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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Democratização do Ensino Superior Brasileiro: O caso da Universidade Federal da Paraíba]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The article discusses the question of the democratization of access to higher education in the context of the global crisis and of the situation of indefinitions, with special reference to Brazil. On the basis of analytical arguments, empirical data and the Brazilian Programme for the Restructuring and Expansion of Federal Universities (REUNI), it questions if the recent expansion of Brazilian higher education has managed to modify the elitist nature of this level of education, paying specific attention to the case of the Federal University of Paraiba. It considers that in a contradictory way those actions directed at including a greater number of people in higher education can strengthen both the democratic ideals and the processes of economic and social growth and development in Brazil, making possible the construction of new historical reports and transforming the educational institution and society.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Democratiza&ccedil;&atilde;o do Ensino Superior Brasileiro: O caso da Universidade Federal da Para&iacute;ba</b></p>      <p><b>Democratization of Brazilian Higher Education. The case of Federal University of Para&iacute;ba</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Em&iacute;lia Maria da Trindade Prestes<sup>*</sup>, Edineide Jezine<sup>**</sup>&amp; Afonso Celso Scocuglia<sup>***</sup></b></p>     <p><sup>*</sup>Coordenadora do Projeto Globaliza&ccedil;&atilde;o Reforma Educacional e Pol&iacute;ticas   de Ensino Superior: equidade, democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso e Inclus&atilde;o   social no Brasil e em Portugal. Coopera&ccedil;&atilde;o Internacional entre a   Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (Brasil)   e a Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia (Portugal) - CAPES/FCT.   Bolsista de Produtividade do CNPq. Coordenadora do MPGOA/UFPB.    <br>   <a href="mailto:prestesemilia@yahoo.com.br">prestesemilia@yahoo.com.br</a></p>     <p><sup>**</sup>Doutora em Sociologia, p&oacute;s-doutora em Educa&ccedil;&atilde;o pela Universidade Lus&oacute;fona de   Humanidades e Tecnologias. Bolsista do Projeto CAPES/FCT. Professora do Programa   de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o   e Pesquisadora do CNPq.    <br>   <a href="mailto:edjezine@gmail.com">edjezine@gmail.com</a></p>     <p><sup>***</sup>Pesquisador do CNPq. Membro da Rede Ibero Americana de Investiga&ccedil;&atilde;o em   Pol&iacute;ticas de Educa&ccedil;&atilde;o &ndash; RIAIPE. Bolsista de Produtividade do CNPq.    <br>   <a href="mailto:afonso.scocuglia@pq.cnpq.br">afonso.scocuglia@pq.cnpq.br</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     <p>O artigo discute a problem&aacute;tica da democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso ao ensino superior no contexto de crise globalizada e da situa&ccedil;&atilde;o de indefini&ccedil;&otilde;es, particularizando o caso do Brasil. Com base em argumentos anal&iacute;ticos, dados emp&iacute;ricos e no programa brasileiro de Reestrutura&ccedil;&atilde;o e Expans&atilde;o das Universidades Federais (REUNI), questiona se a recente expans&atilde;o do ensino superior brasileiro vem conseguindo modificar o cen&aacute;rio de elitiza&ccedil;&atilde;o desse ensino, detendo-se no caso espec&iacute;fico da Universidade Federal da Para&iacute;ba. Considera que as a&ccedil;&otilde;es voltadas para incluir um maior n&uacute;mero de pessoas no ensino superior podem fortalecer tanto os ideais democr&aacute;ticos como os processos de crescimento e desenvolvimento econ&ocirc;mico e social do Brasil, possibilitando a constru&ccedil;&atilde;o de novos relatos hist&oacute;ricos e transformando a institui&ccedil;&atilde;o educacional e a sociedade.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> educa&ccedil;&atilde;o superior; democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso; educa&ccedil;&atilde;o superior; globaliza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Abstract</b></p>     <p> The article discusses the question of the democratization of access to higher education in the context of the global crisis and of the situation of indefinitions, with special reference to Brazil. On the basis of analytical arguments, empirical data and the Brazilian Programme for the Restructuring and Expansion of Federal Universities (REUNI), it questions if the recent expansion of Brazilian higher education has managed to modify the elitist nature of this level of education, paying specific attention to the case of the Federal University of Paraiba. It considers that in a contradictory way those actions directed at including a greater number of people in higher education can strengthen both the democratic ideals and the processes of economic and social growth and development in Brazil, making possible the construction of new historical reports and transforming the educational institution and society.</p>     <p> <b>Keywords:</b> higher education; democratization of access; globalization.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na d&eacute;cada de noventa, quando as principais na&ccedil;&otilde;es do mundo comemoravam com previs&otilde;es otimistas a acelera&ccedil;&atilde;o da globaliza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e financeira e a supera&ccedil;&atilde;o das mazelas provocadoras de pobreza e exclus&atilde;o, a educa&ccedil;&atilde;o superior, tida como uma das respostas a estes novos requerimentos, se expandiu e se internacionalizou. Vinte anos ap&oacute;s, a euforia daquele clima de prosperidade em alta cedeu lugar a inseguran&ccedil;as e incertezas, fragilizando a sustenta&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e pol&iacute;tica de diferentes pa&iacute;ses e desdobrando-se nos objetivos e metas sociais. Com isso, o futuro da educa&ccedil;&atilde;o superior - em particular das universidades p&uacute;blicas, encontra-se amea&ccedil;ado pelo fantasma das crises e pelos efeitos da recess&atilde;o internacional. </p>     <p>A Europa, por exemplo, presencia quase impotente os cortes or&ccedil;ament&aacute;rios infligidos aos seus sistemas educacionais. Muitas institui&ccedil;&otilde;es renomadas daquele continente, a exemplo da University College de Londres, admitem suas dificuldades e o risco de serem rebaixadas na rela&ccedil;&atilde;o das melhores, a n&iacute;vel internacional<a name="top1" id="top1"></a><a href="#1"><sup>1</sup></a>. Em janeiro de 2011, um documento denominado <I>Impacto da crise econ&ocirc;mica sobre o ensino superior europeu</I>, organizado pela Associa&ccedil;&atilde;o das Universidades Europeias &ndash; AUE - assinalava que muito dos pa&iacute;ses europeus teriam que efetivar cortes profundos nos or&ccedil;amentos dos sistemas de ensino superior, reduzir os recursos destinados &agrave;s pesquisas e ao ensino gratuito e aumentar as taxas das mensalidades estudantis. O documento tamb&eacute;m orientava para a amplia&ccedil;&atilde;o do financiamento privado, considerado uma importante fonte de receita para as universidades enfrentarem os grandes cortes or&ccedil;ament&aacute;rios e as not&aacute;veis quedas no rendimento do sistema do ensino superior<a name="top2" id="top2"></a><a href="#2"><sup>2</sup></a>. Seguindo essas orienta&ccedil;&otilde;es, em um futuro breve, predominar&aacute; a privatiza&ccedil;&atilde;o do ensino superior, seguindo o modelo norte-americano, e o acelerado processo de expans&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior em quase todos os pa&iacute;ses, particularmente no Brasil, que sofrer&aacute; o risco de se adaptar e se ajustar aos imperativos das tend&ecirc;ncias internacionais. </p>     <p>É verdade que até o presente, as incertezas propiciadas pelo panorama internacional de crises parecem não abalar a fé brasileira no seu processo de crescimento e nos benefícios das suas iniciativas educacionais. A importância da educação como um bem público e a expansão do acesso ao ensino costuma ser um assunto frequentemente colocado pela presidente Dilma em rede, ainda quando se identifique no cenário nacional uma tendência global de privatização na educação superior, <I>com todas as caracter&iacute;sticas inerentes, inclusive com destaque ao lucro</I>, como comenta Morosini (2006:116).</p>     <p>Situando-se em meio a estes dois p&oacute;los: a democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso e a privatiza&ccedil;&atilde;o do ensino, surgem duas quest&otilde;es condutoras que apontam as mudan&ccedil;as e as encruzilhadas da educa&ccedil;&atilde;o, nesta situa&ccedil;&atilde;o de inseguran&ccedil;a e complexidade internacional: </p> <UL   type="disc" >   <LI   align="justify" >Que condi&ccedil;&otilde;es possuem o Brasil, para consolidar suas pol&iacute;ticas de expans&atilde;o do ensino superior, diante das crises que se apresentam no cen&aacute;rio educacional internacional? </LI >   <LI   align="justify" >Quais podem ser os limites e as possibilidades do ensino superior situar-se como mecanismo de desenvolvimento e de emancipa&ccedil;&atilde;o social, considerando ser um campo de disputa de concep&ccedil;&otilde;es, projetos e pol&iacute;ticas diferentes e contradit&oacute;rias, &ldquo;resultantes das condi&ccedil;&otilde;es que configuram a sociedade capitalista&rdquo;? (Dourado, 2002:680). </LI > </UL >     <p>Se por um lado os questionamentos que orientam o desenvolvimento do texto s&atilde;o reticentes quanto &agrave; democratiza&ccedil;&atilde;o do ensino superior brasileiro e seus benef&iacute;cios; por outro lado, os enfoques te&oacute;ricos acerca do papel e da responsabilidade social da universidade, em uma era de supercomplexidade e inseguran&ccedil;as, seguem as concep&ccedil;&otilde;es de Barnett (2005) de que: a) vale a pena a busca de conhecimento como problema do desenvolvimento e da democracia; b) a busca de conhecimento como uma condi&ccedil;&atilde;o inerente e permanente de indiv&iacute;duos racionais, possibilita mover a sociedade inteira, transformando-a; e, c) o desafio das universidades possu&iacute;rem as condi&ccedil;&otilde;es objetivas necess&aacute;rias para propiciar o conhecimento como um fator de desenvolvimento e como um direito coletivo e social, quando a pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o vive momento de crises. </p>     <p>Quanto &agrave; ilustra&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica, este se ancora no caso espec&iacute;fico da Universidade Federal da Para&iacute;ba, institui&ccedil;&atilde;o do ensino superior situada na regi&atilde;o nordeste do Brasil. Sua hist&oacute;ria e localiza&ccedil;&atilde;o, sua organiza&ccedil;&atilde;o social e pol&iacute;tica, sua cultura e suas condi&ccedil;&otilde;es financeiras ou sua capacidade institucional para arcar com as transforma&ccedil;&otilde;es operadas nos &uacute;ltimos cinco anos, com base na recomenda&ccedil;&atilde;o do Reuni, por exemplo, deve ser vista de forma particular e diferente de outras institui&ccedil;&otilde;es do ensino superior brasileira. Mas, mesmo assim, como institui&ccedil;&atilde;o educativa inserida nas &ldquo;circunst&acirc;ncias hist&oacute;ricas nacionais e internacionais, sofre todos os impactos, problemas e caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias das agendas globais educacionais&rdquo; (Galego, Marques &amp; Teodoro, 2010), adequando-se, por isso, ao prop&oacute;sito de servir como refer&ecirc;ncia nacional e internacional &agrave;s an&aacute;lises sobre as mudan&ccedil;as do ensino superior no Brasil. </p>     <p>A proposi&ccedil;&atilde;o que encena o texto &eacute; a de que, independentemente dos rumos assumidos pelo ensino superior nestes pr&oacute;ximos anos as mudan&ccedil;as em seu perfil e as novas din&acirc;micas em curso aprofundar&atilde;o as lutas e as disputas educacionais, ajudando a constru&ccedil;&atilde;o de novos relatos hist&oacute;ricos e transformando esta institui&ccedil;&atilde;o. </p>     <p><b>1. Inclus&atilde;o e democratiza&ccedil;&atilde;o: O PROUNI e o REUNI </b></p>     <p>No in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1990, Rosa Godoy Silveira (1995), professora da UFPB, analisando os desafios e dilemas provocados pelo emergente processo de globaliza&ccedil;&atilde;o na educa&ccedil;&atilde;o, considerou que a Universidade brasileira em geral e, especificamente, as universidades federais, estavam sendo pressionadas por e para um processo de reformula&ccedil;&atilde;o inequ&iacute;voco, decorrente de um duplo movimento: da sociedade civil, que cobrava maior efici&ecirc;ncia das institui&ccedil;&otilde;es universit&aacute;rias em seu contexto social, e do Estado que pretendia conferir maior efici&ecirc;ncia e racionaliza&ccedil;&atilde;o, premido, por sua vez, pela sociedade civil. Este foi um per&iacute;odo em que as decis&otilde;es pol&iacute;ticas da educa&ccedil;&atilde;o brasileira, submetidas &agrave;s influ&ecirc;ncias da chamada Agenda Neoliberal assumiram um car&aacute;ter abrangente, com implica&ccedil;&otilde;es para al&eacute;m das fronteiras nacionais (Carvalho, 2006: 1): o Banco Mundial, ap&oacute;s o fracasso das pol&iacute;ticas de ajustes estrutural em muitos pa&iacute;ses africanos, havia recomendado uma maior interven&ccedil;&atilde;o dos Estados nas quest&otilde;es educacionais, tidas como motor de desenvolvimento e indispens&aacute;vel para a democracia<a name="top3" id="top3"></a><a href="#3"><sup>3</sup></a>. </p>     <blockquote>Em linhas gerais, a agenda de pol&iacute;ticas do Banco Mundial deslocou-se das reformas macroecon&ocirc;mica <I>strictu sensu </I>para as reformas do Estado e da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica objetivando promover a &ldquo;boa governan&ccedil;a&rdquo; e a fortalecer a sociedade civil. Por outro lado, o Banco tamb&eacute;m enfatizou a necessidade de dar conta dos custos sociais do ajuste estrutural e de reduzir a pobreza, conferindo grande prioridade &agrave; reestrutura&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os sociais, com o objetivo de incrementar a equidade e a efici&ecirc;ncia (Borges, 2003:1). </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O resultado dessas orienta&ccedil;&otilde;es, acompanhadas de um &ldquo;jogo estrat&eacute;gico de poder, acordos, consensos e acomoda&ccedil;&otilde;es de interesses diversos&rdquo; (Carvalho, 2006:1), foi um espetacular crescimento de matr&iacute;culas em todos os n&iacute;veis educacionais de pa&iacute;ses latino americanos, (incluindo-se o Brasil), acompanhada de um gradativo aumento de recursos para custear as dispensas da expans&atilde;o. (Borges, 2003:126-134). As press&otilde;es internacionais para concretizar reformas sob a influ&ecirc;ncia da nova agenda neoliberal e aquelas decorrentes das for&ccedil;as sociais por aprofundamento da democracia tornavam as decis&otilde;es governamentais relativas &agrave;s pol&iacute;ticas educacionais um espa&ccedil;o de disputa. No caso brasileiro, a Lei de Diretrizes e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o Nacional (LDB), sancionada em 1996, propiciou a intera&ccedil;&atilde;o dos atores pol&iacute;ticos e os conflitos de interesses, destacados em um texto que combinava a coexist&ecirc;ncia entre institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e privadas de ensino e a manuten&ccedil;&atilde;o da gratuidade do ensino p&uacute;blico em estabelecimentos oficiais (Carvalho, 2006:4). </p>     <p>Al&eacute;m do mais, o choque entre ser reconhecida como uma institui&ccedil;&atilde;o &ldquo;libertadora&rdquo;, referenciada em atitudes &ldquo;cr&iacute;tico-cultural-popular&rdquo; (op.cit.p.8), produto das conquistas pol&iacute;ticas e sociais garantidas pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988 e, ser identificada como uma entidade educativa comprometida com os interesses da produ&ccedil;&atilde;o e da acumula&ccedil;&atilde;o do capital, sustentada pelo modelo denominado por Castanho de &ldquo;neoliberal-globalista-plurimodal&rdquo; (Castanho, 2000:4), faz da universidade uma arena de disputa entre interesses opostos. </p>     <p>Essa postura foi vis&iacute;vel no governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), quando o Estado, propondo-se a conciliar diferentes interesses implantou pol&iacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o e de qualifica&ccedil;&atilde;o profissional, criou programas a exemplo da Bolsa Escola<a name="top4" id="top4"></a><a href="#4"><sup>4</sup></a>, ampliou projetos de alfabetiza&ccedil;&atilde;o e a oferta de ensino fundamental, m&eacute;dio e superior, mas, tamb&eacute;m, abriu concess&otilde;es para o ensino privado, articulando interesses diferenciados daqueles, como parcerias entre institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e privadas e a aten&ccedil;&atilde;o aos grupos minorit&aacute;rios, propiciando, nos seus oito anos de governo, uma pol&iacute;tica educacional diferenciada daquelas adotadas por outros pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, (Borges, 2003). </p>     <p>No governo do presidente Lula da Silva, (2003/2006), que sucedeu ao de FHC, as pol&iacute;ticas sociais sofreram uma redu&ccedil;&atilde;o nos seus investimentos, como forma de equilibrar o or&ccedil;amento do pa&iacute;s. Os investimentos em educa&ccedil;&atilde;o foram reduzidos e a pol&iacute;tica do ensino superior permaneceu bastante semelhante, aquela, adotada no governo anterior, variando alguns elementos capazes de criar condi&ccedil;&otilde;es para a manuten&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas, projetos e a&ccedil;&otilde;es existentes. Este foi o caso do Programa Universidade para Todos (PROUNI), surgido, em 2003, sob o argumento da democratiza&ccedil;&atilde;o do ensino e de justi&ccedil;a social e organizado em torno das orienta&ccedil;&otilde;es enfatizadas nos documentos do Banco Internacional para Reconstru&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento (BIRD). </p>     <p>Criado pela Medida Provis&oacute;ria n&ordm; 213/2004 e institucionalizado pela Lei n&ordm; 11.096, de 13 de janeiro de 2005, o PROUNI destinou-se a conceder bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes de baixa renda - com defici&ecirc;ncias, autodeclarados afrodescendentes, ind&iacute;genas e professores da escola b&aacute;sica p&uacute;blica -para frequentarem, em institui&ccedil;&otilde;es privadas de educa&ccedil;&atilde;o superior, cursos de gradua&ccedil;&atilde;o e sequenciais de forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. No in&iacute;cio de 2012, o PROUNI celebrou oito anos de funcionamento com a concess&atilde;o de um milh&atilde;o de bolsas e 553 mil novas inscri&ccedil;&otilde;es para uma das suas 195 mil bolsas dispon&iacute;veis; um pouco mais dessa metade (98 mil) integrais e as demais (96 mil) parciais, para custear 50% da mensalidade do alunado em uma institui&ccedil;&atilde;o privada,<a name="top5" id="top5"></a><a href="#5"><sup>5</sup></a>fato que impulsionou o antigo Ministro de Educa&ccedil;&atilde;o brasileira, Fernando Haddad, em sua despedida do cargo ocupado durante quase oito anos a anunciar que &ldquo;o setor privado soube reconhecer no PROUNI uma alavanca de inclus&atilde;o&rdquo;<a name="top6" id="top6"></a><a href="#6"><sup>6</sup></a>.</p>     <p>Todavia, a significativa expans&atilde;o do ensino superior ocasionada, talvez, pelas press&otilde;es sociais e econ&ocirc;micas presentes em uma situa&ccedil;&atilde;o de reorganiza&ccedil;&atilde;o dos estados internacionais e nacionais para se tornarem mais competitivos, n&atilde;o conseguiram, ainda, superar uma tortuosa realidade: o pa&iacute;s continua mantendo altos &iacute;ndices de analfabetismo e baixa escolaridade. Os indicadores sociais do IBGE (2011), referente ao Censo 2010 indicam que o pa&iacute;s tem 14,61 milh&otilde;es de analfabetos com mais de 10 anos, o que representa 9% da popula&ccedil;&atilde;o na faixa et&aacute;ria. Entre os maiores de 15 anos, a taxa de analfabetismo caiu de 13,6% em 2000 para 9,6% em 2010, havendo uma redu&ccedil;&atilde;o de 29,4%. Todavia, a regi&atilde;o Nordeste apresenta maior &iacute;ndice de analfabetismo com 4,9%, ou seja, 502.124 de pessoas, pouco mais de &frac12; milh&atilde;o dizem n&atilde;o saber ler e escrever<a name="top7" id="top7"></a><a href="#7"><sup>7</sup></a>, o que se denomina de &ldquo;pobreza educacional&rdquo; (Prestes e Pfiffer, 2010). </p>     <p>Mesmo assim a economia, surpreendentemente, caminha de forma colossal, com o pa&iacute;s alcan&ccedil;ando &iacute;ndices de desenvolvimento acima da m&eacute;dia dos pa&iacute;ses ricos.  Quando as primeiras crises se manifestaram no primeiro mundo, em 2008, o Brasil apresentava &iacute;ndices de crescimento que variaram entre 8% a 5% ao ano, possibilitando avan&ccedil;os econ&ocirc;micos e a implanta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais mais inclusivas. O novo modelo de desenvolvimento adotado exigia certos ajustes notadamente na inclus&atilde;o social e na diminui&ccedil;&atilde;o das desigualdades sociais (Pochmann, 2010:132). No campo educacional, o governo reafirmou, em discurso, a sua responsabilidade com a expans&atilde;o inclusiva do ensino superior, prometendo assumir iniciativas concretas para ampliar os investimentos diretos e indiretos nesse n&iacute;vel de ensino. </p>     <p>Foi neste per&iacute;odo (2007), que entre ades&otilde;es e oposi&ccedil;&otilde;es o Minist&eacute;rio de Educa&ccedil;&atilde;o Brasileiro (MEC/Brasil) instituiu o Reuni, uma das a&ccedil;&otilde;es integrantes do Plano de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o (PDE), voltada para o crescimento e expans&atilde;o f&iacute;sica acad&ecirc;mica e pedag&oacute;gica do ensino superior p&uacute;blico e da rede federal de educa&ccedil;&atilde;o superior. Com previs&atilde;o para ser implantado em um espa&ccedil;o de cinco anos, suas a&ccedil;&otilde;es inclu&iacute;am o aumento de vagas nos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o, a amplia&ccedil;&atilde;o da oferta de cursos noturnos, a promo&ccedil;&atilde;o de inova&ccedil;&otilde;es pedag&oacute;gicas e o combate &agrave; evas&atilde;o. A ideia de acelerar o crescimento atrav&eacute;s do conhecimento foi associada &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o das desigualdades sociais no pa&iacute;s<a name="top8" id="top8"></a><a href="#8"><sup>8</sup></a>. A eleva&ccedil;&atilde;o gradual da taxa de conclus&atilde;o m&eacute;dia dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o presenciais para 90%, a eleva&ccedil;&atilde;o gradual da rela&ccedil;&atilde;o aluno/professor, com 18 alunos para um professor, o aumento m&iacute;nimo de 20% nas matr&iacute;culas de gradua&ccedil;&atilde;o figuraram como metas a serem cumpridas at&eacute; 2012, quando o REUNI cumprir&aacute; o prazo estabelecido para a sua implanta&ccedil;&atilde;o nas universidades p&uacute;blicas. </p>     <p>O Reuni, como pol&iacute;tica de expans&atilde;o aproxima-se das propostas educacionais da Uni&atilde;o Europeia, a exemplo de Bolonha,<a name="top9" id="top9"></a><a href="#9"><sup>9</sup></a>prever, no &acirc;mbito nacional, a reestrutura&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas e curriculares para a mobilidade estudantil, trajet&oacute;rias de forma&ccedil;&atilde;o flex&iacute;vel, redu&ccedil;&atilde;o de taxa de evas&atilde;o e a utiliza&ccedil;&atilde;o adequada de recursos humanos e materiais voltados a melhoria do ensino e das aprendizagens e a qualifica&ccedil;&atilde;o para o trabalho.  Suas a&ccedil;&otilde;es de inclus&atilde;o aos estudantes mais pobres incluem a oferta de moradia, restaurantes, bolsa para manuten&ccedil;&atilde;o e p&oacute;los de inclus&atilde;o digital (Souza Junior, 2010. p. 48). </p>     <p>Mesmo sendo uma pol&iacute;tica governamental com objetivo de resituar a universidade p&uacute;blica no projeto de desenvolvimento social do pa&iacute;s, a sua aceita&ccedil;&atilde;o foi - e continua - sendo objeto de disc&oacute;rdias e de posicionamentos diferenciados. Alguns segmentos dos sindicatos docentes, professores e alunos criticam o REUNI como uma pol&iacute;tica neoliberal reeditada e sem condi&ccedil;&otilde;es de se sustentar em um contexto de crises e de conten&ccedil;&atilde;o de recursos<a name="top10" id="top10"></a><a href="#10"><sup>10</sup></a>. Os seus defensores, entretanto, consideram ser uma pol&iacute;tica redentora que possibilitar&aacute; a expans&atilde;o da universidade com justi&ccedil;a e com inclus&atilde;o social. A expans&atilde;o da universidade &eacute; um fen&ocirc;meno complexo, indiscutivelmente. Se por um lado propiciar mais educa&ccedil;&atilde;o a uma popula&ccedil;&atilde;o historicamente exclu&iacute;da da educa&ccedil;&atilde;o, mais ainda do ensino superior configura-se como um ato de justi&ccedil;a ou equidade social; como um dever da democracia; por outro lado, a enorme expans&atilde;o a que se submete a educa&ccedil;&atilde;o e o ensino superior n&atilde;o raramente est&aacute; vinculada aos interesses mais estreitos da produ&ccedil;&atilde;o e da economia. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sendo o ensino superior, um campo de disputa de concep&ccedil;&otilde;es, projetos e pol&iacute;ticas que se encontram e se diferenciam de formas contradit&oacute;rias, o dilema &eacute; distinguir os limites dos direitos e da justi&ccedil;a social no que se refere &agrave;s ofertas educativas relacionadas &agrave; necessidade meramente mercantilizada e vinculadas a produ&ccedil;&atilde;o. Frente a esse dilema e sendo poss&iacute;vel admitir que a universidade incorpore, simultaneamente, diversificada influencias e exerce m&uacute;ltiplos pap&eacute;is torna-se dif&iacute;cil atribuir &agrave; expans&atilde;o da universidade apenas um significado. A sociedade opera atrav&eacute;s de embates e lutas e nessas lutas a sociedade vai se transmutando e adquirindo novos significados. S&atilde;o os diferentes atores sociais aqueles quem, no caminhar hist&oacute;rico d&atilde;o sentido e consolidam as transforma&ccedil;&otilde;es. Nos anos vindouros, as novas condi&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas mostrar&atilde;o para que lado penda a balan&ccedil;a. Por enquanto, resta esperar. </p>     <p><b>2. Expans&atilde;o e democratiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior </b></p>     <p>Gomes &amp; Moraes (2009:1) discorrendo sobre a expans&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior no Brasil, comentam que este acontecimento comp&otilde;e o curso hist&oacute;rico dos ciclos do ensino superior nacional e suas metamorfoses. A quest&atilde;o &eacute; saber se parte das metamorfoses provocadas pela atual expans&atilde;o das matr&iacute;culas, ratifica a sua natureza democr&aacute;tica, ponderam. De fato, o consider&aacute;vel aumento de pessoas de diferentes classes sociais que, atualmente, frequentam o ensino superior, caracteriza-se, talvez, como uma das grandes metamorfoses experimentada pela sociedade brasileira no campo educacional depois de 1891, ano em que a Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica descentralizou a oferta de ensino superior, permitindo que os governos estaduais e a iniciativa privada criassem seus pr&oacute;prios estabelecimentos. At&eacute; o final do S&eacute;c. XIX existiam apenas 24 estabelecimentos de ensino superior em todo o pa&iacute;s, com cerca de 10.000 estudantes. Cem anos depois, entre os anos de 1991 a 2010, o n&uacute;mero de Institui&ccedil;&otilde;es do Ensino Superior &ndash; IES aumentou de 893 para 2.377 estabelecimentos, com o setor privado detendo 2.099 desse total. Neste mesmo per&iacute;odo as matr&iacute;culas evolu&iacute;ram de 1.565.056 (1991) para 6.379.299 (2010) em cursos presenciais, em que se registra desta totalidade 4.736.001 no setor privado (INEP/MEC, 2011), denotando a tend&ecirc;ncia global de crescimento acelerado do ensino superior atrav&eacute;s do ensino privado. Esta expans&atilde;o &eacute; suficiente para modificar as fei&ccedil;&otilde;es do ensino superior de um sistema de elite para um sistema de massa? Trow, (2005) quando pensou as transforma&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas da educa&ccedil;&atilde;o superior previu uma etapa inicial do &ldquo;sistema de elite&rdquo; para o &ldquo;sistema de massa&rdquo; e deste para o &ldquo;sistema de acesso universal&rdquo; (in Gomes &amp; Morais, 2009:1). Sem desconsiderar os fundamentos b&aacute;sicos que configuram as diferentes dimens&otilde;es dessa transi&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica do ensino superior, &eacute; necess&aacute;rio reconhecer que as metas expansionistas do ensino superior previstas nos dois &uacute;ltimos Planos Nacionais de Educa&ccedil;&atilde;o (2001/2010 e 2011/2020), esbarram em uma realidade irrefut&aacute;vel: o Brasil permanece com um elevado &iacute;ndice de pessoas sem a escolariza&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. </p>     <p>Assim a expans&atilde;o educacional, mesmo grandiosa, n&atilde;o &eacute; suficiente para atender o n&uacute;mero de alunos ausentes do ensino superior, cuja inclus&atilde;o se faz a um ritmo demasiadamente inferior &agrave;s necessidades da sua demanda real. Um olhar panor&acirc;mico sobre o acesso escolar a partir dos dados do Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (IPEA) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios (IBGE/PNAD)<a name="top11" id="top11"></a><a href="#11"><sup>11</sup></a>demonstram taxas de escolariza&ccedil;&atilde;o l&iacute;quida e bruta de 50,9% e 85,2% respectivamente, indicam que, aproximadamente, 36,5% da popula&ccedil;&atilde;o ingressante no ensino m&eacute;dio n&atilde;o alcan&ccedil;am &ndash; ou n&atilde;o alcan&ccedil;aram ainda &ndash; o ensino superior, denotando &agrave;s diferen&ccedil;as entre ricos e pobres: o primeiro quinto (o mais pobre) possui apenas 5,5 anos de estudo e o &uacute;ltimo quinto (o mais rico) estuda 10,7 anos. A disparidade de tempo de estudo entre ricos e pobres expressa &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es sociais e econ&ocirc;micas desse alunado que frequenta o ensino superior, revelando tamb&eacute;m o baixo sentido da expans&atilde;o como processo de democratiza&ccedil;&atilde;o desse acesso escolar, sobretudo porque das 5.115.896 matr&iacute;culas no ensino de gradua&ccedil;&atilde;o no ano de 2009, 73,6% concentravam-se no setor privado. (IPEA, 2010, in Jezine &amp; Prestes, 2011); o n&uacute;mero de alunos na idade propicia para o curso (18/24 anos), continua baixo. De aproximadamente 24 milh&otilde;es de pessoas inseridas nesta faixa de idade, somente 14,4% ou seja, 3,4 milh&otilde;es cursavam o ensino superior, para um contingente de 5,1 milh&otilde;es, demonstrando a predomin&acirc;ncia de pessoas adultas que n&atilde;o conclu&iacute;ram o ensino fundamental ou m&eacute;dio na idade propicia, devido &agrave; evas&atilde;o, a repet&ecirc;ncia, ou a baixa escolaridade, marcado o processo de &ldquo;distin&ccedil;&atilde;o&rdquo; no espa&ccedil;o do ensino superior.</p>     <p>Estes novos estudantes, muitos advindos de fam&iacute;lias de baixa escolaridade e baixo poder econ&ocirc;mico, como aponta Gomes &amp; Morais (2009:14), oriundos de um ensino p&uacute;blico deficiente, trabalhando em tempo integral e n&atilde;o possuindo tempo f&iacute;sico para dedicar-se aos estudos e nem &ldquo;um <I>habitus</I> de estudo ao longo de sua trajet&oacute;ria escolar&rdquo;, ingressam em institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior privada, sem reconhecimento social e frequentam cursos de menor prest&iacute;gio. Em contrapartida, as institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de reconhecimento nacional &ndash; e at&eacute; internacional - continuam pertencendo &agrave;s elites de maior condi&ccedil;&atilde;o financeira e que, possivelmente, ir&atilde;o ocupar os postos de decis&atilde;o do pa&iacute;s. </p>     <p>Por isso, mesmo que o conhecimento e as aprendizagens constituam-se for&ccedil;as transformadoras e a certifica&ccedil;&atilde;o superior propicie aberturas de possibilidades, muitos desses estudantes, independentemente do diploma, continuar&atilde;o atados aos &ldquo;velhos&rdquo; padr&otilde;es socialmente estruturados de desigualdade de classe. As estruturas econ&ocirc;micas e a condi&ccedil;&atilde;o de classe e, tamb&eacute;m, &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o institucional que expede os diplomas/certifica&ccedil;&otilde;es, estabelecem os diferentes pap&eacute;is a serem assumidos na sociedade pelos concluintes, fortalecem a &ldquo;distin&ccedil;&atilde;o&rdquo; e refor&ccedil;am o elitismo do ensino superior, apesar da sua expans&atilde;o. A compreens&atilde;o de Prates (2007:120), sobre o assunto, - com base nas combina&ccedil;&otilde;es das teorias de M. Granovetter (1974:1995); e de P. Bourdieu (1986) -, &eacute; a de que a sociedade brasileira com a expans&atilde;o do ensino superior &ldquo;refor&ccedil;ou a sua face mais olig&aacute;rquica e estamental&rdquo;, pois o ingresso no ensino superior n&atilde;o garante, necessariamente, mudar a classe de origem. A diferencia&ccedil;&atilde;o de classe continua sendo claramente reproduzida nos processos de acesso e conhecimento no &acirc;mbito das universidades p&uacute;blicas e das suas institui&ccedil;&otilde;es financiadoras de pesquisa. </p>     <p>No campo da produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia e tecnologia, por exemplo, na din&acirc;mica da produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento, dificilmente pessoas provenientes de Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior, consideradas perif&eacute;ricas ou das popula&ccedil;&otilde;es pobres ter&atilde;o acesso a programas financiados com recursos p&uacute;blicos, destinados a formar pessoas altamente qualificadas nas compet&ecirc;ncias e habilidades necess&aacute;rias para a produ&ccedil;&atilde;o de novos conhecimentos do atual modelo de desenvolvimento nacional e internacional. Este &eacute; o caso do programa Ci&ecirc;ncia sem Fronteiras, auspiciado pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (MEC), em conjunto com o Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (MCT), por meio de suas respectivas institui&ccedil;&otilde;es de fomento &ndash; Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (CAPES) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) &ndash;, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnol&oacute;gico do MEC em que o objetivo &eacute; internacionalizar a ci&ecirc;ncia e tecnologia brasileira, de propiciar o interc&acirc;mbio e a mobilidade internacional de jovens estudantes da gradua&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas tecnol&oacute;gicas e cient&iacute;ficas e que dominam com perfei&ccedil;&atilde;o uma segunda l&iacute;ngua estrangeira. </p>     <p>Sob este prisma, &eacute; procedente atentar que a massifica&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior n&atilde;o significa a queda da tradicional universidade elitista. O ingresso de uma grande massa de exclu&iacute;dos no ensino superior atrav&eacute;s de programas de bolsas, vistos como uma das alternativas do modelo de desenvolvimento e das demandas sociais, n&atilde;o significa o rompimento da resist&ecirc;ncia impl&iacute;cita ou expl&iacute;cita &agrave; massifica&ccedil;&atilde;o. In&uacute;meros grupos de press&otilde;es continuam atuando para garantir os &ldquo;interesses pelo avan&ccedil;o da ci&ecirc;ncia&rdquo; ou &ldquo;responder interesses estrat&eacute;gicos e conjunturais do desenvolvimento econ&ocirc;mico-social&rdquo; (Ristoff, 1999:223) atrav&eacute;s dos m&eacute;ritos propiciados pela situa&ccedil;&atilde;o de classe. O programa Ci&ecirc;ncia sem Fronteiras, j&aacute; mencionado &eacute; um exemplo da preserva&ccedil;&atilde;o do elitismo acad&ecirc;mico, na medida em que aposta no desenvolvimento das pesquisas nos cursos mais competitivos para a atual conjuntura nacional e internacional, e seleciona os alunos que se mostram mais qualificados para atender as demandas da produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia e tecnologia globalizada. </p>     <p>Assim, a expans&atilde;o do canal de acesso ao ensino superior na sociedade brasileira, embora represente iniciativas significativas no plano da democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso, n&atilde;o &eacute; suficientemente forte para derrubar a muralha da diferen&ccedil;a de classe social. O privil&eacute;gio de entrada universidades tradicionais, nos cursos mais concorridos, continuam sendo resguardado (Prates, 2007:121) para as pequenas parcelas privilegiadas da popula&ccedil;&atilde;o. Resta saber quais as consequ&ecirc;ncias dessa persistente &ldquo;distin&ccedil;&atilde;o&rdquo; no modelo de desenvolvimento econ&ocirc;mico internacionalizado, que atrela as quest&otilde;es econ&ocirc;micas com as sociais e culturais. </p>     <p>Recentemente no Chile, devido ao aumento de 7,2% dos custos da educa&ccedil;&atilde;o superior, e ao valor do or&ccedil;amento destinado a educa&ccedil;&atilde;o, considerado insuficiente para manter a educa&ccedil;&atilde;o superior e para beneficiar os alunos mais pobres, estudantes do Chile, Col&ocirc;mbia, Peru e Argentina desiludidos sa&iacute;ram &agrave;s ruas para protestar<a name="top12" id="top12"></a><a href="#12"><sup>12</sup></a>. O mesmo ocorreu na Europa, em Portugal e na Espanha, quando centenas de jovens &ldquo;indignados&rdquo;, tomaram as ruas em protestos pelas condi&ccedil;&otilde;es da educa&ccedil;&atilde;o, cortes or&ccedil;ament&aacute;rios destinados ao ensino p&uacute;blico e o aumento do valor das propinas educativas. Fato semelhante passou na Inglaterra, quando milhares de estudantes manifestaram-se em Londres contra os cortes na educa&ccedil;&atilde;o decididos pelo governo de David Cameron, o aumento das taxas universit&aacute;rias e a redu&ccedil;&atilde;o das bolsas para os alunos mais desfavorecidos<a name="top13" id="top13"></a><a href="#13"><sup>13</sup></a>. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por outro lado, como comenta Llavador (2011), os efeitos das mudan&ccedil;as operadas na educa&ccedil;&atilde;o superior se situam como um objeto em movimento, em um lugar de encruzilhada e busca de sa&iacute;da de um labirinto. &Eacute; preciso admitir que o momento atravessado pelo ensino superior, marcado pelo signo da avalia&ccedil;&atilde;o, qualidade e pela converg&ecirc;ncia de interesses econ&ocirc;micos associados a pr&aacute;ticas democr&aacute;ticas, &eacute; complexo. A luta de reitores, professores e alunos de distintas regi&otilde;es e pa&iacute;ses contra a &ldquo;ofensiva conservadora&rdquo; (Santos, 2005; Llavador, 2011) &eacute;, em igual medida, a luta daqueles que entendem ser papel da universidade acompanhar a marcha do tempo, convertendo-se em um espa&ccedil;o voltado para a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimentos competitivos em uma economia globalizada; um <I>l&oacute;cus </I>de saber destinada a excel&ecirc;ncia do conhecimento e n&atilde;o uma institui&ccedil;&atilde;o voltada para &ldquo;a engenharia social&rdquo;. Nesse espa&ccedil;o de disputas existem embates, riscos e controv&eacute;rsias sobre os rumos do ensino superior. Dependendo das crises internacionais e os financiamentos da educa&ccedil;&atilde;o, os projetos expansionistas e de democratiza&ccedil;&atilde;o do ensino p&uacute;blico superior estar&atilde;o amea&ccedil;ados, ao retrocesso, fato que tornar&aacute; as sociedades menos justas e mais excludentes. O ensino superior brasileiro insere-se neste contexto de dilemas internacionais. O recente processo de expans&atilde;o, propiciado pelo projeto Reuni vem enfrentando ades&otilde;es, mas, tamb&eacute;m, muitas cr&iacute;ticas relacionadas com o rebaixamento da qualidade acad&ecirc;mica, a precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho docente, o desmonte da estrutura universit&aacute;ria e, sobretudo, o descompasso entre as verbas prometidas e as altas metas de expans&atilde;o de matr&iacute;culas prometidas.  O embate entre entidades educacionais e o governo pelo investimento na educa&ccedil;&atilde;o, vem sendo algo muito presente nos &uacute;ltimos governos. </p>     <p><b>3. O Projeto REUNI e a expans&atilde;o do ensino superior na UFPB:    Inclus&atilde;o e democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso </b></p>     <p>Abra&ccedil;ado pela UFPB, o REUNI foi iniciado de fato no ano de 2009. A sua implanta&ccedil;&atilde;o nesta universidade, a exemplo do que ocorreu em outras, foi objeto de posicionamentos diferenciados e antag&ocirc;nicos dos diferentes setores da comunidade universit&aacute;ria. Apesar dos embates, a UFPB foi uma das universidades brasileiras a aderirem ao novo Programa, se comprometendo a cumprir duas das suas metas b&aacute;sicas: elevar gradualmente a taxa m&eacute;dia institucional de conclus&atilde;o de cursos presenciais de gradua&ccedil;&atilde;o de 68,5%, (2007) para 90%, (2012), assim como a rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de alunos dos cursos presenciais de gradua&ccedil;&atilde;o por professor de 13,2, para 18,0. A amplia&ccedil;&atilde;o do acesso deveria ocorrer pelo aumento anual de graduados em cursos presenciais de 2.160 (2007), para 4.963 (em 2012) e pelo crescimento da matr&iacute;cula de 20.594 para 35.225 (UFPB - Projeto REUNI, 2007).</p>     <p>Em tr&ecirc;s anos de implanta&ccedil;&atilde;o do REUNI, a UFPB criou e implantou trinta e dois novos cursos presenciais de gradua&ccedil;&atilde;o, ampliou a sua oferta de acesso em quase 18,%, subindo de uma oferta de 5.820 vagas (2009), para 7.055 (2010) atrav&eacute;s de diversos processos seletivos como PSS, PROESP, MSC, PEC<a name="top14" id="top14"></a><a href="#14"><sup>14</sup></a> e 1.067 atrav&eacute;s de outras formas de ingresso, totalizando 26.242 alunos matriculados em cursos de gradua&ccedil;&atilde;o novos e amplia&ccedil;&atilde;o de vagas em 2010. (Relat&oacute;rio de Autoavalia&ccedil;&atilde;o Institucional 2010, 14-5). Estas medidas expansionistas oportunizaram a institui&ccedil;&atilde;o, j&aacute; no in&iacute;cio de 2011, alcan&ccedil;a a cifra de 33.209 de alunos, conforme a tabela de n&uacute;mero 1, que demonstra o alcance e/ou a supera&ccedil;&atilde;o das metas previstas para 2012. (Souz a Junior, 2010:8).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 1 - N&uacute;mero de alunos ativos da UFPB por Campus - Ano: 2011</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n21/n21a11t1.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A composi&ccedil;&atilde;o da matr&iacute;cula por campus, organizada a partir da faixa et&aacute;ria dos alunos matriculados nos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o e de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o indica, conforme a tabela 2 a concentra&ccedil;&atilde;o majorit&aacute;ria do na faixa dos 20- 29 anos, cujo n&uacute;mero absoluto de 20.922 pessoas, significa uma popula&ccedil;&atilde;o predominantemente jovem, ainda que muitas dessas pessoas tenham mais de 24 anos, idade m&aacute;xima propicia o ensino superior, segundo o Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (PNE). O dado mais inusitado &eacute; o crescimento dos alunos com mais de 50 anos e que praticamente triplicou em um ano, subindo de 196 pessoas no per&iacute;odo 2010.1 para 541 pessoas no per&iacute;odo 2011.1, segundo a tabela de n&uacute;mero 2.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tabela 2 - Matr&iacute;culas de alunos da UFPB por campus e faixa et&aacute;ria - Per&iacute;odo 2011.1</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n21/n21a11t2.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Se a expans&atilde;o quantitativa da UFPB &eacute; um fato ineg&aacute;vel assim como a gradativa amplia&ccedil;&atilde;o do acesso aos menos favorecidos econ&ocirc;mica e socialmente, permanece a d&uacute;vida quanto &agrave; efici&ecirc;ncia das a&ccedil;&otilde;es implantadas, sobretudo aquelas destinadas a propiciar condi&ccedil;&otilde;es para a perman&ecirc;ncia e a conclus&atilde;o de curso dos novos alunos. No in&iacute;cio do ano de 2007, quando foi implantado o REUNI, para um contingente de 19.929 matr&iacute;culas de alunos ativos matriculados no primeiro semestre, ocorreram 2.013 evas&otilde;es, cerca de 10,% do total de Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o Prestes, Jezine & Scocuglia: Democratiza&ccedil;&atilde;o do Ensino Superior Brasileiro 211 ingressantes em todos os cursos presenciais, naquele primeiro per&iacute;odo do ano, como &eacute; demonstr ado no quadr o de n&uacute;mero 3.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 3 &ndash; Alunos ativos e evadidos na UFPB 2007.1 a 2010.2</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n21/n21a11t3.jpg" /></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>O detalhamento deste quadro revela que o fen&ocirc;meno da evas&atilde;o se caracteriza como uma constante, em torno de 10,0% por semestre, oscilando para mais ou para menos, dependendo do per&iacute;odo de refer&ecirc;ncia, mas com tend&ecirc;ncias a decair, pelo comportamento do semestre de 2010.2, cujo percentual de 8,7%, indicativo de r etra&ccedil;&atilde;o desse fen&ocirc;meno. &Eacute; incontest&aacute;vel que a evas&atilde;o e a desist&ecirc;ncia</p>     <p>É incontestável que a evasão e a desistência continuam sendo os grandes desafios das metas voltadas para ampliar o processo de democratização do acesso e permanência do aluno na UFPB, mesmo havendo tendências a redução, comocomentado. Supõe-se que as causas da evasão apontadas no dossiê, organizado para o Projeto Reuni da UFPB, no ano de 2007, tendam a persistir na atualidade. Na época, o documento relacionava a evasão, às baixas condições socioeconômicas do alunado, a má escolha do curso e a deficiência na formação em nível médio, sobretudo, aquela realizada nas escolas públicas. Mesmo quando não se disponha de dados empíricos demonstrativos, supõe-se que atualmente, muitos dos alunos beneficiados com as políticas de expansão e inclusão, sejam, em geral, oriundos das escolas públicas e com vivencias em situações de insucesso escolar – reprovação, evasão, abandono, entrada tardia na escola ou não aprovação em exames vestibular anteriores. Somam-se a estes, o alunado adulto que regressa à universidade em busca de uma oportunidade e/ou nova oportunidade e os que trabalham e/ou assumem responsabilidades cotidianas, como cuidar de filhos, pais ou parentes. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A presen&ccedil;a dessas conting&ecirc;ncias, ou a conjun&ccedil;&atilde;o de algumas delas, pode funcionar para dificultar ou impulsionar a perman&ecirc;ncia e progress&atilde;o do/a aluno/a no curso selecionado, independentemente dos benef&iacute;cios alcan&ccedil;ados ou a serem alcan&ccedil;ados com as novas aprendizagens. Sup&otilde;e-se que as pessoas que persistem nos cursos, mesmo com dificuldades, apresentem motivos e mobiliza&ccedil;&otilde;es (Charlot, 2007; 2008) que as fazem vencer as adversidades. Isso pode significar que as aprendizagens adquiridas sejam significativas para as suas perspectivas e/ou expectativas, tanto em rela&ccedil;&atilde;o aos seus processos de socializa&ccedil;&atilde;o quanto &agrave;s suas atividades de trabalho ou, ainda, em ambos os casos. </p>     <p>Mas, o sucesso dos estudantes relaciona-se &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es oferecidas pela a institui&ccedil;&atilde;o para a sua perman&ecirc;ncia. Neste sentido, conv&eacute;m recordar que o atual modelo de conhecimento universit&aacute;rio sofre uma crescente influencia da pesquisa e da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, vistas como centrais para o aprimoramento da qualidade do ensino, que muitas vezes n&atilde;o alcan&ccedil;a o adulto trabalhador. A universidade para fortalecer seu processo de expans&atilde;o e democratiza&ccedil;&atilde;o do ensino deve contemplar pol&iacute;ticas institucionais de bolsas de pesquisas e monitorias, como componente indispens&aacute;vel para a inclus&atilde;o social, e crescimento com qualidade. No caso da UFPB, a meta do Reuni dobrar o n&uacute;mero de alunos bolsistas do Programa de Inicia&ccedil;&atilde;o &agrave; Pesquisa (PIBIC), financiado pelo CNPq de 485 (2007) para 1.050 (2012), torna-se uma a&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;vel ao projeto de expans&atilde;o institucional. Como as a&ccedil;&otilde;es da extens&atilde;o universit&aacute;ria que atendeu ao p&uacute;blico de 57.049 pessoas, no ano de 2010, passando no neste per&iacute;odo de 465 para 775 alunos envolvidos, um aumento de certa de 32%. Os cursos oferecidos praticamente dobraram subindo de 32, em 2009, para 56, em 2010, e o Programa de Bolsas de Extens&atilde;o (PROBEX/UFPB) concedeu 323 bolsas a estudantes, registrando em 2010, um aumento de aproximadamente 27% em rela&ccedil;&atilde;o ao ano de 2009. Al&eacute;m da expans&atilde;o de bolsas na pesquisa e na extens&atilde;o, inclui-se a amplia&ccedil;&atilde;o de programas institucionais de bolsa que objetivam a melhoria da qualidade pedag&oacute;gica das licenciaturas tais como: Programa de Consolida&ccedil;&atilde;o das Licenciaturas (PRODOC&Ecirc;NCIA); Programa Institucional de Bolsas de Inicia&ccedil;&atilde;o &agrave; Doc&ecirc;ncia (PIBID); Programa de Projetos de Pesquisa na Licenciatura (PROLICEN), que contribuem para a redu&ccedil;&atilde;o da evas&atilde;o e reten&ccedil;&atilde;o nos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o. (Relat&oacute;rio de Autoavalia&ccedil;&atilde;o Institucional, 2010:20).</p>     <p>Mas, a expans&atilde;o com qualidade n&atilde;o se alcan&ccedil;a apenas com programas e cursos inovadores ou mesmo com a amplia&ccedil;&atilde;o do acesso, sem professores/servidores capazes de materializar as propostas expansionistas, tornam-se invi&aacute;vel, de modo que o aumento no n&uacute;mer o de servidor es tem sido uma meta do R euni. No Relat&oacute;rio de Autoavalia&ccedil;&atilde;o Institucional, no per&iacute;odo de 2009 a 2010, consta que existiam na UFPB 1.901 docentes efetivos e 113 substitutos, exercendo fun&ccedil;&otilde;es nos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e mais 116 docentes do ensino fundamental e m&eacute;dio. Os dados do respectivo relat&oacute;rio demonstram, em 2010, um aumento dos docentes efetivos e a diminui&ccedil;&atilde;o dos substitutos. Do n&uacute;mero total de 2.033 professores, em 2010, a grande maioria (1.756) possu&iacute;am regime de dedica&ccedil;&atilde;o exclusiva e 1.180 com titula&ccedil;&atilde;o de doutoramento (Relat&oacute;rio de Autoavalia&ccedil;&atilde;o Institucional, 2010:39). A tend&ecirc;ncia da expans&atilde;o, associado &agrave; busca da qualidade, como meta tem sido perseguida pela UFPB, de modo que este n&uacute;mero aumenta no ano de 2011, conforme &eacute; poss&iacute;vel ser visualizado na tabela 4, que demonstra a distribui&ccedil;&atilde;o de servidor es por campus universit&aacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 4 &ndash; Relat&oacute;rio geral dos servidores ativos da UFPB por Campus Dezembro/2011</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n21/n21a11t4.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Por &uacute;ltimo, uma pol&iacute;tica de expans&atilde;o institucional, que objetiva a democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso n&atilde;o se pode realizar-se e sustentar-se sem haver uma disponibilidade financeira que garanta o ensino, a pesquisa e a extens&atilde;o o interc&acirc;mbio com a sociedade e a possibilidade de agregar grupos diferenciados de estudantes na produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento. Para propiciar essa expans&atilde;o, do ano de 2004 at&eacute; 2010, a receita or&ccedil;ament&aacute;ria da UFPB cresceu em 61,2%, havendo um incremento em mais de 80,9%, c omo se observa no quadr o que segue.</p>     <p>Parte desses recursos destinada a UFPB, segundo Souza Junior (2011:9), proveio   da receita or&ccedil;ament&aacute;ria do Tesouro, al&eacute;m de outras fontes p&uacute;blicas e privadas, oriundas de emendas parlamentares ao Or&ccedil;amento Geral da Uni&atilde;o e de   conv&ecirc;nios com bancos p&uacute;blicos e privados que atuam no interior do campus I,   em Jo&atilde;o Pessoa.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tabela 5 &ndash; UFPB: Recursos Or&ccedil;ament&aacute;rios 2004/2010</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rle/n21/n21a11t5.jpg" /></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Deste crescimento or&ccedil;ament&aacute;rio &eacute; poss&iacute;vel inferir que a pol&iacute;tica de expans&atilde;o do ensino superior, via o setor privado, que atingiu as universidades p&uacute;blicas nos finais da d&eacute;cada de 1990, no contexto de reforma do Estado brasileiro, e estimulou a redu&ccedil;&atilde;o do quadro docente e de funcion&aacute;rios, bem como a redu&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria da uni&atilde;o tenha chegado ao fim com o REUNI, pois possibilitou &agrave;s universidades p&uacute;blicas federais reestrutura&ccedil;&otilde;es importantes relacionadas &agrave; pol&iacute;tica expansionistas de natur eza democr&aacute;tica.</p>     <p><b>4. S&iacute;ntese conclusiva</b></p>     <p>As mudan&ccedil;as processadas nas institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior &ndash; particularmente   nas universidades p&uacute;blicas federais brasileiras - envolvem processos   contradit&oacute;rios, em que o interesse do sistema econ&ocirc;mico, regido pelas ideias   neoliberais e orienta&ccedil;&otilde;es de organismos financeiros internacionais se entrecruza   com os interesses pol&iacute;ticos governamentais para aumentar a escolaridade   da popula&ccedil;&atilde;o e com as press&otilde;es sociais nacionais por mais educa&ccedil;&atilde;o, informa&ccedil;&otilde;es,   conhecimentos e democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso ao ensino. A conjun&ccedil;&atilde;o desses   interesses   diversificados, mas que convergem para uma &uacute;nica meta, ampliar   a escolaridade da popula&ccedil;&atilde;o, transforma o sistema de ensino superior em um   complexo espa&ccedil;o de disputas, sintetizadas em duas for&ccedil;as propulsoras: as exig&ecirc;ncias   da produ&ccedil;&atilde;o e do mercado e as exig&ecirc;ncia pol&iacute;ticas e sociais pelo direito   a educa&ccedil;&atilde;o e por possibilitar aos indiv&iacute;duos condi&ccedil;&otilde;es de convive em um mundo   em constantes muta&ccedil;&otilde;es. Neste jogo de aproxima&ccedil;&otilde;es e distanciamentos   envolvendo interesses sociais, pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos, o Estado aproveita e fortalece   as suas estat&iacute;sticas educacionais e o seu modelo de desenvolvimento.</p>     <p>Se aceitarmos que a educa&ccedil;&atilde;o pode ser o &ldquo;ant&iacute;doto&rdquo; &ndash; tomando a ideia de Llavador (2008) &ndash; capaz de barrar os processos destrutivos provocadores de exclus&atilde;o e desigualdades, podemos admitir que as institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior contribuam para efetivar os processos de desenvolvimento com democracia, na medida em que qualifica e forma indiv&iacute;duos com capacidade para compreender e participar dos novos desafios do desenvolvimento econ&ocirc;mico internacionalizado, mas, tamb&eacute;m, de conhecimentos e ensinamentos voltados para a preserva&ccedil;&atilde;o dos valores relacionados com a dignidade e a sobreviv&ecirc;ncia humana. </p>     <p>Na concretiza&ccedil;&atilde;o dos ideais da democratiza&ccedil;&atilde;o do ensino superior &eacute; reconhecida a exig&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, econ&ocirc;micas e sociais capazes de romper as barreiras que, at&eacute; poucos anos pareciam instranspon&iacute;veis, particularmente, no cen&aacute;rio da sociedade brasileira. Algumas dessas barreiras j&aacute; est&atilde;o sendo derrubadas. Todavia, para que esta transposi&ccedil;&atilde;o se torne realidade permanente e eficiente &eacute; necess&aacute;rio a ado&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas que garantam um maior incremento de recursos e uma maior e melhor infraestrutura para a educa&ccedil;&atilde;o, assim como a ado&ccedil;&atilde;o de modelos de gest&atilde;o capazes de implantar &ldquo;boas pr&aacute;ticas&rdquo; administrativas e pedag&oacute;gicas. Naturalmente para isso &eacute;, tamb&eacute;m necess&aacute;rio modificar a cultura escolar e romper com velhas estruturas estabelecidas. </p>     <p>Se, no caso brasileiro, a situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do pa&iacute;s mostra-se favor&aacute;vel ao modelo de desenvolvimento e as propostas de expans&atilde;o e financiamento da educa&ccedil;&atilde;o superior, existe, todavia, os fantasmas das crises internacionais. Crises que encare a educa&ccedil;&atilde;o superior ao comprometer a qualidade do ensino e a dimens&atilde;o da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extens&atilde;o, al&eacute;m de ampliar as desigualdades sociais e culturais. Desta feita, a democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso continua a constituir-se um grande desafio, principalmente, para as metas previstas no Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (2010/2020).  Os recursos para a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; condi&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e indispens&aacute;vel para o alcance das metas; os 10% do PIB solicitados ao governo pelos participantes do Congresso Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (CONAE), em 2010, assim como as press&otilde;es sociais s&atilde;o indispens&aacute;veis para assegurar a concretiza&ccedil;&atilde;o das propostas pol&iacute;ticas em favor da democratiza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior e o fortalecimento da universidade p&uacute;blica. </p>     <p>Para finalizar, pode-se afirmar que a atual onda de democratiza&ccedil;&atilde;o do ensino superior brasileiro proposto pelo REUNI &eacute; o resultado de duas for&ccedil;as propulsoras: a exig&ecirc;ncia da sociedade brasileira de se adequar &agrave; sociedade do conhecimento e ao mundo globalizado em transforma&ccedil;&atilde;o e as inten&ccedil;&otilde;es das atuais pol&iacute;ticas governamentais de democratizar, de romper com velhas estruturas incluindo um maior n&uacute;mero de pessoas, e ao mesmo tempo beneficiar o atual modelo de desenvolvimento. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nestes primeiros cinco anos do in&iacute;cio do REUNI na UFPB, j&aacute; se tem condi&ccedil;&otilde;es de realizar uma aprecia&ccedil;&atilde;o preliminar do processo de expans&atilde;o relacionada &agrave;s metas propostas no projeto inicial. N&atilde;o se tem maiores ilus&otilde;es de que muitos dos resultados esperados sejam alcan&ccedil;ados. Entretanto, as mudan&ccedil;as est&atilde;o ocorrendo e s&atilde;o percebidas, at&eacute; pela presen&ccedil;a cotidiana e movimento do alunado nos campi universit&aacute;rios do pa&iacute;s e por seus novos perfis e caracter&iacute;sticas. Um novo processo educacional e de mobiliza&ccedil;&atilde;o est&aacute; ocorrendo neste momento, tendo valor por si e, abrindo frentes para que o sistema social melhore em um futuro. Diversificar a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; uma necessidade reconhecida, apesar das suas contradi&ccedil;&otilde;es; a democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso e o aprimoramento da qualidade &eacute; responsabilidade social e pol&iacute;tica de toda a sociedade. Por isso os desafios persistem, como um calcanhar de Aquiles.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Backes, J. L. (2010). A presen&ccedil;a de sujeitos culturais negros no contexto do ensino superior e a a a afirma&ccedil;&atilde;o de suas identidades. <I>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o</I>, 15, 137-146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1645-7250201200020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Barnett, R. (2005). <I>A Universidade em uma era de supercomplexidade</I>. Tradu&ccedil;&atilde;o Aurea Dal B&oacute;. S&atilde;o Paulo: Editora Anhembi Morumbia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1645-7250201200020001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Borges, A. (2003). Governan&ccedil;a e pol&iacute;tica educacional: a agenda recente do banco mundial. <I>Revista Brasileira de Ci&ecirc;ncias Sociais, </I>18 (52). [Dispon&iacute;vel em <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0102-69092003000200007" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0102-69092003000200007</a>, consultado em 07/03/2012].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1645-7250201200020001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Carvalho, H. C. A. (2006). Pol&iacute;tica para o ensino superior no Brasil (1995-2006): ruptura e continuidade nas  rela&ccedil;&otilde;es entre p&uacute;blico e privado. <I>Anped. GT: Pol&iacute;tica de Educa&ccedil;&atilde;o Superior. </I> [Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.anped.org.br/reunioes/29ra/trabalhos/.../GT11-2337--Res.pdf" target="_blank">http://www.anped.org.br/reunioes/29ra/trabalhos/.../GT11-2337--Res.pdf</a><I>, </I>consultado em 28/012/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1645-7250201200020001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Castanho, S. E. M. (2000). Educa&ccedil;&atilde;o superior no s&eacute;culo xxi: discuss&atilde;o de uma proposta. <I>Anped GT 11 Pol&iacute;tica de Educa&ccedil;&atilde;o Superior</I>. [Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.anped.org.br/reunioes/23/textos/1105T.PDF" target="_blank">http://www.anped.org.br/reunioes/23/textos/1105T.PDF</a>, consultado em 20/02/2012].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1645-7250201200020001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Charlot, B. (2007). Educa&ccedil;&atilde;o e Globaliza&ccedil;&atilde;o. Uma tentativa de colocar ordem no debate. S&iacute;sifo. <I>Revista de Ci&ecirc;ncias Sociais da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Lisboa</I>, (pp. 129-136). Lisboa, 4, set-dez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1645-7250201200020001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Charlot, B. (2008). Educa&ccedil;&atilde;o, trabalho: problem&aacute;ticas contempor&acirc;neas que convergem. In: Nozaki, I. (org). <I>Educa&ccedil;&atilde;o e trabalho: trabalhar, aprender, saber </I>(pp.77-92). Campinas, Mercado de Letras, Cuiab&aacute;: Editora da UFMT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1645-7250201200020001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Degmar, A. (2012). <I>O ensino superior no Brasil do S&eacute;c. XIX aos dias atuais. </I>[Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.webartigos.com/artigos/o-ensino-superior-no-brasil/4104/" target="_blank">http://www.webartigos.com/artigos/o-ensino-superior-no-brasil/4104/</a>, consultado em 19/03/2012].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1645-7250201200020001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Dourado, L. F. (2002) <I>A Reforma do Estado e as pol&iacute;ticas para a educa&ccedil;&atilde;o superior no Brasil nos anos 90.</I>  [Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.cedes.unicamp.br" target="_blank">http://www.cedes.unicamp.br</a>, consultado em 20/01/2012].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1645-7250201200020001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Galego, C.; Marques, F.; Teodoro, A. (2011). Reforma do Ensino Superior e a implementa&ccedil;&atilde;o do processo de Bolonha em Portugal. Mudan&ccedil;as e Encruzilhada. In Ramalho, B. L., Llavador, J. B ., Carvalho, M. E. P., Diniz, A V. <I>Reformas Educativa, Educaci&oacute;n Superior y Globalizaci&oacute;n en Brasil, Portugal e Espanha.</I> (pp. 97-131) Val&ecirc;ncia: German&iacute;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1645-7250201200020001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gomes, A. M.; Moraes, K. N. (2009). A Expans&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior no Brasil contempor&acirc;neo: quest&otilde;es para o debate. <I>Anped GT11: Pol&iacute;ticas de Educa&ccedil;&atilde;o Superior</I>. [Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.anped11.uerj.br/32/gt11-5848--int.pdf" target="_blank">http://www.anped11.uerj.br/32/gt11-5848--int.pdf</a>. , consultado em: 08/03/2012].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1645-7250201200020001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>INEP/MEC (2011). Censo da Educa&ccedil;&atilde;o Superior 2010. Divulga&ccedil;&atilde;o dos principais do Censo da Educa&ccedil;&atilde;o Superior 2010. [Dispon&iacute;vel em <a href="http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_ docman&task" target="_blank">portal.mec.gov.br/index.php?option=com_ docman&amp;task</a>., consultado em 15/03/2012].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1645-7250201200020001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>IPEA &ndash; Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (2010); PNAD 2009. Primeiras an&aacute;lises: Situa&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o brasileira - avan&ccedil;os e problemas. <I>Comunicados do IPEA</I>, n&ordm; 66. </p>     <!-- ref --><p>Jezine, E. Chaves, V, L. J. &amp;, Cabrito, B. G. (2011). O Acesso ao Ensino Superior no contexto da Globaliza&ccedil;&atilde;o. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Jezine, E.; Prestes, E. M. da T. (2011). <I>Democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o superior no Brasil. </I>In Ramalho, B. L., Llavador, J. B ., Carvalho, M. E. P., Diniz, A V.<I> Reformas Educativa, Educaci&oacute;n Superior y Globalizaci&oacute;n en Brasil, Portugal e Espanha</I> (pp. 19-42). Val&ecirc;ncia: German&iacute;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1645-7250201200020001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Llavador, J. B. (2008). <I>¿Indicadores alternativos o alternativa a los indicadores? Algunas reflexiones sobre política educativa</I>. Universidad de Valencia. Nota previa sobre este borrador. Barcelona.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1645-7250201200020001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Llavador, J. B. (2011). Los Efectos de La Educaci&oacute;n Superior en Espa&ntilde;a. In Ramalho, B. L., Llavador,  J. B., Carvalho, M. E. P., Diniz, A V.<I> Reformas Educativa, Educaci&oacute;n Superior y Globalizaci&oacute;n en  Brasil, Portugal e Espanha</I> (pp. 43-73). Val&ecirc;ncia, German&iacute;a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1645-7250201200020001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Morosini, M. C. (2006). Estado do conhecimento sobre internacionaliza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior &ndash; Conceitos e pr&aacute;ticas<I>. Educar</I>, n&ordm; 28, 107-124. </p>     <!-- ref --><p>Porchamann, M. (2010). <I>Desenvolvimento e Perspectivas Novas para o Brasil</I>. S. Paulo: Cortez &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1645-7250201200020001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Prates, A. A.P. (2007). Universidades vs <I>Terciariza&ccedil;&atilde;o do ensino superior: a l&oacute;gica da expans&atilde;o do acesso com manuten&ccedil;&atilde;o da desigualdade: o caso brasileiro</I>. <I>Sociologias</I>, n&ordm; 17 (IX), 102-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1645-7250201200020001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Prestes, E. M. da T.; Pfiffer, D. (2010): <I>Überwindung der Bildungsarmut in Brasilien durchstaatliche Bildungs politik: Möglichkeitenund Grenzen </I>(A supera&ccedil;&atilde;o da pobreza educacional no Brasil atrav&eacute;s das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas: Possibilidades e limites). In: Bildungsarmut in Deutschland und Brasilien. Frankfurt: Peter Lang.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1645-7250201200020001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ristoff, D. (1999). A tr&iacute;plice crise da universidade: In H. Trindade (org.). <I>Universidade em ru&iacute;nas na Rep&uacute;blica dos Professores </I>(pp. 223). Petr&oacute;polis/Porto Alegre: Vozes/Cipede.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1645-7250201200020001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Silveira, R. M. G. (1995). <I>Capacita&ccedil;&atilde;o de Recursos Humanos na UFPB.</I> Uma mudan&ccedil;a necess&aacute;ria. Jo&atilde;o Pessoa: UFPB. Pr&oacute;-Reitoria de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o e Pesquisa, impresso.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1645-7250201200020001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Souza junior, L.(2010). <I>A expans&atilde;o da universidade p&uacute;blica: uma experi&ecirc;ncia de democratiza&ccedil;&atilde;o do ensino superior</I>. [Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.anpae.org.br/simposio2011/cdrom2011/PDFs/trabalhosCompletos/comunicacoesRelatos/0310.pdf" target="_blank">http://www.anpae.org.br/simposio2011/cdrom2011/PDFs/trabalhosCompletos/comunicacoesRelatos/0310.pdf</a>, consultado em 26/12/2011].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1645-7250201200020001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>UFPB &ndash; Universidade Federal da Para&iacute;ba (2007). <I>Plano de reestrutura&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da Universidade Federal da Para&iacute;ba (</I><I>REUNI</I><I>-</I><I>UFPB</I><I>)</I>, impresso.</p>     <!-- ref --><p>UNESCO (2009). Confer&ecirc;ncia Mundial sobre Ensino Superior 2009: <I>As Novas din&acirc;micas do Ensino Superior e Pesquisas para a Mudan&ccedil;a e o Desenvolvimento Social</I>. Paris: &Eacute;ditions du Seuil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1645-7250201200020001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><a name="1"></a><a href="#top1"><sup>1</sup></a> Vieru, Ana-Maria. (2010). A Universidade &eacute; que paga a crise. <I>Presseurop. </I>30/03/2010. [Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.presseurop.eu/pt/content/article/220221-universidade-e-quepaga-crise" target="_blank">http://www.presseurop.eu/pt/content/article/220221-universidade-e-quepaga-crise</a>, consultado em 01/03/2012]. </p>     <p><a name="2"></a><a href="#top2"><sup>2</sup></a> EUA &ndash; European University Association. Imp&aacute;ct of the economics crisis on European universities (January 2011).  [Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.eua.be/Libraries/Newsletter/Economic_monitoringJanuary2011final.sflb.ashx" target="_blank">http://www.eua.be/Libraries/Newsletter/Economic_monitoringJanuary2011final.sflb.ashx</a>, consultado em 01/03/2012]. </p>     <p><a name="3"></a><a href="#top3"><sup>3</sup></a> Dias, (1996); Williams e Young, (1994); Word Bank, (1992; 1994) in Borges (2003). </p>     <p><a name="4"></a><a href="#top4"><sup>4</sup></a> Como analisa Schmidt (s/d,: 15), desde os anos de 1990, o Estado brasileiro vem sustentando programas extensos de pol&iacute;ticas sociais compensat&oacute;rias, considerados entre os maiores do mundo, como &eacute; o caso do Programa Bolsa Fam&iacute;lia (denomina&ccedil;&atilde;o adotada no Governo Lula) que destina R$1,2 bilh&atilde;o por m&ecirc;s a fam&iacute;lias pobres, que recebem quantias que variam de R$32,00 a R$242,00. </p>     <p><a name="5"></a><a href="#top5"><sup>5</sup></a> Quase 200 mil bolsas oferecidas pelo PROUNI para o primeiro semestre e 2012. <I>Jornal Correio do Brasil, </I>ano XII, n&uacute;mero 4450,29/12/2011. [Dispon&iacute;vel em <a href="http://correiodobrasil.com.br/" target="_blank">http://correiodobrasil.com.br/</a>, consultado em 08/03/2012]. </p>     <p><a name="6"></a><a href="#top6"><sup>6</sup></a> Dilma elogia o esfor&ccedil;o de Haddad para &ldquo;deselitizar&rdquo; ensino superior. <I>Jornal Correio do Brasil</I>, ano XII, n&uacute;mero 4450, 24/01/2012. [Dispon&iacute;vel em <a href="http://correiodobrasil.com.br/" target="_blank">http://correiodobrasil.com.br/</a>, consultado em 20/12/2011]. </p>     <p><a name="7"></a><a href="#top7"><sup>7</sup></a> IBGE (2011). Indicadores Sociais Municipais 2010: incid&ecirc;ncia de pobreza &eacute; maior nos munic&iacute;pios de porte m&eacute;dio.[ Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=2019&id_pagina=1" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=2019&amp;id_pagina=1</a>, consultado em: 08/03/2012]. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="8"></a><a href="#top8"><sup>8</sup></a> c/f. [ Dispon&iacute;vel em <a href="http://reuni.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=25&Itemid=28" target="_blank">http://reuni.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=25&amp;Itemid=28</a>, consultado em 21/01/2012]. </p>     <p><a name="9"></a><a href="#top9"><sup>9</sup></a> Segundo Santos &amp; Filho (2008), o objetivo &eacute; criar um espa&ccedil;o universit&aacute;rio europeu que, embora as especificidades de cada pa&iacute;s, mantenha as regras comuns quanto &agrave;s estruturas curriculares, sistemas de certifica&ccedil;&atilde;o e de avalia&ccedil;&atilde;o, etc., de modo a facilitar a mobilidade de estudantes e professores no interior da Europa e a conferir coer&ecirc;ncia &agrave; oferta europeia quando se lan&ccedil;ar em formas mais avan&ccedil;adas de transnacionaliza&ccedil;&atilde;o. </p>     <p><a name="10"></a><a href="#top10"><sup>10</sup></a> O gasto p&uacute;blico com educa&ccedil;&atilde;o no Brasil, como propor&ccedil;&atilde;o do Produto Interno Bruto (PIB), cresceu de 4,7% para 5% entre 2008 e 2009, de acordo com levantamento do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (MEC), com investimento mais forte no n&iacute;vel b&aacute;sico (de 4% para 4,3% do PIB), e estagna&ccedil;&atilde;o no ensino superior (0,7% do PIB). O REUNI teve investimentos de mais de 2 bilh&otilde;es de reais no per&iacute;odo de 2008-2011, valor menor do que anunciado inicialmente, que era de 3,75 bilh&otilde;es. [Dispon&iacute;vel em <a href="http://reuni.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=25&Itemid=28" target="_blank">http://reuni.mec.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=25&amp;Itemid=28</a>, consultado em 25/03/2012]. </p>     <p><a name="11"></a><a href="#top11"><sup>11</sup></a> c/f [Dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2010/11/18/ibge-14-4-da-populacao-entre-18-e-24-anos-frequentavam-ensino-superior-em-2009" target="_blank">http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2010/11/18/ibge-14-4-da-populacao-entre-18-e-24-anos-frequentavam-ensino-superior-em-2009</a>, consultado em 31/03/2011]. </p>     <p><a name="12"></a><a href="#top12"><sup>12</sup></a> Estudantes Chilenos de novo em protesto. <I>Euronews</I>. [Dispon&iacute;vel em: <a href="http://pt.euronews.net/2011/11/25/estudantes-chilenos-de-novo-em-protesto/" target="_blank">http://pt.euronews.net/2011/11/25/estudantes-chilenos-de-novo-em-protesto/</a>, consultado em 09/03/2012]. </p>     <p><a name="13"></a><a href="#top13"><sup>13</sup></a> Londres: estudantes protestam sobre os cortes na Educa&ccedil;&atilde;o. <I>Euronews</I>. Dispon&iacute;vel em <a href="http://pt.euronews.net/2011/11/09/londres-estudantes-protestam-contra-cortes-na-educacao" target="_blank">http://pt.euronews.net/2011/11/09/londres-estudantes-protestam-contra-cortes-na-educacao</a>, consultado em 09/03/2012]. </p>     <p><a name="14"></a><a href="#top14"><sup>14</sup></a> PSS- Processo Seletivo Seriado; PROESP-Programa Especial de Forma&ccedil;&atilde;o Superior; MSC&ndash; Programa Estudante-Conv&ecirc;nio para os Movimentos Sociais do Campo; PEC-Programa Estudante Conv&ecirc;nio - Rede P&uacute;blica. </p>     <p><sup>15</sup> Or&ccedil;amento executado; Or&ccedil;amento inicial. (Valores em R$ 1,00). Cf. Souza Junior, 2010, p. 10.</p>      ]]></body><back>
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