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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A educação para o empreendedorismo como facilitador da inclusão social: um caso no ensino superior]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aims to present the entrepreneurship education as an important tool for social inclusion, supported in training and development of competencies that help in self-employment. After a literature review and a theoretical approach related with employment, poverty, social exclusion and entrepreneurship education the study analyze the case of an entrepreneurial ecosystem in Polytechnic Institute of Setúbal. Finally the conclusions and final recommendations are presented to the promotion of a suitable environment to entrepreneurship in higher education in order to answer to the new challenges and changes related with the actual economic and social situation considering a inclusive education perspective.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P ><B>A educa&ccedil;&atilde;o para o empreendedorismo como facilitador da inclus&atilde;o social: um caso no ensino superior</B></P >     <P >&nbsp;</P >     <P ><b>Maria Teresa Gomes da Costa*</b>, <b>Luisa Cagica Carvalho</b>**</P >     <P >*Doutora em Gest&atilde;o. Professora Adjunta. Departamento de Economia e Gest&atilde;o, ESCE- Instituto Polit&eacute;cnico de Set&uacute;bal.  Professora Associada. Departamento de Recursos Humanos. Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias.Investigadora do CITIS.  <a href="mailto:teresa.costa@esce.ips.pt">teresa.costa@esce.ips.pt</a></P >     <P >**Doutora em Gest&atilde;o. Professora Adjunta. Departamento de Economia e Gest&atilde;o, ESCE- Instituto Polit&eacute;cnico de Set&uacute;bal.  Investigadora do CEFAGE-UE. <a href="mailto:luisa.carvalho@esce.ips.pt">luisa.carvalho@esce.ips.pt</a></P >     <P >&nbsp;</P >     <P  ><b>Resumo</b></P >    <P >Este trabalho pretende apresentar a educa&ccedil;&atilde;o para o empreendedorismo como um instrumento fundamental para a inclus&atilde;o social, atrav&eacute;s da forma&ccedil;&atilde;o e do desenvolvimento de compet&ecirc;ncias para a cria&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio emprego. Apresenta uma revis&atilde;o de literatura e um enquadramento te&oacute;rico sobre os temas do emprego, pobreza e exclus&atilde;o social e educa&ccedil;&atilde;o para o empreeendedorismo como chave para a inclus&atilde;o social. Ap&oacute;s esta an&aacute;lise, o trabalho desenvolve uma abordagem a um ecossistema empreendedor no ensino superior, atrav&eacute;s da apresenta&ccedil;&atilde;o de um caso no Instituto Polit&eacute;cnico de Set&uacute;bal. Finalmente, s&atilde;o apresentadas as conclus&otilde;es e algumas recomenda&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de um ambiente promotor de empreendedorismo no ensino superior que possa responder aos novos desafios e mudan&ccedil;as inerentes &agrave; actual conjuntura econ&oacute;mica e social numa perspectiva de educa&ccedil;&atilde;o inclusiva.</P >     <P>  <b> Palavras-chave:</b> Ensino superior; educa&ccedil;&atilde;o; empreendedorismo; inclus&atilde;o social; ecossistema empreendedor.</P >     <P >&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ><B>Education for entrepreneurship as social inclusion facilitator: A case in higher education</B></P >     <p><b>Abstract</b></p>     <p>This study aims to present the entrepreneurship education as an important tool for social inclusion, supported in training and development of competencies that help in self-employment. After a literature review and a theoretical approach related with employment, poverty, social exclusion and entrepreneurship education the study analyze the case of an entrepreneurial ecosystem in Polytechnic Institute of Set&uacute;bal. Finally the conclusions and final recommendations are presented to the promotion of a suitable environment to entrepreneurship in higher education in order to answer to the new challenges and changes related with the actual economic and social situation considering a inclusive education perspective.</p>     <p><b>Keywords: </b> higher education; entrepreneurship; education; social inclusion; entrepreneurial ecosystem.</p>     <p>&nbsp; </p>     <P   ><B>1. Enquadramento contextual do problema</B></P > Na era da informa&ccedil;&atilde;o, das novas tecnologias e da globaliza&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m vindo a ocorrer um conjunto de mudan&ccedil;as com impactos no mercado de trabalho, e cujas consequ&ecirc;ncias resultam num aumento do desemprego e na diminui&ccedil;&atilde;o dos sal&aacute;rios em alguns pa&iacute;ses. No caso da Uni&atilde;o Europeia (UE) um dos principais problemas est&aacute; relacionado com o aumento do desemprego. Neste sentido, a “Estrat&eacute;gia de Lisboa” visa a aposta numa economia do conhecimento competitiva, capaz de um crescimento econ&oacute;mico sustent&aacute;vel que promova o emprego e a coes&atilde;o social. Apesar das pol&iacute;ticas adoptadas, na sequ&ecirc;ncia da “Estrat&eacute;gia de Lisboa”, o desemprego na UE continuou a crescer ou a manter-se em n&iacute;veis elevados em v&aacute;rios Estados-Membros. </P >    <P >Nos &uacute;ltimos anos o Conselho Europeu n&atilde;o tem escondido a preocupa&ccedil;&atilde;o relativa aos resultados da execu&ccedil;&atilde;o da “Estrat&eacute;gia de Lisboa” no que respeita &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de emprego. Assim a  redefini&ccedil;&atilde;o da “Estrat&eacute;gia de Lisboa” para 2020 prev&ecirc; uma focaliza&ccedil;&atilde;o nas seguintes prioridades: (1) cria&ccedil;&atilde;o de valor baseado no crescimento do conhecimento suportado na inova&ccedil;&atilde;o; (2) desenvolvimento das pessoas e sua inclus&atilde;o na sociedade atrav&eacute;s da aquisi&ccedil;&atilde;o de novas compet&ecirc;ncias, desenvolvendo o empreendedorismo e promovendo a flexibilidade do mercado de trabalho; (3) cria&ccedil;&atilde;o de uma economia competitiva, em rede e ambientalmente respons&aacute;vel, aumentando a produtividade e gastando menos recursos.</P >    <P >Parece-nos que esta redefini&ccedil;&atilde;o da “Estrat&eacute;gia de Lisboa” &eacute; crucial no momento actual de crise econ&oacute;mica onde muitos postos de trabalho se extinguem e n&atilde;o foram substituidos por outros. N&uacute;meros recentes publicados pelo Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE)  revelam, em virtude da crise, uma quebra no n&uacute;mero de trabalhadores por conta de outr&eacute;m, assim como, nos trabalhadores por conta pr&oacute;pria. Os &uacute;ltimos dados do INE demonstram que no final do terceiro trimestre de 2010 havia menos 40 mil pessoas a trabalhar por conta pr&oacute;pria comparativamente com o m&ecirc;s hom&oacute;logo de 2009, representando uma baixa de 40 mil casos. No que concerne ao n&iacute;vel de escolaridade do total de 1079 milhares de trabalhadores por conta pr&oacute;pria (trabalhadores isolados e empregadores), cerca de 54% tem apenas o 1.&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico (449,8 mil) ou nenhum grau de instru&ccedil;&atilde;o (128,9 mil). Esta quebra verifica-se em todos os n&iacute;veis de escolaridade &agrave; excep&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores por conta pr&oacute;rpia que possuem curso superior, onde se denota um saldo positivo de 600 novos trabalhadores por conta pr&oacute;pria, comparativamente ao ano anterior.</P >    <P >Neste contexto, a educa&ccedil;&atilde;o para o empreendedorismo torna-se premente como instrumento potenciador da cria&ccedil;&atilde;o de emprego, e, por sua vez da inclus&atilde;o social.</P >    <P >1.1 Pobreza e exclus&atilde;o social</P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P >A defini&ccedil;&atilde;o do problema em estudo exige uma abordagem conceptual sobre pobreza e exclus&atilde;o social. De acordo com a EUROSTAT (2010) a pobreza pode ser definida de diferentes formas, sendo um fen&oacute;meno multidimensional, poder&aacute; ser categorizada como pobreza relativa ou pobreza absoluta ou extrema. De acordo com as Na&ccedil;&otilde;es Unidas<I> </I>(1995) a pobreza absoluta ou extrema &eacute; caracterizada pela priva&ccedil;&atilde;o severa das necessidades b&aacute;sicas humanas, onde se incluem, alimenta&ccedil;&atilde;o, acesso a &aacute;gua pot&aacute;vel, saneamento b&aacute;sico, sa&uacute;de e seguran&ccedil;a, educa&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o, ou seja, o acesso a um conjunto de bens e servi&ccedil;os. De acordo com a mesma fonte, enquanto a pobreza extrema afecta apenas grupos especificos na UE, a pobreza relativa afecta um maior n&uacute;mero de cidad&atilde;os europeus. Este tipo de pobreza pode variar entre g&eacute;nero, etnia, idade, tipo de familia, etc.</P >    <P >O relat&oacute;rio do INE (2010) refere que a conceptualiza&ccedil;&atilde;o de pobreza como viola&ccedil;&atilde;o de direitos humanos permite aperfei&ccedil;oar o conceito estat&iacute;stico de pobreza monet&aacute;ria, complementando-o com a no&ccedil;&atilde;o de priva&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a necessidades humanas fundamentais, tais como, a alimenta&ccedil;&atilde;o, a habita&ccedil;&atilde;o, a educa&ccedil;&atilde;o, a sa&uacute;de, a seguran&ccedil;a, a participa&ccedil;&atilde;o na vida econ&oacute;mica e c&iacute;vica e alargando o dom&iacute;nio de observa&ccedil;&atilde;o a toda a popula&ccedil;&atilde;o residente, vivendo ou n&atilde;o em agregados familiares<I>.</I></P >    <P >O conceito de exclus&atilde;o social de acordo com o EUROSTAT (2010) est&aacute; relacionado com a impossibilidade de participa&ccedil;&atilde;o em diversos dom&iacute;nios da cidadania. Este conceito &eacute; complexo, multidimensional, multifacetado e din&acirc;mico e pode ser definido como o processo atrav&eacute;s do qual certos indiv&iacute;duos s&atilde;o marginalizados da sociedade e exclu&iacute;dos da participa&ccedil;&atilde;o social plena, em virtude da pobreza, falta de compet&ecirc;ncias b&aacute;sicas, falta de oportunidades ao longo da vida em resultado da discrimina&ccedil;&atilde;o social. Em virtude deste processo, estes indiv&iacute;duos est&atilde;o afastados do mercado de trabalho, de fontes de riqueza, de oportunidades de educa&ccedil;&atilde;o e da comunidade. A exclus&atilde;o social pode ser entendida “como a fase extrema do processo de marginaliza&ccedil;&atilde;o, entendido este como um percurso descendente, ao longo do qual se verificam sucessivas rupturas na rela&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo com a sociedade” (Costa, 2001, p.10).</P >    <P >1.2 Educa&ccedil;&atilde;o para o empreendedorismo e inclus&atilde;o social</P >    <P >No &acirc;mbito da UE a promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento das pessoas e sua inclus&atilde;o na sociedade atrav&eacute;s da aquisi&ccedil;&atilde;o de novas compet&ecirc;ncias, desenvolvendo o empreendedorismo e promovendo a flexibilidade do mercado de trabalho s&atilde;o considerados factores estrat&eacute;gicos para o desenvolvimento sustent&aacute;vel.</P >    <P >As op&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas da UE para a promo&ccedil;&atilde;o de um novo modelo de competitividade da economia europeia assente na cria&ccedil;&atilde;o de novas oportunidades (ligadas ao ambiente, novas tecnologias, etc.) que podem gerar novos postos de trabalho e reduzir o desemprego. A transi&ccedil;&atilde;o para o novo modelo obriga a uma preocupa&ccedil;&atilde;o com as pessoas de modo a evitar situa&ccedil;&otilde;es de inadapta&ccedil;&atilde;o que por sua vez podem originar exclus&atilde;o social. As pr&oacute;prias altera&ccedil;&otilde;es no mercado de trabalho levam a que o percurso linear seja  menos comum (educa&ccedil;&atilde;o, per&iacute;odo de vida activa e reforma) passando a haver diversas entradas e sa&iacute;das do mercado de trabalho. Este novo modelo exige novas compet&ecirc;ncias e aprendizagem ao longo da vida, no sentido de garantir a flexi-seguran&ccedil;a, e, em simult&acirc;neo, a inclus&atilde;o social. As institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior dever&atilde;o estar preparadas para este desafio oferecendo forma&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s de programas curriculares e ou extra-curriculares e de cursos breves destinados a estes novos p&uacute;blicos, salvaguardando o seu papel para o apoio &agrave; cria&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio emprego.</P >    <P >&Eacute; ponto assente que o emprego &eacute; a melhor salvaguarda contra a pobreza e exclus&atilde;o social, face &agrave; crise, a cria&ccedil;&atilde;o de emprego n&atilde;o origina postos de trabalho para todos, justificando-se uma interven&ccedil;&atilde;o directa ao n&iacute;vel das pol&iacute;ticas de promo&ccedil;&atilde;o da cria&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio emprego. Neste &acirc;mbito, as institui&ccedil;&otilde;es de ensino podem desempenhar um papel relevante na educa&ccedil;&atilde;o para o empreendedorismo promovendo o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias e de metodologias que permitam que os estudantes se tornem mais empreendedores, ao mesmo tempo que se inculca uma cultura mais empreendedora a n&iacute;vel organizacional.</P >    <P >A educa&ccedil;&atilde;o para o empreendedorismo segundo Hansemark (1998) pode ser definida como a educa&ccedil;&atilde;o com o objectivo de criar um novo produto ou servi&ccedil;o, com valor econ&oacute;mico, particularmente dirigido a pequenas empresas, ao auto-emprego e ao desenvolvimento de novas compet&ecirc;ncias. De acordo com Aiub (2002) a educa&ccedil;&atilde;o para o empreendedorismo promove a cria&ccedil;&atilde;o de ambientes que estimulam comportamentos sociais voltados para o desenvolvimento da capacidade de gera&ccedil;&atilde;o de auto-emprego.</P >    <P >Jamieson (1984) sugere tr&ecirc;s categorias para o ensino e forma&ccedil;&atilde;o em empreendedorismo: i) Educa&ccedil;&atilde;o sobre a empresa, onde o principal objectivo &eacute; aumentar a consci&ecirc;ncia sobre a cria&ccedil;&atilde;o da nova empresa; ii) Educa&ccedil;&atilde;o para a empresa, onde a aprendizagem &eacute; centrada nas atitudes e associadas &agrave; cria&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o de novos empresas, principalmente aqueles relacionados com as quest&otilde;es de gest&atilde;o e de cria&ccedil;&atilde;o de um novo neg&oacute;cio; e iii) Educa&ccedil;&atilde;o na empresa, sendo o alvo estabelecido por empres&aacute;rios. O objectivo principal &eacute; melhorar a gest&atilde;o das compet&ecirc;ncias individuais para promover a sustentabilidade dos neg&oacute;cios.</P >    <P >A Comiss&atilde;o Europeia (2003) defende que n&atilde;o basta apenas promover a aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos t&eacute;cnicos e forma&ccedil;&atilde;o profissional, &eacute; tamb&eacute;m necess&aacute;rio estimular o esp&iacute;rito empresarial e a ambi&ccedil;&atilde;o de se tornar um empreendedor. Experi&ecirc;ncias desenvolvidas na Europa apresentadas por Hytti e Gorman (2004) permitiram identificar algumas dimens&otilde;es b&aacute;sicas no ensino do empreendedorismo: (i) educa&ccedil;&atilde;o para atitudes e compet&ecirc;ncias empreendedoras; (ii) a forma&ccedil;&atilde;o de como criar um neg&oacute;cio; e (iii) a sensibiliza&ccedil;&atilde;o para o empreendedorismo como uma op&ccedil;&atilde;o de carreira. Os m&oacute;dulos de forma&ccedil;&atilde;o para desenvolvimento dessas categorias centram-se essencialmente no desenvolvimento das compet&ecirc;ncias de gest&atilde;o, inclu&iacute;ndo o financiamento, contabilidade, tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o, marketing, recursos humanos ou de outras &aacute;reas funcionais. Al&eacute;m disso, o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias associadas &agrave;s atitudes favor&aacute;veis ao empreendedorismo incluem, entre outras, a assun&ccedil;&atilde;o de riscos, a lideran&ccedil;a, a auto-confian&ccedil;a, a criatividade e a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P >A an&aacute;lise de alguns cursos de institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior, permitiu verificar que na grande maioria dos casos a forma&ccedil;&atilde;o est&aacute; concentrada no desenvolvimento de compet&ecirc;ncias funcionais e no plano de neg&oacute;cios (Ribeiro et al, 2005). Outro tipo de cursos, programas e cursos de forma&ccedil;&atilde;o em toda a Europa (Henry et al, 2003; Ribeiro et al, 2005), oferecem um tipo mais difundido de m&oacute;dulo de forma&ccedil;&atilde;o combinando compet&ecirc;ncias pessoais e funcionais, mas em todos eles o objectivo &eacute; desenvolver um plano de neg&oacute;cios.</P >    <P >Segundo McMullan e Gillin (2001) a educa&ccedil;&atilde;o para o empreendedorismo pode ser uma <I>proxy</I> para um indicador de sucesso da economia baseada em: i) O n&uacute;mero de p&oacute;s-graduados para come&ccedil;ar um neg&oacute;cio; ii) Indicadores sobre o tamanho do neg&oacute;cio em termos de emprego, vendas e talvez at&eacute; mesmo o tipo de ind&uacute;strias e iii) Indicadores de crescimento. Outro indicador relevante poderia ser o sucesso individual, que pode ser medido em termos de sal&aacute;rio, mais-valias e benef&iacute;cios n&atilde;o tang&iacute;veis, tais como, a satisfa&ccedil;&atilde;o de mudar de emprego depois do programa de forma&ccedil;&atilde;o (McMullan &amp; Gillin, 2001). </P >    <P >Nos &uacute;ltimos anos em diversos pa&iacute;ses surgiram modelos e experi&ecirc;ncias que relatam a aplica&ccedil;&atilde;o de programas promotores do empreendedorismo. Partindo-se do pressuposto de que o empreendedorismo e as compet&ecirc;ncias a ele inerentes n&atilde;o s&atilde;o algo exclusivamente intr&iacute;nseco ao ser humano, mas que podem ser aprendidas e influenciadas pelo ambiente e est&iacute;mulos externos, que v&atilde;o desde os c&iacute;rculos mais restritos da fam&iacute;lia e amigos at&eacute; &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es onde os indiv&iacute;duos se inserem, e mesmo ao contexto nacional e regional do campo de actua&ccedil;&atilde;o de cada um, este estudo apresenta ainda um modelo conceptual, denominado, ecossistema empreendedor, o qual explicita a cria&ccedil;&atilde;o de um contexto favor&aacute;vel ao empreendedorismo no ensino superior.</P >    <P   ><B>2. Um caso no ensino superior </B> </P >    <P >Em Portugal, &agrave; semelhan&ccedil;a dos restantes pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia, a taxa de desemprego registou aumentos ao longo do ano de 2010. De acordo com os &uacute;ltimos dados estat&iacute;sticos do Banco de Portugal (2010) esta taxa atingiu em Outubro de 2010 o valor de 11%. O desemprego atinge de forma diferenciada alguns grupos, nomeadamente os jovens &agrave; procura do primeiro emprego e as mulheres. Considerando a taxa de escolaridade entre o 2&ordm; trimestre de 2010 e o 3&ordm; trimestre de 2010, o n&uacute;mero de desempregados com o ensino b&aacute;sico diminuiu de 427,2 mil para 418,6 mil (-2%), enquanto o n&uacute;mero de desempregados com o ensino secund&aacute;rio aumentou de 106,2 mil para 122,3 mil (+15,2%) e os com ensino superior subiu de 56,4 mil para 68,9 mil (+21,7%). </P >    <P >No que concerne ao distrito de Set&uacute;bal, os dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Forma&ccedil;&atilde;o Profissional de Set&uacute;bal (2010) relativamente a Abril de 2010, apontam para um total de 51.478 desempregados inscritos nos centros de emprego do distrito de Set&uacute;bal, na sua grande maioria &agrave; procura de um novo emprego. No concelho de Set&uacute;bal, dos 7.331 desempregados, 5231 est&atilde;o nesta situa&ccedil;&atilde;o h&aacute; menos de um ano e 766 procuram um novo local de trabalho sendo, da totalidade, somente 265 que est&atilde;o em busca do seu primeiro emprego. O cen&aacute;rio &eacute; semelhante nos restantes concelhos do distrito. No que respeita &agrave; idade dos desempregados, verifica-se que o grupo et&aacute;rio entre os 35 e os 54 anos &eacute; o mais atingido, seguindo-se a faixa et&aacute;ria entre os 25 e os 34 anos.</P >    <P >Face a este cen&aacute;rio, onde a taxa de desemprego atinge particularmente os jovens &agrave; procura do primeiro emprego e aos n&uacute;meros registados no distrito de Set&uacute;bal onde se localiza o Instituto Polit&eacute;cnico de Set&uacute;bal (IPS), torna-se premente encontrar solu&ccedil;&otilde;es e apostar na forma&ccedil;&atilde;o dos jovens de modo a que estes obtenham conhecimentos e compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias &agrave; cria&ccedil;&atilde;o do seu pr&oacute;prio emprego. Considerando-se a atractividade do IPS na oferta formativa no distrito e o risco associado ao desemprego dos jovens, imp&otilde;e-se a oferta de programas e infraestruturas que permitam auxiliar este p&uacute;blico a ultrapassar eventuais situa&ccedil;&otilde;es de dificuldade na inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho, e, por conseguinte, o risco de exclus&atilde;o social.</P >    <P >Face ao exposto, o IPS apostou na disponibiliza&ccedil;&atilde;o de um conjunto de recursos cujo objectivo &eacute; a promo&ccedil;&atilde;o da cria&ccedil;&atilde;o de um ambiente favor&aacute;vel ao desenvolvimento de compet&ecirc;ncias empreendedoras junto dos estudantes atrav&eacute;s da oferta concertada de forma&ccedil;&atilde;o e recursos num modelo que se poder&aacute; nomear como um ecossistema empreendedor. De acordo com Carvalho, Costa e Dominguinhos (2010), a cria&ccedil;&atilde;o deste ecossistema favorece a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias empreendedoras no ensino superior, ou seja, a educa&ccedil;&atilde;o para o empreendedorismo dever&aacute; ter um car&aacute;cter transversal que vai para al&eacute;m da inclus&atilde;o de unidades curriculares nos cursos, abrangendo diversos programas e iniciativas curriculares e extracurriculares que envolvem alunos, docentes e meio envolvente. Neste sentido, o IPS oferece um conjunto de val&ecirc;ncias, que v&atilde;o desde as infraestruturas f&iacute;sicas (Oficina de Transfer&ecirc;ncia de Inova&ccedil;&atilde;o e de Conhecimento – OTIC), a programas de ensino (Unidades Curriculares de Empreendedorismo em licenciaturas, p&oacute;s-gradua&ccedil;&otilde;es, cursos de especializa&ccedil;&atilde;o p&oacute;s licenciatura e aulas abertas) a programas extracurriculares (Poliempreende; Junior Achievement, confer&ecirc;ncias, semin&aacute;rios e workshops) at&eacute; parcerias e programas internacionais (Business Week Entrepreneurship).</P >    <P >Segue-se a apresenta&ccedil;&atilde;o dos recursos f&iacute;sicos de apoio ao empreendedorismo, e os programas curriculares e extracurriculares de promo&ccedil;&atilde;o do empreendedorismo.</P >    <P >2.1 Recursos f&iacute;sicos de apoio ao empreendedorismo </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P >O IPS desenvolveu algumas infra-estruturas f&iacute;sicas de apoio ao empreendedorismo. A OTIC-IPS - Oficina de Transfer&ecirc;ncia de Tecnologia e Conhecimento do IPS &eacute; um servi&ccedil;o de interface que tem como principais objectivos a cria&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es de coopera&ccedil;&atilde;o entre o tecido empresarial e o IPS, assim como estimular a promo&ccedil;&atilde;o do empreendedorismo e da cria&ccedil;&atilde;o de empresas. </P >    <P >Esta infra-estrutura desenvolve e promove a transfer&ecirc;ncia de ideias e conceitos inovadores para o tecido empresarial, procurando auscultar as necessidades empresariais e propor solu&ccedil;&otilde;es com base nas compet&ecirc;ncias existentes no IPS.  </P >    <P >As principais linhas de ac&ccedil;&atilde;o da OTIC-IPS consistem em (1) divulgar a oferta tecnol&oacute;gica e cient&iacute;fica do IPS e das suas unidades org&acirc;nicas; (2) prestar apoio t&eacute;cnico-cient&iacute;fico &agrave;s pequenas e m&eacute;dias empresas sedeadas na regi&atilde;o de Set&uacute;bal; (3) desenvolver projectos I&amp;D e de actividades de transfer&ecirc;ncia de tecnologia em parceria com as empresas; (4) organizar ciclos de eventos dedicados ao empreendedorismo, &agrave; transfer&ecirc;ncia de tecnologia e &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o internacional (semin&aacute;rios, congressos, reuni&otilde;es); (5) apoiar a promo&ccedil;&atilde;o do empreendedorismo, cujo principal instrumento &eacute; o Poliempreende. </P >    <P >As v&aacute;rias (mais de duas dezenas) de OTIC’s ligadas a Universidades e Institutos Polit&eacute;cnicos em Portugal constituem entre si uma rede de informa&ccedil;&atilde;o apoiando-se mutuamente na busca das melhores respostas aos problemas que v&atilde;o surgindo no desenvolvimento das suas actividades. Esta rede tem, simultaneamente acesso a redes internacionais onde a troca e partilha de informa&ccedil;&atilde;o constituem uma mais-valia de interesse m&uacute;tuo. A OTIC oferece apoios:</P >     <P>&bull; infra-estruturas; </P >     <P>&bull; servi&ccedil;os de secretariado; </P >     <P>&bull;servi&ccedil;os de consultoria; </P >     <P>&bull; apoio para a procura de parceiro para o desenvolvimento dos projectos.</P >     <P>&bull; Em 2008 foi criado o Activlab – Laborat&oacute;rio Activador de Empresas. Este espa&ccedil;o foi criado com o objectivo de dar apoio, quer a estudantes quer a docentes do IPS que desejem testar uma ideia de neg&oacute;cio ou criar a sua empresa.</P >     <P >O ActivLab disponibiliza aos seus utilizadores e empreendedores espa&ccedil;o f&iacute;sico, infra-estruturas e servi&ccedil;os, proporcionando-lhes a inser&ccedil;&atilde;o num ambiente empresarial, estimulador da interac&ccedil;&atilde;o e aprendizagem, consideradas como indispens&aacute;veis para o &ecirc;xito de um projecto. Adicionalmente, &eacute; facilitado o acesso a profissionais especializados nas variadas val&ecirc;ncias t&eacute;cnicas e de gest&atilde;o dos quadros de pessoal do IPS, promovendo a transfer&ecirc;ncia de conhecimento, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P >O ActivLab trabalha em estreita coopera&ccedil;&atilde;o com a OTIC, e os empreendedores podem tamb&eacute;m beneficiar da rede de contactos formais e informais desta infra-estrutura.</P >    <P >2.2 Programas de educa&ccedil;&atilde;o para o empreendedorismo </P >    <P >O IPS foi criado em 1979 e tem como miss&atilde;o a valoriza&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento da sociedade em geral e da regi&atilde;o de Set&uacute;bal, em particular, atrav&eacute;s de actividades de forma&ccedil;&atilde;o terci&aacute;ria, de investiga&ccedil;&atilde;o e de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, que concorram para a cria&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento, difus&atilde;o e transfer&ecirc;ncia de conhecimento e para a promo&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia e da cultura. Actualmente &eacute; constitu&iacute;do por 5 Escolas Superiores (Tecnologia de Set&uacute;bal, Educa&ccedil;&atilde;o, Ci&ecirc;ncias Empresariais, Tecnologia do Barreiro e Sa&uacute;de), pelos Servi&ccedil;os de Ac&ccedil;&atilde;o Social e pelos Servi&ccedil;os Centrais.</P >    <P >O IPS, no ano lectivo de 2007-2008 tinha 6371 estudantes, 505 docentes e oferecia, 32 licenciaturas e 19 mestrados. O empreendedorismo constitui-se como um dos vectores estrat&eacute;gicos do IPS. A Escola Superior de Ci&ecirc;ncias Empresarias, pela sua &aacute;rea de actua&ccedil;&atilde;o foi a primeira a oferecer a unidade curricular de empreendedorismo inserida com car&aacute;cter obrigat&oacute;rio ou opcional (consoante os cursos nas 5 licenciaturas e no m&oacute;dulo internacional dedicado a estudantes Erasmus desde 2008). Actualmente esta unidade curricular &eacute; tamb&eacute;m oferecida em algumas licenciaturas em outras escolas, nomeadamente na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro (2006), na Escola Superior de Tecnologia de Set&uacute;bal (2010) e na Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o de Set&uacute;bal (2008) e nos cursos de especializa&ccedil;&atilde;o p&oacute;s licenciatura em enfermagem da Escola Superior de Sa&uacute;de (2010) e ainda na p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Empreendedorismo e Inova&ccedil;&atilde;o oferecida pela Escola Superior de Ci&ecirc;ncias Empresariais em parceria com a Universidade de &Eacute;vora (desde 2009).</P >    <P >O ensino do empreendedorismo, particularmente nos cursos de licenciatura &eacute; suportado numa abordagem “aprender-fazendo”, em particular nas aulas pr&aacute;ticas. Nas aulas te&oacute;ricas adopta uma abordagem mais expositiva combinada com aulas abertas e participa&ccedil;&atilde;o em semin&aacute;rios. Destacam-se ainda a organiza&ccedil;&atilde;o de eventos, nomeadamente:</P >     <P>1.	as conversas de final de tarde com empreendedores, cujo objectivo consiste na promo&ccedil;&atilde;o da partilha de experi&ecirc;ncias entre empreendedores e estudantes que possam ser fonte de aprendizagem e facilitem o contacto com o mundo real;</DD >    <P  >2.	a actividade denominada por “Empreendedor por um dia”, cujo desafio &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de um mini-neg&oacute;cio e onde os lucros da actividade revertem a favor de Institui&ccedil;&otilde;es Particulares de Solidariedade Social do distrito de Set&uacute;bal.</DD ></DL >    <P >A metodologia “aprender-fazendo” permite aos estudantes a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias empreendedoras atrav&eacute;s do desenvolvimento de  din&acirc;micas de grupo (quadro 1).</P>     <P>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro 1. Compet&ecirc;ncias e actividades desenvolvidas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rle/n19/n19a07q1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <P >Adicionalmente &agrave; oferta curricular em empreendedorismo, existe um conjunto de ofertas extracurriculares onde os estudantes podem participar de forma volunt&aacute;ria. Dois dos programas de empreendedorismo de participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria com maior ades&atilde;o no IPS s&atilde;o: a) <I>European Graduate Program</I> da <I>Junior Achie</I><I></I><I>vement</I> (JA Portugal – Associa&ccedil;&atilde;o Aprender a Empreender), e; b) Poliempreende, Concurso Nacional de Planos de Neg&oacute;cio dos Institutos Polit&eacute;cnicos.</P >    <P >A Associa&ccedil;&atilde;o Aprender a Empreender – <I>Junior Achievement Portugal </I>(JA Portugal) &eacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o sem fins lucrativos, fundada em Setembro de 2005. Esta associa&ccedil;&atilde;o desenvolve e promove o empreendedorismo, a assun&ccedil;&atilde;o do risco, a criatividade e a inova&ccedil;&atilde;o. </P >    <P >A “Aprender a Empreender” &eacute; financiada pelos seus associados que acreditam que a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; uma importante fonte de riqueza e que investem e promovem a forma&ccedil;&atilde;o, o esp&iacute;rito empresarial e empreendedor nos jovens, concedendo-lhes a oportunidade &uacute;nica de se desenvolverem. O principal objectivo desta associa&ccedil;&atilde;o &eacute; pois, consciencializar os jovens para a import&acirc;ncia de “Aprender a Empreender”. Pretende esta associa&ccedil;&atilde;o, fomentar uma atitude enriquecedora e potenciar a capacidade de se reinventar, atrav&eacute;s do erro e da aprendizagem, estimulando auto-confian&ccedil;a para enfrentar novas situa&ccedil;&otilde;es cada vez mais importantes e dif&iacute;ceis, em v&aacute;rias dimens&otilde;es/&aacute;reas como a cidadania, consci&ecirc;ncia activa, &eacute;tica, literacia financeira e desenvolvimento da vida profissional.</P >      <P >Esta associa&ccedil;&atilde;o &eacute; a cong&eacute;nere portuguesa da <I>Junior Achievement (</I>JA), criada em 1919, nos E.U.A, a maior e mais antiga organiza&ccedil;&atilde;o mundial educativa, sem fins lucrativos. Presente em 124 pa&iacute;ses, a <I>Junior Achievement</I> contribui para o desenvolvimento da educa&ccedil;&atilde;o empreendedora nos jovens de todo o mundo.</P >    <P >O <I>Gra</I><I>duate Program</I>, &eacute; apoiado e orientado por professores do IPS e por tutores volunt&aacute;rios do Banco Millenium BCP e visa fornecer uma forma&ccedil;&atilde;o empreendedora a estudantes do ensino superior. Atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o e operacionaliza&ccedil;&atilde;o de uma empresa fict&iacute;cia, os estudantes t&ecirc;m a oportunidade de aprender sobre a estrutura do sistema empresarial. Todos os estudantes do <I>Gra</I><I></I><I>duate Program</I> t&ecirc;m a oportunidade de desenvolver aptid&otilde;es relacionadas com a comunica&ccedil;&atilde;o, tomada de decis&atilde;o, organiza&ccedil;&atilde;o, negocia&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o de tempo. </P >    <P >As equipas, constitu&iacute;das por alunos do ensino universit&aacute;rio e polit&eacute;cnico (ISCTE, UNL, ISEG, UP, IPS-ESCE), s&atilde;o avaliadas por um sum&aacute;rio executivo e por uma apresenta&ccedil;&atilde;o em palco de 4 minutos. Os crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o mais relevantes s&atilde;o a aplicabilidade, a inova&ccedil;&atilde;o, o potencial de mercado e a sustentabilidade da Mini-Empresa.</P >    <P >O segundo projecto extra curricular, &eacute; o programa Poliempreende, com forte orienta&ccedil;&atilde;o para a comunidade acad&eacute;mica dos Institutos Polit&eacute;cnicos, favorece a participa&ccedil;&atilde;o de estudantes, docentes e diplomados que concorrem com ideias e planos de neg&oacute;cio transversais a um conjunto de &aacute;reas de saber, valorizando o desenvolvimento pessoal dos participantes atrav&eacute;s de experi&ecirc;ncias, pr&aacute;ticas e resultados, nomeadamente atrav&eacute;s do est&iacute;mulo &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o de equipas multidisciplinares. A din&acirc;mica do PoliEmpreende &eacute; aberta e interage com as regi&otilde;es onde se inserem os Polit&eacute;cnicos, facilitando a transfer&ecirc;ncia de tecnologia.</P >    <P >Pretende este projecto promover o empreendedorismo e a coopera&ccedil;&atilde;o e partilhar objectivos, estrat&eacute;gias, recursos e resultados entre institui&ccedil;&otilde;es. Assim, especificamente, o Poliempreende incentiva:</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&bull; mudan&ccedil;a de atitudes dos actores acad&eacute;micos: sensibilizando alunos, docentes e diplomados; aprofundando compet&ecirc;ncias pessoais e empresariais; </P >     <P>&bull; estimulo &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de empresas de base tecnol&oacute;gica: explorando, economicamente, conhecimentos, compet&ecirc;ncias e resultados de investiga&ccedil;&atilde;o; fixando quadros qualificados nas regi&otilde;es; </P >     <P>&bull; desenvolvimento e aproveitamento dos recursos end&oacute;genos de cada regi&atilde;o onde os polit&eacute;cnicos actuam: explorando oportunidades que os territ&oacute;rios possuem; desenvolvendo a economia local. </P >     <P >O Poliempreende inclui dois ciclos formativos, Oficina E e Oficina E2. Estes ciclos desenrolam-se ao longo do ano lectivo e encerram, respectivamente, com o concurso de ideias de neg&oacute;cios e com o concurso de planos de neg&oacute;cios.</P >    <P >A Oficina E (Empreendedorismo) com uma orienta&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica (<I>hands-on</I>) fomenta o desenvolvimento pessoal (mudan&ccedil;a de atitude, iniciativa, tomada de decis&otilde;es, lidar com a incerteza e o risco, criatividade e inova&ccedil;&atilde;o, persuas&atilde;o e negocia&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o oral e escrita) e oferece uma primeira abordagem em torno do empreendedorismo, alertando os participantes para a relev&acirc;ncia da envolvente, detec&ccedil;&atilde;o de oportunidades e inova&ccedil;&atilde;o competitiva.</P >    <P >A Oficina E&sup2; promove igualmente o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias que permitem o desenvolvimento pessoal, como lideran&ccedil;a, comunica&ccedil;&atilde;o, valoriza&ccedil;&atilde;o do trabalho de equipa, &eacute;tica, deontologia e cultura organizacional mas, nesta fase, orientadas para a estrutura&ccedil;&atilde;o, desenvolvimento e consolida&ccedil;&atilde;o do projecto de neg&oacute;cio, com o objectivo dos participantes elaborarem um plano de neg&oacute;cios.</P >    <P >A avalia&ccedil;&atilde;o dos planos de neg&oacute;cio, cuja parte financeira segue o modelo do IAPMEI, decorre em duas fases. Na primeira fase, fase regional, um j&uacute;ri, em cada Instituto Polit&eacute;cnico, avalia os respectivos projectos e atribui os pr&eacute;mios regionais. Na segunda fase, o j&uacute;ri nacional avalia o melhor projecto de cada IP e atribui os pr&eacute;mios nacionais. </P >    <P >Este projecto &eacute; um caso de sucesso que possibilitou a participa&ccedil;&atilde;o de todas as institui&ccedil;&otilde;es dum mesmo subsistema do ensino superior p&uacute;blico num projecto comum.</P >    <P >Para al&eacute;m dos programas curriculares e extracurriculares oferecidos o IPS leva a cabo um conjunto de iniciativas em parceria com outras entidades p&uacute;blicas e privadas. Dentro dessas iniciativas podem-se elencar:</P >     <P>&bull; Feira do Empreendedorismo e do Emprego do Barreiro em organiza&ccedil;&atilde;o conjunta entre a Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, a Escola de Ci&ecirc;ncias Empresariais e a C&acirc;mara Municipal do Barreiro. Este evento teve lugar nas instala&ccedil;&otilde;es da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro. Esta iniciativa pretendia criar uma bolsa de emprego e oferecer forma&ccedil;&atilde;o complementar em empreendedorismo aos estudantes do IPS e comunidade envolvente, bem como, oferecer um conjunto de semin&aacute;rios sobre empreendedorismo abertos &agrave; comunidade e com forte participa&ccedil;&atilde;o das escolas do ensino secund&aacute;rio da regi&atilde;o;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&bull; EmpreendESCE &eacute; promovido pela Escola Superior de Ci&ecirc;ncias Empresariais em parceria com a empresa Sfori e trata-se de uma competi&ccedil;&atilde;o de empreendedorismo destinada a trazer ao espa&ccedil;o do IPS alunos do ensino secund&aacute;rio do distrito de Set&uacute;bal;</P >     <P>&bull; <I>RoadShow</I> do Emprego e Empreendedorismo promovido pelo Instituto Portugu&ecirc;s da Juventude, cujo objectivo consiste em facultar e divulgar, aos jovens entre os 18 e os 35 anos com potencial empreendedor, informa&ccedil;&atilde;o de diferentes organismos p&uacute;blicos, gestores de programas e iniciativas na &aacute;rea do empreendedorismo jovem, tais como, os programas e iniciativas dedicados ao tema do emprego e do empreendedorismo, aconselhando os interessadas a candidatar-se ao Programa FINICIA <a href="#top1">1</a><a name="1">Jovem/ou outros Programas de apoio ao empreendedorismo jovem.</P >    <P >2.3 Um ecossistema empreendedor</P >    <P >Conforme referido anteriormente, o ensino do empreendedorismo dever&aacute; assumir um car&aacute;cter transversal nas institui&ccedil;&otilde;es do ensino superior e incluir para al&eacute;m das infra-estruturas f&iacute;sicas de apoio, um conjunto de programas curriculares e extracurriculares que favore&ccedil;am a cria&ccedil;&atilde;o de um ambiente envolvente prop&iacute;cio. Falamos assim, de um verdadeiro ecossistema empreendedor<a href="#top2">2</a><a name="2">(Carvalho, Costa e Dominguinhos, 2010), que favore&ccedil;a o desenvolvimento e adapta&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias, a dissemina&ccedil;&atilde;o do conhecimento e tecnologia contribuindo para o desenvolvimento da regi&atilde;o ou do pa&iacute;s (consoante o n&iacute;vel de dissemina&ccedil;&atilde;o que foz capaz de criar). O conceito de ecossistema aplicado &agrave;s ci&ecirc;ncias sociais inclui um conjunto de recursos tang&iacute;veis e intang&iacute;veis que se caracterizam pela sua interdepend&ecirc;ncia e pela cria&ccedil;&atilde;o de sinergias. </P >    <P >Nesse sentido, ele ser&aacute; t&atilde;o mais intenso e complexo conforme a capacidade de cria&ccedil;&atilde;o de liga&ccedil;&otilde;es. Na figura seguinte, apresenta-se o ecossistema empreendedor do IPS.</P >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 2. Ecossistema Empreendedor no IPS</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n19/n19a07f2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P >O ecossistema IPS permite mobilizar um conjunto de recursos de suporte aos projectos empreendedores possibilitando dessa forma uma utiliza&ccedil;&atilde;o eficiente dos recursos internos e disponibilizando um conjunto de compet&ecirc;ncias mais alargado. Desta forma, o ecossistema empreendedor funciona como um sistema mobilizador de capital social que atrav&eacute;s da sua rede potencia a possibilidade de sucesso dos projectos apoiados.</P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   ><B>3. Conclus&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es finais</B></P >    <P >Os novos tempos oferecem novas realidades ao ensino, e, consequentemente, novos desafios na integra&ccedil;&atilde;o dos jovens no mercado de trabalho. Estas mudan&ccedil;as exigem novos esfor&ccedil;os por parte das institui&ccedil;&otilde;es de ensino no sentido de facilitar a inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho e colmatar o risco de exclus&atilde;o social decorrente do desemprego e falta de acesso a rendimentos.</P >    <P >Este artigo permite apresentar um enquadramento do sistema econ&oacute;mico e social actual no contexto da Uni&atilde;o Europeia, considerando os conceitos de pobreza e exclus&atilde;o social, relacionando-os com educa&ccedil;&atilde;o para o empreendedorismo e apontando a import&acirc;ncia do ensino para o combate do risco social de desemprego. Para demonstrar o papel do ensino superior na promo&ccedil;&atilde;o do empreendedorismo ao servi&ccedil;o da inclus&atilde;o social, este estudo apresenta um caso de cria&ccedil;&atilde;o de um ecossistema empreendedor, facilitador da inser&ccedil;&atilde;o social e profissional dos diplomados.</P >    <P >Este trabalho permite apontar algumas conclus&otilde;es que consideramos relevantes e que podem constituir exemplo de boas pr&aacute;ticas pass&iacute;veis de dissemina&ccedil;&atilde;o noutras institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior. Este trabalho possibilita concluir que existe uma rela&ccedil;&atilde;o de interdepend&ecirc;ncia entre o incentivo do empreendedorismo e a disponibilidade de infra-estruturas e o desenvolvimento e oferta de programas curriculares e extra-curriculares, assim como de outras boas pr&aacute;ticas impulsionadoras do empreendedorismo. </P >    <P >A reflex&atilde;o relativa ao processo de encorajamento do empreendedorismo no IPS revelou a complexidade deste processo e a sua permanente necessidade de manuten&ccedil;&atilde;o, obrigando a uma constante dedica&ccedil;&atilde;o ao seu est&iacute;mulo, o que envolve um grande empenho e esp&iacute;rito de voluntariado quer por parte dos alunos quer por parte dos professores. </P >    <P >Finalmente, considerando-se que as institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior podem continuar a desempenhar um papel importante, mesmo ap&oacute;s a conclus&atilde;o do ciclo de estudos, parece-nos que o acompanhamento dos percursos profissionais, a presta&ccedil;&atilde;o de apoio especializado, de servi&ccedil;os de consultoria, de infra-estruturas, de espa&ccedil;o e de rede de contactos constituem passos importantes para a promo&ccedil;&atilde;o do empreendedorismo no sentido inclusivo, isto &eacute;, fomentando a possibilidade de cria&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio emprego e de inclus&atilde;o social.</P >    <P >Como recomenda&ccedil;&otilde;es finais, prop&otilde;e-se que as institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior possam criar redes com liga&ccedil;&otilde;es nacionais e internacionais e fomentar a utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos partilhados, de modo a garantir ganhos de efici&ecirc;ncia e uma maior especializa&ccedil;&atilde;o na presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os e uso de recursos de suporte ao processo empreendedor.</P >    <P >Considera-se ainda fundamental que o ecossistema empreendedor mantenha fortes la&ccedil;os com a comunidade para que a rela&ccedil;&atilde;o seja biun&iacute;voca e possa ser gerado valor social, quer atrav&eacute;s de projectos voltados para a satisfa&ccedil;&atilde;o de necessidades sociais da comunidade, quer atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de auto-empregos reduzindo-se dessa forma riscos sociais e promovendo a inclus&atilde;o e coes&atilde;o social.  </P >    <P   >&nbsp;</P >    <P ><B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</B></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P >Aiub, G. W. (.2002<I>). Intelig&ecirc;ncia Empreendedora: uma proposta para a capacita&ccedil;&atilde;o de multiplicadores da Cultura Empreendedora</I>.  Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Engenharia da Produ&ccedil;&atilde;o. UFSC, Florian&oacute;polis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1645-7250201100030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <P >Banco de Portugal (2010). Estat&iacute;sticas Online. [Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.bportugal.pt/EstatisticasWEB/(S(0vnmiaaynwlvnu454tvsorf5))/Default.aspx" target="_blank">http://www.bportugal.pt/EstatisticasWEB/(S(0vnmiaaynwlvnu454tvsorf5))/Default.aspx</a>, consultado em 09/12/2010]</P >    <P >Bruto da Costa, A. (2001). <I>Exclus&otilde;es Sociais.</I> Lisboa: Gradiva.</P >    <P >Carvalho, L; Costa, T. &amp; Dominguinhos, P. (2010). <I>Creating an entrepreneurship ecosystem in higher education</I>. Austria:  I-TECH Education and Publishing.</P >    <P >Costa, T; Carvalho, L. &amp; Dominguinhos, P. (2011 Fevereiro). <I>Ambientes que promovem o empreendedorismo no Ensino Superior – O  Caso do Instituto Polit&eacute;cnico de Set&uacute;bal</I>, Trabalho apresentado nas XXI Jornadas Hispano-Lusas de Gest&atilde;o Cient&iacute;fica. Espanha: C&oacute;rdoba.</P >    <P >European Commission (2003). <I>Green Paper on Entrepreneurship in Europe</I>. [Dispon&iacute;vel em <a href="http://ec.europa.eu/enterprise/entrepreneurship/green_paper/" target="_blank">http://ec.europa.eu/enterprise/entrepreneurship/green_paper/</a>, consultado em dezembro 2010].</P >    <P >European Commission (2009). <I>Commission Working Document</I>. Consultation on the future EU2020 Strategy, Brussels, 24.11.2009, COM(2009)647 final. [Dispon&iacute;vel em <a href="http://ec.europa.eu/eu2020/pdf/eu2020_en.pdf" target="_blank">http://ec.europa.eu/eu2020/pdf/eu2020_en.pdf</a>, consultado em 09/12/2010].</P >    <P >EUROSTAT (2010). <I>Combating poverty and social exclusion 2010 edition</I>. A statistical portrait of the European Union 2010,  da Eurostat Statistical Books, European Commission: Luxembourg. [Dispon&iacute;vel em <a href="http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_OFFPUB/KS-EP-09-001/EN/KS-EP-09-001-EN.PDF" target="_blank">http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_OFFPUB/KS-EP-09-001/EN/KS-EP-09-001-EN.PDF</a>, consultado em 09/12/2010].</P >    <!-- ref --><P >Hansemark, O. (1998).The effects of an entrepreneurship programme on need for achievement and locus of control of reinforcement. <I>International Journal of Entrepreneurship Behaviour </I><I>and Research</I>, <I>4(1)</I>, 28-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1645-7250201100030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <P >Henry, C., Hill, F. &amp; Leitch, C.M. (2003). <I>Education and Training for Aspiring Entrepreneurs: The Issue of Effectiveness.</I> Aldershot: Ashgate Publishing.</P >    <!-- ref --><P >Hytti, U., Cotton, J. &amp; O’Gorman, C. (2004). What is “enterprise education”? 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<body><![CDATA[<P >United Nations (1995). World Summit on Social Development in Copenhagen. 19 April 1995. A/CONF.166/9. [Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.un.org/documents/ga/conf166/aconf166-9.htm" target="_blank">http://www.un.org/documents/ga/conf166/aconf166-9.htm</a>, consultado em 09/12/2010].</P >    <P ><B>Web Sites</B></P >    <P ><a href="http://www.ja.org/about/about.shtml" target="_blank">http://www.ja.org/about/about.shtml</a></P >    <P ><a href="http://www.japortugal.org" target="_blank">http://www.japortugal.org</a></P >     <P >&nbsp;</P >     <P ><B>Notas</B>     <P ><a href="#1">1</a><a name="top1">&ldquo;O FINICIA &eacute; um programa que facilita o acesso a solu&ccedil;&otilde;es de financiamento e  assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica na cria&ccedil;&atilde;o de empresas, ou em empresas na fase inicial do seu ciclo de vida, com projectos  empresariais diferenciadores, pr&oacute;ximos do mercado ou com potencial de valoriza&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica. O FINICIA Jovem,  resultante de uma parceria com o Instituto Portugu&ecirc;s da Juventude, apresenta condi&ccedil;&otilde;es especiais para jovens at&eacute; aos  35 anos&rdquo; dispon&iacute;vel em <a href="http://www.iapmei.pt" target="_blank">www.iapmei.pt</a></P >     <P ><a href="#2">2</a><a name="top2">O ecossistema empreendedor, inclui uma multiplicidade de parceiros, que actuam nas diversas fases do processo empreendedor de forma din&acirc;mica e interactiva.Esta abordagem integradora favorece e estimula o processo empreendedor ao aglutinar recursos tang&iacute;veis e intang&iacute;veis de promo&ccedil;&atilde;o do empreendedorismo. </P >      ]]></body><back>
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