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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Redes institucionais na América Latina: construindo as Ciências Sociais Contemporâneas e a Educação]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The creation of institutional networks in the recent history of Latin America has played a crucial role in the shaping and consolidation of the Social and Educational Sciences. These processes can be explained within the framework of the so-called knowledge and social reflexivity society. Both the emergence of a networking society and the growing access to information are simultaneously resulting in and the result of knowledge and social networks, which at the same time are reflected in specific experiences in the field of education. Even if they do not cover the whole range of existing networks, some of the most relevant instances of institutional networks within the domain of the educational and social sciences in Latin America are presented. They are all an expression of a collaborative work dynamics and of a dialogic form of knowledge building and management. First, the contribution of three initiatives that began and were developed in the second half of the 20th century, namely, 1) the Latin American Council of Social Sciences (Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, or CLACSO) created in Buenos Aires in 1964; 2) the Latin American Faculty of Social Sciences (Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales or FLACSO), created in 1957, launched by UNESCO, with the support of several regional governments; and 3) the Latin American Network of Information and Documentation on Education (Red Latinoamericana de Información y Documentación en Educación, REDUC), created in 1977 with the aim of keeping a record of educational productions in the region. In addition, the ongoing initiatives of the Iberoamerican Research on Educational Policies Network (Red Iberoamericana de Investigación en Políticas Educativa RIAIPE), starting in 2006 with the participation of Higher Education Latin American and European institutions are introduced as an illustration of a singular experience of the first decade o f the 21 st century.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Redes institucionais na Am&eacute;rica Latina: construindo as Ci&ecirc;ncias Sociais Contempor&acirc;neas e a Educa&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p><b>Institutional networks in Latin   America. Building contemporary   social sciences and education</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Carlos Alberto Torres<sup>*</sup>, Jos&eacute; Eust&aacute;quio Rom&atilde;o<sup>**</sup> & Ant&oacute;nio Teodoro<sup>***</sup></b></p>     <p><sup>*</sup>Professor da Universidade da Calif&oacute;rnia, em Los Angeles (UCLA),   Estados Unidos.    <br>   <a href="mailto:catnovoa@aol.com">catnovoa@aol.com</a></p>     <p><sup>**</sup>Professor na Universidade Nove de Julho (UNINOVE),   em S&atilde;o Paulo, Brasil.    <br>   <a href="mailto:jer@terra.com.br">jer@terra.com.br</a></p>     <p><sup>***</sup>Professor na Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias   (ULHT), em Lisboa, Portugal. Director do Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o na -ULHT.    <br>   <a href="mailto:teodoro.antonio@gmail.com">teodoro.antonio@gmail.com</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     <p>A cria&ccedil;&atilde;o de redes institucionais na hist&oacute;ria recente da Am&eacute;rica Latina tem   sido um resultado crucial nos processos de constru&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o das   ci&ecirc;ncias sociais e educa&ccedil;&atilde;o. Estes processos s&atilde;o explicados no quadro da   chamada sociedade do conhecimento e da reflexividade social. Ambos os   fen&oacute;menos - a configura&ccedil;&atilde;o de uma sociedade em rede e o acesso crescente &agrave;   informa&ccedil;&atilde;o - s&atilde;o o produto de um tempo em que produtores de redes sociais   e conhecimento s&atilde;o tamb&eacute;m refletidas em experi&ecirc;ncias concretas na esfera   educativa. Apresentam-se neste artigo - a t&iacute;tulo exemplificativo e sem tentar   esgotar o invent&aacute;rio - alguns casos relevantes de redes institucionais dentro   do campo das ci&ecirc;ncias sociais e da educa&ccedil;&atilde;o no contexto da Am&eacute;rica Latina.   Todos eles s&atilde;o express&atilde;o de uma forma de trabalho colaborativo e de um modo   dial&oacute;gico de construir e gerir o conhecimento. Em primeiro lugar, descrevem-se   as contribui&ccedil;&otilde;es de tr&ecirc;s iniciativas que come&ccedil;am e se desenvolvem a partir da   segunda metade do s&eacute;culo XX: o Conselho Latino-americano de Ci&ecirc;ncias sociais   (CLACSO), criado em Buenos Aires, em 1964; a Faculdade Latino-americana de   Ci&ecirc;ncias Sociais (FLACSO), criada em 1957, por iniciativa da UNESCO e alguns   governos da regi&atilde;o; A Rede Latino-americana de Informa&ccedil;&atilde;o e Documenta&ccedil;&atilde;o   em Educa&ccedil;&atilde;o (REDUC), fundada em 1977 com o objetivo de preservar a   mem&oacute;ria da produ&ccedil;&atilde;o educacional na regi&atilde;o. Por &uacute;ltimo, apresentam-se, como   uma experi&ecirc;ncia singular que come&ccedil;a na primeira d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI, as   iniciativas em curso da Rede Ibero-americana de investiga&ccedil;&atilde;o em pol&iacute;ticas   educativas (RIAIPE), criada em 2006, com a participa&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es de   educa&ccedil;&atilde;o superior na Am&eacute;rica Latina e da Europa.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> redes institucionais; educa&ccedil;&atilde;o; sociedade do conhecimento; ci&ecirc;ncias sociais;   Am&eacute;rica Latina.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Abstract</b></p>     <p>The creation of institutional networks   in the recent history of Latin   America has played a crucial role in   the shaping and consolidation of the   Social and Educational Sciences. These   processes can be explained within the   framework of the so-called knowledge   and social reflexivity society. Both the   emergence of a networking society   and the growing access to information   are simultaneously resulting in   and the result of knowledge and social   networks, which at the same time are   reflected in specific experiences in   the field of education. Even if they do   not cover the whole range of existing   networks, some of the most relevant   instances of institutional networks   within the domain of the educational   and social sciences in Latin America   are presented. They are all an expression   of a collaborative work dynamics   and of a dialogic form of knowledge   building and management. First, the   contribution of three initiatives that   began and were developed in the second   half of the 20th century, namely,   1) the Latin American Council of Social   Sciences (<i>Consejo Latinoamericano de   Ciencias Sociales, or CLACSO</i>) created   in Buenos Aires in 1964; 2) the Latin   American Faculty of Social Sciences   (<i>Facultad Latinoamericana de Ciencias   Sociales or FLACSO</i>), created in 1957,   launched by UNESCO, with the support   of several regional governments;   and 3) the Latin American Network   of Information and Documentation   on Education (<i>Red Latinoamericana   de Informaci&oacute;n y Documentaci&oacute;n en   Educaci&oacute;n, REDUC</i>), created in 1977   with the aim of keeping a record of   educational productions in the region.   In addition, the ongoing initiatives   of the Iberoamerican Research   on Educational Policies Network (<i>Red   Iberoamericana de Investigaci&oacute;n en   Pol&iacute;ticas Educativa RIAIPE</i>), starting in   2006 with the participation of Higher   Education Latin American and European   institutions are introduced as an   illustration of a singular experience of   the first decade o f the 21 st century.</p>     <p> <b>Keywords:</b> institutional networks; education;   knowledge society; social sciences; Latin America.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o: Uma Sociedade em Rede</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nunca se falou tanto em redes sociais como na &eacute;poca contempor&acirc;nea, em que a chamada "Sociedade do Conhecimento" parece ter sido o mote<a name="top1" id="top1"></a><a href="#1"><sup>1</sup></a>. V&aacute;rios soci&oacute;logos j&aacute; se referiram a ela, com destaque para Anthony Giddens e Manuel Castells<a name="top2" id="top2"></a><a href="#2"><sup>2</sup></a>. </p>     <p>Anthony Giddens, no livro <i>Para al&eacute;m da esquerda e da direita</i> (1996), dentre os v&aacute;rios conceitos que criou para explicar os fen&ocirc;menos sociais contempor&acirc;neos, cabe destacar o de "reflexividade social", para os interesses deste trabalho. Segundo o soci&oacute;logo ingl&ecirc;s, a reflexividade diz respeito ao conhecimento disseminado fora do &acirc;mbito dos <i>experts</i>, fora do que ele chama de "sistemas de peritos", exatamente por meio das redes de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o que se estabeleceram gra&ccedil;as ao desenvolvimento das tecnologias da computa&ccedil;&atilde;o e da <i>internet</i>. Ou seja, gra&ccedil;as a esses novos meios de telecomunica&ccedil;&atilde;o, as informa&ccedil;&otilde;es, mesmo as <i>expertises</i>, ganharam a massa de internautas, extrapolando os limites dos universos dos iniciados (pesquisadores e cientistas). </p>     <p>É claro que, quando Bourdieu se referiu à reflexividade, quis dizer outra coisa. No livro <i>Science de la science et r&eacute;flexivit&eacute;</i> (2001) estava se remetendo ao conceito de conhecimento reflexivo que o te&oacute;rico do conhecimento tem de ter a respeito de seu pr&oacute;prio trabalho. Referia-se, portanto, &agrave;quela ci&ecirc;ncia social que Eliseo Ver&oacute;n (1970) destacou como a de "circularidade m&aacute;xima", porque tem a si mesma, sob outra perspectiva, como objeto, porque tudo que afirma a respeito do objeto, diz respeito &agrave; pr&oacute;pria atividade do cientista. Mas, esta discuss&atilde;o sobre a relatividade do conhecimento cient&iacute;fico escapa aos limites deste trabalho. Retornemos, pois, &agrave; quest&atilde;o das redes sociais. </p>     <p>Manuel Castells dedicou um primeiro enorme volume de sua trilogia sobre o mundo contempor&acirc;neo para caracterizar a <i>Sociedade em rede</i> (1999). Segundo o soci&oacute;logo espanhol, a rede tanto pode ser para o bem, como para o mal. No &uacute;ltimo caso, n&atilde;o se pode mais desconhecer a quest&atilde;o das redes da contraven&ccedil;&atilde;o, do narcotr&aacute;fico e do crime organizado. Castells chegou ao extremo de construir o conceito de "Capitalismo Informacional", considerando as tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o (TICs) como novas for&ccedil;as produtivas, impondo novas leis de funcionamento das rela&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Sabemos que apenas o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o produz a rede social pelos seus usu&aacute;rios. &Eacute; necess&aacute;rio que, al&eacute;m do acesso, haja a apropria&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o pelos usu&aacute;rios/atores da rede. </p>     <p>A vis&atilde;o iluminista da difus&atilde;o do conhecimento tinha m&atilde;o &uacute;nica: ia de seu produtor (pesquisador, cientista, pensador, intelectual) para a massa receptora. Se, por um lado, os pensadores ocidentais do s&eacute;culo XVIII desenvolveram o otimismo racionalista &ndash; a capacidade de se conhecer e se mudar tudo pelo conhecimento &ndash;, bem como o otimismo enciclopedista &ndash; basta conhecer tudo, de prefer&ecirc;ncia em ordem alfab&eacute;tica, para se dominar e transformar tudo &ndash;, por outro, desenvolveram, tamb&eacute;m, uma esp&eacute;cie de pessimismo gnosiol&oacute;gico da maioria e, por via de consequ&ecirc;ncia, o elitismo epistemol&oacute;gico que, comumente se denomina "vanguardismo". Paulo Freire, em v&aacute;rias de suas obras, mencionou o mal do vanguardismo, mas alertou, tamb&eacute;m, para os perigos de sua face contr&aacute;ria, a do "basismo". Nem tudo que &eacute; elaborado pelas elites intelectuais resolve os problemas postos pela humanidade; nem tudo que vem da base social significa que &eacute; melhor como conhecimento alternativo ao conhecimento hegem&ocirc;nico, at&eacute; mesmo, porque, na maioria das vezes, as massas "hospedam" o dominante e l&ecirc;em o mundo a partir da perspectiva dele. </p>     <p>As redes sociais de conhecimento v&ecirc;m restaurar a possibilidade da democracia gnosiol&oacute;gica, j&aacute; insinuada no conceito de reflexividade de Giddens que, ali&aacute;s, desenvolveu o conceito de "democracia dial&oacute;gica" (Giddens, 1996). </p>     <p>Outras express&otilde;es v&ecirc;m &agrave; mente quando se fala em redes sociais: conhecimentos e experi&ecirc;ncias compartilhadas, democracia participativa, interlocu&ccedil;&atilde;o, alian&ccedil;as, a&ccedil;&atilde;o coletiva (ou transindividual), elos de liga&ccedil;&atilde;o, processo comunicacional, entrelace, cultura do encontro, dentre tantas outras que poderiam ser enumeradas. O substrato comum de todas elas &eacute; a unidade na diversidade, no pensamento e na a&ccedil;&atilde;o, na teoria e na pol&iacute;tica. </p>     <p>A esta altura do texto, penso que podemos enunciar um dos poss&iacute;veis conceitos de rede social. </p>     <p>Antes, cabe lembrar a j&aacute; cl&aacute;ssica tipifica&ccedil;&atilde;o em redes prim&aacute;rias e redes secund&aacute;rias. As primeiras, segundo esta classifica&ccedil;&atilde;o, decorrem dos nexos espont&acirc;neos, involunt&aacute;rios, sendo, portanto, informais. Dentre elas, destacam-se as redes familiares, de vizinhan&ccedil;a etc. As segundas resultam de vontades de comunica&ccedil;&atilde;o e a&ccedil;&otilde;es conjuntas pactuadas voluntariamente, constituindo-se como entes formais. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Al&eacute;m disso, cumpre lembrar, tamb&eacute;m, segundo Both (1976), que os relacionamentos sociais constitutivos de redes n&atilde;o t&ecirc;m uma fronteira comum. </p>     <p>Assim, rede social &eacute; um conjunto de conex&otilde;es, involunt&aacute;rias ou volunt&aacute;rias, de pessoas ou grupos, cujas fronteiras de a&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o as mesmas, mas que se apresentam como uma estrutura que, em determinados contextos, agem visando a objetivos comuns. A rede social &eacute; uma esp&eacute;cie de resposta &agrave; fragmenta&ccedil;&atilde;o social, impondo-se, &agrave;s vezes como alternativa, &agrave;s vezes como media&ccedil;&atilde;o, entre o Estado e a Sociedade, entre a esfera p&uacute;blica e a esfera privada. Em toda a rede social fixam-se normas de complementaridade e de reciprocidade, nem sempre expl&iacute;citas, mas implicadas nos interesses contextuais comuns. Assim como na comunica&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m do emissor, do receptor, do c&oacute;digo comum, dos canais e da mensagem enquanto segredo &ndash; se o conte&uacute;do da mensagem fosse conhecido pelos interlocutores n&atilde;o haveria comunica&ccedil;&atilde;o &ndash;, na intera&ccedil;&atilde;o das redes sociais manifestam-se as diferentes compet&ecirc;ncias que se complementam e os interesses diversos que se realizam pela a&ccedil;&atilde;o do outro. Da&iacute;, os pactos, os acordos e os ajustes de ingresso e de perman&ecirc;ncia nas redes, para que as <i>expertises</i> diferentes e mutuamente complementares, mediatizadas<a name="top3" id="top3"></a><a href="#3"><sup>3</sup></a> pelos desafios da realidade, possam superar esses desafios. </p>     <p>Quando usamos a <i>Internet</i> como exemplo de rede social, na verdade estamos falando de "rede de redes", como explicita a etimologia da palavra: "inter" + net (rede), ou "entre redes" como deveria ser traduzida. Na maioria das vezes, quando algu&eacute;m se refere a "rede", na realidade est&aacute; falando de "inter-redes", que remetem a alian&ccedil;as estrat&eacute;gicas, ou simplesmente t&aacute;ticas, com vistas &agrave; concretiza&ccedil;&atilde;o de objetivos comuns. </p>     <p>N&atilde;o &eacute; assim que atuam as redes corporativas, resultantes dos enlaces de unidades produtivas ou de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, pactuando enlaces para a aquisi&ccedil;&atilde;o de vantagens comparativas na conquista ou consolida&ccedil;&atilde;o de mercados? </p>     <p>As redes emergiram na literatura sociol&oacute;gica na d&eacute;cada de 1980, especialmente quando a coordena&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica das sociedades ocidentais come&ccedil;ou a se deslocar para o mercado, ou melhor, para a empresa. As redes surgiram como uma esp&eacute;cie de resposta a esse deslocamento, dado que o mercado n&atilde;o tem como agregar os interesses sociais. Na maioria das vezes, as redes sociais respondem a um d&eacute;fice de representatividade e de coordena&ccedil;&atilde;o politica, antes proclamadas como adstritas ao Estado e a que o mercado n&atilde;o consegue responder com efici&ecirc;ncia, nem mesmo com efic&aacute;cia. </p>     <p>De certo modo, as redes sociais, enquanto tecidos sociais armados nas tramas do cotidiano e exprimindo ideias, conceitos, doutrinas, aspira&ccedil;&otilde;es e proje&ccedil;&otilde;es coletivas, acabam por se tornar instrumentos da cidadania ativa e da democracia participativa, como ilustram, dentre outros, o contexto e o futuro da Am&eacute;rica Latina. </p>     <p><b>2. O Contexto da Am&eacute;rica Latina </b></p>     <p>A hist&oacute;ria das ci&ecirc;ncias sociais na Am&eacute;rica Latina est&aacute; vinculada a um complexo grupo de fen&oacute;menos que seria imposs&iacute;vel e indubitavelmente aventureiro descrever e analisar em poucas p&aacute;ginas. Talvez, bastasse dizer o seguinte: como &eacute; natural, o pensamento vinculado &agrave;s ci&ecirc;ncias sociais, tanto epistemol&oacute;gica quanto teoricamente, est&aacute; enviesado por distintas ideologias, paradigmas te&oacute;ricos e racionalidades pol&iacute;ticas e cient&iacute;ficas que existiram ou existem ainda na regi&atilde;o. </p>     <p>O s&eacute;culo XXI poderia ser caracterizado como uma cent&uacute;ria em que se conjugaram processos revolucion&aacute;rios, buscando a transforma&ccedil;&atilde;o social &ndash; alguns foram revolu&ccedil;&otilde;es exitosas, como a Revolu&ccedil;&atilde;o Mexicana, a Revolu&ccedil;&atilde;o Cubana e a Revolu&ccedil;&atilde;o Nicaraguense &ndash;, ainda que outros, vinculados &agrave; guerra de guerrilhas e ao intento da tomada do poder pelas armas, fracassaram e inauguraram, com a resposta do Estado Leviat&atilde;, uma d&eacute;cada de autoritarismo na regi&atilde;o, especialmente no Cone Sul, que produziu consequ&ecirc;ncias que ainda s&atilde;o sentidas nos imagin&aacute;rios sociais dos pa&iacute;ses<a name="top4" id="top4"></a><a href="#4"><sup>4</sup></a>.</p>     <p>Foi uma &eacute;poca na Am&eacute;rica Latina capturada brilhantemente em um dos livros do jornalista espanhol republicano, exilado no M&eacute;xico e logo naturalizado, Luis Su&aacute;rez L&oacute;pez (1918-2003)<a name="top5" id="top5"></a><a href="#5"><sup>5</sup></a>, que em um t&iacute;tulo de um de seus livros sugeriu que Am&eacute;rica Latina vivia <i>entre o fuzil e a palavra</i> (Su&aacute;rez L&oacute;pez, 1980). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Junto com essa experi&ecirc;ncia revolucion&aacute;ria, outra caracter&iacute;stica do s&eacute;culo XX foi a expans&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o, que alcan&ccedil;ou n&iacute;veis jamais imaginados, sob governos populistas e desenvolvimentistas. </p>     <p>Foi justamente sob governos desenvolvimentistas, como veremos a seguir, e com as inestim&aacute;veis contribui&ccedil;&otilde;es da UNESCO e outras organiza&ccedil;&otilde;es como o <i>International Development Research Centre </i>(IDRC), do Canad&aacute;, que foram gestadas algumas das experi&ecirc;ncias mais importantes da regi&atilde;o, como o Conselho Latino-Americano de Ci&ecirc;ncias Sociais (CLACSO), a Faculdade Latino-Americana de Ci&ecirc;ncias Sociais (FLACSO), no Chile. </p>     <p>No s&eacute;culo XXI h&aacute; um n&uacute;mero de redes acad&ecirc;micas, muitas promovidas pela UNESCO e por outras organiza&ccedil;&otilde;es internacionais, e muitas mais promovidas pelos governos da regi&atilde;o, em colabora&ccedil;&atilde;o com organismos internacionais e intergovernamentais. Em breve espa&ccedil;o deste trabalho, apresentaremos, como ilustra&ccedil;&atilde;o, a rede do Conselho Latino-Americano de Ci&ecirc;ncias Sociais (CLACSO), a da Faculdade Latino-Americana de Ci&ecirc;ncias Sociais (FLACSO), a Rede Iberoamericana de Ivestiga&ccedil;&atilde;o em Pol&iacute;ticas Educativas (RIAIPE I e RIAIPE III) e a Rede Latino- Americana de Informa&ccedil;&atilde;o e Documenta&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o (REDUC). </p>     <p><b>3. O Cen&aacute;rio Educacional das Redes em Ci&ecirc;ncias Sociais </b></p>     <p>O s&eacute;culo XX est&aacute; marcado pela extens&atilde;o das oportunidades educacionais para meninos e meninas, assim como para jovens e, inclusive, para adultos de todos os setores sociais da Am&eacute;rica Latina<a name="top6" id="top6"></a><a href="#6"><sup>6</sup></a>. O s&eacute;culo XX foi o s&eacute;culo da Educa&ccedil;&atilde;o e o papel do Estado na promo&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica foi decisivo para se alcan&ccedil;ar esse objetivo. Nesse s&eacute;culo, particularmente nas &uacute;ltimas cinco d&eacute;cadas, significativos recursos p&uacute;blicos foram aplicados na provis&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica para crian&ccedil;as, jovens e adultos; os anos da escolaridade obrigat&oacute;ria foram estendidos significativamente; ofertou-se educa&ccedil;&atilde;o inicial e pr&eacute;-escolar a uma gama cada vez mais ampla de fam&iacute;lias, especialmente &agrave;s de menos recursos; facilitou-se o acesso de crian&ccedil;as com dificuldades de aprendizagem ou portadores de defici&ecirc;ncias &agrave;s classes latino-americanas e melhorou, substancialmente, a igualdade de oportunidades educacionais para os pobres, imigrantes, meninas e mulheres, assim como para os ind&iacute;genas. </p>     <p>Sem d&uacute;vida, o s&eacute;culo XX est&aacute; marcado tamb&eacute;m pela feminiza&ccedil;&atilde;o das matr&iacute;culas educacionais.  Junto com essa expans&atilde;o das oportunidades educacionais, renovados esfor&ccedil;os estatais levaram a cabo a capacidade de  reten&ccedil;&atilde;o de estudantes nos n&iacute;veis inferiores e m&eacute;dios do sistema e na capacidade de promo-v&ecirc;-los para que  continuem avan&ccedil;ando no sistema escolar, chegando, eventualmente, no n&iacute;vel de estudos p&oacute;s-secund&aacute;rios e concluindo-os  em n&uacute;meros cada vez maiores. </p>     <p>De igual modo, o tema da qualidade e relev&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o foi uma preocupa&ccedil;&atilde;o secular dos pensadores,  intelectuais p&uacute;blicos, professoras e professores, sindicalistas da educa&ccedil;&atilde;o e membros das burocracias governamentais,  fazendo-se eco das necessidades expressas cotidianamente nos p&aacute;tios em salas de aula escolares, assim como nos foros p&uacute;blicos,  por pais e m&atilde;es de fam&iacute;lia, preocupados com a educa&ccedil;&atilde;o dos filhos. </p>     <p>A popula&ccedil;&atilde;o latino-americana, como todas as popula&ccedil;&otilde;es do mundo, aceitou o argumento da Ilustra&ccedil;&atilde;o,  amplamente disseminados pelos Estados liberais do mundo, de que a educa&ccedil;&atilde;o constitui uma alavanca para o progresso e um bem em si  mesma. Essa premissa modernista se refor&ccedil;a com os desenvolvimentos te&oacute;ricos da economia da educa&ccedil;&atilde;o, cujas  repercuss&otilde;es na Am&eacute;rica Latina s&atilde;o ineg&aacute;veis, mas o aspecto central da mensagem da economia da duca&ccedil;&atilde;o  &eacute; que n&atilde;o h&aacute; grandes probabilidades de avan&ccedil;o social sem maiores e melhores n&iacute;veis educacionais. Ou seja, a  educa&ccedil;&atilde;o aparece n&atilde;o somente como consumo, como um investimento enorme na rentabilidade individual e social com altas taxas  de retorno, que variam segundo os n&iacute;veis educacionais. </p>     <p>Pode-se concluir nesta an&aacute;lise que uma popula&ccedil;&atilde;o mais educada ser&aacute; uma popula&ccedil;&atilde;o com maiores  n&iacute;veis de toler&acirc;ncia social e conviv&ecirc;ncia, mais produtiva e competitiva nos mercados nacionais e internacionais. Enfim, para  diz&ecirc;-lo em jarg&atilde;o sociol&oacute;gico, quanto mais educa&ccedil;&atilde;o, melhor a sociedade &eacute; composta por indiv&iacute;duos  mais plenos, respons&aacute;veis e produtivos. </p>     <p>Essa expans&atilde;o, diversifica&ccedil;&atilde;o e amplia&ccedil;&atilde;o mundial das oportunidades educacionais t&ecirc;m sido percebidas  tamb&eacute;m como uma condi&ccedil;&atilde;o <i>sine qua non</i> para a expans&atilde;o dos imperativos categ&oacute;ricos kantianos da  justi&ccedil;a social e a responsabilidade individual na sociedade em seu conjunto, especialmente nas distintas vers&otilde;es dos Estados de  Bem-estar Social. A expans&atilde;o e universaliza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o aparecem, assim, como um sinal da modernidade,  uma marca de maior racionalidade da a&ccedil;&atilde;o social, mas, paradoxalmente, tamb&eacute;m como uma pr&eacute;-condi&ccedil;&atilde;o para  que estas ocorram. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entretanto, equidade, qualidade (incluindo efetividade, igualdade e efici&ecirc;ncia na gest&atilde;o educacional dos sistemas) e  relev&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o continuam sendo quest&otilde;es cr&iacute;ticas dos sistemas educacionais. Especialmente at&eacute; o  fim do s&eacute;culo no qual os Estados Latino-americanos, prisioneiros das contradi&ccedil;&otilde;es do desenvolvimento da regi&atilde;o e de  pr&oacute;pria l&oacute;gicas de atua&ccedil;&atilde;o burocr&aacute;tica &ndash; todavia lambendo as feridas da dupla crise da d&iacute;vida  externa e a crise do <i>deficit </i>fiscal que se arrasta desde os anos 80<a name="top7" id="top7"></a><a href="#7"><sup>7</sup></a> do  s&eacute;culo XX, como um jugo<a name="top8" id="top8"></a><a href="#8"><sup>8</sup></a> aparentemente imposs&iacute;vel de ser superado &ndash;,  encontram cada vez mais dificuldade para atacar os problemas existentes no mundo da educa&ccedil;&atilde;o, especialmente pelas dificuldades do  financiamento. Mas, como assinalaremos mais adiante, tamb&eacute;m em fun&ccedil;&atilde;o de filosofias pol&iacute;ticas e agendas educacionais  neoliberais, que postularam uma privatiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o e o abandono das responsabilidades estatais na  educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, felizmente revertida com a onda de governos p&oacute;s-liberais com que inauguramos o novo s&eacute;culo. </p>     <p>Nesse contexto, os sucessos da expans&atilde;o, diversifica&ccedil;&atilde;o e melhoria dos sistemas educacionais &ndash; o que  gostar&iacute;amos de denominar, retoricamente, "as grandezas da educa&ccedil;&atilde;o" &ndash; s&atilde;o obscurecidos pelas mis&eacute;rias  perversas da educa&ccedil;&atilde;o latino-americana. </p>     <p>A educa&ccedil;&atilde;o elementar e a secund&aacute;ria da regi&atilde;o continuam sendo segregadas por classes sociais, em que os pobres  estudam na escola p&uacute;blica e os setores m&eacute;dios e altos florescem educacionalmente nas institui&ccedil;&otilde;es privadas. Com poucas  exce&ccedil;&otilde;es nos pa&iacute;ses da regi&atilde;o, a educa&ccedil;&atilde;o inicial e pr&eacute;-escolar, decisiva para a  constitui&ccedil;&atilde;o cognitiva de meninas e meninos, embora tenha expandido notavelmente quando comparada com o in&iacute;cio do  s&eacute;culo, em que era privil&eacute;gio dos setores afluentes, n&atilde;o est&aacute; ao alcance da maioria dos setores pobre do continente.  O analfabetismo continua sendo um problema de grandes dimens&otilde;es, como uma medusa de m&uacute;ltiplas cabe&ccedil;as, em que a desvantagem  das mulheres e dos setores ind&iacute;genas, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o pelo resto da sociedade, se agiganta.  A educa&ccedil;&atilde;o bil&iacute;ngue, embora tenha avan&ccedil;ado notavelmente nas &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas, n&atilde;o se  encontra sequer na altura das necessidades das popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas. Felizmente, os recentes desenvolvimentos  pol&iacute;ticos e pedag&oacute;gicos na Bol&iacute;via e no Equador, come&ccedil;am a reverter esse quadro que afeta as popula&ccedil;&otilde;es  nativas. </p>     <p>Lamentavelmente, a educa&ccedil;&atilde;o de adultos, que havia sido central nas preocupa&ccedil;&otilde;es ret&oacute;ricas de determinadas  alian&ccedil;as entre governantes e movimentos sociais, nos anos 60 e 70 do s&eacute;culo passado, converteu-se em uma &aacute;rea marginal na  d&eacute;cada subsequente, apesar da demanda e da envergadura do problema, tornando-se praticamente inexpressiva no final desse s&eacute;culo.  O alfabetismo cibern&eacute;tico e os avan&ccedil;os da comunica&ccedil;&atilde;o colocam o problema do analfabetismo funcional (cibern&eacute;tico  e computacional) no mesmo n&iacute;vel em que o analfabetismo "absoluto"<a name="top9" id="top9"></a><a href="#9"><sup>9</sup></a> havia sido nos in&iacute;cios do s&eacute;culo XX. Como numa trag&eacute;dia grega do eterno retorno e apesar dos avan&ccedil;os na escolaridade, voltamos a contemplar uma crise da educa&ccedil;&atilde;o de adultos de grande dimens&atilde;o e profundidade quando entramos no novo s&eacute;culo. </p>     <p>A forma&ccedil;&atilde;o e especialmente o sal&aacute;rio do magist&eacute;rio continua sendo um dos n&oacute;s g&oacute;rdios da pol&iacute;tica educacional, muito mais significativo diante das transforma&ccedil;&otilde;es da pol&iacute;tica estatal neoliberal e, nos novos governos da regi&atilde;o, da falta de uma pol&iacute;tica l&uacute;cida e efetiva para aumentar a forma&ccedil;&atilde;o e a qualifica&ccedil;&atilde;o do docente, incluindo, &eacute; claro, o incremento dos sal&aacute;rios, ainda paup&eacute;rrimos diante dos padr&otilde;es internacionais. </p>     <p>As quest&otilde;es de pol&iacute;tica curricular para promover a forma&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e humanista da popula&ccedil;&atilde;o enfrentam desafios inusitados com os avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos e a explos&atilde;o do conhecimento em um mundo crescentemente globalizado e segmentado por classes, distin&ccedil;&otilde;es raciais e de g&ecirc;nero, com crescentes mercados regionais, cada vez mais distanciados das din&acirc;micas da globaliza&ccedil;&atilde;o. A maioria das popula&ccedil;&otilde;es da regi&atilde;o permanece, literalmente, alheia aos circuitos de produ&ccedil;&atilde;o, circula&ccedil;&atilde;o e consumo do sistema mundial, com as repercuss&otilde;es educacionais, sociais, pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas que isso significa. As vincula&ccedil;&otilde;es entre educa&ccedil;&atilde;o, trabalho e emprego, assim como os crescentes n&iacute;veis de pobreza, mormente dos habitantes menos educados da regi&atilde;o, s&atilde;o outros temas contundentes das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. </p>     <p>Despedimo-nos do s&eacute;culo XX com inumer&aacute;veis conflitos na Educa&ccedil;&atilde;o Superior latino-americana e, na primeira d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI, as manifesta&ccedil;&otilde;es dos estudantes chilenos, confrontando o Estado Neoliberal daquele pa&iacute;s andino, constitui uma prova evidente de que esses movimentos continuam sendo movimentos sociais importantes na regi&atilde;o. Essas e muitas outras situa&ccedil;&otilde;es similares em extens&atilde;o e dimens&atilde;o, pelas quais passaram os universit&aacute;rios latino-americanos, nos &uacute;ltimos anos, mostram que a universidade p&uacute;blica da Am&eacute;rica Latina continua sua luta pela identidade no limiar do novo mil&ecirc;nio, debatendo-se entre sua honrosa tradi&ccedil;&atilde;o reformista, as complica&ccedil;&otilde;es derivadas da negocia&ccedil;&atilde;o com regimes pol&iacute;ticos pouco simp&aacute;ticos ao fortalecimento da institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e, somado a isso, tendo que entender e manejar as t&iacute;picas press&otilde;es da globaliza&ccedil;&atilde;o (e sua repercuss&atilde;o na pol&iacute;tica local) para a gest&atilde;o universit&aacute;ria. As grandezas da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica desse s&eacute;culo correm o risco de serem obnubiladas pelas mis&eacute;rias de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que renunciam &agrave; sua tradi&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tico-liberal, com o conhecido dano provocado na forma&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os, uma das tarefas centrais do Estado na educa&ccedil;&atilde;o. </p>     <p><b>4. Conselho Latino-Americano de Ci&ecirc;ncias Sociais (CLACSO) </b></p>     <p>A cria&ccedil;&atilde;o do CLACSO<a name="top10" id="top10"></a><a href="#10"><sup>10</sup></a> remonta a 1964, ano em que ocorreu em Buenos  Aires a Confer&ecirc;ncia de Sociologia Comparada, organizada pelo Instituto Torcuato Di Tella, com o copatroc&iacute;nio do Conselho Internacional  de Ci&ecirc;ncias Sociais (ISSC) e a UNESCO. Por iniciativa dos participantes latino-americanos, aprovou-se, na mencionada reuni&atilde;o, uma  resolu&ccedil;&atilde;o mediante a qual deu-se in&iacute;cio ao processo de constitui&ccedil;&atilde;o de um organismo encarregado de promover a  coordena&ccedil;&atilde;o e articula&ccedil;&atilde;o entre os centros dedicados &agrave; doc&ecirc;ncia e &agrave; pesquisa em ci&ecirc;ncias  sociais na regi&atilde;o. Uma maior e mais ativa coopera&ccedil;&atilde;o entre essas institui&ccedil;&otilde;es foi identificada como uma  necessidade urgente. Criar uma organiza&ccedil;&atilde;o destinada a tal fim constitu&iacute;a, ent&atilde;o, um desafio inilud&iacute;vel. </p>     <p>Dois anos mais tarde, foi convocada a Comiss&atilde;o Organizadora do mencionado organismo, contando com a destacada participa&ccedil;&atilde;o  de Enrique Oteiza, Aldo Ferrer, Osvaldo Fals Borda, Felipe Herrera, H&eacute;lio Jaguaribe, Luis Lander, Jos&eacute; Matos Mar, Carlos Massad,  Ra&uacute;l Prebisch e Victor Urquidi. Em outubro de 1966, na Universidade Central da Venezuela, em Caracas, ocorreu a Primeira Reuni&atilde;o  Latino-Americana de Diretores de Centros e Institutos de Pesquisa em Ci&ecirc;ncias Sociais, ocasi&atilde;o na qual se constituiu uma nova  Comiss&atilde;o Organizadora, desta feita integrada por Francisco Ortega, Jos&eacute; Matos Mar, Luis Ratinoff, Victor Urquidi, Aldo Ferrer e  Enrique Oteiza. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 14 de outubro de 1967, levou-se a cabo, no CEDES da Universidade dos Andes, Bogot&aacute;, a Segunda Reuni&atilde;o de Diretores de Centros  e Institutos de Pesquisa em Ci&ecirc;ncias Sociais, na qual a mencionada Comiss&atilde;o apresentou a proposta que estabeleceria, formalmente, a  cria&ccedil;&atilde;o do Conselho Latino-Americano de Ci&ecirc;ncias Sociais (CLACSO). Naquelas jornadas hist&oacute;ricas, tamb&eacute;m  aprovaram os estatutos funcionais, elegeu-se o primeiro Comit&ecirc; Diretor, designou-se Aldo Ferre como primeiro Secret&aacute;rio Executivo e  foram designados os primeiros coordenadores das Comiss&otilde;es e Grupos de Trabalho, por meio dos quais se daria in&iacute;cio &agrave;s  atividades acad&ecirc;micas do nov&iacute;ssimo Conselho. </p>     <p>Em seus quarenta anos de hist&oacute;ria, CLACSO contou inicialmente com a ades&atilde;o de 60 centros de pesquisa e na atualidade superam os  300. Com sua sede em Buenos Aires, Argentina, o CLACSO &eacute; dirigido por um Secret&aacute;rio executivo, eleito pela assembleia da  institui&ccedil;&atilde;o a cada tr&ecirc;s anos, e por um Comit&ecirc; Executivo de Diretores de Centros de Pesquisa, tamb&eacute;m eleitos nas  assembleias. </p>     <p>As tarefas do CLACSO incluem grupos de trabalho &ndash; o mais importante para os nossos interesses e um dos mais antigos &eacute; o Grupo de  Trabalho em Educa&ccedil;&atilde;o e Sociedade<a name="top11" id="top11"></a><a href="#11"><sup>11</sup></a>. Junto com os grupos de trabalho, a  organiza&ccedil;&atilde;o das assembleias, que se realizam periodicamente, constitui o estado da arte nos temas que se pesquisam na regi&atilde;o e  um momento de dissemina&ccedil;&atilde;o e cruzamento dos estudos latino-americanos, constituindo uma verdadeira agenda de pesquisas comparadas. </p>     <p>O CLACSO ainda tem promovido diferentes tipos de cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia  (Semin&aacute;rios Virtuais), abrindo ao p&uacute;blico uma rica biblioteca virtual (rede de bibliotecas virtuais em Ci&ecirc;ncias Sociais) que,  com cerca de 30.000 textos, constitui um acervo extraordin&aacute;rio para os estudiosos da &aacute;rea na regi&atilde;o. </p>     <p>Do ponto de vista editorial, CLACSO publica e/ou coordena uma variedade de publica&ccedil;&otilde;es, dentre os quais podem ser citadas os  <i>Cadernos de Pensamento Cr&iacute;tico</i>, a <i>Revista OSAL</i>, o <i>Observat&oacute;rio Social da Am&eacute;rica Latina</i>, a <i>Revista  Cr&iacute;tica e Emancipa&ccedil;&atilde;o</i> etc. </p>     <p>Finalmente, o CLACSO realiza, anualmente, concursos de pesquisa e de bolsas (para pesquisadores j&uacute;niores e s&ecirc;niores), assim como  processos seletivos para a realiza&ccedil;&atilde;o de cursos por via da educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia. O financiamento do Conselho  depende dos recursos pr&oacute;prios, por meio das contribui&ccedil;&otilde;es dos centros, bem como por via do apoio internacional, especialmente  de pa&iacute;ses da Europa do Norte, com especial relev&acirc;ncia da Ag&ecirc;ncia Sueca para o Desenvolvimento Internacional  (ASDI)<a name="top12" id="top12"></a><a href="#12"><sup>12</sup></a>.</p>     <p>Como outras institui&ccedil;&otilde;es da regi&atilde;o, o CLACSO cumpriu um papel muito importante durante as d&eacute;cadas tr&aacute;gicas das ditaduras latino-americanas, promovendo a prote&ccedil;&atilde;o e o traslado de pesquisadores para outros pa&iacute;ses, salvaguardando, assim, suas vidas e suas contribui&ccedil;&otilde;es para as Ci&ecirc;ncias Sociais, e no retorno &agrave; democracia, desempenhou, tamb&eacute;m um papel importante na consolida&ccedil;&atilde;o das Ci&ecirc;ncias Sociais, com uma posi&ccedil;&atilde;o muito cr&iacute;tica em rela&ccedil;&atilde;o ao Neoliberalismo. </p>     <p><b>5. A Faculdade Latino-Americana de Ci&ecirc;ncias Sociais (FLACSO) </b></p>     <p>Como rezam os seus estatutos, a FLACSO<a name="top13" id="top13"></a><a href="#13"><sup>13</sup></a> é um organismo internacional de caráter autônomo e regional, criado em 1957, por iniciativa da UNESCO e alguns governos da região. Seu principal objetivo é promover as Ciências Sociais na América Latina e no Caribe. </p>     <p>O que se denomina FLACSO cl&aacute;ssica<a name="top14" id="top14"></a><a href="#14"><sup>14</sup></a> foi o funcionamento da  institui&ccedil;&atilde;o em Santiago do Chile at&eacute; o golpe militar de 1973. O ent&atilde;o Secret&aacute;rio Geral da FLACSO no Chile,  Ricardo Lagos Escobar (1972-1973), importante dirigente social democrata, seria eleito Presidente do pa&iacute;s (2000-2006) no per&iacute;odo  p&oacute;s-Pinochet. Importantes intelectuais europeus, como o emigrado republicano espanhol Jos&eacute; Medina Echavarria (Franco, 2007), de  cuja pena tivemos a tradu&ccedil;&atilde;o do livro de Max Weber, <i>Economia e Sociedade </i>– evitando, assim, a tergiversações da tradução  inglesa coordenada por Talcott Parsons –, foi um dos primeiros diretores da Escola Latino-Americana de Sociologia (ELAS), na FLACSO, em 1958 e . </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dadas as dificuldades para que a FLACSO pudesse exercer sua tarefa de pesquisa e doc&ecirc;ncia no Chile sob a ditadura de Pinochet, a FLACSO  teve de buscar uma nova sede, abrindo-a mediante conv&ecirc;nio com o Governo Argentino em Buenos Aires, em 1974. Assim se iniciaram os planos para  o ent&atilde;o Secret&aacute;rio Geral Arturo O&acute;Connell (1974-1979) abrir a sede na Argentina e continuar com os mestrados em Ci&ecirc;ncias  Pol&iacute;ticas e Sociologia. Ainda que tenha sido aberta a sede, que continua trabalhando, as circunst&acirc;ncias da luta pol&iacute;tica  argentina e o pandem&ocirc;nio da viol&ecirc;ncia que se viveu a partir de 1975, tornou-se imposs&iacute;vel a abertura do mencionado mestrado.  Gra&ccedil;as aos esfor&ccedil;os do Governo do M&eacute;xico, abriu-se, em 1976, uma nova sede de cursos naquele pa&iacute;s da Am&eacute;rica  do Norte, que acolheu uma grande gama de jovens intelectuais, muitos deles emigrando para escapar do alcance dos governos autorit&aacute;rios do  Cone Sul, assim como recebendo muitos dos antigos professores da FLACSO chilena e outros intelectuais que tiveram de deslocar-se para continuarem  seu trabalho profissional. </p>     <p>O estudo mais pormenorizado da hist&oacute;ria da FLACSO &eacute; o texto publicado pelo historiador H&eacute;ctor P&eacute;rez Brignoli, com o  t&iacute;tulo de <i>Os cinquenta anos da FLACSO e o desenvolvimento das Ci&ecirc;ncias Sociais na Am&eacute;rica Latina </i>(S&atilde;o  Jos&eacute;, Costa RICA: Secretaria Geral da FLACSO; Editora Juricentro, 2008). </p>     <p>Hoje, o Acordo Geral da FLACSO conta com 17 pa&iacute;ses membros, todos na Am&eacute;rica Latina e Caribe. O funcionamento da FLACSO &eacute;  regido tanto por suas normas internas, quanto pelas diretrizes emitidas pelos &oacute;rg&atilde;os de governo. A coordena&ccedil;&atilde;o do  funcionamento da Faculdade, assim como sua representa&ccedil;&atilde;o legal, &eacute; da responsabilidade da Secretaria Geral, que tem sede na  Costa Rica, desde 1979. </p>     <p>A FLACSO realiza diversas atividades acad&ecirc;micas: doc&ecirc;ncia, pesquisa, difus&atilde;o, extens&atilde;o e coopera&ccedil;&atilde;o  t&eacute;cnica. Estas atividades s&atilde;o desenvolvidas em 10 unidades acad&ecirc;micas (7 Sedes e 3 Programas). Os pa&iacute;ses membros  s&atilde;o: Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Cuba, Equador, Honduras, Guatemala, M&eacute;xico, Nicar&aacute;gua, Panam&aacute;, Paraguai,  Peru, Rep&uacute;blica Dominicana, Suriname e Uruguai<a name="top15" id="top15"></a><a href="#15"><sup>15</sup></a>. </p>     <p><b>6. A Rede Latino-Americana de Informa&ccedil;&atilde;o e Documenta&ccedil;&atilde;<b>o    em Educa&ccedil;&atilde;o (REDUC) </b></b></p>     <p>A Rede Latino-americana de Informa&ccedil;&atilde;o e Documenta&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o (REDUC), criada em 1977, tem como objetivo a preserva&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria da produ&ccedil;&atilde;o educacional latino-americana em educa&ccedil;&atilde;o. Tem no Centro de Investigaci&oacute;n y Desarrollo Educativo (CIDE), situado em Santiago do Chile, sua coordena&ccedil;&atilde;o geral. </p>     <p>Embora tenha come&ccedil;ado de maneira t&iacute;mida, com poucos centros (n&oacute;s da rede), a REDUC expandiu-se muito e, segundo alguns investigadores, converteuse na maior rede de documenta&ccedil;&atilde;o educacional do mundo, com mais de duas dezenas de pa&iacute;ses participantes. </p>     <p>Apesar de suas dimens&otilde;es, a REDUC estrutura-se de modo muito simples. Al&eacute;m do Centro Coordenador, constitui-se por tr&ecirc;s categorias de centros: (i) Centros Associados (ii) Centros Especializados e (iii) Centros Difusores. Os Centros Associados, um em cada pa&iacute;s, em geral cuidam da cole&ccedil;&atilde;o, resumo, sistematiza&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o dos documentos educacionais mais expressivos da produ&ccedil;&atilde;o nacional. Os Centros Especializados, como indica o pr&oacute;prio nome, cuidam da coleta e sistematiza&ccedil;&atilde;o de temas espec&iacute;ficos. Finalmente, os Centros Difusores tratam da dissemina&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es e da capacita&ccedil;&atilde;o de usu&aacute;rios do sistema REDUC. </p>     <p>Uma das marcas da REDUC &eacute; a flexibilidade, presente, por exemplo, na rela&ccedil;&atilde;o que o Centro Coordenador estabelece com as demais unidades constitutivas (Centros Associados, Especializados e Difusores), dadas as caracter&iacute;sticas institucionais, da comunidade de pesquisadores e de agentes educacionais, bem como da orienta&ccedil;&atilde;o tem&aacute;tica. </p>     <p>No Brasil, a REDUC conta com uma verdadeira sub-rede, uma vez que, atualmente, h&aacute; 14 centros no pa&iacute;s &ndash; 9 localizados em universidades federais (UFRJ, UFMG, UFF, UFGO, UFUB, UFRN, UFMS, UFSC, UFPE), 3 (tr&ecirc;s) em universidades estaduais (USP, UNICAMP e UNESP), 1 (um) numa privada (PUC-SP) e 1 (um) na Funda&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o (FDE), de S&atilde;o Paulo. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como se pode observar, h&aacute; uma maci&ccedil;a concentra&ccedil;&atilde;o nas universidades p&uacute;blicas, especialmente nas federais e na regi&atilde;o Sudeste (8) e, destas, 5 (cinco) est&atilde;o localizadas em S&atilde;o Paulo. Em geral, os defensores desta concentra&ccedil;&atilde;o justificam-na com defesa na maior facilidade de acesso e disponibilidade de recursos. Ora, sabemos que nos dias de hoje, o acesso n&atilde;o seria obst&aacute;culo para chegar-se a outras regi&otilde;es do pa&iacute;s e a quest&atilde;o dos recursos depende de uma melhor pol&iacute;tica de redistribui&ccedil;&atilde;o. Esta observa&ccedil;&atilde;o critica se justifica porque a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; um dos mais poderosos elementos da transforma&ccedil;&atilde;o de qualquer estrutura ou processo e por isso, deveria estar, exatamente nas regi&otilde;es com maiores problemas educacionais, numa esp&eacute;cie de justi&ccedil;a progressiva educacional. &Eacute; claro que os centros n&atilde;o t&ecirc;m fins lucrativos. </p>     <p>At&eacute; meados da d&eacute;cada de 1990, a REDUC expandiu-se sob a forma de Centros Associados, constituindo poucos Centros Especializados; os Centros Difusores come&ccedil;aram a ser implementados somente a partir dessa &eacute;poca. </p>     <p>A REDUC, seja por meio do Centro Coordenador, seja por meio dos Associados, publica os Resumos Anal&iacute;ticos de Educa&ccedil;&atilde;o (RAE), bem como outros formatos de informa&ccedil;&otilde;es educacionais, como &eacute; o caso de "Estados da Arte", nos quais o Brasil tem se especializado, particularmente com o apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais An&iacute;sio Teixeira (INEP), do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (MEC), portanto, da estrutura do Governo Federal. </p>     <p>O grande acervo acumulado pela REDUC n&atilde;o tem sentido se n&atilde;o for acessado e consultado pelos <i>policy makers</i> e pelos usu&aacute;rios em geral. Por isso, a partir da primeira metade dos anos 90 do s&eacute;culo passado, o esfor&ccedil;o voltou-se para a visibilidade e acessibilidade da rede. No Brasil, a Funda&ccedil;&atilde;o Carlos Chagas assumiu a coordena&ccedil;&atilde;o do projeto de expans&atilde;o da rede. No entanto, em que pese a compet&ecirc;ncia e o esfor&ccedil;o dessa Funda&ccedil;&atilde;o, as dificuldades t&ecirc;m sido grandes, especialmente por causa do crescente volume da produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica brasileira na &aacute;rea de educa&ccedil;&atilde;o e pelos recursos sempre aqu&eacute;m das necessidades. Cada trabalho &ndash; de professores dos centros conveniados e de alunos de programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea, indicados por comit&ecirc; local &ndash; deve ser depositado para a elabora&ccedil;&atilde;o das respectivas RAEs. </p>     <p>Em suma, a REDUC &eacute; um sistema latino-americano de coleta de dados, informa&ccedil;&otilde;es e an&aacute;lises sobre educa&ccedil;&atilde;o, pondo-os &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios. Uma rede como esta permite que as discuss&otilde;es educacionais tenham a identidade da regi&atilde;o, na medida em que permite estabelece ruma verdadeira rede de reflex&atilde;o idiossincr&aacute;tica, isto &eacute; referenciada na singularidade dos contextos espec&iacute;ficos. </p>     <p>Nos primeiros anos de sua exist&ecirc;ncia, a REDUC conformou-se como uma rede, materializada na produ&ccedil;&atilde;o dos Resumos Anal&iacute;ticos de Educa&ccedil;&atilde;o (RAEs); numa segunda etapa de sua trajet&oacute;ria, evoluiu para a microfilmagem dos textos originais resumidos nos RAEs e, finalmente, tornou-se uma rede no sentido contempor&acirc;neo da palavra, isto &eacute;, tornou-se uma rede virtual com todos os recursos das TICs. </p>     <p>Referenciado na discuss&atilde;o te&oacute;rica sobre redes e sobre redes sociais do in&iacute;cio deste texto, pode-se afirmar que a REDUC &eacute; uma rede social, portanto, uma rede no bom sentido da palavra. E este primeiro julgamento de qualidade pode ser feito com base no fato de que a REDUC conseguiu concretizar um sistema de informa&ccedil;&atilde;o regional sobre educa&ccedil;&atilde;o no subcontinente latino-americano. Contudo, h&aacute; outros aspectos que merecem destaque e, portanto, ser&atilde;o comentados.</p>     <p>1.&ordm;) Progressivamente tem tido sucesso no estabelecimento de uma gest&atilde;o cooperativa entre os Centros Associados, os Especialistas e os Difusores, ainda que os &uacute;ltimos s&oacute; tenham merecido maior impulso da rede mais recentemente. </p>     <p>2.&ordm;) Com todas as dificuldades, a REDUC tem colaborado para uma maior visibilidade das pesquisas, dados, informa&ccedil;&otilde;es e quest&otilde;es educacionais da Am&eacute;rica Latina. Esta &eacute; uma &aacute;rea da investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica que sempre contou com a menor parte dos financiamentos das ag&ecirc;ncias de fomento, certamente por causa de sua invisibilidade e/ou desqualifica&ccedil;&atilde;o pelos ocupantes dos postos estrat&eacute;gicos nessas ag&ecirc;ncias. </p>     <p>3.&ordm;) Complementarmente &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o que tem prestado &agrave; pesquisa educa&ccedil;&atilde;o destacada no item anterior, de certa forma, a REDUC tem colaborado, tamb&eacute;m, pelo reconhecimento e pela valoriza&ccedil;&atilde;o do pesquisador da educa&ccedil;&atilde;o. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>4.&ordm;) Historicamente, nas pesquisas educacionais latino-americanas vinham predominando um relativo ensa&iacute;smo, uma esp&eacute;cie de impressionismo carente de bases emp&iacute;ricas. Ali&aacute;s, certamente por causa desta tradi&ccedil;&atilde;o, ainda se manifesta na &aacute;rea certa avers&atilde;o &agrave; empiria, com base, tamb&eacute;m, numa confus&atilde;o da cr&iacute;tica ao positivismo, ao funcionalismo e ao cartesianismo com a utiliza&ccedil;&atilde;o de dados da realidade. A REDUC vem colaborando com a supera&ccedil;&atilde;o desse equ&iacute;voco investigativo nas ci&ecirc;ncias sociais, em geral, e nas ci&ecirc;ncias da educa&ccedil;&atilde;o em particular. </p>     <p>No entanto, a rede ainda enfrenta grandes desafios em seu desenvolvimento. Dentre eles, em primeiro lugar, merece um destaque especial, a tentativa de aproximar pesquisadores e <i>policy makers</i>, isto &eacute;, em fazer com que os resultados da pesquisa educacional pesem, de fato, na formula&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas educacionais da regi&atilde;o. Em segundo lugar, os baixos &iacute;ndices de acesso &agrave;s bases de dados da REDUC certamente devem ser debitados aos limites de recursos para um maior desenvolvimento das pol&iacute;ticas previstas, na cria&ccedil;&atilde;o da rede, para os Centros Difusores. </p>     <p>Segundo os pesquisadores em Biblioteconomia, a REDUC pertence ao universo das redes de informa&ccedil;&atilde;o que, por sua natureza, exercem as fun&ccedil;&otilde;es de aquisi&ccedil;&atilde;o, organiza&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es, at&eacute; a garantia de que elas cheguem aos usu&aacute;rios. Segundo Maria In&ecirc;s Toma&eacute;l, o Brasil participa de 41 redes dessa natureza. Esta pesquisadora ainda destaca que: </p>     <blockquote>De acordo com essa demarca&ccedil;&atilde;o, uma rede de informa&ccedil;&atilde;o &eacute; tradicionalmente um grupo de unidades e servi&ccedil;os de informa&ccedil;&atilde;o voltado para um interesse comum, que pode ser a compila&ccedil;&atilde;o de uma base de dados, um sistema cooperativo de cataloga&ccedil;&atilde;o, entre outras atividades, sendo seu ponto focal o compartilhamento de recursos e a coopera&ccedil;&atilde;o em servi&ccedil;os e produtos. Enfim, &eacute; um arranjo formal que re&uacute;ne v&aacute;rias organiza&ccedil;&otilde;es engajadas para a consecu&ccedil;&atilde;o de objetivos comuns, buscando a troca de informa&ccedil;&otilde;es, materiais e/ou servi&ccedil;os (Katz, (1997, v. 2, p. 61, cit. por Toma&eacute;l, 2005, p. 3). </blockquote>     <p>Uma coisa &eacute; certa, como as redes de informa&ccedil;&atilde;o, a REDUC tem se constitu&iacute;do como uma importante rede de informa&ccedil;&otilde;es no campo da Educa&ccedil;&atilde;o latino-americana, certamente com destaque para a maior contribui&ccedil;&atilde;o do subcontinente ao pensamento pedag&oacute;gico mundial, que &eacute; a Educa&ccedil;&atilde;o Popular. </p>     <p><b>7. A Rede Ibero-Americana de Investiga&ccedil;&atilde;o em Pol&iacute;ticas Educativas (RIAIPE) </b></p>     <p>Em 2006, um conjunto de nove centros de investiga&ccedil;&atilde;o, reunindo cientistas (e militantes) sociais de diferentes campos &ndash; educa&ccedil;&atilde;o, sociologia, antropologia, ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica, economia &ndash; e de diferentes pa&iacute;ses (Argentina, Brasil, Espanha, M&eacute;xico, Paraguai e Portugal)<a name="top16" id="top16"></a><a href="#16"><sup>16</sup></a>, apresentou uma proposta de constitui&ccedil;&atilde;o de uma Rede Iberoamericana de Investiga&ccedil;&atilde;o em Pol&iacute;ticas de Educa&ccedil;&atilde;o (RIAIPE) ao Programa Ci&ecirc;ncia e Tecnologia para o Desenvolvimento (CYTED), existente no &acirc;mbito da Organiza&ccedil;&atilde;o dos Estados Iberoamericanos (OEI). Aprovado para financiamento durante um per&iacute;odo de quatro anos, a Rede iniciou os seus trabalhos no in&iacute;cio de 2007. </p>     <p>A rede RIAIPE teve como objetivo central coordenar a investiga&ccedil;&atilde;o no campo da an&aacute;lise das pol&iacute;ticas educativas, que as equipas que a integraram desenvolveram. Pretendendo construir um quadro te&oacute;rico e anal&iacute;tico que permitisse mapear e analisar as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de educa&ccedil;&atilde;o das &uacute;ltimas d&eacute;cadas &ndash; tanto as conduzidas pelos governos, como as propostas e projetos das mais influentes ag&ecirc;ncias globalizadoras ou dos movimentos sociais e administra&ccedil;&otilde;es locais, a Rede estabeleceu como objetivo geral o de refor&ccedil;ar (e coordenar) a investiga&ccedil;&atilde;o realizada sobre os impactos da globaliza&ccedil;&atilde;o nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de educa&ccedil;&atilde;o, em particular nos dom&iacute;nios da inclus&atilde;o e da equidade, nos pa&iacute;ses integrantes do espa&ccedil;o ibero-americano a que as equipas integrantes pertenciam. Tomando como refer&ecirc;ncia esse mapeamento, pretendeu-se desenvolver um conjunto de indicadores que privilegiassem as dimens&otilde;es da inclus&atilde;o e da equidade nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, que pudessem ser apresentados em contraposi&ccedil;&atilde;o a indicadores hegem&oacute;nicos constru&iacute;dos no &acirc;mbito de organiza&ccedil;&otilde;es como o Banco Mundial ou a Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&oacute;mico (OCDE), usados at&eacute; &agrave; exaust&atilde;o em relat&oacute;rios, exames e inqu&eacute;ritos estat&iacute;sticos comparados, e que hoje se tornaram um influente instrumento de regula&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. </p>     <p>A Rede propiciou a cria&ccedil;&atilde;o de fortes la&ccedil;os de coopera&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e acad&eacute;mica, assim como o desenvolvimento de novos projetos, tanto de natureza bilateral como multilateral. O resultado mais importante do trabalho desenvolvido foi, sem d&uacute;vida, a transfer&ecirc;ncia de conhecimentos entre as equipas, em termos de epistemologias, metodologias e pr&aacute;ticas. Essa aprendizagem rec&iacute;proca permitiu fortalecer a forma&ccedil;&atilde;o avan&ccedil;ada<a name="top17" id="top17"></a><a href="#17"><sup>17</sup></a>, a participa&ccedil;&atilde;o dos investigadores em congressos e semin&aacute;rios internacionais e aumentar as publica&ccedil;&otilde;es das equipas e consequentemente o impacto no seio das suas comunidades cient&iacute;ficas. </p>     <p>Terminada a liga&ccedil;&atilde;o ao Programa CYTED, houve que procurar outras fontes de financiamento. O programa Alfa, programa da Comiss&atilde;o Europeia que tem como objectivo principal fomentar a coopera&ccedil;&atilde;o entre Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior (IES) da Uni&atilde;o Europeia e da Am&eacute;rica Latina, foi a alternativa procurada, permitindo alargar a Rede<a name="top18" id="top18"></a><a href="#18"><sup>18</sup></a> e construir um projeto de interven&ccedil;&atilde;o forte, que possa contribuir para a melhoria da qualidade, pertin&ecirc;ncia e acesso ao Ensino Superior na Am&eacute;rica Latina, bem como para o processo de integra&ccedil;&atilde;o regional na AL, propiciando o avan&ccedil;o para a cria&ccedil;&atilde;o de uma &aacute;rea comum de Ensino Superior na regi&atilde;o e potenciando as suas sinergias com o sistema universit&aacute;rio da UE. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao considerar a desigualdade e a exclus&atilde;o como determinantes na tend&ecirc;ncia das pol&iacute;ticas de equidade e inclus&atilde;o nas IES da regi&atilde;o da AL, abordase a problem&aacute;tica com uma perspectiva que emane do interior dos sistemas de educa&ccedil;&atilde;o superior nacionais (pol&iacute;ticas de inclus&atilde;o nas IES, sistemas de governo, pertin&ecirc;ncia dos programas universit&aacute;rios, projetos de vincula&ccedil;&atilde;o) e tamb&eacute;m, de acordo com a din&acirc;mica externa e o contexto global no qual nos movemos, da necessidade de manter um elevado grau de colabora&ccedil;&atilde;o entre as IES para reconhecer as diferentes dimens&otilde;es do problema (falta de uma agenda comum para a equidade, pol&iacute;ticas e normas comuns adequadas a cada contexto, implementa&ccedil;&atilde;o de atividades de diagn&oacute;stico tem&aacute;tico paralelas). Isto pode permitir identificar as suas causas, os fatores determinantes e o impacto futuro na regi&atilde;o, a fim de superar a desigualdade e exclus&atilde;o como estrat&eacute;gia para alcan&ccedil;ar o desenvolvimento sustent&aacute;vel das sociedades. </p>     <p>Neste cen&aacute;rio, a a&ccedil;&atilde;o que propomos no &acirc;mbito do projeto Riaipe3 adequase ao objetivo do Programa Alfa III: reforma e moderniza&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es e dos sistemas de Educa&ccedil;&atilde;o Superior nos pa&iacute;ses benefici&aacute;rios, prestando especial aten&ccedil;&atilde;o aos grupos menos favorecidos ou vulner&aacute;veis e aos pa&iacute;ses mais pobres da regi&atilde;o. O objetivo geral do projeto prende-se com o incremento substantivo e melhora qualitativa da equidade e pertin&ecirc;ncia social para a coes&atilde;o social nas IES da AL, tendo como objetivo espec&iacute;fico o desenvolvimento do Programa Marco Interuniversit&aacute;rio (PMI) com estrat&eacute;gias institucionais comprovadas para favorecer a transforma&ccedil;&atilde;o estrutural das IES da AL atrav&eacute;s de modelos de interven&ccedil;&atilde;o que permitam melhorar a pertin&ecirc;ncia das fun&ccedil;&otilde;es universit&aacute;rias no desenvolvimento social equilibrado, potenciando a equidade e a coes&atilde;o social<sup>19</sup>. </p>     <p>A proposta RIAIPE3 situa as pr&oacute;prias universidades no centro nevr&aacute;lgico das mudan&ccedil;as nos sistemas de Educa&ccedil;&atilde;o Superior convertendo-as em agentes ativos dos processos de coes&atilde;o e desenvolvimento a partir de uma perspectiva de conhecimento situado nos planos local, nacional, regional e internacional. </p>     <p>A l&oacute;gica das a&ccedil;&otilde;es &eacute; dirigida ao fortalecimento e consolida&ccedil;&atilde;o (<i>empowerment</i>) das universidades como agentes sociais e ao refor&ccedil;o das suas estruturas, suas possibilidades e sua coordena&ccedil;&atilde;o para estabelecer crit&eacute;rios de elevado impacto social, ao mesmo tempo em que pretende se estabelecer como ponto de refer&ecirc;ncia para outras redes, institui&ccedil;&otilde;es e agentes sociais. </p>     <p><b>8. Conclus&atilde;o </b></p>     <p>Este breve e incompleto relato de algumas das redes, que constituem n&oacute;dulos centrais na constru&ccedil;&atilde;o das Ci&ecirc;ncias Sociais modernas na regi&atilde;o, indica-nos que o modelo de trabalhar em rede, com os desenvolvimentos da globaliza&ccedil;&atilde;o, adquiriram uma predomin&acirc;ncia extraordin&aacute;ria no solo latino-americano, se n&atilde;o, no mundo enteiro.</p>     <p>Alguns dos mais importantes desenvolvimentos jur&iacute;dico-legais e internacionais da regi&atilde;o, como o Mercosul, impulsionaram essas de redes institucionais e os modelos de colabora&ccedil;&atilde;o inter-regional de modo fenomenal, impens&aacute;veis, talvez, d&eacute;cadas atr&aacute;s.</p>     <p>Quer&iacute;amos pensar que essse produto colaborativo v&aacute; mais al&eacute;m dos projetos de governo, inclusive d  as a&ccedil;&otilde;es e rea&ccedil;&otilde;es ao Neoliberalismo na regi&atilde;o, dandonos, talvez, uma op&ccedil;&atilde;o para imaginar mais e melhores pol&iacute;ticas educacionais cr&iacute;ticas e emancipat&oacute;rias e uma Ci&ecirc;ncia Social a servi&ccedil;o dos povos da Am&eacute;rica Latina e, n&atilde;o, dos mercados ou governos do subcontinente. </p>     <p>Como afirma Moacir Gadotti, e quer&iacute;amos concluir com as palavras dele, fazendo-as nossas: </p>     <blockquote>Desde seus primeiros escritos, Freire considerou a escola como algo muito mais importante que as quatro paredes que a sustentam. Criou os "C&iacute;rculos de Cultura" como expres&atilde;o dessa nova pedagogia que n&atilde;o se reduzia &agrave; no&ccedil;&atilde;o simplista de "aula". Na atual sociedade do conhecimento isso &eacute; muito mais certo, uma vez que agora o "espa&ccedil;o escolar" &eacute; muito maior do que a escola. Os novos espa&ccedil;os de forma&ccedil;&atilde;o (meios de difus&atilde;o, r&aacute;dio, televis&atilde;o, v&iacute;deos, igrejas, sindicatos, empresas, ONGs, c&iacute;rculo familiar, Internet ...) estendem a no&ccedil;&atilde;o de escola e de aula. A educa&ccedil;&atilde;o se tornou comunit&aacute;ria, virtual, multicultural e ecol&oacute;gica e a escola se estende &agrave; cidade e ao planeta. Hoje se pensa em rede, se investiga em rede, se trabalha em rede, sem hierarquias. A no&ccedil;&atilde;o de hierarquia (saber-ignor&acirc;ncia) &eacute; muito cara na escola capitalista. Ao contr&aacute;rio, Paulo Freire insistia na conectividade, na gest&atilde;o coletiva do conhecimento social, que deve ser socializado de maneira ascendente. N&atilde;o se trata de ver somente a "Cidade Educativa" (Edgar Faure), mas de vislumbrar o planeta como uma escola permanente (Gadotti,  s/d, p.62 ). </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Both, E. (1976). <i>Fam&iacute;lia e rede social.</i> Rio de Janeiro: Francisco Alves.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1645-7250201200020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Castells, M. (1999). <i>A sociedade em rede</i>. S&atilde;o Paulo: Paz e Terra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1645-7250201200020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Freire, P. (1981). <i>Pedagogia do oprimido</i>. 10. ed., Rio de Janeiro: Paz e Terra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1645-7250201200020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Franco, R. (2007). <i>La Flacso Cl&aacute;sica (1957-1973)</i>: <i>Visicitudes de las Ciencias Sociales latinoamericanas.</i> Santiago de Chile: FLACSO-Chile.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1645-7250201200020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gadotti, M. (2006). La pedagog&iacute;a de Paulo Freire y el proceso de democratizaci&oacute;n en el Brasil:  Algunos aspectos de su teor&iacute;a, de su m&eacute;todo y de su praxis, in (Yuste, Ana, coord.) <i> Educaci&oacute;n, ciudadan&iacute;a y democracia. (pp. 36-64). </i>Barcelona: OEI-Octaedro, [Dispon&iacute;vel  em <a href="http://www.paulofreire.org" target="_blank">http://www.paulofreire.org</a>, consultado em 22 de Outubro de 2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1645-7250201200020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Giddens, A. (1996). <i>Para al&eacute;m da direita e da esquerda.</i> S&atilde;o Paulo: Ed. UNESP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1645-7250201200020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Goldmann, L. (1967). <i>Sociologia do romance.</i> Rio de Janeiro: Paz e Terra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1645-7250201200020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Goldmann, L. (1970). <i>Structures mentales et cr&eacute;ation culturelle</i>. Paris: Anthropos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1645-7250201200020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Goldmann, L. (1972a). <i>A cria&ccedil;&atilde;o cultural na sociedade moderna.</i> S&atilde;o Paulo: DIFEL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1645-7250201200020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Goldmann, L. (1972b).<i> Dial&eacute;tica e ci&ecirc;ncias humanas</i>. Lisboa: Presen&ccedil;a, (2 vols.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1645-7250201200020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->). </p>     <!-- ref --><p>Goldmann, L. (1973). <i>Cr&iacute;tica e dogmatismo na cultura moderna</i>. Rio de Janeiro: Paz e Terra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1645-7250201200020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Goldmann, L. (1978).<i> Épistémologie et philosophie politique</i>. Paris: Deno&euml;l/Gonthier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1645-7250201200020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Goldmann, L. (1979). <i>Dial&eacute;tica da cultura</i>. Rio de Janeir: Paz e Terra. </p>     <!-- ref --><p>Goldmann, L. (1980). <i>Recherches dialectiques</i>. Paris: Gallimard.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1645-7250201200020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Mendes, M. (2009). Os sete pecados da governa&ccedil;&atilde;o global: Paulo Freire e a reinven&ccedil;&atilde;o das possibilidades de uma pedagogia democr&aacute;tica e emancipat&oacute;ria da educa&ccedil;&atilde;o, <i>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o, 14</i>, 61-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1645-7250201200020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Su&aacute;rez, L. (1980). <i>Entre el fusil y la palabra</i>. M&eacute;xico: UNAM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1645-7250201200020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Torres, C. A. (2002) Grandezas y miserias de la educaci&oacute;n latinoamericana en el siglo veinte. In Torres, C. A. (comp). <i>Paulo Freire y la Agenda de la Educaci&oacute;n Latinoamericana en el Siglo XXI</i>. (pp. 23-46). Buenos Aires: CLACSO.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1645-7250201200020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Toma&eacute;l, M. I. (2005). Redes de informa&ccedil;&atilde;o: o ponto de contato dos servi&ccedil;os e unidades de informa&ccedil;&atilde;o no Brasil. <i>Informa&ccedil;&atilde;o &amp; Informa&ccedil;&atilde;o</i>, 1/2, (X), 37-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1645-7250201200020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ver&oacute;n, E. (1970). <i>Ideologia, estrutura e comunica&ccedil;&atilde;o</i>. Rio de Janeiro: Cultrix.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1645-7250201200020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Notas</b></p>     <p><a name="1"></a><a href="#top1"><sup>1</sup></a>Este texto, escrito a seis m&atilde;os, contou com a colabora&ccedil;&atilde;o de Jos&eacute; Beltr&aacute;n, da Universidade de Val&ecirc;ncia (Espanha), para a tradu&ccedil;&atilde;o para o espanhol. Para esta tradu&ccedil;&atilde;o, contou-se tamb&eacute;m com a colabora&ccedil;&atilde;o de Maria Eulina Pessoa de Carvalho, da Universidade Federal de Para&iacute;ba (Brasil). A parte escrita em castelhano por Carlos Alberto Torres, foi traduzida para o Portugu&ecirc;s, por Jos&eacute; Eust&aacute;quio Rom&atilde;o. </p>     <p><a name="2"></a><a href="#top2"><sup>2</sup></a>Prefiro, como Paulo Freire (1981, p. 79), &ldquo;mediatiza&ccedil;&atilde;o&rdquo; em lugar de &ldquo;media&ccedil;&atilde;o&rdquo;, para distinguir supera&ccedil;&atilde;o do imediato pelo mediato de intermedia&ccedil;&atilde;o, ponte entre dois polos de conhecimento ou de atua&ccedil;&atilde;o. </p>     <p><a name="3"></a><a href="#top3"><sup>3</Sup></a>O recente desaparecimento do polit&oacute;logo Guillermo O&acute;Donnell, cujo trabalho sobre os novos autoritarismos produziu muitos livros &uacute;nicos na regi&atilde;o e catapultou as ci&ecirc;ncias pol&iacute;ticas latinoamericanas a um lugar muito especial nos debates internacionais, merece ser reconhecido neste texto. Guillermo foi, com justi&ccedil;a, eleito por sua distin&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica e calor humano de sua pessoa. Presidente da <i>International Political Association</i> (IPSA) entre 1988 e 1991, distin&ccedil;&atilde;o que nenhum acad&ecirc;mico latino-americano em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica obteve. Entretanto, em outra ci&ecirc;ncia social, Sociologia, foi Fernando Henrique Cardoso, Presidente do Brasil no per&iacute;odo de 1995 a 2003, foi tamb&eacute;m distinguido como um dos soci&oacute;logos mais importantes do mundo, tendo sido nomeado presidente da <i>International Sociological Association </i>(ISA), de 1982 a 1986. N&atilde;o cabe d&uacute;vida alguma de que entre as maiores e melhores contribui&ccedil;&otilde;es das ci&ecirc;ncias sociais latino-americanas est&atilde;o os livros de Guillermo O&acute;Donnell <i>Modernizaci&oacute;n y autoritarismo </i>(Buenos Aires: Paid&oacute;s, 1972) e <i>Estado Burocr&aacute;tico-Autorit&aacute;rio </i>(Buenos Aires: Belgrano, 1982), al&eacute;m, certamente, do livro que marcaria os debates sobre a teoria do desenvolvimento, na regi&atilde;o e no mundo inteiro, <i>Depend&ecirc;ncia e desenvolvimento na Am&eacute;rica Latina, </i>de Fernando Henrique Cardoso e Enzo Faletto (M&eacute;xico: Siglo XXI, 1990). </p>     <p><a name="4"></a><a href="#top4"><sup>4</sup></a>Luiz Su&aacute;res L&oacute;pez foi um dos jornalistas socialistas e republicanos que trabalhou infatigavelmente pela revolu&ccedil;&atilde;o latino-americana, tendo entrevistado Che Guevara na Bol&iacute;via, Fidel Castro em Cuba, Salvador Allende no Chile, Nikita Kruschev, e foi fundador e presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Latino-Americana de Jornalistas. </p>     <p><a name="5"></a><a href="#top5"><sup>5</sup></a>Esta se&ccedil;&atilde;o, a cargo de Carlos Alberto Torres, recolhe v&aacute;rios de seus trabalhos anteriores, especialmente o texto publicado como &ldquo;Grandezas e mis&eacute;rias da educa&ccedil;&atilde;o latino-americana no s&eacute;culo XX&rdquo;, <i>in</i> Torres, C. A. T. (org.). (2002). <i>Paulo Freire y la Agenda Latinoamericana en el Siglo XXI</i>. (pp. 23-46). Buenos Aires: CLACSO. </p>     <p><a name="6"></a><a href="#top6"><sup>6</Sup></a>O diagn&oacute;stico do Banco Mundial para o per&iacute;odo de 1970-1987 mostra que dos 17 pa&iacute;ses mais endividados do mundo, 12 estavam na Am&eacute;rica Latina (Argentina, Bol&iacute;via, Brasil, Chile, Col&ocirc;mbia, Costa Rica, Equador, Jamaica, M&eacute;xico, Peru, Uruguai e Venezuela) (WORLD BANK, 1989). </p>     <p><a name="7"></a><a href="#top7"><sup>7</Sup></a>A import&acirc;ncia da d&iacute;vida externa para o desenvolvimento econ&ocirc;mico n&atilde;o pode ser subestimada. A Comiss&atilde;o Econ&ocirc;mica para a Am&eacute;rica Latina (CEPAL) estimou que n ano de 1987, por exemplo, os pa&iacute;ses da regi&atilde;o em seu conjunto transferiram para o exterior um montante equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) regional, para pagar servi&ccedil;os da d&iacute;vida (CEPAL, 1987). </p>     <p><a name="8"></a><a href="#top8"><sup>8</sup></a>Usamos a express&atilde;o inadequada de &ldquo;analfabetismo absoluto&rdquo; apenas para diferenci&aacute;-lo do analfabetismo funcional, para traduzir melhor a ideia que est&aacute; no original em espanhol. Esta parte do texto foi escrita por Carlos Alberto Torres, em castelhano (nota de J. E. Rom&atilde;o). </p>     <p><a name="9"></a><a href="#top9"><sup>9</sup></a>O material desta se&ccedil;&atilde;o prov&eacute;m do <i>site</i> de CLACSO e outros textos consultados. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="10"></a><a href="#top10"><sup>10</sup></a>Carlos Alberto Torres coordenou a Comiss&atilde;o de Educa&ccedil;&atilde;o e Sociedade do CLACSO no per&iacute;odo de 1998-2003. </p>     <p><a name="11"></a><a href="#top11"><sup>11</sup></a>Uma descri&ccedil;&atilde;o pormenorizada dos servi&ccedil;os, programas e contribui&ccedil;&otilde;es do CLACSO pode ser    encontrada no site <a href="http://www.clacso.org.ar/inicio/inicio.php" target="_blank">http://www.clacso.org.ar/inicio/inicio.php</a>,  consultado em 11/01/2012.</p>     <p><a name="12"></a><a href="#top12"><sup>12</sup></a>Para uma descri&ccedil;&atilde;o detalhada,  veja-se <a href="http://www.flacso.org/.m" target="_blank">http://www.flacso.org/.m</a> consultado em 11/01/2012. </p>     <p><a name="13"></a><a href="#top13"><sup>13</sup></a>Medina Echavarria teve um papel importante como exilado no M&eacute;xico, contribuindo para o ent&atilde;o rec&eacute;m-criado Instituto de Pesquisas Sociais (1939, para o Instituto de Pesquisas Filos&oacute;ficas (1940) ambos na Universidade Nacional Aut&oacute;noma de M&eacute;xico (UNAM) y para o Fundo de Cultura Econ&ocirc;mica. Nesta importante editora, Medina Echavarria, que coordenava la se&ccedil;&atilde;o de Sociologia, traduziu o primeiro volume de <i>Economia e sociedade</i>, coordenou a edi&ccedil;&atilde;o e escreveu o pr&oacute;logo da que seria a primeira tradu&ccedil;&atilde;o, em qualquer idioma, da obra de Weber, a partir de sua vers&atilde;o alem&atilde; de 1922. </p>     <p><a name="14"></a><a href="#top14"><sup>14</sup></a>A FLACSO tem uma estrutura organizativa em tr&ecirc;s n&iacute;veis: &Oacute;rg&atilde;os de Governo, Secretaria Gerale Unidades Acad&ecirc;micas. &Oacute;rg&atilde;os de Governo incluem a Assembleia Geral, o Conselho Superior, O Comit&ecirc; Diretivo e os Conselhos Acad&ecirc;micos de Sedes. </p>     <p><a name="15"></a><a href="#top15"><sup>15</sup></a>A participa&ccedil;&atilde;o da equipa do Paraguai (Universidade Cat&oacute;lica de Assunci&oacute;n, Faculdade de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas) durou apenas alguns (poucos) meses. Em Maio de 2007, foi admitida uma equipa do Chile e, em Novembro do mesmo ano, duas novas equipas, uma do M&eacute;xico e outra do Uruguai. A composi&ccedil;&atilde;o da Rede no in&iacute;cio de 2008 era a seguinte: Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias, ULHT (Lisboa), de Portugal, coordenadora; Instituto Paulo Freire, IPF (S. Paulo), Universidade Federal da Para&iacute;ba, UFPB (Jo&atilde;o Pessoa), Universidade Metodista de S. Paulo, UMESP (S. Bernardo do Campo) e Centro Universit&aacute;rio 9 de Julho, UNINOVE (S. Paulo), do Brasil; Universidade Aut&oacute;noma do M&eacute;xico, UNAM (cidade do M&eacute;xico) e Universidade de Guadalajara, do M&eacute;xico; Instituto Paulo Freire, IPF (Buenos Aires), da Argentina; Universidades de Barcelona e de Valencia, de Espanha; Universidade de Ci&ecirc;ncias da Inform&aacute;tica, UCINF, de Santiago do Chile; Universidade da Rep&uacute;blica (Montevid&eacute;u), do Uruguai.</p>     <p> <a name="16"></a><a href="#top16"><sup>16</sup></a>Principalmente ao n&iacute;vel dos doutoramentos, como ocorreu nas universidades de Barcelona, Val&ecirc;ncia, Universidade Lus&oacute;fona, Nove de Julho, Federal da Para&iacute;ba, Federal da Bahia, Tres de Febrero, Guadalajara e Nacional Aut&oacute;noma do M&eacute;xico. </p>     <p><a name="17"></a><a href="#top17"><sup>17</sup></a>Na nova rede, designada RIAIPE3, participam diversas institui&ccedil;&otilde;es da UE e AL: Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias (coordenador) e Centro de Estudos Sociais (Universidade de Coimbra) Portugal; Universitat de Barcelona e Universidad de Valencia (Espanha); Universit&eacute; Lumi&egrave;re Lyon 2 (Fran&ccedil;a); Universiteit Voor Humanistiek (Holanda); Universit&agrave; degli Studi della Tuscia, It&aacute;lia; University of Brighton (Reino Unido). Da Am&eacute;rica Latina: Universidad de Buenos Aires, Universidad Nacional de la Plata/Instituto Paulo Freire, Universidad Nacional de San Mart&iacute;n e Universidad Nacional de Tres de Febrero, Argentina; Universidad Loyola de Bolivia, Bolivia; Universidade Federal da Bahia, Universidade Nove de Julho e Universidade do Sul de Santa Catarina, Brasil; Universidad de Ciencias de la Inform&aacute;tica, Chile; Universidad de Nari&ntilde;o e Universidad del Ros&aacute;rio, Col&ocirc;mbia; Universidad de Costa Rica, Costa Rica; Universidad de La Habana, Cuba; Universidad de El Salvador, El Salvador; Centro Universitario de Occidente (Universidad de San Carlos de Guatemala)<b>, </b>Guatemala; Universidad Nacional Aut&oacute;noma de Honduras, Honduras; Universidad Aut&oacute;noma de M&eacute;xico e Universidad de Guadalajara, M&eacute;xico; Universidad Aut&oacute;noma de Asunci&oacute;n e Universidad Nacional de Asunci&oacute;n, Paraguai; Universidad Nacional Agraria La Molina, Per&uacute;; Universidad de la Republica, Uruguai. Participam como associados a Universit&agrave; di Bologna, It&aacute;lia, a Universidade Federal da Para&iacute;ba, Brasil, e a Organiza&ccedil;&atilde;o dos Estados Iberoamericanos. </p>     <p><a name="18"></a><a href="#top18"><sup>18</sup></a>O website <a href="http://www.riaipe-alfa.eu" target="_blank">http://www.riaipe-alfa.eu</a> possui ampla informa&ccedil;&atilde;o sobre a atividade desenvolvida e os produtos do trabalho realizado. </p>      ]]></body><back>
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