<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-7250</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Lusófona de Educação]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Lusófona de Educação]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-7250</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos e Intervenção em Educação e Formação (CeiEF)Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-72502011000300004</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desafios da inclusão em Portugal: a importância das atividades de tempo livre na promoção das aprendizagens]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Challenges of the inclusion in Portugal: the importance of leisure time activities in the promotion of learning]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jezine]]></surname>
<given-names><![CDATA[Edineide]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Araujo Junior]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rusiel Paulino de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal da Paraíba  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<numero>19</numero>
<fpage>37</fpage>
<lpage>66</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-72502011000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-72502011000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-72502011000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O presente texto analisa os desafios da inclusão a partir da relação globalização e currículo na realidade educacional portuguesa em que se situa o prolongamento do tempo escolar -escola a tempo inteiro e o Programa de Enriquecimento Curricular que integram o 1º ciclo do ensino básico. Trata-se de uma investigação do tipo de estudo de caso desenvolvida a partir da aplicação de questionários, entrevista e análise de documentos em que se busca focar o desenvolvimento das aprendizagens a partir de atividades que envolvem processos de construção e ludicidade. A análise do processo de inclusão pretende ultrapassar os limites do debate que aponta as dificuldades e refletir sobre o processo de inclusão de uma criança com síndrome de Down em uma escola do ensino regular de Lisboa, que passa a frequentar o Centro de Actividade de Tempo Livre, em que se busca assinalar ações proactivas, capazes de avançar como o paradigma da inclusão.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present text analyzes the challenges of inclusion since the relation globalization and curriculum in portuguese educational reality where there is an extansion of school time - full-time school and the programme of curriculum enrichment that integrates the 1st cycle of basic education. That treats of the investigation of type of study of desenvolved case since the application of questionnaires,interview and analysis of documents that aim the development of learnings from the activities that envolve the processes of construction and playfulnessl.The analysis of process of inclusion aims to exceed the limits of debate that points the difficulties and reflects on the process of inclusion of a child with Downâ€™s Syndrome in a Lisbon school of regular education that passes to attend the Center of free time activities that aims to point out proactive actions, that are able to get a move on as a paradigm of inclusion.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Globalização]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[currículo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[inclusão]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[aprendizagem]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[síndrome de Down]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[globalization]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[curriculum]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[inclusion]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[learning]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><B>Desafios da inclus&atilde;o em    Portugal: a import&acirc;ncia    das atividades de tempo  livre na promo&ccedil;&atilde;o das aprendizagens </B></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>Edineide Jezine* &amp; Rusiel Paulino de Araujo Junior**</B> </p>     <p>*Doutora em Sociologia. Professora da Universidade Federal da Para&iacute;ba. Realizou o P&oacute;s-doutoramento na Universidade Lus&oacute;fona  de Humanidades e Tecnologias em 2010-2011 - Bolsista CAPES/FCT. <a href="mailto:edjezine@gmail.com">edjezine@gmail.com</a></p>     <p>**Mestre em Educa&ccedil;&atilde;o. Doutorando em Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias.  <a href="mailto:junior.targino45@gmail.com">junior.targino45@gmail.com</a> </p>     <p>&nbsp;</p>     <P    ><B>Resumo </B></P >     <P    >O presente texto analisa os desafios da inclus&atilde;o a partir da rela&ccedil;&atilde;o globaliza&ccedil;&atilde;o e curr&iacute;culo na realidade educacional portuguesa em que se situa o prolongamento do tempo escolar -escola a tempo inteiro e o Programa de Enriquecimento Curricular que integram o 1&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico. Trata-se de uma investiga&ccedil;&atilde;o do tipo de estudo de caso desenvolvida a partir da aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios, entrevista e an&aacute;lise de documentos em que se busca focar o desenvolvimento das aprendizagens a partir de atividades que envolvem processos de constru&ccedil;&atilde;o e ludicidade. A an&aacute;lise do processo de inclus&atilde;o pretende ultrapassar os limites do debate que aponta as dificuldades e refletir sobre o processo de inclus&atilde;o de uma crian&ccedil;a com s&iacute;ndrome de Down em uma escola do ensino regular de Lisboa, que passa a frequentar o Centro de Actividade de Tempo Livre, em que se busca assinalar a&ccedil;&otilde;es <I>proactivas</I>, capazes de avan&ccedil;ar como o paradigma da inclus&atilde;o. </P >     <P    ><B>Palavras-chave:</B> Globaliza&ccedil;&atilde;o; curr&iacute;culo; inclus&atilde;o; aprendizagem; s&iacute;ndrome de Down. </I></P >     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    ><B>Challenges of the inclusion in Portugal: the importance of leisure time activities in the promotion of learning</B></P >     <p><b>Abstract</b></p>     <p>The present text analyzes the challenges of inclusion since the relation globalization and curriculum in portuguese educational reality where there is an extansion of school time - full-time school and the programme of curriculum enrichment that integrates the 1st cycle of basic education. That treats of the investigation of type of study of desenvolved case since the application of questionnaires,interview and analysis of documents that aim the development of learnings from the activities that envolve the processes of construction and playfulnessl.The analysis of process of inclusion aims to exceed the limits of debate that points the difficulties and reflects on the process of inclusion of a child with Down’s Syndrome in a Lisbon school of regular education that passes to attend the Center of free time activities that aims to point out proactive actions, that are able to get a move on as a paradigm of inclusion.</p>     <p><B>Keywords:</B> globalization, curriculum, inclusion, learning. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B></p>     <p>Discutir os desafios da inclus&atilde;o de pessoas com defici&ecirc;ncia no contexto escolar nos remete ao debate do paradigma da inclus&atilde;o no contexto da globaliza&ccedil;&atilde;o e a rela&ccedil;&atilde;o com a educa&ccedil;&atilde;o, <I>l&oacute;cus </I>em que se situam as mudan&ccedil;as educacionais e curriculares do ensino fundamental em Portugal e as atividades de tempo livre (ATL&rsquo;s) como parte das atividades de enriquecimento curricular (AEC&rsquo;s).  </p>     <P    >Parte-se da complexidade que tem sido o debate acerca da inclus&atilde;o, em que pese a legisla&ccedil;&atilde;o e os acordos nacionais e internacionais a tem&aacute;tica encontra-se permeada de controv&eacute;rsias, pois h&aacute; os que defendem a inclus&atilde;o do aluno com defici&ecirc;ncia na escola regular e a exig&ecirc;ncia de novos posicionamentos, ou seja, todos na escola para todos e l&aacute; se criem as condi&ccedil;&otilde;es para que as aprendizagens ocorram; e os que defendem a exist&ecirc;ncia paralela de um sistema de educa&ccedil;&atilde;o especial, uma vez que a escola regular n&atilde;o possui estrutura f&iacute;sica e/ou pedag&oacute;gica e nem pessoal capacitado para atender a estes sujeitos. Tendo este debate como refer&ecirc;ncia, pretende-se ultrapassar a polariza&ccedil;&atilde;o e despertar para a urg&ecirc;ncia de discutir/analisar pr&aacute;ticas educativas que contribuam para a inclus&atilde;o da pessoa com <I>d&eacute;ficit </I>de aprendizagem no sistema escolar, que suplante a fase inicial da socializa&ccedil;&atilde;o e desenvolva processos de cogni&ccedil;&atilde;o, de modo a inclus&atilde;o tornar-se realidade. </P >    <P    >Na busca deste objetivo o foco da an&aacute;lise &eacute; o processo de inclus&atilde;o de uma crian&ccedil;a brasileira de 6 anos com s&iacute;ndrome de Down (SD), que tem sua matr&iacute;cula efetivada numa escola de Lisboa/Portugal e que passa a frequentar as AEC&rsquo;s no Centro Social e Paroquial da respectiva freguesia (CSPC) que possui um Centro de Actividade de Tempo Livre (CATL). Neste processo, busca-se apreender a din&acirc;mica da inclus&atilde;o e a contribui&ccedil;&atilde;o das AEC&rsquo;s no desenvolvimento das aprendizagens. Como estas atividades que agregam processos de constru&ccedil;&atilde;o e ludicidade a partir da ideia de tempo livre se relacionam com o curr&iacute;culo escolar e podem ajudar no desenvolvimento das aprendizagens da pessoa com defici&ecirc;ncia? </P >    <P    >A investiga&ccedil;&atilde;o desenvolve-se sob a orienta&ccedil;&atilde;o do tipo de pesquisa qualitativa, sob a abordagem do estudo de caso, pois a especificidade &eacute; o processo de inclus&atilde;o de uma crian&ccedil;a com SD. Ao passo da op&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica foram utilizados os seguintes procedimentos para a coleta de dados: </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&bull; Aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rio com perguntas abertas a 8 (oito) educadores, que envolvem os professores das &aacute;reas de ensino e educadores de apoio que atuam no CSPC, com as ATL&rsquo;s do 1&ordm; ciclo em parceria com a respectiva escola, especificamente com os alunos do 1&ordm; ano;     <P>&bull; Realiza&ccedil;&atilde;o de entrevista semi-estruturada com a Coordenadora Pedag&oacute;gica e Assistente Social a fim de conhecer a din&acirc;mica do CSPC;      <P>&bull; An&aacute;lise do Plano Anual de Actividades &ndash; 2010/211, que expressa o planejamento te&oacute;rico e metodol&oacute;gico da institui&ccedil;&atilde;o. A fala dos educadores expressas em respostas no question&aacute;rio, que foram numerados aleatoriamente a fim de n&atilde;o permitir a identifica&ccedil;&atilde;o do educador, s&atilde;o o principal objeto de an&aacute;lise, em que se busca apreender os aspectos da inclus&atilde;o e do desenvolvimento da aprendizagem do sujeito e relacionar as AEC&rsquo;s no campo das mudan&ccedil;as curriculares aos processos de inclus&atilde;o em Portugal no contexto da globaliza&ccedil;&atilde;o. </LI ></UL >    <P    >Assim, a problem&aacute;tica situa-se na realidade educacional portuguesa, que para sua compreens&atilde;o parte-se da contextualiza&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica do processo de inclus&atilde;o e as dificuldades em torno de um paradigma incorporado no fazer escolar. As a&ccedil;&otilde;es curriculares s&atilde;o analisadas a partir das AEC&rsquo;s nas pr&aacute;ticas das ATL&rsquo;s e no desenvolvimento das aprendizagens, no acontecer da inclus&atilde;o apreendido a partir da fala dos educadores. Os discursos s&atilde;o organizados e analisados a partir dos objetivos das quest&otilde;es e didaticamente apresentadas sob a forma de quadro sint&eacute;tico, a partir de palavras e/ou frases chaves que possam denotar a compreens&atilde;o do processo e o que cada educador expressa. </P >    <P    >Neste sentido, os autores se prop&otilde;em a refletir sobre a inclus&atilde;o escolar como um processo que precisa ser analisado a partir de um olhar da a&ccedil;&atilde;o <I>proactiva</I>, capaz de avan&ccedil;ar como um paradigma da educa&ccedil;&atilde;o, que precisa ser discutido, negado e afirmado a partir das suas dimens&otilde;es te&oacute;ricas e pr&aacute;ticas. </P >    <P    ><B>Globaliza&ccedil;&atilde;o e Curr&iacute;culo. O prolongamento do tempo escolar a partir das AEC&rsquo;s </B>    <P    >A supera&ccedil;&atilde;o do desafio de efetivar a inclus&atilde;o de pessoas com defici&ecirc;ncia em escolas regulares requer mudan&ccedil;as de paradigmas sociais e educacionais que possam intervir, diretamente, na concep&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o, curr&iacute;culo e pr&aacute;tica educativa. No contexto da globaliza&ccedil;&atilde;o tais mudan&ccedil;as tomam novos contornos,o que faz necess&aacute;rio perceber a natureza da globaliza&ccedil;&atilde;o que se fala e sua rela&ccedil;&atilde;o com as mudan&ccedil;as curriculares na constru&ccedil;&atilde;o de uma agenda global em que a inclus&atilde;o apresenta-se como uma diretriz. </P >    <P    >A abordagem defendida por Roger Dale (2004, p.444) da exist&ecirc;ncia de uma agenda globalmente estruturada para a educa&ccedil;&atilde;o (AGEE) parte do pressuposto de que a globaliza&ccedil;&atilde;o envolve tr&ecirc;s conjuntos de atividades relacionadas entre si, econ&ocirc;mica, pol&iacute;tica e cultural. E busca identificar uma mudan&ccedil;a de paradigma que &ldquo;afectou directamente, mas de uma forma mais significativa, indirectamente, atrav&eacute;s do impacto da globaliza&ccedil;&atilde;o sobre o estado, os sistemas pol&iacute;ticos educativos&rdquo;. No conjunto destas mudan&ccedil;as provocadas pelos processos de globaliza&ccedil;&atilde;o, a educa&ccedil;&atilde;o tem sido o fator chave da busca da normalidade e competitividade entre na&ccedil;&otilde;es e estados; mecanismo de padroniza&ccedil;&atilde;o de comportamentos e pr&aacute;ticas. Contudo, n&atilde;o se constitui &ldquo;curr&iacute;culo mundial&rdquo; como enseja a abordagem da cultura educacional mundial comum (CEMC) que indica &ldquo;um conjunto universal de normas, ideias e valores que independente de qualquer delas informam e modelam a pr&oacute;pria natureza dos estados, assim como das suas pol&iacute;ticas&rdquo; (Dale, 2004, p.436). O autor admite que alguns aspectos dos sistema educativo se fundem em gui&otilde;es comuns, contudo n&atilde;o se justifica a exist&ecirc;ncia de um &ldquo;curr&iacute;culo mundial&rdquo;, pois para al&eacute;m de ser assumido precisa ser demonstrado. &ldquo;Tal implicaria n&atilde;o s&oacute; no aprofundamento da investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica, mas tamb&eacute;m no desenvolvimento de uma teoria sobre como (atrav&eacute;s de que institui&ccedil;&otilde;es), e com que efeitos, o curr&iacute;culo foi criado, difundido e implementado&rdquo; (Dale, 2004, p. 455). </P >    <P    >Ent&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel pensar as influ&ecirc;ncias da globaliza&ccedil;&atilde;o nos sistemas educativos e na pr&aacute;tica do curr&iacute;culo escolar a partir da agenda global que prioriza o apoio aos processos de acumula&ccedil;&atilde;o, sua cont&iacute;nua expans&atilde;o e legitima&ccedil;&atilde;o. Neste sentido, s&atilde;o percept&iacute;veis as prescri&ccedil;&otilde;es educacionais a partir dos acordos mundiais e as proposi&ccedil;&otilde;es das ag&ecirc;ncias internacionais de financiamento (Estrela e Teodoro, 2008), sem atentar para as diversidades culturais e &ldquo;as implica&ccedil;&otilde;es sociais que envolvem o ato educativo e que constituem saberes distinto&rdquo; (Dorziat, 2008, p.59). </P >    <P    >Estrela e Teodoro (2008), a partir de Dale (1999; 2004), sustentam a ideia da influ&ecirc;ncia da globaliza&ccedil;&atilde;o nas pol&iacute;ticas educacionais e acrescentam, como parte de uma <I>agenda globalmente estruturada </I>para a educa&ccedil;&atilde;o, a opera&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as econ&ocirc;micas supra e transnacionalmente para romper ou ultrapassar as fronteiras nacionais, traduzindo, simultaneamente, as rela&ccedil;&otilde;es entre os pa&iacute;ses. Contudo, admitem que estas for&ccedil;as supranacionais n&atilde;o pretendem <I>a priori </I>substituir o Estado, antes poder&atilde;o afetar as pol&iacute;ticas e as pr&aacute;ticas educativas nacionais de diferentes formas e intensidades nos mais diversos Estados, uma vez que esses efeitos s&atilde;o sempre mediados pelo local. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >&Eacute; neste sentido, que &eacute; poss&iacute;vel um conjunto universal de padr&otilde;es que influenciam na natureza dos Estados e de suas pol&iacute;ticas. Todavia, n&atilde;o esgotam ou determinam a agenda acerca das pol&iacute;ticas educacionais, pois h&atilde;o de considerar as din&acirc;micas da sociedade civil e os movimentos organizados que exercem press&otilde;es sobre a pol&iacute;tica do Estado; expressam interesses e articula&ccedil;&otilde;es que ganham for&ccedil;a no contexto das rela&ccedil;&otilde;es sociais e pol&iacute;ticas; corroboram com o enfraquecimento do poder do Estado e reconduzem proposi&ccedil;&otilde;es e defini&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas. </P >    <P   >Nesta dialeticidade se inserem os desafios da educa&ccedil;&atilde;o inclusiva, pois o preenchimento da lacuna entre o que diz a lei e o exerc&iacute;cio da pr&aacute;tica &eacute; significante para a garantia da perman&ecirc;ncia qualificada de todos na escola. O alcance da premissa de uma educa&ccedil;&atilde;o inclusiva implica em adotar a educa&ccedil;&atilde;o sob a perspectiva humanit&aacute;ria, que considere as habilidades e n&atilde;o as defici&ecirc;ncias, que incorpore os conceitos de interdisciplinaridade, a troca de saberes na constitui&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias positivas para todos e todas; a sensibiliza&ccedil;&atilde;o de modo a facilitar a aprendizagem e a inser&ccedil;&atilde;o dos alunos nos contextos sociais, conforme explicita Sanches e Teodoro (2007, p.114) &ldquo;A educa&ccedil;&atilde;o inclusiva pressup&otilde;e escolas abertas a todos, onde todos aprendam juntos, quaisquer que sejam as suas dificuldades, porque o acto educativo se centra na <I>diferencia&ccedil;&atilde;o curricular inclusiva, </I>constru&iacute;da em fun&ccedil;&atilde;o dos contextos de perten&ccedil;a dos alunos&rdquo;. Neste sentido, importa pensar como se estrutura o curr&iacute;culo do 1&ordm; ciclo b&aacute;sico das escolas de Lisboa? Em que aspectos as atividades curriculares de tempo livre contemplam a inclus&atilde;o de pessoas com defici&ecirc;ncia? </P >    <P   >A estrutura curricular<Sup><a href="#top1">1</a><a name="1"></a></Sup>do ensino em Portugal ampara-se na Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE) -n&ordm; 46/1986 de 14 de Outubro, em que consta a especifica&ccedil;&atilde;o do ensino b&aacute;sico que compreende tr&ecirc;s ciclos sequenciais, sendo o 1.&ordm; ciclo de quatro anos e, conforme o Art. 8&ordm;, n&ordm;1, al&iacute;nea &ldquo;a&rdquo; deve ser &ldquo;globalizante, da responsabilidade de um professor &uacute;nico, que pode ser coadjuvado em &aacute;reas especializadas&rdquo;. Todavia &eacute; o Despacho n&ordm; 19 575/2006 de 25 de setembro que determina os tempos m&iacute;nimos do Programa do 1&ordm; ciclo, s&atilde;o eles: </P >    <P   >1- Os tempos m&iacute;nimos para a lecciona&ccedil;&atilde;o do programa do 1.o ciclo s&atilde;o</B>:  L&iacute;ngua Portuguesa - oito horas lectivas de trabalho semanal, incluindo uma  hora di&aacute;ria para a leitura;  Matem&aacute;tica - sete horas lectivas de trabalho semanal;  Estudo do Meio - cinco horas lectivas de trabalho semanal, metade das quais  em ensino experimental das Ci&ecirc;ncias;  &Aacute;rea das express&otilde;es e restantes &aacute;reas curriculares -cinco horas lectivas  de trabalho semanal.  </P >    <P   >E a mesma Lei, no Artigo 48<B>&ordm;</B>, define o que seja ocupa&ccedil;&atilde;o dos tempos e desporto em seus objetivos, estrutura as disciplinas a serem desenvolvidas e atribui a escola sua organiza&ccedil;&atilde;o: </P >     <P    >1 - As actividades curriculares dos diferentes n&iacute;veis de ensino devem ser complementadas por ac&ccedil;&otilde;es orientadas para a forma&ccedil;&atilde;o integral e a realiza&ccedil;&atilde;o pessoal dos educandos no sentido da utiliza&ccedil;&atilde;o criativa e formativa dos seus tempos livres.  2 - Estas actividades de complemento curricular visam, nomeadamente, o  enriquecimento cultural e c&iacute;vico, a educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e desportiva, a educa&ccedil;&atilde;o  art&iacute;stica e a inser&ccedil;&atilde;o dos educandos na comunidade.  3 - As actividades de complemento curricular podem ter &acirc;mbito nacional,  regional ou local e, nos dois &uacute;ltimos casos, ser da iniciativa de cada escola  ou grupo de escolas.  4 -As actividades de ocupa&ccedil;&atilde;o dos tempos livres devem valorizar a participa&ccedil;&atilde;o e o envolvimento das crian&ccedil;as e dos jovens na sua organiza&ccedil;&atilde;o,  desenvolvimento e avalia&ccedil;&atilde;o....</P >    <P   >Estas atividades, contudo se ampliam amparadas no Despacho n.&ordm; 12.591/ 2006, revogado pelo Despacho 14.460/2008 que mant&ecirc;m a determina&ccedil;&atilde;o no ponto 5 do alargamento do hor&aacute;rio da escola que &ldquo;manter-se-&atilde;o obrigatoriamente abertos pelo menos at&eacute; &agrave;s 17 horas 30 minutos e no m&iacute;nimo oito horas di&aacute;rias&rdquo;. &Eacute; a chamada &ldquo;escola a tempo inteiro&rdquo;, este alargamento de hor&aacute;rio do funcionamento da escola conduziu &agrave; necessidade de um refor&ccedil;o na organiza&ccedil;&atilde;o, que passou a requerer liga&ccedil;&otilde;es e parcerias com autarquias, associa&ccedil;&otilde;es de pais e diversas institui&ccedil;&otilde;es existentes na comunidade para o desenvolvimento das AEC&rsquo;s, conforme &eacute; explicitado nos ponto 9 e 10 dos respectivos despachos: </P >     <P   >9 - Consideram -se actividades de enriquecimento curricular no 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico as que incidam nos dom&iacute;nios desportivo, art&iacute;stico, cient&iacute;fico, tecnol&oacute;gico e das tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o, de liga&ccedil;&atilde;o da escola com o meio, de solidariedade e voluntariado e da dimens&atilde;o europeia da educa&ccedil;&atilde;o, nomeadamente:    <I>a</I>) Actividades de apoio ao estudo;    <I>b</I>) Ensino do Ingl&ecirc;s;    <I>c</I>) Ensino de outras l&iacute;nguas estrangeiras;    <I>d</I>) Actividade f&iacute;sica e desportiva;    <I>e</I>) Ensino da m&uacute;sica;    <I>f</I>) Outras express&otilde;es art&iacute;sticas;    <I>g</I>) Outras actividades que incidam nos dom&iacute;nios identificados.  10 - Os planos de actividades dos agrupamentos de escolas incluem obrigatoriamente para todo o 1.&ordm; ciclo como actividades de enriquecimento  curricular as seguintes:  <I>a</I>) Apoio ao estudo;  <I>b</I>) Ensino do Ingl&ecirc;s.</P >    <P   >Segundo os argumentos do Despacho n.&ordm; 14.460/2008 o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o partilha com outras inst&acirc;ncias da sociedade civil a consolida&ccedil;&atilde;o do refor&ccedil;o &agrave;s compet&ecirc;ncias escolares atrav&eacute;s da organiza&ccedil;&atilde;o de respostas diversificadas, em fun&ccedil;&atilde;o das realidades locais, que permitem que as escolas proporcionem AEC&rsquo;s aos alunos. E considera uma urg&ecirc;ncia adaptar os tempos de perman&ecirc;ncia das crian&ccedil;as nos estabelecimentos de ensino &agrave;s necessidades das fam&iacute;lias e ao mesmo tempo, oportunizar o acesso a tempos pedagogicamente ricos e complementares das aprendizagens associadas. Neste sentido, a escola passa a desempenhar algumas fun&ccedil;&otilde;es da fam&iacute;lia, como cuidar/educar o dia todo, uma vez que lhe &eacute; facultado um programa educativo &ldquo;escola a tempo inteiro&rdquo; que integra o curr&iacute;culo letivo<Sup><a href="#top2">2</a><a name="2"></a></Sup>e constitui atividades definidas e direcionadas que aumentam a carga de trabalho escolar formal, basicamente equiparada ao trabalho dos adultos. </P >    <P    >A rigidez curricular, e o aumento do tempo escolar voltado &agrave; forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica s&atilde;o observados pela Coordenadora Pedag&oacute;gica e a Assistente Social do CSPC, pois ambas assinalam que cada vez mais as atividades de enriquecimento curricular s&atilde;o pensadas para serem aulas, em que se perdem a ludicidade, as op&ccedil;&otilde;es (m&uacute;sica, pl&aacute;stica, etc.) s&atilde;o organizadas por turmas, muitas vezes sem ter em conta os interesses das crian&ccedil;as, fato que pode ser verificado no Plano Anual de Atividades (2010/2011, p.42) &ndash; 2.91 - Enquadramento das rotinas: Hor&aacute;rio CATL 2010/2011 que define hor&aacute;rios, turmas e atividades. Como as crian&ccedil;as ficam em hor&aacute;rio oposto ao da escola, t&ecirc;m obrigatoriamente de participar das atividades que s&atilde;o organizadas em fun&ccedil;&atilde;o das idades e anos de escolaridade. Neste sentido, &eacute; preciso ter consci&ecirc;ncia do que significa ser crian&ccedil;a e as metodologias necess&aacute;rias a din&acirc;mica do &ldquo;tempo livre&rdquo; para que possam ocorrer processos de democratiza&ccedil;&atilde;o, autonomia e cria&ccedil;&atilde;o, de modo a n&atilde;o se perceber diferen&ccedil;as substanciais entre as aulas escolares e as AEC&rsquo;s. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Neste sentido, as ATL&rsquo;s devem ser adequadas &agrave;s diversidades dos alunos e concretizar-se em projetos articulados com o curr&iacute;culo a fim de contribuir para promo&ccedil;&atilde;o das aprendizagens. No entanto, deve-se reconhecer que por vezes existem discrep&acirc;ncias entre as orienta&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e a pr&aacute;tica efetiva das atividades escolares, o que torna fundamental compreender as mudan&ccedil;as curriculares ocorridas no &acirc;mbito da escola portuguesa no contexto de governa&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas educativas propostas pela Uni&atilde;o Europ&eacute;ia. Segundo Elsa e Teodoro (2009, p.09), estas &ldquo;podem ser entendidas como uma fixa&ccedil;&atilde;o autorit&aacute;ria de valores, dado que constituem uma ret&oacute;rica operacional e intencional com inten&ccedil;&atilde;o prescritiva...&rdquo; </P >     <P    >O aumento do tempo escolar ao estruturar-se sob a perspectiva de mais uma programa&ccedil;&atilde;o curricular com hor&aacute;rios e disciplinas acaba por descaracterizar a constru&ccedil;&atilde;o da democratiza&ccedil;&atilde;o da escola e o projeto de <I>escola para todos</I>, pois firma a dimens&atilde;o da racionalidade t&eacute;cnica sob a orienta&ccedil;&atilde;o pragm&aacute;tica e mercadol&oacute;gica da escola. Tais orienta&ccedil;&otilde;es segundo Teodoro e Anibal (2008, p.87) inserem-se no que denominam de hibridismo da pol&iacute;tica educativa em Portugal, a partir de definidas a&ccedil;&otilde;es. </P >     <P    >O novo ciclo de governa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica iniciado em 2005, com a vit&oacute;ria do partido Socialista (e o seu l&iacute;der Jos&eacute; S&oacute;crates) parece caracterizar-se pela emerg&ecirc;ncia de pol&iacute;ticas de racionaliza&ccedil;&atilde;o que assentam em duas vertentes: i) &lsquo;moralizar&rsquo; o sistema da escola p&uacute;blica como factor de justi&ccedil;a social e promo&ccedil;&atilde;o da igualdade de oportunidades, e ii) promover o controlo social, defendendo uma avalia&ccedil;&atilde;o externa das escolas e dos professores por agentes da sociedade civil. </P >    <P    >O discurso que fundamenta a intencionalidade das pol&iacute;ticas &eacute; analisado por Teodoro e Anibal a partir da entrevista da ent&atilde;o Ministra da Educa&ccedil;&atilde;o, Maria de Lurdes Rodrigues, acerca do significado de &ldquo;igualdade de oportunidades&rdquo; em rela&ccedil;&atilde;o ao objetivo do prolongamento de hor&aacute;rio nas escolas &ldquo;...&eacute; o de garantir que, no espa&ccedil;o da escola todos os alunos tenham acesso gratuito a um conjunto de recursos&rdquo; e &ldquo;as escolas devem garantir a universalidade do acesso&rdquo; (Teodoro e An&iacute;bal, 2008, p.87). </P >     <P    >O prolongamento do tempo escolar, o curr&iacute;culo pautado em disciplinas e compet&ecirc;ncias e a busca da efici&ecirc;ncia do sistema educativo na garantia da universalidade do acesso fazem parte do que Pacheco e Pereira (2007) denominam de europeiza&ccedil;&atilde;o do curr&iacute;culo, que se processa em todos os n&iacute;veis de ensino e tem por base a centralidade do conhecimento, a adapta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais mais eficientes e o controle dos sistemas de educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o. </P >     <P    >Na regi&atilde;o geogr&aacute;fica da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, a globaliza&ccedil;&atilde;o educacional traduzse em registros de forma&ccedil;&atilde;o centrados na aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias, ligadas &agrave;s Ci&ecirc;ncias, &agrave; Matem&aacute;tica, ao Ingl&ecirc;s e &agrave;s Tecnologias de Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o, com vista &agrave; edifica&ccedil;&atilde;o da Europa do conhecimento (Pacheco e Pereira, 2007, p.376). </P >    <P    >As pol&iacute;ticas de conhecimento uniformes s&atilde;o as bases para as escolas seguirem um plano curricular estruturado em disciplinas, cujos conte&uacute;dos, essencialmente daquelas que s&atilde;o mais estruturantes, tendem para a similaridade a n&iacute;vel local e global. Este sentido curricular &eacute; potencializado pela exist&ecirc;ncia de estudos de avalia&ccedil;&atilde;o internacionais, caso do Programa Internacional de Avalia&ccedil;&atilde;o de Estudantes (Pisa), da Organiza&ccedil;&atilde;o para Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&oacute;mico (OCDE), que contribuem para a instaura&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es educacionais comuns na agenda global, em que o centro do debate educacional &eacute; o conhecimento utilitarista e a l&oacute;gica das compet&ecirc;ncias a partir de uma estrutura homog&ecirc;nea de saberes. Assim, as pol&iacute;ticas educacionais situadas no contexto da globaliza&ccedil;&atilde;o reconduzem o curr&iacute;culo a partir da valoriza&ccedil;&atilde;o profissional em que os conte&uacute;dos envolvem-se no mundo tecnicista. &ldquo;O mundo artificial (mat&eacute;rias, instrumentos, recursos, lugares e ritmos) &eacute; apresentado como um reino maquinal, substituindo os reinos naturais (mineral, vegetal, animal); visa-se &agrave; apropria&ccedil;&atilde;o das t&eacute;cnicas de informa&ccedil;&atilde;o e de comunica&ccedil;&atilde;o; &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de uma pedagogia de ac&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Pacheco e Pereira, 2009, p.382). </P >     <P    >&Eacute; nestes termos que o curr&iacute;culo adquire centralidade, forma e sentido uma vez que se materializa em fun&ccedil;&atilde;o do tempo, do espa&ccedil;o social e hist&oacute;rico e se configura como &ldquo;uma constru&ccedil;&atilde;o social e cultural ligada a prop&oacute;sitos pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos&rdquo; (Pacheco, 2011, p.77). E corroboram as organiza&ccedil;&otilde;es trans e supranacionais para a efetiva&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as de paradigmas no curr&iacute;culo, que no contexto da globaliza&ccedil;&atilde;o inserem a homogeneiza&ccedil;&atilde;o e legitima&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas educacionais na agenda global. Diante desta perspectiva te&oacute;rica e pr&aacute;tica do curr&iacute;culo questiona-se como este pode oportunizar o desenvolvimento de habilidades cognitivas das pessoas com defici&ecirc;ncia? Ou mesmo &eacute; poss&iacute;vel construir uma educa&ccedil;&atilde;o inclusiva no cotidiano do espa&ccedil;o escolar, com curr&iacute;culos disciplinares pautados em compet&ecirc;ncias e competitividades individuais? </P ><B>A inclus&atilde;o em Portugal: o que pensam os/as educadores. </B>    <P    >Al&eacute;m destes questionamentos que a rela&ccedil;&atilde;o globaliza&ccedil;&atilde;o e curr&iacute;culo nos prop&otilde;em &eacute; pertinente pensar nos desafios da inclus&atilde;o a educadores, pais e a sociedade de modo geral. Principalmente, no que se refere a efetiva&ccedil;&atilde;o dos preceitos legais na pr&aacute;tica educativa e a necessidade de ultrapassar simples processos de socializa&ccedil;&atilde;o e/ou integra&ccedil;&atilde;o escolar, o que vem requer mudan&ccedil;as de paradigmas sociais e educacionais que afetam as concep&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas de perceber a pessoa com defici&ecirc;ncia para al&eacute;m de sua condi&ccedil;&atilde;o tipol&oacute;gica e/ou das necessidades educativas especiais. Todavia, um novo modelo de sociedade, educa&ccedil;&atilde;o e sujeito pautado na inclus&atilde;o n&atilde;o se constr&oacute;i apenas com Leis ou acordos nacionais e internacionais, necess&aacute;rio se faz ir &agrave; radicalidade da problem&aacute;tica, &agrave;s pr&aacute;ticas sociais, <I>l&oacute;cus</I> da a&ccedil;&atilde;o onde se constroem e realizam concep&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas cotidianas de inclus&atilde;o/exclus&atilde;o. Ent&atilde;o, como superar a exclus&atilde;o de sujeitos, como a marca da diferen&ccedil;a que at&eacute; o s&eacute;culo passado eram consideradas perigosas e segregadas em manic&ocirc;mios<Sup><a href="#top3">3</a><a name="3"></a></Sup> </P >     <P    >O paradigma tradicional da coisifica&ccedil;&atilde;o do sujeito pautado no modelo m&eacute;dico, individual que institucionaliza a segrega&ccedil;&atilde;o da pessoa deficiente, n&atilde;o responde mais as necessidades da sociedade do capital que ao implantar processos de industrializa&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento econ&ocirc;mico assegura a &ldquo;igualdade de todos&rdquo;. Princ&iacute;pio referendado na Declara&ccedil;&atilde;o dos Direitos Humanos (1948, Artigo I) &ldquo;Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. S&atilde;o dotadas de raz&atilde;o e consci&ecirc;ncia e devem agir em rela&ccedil;&atilde;o umas &agrave;s outras com esp&iacute;rito de fraternidade&rdquo;, mas nem sempre executado quando se trata das diferen&ccedil;as, seja por credo, ra&ccedil;a, defici&ecirc;ncia e tantas outras marcas que fogem ao padr&atilde;o da normalidade. Contudo, &eacute; o princ&iacute;pio da igualdade de direitos que conduz o questionamento de pais, educadores, profissionais e deficientes, dentre outros a rever atitudes e pr&aacute;ticas preconceituosas&cedil; principalmente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas com defici&ecirc;ncia intelectual, e faz emergir movimentos a favor da integra&ccedil;&atilde;o como alternativa a segrega&ccedil;&atilde;o<Sup><a href="#top4">4</a><a name="4"></a></Sup>. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >O princ&iacute;pio basilar da integra&ccedil;&atilde;o &eacute; a normaliza&ccedil;&atilde;o que objetiva adaptar o sujeito ao meio social e atinge todas as pessoas que trazem a marca da incapacidade, dificuldade ou inadapta&ccedil;&atilde;o, ou seja, os que se encontram em estado de anomalia. Durkheim (1983) na obra <I>As Regras do M&eacute;todo Sociol&oacute;gico</I> diferencia </P ><OL   type="a" ><LI    >o normal do patol&oacute;gico, cria padr&otilde;es de normalidade e considera anomalia um desvio de conduta que afeta toda a sociedade. O que quer dizer que anomalia em algum setor da sociedade, seus efeitos s&atilde;o sentidos, de alguma forma, em toda a sociedade. Para tanto Durkheim (1983, p.18) aponta tr&ecirc;s elementos para esta distin&ccedil;&atilde;o: i) Um fato social &eacute; normal para um tipo social determinado; ii) a generalidade do fen&ocirc;meno social deve est&aacute; ligada &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es da vida coletiva do tipo social; iii) A diversifica&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria quando um fato diz respeito a uma esp&eacute;cie social que ainda n&atilde;o cumpriu uma evolu&ccedil;&atilde;o integral. Desta forma </P ></LI ><LI    >o patol&oacute;gico ou excepcional &eacute; aquele que se desvia da normalidade, pois n&atilde;o se reporta as regras gerais de vida em sociedade, precisando evoluir e passar por processos de coer&ccedil;&atilde;o. Essa teoria fundamentou pr&aacute;ticas de segrega&ccedil;&atilde;o ao </P >   atendimento da normalidade, criando a educa&ccedil;&atilde;o especial, as escolas especiais e a sala especial com o objetivo de conduzir os sujeitos inadaptados ou com defici&ecirc;ncia &agrave; socializa&ccedil;&atilde;o no todo social. Nesta perspectiva, a escola teria a fun&ccedil;&atilde;o de regula&ccedil;&atilde;o para o alcance do todo org&acirc;nico e harmonioso<Sup><a href="#top5">5</a><a name="5"></a></Sup>. </LI ></OL >    <P    >A ideologia da normaliza&ccedil;&atilde;o apregoava a necessidade de inserir o indiv&iacute;duo deficiente na sociedade, de modo que este adquirisse os padr&otilde;es, mais pr&oacute;ximo da vida cotidiana. O pressuposto sustenta a ideia do direito a cidadania e amplia os processos de socializa&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o das pessoas com defici&ecirc;ncia. Contribui o movimento dos her&oacute;is mutilados, advindos da segunda guerra mundial que fomentaram a luta pela garantia dos direitos, pois era inadmiss&iacute;vel estes viverem em condi&ccedil;&otilde;es sub-humanas depois de lutarem pelo seu pa&iacute;s. Tais prop&oacute;sitos alargaram a luta pelo reconhecimento dos direitos civis, de igualdade, fraternidade, solidariedade e a conquista da integra&ccedil;&atilde;o para a constru&ccedil;&atilde;o de outro paradigma, o da inclus&atilde;o pautado nas diferen&ccedil;as. </P >       <P    >Em Portugal, ainda, predominava o modelo m&eacute;dico-pedag&oacute;gico, marcado com as a&ccedil;&otilde;es do Instituto Antonio Aur&eacute;lio da Costa Ferreira<Sup><a href="#top6">6</a><a name="6"></a></Sup>que iria assentar as bases da Educa&ccedil;&atilde;o Especial de iniciativa do Estado. As primeiras classes especiais s&atilde;o criadas em 1946<Sup><a href="#top7">7</a><a name="7"></a></Sup>para os deficientes mentais, criando o Ensino Especial oficial. &ldquo;Os deficientes sensoriais &ndash; visuais e auditivos &ndash; continuavam entregues as Miseric&oacute;rdias...&rdquo; (Lopes, 2005, p.28). A conscientiza&ccedil;&atilde;o da exclus&atilde;o realizada pelas institui&ccedil;&otilde;es sociais e a humaniza&ccedil;&atilde;o da cultura no p&oacute;s II guerra mundial<Sup><a href="#top8">8</a><a name="8"></a></Sup> sinalizam para mudan&ccedil;as neste campo, pois os pa&iacute;ses mais avan&ccedil;ados da Europa j&aacute; substitu&iacute;am o modelo m&eacute;dico pelo modelo social<Sup><a href="#top9">9</a><a name="9"></a></Sup>, como uma rea&ccedil;&atilde;o &agrave;s abordagens biom&eacute;dicas. &ldquo;Em 1963 existiam em Portugal 72 classes especiais. Em Fran&ccedil;a, no mesmo ano, elas eram um n&uacute;mero de 4020&rdquo; (Lopes, 2005, p.28). </P >    <P    >Situa&ccedil;&atilde;o que segue no Governo totalitarista de Antonio Oliveira Salazar (1932&ndash; 1974) ao transferir a responsabilidade das custas da defici&ecirc;ncia ao indiv&iacute;duo e sua fam&iacute;lia (Estatuto da Assist&ecirc;ncia Social - Lei n. 1998, de 15/05/1944) que apesar de admitir que a promo&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de vida dos pobres era uma responsabilidade do Estado, a assist&ecirc;ncia p&uacute;blica devia apenas complementar a iniciativa privada. As mudan&ccedil;as s&atilde;o for&ccedil;adas pelas exig&ecirc;ncias de escolariza&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria, industrializa&ccedil;&atilde;o e o plano de interven&ccedil;&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&oacute;mico (OCDE) que &ldquo;Ao quebrar o isolamento de Portugal e ao obrigar &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o regular de relat&oacute;rios detalhados sobre a situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica e educativa que mostravam, de forma brutal, a dist&acirc;ncia a que o pa&iacute;s se encontrava de outros seus parceiros...&rdquo; (Teodoro, 2003, p.64). </P >       <P    >Esta consci&ecirc;ncia e vontade de liberdade s&atilde;o encetadas pelo processo de democratiza&ccedil;&atilde;o, que tem seu auge com a Revolu&ccedil;&atilde;o dos Cravos em 1974, momento tamb&eacute;m prop&iacute;cio para a organiza&ccedil;&atilde;o do movimento de pais, profissionais e deficientes na buscar de alternativas. Contribui, especialmente, a guerra colonial (1961-1975) ao promover crescente politiza&ccedil;&atilde;o e questionamentos acerca das concep&ccedil;&otilde;es tradicionais da defici&ecirc;ncia. Segundo Fontes (2008, p. 14),<Sup><a href="#top10">10</a><a name="10"></a></Sup>v&aacute;rios fatores contribu&iacute;ram para esta altera&ccedil;&atilde;o: </P >       <P    >Em primeiro lugar, o regresso a Portugal de um elevado n&uacute;mero de militares com incapacidades adquiridas durante a guerra, no auge da sua vida activa. Em segundo lugar, a falta de oportunidades e exclus&atilde;o sentidas por estes militares deficientes ao regressarem a um pa&iacute;s habituado a olhar a quest&atilde;o da defici&ecirc;ncia sob a perspectiva da caridade e para as pessoas com defici&ecirc;ncia como incapazes. E, por fim, o enclausuramento de muitos destes militares em hospitais e em contacto directo e constante uns com os outros, criando uma consci&ecirc;ncia colectiva e pol&iacute;tica da sua situa&ccedil;&atilde;o. </P >    <P    >&Eacute; o processo de democratiza&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s e o conjunto das proposi&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) com a Carta para os Anos 80<Sup><a href="#top11">11</a><a name="11"></a></Sup>que corroboram para um olhar diferenciado acerca da defici&ecirc;ncia em Portugal ao definir os objetivos a serem atingidos com rela&ccedil;&atilde;o a participa&ccedil;&atilde;o de todos, a igualdade de direitos para as pessoas deficientes em todo o mundo (Silva, 2009). </P >    <P    >Nesta perspectiva a LBSE expl&iacute;cita no Art. 17&deg; que a Educa&ccedil;&atilde;o Especial tem o objetivo de recuperar e integrar os indiv&iacute;duos com necessidades educativas especiais. Destarte, na letra da Lei observa-se a perspectiva m&eacute;dica e individual presente sob a concep&ccedil;&atilde;o de recupera&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o do sujeito que, provavelmente, passa por anomalia. O Art. 18&deg; fixa o modelo da educa&ccedil;&atilde;o especial, preferencialmente, segundo modos diversificados de integra&ccedil;&atilde;o em estabelecimentos regulares de ensino, levando em conta as necessidades de atendimento espec&iacute;fico, e apoios de educadores especializados. Este artigo define que a educa&ccedil;&atilde;o especial pode ocorrer em institui&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, quando comprovadamente o exijam o tipo e o grau de defici&ecirc;ncia do educando. </P >       <P    >Todavia, os anos de 1990 s&atilde;o reveladores do paradigma da inclus&atilde;o em todo o mundo, ganha for&ccedil;a os v&aacute;rios movimentos em defesa da pol&iacute;tica de inclus&atilde;o a partir da Confer&ecirc;ncia Mundial sobre Educa&ccedil;&atilde;o Para Todos (Jontiem, 1990), em que se firma o compromisso entre os 155 pa&iacute;ses participantes de assegurar as necessidades b&aacute;sicas referentes &agrave; aprendizagem de pessoas com defici&ecirc;ncia. Na busca de uma educa&ccedil;&atilde;o para todos e todas a Confer&ecirc;ncia Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais (Salamanca, 1994) pautou a discuss&atilde;o sobre os princ&iacute;pios, pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas no sentido de promover a aprendizagem e atender &agrave;s necessidades de cada crian&ccedil;a individualmente. A Declara&ccedil;&atilde;o reafirma o direito de todas as pessoas &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, j&aacute; contido na Declara&ccedil;&atilde;o Universal dos Direitos Humanos e Renova o empenho da comunidade mundial sobre a igualdade de oportunidades para as pessoas com defici&ecirc;ncia, no qual o Estado seja parte integrada do sistema educativo. Para o movimento de inclus&atilde;o em todo o mundo, esses documentos s&atilde;o pilares do paradigma da inclus&atilde;o, pois prop&otilde;em desafios ao sistema educacional, educadores e a sociedade, no sentido de se reestruturarem para uma melhor acolhida &agrave;s pessoas, em suas diferen&ccedil;as e necessidades educativas. </P >    <P    >O compromisso pol&iacute;tico pedag&oacute;gico firmado entre v&aacute;rios pa&iacute;ses, inclusive Portugal, oportuniza o debate, e criar as condi&ccedil;&otilde;es para que todos tenham aces-so &agrave; escola, ao sistema regular de ensino. &Eacute; sob este prisma que o Despacho 105/97, de 1 de julho regula e estabelece os princ&iacute;pios de uma escola democr&aacute;tica e de qualidade, normativa os apoios educativos que devem centrar-se nas escolas sob a forma de interven&ccedil;&otilde;es diversificadas, necess&aacute;rias ao sucesso educativo de todas as crian&ccedil;as e jovens, como expressa o argumento do Despacho. &ldquo;Confere-se clara prioridade &agrave; coloca&ccedil;&atilde;o de pessoal docente e de outros t&eacute;cnicos nas escolas, consubstanciando as condi&ccedil;&otilde;es para a integra&ccedil;&atilde;o e o sucesso de todos os alunos&rdquo;. Esses docentes de apoio educativo tinham como fun&ccedil;&atilde;o &ldquo;prestar apoio educativo &agrave; escola no seu conjunto, ao professor, ao aluno e &agrave; fam&iacute;lia, na organiza&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o dos recursos e medidas diferenciadas a introduzir no processo de ensino/aprendizagem&rdquo; (Despacho 105/97, ponto 3, al&iacute;nea a). Acerca da respectiva legisla&ccedil;&atilde;o Dorziat (2009: 278) analisa que &ldquo;este despacho aponta para um sistema &uacute;nico, englobando simultaneamente a educa&ccedil;&atilde;o regular e a especial, numa preocupa&ccedil;&atilde;o conjunta, pelo atendimento de todas as crian&ccedil;as na turma&rdquo;. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >O Despacho supracitado foi reeditado pelo Despacho 10.856/2001, de 13 de maio de 2005 que prev&ecirc; o reajustamento relativo aos apoios educativos. Todavia, o Decreto-lei 20/2006, de 31 de janeiro prev&ecirc; &ldquo;a estabiliza&ccedil;&atilde;o do sistema de coloca&ccedil;&atilde;o do corpo docente&rdquo; e, conforme consta no Artigo 6&ordm; &ldquo;o preenchimento dos lugares de educa&ccedil;&atilde;o especial destinados a promover a exist&ecirc;ncia de condi&ccedil;&otilde;es para a inclus&atilde;o s&oacute;cio-educativa de crian&ccedil;as e jovens com necessidades educativas especiais de car&aacute;cter prolongado&rdquo;, forma assim grupos de doc&ecirc;ncia especializada. Para Sanches e Teodoro (2007, p.112) a legisla&ccedil;&atilde;o apresenta uma oscila&ccedil;&atilde;o mais para tr&aacute;s do que pra frente &ldquo;recuando a v&aacute;rias d&eacute;cadas em termos do discurso e das pr&aacute;ticas educativas que visavam a constru&ccedil;&atilde;o de escola de todos, para todos e com todos&rdquo;. </P >    <P    >Todavia, o Decreto-lei 03/2008, de 7 de janeiro, apresenta avan&ccedil;os &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o anterior e busca desenvolver processos metodol&oacute;gicos mais inclusivos que envolvam a sociedade de modo geral. Correia (2008), ao analisar este respectivo Decreto aponta aspectos negativos e positivos e constata que o mesmo n&atilde;o contempla um conjunto de condi&ccedil;&otilde;es que determinam uma educa&ccedil;&atilde;o de qualidade, justa e adequada &agrave;s capacidades e necessidades dos alunos com defici&ecirc;ncia e questiona se o objetivo deste Decreto &eacute; realmente o de promover aprendizagens efetivas e significativas nas escolas regulares para todos os alunos. Assim, dentre os pontos negativos destaca: i) excluir a maioria dos alunos com necessidades educativas especiais permanentes, a exemplo os que possuem as <I>dislexias,</I> as<I> disgrafias, </I>as <I>discalculias</I>, as <I>dispraxias</I>, e as <I>dificuldades de aprendizagem n&atilde;o-verbais. </I>S&atilde;o exclu&iacute;dos tamb&eacute;m os alunos com defici&ecirc;ncia mental, pertuba&ccedil;&otilde;es emocionais e do comportamento graves, com <I>problemas espec&iacute;ficos de linguagem</I> e com desordem por <I>d&eacute;ficit de aten&ccedil;&atilde;o/hiperatividade, </I>pois para Correia, todas essas condi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o permanentes; ii) obriga ao uso da Classifica&ccedil;&atilde;o de Funcionalidade, Incapacidade e Sa&uacute;de -CIF<Sup><a href="#top12">12</a><a name="12"></a></Sup> para determinar a elegibilidade e consequente elabora&ccedil;&atilde;o do Programa Educativo das crian&ccedil;as (artigo 6&deg;, ponto 3); iii) e, n&atilde;o operacionaliza conceitos de inclus&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o especial e necessidades educativas especiais, deixando-os &agrave;s mais variadas interpreta&ccedil;&otilde;es, que n&atilde;o condizem com os direitos dos alunos com necessidades educativas especiais e das suas fam&iacute;lias. Quanto aos aspectos positivos o autor ressalta: i) a obrigatoriedade da elabora&ccedil;&atilde;o de um programa individual para os alunos com necessidades educativas especiais <I>permanentes</I>, j&aacute; consignado no Decreto-lei 319/1991; ii) a promo&ccedil;&atilde;o da transi&ccedil;&atilde;o dos alunos com necessidades educativas especiais permanentes para a vida p&oacute;s-escolar; iii) confidencialidade de todo o processo de atendimento a alunos com necessidades educativasespeciais permanentes, e iv) a cria&ccedil;&atilde;o de departamentos de educa&ccedil;&atilde;o especial nos agrupamentos. </P >    <P    >Destarte, apesar de alguns avan&ccedil;os em termos legais acerca da educa&ccedil;&atilde;o inclusiva em Portugal, corpo da legisla&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel reconhecer tra&ccedil;os da exclus&atilde;o que usa termos excludentes e n&atilde;o define com clareza as denomina&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;das aos diferentes, criando assim julgamentos discriminat&oacute;rios. Na LBSE no Artigo 20&ordm; que trata do <B>&acirc;mbito e obje</B>tivos da educa&ccedil;&atilde;o especial pode-se observar, ainda, no discurso elementos que denotam o paradigma m&eacute;dico/segragacionista e da integra&ccedil;&atilde;o: </P >       <P    >1 - A educa&ccedil;&atilde;o especial visa a recupera&ccedil;&atilde;o e a integra&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-educativas dos indiv&iacute;duos com necessidades educativas espec&iacute;ficas devidas a defici&ecirc;ncias f&iacute;sicas e mentais.  2 - A educa&ccedil;&atilde;o especial integra atividades dirigidas aos educandos e a&ccedil;&otilde;es  dirigidas &agrave;s fam&iacute;lias, aos educadores e &agrave;s comunidades...</P >    <P    >A ideia de &ldquo;recupera&ccedil;&atilde;o&rdquo; e &ldquo;integra&ccedil;&atilde;o&rdquo;, no conte&uacute;do deste artigo constante da legisla&ccedil;&atilde;o, nos faz inferir acerca da continuidade do paradigma da integra&ccedil;&atilde;o, e aponta as dificuldades da inclus&atilde;o ser incorporada no fazer te&oacute;rico e pr&aacute;tico do ato educativo. Os resultados da pesquisa-a&ccedil;&atilde;o realizada por Ainscow e Miles (2009) em pa&iacute;ses t&atilde;o diversos como Austr&aacute;lia, Brasil, Inglaterra, Portugal, Rom&eacute;nia, Espanha e Z&acirc;mbia, na an&aacute;lise desta problem&aacute;tica indicam no artigo <I>Developing inclusive education systems: how can we move policies forward?</I> dois fatores que est&atilde;o intimamente ligados e, parece ser hierarquicamente superior a todos os outros que dificultam o desenvolvimento da educa&ccedil;&atilde;o inclusiva, s&atilde;o eles: clareza da defini&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; ideia de inclus&atilde;o, e as formas de provar de que s&atilde;o usados para medir o desempenho educacional. </P >     <P    >Ainscow e Miles (2009) legitimam a tese de que o paradigma da inclus&atilde;o n&atilde;o foi, ainda, incorporado no fazer escolar, pois demonstram as dificuldades acerca da compreens&atilde;o conceitual da inclus&atilde;o por parte dos educadores. Fato, tamb&eacute;m constatado nesta investiga&ccedil;&atilde;o, a partir da fala dos educadores da CSPC ao responderem o question&aacute;rio e assim expressarem o entendimento acerca da inclus&atilde;o. Nas respostas dos educadores &eacute; poss&iacute;vel encontrar concep&ccedil;&otilde;es diferenciadas que perpassa paradigmas educacionais voltados a educa&ccedil;&atilde;o da pessoa com defici&ecirc;ncia, conforme quadro abaixo: </P >      <p>&nbsp;</p>     <P><B>Quadro 01 &ndash; Respostas dos educadores do CSPC acerca do conceito inclus&atilde;o, organizadas segundo os modelos educativos<Sup> <a href="#top13">13</a><a name="13"></a></Sup></B>. </P>     <p><img src="/img/revistas/rle/n19/n19a04q1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Quadro constru&iacute;do a partir de s&iacute;nteses te&oacute;ricas </P>      <P    >O que se observa, a partir das falas dos educadores &eacute; a conviv&ecirc;ncia de diferentes concep&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o escolar, o que faz do paradigma da inclus&atilde;o uma utopia para alguns e para outros (de modo espec&iacute;fico pais e deficientes) uma constante guerra a ser vencida a partir de pequenas batalhas. A inclus&atilde;o para firma-se como um paradigma aceito, nos dizeres de Thomas Kunh (2006) precisa passar por uma &ldquo;revolu&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica&rdquo; pois, por enquanto encontra-se em processos de ascens&atilde;o, o que faz deste debate um <I>l&oacute;cus </I>de controv&eacute;rsias no campo cient&iacute;fico e no fazer curricular. </P >    <P    >&Eacute; neste sentido que o documento <I>Open File on Inclusive Education</I>, UNESCO (2001) preocupa-se em definir e orientar as pr&aacute;ticas de inclus&atilde;o dos sistemas educativos, e sugere que os sistemas educativos sejam: i) acess&iacute;veis a todos os alunos e os modelos de aprendizagens se acomodem a uma diversidade de estilo de aprendizagem; ii) organize-se de forma flex&iacute;vel, respondendo &agrave; diversidade das necessidades individuais dos alunos (lingu&iacute;sticas, &eacute;tnicas, religiosas ou outras) e n&atilde;o ser rigidamente prescrito a n&iacute;vel nacional ou central; iii) e, um curr&iacute;culo inclusivo coloca maiores desafios e exig&ecirc;ncias aos professores que devem ser apoiados nos seus esfor&ccedil;os de planifica&ccedil;&atilde;o, organiza&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o dos contextos de aprendizagem que melhor asseguram a participa&ccedil;&atilde;o e sucesso dos alunos. </P >     <P    >Tais princ&iacute;pios influenciam diretamente na pr&aacute;tica curricular da escola, para al&eacute;m da matr&iacute;cula, encetados a partir da reestrutura&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o f&iacute;sico e suas dimens&otilde;es pedag&oacute;gicas que envolvem desde o acolhimento &agrave;s variadas necessidades educativas dos alunos, com profissionais de apoio t&eacute;cnico, professores de educa&ccedil;&atilde;o especial, terapeuta da fala, fisioterapeuta, ou seja, uma equipe que possa auxiliar conjuntamente o professor do ensino regular, para que os alunos com dificuldades de aprendizagem possam caminhar da sua maneira, rumo aos processos de escolariza&ccedil;&atilde;o. Portanto, importa refletir e reconstruir os processos de inclus&atilde;o em diversos estudos de caso, a fim de se elaborar proposi&ccedil;&otilde;es de pr&aacute;ticas inclusivas para a escola. </P ><B>A inclus&atilde;o em si. Superando as dificuldades no CSPC</B>     <P    >As dificuldades para acontecer da inclus&atilde;o no que pese a legisla&ccedil;&atilde;o, ainda s&atilde;o muitas e algumas foram analisadas na pesquisa intitulada &ldquo;A inclus&atilde;o nas escolas de 1&deg; ciclo de ensino b&aacute;sico de Lisboa: algumas considera&ccedil;&otilde;es&rdquo;, realizada por Dorziat (2009) que demonstra que a inclus&atilde;o dos diferentes em ambiente escolar aparentemente (a priori) n&atilde;o constitui uma busca para que seja mudada a pr&aacute;tica pol&iacute;ticopedag&oacute;gica das escolas, no que se refere ao acolhimento &agrave;s diferen&ccedil;as, bem como ao respeito a multiculturalidade como ess&ecirc;ncia do ato pedag&oacute;gico. E, acrescenta que os alunos diferentes s&atilde;o acolhidos nas escolas em fun&ccedil;&atilde;o da obriga&ccedil;&atilde;o da lei, por morarem pr&oacute;ximo a escola ou a pedido da fam&iacute;lia. Ao explicitar os discursos em volta das pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas, indica que estes, ainda, est&atilde;o muito distantes de uma poss&iacute;vel transforma&ccedil;&atilde;o da realidade de exclus&atilde;o. O que determina a aceita&ccedil;&atilde;o dos diferentes &eacute; a &eacute;tica profissional e n&atilde;o um curr&iacute;culo multicultural. Dorziat conclui que o curr&iacute;culo multicultural &eacute; indispens&aacute;vel para que possam ocorrer mudan&ccedil;as significativas rumo &agrave; inclus&atilde;o de fato, um olhar que perceba o potencial criador das diferen&ccedil;as. Estes e tantos outros obst&aacute;culos foram constatados, estiveram presente, inicialmente e dificultaram a inclus&atilde;o escolar do JP, um menino brasileiro com 6 anos de idade, com SD, aceite na escola da Luz, n&atilde;o porque existia uma pol&iacute;tica de acolhimento, mas porque a lei obrigava. E, esta escola e esta sala foram indicadas por ter vaga e ser a mais pr&oacute;xima de sua morada, o que nos faz pensar sobre a aceitabilidade dos diferentes por parte da escola e dos professores, e a questionar. Como efetivar os processos de inclus&atilde;o escolar de pessoas com a marca da diferen&ccedil;a, com outras necessidades de aprendizagem em contextos que a concep&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e pr&aacute;tica da inclus&atilde;o, ainda, n&atilde;o foram incorporadas, seja na proposta curricular e/ou nas pr&aacute;ticas cotidianas? Nesta escola, apesar de j&aacute; trabalhar com crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia, mais (+) um!!!! representava maiores dificuldades, principalmente no contexto de um grupo que apresentava m&uacute;ltiplas diferen&ccedil;as<I>,</I> dois com necessidades educativas especiais e 18 &ldquo;normais&rdquo;, considerando que todos s&atilde;o especiais.... </P >    <P    >A obrigatoriedade da aceita&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia em escolas normais a partir da Lei &eacute; ponto decisivo para o processo de inclus&atilde;o. Todavia, pode se constituir em uma situa&ccedil;&atilde;o de dupla face, ou seja, a medida que inclui, exclui... Exclus&atilde;o que se processa na falta de: apoio escolar em sala de aula; conhecimentos t&eacute;cnicos, te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da aprendizagem face as dificuldades de cogni&ccedil;&atilde;o; esclarecimentos aos pais e aos demais alunos sobre as caracter&iacute;sticas deste novo sujeito; proposta de aprendizagem diferenciada; ambiente de acolhimento prop&iacute;cio a aceita&ccedil;&atilde;o e de credibilidade &agrave; capacidade de aprender do pr&oacute;prio sujeito, dentre tantas outras situa&ccedil;&otilde;es que podem ser superadas a partir de atitudes <I>proactivas</I>. </P >    <P    >O medo do diferente na escola assustou a todos, pais, crian&ccedil;as, professores, gest&atilde;o e principalmente o pr&oacute;prio sujeito da inclus&atilde;o que chegar&aacute; de outro contexto cultural, social e escolar em que as atividades se iniciavam com a roda de conversa e o curr&iacute;culo se desenvolvia a partir de projetos pedag&oacute;gicos<Sup><a href="#top14">14</a><a name="14"></a></Sup>. Ent&atilde;o, naquele lugar estranho n&atilde;o queria ficar, uma escola sem muitas atratividades, uma sala de aula em formato cl&aacute;ssico, o que lhe interessava e lhe chamava aten&ccedil;&atilde;o era um brinquedo no parque. Sua atitude foi expressa a partir do que ele podia dizer, ou melhor fazer para se defender, gritar, espernear e bater .... para impor sua vontade, ou pelo menos nos fazer pensar...., o que ele precisa para se sentir bem neste espa&ccedil;o escolar? </P >     <P    >Nestes termos a m&atilde;e foi autorizada pelo agrupamento a ficar na sala de aula para proceder a adapta&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a &agrave; escola, que se procedia em tempos menores. Em paralelo buscava-se outras alternativas a partir das orienta&ccedil;&otilde;es de remeter o aluno a educa&ccedil;&atilde;o infantil; procurar outra escola mais pr&oacute;ximo a morada; procurar uma escola especial e pedir apoio pedag&oacute;gico o que resultou em 3 processos<Sup><a href="#top15">15</a><a name="15"></a></Sup>na Dire&ccedil;&atilde;o Regional de Educa&ccedil;&atilde;o Lisboa e Vale do Tejo &ndash; DRELVT, ficando conhecido como o caso da crian&ccedil;a brasileira com SD<Sup><a href="#top16">16</a><a name="16"></a></Sup>. A resposta atribu&iacute;da &eacute; pautada no Decreto-Lei n&ordm; 3/2008, de 7 de janeiro, que regula a Educa&ccedil;&atilde;o Especial, quanto ao n&uacute;mero de alunos, a elabora&ccedil;&atilde;o do um Plano Educativo Individual (PEI) que atenda as necessidades educativas do aluno e os apoios educativos. De forma que a DRELVT determina com base na lei que a escola proceda a inclus&atilde;o da crian&ccedil;a no 1&ordm; ano, e que o Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o Especial encaminhe os apoios especializados. A partir desta decis&atilde;o a matr&iacute;cula se efetiva na escola, os apoios chegaram e a crian&ccedil;a aos poucos com sua forma meiga passou a conquistar seu espa&ccedil;o, colegas de sala de aula e pessoal da escola. Todavia, se a escola tivesse a din&acirc;mica da inclus&atilde;o organicamente incorporada na sua rotina curricular<Sup><a href="#top17">17</a><a name="17"></a></Sup> o processo de aceita&ccedil;&atilde;o de uma crian&ccedil;a com defici&ecirc;ncia poderia ser menos doloroso para todos. </P >    <P    >Ap&oacute;s a inclus&atilde;o nas atividades escolares d&aacute;-se o ingresso no Centro de Actividade de Tempo Livre -CATL do CSPC, que &ldquo;&eacute; uma Institui&ccedil;&atilde;o Particular de Servi&ccedil;o Social de cariz religioso e foi fundada na d&eacute;cada de oitenta&rdquo;, cujo objetivo fundamental &ldquo;&eacute; colaborar com a Fam&iacute;lia e a sociedade civil na promo&ccedil;&atilde;o da pessoa humana, sem qualquer exclus&atilde;o e numa atitude de profundo respeito pela sua personalidade, num clima de paz, liberdade e responsabilidade, tendo por refer&ecirc;ncia a pessoa de Jesus Cristo&rdquo; (CSPC &ndash; Plano anual de actividade &ndash; 2010/2011), e at&eacute; o presente ano (2010) n&atilde;o tinha recebido nenhuma solicita&ccedil;&atilde;o de matr&iacute;cula para crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia e seu quadro de educadores tinha pouco contato com crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia. O que &eacute; constatado na resposta ao question&aacute;rio, pois dos 8 educadores 6 (seis) nunca tiveram experi&ecirc;ncia profissional com a crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia, 1 (um) teve contato durante o est&aacute;gio e outro teve experi&ecirc;ncia educativa com uma crian&ccedil;a com dificuldades motoras. Entretanto, este grupo fez a diferen&ccedil;a no processo de inclus&atilde;o, facilitado por atividades que correspondiam a uma din&acirc;mica escolar que envolvia a ludicidade. </P >    <P    >O caso da crian&ccedil;a brasileira com SD<Sup><a href="#top18">18</a><a name="18"></a></Sup>l&aacute; j&aacute; tinha chegado e estes buscaram criar um ambiente favor&aacute;vel a partir de algumas atitudes pr&aacute;ticas, dentre as quais: i) conhecer a hist&oacute;ria social, familiar e educacional da crian&ccedil;a a partir de sua fam&iacute;lia; ii) conhecer seus gostos, atitudes e procedimentos no ambiente familiar e escolar; iii) deslocar uma educadora para acompanhar a crian&ccedil;a em suas necessidades imediatas de socializa&ccedil;&atilde;o; iv) preparar o processo de aceita&ccedil;&atilde;o junto aos educadores e funcion&aacute;rios; v) introduzir a crian&ccedil;a na rotina das atividades a partir de ajuda, dando-lhe confian&ccedil;a e limites, dentre outras a&ccedil;&otilde;es. Em entrevista com a Coordenadora Pedag&oacute;gica e a Assistente Social estas afirmaram &ldquo;que receber JP era um desafio, pois nunca tiveram uma crian&ccedil;a especial, e quando tiveram que estar junto era diferente de somente falar, e assim tiveram que ir aprendendo a lidar com ele, mas partindo do princ&iacute;pio que ele deveria ser tratado como qualquer outra crian&ccedil;a&rdquo;. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Neste sentido, observa-se que a atitude da aceita&ccedil;&atilde;o do diferente &eacute; primordial para os processos de inclus&atilde;o, que n&atilde;o podemos esperar estar preparados, ter forma&ccedil;&atilde;o para lidar com o diferente, pois a inclus&atilde;o se faz com a&ccedil;&otilde;es. &Eacute;, tamb&eacute;m o que pode ser percebido na fala de uma educadora. &ldquo;Creio que &eacute; um caso in&eacute;dito no Centro. Contudo, &eacute; not&oacute;rio o esfor&ccedil;o de todos, educadores e alunos, para que o JP, neste caso particular, se sinta e esteja plenamente integrado nas atividades escolares&rdquo; (Question&aacute;rio 07). Neste sentido, partilhamos da ideia de que &eacute; essencial partir das condi&ccedil;&otilde;es que temos, para produzir as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias, pois &eacute; na pr&aacute;tica cotidiana que aprendemos a fazer, para construirmos uma pr&aacute;tica mais cidad&atilde; (Sanches &amp; Teodoro, 2007). </P >     <P    >Os ATL&rsquo;s como atividades curriculares que possuem a din&acirc;mica da ludicidade foram primordiais no processo de supera&ccedil;&atilde;o da exclus&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da aceitabilidade e socializa&ccedil;&atilde;o. Mas a inclus&atilde;o que se deseja n&atilde;o &eacute; que se faz apenas pela integra&ccedil;&atilde;o e sim a que desenvolve processos de aprendizagens. Para tanto o planejamento de a&ccedil;&otilde;es que intervenham no desenvolvimento cognitivo dos alunos &eacute; fundamental para o desenvolvimento das aprendizagens. Neste senti-do, &eacute; importante analisar como se processam as a&ccedil;&otilde;es pedag&oacute;gicas dos educadores do CSPC para a interven&ccedil;&atilde;o na realidade do educando? </P >     <P    >De acordo com as respostas acerca da quest&atilde;o que investiga o planejamento de ensino do Centro e dos educadores para aceita&ccedil;&atilde;o e inclus&atilde;o da crian&ccedil;a com atraso cognitivo nas atividades escolares, estes s&atilde;o unanimes em admitir que n&atilde;o existe um plano individual curricular para o caso espec&iacute;fico, a fala do educador do Question&aacute;rio 06 &eacute; esclarecedora do fato. </P >     <P    >N&atilde;o existe um planeamento concreto do Centro em rela&ccedil;&atilde;o a este caso. O trabalho que est&aacute; a ser desenvolvido &eacute; centrado, sobretudo, na intui&ccedil;&atilde;o, sensibilidade e conhecimento educativo que cada educador e professor tem a t&iacute;tulo individual. Contrariamente ao que deveria ter sido a preocupa&ccedil;&atilde;o inicial e principal dos respons&aacute;veis, em momento nenhum existiu uma decis&atilde;o ou inten&ccedil;&atilde;o dada no sentido de se construir um plano educativo individual para a crian&ccedil;a com SD a freq&uuml;entar o Centro, de modo a que pudesse servir de linha orientadora para todos os agentes intervenientes no processo. </P >    <P    >Apesar da a&ccedil;&atilde;o inicial da equipe em conhecer o sujeito a ser inclu&iacute;do, dando a conhecer a toda equipa de sua hist&oacute;ria e necessidades. &ldquo;O planejamento &eacute; feito dando a conhecer a toda a equipa educativa que iremos receber uma crian&ccedil;a com S&iacute;ndrome de Down; dando tamb&eacute;m a conhecer a sua personalidade e as suas capacidades&rdquo; (Question&aacute;rio 01). O prosseguimento desta a&ccedil;&atilde;o para a transposi&ccedil;&atilde;o do curr&iacute;culo planificado &agrave; interven&ccedil;&atilde;o deixa de ser um ato pedag&oacute;gico intencional e desenvolve-se a partir do plano da intui&ccedil;&atilde;o e da vontade de acertar. &ldquo;No plano curricular da Institui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute; contemplado algo em especial para crian&ccedil;as com NEE, contudo, a Institui&ccedil;&atilde;o aceita prontamente a vinda da crian&ccedil;a e tentamos seguir as mesmas atividades, adaptando-as &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es da crian&ccedil;a com objetivos diferenciados&rdquo; (Question&aacute;rio N. 03). </P >    <P    >Do exposto confirma-se a necessidade da incorpora&ccedil;&atilde;o do paradigma da inclus&atilde;o no fazer pedag&oacute;gico de todos que comp&otilde;em o ato educativo, que precisa ser incorporado como conte&uacute;do de forma&ccedil;&atilde;o em sua dimens&atilde;o te&oacute;rica e pr&aacute;tica. Por&eacute;m, n&atilde;o qualquer forma&ccedil;&atilde;o, mas a que garanta o dom&iacute;nio da dimens&atilde;o metodol&oacute;gica para al&eacute;m da dimens&atilde;o t&eacute;cnica, em que o educador discuta a luz da experi&ecirc;ncia as quest&otilde;es da inclus&atilde;o dos diferentes. Partindo dessa premissa, Silva (2000) assinala que &eacute; importante ouvir os professores, vivenciar a sua experi&ecirc;ncia, as suas dificuldades, preocupa&ccedil;&otilde;es e expectativas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, ter conhecimento de como se processa a integra&ccedil;&atilde;o/inclus&atilde;o dos diferentes, j&aacute; que cada contexto escolar tem suas especificidades e dilemas diferentes. Portanto, &eacute; a partir dessas reflex&otilde;es atrav&eacute;s da pr&aacute;tica e do cotidiano escolar que o educador pode criar ferramentas que possam auxili&aacute;-los na aprendizagem dos diferentes. Para o alcance deste objetivo o primeiro passo &eacute; superar a pr&oacute;pria percep&ccedil;&atilde;o acerca da defici&ecirc;ncia e do sujeito deficiente. Pois, </P >    <P    >o ingresso do diferente no conjunto da chamada normalidade, causa diferentes comportamentos que podem ser decisivos, <I>a priori </I>para o sucesso da inclus&atilde;o. Ent&atilde;o, quais foram as primeiras percep&ccedil;&otilde;es acerca deste aluno ingressante no CATL. </P >    <P    >Mesmo, com a iniciativa da coordena&ccedil;&atilde;o em conhecer a hist&oacute;ria do JP e bus-car preparar um ambiente prop&iacute;cio a sua chegada, a entrada do diferente no ninho, j&aacute; organizado em sua rotina, sempre causa situa&ccedil;&otilde;es de inseguran&ccedil;a a todos e todas, que se perdurar tender a gerar processos de exclus&atilde;o, o que torna indispens&aacute;vel o trabalho sistem&aacute;tico de organiza&ccedil;&atilde;o do ambiente para a inclus&atilde;o em suas v&aacute;rias dimens&otilde;es, sociais com os pais e alunos, professores, gestores e funcion&aacute;rios, na supera&ccedil;&atilde;o do conceito preconcebido, antes que se torne preconceito. As falas denotam que na conviv&ecirc;ncia as percep&ccedil;&otilde;es iniciais foram dirimidas e constru&iacute;das novas significa&ccedil;&otilde;es, &agrave; medida que o pr&oacute;prio educador promove a participa&ccedil;&atilde;o nas atividades, socializa&ccedil;&atilde;o com o ambiente e integra&ccedil;&atilde;o com os colegas. </P >     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Quadro 02 &ndash; S&iacute;ntese das respostas dos educadores do CSPC acerca da percep&ccedil;&atilde;o do sujeito inclu&iacute;do</B>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rle/n19/n19a04q2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <P    >A pesquisa intitulada &ldquo;A produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico na Universidade acerca da Educa&ccedil;&atilde;o Inclusiva&rdquo;<Sup><a href="#top19">19</a><a name="19"></a></Sup>aponta que an&aacute;lises acerca das pol&iacute;ticas de inclus&atilde;o e sua pr&aacute;tica escolar centram-se em apontar as dificuldades deste processo, ganhando destaque a falta de forma&ccedil;&atilde;o dos professores para o trabalho com a pessoa com defici&ecirc;ncia, de modo geral assinalam os aspectos negativos da inclus&atilde;o, o que n&atilde;o contribui para o acontecer da inclus&atilde;o ou afirma&ccedil;&atilde;o do paradigma. Neste sentido, se requer inova&ccedil;&atilde;o por parte dos professores em sua atividade educativa, de modo a modificar conceitos e comportamentos, &ldquo;as grandes inova&ccedil;&otilde;es est&atilde;o, muitas vezes, na concretiza&ccedil;&atilde;o do &oacute;bvio, do simples, do que &eacute; poss&iacute;vel fazer, mas que precisa ser desvelado, para que possa ser compreendido por todos e aceito sem outras resist&ecirc;ncias&rdquo; Mantoan (1997: 44). </P >     <P    >E, foi na tentativa de acertar que os educadores do CATL buscaram enfrentar as dificuldades da inclus&atilde;o no fazer do ato educativo e constru&iacute;ram alternativas para a promo&ccedil;&atilde;o das aprendizagens, quais sejam: </P >      <p>&nbsp;</p>     <P><B>Quadro 03 &ndash; Descri&ccedil;&atilde;o dos educadores do CSPC sobre as estrat&eacute;gias metodol&oacute;gicas utilizadas para a  inclus&atilde;o.</B></P>     <p><img src="/img/revistas/rle/n19/n19a04q3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P    >Estas dentre outras a&ccedil;&otilde;es foram fundamentais para que a crian&ccedil;a come&ccedil;asse a perceber as rela&ccedil;&otilde;es postas naquele novo e diferente ambiente escolar. A busca da empatia; a rela&ccedil;&atilde;o com sua realidade; a orienta&ccedil;&atilde;o e o apoio nas atividades; a firmeza nas regras e nos limites; a compreens&atilde;o e ajuda das demais crian&ccedil;as, dentre outras a&ccedil;&otilde;es contribu&iacute;ram no avan&ccedil;o do processo de adapta&ccedil;&atilde;o, socializa&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento e, principalmente de aceita&ccedil;&atilde;o da nova escola. Nestas a&ccedil;&otilde;es, mesmo que intuitivamente, observa-se que havia uma preocupa&ccedil;&atilde;o com o que a crian&ccedil;a j&aacute; possui de conhecimento; respeito a suas limita&ccedil;&otilde;es; reconhecimento as suas diferen&ccedil;as e o ressaltar das potencialidades. Concep&ccedil;&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es que comp&otilde;em o paradigma da inclus&atilde;o e, que precisa ser incorporado no ato educativo para a constru&ccedil;&atilde;o da escola de todos para todos em contraposi&ccedil;&atilde;o a escola segregacionista e excludente, o que nos conduz a pensar!!. Ser&aacute; que as necessidades educativas s&atilde;o realmente especiais? </P >    <P    >Essa &eacute; a reflex&atilde;o que Saor&iacute;n (2009, p.159) faz e considera &ldquo;contraproducente isolar uma determinada caracter&iacute;stica especial do corpo discente uma vez que, ao faz&ecirc;-lo, estaremos a legitimar a exist&ecirc;ncia de um grupo considerado normal (do ponto de vista da escola e da cultura hegem&ocirc;nica) e outro especial&rdquo;. Neste sentido, a escola da inclus&atilde;o &eacute; a que reconhece as diferen&ccedil;as em cada crian&ccedil;a, que respeita a diversidade e, que &eacute; aberta, flex&iacute;vel e cr&iacute;tica (Giroux, 1990). Mas, que, preponderantemente, cumpre seu papel na promo&ccedil;&atilde;o das aprendizagens. A garantia de que os diferentes sujeitos desenvolvam aprendizagens constitui </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >o desafio da educa&ccedil;&atilde;o que pretende romper com a integra&ccedil;&atilde;o, eliminar as desigualdades e pauta-se na diversidade. Para tanto, o ato pedag&oacute;gico n&atilde;o se constitui uma a&ccedil;&atilde;o desinteressada, ao contr&aacute;rio h&aacute; necessidade de se individualizar a instru&ccedil;&atilde;o, de personalizar o processo de ensino-aprendizagem, que corresponde a uma oferta educativa aberta, flex&iacute;vel e capaz de se adaptar &agrave;s caracter&iacute;sticas individuais dos alunos, dando respostas &agrave;s suas necessidades e interesses, e contra a tend&ecirc;ncia homogeneizadora dos &uacute;ltimos anos, que trata de nos impor perfumes unissex e prendas de talha &uacute;nica (Saor&iacute;n, 2009, p.166). </P >     <P    >A escola da inclus&atilde;o ao perceber as diferen&ccedil;as, entende que cada um aprende de forma diferente, possui a sensibilidade de perceber o que o outro desenvolveu ultrapassa os instrumentos padronizados, pois ao se considerar ritmo diferenciado deve-se, tamb&eacute;m, considerar tipos de aprendizagem diferenciada. Neste caso procede questionar como se processa as aprendizagens do sujeito da inclus&atilde;o? No question&aacute;rio ao se pedir para descrever situa&ccedil;&otilde;es de dificuldades e supera&ccedil;&atilde;o que observou no processo de inclus&atilde;o do sujeito em foco os educadores destacam os processos de adapta&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a junto ao ambiente e aos colegas; o desenvolvimento da linguagem; a autonomia quanto &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o e o uso do banheiro (casa de banho); melhor socializa&ccedil;&atilde;o no recreio e atendimento as regras e rotinas. </P >    <P    >E, ao se investigar o desenvolvimento das aprendizagens a partir de categorias definidas como: linguagem; socializa&ccedil;&atilde;o; autonomia; coordena&ccedil;&atilde;o; cria&ccedil;&atilde;o; cogni&ccedil;&atilde;o, percebe-se a partir das respostas dos educadores que houve avan&ccedil;os quanto ao desenvolvimento, precisamente no aspecto da socializa&ccedil;&atilde;o como expressam, &ldquo;mostrou grande evolu&ccedil;&atilde;o. &Eacute; uma crian&ccedil;a meiga para os colegas e adultos&rdquo; (Quest. 03); &ldquo;no in&iacute;cio era uma crian&ccedil;a t&iacute;mida, n&atilde;o interagia como os adultos e com os colegas, actualmente interage muito bem com todos&rdquo; (Quest. 01). E acerca da linguagem, os educadores se posicionam assim: &ldquo;J&aacute; articula algumas frases&rdquo; (Quest. 02); &ldquo;continua a apresentar algumas dificuldades, no entanto, come&ccedil;a a tentar comunicar verbalmente, por exemplo, chamando-me sempre que necessita&rdquo; (Quest. 05). &ldquo;De in&iacute;cio pouca e deficiente comunica&ccedil;&atilde;o e capacidade de se fazer entender oralmente. Aos poucos vai construindo frases percept&iacute;veis e j&aacute; comunica com algum sucesso. &rdquo; (Quest. 06). </P >    <P    >No quadro a seguir, sinteticamente, &eacute; poss&iacute;vel perceber a partir de categorias de aprendizagem definidas a percep&ccedil;&atilde;o dos educadores acerca do desenvolvimento da crian&ccedil;a, centrado mais nos aspectos da socializa&ccedil;&atilde;o e da linguagem do que da autonomia e cogni&ccedil;&atilde;o. </P >     <P    >Com rela&ccedil;&atilde;o as quest&otilde;es acerca da autonomia, esta torna-se uma controv&eacute;rsia, pois ao mesmo tempo que demonstra autonomia na vontade e no desejo, precisa ser conduzido pelo apoio do educador. Conv&eacute;m indagar de que autonomia se fala? Seria o caso de atentar para a reflex&atilde;o do educador do Question&aacute;rio 06: &ldquo;&eacute; necess&aacute;rio arriscar um pouco mais e deix&aacute;-lo fazer as coisas, experimentar por si mesmo&rdquo;. Acreditamos, que esta seja a conquista de educadores e educandos, a quebra do paradigma da educa&ccedil;&atilde;o banc&aacute;ria/ excludente em que o professor ensina e o aluno aprende, para a educa&ccedil;&atilde;o libertadora/inclusiva em que as aprendizagens s&atilde;o mediadas pela rela&ccedil;&atilde;o social, pois educador e educandos se educam mediatizados pela realidade social (Freire, 1996). </P >     <P    >Com rela&ccedil;&atilde;o a categoria coordena&ccedil;&atilde;o esta pode ser expressa em movimentos f&iacute;sicos ou manuais de uso de instrumentos, contudo 3 (tr&ecirc;s) educadores n&atilde;o responderam, os demais consideraram que houve evolu&ccedil;&atilde;o, e boa e outros indicam o desenvolvimento com limita&ccedil;&otilde;es e/ou aceit&aacute;veis a sua condi&ccedil;&atilde;o. Esta percep&ccedil;&atilde;o avaliativa torna-se mais contradit&oacute;ria quando se analisa as categorias de cria&ccedil;&atilde;o e cogni&ccedil;&atilde;o, aumenta o n&uacute;mero de n&atilde;o respostas dos educadores, e/ ou afirma&ccedil;&otilde;es de que n&atilde;o demonstrou desenvolvimento ou mesmo, referem-se as suas dificuldades relacionadas com a s&iacute;ndrome. Contudo, alguns educadores percebem que a crian&ccedil;a possui n&iacute;veis de compreens&atilde;o do que lhe &eacute; solicitado e capacidade de aprendizagem. Ent&atilde;o, questiona-se: como uma crian&ccedil;a que possui aspectos positivos de desenvolvimento da linguagem, socializa&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o n&atilde;o consegue desenvolver habilidades cognitivas? Ou seja, &eacute; poss&iacute;vel neste per&iacute;odo escolar n&atilde;o haver desenvolvimento do cognitivo? Ou n&atilde;o foram observados? Ou ent&atilde;o, n&atilde;o foram planejados para serem desenvolvidos, por isso n&atilde;o podem ser avaliados? Considerando que este sujeito j&aacute; possui afinidades com o ambiente escolar, os aspectos da linguagem e socializa&ccedil;&atilde;o foram reconduzidos e reaprendidos em fun&ccedil;&atilde;o das normas sociais, culturais e da rotina escolar deste novo contexto, aprofundados e desenvolvidos. E, os aspectos da cogni&ccedil;&atilde;o, quais os avan&ccedil;os? </P >     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Quadro 04. - S&iacute;ntese da caracteriza&ccedil;&atilde;o o desenvolvimento da aprendizagem do  Educando, segundo categorias e respostas ao question&aacute;rio </B></P>     <p><img src="/img/revistas/rle/n19/n19a04q4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >O aprendizado das crian&ccedil;as, segundo o pensamento de Vygotsky (1987) se inicia muito antes de frequentarem a escola. Este aprendizado impulsiona o desenvolvimento, estabelecendo uma rela&ccedil;&atilde;o desde o nascimento da crian&ccedil;a. A aprendizagem torna poss&iacute;vel o processo de desenvolvimento, sendo a escola considerada essencial nessa constru&ccedil;&atilde;o. Portanto, a escola funciona como uma institui&ccedil;&atilde;o estimuladora para novas conquistas do sujeito, devendo direcionar o ensino n&atilde;o para etapas intelectuais j&aacute; alcan&ccedil;adas, e sim para etapas de desenvolvimentos, ainda n&atilde;o incorporados pelos alunos. Nessa perspectiva, o professor exerce uma fun&ccedil;&atilde;o importante na condu&ccedil;&atilde;o de interferir na &ldquo;zona de desenvolvimento proximal<I>&rdquo; </I>dos alunos, propondo, assim, avan&ccedil;os que n&atilde;o se dariam de forma espont&acirc;nea. Aqui reside a import&acirc;ncia do educador nos processos de aprendizagem dos alunos, ter a&ccedil;&atilde;o planejada de media&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o... </P >    <P    >Do exposto se pode inferir que o paradigma da inclus&atilde;o na educa&ccedil;&atilde;o se en-contra na fase do conflito entre ser ou n&atilde;o aceite, isto &eacute;, ser ou n&atilde;o incorporado no fazer educativo. Para tanto, precisa ser experienciado, desenvolvido sob a dimens&atilde;o <I>proactiva </I>de boas pr&aacute;ticas e supera&ccedil;&atilde;o o paradigma da integra&ccedil;&atilde;o, em que a escola resume-se a promover a socializa&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo que se encontra fora dos padr&otilde;es de normalidade. </P >    <P    ><B>Provisoriamente concluindo, pois a HIST&Oacute;RIA continua em outros  mares.... </B>    <P    >As pol&iacute;ticas curriculares no contexto da globaliza&ccedil;&atilde;o ao fixarem o modelo pragm&aacute;tico, profissional e de forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica voltam-se ao atendimento da competitividade mercadol&oacute;gica, a medida que comprometem o ideal de escola democr&aacute;tica, bem como a confirma&ccedil;&atilde;o do paradigma da inclus&atilde;o e o direito &agrave;s diferen&ccedil;as. </P >    <P    >A inclus&atilde;o em Portugal, como em outros pa&iacute;ses do mundo continua a ser um desafio aos educadores, pais e a sociedade de modo geral, pois precisa efetivar se no fazer pedag&oacute;gico, o que requer investimentos na forma&ccedil;&atilde;o de educadores a fim de diminuir a lacuna entre a Lei e a a&ccedil;&atilde;o. Neste sentido, apontamos a necessidade de mudan&ccedil;as significativas, que compreendam a reflex&atilde;o acerca da legisla&ccedil;&atilde;o posta; investimentos na forma&ccedil;&atilde;o dos educadores e constru&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es <I>proactivas </I>a favor da inclus&atilde;o dos diferentes sob a perspectiva de um modelo social, que abra espa&ccedil;o para o respeito &agrave;s diversidades como um fator que une as diferentes comunidades de pessoas. </P >     <P    >As AEC&rsquo;s e ATL&rsquo;s como parte do curr&iacute;culo caracterizam-se com uma das for-mas de garantia da dimens&atilde;o humana da educa&ccedil;&atilde;o, por isso a ludicidade e o respeito ao tempo de cada um em suas diferen&ccedil;as s&atilde;o elementos que devem ser contemplados no curr&iacute;culo da a&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, as ATL&rsquo;s ao serem consideradas como atividades de enriquecimento curricular precisam buscar alternativas de interdisciplinaridade entre o tempo livre e o tempo escolar para a promo&ccedil;&atilde;o das aprendizagens, sem contudo, tornar-se disciplinadora. Em s&iacute;ntese a inclus&atilde;o do JP neste ambiente escolar, mesmo que n&atilde;o tenha se concretizado sob as expectativas que a inclus&atilde;o gera, foi um movimento que oportunizou novas a&ccedil;&otilde;es e novos olhares sobre a inclus&atilde;o, pois uma educadora redimensionou seu projeto de mestrado para a tem&aacute;tica, outras realizam forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea, o CSPC vai rever a proposta educativa da institui&ccedil;&atilde;o. E, na certeza que o rio n&atilde;o &eacute; mais o mesmo, pois n&oacute;s n&atilde;o somos mais o mesmos, JP deixa marcas e gera inquieta&ccedil;&otilde;es ante aos desafios da inclus&atilde;o. </P >     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</B></P>     <!-- ref --><P>Ainscow, M. &amp; Miles, S. (2009). <I>Developing inclusive education systems: how can we move policies forward? </I>University of Manchester,  UK. (Chapter prepared for a book in Spanish to be edited by Climent Gine et al, 2009).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1645-7250201100030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Correia, L. M. (2008). <I>Educa&ccedil;&atilde;o especial</I>: aspectos positivos e negativos do Decreto-Lei n.&deg; 3/2008.  [Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=469 9FE4BB3CA5929E04400144F16FAAE&amp;opsel=2&amp;channelid=0" target="_blank">http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=469 9FE4BB3CA5929E04400144F16FAAE&amp;opsel=2&amp;channelid=0</a>, consultado em 4/4/2011]. </P >     <P    >CRPG &ndash; Centro de Reabilita&ccedil;&atilde;o Profissional de Gaia; ISCTE &ndash; Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias do Trabalho e da  Empresa. (2007). <I>Mais Qualidade de Vida para as Pessoas com De&#64257;ci&ecirc;ncias e Incapacidades</I>.  Uma Estrat&eacute;gia para Portugal. [Dispon&iacute;vel em  <a href="http://comunicacaoaa.files.wordpress.com/2010/02/9mais_qualidade_de_vida_para_as_pessoas_com_deficiencia_dez_20071.pdf" target="_blank">http://comunicacaoaa.files.wordpress.com/2010/02/9mais_qualidade_de_vida_para_as_pessoas_com_deficiencia_dez_20071.pdf</a>.,  consultado em 05/05/2011]. </P >     <P    >CSPC &ndash; Centro Social e Paroquial de Carnide (2010). <I>Plano anual de actividade &ndash; 2010/2011</I>. Lisboa: Documento policopiado. </P >    <!-- ref --><P    >Dale, R. (1999). Specifying Globalization Effects on Notional Policy: A Focus on the Mechanisms. <I>Journal of Education Policy</I>, 14,1, 1-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1645-7250201100030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <P    >Dale, R. (2004). Globaliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o: demonstrando a exist&ecirc;ncia de uma &ldquo;Cultura Educacional Mundial Comum&rdquo; ou localizando uma &ldquo;Agenda Globalmente Estruturada para a Educa&ccedil;&atilde;o&rdquo;?<I> Educa&ccedil;&atilde;o e Sociedade.</I> maio/ago., vol. 25, 87, 423-460. </P >    <!-- ref --><P    >Dorziat, A. (2009). A inclus&atilde;o nas escolas de 1&ordm; ciclo de ensino b&aacute;sico de Lisboa: algumas considera&ccedil;&otilde;es. <I>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o,</I>15, n.2, 269-288.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1645-7250201100030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P    >Dorziat, A. (2008). Pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas inclusivas. Estudo comparativo Brasil-Portugal. Lisboa. <I>Relat&oacute;rio de Est&aacute;gio P&oacute;s-Doutoral</I>. Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1645-7250201100030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P    >Durkheim, E. (1983). <I>As Regras do M&eacute;todo Sociol&oacute;gico.</I> S&atilde;o Paulo: Abril Cultural.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1645-7250201100030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <P    >Estrela, E. &amp; Teodoro, A. (2008). <I>As Pol&iacute;ticas Curriculares em Portugal</I><B><I> (</I></B><I>1995-2007</I><B><I>). </I></B><I>Agendas Globais e Reconfigura&ccedil;&otilde;es Regionais e Nacionais</I>. [Dispon&iacute;vel em <I>cyted.riaipe.net/index2. php?option=com_docman...gid..., c</I>onsultado em 05/05/2011]. </P >    <P    >Fontes, F. (2008). Reflex&otilde;es preliminares sobre o movimento 8de pessoas &ndash;j=<I> cidadania</I>. [Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.cpdcascais.org/cpd/pdfs/Doc_ext3.pdf" target="_blank">http://www.cpdcascais.org/cpd/pdfs/Doc_ext3.pdf</a>, consultado em 08/05/2011]. </P >    <!-- ref --><P    >Fontes, F. (2010). Defici&ecirc;ncia e Cidadania: o papel do movimento de pessoas com defici&ecirc;ncia em Portugal. <I>Actas do Semin&aacute;rio Geografias de Inclus&atilde;o</I>: desafios e oportunidades, 13 de Dezembro. Lisboa: Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1645-7250201100030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P    >Freire, P. (1996). <I>Pedagogia da autonomia</I>: <I>saberes necess&aacute;rios &agrave; pr&aacute;tica educativa</I>. S&atilde;o Paulo: Paz e terra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1645-7250201100030000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P    ><I>Giroux, H. A. (1990). Los profesores com intelectuales. Hacia uma pedagogia cr&iacute;tica del aprendizagem. </I>Barcelo: Paid&oacute;s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1645-7250201100030000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P    >Jezine, E. (org.). (2010). <I>Desafios Pedag&oacute;gicos</I><B>. </B><I>Pr&aacute;ticas Educativas na Escola B&aacute;sica</I>. Jo&atilde;o Pessoa: Editora Universit&aacute;ria da UFPB.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1645-7250201100030000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P    >Jezine, E. &amp; Jesus, M. R. (2010). O debate cient&iacute;fico na Universidade sobre Educa&ccedil;&atilde;o Inclusiva. In E. Jezine (Org.).<I> Pesquisas em Educa&ccedil;&atilde;o. Diversidades e pr&aacute;ticas de inclus&atilde;o</I>. Jo&atilde;o Pessoa: Editora Universit&aacute;ria da UFPB.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1645-7250201100030000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P    >Kunh, T. (2006). <I>A estrutura das revolu&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas</I>. S&atilde;o Paulo: Editora Perspectiva.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1645-7250201100030000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P    >Lopes, M. (2005). <I>Necessidades educativas especiais. Emerg&ecirc;ncias do conceito</I>. Lisboa. Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias. Mestrado em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1645-7250201100030000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P    >Mantoan, M. (1997). <I>A Integra&ccedil;&atilde;o de pessoas com defici&ecirc;ncia</I>: <I>contribui&ccedil;&otilde;es para uma reflex&atilde;o sobre o tema.</I> S&atilde;o Paulo: Memnon. Editora SENAC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1645-7250201100030000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Oliver, M. (1990). <I>The Politics of Disablement</I>. London: Macmillan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1645-7250201100030000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Pacheco, J. A. &amp; Pereira, N<B>. </B>(2007). Globaliza&ccedil;&atilde;o e identidade no Contexto da escola e do curr&iacute;culo. <I>Cadernos de Pesquisa</I>, v. 37, n. 131, maio/ago, 371-398.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1645-7250201100030000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P    >Pacheco, J. A. (2011). Curr&iacute;culo, aprendizagem e avalia&ccedil;&atilde;o. Uma abordagem face &agrave; agenda globalizada. <I>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o</I>, 17, 75-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1645-7250201100030000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><p>Sanches, I. &amp; Teodoro, A. (2006). Da integra&ccedil;&atilde;o a inclus&atilde;o escolar: cruzando perspectivas e conceitos. <I>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o</I>, 8, 63-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1645-7250201100030000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Sanches, I. &amp; Teodoro, A. (2007). Procurando indicadores de educa&ccedil;&atilde;o inclusiva: as pr&aacute;ticas dos professores de apoio educativo. <I>Revista Portuguesa de Educa&ccedil;&atilde;o</I>, 20(2), 105-149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S1645-7250201100030000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <P    >Sanches, I. (2010a). Conceptualizando&hellip;De anormal a pessoa em situa&ccedil;&atilde;o de defici&ecirc;ncia: revisitando e contextualizando  conceitos. <I>Entretextos</I>, n. 18, Junho. [Dispon&iacute;vel em <I><a href="http://www.ceief.ulusofona.pt/index.php/entretextos" target="_blank">www.ceief.ulusofona.pt/index.php/entretextos</a>, </I>consultado em 10/05/2011]. </P >    <P    >Sanches, I. (2010b). &ldquo;Sobrevoando&rdquo; a defici&ecirc;ncia: do que os portugueses pensam ao que os pol&iacute;ticos fazem. Lisboa.  <I>Entretextos</I>, n. 25, Setembro. [Dispon&iacute;vel em <I><a href="http://www.ceief.ulusofona.pt/index.php/entretextos" target="_blank">www.ceief.ulusofona.pt/index.php/entretextos</a>, consultado em 10/05/2011]. </I></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P    >Saor&iacute;n, J. M. (2009). Ser&atilde;o realmente especiais as necessidades educativas dos alunos e alunas? A intencionalidade do discurso. <I>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o</I>, 13, 155-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1645-7250201100030000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P    >Silva, M. O. E. (2009). Da Exclus&atilde;o &agrave; Inclus&atilde;o: Concep&ccedil;&otilde;es e Pr&aacute;ticas. <I>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o</I>, 13, 135-153.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1645-7250201100030000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <P    >Telo, A. J. (2000). <I>A neutralidade portuguesa na Segunda Guerra Mundial. Janusonline. Espa&ccedil;o online de Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores. </I>[Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.janusonline.pt/1999_2000/1999_2000_1_36.html" target="_blank">http://www.janusonline.pt/1999_2000/1999_2000_1_36.html</a>, consultado em 05/05/2011]. </P >    <!-- ref --><p>Teodoro, A. &amp; Anibal, G. (2008). A educa&ccedil;&atilde;o em tempos de globaliza&ccedil;&atilde;o. Moderniza&ccedil;&atilde;o e hibridismo nas pol&iacute;ticas educativas em Portugal. <I>Revista Iberoamericana de Educa&ccedil;&atilde;o</I>, 48, 73-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1645-7250201100030000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Teodoro, A. (2003). <I>Globaliza&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o. Pol&iacute;ticas educacionais e novos m&eacute;todos de governa&ccedil;&atilde;o.</I> Porto: Ed. Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S1645-7250201100030000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <P    >UNESCO. (2001). Open File on lnclusive Education. Support Materials for Managers and Administrator. [Dispon&iacute;vel em  <a href="http://unesdoc.unesco.org/images/0012/001252/125237eo.pdf" target="_blank">http://unesdoc.unesco.org/images/0012/001252/125237eo.pdf</a>, consultado em 10/05/2011]. </P >    <!-- ref --><P   >Vygotsky, L. (1987). <I>Pensamento e linguagem</I>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S1645-7250201100030000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >     <P>&nbsp;</P>     <p><B>Notas </B></p>     <P    ><a href="#1">1</a><a name="top1"></a>&ldquo;Entende-se por curr&iacute;culo nacional o conjunto de aprendizagens e compet&ecirc;ncias a desenvolver pelos alunos ao longo do ensino b&aacute;sico, de acordo com os objectivos consagrados na Lei de Bases do Sistema Educativo para este n&iacute;vel de ensino, expresso em orienta&ccedil;&otilde;es aprovadas pelo Ministro da Educa&ccedil;&atilde;o, tomando por refer&ecirc;ncia os desenhos curriculares&rdquo; (Decreto Lei. n&ordm;6/2001, de 18/01, art.2&ordm;, n&ordm;1). </P >     <P    ><a href="#2">2</a><a name="top2"></a>O componente de enriquecimento curricular letivo &eacute; de frequ&ecirc;ncia obrigat&oacute;ria e definida por um programa nacional, pois corresponde ao conjunto dos saberes, organizados em disciplinas ou em &aacute;reas disciplinares comuns a todas as escolas. </P >     <P    ><a href="#3">3</a><a name="top3"></a>Os asilos manicomiais surgiram durante o Renascimento e o Iluminismo, com o objetivo de proteger e dar abrigo  aos doentes mentais, mas acabaram por segreg&aacute;-los ainda mais do que os sintomas que o conduziram at&eacute; l&aacute;. No Brasil, desde a  segunda metade do s&eacute;culo XIX e nas primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX, estes asilos passaram a ser chamados de hospitais  psiqui&aacute;tricos, para evitar o estigma e assumir um aspecto de estabelecimentos m&eacute;dicos. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.artigonal.com/cronicas-artigos/manicomios-609217.html" target="_blank">http://www.artigonal.com/cronicas-artigos/manicomios-609217.html</a> . Acessado em 06/05/2011. E em Portugal o primeiro hospital psiqui&aacute;trico foi organizado em 1883 por Ant&oacute;nio Maria Senna. Ver Lopes, M. I. B. (2005). </P >     <P    ><a href="#4">4</a><a name="top4"></a>No final da Monarquia (1910) existiam em Portugal diversos asilos, hospitais e institutos, na sua maioria sem qualquer outro fim que n&atilde;o a reclus&atilde;o e separa&ccedil;&atilde;o das pessoas com defici&ecirc;ncia do restante da sociedade. (Fontes, 2008: 12). Para Lopes (2005: 18) antes da implanta&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica o sistema de benefici&ecirc;ncia portuguesa dispunha de 134 asilos de inf&acirc;ncia, inv&aacute;lidos, cegos, surdos-mudos, onde eram atendidos cerca de 8000 indiv&iacute;duos. As casas Piasde Lisboa, Beja, &Eacute;vora e pa&ccedil;o de Sousa, acolhiam cerca de um par de crian&ccedil;as e adolescentes. </P >     <P    ><a href="#5">5</a><a name="top5"></a>A educa&ccedil;&atilde;o em Portugal adota esta concep&ccedil;&atilde;o na Reforma Educativa de 1911, conforme consta do Art. 39&ordm; &ldquo;S&atilde;o dispensados da obrigatoriedade escolar as crian&ccedil;as a que a inspe&ccedil;&atilde;o reconhe&ccedil;a a impossibilidade, por doen&ccedil;a ou qualquer defeito org&acirc;nico ou mental&rdquo;. A proposi&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o das classes especiais &eacute; feita por Costa Ferreira em 1922 a partir do Plano de Servi&ccedil;os de Assist&ecirc;ncia a Menores F&iacute;sica e Mentalmente Anormais. Ver Lopes, M. I. B (2005). </P >     <P    ><a href="#6">6</a><a name="top6"></a>Este Instituto era orientado para a educa&ccedil;&atilde;o especial, mas ficou parado at&eacute; 1942, quando reabriu sob a dire&ccedil;&atilde;o do Prof. Dr. Victor Fontes que at&eacute; 1963 implementou a forma&ccedil;&atilde;o de professores e a organiza&ccedil;&atilde;o das classes especiais. Ver Lopes (2005) </P >     <P    ><a href="#7">7</a><a name="top7"></a>Embora j&aacute; existam desde 1929 classes experimentais. Ver Lopes (2005). </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    ><a href="#8">8</a><a name="top8"></a>Segundo Telo a neutralidade portuguesa &eacute;, sobretudo, um produto das circunst&acirc;ncias e do interesse de manuten&ccedil;&atilde;o do regime de Salazar. Neutralidade esta question&aacute;vel, pois interessava aos Estados Unidos a condi&ccedil;&atilde;o de ditadura uma vez que lutava contra o comunismo. Ver. Telo, A. J. (2000). </P >     <P    ><a href="#9">9</a><a name="top9"></a>A consci&ecirc;ncia da defici&ecirc;ncia como uma constru&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica do preconceito e da opress&atilde;o &eacute; a premissa b&aacute;sica do modelo social que ampara-se na defesa de que a defici&ecirc;ncia n&atilde;o deve ser entendida como um problema individual, mas como uma quest&atilde;o eminentemente social, a responsabilidade pelas desvantagens destas pessoas deve ser transferida para a incapacidade da sociedade em prever e ajustar-se &agrave; diversidade (Oliver, 1990). </P >     <P    ><a href="#10">10</a><a name="top10"></a>Fontes, F. (2008). Reflex&otilde;es preliminares sobre o movimento de pessoas com defici&ecirc;ncia em  Portugal. In CML &ndash; C&acirc;mara Municipal de Lisboa/Departamento de Ac&ccedil;&atilde;o Social; ADFA - Associa&ccedil;&atilde;o dos  Deficientes das For&ccedil;as Armadas. <I>A hist&oacute;ria da luta das pessoas com defici&ecirc;ncia pela emancipa&ccedil;&atilde;o e  reconhecimento dos direitos de cidadania</I>. Debate, 20 de Setembro de 2008.. Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.cpdcascais.org/cpd/pdfs/Doc_ext3.pdf" target="_blank">http://www.cpdcascais.org/cpd/pdfs/Doc_ext3.pdf</a>. Acessado em 08/05/2011. </P >     <P    ><a href="#11">11</a><a name="top11"></a>O ano de 1981 foi considerado o Ano Internacional das Pessoas com Defici&ecirc;ncia. </P >     <P    ><a href="#12">12</a><a name="top12"></a>A CIF engloba todos os aspectos da sa&uacute;de humana e alguns componentes relevantes para a  sa&uacute;de relacionados com o bem-estar e descreve-os em termos de dom&iacute;nios de sa&uacute;de e dom&iacute;nios relacionados com a  sa&uacute;de. Ver. <a href="http://www.inr.pt/uploads/docs/cif/CIF_port_%202004.pdf" target="_blank">www.inr.pt/uploads/docs/cif/CIF_port_%202004.pdf</a> </P >     <P    ><a href="#13">13</a><a name="top13"></a>No debate acerca da classifica&ccedil;&atilde;o, formata&ccedil;&atilde;o de modelos educativos que problematizam as quest&otilde;es das pessoas com defici&ecirc;ncia, ainda se tem um vasto campo de discuss&atilde;o e an&aacute;lises. Todavia para este estudo de caso optamos pela s&iacute;ntese de tr&ecirc;s modelos b&aacute;sicos, constru&iacute;da a partir da discuss&atilde;o te&oacute;rica posta neste texto, que em nosso entendimento se agregam em denomina&ccedil;&otilde;es e pressupostos te&oacute;ricos e pr&aacute;ticos, e retratam a fala dos educadores, aqui analisadas, acerca do processo de inclus&atilde;o. Para maiores conhecimentos consultar Sanches, 2010a; 2010b. </P >     <P    ><a href="#14">14</a><a name="top14"></a>Para melhor conhecimento desta din&acirc;mica pedag&oacute;gica e do desenvolvimento do sujeito da pesquisa ver: Jezine (2010). </P >     <P    ><a href="#15">15</a><a name="top15"></a>As solicita&ccedil;&otilde;es foram encaminhadas no dias 30/09/2010; 07/10/2010; 15/10/2010 e referese a passagem da turma do 1&ordm;. Ano do ensino b&aacute;sico para o jardim de inf&acirc;ncia &ndash; Pr&eacute;-escolar, bem como a solicita&ccedil;&atilde;o de apoio pedag&oacute;gico &agrave; professora em sala de aula. </P >     <P    ><a href="#16">16</a><a name="top16"></a>Esta denomina&ccedil;&atilde;o consta do e-mail da DRELVT enviado no dia 21/10/2010 aos pais da crian&ccedil;a em resposta as solicita&ccedil;&otilde;es. </P >     <P    ><a href="#17">17</a><a name="top17"></a>Neste texto n&atilde;o &eacute; objeto de an&aacute;lise a inclus&atilde;o, espec&iacute;fica do caso nesta escola, mas como as ATL&rsquo;s ajudaram no processo de inclus&atilde;o em sua totalidade. </P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P    ><a href="#18">18</a><a name="top18"></a> &Eacute; importante ressaltar, que o sujeito em foco j&aacute; tinha cerca de + de 4 anos de freq&uuml;&ecirc;ncia na escola. </P >     <P    ><a href="#19">19</a><a name="top19"></a>A pesquisa analisou disserta&ccedil;&otilde;es e teses defendidas no Programa de  P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o na Universidade Federal da Para&iacute;ba. Ver Jezine &amp; Jesus (2010). </P >       ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ainscow]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miles]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Developing inclusive education systems: how can we move policies forward?]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-name><![CDATA[University of Manchester]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Correia]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Educação especial: aspectos positivos e negativos do Decreto-Lei n.° 3/2008]]></source>
<year>2008</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>CRPG - Centro de Reabilitação Profissional de Gaia</collab>
<collab>ISCTE - Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa</collab>
<source><![CDATA[Mais Qualidade de Vida para as Pessoas com De&#64257;ciências e Incapacidades: Uma Estratégia para Portugal]]></source>
<year>2007</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>CSPC - Centro Social e Paroquial de Carnide</collab>
<source><![CDATA[Plano anual de actividade - 2010/2011]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dale]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Specifying Globalization Effects on Notional Policy: A Focus on the Mechanisms]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Education Policy]]></source>
<year>1999</year>
<volume>14</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>1-17</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dale]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Globalização e educação: demonstrando a existência de uma “Cultura Educacional Mundial Comum” ou localizando uma “Agenda Globalmente Estruturada para a Educação”?]]></article-title>
<source><![CDATA[Educação e Sociedade]]></source>
<year>2004</year>
<volume>25</volume>
<numero>87</numero>
<issue>87</issue>
<page-range>423-460</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dorziat]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A inclusão nas escolas de 1º ciclo de ensino básico de Lisboa: algumas considerações]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Educação]]></source>
<year>2009</year>
<volume>15</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>269-288</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dorziat]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Políticas e práticas inclusivas. Estudo comparativo Brasil-Portugal]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Durkheim]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[As Regras do Método Sociológico]]></source>
<year>1983</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Abril Cultural]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Estrela]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teodoro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[As Políticas Curriculares em Portugal (1995-2007): Agendas Globais e Reconfigurações Regionais e Nacionais]]></source>
<year>2008</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fontes]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Reflexões preliminares sobre o movimento 8de pessoas -j= cidadania]]></source>
<year>2008</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fontes]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Deficiência e Cidadania: o papel do movimento de pessoas com deficiência em Portugal]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2010</year>
<conf-name><![CDATA[ Actas do Seminário Geografias de Inclusão: desafios e oportunidades]]></conf-name>
<conf-loc>Lisboa </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Freire]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Paz e terra]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Giroux]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Los profesores com intelectuales: Hacia uma pedagogia crítica del aprendizagem]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[Barcelo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Paidós]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jezine]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Desafios Pedagógicos: Práticas Educativas na Escola Básica]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[João Pessoa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Universitária da UFPB]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jezine]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jesus]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O debate científico na Universidade sobre Educação Inclusiva]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Jezine]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Pesquisas em Educação: Diversidades e práticas de inclusão]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[João Pessoa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Universitária da UFPB]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kunh]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A estrutura das revoluções científicas]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Perspectiva]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Necessidades educativas especiais: Emergências do conceito]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mantoan]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Integração de pessoas com deficiência: contribuições para uma reflexão sobre o tema]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora SENAC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliver]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Politics of Disablement]]></source>
<year>1990</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pacheco]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Globalização e identidade no Contexto da escola e do currículo]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Pesquisa]]></source>
<year>2007</year>
<volume>37</volume>
<numero>131</numero>
<issue>131</issue>
<page-range>371-398</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pacheco]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Currículo, aprendizagem e avaliação: Uma abordagem face à agenda globalizada]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Lusófona de Educação]]></source>
<year>2011</year>
<numero>17</numero>
<issue>17</issue>
<page-range>75-90</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sanches]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teodoro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Da integração a inclusão escolar: cruzando perspectivas e conceitos]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Lusófona de Educação]]></source>
<year>2006</year>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>63-83</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sanches]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teodoro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Procurando indicadores de educação inclusiva: as práticas dos professores de apoio educativo]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Educação]]></source>
<year>2007</year>
<volume>20</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>105-149</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sanches]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conceptualizando…De anormal a pessoa em situação de deficiência: revisitando e contextualizando conceitos]]></article-title>
<source><![CDATA[Entretextos]]></source>
<year>2010</year>
<numero>18</numero>
<issue>18</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sanches]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[“Sobrevoando” a deficiência: do que os portugueses pensam ao que os políticos fazem]]></article-title>
<source><![CDATA[Entretextos]]></source>
<year>2010</year>
<numero>25</numero>
<issue>25</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Saorín]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Serão realmente especiais as necessidades educativas dos alunos e alunas?: A intencionalidade do discurso]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Lusófona de Educação]]></source>
<year>2009</year>
<numero>13</numero>
<issue>13</issue>
<page-range>155-170</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. O. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Da Exclusão à Inclusão: Concepções e Práticas]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Lusófona de Educação]]></source>
<year>2009</year>
<numero>13</numero>
<issue>13</issue>
<page-range>135-153</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Telo]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A neutralidade portuguesa na Segunda Guerra Mundial]]></article-title>
<source><![CDATA[Janusonline. Espaço online de Relações Exteriores]]></source>
<year>2000</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Teodoro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Anibal]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A educação em tempos de globalização: Modernização e hibridismo nas políticas educativas em Portugal]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Iberoamericana de Educação]]></source>
<year>2008</year>
<numero>48</numero>
<issue>48</issue>
<page-range>73-91</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Teodoro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Globalização e Educação: Políticas educacionais e novos métodos de governação]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ed. Afrontamento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>UNESCO</collab>
<source><![CDATA[Open File on lnclusive Education: Support Materials for Managers and Administrator]]></source>
<year>2001</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vygotsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Pensamento e linguagem]]></source>
<year>1987</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Martins Fontes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
