu; o segundo foi proclamado pela primeira vez, &agrave; escala universal, pela  &quot;Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos humanos&quot; (Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 1948). Como se   pode ler no artigo 26 do referido documento, a finalidade do direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o   &eacute; &quot;o pleno desenvolvimento da personalidade humana&quot;. A &quot;singular pluralidade   e resson&acirc;ncia individual e social do seu conte&uacute;do&quot;, levou Monteiro (1998, p. 51)   a afirmar que <i>&quot;o direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o &eacute; o principal direito cultural, pois condiciona     o exerc&iacute;cio de todos os outros&quot;</i>. E acrescenta:</p>     <blockquote> Se deve ser pleno e harmonioso, direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o &eacute; direito a muito   mais do que aprendizagens instrumentais, intelectuais e profissionais: &eacute;   direito, na medida do poss&iacute;vel, e no interesse pessoal e social, a todas as   aprendizagens necess&aacute;rias ao desenvolvimento de outras dimens&otilde;es da   personalidade &ndash; f&iacute;sica, afectiva, est&eacute;tica, &eacute;tica, c&iacute;vica &ndash; e deve realizar-se   sem discrimina&ccedil;&atilde;o, sem atrofia, sem instrumentaliza&ccedil;&atilde;o e sem viol&ecirc;ncia,   para alimentar o desejo de aprender e para que as aprendizagens tenham   sentido e utilidade (Monteiro, 1998. p. 54).</blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A Educa&ccedil;&atilde;o, enquanto direito de todos os seres humanos, &eacute; indissoci&aacute;vel   de uma &eacute;tica que a ilumina e norteia, e que legitima o educando como sujeito   e n&atilde;o objecto da educa&ccedil;&atilde;o. S&oacute; esta convic&ccedil;&atilde;o, e sua operacionaliza&ccedil;&atilde;o, podem   combater a tend&ecirc;ncia milenar de encarar a educa&ccedil;&atilde;o como a arte de reproduzir   as gera&ccedil;&otilde;es mais velhas nas gera&ccedil;&otilde;es mais novas, de fazer o educando &agrave; semelhan&ccedil;a   do educador. S&oacute; assim a educa&ccedil;&atilde;o deixa de &quot;estar centrada no planeta   dos adultos, ou no sol da inf&acirc;ncia, mas ex-centrada no universo dos direitos do   homem, onde n&atilde;o h&aacute; pais e filhos, maiores e menores, professores e alunos,   mas sujeitos diferentes e iguais em dignidade, liberdade e direitos.&quot; (Monteiro,   1998, p.82). S&oacute; assim, acrescentamos, a educa&ccedil;&atilde;o ser&aacute; uma actividade formadora   e libertadora, ao inv&eacute;s de enformadora e subjugadora.</p>     <p> Esta vis&atilde;o ampla de educa&ccedil;&atilde;o, que a concebe como qualidade de direito humano,   &eacute; protegida e acarinhada por organismos internacionais, como a Unesco,   e est&aacute; presente nos principais documentos normativos sobre Educa&ccedil;&atilde;o do s&eacute;culo   XX. No relat&oacute;rio da Unesco <i>Educa&ccedil;&atilde;o &ndash; um tesouro a descobrir</i>, pode ler-se:  &quot;(&hellip;) a educa&ccedil;&atilde;o deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa- esp&iacute;rito   e corpo, intelig&ecirc;ncia, sensibilidade, sentido est&eacute;tico, responsabilidade   pessoal, espiritualidade.&quot; (Delors, 2005, pp. 85- 86).</p>     <p> O direito &agrave; educa&ccedil;&atilde;o &eacute; o fundamento de dois princ&iacute;pios que est&atilde;o subjacentes   &agrave; normatividade actual sobre educa&ccedil;&atilde;o: educa&ccedil;&atilde;o inclusiva e educa&ccedil;&atilde;o hol&iacute;stica,   ou seja, educa&ccedil;&atilde;o de todos a tudo a que t&ecirc;m direito. Uma educa&ccedil;&atilde;o hol&iacute;stica   resiste a perspectivar o aluno apenas na sua dimens&atilde;o cognitiva, enquanto   mero recept&aacute;culo de conhecimentos, e procura promover o desenvolvimento   integral de todas as potencialidades humanas: intelectuais, emocionais, sociais,   f&iacute;sicas, art&iacute;sticas, criativas e espirituais (Ramos, 2001). Segundo o autor, s&oacute; atrav&eacute;s   de uma educa&ccedil;&atilde;o hol&iacute;stica, transversal e integral, se consegue responder   aos desafios complexos e globais da nossa &eacute;poca e resgatar para o cen&aacute;rio educativo   os temas transversais, aqueles que d&atilde;o sentido &agrave;s disciplinas acad&eacute;micas   tradicionais. Este novo paradigma educacional exige mudan&ccedil;as profundas da   escola tradicional, ainda ref&eacute;m de um paradigma mecanicista, respons&aacute;vel pelo   desprezo por dimens&otilde;es essenciais a um desenvolvimento harmonioso do ser   humano: os sentimentos, as intui&ccedil;&otilde;es, a fantasia, a espiritualidade, a criatividade,   a arte , a m&uacute;sica, a e xpress&atilde;o corporal e o desen volvimento moral.</p>     <p> Na perspectiva de Amado (2009, p.58), as pr&aacute;ticas educativas n&atilde;o devem   descurar uma &quot;afectividade individualizadora&quot; e um &quot;cuidado personalizado&quot;.   Nas palavras do autor, &quot;a Educa&ccedil;&atilde;o constitui-se como um campo onde as dimens&otilde;es   &eacute;tica, pol&iacute;tica, cient&iacute;fica, experiencial, emocional e afectiva ter&atilde;o, for&ccedil;osamente,   que se articular de um ponto de vista pr&aacute;tico para a realiza&ccedil;&atilde;o plena de   cada um e do universo dos seres humanos.&quot;<br />   <br />   <b>Implica&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da profissionalidade docente</b></p>     <p> Consciente que o professor n&atilde;o se deve reduzir a um mero transmissor de conhecimentos,   e no cen&aacute;rio educativo que temos vindo a defender, S&ecirc;co (1997)   distingue tr&ecirc;s n&iacute;veis de compet&ecirc;ncias que se devem consubstanciar na profiss&atilde;o   docente: operacionais, profissionais e relacionais. As primeiras, compreendem   os conhecimentos cient&iacute;ficos de que o professor deve ser detentor, mas tamb&eacute;m   a capacidade de os transmitir adequadamente; as segundas, dizem respeito ao   comportamento do professor na escola e englobam qualidades como a assiduidade,   a pontualidade e o empenho individual. As terceiras, mais transversais,   dizem respeito ao perfil humano do professor, &agrave;s suas atitudes decorrentes dos   seus valores c&iacute;vicos e &eacute;ticos. Essas s&atilde;o as tr&ecirc;s faces do perfil profissional do   docente: como t&eacute;cnico (saber e saber fazer); como trabalhador (saber estar);   como pessoa (saber ser).</p>     <p> Sendo a rela&ccedil;&atilde;o educativa uma interac&ccedil;&atilde;o entre pessoas, o autor alerta para   a impossibilidade de a reduzir a uma mera comunica&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e   afirma que se na escola n&atilde;o existir &quot;uma atmosfera de harmonia, obtida pelo relacionamento   entre os seus intervenientes, todo o sistema ficar&aacute; enfraquecido,   debilitado &ndash; tender &aacute;, por is so, e ine vitavelmente, para a entr opia&quot;. (S&ecirc;co, 1997,   p. 60). Compete &agrave; escola organizar-se de modo a promover rela&ccedil;&otilde;es de qualidade   entre os seus intervenientes, pois s&oacute; &quot;a afectividade na educa&ccedil;&atilde;o assegura   a efectividade da educa&ccedil;&atilde;o&quot; (S&ecirc;co, 1997, p. 105). Do trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o   que realizou em tr&ecirc;s escolas secund&aacute;rias, o autor conclui o seguinte: &quot;&eacute; pela   afectividade que se estabelece a ponte (ou o muro) entre ensino e aprendizagem:   sem rela&ccedil;&atilde;o afectiva n&atilde;o h&aacute;, decididamente, rela&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica.&quot; (S&ecirc;co,   1997, p. 169).</p>     <p> Tamb&eacute;m Alarc&atilde;o (2000, p.41) defende que o professor do futuro ter&aacute; de   apresentar um perfil multifacetado:</p>     <blockquote> Um homem ou mulher de cultura, um informador informado, e um profissional   do humano. Profissional do humano capaz de promover o desenvolvimento   pessoal dos seus alunos. Informador informado no sentido de facilitar   o acesso do aluno ao conhecimento e &agrave; apropria&ccedil;&atilde;o dos saberes. Homem e   mulher de cultura, capaz de mobilizar conhecimentos v&aacute;rios, disciplinares   e transdisciplinares necess&aacute;rios &agrave; compreens&atilde;o do mundo em que vivemos.</blockquote>     <p> Na mesma linha de pensamento dos autores anteriormente referenciados,   tamb&eacute;m Amado (2003) refere v&aacute;rias dimens&otilde;es que se articulam e complementam   na defini&ccedil;&atilde;o de um professor competente: t&eacute;cnica, relacional, cl&iacute;nica e pessoal.   A dimens&atilde;o t&eacute;cnica depende de uma s&oacute;lida forma&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e pedag&oacute;gica,   e compreende &aacute;reas como a planifica&ccedil;&atilde;o, o desenvolvimento curricular,   as capacidades de comunica&ccedil;&atilde;o, as metodologias, a capacidade de motivar os   alunos e de os avaliar. A dimens&atilde;o relacional manifesta-se em rela&ccedil;&atilde;o aos alunos   em sala de aula, mas tamb&eacute;m em rela&ccedil;&atilde;o aos colegas, e corresponde &agrave; forma   como o professor gere o seu poder e o dos alunos, &agrave; capacidade de liderar a turma,   impondo a ordem evitando o autoritarismo e o permissivismo. A dimens&atilde;o   cl&iacute;nica implica a capacidade de reconhecer as idiossincrasias de cada aluno, as   suas viv&ecirc;ncias passadas, os seus perfis identit&aacute;rios, necessariamente &uacute;nicos e   irrepet&iacute;veis. A dimens&atilde;o pessoal resulta da forma necessariamente &uacute;nica como   cada professor vive a sua pr&aacute;tica, em fun&ccedil;&atilde;o das suas cren&ccedil;as, dos seus valores,   dos seus princ&iacute;pios, da sua concep&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o, num processo de constru&ccedil;&atilde;o   que dever&aacute; conduzir ao &quot;reconhecimento do aluno como pessoa; um reconhecimento   fundado numa &eacute;tica da autonomia, da solidariedade e do respeito pelos   projectos, pelos saberes, pelas aptid&otilde;es, pelos direitos do outro&quot; (&hellip;) (Amado,   2003, p.1030). Embora o desenvolvimento da vertente pessoal seja um processo   construtivo realizado a &quot;diferentes velocidades&quot;, vari&aacute;veis de professor para   professor, &quot;formar o professor nesta dimens&atilde;o das suas compet&ecirc;ncias &eacute; entrar   na dimens&atilde;o do ensino como arte.&quot; (Amado, 2003, p.1032).</p>     <p> Assim, o professor competente deve dispor de &quot;um conjunto de destrezas   t&eacute;cnicas&quot; (&hellip;), de uma capacidade de gerir poderes pr&oacute;prios e de liderar as rela&ccedil;&otilde;es   no interior da aula (&hellip;), de uma capacidade de estar clinicamente atento &agrave;   idiossincrasia (psicol&oacute;gica, cultural, social, vivencial) de alunos e turmas (&hellip;) e   de uma capacidade de abertura &agrave; mudan&ccedil;a (que o leve, especialmente pelo contacto   com o aluno dif&iacute;cil, a crescer no conhecimento e compreens&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o   humana)&quot; (Amado, 2003, p.1034).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Embora a escola seja um espa&ccedil;o onde o maior compromisso (ainda) &eacute; o da   transmiss&atilde;o de conhecimentos, j&aacute; quase ningu&eacute;m duvida que uma s&oacute;lida prepara&ccedil;&atilde;o   cient&iacute;fica (ainda que indispens&aacute;vel) n&atilde;o garante a compet&ecirc;ncia de um   professor. Qualquer professor sabe (e sente) que nem sempre o que ensina resulta   em aprendizagens. Preparar rigorosamente uma aula, ao n&iacute;vel dos conte&uacute;dos,   n&atilde;o &eacute; condi&ccedil;&atilde;o suficiente para que a aula aconte&ccedil;a. &Eacute; que a transmiss&atilde;o   de conhecimentos n&atilde;o acontece &agrave; margem de uma interac&ccedil;&atilde;o entre pessoas,   naturalmente impregnada de uma dimens&atilde;o afectiva que n&atilde;o pode ser escamoteada.   A rela&ccedil;&atilde;o professor-aluno-turma n&atilde;o existe em abstracto, &eacute; protagonizada   por gente real e concreta, cujos trajectos e projectos de vida configuram o   sentido da constru&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o. Assumir (e n&atilde;o negar) que cogni&ccedil;&atilde;o e afectividade   s&atilde;o dois lados da mesma moeda, permite ao professor ver o aluno como   pessoa e n&atilde;o apenas como aprendente. As rela&ccedil;&otilde;es de media&ccedil;&atilde;o, geridas pelo   professor em sala de aula, devem ser sempre permeadas por &quot;sentimentos de   acolhimento, simpatia, respeito e aprecia&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de compreens&atilde;o, aceita&ccedil;&atilde;o   e valoriza&ccedil;&atilde;o do outro&quot; (Leite &amp; Tassoni, 2002, p.132). S&oacute; esta gest&atilde;o, mais dependente das compet&ecirc;ncias pessoais e relacionais do professor do que dos seus   conhecimentos cient&iacute;ficos, abre caminho ao &quot;eu - afectivo&quot; do aluno, dimens&atilde;o   intra e interpessoal, constitu&iacute;da pela sua &quot;matriz pessoal&quot;, pelas suas &quot;viv&ecirc;ncias   anteriores&quot; e pelas suas &quot;caracter&iacute;sticas pessoais&quot; (Gon&ccedil;alves &amp; Alarc&atilde;o, 2004).</p>     <p> Segundo Santos (2005, p.142), a educa&ccedil;&atilde;o para a cidadania pressup&otilde;e um   equil&iacute;brio entre a raz&atilde;o e o cora&ccedil;&atilde;o, o que implica que a escola se liberte dos   medos impostos pelo positivismo &ndash; &quot;medos da razoabilidade, dos sentimentos,   das emo&ccedil;&otilde;es, dos desejos, das intui&ccedil;&otilde;es, da falta de rigor, do afecto&hellip;&quot;. Nas palavras   da autora, &quot;uma educa&ccedil;&atilde;o desenraizada fria e ass&eacute;ptica, confinada ao   racional, onde n&atilde;o entra o sentimento e onde se esquece a vida enraizada no   meio f&iacute;sico, social e cultural n&atilde;o contribui para a forma&ccedil;&atilde;o de um cidad&atilde;o de   corpo inteiro&quot;.</p>     <p> Nozes (2008, p.195), num estudo sobre a dimens&atilde;o da afectividade na rela&ccedil;&atilde;o   pedag&oacute;gica, prop&otilde;e um novo modelo de professor, o <i>Professor Afectivo</i>,   definindo-o como algu&eacute;m que se &quot;despe de regras, conven&ccedil;&otilde;es e press&otilde;es e,   numa esp&eacute;cie de simbiose pedag&oacute;gica, leva a sua plateia de alunos a estender   e a transcender os sentidos, at&eacute; ao limite do horizonte da Vida, tornando-se   inesquec&iacute;vel, significativo, um pilar da exist&ecirc;ncia, para todos os que consigo se   cruzarem!&quot;. Segundo a autora, o professor afectivo, ao permitir tornar a escola  &quot;um espa&ccedil;o aconchegado pelas veredas do amor&quot;, &quot;gera nos alunos o gosto pela   disciplina e confronta-se com menos problemas de indisciplina&quot; (Nozes, 2008,   p.196).</p>     <p> N&atilde;o obstante a necessidade de assumir o papel da afectividade nos processos   de aprendizagem, as nossas escolas continuam ref&eacute;ns de uma vis&atilde;o dualista   e dicot&oacute;mica do ser humano enquanto corpo/mente, raz&atilde;o/emo&ccedil;&atilde;o. Apesar das   descobertas recentes das neuroci&ecirc;ncias possibilitarem uma nova leitura integradora   das dimens&otilde;es cognitiva e afectiva do ser humano, em que esta j&aacute; n&atilde;o   se subjuga &agrave;quela, a investiga&ccedil;&atilde;o educacional ainda n&atilde;o dedicou uma particular   aten&ccedil;&atilde;o ao papel da afectividade na rela&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica. (Amado, Freire, Carvalho  &amp; Andr&eacute;, 2009). Segundo os autores, a problem&aacute;tica da rela&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica   continua a estar ausente da forma&ccedil;&atilde;o inicial e cont&iacute;nua dos professores e, quando   &eacute; abordada, &eacute;-o de &quot;forma dispersa, assistem&aacute;tica e pouco fundamentada&quot; (p.   76) N&atilde;o sendo poss&iacute;vel dissociar a rela&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica da dimens&atilde;o afectiva dos   seus intervenientes (professores e alunos), torna-se crucial que a investiga&ccedil;&atilde;o   produza conhecimento sobre esta mat&eacute;ria, contrariando assim o modelo ainda   dominante e assente apenas na &quot;transmiss&atilde;o do saber e no distanciamento entre   o mestre e o aluno&quot; (p.76). Ap&oacute;s dois estudos realizados em escolas do 2&ordm; e   3&ordm; ciclos, os autores conclu&iacute;ram que &quot;a efic&aacute;cia do ensino n&atilde;o depende apenas   da qualidade cient&iacute;fica dos procedimentos did&aacute;cticos mobilizados mas est&aacute; fortemente relacionada com o registo da afectividade&quot; (Amado, Freire, Carvalho &amp; Andr&eacute;, 2009, p. 83). Neste contexto, alertam para a necessidade de a forma&ccedil;&atilde;o   de professores n&atilde;o desprezar o forte v&iacute;nculo que existe entre &quot;<i>os dom&iacute;nios da     aprendizagem e da afectividade</i>&quot;, j&aacute; que uma rela&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica de qualidade   depende, entre outras coisas, da capacidade de os professores amarem e respeitarem   os seus alunos.</p>     <p> As lacunas da forma&ccedil;&atilde;o inicial de professores nesta mat&eacute;ria s&atilde;o recorrentemente   sentidas e denunciadas. Braslavsky (2006) defende que a forma&ccedil;&atilde;o inicial   de professores continua fiel a uma tradi&ccedil;&atilde;o cognoscitiva e, como tal, fortemente   organizada em torno da transmiss&atilde;o de conte&uacute;dos que, gra&ccedil;as &agrave;s actuais   condi&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento, se desactualizam cada vez mais rapidamente.   Na perspectiva da autora, a dimens&atilde;o emocional continua lamentavelmente arredada   da forma&ccedil;&atilde;o de professores.</p>     <p> Neves &amp; Carvalho (2006), num estudo de caso com alunos do 8 &ordm; ano, em   que pretendiam avaliar a import&acirc;ncia da afectividade na aprendizagem da matem&aacute;tica,   responsabilizam a forma&ccedil;&atilde;o de futuros professores pela dificuldade   que muitos professores sentem em lidar com a afectividade na aprendizagem   dos seus alunos e defendem que a escola n&atilde;o pode continuar a assumir-se, apenas,   como um local de transmiss&atilde;o de conhecimentos. Segundo as autoras, a   deficiente abordagem dos comportamentos afectivos no ensino prende-se com   a dificuldade de &quot;conceptualizar e avaliar tais comportamentos&quot; (Neves &amp; Carvalho,   2006, p. 202).</p>     <p> <b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p> A dificuldade de incluir a afectividade nas rela&ccedil;&otilde;es pedag&oacute;gicas deixa a   descoberto preocupa&ccedil;&otilde;es subjacentes a um paradigma t&eacute;cnico-racionalista, de   inspira&ccedil;&atilde;o positivista, de que se destaca a obsess&atilde;o em tornar mensur&aacute;veis e   objectivos todos os fen&oacute;menos. Esta obsess&atilde;o conduziu-nos a um impasse paradoxal:   todos reconhecem a import&acirc;ncia dos afectos nos processos de aprendizagem   mas todos (ou quase todos) sentem enormes constrangimentos em incluir   esta dimens&atilde;o na sua pr&aacute;tica docente. Talvez esta raz&atilde;o justifique a escassez de   trabalhos produzidos sobre a tem&aacute;tica.</p>     <p> H&aacute; ainda, com certeza, muito a fazer neste dom&iacute;nio. O actual sistema de forma&ccedil;&atilde;o   de professores &eacute; ainda muito deficit&aacute;rio e excessivamente centrado no   desenvolvimento de algumas dimens&otilde;es que, na perspectiva de diversos autores,   n&atilde;o s&atilde;o suficientes para garantir a compet&ecirc;ncia docente. Se acreditarmos   que promover o desenvolvimento intelectual, afectivo e social do aluno, implica   uma grande &quot;capacidade de ensinar&quot;, mas tamb&eacute;m uma grande capacidade de   &quot;constranger com humanismo&quot; (Amado, 2003), talvez seja poss&iacute;vel reequacionar   os actuais modelos de forma&ccedil;&atilde;o de professores e apostar fortemente na dimens&atilde;o   relacional. S&oacute; este enfoque permitir&aacute; &quot;educar o estudante no seu todo,   juntando a mente e o cora&ccedil;&atilde;o na sala de aula&quot; (Goleman, 1996, p. 22).</p>     <p> A sala de aula &eacute; um espa&ccedil;o de encontro, n&atilde;o entre aprendentes e conhecimentos,   mas entre pessoas que interagem, que crescem em conjunto, que se seduzem   afectivamente. Nas palavras de S&ecirc;co (1997, p.62), &quot;s&oacute; quando a rela&ccedil;&atilde;o   educativa se humanizar por completo, isto &eacute;, proporcionar o encontro efectivo,   e efectivo porque afectivo, &eacute; que a escola se tornar&aacute; realmente uma comunidade   de pessoas e n&atilde;o um agregado de indiv&iacute;duos&quot;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Ensinar a condi&ccedil;&atilde;o humana, aprender a viver e refazer uma escola de cidadania   (finalidades educativas apontadas por Morin, 2001) n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel s&oacute; com   ci&ecirc;ncia e t&eacute;cnica. A escola tem de se assumir como um espa&ccedil;o de afectos. Tal   como a Vida.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b> Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p> Alarc&atilde;o, I. (2000). A aprendizagem experiencial e o professor do futuro. <i>Psicologia, Educa&ccedil;&atilde;o e   Cultura, 4</i> (1), 35-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1645-7250201100020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Alarc&atilde;o, I. (2001) Professor investigador: que sentido, que forma&ccedil;&atilde;o? <i>Cadernos de   Forma&ccedil;&atilde;o de Professores</i>, 1, 21-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1645-7250201100020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Alves, R. (2003). <i>Por uma Educa&ccedil;&atilde;o Rom&acirc;ntica.</i> V. Nova de Famalic&atilde;o: Centro de Forma&ccedil;&atilde;o Camilo   Castelo Branco.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1645-7250201100020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Amado, J. (2003). A indisciplina na aula: um desafio &agrave; forma&ccedil;&atilde;o dos professores. <i>In</i> &quot;A forma&ccedil;&atilde;o   de professores &agrave; luz da investiga&ccedil;&atilde;o&quot;. <i>Actas do XII Col&oacute;quio da AIPEF/2002</i>, Faculdade de Psicologia   e de Ci&ecirc;ncias da E duca&ccedil;&atilde;o. Universidade de Lisboa, 2&ordm; Volume, pp. 1025-1037.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1645-7250201100020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Amado, J. (2009). <i>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o Qualitativa em Educa&ccedil;&atilde;o</i>. Universidade de Coimbra.   Texto fornecido pelo autor. N&atilde;o publicado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1645-7250201100020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Amado, J., Freire, I., Carvalho, E., &amp; Andr&eacute;, M. J. (2009). O lugar da afectividade na Rela&ccedil;&atilde;o Pedag&oacute;gica.   Contributos para a Forma&ccedil;&atilde;o de Professores. <i>S&iacute;sifo</i>, 8, 75-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1645-7250201100020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Boavida, J., &amp; Amado, J. (2008). <i>Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o: Epistemologia, Identidade e Perspectivas</i> (2 ed.). Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1645-7250201100020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Braslavsky, C. (2006). Diez factores para una educaci&oacute;n de calidad para todos en el siglo XXI. <i>Revista   Electr&oacute;nica Iberoamericana sobre Calidad, Eficacia y Cambio en Educaci&oacute;n, 4</i> (2), 84-101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1645-7250201100020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Dam&aacute;sio, A. (1995). <i>O erro de Descartes</i> (8&ordf; ed.). Sintra-Mem Martins: Publica&ccedil;&otilde;es Europa-Am&eacute;rica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1645-7250201100020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Delors, J. (2005).<i> Educa&ccedil;&atilde;o um tesouro a descobrir</i> (9&ordf; ed.). Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Asa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1645-7250201100020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Filliozat, I. (1997). <i>A intelig&ecirc;ncia do cora&ccedil;&atilde;o</i>. Lisboa: Editora Pergaminho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1645-7250201100020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Freire, P. (2008). <i>Pedagogia da autonomia: saberes necess&aacute;rios &agrave; pr&aacute;tica educativa</i> (37&ordf; ed.). S&atilde;o   Paulo: Editora Paz e Terra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1645-7250201100020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Goleman, D. (1996).<i> Intelig&ecirc;ncia Emocional</i>. Lisboa: Temas e Debates.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1645-7250201100020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Gon&ccedil;alves, L., &amp; Alarc&atilde;o, I. (2004). Haver&aacute; lugar para os afectos na gest&atilde;o curricular? <i>In Gest&atilde;o   Curricular -Percurso de Investiga&ccedil;&atilde;o</i> (pp.159-172). Aveiro: Universidade de Aveiro,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1645-7250201100020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Guerra, M. (2002). <i>Uma pedagogia da liberta&ccedil;&atilde;o</i>. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Asa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1645-7250201100020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Hegel, F. (2003). <i>Princ&iacute;pios da Filosofia do Direito</i> (2&ordf; ed.). S&atilde;o Paulo: Martins Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1645-7250201100020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Leite, S., &amp; Tassoni, E. (2002). A afetividade em sala de aula: as condi&ccedil;&otilde;es de ensino e a media&ccedil;&atilde;o do professor <i>In R.G. Azzi &amp; A.M.F.A. Sadalla</i> (orgs), Psicologia e forma&ccedil;&atilde;o docente: desafios   e conversas (pp. 113-141). S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1645-7250201100020001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Monteiro, A. R. (1998). <i>O Direito &agrave; Educa&ccedil;&atilde;o</i>. Lisboa: Livros Horizonte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1645-7250201100020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Monteiro, A. R. (2008). <i>Qualidade, profissionalidade e deontologia na educa&ccedil;&atilde;o</i>. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1645-7250201100020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Morin, E. (2001). <i>O desafio do s&eacute;culo XXI</i>. Lisboa: Instituto Piaget.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1645-7250201100020001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Morin, E. (2002). <i>Os Sete Saberes para a Educa&ccedil;&atilde;o do Futuro</i>. Lisboa: Instituto Piaget.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1645-7250201100020001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Morin, E. (2008). <i>Introdu&ccedil;&atilde;o ao pensamento complexo</i>. Lisboa: Instituto Piaget.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1645-7250201100020001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Na&ccedil;&otilde;es Unidas (1948). <i>Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos Humanos</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.un.org/en/documents/udhr/index.shtml" target="_blank">http://www.un.org/en/documents/udhr/index.shtml</a>. Consultado em 20 de Fevereiro de 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1645-7250201100020001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Neves, M. C., &amp; Carvalho, C. (2006). A import&acirc;ncia da afectividade na aprendizagem da matem&aacute;tica   em contexto escolar: Um estudo de caso com alunos do 8&ordm; ano. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 2</i> (XXIV), 201-215.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1645-7250201100020001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Nozes, A. M. (2008). A dimens&atilde;o da afectividade na rela&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica: as representa&ccedil;&otilde;es de   uma turma do 6&ordm; ano de uma escola EB 2/3 do concelho de Loures. <i>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o</i>,   12, 195-196.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1645-7250201100020001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Popper, K. (1996).<i> O Mito do Contexto: Em defesa da ci&ecirc;ncia e da racionalidade.</i> Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es   70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1645-7250201100020001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Ramos, R. Y. (2001). <i>Educaci&oacute;n Integral: una educaci&oacute;n hol&iacute;stica para el siglo XXI</i> (Vol. I). Bilbao:   Editorial Descl&eacute;e de Brower.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1645-7250201100020001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>S&aacute;-Chaves, I. (2007). <i>Forma&ccedil;&atilde;o, conhecimento e supervis&atilde;o: contributos nas &aacute;reas de forma&ccedil;&atilde;o   de professores e de outros profissionais ( 2&ordf; ed)</i>. Estudos tem&aacute;ticos, Aveiro: Universidade de   Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1645-7250201100020001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Santos, E. (2005). <i>Que Cidadania?</i> (Vol. II). Lisboa: Santos-Edu.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1645-7250201100020001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> S&ecirc;co, J. (1997). C<i>hamados pelo nome. Da import&acirc;ncia da afectividade na educa&ccedil;&atilde;o da adolesc&ecirc;ncia</i>.   Lisboa: Instituto de Inova&ccedil;&atilde;o Educacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1645-7250201100020001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b> Notas</b></p>     <p><a name="1" id="1"></a><a href="#top1"><sup>1</sup></a> &quot;<i>Are we educating our youngsters in the totality of   their beings, in all their potentialities?</i>&quot;</p>     <p> <a name="2" id="2"></a><a href="#top2"><sup>2</sup></a> &quot;<i>Integral Education: a holistic education for the XXI   century</i>&quot;</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alarcão]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A aprendizagem experiencial e o professor do futuro]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia, Educação e Cultura]]></source>
<year>2000</year>
<volume>4</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>35-43</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alarcão]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Professor investigador: que sentido, que formação?]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Formação de Professores]]></source>
<year>2001</year>
<volume>1</volume>
<page-range>21-30</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alves]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Por uma Educação Romântica]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[V. Nova de Famalicão ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Formação Camilo Castelo Branco]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Amado]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A indisciplina na aula: um desafio à formação dos professores]]></article-title>
<source><![CDATA[A formação de professores à luz da investigação]]></source>
<year>2003</year>
<volume>2º</volume>
<conf-name><![CDATA[XII Colóquio da]]></conf-name>
<conf-loc> </conf-loc>
<page-range>1025-1037</page-range><publisher-name><![CDATA[Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação. Universidade de Lisboa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Amado]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Introdução à investigação Qualitativa em Educação]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-name><![CDATA[Universidade de Coimbra]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Amado]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Freire]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[André]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O lugar da afectividade na Relação Pedagógica: Contributos para a Formação de Professores]]></article-title>
<source><![CDATA[Sísifo]]></source>
<year>2009</year>
<volume>8</volume>
<page-range>75-86</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Boavida]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Amado]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Ciências da Educação: Epistemologia, Identidade e Perspectivas]]></source>
<year>2008</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Imprensa da Universidade de Coimbra]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Braslavsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Diez factores para una educación de calidad para todos en el siglo XXI]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Electrónica Iberoamericana sobre Calidad, Eficacia y Cambio en Educación]]></source>
<year>2006</year>
<volume>4</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>84-101</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Damásio]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O erro de Descartes]]></source>
<year>1995</year>
<edition>8ª</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Sintra-Mem Martins ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Publicações Europa-América]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Delors]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Educação um tesouro a descobrir]]></source>
<year>2005</year>
<edition>9ª</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Asa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Filliozat]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A inteligência do coração]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Pergaminho]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Freire]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa]]></source>
<year>2008</year>
<edition>37ª</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Paz e Terra]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Goleman]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Inteligência Emocional]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Temas e Debates]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alarcão]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Haverá lugar para os afectos na gestão curricular?]]></article-title>
<source><![CDATA[Gestão Curricular -Percurso de Investigação]]></source>
<year>2004</year>
<page-range>159-172</page-range><publisher-loc><![CDATA[Aveiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade de Aveiro]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Guerra]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Uma pedagogia da libertação]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Asa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hegel]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Princípios da Filosofia do Direito]]></source>
<year>2003</year>
<edition>2ª</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Martins Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leite]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tassoni]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A afetividade em sala de aula: as condições de ensino e a mediação do professor]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Azzi]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sadalla]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.M.F.A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicologia e formação docente: desafios e conversas]]></source>
<year>2002</year>
<page-range>113-141</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Casa do Psicólogo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Direito à Educação]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Livros Horizonte]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Qualidade, profissionalidade e deontologia na educação]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Porto Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Morin]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O desafio do século XXI]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Piaget]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Morin]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Os Sete Saberes para a Educação do Futuro]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Piaget]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Morin]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Introdução ao pensamento complexo]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Piaget]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Nações Unidas</collab>
<source><![CDATA[Declaração Universal dos Direitos Humanos]]></source>
<year>1948</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Neves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A importância da afectividade na aprendizagem da matemática em contexto escolar: Um estudo de caso com alunos do 8º ano]]></article-title>
<source><![CDATA[Análise Psicológica]]></source>
<year>2006</year>
<volume>2</volume>
<numero>XXIV</numero>
<issue>XXIV</issue>
<page-range>201-215</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nozes]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A dimensão da afectividade na relação pedagógica: as representações de uma turma do 6º ano de uma escola EB 2/3 do concelho de Loures]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Lusófona de Educação]]></source>
<year>2008</year>
<volume>12</volume>
<page-range>195-196</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Popper]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Mito do Contexto: Em defesa da ciência e da racionalidade]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições 70]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ramos]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. Y.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Educación Integral: una educación holística para el siglo XXI]]></source>
<year>2001</year>
<volume>I</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Bilbao ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editorial Desclée de Brower]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sá-Chaves]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Formação, conhecimento e supervisão: contributos nas áreas de formação de professores e de outros profissionais]]></source>
<year>2007</year>
<edition>2ª</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Aveiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade de Aveiro]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Que Cidadania?]]></source>
<year>2005</year>
<volume>II</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Santos-Edu]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sêco]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Chamados pelo nome. Da importância da afectividade na educação da adolescência]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto de Inovação Educacional]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
