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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Educação Inclusiva: um novo paradigma de Escola]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The identity is defined through our relationship with those who around us and who help us to “see ourselves” as a person with our own characteristics. The school is a privileged space for this perception because of the interaction it provides, creating rich and stimulating environments and fundamental conditions to the proper development of any individual. Because of these given assumptions inclusive education makes all the sense, in spite of doubts felt and questions raised by teachers when asked to implement strategies which consider the class as a heterogeneous entity. Hence the relevance of teacher training to help overcome this problem, as shown by our own or oriented research in this area.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Educação inclusiva]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><B>Educa&ccedil;&atilde;o Inclusiva – um novo paradigma de Escola</B>   </P > </p>     <p>&nbsp; </p>     <P  ><B>Maria Odete Emygdio da Silva*</B></P >     <P  >*Doutora em Educa&ccedil;&atilde;o. Professora Associada da Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias. Investigadora do Centro de  Estudos e Interven&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o e Forma&ccedil;&atilde;o (CeiEF).  <a href="mailto:modete.dasilva@gmail.com">modete.dasilva@gmail.com</a></P >     <P  >&nbsp;</P >     <P   ><B>Resumo</B></P >    <P    >A identidade &eacute; definida pela rela&ccedil;&atilde;o que estabelecemos com os outros que est&atilde;o &agrave; nossa volta, que nos ajudam a “vermo-nos” como uma pessoa com caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias. A escola &eacute;, assim, um espa&ccedil;o privilegiado para essa perce&ccedil;&atilde;o, pela intera&ccedil;&atilde;o que proporciona, que deve criar ambientes estimu</B>lantes e ricos, condi&ccedil;&otilde;es fundamentais para o desenvolvimento adequado de qualquer indiv&iacute;duo. Tendo em conta estes pressupostos, a educa&ccedil;&atilde;o inclusiva faz todo o sentido. No entanto, suscita d&uacute;vidas e questionamentos aos professores, sobretudo a n&iacute;vel da implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias que t&ecirc;m em conta a turma como uma entidade heterog&eacute;nea. Donde a pertin&ecirc;ncia de forma&ccedil;&atilde;o neste &acirc;mbito, alguma da qual, decorrente de investiga&ccedil;&atilde;o que realiz&aacute;mos ou orient&aacute;mos, refletimos aqui.</P >     <P   ><B>Palavras-chave:</B> Educa&ccedil;&atilde;o inclusiva; forma&ccedil;&atilde;o de professores; an&aacute;lise de necessidades de forma&ccedil;&atilde;o; investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o.</P >     <P    >&nbsp;</P >     <P    ><B>Inclusive Education &ndash; a new School paradigm</B></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Abstract</b></p>     <p>The identity is defined through our relationship with those who around us and who help us to &ldquo;see ourselves&rdquo; as a person with our own characteristics. The school is a privileged space for this perception because of the interaction it provides, creating rich and stimulating environments and fundamental conditions to the proper development of any individual. Because of these given assumptions inclusive education makes all the sense, in spite of doubts felt and questions raised by teachers when asked to implement strategies which consider the class as a heterogeneous entity. Hence the relevance of teacher training to help overcome this problem, as shown by our own or oriented research in this area.</p>     <p><b>Keywords:</b> inclusive education; teacher training, training needs analysis, action research.</p>     <p>&nbsp;</p>  <B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B></P >    <P    >A escola inclusiva constr&oacute;i-se. Depende de enquadramento legislativo que lhe d&aacute; suporte, mas s&oacute; se consolida com a pr&aacute;tica dos atores que a implementam, que est&aacute;, por seu lado, intimamente ligada n&atilde;o apenas ao saber-fazer, mas tamb&eacute;m &agrave; atitude com que se perspetiva. </P >    <P    >Relativamente &agrave; interven&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica, isto &eacute;, ao saber-fazer que referimos, &eacute; fundamental que os intervenientes envolvidos neste processo, em particular os professores, se sintam capazes de responder adequadamente ao desafio que a diferen&ccedil;a representa.</P >    <P    >No que diz respeito &agrave; atitude para com a inclus&atilde;o, sobretudo se esta se refere a alunos com defici&ecirc;ncia ou com necessidades educativas especiais, este &eacute; um ponto cr&iacute;tico. Na verdade, n&atilde;o chega saber como se faz. &Eacute; necess&aacute;rio querer fazer e acreditar que &eacute; poss&iacute;vel construir uma escola e, obviamente, uma sociedade, onde todos t&ecirc;m um lugar.</P >    <P    >A forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua de professores &eacute;, quanto a n&oacute;s, um contributo fundamental para refletir estas quest&otilde;es, como a investiga&ccedil;&atilde;o, nomeadamente a que temos realizado e que apresentaremos neste artigo, tem evidenciado. A nossa pr&aacute;tica, no &acirc;mbito da forma&ccedil;&atilde;o especializada de docentes, relativamente &agrave; qual tamb&eacute;m apresentamos alguns dados, tem confirmado, por seu lado, a import&acirc;ncia deste contributo. </P >    <P   ><B>Inclus&atilde;o: fundamentos e pr&aacute;ticas</B></P >    <P    >Sendo a diversidade um fator inerente a todos os seres vivos, falar de inclus&atilde;o, uma palavra de ordem nos nossos dias, conduz-nos &agrave; reflex&atilde;o sobre este conceito que, embora aceite pela generalidade das pessoas como “aquilo que deve ser”, suscita sempre muitas dificuldades quanto &agrave; sua implementa&ccedil;&atilde;o. Na verdade, no mundo global em que vivemos, em que as popula&ccedil;&otilde;es migrantes s&atilde;o uma constante, o que significa percecionar todos e cada um de acordo com as suas potencialidades? E como conjug&aacute;-las, quando a palavra de ordem &eacute; a produtividade? </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >A inclus&atilde;o &eacute;, antes de tudo, uma quest&atilde;o de direitos. &Eacute; tamb&eacute;m um desafio. E, porque &eacute; um desafio, constitui-se como um valor (Rodrigues, 2003; Leit&atilde;o, 2006; Silva, 2011), uma vez que nos obriga a tomar mais consci&ecirc;ncia da heterogeneidade e da ou das respostas a que ela nos obriga, tamb&eacute;m quando estamos na esfera da educa&ccedil;&atilde;o.</P >    <P    >A inclus&atilde;o, em termos educativos, faz mais sentido se for perspetivada como educa&ccedil;&atilde;o inclusiva. Isto significa que a escola, para al&eacute;m de proporcionar aos alunos um espa&ccedil;o comum, tem de proporcionar-lhes, tamb&eacute;m, oportunidades para que fa&ccedil;am aprendizagens significativas. O que s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel se aceitarmos que a diferen&ccedil;a n&atilde;o &eacute; necessariamente impeditiva de aprendizagem e que todos aprendemos com os outros, como a investiga&ccedil;&atilde;o evidenciou. Nunca &eacute; demasiado recordar que todos os indiv&iacute;duos se desenvolvem atrav&eacute;s da mesma sequ&ecirc;ncia de est&aacute;dios, independentemente das dificuldades que apresentem. E que, de acordo com Sprinthall e Sprinthall (1993), ambientes estimulantes e ricos, segundo Hunt (1974), tal como ambientes ativos desde os primeiros anos como Bruner (1987) constatou, s&atilde;o fundamentais e imprescind&iacute;veis para o desenvolvimento. Vygotsky (1987), por seu lado, ao concetualizar a zona proximal de desenvolvimento, veio refor&ccedil;ar a necessidade da intera&ccedil;&atilde;o, como potenciadora da aprendizagem, consequentemente, do desenvolvimento. </P >    <P    >Referimos autores que se situam numa perspetiva cognitivista. No entanto e, numa outra perspetiva, tamb&eacute;m Bandura (1969) evidenciou a import&acirc;ncia da aprendizagem por modelagem e a aprendizagem vicariante.</P >    <P    >Mais recentemente, Sameroff e Mackenzie (2003, citados por Bairr&atilde;o, 2004) confirmaram estas constata&ccedil;&otilde;es. De acordo com estes autores, a intera&ccedil;&atilde;o entre pares conduz sempre a mudan&ccedil;as de comportamento. Por outro lado, conclu&iacute;ram, tal como Rosenthal e Jacobson j&aacute; o haviam feito, em 1968, que as expetativas que os professores t&ecirc;m em rela&ccedil;&atilde;o aos alunos s&atilde;o determinantes para o seu desenvolvimento. Ou seja: a crian&ccedil;a ao interagir com o meio influencia-o, e este influencia o seu desenvolvimento. </P >    <P    >Diferentemente da integra&ccedil;&atilde;o, que colocava o problema no sujeito, que deveria ser “tratado” ou reabilitado de acordo com um padr&atilde;o ou norma, de modo a poder chegar tanto quanto poss&iacute;vel a essa norma, a inclus&atilde;o considera que &eacute; responsabilidade da sociedade, onde a escola se insere, responder &agrave;s capacidades que todos t&ecirc;m, ainda que estas possam parecer “insignificantes”. Na verdade, reabilitar primeiro para integrar depois &eacute; um percurso imposs&iacute;vel para a maior parte das pessoas com defici&ecirc;ncia. Procurar traz&ecirc;-las para a norma, para o padr&atilde;o comum, &eacute; negar a sua diferen&ccedil;a, seja esta de natureza f&iacute;sica, cultural, &eacute;tnica, racial ou religiosa. E, no &acirc;mbito da diferen&ccedil;a a n&iacute;vel f&iacute;sico, &eacute; importante ter em conta que as varia&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas determinam m&uacute;ltiplas varia&ccedil;&otilde;es de configura&ccedil;&atilde;o ou apar&ecirc;ncia que surgem numa mesma esp&eacute;cie, em diferentes sujeitos. O fen&oacute;tipo &eacute; uma express&atilde;o diversificada de um c&oacute;digo gen&eacute;tico comum; &eacute; a variabilidade entre sujeitos de uma mesma fam&iacute;lia biol&oacute;gica. </P >    <P    >A escola inclusiva implica mudan&ccedil;as relativamente &agrave; atitude com que a perspetivamos, que pode determinar o sucesso ou o insucesso dos alunos; &agrave; pr&aacute;tica pedag&oacute;gica que a comunidade escolar desenvolve, que deve ter impl&iacute;cita a coopera&ccedil;&atilde;o ou, no m&iacute;nimo, a colabora&ccedil;&atilde;o entre todos os atores que interv&ecirc;m no seu espa&ccedil;o; &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o e &agrave; gest&atilde;o da escola que, frequentemente, quando as situa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o mais complexas tem de implementar projetos, tantas vezes parecerias com outras institui&ccedil;&otilde;es, de modo a garantir uma resposta a mais adequada poss&iacute;vel aos alunos que carecem dela. </P >    <P    >A inclus&atilde;o &eacute; muito mais do que a partilha do mesmo espa&ccedil;o f&iacute;sico. No entanto, embora se aceite facilmente que a escola &eacute; um lugar que proporciona intera&ccedil;&atilde;o de aprendizagens significativas a todos os seus alunos, n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil geri-las, em particular quando alguns t&ecirc;m problem&aacute;ticas complexas, quando os recursos s&atilde;o insuficientes e quando a pr&oacute;pria sociedade est&aacute; ainda longe de ser inclusiva.</P >    <P    >A dificuldade na constru&ccedil;&atilde;o da escola inclusiva est&aacute; relacionada, quanto a n&oacute;s, com uma pr&aacute;tica que v&aacute; nesse sentido. A coopera&ccedil;&atilde;o, entendida como aprendizagem cooperativa e a diferencia&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica, ainda que mencionada como inclusiva, muitas vezes presentes no contexto da forma&ccedil;&atilde;o, s&oacute; t&ecirc;m raz&atilde;o de ser se os professores souberem p&ocirc;r em pr&aacute;tica atividades e estrat&eacute;gias que v&atilde;o ao encontro dos pressupostos que lhes subjazem.</P >    <P    >&Eacute; evidente que sem diferencia&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica n&atilde;o podemos falar de inclus&atilde;o. No entanto, se a diferencia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o for inclusiva, isto &eacute;, se o trabalho que o aluno com necessidades educativas especiais ou mesmo com dificuldades de aprendizagem realiza &eacute; marginal relativamente ao que se passa com o resto da turma, esse aluno est&aacute; inserido na sua turma mas n&atilde;o est&aacute; inclu&iacute;do. Isto significa que estes alunos, ainda que tenham problem&aacute;ticas muito complexas, devem, de acordo com as suas capacidades, participar nas atividades em que essa participa&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel. Para tal, &eacute; desej&aacute;vel que os professores criem ambientes de trabalho facilitadores desta intera&ccedil;&atilde;o e que a promovam, tendo em conta, no entanto, que?a diferencia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; um m&eacute;todo pedag&oacute;gico, &eacute; uma forma de organiza&ccedil;&atilde;o de trabalho na aula, no estabelecimento e no meio envolvente. N&atilde;o se limita a um procedimento particular, nem pode atuar apenas por grupos de n&iacute;vel ou de necessidade: Deve ter em conta, todos os m&eacute;todos, todos os dispositivos, todas as disciplinas e todos os n&iacute;veis de ensino (Perrenoud, 2010, p. 18).</P >    <P    >&Eacute; evidente que as aulas n&atilde;o t&ecirc;m de processar-se sempre segundo esta l&oacute;gica. O ensino e a aprendizagem t&ecirc;m momentos para tudo. O trabalho de grupo &eacute; muito importante, estrat&eacute;gias cooperativas s&atilde;o fundamentais, mas n&atilde;o t&ecirc;m de substituir aulas expositivas, nem a aprendizagem individual.</P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >De entre as estrat&eacute;gias eletivas para a intera&ccedil;&atilde;o entre os alunos destaca-se a aprendizagem cooperativa.</P >    <P    >Segundo Arends (1995), a aprendizagem cooperativa, que teve a sua origem na Gr&eacute;cia, destacou-se com Dewey (1916), a que se seguiram, posteriormente, Thelen (1954, 1960), Slavin (1985) e Johnson e Johnson (1998), entre outros. Todos estes autores a defenderam, ou porque, tal como Dewey considerou, a escola como espelho da sociedade deveria refletir os princ&iacute;pios democr&aacute;ticos desta, ou porque foi fundamental para a integra&ccedil;&atilde;o de alunos com defici&ecirc;ncia, como Johnson e Johnson constataram.</P >    <P    >A estes autores &eacute; importante acrescentar Piaget (1966), Vygotsky (1987) e Bandura (1969), pelos contributos que ajudaram a um melhor enquadramento desta estrat&eacute;gia. A intera&ccedil;&atilde;o que est&aacute; subjacente &agrave; aprendizagem cooperativa &eacute; fundamental para o desenvolvimento de todos. Os alunos que n&atilde;o t&ecirc;m dificuldades t&ecirc;m oportunidade de sistematizar melhor as suas aprendizagens sempre que t&ecirc;m de ajudar os seus colegas com mais dificuldades. Estes, com a intera&ccedil;&atilde;o que se desenvolve atrav&eacute;s de um trabalho de ou em grupo, porque veem fazer, aprendem melhor. Ainda que em alguns casos possamos considerar que essa aprendizagem &eacute; insuficiente ou mesmo irrelevante, &eacute; importante termos em conta que s&oacute; deste modo estes alunos ser&atilde;o percecionados pelos seus pares como fazendo parte da turma e da escola.</P >    <P    >&Eacute; claro que nem sempre tudo isto &eacute; assim t&atilde;o linear. Por isso, cabe ao professor gerir estas situa&ccedil;&otilde;es de intera&ccedil;&atilde;o, com bom senso, o qual, embora n&atilde;o se fundamente em teorias cient&iacute;ficas &eacute; determinante na rela&ccedil;&atilde;o entre as pessoas.</P >    <P    >Relativamente &agrave; aprendizagem cooperativa, &eacute; importante destacar as tr&ecirc;s perspetivas em que pode assentar, que diferem entre si em fun&ccedil;&atilde;o das interdepend&ecirc;ncias que lhes est&atilde;o subjacentes. Temos, deste modo, a interdepend&ecirc;ncia de objetivos em que assenta a abordagem social, a interdepend&ecirc;ncia de pap&eacute;is e de recursos, pr&oacute;pria da abordagem s&oacute;cio-construtivista e a interdepend&ecirc;ncia de tarefas e de recompensas, em que se fundamenta a perspetiva comportamentalista (Leit&atilde;o, 2006). De acordo com este autor, referindo Johnson, Johnson e Holubec (1993), qualquer das abordagens, que tem impl&iacute;cito o trabalho de e em grupo, contribui, no entanto, para a aprendizagem individual. </P >    <P    >A organiza&ccedil;&atilde;o dos grupos obedece, por seu lado, a determinados princ&iacute;pios. Destacamos, de entre todos, a heterogeneidade que deve presidir &agrave; sua constitui&ccedil;&atilde;o, que fundamenta a import&acirc;ncia do trabalho desenvolvido deste modo, em particular quando abrange alunos com necessidades educativas especiais, mesmo que estas sejam complexas.</P >    <P    >Como j&aacute; referimos, respeitando os pressupostos da educa&ccedil;&atilde;o inclusiva, a mesma atividade pode ser realizada por todos os alunos de uma turma. De acordo, contudo, com as capacidades de cada um. A aprendizagem faz-se atrav&eacute;s da intera&ccedil;&atilde;o que se estabelece entre todos, que permite aprender vendo fazer e ensinar, fazendo.</P >    <P    >A inclus&atilde;o – e &eacute; relevante voltar a referir que a entendemos sempre numa perspetiva de educa&ccedil;&atilde;o inclusiva – aponta para um paradigma de escola que, embora tenha, pelo menos do ponto de vista legal, j&aacute; alguns anos, levanta d&uacute;vidas e dificuldades relativamente &agrave; sua implementa&ccedil;&atilde;o. E, na aus&ecirc;ncia de modelos cred&iacute;veis e securizantes, opta-se, grande parte das vezes, por respostas que vinham sendo dadas no &acirc;mbito da integra&ccedil;&atilde;o. </P >    <P    >De referir que os conceitos de integra&ccedil;&atilde;o e de inclus&atilde;o, aparecendo frequentemente juntos, como se tivessem os mesmos pressupostos epistemol&oacute;gicos, prestam-se a alguma ambiguidade que talvez justifique, em parte, essas respostas.</P >    <P    >A integra&ccedil;&atilde;o teve dois momentos: um centrado no aluno e um outro, posterior, a partir de 1981, com o Ano Internacional das Pessoas com Defici&ecirc;ncia, centrado na escola. Ou seja, na primeira situa&ccedil;&atilde;o, a responsabilidade pelo atendimento das crian&ccedil;as e dos jovens com necessidades educativas especiais era da responsabilidade dos professores de educa&ccedil;&atilde;o especial, que trabalhavam com eles individualmente ou em pequenos grupos, fora do contexto da turma. Quando a integra&ccedil;&atilde;o passou a ser entendida como sendo da responsabilidade da escola, a forma de atendimento a estes alunos mudou, do ponto de vista concetual. Os professores especialistas deveriam, agora, trabalhar com o(s) aluno(s) na(s) sua(s) turma(s) de perten&ccedil;a. No entanto, continuou a ser uma interven&ccedil;&atilde;o individual ou em pequeno grupo, que assentava nas dificuldades dos alunos, tendo em vista a sua normaliza&ccedil;&atilde;o.</P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Provavelmente, a fase de transi&ccedil;&atilde;o para o paradigma da inclus&atilde;o, que introduziu uma rutura epistemol&oacute;gica ao defender que todos os alunos t&ecirc;m potencialidades e que &eacute; sobre elas que o trabalho dos professores deve assentar, gerou ambiguidade em fun&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica que vinha sendo desenvolvida. O que, em conjunto com alguma resist&ecirc;ncia &agrave; inova&ccedil;&atilde;o, dificuldades em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; planifica&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o das aulas para o conjunto da turma, entre tantas outras situa&ccedil;&otilde;es mais ou menos complexas, pode justificar pr&aacute;ticas que n&atilde;o contribuem para a inclus&atilde;o.</P >    <P    >Por outro lado, em Portugal, a pr&oacute;pria legisla&ccedil;&atilde;o que a enquadra (DL 3/2008, de 7 de janeiro), ao situ&aacute;-la no &acirc;mbito da educa&ccedil;&atilde;o especial, para a qual define como objetivos, </P >     <P    >a inclus&atilde;o educativa e social, o acesso e o sucesso educativo, a autonomia, a estabilidade emocional, bem como a promo&ccedil;&atilde;o da igualdade de oportunidades, a prepara&ccedil;&atilde;o para o prosseguimento de estudos ou para uma adequada prepara&ccedil;&atilde;o para a vida profissional e para uma transi&ccedil;&atilde;o da escola para o emprego das crian&ccedil;as e dos jovens com necessidades educativas especiais (Art&ordm; 1&ordm;, ponto 2), pode contribuir para pr&aacute;ticas que nada t&ecirc;m a ver com os mesmos.</P >    <P    >Tamb&eacute;m ao considerar como modalidades espec&iacute;ficas de educa&ccedil;&atilde;o (Art&ordm; 23&ordm;), as unidades de ensino estruturado para a educa&ccedil;&atilde;o de alunos com perturba&ccedil;&otilde;es do espetro do autismo (Art&ordm; 25&ordm;) e as unidades de apoio especializado para a educa&ccedil;&atilde;o de alunos com multidefici&ecirc;ncia e surdocegueira cong&eacute;nita (Art&ordm; 26&ordm;), este documento tem favorecido, ainda que involuntariamente, pr&aacute;ticas de separa&ccedil;&atilde;o excludentes em nome de objetivos inclusivos. N&atilde;o s&oacute; muitos destes alunos aqui permanecem durante todo o tempo letivo, sem se lhes dar a oportunidade de intera&ccedil;&atilde;o com outros modelos, como se remete, frequentemente, para o seu seio, alunos que nada t&ecirc;m a ver com qualquer das problem&aacute;ticas mencionadas. Deste modo, as Unidades, que deveriam ser, apenas, salas de recursos, tornam-se recursos particularmente &uacute;teis para “albergar” indiferenciadamente aqueles que, por qualquer raz&atilde;o, se desviam da norma.</P >    <P   ><B>Forma&ccedil;&atilde;o Cont&iacute;nua de Professores: um fator facilitador da inclus&atilde;o</B></P >    <P    >A investiga&ccedil;&atilde;o tem mostrado que &eacute; necess&aacute;rio haver forma&ccedil;&atilde;o de professores que os ajude na tarefa complexa que &eacute; gerir as aprendizagens dos alunos no mesmo espa&ccedil;o, de modo a que haja comunica&ccedil;&atilde;o/intera&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, que todos beneficiem. A pr&oacute;pria necessidade de organizar projetos com outros parceiros, tendencialmente da esfera da sa&uacute;de e da reabilita&ccedil;&atilde;o, fundamentais para que alguns alunos tenham, deste modo, recursos imprescind&iacute;veis ao seu desenvolvimento, n&atilde;o &eacute; uma tarefa linear. &Eacute; uma resposta que tem de ter em conta uma multiplicidade de quest&otilde;es, &agrave;s quais est&aacute; subjacente a quest&atilde;o principal: a inclus&atilde;o do aluno. Mas esta s&oacute; tem raz&atilde;o de ser se for feita junto dos seus pares, ainda que, em paralelo, sejam necess&aacute;rias interven&ccedil;&otilde;es muito espec&iacute;ficas.</P >    <P    >A forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua de professores n&atilde;o resolve tudo, como &eacute; &oacute;bvio. No entanto, muitas destas quest&otilde;es podem ser equacionadas com um outro “olhar”, de modo a que os alunos n&atilde;o fiquem remetidos &agrave;s suas dificuldades, independentemente da sua natureza, e a constru&ccedil;&atilde;o da escola inclusiva v&aacute; sendo adiada, pese embora a exist&ecirc;ncia de leis que a decretaram.</P >    <P    >De acordo com a nossa perce&ccedil;&atilde;o, fundamentada na investiga&ccedil;&atilde;o que temos vindo a desenvolver e relativamente &agrave; qual referiremos alguns dados que nos permitem refletir sobre a sua import&acirc;ncia para a constru&ccedil;&atilde;o da escola inclusiva, a dificuldade dos professores reside na operacionaliza&ccedil;&atilde;o de conceitos com os quais podem concordar, mas que lhes s&atilde;o familiares apenas teoricamente. </P >    <P    >A forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, segundo &Eacute;raut (1988), organiza-se de acordo com quatro paradigmas: o do d&eacute;fice e o da mudan&ccedil;a, que se fundamentam em teorias comportamentalistas e t&ecirc;m a normatividade como ponto de partida; o do crescimento e o da resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, que assentam em teorias cognitivistas, valorizando a reflex&atilde;o como ponto de partida para a forma&ccedil;&atilde;o. &Eacute; nestes dois paradigmas que se situa a an&aacute;lise de necessidades de forma&ccedil;&atilde;o. </P >    <P    >Esta estrat&eacute;gia, porque respeita princ&iacute;pios defendidos para a educa&ccedil;&atilde;o e para a forma&ccedil;&atilde;o de adultos, tais como as carater&iacute;sticas psicol&oacute;gicas que lhes s&atilde;o pr&oacute;prias, a articula&ccedil;&atilde;o com a sua pr&aacute;tica quotidiana, a sua experi&ecirc;ncia, excelente ponto de partida para situa&ccedil;&otilde;es de aprendizagem<B>, </B>a sua inser&ccedil;&atilde;o em projetos ou em realidades que lhes dizem respeito<B>, </B>bem como<B> </B>as suas necessidades, facilita o equacionamento de muitas quest&otilde;es sobre a inclus&atilde;o com que os professores se confrontam no seu quotidiano (Charlot, 1976, 2003; Knowles, 1990).</P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >De acordo com o paradigma do crescimento, a forma&ccedil;&atilde;o resulta do ajustamento das necessidades dos formandos &agrave;s do formador. No que diz respeito ao paradigma de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, a forma&ccedil;&atilde;o decorre das preocupa&ccedil;&otilde;es/necessidades dos formandos, que o formador ajuda a despoletar. </P >    <P    >A forma&ccedil;&atilde;o que se enquadra na investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o, contribuindo para “a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimentos sobre a realidade, a inova&ccedil;&atilde;o no sentido da singularidade de cada caso (…) e a forma&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias dos intervenientes” (Guerra, 2002, p. 52), contribui de igual modo e significativamente para uma mudan&ccedil;a de atitude facilitadora da inclus&atilde;o. Planificar a interven&ccedil;&atilde;o, tendo em conta os pr&eacute;-requisitos indispens&aacute;veis a qualquer a&ccedil;&atilde;o educativa, implement&aacute;-la e avali&aacute;-la, num processo cont&iacute;nuo de reflex&atilde;o que permite replanificar, ajustando &ecirc;xitos e dificuldades, &eacute;, indiscutivelmente, um modo de (re)pensar muitos dos receios e mitos que est&atilde;o subjacentes &agrave; diferen&ccedil;a, em particular quando esta resulta de defici&ecirc;ncia.</P >    <P    >Estrat&eacute;gias de forma&ccedil;&atilde;o como a an&aacute;lise de necessidades e a investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o s&atilde;o, assim, facilitadoras de um novo olhar sobre a escola legislativamente inclusiva, quantas vezes segregadora em fun&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas que a&iacute; se desenvolvem, em nome de uma proclamada inclus&atilde;o que os documentos legais legitimam. A inclus&atilde;o educativa vai para al&eacute;m do enquadramento legal que a suporta e que &eacute;, obviamente, fundamental, mas insuficiente.</P >    <P    >Como referimos atr&aacute;s, sem forma&ccedil;&atilde;o que conduza a uma reflex&atilde;o sobre as pr&aacute;ticas desej&aacute;veis e aquelas que as escolas v&atilde;o implementando, &eacute; dif&iacute;cil perspetivar uma escola alicer&ccedil;ada em princ&iacute;pios inclusivos. Efetivamente, “nenhum docente est&aacute; preparado psicologicamente e didaticamente para a inclus&atilde;o. Mesmo quando est&aacute;, isso representa um acr&eacute;scimo de trabalho centrado nos alunos inclu&iacute;dos e no seu ambiente” (Perrenoud, 2010, p. 15).</P >    <P   ><B>Dados de investiga&ccedil;&atilde;o: testemunhos para a constru&ccedil;&atilde;o da escola inclusiva</B></P >    <P    >A investiga&ccedil;&atilde;o e a forma&ccedil;&atilde;o que temos feito no &acirc;mbito da inclus&atilde;o t&ecirc;m mostrado que os docentes aderem muito bem a estrat&eacute;gias formativas que t&ecirc;m em conta as suas preocupa&ccedil;&otilde;es. Por outro lado, o trabalho de orienta&ccedil;&atilde;o de projetos de interven&ccedil;&atilde;o que assentam nos pressupostos da investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o faz-nos supor que este processo conduz a uma melhoria de atitude e de pr&aacute;ticas dos professores que assim fazem a sua forma&ccedil;&atilde;o.</P >    <P    >No que diz respeito a dados que resultaram de investiga&ccedil;&atilde;o, apresentamos, seguidamente, tr&ecirc;s situa&ccedil;&otilde;es em que estivemos envolvidas, as quais decorreram segundo o paradigma de crescimento (2007 e 2008) e o de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas (2008 e 2009).</P >    <P    >Relativamente &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o que realiz&aacute;mos em 2007, pretend&iacute;amos identificar dificuldades que os professores que participavam na mesma sentiam com a inclus&atilde;o de alunos com necessidades educativas especiais no ensino regular, procurando perceber se havia muita diferen&ccedil;a relativamente aos dados que obtiveramos quando de uma outra pesquisa que realiz&aacute;mos no &acirc;mbito da integra&ccedil;&atilde;o. Para tal, entrevist&aacute;mos 30 professores do 1&ordm; Ciclo (26 do sexo feminino e 4 do sexo masculino), com idades compreendidas entre os 28 e mais de 50 anos, em escolas situadas no centro e na periferia da grande Lisboa. </P >    <P    >Identificadas as dificuldades, reunimos de novo com os docentes, devolvendo-lhes o trabalho que t&iacute;nhamos realizado. Procur&aacute;mos, deste modo, que refletissem os dados para, de seguida e, em conjunto, podermos estabelecer com mais adequa&ccedil;&atilde;o as dificuldades/necessidades emergentes dos seus discursos, de modo a ajustarmos o programa de forma&ccedil;&atilde;o que daqui decorreu.</P >    <P    >Situando-se no mesmo paradigma, o do crescimento, referimos o levantamento de necessidades que realiz&aacute;mos no ano de 2008 com 60 alunos dos Mestrados que lecion&aacute;vamos. Desta popula&ccedil;&atilde;o, que tinha entre 28 e mais de 50 anos de idade, apenas 2 eram do sexo masculino. Tal como fazemos sempre, embora s&oacute; o tenhamos feito sistematizadamente no ano letivo referido, pedimos aos Mestrandos, no in&iacute;cio dos cursos respetivos, que identificassem, a n&iacute;vel individual e anonimamente, as dificuldades que sentiam relativamente &agrave; inclus&atilde;o, bem como as expetativas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma&ccedil;&atilde;o que iam iniciar. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >&Agrave; semelhan&ccedil;a do que se processou com a investiga&ccedil;&atilde;o que mencion&aacute;mos atr&aacute;s, os dados, depois de tratados, foram alvo de reflex&atilde;o, feita em conjunto, o que permitiu um reajustamento ao programa de forma&ccedil;&atilde;o que t&iacute;nhamos organizado.</P >    <P    >As dificuldades/necessidades identificadas, nas duas situa&ccedil;&otilde;es, decorreram da expectativa dos sujeitos (Barbier &amp; Lesne, 1986) e podem entender-se como percebidas (Bradshow, 1972) ou sentidas (Tejedor, 1997).</P >    <P    >Situando-se num outro paradigma, o da resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, referimos uma outra situa&ccedil;&atilde;o, que decorreu no &acirc;mbito da forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua em contexto de trabalho. Realizou-se em duas escolas do ensino particular e cooperativo, nos anos de 2008 e 2009, com 35 docentes, dos quais 20, todos do sexo feminino, lecionavam num dos estabelecimentos de ensino. Dos restantes, que pertenciam &agrave; outra escola, 4 eram do sexo masculino. As idades variavam entre 28 e 40 anos.</P >    <P    >Nesta situa&ccedil;&atilde;o e, de acordo com o paradigma de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, as dificuldades/necessidades emergiram das preocupa&ccedil;&otilde;es dos professores, que resultavam de problemas suscitados pela inclus&atilde;o de alunos com necessidades educativas especiais com que se viam confrontados. Correspondiam a interesses confinados a duas escolas.</P >    <P    >As necessidades de forma&ccedil;&atilde;o que analis&aacute;mos nestas tr&ecirc;s situa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o correlacionadas com os contextos em que decorreram. </P >    <P    >Temos, assim, no &acirc;mbito da investiga&ccedil;&atilde;o, necessidades muito operacionais, como planificar as aulas, gerir o tempo letivo, preparar atividades, selecionar material conveniente bem como conte&uacute;dos. </P >    <P    >J&aacute; no &acirc;mbito dos Mestrados, responder &agrave; diversidade de interesses dos alunos, enquadrar o papel do professor de educa&ccedil;&atilde;o especial e distinguir educa&ccedil;&atilde;o especial de educa&ccedil;&atilde;o inclusiva, s&atilde;o necessidades localizadas, pr&oacute;prias do contexto em que decorriam. </P >    <P    >Relativamente &agrave;s que decorreram da forma&ccedil;&atilde;o em contexto de trabalho, podemos dizer o mesmo. Fazer adequa&ccedil;&otilde;es curriculares, implementar curr&iacute;culos espec&iacute;ficos individualizados e preparar a transi&ccedil;&atilde;o dos alunos para a vida ativa eram, efetivamente, necessidades muito espec&iacute;ficas com que estas escolas se confrontavam e a que tinham de dar resposta, nomeadamente porque desde 2008, a introdu&ccedil;&atilde;o de legisla&ccedil;&atilde;o nova no contexto da inclus&atilde;o (DL 3/2008, de 7 de janeiro) abrangeu, tamb&eacute;m, os estabelecimentos de educa&ccedil;&atilde;o e de ensino particular e cooperativo.</P >    <P    >No entanto e, embora a identifica&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise de necessidades tenha ocorrido em contextos diferentes e se tenha situado em paradigmas tamb&eacute;m diferentes, encontr&aacute;mos nas tr&ecirc;s situa&ccedil;&otilde;es necessidades de forma&ccedil;&atilde;o id&ecirc;nticas: identificar necessidades educativas especiais; organizar o trabalho em fun&ccedil;&atilde;o de todos os alunos; avaliar os alunos com necessidades educativas especiais; articular com outros atores; enquadrar legal e concetualmente as necessidades educativas especiais.</P >    <P    >Estas necessidades de forma&ccedil;&atilde;o implicam, de modo significativo, a pr&aacute;tica pedag&oacute;gica. Podem ser demasiado abrangentes, como &eacute; o caso da identifica&ccedil;&atilde;o de necessidades educativas especiais ou at&eacute; dilem&aacute;ticas, de que a dificuldade em avaliar estes alunos &eacute; um bom exemplo. A este respeito, Caetano (1996) considera como dilema “as viv&ecirc;ncias subjetivas, os conflitos interiores, cognitivos e pr&aacute;ticos, ocorridos em contextos profissionais e em rela&ccedil;&atilde;o aos quais o professor equaciona duas ou mais alternativas (de a&ccedil;&atilde;o ou de reflex&atilde;o) ” (p. 194). No contexto da avalia&ccedil;&atilde;o, refere o limiar de passagem/reprova&ccedil;&atilde;o: valorizar o esfor&ccedil;o versus valorizar as capacidades, dilema que nos parece estar impl&iacute;cito na necessidade de forma&ccedil;&atilde;o atr&aacute;s referenciada.</P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Retomando o que mencion&aacute;mos atr&aacute;s, parece significativo que estas dificuldades/necessidades tenham emergido em contextos e tempos diferentes, nomeadamente porque, como tamb&eacute;m dissemos, implicam quest&otilde;es de natureza muito pragm&aacute;tica, fundamentais na pr&aacute;tica docente, indispens&aacute;veis para que a inclus&atilde;o possa ser bem-sucedida.</P >    <P    >Quanto a alguns dos dados resultantes dos projetos de interven&ccedil;&atilde;o que temos orientado, salientamos as dificuldades iniciais que as Mestrandas revelavam relativamente &agrave; planifica&ccedil;&atilde;o e &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho em fun&ccedil;&atilde;o da turma, de modo a que a intera&ccedil;&atilde;o propiciasse situa&ccedil;&otilde;es de enriquecimento para todos, em conformidade com uma das necessidades de forma&ccedil;&atilde;o atr&aacute;s referenciadas – organizar o trabalho em fun&ccedil;&atilde;o de todos os alunos – que emergiu nas tr&ecirc;s situa&ccedil;&otilde;es que descrevemos. No entanto, no final da interven&ccedil;&atilde;o, registaram-se os “ganhos” deste processo, no que se refere &agrave;s aprendizagens feitas pelos alunos e pelas pr&oacute;prias Mestrandas.</P >    <P    >Temos, assim, excertos de textos que nos dizem que </P >     <P    >a interven&ccedil;&atilde;o veio permitir uma mais-valia no nosso percurso profissional, consciencializando-nos para a import&acirc;ncia de continuarmos a desenvolver, no grupo e com o grupo, estrat&eacute;gias que favore&ccedil;am aprendizagens inclusivas … h&aacute; necessidade de mais investiga&ccedil;&atilde;o sobre as carater&iacute;sticas inclusivas da escola (Catrola, 2010, p. 100), e que n&oacute;s aprendemos a trabalhar num n&iacute;vel de ensino que n&atilde;o &eacute; o nosso, com crian&ccedil;as de idades diferentes, que t&ecirc;m um curr&iacute;culo e uma rotina completamente diferente e, sobretudo, aprendemos a planificar para uma turma que inclui uma crian&ccedil;a com dificuldades motoras graves (Ferreira, 2010, p. 82).</P >    <P    >Como uma das ent&atilde;o Mestrandas refere, “este trabalho [de interven&ccedil;&atilde;o] foi mais um valioso contributo para a nossa forma&ccedil;&atilde;o pessoal e profissional” (Rodrigues, 2010, p. 103).</P >     <P    >No que diz respeito &agrave;s aprendizagens realizadas pelos alunos, destacam-se avalia&ccedil;&otilde;es relativamente ao processo em que participaram, que nos dizem que os colegas de turma perceberam que aquele aluno tamb&eacute;m podia dar o seu contributo…o aluno sentiu-se mais participativo e ativo no processo ensino/aprendizagem e at&eacute; mesmo a professora reconheceu que os trabalhos em grupo se revelaram uma boa forma de aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos (Ferreira, 2011, p. 82).</P >    <P    >De acordo com alguns relatos, dos quais o que transcrevemos &eacute; exemplificativo, esta interven&ccedil;&atilde;o centrada no grupo de alunos, permite que “haja melhoria do comportamento social a n&iacute;vel individual [sendo que] …em rela&ccedil;&atilde;o ao restante grupo de alunos, pudemos verificar igualmente uma melhoria na toler&acirc;ncia e aceita&ccedil;&atilde;o da diferen&ccedil;a” (C&uacute;mano, 2011, p. 94). </P >    <P    >Um outro testemunho d&aacute;-nos conta de situa&ccedil;&otilde;es caraterizadas inicialmente como “falta de respeito pela multiculturalidade”, atitude percecionada na turma onde estava um aluno cujo diagn&oacute;stico psicol&oacute;gico anexo ao trabalho referia “baixa autoestima e fracas expetativas face &agrave; escola”. A interven&ccedil;&atilde;o levada a cabo contribuiu para que este aluno tivesse adquirido “mais confian&ccedil;a nas suas capacidades, valorizasse a sua autoestima e interagisse melhor com o grupo-turma”. Por outro lado, “os alunos melhoraram o seu comportamento, ajudando-se mutuamente na realiza&ccedil;&atilde;o das diversas tarefas, demonstraram maior respeito uns pelos outros, [tendo] estabelecido rela&ccedil;&otilde;es de entreajuda, solidariedade, companheirismo e cooperativismo” (Nunes, 2011, p. 84).</P >    <P    >Segundo um outro relato, houve</P >    <P    >evolu&ccedil;&atilde;o de todos, em rela&ccedil;&atilde;o ao ponto de partida…o reconhecimento dos professores intervenientes de que todos os alunos evolu&iacute;ram em rela&ccedil;&atilde;o ao ponto de partida e de que a inclus&atilde;o do [aluno] n&atilde;o foi impeditiva de que se cumprisse o programa das diferentes disciplinas. Para al&eacute;m deste fato, a necessidade sistem&aacute;tica de se encontrarem as estrat&eacute;gias que permitissem ao aluno compreender a informa&ccedil;&atilde;o apresentada e participar ativamente na realiza&ccedil;&atilde;o das diferentes propostas de trabalho, facilitou a aprendizagem dos alunos com mais dificuldades (Tomaz, 2011, p. 114). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Estes s&atilde;o apenas alguns dos in&uacute;meros exemplos que poder&iacute;amos apresentar, que comprovam, quanto a n&oacute;s, a justifica&ccedil;&atilde;o de um processo de forma&ccedil;&atilde;o fundamentado na investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o, pela mudan&ccedil;a no que diz respeito &agrave; interven&ccedil;&atilde;o que pode permitir.</P >    <P    >Em s&iacute;ntese, podemos concluir que a forma&ccedil;&atilde;o de professores &eacute; um dos pilares para a inclus&atilde;o. A identifica&ccedil;&atilde;o de necessidades que parecem emergir indiferentemente do contexto em que ocorrem e a interven&ccedil;&atilde;o fundamentada na investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o d&atilde;o-nos conta da import&acirc;ncia de processos que assentam na reflex&atilde;o sobre a pr&aacute;tica, quer seja para poder ajustar a forma&ccedil;&atilde;o oferecida &agrave; forma&ccedil;&atilde;o pretendida, quer seja para (re)planificar a interven&ccedil;&atilde;o de modo mais adequado, isto &eacute;, de modo a poder responder a todos.</P >    <P   ><B>Considera&ccedil;&otilde;es finais</B></P >    <P    >A educa&ccedil;&atilde;o inclusiva implica novas pr&aacute;ticas docentes. Implica tamb&eacute;m que a escola, no seu conjunto, perspetive a inclus&atilde;o n&atilde;o apenas como um direito, mas tamb&eacute;m como um benef&iacute;cio, porque contribui para que todos “cres&ccedil;am”, de modo a viverem e a conviverem mais adequadamente com a diferen&ccedil;a que carateriza cada um de n&oacute;s. </P >    <P    >Por&eacute;m, tudo isto n&atilde;o passa somente por uma mudan&ccedil;a de atitude, pese embora a sua import&acirc;ncia. Nem por boas vontades, reconhecendo, no entanto, que essa predisposi&ccedil;&atilde;o &eacute; inegavelmente importante. Ficar por aqui pode remeter-nos para a conce&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o inclusiva como uma utopia. </P >    <P    >Quanto a n&oacute;s, a forma&ccedil;&atilde;o de professores para este novo paradigma de escola de que se fala h&aacute;, pelo menos, dezassete anos, &eacute; um &acirc;ngulo de abordagem fundamental para a sua constru&ccedil;&atilde;o. Contudo, ao longo deste tempo, muitas t&ecirc;m sido as Confer&ecirc;ncias, os Col&oacute;quios e os Semin&aacute;rios, neste &acirc;mbito. A investiga&ccedil;&atilde;o &agrave; volta destas quest&otilde;es tem trazido, por seu lado, in&uacute;meros contributos, apresentados e discutidos nestes encontros cient&iacute;ficos. A forma&ccedil;&atilde;o inicial de professores, na sua generalidade, tem procurado sensibilizar os futuros docentes para problem&aacute;ticas relacionadas com as necessidades educativas especiais. No entanto, recorrentemente, os professores remetem para a forma&ccedil;&atilde;o ou a falta da mesma, a dificuldade que sentem em implementar respostas que n&atilde;o se enquadrem na considera&ccedil;&atilde;o da turma como uma entidade homog&eacute;nea. </P >    <P    >Como temos vindo a referir, apesar de tudo, a forma&ccedil;&atilde;o de professores &eacute; fundamental, em particular se contribuir para que estes tenham viv&ecirc;ncias gratificantes relativamente &agrave;s respostas que s&atilde;o capazes de operacionalizar, nem sempre capazes de “arriscar”. Para tal, precisam de fundamentos te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos que sustentem a interven&ccedil;&atilde;o, ou seja, de forma&ccedil;&atilde;o, quer esta parta das suas dificuldades quer de problemas com que se deparam na sua atividade profissional, isto &eacute;, de projetos que os impliquem na constru&ccedil;&atilde;o de uma resposta inclusiva. O que vai ao encontro, de resto, de uma das necessidades encontradas nas tr&ecirc;s situa&ccedil;&otilde;es que abord&aacute;mos no contexto da an&aacute;lise de necessidades - enquadrar legal e conceptualmente a inclus&atilde;o – e dos relatos que transcrevemos atr&aacute;s.</P >    <P    >Uma resposta inclusiva passa pelo trabalho realizado em grupo, numa perspetiva cooperativa, por exemplo. &Eacute; uma excelente estrat&eacute;gia para a inclus&atilde;o, pela partilha de experi&ecirc;ncias que propicia. Em termos da sua operacionaliza&ccedil;&atilde;o, as estruturas cooperativas, pela sua organiza&ccedil;&atilde;o, d&atilde;o ao professor a possibilidade de escolher, entre as v&aacute;rias que a literatura refere, a mais adequada ao tema, &agrave; atividade, &agrave; turma, enfim, &agrave; problem&aacute;tica em quest&atilde;o. </P >    <P    >Se considerarmos os princ&iacute;pios que presidem &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de grupos, facilmente compreendemos que estes, sendo heterog&eacute;neos, s&atilde;o compostos por alunos que podem situar-se em est&aacute;dios de desenvolvimento diferenciados, pelo que, embora a atividade que realizam seja a mesma, o modo como os elementos do grupo a desenvolvem, varia. A diferencia&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica inclusiva reside nisso. A intera&ccedil;&atilde;o que se desenvolve &eacute; cr&iacute;tica para as aprendizagens acad&eacute;micas que, deste modo, todos t&ecirc;m a possibilidade de fazer, ainda que algumas possam parecer-nos “sem import&acirc;ncia” nesse contexto. &Eacute; cr&iacute;tica, tamb&eacute;m, para o reconhecimento do outro. Afinal, sendo a escola um espelho da sociedade, como afirmava Dewey, &eacute; a&iacute; que se aprende a ser, a saber ser, a saber fazer e a saber viver com os outros (Unesco, 1996). </P >    <P    >A identidade &eacute; definida pela rela&ccedil;&atilde;o que estabelecemos com os outros que est&atilde;o &agrave; nossa volta, que nos ajudam a “vermo-nos” como uma pessoa que participa num grupo com carater&iacute;sticas pr&oacute;prias. Assim sendo, a escola configura-se como um espa&ccedil;o privilegiado para a cria&ccedil;&atilde;o/recria&ccedil;&atilde;o de identidades.</P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Incluir, como nos diz Leit&atilde;o (2006, contracapa) “&eacute; apoiar o outro, no seu esfor&ccedil;o de construir v&iacute;nculos, aos colegas, aos professores, &agrave; escola, &agrave;s mat&eacute;rias, ao mundo”. Ora, para apoiar o outro precisamos de aprender a ser, porque s&oacute; assim poderemos saber como podemos viver com os outros. </P >    <P    >A este respeito, retomando projetos de interven&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do Mestrado em Educa&ccedil;&atilde;o Especial que temos orientado, s&atilde;o pertinentes os discursos que nos dizem que “&eacute; fundamental referir que o grupo foi da maior import&acirc;ncia para a regula&ccedil;&atilde;o de muitos comportamentos do aluno [com perturba&ccedil;&otilde;es do espectro do autismo] ” (Nicolau, 2010, p. 98), ou que </P >    <P    >o que fez a diferen&ccedil;a nesta interven&ccedil;&atilde;o (porque a inclus&atilde;o n&atilde;o se imp&otilde;e, entende-se como necess&aacute;ria e constr&oacute;i-se) foram as pontes que conseguimos estabelecer e que deram a todos os intervenientes (adultos e crian&ccedil;as) a possibilidade de viver, conviver e aprender colaborativamente, e perceber que quaiquer que sejam as caracter&iacute;sticas que nos tornam singulares, se os ambientes educativos se adequarem &agrave;s necessidades identificadas, &eacute; sempre poss&iacute;vel melhorar o que sabemos, o que pensamos, o que fazemos, o que somos (Tomaz, 2011, p. 122).</P >    <P    >J&aacute; o referimos, mas nunca &eacute; demasiado repeti-lo: como em tudo o resto, n&atilde;o pode nem deve haver uma vis&atilde;o &uacute;nica de um problema. Queremos com isto dizer que estrat&eacute;gias como a aprendizagem cooperativa s&atilde;o fundamentais para a inclus&atilde;o, pelo que devem ser implementadas com frequ&ecirc;ncia, sempre que o trabalho a realizar o permita. Mas n&atilde;o impedem outras estrat&eacute;gias. </P >    <P    >A educa&ccedil;&atilde;o inclusiva n&atilde;o &eacute; uma utopia que assenta apenas em valores, embora estes lhe estejam subjacentes, como &eacute; &oacute;bvio. Acreditamos que &eacute; poss&iacute;vel implement&aacute;-la, embora estejamos conscientes da complexidade que envolve quest&otilde;es desta natureza, nem sempre consensuais. Por isso, pensamos que a investiga&ccedil;&atilde;o e a forma&ccedil;&atilde;o de professores que da&iacute; decorra s&atilde;o caminhos em que teremos de continuar a investir.</P >     <P    >&nbsp;</P >     <P    ><B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</B></P >    <P    >Arends, R. (1995). <I>Aprender a Ensinar</I>. Alfragide: McGraw-Hill de Portugal.</P >    <P    >Bairr&atilde;o, J. (2004). Pref&aacute;cio In F. Pereira, <I>Pol&iacute;ticas e Pr&aacute;ticas Educativas</I> <I>O Caso da Educa&ccedil;&atilde;o Especial e do Apoio S&oacute;cio-Educativo  nos anos 2002 a 2004</I>. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Liga Portuguesa dos Deficientes Motores.</P >    <P    >Bandura, A. (1969). <I>Principles of Behaviour Modification</I>. New York: Holt, Rinehart &amp; Winston.</P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Barbier, J. &amp; Lesne, M. (1986). <I>L’analyse des besoins en formation</I>. Paris: Robert Jauze.</P >    <P    >Bradshow, J. (1972). A taxonomy of social need. In F. Maclachlan (Org.). <I>Problems and progress in medical care. </I>London:  Oxford University Press.</P >    <P    >Caetano, A. (1997). Dilemas dos professores. In M. T. Estrela (Org.). <I>Viver e construir a profiss&atilde;o docente</I> (pp. 191-221). Porto: Porto Editora. </P >    <!-- ref --><P    >Catrola, M. (2010). <I>Aprender com os outros: uma estrat&eacute;gia para a inclus&atilde;o de um aluno com autismo</I>. Trabalho de projeto do Mestrado em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o - Educa&ccedil;&atilde;o Especial: Dom&iacute;nio Cogntivo e Motor. Lisboa: Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1645-7250201100030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P >    <!-- ref --><P    >Charlot, B. (1976). N&eacute;gotiation des Besoins: N&eacute;c&eacute;ssit&eacute; ou Impasse? <I>&Eacute;ducation Permanente</I>, 34, 17-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1645-7250201100030000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <P    >Charlot, B. (2003). O sujeito e a rela&ccedil;&atilde;o com o saber. In R. Barbosa (Org.), <I>Forma&ccedil;&atilde;o de educadores</I>: <I>desafios e perspetivas</I> (pp. 23-33). S&atilde;o Paulo: Editora UNESP.</P >    <!-- ref --><P    >C&uacute;mano, C. (2010). <I>Interagir e cooperar: estrat&eacute;gias para a inclus&atilde;o de um aluno com d&eacute;fice cognitivo</I>. Trabalho de projeto do Mestrado em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o - Educa&ccedil;&atilde;o Especial: Dom&iacute;nio Cogntivo e Motor. Lisboa: Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1645-7250201100030000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >&Eacute;raut, M. (1988). Inservice Teacher Education, In Dunkin (Ed.), <I>The International Encyclopedia and Teacher Education </I>(pp. 730-743). Oxford: Pergamon Press.</P >    <!-- ref --><P    >Ferreira, A. (2010). <I>Aprendizagem Cooperativa: uma estrat&eacute;gia para a inclus&atilde;o de um aluno com distonia</I>. Trabalho de projeto do Mestrado em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o - Educa&ccedil;&atilde;o Especial: Dom&iacute;nio Cogntivo e Motor. Lisboa: Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1645-7250201100030000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <P    >Guerra, I. (2002). <I>Fundamentos e processos de uma sociologia de ac&ccedil;&atilde;o. O planeamento em ci&ecirc;ncias sociais</I>. Cascais: Principia, Publica&ccedil;&otilde;es Universit&aacute;rias e Cient&iacute;ficas.</P >    <P    >Knowles, M. (1990). <I>The Adult Learner: a Neglected Species</I>. Houston: Gulf Publishing Company.</P >    <P    >Leit&atilde;o, F. (2006). <I>Aprendizagem Cooperativa e Inclus&atilde;o</I>. Mira Sintra: edi&ccedil;&atilde;o do autor.</P >    <!-- ref --><P    >Nicolau, P. (2010). <I>Quando todos aprendem com todos: uma estrat&eacute;gia para a inclus&atilde;o de um aluno com perturba&ccedil;&otilde;es do espectro do autismo</I>. Trabalho de projeto do Mestrado em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o - Educa&ccedil;&atilde;o Especial: Dom&iacute;nio Cogntivo e Motor. Lisboa: Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1645-7250201100030000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <!-- ref --><P    >Nunes, R. (2010). <I>Trabalho Cooperativo e a aprendizagem do portugu&ecirc;s l&iacute;ngua n&atilde;o materna</I>. Trabalho de projeto do Mestrado em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o - Educa&ccedil;&atilde;o Especial: Dom&iacute;nio Cogntivo e Motor. Lisboa: Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1645-7250201100030000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Pato, M. (2001). <I>Trabalho de Grupo no Ensino B&aacute;sico</I>. Lisboa: Texto Editora.</P >    <!-- ref --><P    >Perrenoud, P. (2010). N&atilde;o existe inclus&atilde;o eficaz sem diferencia&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica dentro das turmas regulares, <I>Educa&ccedil;&atilde;o Inclusiva</I>, vol.1, I, 15-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1645-7250201100030000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <P    >Piaget, J. &amp; Inhelder, B. (1966). <I>L’image mentale chez l’enfant</I>. Paris: PUF.</P >    <P    >Rodrigues, D. (2003). <I>Perspectivas sobre a Inclus&atilde;o. Da educa&ccedil;&atilde;o &agrave; sociedade</I>. Porto: Porto Editora.</P >    <!-- ref --><P    >Rodrigues, M. R. (2010). <I>Interac&ccedil;&otilde;es Comunicativas: uma Estrat&eacute;gia para a Inclus&atilde;o de Alunos com Multidefici&ecirc;ncia</I>. Trabalho de projeto do Mestrado em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o - Educa&ccedil;&atilde;o Especial: Dom&iacute;nio Cogntivo e Motor. Lisboa: Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1645-7250201100030000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <P    >Rosenthal, R. &amp; Jacobson, L. (1968). <I>Pygmalion in the Classroom</I>. New York: Holt, Rinehart &amp; Winston.</P >    <P    >Silva, M. (2011). <I>Gest&atilde;o das Aprendizagens na sala de aula inclusiva</I>. Lisboa, Edi&ccedil;&otilde;es Universit&aacute;rias Lus&oacute;fonas.</P >    <!-- ref --><P    >Silva, M. (2009). Da Exclus&atilde;o &agrave; Inclus&atilde;o: Concep&ccedil;&otilde;es e Pr&aacute;ticas. <I>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o</I>, 13, 135-153.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1645-7250201100030000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <P    >Sprinthall, N. &amp; Sprinthall, R. (1993). <I>Psicologia Educacional</I>. Lisboa: McGraww-Hill.</P >    <!-- ref --><P    >Tejedor, F &amp; Blanco, L. (1997). La Evaluaci&oacute;n Institucional en el &Acirc;mbito Universit&aacute;rio. <I>Revista da Rede de Avalia&ccedil;&atilde;o Institucional da Educa&ccedil;&atilde;o</I>, 4, 9-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1645-7250201100030000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <!-- ref --><P    >Tomaz, G. (2011). <I>Aprender: uma necessidade, um direito e uma possibilidade ao alcance de todos</I>. Trabalho de projeto do Mestrado em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o - Educa&ccedil;&atilde;o Especial: Dom&iacute;nio Cogntivo e Motor. Lisboa: Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1645-7250201100030000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P >    <P    >Unesco (1994). <I>Declara&ccedil;&atilde;o de Salamanca e Enquadramento da Ac&ccedil;&atilde;o: Necessidades Educativas Especiais</I>. Unesco.</P >    <P    >Unesco (1996). Educa&ccedil;&atilde;o no S&eacute;culo XXI. Unesco.</P >    <P    >Vygotsky, L. S. (1987). <I>Pensamento e Linguagem</I>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.</P >      ]]></body><back>
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