<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-7250</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Lusófona de Educação]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Lusófona de Educação]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-7250</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos e Intervenção em Educação e Formação (CeiEF)Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-72502012000200001</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Editorial]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Teodoro]]></surname>
<given-names><![CDATA[António]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brás]]></surname>
<given-names><![CDATA[José V.]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Neves]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<numero>21</numero>
<fpage>5</fpage>
<lpage>10</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-72502012000200001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-72502012000200001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-72502012000200001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Editorial</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ant&oacute;nio Teodoro, Jos&eacute; V. Br&aacute;s &amp; Maria Neves Gon&ccedil;alves</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1.</b> Desde o seu surgimento em 2003, esta revista tem-se guiado pelo prop&oacute;sito de fomentar e fortalecer o di&aacute;logo na  comunidade cient&iacute;fica internacional entre pessoas de diversas culturas, idiomas, tradi&ccedil;&otilde;es e experi&ecirc;ncias educativas,  com a finalidade de repensar a educa&ccedil;&atilde;o de uma perspectiva cr&iacute;tica e transformadora. Este n&uacute;mero n&atilde;o somente  cumpre este prop&oacute;sito, mas faz dele tamb&eacute;m um requisito. Para compreender melhor a sua proposta, &eacute; preciso fazer  refer&ecirc;ncia a alguns precedentes que a explicam. </p>     <p>Em primeiro lugar, o espa&ccedil;o de encontro propiciado por este n&uacute;mero surge, em grande parte, do intenso trabalho de interc&acirc;mbio e produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica da Rede Iberoamericana de Investiga&ccedil;&atilde;o em Pol&iacute;ticas Educativas (RIAIPE), iniciada a partir de um projeto do Programa Ci&ecirc;ncia e Tecnologia para o Desenvolvimento (CYTED) da Organiza&ccedil;&atilde;o dos Estados Iberoamericanos (OEI), desenvolvido no per&iacute;odo 2007-2010. Como parte desta rede, em 2009, algumas equipas tiveram projetos de coopera&ccedil;&atilde;o bilateral aprovados por suas respectivas ag&ecirc;ncias nacionais de financiamento cient&iacute;fico, entre as quais Brasil-Espanha e Brasil-Portugal, para investigar as reformas da educa&ccedil;&atilde;o superior, destacando os impactos da globaliza&ccedil;&atilde;o no acesso, equidade e inclus&atilde;osocial.<a name="top1" id="top1"></a><a href="#1"><sup>1</sup></a> Em seguida, a RIAIPE, buscando amplia&ccedil;&atilde;o e refor&ccedil;o, concorreu a uma convocat&oacute;ria da Comiss&atilde;o Europeia de 2010, destinada a projetos Alfa, tendo aprovado o projeto &ldquo;Programa marco interuniversit&aacute;rio para uma pol&iacute;tica de equidade e coes&atilde;o social da educa&ccedil;&atilde;o superior&rdquo;, para o tri&eacute;nio 2011-2013. Este projeto, que conta com a colabora&ccedil;&atilde;o do Centro de Altos Estudos da OEI e com a participa&ccedil;&atilde;o de 30 institui&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o superior (IES) de 14 pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina e de 6 pa&iacute;ses europeus,<a name="top2" id="top2"></a><a href="#2"><sup>2</sup></a> pretende promover ac&ccedil;&otilde;es institucionais que visem um desenvolvimento social equitativo e um refor&ccedil;o da coopera&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria entre a Am&eacute;rica Latina (AL) e Uni&atilde;o Europeia (UE). </p>     <p>O interesse pela educa&ccedil;&atilde;o superior concretizado nessas iniciativas n&atilde;o &eacute; casual. Desde fins do s&eacute;culo passado, no marco da globaliza&ccedil;&atilde;o, a universidade est&aacute; sendo objeto de profundas transforma&ccedil;&otilde;es. Uma das tarefas dos investigadores que participam, direta e indiretamente, dos projetos referidos ou outros similares &eacute; a compreens&atilde;o das mudan&ccedil;as produzidas no &acirc;mbito da educa&ccedil;&atilde;o superior, bem como das interven&ccedil;&otilde;es que visam orient&aacute;-las por princ&iacute;pios democr&aacute;ticos e democratizantes e crit&eacute;rios emancipat&oacute;rios. A compreens&atilde;o dessas mudan&ccedil;as passa por uma profunda e necess&aacute;ria reflex&atilde;o sobre a miss&atilde;o da universidade e de suas rela&ccedil;&otilde;es com a sociedade. Tal reflex&atilde;o, por&eacute;m, n&atilde;o se leva a cabo somente dentro da pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m, simultaneamente, nas inst&acirc;ncias pol&iacute;ticas e sociais que colocam expectativas sobre o papel da educa&ccedil;&atilde;o. Nesse sentido, recordemos, por exemplo, que a XX C&uacute;pula Ibero-americana, realizada na Argentina em 5 de dezembro de 2010, teve como tema &ldquo;Educa&ccedil;&atilde;o para a inclus&atilde;o social&rdquo;, elegendo a educa&ccedil;&atilde;o como eixo central. As contribui&ccedil;&otilde;es contidas neste n&uacute;mero podem ser apresentadas segundo duas dimens&otilde;es: o objeto da reflex&atilde;o (o que) e a l&oacute;gica da investiga&ccedil;&atilde;o (o como). Quanto &agrave; primeira dimens&atilde;o, poder-se-&aacute; constatar a unidade na diversidade. O fio condutor &eacute; a considera&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o de educa&ccedil;&atilde;o superior da perspectiva da inclus&atilde;o social. Em torno desse fio condutor se articulam v&aacute;rias quest&otilde;es: a gest&atilde;o do conhecimento e os efeitos da globaliza&ccedil;&atilde;o sobre o conhecimento; a pertin&ecirc;ncia social da universidade; a reconfigura&ccedil;&atilde;o das identidades dos sujeitos em seus processos de transi&ccedil;&atilde;o e acesso; a constitui&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os de converg&ecirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o superior em regi&otilde;es como a Europa e a Am&eacute;rica Latina; e a an&aacute;lise propriamente das pol&iacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o superior no marco das agendas internacionais hegem&oacute;nicas. Nos artigos adotam-se enfoques que podem integrar as experi&ecirc;ncias com as tend&ecirc;ncias, o diagn&oacute;stico com o progn&oacute;stico, a descri&ccedil;&atilde;o com a compreens&atilde;o, e a explica&ccedil;&atilde;o com a implica&ccedil;&atilde;o ou a necessidade de interven&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Quanto &agrave; segunda dimens&atilde;o, o princ&iacute;pio do di&aacute;logo foi um convite e uma recomenda&ccedil;&atilde;o expressa desde a concep&ccedil;&atilde;o deste n&uacute;mero da revista. Para traduzir esta inten&ccedil;&atilde;o inicial em a&ccedil;&atilde;o concreta, considerou-se o interesse de elaborar artigos em co-autoria, propondo-se a participa&ccedil;&atilde;o compartilhada: se o nosso trabalho se baseia cada vez mais nas redes de conhecimento e colabora&ccedil;&atilde;o, buscou-se elaborar artigos tamb&eacute;m em rede, misturando autoras e autores de diferentes pa&iacute;ses e idiomas. &Eacute; assim que se explica o encontro de autores e autoras brasileiros, portugueses, argentinos e espanh&oacute;is, assim como a participa&ccedil;&atilde;o deliberada e equilibrada de investigadores num terreno acad&eacute;mico e disciplinar. </p>     <p>Aqui se reunem, portanto, vozes e express&otilde;es diversas de investigadores e investigadoras da educa&ccedil;&atilde;o que compartilham seus pontos de vista, inquieta&ccedil;&otilde;es intelectuais e compromissos sociais em prol de uma cultura comum, com olhares atentos &agrave; universidade do s&eacute;culo XXI, cujo movimento &eacute; observado com preocupa&ccedil;&atilde;o, desejando que se converta em um espa&ccedil;o de oportunidades a favor da justi&ccedil;a e da vincula&ccedil;&atilde;o social. </p>     <p><b>2.</b> Considerando a tem&aacute;tica da educa&ccedil;&atilde;o superior de uma perspectiva inclusiva, este n&uacute;mero da revista oferece um conjunto de onze textos, nos quais se combinam a an&aacute;lise te&oacute;rica e as abordagens emp&iacute;ricas, a descri&ccedil;&atilde;o dos contextos com a proposi&ccedil;&atilde;o de alternativas de mudan&ccedil;a e melhoria. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O primeiro artigo que abre a revista, elaborado por Carlos Alberto Torres, Jos&eacute; Eust&aacute;quio Rom&atilde;o e Ant&oacute;nio Teodoro, analisa a influ&ecirc;ncia e a import&acirc;ncia das redes institucionais para a constru&ccedil;&atilde;o das ci&ecirc;ncias sociais contempor&acirc;neas e da educa&ccedil;&atilde;o na Am&eacute;rica Latina. Para ilustrar a an&aacute;lise, os autores selecionam tr&ecirc;s experi&ecirc;ncias relevantes de trabalho colaborativo, desenvolvidas a partir da segunda metade do s&eacute;culo XX. Finalizam a sua contribui&ccedil;&atilde;o detendo-se na exposi&ccedil;&atilde;o da rede ibero-americana RIAIPE, j&aacute; mencionada, da qual participam, assim como outros autores e autoras que integram este n&uacute;mero da revista. </p>     <p>A seguir, Betania Leite Ramalho e Jos&eacute; Beltr&aacute;n abordam, atrav&eacute;s do conceito de pertin&ecirc;ncia, as rela&ccedil;&otilde;es entre universidade e sociedade num contexto de mudan&ccedil;as aceleradas e de press&otilde;es crescentes. Argumentam tanto sobre a necessidade de redefinir pertin&ecirc;ncia, salientando o desenvolvimento e a emancipa&ccedil;&atilde;o social, como de repensar o papel da universidade frente &agrave;s exig&ecirc;ncias de inst&acirc;ncias externas, no sentido de manter seu car&aacute;ter de bem p&uacute;blico a servi&ccedil;o da cidadania plena. </p>     <p>Alejandro Tiana, por sua vez, reflete sobre<I> a contribui&ccedil;&atilde;o da mobilidade acad&eacute;mica para a constru&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o ibero-americano de educa&ccedil;&atilde;o superior</I>, destacando o interesse de refor&ccedil;ar as rela&ccedil;&otilde;es entre pa&iacute;ses da regi&atilde;o, impulsionando iniciativas de internacionaliza&ccedil;&atilde;o. Um exemplo destas iniciativas seria o est&iacute;mulo ao Espa&ccedil;o Ibero-americano do Conhecimento, promovido pelas C&uacute;pulas de Chefes de Estado e de Governo da Ibero-am&eacute;rica, em cujo marco a mobilidade acad&eacute;mica j&aacute; est&aacute; &ndash; e deve seguir &ndash; desempenhando um papel decisivo. </p>     <p>Alda Maria Duarte e Ant&ocirc;nio Cabral tamb&eacute;m enfocam a quest&atilde;o colocada no artigo anterior. Para estes autores, as pol&iacute;ticas de mobilidade estudantil constituem estrat&eacute;gias de internacionaliza&ccedil;&atilde;o na Am&eacute;rica Latina, sendo a internacionaliza&ccedil;&atilde;o fator principal de inser&ccedil;&atilde;o num mundo em crescente globaliza&ccedil;&atilde;o. Em sua an&aacute;lise, de escala global, por&eacute;m com foco na Am&eacute;rica Latina e Brasil, apontam uma mobilidade assim&eacute;trica na regi&atilde;o, comparativamente a outras regi&otilde;es, caracterizada por baixa receptividade de estudantes e elevado envio a outros lugares do mundo. Esta tend&ecirc;ncia &eacute;, ademais, reflexo de uma nova divis&atilde;o mundial do trabalho, em que algumas regi&otilde;es ocupam posi&ccedil;&otilde;es centrais e outras perif&eacute;ricas. </p>     <p>Alejandra Montan&eacute; e Maria Eulina Pessoa Carvalho desenvolvem um di&aacute;logo cruzado, no marco dos estudos de g&eacute;nero, em que est&atilde;o presentes os temas da justi&ccedil;a, equidade e pol&iacute;ticas de igualdade na educa&ccedil;&atilde;o superior, centrados nos casos do Brasil e da Espanha. As autoras, procedentes de contextos sociais distintos, encontram pontos de encontro em interesses acad&eacute;micos e sociais comuns, apresentados no texto: a presen&ccedil;a de mulheres e homens no contexto universit&aacute;rio, a produ&ccedil;&atilde;o de novas &aacute;reas de conhecimento vinculadas ao desenvolvimento dos estudos de g&eacute;nero na educa&ccedil;&atilde;o superior, e as diferentes vis&otilde;es derivadas das pol&iacute;ticas e dos estudos de g&eacute;nero. </p>     <p>Adriana Diniz e Maria Eugenia Cardenal mostram, com argumentos te&oacute;ricos e amostras emp&iacute;ricas oriundas de investiga&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias, as contribui&ccedil;&otilde;es valiosas do enfoque biogr&aacute;fico para as ci&ecirc;ncias sociais e da educa&ccedil;&atilde;o. Det&ecirc;m-se nos processos de transi&ccedil;&atilde;o dos sujeitos no &acirc;mbito da educa&ccedil;&atilde;o superior e defendem, do ponto de vista metodol&oacute;gico, a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos longitudinais e biogr&aacute;ficos. </p>     <p>Al&iacute;cia Villar, Maria M. Vieira, Francesc J. Hern&agrave;ndez e Ana Nunes de Almeida apresentam, em termos comparativos, os resultados de duas investiga&ccedil;&otilde;es que exploram o fen&oacute;meno do abandono dos estudos, com base em an&aacute;lise de casos da Universidade de Lisboa (Portugal) e da Universidade de Val&ecirc;ncia (Espanha). Al&eacute;m de estudarem os motivos de abandono, o texto questiona o conceito de abandono de estudos no &acirc;mbito universit&aacute;rio, em seu uso mais comum, e prop&otilde;e, a partir da no&ccedil;&atilde;o de<I> relocaliza&ccedil;&atilde;o</I>, uma conceptualiza&ccedil;&atilde;o diferente e mais ajustada a um perfil estudantil que est&aacute; mudando e adquirindo novos significados. </p>     <p>Jos&eacute; V. Br&aacute;s, Edineide Jezine, Sofia Fonseca e Maria Neves Gon&ccedil;alves exploram o processo de constitui&ccedil;&atilde;o da universidade portuguesa com base numa abordagem hist&oacute;rica e emp&iacute;rica. Os autores defendem a tese de que as universidades portuguesas cumpriram, em suas origens, um papel importante na forma&ccedil;&atilde;o de elites, papel este que n&atilde;o pode persistir quando mudam as condi&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas e as exig&ecirc;ncias sociais. Atualmente, a universidade, considerada como bem p&uacute;blico, deve passar por uma crescente democratiza&ccedil;&atilde;o em termos de acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o superior e, portanto, de distribui&ccedil;&atilde;o de poder. </p>     <p>Edna de G. Brennand e El&aacute;dio de G. Brennand completam, em uma reflex&atilde;o pr&oacute;pria, as linhas abertas no artigo anterior no tocante ao acesso ao saber, apresentando algumas quest&otilde;es relacionadas &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimento no contexto da expans&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior e da cria&ccedil;&atilde;o da Universidade Aberta, no caso do Brasil. Os autores abordam o fen&oacute;meno da media&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica &ndash; materializada, neste caso, na modalidade educa&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia &ndash; e o modo como esta media&ccedil;&atilde;o contribui para alterar e reestruturar as formas de acesso &agrave; cultura universit&aacute;ria. </p>     <p>A contribui&ccedil;&atilde;o de Emilia Trindade Prestes, Edineide Jezine e Afonso Scocuglia focaliza <I>a democratiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior brasileira</I> analisando o caso da Universidade Federal de Para&iacute;ba. Os autores constatam uma recente &ldquo;onda de democratiza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, que obedece tanto &agrave; necessidade de adequar-se &agrave; sociedade do conhecimento quanto &agrave; vontade de ampliar as oportunidades de acesso &agrave; universidade a partir das pr&oacute;prias pol&iacute;ticas governamentais, exemplificada no Programa de Reestrutura&ccedil;&atilde;o e Expans&atilde;o das Universidades Federais (Reuni), objeto de an&aacute;lise do artigo. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na se&ccedil;&atilde;o <I>Di&aacute;logos</I>, Maria Eulina Pessoa de Carvalho e Ana Paula T&aacute;vora da Silva apresentam uma entrevista realizada com a professora Rutilia Calder&oacute;n, vice-reitora da Universidade Nacional de Honduras, em que exploram tanto o fen&oacute;meno da presen&ccedil;a maiorit&aacute;ria de mulheres na gest&atilde;o daquela universidade, quanto a pr&oacute;pria biografia e trajet&oacute;ria feminina da entrevistada. O conte&uacute;do da entrevista, que combina a <I>mirada</I> introspectiva com a reflex&atilde;o retrospectiva, ilustra o entrecruzamento de aspectos pessoais e familiares com quest&otilde;es relativas aos processos de forma&ccedil;&atilde;o, de lideran&ccedil;a e de empoderamento, assim como a orienta&ccedil;&atilde;o ao compromisso social. </p>     <p>Anabela Mimoso e Lurdes Valentim fazem a recens&atilde;o do livro <I>Reformas educativas, educa&ccedil;</I>ã<I>o superior e globaliza&ccedil;</I>ã<I>o em Brasil, Portugal e Espanha. </I>Organizada por Betania Leite Ramalho<I>, </I>Jos&eacute; Beltr&aacute;n, Maria Eulina Pessoa de Carvalho &amp; Adriana Diniz, trata-se de uma obra marcante sobre o ensino superior, suas representa&ccedil;&otilde;es e conceptualiza&ccedil;&otilde;es no contexto da globaliza&ccedil;&atilde;o, e sobre as for-mas emergentes de incorpora&ccedil;&atilde;o de estudantes no sistema universit&aacute;rio desses pa&iacute;ses. </p>     <p>Na sec&ccedil;&atilde;o <I>Not&iacute;cias </I>s&atilde;o divulgados eventos cient&iacute;ficos organizados e promovidos por investigadores do Centro de Estudos e Interven&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o e Forma&ccedil;&atilde;o (CeiEF) bem como congressos e simp&oacute;sios em que participaram. </p>     <p>No cumprimento de uma das rubricas da pol&iacute;tica editorial da <I>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o</I> divulgam-se resumos de Teses de Doutoramento e de Disserta&ccedil;&otilde;es de Mestrado defendidas no Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade Lus&oacute;fona. </p>     <p>Enfim, convidamos leitoras e leitores a participarem do di&aacute;logo aberto por este conjunto de reflex&otilde;es em torno da  educa&ccedil;&atilde;o superior, na busca de respostas e de novas quest&otilde;es que poder&atilde;o contribuir para ampliar nossa  compreens&atilde;o desta parcela da realidade, prosseguindo, assim, o di&aacute;logo acad&eacute;mico, o trabalho em rede e a tarefa de  transforma&ccedil;&atilde;o social. Neste sentido, espera-se cumprir com o objetivo desta revista, ao se gerarem inquieta&ccedil;&otilde;es  intelectuais e sociais, exig&ecirc;ncia para se seguir avan&ccedil;ando no conhecimento e na melhoria da humanidade.</p>      <p><i>Lisboa e Val&ecirc;ncia, Junho de 2012</i></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><a name="1"></a><a href="#top1">1</a> O projeto Brasil-Espanha, CAPES/DGU Edital DRI/CGCI n&ordm; 018/2009, intitulado &quot;Reformas   educacionais e ensino superior: acesso e inclus&atilde;o social no Brasil e em Espanha&quot;, foi realizado   pela Universidade Federal de Rio Grande do Norte (UFRN), com a participa&ccedil;&atilde;o de Betania   Leite Ramalho (coordenadora), Isauro Beltr&aacute;n Nu&ntilde;ez e Adriana Val&eacute;ria Santos Diniz; e pela   Universidade de Val&ecirc;ncia (PHB 2009-008), com a participa&ccedil;&atilde;o de Jos&eacute; Beltr&aacute;n Llavador (coordenador),   Julio Hurtado Llopis e Albert Pi&ntilde;ero Guilamany. O projeto Brasil-Portugal, Edital   CGCI n&ordm; 009/2009, CAPES/Brasil e FCT/Portugal, intitulado &quot;Globaliza&ccedil;&atilde;o, reforma educacional   e pol&iacute;ticas de ensino superior: equidade, democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso e inclus&atilde;o social   no Brasil e em Portugal&quot;, foi realizado pela Universidade Federal de Para&iacute;ba (UFPB), com a   participa&ccedil;&atilde;o de Em&iacute;lia Maria da Trindade Prestes (coordenadora), Maria Eulina Pessoa de Carvalho   e Edineide Jezine; e pela Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologia (ULHT),   com a participa&ccedil;&atilde;o de Ant&oacute;nio Teodoro (coordenador), Jos&eacute; Greg&oacute;rio Viegas Br&aacute;s, Maria Neves Gon&ccedil;alves, Maria de F&aacute;tima Marques e Maria Madalena Mendes.</p>     <p> <a name="2"></a><a href="#top2">2</a> Como projeto de coopera&ccedil;&atilde;o entre a Uni&atilde;o Europeia e a Am&eacute;rica Latina, o Programa Marco   Interuniversit&aacute;rio (PMI) implica uma grande rede integrada por IES de pa&iacute;ses da Am&eacute;rica   Latina (Argentina, Brasil, Bol&iacute;via, Chile, Colombia, Cuba, Costa Rica, El Salvador, M&eacute;xico,   Guatemala, Honduras, Paraguai, Peru e Uruguai) e da UE (Portugal, Espanha, Fran&ccedil;a, Holanda,   It&aacute;lia e Reino Unido). O projeto &eacute; coordenado pelo CeiEF da Universidade Lus&oacute;fona. A Organiza&ccedil;&atilde;o   de Estudos Iberoamericanos (OEI) tem o estatuto de membro associado (cf. Programa   Marco Interuniversit&aacute;rio para a Equidade e a Coes&atilde;o Social na Educa&ccedil;&atilde;o Superior,   <a href="http://www.riaipe-alfa.eu" target="_blank">www.riaipe-alfa.eu</a>, financiado pela Comiss&atilde;o Europeia atrav&eacute;s do Programa Alfa, Ref&ordf; DCIALA/   19.09.01/10/21526/245-580/ALFA III(2010)84).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body>
</article>
