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</front><body><![CDATA[ <p><b>Editorial</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ant&oacute;nio Teodoro, Jos&eacute; V. Br&aacute;s &amp; Maria Neves Gon&ccedil;alves</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>1. Um dos aspectos mais marcantes no discurso pol&iacute;tico dominante das   duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas sobre educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o tem sido a sua completa   coloniza&ccedil;&atilde;o pelo campo econ&oacute;mico. A Comiss&atilde;o Europeia d&aacute; mais um pas-so   nesse sentido num documento enviado a diversas inst&acirc;ncias europeias e   que significativamente titula <i>Repensar a educa&ccedil;&atilde;o &ndash; investir nas compet&ecirc;ncias para melhores resultados socioecon&oacute;micos</i> (Estrasburgo, 20.11.2012, COM(2012) 669 final). </p>     <p>Ser&aacute;   dif&iacute;cil, num &uacute;nico documento, reunir tantos lugares comuns,   apresentados como se verdades cient&iacute;ficas se tratassem, para justificar   uma resposta pol&iacute;tica ao paradoxo do desemprego atingir fortemente os   jovens qualificados: nos pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia, as taxas de   desemprego jovem s&atilde;o, no m&iacute;nimo, duplas da m&eacute;dia nacional global em cada   um dos pa&iacute;ses que a integram. </p>     <p>Qual &eacute; o cerne da resposta que a   Comiss&atilde;o Europeia pretende apontar aos pa&iacute;ses que integram este espa&ccedil;o   pol&iacute;tico: desenvolver &ldquo;sistemas de educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o profissional de   craveira mundial&rdquo;. E o que &eacute; um sistema de EFP de &ldquo;craveira mundial&rdquo;?   Nada mais nada menos que o modelo dual alem&atilde;o, seguido tamb&eacute;m por   outros pa&iacute;ses onde a influ&ecirc;ncia germ&acirc;nica &eacute; muito forte (com a &Aacute;ustria &agrave;   cabe&ccedil;a), apresentado como um modelo &ldquo;orientado para a procura&rdquo;.</p>     <p> Na opini&atilde;o da Comiss&atilde;o Europeia, esse modelo &eacute; o que melhores   resultados apresenta no &ldquo;desenvolvimento de compet&ecirc;ncias&rdquo;, designadas   de &ldquo;transversais&rdquo;, &ldquo;empresariais&rdquo; ou &ldquo;STEM (compet&ecirc;ncias relacionadas   com a ci&ecirc;ncia, tecnologia, engenharia e matem&aacute;tica)&rdquo;. A afirma&ccedil;&atilde;o da CE   n&atilde;o tem qualquer sustenta&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica. Pelo contr&aacute;rio, os resultados de programas como o PISA ou o PIRLS mostram que os pa&iacute;ses e os sistemas que adoptam modelos de diferencia&ccedil;&atilde;o precoce de percursos escolares obt&ecirc;m resultados sofr&iacute;veis, muito abaixo do que seria expect&aacute;vel pelo n&iacute;vel de vida econ&oacute;mico e cultural das suas popula&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>A explica&ccedil;&atilde;o para esse facto pode ser encontrado numa vasta literatura existente   desde os anos 1970. Alguns desses trabalhos s&atilde;o fundantes de uma   disciplina, a Sociologia da Educa&ccedil;&atilde;o. Mas pode tamb&eacute;m ser encontrada num   interessante (e recente) estudo da OCDE: <i>No More Failures. Ten Steps to Equity in Education, </i>de S. Field, M. Kuczera &amp; B. Pont, OECD, Paris, 2007. Sobre a quest&atilde;o, o sum&aacute;rio executivo desta publica&ccedil;&atilde;o aponta sem equ&iacute;vocos: </p>     <blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Step1: Limit early tracking and streaming and postpone academic selection </i></p>     <p><i>Evidence </i></p>     <p>Secondary   school systems with large social differences between schools tend on   average to have worse results in mathematics and reading and a greater   spread of reading outcomes. Social background is more of an obstacle to   educational success than in systems where there are not large   socio-economic differences between schools. </p>     <p>Academic selection by   school systems is associated with great social differences between   schools and a stronger effect of socio-economic status on performance,   but also with a stronger performance at the top end of the scale in   mathematics and science. </p>     <p>Evidence on secondary students from PISA   (OECD&rsquo;s Programme for International Student Assessment) compared to   evidence at primary level from PIRLS (Progress in International Reading   Literacy Study) and evidence from countries which have introduced   comprehensive schooling suggest that early tracking is associated with   reduced equity in outcomes and sometimes weakens results overall. </p></blockquote>     <p>Esta situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o teria outra consequ&ecirc;ncia se n&atilde;o servisse de legitima&ccedil;&atilde;o para um dos mais preocupantes retrocessos nas pol&iacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o levado a cabo pelo ministro Crato, o <i>Projeto-Piloto de Ensino Vocacional</i>,   onde se per-mite que crian&ccedil;as com 13 anos abandonem a escola &uacute;nica para   iniciarem uma forma&ccedil;&atilde;o profissional em dom&iacute;nios como o da Pastelaria,   Design Gr&aacute;fico, Socorrismo, Serralharia Mec&acirc;nica e Civil, Produ&ccedil;&atilde;o   Animal, entre outros. </p>     <p>Para aqueles que ainda tivessem d&uacute;vidas   sobre o entendimento que Crato possui sobre a  diversifica&ccedil;&atilde;o das vias de   forma&ccedil;&atilde;o, veja-se esta p&eacute;rola retirada do website do  Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o que anuncia o projeto: </p>     <blockquote>     <p>O   ensino vocacional ser&aacute; particularmente recomendado aos estudantes que   manifestem constrangimentos com os estudos do ensino regular e procurem   uma alternativa a este tipo de ensino. Para ingressarem nesta via, os   alunos devem ter a idade m&iacute;nima de 13 anos. Ser&aacute; particularmente recomendado aos alunos com duas reten&ccedil;&otilde;es no mesmo ciclo ou tr&ecirc;s reten&ccedil;&otilde;es em ciclos diferentes. </p></blockquote>     <p>De   novo, uma concep&ccedil;&atilde;o de ensino profissional como um ensino para os   &ldquo;filhos dos outros&rdquo;, para os jovens que n&atilde;o t&ecirc;m aproveitamento escolar.   Neste dom&iacute;nio, o retrocesso dos (neo)conservadores portugueses j&aacute; n&atilde;o &eacute;   apenas o regresso ao &ldquo;antes&rdquo; da Revolu&ccedil;&atilde;o de Abril. O que defendem, e   p&otilde;em em pr&aacute;tica (embora ainda como Projeto-Piloto, pois a Lei de Bases   do Sistema Educativo n&atilde;o permite ir mais longe), &eacute; o retorno aos anos   que vigoraram na educa&ccedil;&atilde;o portuguesa at&eacute; &agrave; reforma Veiga Sim&atilde;o e aos   &uacute;ltimos anos da Ditadura marcelista. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2. Como diz o poeta espanhol Ant&oacute;nio Machado em <i>Cantares</i>,   &ldquo;Caminhante n&atilde;o h&aacute; caminho/O caminho faz-se ao andar&rdquo;, tamb&eacute;m n&oacute;s c&aacute;   vamos caminhando, esperando com isso fazer caminho, o nosso caminho.   Mais um n&uacute;mero vem juntar-se a tantos outros j&aacute; editados, que, pouco a   pouco, v&atilde;o marcando o trajeto que esta revista quer tra&ccedil;ar. E neste   percurso juntam-se a n&oacute;s todos aqueles que participam neste esfor&ccedil;o de   constru&ccedil;&atilde;o. &Eacute; uma caminhada que n&atilde;o &eacute; solit&aacute;ria. Faz-se num di&aacute;logo de   vozes que se juntam neste palco para despoletar novas leituras, novos   debates e novas reflex&otilde;es. Esperamos e desejamos que esta re-vista nos   incite a mais uma nova troca de ideias que nos ajudem a transportar um   pouco mais al&eacute;m. </p>     <p>Abrimos esta revista com um artigo interessante e uma tem&aacute;tica pouco explorado na realidade espanhola. Jos&eacute; Hern&aacute;ndez D&iacute;az analisa os processos do associativismo   e a emerg&ecirc;ncia do sindicalismo livre dos professores em Espanha, no   processo de transi&ccedil;&atilde;o da ditadura de Franco para a democracia e a   liberdade. O autor considerou o processo de transi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica a partir   da reforma educativa de 1970 at&eacute; ao in&iacute;cio do governo socialista em   1983. O associativismo, o sindicalismo e os movimentos de renova&ccedil;&atilde;o   pedag&oacute;gica configuram os &acirc;mbitos de constru&ccedil;&atilde;o da identidade   profissional e democr&aacute;tica do amplo sector dos docentes dos   diversos n&iacute;veis de ensino em Espanha numa d&eacute;cada-chave da sua hist&oacute;ria   contempor&acirc;nea, como &eacute; a dos anos 70 do s&eacute;culo XX. Este artigo representa   um forte contributo para a compreens&atilde;o do movimento associativo e   sindical na configura&ccedil;&atilde;o da constru&ccedil;&atilde;o da identidade docente no per&iacute;odo   cronol&oacute;gico em an&aacute;lise. </p>     <p>Com o estudo de Alberto Ara&uacute;jo e Jos&eacute; Ribeiro pretende-se mostrar que o tema da inicia&ccedil;&atilde;o - enquanto ritual de passagem, nas <i>Aventuras de Pin&oacute;quio </i>(1883), adquire uma maior espessura sem&acirc;ntico-reflexiva &agrave; luz do &ldquo;romance de forma&ccedil;&atilde;o&rdquo; (<i>Bildungsroman</i>). &Eacute; interessante observar como todo o enredo ficcional da obra de Pin&oacute;quio contribui para o enriquecimento do imagin&aacute;rio educacional   numa dupla perspectiva de reflex&atilde;o cr&iacute;tica: o papel da escola mais   interessada em fabricar marionetes submetidas ao princ&iacute;pio do &ldquo;mesmo   para todos&rdquo; e as condi&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o para que cada sujeito descubra o seu destino numa alteridade sempre desejada. </p>     <p>Por   sua vez, o artigo de Jo&atilde;o Clemente de Souza Neto tem como tema o   compromisso &eacute;tico do educador social com os educandos. Traz &agrave; nossa   reflex&atilde;o uma quest&atilde;o importante - a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; uma estrat&eacute;gia e uma   condi&ccedil;&atilde;o de humaniza&ccedil;&atilde;o. Nesta perspetiva, a aprendizagem e a <i>pr&aacute;xis</i> da &eacute;tica n&atilde;o podem deixar de estar articuladas, abrangendo-se a   forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica e a viv&ecirc;ncia quotidiana, o que &eacute; observ&aacute;vel nos   v&aacute;rios depoimentos de educadores. A mensagem interessante que nos traz &eacute;   a de que a <i>pr&aacute;xis</i> do educador social, orientada por uma &eacute;tica   fundada na compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica e no amor, pode servir para transformar a   realidade educativa, dando-se um novo lugar aos que t&ecirc;m sido exclu&iacute;dos   no processo educativo. O pressuposto te&oacute;rico deste artigo est&aacute; ancorado   em Paulo Freire e Enrique Dussel, grandes refer&ecirc;ncias da chamada teoria   pedag&oacute;gica da liberta&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>No quarto artigo, intitulado <i>A educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de adultos (1999-2010): a progressiva import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o para a competitividade, </i>Paula   Guimar&atilde;es discute a pol&iacute;tica p&uacute;blica de educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de adultos.   Ela vem dizer-nos, nas suas considera&ccedil;&otilde;es finais que se verifica uma   crescente influ&ecirc;ncia da Uni&atilde;o Europeia na pol&iacute;tica p&uacute;blica de educa&ccedil;&atilde;o e   forma&ccedil;&atilde;o de adultos, destacando a rela&ccedil;&atilde;o entre educa&ccedil;&atilde;o/forma&ccedil;&atilde;o e   pol&iacute;ticas de emprego, no que concerne &agrave;s prioridades. Isto vem   demonstrar a valoriza&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios de educa&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o para a   competitividade, a retrac&ccedil;&atilde;o do Estado neste dom&iacute;nio e, ao mesmo tempo, a   responsabiliza&ccedil;&atilde;o dos adultos pelas suas op&ccedil;&otilde;es e percursos de   aprendizagem. </p>     <p>Com o quinto artigo, Em&iacute;lia Trindade Prestes   discute os aspectos te&oacute;rico-metodol&oacute;gicos e pol&iacute;ticos que orientam a   avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais, e comenta a avalia&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica   brasileira de qualifica&ccedil;&atilde;o do trabalhador, adotada no pa&iacute;s na d&eacute;cada de   1990. Por outro lado, questiona as possibilidades de se empregarem   modelos de avalia&ccedil;&atilde;o que possibilitem leituras capazes de expressar as   singularidades e a diferencia&ccedil;&atilde;o das realidades m&uacute;ltiplas. Por fim,   conclui que as inova&ccedil;&otilde;es e as alternativas dos procedimentos avaliativos   ainda n&atilde;o conseguem destronar os modelos de avalia&ccedil;&atilde;o tradicionais   baseados em testes estat&iacute;sticos estandardizados e comparados. </p>     <p>Maria Jo&atilde;o Carvalho, com o seu artigo <i>A modalidade de escolha do diretor na escola p&uacute;blica portuguesa, </i>quis   conhecer as representa&ccedil;&otilde;es que os professores portugueses t&ecirc;m   relativamente &agrave; modalidade de escolha do diretor, no sentido de perceber   se ela se constitui como um instrumento ao servi&ccedil;o da escola   democr&aacute;tica. Para isso, problematizou a ideia de participa&ccedil;&atilde;o enquanto   capacidade decis&oacute;ria por parte dos atores educativos e fez uma   incurs&atilde;o pelo modo de nomea&ccedil;&atilde;o, concurso p&uacute;blico e elei&ccedil;&atilde;o para tentar   perceber qual  o mais revelante nas pr&aacute;ticas democr&aacute;ticas. Com os   dados do seu trabalho, conclui que a elei&ccedil;&atilde;o indireta n&atilde;o recebe   simpatia e que pode inclusivamente traduzir-se como uma pr&aacute;tica antidemocr&aacute;tica. </p>     <p>Fazendo   uma abordagem sobre o envelhecimento ativo, Mayara Leal Almeida Costa,   Leonardo Rocha &amp; Suenny Fons&ecirc;ca de Oliveira abordam a   psicomotricidade como um importante papel na promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de do idoso,   considerada nas dimens&otilde;es preventivas, educativas e reeducativas,   benef&iacute;cios biopsicossociais e qualidade de vida. Com este artigo   pretendem investigar se o n&iacute;vel de qualidade de vida da terceira idade &eacute;   influenciado pelo ensino de exerc&iacute;cios psicomotores como estrat&eacute;gia de   educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. Com os resultados a que chegaram conclu&iacute;ram que a   pr&aacute;tica de exerc&iacute;cios psicomotores &eacute; indicativa de melhor qualidade de   vida. </p>     <p>Maria de Lourdes Varandas e Albino Lopes pretenderam com o artigo, <i>Forma&ccedil;&atilde;o profissional cont&iacute;nua e qualidade dos cuidados de enfermagem: a necessidade de uma mudan&ccedil;a de paradigma educativo, </i>compreender   como &eacute; que os enfermeiros constroem os seus saberes e os disponibilizam   &agrave; comunidade, centrando-nos no papel do ensino de enfermagem e nas   compet&ecirc;ncias adquiridas ao longo da forma&ccedil;&atilde;o profissional. Com os   resultados obtidos, identificaram um conjunto de vari&aacute;veis que   influenciam, direta e indiretamente, a qualidade dos cuidados e a   satisfa&ccedil;&atilde;o dos clientes, destacando sobretudo como factor mediador o   estatuto da emerg&ecirc;ncia das compet&ecirc;ncias, em contexto organizacional. </p>     <p>No nono artigo, Margarida Marta e Am&eacute;lia Lopes apresentam <i>As configura&ccedil;&otilde;es identit&aacute;rias dos educadores de inf&acirc;ncia do setor p&uacute;blico e do setor privado na primeira d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI. </i>Neste   artigo, discutem-se resultados de uma investiga&ccedil;&atilde;o que teve por foco o   impacto das pol&iacute;ticas educativas, durante a primeira d&eacute;cada do s&eacute;culo   XXI, nas identidades dos educadores de inf&acirc;ncia dos setores p&uacute;blico e   privado. Os resultados indiciam um fortalecimento da vertente educativa   no setor privado, induzindo a um novo profissionalismo e novas   configura&ccedil;&otilde;es identit&aacute;rias dos educadores do setor p&uacute;blico, emergentes   da nova l&oacute;gica de governa&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es educativas. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Isabel Brites e Roberta de C&aacute;ssia recenseiam a obra de Vigotsky intitulada <i>Pensamento e Linguagem</i><b>. </b>Nesta   recens&atilde;o, as autoras sublinham o contributo de Vigotsky para a   compreens&atilde;o das actividades cognitivas que, para o au-tor, decorrem de   acordo com a hist&oacute;ria social do indiv&iacute;duo. Partindo-se deste   pressuposto, as habilidades cognitivas e as formas de estruturar o   pensamento do indiv&iacute;duo n&atilde;o s&atilde;o determinadas por factores gen&eacute;ticos,   s&atilde;o, antes, produto das experi&ecirc;ncias e dos h&aacute;bitos sociais da cultura em   que o sujeito se insere. Isto chama a nossa aten&ccedil;&atilde;o para se   considerar a hist&oacute;ria da sociedade na qual a crian&ccedil;a se desenvolve e,   simultaneamente, a hist&oacute;ria pessoal dessa crian&ccedil;a, na sua forma de pensar. </p>     <p>No cumprimento de uma das rubricas da pol&iacute;tica editorial da <i>Revista Lus&oacute;fona da Educa&ccedil;&atilde;o</i>,   divulgam-se alguns dos resumos de Teses de Doutoramento e de   Disserta&ccedil;&otilde;es de Mestrado defendidas no Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o da   Universidade Lus&oacute;fona. </p>     <p><i>Lisboa, Dezembro de 2012</i></p>      ]]></body>
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