<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-7250</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Lusófona de Educação]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Lusófona de Educação]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-7250</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos e Intervenção em Educação e Formação (CeiEF)Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-72502011000200011</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Satisfação escolar e bem-estar psicológico em adolescentes portugueses]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[School satisfaction and psychological well-being in Portuguese adolescents]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Helder Miguel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vasconcelos-Raposo]]></surname>
<given-names><![CDATA[José]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bertelli]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rosângela]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[Leandro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade do Minho Instituto de Educação ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<numero>18</numero>
<fpage>155</fpage>
<lpage>172</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-72502011000200011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-72502011000200011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-72502011000200011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Estudos anteriores têm demonstrado a importância da satisfação com o contexto escolar nos níveis de saúde e bem-estar subjectivo dos adolescentes. Como tal, o presente estudo pretende ampliar esta evidência empírica através da análise do efeito de variáveis sociodemográficas (género, idade, local de residência, estatuto socioeconómico e relação com os pais) nos níveis de satisfação escolar e o contributo desta dimensão para a explicação do bemestar psicológico dos alunos, de acordo com o modelo de Ryff (1989a, 1989b). A amostra foi constituída por 698 adolescentes (381 raparigas e 317 rapazes) com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos (M=15.02, DP=1.83). Os principais resultados demonstraram não existirem diferenças significativas de satisfação com a escola entre género, local de residência (rural vs urbano) e níveis de estatuto socioeconómico. Por outro lado, observou-se que a satisfação escolar diminui ao longo da idade e associa-se positivamente com melhores relações entre pais e filhos. Verificou-se, ainda, que a satisfação com a escola se correlaciona positivamente com todas as dimensões do bem-estar psicológico e exerce um efeito positivo moderado nos níveis de bem-estar global, mesmo após o controlo da influência das variáveis sociodemográficas.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Previous research has already shown the importance of the adolescents' school satisfaction on their levels of health and subjective well-being. As such, the present study intended to provide additional support to the available empirical evidence through the analysis of the effect of some sociodemographic variables (gender, age, place of residence, socioeconomic status and relationship with parents) on the levels of the adolescents satisfaction with their school context and also on their psychological well-being according to Ryff's model (1989a, 1989b). The sample comprised 698 adolescents (381 girls and 317 boys) between 12 and 18 years of age (M=15.02, SD=1.83). Main results showed no significant differences in satisfaction with school context considering gender, place of residence (rural versus urban) and socioeconomic status. On the other hand, satisfaction with school context decreased with age and was positively associated with a better relationship between parents and children. Moreover, satisfaction with school context positively correlated with all dimensions of psychological well-being and exerted a moderately positive effect on the levels of global well-being even after controlling for the influence of sociodemographic variables.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[satisfação escolar]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[bem-estar]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[adolescência]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[school satisfaction]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[well-being]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[adolescence]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Satisfa&ccedil;&atilde;o escolar   e bem-estar psicol&oacute;gico   em adolescentes   portugueses</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Helder Miguel Fernandes<sup>*</sup>,   Jos&eacute; Vasconcelos-Raposo<sup>**</sup>, Ros&acirc;ngela Bertelli<sup>***</sup>&amp; Leandro Almeida<sup>****</sup></b></p>     <p><sup>*</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Desporto, Sa&uacute;de e Desenvolvimento Humano;   Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, <a href="mailto:hmfernandes@gmail.com">hmfernandes@gmail.com</a></p>     <p><sup>**</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Desporto, Sa&uacute;de e Desenvolvimento Humano;   Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro</p>     <p><sup>***</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Desporto, Sa&uacute;de e Desenvolvimento Humano;   Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro</p>     <p><sup>****</sup>Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Minho</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Resumo</p>     <p>Estudos anteriores t&ecirc;m demonstrado a import&acirc;ncia da satisfa&ccedil;&atilde;o com o contexto   escolar nos n&iacute;veis de sa&uacute;de e bem-estar subjectivo dos adolescentes.   Como tal, o presente estudo pretende ampliar esta evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica atrav&eacute;s   da an&aacute;lise do efeito de vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas (g&eacute;nero, idade, local   de resid&ecirc;ncia, estatuto socioecon&oacute;mico e rela&ccedil;&atilde;o com os pais) nos n&iacute;veis de   satisfa&ccedil;&atilde;o escolar e o contributo desta dimens&atilde;o para a explica&ccedil;&atilde;o do bemestar   psicol&oacute;gico dos alunos, de acordo com o modelo de Ryff (1989a, 1989b).   A amostra foi constitu&iacute;da por 698 adolescentes (381 raparigas e 317 rapazes)   com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos (M=15.02, DP=1.83). Os   principais resultados demonstraram n&atilde;o existirem diferen&ccedil;as significativas de   satisfa&ccedil;&atilde;o com a escola entre g&eacute;nero, local de resid&ecirc;ncia (rural vs urbano) e n&iacute;veis   de estatuto socioecon&oacute;mico. Por outro lado, observou-se que a satisfa&ccedil;&atilde;o   escolar diminui ao longo da idade e associa-se positivamente com melhores   rela&ccedil;&otilde;es entre pais e filhos. Verificou-se, ainda, que a satisfa&ccedil;&atilde;o com a escola se   correlaciona positivamente com todas as dimens&otilde;es do bem-estar psicol&oacute;gico   e exerce um efeito positivo moderado nos n&iacute;veis de bem-estar global, mesmo   ap&oacute;s o controlo da influ&ecirc;ncia das vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> satisfa&ccedil;&atilde;o escolar; bem-estar; adolesc&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>School satisfaction and psychological   well-being in Portuguese adolescents</b></p>     <p>Abstract</p>     <p>Previous research has already shown the   importance of the adolescents' school   satisfaction on their levels of health and   subjective well-being. As such, the present   study intended to provide additional support   to the available empirical evidence through the   analysis of the effect of some sociodemographic   variables (gender, age, place of residence,   socioeconomic status and relationship with   parents) on the levels of the adolescents   satisfaction with their school context and also   on their psychological well-being according   to Ryff's model (1989a, 1989b). The sample   comprised 698 adolescents (381 girls and 317   boys) between 12 and 18 years of age (<i>M</i>=15.02, <i>SD</i>=1.83). Main results showed no significant   differences in satisfaction with school context   considering gender, place of residence (rural   versus urban) and socioeconomic status.   On the other hand, satisfaction with school   context decreased with age and was positively   associated with a better relationship between   parents and children. Moreover, satisfaction   with school context positively correlated with   all dimensions of psychological well-being and   exerted a moderately positive effect on the   levels of global well-being even after controlling   for the influence of sociodemographic variables.</p>     <p><b> Keywords: </b>school satisfaction; well-being;   adolescence.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>De um modo geral, a adolesc&ecirc;ncia consiste num importante per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o   durante o qual ocorrem diversas modifica&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, cognitivas, emocionais   e sociais, estando os adolescentes mais vulner&aacute;veis a altera&ccedil;&otilde;es no seu   bem-estar e ao surgimento de dificuldades de v&aacute;ria ordem. Se alguns s&atilde;o capazes   de lidar com os v&aacute;rios desafios e exig&ecirc;ncias das tarefas desenvolvimentistas,   outros haver&aacute; para quem essas novas situa&ccedil;&otilde;es podem indiciar o esgotamento   (<i>burnout</i>) de recursos e esfor&ccedil;os adaptativos a n&iacute;vel f&iacute;sico, emocional,   cognitivo e social, reflectindo-se em profundas altera&ccedil;&otilde;es na sua sa&uacute;de mental   (Bizarro, 1999; Sprinthall &amp; Collins, 2003).</p>     <p> Assim, estas altera&ccedil;&otilde;es no seu funcionamento psicol&oacute;gico podem ser o primeiro   ind&iacute;cio de diversos e severos problemas comportamentais e emocionais,   que se podem vir a manifestar como um largo espectro de desordens afectivo-emocionais ou at&eacute; mesmo comportamentais, durante a adolesc&ecirc;ncia ou at&eacute;   na idade adulta. Para al&eacute;m disto e dada as crescentes capacidades ao n&iacute;vel do   pensamento complexo e abstracto decorrentes das compet&ecirc;ncias cognitivas adquiridas   ao longo do desenvolvimento humano (Piaget, 1972), os adolescentes   tendem a comparar-se incrementalmente com os seus pares e a estarem atentos   a toda e qualquer caracter&iacute;stica pessoal que percepcionam como distinta, pelo   que invariavelmente, conotam o &quot;ser diferente&quot; com o &quot;ser inferior&quot;, o que pode   afectar a sua auto-estima, auto-conceito e ulteriormente, o seu bem-estar psicol&oacute;gico   (Carrasco, 2004; Garralda, 2004; Jor onen, 2005; Moshman, 2005).</p>     <p> Tendo em considera&ccedil;&atilde;o a literatura existente acerca do estudo do bem-estar   durante a adolesc&ecirc;ncia, &eacute; poss&iacute;vel denotar que este per&iacute;odo de vida tem merecido   pouca aten&ccedil;&atilde;o por parte dos investigadores. No entanto, ao longo da &uacute;ltima   d&eacute;cada, contatou-se um incremento na produtividade cient&iacute;fica no &acirc;mbito   do bem-estar subjectivo dos adolescentes e factores associados (Bizarro, 1999;   Huebner, 1994, 2004; Joronen, 2005; Matos &amp; Carvalhosa, 2001). Neste &acirc;mbito,   a evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica publicada permitiu compreender que essa aten&ccedil;&atilde;o mais   recente tem-se sustentado, em duas abordagens ortogonais que ora enfatizam   a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e factores associados &agrave; sa&uacute;de (e.g., Huebner, 2004),   ora operacionalizam o bem-estar com base numa perspectiva psicopatol&oacute;gica   apoiada em aspectos de falta de sa&uacute;de (<i>ill-being</i>), nomeadamente no que se   refere &agrave; incid&ecirc;ncia de depress&atilde;o, ansiedade, assim como tamb&eacute;m ao n&iacute;vel da   ocorr&ecirc;ncia de problemas sociais e comportamentos violentos/criminosos (Katja,   P&auml;ivi, Marja-Terttu, &amp; Pekka, 2002).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Embora se apreenda que o bem-estar &eacute; uma &aacute;rea de estudo extremamente   ampla e que a investiga&ccedil;&atilde;o efectuada tenha vindo a reflectir importantes diferen&ccedil;as   te&oacute;ricas, metodol&oacute;gicas e emp&iacute;ricas na concep&ccedil;&atilde;o e operacionaliza&ccedil;&atilde;o   deste construto, &eacute; consensual, actualmente, assumir a exist&ecirc;ncia de dois modelos de bem-estar. O primeiro, oriundo da tradi&ccedil;&atilde;o de estudos sobre o hedonismo   e que recebeu a designa&ccedil;&atilde;o de Bem-Estar Subjectivo &ndash; SWB. O segundo modelo,   conhecido na literatura da especialidade como Bem-Estar Psicol&oacute;gico &ndash; PWB,   tem as suas ra&iacute;zes nos estudos que tinham por objectivo o aprofundamento do   nosso conhecimento sobre a <i>eudamonia</i> (Keyes, Shmotkin, &amp; Ryff, 2002; Ryan&amp;  Deci, 2001).</p>     <p> Enquanto corrente de pensamento, o <i>hedonismo</i> reside substancialmente no   princ&iacute;pio da acumula&ccedil;&atilde;o do prazer e evitamento da dor, pelo que a vis&atilde;o predominante   &eacute; a de que o bem-estar consiste na avalia&ccedil;&atilde;o subjectiva da felicidade   e concerne as experi&ecirc;ncias de prazer e sofrimento, amplamente situadas nos   julgamentos acerca dos elementos bons e maus da vida (Kahneman, Diener,&amp;  Schwarz, 1999). Por sua vez, o <i>eudaimonismo</i> surge como uma perspectiva mais   abrangente e diversificada, centrando-se predominantemente no funcionamento   psicol&oacute;gico positivo e no desenvolvimento da <i>eudaimonia</i> &ndash; conceito aristot&eacute;lico   sustentado em valores humanistas e existenciais, e que pretende exprimir   a capacidade de auto-realiza&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento e florescimento humano   &ndash; muito as sente no modelo PWB de C arol Ryff (Ryff , 1989a, 1989b).</p>     <p> Face &agrave; escassez de modelos hol&iacute;sticos de bem-estar formulados especificamente   para a inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia, e em aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas idiossincrasias   pr&oacute;prias (Carrasco, 2004), Fernandes e Vasconcelos-Raposo (2008) realizaram   um estudo onde desenvolveram uma adapta&ccedil;&atilde;o do modelo de bem-estar psicol&oacute;gico   para a adolesc&ecirc;ncia, tendo como refer&ecirc;ncia os estudos de Carol Ryff   (Ryff, 1989a, 1989b). Posteriormente, Fernandes, Vasconcelos-Raposo e Teixeira   (2010) desenvolveram uma vers&atilde;o ajustada e reduzida desta escala de avalia&ccedil;&atilde;o,   que se apresentou com &iacute;ndices aceit&aacute;veis de consist&ecirc;ncia interna e com   uma boa adequa&ccedil;&atilde;o factorial do modelo te&oacute;rico de seis dimens&otilde;es, a saber: <i>autonomia</i> &ndash; sentimento de autodetermina&ccedil;&atilde;o e capacidade de auto-regula&ccedil;&atilde;o; <i>dom&iacute;nio do meio</i> &ndash; capacidade para gerir a vida pr&oacute;pria e exig&ecirc;ncias extr&iacute;nsecas   ao indiv&iacute;duo; <i>crescimento pessoal</i> &ndash; sentimento de desenvolvimento cont&iacute;nuo e   abertura a novas experi&ecirc;ncias de vida necess&aacute;rias &agrave; maximiza&ccedil;&atilde;o do seu potencial; <i>rela&ccedil;&otilde;es positivas com os outros</i> &ndash; estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es positivas e   altru&iacute;stas para com os outros; <i>objectivos na vida</i> &ndash; defini&ccedil;&atilde;o de prop&oacute;sitos de   vida como apoios desenvolvimentistas e atribui&ccedil;&atilde;o de significa&ccedil;&atilde;o/import&acirc;ncia   &agrave; exist&ecirc;ncia e auto-realiza&ccedil;&atilde;o pessoal; e, <i>aceita&ccedil;&atilde;o de si</i> &ndash; caracteriza-se pela   percep&ccedil;&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o dos m&uacute;ltiplos aspectos do indiv&iacute;duo (quer sejam caracter&iacute;sticas   boas ou m&aacute;s) e avalia&ccedil;&atilde;o positiva do seu passado (Keyes <i>et al</i>., 2002;   Ryff, 1989a, 1989b).</p>     <p> Um dos contextos de vida dos adolescentes que n&atilde;o deve ser descurado na   investiga&ccedil;&atilde;o centrada no bem-estar prende-se com a escola (Huebner, 1991   Joronen, 2005; Matos &amp; Carvalhosa, 2001). Para al&eacute;m das quest&otilde;es do rendimento   acad&eacute;mico e de desenvolvimento vocacional, tamb&eacute;m a sa&uacute;de e o bemestar   geral dos adolescentes deve ser preocupa&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es escolares.   Ali&aacute;s, a investiga&ccedil;&atilde;o correlaciona, de forma positiva, a motiva&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, o   rendimento escolar e o gostar da escola com o auto-conceito e bem-estar subjectivo   dos adolescentes (Huebner &amp; McCullough, 2000; Natvig, Albrektsen,&amp;  Qvarnstr&oslash;m, 2003).</p>     <p> Da revis&atilde;o da literatura realizada, constatou-se que uma das vari&aacute;veis mais   analisadas prende-se com a satisfa&ccedil;&atilde;o escolar dos adolescentes e os factores   associados. Surgindo como vari&aacute;vel mediadora, a satisfa&ccedil;&atilde;o escolar reflecte a   complexidade pr&oacute;pria das viv&ecirc;ncias e rela&ccedil;&otilde;es psicossociais que os adolescentes   mant&ecirc;m com os seus pares e com os adultos significativos. Por exemplo,   Karatzias, Power, Flemming, Lennan e Swanson (2002), num estudo onde cruzaram   vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas, de personalidade e stress escolar, constataram que   56% da vari&acirc;ncia dos resultados, numa escala de satisfa&ccedil;&atilde;o escolar, foi explicada   por estas vari&aacute;veis. Este estudo mostrou ainda que as raparigas experienciam   n&iacute;veis superiores de satisfa&ccedil;&atilde;o escolar e tomando como refer&ecirc;ncia a idade dos   alunos, os mais novos mostraram-se academicamente mais satisfeitos que os   mais velhos (quando tomadas isoladamente a idade ou o ano de escolaridade   explicaram apenas 7% da vari&acirc;ncia). Vari&aacute;veis como a auto-estima, a afectividade   e os n&iacute;veis de <i>stress</i> escolar foram, claramente, os maiores determinantes   da satisfa&ccedil;&atilde;o e da qualidade de vida escolar (a auto-estima isoladamente evidenciou   o maior valor preditivo 28.5%, seguida da afectividade positiva que   explicou 24.7% da vari&acirc;ncia).</p>     <p> Outras vari&aacute;veis aparecem, na literatura, associadas ao bem-estar e satisfa&ccedil;&atilde;o   escolar dos adolescentes. As percep&ccedil;&otilde;es de auto-efic&aacute;cia geral e acad&eacute;mica,   a par das percep&ccedil;&otilde;es de suporte social por parte dos professores e colegas   (Berndt &amp; Keefe, 1995; Natvig <i>et al</i>., 2003), apareceram associadas ao ajustamento   &agrave; escola, traduzido no envolvimento do aluno nas actividades curriculares   e na menor frequ&ecirc;ncia de comportamentos problem&aacute;ticos e disruptivos. Em   particular na adolesc&ecirc;ncia, o grupo de colegas pode afectar as atitudes e comportamentos   associados &agrave; sa&uacute;de atrav&eacute;s da influ&ecirc;ncia e refor&ccedil;o sobre as normas   e valores, estabelecendo assim uma certa identidade social e cultural, e providenciando   sentimentos de perten&ccedil;a e aceita&ccedil;&atilde;o ou modelos de comportamento   apropriados (Helsen, Vollebergh, &amp; Meeus, 2000; Neto, 1992; Settertobulte&amp;  Matos, 2004). Num estudo com 245 alunos do ensino secund&aacute;rio finland&ecirc;s, com   idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos, Katja <i>et al</i>. (2002) constataram   que uma maior satisfa&ccedil;&atilde;o escolar dos alunos estava associada a uma atitude   positiva para com a vida, &agrave; auto-estima, ao prazer de vida, &agrave; aus&ecirc;ncia de estados   depressivos, a menores problemas com os pais, amigos e institui&ccedil;&atilde;o escolar, a   menos doen&ccedil;as e queixas sintom&aacute;ticas, e a n&iacute;veis mais elevados de bem-estar   emocional.</p>     <p> Tendo em considera&ccedil;&atilde;o que praticamente s&atilde;o inexistentes estudos que tomam   em considera&ccedil;&atilde;o as vari&aacute;veis mediadoras na rela&ccedil;&atilde;o entre satisfa&ccedil;&atilde;o escolar   e bem-estar psicol&oacute;gico, o presente estudo tem como objectivo conhecer   o efeito diferenciador que as vari&aacute;veis s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas t&ecirc;m nos n&iacute;veis   de satisfa&ccedil;&atilde;o escolar dos adolescentes e por sua vez como esta se associa &agrave;s   m&uacute;ltiplas dimens&otilde;es do bem-estar psicol&oacute;gico, enquanto indicador normativo   e criterial do desenvolvimento humano associado &agrave; sa&uacute;de mental positiva (Fernandes  &amp; Vasconcelos-Raposo, 2008). Em particular, s&atilde;o objectivos espec&iacute;ficos   do presente trabalho: (i) comparar os n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o escolar ao longo da   adolesc&ecirc;ncia, tendo em conta as vari&aacute;veis g&eacute;nero, idade e respectiva interac&ccedil;&atilde;o;   (ii) comparar os n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o escolar em fun&ccedil;&atilde;o de algumas vari&aacute;veis   s&oacute;cio-familiares (local de resid&ecirc;ncia, estatuto socioecon&oacute;mico e rela&ccedil;&atilde;o   com os pais); e, (iii) estabelecer e caracterizar o sentido e magnitude da rela&ccedil;&atilde;o   entre a satisfa&ccedil;&atilde;o escolar e o bem-estar psicol&oacute;gico.</p>     <p> <b>Metodologia</b></p>     <p> <i>Amostra</i></p>     <p> A amostra global da presente investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica foi constitu&iacute;da por 698   adolescentes com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos (<i>M</i>=15.02, <i>DP</i>=1.83). Ao n&iacute;vel do g&eacute;nero, a amostra subdividiu-se em 381 raparigas   (54.6%) e 317 rapazes (45.4%), com um valor m&eacute;dio de idades de 15.05&plusmn;1.83   e 14.99&plusmn;1.84 anos, r espectivamente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Para um dos prop&oacute;sitos do estudo, foram definidos diversos grupos de idade   de acordo com as propostas de Breinbauer e Maddaleno (2005). Assim, a fase   inicial da adolesc&ecirc;ncia contemplou um total de 238 indiv&iacute;duos (103 raparigas   e 135 rapazes) com idades delimitadas entre os 12 e os 13 anos (raparigas) e   entre os 12/13 e os 14 anos (rapazes). O grupo da fase m&eacute;dia da adolesc&ecirc;ncia   foi composto por 207 indiv&iacute;duos (107 raparigas e 100 rapazes) com idades compreendidas   entre os 14 e os 15 anos de idade (raparigas) e entre os 15 e os 16   anos (rapazes). O &uacute;ltimo grupo (fase final da adolesc&ecirc;ncia) abrangeu um total   de 253 indiv&iacute;duos (171 raparigas e 82 rapazes) com idades delimitadas entre os   16 e os 18 anos de idade (r aparigas) e entr e os 17 e os 18 anos (rapazes).</p>     <p> No que concerne ao local de resid&ecirc;ncia, 307 (44.0%) adolescentes viviam na   aldeia (meio rural), enquanto os restantes 391 (56.0%) adolescentes habitavam   na cidade (meio urbano).</p>     <p> A distribui&ccedil;&atilde;o da amostra por n&iacute;vel socioecon&oacute;mico reporta-se a outro dos   objectivos do presente estudo, tendo-se definido tr&ecirc;s n&iacute;veis (estatuto socioecon&oacute;mico baixo, m&eacute;dio e superior), de acordo com as ocupa&ccedil;&otilde;es profissionais   dos pais. Deste modo, 312 (44.7%) adolescentes integraram o n&iacute;vel socioecon&oacute;mico   baixo, 233 (33.4%) jovens foram inclu&iacute;dos no n&iacute;vel m&eacute;dio e os restantes   153 (21.9%) adolesc entes constitu&iacute;ram o n&iacute;v el superior.</p>     <p> O processo de amostragem orientou-se por procedimentos n&atilde;o probabil&iacute;sticos,   onde procur&aacute;mos obter um n&uacute;mero adequado de sujeitos para a consecu&ccedil;&atilde;o   dos objectivos a que nos propusemos. Recorrendo a uma adapta&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica   n&atilde;o probabil&iacute;stica em bola de neve (<i>snowball</i>), tom&aacute;mos como elementos referenciadores   de amostragem, docentes do ensino b&aacute;sico (3&ordm; Ciclo) e secund&aacute;rio   que, por sua vez, determinaram como unidades de an&aacute;lise as turmas que   leccionavam. Todos os elementos da amostra frequentavam escolas do sistema   p&uacute;blico portugu&ecirc;s, nas regi&otilde;es norte e centro.</p>     <p> <i>Instrumentos</i></p>     <p> Ap&oacute;s os alunos responderem a quest&otilde;es de natureza sociodemogr&aacute;fica (g&eacute;nero,   idade e local de resid&ecirc;ncia), foi-lhes apresentada uma quest&atilde;o sobre a   ocupa&ccedil;&atilde;o laboral parental operacionalizada atrav&eacute;s das seguintes quest&otilde;es:   &quot;Qual &eacute; a profiss&atilde;o da tua m&atilde;e?&quot; e &quot;Qual &eacute; a profiss&atilde;o do teu pai?&quot;. As respostas   obtidas foram classificadas de acordo com a Classifica&ccedil;&atilde;o Nacional das Profiss&otilde;es   (IEFP, 2008) e posteriormente reorganizadas em tr&ecirc;s estratos (baixo, m&eacute;dio   e elevado). Este processo de an&aacute;lise do estatuto socioecon&oacute;mico, atrav&eacute;s da   profiss&atilde;o parental, tem sido aplicado em estudos de larga escala neste per&iacute;odo   de vida (e .g. HBSC &ndash; C urrie, Hurrelmann, Settertobulte, Smith, &amp; T odd, 2000).</p>     <p> Por sua vez, a rela&ccedil;&atilde;o com os pais foi mensurada atrav&eacute;s do preenchimento   de uma op&ccedil;&atilde;o de resposta &agrave; quest&atilde;o &quot;No geral, como consideras a rela&ccedil;&atilde;o que   tens com os teus pais?&quot;, numa escala tipo Likert de 5 pontos (1: muito m&aacute; a 5:   muito boa).</p>     <p> A vari&aacute;vel satisfa&ccedil;&atilde;o escolar foi analisada a partir das respostas a duas afirma&ccedil;&otilde;es   (&quot;Sinto-me satisfeito com a minha vida escolar&quot; e &quot;Gosto da minha escola&quot;)   com base numa escala tipo Likert de 5 pontos (1: discordo plenamente a   5: concordo plenamente). Outros estudos t&ecirc;m avaliado esta dimens&atilde;o com base   neste tipo de quest&otilde;es (Currie <i>et al</i>., 2000; Huebner &amp; McCullough, 2000; Karatzias <i>et al</i>., 2002; Samdal <i>et al</i>., 2004). Tendo em conta a problem&aacute;tica em torno   da avalia&ccedil;&atilde;o de factores constitu&iacute;dos unicamente por 2 itens (Hatcher, 1994) e   a magnitude da correla&ccedil;&atilde;o entre estas afirma&ccedil;&otilde;es (<i>r</i>=0.58, <i>p</i>&lt;0.001), opt&aacute;mos,   na presente investiga&ccedil;&atilde;o, por combin&aacute;-las num &uacute;nico item, a partir daqui intitulado   de satisfa&ccedil;&atilde;o escolar.</p>     <p> Para a medi&ccedil;&atilde;o do bem-estar psicol&oacute;gico foi utilizada a vers&atilde;o portuguesa   adaptada para adolescentes das escalas de Carol Ryff, resultante do conjunto   de estudos pr&eacute;vios de adapta&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica, redu&ccedil;&atilde;o de itens e an&aacute;lise das suas   propriedades psicom&eacute;tricas tendo em considera&ccedil;&atilde;o os respectivos coeficientes   de consist&ecirc;ncia interna e os &iacute;ndices de adequa&ccedil;&atilde;o das estruturas factoriais testadas,   atrav&eacute;s do procedimento de an&aacute;lise factorial confirmat&oacute;ria (Fernandes et   al., 2010). Os valores obtidos de qualidade de ajustamento foram: X<sup>2</sup>/<i>df</i>=2.28,   CFI=0.911, GFI=0.927, AGFI=0.913 e RMSEA (IC 95%)=0.041 (0.037,0.044). No   global, os resultados obtidos sustentam a assump&ccedil;&atilde;o de uma medida de avalia&ccedil;&atilde;o   compreens&iacute;vel, fi&aacute;vel e que respeita a natureza multidimensional do modelo   PWB de Carol Ryff. O conjunto dos 30 itens foi respondido numa escala   tipo <i>Likert</i> de 5 pontos (1: discordo plenamente a 5: concordo plenamente), que   quando somados por total de escala permitem analisar a variabilidade por dimens&atilde;o   das escalas de bem-estar psicol&oacute;gico, enquanto quando adicionados na   sua globalidade, d&atilde;o origem a um resultado designado de bem-estar global que   se constitui como indicador do conceito base bem-estar psicol&oacute;gico.</p>     <p> <i>Procedimentos</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A recolha de dados s&oacute; foi realizada ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o do consentimento informado   de aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio, por parte dos membros das direc&ccedil;&otilde;es de   escolas/agrupamentos educativos e dos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o dos respectivos   alunos, sendo-lhes garantida a confidencialidade e anonimato dos dados   recolhidos. O preenchimento do question&aacute;rio decorreu em contexto escolar,   num ambiente de sala de aula o mais calmo e sereno poss&iacute;vel, demorando entre   cerca de 10 a 15 minutos.</p>     <p> Relativamente &agrave; an&aacute;lise estat&iacute;stica, inicialmente foram estimados os indicadores   univariados de tend&ecirc;ncia central (m&eacute;dia) e dispers&atilde;o (desvio-padr&atilde;o) das   medidas analisadas, bem como de normalidade univariada (<i>skewness</i> e <i>kurtosis</i>),   seguidos do c&aacute;lculo dos coeficientes alpha de <i>Cronbach</i> de modo a aferir a consist&ecirc;ncia   interna das escalas de avalia&ccedil;&atilde;o multi-itens.</p>     <p> No &acirc;mbito da infer&ecirc;ncia estat&iacute;stica procedeu-se &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de um conjunto   de testes param&eacute;tricos (ANOVA, correla&ccedil;&atilde;o de Pearson e regress&atilde;o linear) com   o intuito de compreender com base nos elementos observados, como as vari&aacute;veis   se diferenciam e/ou associam, consoante a sua natureza dependente ou   independente.</p>     <p> <b>Resultados</b></p>     <p> Efectuou-se, inicialmente, um conjunto de an&aacute;lises descritivas, de normalidade   e de consist&ecirc;ncia interna das medidas de satisfa&ccedil;&atilde;o escolar e bem-estar   psicol&oacute;gico, apresentadas no quadro 1.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro 1</b><br />   M&eacute;dia &chi;</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a11q2.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> A an&aacute;lise dos valores apresentados no quadro 1 revela que os scores das   medidas situam-se dentro de um intervalo associado a uma distribui&ccedil;&atilde;o aproximadamente   normal. Os valores de consist&ecirc;ncia interna obtidos para a medida   global e espec&iacute;ficas do bem-estar psicol&oacute;gico s&atilde;o satisfat&oacute;rios, embora os   coeficientes dos factores autonomia, dom&iacute;nio do meio e objectivos na vida se   situem ligeiramente abaixo do crit&eacute;rio m&iacute;nimo de 0.70 proposto por Nunnaly e   Bernstein (1994).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i> An&aacute;lise da satisfa&ccedil;&atilde;o escolar</i></p>     <p> A an&aacute;lise de vari&acirc;ncia (ANOVA a dois factores) sobre o efeito combinado   do g&eacute;nero (2) &times; fase et&aacute;ria (3) na satisfa&ccedil;&atilde;o escolar permitiu verificar que a   interac&ccedil;&atilde;o entre estes dois factores fixos n&atilde;o &eacute; importante na diferencia&ccedil;&atilde;o   dos grupos [<i>F</i><sub>(2,692)</sub>=0.33, <i>p</i>&gt;0.05, X<sub>p</sub><sup>2</sup>=0.001]. Ao n&iacute;vel univariado, manteve-se   a aus&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas [<i>F</i><sub>(1,692)</sub>=0.002, <i>p</i>&gt;0.05, X<sub>p</sub><sup>2</sup>=0.000] entre   a m&eacute;dia dos rapazes (<i>M</i>=3.49, <i>DP</i>=0.98) e raparigas (<i>M</i>=3.47, <i>DP</i>=0.90), enquanto   a vari&aacute;vel fase da adolesc&ecirc;ncia se mostrou tangencialmente influente   na diferencia&ccedil;&atilde;o dos grupos constitu&iacute;dos [<i>F</i><sub>(2,692)</sub>=2.92, <i>p</i>=0.055, X<sub>p</sub><sup>2</sup>=0.008],   constatando-se um valor m&eacute;dio superior por parte dos adolescentes na fase   inicial (M=3.60, DP=0.99), em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s fases posteriores (fase m&eacute;dia: <i>M</i>=3.41, <i>DP</i>=0.96; fase final: <i>M</i>=3.43, <i>DP</i>=0.84). O coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson   entre a idade e a satisfa&ccedil;&atilde;o com a escola revelou uma rela&ccedil;&atilde;o inversa e significativa   (<i>r</i>=X0.100, <i>p</i>&lt;0.01).</p>     <p> Relativamente ao local de resid&ecirc;ncia, o resultado da ANOVA demonstrou a   inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas [<i>F</i><sub>(1,696)</sub>=0.83, <i>p</i>&gt;0.05, X<sub>p</sub><sup>2</sup>=0.001] entre   os adolescentes residentes em meio rural (<i>M</i>=3.52, <i>DP</i>=0.86) e meio urbano   (<i>M</i>=3.45, <i>DP</i>=0.99).</p>     <p> Quando se considera a natureza socioecon&oacute;mica da amostra em estudo,   a an&aacute;lise de vari&acirc;ncia univariada (ANOVA a um factor) permitiu denotar que   os distintos grupos n&atilde;o se diferem significativamente [<i>F</i><sub>(2,695)</sub>=1.96, <i>p</i>&gt;0.05,   X<sub>p</sub><sup>2</sup>=0.006], embora se observe uma superioridade por parte dos grupos de estatuto   socioecon&oacute;mico elevado (<i>M</i>=3.57, <i>DP</i>=0.90) e m&eacute;dio (<i>M</i>=3.53, <i>DP</i>=0.92) em   rela&ccedil;&atilde;o ao baix o (<i>M</i>=3.40, <i>DP</i>=0.96).</p>     <p> No que concerne a associa&ccedil;&atilde;o entre a rela&ccedil;&atilde;o com os pais e a satisfa&ccedil;&atilde;o escolar,   o coeficiente de Pearson revelou que uma melhor rela&ccedil;&atilde;o com os pais est&aacute;   positivamente correlacionada com a satisfa&ccedil;&atilde;o com o dom&iacute;nio escolar (<i>r</i>=0.186, <i>p</i>&lt;0.001).</p>     <p> Posteriormente, procedeu-se &agrave; inclus&atilde;o das vari&aacute;veis g&eacute;nero, idade, local   de resid&ecirc;ncia, estatuto socioecon&oacute;mico e rela&ccedil;&atilde;o com os pais enquanto predictores   da satisfa&ccedil;&atilde;o escolar. Os resultados obtidos indicaram que o conjunto   destes factores explicou cerca de 5% (<i>R</i><sup>2</sup> <sub>ajustado</sub>=0.044) da vari&acirc;ncia da satisfa&ccedil;&atilde;o   escolar (<i>F</i><sub>(5,692)</sub>=7.34, <i>p</i>&lt;0.001, <i>R</i><sup>2</sup>=0.05), constituindo a idade (X = X0.096) e a rela&ccedil;&atilde;o   com os pais ( X=0.187), as vari&aacute; veis com influ&ecirc;ncia significativa (<i> p</i>&lt;0.05).</p>     <p> <i>A influ&ecirc;ncia da satisfa&ccedil;&atilde;o escolar no bem-estar psicol&oacute;gico</i></p>     <p> O estudo das rela&ccedil;&otilde;es entre a satisfa&ccedil;&atilde;o escolar e as dimens&otilde;es do bemestar   psicol&oacute;gico visa a compreens&atilde;o da natureza e magnitude das associa&ccedil;&otilde;es   entre estas diferentes medidas, numa amostra de adolescentes. Os coeficientes   de correla&ccedil;&atilde;o produto-momento (<b><i>r</i></b><i> de Pearson</i>) reflectiram diversos graus de   associa&ccedil;&atilde;o, embora todos evidenciassem significado estat&iacute;stic o (quadro 2).</p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>Quadro 2</b><br />   Matriz de inter-correla&ccedil;&otilde;es entre a satisfa&ccedil;&atilde;o escolar e as dimens&otilde;es do bem-estar psicol&oacute;gico</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rle/n18/n18a11q1.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Da leitura do quadro anterior denota-se que a satisfa&ccedil;&atilde;o escolar evidencia   um maior coeficiente de associa&ccedil;&atilde;o com as dimens&otilde;es aceita&ccedil;&atilde;o de si, rela&ccedil;&otilde;es   positivas com os outros, objectivos na vida, alcan&ccedil;ando o valor de <i>r</i>=0.270 para   a medida global do bem-estar psicol&oacute;gico.</p>     <p> Tendo por objectivo de identifica&ccedil;&atilde;o a influ&ecirc;ncia da satisfa&ccedil;&atilde;o escolar no   score do bem-estar global, procedeu-se a uma regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla hier&aacute;rquica   que visou integrar na equa&ccedil;&atilde;o de predi&ccedil;&atilde;o do bem-estar psicol&oacute;gico, o   conjunto de vari&aacute;veis analisadas anteriormente acrescido da vari&aacute;vel satisfa&ccedil;&atilde;o   escolar, que constitui o objecto central predictor desta an&aacute;lise. A determina&ccedil;&atilde;o   do contributo de cada uma das vari&aacute;veis foi efectuada atrav&eacute;s da conjuga&ccedil;&atilde;o   destas em blocos de natureza latente, os quais foram incorporados no   modelo atrav&eacute;s de passos/momentos determinados a priori. O primeiro bloco   integrou as vari&aacute;veis independentes analisadas anteriormente (g&eacute;nero, idade,   local de resid&ecirc;ncia, estatuto socioecon&oacute;mico e rela&ccedil;&atilde;o com os pais), enquanto   no segundo bloco foi adicionada a vari&aacute;vel satisfa&ccedil;&atilde;o com a escola, de forma a   identificar o acr&eacute;scimo da vari&acirc;ncia explicada em adi&ccedil;&atilde;o ao bloco anterior de   vari&aacute;veis (m&eacute;todo enter). Deste modo e ap&oacute;s o controlo das restantes vari&aacute;veis   em an&aacute;lise, foi poss&iacute;vel verificar que o primeiro bloco explicou cerca de 11%   (<i>R</i><sup>2</sup>=0.105) da vari&acirc;ncia do bem-estar psicol&oacute;gico global (<i>F</i><sub>(5,692)</sub>=16.27, <i>p</i>&lt;0.001, <i>R</i><sup>2</sup><sub> ajustado</sub>=0.099), enquanto a satisfa&ccedil;&atilde;o com a escola isoladamente contribuiu   com uma explica&ccedil;&atilde;o adicional de 8% (<i>R</i><sup>2</sup>=0.184) da vari&acirc;ncia da vari&aacute;vel crit&eacute;rio   (<i>F</i><sub>(6,691)</sub>=26.46, <i>p</i>&lt;0.001, <i>R</i><sup>2</sup><sub> ajustado</sub>=0.177), constituindo esta dimens&atilde;o o factor   predictor que e videnciou maior capacidade e xplicativa (X =0.285, <i>p</i>&lt;0.001).</p>     <p> <b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p> Com o presente estudo procur&aacute;mos identificar os factores influenciadores   da satisfa&ccedil;&atilde;o com a escola, assim como, relacionar este dom&iacute;nio com o bemestar   psicol&oacute;gico, visando n&atilde;o s&oacute; a colmata&ccedil;&atilde;o da evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica sobre esta   tem&aacute;tica, como tamb&eacute;m, sugerir novas possibilidades de investiga&ccedil;&atilde;o no dom&iacute;nio   educativo/escolar.</p>     <p> De um modo geral, os estudos centrados na satisfa&ccedil;&atilde;o com a escola t&ecirc;m   evidenciado um conjunto de factores de influ&ecirc;ncia (correlatos) que, de forma   directa ou mediada, evidenciam um efeito sobre os n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o escolar   (DeSantis King, Huebner, Suldo, &amp; Valois, 2006; Karatzias <i>et al</i>., 2002). Esta evid&ecirc;ncia   revela uma maior express&atilde;o nos estudos de E.S. Huebner (e.g., Huebner   &amp; McCullough, 2000), o qual se constitui como um dos principais investigadores   e sistematizadores desta &aacute;rea. Parece, ent&atilde;o, not&oacute;rio que a satisfa&ccedil;&atilde;o escolar   tendencialmente desempenha as fun&ccedil;&otilde;es de vari&aacute;vel dependente, sendo por   isso entendida como uma vari&aacute;vel &quot;produto&quot;, para a qual converge parte dos   efeitos/influ&ecirc;ncias de outras vari&aacute;veis.</p>     <p> De entre a evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica existente, denota-se que a idade/ano de escolaridade   (Karatzias <i>et al</i>., 2002), o suporte/apoio dos professores (Natvig<i> et     al.</i>, 2003), o grupo de pares (Berndt &amp; Keefe, 1995) e a ocorr&ecirc;ncia de menores   problemas com os pais (Katja <i>et al</i>., 2002) constituem alguns dos principais factores   influenciadores da satisfa&ccedil;&atilde;o com a escola. Atendendo &agrave; presente amostra,   &eacute; poss&iacute;vel verificar que muitos dos resultados obtidos s&atilde;o consistentes com   certas investiga&ccedil;&otilde;es anteriores.</p>     <p> Relativamente ao g&eacute;nero e sua interac&ccedil;&atilde;o com a fase de adolesc&ecirc;ncia n&atilde;o   se verificaram diferen&ccedil;as significativas entre grupos, o que em parte contraria   alguns estudos anteriores (Karatzias <i>et al</i>., 2002; Randolph, Kangas, &amp; Ruokamo,   2008; Verkuyten &amp; Thijs, 2002), embora outros estudos tamb&eacute;m demonstrem   que o g&eacute;nero n&atilde;o influencia isoladamente a satisfa&ccedil;&atilde;o com o dom&iacute;nio escolar   (Baker &amp; Maupin, 2009). Embora muitas explica&ccedil;&otilde;es possam ser ancoradas no   &acirc;mbito dos pap&eacute;is sociais e expectativas acad&eacute;micas referentes a caso g&eacute;nero,   os &uacute;ltimos relat&oacute;rios da HBSC (Currie <i>et al</i>., 2000; Samdal <i>et al.</i>, 2004) tamb&eacute;m   indicam que a percentagem de adolescentes que gostam muito da escola tende   a diminuir com a idade, verificando-se maiores diferen&ccedil;as entre g&eacute;neros na faixa   et&aacute;ria dos 11 anos, a qual n&atilde;o foi contemplada no presente estudo. Neste &acirc;mbito,   tamb&eacute;m no presente estudo se denotou uma diminui&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o escolar   ao longo da adolesc&ecirc;ncia, o que vai de encontro a investiga&ccedil;&otilde;es anteriores   (Matos &amp; Equipa Aventura Social, 2003, 2006; Karatzias<i> et al</i>., 2002; Randolph et   al., 2008). Parece, assim, ser evidente que os adolescentes percepcionam uma   diminui&ccedil;&atilde;o do gosto pela escola, do rendimento/sucesso escolar e da simpatia   nas amizades &agrave; medida que envelhecem (Baker &amp; Maupin, 2009; Fernandes&amp;    Vasconcelos-Raposo, 2008), acompanhados por percep&ccedil;&otilde;es de maiores exig&ecirc;ncias/   press&otilde;es no contexto escolar, o que em parte permite justificar a elevada   percentagem de insucesso/abandono escolar no contexto nacional.</p>     <p> Atendendo ao efeito das vari&aacute;veis local de resid&ecirc;ncia e estatuto socioecon&oacute;mico   n&atilde;o se obtiveram diferen&ccedil;as significativas, o que sugere que estes factores   n&atilde;o contribuem para a diferencia&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o com o dom&iacute;nio escolar. Muitas   das vezes estes factores socioculturais s&atilde;o apontados como determinantes do   (in)sucesso escolar, constituindo alguns das causas das car&ecirc;ncias dos alunos, que   os colocam numa situa&ccedil;&atilde;o de (des)vantagem em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua educa&ccedil;&atilde;o/forma&ccedil;&atilde;o   (Formosinho, 1991). &Eacute; importante acautelar que, associados a estes factores   socioculturais, existem certos factores preditores da satisfa&ccedil;&atilde;o escolar, como &eacute;   o caso das condi&ccedil;&otilde;es de transporte casa-escola-casa, a dimens&atilde;o e o n&uacute;mero de   alunos da escola, expectativas de sucesso acad&eacute;mico, envolvimento parental, entre   outras (James, 2005; Sergiovanni, 1995; Swanson, 1988). Deste modo, o que   o presente estudo revela &eacute; que o local de resid&ecirc;ncia e o estatuto socioecon&oacute;mico   n&atilde;o contribuem, per si, para a diferencia&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o com a escola.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Tendo em considera&ccedil;&atilde;o a an&aacute;lise de associa&ccedil;&atilde;o entre a rela&ccedil;&atilde;o com os pais   e a satisfa&ccedil;&atilde;o escolar, os resultados obtidos demonstram a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o   parental exerce um efeito positivo na satisfa&ccedil;&atilde;o dos adolescentes com a   sua escola, o que vai de encontro a estudos anteriores (Katja <i>et al</i>., 2002). A   generalidade da literatura sobre este dom&iacute;nio de pesquisa &eacute; un&acirc;nime em considerar   a import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o parental na determina&ccedil;&atilde;o das primeiras rela&ccedil;&otilde;es   sociais, bem como, o contexto onde ocorrem as aprendizagens iniciais que   efectuamos acerca das pessoas, situa&ccedil;&otilde;es e capacidades individuais, o que por   sua vez, influencia a personalidade (Helsen <i>et al</i>., 2000; Sprinthall &amp; Collins,   2003). Na opini&atilde;o de Vasconcelos-Raposo (1993), dos demais agentes socioculturais   existentes, os pais s&atilde;o aqueles que possuem maior grau de import&acirc;ncia   na transmiss&atilde;o das possibilidades comportamentais de um determinado sistema   contextual, podendo intervir atrav&eacute;s, de pelo menos, tr&ecirc;s processos: a) com   os seus pr&oacute;prios comportamentos, apresentam situa&ccedil;&otilde;es para elicitarem ac&ccedil;&otilde;es   nas crian&ccedil;as (e.g. frustra&ccedil;&atilde;o conduz &agrave; agress&atilde;o); b) servem de modelos a serem   imitados pelas crian&ccedil;as; e, c) relutantemente, recompensam os comportamentos   e progressos realizados pelas crian&ccedil;as. Tal efeito positivo poder-se-&aacute; dever   ao facto de que um estilo parental cuja socializa&ccedil;&atilde;o &eacute; percepcionada de modo   positivo pelos filhos decorre de um certo equil&iacute;brio entre as responsabilidades   e expectativas de cada uma das partes, da estimula&ccedil;&atilde;o da independ&ecirc;ncia e autonomia   dos filhos sob a supervis&atilde;o parental, da menor ocorr&ecirc;ncia de conflitos/problemas e de um maior apoio/acompanhamento da sua vida escolar (Katja <i>et     al</i>., 2002), revelando o estilo parental autorizado n&iacute;veis superiores de rela&ccedil;&atilde;o   com a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida em adolescentes (Huebner, 2004; Petito &amp; Cummins,   2000).</p>     <p> Tal como nos &eacute; dado a conhecer na literatura existente, existe uma car&ecirc;ncia   de estudos debru&ccedil;ados sobre a import&acirc;ncia da satisfa&ccedil;&atilde;o escolar noutros dom&iacute;nios   de vida dos adolescentes, tal como &eacute; o caso dos seus n&iacute;veis de bem-estar   e sa&uacute;de. Embora existam alguns estudos no &acirc;mbito do modelo do bem-estar   subjectivo (Huebner &amp; McCullough, 2000; Katja et al., 2002; Matos &amp; Carvalhosa,   2001; Natvig et al., 2003), parece unicamente existir um estudo centrado   no modelo do bem-estar psicol&oacute;gico (Jin &amp; Moon, 2006), cuja particularidade   reside no f acto da amostr a utilizada englobar alunos sobr edotados.</p>     <p> Perante o exposto, pretendemos com o presente estudo proporcionar uma   nova abordagem e concep&ccedil;&atilde;o que permite conhecer e compreender os factores   determinantes da variabilidade dos n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o com a escola, como   tamb&eacute;m, definir o papel/fun&ccedil;&atilde;o deste &uacute;ltimo dom&iacute;nio psicol&oacute;gico nos n&iacute;veis   globais de sa&uacute;de dos adolescentes, assumindo, desta forma, a satisfa&ccedil;&atilde;o escolar   um papel mediador entre os atributos/factores pessoais e contextuais e os seus   n&iacute;veis de bem-estar psicol&oacute;gico.</p>     <p> De um modo geral e apesar da natureza transversal do presente estudo, os   dados reportados sustentam que a satisfa&ccedil;&atilde;o com a escola exerce um efeito   moderado nos n&iacute;veis de bem-estar psicol&oacute;gico (X=0.285, &Delta;<i>R</i><sup>2</sup>=0.079), quando   controlados os efeitos das vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas (g&eacute;nero, idade, local de   resid&ecirc;ncia, estatuto socioecon&oacute;mico e rela&ccedil;&atilde;o com os pais). Esta abordagem e   evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica permitem assumir que as avalia&ccedil;&otilde;es e considera&ccedil;&otilde;es gerais   que os adolescentes fazem sobre o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o com um dos seus principais dom&iacute;nios de vida e interven&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m um efeito consider&aacute;vel na express&atilde;o   dos n&iacute;veis de sa&uacute;de mental positiva, tal como proposto pelo modelo do bemestar   psicol&oacute;gico (Ryff, 1989a, 1989b). A literatura existente apresenta como   principais argumentos a evid&ecirc;ncia que demonstra que os alunos mais satisfeitos   com a sua escola e vida escolar t&ecirc;m maior probabilidade de se sentirem   melhor com eles pr&oacute;prios e revelarem maiores n&iacute;veis de bem-estar subjectivo   (Huebner &amp; McCullough, 2000; Matos &amp; Carvalhosa, 2001). O cruzamento dos   nossos resultados com este cen&aacute;rio salienta e acresce de fundamenta&ccedil;&atilde;o esta   associa&ccedil;&atilde;o dimensional, proporcionando uma extens&atilde;o da compreens&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o   com a escola &agrave;s diferentes facetas do bem-estar psicol&oacute;gico. Assim,   maiores n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o escolar n&atilde;o s&oacute; se traduzem num maior bem-estar   ao n&iacute;vel global (<i>r</i>=0.270,<i> p</i>&lt;0.01), assim como, de modo acentuado, estabelecem   um maior sentido de dom&iacute;nio e compet&ecirc;ncia na forma de lidar com o meio envolvente,   promovem a capacidade para estabelecer rela&ccedil;&otilde;es e amizades satisfat&oacute;rias   e significativas, enfatizam a necessidade de definir metas que d&atilde;o um   sentido e direc&ccedil;&atilde;o pr&oacute;prias ao comportamento individual e incutem um maior   reconhecimento positivo dos valores e capacidades pessoais. Outros estudos,   por exemplo, verificaram que uma maior satisfa&ccedil;&atilde;o escolar associa-se a uma   atitude positiva para com a vida, a maiores n&iacute;veis de auto-estima, auto-conceito   e auto-efic&aacute;cia, &agrave; aus&ecirc;ncia de estados depressivos, a menos doen&ccedil;as e queixas   sintom&aacute;ticas, a n&iacute;veis mais elevados de stress e afectividade negativa, e a n&iacute;veis   mais elevados de bem-estar, emocional (felicidade) (Karatzias <i>et al</i>., 2002;   Matos &amp; Carvalhosa, 2001; Natvig <i>et al</i>., 2002, 2003). Estes resultados sugerem   que os estudantes que reportam maior satisfa&ccedil;&atilde;o com o seu ambiente escolar,   tendem a percepcionaram-se como mais aut&oacute;nomos, com maior n&uacute;mero de   compet&ecirc;ncias ao n&iacute;vel do dom&iacute;nio do meio, com maiores n&iacute;veis de actualiza&ccedil;&atilde;o/crescimento pessoal, objectivos na vida e aceita&ccedil;&atilde;o de si e com uma esfera interpessoal   mais positiva, sendo estas compet&ecirc;ncias promotoras de adapta&ccedil;&atilde;o   aos v&aacute;rios desafios e exig&ecirc;ncias das tarefas desenvolvimentistas inerentes &agrave;   adolesc&ecirc;ncia.</p>     <p> No entanto, &eacute; necess&aacute;rio identificar certas limita&ccedil;&otilde;es que requerem uma   certa precau&ccedil;&atilde;o na interpreta&ccedil;&atilde;o e generaliza&ccedil;&atilde;o dos dados. Num primeiro momento,   &eacute; necess&aacute;rio denotar que se procurou estabelecer a rela&ccedil;&atilde;o entre dois   dom&iacute;nios psicol&oacute;gicos pr&oacute;prios e bem delimitados de um modo explorat&oacute;rio,   pelo que a evid&ecirc;ncia correlacional deve ser alvo de an&aacute;lise em futuros estudos,   se poss&iacute;vel, incluindo outros factores psicol&oacute;gicos. Para al&eacute;m disto, &eacute; tamb&eacute;m   necess&aacute;rio salientar a natureza transversal (<i>cross-sectional</i>) da pesquisa, pelo   que o efeito de influ&ecirc;ncia da satisfa&ccedil;&atilde;o escolar sobre o bem-estar psicol&oacute;gico   deve ser entendido ao n&iacute;vel correlacional, sendo por isso essencial a realiza&ccedil;&atilde;o   de futuras investiga&ccedil;&otilde;es de natureza longitudinal, de modo a determinar/esclarecer a direc&ccedil;&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o entre estes dois construtos. Por fim, sugere-se   a utiliza&ccedil;&atilde;o de medidas de avalia&ccedil;&atilde;o de satisfa&ccedil;&atilde;o escolar de car&aacute;cter multidimensional   em situa&ccedil;&otilde;es posteriores, de modo a ressalvar a compreens&atilde;o multifactorial   da din&acirc;mica deste dom&iacute;nio psicol&oacute;gico.</p>     <p> <b>Conclus&otilde;es</b></p>     <p> Os resultados da nossa investiga&ccedil;&atilde;o indicam que as vari&aacute;veis g&eacute;nero, local   de resid&ecirc;ncia e estatuto socioecon&oacute;mico n&atilde;o exerceram um efeito significativo   quando comparados os n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o escolar. Ao n&iacute;vel correlacional, a   idade associou-se negativamente com a satisfa&ccedil;&atilde;o com a escola, indicando que   este dom&iacute;nio diminui ao longo da adolesc&ecirc;ncia. Por outro lado, a exist&ecirc;ncia de   rela&ccedil;&otilde;es positivas com os pais parece favorecer uma percep&ccedil;&atilde;o positiva do ambiente   escolar por parte dos adolescentes. Tamb&eacute;m se observaram correla&ccedil;&otilde;es   positivas entre a satisfa&ccedil;&atilde;o escolar e as dimens&otilde;es do bem-estar psicol&oacute;gico,   sendo evidente esse efeito moderado mesmo ap&oacute;s o controlo da influ&ecirc;ncia das   vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas.</p>     <p> Em suma, estes resultados refor&ccedil;am o papel importante que a satisfa&ccedil;&atilde;o com   a escola exerce na promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento positivo juvenil, sendo necess&aacute;rio   aprofundar a compreens&atilde;o desta din&acirc;mica durante a adolesc&ecirc;ncia, tendo   por quadro de refer&ecirc;ncia as in&uacute;meras realidades sociais que se consubstanciam   em distintos dom&iacute;nios de r ealiza&ccedil;&atilde;o da vida dos adolescentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b> Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Baker, J. A. &amp; Maupin, A. N. (2009). School satisfaction and children's positive school adjustment.   In R. Gilman, E. S. Huebner, &amp; M. J. Furlong (Eds.), <i>Handbook of positive psychology in the     schools</i> (pp. 189-196). New York: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1645-7250201100020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Berndt, T. J. &amp; Keefe, K. (1995). Friends' influence on adolescents' adjustment to school. <i>Child   Development</i>, 66, 1312-1329.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1645-7250201100020001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Bizarro, L. (1999).<i> O bem-estar psicol&oacute;gico durante a adolesc&ecirc;ncia</i>. Tese de Doutoramento, Faculdade   de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1645-7250201100020001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p> Breinbauer, C. &amp; Maddaleno, M. (2005). <i>Youth: Choices and change &ndash; Promoting healthy behaviours   in adolescents</i>. Washington DC: Pan American Health Organization &ndash; WHO.</p>     <!-- ref --><p> Carrasco, M. G. (2004). <i>El benestar psicol&ograve;gic en l'adolesc&egrave;ncia: La perspectiva de les ci&egrave;ncies de   la complexitat</i>. Tese de Doutoramento, Universidade de Girona, Espanha.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1645-7250201100020001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Currie, C., Hurrelmann, K., Settertobulte, W., Smith, R., &amp; Todd, J. (Eds.) (2000). <i>Health and health   behaviour among young people. Health Behaviour in School-aged Children: A WHO cross-national   study (HBSC) international report</i>. Copenhagen: WHO.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1645-7250201100020001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> DeSantis King, A. L., Huebner, E. S., Suldo, S. M., &amp; Valois, R. F. (2006). An ecological view of   school satisfaction in adolescence: Linkages between social support and behavior problems. <i>Applied Research in Quality of Life</i>, 1, 279-295.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1645-7250201100020001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Fernandes, H. &amp; Vasconcelos-Raposo, J. (2008). <i>O bem-estar psicol&oacute;gico em adolescentes: Uma   abordagem centrada no florescimento humano</i>. Vila Real: CEDAFES-UTAD&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1645-7250201100020001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Fernandes, H., Vasconcelos-Raposo, J., &amp; Teixeira, C. (2010). Preliminary analysis of the psychometric   properties of Ryff's scales of psychological well-being in Portuguese adolescents. <i>The     Spanish Journal of Psychology</i>, 13(2), 1032-1043.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1645-7250201100020001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Formozinho, J. (1991). A igualdade em educa&ccedil;&atilde;o. In E. L. Pires, A. S. Fernandes &amp; J. Formozinho   (Eds.), <i>A constru&ccedil;&atilde;o social da educa&ccedil;&atilde;o escolar </i>(pp.169-186). Porto, Edi&ccedil;&otilde;es ASA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1645-7250201100020001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Garralda, M. E. (2004). The interface between physical and mental health problems and medical   help seeking in children and adolescents: A research perspective. <i>Child and Adolescent Mental     Health</i>, 9 (4), 146-155.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1645-7250201100020001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Hatcher, L. (1994). <i>A step-by-step approach to using the SAS system for factor analysis and structural   equation modelling</i>. Cary, NC: SAS Institute.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1645-7250201100020001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Helsen, M., Vollebergh, W., &amp; Meeus, W. (2000). Social support from parents and friends and   emotional problems in adolescence. <i>Journal of Youth and Adolescence</i>, 29(3), 319-335.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1645-7250201100020001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Huebner, E. S. (1991). Initial development of the Students' Life Satisfaction Scale. <i>School Psychology   International</i>, 12, 231-240.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1645-7250201100020001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Huebner, E. S. (1994). Preliminary development and validation of a multidimensional life satisfaction   scale for children. <i>Psychological Assessment,</i> 6 (2), 149-158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1645-7250201100020001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Huebner, E. S. (2004). Research on assessment of life satisfaction of children and adolescents. <i>Social Indicators Research</i>, 66, 3-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1645-7250201100020001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Huebner, E. S. &amp; McCullough, G. (2000). Correlates of school satisfaction among adolescents. <i>Journal of Educational Research</i>, 43, 331-336.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1645-7250201100020001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p> Instituto de Emprego e Forma&ccedil;&atilde;o Profissional &ndash; IEFP (2008). <i>Classifica&ccedil;&atilde;o Nacional das Profiss&otilde;es</i>.   Lisboa: Autor.</p>     <!-- ref --><p> James, R. (2002). <i>Socioeconomic background and higher education participation: An analysis of   school students' aspirations and expectations</i>. Canberra: DEST Higher Education Group Evaluations   and Investigations Programme.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1645-7250201100020001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Jin, S. &amp; Moon, S. M. (2006). A study of well-being and school satisfaction among academically   talented students attending a science high school in Korea.<i> Gifted Child Quarterly</i>, 50, 169-184.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1645-7250201100020001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Joronen, K. (2005). <i>Adolescents' subjective well-being in their social contexts</i>. Tese de Doutoramento,   Tampere School of Public Health, Finland.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1645-7250201100020001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Kahneman, D., Diener, E., &amp; Schwarz, N. (Eds.) (1999). <i>Well-being: The foundations of hedonic   psychology</i>. New York: Russell Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1645-7250201100020001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Karatzias, A., Power, K. G., Flemming, J., Lennan, F., &amp; Swanson, V. (2002). The role of demographics,   personality variables and school stress on predicting school satisfaction/dissatisfaction:   Review of the literature and research findings. <i>Educational Psychology</i>, 22(1), 33-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1645-7250201100020001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Keyes, C. L. M., Shmotkin, D., &amp; Ryff, C. D. (2002). Optimizing well-being: The empirical encounter   of two traditions.<i> Journal of Personality and Social Psychology</i>, 82 (6), 1007-1022.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1645-7250201100020001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Matos, M. G. &amp; Carvalhosa, S. F. (2001). A sa&uacute;de dos adolescentes: Ambiente escolar e bemestar.<i> Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as</i>, 2(2), 43-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1645-7250201100020001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Matos, M. G. &amp; Equipa Aventura Social (2003). <i>A sa&uacute;de dos adolescentes portugueses (Quatro   anos depois)</i>. Lisboa: FMH.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1645-7250201100020001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Matos, M. G. &amp; Equipa Aventura Social (2006). <i>A sa&uacute;de dos adolescentes portugueses, hoje e em   oito anos</i>. Retirado em 19/06/2009, de World Wide Web: <a href="http://aventurasocial.com/2005/conteudos/publicacoes/nacional06.pdf" target="_blank">http://aventurasocial.com/2005/conteudos/publicacoes/nacional06.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1645-7250201100020001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Moshman, D. (2005).<i> Adolescent psychological development: Rationality, morality, and identity</i> (2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o). New Jersey: Lawrence Erlbaum Publishers.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1645-7250201100020001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Natvig, G. K., Albrektsen, G., &amp; Qvarnstr&oslash;m, U. (2003). Associations between psychosocial factors   and happiness among school adolescents. I<i>nternational Journal of Nursing Practice</i>, 9,   166-175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1645-7250201100020001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Neto, F. (1992). <i>Loneliness among Portuguese adolescents. Social Behavior and Personality</i>,   20(1), 15-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1645-7250201100020001100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Nunnally, J.C. &amp; Bernstein, I.H. (1994). <i>Psychometric theory</i> (3&ordf; edi&ccedil;&atilde;o).New York: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1645-7250201100020001100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Petito, F. &amp; Cummins, R. A. (2000). Quality of life in adolescence: The role of perceived control,   parenting style and social support. <i>Behaviour Change</i>, 17, 196-207.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1645-7250201100020001100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Piaget, J. (1972). Intellectual evolution from adolescence to adulthood.<i> Human Development</i>,   15, 1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1645-7250201100020001100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br /> </p>     <!-- ref --><p> Randolph, J., Kangas, M., &amp; Ruokamo, H. (2008). Predictors of Dutch and Finnish children's satisfaction   with schooling. <i>Journal of Happiness Studies</i>, 11(2), 193-204.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1645-7250201100020001100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Katja, R., P&auml;ivi, A. K., Marja-Terttu, T., &amp; Pekka, L. (2002). Relationships among adolescent subjective   well-being, health behaviour, and school satisfaction. <i>Journal of School Health</i>, 72 (6),   243-249.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1645-7250201100020001100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Ryan, R. M. &amp; Deci, E. L. (2001). On happiness and human potentials: A review of research on   hedonic and eudaimonic well-being.<i> Annual Review of Psychology</i>, 52, 141-166.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1645-7250201100020001100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Ryff, C. D. (1989a). Beyond Ponce de Leon and life satisfaction: New directions in quest of successful   ageing. <i>International Journal of Behavioral Development</i>, 12(1), 35-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1645-7250201100020001100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Ryff, C. D. (1989b). Happiness is everything, or is it? Explorations on the meaning of psychological   well-being. <i>Journal of Personality and Social Psychology</i>, 57(6), 1069-1081.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1645-7250201100020001100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Samdal, O., D&uuml;r, W., &amp; Freeman, J. (2004). School. In C. Currie, C. Roberts, A. Morgan, R. Smith,   W. Settertobulte, O. Samdal et al. (Eds.), <i>Young people's health in context: Health Behaviour in     School-aged Children (HBSC) study - International report from the 2001/2002 surve</i>y (pp. 42-51). Denmark: World Health Organization - Regional Office for Europe.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1645-7250201100020001100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Sergiovanni, T. J. (1995). Small schools, great expectations. <i>Educational Leadership</i>, 53, 48-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1645-7250201100020001100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p> Settertobulte, W. &amp; Matos, M.G. (2004). Peers. In C. Currie, C. Roberts, A. Morgan, R. Smith, W.   Settertobulte, O. Samdal et al. (Eds.), <i>Young people's health in context: Health Behaviour in     School-aged Children (HBSC) study &ndash; International report from the 2001/2002 survey</i> (pp. 165-172). Denmark: World Health Organization &ndash; Regional Office for Europe.</p>     <!-- ref --><p> Sprinthall, N. A. &amp; Collins, W. A. (2003). <i>Psicologia do adolescente: Uma vis&atilde;o desenvolvimentista</i> (3&ordf; edi&ccedil;&atilde;o). Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1645-7250201100020001100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Swanson, A. D. (1988). The matter of size: A review of the research on relationships between   school and district size, pupil achievement, and cost. <i>Research in Rural Education</i>, 5, 1-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1645-7250201100020001100043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Vasconcelos-Raposo, J. (1993). <i>Os factores psico-s&oacute;cio-culturais que influenciam e determinam   a busca da excel&ecirc;ncia pelos atletas da elite desportiva portuguesa</i>. Tese de Doutoramento,   Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro, Vila Real.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1645-7250201100020001100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Verkuyten, M. &amp; Thijs, J. (2002) School satisfaction of elementary school children: The role of   performance, peer relations, ethnicity and gender. <i>Social Indicators Research</i>, 59, 203-228.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1645-7250201100020001100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Baker]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maupin]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[School satisfaction and children's positive school adjustment]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Gilman]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Huebner]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Furlong]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Handbook of positive psychology in the schools]]></source>
<year>2009</year>
<page-range>189-196</page-range><publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berndt]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Keefe]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Friends' influence on adolescents' adjustment to school]]></article-title>
<source><![CDATA[Child Development]]></source>
<year>1995</year>
<volume>66</volume>
<page-range>1312-1329</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bizarro]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O bem-estar psicológico durante a adolescência]]></source>
<year>1999</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Breinbauer]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maddaleno]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Youth: Choices and change - Promoting healthy behaviours in adolescents]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington^eDC DC]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pan American Health Organization - WHO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carrasco]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[El benestar psicològic en l'adolescència: La perspectiva de les ciències de la complexitat]]></source>
<year>2004</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Currie]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hurrelmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Settertobulte]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Todd]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Health and health behaviour among young people: Health Behaviour in School-aged Children: A WHO cross-national study (HBSC) international report]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Copenhagen ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DeSantis King]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Huebner]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Suldo]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Valois]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An ecological view of school satisfaction in adolescence: Linkages between social support and behavior problems]]></article-title>
<source><![CDATA[Applied Research in Quality of Life]]></source>
<year>2006</year>
<volume>1</volume>
<page-range>279-295</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vasconcelos-Raposo]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O bem-estar psicológico em adolescentes: Uma abordagem centrada no florescimento humano]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Vila Real ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[CEDAFES-UTAD]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vasconcelos-Raposo]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Preliminary analysis of the psychometric properties of Ryff's scales of psychological well-being in Portuguese adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[The Spanish Journal of Psychology]]></source>
<year>2010</year>
<volume>13</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>1032-1043</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Formozinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A igualdade em educação]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Pires]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Formozinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A construção social da educação escolar]]></source>
<year>1991</year>
<page-range>169-186</page-range><publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições ASA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Garralda]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The interface between physical and mental health problems and medical help seeking in children and adolescents: A research perspective]]></article-title>
<source><![CDATA[Child and Adolescent Mental Health]]></source>
<year>2004</year>
<volume>9</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>146-155</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hatcher]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A step-by-step approach to using the SAS system for factor analysis and structural equation modelling]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cary^eNC NC]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SAS Institute]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Helsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vollebergh]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Meeus]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social support from parents and friends and emotional problems in adolescence]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Youth and Adolescence]]></source>
<year>2000</year>
<volume>29</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>319-335</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Huebner]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Initial development of the Students' Life Satisfaction Scale]]></article-title>
<source><![CDATA[School Psychology International]]></source>
<year>1991</year>
<volume>12</volume>
<page-range>231-240</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Huebner]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Preliminary development and validation of a multidimensional life satisfaction scale for children]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychological Assessment]]></source>
<year>1994</year>
<volume>6</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>149-158</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Huebner]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Research on assessment of life satisfaction of children and adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Indicators Research]]></source>
<year>2004</year>
<volume>66</volume>
<page-range>3-33</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Huebner]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McCullough]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Correlates of school satisfaction among adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Educational Research]]></source>
<year>2000</year>
<volume>43</volume>
<page-range>331-336</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Instituto de Emprego e Formação Profissional</collab>
<source><![CDATA[Classificação Nacional das Profissões]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Autor]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[James]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Socioeconomic background and higher education participation: An analysis of school students' aspirations and expectations]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Canberra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[DEST Higher Education Group Evaluations and Investigations Programme]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jin]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moon]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A study of well-being and school satisfaction among academically talented students attending a science high school in Korea]]></article-title>
<source><![CDATA[Gifted Child Quarterly]]></source>
<year>2006</year>
<volume>50</volume>
<page-range>169-184</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Joronen]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Adolescents' subjective well-being in their social contexts]]></source>
<year>2005</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kahneman]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Diener]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schwarz]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Well-being: The foundations of hedonic psychology]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Russell Sage]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Karatzias]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Power]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Flemming]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lennan]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Swanson]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The role of demographics, personality variables and school stress on predicting school satisfaction/dissatisfaction: Review of the literature and research findings]]></article-title>
<source><![CDATA[Educational Psychology]]></source>
<year>2002</year>
<volume>22</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>33-50</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Keyes]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. L. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shmotkin]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ryff]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Optimizing well-being: The empirical encounter of two traditions]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Personality and Social Psychology]]></source>
<year>2002</year>
<volume>82</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>1007-1022</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalhosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A saúde dos adolescentes: Ambiente escolar e bemestar]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia, Saúde & Doenças]]></source>
<year>2001</year>
<volume>2</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>43-53</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>Equipa Aventura Social</collab>
<source><![CDATA[A saúde dos adolescentes portugueses (Quatro anos depois)]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[FMH]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>Equipa Aventura Social</collab>
<source><![CDATA[A saúde dos adolescentes portugueses, hoje e em oito anos]]></source>
<year>2006</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moshman]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Adolescent psychological development: Rationality, morality, and identity]]></source>
<year>2005</year>
<edition>2ª</edition>
<publisher-loc><![CDATA[New Jersey ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lawrence Erlbaum Publishers]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Natvig]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Albrektsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Qvarnstrøm]]></surname>
<given-names><![CDATA[U.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Associations between psychosocial factors and happiness among school adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Nursing Practice]]></source>
<year>2003</year>
<volume>9</volume>
<page-range>166-175</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Neto]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Loneliness among Portuguese adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Behavior and Personality]]></source>
<year>1992</year>
<volume>20</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>15-22</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nunnally]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bernstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psychometric theory]]></source>
<year>1994</year>
<edition>3ª</edition>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[McGraw-Hill]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Petito]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cummins]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Quality of life in adolescence: The role of perceived control, parenting style and social support]]></article-title>
<source><![CDATA[Behaviour Change]]></source>
<year>2000</year>
<volume>17</volume>
<page-range>196-207</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Piaget]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Intellectual evolution from adolescence to adulthood]]></article-title>
<source><![CDATA[Human Development]]></source>
<year>1972</year>
<volume>15</volume>
<page-range>1-12</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Randolph]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kangas]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ruokamo]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Predictors of Dutch and Finnish children's satisfaction with schooling]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Happiness Studies]]></source>
<year>2008</year>
<volume>11</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>193-204</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Katja]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Päivi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marja-Terttu]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pekka]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Relationships among adolescent subjective well-being, health behaviour, and school satisfaction]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of School Health]]></source>
<year>2002</year>
<volume>72</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>243-249</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ryan]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Deci]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[On happiness and human potentials: A review of research on hedonic and eudaimonic well-being]]></article-title>
<source><![CDATA[Annual Review of Psychology]]></source>
<year>2001</year>
<volume>52</volume>
<page-range>141-166</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ryff]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Beyond Ponce de Leon and life satisfaction: New directions in quest of successful ageing]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Behavioral Development]]></source>
<year>1989</year>
<volume>12</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>35-55</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ryff]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Happiness is everything, or is it?: Explorations on the meaning of psychological well-being]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Personality and Social Psychology]]></source>
<year>1989</year>
<volume>57</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>1069-1081</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Samdal]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dür]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Freeman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[School]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Currie]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roberts]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Morgan]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Settertobulte]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Samdal]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Young people's health in context: Health Behaviour in School-aged Children (HBSC) study - International report from the 2001/2002 survey]]></source>
<year>2004</year>
<page-range>42-51</page-range><publisher-name><![CDATA[World Health Organization - Regional Office for Europe]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sergiovanni]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Small schools, great expectations]]></article-title>
<source><![CDATA[Educational Leadership]]></source>
<year>1995</year>
<volume>53</volume>
<page-range>48-52</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Settertobulte]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Peers]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Currie]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roberts]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Morgan]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Settertobulte]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Samdal]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Young people's health in context: Health Behaviour in School-aged Children (HBSC) study - International report from the 2001/2002 survey]]></source>
<year>2004</year>
<page-range>165-172</page-range><publisher-name><![CDATA[World Health Organization - Regional Office for Europe]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sprinthall]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Collins]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Psicologia do adolescente: Uma visão desenvolvimentista]]></source>
<year>2003</year>
<edition>3ª</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fundação Calouste Gulbenkian]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Swanson]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The matter of size: A review of the research on relationships between school and district size, pupil achievement, and cost]]></article-title>
<source><![CDATA[Research in Rural Education]]></source>
<year>1988</year>
<volume>5</volume>
<page-range>1-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vasconcelos-Raposo]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Os factores psico-sócio-culturais que influenciam e determinam a busca da excelência pelos atletas da elite desportiva portuguesa]]></source>
<year>1993</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Verkuyten]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thijs]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[School satisfaction of elementary school children: The role of performance, peer relations, ethnicity and gender]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Indicators Research]]></source>
<year>2002</year>
<volume>59</volume>
<page-range>203-228</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
