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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The goal of this study is to try to recognize the characteristics of teachers that attend a Master Course in Sciences of Education, in Supervision. It is important to determine the profile of those teachers, determine their perceptions on supervision, verify what motivates them to invest in continuous learning and in their professional development, and what their interests are when beginning a second cycle of studies. In the context of specialized formation, a case study in a Portuguese University was materialized by applying mixed methodology, both qualitative and quantitative. The results show that the teachers who are the most motivated, convinced of the need of their work, seek, by taking up a second cycle of studies in Higher Education, a journey of personal and professional development. They are interested in the improvement of the praxis in connection with theoretical inputs, through a structured reflexion, scientific-pedagogical update, investigation in action and a consequent improvement of practices. The study highlights the imperative of teacher's continuous formation for a formative and democratic supervision, as a factor of change in the learning process and of the school as supervising learning community.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Forma&ccedil;&atilde;o e supervis&atilde;o: o que move os professores?</b></p>     <p><b>Formation and supervision: what instigates teachers?</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Maria de Nazar&eacute; Castro Trigo Coimbra<sup>*</sup> Anabela Teixeira Marques<sup>**</sup> &amp;   Alcina Manuela de Oliveira Martins<sup>***</sup></b></p>     <p><sup>*</sup>Professora na Universidade Lus&oacute;fona do Porto. Coordenadora do Projeto  &quot;Ler Mais e Escrever Melhor&quot;, numa Escola do Porto.<br />   <a href="mailto:nazarecoimbra@net.vodafone.pt">nazarecoimbra@net.vodafone.pt</a></p>     <p><sup>**</sup>Investigadora do Projeto financiado pela FCT- &quot;Os professores do ensino   p&uacute;blico e associativismo docente em Portugal&quot;. &Eacute; secret&aacute;ria de reda&ccedil;&atilde;o   da Revista Eduscience.<br />   <a href="mailto:anabela.mar@hotmail.com">anabela.mar@hotmail.com</a></p>     <p><sup>***</sup>Professora catedr&aacute;tica da Universidade Lus&oacute;fona do Porto. Diretora do   Instituto de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da ULP e do Centro de Estudos em   Educa&ccedil;&atilde;o e Forma&ccedil;&atilde;o (CEEF) da ULP. Diretora da Revista Eduscience,   membro do Conselho Editorial de revistas em Portugal e Espanha. Vice-Reitora da Universidade Lus&oacute;fona do Porto.<br />   <a href="mailto:amom@ulp.pt">amom@ulp.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     <p>A finalidade deste estudo &eacute; identificar que professores frequentam o Curso   de Mestrado em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, com especializa&ccedil;&atilde;o em Supervis&atilde;o. Interessa   determinar o perfil desses professores, averiguar as suas percep&ccedil;&otilde;es   da supervis&atilde;o, verificar o que os motiva a investirem na forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e   no desenvolvimento profissional e quais s&atilde;o os seus interesses, ao iniciar um   segundo ciclo de estudos. Em contexto de forma&ccedil;&atilde;o especializada, foi concretizado   um estudo de caso numa Universidade Portuguesa, com aplica&ccedil;&atilde;o de   metodologia mista, qualitativa e quantitativa. Os resultados mostram que os   professores mais motivados, convencidos da utilidade do seu trabalho, procuram,   na concretiza&ccedil;&atilde;o de um segundo ciclo de estudos no Ensino Superior, uma   jornada de desenvolvimento pessoal e profissional. Interessa-lhes o aperfei&ccedil;oamento   da praxis em interliga&ccedil;&atilde;o com theoretical inputs, atrav&eacute;s de uma reflex&atilde;o   estruturada, actualiza&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fico-pedag&oacute;gica, investiga&ccedil;&atilde;o em ac&ccedil;&atilde;o   e consequente melhoria das pr&aacute;ticas. O estudo evidencia o imperativo da forma&ccedil;&atilde;o   docente para uma supervis&atilde;o formativa e democr&aacute;tica, enquanto factor   de mudan&ccedil;a do processo educativo e da escola, entendida como comunidade   supervisiva aprendente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> ensino superior; forma&ccedil;&atilde;o; supervis&atilde;o; identidade; desenvolvimento profissional.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Abstract</b></p>     <p> The goal of this study is to try to recognize   the characteristics of teachers   that attend a Master Course in Sciences   of Education, in Supervision. It is   important to determine the profile of   those teachers, determine their perceptions   on supervision, verify what   motivates them to invest in continuous   learning and in their professional   development, and what their interests   are when beginning a second cycle   of studies. In the context of specialized   formation, a case study in a Portuguese   University was materialized   by applying mixed methodology, both   qualitative and quantitative.</p>     <p>The results show that the teachers   who are the most motivated, convinced   of the need of their work, seek,   by taking up a second cycle of studies   in Higher Education, a journey of personal   and professional development.   They are interested in the improvement   of the praxis in connection with   theoretical inputs, through a structured   reflexion, scientific-pedagogical   update, investigation in action and a   consequent improvement of practices.   The study highlights the imperative of   teacher's continuous formation for a   formative and democratic supervision,   as a factor of change in the learning   process and of the school as supervising   learning community.</p>     <p> <b>Keywords:</b> higher education; masters in supervision;   motivation; identity; professional development.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <blockquote>N&oacute;s n&atilde;o somos do s&eacute;culo de inventar as palavras. As palavras j&aacute; foram inventadas.<br />   N&oacute;s somos do s&eacute;culo de inventar outra vez as palavras que j&aacute; foram inventadas.<br />   Almada Negreiros (1921)</blockquote>     <p> A supervis&atilde;o &eacute; uma palavra em constante reinven&ccedil;&atilde;o. Neste estudo, partimos   da premissa de que as quest&otilde;es da supervis&atilde;o, &agrave; semelhan&ccedil;a das demais quest&otilde;es   do mundo da educa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o t&ecirc;m respostas claras, un&iacute;vocas ou lineares.   O discurso cr&iacute;tico supervisivo sobre a praxis docente constitui uma linguagem   reflexiva multi-significativa e multi-funcional, que se reinventa em continuum,   em am&aacute;lgama de interpreta&ccedil;&otilde;es (Pawlas &amp; Oliva, 2007)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A supervis&atilde;o que, no final do s&eacute;culo XX, em Portugal, se reduzia &agrave; forma&ccedil;&atilde;o   inicial, no s&eacute;culo XXI passou a designar conjuntamente a supervis&atilde;o pedag&oacute;gica   em forma&ccedil;&atilde;o inicial e em forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, cruzando-se com a avalia&ccedil;&atilde;o de   desempenho (Formosinho, Machado &amp; Oliveira-Formosinho, 2010). Essa reinven&ccedil;&atilde;o   sem&acirc;ntica, espelhando novas fun&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas, acarretou mudan&ccedil;as   a n&iacute;vel profissional e organizacional, pois o conceito de supervis&atilde;o, relativamente   desconhecido (Alarc&atilde;o &amp; Tavares, 1987) <a name="top1" id="top1"></a><a href="#1"><sup>1</sup></a>, tornou-se, na viragem do s&eacute;culo,   omnipresente no discurso de todos os agentes educativos, com diversas   significa&ccedil;&otilde;es. Assistimos ent&atilde;o ao fen&oacute;meno anunciado por Negreiros (1921).   N&oacute;s, professores, somos do s&eacute;culo de reinventar outra vez a palavra supervis&atilde;o,   tornando-a representa&ccedil;&atilde;o e infer&ecirc;ncia, fun&ccedil;&atilde;o e s&iacute;mbolo de super-Vis&atilde;o e   de desenvolvimento profissional (Vieira, Moreira, Barbosa, Paiva &amp; Fernandes,   2006). Ora todos os signos lingu&iacute;sticos constituem formas de interpreta&ccedil;&atilde;o e de   explica&ccedil;&atilde;o, pois a l&iacute;ngua domina a experi&ecirc;ncia individual e colectiva. Em consequ&ecirc;ncia,   essa reinven&ccedil;&atilde;o da supervis&atilde;o provocou reac&ccedil;&otilde;es nos professores,   de desconfian&ccedil;a, resist&ecirc;ncia, curiosidade, empenho. Numa mesma comunidade   educativa, coexistem hoje posi&ccedil;&otilde;es convergentes e divergentes, em entendimento   m&uacute;ltiplo da supervis&atilde;o (Alarc&atilde;o &amp; Rold&atilde;o, 2008). Neste trabalho, ser&aacute;   utilizada a defini&ccedil;&atilde;o poli&eacute;drica de Pawlas &amp; Oliva (2007) <a name="top2" id="top2"></a><a href="#2"><sup>2</sup></a>, de uma supervis&atilde;o   reflexiva, colaborativa e democr&aacute;tica, reguladora das pr&aacute;ticas, que situa o professor   no contexto da Escola enquanto organiza&ccedil;&atilde;o aprendente. &Eacute; neste contexto   supervisivo que emerge um dado recente. Nos &uacute;ltimos anos, ultrapassando   as limita&ccedil;&otilde;es da forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua oferecida at&eacute; ent&atilde;o, assistiu-se a um crescimento   exponencial de professores inscritos no Ensino Superior, em 2&ordm; e 3&ordm; Ciclo   de estudos. Interessa, portanto, saber quem s&atilde;o e o que motiva esses professores   que cumprem, a expensas pr&oacute;prias, um plano individual que passaremos a   designar como forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e continuada. Entenderemos doravante este   tipo de forma&ccedil;&atilde;o como o conjunto de ac&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o desenvolvidas pelos   professores, seguindo um plano individual de forma&ccedil;&atilde;o e de investiga&ccedil;&atilde;o-ac&ccedil;&atilde;o   ao longo da vida, com per&iacute;odos activos de curta e de longa dura&ccedil;&atilde;o, que se   inscreve num movimento mais vasto de resposta a necessidades de forma&ccedil;&atilde;o,   originadas e sustentadas em contextos supervisivos educativos.</p>     <p> Em Portugal, na &uacute;ltima d&eacute;cada, proliferaram artigos, disserta&ccedil;&otilde;es e teses sobre   supervis&atilde;o pedag&oacute;gica em forma&ccedil;&atilde;o inicial. Ultimamente, merc&ecirc; do debate   p&uacute;blico em torno da avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho docente, surgiram algumas publica&ccedil;&otilde;es   sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre forma&ccedil;&atilde;o, supervis&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o (Formosinho   et al., 2010) e sobre a forma&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento profissional de professores   em contextos colaborativos (Sim&atilde;o, Flores, Morgado, Forte &amp; Almeida, 2009).   Em oposi&ccedil;&atilde;o, verifica-se a inexist&ecirc;ncia de investiga&ccedil;&atilde;o publicada sobre supervis&atilde;o   numa perspectiva de forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e continuada, e em especial sobre   a motiva&ccedil;&atilde;o de docentes, com larga experi&ecirc;ncia profissional, que iniciam uma   forma&ccedil;&atilde;o especializada, ap&oacute;s um hiato de tempo consider&aacute;vel. O nosso estudo   encaixa-se exactamente nessa lacuna, constituindo uma pequena contribui&ccedil;&atilde;o   para uma supervis&atilde;o formativa e formadora, reinventada no quotidiano das   pr&aacute;ticas e potenciadora do desenvolvimento profissional docente ( Huberman,   2007).</p>     <p> <b>2. Supervis&atilde;o pedag&oacute;gica: da forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua &agrave; forma&ccedil;&atilde;o continuada</b></p>     <p><b> 2.1. Novas tend&ecirc;ncias supervisivas em Portugal</b></p>     <p> Na educa&ccedil;&atilde;o portuguesa do s&eacute;culo XXI assiste-se hoje a novas tend&ecirc;ncias   da forma&ccedil;&atilde;o e do exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o docente. V&aacute;rios autores (Alarc&atilde;o, 2009;   N&oacute;voa, 1991; Sch&ouml;n, 1992; Teodoro, 2006; Zeichner, 1995) t&ecirc;m atribu&iacute;do grande   relev&acirc;ncia &agrave; experi&ecirc;ncia pessoal e profissional dos docentes, tentando ultrapassar   uma vis&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o apenas direccionada para o sistema ou para a   forma&ccedil;&atilde;o inicial. As dimens&otilde;es b&aacute;sicas consideradas s&atilde;o a pessoal, a profissional   e a organizacional, que N&oacute;voa (1991) denomina como trilogia da forma&ccedil;&atilde;o   continua &ndash; produzir a vida, a profiss&atilde;o e a escola, afirmando a forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua   como prioridade nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas (Teodoro, 2006) <a name="top3" id="top3"></a><a href="#3"><sup>3</sup></a>. O reconhecimento   da import&acirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, com cursos de curta dura&ccedil;&atilde;o propostos,   efectivados e creditados pelos Centros de Forma&ccedil;&atilde;o &eacute; hoje pr&aacute;tica usual. Contudo,   actualmente essa forma&ccedil;&atilde;o coexiste com a frequ&ecirc;ncia, pelos professores,   de segundo e terceiro ciclos de estudos nas Universidades, merc&ecirc; de uma nova   din&acirc;mica impulsionada pela implementa&ccedil;&atilde;o do processo de Bolonha.</p>     <p> Nesta perspectiva, a supervis&atilde;o escolar moderna passou a ser entendida n&atilde;o   apenas como supervis&atilde;o pedag&oacute;gica inicial, mas, num sentido mais abrangente,   como supervis&atilde;o das pr&aacute;ticas, no &acirc;mbito da forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e continuada   (Alarc&atilde;o, 2009; Alarc&atilde;o &amp; Tavares, 2003; 1997; Glickman, Gordon &amp; Ross-Gordon,   2008; Pawlas &amp; Oliva, 2007), no seio de uma comunidade educativa aprendente   (N&oacute;voa, 1992; Senge, McCabe, Lucas, Smith, Dutton &amp; Kleiner, 2000). Esta   macro-dimens&atilde;o supervisiva emergiu em Portugal recentemente, em toda a sua   complexidade, merc&ecirc; da avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho docente. A supervis&atilde;o, de   ess&ecirc;ncia formativa, indagadora e transformadora, foi por muitos professores e   supervisores reduzida unicamente a avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho, potenciando situa&ccedil;&otilde;es   de desmotiva&ccedil;&atilde;o e de recusa. Repetindo situa&ccedil;&otilde;es similares ocorridas   em outros pa&iacute;ses (Nolan &amp; Hoover, 2004 ; Sullivan &amp; Glanz, 2004), a intersec&ccedil;&atilde;o   entre supervis&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o concorreu para um clima de inseguran&ccedil;a profissional,   o que levou alguns professores a procurarem um almejado esclarecimento.   A forma&ccedil;&atilde;o constituiu a aposta de muitos docentes, que retomaram h&aacute;bitos esquecidos   de indaga&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica, de pesquisa e de escrita cient&iacute;fica, regressando   &agrave;s Universidades e aos Institutos Superiores de Educa&ccedil;&atilde;o, ap&oacute;s anos de conclus&atilde;o   das respectivas licenciaturas e est&aacute;gios profissionais. Aproveitando o   impulso p&oacute;s-Bolonha, na obten&ccedil;&atilde;o de especializa&ccedil;&atilde;o, mestrado e doutoramento,   muitos professores assumem hoje um papel de investigadores, conduzindo   projectos sobre as pr&aacute;ticas (Formosinho et al., 2010).</p>     <p> Um dos Cursos que mais se tem afirmado nesta vaga de forma&ccedil;&atilde;o especializada   &eacute; o Curso de Mestrado em Supervis&atilde;o, que surge em diversas institui&ccedil;&otilde;es   portuguesas de Ensino Superior com a designa&ccedil;&atilde;o de Supervis&atilde;o Pedag&oacute;gica,   Supervis&atilde;o e Avalia&ccedil;&atilde;o, Forma&ccedil;&atilde;o de Supervisores, e outras formula&ccedil;&otilde;es em intersec&ccedil;&atilde;o,   em variedade sem&acirc;ntica. Os formandos s&atilde;o professores com anos, &agrave;s   vezes d&eacute;cadas de doc&ecirc;ncia, sedimentados na experi&ecirc;ncia, na ac&ccedil;&atilde;o de todos os   dias no terreno educativo, &agrave; procura de inputs te&oacute;ricos e de metodologias investigativas   que lhes possibilitem a reflex&atilde;o sobre, na e depois da ac&ccedil;&atilde;o. Estes   professores-investigadores vivenciam uma supervis&atilde;o di&aacute;ria, na primeira pessoa,   formada na experi&ecirc;ncia (Alarc&atilde;o, 2009), procurando dar sentido ao vivido e   ao conhecido para melhor agir.</p>     <p> <b>2.2. Supervis&atilde;o, um conceito multifacetado</b></p>     <p> Actualmente a supervis&atilde;o revela-se uma am&aacute;lgama de pr&aacute;ticas e de atitudes,   implicando uma diversidade de percep&ccedil;&otilde;es. Na supervis&atilde;o cruzam-se in&uacute;meros   factores, incluindo a diversidade de concep&ccedil;&otilde;es de supervis&atilde;o e de ensino eficaz.   Essa diversidade resulta n&atilde;o apenas da complexidade organizacional da   supervis&atilde;o, mas igualmente da falta de informa&ccedil;&atilde;o e da indefini&ccedil;&atilde;o da perspectiva   supervisiva. Neste sentido, a escola dever&aacute; ser entendida como um todo   organizacional, sendo esse o ponto de partida para analisar a supervis&atilde;o como   uma macro-fun&ccedil;&atilde;o (Pawlas &amp; Oliva, 2007).</p>     <p> A fun&ccedil;&atilde;o poli&eacute;drica da supervis&atilde;o leva simultaneamente ao uso de grafismos   como <i>super-vision</i> (Stones, 1984, p. vii), super Vision (Waite, 1995, p. 87) e   SuperVision (Glickman, Gordon &amp; Ross-Gordon, 2004, p. 8), sublinhando a complementaridade   conotativa de sentidos da vis&atilde;o, e ao emprego de met&aacute;foras   de desvendamento sem&acirc;ntico como &quot;caleidosc&oacute;pio da supervis&atilde;o&quot; (Vieira et   al., 2006, p. 7), que cristalizam a complementaridade conotativa de sentidos,   pela transforma&ccedil;&atilde;o pessoal e social, inscrita nos valores da democracia. Face   a esta pluralidade, no estudo partiremos do modelo conceptual de supervis&atilde;o   proposto por Pawlas e Oliva (2007, pp. 21-22), com tr&ecirc;s dom&iacute;nios: <i>instructional     development</i> - desenvolvimento instrucional; <i>curriculum development</i> - desenvolvimento   do curr&iacute;culo; <i>staff development</i> &ndash; desenvolvimento profissional.   Trata-se de uma caracteriza&ccedil;&atilde;o formadora de supervis&atilde;o, capaz de potenciar as   experi&ecirc;ncias educativas e a aprendizagem de alunos, professores e de escola   enquanto comunidade educativa aprendente, colaborativa e democr&aacute;tica. Nesta   acep&ccedil;&atilde;o, a supervis&atilde;o funcionaria como teoria e pr&aacute;tica de auto e hetero-regula&ccedil;&atilde;o   em meio escolar, atrav&eacute;s da reflex&atilde;o dos princ&iacute;pios nas pr&aacute;ticas, incentivando   o desenvolvimento profissional. A supervis&atilde;o surge ent&atilde;o, num quarto   dom&iacute;nio abrangente, como um processo complexo e situado, numa escola entendida   como um todo organizacional ecol&oacute;gico, na assun&ccedil;&atilde;o do envolvimento   de uma comunidade educativa, reflexiva e aprendente (Alarc&atilde;o &amp; Rold&atilde;o, 2008;   Oliveira-Formosinho, 2002; Senge et al., 2000).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A mudan&ccedil;a de paradigma supervisivo, de uma supervis&atilde;o durante largos anos   apenas circunscrita &agrave; forma&ccedil;&atilde;o inicial, com formandos a cumprirem o est&aacute;gio   pedag&oacute;gico, para uma supervis&atilde;o alargada ao quotidiano dos professores e &agrave;   avalia&ccedil;&atilde;o docente, tem levado um grupo crescente de professores-investigadores   a procurarem mais forma&ccedil;&atilde;o, mais reflex&atilde;o te&oacute;rico-pr&aacute;tica, iniciando novo   ciclo de estudos. Por isso, interessa analisar as percep&ccedil;&otilde;es destes professores   face &agrave; supervis&atilde;o e ao seu desenvolvimento profissional.</p>     <p> <b>2.3. Identidade e Desenvolvimento profissional</b></p>     <p> Enquanto elementos interligados e mutuamente propiciadores, a forma&ccedil;&atilde;o   profissional surge acoplada &agrave; identidade profissional, &agrave; sua busca,   desenvolvimento   e evolu&ccedil;&atilde;o/altera&ccedil;&atilde;o. Na verdade, a segunda alimenta-se da   primeira que, por sua vez, e reciprocamente, se revela como um procedimento   desencadeador essencial daquela (Dubar, 2003).</p>     <p> Deste modo, as constantes altera&ccedil;&otilde;es das compet&ecirc;ncias atribu&iacute;das aos docentes   e ao procedimento docencial, este &uacute;ltimo cada vez mais mut&aacute;vel e transversal   a todo o sistema de ensino, com o leque de compet&ecirc;ncias atribu&iacute;das aos agentes   sociais nele envolvidos a aumentar, justificam a prem&ecirc;ncia do investimento pessoal   na forma&ccedil;&atilde;o profissional cont&iacute;nua e continuada. Trata-se de uma tentativa   de acompanhar o manancial evolutivo que perpassa o sistema de ensino &ndash; agrupamentos,   escolas, turmas, alunos, professores &ndash; de modo a que os professores   possam corresponder, de forma eficaz e satisfat&oacute;ria, quer a n&iacute;vel profissional,   quer a n&iacute;vel pessoal (Formosinho et al., 2010; Leite &amp; Fernandes, 2003).</p>     <p> A const&acirc;ncia e a abrang&ecirc;ncia de tais mudan&ccedil;as determinam, inelutavelmente,   a necessidade objectiva de forma&ccedil;&atilde;o profissional dos professores, que se   v&ecirc;em na conting&ecirc;ncia de acompanhar, evoluir, instruir e de se actualizar profissionalmente,   determinando a sua identidade profissional e a sua capacidade   lectiva perante os seus pares. A exig&ecirc;ncia da actualiza&ccedil;&atilde;o formativa torna-se   cada vez maior, implicando, consequentemente, um esfor&ccedil;o acrescido no exerc&iacute;cio   da profiss&atilde;o, operando uma mudan&ccedil;a do &quot;ser&quot;, na forma e no conte&uacute;do   da profiss&atilde;o (Barroso &amp; Can&aacute;rio, 1999). Destarte tais paradigmas, a forma&ccedil;&atilde;   continuada consegue levar a efeito o desenvolvimento profissional e a assimila&ccedil;&atilde;o   de novas compet&ecirc;ncias, que at&eacute; ent&atilde;o eram estranhas ou mesmo de todo   alheias &agrave; profiss&atilde;o.</p>     <p> O desenvolvimento acentua-se nos professores entre os 7 e os 25 anos de   carreira, a fase da diversifica&ccedil;&atilde;o, e os 25 e os 35 anos, a fase da serenidade, de   acordo com o ciclo de vida de Huberman (2007) <a name="top4" id="top4"></a><a href="#4"><sup>4</sup></a>. Na fase da diversifica&ccedil;&atilde;o os   professores encontram-se num momento em que se sentem mais &agrave;-vontade para   experimentar e diversificar os seus m&eacute;todos, o material que utilizam com diversos   alunos, as formas de avaliar, a ordem temporal e sequencial dos programas.   Nesta fase, consegue-se gerar um certo bem-estar na rela&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica, superadas   que foram as d&uacute;vidas e incertezas das fases anteriores do ciclo de vida   criado por Huberman (2007). Segundo Cavaco (1995) e Teodoro (2006)<a name="top5" id="top5"></a><a href="#5"><sup>5</sup></a> s&atilde;o estes   os professores mais motivados, din&acirc;micos e empenhados quer na forma&ccedil;&atilde;o   quer nas equipas pedag&oacute;gicas da comunidade educativa em que se inserem. Por   sua vez, na fase da serenidade, entre os 25 e os 35 anos de tempo de servi&ccedil;o,   os professores sentem uma maior serenidade na necessidade de contempla&ccedil;&atilde;o   afectiva da sua profiss&atilde;o, enquanto geradora de novo impulso formativo.</p>     <p> Representa-se, assim, um processo de mudan&ccedil;a, que visa influir e influenciar   o benefici&aacute;rio da forma&ccedil;&atilde;o profissional, com vista &agrave; abordagem de novos   pontos   de vista, novos m&eacute;todos e metodologias, novas abordagens e perspectivas,   novas compet&ecirc;ncias, novas formas de consciencializa&ccedil;&atilde;o e de supera&ccedil;&atilde;o   dos problemas, em suma, de novas formas de &quot;estar&quot; e de &quot;ser&quot; na profiss&atilde;o,   numa completa invers&atilde;o epistemol&oacute;gica (Formosinho et al., 2010; Rodrigues&amp;  Esteves, 1993).</p>     <p> <b>3. Metodologia</b></p>     <p> Adoptando a perspectiva de uma supervis&atilde;o multifacetada, alicer&ccedil;ada numa   forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e continuada, enquanto processo de mudan&ccedil;a da profissionalidade   docente, a finalidade deste estudo &eacute; determinar as caracter&iacute;sticas dos   professores que frequentam Cursos de Mestrado em Supervis&atilde;o. Interessa tra&ccedil;ar   o perfil desses professores, averiguar as suas percep&ccedil;&otilde;es da supervis&atilde;o, e   verificar o que os motiva a investirem na forma&ccedil;&atilde;o e no desenvolvimento profissional,   iniciando um segundo ciclo de estudos.</p>     <p> Trata-se de um estudo de caso, realizado em 2010, tendo por p&uacute;blico-alvo   um grupo de 20 mestrandos de uma Universidade portuguesa, a frequentar o 1&ordm;   ano do Curso de Mestrado em Educa&ccedil;&atilde;o &ndash; Supervis&atilde;o Pedag&oacute;gica. Em contexto   de semin&aacute;rio, foi aplicada uma metodologia mista, qualitativa e quantitativa,   sustentada em dois instrumentos de recolha de dados: um texto reflexivo inicial,   escrito por 15 mestrandos, a prop&oacute;sito do conceito de supervis&atilde;o, e um   inqu&eacute;rito por question&aacute;rio, com pr&eacute;-teste realizado em Fevereiro e aplicado em   Mar&ccedil;o de 2010 a um total de 19 mestrandos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> O inqu&eacute;rito por question&aacute;rio, sobre supervis&atilde;o e desenvolvimento profissional,   resultou da adapta&ccedil;&atilde;o de um inqu&eacute;rito concretizado em 1975, nos EUA, pelo   Working Group on Supervisory Practices, e reformulado em 2007, com retoma e   alargamento das quest&otilde;es fundamentais em supervis&atilde;o, issues in supervision   (Pawlas &amp; Oliva, 2007, p. 35).</p>     <p> No inqu&eacute;rito por question&aacute;rio predominam quest&otilde;es de resposta fechada e   espec&iacute;fica, utilizando a escala de Likert. Interessava (1) tra&ccedil;ar um perfil identificativo   dos professores, considerando idade, tempo de servi&ccedil;o, sexo, situa&ccedil;&atilde;o   profissional, ano(s) de escolaridade e disciplinas que leccionam (quest&otilde;es 1 a   6); (2) verificar se desempenham cargos na escola e, em caso afirmativo, quais   (quest&atilde;o 7); (3) identificar quais os sentimentos que caracterizam o estado de   esp&iacute;rito dos professores, no desempenho da fun&ccedil;&atilde;o docente (quest&atilde;o 8); (4)   verificar quais as fun&ccedil;&otilde;es que os professores associam &agrave; supervis&atilde;o (quest&atilde;o   9); (5) descobrir os motivos que levam os docentes a inscreverem-se no Curso   de Mestrado em Educa&ccedil;&atilde;o &ndash; Supervis&atilde;o Pedag&oacute;gica (quest&atilde;o 10); (6) indagar   quais as percep&ccedil;&otilde;es dos professores sobre a contribui&ccedil;&atilde;o do Curso de Mestrado   para o seu desenvolvimento profissional, em quest&atilde;o aberta final (quest&atilde;o 11).   Seguidamente, apresenta-se a an&aacute;lise e discuss&atilde;o dos resultados.</p>     <p><b> 3.1. Discuss&atilde;o dos resultados</b></p>     <p> No in&iacute;cio do Semin&aacute;rio &quot;Investiga&ccedil;&atilde;o em Supervis&atilde;o&quot;, os mestrandos foram   encorajados a constru&iacute;rem um texto reflexivo que apresentasse a sua concep&ccedil;&atilde;o   reflexiva de supervis&atilde;o. De um total de 20 professores que frequentaram e/ou   assistiram &agrave;s sess&otilde;es de semin&aacute;rio, em Mar&ccedil;o de 2010, 15 escreveram e entregaram   os seus textos. A an&aacute;lise do discurso escrito foi de car&aacute;cter sem&acirc;ntico,   com selec&ccedil;&atilde;o de categorias a priori definidas por Nolan e Hoover (2004) e Pawlas   e Oliva (2007), no que se refere aos dom&iacute;nios da supervis&atilde;o. Os objectos   da reflex&atilde;o foram definidos a posteriori, de acordo com o corpus em an&aacute;lise.   Para a s&iacute;ntese quantitativa dos resultados calculou-se as percentagens relativas   ao n&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncias relativo a cada indicador, como consta da Tabela 1.</p>     <p><br />   <b>Tabela 1 &ndash; An&aacute;lise dos textos reflexivos dos mestrandos</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n20/n20a03t1.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em primeiro lugar, constata-se uma interliga&ccedil;&atilde;o entre supervis&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o   e identidade. A totalidade dos respondentes centra-se na interliga&ccedil;&atilde;o entre forma&ccedil;&atilde;o   e supervis&atilde;o (100%), por&eacute;m o conceito de identidade (37%) &eacute; utilizado   apenas por uma minoria. Em segundo lugar, no que se refere aos dom&iacute;nios da supervis&atilde;o,   os mestrandos partem de uma acep&ccedil;&atilde;o mais tradicional, de supervis&atilde;o   em sala de aula, de desenvolvimento instrucional (100%), ainda muito ligada   &agrave; supervis&atilde;o pedag&oacute;gica inicial e com preocupa&ccedil;&otilde;es actuais de supervis&atilde;o de   avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho. Ali&aacute;s, &eacute; recorrente, nos textos dos mestrandos, alguma   sobreposi&ccedil;&atilde;o entre supervis&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o docente, um problema levantado   por Glickman et al. (2008) e Pawlas e Oliva (2007). Um dom&iacute;nio consensual &eacute; a   supervis&atilde;o enquanto motor de desenvolvimento profissional (100%). A maioria   dos mestrandos (68%) situa a supervis&atilde;o n&atilde;o apenas num contexto micro de   sala de aula, mas num contexto macro de comunidade educativa aprendente, numa perspectiva ecol&oacute;gica de desenvolvimento profissional m&uacute;ltiplo.</p>     <p> Em cruzamento de dados, interessou-nos seguidamente as respostas ao inqu&eacute;rito   por question&aacute;rio, ao qual responderam 19 mestrandos, de um total de 20.</p>     <p> Na primeira parte pretendia-se obter um perfil dos professores a frequentarem   o 1&ordm; ano do Curso de Mestrado em Educa&ccedil;&atilde;o, especializa&ccedil;&atilde;o em Supervis&atilde;o.   Num universo de 19 professores, de g&eacute;nero predominante feminino, a maioria   (67%) tem entre 41 e 50 anos, seguindo-se os professores com mais de 50 anos   (17%). Em concord&acirc;ncia, impera o tempo de servi&ccedil;o entre 7-25 anos (61%),   situando-se, em segundo lugar, entre 26-35 anos (17%). Conclui-se que a maioria   dos mestrandos retomou o Ensino Superior ap&oacute;s um interregno temporal   consider&aacute;vel. Quanto &agrave; situa&ccedil;&atilde;o profissional, a maioria dos 19 respondentes faz   parte do quadro de nomea&ccedil;&atilde;o definitiva de Escola e de Agrupamento (82%), o   que configura uma situa&ccedil;&atilde;o profissional est&aacute;vel, de continuidade num mesmo   contexto de escola.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Em oposi&ccedil;&atilde;o, verifica-se uma polariza&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos anos de escolaridade   e disciplinas que os professores leccionam, desde o 1&ordm;ciclo ao Ensino Secund&aacute;rio,   passando pelos Cursos profissionais, predominando o 3&ordm; Ciclo do Ensino   B&aacute;sico (37%). Alguns professores (15%) n&atilde;o cumprem fun&ccedil;&otilde;es lectivas, por   exercerem em exclusividade cargos de gest&atilde;o na escola. H&aacute; igualmente polariza&ccedil;&atilde;o   nas disciplinas leccionadas, desde as L&iacute;nguas &agrave;s Ci&ecirc;ncias e &agrave; Inform&aacute;tica,   com a particularidade da lecciona&ccedil;&atilde;o de disciplinas dos CEFs como &quot;Aplica&ccedil;&otilde;es   de Escrit&oacute;rio&quot; e &quot;Electr&oacute;nica e T&eacute;cnicas Multim&eacute;dia&quot;.</p>     <p> No que se refere a fun&ccedil;&otilde;es de coordena&ccedil;&atilde;o e direc&ccedil;&atilde;o, 36% dos respondentes   afirmam n&atilde;o desempenharem cargos na escola. Dos restantes, alguns   desempenham mais do que uma fun&ccedil;&atilde;o, predominando o exerc&iacute;cio de fun&ccedil;&otilde;es   de Director de Turma (14%). Contudo, no geral, prevalece o conjunto de &Oacute;rg&atilde;os   de Gest&atilde;o Interm&eacute;dia/Pedag&oacute;gica, com mestrandos a desempenharem fun&ccedil;&otilde;es   de Coordenador de Conselho de Docentes (9%), Coordenador de N&uacute;cleo   (5%), Director de Curso (5%), Director Pedag&oacute;gico PTE (5%), Coordenador da   Implementa&ccedil;&atilde;o do NPP (5%), Delegado de Grupo (5%), Coordenador de Cursos   Profissionais (5%) e representante do Grupo Disciplinar (5%). Verifica-se,   ainda, o cumprimento de cargos de Gest&atilde;o/Direc&ccedil;&atilde;o da Escola, &quot;Coordenador   de Estabelecimento&quot; (5%) e &quot;Adjunto da Direc&ccedil;&atilde;o&quot; (5%). Pode-se concluir que,   entre os 19 respondentes, h&aacute; professores com cargos supervisivos, de responsabilidade   e decis&atilde;o, no dom&iacute;nio pedag&oacute;gico e administrativo, em diferentes   n&iacute;veis e &oacute;rg&atilde;os. Em rela&ccedil;&atilde;o aos sentimentos que melhor caracterizam o estado   de esp&iacute;rito dos respondentes, no desempenho da fun&ccedil;&atilde;o docente, s&atilde;o tr&ecirc;s os   sentimentos positivos preponderantes: &quot;convencido da utilidade do trabalho&quot;,   com 30%, &quot;motivado&quot;, com 24% e &quot;satisfeito&quot;, com 22%, como se comprova   pelo Gr&aacute;fico 1.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b><a name="g1"></a><a href="#topg1">Gr&aacute;fico 1</a></b>: Sentimentos que caracterizam o estado de esp&iacute;rito dos docentes,   no desempenho da fun&ccedil;&atilde;o docente</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n20/n20a03g1.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os professores que integram o Curso de Mestrado sobre Supervis&atilde;o revelam-se   profissionais motivados, demonstrando auto-estima e satisfa&ccedil;&atilde;o profissional   no exerc&iacute;cio da sua actividade. &Eacute; de real&ccedil;ar, em triangula&ccedil;&atilde;o de dados, que a   constata&ccedil;&atilde;o, j&aacute; referida, de muitos mestrandos n&atilde;o se limitarem a fun&ccedil;&otilde;es de   doc&ecirc;ncia, mas exercerem igualmente cargos de responsabilidade pedag&oacute;gica e   administrativa na escola, poder&aacute; explicar uma concep&ccedil;&atilde;o macro de supervis&atilde;o,   de escola entendida como organiza&ccedil;&atilde;o aprendente. O cruzamento de dados permite-nos ainda afirmar a import&acirc;ncia da satisfa&ccedil;&atilde;o e da motiva&ccedil;&atilde;o na constru&ccedil;&atilde;o da identidade docente, enquanto motores do desenvolvimento profissional.</p>     <p> No que se refere &agrave;s fun&ccedil;&otilde;es, constantes do Gr&aacute;fico 2, que na percep&ccedil;&atilde;o dos   respondentes melhor caracterizam a supervis&atilde;o nas escolas de hoje, surgem,   por ordem decrescente, &quot;crescimento profissional&quot; (31%), &quot;colabora&ccedil;&atilde;o reflexiva&quot;  (28%), &quot;inova&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas&quot; (15%) e complexidade das actividades de   ensino (9%). As respostas prefiguram uma supervis&atilde;o multi-funcional, capaz de   potenciar as experi&ecirc;ncias educativas e o crescimento profissional, atrav&eacute;s da   reflex&atilde;o, em comunidade colaborativa e aprendente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <b>Gr&aacute;fico 2</b>: Fun&ccedil;&otilde;es que melhor caracterizam a supervis&atilde;o</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rle/n20/n20a03g2.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>       <p> Se, anteriormente, os respondentes j&aacute; tinham sublinhado a import&acirc;ncia de   melhorar e inovar as pr&aacute;ticas, quando respondem aos motivos que os levaram a   inscrever-se no Curso de Mestrado em Educa&ccedil;&atilde;o &ndash; Supervis&atilde;o, reiteram a &quot;melhoria   das pr&aacute;ticas&quot;, com 33%, seguindo-se a &quot;actualiza&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fico-pedag&oacute;gica&quot;  com 22%, a &quot;forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua&quot; com 15% e a &quot;investiga&ccedil;&atilde;o&quot; com 13%,   como consta do Gr&aacute;fico 3.Os mestrandos evidenciam um conhecimento atento   das suas necessidades formativas, em termos de desenvolvimento profissional,   face a contextos de mudan&ccedil;a da supervis&atilde;o. Portanto, assinalam a necessidade   de actualiza&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fico-pedag&oacute;gica, refor&ccedil;ando o imperativo de repensar e   renovar saberes e experi&ecirc;ncia profissionais, atrav&eacute;s de um investimento nas   Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o e nas &aacute;reas pedag&oacute;gico-did&aacute;cticas em que se movem. Revelam   ainda a necessidade de adquirirem, atrav&eacute;s de forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, capacidade   de investiga&ccedil;&atilde;o-ac&ccedil;&atilde;o sobre as suas pr&oacute;prias pr&aacute;ticas, de forma a conseguirem   uma melhoria efectiva das mesmas. S&atilde;o esses os motivos apresentados   por 19 mestrandos para se inscreverem e frequentarem o Curso de Mestrado em   Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, com especializa&ccedil;&atilde;o em Supervis&atilde;o. Emerge, portanto, um   perfil de professor-investigador que faz convergir, no agir pedag&oacute;gico, a teoria   e a pr&aacute;tica, tendo por base a actualiza&ccedil;&atilde;o e a reflex&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Gr&aacute;fico 3</b>: Motivos que levaram &agrave; inscri&ccedil;&atilde;o no Mestrado em Educa&ccedil;&atilde;o -Supervis&atilde;o</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n20/n20a03g3.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Finalmente, na quest&atilde;o aberta final, &quot;De que forma o Curso de Mestrado em   Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o-Supervis&atilde;o pode contribuir para o seu desenvolvimento   profissional?&quot;, era dado espa&ccedil;o aos mestrandos para emitirem uma opini&atilde;o individual.  N&atilde;o responderam &agrave; quest&atilde;o aberta 30% dos mestrandos. Os respondentes (70%) apresentam como raz&otilde;es &quot;implementar melhores pr&aacute;ticas de ensino&quot;  (15%) a par de &quot;aumentar compet&ecirc;ncias de coordena&ccedil;&atilde;o e supervis&atilde;o pedag&oacute;gica&quot;  (igualmente com 15%), o que coincide com a responsabilidade de cargos   de coordena&ccedil;&atilde;o e de supervis&atilde;o que muitos respondentes desempenham na   escola. Segue-se &quot;maior prepara&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e cient&iacute;fica&quot; (12%), apontando para   a necessidade sentida pelos professores de se actualizarem cientificamente e   recuperar a sensa&ccedil;&atilde;o de utilidade no cumprimento da fun&ccedil;&atilde;o docente (6%), o   que confirma os igualmente 6% de respondentes que apresentam a &quot;desmotiva&ccedil;&atilde;o&quot;  como um dos sentimentos que experienciam na profiss&atilde;o docente, como   consta do <a href="#g1">Gr&aacute;fico 1</a><a name="topg1"></a>.Todos os respondentes evidenciam consciencializa&ccedil;&atilde;o da   import&acirc;ncia de uma forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e continuada, de forma a exercerem e   participarem numa supervis&atilde;o complexa, mas enriquecedora do seu desenvolvimento   profissional e da comunidade educativa em que se inserem. &Eacute; o que afirmam dois mestrandos (M1 e M2), nos exemplos que se transcrevem:</p>     <p> <b>M1:</b> &quot;O prop&oacute;sito &eacute; adquirir compet&ecirc;ncias para o desempenho como Coordenadora   Pedag&oacute;gica e especificamente na fun&ccedil;&atilde;o de supervisionar pr&aacute;ticas, no   &acirc;mbito da melhoria da organiza&ccedil;&atilde;o da qual fa&ccedil;o parte&quot;.</p>     <p> <b>M2:</b> &quot;O facto de me sentir mais preparada cientificamente faz-me encarar todas   as situa&ccedil;&otilde;es com mais seguran&ccedil;a, mais tranquilidade e mais serenidade (...).   Pretendo que este conhecimento possa ter frutos na minha pr&aacute;tica profissional,   na pr&aacute;tica daqueles que eu posso &quot;influenciar&quot; e mais tarde na escola.&quot;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Conclui-se que os professores inquiridos evidenciam uma dupla consciencializa&ccedil;&atilde;o,   quer das fun&ccedil;&otilde;es abrangentes da supervis&atilde;o, quer da relev&acirc;ncia da   forma&ccedil;&atilde;o, a n&iacute;vel cient&iacute;fico, pedag&oacute;gico e pessoal, procurando mais forma&ccedil;&atilde;o   para mais eficazmente agir na praxis.</p>     <p> <b>4. Reflex&otilde;es finais: por uma forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e continuada</b></p>     <p> Analisados os resultados obtidos, verifica-se que os professores que frequentam   o Curso de Mestrado em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, com especializa&ccedil;&atilde;o em   Supervis&atilde;o, apresentam situa&ccedil;&atilde;o profissional est&aacute;vel. Os mesmos situam-se,   em maioria, nas fases de desenvolvimento da diversifica&ccedil;&atilde;o (7 a 25 anos) e da   serenidade (25 a 35 anos), procurando aprofundar e valorizar a sua actividade   profissional, comprovando-se, portanto, o ciclo de vida de Huberman (2007).   As respostas dos inquiridos, quanto aos sentimentos que melhor caracterizam   o estado de esp&iacute;rito dos professores, recaem no desempenho da profiss&atilde;o, com   maior incid&ecirc;ncia na motiva&ccedil;&atilde;o, utilidade do trabalho e satisfa&ccedil;&atilde;o profissional   e visando o crescimento profissional, a colabora&ccedil;&atilde;o reflexiva inter-pares e a   inova&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas.</p>     <p> As percep&ccedil;&otilde;es dos mestrandos sobre as fun&ccedil;&otilde;es da supervis&atilde;o nas escolas,   cruzando o texto livre inicial com as respostas &agrave; pergunta aberta final, coincidem com as acep&ccedil;&otilde;es defendidas por investigadores nacionais e internacionais   de uma supervis&atilde;o n&atilde;o apenas circunscrita &agrave; forma&ccedil;&atilde;o inicial, mas envolvendo,   em interac&ccedil;&atilde;o colaborativa, toda a comunidade educativa (Alarc&atilde;o, 2009;   Alarc&atilde;o &amp; Rold&atilde;o, 2008; Glickman et al., 2008; Pawlas &amp; Oliva, 2007 ; Vieira   et al., 2006). De facto, a an&aacute;lise dos motivos que levaram estes professores a   inscreverem-se no Curso de Mestrado patenteou n&atilde;o apenas preocupa&ccedil;&atilde;o com   a melhoria das pr&aacute;ticas lectivas, mas igualmente com o desempenho de fun&ccedil;&otilde;es   de coordena&ccedil;&atilde;o e de supervis&atilde;o<a name="top6" id="top6"></a><a href="#6"><sup>6</sup></a>. A actualiza&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, sob a forma de <i>theoretical     inputs</i> ultrapassa, assim, a praxis em sala de aula e estende-se &agrave; escola,   atrav&eacute;s de uma forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e continuada, assumida conscientemente.</p>     <p>As conclus&otilde;es do estudo apontam para a interliga&ccedil;&atilde;o entre forma&ccedil;&atilde;o em supervis&atilde;o,   desenvolvimento humano e desenvolvimento profissional, possibilitando   a reconstru&ccedil;&atilde;o da identidade profissional, em contextos supervisivos, de   colabora&ccedil;&atilde;o e inova&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica. O regresso dos professores &agrave; Universidade   e a frequ&ecirc;ncia do Curso de Mestrado emerge, na presente investiga&ccedil;&atilde;o, como   um catalizador de um plano de forma&ccedil;&atilde;o que parte do individual mas que se   consubstancia colectivamente em comunidade educativa.</p>     <p> Embora um estudo de caso n&atilde;o permita generaliza&ccedil;&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel, todavia,   uma aproxima&ccedil;&atilde;o a contextos semelhantes. As respostas configuram uma supervis&atilde;o   colaborativa e inovadora, propiciadora do di&aacute;logo e da reflex&atilde;o na comunidade   educativa, e impulsionadora do aperfei&ccedil;oamento de um agir pedag&oacute;gico   complexo e, consequentemente, capaz de estimular o crescimento profissional   ao longo da vida. Ultrapassando o horizonte estreito da individualidade e da   colegialidade, esta acep&ccedil;&atilde;o poli&eacute;drica da supervis&atilde;o implica que o professor   repense o seu estatuto profissional, transformando-se num intelectual cr&iacute;tico   consciente e comprometido com uma educa&ccedil;&atilde;o enquanto tarefa de todos, que   responda aos desafios do mundo actual (Teodoro 2003).</p>     <p> Em s&iacute;ntese, convergindo com Alarc&atilde;o (2009, 1996), N&oacute;voa (1992) e Sim&atilde;o et   al. (2009), consideramos que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel existir reforma educativa, inova&ccedil;&atilde;o   e qualidade pedag&oacute;gica, sem uma forma&ccedil;&atilde;o de professores cont&iacute;nua e continuada.   Assim se compreende que, a n&iacute;vel nacional e internacional, a forma&ccedil;&atilde;o de   professores tenha hoje uma nova abrang&ecirc;ncia, num contexto alargado e democr&aacute;tico,   no qual coexistem as dimens&otilde;es micro (praxis em sala de aula) e macro   (interac&ccedil;&atilde;o em comunidade escolar). Em supervis&atilde;o alargada (N&oacute;voa, 2001;   Senge et al., 2000), a escola surge como organiza&ccedil;&atilde;o aprendente. Desta forma,   enquanto teoria e pr&aacute;tica de regula&ccedil;&atilde;o de processos de ensino e aprendizagem,   a supervis&atilde;o assume a educa&ccedil;&atilde;o como objecto de forma&ccedil;&atilde;o, na converg&ecirc;ncia   do pensamento e da ac&ccedil;&atilde;o, implicando todos os agentes educativos. A democratiza&ccedil;&atilde;o   do acesso &agrave; especializa&ccedil;&atilde;o &eacute; hoje evidente nos muitos projectos de   investiga&ccedil;&atilde;o-ac&ccedil;&atilde;o desenvolvidos por professores, com ganhos desenvolvimentais,   individuais e de Escola a reflectirem-se no melhoramento do ensino e   aprendizagem (Formosinho et al., 2010). Por isso, interessa aprofundar estudos   investigativos, ainda escassos na &aacute;rea da Supervis&atilde;o, abrangendo a forma&ccedil;&atilde;o   especializada, cont&iacute;nua e continuada, e aprofundar o que move os professores a   investirem em forma&ccedil;&atilde;o no Ensino Superior. Desta forma, ser&aacute; poss&iacute;vel responder   &agrave;s necessidades de forma&ccedil;&atilde;o, pela reinven&ccedil;&atilde;o de uma Super-vis&atilde;o capaz de   potenciar o desenvolvimento profissional docente.</p>       <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Alarc&atilde;o, I. &amp; Rold&atilde;o, M. (2008). <i>Supervis&atilde;o. Um contexto de desenvolvimento profissional dos   professores</i>. Mangualde: Edi&ccedil;&otilde;es Pedago.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1645-7250201200010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Alarc&atilde;o, I. &amp; Tavares, J. (1987). <i>Supervis&atilde;o da pr&aacute;tica pedag&oacute;gica. Uma perspectiva de desenvolvimento e aprendizagem</i>. Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1645-7250201200010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Alarc&atilde;o, I. &amp; Tavares, J. (2003). <i>Supervis&atilde;o da pr&aacute;tica pedag&oacute;gica. Uma perspectiva de desenvolvimento   e aprendizagem</i> (2&ordf; ed. revista). Coimbra: Almedina.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1645-7250201200010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Alarc&atilde;o, I. (Org.). (1996).<i> Forma&ccedil;&atilde;o reflexiva de professores. Estrat&eacute;gias de supervis&atilde;o</i>. Colec&ccedil;&atilde;o   CIDInE. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1645-7250201200010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Barroso, J. &amp; Can&aacute;rio, R. (1999). <i>Centros de Forma&ccedil;&atilde;o das associa&ccedil;&otilde;es de Escolas. Das expectativas   &agrave;s realidades</i>. Lisboa: IIE&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1645-7250201200010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Cavaco, M. (1995). O of&iacute;cio do professor: O tempo e as mudan&ccedil;as. In A. N&oacute;voa (Org.), <i>Profiss&atilde;o   Professor</i> (2.&ordf; ed., pp. 157-191). Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1645-7250201200010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Dubar, C. (2003). Forma&ccedil;&atilde;o, trabalho e identidades profissionais. In R.Can&aacute;rio (Org.), <i>Forma&ccedil;&atilde;o   e Situa&ccedil;&otilde;es de Trabalho</i> (2&ordf; ed., pp. 43-52).. Porto: Porto Editora.  Elo Especial, 25-33. Guimar&atilde;es: CFFH.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1645-7250201200010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Formosinho, J., Machado, J., &amp; Oliveira-Formosinho, J. (2010). <i>Forma&ccedil;&atilde;o, Desempenho e Avalia&ccedil;&atilde;o   de Professores</i>. Mangualde: Edi&ccedil;&otilde;es Pedago.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1645-7250201200010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p> Glickman, C., Gordon, S. &amp; Ross-Gordon, J. (2004). <i>SuperVision and Instructional Leadership &ndash; a   developmental approach</i> (6th ed.). Boston: Pearson Education.</p>     <!-- ref --><p> Glickman, C., Gordon, S. &amp; Ross-Gordon, J. (2008). <i>The Basic Guide to Supervision and Instructional   Leadership</i>. Boston: Allyn &amp; Bacon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1645-7250201200010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Huberman, M. (2007). O ciclo de vida profissional dos professores. In A. N&oacute;voa (Org.), <i>Vidas de   Professores</i> (pp. 31-61). Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1645-7250201200010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Leite, C. &amp; Fernandes, P. (2003). Olhar a forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua de professores &agrave; luz das actuais mudan&ccedil;as   curriculares. In A. Estrela &amp; J. Ferreira, (Org.), <i>La Formation des Enseignants au Regard     de la Recherche</i>. (pp. 361-368). Actas do XII Col&oacute;quio, Sec&ccedil;&atilde;o Portuguesa da AFIRSE/AIPELF.   Lisboa: FPCEUL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1645-7250201200010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Negreiros, A. (1921/2005). <i>A Inven&ccedil;&atilde;o do Dia Claro</i>. Lisboa: Ass&iacute;rio &amp; Alvim.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1645-7250201200010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Nolan, J. &amp; Hoover, L. (2004).<i> Teacher Supervision and Evaluation. Theory into Practice</i>. Hoboken :   Wiley Jossey-Bass Education.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1645-7250201200010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> N&oacute;voa, A. (1991). A Forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua entre a pessoa-professor e a organiza&ccedil;&atilde;o escola. <i>Inova&ccedil;&atilde;o</i>,   4 (1), 63-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1645-7250201200010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> N&oacute;voa, A. (1992). Forma&ccedil;&atilde;o de professores e profiss&atilde;o docente. In A. N&oacute;voa (Coord.), <i>Os Professores   e a sua forma&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 13-33). Lisboa: Publica&ccedil;&otilde;es Dom Quixote.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1645-7250201200010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Oliveira-Formosinho, J. (2002). A interac&ccedil;&atilde;o educativa na supervis&atilde;o de educadores estagi&aacute;rios.   Um estudo longitudinal. In J. Oliveira-Formosinho (Org.), <i>A Supervis&atilde;o na Forma&ccedil;&atilde;o de     Professores I. Da sala &agrave; escola</i>. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1645-7250201200010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Pawlas, G. &amp; Oliva, P. (2007). <i>Supervision for Today&acute;s Schools</i>. 8th edition. Indianapolis: Wiley &amp; Jossey-Bass &Eacute;ducation.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1645-7250201200010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Rodrigues, A. &amp; Esteves, M. (1993)<i>. A An&aacute;lise de Necessidade de Forma&ccedil;&atilde;o como campo de investiga&ccedil;&atilde;o   cient&iacute;fica</i>. Porto: Porto editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1645-7250201200010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Sch&ouml;n, D. A. (1992). La Formaci&oacute;n de Profesionales Reflexivos. <i>Hacia un Nuevo Diseno de la Ensenanza   y el Aprendezage en las Professiones</i>. Barcelona: Paidos/MEC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1645-7250201200010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Senge, P., McCabe, N., Lucas, T., Smith, B., Dutton, J. &amp; Kleiner, A. (2000). <i>Schools That Learn. A   Fifth Discipline resource</i>. New York: Doubleday Dell Publishing Group.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1645-7250201200010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Sim&atilde;o, A., Flores, M., Morgado, J., Forte, A. &amp; Almeida, T. (2009). <i>S&iacute;sifo</i>. Revista de Ci&ecirc;ncias de   Educa&ccedil;&atilde;o, 8, 61-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1645-7250201200010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p> Stones, E. (1984). <i>Supervision in teacher education &ndash; a counselling and pedagogical approach</i>.   London: Methuen.</p>     <!-- ref --><p> Sullivan, S. &amp; Glanz, J. (2004). <i>Supervision That Improves Teaching: Strategies and Techniques</i>.   London: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1645-7250201200010000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Teodoro, A. (2003). <i>Globaliza&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o. Pol&iacute;ticas educacionais e novos modos de governa&ccedil;&atilde;o</i>.   Porto: Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1645-7250201200010000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Teodoro, A. (2006).<i> Professores, para qu&ecirc;? Mudan&ccedil;as e Desafios na Profiss&atilde;o Docente.</i> Porto: Profedi&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1645-7250201200010000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Vieira, F., Moreira, M., Barbosa, I., Paiva, M. &amp; Fernandes, I. (2006). <i>No Caleidosc&oacute;pio da Supervis&atilde;o:   Imagens da forma&ccedil;&atilde;o e da pedagogia</i>. Mangualde: Edi&ccedil;&otilde;es Pedago.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1645-7250201200010000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Waite, D. (1995). Teacher resistance in a supervision conference. In D. Corson (Ed.), <i>Discourse   and power in educational organizations</i> (pp.71-87). Cresshill: Hampton Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1645-7250201200010000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Zeichner, K. M. (1995). Los profesores como profesionales reflexivos y la democratizaci&oacute;n de la   reforma escolar? In <i>Volver e pensar la educaci&oacute;n</i> (Vol.II, pp. 385-398). Coru&ntilde;a/Madrid: Fundaci&oacute;n   Paideia/Ediciones Morata.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1645-7250201200010000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><a name="1" id="1"></a><a href="#top1">1</a>A palavra supervis&atilde;o foi primeiramente utilizada em Portugal nos meios restritos da supervis&atilde;o   em forma&ccedil;&atilde;o inicial, a partir das Universidades e Escolas Superiores da Educa&ccedil;&atilde;o com   Cursos para a doc&ecirc;ncia. Contudo, Alarc&atilde;o e Tavares (1987, p. 148) ultrapassam o conceito de   supervis&atilde;o pedag&oacute;gica inicial, estendendo-a &agrave; supervis&atilde;o cont&iacute;nua, adoptando a linha de entendimento   da supervis&atilde;o iniciada na Am&eacute;rica desde meados do s&eacute;culo XX, de auto e heterosupervis&atilde;o   reguladora de um trabalho colaborativo e democr&aacute;tico, situado na Escola.</p>     <p><a name="2" id="2"></a><a href="#top2">2</a>. Nas palavras de Pawlas e Oliva (2007, p.11), &quot;Supervision is a means of offering to teachers, in   a collegial, collaborative and professional setting, specialized help in improving instruction   and thereby student achievement (...) Definitions by themselves do not reveal the complexities   of the supervisory role. Supervision today is complicated by a number of factors, including   diversity of conceptions of supervision and good teaching, mandates from the sate and   national levels, and tensions between teachers and administrators/ supervisors&quot;.</p>     <p><a name="3" id="3"></a><a href="#top3">3</a>. A forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua torna-se prioridade nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em resultado de uma dupla   demanda: (i) a de preparar os professores do ensino b&aacute;sico e secund&aacute;rio para a implementa&ccedil;&atilde;o   da reforma educativa delineada em finais dos anos 1980; e, (ii) a de dar seguimento ao   estipulado no estatuto da carreira docente relativamente &agrave; progress&atilde;o na carreira docente,   condicionada &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos de forma&ccedil;&atilde;o&quot; (Teodoro, 2006, p. 43).</p>     <p><a name="4" id="4"></a><a href="#top4">4</a>. Huberman (1992) elencou e definiu os ciclos de vida profissional da carreira docente, definindo-   os em sete fases: (i) entrada na carreira, (ii) estabiliza&ccedil;&atilde;o, (iii) diversifica&ccedil;&atilde;o, (iv) p&ocirc;r-se em   quest&atilde;o, (v) serenidade e distanciamento afectivo, (vi) conservadorismo e lamenta&ccedil;&otilde;es e, (vii)   desinvestimento, o qual pode ocorrer no final da carreira, podendo ser sereno ou amargo. Por   isso podemos falar de momentos, fases ou etapas que caracterizam o percurso profissional   dos professores &ndash; o ciclo de vida. Evidentemente, estamos a fazer uma certa generaliza&ccedil;&atilde;o   e n&atilde;o podemos seguramente afirmar que esses momentos acontecem da mesma forma, com   a mesma sequencialidade, para todos os professores. Para este autor, o desenvolvimento de   uma carreira &eacute; um processo e n&atilde;o uma s&eacute;rie de acontecimentos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="5" id="5"></a><a href="#top5">5</a>. Teodoro (2006, p. 93) refere que os professores &quot;que se posicionam a meio da carreira procuram   estrat&eacute;gias para fazer algo diferente da rotina escolar, nem que seja tirar uma p&oacute;sgradua&ccedil;&atilde;o,   um mestrado ou um doutoramento&quot;.</p>     <p><a name="6" id="6"></a><a href="#top6">6</a>. O desempenho de cargos envolvendo avalia&ccedil;&atilde;o despoletou muita da investiga&ccedil;&atilde;o sobre supervis&atilde;o   que se desenvolveu nos pa&iacute;ses angl&oacute;fonos desde meados do s&eacute;culo XX e se intensificou   no s&eacute;culo XXI. Segundo Nolan e Hoover (2004, p. 10), a dificuldade em definir objectivos   da supervis&atilde;o deve-se &agrave; &quot;tremendously complex nature of teacher supervision and   evaluation (...) we view teacher supervision and evaluation as separate but complementary   processes that must be coordinated to develop and sustain a high-quality system of professional   growth and accountability&quot;. N&atilde;o admira, portanto, que alguns professores do estudo,   com responsabilidades de supervis&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o afirmem procurar forma&ccedil;&atilde;o aprofundada,   na tentativa de cumprirem as suas fun&ccedil;&otilde;es supervisivas com mais efic&aacute;cia.</p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Alarcão]]></surname>
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<surname><![CDATA[Roldão]]></surname>
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<source><![CDATA[Supervisão: Um contexto de desenvolvimento profissional dos professores]]></source>
<year>2008</year>
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<publisher-name><![CDATA[Edições Pedago]]></publisher-name>
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