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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Inovações Tecnológicas e a Expansão do Ensino Superior no Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Technological Innovations and Expansion of Higher Education in Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper discusses the process of technological innovation and expansion of higher education. Summarizes some issues involving learning and interdisciplinary approaches that are related to the processes of knowledge acquisition. Presents some of the data from the expansion of higher education and the creation of the Open University of Brazil showing its links with the process of technological convergence. Through the current data on the Brazilian high education, tries to understand how education mediated by digital technologies (e-learning) restructures forms of access for young adults and adults to the selective world of university culture.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Inova&ccedil;&otilde;es Tecnol&oacute;gicas e a Expans&atilde;o do Ensino Superior no Brasil</b></p>      <p><b>Technological Innovations and Expansion of Higher Education in Brazil</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Edna G. de G&oacute;es Brennand<sup>*</sup>&amp; El&aacute;dio de G&oacute;es Brennand<sup>**</sup></b></p>     <p><sup>*</sup>Investigadora do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o da   Universidade Federal da Para&iacute;ba (UFPB) e do Mestrado Profissional   Gest&atilde;o nas Organiza&ccedil;&otilde;es Aprendentes (UFPB)    <br>   <a href="mailto:ebrenna2@uol.com.br">ebrenna2@uol.com.br</a></p>     <p><sup>**</sup>Investigador do Mestrado Profissional Gest&atilde;o nas Organiza&ccedil;&otilde;es   Aprendentes (UFPB)    <br>   <a href="mailto:eladiobrennand@uol.com.br">eladiobrennand@uol.com.br</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Este estudo trata do processo de inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica e da expans&atilde;o do ensino superior no Brasil. Sintetiza algumas quest&otilde;es que envolvem a aprendizagem humana e abordagens interdisciplinares que est&atilde;o relacionadas com os processos de aquisi&ccedil;&atilde;o do conhecimento. Apresenta dados da expans&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior e da cria&ccedil;&atilde;o da Universidade Aberta do Brasil, mostrando suas vincula&ccedil;&otilde;es com o processo de converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica. Busca, nos dados atuais sobre a educa&ccedil;&atilde;o superior brasileira, compreender como a educa&ccedil;&atilde;o mediada pelas tecnologias digitais (educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia) reestrutura formas de acesso de jovens e adultos ao mundo seletivo da cultura universit&aacute;ria.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica; ensino superior; educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Abstract</b></p>     <p>This paper discusses the process of technological innovation and expansion of higher education. Summarizes some issues involving learning and interdisciplinary approaches that are related to the processes of knowledge acquisition. Presents some of the data from the expansion of higher education and the creation of the Open University of Brazil showing its links with the process of technological convergence. Through the current data on the Brazilian high education, tries to understand how education mediated by digital technologies (e-learning) restructures forms of access for young adults and adults to the selective world of university culture.</p>     <p> <b>Keywords: </b>technological innovation; high education; e-learning</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A &uacute;ltima d&eacute;cada tem sido marcada por eventos econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos dos mais diversos. A guerra do Iraque, o aumento do terrorismo, os integralismos religiosos, a luta pelos direitos humanos, o reconhecimento dos direitos das minorias, o impacto da recess&atilde;o global no mundo p&oacute;s-2008 com a crise da economia americana e, mais recentemente, o crescimento dos graves problemas econ&ocirc;micos na zona do euro coloca o planeta em alerta. O crescimento econ&ocirc;mico de pa&iacute;ses emergentes como a China e o Brasil redireciona a geopol&iacute;tica internacional. As redes de comunica&ccedil;&atilde;o intensificam nosso contato com estes problemas, nos colocando em permanente estado de leitura e cr&iacute;tica dos acontecimentos atrav&eacute;s das redes sociais, dos jornais <I>on-line</I>, v&iacute;deos pelo celular e <I>internet, </I>construindo uma hist&oacute;ria testemunhada por todos os povos conectados numa grande rede de informa&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Neste contexto, a educa&ccedil;&atilde;o superior passa a integrar as macropol&iacute;ticas de desenvolvimento e inova&ccedil;&atilde;o, tornando-se parte integrante dos documentos de pol&iacute;ticas internacionais. Um dos primeiros objetivos da pesquisa foi compreender como o ensino superior est&aacute; articulado ao sistema de ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o, buscando evid&ecirc;ncias nos seguintes documentos: Livro Branco (Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, 2002), Livro Azul de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o (Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, 2010), Relat&oacute;rio UNESCO sobre Ci&ecirc;ncia (UNESCO, 2010) e o Censo da Educa&ccedil;&atilde;o Superior do Brasil (INEP, 2011), que colocam a educa&ccedil;&atilde;o como pedra angular dos processos de inova&ccedil;&atilde;o e d&atilde;o a dimens&atilde;o da discuss&atilde;o atual das rela&ccedil;&otilde;es educa&ccedil;&atilde;o, ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma das caracter&iacute;sticas marcantes da Universidade brasileira apontada no relat&oacute;rio da UNESCO &eacute; o investimento p&uacute;blico realizado na pesquisa e desenvolvimento. Segundo o documento, o setor p&uacute;blico arca com a sua maior parte do financiamento, na ordem de 55%. Aproximadamente tr&ecirc;s quartos dos cientistas brasileiros continuam trabalhando no setor acad&ecirc;mico. Os cientistas brasileiros publicaram 26.482 artigos cient&iacute;ficos em peri&oacute;dicos indexados pelo Thomson Reuter&rsquo;s Science Citation Index em 2008, fazendo do pa&iacute;s o 13&ordm; maior produtor de ci&ecirc;ncia do mundo. Mais de 90% desses artigos foram gerados em universidades p&uacute;blicas (UNESCO, 2011, p. 33). De forma paradoxal, o documento mostra que, em n&iacute;vel de gradua&ccedil;&atilde;o, o Brasil enfrenta um enorme desafio, uma vez que apenas 16% dos jovens, entre 18 e 24 anos, estavam matriculados no ensino superior neste mesmo ano (UNESCO, 2011, p. 40). </p>      <p>Considerando o lugar da Universidade brasileira na produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica internacional, conforme dados acima discutidos, vemos, nos documentos nacionais, que esses desafios s&atilde;o considerados e &eacute; poss&iacute;vel identificar que a expans&atilde;o e melhoria do ensino superior est&atilde;o articuladas &agrave;s diretrizes estrat&eacute;gicas (UNESCO, 2011, p. 60) que buscam, regularizar e incrementar os fluxos de produ&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia, resgatando o <I>d&eacute;ficit</I> brasileiro. E, ao consolidar os avan&ccedil;os anteriores, preparar o caminho para novos avan&ccedil;os no conhecimento com o apoio da pesquisa e da inova&ccedil;&atilde;o no atendimento n&atilde;o somente aos reclamos sociais, mas, tamb&eacute;m, &agrave;s necessidades econ&ocirc;micas e aos planos pol&iacute;ticos internacionais. </p>     <p>Para assegurar uma melhor inser&ccedil;&atilde;o do Brasil na C&amp;T global, os objetivos estrat&eacute;gicos nacionais colocam a expans&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o com base em dois objetivos fundamentais: realizar a expans&atilde;o qualificada e diversificada das oportunidades de oferta de ensino superior, orientada a partir de um planejamento indicativo de prioridades; implantar novas diretrizes curriculares, indicando revis&otilde;es com vistas a formar cientistas e demais profissionais com perfis adequados &agrave;s novas exig&ecirc;ncias do Sistema Nacional de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>É visível, nos documentos, a preocupação das ações de expansão de programas e cursos superiores por meio de estratégias que busquem a melhoria de qualidade. A discussão da transformação das atuais estruturas curriculares dos cursos de graduação é considerada uma das ações urgentes para aprimorar o ensino, adequando-os às necessidades decorrentes das transformações, em curso, na ciência e na tecnologia. Para isso, o desafio anunciado é buscar a expansão de qualidade com o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Aqui encontramos as primeiras constatações de que a educação a Distância é a estratégia escolhida para o incremento do desenvolvimento de novos programas, dispondo de currículos mais flexíveis e inovadores, capazes de fomentar uma nova concepção de ensino compartilhado com a prática profissional. E, ainda, levar a Universidade às regiões menos favorecidas, em especial, às áreas consideradas sensíveis ao seu desenvolvimento. </p>     <p>Os documentos afirmam a consolida&ccedil;&atilde;o da cultura de parcerias entre institui&ccedil;&otilde;es dos poderes executivos federais, estaduais e locais, com institui&ccedil;&otilde;es do terceiro setor envolvidas em atividades educativas. Para os implementadores de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, a parceria entre os tr&ecirc;s n&iacute;veis de poderes pode induzir um ambiente favor&aacute;vel a um aprendizado permanente, ajudar a difundir a cultura cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica na sociedade e ampliar condi&ccedil;&otilde;es de acesso ao ensino superior e ao letramento digital. Educar para a sociedade do conhecimento (INEP, 2011, p. 67) sup&otilde;e o est&iacute;mulo &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o das TIC na universaliza&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica; o incentivo ao envolvimento dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o para modernizar e aperfei&ccedil;oar o ensino e a constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade em que o conhecimento seja o propulsor de conquistas culturais, sociais e econ&ocirc;micas. </p>     <p>Um dos grandes desafios anunciados tanto pelos documentos citados como pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o-MEC &eacute; o de direcionar os benef&iacute;cios presentes e potenciais das TIC<Sub>s</Sub> a todos os brasileiros, para evitar o aprofundamento das desigualdades sociais e do hiato digital. Colocam como fator de desenvolvimento sustent&aacute;vel o avan&ccedil;o na universaliza&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; Universidade pelos jovens, bem como, a alfabetiza&ccedil;&atilde;o digital. A educa&ccedil;&atilde;o superior acess&iacute;vel &eacute; considerada um bem estrat&eacute;gico para prospec&ccedil;&atilde;o do futuro e um espa&ccedil;o de redu&ccedil;&atilde;o de desigualdades regionais e sociais, de explora&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel das riquezas do territ&oacute;rio nacional e de fortalecimento da ind&uacute;stria, agregando valor &agrave; produ&ccedil;&atilde;o e &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o por meio da inova&ccedil;&atilde;o e refor&ccedil;ando o protagonismo internacional em ci&ecirc;ncia e tecnologia (INEP, 2011). </p>     <p>Como estrat&eacute;gia fundamental, o programa de inova&ccedil;&atilde;o nacional defende o desenvolvimento de redes de educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia, a amplia&ccedil;&atilde;o e o aperfei&ccedil;oamento de bibliotecas virtuais; o treinamento de professores e produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos para <I>internet </I>relacionados &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. As confer&ecirc;ncias Nacionais de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia t&ecirc;m mobilizado milhares de pessoas, envolvendo a comunidade cient&iacute;fica, professores de diversos ciclos educacionais, o meio empresarial &ndash; em propor&ccedil;&atilde;o significativamente elevada desde o ano de 2002. Na &uacute;ltima confer&ecirc;ncia, em 2010, com transmiss&atilde;o pela <I>internet,</I> algumas sess&otilde;es contaram com mais de 40.000 acessos. As discuss&otilde;es tiveram como eixo principal a inova&ccedil;&atilde;o, tendo a educa&ccedil;&atilde;o como fundamento, como o principal motor do processo de desenvolvimento do Pa&iacute;s (INEP, 2011). </p>     <p><b>Inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica e ensino superior no Brasil: cen&aacute;rios da expans&atilde;o </b></p>     <p>No bojo das discuss&otilde;es nacionais e internacionais sobre o ensino superior e em um cen&aacute;rio marcado pela crescente demanda por forma&ccedil;&atilde;o, o Brasil tem conseguido, a partir da &uacute;ltima d&eacute;cada, elevar o n&uacute;mero de matr&iacute;culas na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, com &ecirc;nfase no ensino fundamental. Por&eacute;m, de acordo com os dados apresentados no Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (PNE), de 2001, o Brasil chegou ao s&eacute;culo XXI, apresentando um dos &iacute;ndices mais baixos de acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o superior na Am&eacute;rica Latina, a porcentagem de matriculados na educa&ccedil;&atilde;o superior brasileira, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o de 18 a 24 anos, &eacute; inferior a 12%. Esse &iacute;ndice &eacute; inferior aos apresentados, na mesma &eacute;poca, por pa&iacute;ses vizinhos, como a Argentina (40%), a Venezuela (26%), a Bol&iacute;via e o Chile (ambos com 20,6%). No Brasil, a maioria das IES est&aacute; instalada nas Regi&otilde;es Sul e Sudeste ou, ainda, na regi&atilde;o litor&acirc;nea. Pelo interior do pa&iacute;s, existe um alto n&uacute;mero de cidad&atilde;os que n&atilde;o t&ecirc;m acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o superior, por estarem distantes das institui&ccedil;&otilde;es respons&aacute;veis pela oferta desse n&iacute;vel de ensino (Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, 2002).</p>     <p>Balmant (2006) considera que a avalia&ccedil;&atilde;o do nosso mapa da educa&ccedil;&atilde;o superior reflete perfeitamente a geografia social brasileira, pois a maioria de cerca de IES est&aacute; localizada nas Regi&otilde;es Sul e Sudeste e na costa do pa&iacute;s, de modo que cerca de 70% dos munic&iacute;pios brasileiros disp&otilde;em somente de ensino b&aacute;sico (ensino fundamental e ensino m&eacute;dio). De acordo com a autora, o Brasil possui cidades onde n&atilde;o h&aacute; como continuar os estudos ap&oacute;s a conclus&atilde;o desses n&iacute;veis, fazendo com que uma elevada parcela da popula&ccedil;&atilde;o deixe de ter acesso ao ensino superior. Esses n&uacute;meros evidenciam a dimens&atilde;o da exclus&atilde;o e da desigualdade educacional no Brasil. Como pode ser visto na discuss&atilde;o anterior sobre a educa&ccedil;&atilde;o superior, no plano de desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico, para reverter o quadro de acesso, o Governo Federal, por meio do Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, 2002), estabeleceu como meta a inclus&atilde;o de, pelo menos, 30% dos jovens entre 18 e 24 anos no ensino superior at&eacute; o final da d&eacute;cada. A expans&atilde;o na oferta de ensino superior presencial vem ocorrendo, tanto na esfera p&uacute;blica quanto na privada. Por&eacute;m, essa expans&atilde;o tem uma presen&ccedil;a hegem&ocirc;nica da iniciativa privada, desde o ano de 1995. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dourado (2008) considera que os indicadores relativos a matr&iacute;culas e vagas nos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o presenciais, no ano de 2006, evidenciam a intensifica&ccedil;&atilde;o da privatiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior, como resultado de uma l&oacute;gica pol&iacute;tica que procurou aliar a expans&atilde;o desse n&iacute;vel de ensino ao setor privado, sobretudo, a partir da segunda metade da d&eacute;cada de 1990. Para ilustrar essa afirma&ccedil;&atilde;o, o autor, com base em dados do MEC/INEP, mostra que, a partir de 2006, o setor privado passou a responder por 74,14% das 4.676.646 matr&iacute;culas e por 87,34% das 2.629.598 vagas nos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o presenciais. Apesar das a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas pelo MEC, nos &uacute;ltimos anos, objetivando ampliar a oferta de vagas em cursos superiores presenciais, com destaque para a cria&ccedil;&atilde;o de novas Universidades e Institutos Federais de Educa&ccedil;&atilde;o, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia e a implanta&ccedil;&atilde;o de novos cursos e <I>campi</I>, o car&aacute;ter privatista da educa&ccedil;&atilde;o superior ainda &eacute; evidente. Al&eacute;m disso, a expans&atilde;o significativa da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, ao longo da d&eacute;cada de 1990, e a consequente press&atilde;o por educa&ccedil;&atilde;o superior oriunda dessa expans&atilde;o, a partir de 2004, tamb&eacute;m estimularam o Governo Federal a desenvolver algumas a&ccedil;&otilde;es visando ampliar a oferta de educa&ccedil;&atilde;o superior no Brasil e atender a essa demanda por forma&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Em conson&acirc;ncia com os Planos nacionais de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, &eacute; poss&iacute;vel mapear, com destaque, algumas a&ccedil;&otilde;es: o Programa Universidade para Todos (PROUNI &ndash; criado pela Medida Provis&oacute;ria n&ordm; 213, de 10 de setembro de 2004, e transformado em lei &ndash; Lei n&ordm; 11.096, de 13 de janeiro de 2005; a Universidade Aberta do Brasil (UAB &ndash; Institu&iacute;da pelo Decreto n&ordm; 5.800, de 08 de junho de 2006) e o Programa de Apoio a Planos de Reestrutura&ccedil;&atilde;o e Expans&atilde;o das Universidades Federais REUNI &ndash; Institu&iacute;do pelo Decreto n&ordm; 6.096, de 24 de abril de 2007. </p>     <p>Diante das dificuldades para realizar os vultosos investimentos necess&aacute;rios &agrave; interioriza&ccedil;&atilde;o e &agrave; expans&atilde;o da oferta de educa&ccedil;&atilde;o superior p&uacute;blica, por meio do ensino presencial, e da necessidade de racionalizar os gastos nas &aacute;reas sociais a pol&iacute;tica educacional vincula-se &agrave; pol&iacute;tica cient&iacute;fica, tecnol&oacute;gica e &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es do Banco Mundial. Uma das estrat&eacute;gias j&aacute; anunciadas anteriormente &eacute; a ado&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o a Dist&acirc;ncia, por acreditar que essa modalidade educativa &eacute; a estrat&eacute;gia mais eficaz para ampliar e interiorizar a oferta de ensino superior gratuito. </p>     <p>Desde a d&eacute;cada de 90, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o Brasileira (LDB), j&aacute; se fazia refer&ecirc;ncia a uma educa&ccedil;&atilde;o continuada e baseada na comunica&ccedil;&atilde;o. Por meio do Decreto n&ordm; 5.622, de 19.12.2005, que regulamenta os Arts. 80 e 81 da Lei 9394/96 (LDB), onde a Educa&ccedil;&atilde;o a Dist&acirc;ncia &eacute; entendida como a modalidade educacional na qual a media&ccedil;&atilde;o did&aacute;tico-pedag&oacute;gica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utiliza&ccedil;&atilde;o de meios e tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares e tempos diversos. As institui&ccedil;&otilde;es, os cursos e os programas da educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia passam a ser avaliados pelo Sistema Nacional de Avalia&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o Superior (SINAES), integrando-se definitivamente &agrave;s pol&iacute;ticas de oferta de forma&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria.</p>     <p>Conforme assinalado anteriormente, com a cria&ccedil;&atilde;o da Universidade Aberta do Brasil (UAB), a EaD se converte em pol&iacute;tica p&uacute;blica nacional. Atrav&eacute;s da UAB, o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o &ndash; MEC - tem a oportunidade de ampliar, diversificar, democratizar e interiorizar a oferta de educa&ccedil;&atilde;o superior p&uacute;blica e gratuita, dentro dos padr&otilde;es de qualidade apresentados pelas IES p&uacute;blicas federais (Universidades Federais e Institutos Federais de Educa&ccedil;&atilde;o, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia). Al&eacute;m disso, est&aacute; oferecendo educa&ccedil;&atilde;o superior para as popula&ccedil;&otilde;es que estariam impossibilitadas de estudar, devido &agrave; falta de tempo para frequentar uma institui&ccedil;&atilde;o de ensino presencial ou, ainda, pela inexist&ecirc;ncia de uma institui&ccedil;&atilde;o de ensino presencial que lhes possibilitasse o acesso.</p>     <p>É importante ressaltar que esse modelo de formação oferecido pela UAB está em perfeita sintonia com as orientações do Banco Mundial, que recomenda: </p>     <blockquote>No parece conveniente ense&ntilde;ar todo un programa de pregrado exclusivamente mediante clases en l&iacute;nea, si lo que se pretende es que los estudiantes aprendan a pensar de manera cr&iacute;tica y a interactuar socialmente como preparaci&oacute;n para la vida profesional. La combinaci&oacute;n de cursos en l&iacute;nea y cursos en aulas corrientes les da a los alumnos m&aacute;s oportunidades de interacci&oacute;n humana y desarrollo de los aspectos sociales del aprendizaje por medio de la comunicaci&oacute;n directa, el debate, el intercambio de ideas y la construcci&oacute;n de consensos. Estas pautas pedag&oacute;gicas tambi&eacute;n se aplican al dise&ntilde;o y a la provisi&oacute;n de programas de educaci&oacute;n a distancia, que requieren combinar los objetivos de aprendizaje con el apoyo t&eacute;cnico apropiado (Banco Mundial, 2003, p. 47). </blockquote>     <p>Segundo Martins (2011), no Brasil, a pol&ecirc;mica em torno da influ&ecirc;ncia europeia, na reforma do ensino superior, &eacute; refor&ccedil;ada a partir de 2006, quando foi poss&iacute;vel registrar a discuss&atilde;o implementada pelos Reitores das Universidades P&uacute;blicas Federais, abrigados pela Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Dirigentes das Institui&ccedil;&otilde;es Federais de Ensino Superior &ndash; ANDIFES. A movimenta&ccedil;&atilde;o a respeito do tema levou o governo Lula a recompor o patamar de financiamento do ensino superior pela amplia&ccedil;&atilde;o da oferta de vagas. Em linha com a proposta da ANDIFES e com inspira&ccedil;&atilde;o no Processo de Bolonha, a materializa&ccedil;&atilde;o do processo chega por meio do Programa de Apoio a Planos de Reestrutura&ccedil;&atilde;o e Expans&atilde;o das Universidades Federais &ndash; REUNI &ndash; que tem como fim imediato o aumento das vagas de ingresso e a redu&ccedil;&atilde;o das taxas de evas&atilde;o nos cursos presenciais de gradua&ccedil;&atilde;o. O REUNI permite uma expans&atilde;o do acesso ao ensino superior, o que aumentar&aacute; expressivamente o contingente de estudantes de camadas sociais de menor renda na universidade p&uacute;blica. O desdobramento necess&aacute;rio dessa democratiza&ccedil;&atilde;o &eacute; a necessidade de uma pol&iacute;tica nacional de assist&ecirc;ncia estudantil que, inclusive, d&ecirc; sustenta&ccedil;&atilde;o &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas afirmativas. O Plano Nacional de Assist&ecirc;ncia Estudantil (PNAES) consolida o REUNI (BRASIL/MEC, 2007). </p>     <p>Al&eacute;m disso, a UAB fomenta a modalidade de EaD nas institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de Ensino Superior e apoia pesquisas em metodologias inovadoras de Ensino Superior, respaldadas em tecnologias digitais, como tamb&eacute;m incentiva a colabora&ccedil;&atilde;o entre a Uni&atilde;o e os entes federativos que atendem aos objetivos do Plano nacional de Ci&ecirc;ncia Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o, e estimula  a cria&ccedil;&atilde;o de Centros de Forma&ccedil;&atilde;o Permanente por meio dos polos de apoio presencial em localidades estrat&eacute;gicas. A UAB funciona como articuladora entre as IES e os governos estaduais e municipais, objetivando o atendimento das diversas demandas locais por Educa&ccedil;&atilde;o Superior. Desta maneira, a articula&ccedil;&atilde;o entre as diversas inst&acirc;ncias estabelece qual institui&ccedil;&atilde;o de ensino deve ser respons&aacute;vel por ministrar determinado curso em certo munic&iacute;pio ou em certa microrregi&atilde;o por meio dos polos de apoio presencial, representada, na Figura 1, a seguir.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Figura 1: Estrutura de funcionamento da UAB. </b></p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n21/n21a10f1.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Com vistas a atender os objetivos educacionais, gerenciais e institucionais, o Sistema UAB sustenta-se em cinco eixos fundamentais: expans&atilde;o p&uacute;blica da Educa&ccedil;&atilde;o Superior, considerando os processos de democratiza&ccedil;&atilde;o e acesso; aperfei&ccedil;oamento dos processos de gest&atilde;o, possibilitando sua expans&atilde;o em conson&acirc;ncia com as propostas educacionais dos estados e munic&iacute;pios; avalia&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o Superior a Dist&acirc;ncia, tendo por base os processos de flexibiliza&ccedil;&atilde;o e regula&ccedil;&atilde;o implantados pelo MEC; est&iacute;mulo &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o Superior a dist&acirc;ncia no pa&iacute;s; financiamento dos processos de implanta&ccedil;&atilde;o, execu&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos em Educa&ccedil;&atilde;o Superior a Dist&acirc;ncia.</p>     <p>Estudo realizado por Almeida (2010) identifica 88 institui&ccedil;&otilde;es que integram o Sistema UAB, entre Universidades Federais, Universidades Estaduais e Institutos Federais de Educa&ccedil;&atilde;o, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (IFET). De 2007 a 2011, cerca de 600 polos de apoio presencial foram aprovados e instalados com cerca de 550 mil vagas criadas. A UAB, em 2009, possu&iacute;a 163 polos de apoio presencial e continua, paulatinamente, ampliando seus polos, no &acirc;mbito do Plano de A&ccedil;&otilde;es Articuladas (PAR), para equacionar a demanda e a oferta de forma&ccedil;&atilde;o de professores na rede p&uacute;blica da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica, ampliando a rede para um total de 720 polos. As informa&ccedil;&otilde;es publicadas no portal GeoCapes<a name="top2" id="top2"></a><a href="#2"><sup>2</sup></a>, representadas pelo Gr&aacute;fico 1 a seguir, mostram a distribui&ccedil;&atilde;o dessas institui&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Gr&aacute;fico 1 </b></p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n21/n21a10g1.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Analisando o &uacute;ltimo Censo da Educa&ccedil;&atilde;o Superior do Brasil, verifica-se que a educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia integrou-se definitivamente ao sistema nacional de Educa&ccedil;&atilde;o. Em todos os quadros da expans&atilde;o, a EaD aparece como integrada a todas as an&aacute;lises das estat&iacute;sticas oficiais. Os dados atestam a import&acirc;ncia dessa estrat&eacute;gia como fundamental para o incremento de vagas. Comparando os dados evolutivos e a distribui&ccedil;&atilde;o mais equitativa das matr&iacute;culas, podemos observar a seguinte evolu&ccedil;&atilde;o: em 2001, o n&uacute;mero de matriculados no ensino superior era de 3.030.754, evoluindo para 5.449.120 uma expans&atilde;o da ordem de 81,4% . As matr&iacute;culas, na modalidade a dist&acirc;ncia, no intervalo 2001-2010, j&aacute; chega a representar 14,6% do total de alunos. &Eacute; vis&iacute;vel a evolu&ccedil;&atilde;o a partir do ano de 2006. Os Cursos de Licenciatura correspondem a 45,8%, o Ensino Tecnol&oacute;gico 25,3% e os bacharelados 28,8%. O dado importante &eacute; que os bacharelados e cursos tecnol&oacute;gicos juntos chegam a 54,1%, contrariando algumas an&aacute;lises de que a EaD &eacute; fundamentalmente voltada para formar professores nas Licenciaturas (BRASIL, 2011). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entretanto, &eacute; uma experi&ecirc;ncia recente. J&aacute; podemos verificar que foi importante para a democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso, faltam ainda estudos que venham elucidar e aquilatar o impacto dessa expans&atilde;o para melhoria da qualidade da educa&ccedil;&atilde;o superior no pa&iacute;s e aspectos relacionados &agrave; inova&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica e metodol&oacute;gica. Poderemos estar vivenciando a chegada a uma encruzilhada: virtualiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o banc&aacute;ria ou a emerg&ecirc;ncia de uma educa&ccedil;&atilde;o sem fronteiras? </p>     <p><b>3. Inova&ccedil;&otilde;es Tecnol&oacute;gicas e os desafios da Universidade </b></p>     <p>Os dados acima evidenciam que a universidade tem tido um papel fundamental no Brasil, como indutora dos processos de inova&ccedil;&atilde;o. O papel cada vez mais importante atribu&iacute;do &agrave; ci&ecirc;ncia e tecnologia coloca esta institui&ccedil;&atilde;o com diversos pap&eacute;is: assegurar, por meio do trip&eacute; ensino, pesquisa e extens&atilde;o uma rela&ccedil;&atilde;o com sociedade fundada na busca de respostas aos grandes problemas socioecon&ocirc;micos e pol&iacute;ticos, bem como tornar-se pedra angular para o desenvolvimento das organiza&ccedil;&otilde;es e do mercado. Ao mesmo tempo em que &eacute; desafiada a produzir e divulgar um conhecimento cr&iacute;tico que venha contribuir para o bem comum, tem, tamb&eacute;m, que oferecer respostas &agrave;s demandas do mercado por forma&ccedil;&atilde;o, gera&ccedil;&atilde;o de produtos, de ci&ecirc;ncia b&aacute;sica aplicada e tecnologia. </p>     <p>O conhecimento &eacute; o insumo b&aacute;sico da inova&ccedil;&atilde;o e da pesquisa cient&iacute;fica, um fator estrat&eacute;gico chave nos planos de desenvolvimento de qualquer pa&iacute;s. Neste sentido, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que existe uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre pesquisa cient&iacute;fica e inova&ccedil;&atilde;o, uma vez que a inova&ccedil;&atilde;o sustenta-se em elementos como criatividade, mas, tamb&eacute;m, necessita de uma base de conhecimento pr&eacute;vio principalmente t&aacute;cito, e da pesquisa cient&iacute;fica, que vai atuar com um catalisador dos processos criativos fundamentais da inova&ccedil;&atilde;o. A criatividade como componente da inova&ccedil;&atilde;o &eacute; defendida por Callon (2007) quando afirma que a qualidade de uma inova&ccedil;&atilde;o depende da qualidade das ideias que est&atilde;o na sua origem. Isso nos leva a indagar sobre quais inova&ccedil;&otilde;es e sobre quais ideias se apoiam as mudan&ccedil;as, no formato do oferecimento de cursos, no &acirc;mbito das Universidades brasileiras, e como a educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia &eacute; inserida nas pol&iacute;ticas educativas como elemento de inova&ccedil;&atilde;o. Se entendermos que os processos de aprendizagem social podem ser definidos com a capacidade de criar compet&ecirc;ncias e habilidades apropriadas pelas pessoas e pela comunidade, constituindose uma ponte para a inova&ccedil;&atilde;o e para as mudan&ccedil;as sociais, &eacute; poss&iacute;vel pensar a Universidade como tradi&ccedil;&atilde;o? Ou podemos defend&ecirc;-la como <I>l&oacute;cus</I> privilegiado da inova&ccedil;&atilde;o? </p>     <p>Se concordarmos com Callon (2007), que a ci&ecirc;ncia se aplica, se replica, se transforma, se combina e se adapta em novas configura&ccedil;&otilde;es locais, singulares e, geralmente, diferentes daquelas que prevalecem em sua origem, podemos en-tender as transforma&ccedil;&otilde;es dos modelos educativos como a adapta&ccedil;&atilde;o local bem sucedida de uma solu&ccedil;&atilde;o j&aacute; existente e compreendida como inova&ccedil;&atilde;o? Se assim for, &eacute; leg&iacute;tima a ideia da clara rela&ccedil;&atilde;o entre ci&ecirc;ncia, conhecimento e inova&ccedil;&atilde;o. O processo de inova&ccedil;&atilde;o &eacute; progressivo. A partir da ideia, passa-se aos primeiros desenhos, &agrave;s primeiras tentativas, depois aos prot&oacute;tipos e, em seguida, ao desenvolvimento, &agrave; comercializa&ccedil;&atilde;o e, finalmente, &agrave; valida&ccedil;&atilde;o ou rejei&ccedil;&atilde;o pelos usu&aacute;rios da inova&ccedil;&atilde;o. Com base nessas ideias, Callon (2004) afirma que a inova&ccedil;&atilde;o &eacute; um processo coletivo e colaborativo e que, para entend&ecirc;-la, &eacute; preciso mapear os grupos que t&ecirc;m interesse na inova&ccedil;&atilde;o e aqueles que se op&otilde;em a ela, dentro das redes sociot&eacute;cnicas. Este &eacute; um dos nossos objetivos: compreender como a Universidade brasileira traduz suas pol&iacute;ticas de uso de tecnologias digitais para formar pessoas, como um processo de inova&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Na esteira dessa discuss&atilde;o, visando compreender o processo de moderniza&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o do ensino superior no Brasil e por compreender que as mudan&ccedil;as estruturais e conjunturais precisam ser bem mais situadas, &eacute; que estamos adentrando neste novo fen&ocirc;meno do uso da modalidade de educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia como ferramenta de cria&ccedil;&atilde;o de redes de aprendizagem, flexibiliza&ccedil;&atilde;o do acesso e melhoria da qualidade do ensino superior. Por expans&atilde;o, entendemos a movimenta&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de educa&ccedil;&atilde;o superior pela abertura de novos territ&oacute;rios, incluindo, neste caso, a cria&ccedil;&atilde;o de Universidades Abertas. Assim, entendemos a inova&ccedil;&atilde;o como uma ruptura com modelos anacr&ocirc;nicos, essencial para reduzir custos, ampliar o acesso &agrave;s pessoas e melhorar a qualidade em muitos setores. &Eacute; essa a perspectiva do modelo de expans&atilde;o implementado pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o para a educa&ccedil;&atilde;o superior? &Eacute; um processo de inova&ccedil;&atilde;o ou a simples democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso pela press&atilde;o social? Alguns eventos podem ser buscados como evid&ecirc;ncias da complexa rede de abordagens poss&iacute;veis para compreender a educa&ccedil;&atilde;o no contexto destas novas formas de comunica&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>A mundializa&ccedil;&atilde;o da economia, em cujo bojo trouxe novos fluxos de bens, servi&ccedil;os e informa&ccedil;&otilde;es, cria redes de rela&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o originar formas originais de trocas de mercadorias, servi&ccedil;os, bens culturais e formas de vida. Os interc&acirc;mbios comerciais foram gerando o encolhimento das fronteiras entre os diversos pa&iacute;ses e intensificado trocas entre pessoas, grupos, regi&otilde;es, Estados e Institui&ccedil;&otilde;es internacionais, fazendo surgirem novas redes de rela&ccedil;&otilde;es e novos protagonistas tanto no mundo do trabalho, por meio das empresas multinacionais, quanto entre os diversos estratos sociais. Esse processo tem como consequ&ecirc;ncia a emerg&ecirc;ncia de respostas novas e dif&iacute;ceis &agrave;s quest&otilde;es referentes aos rearranjos que comp&otilde;em o todo social, seja em sociedades maduras ou em desenvolvimento. A mobilidade de popula&ccedil;&otilde;es e de capital acelerou a circula&ccedil;&atilde;o de bens, servi&ccedil;os e informa&ccedil;&otilde;es, levando grande parte das sociedades concretas a buscar formas diversas de viver, pensar e gerar condutas de a&ccedil;&atilde;o pela gera&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e tecnologias. </p>     <p>Esse processo trouxe consigo o fen&ocirc;meno das migra&ccedil;&otilde;es. Pessoas ligadas a causas pol&iacute;ticas, econ&ocirc;micas e religiosas viabilizam trocas de informa&ccedil;&otilde;es intensas e r&aacute;pidas, dando origem a grandes redes transculturais, numa din&acirc;mica de conjunto que integra a no&ccedil;&atilde;o de passado, presente e futuro, instalando o que se pode chamar de uma &ldquo;cultura informacional mundial&rdquo;. Como consequ&ecirc;ncia, surgem problemas sociais anacr&ocirc;nicos, gerados pelos antagonismos, e que levam os governos a investirem em estrat&eacute;gias diferenciadas para responderem a cada demanda espec&iacute;fica de educa&ccedil;&atilde;o, cultura e desenvolvimento humano. A complexidade das respostas exigidas &eacute; cada vez maior, exige an&aacute;lises e s&iacute;nteses das mais diversas. A emerg&ecirc;ncia de novos movimentos sociais, crises financeiras em pa&iacute;ses ocidentais, novos protagonistas sociais est&atilde;o levando a uma compreens&atilde;o da exist&ecirc;ncia de culturas, no plural, e sua consequente transforma&ccedil;&atilde;o conceitual (Portes, 2006).  Esse processo gerou uma revolu&ccedil;&atilde;o no uso e na apropria&ccedil;&atilde;o das tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o para fins comerciais e civis. A economia informacional, como marca do processo de mundializa&ccedil;&atilde;o, &eacute; caracterizada pela forma como, em larga escala, gera, processa e usa, de forma eficiente, o conhecimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico estrat&eacute;gico com base nas redes de informa&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Gerador de novas abordagens sobre as rela&ccedil;&otilde;es tecnologia-sociedade e, consequentemente, sobre a aprendizagem humana, esta tem&aacute;tica tem sido atualmente apropriada por novas &aacute;reas de discuss&atilde;o cr&iacute;tica dos usos sociais dos artefatos tecnol&oacute;gicos. Essa discuss&atilde;o adentra nas &aacute;reas da Ci&ecirc;ncia da Informa&ccedil;&atilde;o, da Comunica&ccedil;&atilde;o, do Direito, da Administra&ccedil;&atilde;o, da Economia, entre outras. Hoje s&atilde;o muitas as indaga&ccedil;&otilde;es sobre o novo <I>l&oacute;cus </I>da aprendizagem e seu potencial frente aos novos desafios: a busca de equa&ccedil;&otilde;es entre as pragm&aacute;ticas educacionais especializadas e as novas linguagens computacionais (l&oacute;gicas e matem&aacute;ticas) que demandam, para si, a universalidade de construir novas for-mas de aprender. Emergem conflitos te&oacute;ricos conceituais e metodol&oacute;gicos, bem como mecanismos de controle sobre os processos educativos. Esta rela&ccedil;&atilde;o define formas de organiza&ccedil;&atilde;o e processos de produ&ccedil;&atilde;o e inova&ccedil;&atilde;o que potencializam novas formas de educa&ccedil;&atilde;o e de vida. Aparatos tecnol&oacute;gicos avan&ccedil;aram de meios anal&oacute;gicos para digitais e a sociedade passou a presenciar a converg&ecirc;ncia de aplica&ccedil;&otilde;es nas &aacute;reas da eletr&ocirc;nica digital, das telecomunica&ccedil;&otilde;es e da inform&aacute;tica. Como consequ&ecirc;ncia, p&ocirc;de-se notar uma evolu&ccedil;&atilde;o significativa nos mais variados ramos, tais como: fontes de energia, tecnologias de transporte e, principalmente, nos meios (e modos) de os indiv&iacute;duos se informarem e se comunicarem (Castells, 2008). O pr&oacute;prio conceito atribu&iacute;do &agrave; tecnologia -entendida como processo decorrente das inter-rela&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o, experi&ecirc;ncia e poder, que perpassam os modos de produ&ccedil;&atilde;o, as rela&ccedil;&otilde;es pessoa-ambiente, as intera&ccedil;&otilde;es simb&oacute;licas, a produ&ccedil;&atilde;o cultural etc. -ressalta a sua natureza abrangente, ao influenciar matizes variados de organiza&ccedil;&atilde;o e express&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o humana. Sua articula&ccedil;&atilde;o multissetorial, convergindo da g&ecirc;nese biossocial aos desdobramentos culturais, pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos imp&otilde;e, portanto, a ado&ccedil;&atilde;o de procedimentos metodol&oacute;gicos capazes de propiciar sua an&aacute;lise no enlace com fatores que extrapolam uma aplica&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, por mais paradoxal que possa parecer. </p>     <p>Nesse novo panorama, s&atilde;o constru&iacute;das narrativas e tempos de aprendizagem que as teorias tradicionais n&atilde;o d&atilde;o conta de explicar. Na esteira da busca de compreens&atilde;o do papel da educa&ccedil;&atilde;o, na forma&ccedil;&atilde;o destes novos protagonistas, este artigo busca, nos dados atuais sobre a educa&ccedil;&atilde;o superior brasileira, como a educa&ccedil;&atilde;o mediada pelas tecnologias digitais (educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia) reestrutura formas de acesso de jovens e adultos ao mundo seletivo da cultura universit&aacute;ria. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De forma paradoxal, vivemos um est&aacute;gio de converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica (a capacidade do uso de uma mesma plataforma de rede de telecomunica&ccedil;&otilde;es para transporte de diferentes servi&ccedil;os: telefonia, v&iacute;deo, m&uacute;sica e <I>internet</I>) propiciada pelo espetacular avan&ccedil;o cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico ao mesmo tempo que nos deparamos com dificuldades em pensar esse processo de forma interdisciplinar como ele exige. </p>     <p>A converg&ecirc;ncia tem como caracter&iacute;stica fundamental o potencial de disponibilizar diversos servi&ccedil;os e produtos, tais como TV, r&aacute;dio, telefonia, v&iacute;deo e <I>internet,</I> numa mesma rede de telecomunica&ccedil;&otilde;es, aglutinando diferentes campos tecnol&oacute;gicos para acesso e compartilham atrav&eacute;s de uma mesma l&oacute;gica de gera&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es: a l&oacute;gica das redes digitais. A forma&ccedil;&atilde;o das redes de informa&ccedil;&atilde;o e conhecimento &eacute; institucionalizada, entretanto a emerg&ecirc;ncia das redes sociais complexifica a compreens&atilde;o sobre estas redes, uma vez que s&atilde;o movimentos pouco institucionalizados, que re&uacute;ne indiv&iacute;duos e grupos numa associa&ccedil;&atilde;o cujos limites s&atilde;o m&oacute;veis e vari&aacute;veis e sujeitos a reinterpreta&ccedil;&otilde;es. </p>     <p>Embora, ao falar de converg&ecirc;ncia, a literatura geralmente aponta para a configura&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es e intera&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis na sociedade, atrav&eacute;s de redes eletr&ocirc;nicas de informa&ccedil;&atilde;o, na maioria das vezes, interorganizacionais, &eacute; poss&iacute;vel acrescentar, ainda, que elas articulam o global, o regional e o local, isto &eacute;, n&iacute;vel mundial; o territ&oacute;rio, pa&iacute;s ou Estado e o lugar (local) onde os fragmentos de rede ganham uma dimens&atilde;o social atrav&eacute;s de confrontos e alian&ccedil;as que incluem os sistemas de poder. As redes s&atilde;o virtuais, mas tamb&eacute;m reais, s&atilde;o t&eacute;cnicas, mas tamb&eacute;m sociais. Guardam estabilidades, bem como dinamicidade. Elas incluem em si mesmas territorialidade e desterritorializa&ccedil;&atilde;o, intera&ccedil;&atilde;o entre diversos espa&ccedil;os comunit&aacute;rios, articula&ccedil;&otilde;es locais, regionais e nacionais, temporalidades hist&oacute;ricas; sociabilidade pol&iacute;tico-&eacute;tico-cultural.</p>     <blockquote>“Há, nas redes, uma criação paralela e eficaz da ordem e da desordem no território, já que as redes integram e desintegram, destroem velhos recortes espaciais e criam outros. Quando ele é visto pelo lado exclusivo da produção da ordem, da integração e da constituição de solidariedades espaciais que interessam a certos agentes, esse fenômeno é como um processo de homogeneização. Sua outra face, a heterogeneização, é ocultada. Mas ela é igualmente presente” (Santos, 1996, p. 222). </blockquote>     <p>As redes digitais (<I>global brain</I>) est&atilde;o nos levando para uma imers&atilde;o de for-mas de interpreta&ccedil;&atilde;o de linguagens, di&aacute;logos e acesso ao conhecimento por meio de um grande hipertexto onde as experi&ecirc;ncias do aprender j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o situadas na mera necessidade de manuseio de textos e m&aacute;quinas, mas, no adentramento em din&acirc;micas de aprendizagem at&eacute; ent&atilde;o pouco conhecidas. Intensifica-se e fortalece-se o fen&ocirc;meno da converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica que, por meio das telecomunica&ccedil;&otilde;es, permitiu um sistema integrado de formas de gera&ccedil;&atilde;o e processamento da informa&ccedil;&atilde;o com tecnologias de transmiss&atilde;o diversificadas e integradas. A converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica, alavanca o avan&ccedil;o das redes de telecomunica&ccedil;&otilde;es. A populariza&ccedil;&atilde;o, cada vez maior, do acesso &agrave; <I>internet </I>permite que esse conceito seja difundido fora das corpora&ccedil;&otilde;es e da l&oacute;gica organizacional para invadir a sociedade por meio do uso dos computadores, da telefonia m&oacute;vel, da televis&atilde;o na <I>internet</I>, do jornalismo eletr&ocirc;nico, dos servi&ccedil;os <I>on-line</I>, do com&eacute;rcio eletr&ocirc;nico, do <I>e-governement</I>, da educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia e, mais recentemente, da televis&atilde;o digital interativa. </p>     <p>Silveira (2008, p. 38) ressalta, por&eacute;m, que &ldquo;a converg&ecirc;ncia &eacute; um processo e n&atilde;o um ponto final ou um conjunto de aparelhos eletroeletr&ocirc;nicos&rdquo;. Ao contr&aacute;rio, esse fen&ocirc;meno torna mais complexas as rela&ccedil;&otilde;es do tipo pessoa-pessoa, pessoa-m&aacute;quina e m&aacute;quina-m&aacute;quina. E, por se tratar de um processo que ocorre num ambiente em rede, ele vem potencializar pr&aacute;ticas colaborativas de constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento, tais como as que ocorrem em relevantes express&otilde;es, tipo as iniciativas <I>wiki </I><a name="top3" id="top3"></a><a href="#3"><sup>3</sup></a>e o movimento dos <I>softwares</I> livres. </p>     <p>As ci&ecirc;ncias humanas, em especial a educa&ccedil;&atilde;o, t&ecirc;m subutilizado os recursos computacionais como ferramentas para amplia&ccedil;&atilde;o de capacidades cognitivas e mesmo as discuss&otilde;es sobre as quest&otilde;es filos&oacute;ficas que envolvem as ci&ecirc;ncias sociais e as ci&ecirc;ncias computacionais. Pensar o uso das tecnologias digitais como ferramentas de aprendizagem &eacute;, sem d&uacute;vida, um convite &agrave; reflex&atilde;o sobre a aprendizagem. Pensar a cogni&ccedil;&atilde;o, na perspectiva de compreender processos de aprendizagem humana, &eacute; um desafio para educadores de qualquer campo do conhecimento. Exige uma compreens&atilde;o interdisciplinar e a abertura para transcender campos especializados como a Psicologia, a Antropologia, as Ci&ecirc;ncias Cognitivas, a Intelig&ecirc;ncia Artificial, a Biologia, a Bioinform&aacute;tica e outras. </p>     <p>Essas estrat&eacute;gias de distribui&ccedil;&atilde;o possibilitam o fortalecimento de mundos associativos virtuais e o surgimento de variedades de arquiteturas de redes de informa&ccedil;&atilde;o, tanto na esfera econ&ocirc;mica quanto na pol&iacute;tica ou na social. Segundo Egler (2007), o processo de compreens&atilde;o das formas de agrega&ccedil;&atilde;o das redes e de atores tem dimens&otilde;es relacionais complexas e diferentes composi&ccedil;&otilde;es de rela&ccedil;&otilde;es sociais. A forma&ccedil;&atilde;o de redes auto-organizadas, urbanas e setoriais, se interconecta, propiciando o surgimento de redes materiais e imateriais que se definem reciprocamente. O tecido social se torna mais complexo, uma vez que surgem novas agrega&ccedil;&otilde;es sociais, identidades coletivas, pr&aacute;ticas pol&iacute;ticas de a&ccedil;&atilde;o, hierarquias e coopera&ccedil;&otilde;es horizontais. Assim, tessituras sociais v&atilde;o sendo criadas, e sua complexidade exige abordagens interdisciplinares para a compreens&atilde;o de suas especificidades. </p>     <p>No campo educacional, os desafios s&atilde;o muitos. Na &eacute;gide dessas transforma&ccedil;&otilde;es e mudan&ccedil;as, o acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es sistematizadas e &agrave;s formas de capacita&ccedil;&atilde;o para a tomada de decis&otilde;es independentes e aut&ocirc;nomas requisita das institui&ccedil;&otilde;es formadoras a&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o al&eacute;m das fronteiras da educa&ccedil;&atilde;o formal. A sociedade global tem se tornado uma totalidade abrangente e complexa. Por ser ainda pouco conhecida, desafia interpreta&ccedil;&otilde;es, pr&aacute;ticas e novos ideais educativos. Os eventos educativos locais, ao se interligarem com outros eventos em rede, modificam sua natureza, tornando-se fluido, pouco. </p>     <p>É importante salientar que esse processo nada tem de homogeneizador, ao contrário, provoca forças adversas, articulações e tensões, fazendo crer que o mundo é interconectado, plural e complexo. Assim, as singularidades de cada lugar se entrecruzam com outras e abrem espaços de aprendizagem para uma diversidade de ritmos. Por ter como característica básica a dinamização dos recursos de informática, traz, em seu bojo, redes e alianças que tecem lugares educacionais que pedem a aglutinação de signos, símbolos, diferenças e identidades múltiplas e promovem a desterritorialização de expectativas, ideias e tradições, modos de ser, pensar e imaginar. Assim, indagamos: qual o lugar da nossa tradição universitária pautada em currículos fechados, disciplinares, especializados? Quais são as estratégias de superação das práticas docentes? Como instância de geração e disseminação do conhecimento, como a universidade vem enfrentando sua necessidade de se modernizar e de se expandir? </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As redes digitais t&ecirc;m proporcionado o acesso mais amplo de pessoas e grupos &agrave;s m&uacute;ltiplas formas culturais de representa&ccedil;&atilde;o da realidade, seja concreta seja simb&oacute;lica (virtuais, cient&iacute;ficas, est&eacute;ticas etc.), entretanto, parece que nossos sistemas educacionais t&ecirc;m sentido dificuldades em reestruturar formas de conhecer e aprender mais adequadas aos desafios impostos por esses sistemas culturais de representa&ccedil;&atilde;o do conhecimento. Nosso esfor&ccedil;o atrav&eacute;s das pesquisas tem sido o de compreender as mudan&ccedil;as nos processos educativos ocasionadas pelo estado da arte do conhecimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico mundial e seus impactos nos modelos educacionais. </p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais </b></p>     <p>Segundo Santos (2005), tem sido vis&iacute;vel e registrado que, nos &uacute;ltimos vinte anos, a universidade sofreu uma eros&atilde;o, talvez irrepar&aacute;vel, na sua hegemonia, decorrente das transforma&ccedil;&otilde;es na produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento, com a transi&ccedil;&atilde;o, em curso, do conhecimento universit&aacute;rio convencional para o conhecimento pluriversit&aacute;rio, transdisciplinar, contextualizado, interativo, produzido, distribu&iacute;do e consumido. Isso ocorreu com base na expans&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia e tecnologia, que alterou as rela&ccedil;&otilde;es entre conhecimento e informa&ccedil;&atilde;o, por um lado, e forma&ccedil;&atilde;o e cidadania, por outro. </p>      <p>O modelo de universidade que ainda guarda a reforma ocorrida no governo militar n&atilde;o se coaduna com a din&acirc;mica da necessidade de forma&ccedil;&atilde;o que a sociedade em permanente evolu&ccedil;&atilde;o e os mercados requerem: jovens e adultos com capacidade de aprender a aprender, permanentemente, e com uma forma&ccedil;&atilde;o aut&ocirc;noma e interdisciplinar s&oacute;lida. Para a maioria de n&oacute;s, uma universidade capaz de satisfazer esses crit&eacute;rios est&aacute; permeando os discursos h&aacute; cerca de quase duas d&eacute;cadas, mas, em realidade, essa &eacute; uma prospec&ccedil;&atilde;o para o futuro. </p>     <p>A educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia vem causar um grande impacto sobre nosso modelo de Universidade, pois n&atilde;o permite que o ensino, a pesquisa e a extens&atilde;o se coordenem mais com a burocracia da departamentaliza&ccedil;&atilde;o. Assim v&atilde;o se criando mecanismos de gest&atilde;o paralela, uma vez que os cursos oferecidos nessa modalidade exigem rapidez de decis&otilde;es e flexibilidade nas a&ccedil;&otilde;es, no que se refere ao tempo e ao espa&ccedil;o de aprendizagem, bem como ao imperativo na emerg&ecirc;ncia de metodologias inovadoras. &Eacute; um modelo de gest&atilde;o que convida todos os segmentos da Universidade a constru&iacute;rem seus caminhos. Nesse novo espa&ccedil;o educativo, n&atilde;o h&aacute; mais lugar para o modelo anacr&ocirc;nico da reprodu&ccedil;&atilde;o que come&ccedil;a a se esgotar. As &ldquo;Universidades virtuais&rdquo; v&atilde;o alcan&ccedil;ar, devido &agrave; pr&oacute;pria exig&ecirc;ncia </p>     <p>de suas caracter&iacute;sticas, um alto grau de flexibilidade nas gest&otilde;es financeira, acad&ecirc;mica e pedag&oacute;gica. Como s&atilde;o &ldquo;universidades&rdquo; dentro da pr&oacute;pria universidade, ser&atilde;o necess&aacute;rios acordos e di&aacute;logos permanentes com as estruturas acad&ecirc;micas fixas e conven&ccedil;&otilde;es que, normalmente, resistem a mudan&ccedil;as e restringem a flexibilidade. </p>     <p>A universidade virtual est&aacute; requerendo outra forma de planejamento que exige dinamismo e n&atilde;o se coaduna com pr&aacute;ticas protelat&oacute;rias das estruturas acad&ecirc;micas convencionais. No caso da UAB, o conv&ecirc;nio com os Munic&iacute;pios, por meio de Polos de Apoio Presenciais, vai, inexoravelmente, provocar tens&otilde;es positivas no que concerne ao dinamismo e &agrave; flexibilidade nas a&ccedil;&otilde;es educacionais de Estados e Munic&iacute;pios, sob pena de insucesso nas a&ccedil;&otilde;es implementadas. </p>     <p>Mas, afinal, onde tudo isso est&aacute; nos levando? Certamente, &agrave; emerg&ecirc;ncia de padr&otilde;es de gest&atilde;o acad&ecirc;micos mais flex&iacute;veis e voltados para a din&acirc;mica da realidade social e a estrat&eacute;gias de inova&ccedil;&atilde;o na aplica&ccedil;&atilde;o de recursos p&uacute;blicos para a educa&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas de que trar&aacute; impactos importantes no uso das TIC<Sub>s </Sub>para fins de ensino, pesquisa e extens&atilde;o, tanto no ensino presencial quanto no ensino a dist&acirc;ncia. Al&eacute;m disso, n&atilde;o podemos negligenciar o fato de que a coopera&ccedil;&atilde;o transinstitucional (neste caso, universidades, estados e munic&iacute;pios) maximiza a possibilidade de se promover a expans&atilde;o educacional e a inclus&atilde;o digital ao mesmo tempo. Ainda &eacute; preciso admitir que as Universidades P&uacute;blicas brasileiras estejam chegando tardiamente a ocupar esse espa&ccedil;o de forma&ccedil;&atilde;o j&aacute; testado e aprovado por empresas (Universidades corporativas) e centros de forma&ccedil;&atilde;o permanente como o Servi&ccedil;o Nacional de Aprendizagem Comercial SENAC e o Servi&ccedil;o Brasileiro de Apoio &agrave;s Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE. </p>     <p>N&atilde;o podemos, no entanto, afirmar que a preocupa&ccedil;&atilde;o com o processo de expans&atilde;o &eacute; somente nacional. Essas iniciativas objetivando a expans&atilde;o da oferta de educa&ccedil;&atilde;o superior est&atilde;o em sintonia com as orienta&ccedil;&otilde;es do Banco Mundial que aponta para a import&acirc;ncia desse n&iacute;vel de ensino para o progresso social e econ&ocirc;mico e como elemento formador de capital humano de alta qualidade, em uma sociedade onde o conhecimento &eacute; visto como o principal motor do desenvolvimento econ&ocirc;mico. Podemos ver claramente, aqui, as vincula&ccedil;&otilde;es entre os eventos mundiais e os locais e verificar a premissa de que, ao se interligarem com outros eventos em rede, os eventos educativos locais modificam sua natureza. </p>     <blockquote>En efecto, los pa&iacute;ses que se han beneficiado en mayor medida de la integraci&oacute;n a la econom&iacute;a mundial han logrado un aumento m&aacute;s significativo de sus niveles educativos. De otra parte, existe una evidencia cada vez mayor que la educaci&oacute;n terciaria es vital para los esfuerzos de una naci&oacute;n, con el fin de aumentar su capital y promover la cohesi&oacute;n social, puesto que tiene un rol de empoderamiento al constituyente primario, fortalecimiento institucional, brinda elementos de regulaci&oacute;n y consolida estructuras de gobierno favorables, factores de crecimiento econ&oacute;mico y desarrollo (Banco Mundial, 2003, p. 10). </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>É importante ressaltar que, no Brasil, a sintonia entre as políticas de expansão da educação superior e as recomendações do BM não se limitam ao reconhecimento da importância da expansão desse nível de ensino, mas à forma como ocorre. As políticas de expansão da educação superior têm se caracterizado pela diversificação institucional, pela desregulamentação, pela liberalização e pelo aprofundamento da privatização. Ressalte-se a vinculação das decisões nacionais à rede global pelo fato de que o processo de mundialização é caracterizado pela forma como, em larga escala, gera, processa e usa, de forma eficiente, o conhecimento científico e tecnológico estratégico com base nas redes de informação e das transformações sociais. </p>     <p>No caso brasileiro, vimos que a expans&atilde;o via EaD j&aacute; se consolidou como pol&iacute;tica p&uacute;blica para a educa&ccedil;&atilde;o superior. O Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o delega &agrave; Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal do Ensino Superior &ndash; CAPES &ndash; o acompanhamento e a avalia&ccedil;&atilde;o dos Cursos a Dist&acirc;ncia, dando assim, credibilidade social &agrave; sua pol&iacute;tica. Dedicada, h&aacute; mais 50 anos, a gerir e avaliar a p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o brasileira, a CAPES vem conferir aos Cursos a Dist&acirc;ncia o mesmo <I>status </I>conferido aos cursos presenciais. </p>     <p>Consolidado o modelo, &eacute; chegado o momento de avalia&ccedil;&otilde;es e pesquisas cient&iacute;ficas sobre a multiplicidade de formatos existentes ao longo do territ&oacute;rio brasileiro. Tem sido objeto de debates em F&oacute;runs especializados, a emerg&ecirc;ncia de dois processos distintos de uso pedag&oacute;gico da tecnologia. &Eacute; poss&iacute;vel mapear em grandes, m&eacute;dias e pequenas Universidades um processo intensivo de digitaliza&ccedil;&atilde;o dos saberes e conhecimentos. Esse processo reproduz, de um lado, o que vamos aqui chamar de virtualiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o banc&aacute;ria, por outro lado, experi&ecirc;ncias que caminham na dire&ccedil;&atilde;o da constru&ccedil;&atilde;o de um tipo de aprendizagem mais din&acirc;mica e inovadora. Existem, tanto nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, na Europa, na &Aacute;frica, bem como no Brasil, diversas experi&ecirc;ncias consideradas como boas pr&aacute;ticas de uso das tecnologias digitais. S&atilde;o muitos os ambientes de cursos com bibliotecas virtuais, murais eletr&ocirc;nicos, videoconfer&ecirc;ncias, f&oacute;runs de discuss&atilde;o etc., constru&iacute;dos com a inten&ccedil;&atilde;o de facilitar o acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o. Entretanto, &eacute; preciso diferenciar os cursos cuja implementa&ccedil;&atilde;o busca apenas reproduzir o ensino tradicional modernizado pelos conte&uacute;dos digitais daqueles cuja produ&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o buscam fomentar uma forma de aprendizagem mais aberta e din&acirc;mica, explorando sistemas inteligentes e intelig&ecirc;ncia artificial. </p>     <p>Ao longo dos estudos desenvolvidos pelo Grupo de Pesquisa Cultura Digital e Educa&ccedil;&atilde;o, muitas experi&ecirc;ncias est&atilde;o sendo cadastradas e pesquisas de campo iniciadas com a finalidade de mapear as inova&ccedil;&otilde;es pedag&oacute;gicas do uso das m&iacute;dias e o processo de virtualiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o tradicional. Estudo pioneiro desenvolvido por Giebelen, em 2011, mostra a dificuldade de acesso aos conte&uacute;dos e ambientes onde as an&aacute;lises possam ser realizadas. Com a finalidade de ter acesso ao Ambiente Virtual utilizado em cursos de Administra&ccedil;&atilde;o a Dist&acirc;ncia no Brasil, das dezoito Universidades P&uacute;blicas contatadas pelo autor, para an&aacute;lise dos Ambientes Virtuais utilizados, somente uma delas permitiu acesso tanto ao ambiente como aos processos t&eacute;cnicos de gest&atilde;o. </p>     <p>Estudos e pesquisas precisam ser incentivados para buscar evid&ecirc;ncias de que, para al&eacute;m da digitaliza&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos, est&aacute; se consolidando a emerg&ecirc;ncia de uma educa&ccedil;&atilde;o sem fronteiras. Uma educa&ccedil;&atilde;o interativa, aberta e inovadora requer muito mais que amplia&ccedil;&atilde;o de vagas. Precisa buscar a inova&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica e metodol&oacute;gica como investimento, al&eacute;m de inova&ccedil;&otilde;es traduzidas de resultados de pesquisa e desenvolvimento de produtos cujo conhecimento seja seu principal insumo. Um processo inovador cujos protagonistas- pesquisadores, professores e alunos, busquem, de forma consciente e intencional, oportunidades de inova&ccedil;&atilde;o. Se buscarmos um conceito de inova&ccedil;&atilde;o como ato de atribuir novas capacidades aos recursos (pessoas e processos) para gerar riqueza, estaremos conectando o futuro. </p>     <p>Na Educa&ccedil;&atilde;o brasileira, se ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o potencializarem os meios para desenvolver uma forma&ccedil;&atilde;o de qualidade a parcelas da popula&ccedil;&atilde;o at&eacute; ent&atilde;o muito distantes dessa realidade social, a universidade estar&aacute; cumprindo o seu papel de indutora de inova&ccedil;&atilde;o. E &eacute; neste cen&aacute;rio que a educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia (EaD) se destaca e pode assumir seu papel mais relevante: combinar educa&ccedil;&atilde;o e tecnologia para aproximar as pessoas, disponibilizando novas possibilidades de busca, troca e consolida&ccedil;&atilde;o de saberes, pautadas na coletividade e no respeito &agrave;s singularidades. </p>     <p>Nesse sentido, j&aacute; poderemos advogar a mudan&ccedil;a conceitual do termo &ldquo;educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia&rdquo;.  Outro eixo para pensar e refletir sobre a categoria &ldquo;dist&acirc;ncia&rdquo;, que seria, agora, configurada como uma quest&atilde;o pedag&oacute;gica e n&atilde;o mais uma quest&atilde;o geogr&aacute;fica. A converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica, ao cunhar um mundo digital e em rede, expandiu as possibilidades de troca e produ&ccedil;&atilde;o de conhecimentos, diminuindo as dist&acirc;ncias entre quem produz e quem consome informa&ccedil;&otilde;es. Nesta rede n&atilde;o pode mais existir produtores e consumidores, mas parceiros  de aventura num mundo habitado por sujeitos concretos que partilham mundos de vida diversos. A busca pela constru&ccedil;&atilde;o coletiva de conhecimentos e da viabiliza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o cr&iacute;tico de narrativas... </p>     <blockquote>...Alice n&atilde;o achou muito fora do normal ouvir o Coelho dizer para si mesmo &lsquo;Oh puxa! Oh puxa! Eu devo estar muito atrasado!&rsquo; (quando ela pensou nisso depois, ocorreu-lhe que deveria ter achado estranho, mas na hora tudo parecia muito natural); mas, quando o Coelho tirou um rel&oacute;gio do bolso do colete e olhou para ele, apressando-se a seguir. Alice p&ocirc;s-se em p&eacute; e lhe passou a id&eacute;ia pela mente como um rel&acirc;mpago, que ela nunca vira antes um coelho com um bolso no colete e menos ainda com um rel&oacute;gio para tirar dele. Ardendo de curiosidade, ela correu pelo campo atr&aacute;s dele, a tempo de v&ecirc;-lo saltar para dentro de uma grande toca de coelho embaixo da cerca. No mesmo instante, Alice entrou atr&aacute;s dele, sem pensar como faria para sair dali... (Carroll, L).</blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Almeida, J. F. (2010). <I>O design como mecanismo facilitador da aprendizagem na Educa&ccedil;&atilde;o &agrave; Dist&acirc;ncia.</I> Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o. Universidade Federal da Para&iacute;ba, Jo&atilde;o Pessoa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1645-7250201200020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Balmant, R. O. (2006). O ano em que a EAD se tornou uma pol&iacute;tica p&uacute;blica. In <I>Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico de Educa&ccedil;&atilde;o Brasileira Aberta e a Dist&acirc;ncia ABRAEAD &ndash; 2006</I>. S&atilde;o Paulo: Editora Monitor. </p>     <!-- ref --><p>Banco Mundial (2003). <I>La ense&ntilde;anza </I>superior: las lecciones derivadas le la experiencia. Washington, D. C. Serie El desarrollo en la pr&aacute;ctica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1645-7250201200020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Banco Mundial (2003) <I>Construir sociedades de conocimiento: novos desaf&iacute;os para la educaci&oacute;n terciaria</I>. Washington, D. C.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1645-7250201200020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (2002). <I>Livro Branco de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o. Bras&iacute;lia </I>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1645-7250201200020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (MEC) (2001). Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An&iacute;sio Teixeira (INEP). <I>Sinopse Estat&iacute;stica da Educa&ccedil;&atilde;o Superior 2001</I>. MEC: Bras&iacute;lia-DF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1645-7250201200020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (2010). <I>Livro Azul de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o. </I>Bras&iacute;lia, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1645-7250201200020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>INEP (2011). <I>Senso da Educa&ccedil;&atilde;o Superior do Brasil. Bras&iacute;lia, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas em educa&ccedil;&atilde;o</I>. INEP: Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1645-7250201200020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Callon, M. (2007). L&rsquo;innovation sociale. Quand l&rsquo;&eacute;conomie redevient politique, in Klein J., Harrisson D. (ed.),&nbsp;<I>L&rsquo;innovation sociale Emergence et effets sur la transformation des soci&eacute;t&eacute;s</I> (pp. 17-42). Qu&eacute;bec: Presses de l&rsquo;Universit&eacute; du Qu&eacute;bec. </p>     <!-- ref --><p>Castells, M. (2008).<I> A sociedade em rede</I>. S&atilde;o Paulo: Paz e Terra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1645-7250201200020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    Giebelen, W. (2011). <I>Arquiteturas cognitivas constru&iacute;das no curso de Administra&ccedil;&atilde;o a Dist&acirc;nci</I><I>a </I>-Projeto UAB/Banco do Brasil. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado.Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o. Universidade Federal da Para&iacute;ba, Jo&atilde;o Pessoa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1645-7250201200020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Dourado, L. F. (2008). Pol&iacute;ticas e gest&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior a dist&acirc;ncia: novos marcos regulat&oacute;rios? <I>Educa&ccedil;&atilde;o &amp; Sociedade</I>, 104 (XIX), 891-917.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1645-7250201200020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Egler, T. (2007). <I>A a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos atores em rede no governo da cidade. </I>Ciberp&oacute;lis: redes no governo da cidade. Rio de Janeiro: 7 Letras.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1645-7250201200020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Guimar&atilde;es, J. M. de M. (2007). Educa&ccedil;&atilde;o, globaliza&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia. <I>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o</I>, 9, 139-158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1645-7250201200020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Martins, C. L. E Nascimento, P.E. (2011). <I>O processo de Bolonha no ensino superior na Am&eacute;rica Latina</I>: <I>O caso do Brasil</I>. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://www.institut-gouvernance.org/en/analyse/fiche-analyse-433.html" target="_blank"><U>http://www.institut-gouvernance.org/en/analyse/fiche-analy</U>se-433.html</a>, consultado em 10/05/2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1645-7250201200020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Portes, A. (2006). <I>Estudos sobre Migra&ccedil;&otilde;es Contempor&acirc;neas</I>. Lisboa: Fim do S&eacute;culo Edi&ccedil;&otilde;es.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1645-7250201200020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Santos, M. (1996). <I>A Natureza do espa&ccedil;o: t&eacute;cnica e tempo: raz&atilde;o e emo&ccedil;&atilde;o.</I> S&atilde;o Paulo: HUCITEC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1645-7250201200020001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Santos, B. S. (2005). A universidade no s&eacute;culo XXI: para uma reforma democr&aacute;tica e emancipat&oacute;ria da universidade. <I>Educa&ccedil;&atilde;o, Sociedade &amp; Culturas</I>, 23, 137-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1645-7250201200020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Silveira, S. A. da. (2008). Converg&ecirc;ncia digital, diversidade cultural e esfera p&uacute;blica. In Pretto, Nelson De Luca (Org.). <I>Al&eacute;m das redes de colabora&ccedil;&atilde;o: internet, diversidade cultural e tecnologias do poder </I>(pp. 31-50). Salvador: EDUFBA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1645-7250201200020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>UNESCO (2010). <I>Relat&oacute;rio sobre Ci&ecirc;ncia. </I>Bras&iacute;lia: Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Educa&ccedil;&atilde;o a Ci&ecirc;ncia e a Cultura. Representa&ccedil;&atilde;o do Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1645-7250201200020001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><sup>1</sup> A pesquisa que originou este artigo &eacute; fruto de diversos estudos desenvolvidos, no Grupo de Pesquisa Cultura Digital e Educa&ccedil;&atilde;o, para situar a aprendizagem aberta e a dist&acirc;ncia e os processos cognitivos inovadores dela decorrentes. Situa-se no <I>carrefour </I>interdisciplinar do vasto campo de investiga&ccedil;&atilde;o sobre a a&ccedil;&atilde;o da mente e os fen&ocirc;menos cognitivos no contextoda converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica. &Eacute; parte da Pesquisa &ldquo;A Educa&ccedil;&atilde;o a Dist&acirc;ncia e a expans&atilde;o do ensino superior no Brasil e em Portugal, financiada pela CAPES e desenvolvida no &acirc;mbito do Projeto de Coopera&ccedil;&atilde;o Internacional, <I>Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal do Esino Superior &ndash; CAPES &ndash; Brasil </I>e da <I>Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia</I> – FCT - Portugal. </p>     <p><a name="2"></a><a href="#top2"><sup>2</sup></a>  GeoCapes &eacute; uma ferramenta de dados georreferencial. De forma simplificada, pode ser definida como uma base de dados que consiste em referenciar informa&ccedil;&otilde;es de acordo com sualocaliza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica. &Eacute; uma maneira de disponibilizar informa&ccedil;&otilde;es acerca dos mais diversos cen&aacute;rios em que a Capes participa ou est&aacute; relacionada. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="3"></a><a href="#top3"><sup>3</sup></a>  Configura como um &ldquo;site em que as p&aacute;ginas podem ser facilmente alteradas pelos visitantes. Usa conven&ccedil;&otilde;es de formata&ccedil;&atilde;o de texto que dispensam conhecimentos de HTML e que permitem a cria&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica de <I>links</I> entre as p&aacute;ginas. (Informa&ccedil;&atilde;o baseada no livro &ldquo;A Internet&rdquo; de Maria Ercilia e Antonio Graeff. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u462348.shtml" target="_blank">http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u462348.shtml</a>. Consultado em 8 de mar&ccedil;o, de 2010. </p> </OL >      ]]></body><back>
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