<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-7250</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Lusófona de Educação]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Lusófona de Educação]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-7250</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos e Intervenção em Educação e Formação (CeiEF)Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-72502012000100006</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ser professor hoje: O que pensam os professores das suas competências]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Linguistic Diversity in the Portuguese School]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Conceição]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cristina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sousa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Óscar de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Escola Secundária Fernão Mendes Pinto  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Lusófona Instituto de Educação Centro de Estudos e Intervenção em Educação e Formação]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<numero>20</numero>
<fpage>81</fpage>
<lpage>98</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-72502012000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-72502012000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-72502012000100006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Na sociedade do conhecimento e na era da globalização as mudanças ocorrem a um ritmo vertiginoso, ditando novas necessidades nas mais diversas áreas. Na área da educação, os professores que outrora tinham como principal papel ensinar, são agora confrontados com novos papéis. Perante este desafio, o papel do professor, bem como as competências essenciais ao desempenho da actividade docente, numa sociedade complexa, heterogénea e flutuante nos valores, do século XXI, constituíram a temática de um estudo científico. Através de uma pesquisa qualitativa, mas também quantitativa, fundada em testemunhos de professores do 3º ciclo do ensino básico e do secundário de escolas do concelho de Almada (Portugal) recolhidos por meio de inquéritos, e tendo por base sobretudo o referencial teórico de Philippe Perrenoud, identificou-se as competências que o grupo de docentes julga essencial ao seu actual papel e analisou-se em que medida os mesmos assumem, nas suas actuações, essas mesmas competências, enquanto profissionais do ensino. Os resultados deste estudo evidenciaram que os docentes privilegiam as competências relativas ao domínio pedagógico, tais como: «Envolver os Alunos na Aprendizagem e no seu Trabalho», «Organizar e Dirigir Situações de Aprendizagem» e «Administrar a Progressão das Aprendizagens». Por outro lado, confirmou-se a harmonia entre as competências que os docentes privilegiam como essenciais ao seu actual papel, e as competências que assumem no seu ofício de professor.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the society of knowledge and in the age of the globalization the changes occur due to a vertiginous rhythm, dictating new needs in the most diverse areas. In the educational field, the teachers who, in the earlier times, had the main role of teaching, now are faced with new roles. In view of this challenge, the role of the teacher, as well as the essential abilities to the performance of the teaching activity, in a complex society, heterogeneous and floating in values, of the 21st Century, has constituted the thematic of a scientific study. Through a qualitative as well as quantitative study, based in the testimony of teachers of 3º cycle of the basic and the secondary education of schools of municipality of Almada, collected by means of inquiries, and based over all on the theoretical referential of Philippe Perrenoud, we identified the abilities that the group of professors find essential to its current role and analyzed which of them practice the same in their professions of education. The results of this study had evidenced that the teachers prefer the competences related to the pedagogical domain, such as: "To involve the students in the Learning Task and in the School Work", "To organize and To direct Situations of Learning" and "To manage the Progression of the Learnings". On the other hand, it was confirmed the harmony between the abilities that in theory the teachers prefer as essential to their current role and the abilities that assume in practice as teachers.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[globalização]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[escola]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[professor]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[competência]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[perfil]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[globalization]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[school]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[teacher]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[abilities]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[profile]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Ser professor hoje. O que pensam os professores das suas compet&ecirc;ncias</b></p>     <p><b>Linguistic Diversity in the Portuguese School</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Cristina Concei&ccedil;&atilde;o<sup>*</sup> &amp; &Oacute;scar de Sousa<sup>**</sup></b></p>     <p><sup>*</sup>Professora de F&iacute;sica e Qu&iacute;mica da Escola Secund&aacute;ria   Fern&atilde;o Mendes Pinto. Investigadora do CeiEF<br />   <a href="mailto:c.pessoa@esfmp.pt">c.pessoa@esfmp.pt</a></p>     <p><sup>**</sup>Director da Licenciatura em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da ULHT   Investigador do CeiEF<br />   <a href="mailto:ossousa@sapo.pt">ossousa@sapo.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     <p>Na sociedade do conhecimento e na era da globaliza&ccedil;&atilde;o as mudan&ccedil;as ocorrem   a um ritmo vertiginoso, ditando novas necessidades nas mais diversas &aacute;reas.   Na &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o, os professores que outrora tinham como principal papel   ensinar, s&atilde;o agora confrontados com novos pap&eacute;is. Perante este desafio, o   papel do professor, bem como as compet&ecirc;ncias essenciais ao desempenho da   actividade docente, numa sociedade complexa, heterog&eacute;nea e flutuante nos   valores, do s&eacute;culo XXI, constitu&iacute;ram a tem&aacute;tica de um estudo cient&iacute;fico. Atrav&eacute;s   de uma pesquisa qualitativa, mas tamb&eacute;m quantitativa, fundada em testemunhos   de professores do 3&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico e do secund&aacute;rio de escolas   do concelho de Almada (Portugal) recolhidos por meio de inqu&eacute;ritos, e tendo   por base sobretudo o referencial te&oacute;rico de Philippe Perrenoud, identificou-se   as compet&ecirc;ncias que o grupo de docentes julga essencial ao seu actual papel   e analisou-se em que medida os mesmos assumem, nas suas actua&ccedil;&otilde;es, essas   mesmas compet&ecirc;ncias, enquanto profissionais do ensino. Os resultados deste   estudo evidenciaram que os docentes privilegiam as compet&ecirc;ncias relativas ao   dom&iacute;nio pedag&oacute;gico, tais como: &laquo;Envolver os Alunos na Aprendizagem e no seu   Trabalho&raquo;, &laquo;Organizar e Dirigir Situa&ccedil;&otilde;es de Aprendizagem&raquo; e &laquo;Administrar a   Progress&atilde;o das Aprendizagens&raquo;. Por outro lado, confirmou-se a harmonia entre   as compet&ecirc;ncias que os docentes privilegiam como essenciais ao seu actual   papel, e as compet&ecirc;ncias que assumem no seu of&iacute;cio de professor.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> globaliza&ccedil;&atilde;o; escola; professor; compet&ecirc;ncia; perfil.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>Abstract</b></p>     <p>In the society of knowledge and in   the age of the globalization the changes   occur due to a vertiginous rhythm,   dictating new needs in the most diverse   areas. In the educational field,   the teachers who, in the earlier times,   had the main role of teaching, now are   faced with new roles. In view of this   challenge, the role of the teacher, as   well as the essential abilities to the   performance of the teaching activity,   in a complex society, heterogeneous   and floating in values, of the 21st Century,   has constituted the thematic of a   scientific study. Through a qualitative   as well as quantitative study, based in   the testimony of teachers of 3&ordm; cycle   of the basic and the secondary education   of schools of municipality of Almada,   collected by means of inquiries,   and based over all on the theoretical   referential of Philippe Perrenoud, we identified the abilities that the group   of professors find essential to its current   role and analyzed which of them   practice the same in their professions   of education. The results of this study   had evidenced that the teachers prefer   the competences related to the pedagogical   domain, such as: &quot;To involve   the students in the Learning Task and   in the School Work&quot;, &quot;To organize and   To direct Situations of Learning&quot; and   &quot;To manage the Progression of the   Learnings&quot;. On the other hand, it was   confirmed the harmony between the   abilities that in theory the teachers   prefer as essential to their current role   and the abilities that assume in practice   as teachers.</p>     <p> <b>Keywords:</b> globalization; school; teacher; abilities;   profile.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Numa &eacute;poca designada como era da globaliza&ccedil;&atilde;o, os desafios impostos &agrave;   sociedade n&atilde;o cessam de aumentar e a aprendizagem constitui um tesouro importante   para o desempenho profissional de qualquer individuo, face &agrave;s compet&ecirc;ncias   profissionais cada vez mais solicitadas. E o campo educacional n&atilde;o &eacute;   excep&ccedil;&atilde;o. Actualmente, os docentes s&atilde;o confrontados com novas tarefas, maior   profissionalismo, mais responsabilidades e sobretudo uma pan&oacute;plia de compet&ecirc;ncias   bem diversificadas. E neste contexto, reflectindo sobre a situa&ccedil;&atilde;o em   que os docentes em Portugal se encontram, ap&oacute;s uma d&eacute;cada passada do s&eacute;culo   XXI, que decidimos procurar entender que compet&ecirc;ncias julgam os professores   essenciais ao desempenho da sua actividade, como profissionais do ensino e   pe&ccedil;a fundamental do <i>puzzle</i> educacional.</p>     <p> No quadro deste desafio, ancorando-nos no conceito de compet&ecirc;ncia &agrave; luz   de diversos autores, nomeadamente, Tardif, Boterf, Rold&atilde;o, mas sobretudo na   obra de Philippe Perrenoud, que neste texto, procuramos dar a conhecer o modo   como um grupo de professores do 3&ordm; ciclo do ensino b&aacute;sico e secund&aacute;rio, percepcionam   as compet&ecirc;ncias necess&aacute;rias ao seu actual papel. Neste sentido, a   problem&aacute;tica aqui em foco situa-se no dom&iacute;nio da compet&ecirc;ncia e tendo como   principal suporte te&oacute;rico, a obra de Philippe Perrenoud, &quot;Dez Novas Compet&ecirc;ncias   para Ensinar&quot;, dado que este soci&oacute;logo e professor universit&aacute;rio apresenta   um leque de compet&ecirc;ncias gerais e espec&iacute;ficas, sistematizadas e coerentes com   os deveres que integram o actual estatuto da carreira docente. Demonstrando   a complexidade do processo que envolve a mobiliza&ccedil;&atilde;o dos saberes para ensinar,   Perrenoud apresenta a figura do professor como um profissional que opera   com conhecimentos espec&iacute;ficos e que mobiliza saberes e esquemas de ac&ccedil;&atilde;o   muito pr&oacute;prios. Nesta perspectiva, o ser professor adquire uma nova dimens&atilde;o   e &quot;ensinar, ou seja fazer com que algu&eacute;m aprenda&quot; (Rold&atilde;o, 2008, p.17) ser&aacute;   largamente privilegiado em favor de debitar conte&uacute;dos.</p>     <p> Importa ainda referir que para Philippe Perrenoud (2000, p.15), a no&ccedil;&atilde;o de   compet&ecirc;ncia designa uma &quot; capacidade de mobilizar diversos recursos cognitivos   para enfrentar um tipo de situa&ccedil;&atilde;o&quot;. Este autor, vai ainda mais longe, abordando   o of&iacute;cio de professor de um modo concreto, propondo um conjunto de   compet&ecirc;ncias que possibilitam redefinir a actividade docente. Na pr&aacute;tica, Perrenoud   elaborou um referencial de dez compet&ecirc;ncias amplas, atribuindo a cada   uma, um conjunto de compet&ecirc;ncias mais espec&iacute;ficas, com o intuito de orientar   a forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua. Mas, principalmente, pretendeu descrever um futuro poss&iacute;vel   e desej&aacute;vel da profiss&atilde;o docente, num per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o da sociedade.</p>     <p> &Eacute; no quadro desta problem&aacute;tica que este texto, para al&eacute;m de identificar as   compet&ecirc;ncias que os professores julgam essenciais ao seu actual papel como   profissionais da educa&ccedil;&atilde;o, e verificar em que medida os professores assumem   no seu dia-a-dia, essas mesmas compet&ecirc;ncias, n&oacute;s d&aacute; tamb&eacute;m conta do desenho   da pesquisa adoptado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>Contextualiza&ccedil;&atilde;o Te&oacute;rica</b></p>     <p> No campo educativo, diversos s&atilde;o os autores que abordam a tem&aacute;tica da   compet&ecirc;ncia. Para a autora Maria do C&eacute;u Rold&atilde;o (2003,p.20) &quot;existe compet&ecirc;ncia   (ou compet&ecirc;ncias) quando, perante uma situa&ccedil;&atilde;o, se &eacute; capaz de mobilizar   adequadamente diversos conhecimentos pr&eacute;vios, seleccion&aacute;-los e integr&aacute;-los   adequadamente perante aquela situa&ccedil;&atilde;o (ou problema, ou quest&atilde;o, ou objecto   cognitivo ou est&eacute;tico, etc)&quot;. A compet&ecirc;ncia, &agrave; luz desta autora, enquanto conceito   dever&aacute; ser abordado e aprofundado pelos docentes, confrontando-o com   as pr&aacute;ticas que desenvolvem para de facto produzir conhecimento profissional.</p>     <p> Para Tardif, &quot;a compet&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; um estado &eacute; um processo. Se a compet&ecirc;ncia   &eacute; um saber agir, como funciona ele? O operador competente &eacute; aquele que &eacute;   capaz de mobilizar, p&ocirc;r em ac&ccedil;&atilde;o de forma eficaz as diferentes fun&ccedil;&otilde;es de um   sistema em que interv&ecirc;m recursos t&atilde;o diversos como opera&ccedil;&otilde;es de racioc&iacute;nio,   conhecimentos, activa&ccedil;&otilde;es da mem&oacute;ria, as avalia&ccedil;&otilde;es, as capacidades relacionais,   ou esquemas comportamentais&quot; (1996, pp.31-45).</p>     <p> Boterf (1994, pp 16-18), outro autor central neste dom&iacute;nio mas mais ligado   &agrave;s compet&ecirc;ncias profissionais, salienta que &quot;a compet&ecirc;ncia n&atilde;o se reduz nem a   um saber nem a um saber-fazer.(...) a compet&ecirc;ncia n&atilde;o reside nos recursos a mobilizar   (conhecimentos, capacidades...) mas na pr&oacute;pria mobiliza&ccedil;&atilde;o desses recursos&quot;.   Este autor sublinha ainda que a compet&ecirc;ncia &eacute; um conceito sist&eacute;mico,   uma organiza&ccedil;&atilde;o inteligente e activa de conhecimentos adquiridos, apropriados   por um sujeito, e postos em confronto activo com situa&ccedil;&otilde;es e problemas.</p>     <p> Neste universo de no&ccedil;&otilde;es para o conceito de compet&ecirc;ncia, podemos verificar   que a sua aplica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o faz parte apenas do mundo empresarial, mas &eacute;   tamb&eacute;m do dom&iacute;nio da educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p> No campo educacional, &eacute; sobretudo o soci&oacute;logo e professor Philippe Perrenoud   (2000), que mais contribuiu com os seus estudos, na constru&ccedil;&atilde;o do   conhecimento relativamente ao conceito de compet&ecirc;ncia. Na sequ&ecirc;ncia desta   ideia, Perrenoud elaborou o referencial de compet&ecirc;ncias em Genebra, no ano   de 1996, com a inten&ccedil;&atilde;o de orientar a forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua do professor. Deste   modo, permitia um desenvolvimento da fun&ccedil;&atilde;o do professor &agrave; altura da evolu&ccedil;&atilde;o   do sistema educativo e da sociedade.</p>     <p> O conceito de compet&ecirc;ncia desenvolvido pelo soci&oacute;logo Perrenoud &eacute; id&ecirc;ntico   ao conceito de saber docente criado por Tardif, Lessard e Lahaye (1991). O   saber docente &eacute; apresentado por este conjunto de autores, como um saber diferenciado que pressup&otilde;e mobiliza&ccedil;&atilde;o de saberes oriundos de diversas fontes,   como saberes de forma&ccedil;&atilde;o, saberes provenientes da forma&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica ou   mesmo resultantes da experi&ecirc;ncia.</p>     <p> Mas, Perrenoud (2000, p.31) vai ainda mais longe, e acrescenta &quot;a compet&ecirc;ncia   ao mesmo tempo que mobiliza a lembran&ccedil;a das experi&ecirc;ncias passadas,   livra-se delas para sair da repeti&ccedil;&atilde;o, para inventar solu&ccedil;&otilde;es originais, que respondem,   na medida do poss&iacute;vel, &agrave; singularidade da situa&ccedil;&atilde;o presente&quot;. No sentido   de redefinir a actividade docente, Perrenoud elaborou uma lista de compet&ecirc;ncias   profissionais, baseadas num referencial de compet&ecirc;ncia adoptado   em Genebra em 1996, no qual participou com vista a orientar a forma&ccedil;&atilde;o dos   docentes. Atrav&eacute;s deste referencial, Perrenoud promove a valoriza&ccedil;&atilde;o do of&iacute;cio   de professor, demonstrando a complexidade do processo que envolve a mobiliza&ccedil;&atilde;o   dos saberes para ensinar, impulsionando a ideia de um profissional que   n&atilde;o s&oacute; meramente t&eacute;cnico mas como profissional que opera com conhecimentos   espec&iacute;ficos e que mobiliza saberes e esquemas de ac&ccedil;&atilde;o muito pr&oacute;prios.   Para analisar o novo papel desempenhado pelo professor na actual sociedade,   privilegiamos a obra de Perrenoud, intitulado &quot;Dez Novas Compet&ecirc;ncias para   Ensinar&quot;, elaborado por este soci&oacute;logo e professor su&iacute;&ccedil;o que acentua um vasto   leque de &quot;compet&ecirc;ncias julgadas priorit&aacute;rias por serem coerentes com o novo   papel dos professores&quot;.</p>     <p> Para este soci&oacute;logo, a no&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncia encontra-se associada &agrave; &quot;capacidade   de mobilizar diversos recursos cognitivos para enfrentar um tipo de situa&ccedil;&atilde;o&quot;  (Perrenoud, 2000, p.15). Neste contexto, a compet&ecirc;ncia ou capacidade   para mobilizar os diversos recursos constr&oacute;i-se em forma&ccedil;&atilde;o e ao longo da actua&ccedil;&atilde;o   do professor em cada situa&ccedil;&atilde;o do seu dia-a-dia, passando por um conjunto   de opera&ccedil;&otilde;es mentais complexas, ou esquemas de pensamento, que permitem   determinar e realizar uma certa ac&ccedil;&atilde;o.</p>     <p> A par de cada compet&ecirc;ncia geral, Perrenoud, esbo&ccedil;ou compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas   de alcance mais limitado, a partir das quais o profissional as mobiliza   independentemente umas das outras. O profissional do ensino, perante uma   situa&ccedil;&atilde;o, mobiliza um conjunto de compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas que constitui um   recurso essencial para o of&iacute;cio de professor.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Neste contexto, enumeram-se as dez grandes fam&iacute;lias ou compet&ecirc;ncias gerais   descritas por Perrenoud:</p>     <blockquote> 1 - Organizar e dirigir situa&ccedil;&otilde;es de aprendizagem.<br />   2 - Administrar a progress&atilde;o de aprendizagens.<br />   3 - Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferencia&ccedil;&atilde;o.<br />   4 - Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho.<br />   5 - Trabalhar em equipa.<br />   6 - Participar da administra&ccedil;&atilde;o da escola.<br />   7 - Informar e envolver os pais.<br />   8 - Utilizar novas tecnologias.<br />   9 - Enfrentar os deveres e os dilemas &eacute;ticos da profiss&atilde;o.<br />   10 - Administrar a sua pr&oacute;pria forma&ccedil;&atilde;o continua.</blockquote>     <p><br />   Para cada uma destas compet&ecirc;ncias gerais, Philippe Perrenoud esbo&ccedil;ou um   conjunto de compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas. Vejamos, ent&atilde;o como este autor aborda   cada uma das compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas, existentes ou emergentes, cuja import&acirc;ncia   &eacute; refor&ccedil;ada em fun&ccedil;&atilde;o das novas altera&ccedil;&otilde;es do sistema educativo, que   cada vez mais exige n&iacute;veis elevados de especializa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p> <b>Organizar e Dirigir Situa&ccedil;&otilde;es de Aprendizagem</b></p>     <p> Relativamente &agrave; compet&ecirc;ncia geral &laquo;Organizar e Dirigir Situa&ccedil;&otilde;es de Aprendizagem&raquo;, corresponde a dispor de compet&ecirc;ncias profissionais indispens&aacute;veis   para imaginar e criar situa&ccedil;&otilde;es de aprendizagem.</p>     <p> Neste sentido, para &laquo;Organizar e Dirigir Situa&ccedil;&otilde;es de Aprendizagem&raquo; pressup&otilde;e   que o professor domine n&atilde;o s&oacute; os saberes, ou seja os conte&uacute;dos a serem   ensinados, mas tamb&eacute;m os conceitos com suficiente flu&ecirc;ncia. A partir deste conhecimento   o professor deve ser capaz de os mobilizar e traduzir em objectivos   de aprendizagem, em fun&ccedil;&atilde;o dos quais orienta o trabalho na sala de aula na   procura do conhecimento.</p>     <p> <b>Administrar a Progress&atilde;o das Aprendizagens</b></p>     <p> &laquo;Administrar a Progress&atilde;o das Aprendizagens&raquo;, define-se pela capacidade   de administrar a heterogeneidade da turma, no seio de uma situa&ccedil;&atilde;o - problema.   O professor deve ser capaz de propor situa&ccedil;&otilde;es - problema que favore&ccedil;am   as aprendizagens visadas, isto &eacute;, deve propor situa&ccedil;&otilde;es que ofere&ccedil;am desafios   que estando ao alcance dos alunos, levem cada um a progredir nas suas aprendizagens.   A compet&ecirc;ncia &eacute;, pois, dupla, uma vez que ao mesmo tempo que o   professor investe na concep&ccedil;&atilde;o e na antecipa&ccedil;&atilde;o das situa&ccedil;&otilde;es &ndash; problemas,   efectua os ajustes necess&aacute;rios ao n&iacute;vel e &agrave;s possibilidades dos alunos.</p>     <p> <b>Conceber e Fazer Evoluir os Dispositivos de Diferencia&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p> Saber, conceber e fazer com que os dispositivos did&aacute;cticos permitam aos alunos   adquirirem conhecimentos &eacute; uma das enormes tarefas com a qual todos os   professores idealizam ou constroem pouco a pouco, no sentido de todos poderem   aprender. Neste quadro, os professores devem &quot;organizar diferentemente   o trabalho na aula, acabar com a estrutura&ccedil;&atilde;o em n&iacute;veis anuais, ampliar, criar   novos espa&ccedil;os &ndash; tempos de forma&ccedil;&atilde;o, jogar, em escala maior, com os reagrupamentos,   as tarefas, os dispositivos did&aacute;cticas, as interac&ccedil;&otilde;es, o ensino m&uacute;tuo e   as tecnologias de forma&ccedil;&atilde;o&quot; (Perrenoud, 2000, p. 56).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>Trabalhar em Equipa</b></p>     <p> Face &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o da escola nos &uacute;ltimos tempos, a coopera&ccedil;&atilde;o profissional   &eacute; sem d&uacute;vida uma compet&ecirc;ncia essencial a fazer parte da rotina do of&iacute;cio do   professor. Com a emerg&ecirc;ncia de novos e espec&iacute;ficos papeis a desempenhar por   parte do professor, bem como o trabalho em equipa requerido a este profissional,   suscita novas formas de coopera&ccedil;&atilde;o. Novas formas que passam por partilha   de recursos, ideias, pr&aacute;ticas e mesmo de alunos.</p>     <p>&quot;Trabalhar em equipa, &eacute; portanto, uma quest&atilde;o de compet&ecirc;ncia e pressup&otilde;e   igualmente a convic&ccedil;&atilde;o de que a coopera&ccedil;&atilde;o &eacute; um valor profissional&quot; (Perrenoud,   2000, p.81). No entanto, para trabalhar em equipa &eacute; necess&aacute;rio saber   discernir os problemas que requerem uma coopera&ccedil;&atilde;o intensiva, participar, analisar   e combater resist&ecirc;ncias ligadas &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o, bem como saber auto-avaliar-se. A coopera&ccedil;&atilde;o no exerc&iacute;cio do of&iacute;cio do professor implica saber elaborar   um projecto em equipa. &Eacute; portanto, uma quest&atilde;o de representa&ccedil;&otilde;es partilhadas   daquilo que os profissionais do ensino pretendem fazer em conjunto. Mas, &quot;o   verdadeiro trabalho de equipa come&ccedil;a quando os membros se afastam do muro   de lamenta&ccedil;&otilde;es para agir, utilizando toda a zona de autonomia dispon&iacute;vel e toda   a capacidade de negocia&ccedil;&atilde;o de um actor colectivo que est&aacute; determinado, para   realizar o seu projecto, a afastar as restri&ccedil;&otilde;es institucionais e a obter os recursos   e os apoios necess&aacute;rios&quot; (Perrenoud, 2000, p.89). Desta forma, as compet&ecirc;ncias   requeridas aos profissionais do ensino s&atilde;o aquelas que permitem ao   grupo de trabalho enfrentar e analisar em conjunto situa&ccedil;&otilde;es complexas. Mais   uma vez estamos perante uma necessidade de coopera&ccedil;&atilde;o entre os professores   que constituem um grupo de trabalho.</p>     <p> <b>Participar na Administra&ccedil;&atilde;o da Escola</b></p>     <p> Participar na administra&ccedil;&atilde;o da escola &eacute; uma compet&ecirc;ncia geral que abrange   um conjunto de compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas, tais como: elaborar, negociar um projecto   da institui&ccedil;&atilde;o; administrar os recursos da escola; coordenar, dirigir uma   escola com todos os seus parceiros; organizar e fazer evoluir, no &acirc;mbito da escola,   a participa&ccedil;&atilde;o dos alunos.</p>     <p> Um dos desafios da educa&ccedil;&atilde;o &eacute; proporcionar a todos, os meios essenciais   para conceber e elaborar projectos. Esta tarefa requer uma identidade, meios,   seguran&ccedil;a para a qual nem todos os indiv&iacute;duos est&atilde;o &agrave; altura, pois essa confian&ccedil;a   e garantia est&atilde;o directamente ligadas &agrave; origem social e &agrave; experi&ecirc;ncia de vida.</p>     <p> Actualmente, existe na escola um director cujo papel fundamental &eacute; facilitar   a coopera&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios profissionais, apesar das diferentes forma&ccedil;&otilde;es que   cada um possui e de estatuto. Coordenar e dirigir uma escola &eacute; tanto mais f&aacute;cil   se as pessoas se conhecerem, se trocarem ideias, e tiverem um conhecimento   profundo das suas tarefas e dos respectivos m&eacute;todos de trabalho. Nesta situa&ccedil;&atilde;o,   requer atitudes e compet&ecirc;ncias da parte de todos, para garantir uma certa   coer&ecirc;ncia no atendimento aos alunos, uma certa flexibilidade dos dispositivos   de recep&ccedil;&atilde;o, um di&aacute;logo organizado com as associa&ccedil;&otilde;es de pais, com as colectividades   locais, e com a administra&ccedil;&atilde;o central (Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o). Assim,   a capacidade de express&atilde;o, de negocia&ccedil;&atilde;o, de planeamento, de orienta&ccedil;&atilde;o de   reuni&atilde;o, saber escutar os outros s&atilde;o recursos essenciais para coordenar e dirigir   uma escola nos tempos que correm.</p>     <p> Todas as atitudes que os professores possam ter sobre os alunos, influenciam   directamente ou indirectamente as suas vidas escolares. No entanto,   a participa&ccedil;&atilde;o dos alunos &eacute; fundamental neste processo de aprendizagem, e   justifica-se n&atilde;o s&oacute; por ser um direito do ser humano, mas tamb&eacute;m, por ser uma   forma de educar para a cidadania. &Eacute; na turma que a participa&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica,   de educa&ccedil;&atilde;o para a cidadania emerge e flui. Perrenoud, enfatiza &quot;a ideia de que   uma educa&ccedil;&atilde;o para a cidadania e uma participa&ccedil;&atilde;o das decis&otilde;es dificilmente   podiam ser cr&iacute;veis, se exclu&iacute;ssemos delas, tudo o que diz respeito &agrave; did&aacute;ctica,   ao programa, &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o, aos deveres, ao trabalho em sala de aula, ao of&iacute;cio do   aluno&quot; (Perrenoud, 2000, p. 107).</p>     <p> <b>Informar e Envolver os Pais</b></p>     <p> Informar e envolver os pais, &eacute; pois, uma compet&ecirc;ncia geral marcada por compet&ecirc;ncias   espec&iacute;ficas, tais como: dirigir reuni&otilde;es de informa&ccedil;&atilde;o e de debate;   fazer entrevistas; envolver os pais na constru&ccedil;&atilde;o dos saberes.   Dirigir reuni&otilde;es de informa&ccedil;&atilde;o pressup&otilde;e que o professor tenha a compet&ecirc;ncia   de n&atilde;o efectuar reuni&otilde;es gerais, quando os pais t&ecirc;m preocupa&ccedil;&otilde;es particulares.   Os pais temem pelo insucesso dos seus filhos, pelo seu desenvolvimento,   a sua socializa&ccedil;&atilde;o, os seus amigos, a sala de aula, o que se passa nos p&aacute;tios da   escola, provocando uma certa ang&uacute;stia ou descontentamentos que pode despoletar   no seio de qualquer reuni&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Nas rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas entre encarregados de educa&ccedil;&atilde;o e professores,   estes devem ser detentores de uma grande compet&ecirc;ncia, que &eacute; saber distinguir  &quot;o que diz respeito &agrave; sua autonomia profissional, assumindo-a plenamente, e   o que tange &agrave;s inst&acirc;ncias encarregadas de adoptar uma pol&iacute;tica educacional,   os programas, as regras de avalia&ccedil;&atilde;o ou as estruturas escolares que comandam   o momento e a severidade da selec&ccedil;&atilde;o&quot; (Perrenoud, 2000, p.116). Por isso, o   professor deve &quot;sentir-se &agrave; vontade, encontrar a dist&acirc;ncia certa, o tom que conv&eacute;m, n&atilde;o andar em c&iacute;rculos&quot; (Perrenoud, 2000, p.116), para realizar e preparar   as reuni&otilde;es com uma certa habilidade. Al&eacute;m das habilidades na condu&ccedil;&atilde;o de   reuni&otilde;es, os professores devem ter a consci&ecirc;ncia que os pais ocupam outra posi&ccedil;&atilde;o   na escola e que portanto, t&ecirc;m outra forma&ccedil;&atilde;o, outras experiencias, outras   preocupa&ccedil;&otilde;es, logo n&atilde;o podem compreender e partilhar todos os valores e representa&ccedil;&otilde;es   dos professores. A compet&ecirc;ncia dos professores passa por aceitar   os pais, tal como eles s&atilde;o, em sua diversidade.</p>     <p> Outra compet&ecirc;ncia espec&iacute;fica ligada &agrave; compet&ecirc;ncia geral &quot; informar e envolver   os pais&quot;, &eacute; ter a capacidade de preparar e realizar uma entrevista ao   encarregado de educa&ccedil;&atilde;o. Neste caso, h&aacute; que saber situar-se claramente, estar   dispon&iacute;vel, controlar a tenta&ccedil;&atilde;o de julgar ou culpar os pais, aceitar negociar,   ouvir e compreender o que os pais t&ecirc;m para dizer. No fundo, actuar como um   verdadeiro profissional sem renunciar &agrave;s suas pr&oacute;prias convic&ccedil;&otilde;es, ao mesmo   tempo que mobiliza os pais para partilharem uma responsabilidade educativa.</p>     <p> <b>Utilizar as Novas Tecnologias</b></p>     <p> Aumentar a efic&aacute;cia do ensino e familiarizar os alunos com as novas ferramentas   inform&aacute;ticas, implica que o professor adquirira uma compet&ecirc;ncia espec&iacute;fica   que lhe permita utilizar editores de texto. Assim, o professor dever&aacute;   conciliar o seu trabalho com as ferramentas que tem ao seu dispor para facilitar   as aprendizagens dos alunos. O professor pode ainda, integrar ou modificar documentos   de fontes diferentes e elaborar uma p&aacute;gina Web. Todavia, a ind&uacute;stria   inform&aacute;tica deve facilitar o acesso &agrave;s novas tecnologias, no sentido de uma   maior ader&ecirc;ncia dos professores. Neste enquadramento, a principal compet&ecirc;ncia   de um professor &eacute; ser: &quot; um usu&aacute;rio alerta, critico, selectivo, que prop&otilde;e os   especialistas dos <i>softwares</i> educativos e da AA; um conhecedor dos <i>softwares</i> que facilita o trabalho intelectual, em geral, e de uma disciplina, em particular,   com familiaridade pessoal e f&eacute;rtil imagina&ccedil;&atilde;o did&aacute;ctica, para evitar que esses   instrumentos se desviem do seu uso profissional&quot;(Perrenoud, 2000, p.134).</p>     <p> <b>Enfrentar os Deveres e Dilemas da Profiss&atilde;o</b></p>     <p> Prevenir a viol&ecirc;ncia na escola e fora dela, &eacute; uma das cinco compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas   enumeradas por Perrenoud, soci&oacute;logo de refer&ecirc;ncia nesta tese, como   um dos recursos de uma educa&ccedil;&atilde;o para a cidadania. &quot;&Eacute; preciso que se criem situa&ccedil;&otilde;es   que facilitem as aprendizagens, as tomadas de consci&ecirc;ncia, a constru&ccedil;&atilde;o   de valores e de uma identidade moral e c&iacute;vica&quot; (Perrenoud, 2000, p.142).</p>     <p> As sociedades actuais constru&iacute;ram-se na viol&ecirc;ncia e lentamente a crise econ&oacute;mica   fez apenas com que se revele uma derrocada do contrato social, e um   enfraquecimento das normas de reciprocidade. Importa pois, trabalhar para &quot;limitar a parte da viol&ecirc;ncia simb&oacute;lica e f&iacute;sica que os adultos exercem sobre as   crian&ccedil;as, sobre a escola, sobre os alunos e suas fam&iacute;lias. No seio escolar, h&aacute;   portanto, ainda, uma escola a construir (Perrenoud, 2000, p.146) &quot; na qual a   ordem n&atilde;o est&aacute; adquirida no momento em que se entra nela, mas deve ser permanentemente   renegociada e conquistada&quot;.</p>     <p> Outra compet&ecirc;ncia espec&iacute;fica fundamental ao professor &eacute; conseguir a ades&atilde;o   dos alunos contra os preconceitos e as descrimina&ccedil;&otilde;es sexuais, &eacute;tnicas e   sociais. N&atilde;o basta o professor ser contra estes preconceitos e descrimina&ccedil;&otilde;es,   h&aacute; que incutir esses valores, atrav&eacute;s de uma pr&aacute;tica reflexiva, de modo a tornar   o presente toler&aacute;vel ao mesmo tempo que se prepara o futuro.</p>     <p>&quot;O professor aberto a negocia&ccedil;&otilde;es n&atilde;o abandona nem seu status, nem as   suas responsabilidades de adulto e de mestre&quot; (Perrenoud, 2000, p.150). Assim,   o professor deve participar na cria&ccedil;&atilde;o das regras da vida comum, referentes &agrave;   disciplina na escola, &agrave;s san&ccedil;&otilde;es e &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o da conduta. Para tal, deve reconstruir   constantemente as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho escolar e da aprendizagem dos   seus alunos, come&ccedil;ando pela ades&atilde;o activa dos alunos ao projecto de instru&iacute;los   e &agrave;s pr&oacute;prias regras da vida comum. Estamos perante, uma arte de gest&atilde;o da   turma, no sentido de saber organizar e ter a capacidade de determinar, sustentar,   individualmente e colectivamente as regras da viv&ecirc;ncia comum.</p>     <p> <b>Administrar a sua Pr&oacute;pria Forma&ccedil;&atilde;o Cont&iacute;nua</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Perrenoud, completa o seu referencial de dez compet&ecirc;ncias, com o saber  &quot;administrar a sua pr&oacute;pria forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua&quot;, porque, segundo o autor, ela   condiciona a actualiza&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de todas as outras compet&ecirc;ncias   j&aacute; aqui abordadas. Neste contexto, Perrenoud, enfatiza a ideia que nenhuma   compet&ecirc;ncia constru&iacute;da permanece retida durante toda a vida, sendo portanto,   necess&aacute;rio n&atilde;o s&oacute; conservar as compet&ecirc;ncias j&aacute; adquiridas, atrav&eacute;s de um   exerc&iacute;cio constante, como tamb&eacute;m adquirir novas compet&ecirc;ncias. Da&iacute; a necessidade   de uma forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, em que os recursos cognitivos mobilizados   por estas compet&ecirc;ncias possam ser actualizados e adaptados &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es que   se fazem sentir ao longo dos tempos. A forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua &eacute; fundamental, mas   acompanhada tamb&eacute;m de transforma&ccedil;&otilde;es identit&aacute;rias, visto que a sua pr&oacute;pria   institucionaliza&ccedil;&atilde;o tem um passado recente.</p>     <p> Outrora n&atilde;o seria poss&iacute;vel estabelecer-se uma rela&ccedil;&atilde;o entre a forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua   e a explicita&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas. H&aacute; relativamente pouco tempo que a forma&ccedil;&atilde;o   cont&iacute;nua dos docentes se refere &agrave;s pr&aacute;ticas profissionais. Dos professores   espera-se que tenham interesse em saber analisar e explicitar as suas pr&aacute;ticas,   pois, trata-se da base para uma autoforma&ccedil;&atilde;o. Assim, formar-se &eacute; aprender, &eacute;   mudar, a partir de diversos procedimentos pessoais e colectivos de autoforma&ccedil;&atilde;o. Schon, chama a este mecanismo de &quot;pr&aacute;tica reflexiva&quot; (Perrenoud, 2000,   p.160), no fundo, uma fonte de aprendizagem e de regula&ccedil;&atilde;o, dado que o exerc&iacute;cio   met&oacute;dico de uma pr&aacute;tica reflexiva promove a constru&ccedil;&atilde;o de novas compet&ecirc;ncias   e de novas pr&aacute;ticas. Todavia, &quot; saber analisar e explicitar a sua pr&aacute;tica   permite o exerc&iacute;cio de uma lucidez profissional que jamais &eacute; total e definitiva&quot;,   resta aprender a analisar, a explicitar e ter consci&ecirc;ncia daquilo que se pratica.   Perrenoud, defende ainda, que os professores &quot;devem prestar contas das tentativas   variadas e met&oacute;dicas de delimitar os problemas, estabelecer diagn&oacute;stico,   construir estrat&eacute;gias e superar obst&aacute;culos&quot; (Perrenoud, 2000, p.161).</p>     <p> As pr&aacute;ticas reflexivas podem consolidar estrat&eacute;gias ou desenvolver m&eacute;todos   que permitiram aos professores melhorar certas compet&ecirc;ncias falhadas. No sentido   de melhorar as suas pr&aacute;ticas &eacute; conveniente que os professores estabele&ccedil;am   o seu pr&oacute;prio balan&ccedil;o de compet&ecirc;ncias, assim como o seu programa de forma&ccedil;&atilde;o   cont&iacute;nua. Neste campo, o professor pode ter que construir novos modelos   de ac&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica e did&aacute;ctica, ou seja um trabalho de autoforma&ccedil;&atilde;o. &quot; Deste   modo, a lucidez profissional consiste em saber igualmente quando se pode   progredir pelos meios que a situa&ccedil;&atilde;o oferece (individualmente ou em grupo) e   quando &eacute; mais econ&oacute;mico e r&aacute;pido apelar para novos recursos de autoforma&ccedil;&atilde;o&quot;  (Perrenoud, 2000, p.163).</p>     <p> Pode-se assim, desejar que este balan&ccedil;o constitua um recurso e que cada   professor seja capaz de identificar as suas pr&oacute;prias falhas, da mesma forma que   tenha consci&ecirc;ncia daquilo que fez e do que gostaria de fazer, elaborando um   projecto de forma&ccedil;&atilde;o. Nesta perspectiva, Perrenoud sugere que as institui&ccedil;&otilde;es   escolares convidem os professores a elaborarem um balan&ccedil;o de compet&ecirc;ncias,   e um projecto de forma&ccedil;&atilde;o.</p>     <p> Outra compet&ecirc;ncia espec&iacute;fica relativa &agrave; forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, est&aacute; ligada &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o   de um projecto comum, dentro do estabelecimento de ensino, de forma   a fazer evoluir o grupo e a possibilitar uma cultura de coopera&ccedil;&atilde;o. Desta forma,   &eacute; poss&iacute;vel mais rapidamente, os professores estabelecerem um confronto de   pr&aacute;ticas, se as condi&ccedil;&otilde;es o permitirem, e que resultar&aacute; num projecto de forma&ccedil;&atilde;o   comum.</p>     <p> O professor deve ainda, envolver-se em tarefas de outros n&iacute;veis de funcionamento   do sistema de ensino, n&atilde;o com car&aacute;cter obrigat&oacute;rio, mas porque permite   ampliar a sua &quot; cultura pol&iacute;tica, econ&oacute;mica, administrativa, jur&iacute;dica, sociol&oacute;gica   dos professores em exerc&iacute;cio, com as repercuss&otilde;es imaginadas para a sua pr&aacute;tica   quotidiana, em duplo sentido: enriquecimento dos conte&uacute;dos do ensino,   atrav&eacute;s de uma abordagem mais anal&iacute;tica e menos defensiva dos fen&oacute;menos de   poder e de conflito em geral, dos funcion&aacute;rios institucionais&quot; (Perrenoud, 2000,   p. 167). Neste quadro, o professor ter&aacute; uma vis&atilde;o mais sist&eacute;mica, um conhecimento   mais profundo da diversidade das pr&aacute;ticas e dos discursos, uma tomada   de consci&ecirc;ncia dos recursos e das obriga&ccedil;&otilde;es da organiza&ccedil;&atilde;o, tal como dos desafios   que enfrenta ou venha a enfrentar.</p>     <p> <b>Metodologia</b></p>     <p> O estudo aqui apresentado apoiou-se num modelo de investiga&ccedil;&atilde;o descritiva,   inspirado numa metodologia mista, abarcando uma dimens&atilde;o qualitativa   e quantitativa. A op&ccedil;&atilde;o por este modelo de investiga&ccedil;&atilde;o deve-se &agrave; natureza   e objectivos propostos para este estudo. Dada a centralidade da compet&ecirc;ncia   como objectivo principal deste estudo, ou mais concretamente identificar as   compet&ecirc;ncias que um conjunto de 179 professores do 3&ordm;ciclo do ensino b&aacute;sico   e secund&aacute;rio, do concelho de Almada, julga fundamental ao desempenho da sua   actividade.</p>     <p> Neste sentido, recorreu-se ao modelo te&oacute;rico proposto na obra de Philippe   Perrenoud, &quot;Dez Novas Compet&ecirc;ncias para Ensinar&quot;, como suporte te&oacute;rico para   a elabora&ccedil;&atilde;o de um inqu&eacute;rito por question&aacute;rio.</p>     <p> Atendendo n&atilde;o s&oacute; ao objectivo geral da investiga&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m aos objectivos   espec&iacute;ficos, o question&aacute;rio apresentado aos docentes visava numa primeira   parte, identificar as compet&ecirc;ncias que cada professor julga essencial ao   desempenho da sua actividade como profissional do ensino, sendo a proposta   constitu&iacute;da por 12 itens e numa segunda parte, apresentou-se 40 itens, baseados   nas compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas enunciadas por Perrenoud. Estes 40 itens   visavam   identificar as compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas que cada professor assume   como atitude que desempenha na sua profiss&atilde;o. Para a elabora&ccedil;&atilde;o dos itens   apresentados aos inquiridos recorreu-se sempre a uma escala de Likert adequada   &agrave;s quest&otilde;es elaboradas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>Resultados da Investiga&ccedil;&atilde;o e sua an&aacute;lise</b></p>     <p> Um dos principais objectivos que esta investiga&ccedil;&atilde;o pretendia alcan&ccedil;ar, era   inferir a import&acirc;ncia que os docentes em estudo associam a cada compet&ecirc;ncia   geral, proposta pelo modelo te&oacute;rico adoptado. Neste contexto, a partir dos dados   codificados foi poss&iacute;vel elaborar o quadro 1. O quadro 1, reflecte as respostas   dos 179 inquiridos relativamente &agrave;s 12 quest&otilde;es apresentadas na primeira   parte do question&aacute;rio, onde os docentes atribu&iacute;am uma classifica&ccedil;&atilde;o qualitativa   (desde muito importante a nada importante), tendo em conta a sua percep&ccedil;&atilde;o   enquanto profissionais do ensino.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p>Quadro 1</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n20/n20a06q1.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>       <p> Neste cen&aacute;rio, e pretendendo averiguar a import&acirc;ncia que os professores   atribu&iacute;am a cada compet&ecirc;ncia geral, foi &ndash; lhes apresentado um conjunto de 12   compet&ecirc;ncias, 10 das quais enunciadas por Perrenoud.</p>     <p><br />   &Eacute; de salientar que as compet&ecirc;ncias &laquo;<i>Conhecer e Avaliar os Elementos da Direc&ccedil;&atilde;o     da Escola</i>&raquo; e &laquo;<i>Elaborar os Manuais Escolares</i>&raquo;, n&atilde;o integram a lista das   compet&ecirc;ncias de Perrenoud, sendo colocadas no question&aacute;rio com a finalidade   de examinar a import&acirc;ncia que os docentes lhe associam, sabendo que n&atilde;o integram   o actual papel do professor.</p>      <p>Atendendo aos valores de pondera&ccedil;&atilde;o podemos verificar que a compet&ecirc;ncia   que corresponde a &laquo;<i>Envolver os Alunos na Aprendizagem e no seu Trabalho</i>&raquo;,   seguida da compet&ecirc;ncia &laquo;<i>Organizar e Dirigir Situa&ccedil;&otilde;es de Aprendizagem</i>&raquo; e da   compet&ecirc;ncia &laquo;<i>Administrar a Progress&atilde;o das Aprendizagens</i>&raquo;, s&atilde;o aquelas que os   professores mais valorizaram como sendo <i>muito importantes</i> para a profiss&atilde;o docente.</p>     <p> Similarmente, podemos observar que as tr&ecirc;s compet&ecirc;ncias que os professores   atribu&iacute;ram menos import&acirc;ncia foram: &laquo;Elaborar Manuais Escolares&raquo;, &laquo;Participar   na Administra&ccedil;&atilde;o da Escola&raquo; e &laquo;Conhecer e Avaliar os Elementos da Direc&ccedil;&atilde;o   da Escola&raquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Na segunda parte do question&aacute;rio efectuou-se um conjunto de 40 quest&otilde;es   de modo a analisar as compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas que os professores assumem   como atitudes que praticam no seu dia-a-dia e, verificar a sua concord&acirc;ncia com   as compet&ecirc;ncias gerais que os professores julgam fundamentais ao seu actual   papel. Neste enquadramento, foram apresentados quatro compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas   para cada uma das dez compet&ecirc;ncias gerais do referencial do soci&oacute;logo   Perrenoud.</p>     <p> Aos docentes em estudo, solicitou-se que atribu&iacute;ssem um dos n&iacute;veis de acordo, <i>sempre</i>, <i>&agrave;s vezes</i> ou <i>nunca</i>, para cada uma das compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas. Os   dados recolhidos foram posteriormente tratados e convertidos em valores atrav&eacute;s   da pondera&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s, a descri&ccedil;&atilde;o detalhada das op&ccedil;&otilde;es dos docentes pelos   atributos das compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas relacionadas com a compet&ecirc;ncia geral   respectiva, hierarquizou-se as compet&ecirc;ncias gerais de acordo com a m&eacute;dia, que   consta no quadro 2, obtida a partir dos valores da m&eacute;dia de pondera&ccedil;&atilde;o para   cada conjunto de compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> Quadro 2</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n20/n20a06q2.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><br />   Da an&aacute;lise do quadro 2, podemos depreender que no que diz respeito &agrave;s   compet&ecirc;ncias gerais, &laquo;Organizar e Dirigir Situa&ccedil;&otilde;es de Aprendizagem&raquo;, &laquo;Enfrentar   os Deveres e Dilemas da Profiss&atilde;o&raquo;, &laquo;Administrar a pr&oacute;pria forma&ccedil;&atilde;o   cont&iacute;nua&raquo;, &laquo;Administrar a progress&atilde;o das aprendizagens&quot;, bem como &laquo;Utilizar   as Novas Tecnologias&raquo;, correspondem ao conjunto de compet&ecirc;ncias que pelo   facto do valor da m&eacute;dia se encontrar mais perto do valor 3 do que do valor 2,   indica que os docentes tem <i>sempre</i> em considera&ccedil;&atilde;o estas compet&ecirc;ncias, nas   suas actua&ccedil;&otilde;es profissionais. Assim, do mesmo modo, podemos deduzir que as   compet&ecirc;ncias, &laquo;Envolver os Alunos na Aprendizagem e nos seus Trabalhos&raquo;,   &laquo;Conceber e Aplicar Dispositivos de Diferencia&ccedil;&atilde;o em Situa&ccedil;&otilde;es de Aprendizagem   &raquo;, &laquo;Participar na Administra&ccedil;&atilde;o da Escola&raquo;, &laquo;Informar e Envolver os Pais na   Aprendizagem dos seus Educandos&raquo; e ainda, &laquo;Trabalhar em Equipa&raquo;, correspondem   &agrave;s compet&ecirc;ncias gerais que os docentes <i>&agrave;s vezes</i> tem em considera&ccedil;&atilde;o no   seu desempenho profissional. Uma vez que para estas compet&ecirc;ncias, os valores da m&eacute;dia se situam mais perto do valor 2 do que do valor 3.</p>      <p>Um dos objectivos deste estudo visava tamb&eacute;m, verificar a concord&acirc;ncia entre   as compet&ecirc;ncias gerais que os professores julgam essenciais ao seu actual papel   e as compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas que os professores assumem, como atitudes que   desempenham profissionalmente. Neste sentido, construiu-se o quadro 3, em que   para cada compet&ecirc;ncia geral registou-se as m&eacute;dias relativas &agrave;s compet&ecirc;ncias gerais   que os professores julgaram como sendo fundamentais ao seu actual papel   (registadas na coluna A), e as m&eacute;dias relativas &agrave;s compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas que   os professores assumiram como atitudes que desempenham na sua actividade   profissional (registadas na coluna B). Analisando os dados registados no quadro   3, podemos verificar que &eacute; nas compet&ecirc;ncias gerais, &laquo;Organizar e Dirigir Situa&ccedil;&otilde;es   de Aprendizagem&raquo; e &laquo;Administrar a sua Pr&oacute;pria Forma&ccedil;&atilde;o Cont&iacute;nua&raquo;, que se   obtiveram os valores mais concordantes, apresentando uma diferen&ccedil;a de 0.05 entre   os dados da coluna (A) e da coluna (B). Do mesmo modo, podemos identificar   a compet&ecirc;ncia geral &laquo;Trabalhar em Equipa&raquo; como sendo aquela em que o valor   da diferen&ccedil;a encontrado entre os dados da coluna (A) e da coluna (B) &eacute; o maior   de todos, mais concretamente 0.51. Neste sentido, podemos deduzir que para as   compet&ecirc;ncias gerais, &laquo;Organizar e Dirigir Situa&ccedil;&otilde;es de Aprendizagem&raquo; e &laquo;Administrar   a sua Pr&oacute;pria Forma&ccedil;&atilde;o Cont&iacute;nua&raquo;, existe uma certa coer&ecirc;ncia entre aquilo   que os professores identificaram como essencial para o desempenho da sua   profiss&atilde;o e aquilo que os docentes assumem efectuar no seu trabalho, enquanto   profissionais do ensino. E na mesma linha de pensamento podemos identificar a   compet&ecirc;ncia geral, &laquo;Trabalhar em Equipa&raquo;, como sendo aquela onde h&aacute; menor   coer&ecirc;ncia por parte dos docentes, entre aquilo que dizem essencial ao seu papel actualmente e aquilo que na realidade assumem, enquanto professores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> Quadro 3</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rle/n20/n20a06q3.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Analisemos agora o conjunto das compet&ecirc;ncias gerais que os professores pensam   ser importantes para o papel do professor no presente momento, e o conjunto   das compet&ecirc;ncias gerais que os professores dizem que tem em linha de conta,   nas suas tarefas escolares. Para isso, vamos observar o gr&aacute;fico A, onde se encontram   em simult&acirc;neo os dados da m&eacute;dia para as compet&ecirc;ncias gerais e os dados da   m&eacute;dia para as compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas, relativas &agrave;s compet&ecirc;ncias gerais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p> Gr&aacute;fico A</p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n20/n20a06g1.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><br />   <br />   Atendendo &agrave;s duas barras que correspondem &agrave;s compet&ecirc;ncias gerais que   os professores julgam essenciais ao seu papel (coluna azul) e &agrave;s compet&ecirc;ncias   espec&iacute;ficas (coluna vermelha) que assumem nas suas tarefas enquanto profissionais do ensino, depreende-se que os valores a elas associados, s&atilde;o praticamente   id&ecirc;nticos para as compet&ecirc;ncias assinaladas com os n&uacute;meros 1, 8 e 10.   Ou seja, estamos a falar das compet&ecirc;ncias &laquo;Organizar e Dirigir Situa&ccedil;&otilde;es de   Aprendizagem&raquo;, &laquo;Utilizar as Novas Tecnologias&raquo; e &laquo;Administrar a sua Pr&oacute;pria   Forma&ccedil;&atilde;o Cont&iacute;nua&raquo;, respectivamente.</p>     <p> Por outro lado, verifica-se uma maior discrep&acirc;ncia de valores entre as compet&ecirc;ncias   gerais e as especificas, para as compet&ecirc;ncias indicadas com os n&uacute;meros   4, 5, 6 e 7, as quais correspondem &agrave;s compet&ecirc;ncias, &laquo;Envolver os Alunos   na Aprendizagem e no seu Trabalho&raquo;, &laquo;Trabalhar em Equipa&raquo;, &laquo;Participar na   Administra&ccedil;&atilde;o da Escola&raquo; e &laquo;Informar e Envolver os Pais na Aprendizagem dos   seus Educandos&raquo;, respectivamente.</p>     <p> Importa ainda salientar no que se refere &agrave;s compet&ecirc;ncias 6 e 9, que dizem   respeito a, &laquo;Participar na Administra&ccedil;&atilde;o da Escola&raquo; e &laquo;Enfrentar os Deveres   e Dilemas da Profiss&atilde;o&raquo; respectivamente, obteve-se os valores mais elevados   para as compet&ecirc;ncias espec&iacute;ficas, do que para as compet&ecirc;ncias gerais. Perante   este facto, podemos depreender que no que diz respeito a estas duas compet&ecirc;ncias,   os docentes apesar de identificarem como sendo duas compet&ecirc;ncias <i>relativamente importantes</i>, para o papel actual do professor, assumem, como fazendo   parte das suas actua&ccedil;&otilde;es profissionais. Contudo, deparamo-nos com uma   incongru&ecirc;ncia por parte destes profissionais do ensino. Uma vez que os professores   em estudo assumem que t&ecirc;m em linha de conta, estas duas compet&ecirc;ncias   (6 e 7) nas suas tarefas, enquanto profissionais do ensino, todavia n&atilde;o as julgam   de igual modo, essenciais ao desempenho da actividade docente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Estas observa&ccedil;&otilde;es concluem a interpreta&ccedil;&atilde;o de dados da investiga&ccedil;&atilde;o, permitindo   proceder &agrave;s considera&ccedil;&otilde;es finais deste estudo.</p>     <p> <b>Considera&ccedil;&otilde;es Finais</b></p>     <p> Partimos para esta investiga&ccedil;&atilde;o com o objectivo de identificar as compet&ecirc;ncias   que os professores julgam essenciais ao desempenho do seu papel actualmente   e saber em que medida os professores assumem essas compet&ecirc;ncias nas   suas actua&ccedil;&otilde;es.</p>     <p> Efectuando uma an&aacute;lise global &agrave;s op&ccedil;&otilde;es efectuadas pelos docentes em estudo,   quer no que se refere &agrave;s compet&ecirc;ncias que julgaram essenciais ao papel do   actual professor, quer &agrave;s compet&ecirc;ncias que afirmaram ter em linha de conta, nas   suas tarefas do dia-a-dia, encontramos um perfil do <i>ser professor</i>. E neste cen&aacute;rio,   podemos afirmar que o professor de hoje, continua a valorizar as aprendizagens   dos alunos, mas n&atilde;o numa vis&atilde;o cl&aacute;ssica do of&iacute;cio de professor. Sabe, que   para al&eacute;m de dominar os conte&uacute;dos da disciplina que lecciona, deve trabalhar   com os alunos a partir das suas representa&ccedil;&otilde;es, construir e planear dispositivos   e sequ&ecirc;ncias did&aacute;cticas, que facilitem a aprendizagem. O professor de hoje reconhece ainda, que &eacute; essencial administrar a sua forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, no sentido de   actualizar os recursos cognitivos exigidos pelas compet&ecirc;ncias requeridas ao actual   of&iacute;cio de professor. Adaptado ao mundo das tecnologias, o professor de hoje   julga-as essenciais ao seu actual papel, ao mesmo tempo que assume que, nas   suas tarefas escolares, utiliza as novas tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o.   Assim, o professor de hoje, reconhece que as novas tecnologias podem contribuir   para melhorar os trabalhos pedag&oacute;gicos e did&aacute;cticos.</p>     <p> Por outro lado, e apesar da evolu&ccedil;&atilde;o da escola caminhar no sentido de uma   coopera&ccedil;&atilde;o profissional, o professor de hoje ainda n&atilde;o se envolve no trabalho em   equipa, compet&ecirc;ncia que pressup&otilde;e uma nova din&acirc;mica, no sentido de elaborar   projectos em equipa, dirigir um grupo de trabalho, promover reuni&otilde;es. Participar   na administra&ccedil;&atilde;o da escola, &eacute; tamb&eacute;m uma compet&ecirc;ncia que o professor de hoje   sente que n&atilde;o &eacute; essencial ao seu actual papel, e como tal, n&atilde;o a assume, como   fazendo parte das suas tarefas. E se observarmos o passado do professor, verificamos,   que estas duas compet&ecirc;ncias nunca fizeram parte do of&iacute;cio do professor.</p>     <p> Adaptados &agrave; nova era e &agrave; sociedade globalizada em que o uso do conceito   &laquo;compet&ecirc;ncia&raquo; aparece em todos os documentos de pol&iacute;tica educativa nacional   e internacional, os docentes expressaram que s&atilde;o capazes de mobilizar adequadamente   os diversos saberes, seleccion&aacute;-los e integr&aacute;-los eficazmente perante   cada situa&ccedil;&atilde;o. Neste contexto, podemos dizer que os docentes em estudo   produzem de facto conhecimento profissional, j&aacute; que confrontados com as suas   pr&aacute;ticas, perante as compet&ecirc;ncias essenciais ao of&iacute;cio de professor as adoptam   conscientemente (Rold&atilde;o, 2003).</p>     <p> Nesta perspectiva, hoje, in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI, encontramos um professor que   reconhece e possui um conjunto de compet&ecirc;ncias, que optou por uma pr&aacute;tica   reflexiva, assumindo o of&iacute;cio de professor uma profiss&atilde;o indispens&aacute;vel &agrave; forma&ccedil;&atilde;o   dos jovens.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Barbier, J. M. (1991). <i>Elabora&ccedil;&atilde;o de projecto de ac&ccedil;&atilde;o e planifica&ccedil;&atilde;o</i>. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1645-7250201200010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Brand&atilde;o, M. (1999).<i> Modos de Ser Professor</i>. Lisboa: Educa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1645-7250201200010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p> Boterf, G. L. (1994). De la comp&eacute;tence, essai sur un attracteur &eacute;trange. In M. C. Rold&atilde;o, <i>Gest&atilde;o   do Curr&iacute;culo e Avalia&ccedil;&atilde;o de Compet&ecirc;ncias &ndash; As quest&otilde;es dos professores</i> (pp. 16- 18) Lisboa:   Editorial Presen&ccedil;a.</p>     <!-- ref --><p> Boterf, G. L. (2003). <i>Desenvolvendo a compet&ecirc;ncia dos profissionais</i>. Porto Alegre: Editora Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1645-7250201200010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Cortes&atilde;o, L. (2000). <i>Ser professor: um of&iacute;cio em risco de extin&ccedil;&atilde;o? Reflex&otilde;es sobre pr&aacute;ticas educativas   face &agrave; diversidade, no limiar do s&eacute;culo XXI</i>&quot;. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1645-7250201200010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Cortes&atilde;o, L, &amp; Torres, M. A. (1994). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o Pedag&oacute;gica: Mudan&ccedil;as na escola; Mudan&ccedil;a na avalia&ccedil;&atilde;o</i>.   Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1645-7250201200010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Delors, J. (2005). <i>Educa&ccedil;&atilde;o. Um tesouro a descobrir</i>. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es ASA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1645-7250201200010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> N&oacute;voa, A. (2008). <i>Profiss&atilde;o Professor</i>. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1645-7250201200010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Perrenoud, P. (2001). <i>Ensinar: agir na urg&ecirc;ncia, decidir na incerteza. Saberes e compet&ecirc;ncias em   uma profiss&atilde;o complexa.</i> Porto Alegre: Artmed&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1645-7250201200010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Perrenoud, P. (1999). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o &ndash; da excel&ecirc;ncia &agrave; regula&ccedil;&atilde;o das aprendizagens &ndash; Entre duas l&oacute;gicas.</i> Porto Alegre: Artmed.</p>     <!-- ref --><p> Perrenoud, P. (2000). <i>Dez Novas compet&ecirc;ncias para Ensinar</i>. Porto Alegre: Artmed Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1645-7250201200010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Perrenoud, P. (2002). <i>A escola e a aprendizagem da democracia.</i> Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Asa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1645-7250201200010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Perrenoud, P. (2004). <i>Os ciclos de aprendizagem: Um caminho para combater o fracasso escolar</i>.   Porto Alegre: Artmed Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1645-7250201200010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Pires, E. L. (1991). Fernandes, A.S.&amp; Formosinho, J. (1991). <i>A Constru&ccedil;&atilde;o Social da Educa&ccedil;&atilde;o   Escolar</i>. Rio Tinto: Edi&ccedil;&otilde;es Asa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1645-7250201200010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p> Rold&atilde;o, M. (2008). <i>Gest&atilde;o do Curr&iacute;culo e Avalia&ccedil;&atilde;o de Compet&ecirc;ncias &ndash; As quest&otilde;es dos professores</i>.   Lisboa: Editorial Presen&ccedil;a.</p>     <!-- ref --><p> Rop&eacute;, F. &amp; Tanguy, L. (2004). <i>Saberes e Compet&ecirc;ncias</i>. (org). S&atilde;o Paulo: Papirus Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1645-7250201200010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Santos, B. (2005).<i> Globaliza&ccedil;&atilde;o: Fatalidade ou Utopia</i>? (org). Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1645-7250201200010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Schon, D. (1992). Formar professores como profissionais reflexivos. In N&oacute;voa, A. <i>Os professores   e sua forma&ccedil;&atilde;o</i>. Lisboa: Dom Quixote.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1645-7250201200010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Tardif, M. e Lessard, C. (2008). <i>O Of&iacute;cio de Professor</i>. Brasil. EditoraVozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1645-7250201200010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Tardif, M; Lessard, C &amp; Lahaye, L. (1991). <i>Os professores face ao saber. Esbo&ccedil;o de uma problem&aacute;tica   do saber docente</i>. Porto Alegre: Pann&ocirc;nica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1645-7250201200010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Teodoro, A. (2001). <i>A constru&ccedil;&atilde;o Politica da Educa&ccedil;&atilde;o. Estado, mudan&ccedil;a social e pol&iacute;ticas educativas   no Portugal Contempor&acirc;neo</i>. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1645-7250201200010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barbier]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Elaboração de projecto de acção e planificação]]></source>
<year>1991</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Porto Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brandão]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Modos de Ser Professor]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Educa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Boterf]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[De la compétence, essai sur un attracteur étrange]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Roldão]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Gestão do Currículo e Avaliação de Competências: As questões dos professores]]></source>
<year>1994</year>
<page-range>16- 18</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editorial Presença]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Boterf]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Desenvolvendo a competência dos profissionais]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Artmed]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cortesão]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Ser professor: um ofício em risco de extinção?: Reflexões sobre práticas educativas face à diversidade, no limiar do século XXI]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Afrontamento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cortesão]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Torres]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Avaliação Pedagógica: Mudanças na escola; Mudança na avaliação]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Porto Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Delors]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Educação: Um tesouro a descobrir]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições ASA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nóvoa]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Profissão Professor]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Porto Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Perrenoud]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza. Saberes e competências em uma profissão complexa]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Artmed]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Perrenoud]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens - Entre duas lógicas]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Artmed]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Perrenoud]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Dez Novas competências para Ensinar]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Artmed Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Perrenoud]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A escola e a aprendizagem da democracia]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Asa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Perrenoud]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Os ciclos de aprendizagem: Um caminho para combater o fracasso escolar]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Artmed Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pires]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Formosinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Construção Social da Educação Escolar]]></source>
<year>1991</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio Tinto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Asa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Roldão]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Gestão do Currículo e Avaliação de Competências: As questões dos professores]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editorial Presença]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ropé]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tanguy]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Saberes e Competências]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Papirus Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Globalização: Fatalidade ou Utopia?]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Afrontamento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schon]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Formar professores como profissionais reflexivos]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Nóvoa]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Os professores e sua formação]]></source>
<year>1992</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Dom Quixote]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tardif]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lessard]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Ofício de Professor]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-name><![CDATA[EditoraVozes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tardif]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lessard]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lahaye]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Os professores face ao saber: Esboço de uma problemática do saber docente]]></source>
<year>1991</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pannônica]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Teodoro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A construção Politica da Educação: Estado, mudança social e políticas educativas no Portugal Contemporâneo]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Afrontamento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
