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<kwd lng="pt"><![CDATA[modelos teórico-metodológicos de avaliação de políticas sociais]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[avaliação de política de qualificação profissional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais: quest&otilde;es te&oacute;ricas, metodol&oacute;gicas e pol&iacute;ticas </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Em&iacute;lia Maria da Trindade Prestes <sup>*</sup></b></p>     <p><sup>*</sup>Professora do Centro de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal da Para&iacute;ba. Coordena o Curso de Mestrado Profissional em Gest&atilde;o das Organiza&ccedil;&otilde;es Aprendentes da UFPB; atua no Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o e &eacute; bolsista de produtividade do CNPq.     <br> <a href="mailto:prestesemilia@yahoo.com.br">prestesemilia@yahoo.com.br</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resumo</b></p>     <p>O texto discute os aspectos te&oacute;rico-metodol&oacute;gicos e pol&iacute;ticos que orientam a avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais, comenta, de forma espec&iacute;fica, a avalia&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica brasileira de qualifica&ccedil;&atilde;o do trabalhador, adotada no pa&iacute;s na d&eacute;cada   de 1990, questiona as possibilidades de se empregarem modelos de avalia&ccedil;&atilde;o que possibilitem leituras capazes de expressar as singularidades e a diferencia&ccedil;&atilde;o das realidades m&uacute;ltiplas e conclui que as inova&ccedil;&otilde;es e as alternativas dos procedimentos avaliativos ainda n&atilde;o conseguem desbancar os modelos   de avalia&ccedil;&atilde;o tradicionais ancorados em testes estat&iacute;sticos estandardizados e   comparados. </p>     <p><b>Palavras-chave:</b> avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas; modelos te&oacute;rico-metodol&oacute;gicos de avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais; avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica de qualifica&ccedil;&atilde;o profissional. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B>Coment&aacute;rios preliminares </B></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais, apresentada ao mundo como uma necessidade incontest&aacute;vel das gest&otilde;es modernas por produzir informa&ccedil;&otilde;es para a tomada de decis&otilde;es governamentais, reparte, entretanto, opini&otilde;es e posi&ccedil;&otilde;es contr&aacute;rias &agrave;s suas pretens&otilde;es de responder, de forma conciliat&oacute;ria, a situa&ccedil;&otilde;es e interesses divergentes e at&eacute; opostos. </p>     <p>Em um interessante artigo sobre os indicadores  da avalia&ccedil;&atilde;o internacional da educa&ccedil;&atilde;o, Beltran provoca: </p>     <blockquote>    <p>¿Hasta qué punto la pretensión de elaborar indicadores alternativos para la educación no puede acabar, aun sin pretenderlo, legitimando y dando la razón al marco de referencia actual predominante que desde hace algunas décadas se encarga de medir el estado de la educación a nivel internacional? (Beltran, 2008, texto inédito, digitalizado, p.1). </p></blockquote>     <p>Esta coloca&ccedil;&atilde;o, que destaca a dimens&atilde;o pol&iacute;tica da avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais tamb&eacute;m se presta para que se atente para os problemas te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos da avalia&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas sociais, ou seja, para a sua dimens&atilde;o cient&iacute;fica, orientada para gerar conhecimentos. </p>     <p>Ali&aacute;s, embora as pr&aacute;ticas avaliativas esteja presente na maioria dos programas governamentais do mundo, o assunto n&atilde;o aparece como uma prioridade de estudo e de pesquisa na literatura internacional, sobretudo na academia brasileira, notadamente, nas disciplinas pol&iacute;ticas, sociol&oacute;gicas e educacionais, como comenta Farias (2005, pp.100- 101). A escassez de estudos ou de problematiza&ccedil;&atilde;o sobre as suas contribui&ccedil;&otilde;es para o aprimoramento e os avan&ccedil;os das avalia&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;ticas sociais e sua aplica&ccedil;&atilde;o na realidade concorre para que os modelos avaliativos adotados &ldquo;continuem gravitando na &oacute;rbita das quest&otilde;es anal&iacute;ticas mais tradicionalmente valorizadas pela Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica&rdquo; (Faria, 2005, p.22), fortalecendo a hegemonia da sua &ldquo;perspectiva gerencialista&rdquo;, assim como o seu car&aacute;ter centralizador. </p>     <p>Isso dificulta propostas inovadoras de avalia&ccedil;&otilde;es, refor&ccedil;a &ldquo;toda una poderosa ind&uacute;stria de indicadores diseminada a nivel internacional, que ejerce su influencia sobre los pa&iacute;ses desarrollados y em v&iacute;as de desarrollo (...) convirti&eacute;ndose em doctrina&rdquo; (Beltran, 2008, p.1), diminui os espa&ccedil;os de constru&ccedil;&atilde;o de cidadania e mina a confian&ccedil;a dos povos nos resultados da avalia&ccedil;&atilde;o. Apesar desses inconvenientes, a cada ano se observa um incremento consider&aacute;vel de processos avaliativos, sobremaneira em um momento em que complexos fen&ocirc;menos sociais provocam mudan&ccedil;as nas sociedades globalizadas, nas for-mas como os governos conduzem suas pol&iacute;ticas, nas institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e nos comportamentos das pessoas quando reivindicam seus direitos. Neste mundo complexo, como realizar avalia&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;ticas sociais que sejam capazes de contemplar os interesses governamentais e de setores poderosos da sociedade e, ao mesmo tempo, atender aos interesses e aos direitos de grupos sociais mais d&eacute;beis, diminuindo os desequil&iacute;brios e as desigualdades sociais e territoriais? Que concep&ccedil;&otilde;es, fundamentos, procedimentos e t&eacute;cnicas devem ser adotados nos atuais processos de avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais e que sejam capazes de lhes possibilitar transitar por interesses distintos, potencializando os mais d&eacute;beis? </p>     <p>É impossível deixar de reconhecer que o mundo mudou. E se não alterou a estrutura de poder, mudanças ocorreram nas formas de vida das pessoas e na cultura global. Hoje, algo muito novo está ocorrendo no mundo. A revolução das comunicações, uma economia cada vez mais globalizada e transformações profundas que ocorrem no nível de vida cotidiana, afetam países, organizações, famílias e pessoas de forma global. A notável capacidade que as pessoas têm de se conectar, desconectar e expressar livremente e, em tempo real, suas opiniões e posições acerca do que consideram melhor ou do que é justo, também contribuem para ampliar o crescimento de poder e a aumentar as desigualdades. Estas características da sociedade emergente que misturam formas antigas e desiguais com novos comportamentos e oportunidades, enunciam tanto as inseguranças provocadas pelo inusitado como a derrubada de fronteiras que aprisionam a democracia ou que limitam os direitos e as liberdades humanas. Por isso, os métodos e as técnicas empregados para coletar as informações do social e que são objeto de avaliação das políticas sociais estão desatualizados para revelar este social em mudanças e para propiciar informações capazes de construir políticas coerentes com a nova ordem. </p>     <p>Recentemente, as redes sociais, como ferramentas de informa&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o e debate, convertem-se em poderosos espa&ccedil;os de opini&atilde;o, posicionamento, e de an&aacute;lises das a&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o propiciadas pelo Estado e por suas pol&iacute;ticas. Estes espa&ccedil;os fogem do controle e do monitoramento das avalia&ccedil;&otilde;es oficiais e avan&ccedil;am na produ&ccedil;&atilde;o de novas perspectivas te&oacute;ricas, metodol&oacute;gicos e pol&iacute;ticas dos processos de avalia&ccedil;&atilde;o, se firmando como uma tend&ecirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o do futuro; tend&ecirc;ncia essa capaz de contribuir para a constru&ccedil;&atilde;o de processos avaliativos mais participativos e democr&aacute;ticos. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Essas pondera&ccedil;&otilde;es iniciais introduzem este ensaio, cujos objetivos s&atilde;o: (i) discorrer sobre algumas concep&ccedil;&otilde;es de avalia&ccedil;&atilde;o adotadas na literatura especializada e suas tend&ecirc;ncias; (ii) comentar o percurso hist&oacute;rico da avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais; (iii) apresentar alguns dos principais te&oacute;ricos e metod&oacute;logos da avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica social; e (iv) ilustrar o assunto com uma experi&ecirc;ncia concreta de avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica p&uacute;blica. </p>     <p><B>Os caminhos dos processos avaliativos das pol&iacute;ticas sociais </B></p>     <p>O que significa avaliar? Tradicionalmente, entende-se a avalia&ccedil;&atilde;o como uma ferramenta capaz de propiciar um valor, apreciar o merecimento ou estimar o ju&iacute;zo de algu&eacute;m ou de algo. Segundo Scriben, a avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; uma reflex&atilde;o sistem&aacute;tica para determinar os m&eacute;ritos, a validade e a import&acirc;ncia das coisas (Scriben, 1991, p.1, cit. por Vendug, 1996).Como atividade inspirada nas ci&ecirc;ncias sociais, tamb&eacute;m pode ser entendida como um exame sistem&aacute;tico de certos objetos, baseado em procedimentos cient&iacute;ficos de coleta e de an&aacute;lise de informa&ccedil;&atilde;o sobre o conte&uacute;do, a estrutura, o processo e os resultados e/ou impactos das a&ccedil;&otilde;es avaliadas na realidade (Rua, 2000, cit. por Ramos, 2009,p.2). </p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas sociais &eacute; concebida como um processo orientado para julgar a valora&ccedil;&atilde;o e os m&eacute;ritos de iniciativas pol&iacute;ticas governamentais, cujos resultados s&atilde;o capazes de expressar tanto os conflitos quanto as concilia&ccedil;&otilde;es sociais desenvolvidas em diferentes contextos e institui&ccedil;&otilde;es. Apoiado nas decis&otilde;es de poder e nas institui&ccedil;&otilde;es do Estado, sobretudo na m&aacute;quina governamental esse tipo de avalia&ccedil;&atilde;o tende a ser reconhecido como estrat&eacute;gia de interesses administrativos, governamentais e sociais, em cujas propostas se incluem dois objetivos b&aacute;sicos: a promo&ccedil;&atilde;o  da constru&ccedil;&atilde;o da autoconsci&ecirc;ncia da institui&ccedil;&atilde;o ou ag&ecirc;ncia que elabora a pol&iacute;tica, sobre seus limites e possibilidades de suas a&ccedil;&otilde;es, e a formula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es e an&aacute;lises sobre a pol&iacute;tica para o uso da institui&ccedil;&atilde;o avaliada, do governo e da sociedade. </p>     <p>As primeiras iniciativas avaliativas das pol&iacute;ticas sociais inspiradas nos procedimentos cient&iacute;ficos surgiram nos Estados Unidos, nos anos de 1950, e tiveram o prop&oacute;sito de respaldar as pol&iacute;ticas do &ldquo;bem-estar&rdquo; implantadas por diferentes administra&ccedil;&otilde;es. Naqueles anos de p&oacute;s-guerra, a administra&ccedil;&atilde;o norte-americana, disposta a implantar e a implementar pol&iacute;ticas capazes de solucionar seus problemas sociais e por sentir dificuldade de determinar a efic&aacute;cia das suas a&ccedil;&otilde;es, recorreu a informa&ccedil;&otilde;es baseadas em m&eacute;todos cient&iacute;ficos para sanar essas dificuldades (Pacheco, 1998, p. 1). Essa atitude ajudou a legitimar suas a&ccedil;&otilde;es, mesmo requerendo mais an&aacute;lises emp&iacute;ricas das conex&otilde;es socioecon&ocirc;micas dos fen&ocirc;menos avaliados. </p>     <p>Mesmo assim os avan&ccedil;os da avalia&ccedil;&atilde;o apoiados na ci&ecirc;ncia e em resultados estat&iacute;sticos, contribu&iacute;ram para que os estadistas norte-americanos conhecessem e comparassem internacionalmente os m&uacute;ltiplos aspectos da realidade nacional e impulsionassem a cria&ccedil;&atilde;o de indicadores de medida sobre a qualidade de vida de sua popula&ccedil;&atilde;o, nos aspectos de sa&uacute;de, alimenta&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o, condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, &oacute;cio, seguran&ccedil;a social e direitos humanos. Mas, por sua vez,a busca de solu&ccedil;&otilde;es racionais para os problemas sociais (Bidble &amp; Ellena, 1964; Callahan, 1962; Cremin, 1962, cit Pacheco, Salinas, 1998, p.121), por meio dos resultados avaliativos, nem sempre, ofereceram respostas sobre a efici&ecirc;ncia dessas pol&iacute;ticas para melhorar as condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o.Por isso, talvez, as avalia&ccedil;&otilde;es n&atilde;o gozassem de reconhecimento p&uacute;blico nem eram consideradas importantes para as decis&otilde;es pol&iacute;ticas. No plano acad&ecirc;mico, a bibliografia sobre o tema era prec&aacute;ria, e os numerosos livros de investiga&ccedil;&atilde;o social sequer mencionavam os seus procedimentos (Vendung, p. 361). Fora os desenhadores e os executores das avalia&ccedil;&otilde;es, a Academia, de forma geral,n&atilde;o parecia interessada em promover as investiga&ccedil;&otilde;es avaliativas. Mesmo assim os gestores estatais continuaram a buscar, nos seus resultados, respostas aos problemas sociais e poss&iacute;veis caminhos para &ldquo;facilitar vias de a&ccedil;&atilde;o ao futuro&rdquo; (Poland, 1974, p. 333. cit. Subirats, 1994, p. 139). </p>     <p>Em 1963, Cronbach, um dos pioneiros da avalia&ccedil;&atilde;o, observando a inoper&acirc;ncia dos resultados avaliativos frente aos objetivos programados, criticou severamente os seus procedimentos e prop&ocirc;s revis&otilde;es do seu desenho investigativo, da an&aacute;lise de dados e do marco te&oacute;rico usual (Shaw, 2003). Apesar das cr&iacute;ticas e de alguns recha&ccedil;os, a avalia&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas sociais, aos poucos, foi abrindo espa&ccedil;os para sua credibilidade, aceita&ccedil;&atilde;o e prest&iacute;gio, nos meios sociais e acad&ecirc;micos, e firmando-se como uma necessidade pol&iacute;tica e social.Isso se tornou evidente nos primeiros anos da d&eacute;cada de 1960, na administra&ccedil;&atilde;o do presidente Kennedy, quando, diante da explos&atilde;o das pol&iacute;ticas sociais, foi preciso dar respostas pol&iacute;ticas sobre sua efici&ecirc;ncia e efic&aacute;cia e sobre os recursos empregados.Enquanto isso, a avalia&ccedil;&atilde;o de programas sociais se havia convertido em uma profiss&atilde;o especializada, com suas pr&oacute;prias organiza&ccedil;&otilde;es, revistas e estudos dirigidos,que contribu&iacute;ram para que as pr&aacute;ticas avaliativas das pol&iacute;ticas sociais ganhassem novos adeptos e se tornassem mais vis&iacute;veis e legitimadas nos meios acad&ecirc;micos, pol&iacute;ticos e empresariais. </p>     <p>Entre 1965 e 1975, gra&ccedil;as a programas como o War on Poverty, que objetivava melhorar a qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o norte-americana e, ao mesmo tempo, controlar o dinheiro p&uacute;blico aplicado, a avalia&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas sociais passou a ser uma &ldquo;grande ind&uacute;stria&rdquo; (Rossi&amp; Freeman, 1985, p. 26). &Agrave; medida que crescia a sua import&acirc;ncia no meio social, os especialistas que atuavam nas &aacute;reas de desenvolvimento urbano, habita&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica e cultural iam criando as pr&oacute;prias organiza&ccedil;&otilde;es, as revistas e os estudos (Pacheco&amp; J.R. Pacheco, 1998, p. 11). Essas iniciativas propiciaram o florescimento de uma literatura de avalia&ccedil;&atilde;o em forma de manuais, textos e revistas, como a Evaluations Review, a Evaluation News e a Education Evaluation and Policy Analysis, entre outros, e ensejaram o surgimento das grandes sociedades profissionais &ndash; a Evaluation Research Society (de natureza mais acad&ecirc;mica) e a Evatuation Network (mais voltada para as interven&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas). Um pouco mais tarde, surgiu a American EvaluationAssociation, com novas perspectivas de avalia&ccedil;&atilde;o e de aproxima&ccedil;&otilde;es alternativas, em substitui&ccedil;&atilde;o ao paradigma tradicional positivista. </p>     <p>Em uma revis&atilde;o efetuada por Bernstein y Freeman (1975, cit.por Pacheco, 1998, p. 13), existia, na &eacute;poca,cerca de trezentos e oitenta e dois estudos de avalia&ccedil;&atilde;o relacionados &agrave;s pol&iacute;ticas sociais, mas muitos deles eram considerados ineficazes devido &agrave; falta de uma base te&oacute;rico-metodol&oacute;gica adequada &agrave;s necessidades do objeto da avalia&ccedil;&atilde;o. Isso significava que, mesmo fortalecida pelas fontes acad&ecirc;micas, as avalia&ccedil;&otilde;es continuavam teoricamente prec&aacute;rias para contemplar as m&uacute;ltiplas facetas das pol&iacute;ticas sociais e para responder &agrave;s expectativas dos gestores e da sociedade, o que requeria revis&otilde;es te&oacute;ricas e metodol&oacute;gicas. Assim, a inclus&atilde;o das posturas dos avaliadores no processo avaliativo e a aplica&ccedil;&atilde;o dos seus resultados passaram a serquestionadas como requisitos capazes de oferecer rigor e credibilidade &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Na d&eacute;cada de 1970, quando o cen&aacute;rio econ&ocirc;mico internacional mudou de configura&ccedil;&atilde;o, e os embates pol&iacute;ticos se fizeram presentes no mundo, cresceu a reputa&ccedil;&atilde;o das avalia&ccedil;&otilde;es das pol&iacute;ticas sociais como um importante instrumento de an&aacute;lise dos pol&ecirc;micos programas relacionados &agrave; pobreza e ao subdesenvolvimento. O contexto de redefini&ccedil;&atilde;o do estado de bem-estar social, em escala globalizada, aliado ao aumento da produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica, contribuiu para tornar a avalia&ccedil;&atilde;o um tipo de investiga&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica &ndash; e at&eacute; indispens&aacute;vel - para valorar a configura&ccedil;&atilde;o ou a efetividade das pol&iacute;ticas sociais em ado&ccedil;&atilde;o no mundo (Subirats, 1994, p. 139). Mas somente depois dos anos de 1980, quando as crises pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas internacionais se agudizaram e houve necessidade de as ag&ecirc;ncias internacionais e os governos nacionais identificarem as principais &aacute;reas que deveriam ser objeto de mais aten&ccedil;&atilde;o governamental foi que as avalia&ccedil;&otilde;es se consolidaram como um procedimento capaz de medir a efici&ecirc;ncia e a efic&aacute;cia das pol&iacute;ticas sociais adotadas pelos governos e seus impactos na sociedade. Quando os resultados dessas avalia&ccedil;&otilde;es adquiriram uma dimens&atilde;o internacional e passaram a ser objeto de uso pol&iacute;tico para justificar a desigualdade de tratamento entre os pa&iacute;ses economicamente fortes e os d&eacute;beis, a credibilidade, a validade e a confiabilidade dessas avalia&ccedil;&otilde;es come&ccedil;aram a ser objeto de mais aten&ccedil;&atilde;oda Academia e dos seus cr&iacute;ticos e da sociedade. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os abusos do emprego dos seus resultados, para justificar o fortalecimento de posi&ccedil;&otilde;es de poder e de mando, em um mundo aproximado pelas tecnologias e pelas comunica&ccedil;&otilde;es, come&ccedil;aram a ser questionados e criticados. Essas posi&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas n&atilde;o diminu&iacute;ram sua a&ccedil;&atilde;o nem restringiram sua forte influ&ecirc;ncia, em escala internacional, nas tomadas de decis&otilde;es pol&iacute;ticas. Por&eacute;m o novo contexto internacional em mudan&ccedil;as requeria descobertas e informa&ccedil;&otilde;es, e os governos precisavam de informa&ccedil;&otilde;es rigorosas e de cr&iacute;ticas para implantar novas pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es sociais para os tempos contempor&acirc;neos. Os processos avaliativos, como um instrumento de acompanhamento e de controle externo das pol&iacute;ticas governamentais, prometiam informa&ccedil;&otilde;es sobre o social e as transpar&ecirc;ncias p&uacute;blicas. Por isso, contraditoriamente, a avalia&ccedil;&atilde;o passou a ser vista, tamb&eacute;m, como um processo a servi&ccedil;o das causas democr&aacute;ticas e um pr&eacute;-requisito necess&aacute;rio para aperfei&ccedil;oar pol&iacute;ticas de inclus&atilde;o, equidade e de justi&ccedil;a social. Quando chegaram os anos de 1990, as pr&aacute;ticas de avalia&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas sociais j&aacute; estavam amplamente consolidadas e legitimadas na maioria dos pa&iacute;ses do mundo, incluindo a Am&eacute;rica Latina, o Caribe e o Brasil, em particular. Gradativamente, os seus procedimentos foram ficando complexos e passaram a requisitar novos procedimentos te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos. </p>     <p>Neste S&eacute;culo XXI, seus resultados, que prestigiaram diferentes pa&iacute;ses, governos e institui&ccedil;&otilde;es,acirram as competi&ccedil;&otilde;es, as disputas e os interesses e,algumas vezes, geram exclus&otilde;es. A constru&ccedil;&atilde;o de sofisticados e de criteriosos sistemas universais de indicadores homog&ecirc;neos, capazes de interpretar, comparar e monitorar resultados avaliativos de diferentes realidades, acentua o prest&iacute;gio desse tipo de avalia&ccedil;&atilde;o e impulsiona o aperfei&ccedil;oamento dos seus enfoques te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos e das suas ferramentas de avalia&ccedil;&atilde;o. O informe Next-steps, da Inglaterra, o Comit&ecirc; Interministerial de Avalia&ccedil;&atilde;o e o Conselho Cient&iacute;fico de Avalia&ccedil;&atilde;o da Fran&ccedil;a ou o Programme for Internacional Student Assessment &ndash; PISA - auspiciados pela Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e o Desenvolvimento Econ&ocirc;mico &ndash; OCDE -e dirigidospor cientistas sociais s&atilde;o exemplos concretos desses novos desenhos avaliativos. </p>     <p>Inegavelmente, o refinamento desses procedimentos avaliativos das pol&iacute;ticas sociais produz avan&ccedil;os e qualidades da informa&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e dos resultados estat&iacute;sticos. Entretanto, seguindo a ideia de Llavador, n&atilde;o devemos confundir sofistica&ccedil;&atilde;o, coer&ecirc;ncia e operacionaliza&ccedil;&atilde;o, que proporcionam os desenhos das modernas avalia&ccedil;&otilde;es internacionais com o terreno vivo, mutante e apaixonante da realidade. A representa&ccedil;&atilde;o da realidade n&atilde;o &eacute; a realidade, como recorda o autor (op.cit. p.8). Uma avalia&ccedil;&atilde;o que acentue a dimens&atilde;o democr&aacute;tica e a equidade assume a conota&ccedil;&atilde;o de um processo educativo e privilegia a &ldquo;constru&ccedil;&atilde;o de um conhecimento cr&iacute;tico, &eacute;tico e transformador&rdquo; (Saul, Freitas, Pontual &amp; Koyama, 2007, p. 117; Afonso, 2009) requer imagina&ccedil;&atilde;o &ldquo;sociol&oacute;gica&rdquo; e, &ldquo;na medida do poss&iacute;vel, um car&aacute;ter pedag&oacute;gico, isto &eacute;, um instrumento ao alcance de administradores, pol&iacute;ticos&rdquo;, educadores e da sociedade em geral, &ldquo;proporcionando li&ccedil;&otilde;es valiosas para o planejamento, a gest&atilde;o&rdquo; (Beltran, 2008, p.9) para o p&uacute;blico em geral e para as transforma&ccedil;&otilde;es sociais. </p>     <p>Hoje, na segunda d&eacute;cada dos anos 2000, apesar dos avan&ccedil;os da avalia&ccedil;&atilde;o e de suas sofisticadas ferramentas de coleta de dados e an&aacute;lises das informa&ccedil;&otilde;es, as limita&ccedil;&otilde;es conceituais e metodol&oacute;gicas dos seus procedimentos, j&aacute; apontadas por Cronbach, no ano de 1963, ainda persistem. </p>     <p><B>Os te&oacute;ricos da avalia&ccedil;&atilde;o e seus enfoques </B></p>     <p>A literatura sobre avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais identifica tr&ecirc;s est&aacute;gios que marcam a evolu&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica dos seus enfoques te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos. O primeiro, nos anos de 1960, caracterizava-se pela aplica&ccedil;&atilde;o rigorosa dos m&eacute;todos cient&iacute;ficos quantitativistas, com &ecirc;nfase no produto; o segundo, iniciado na d&eacute;cada de 1970, enfatizava a utiliza&ccedil;&atilde;o e o pragmatismo no incremento do uso da avalia&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s do emprego de t&eacute;cnicas quantitativas e qualitativas e do foco no processo; e o terceiro sintetizava os dois anteriores, com indica&ccedil;&atilde;o de &ldquo;integra&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas&rdquo;, em conformidade com o contexto e os objetivos da avalia&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Um dos primeiros te&oacute;ricos da avalia&ccedil;&atilde;o reconhecido pela literatura foi Donald Campbell, um realista cr&iacute;tico. Baseado na investiga&ccedil;&atilde;o experimental e qua-se experimental e nas rela&ccedil;&otilde;es entre vari&aacute;veis, Campbell defendia a primazia dos m&eacute;todos de falsifica&ccedil;&atilde;o quantitativista, por meio dos quais se podiam justificar as pretens&otilde;es de conhecimento, e o compromisso pol&iacute;tico da avalia&ccedil;&atilde;o para se organizar um mundo emancipador, mediante uma sociedade experimentadora. Michael Scriven, contempor&acirc;neo de Campbell, priorizou as perspectivas te&oacute;ricas e metodol&oacute;gicas da avalia&ccedil;&atilde;o, a postura &eacute;tica do avaliador e sua compet&ecirc;ncia para extrair as melhores interpreta&ccedil;&otilde;es da realidade social. Pregou que a avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; uma disciplina aut&ocirc;noma da Filosofia ou das Ci&ecirc;ncias Sociais e que o seu desenho deveria partir das necessidades dos usu&aacute;rios. Al&eacute;m disso, as pr&aacute;ticas de avalia&ccedil;&atilde;o deveriam ser externas aos interesses do programa e capazes de apontar solu&ccedil;&otilde;es eficazes para os problemas sociais. </p>     <p>Lee Cronbach, considerado &ldquo;um dos mais importantes e um dos menos apreciados&rdquo; te&oacute;ricos da primeira gera&ccedil;&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o (Shaw, 2003), defendeu a vincula&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o aos processos de constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento, &agrave; intera&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e &agrave;s tomadas de decis&atilde;o dos gestores. Cronbach, que defendia uma metodologia pluralista, com &ecirc;nfase no equil&iacute;brio da precis&atilde;o (fidedignidade), costumava criticar a submiss&atilde;o dos avaliadores aos gestores que controlavamos procedimentos avaliativos, por entender que, em um contexto de acordos pol&iacute;ticos, a avalia&ccedil;&atilde;o tanto podia se comprometer com a conserva&ccedil;&atilde;o quanto com a mudan&ccedil;a, mas que o papel do avaliador deveria ser cr&iacute;tico e erudito, mesmo que servisse a um interesse partidarista. </p>     <p>Robert Stake, pioneiro da teoria avaliativa participativa, da utiliza&ccedil;&atilde;o de metodologia de estudo de caso e da defesa de generaliza&ccedil;&otilde;es naturalistas, introduziu a indaga&ccedil;&atilde;o qualitativa nos m&eacute;todos participativos da avalia&ccedil;&atilde;o e defendeu a populariza&ccedil;&atilde;o e a democratiza&ccedil;&atilde;o do conhecimento e um m&eacute;todo baseado nos interesses locais. Suas ideias propiciaram avan&ccedil;os dos m&eacute;todos avaliativos e inovaram-nos. J&aacute; Carol Weiss, uma das primeiras investigadoras da avalia&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas sociais, adotou o pragmatismo metodol&oacute;gico nos processos avaliativos e defendeu que o avaliador deveria dispor de informa&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas e de explica&ccedil;&otilde;es sobre o objeto e sobre o contexto pol&iacute;tico avaliado para torn&aacute;-lo capaz de responder aos objetivos da avalia&ccedil;&atilde;o. Um enfoque inovador da avalia&ccedil;&atilde;o foi proposto por Ernest House, ao se posicionar em favor da democratiza&ccedil;&atilde;o e da justi&ccedil;a social da avalia&ccedil;&atilde;o, com destaque para a inclus&atilde;o, o di&aacute;logo e a delibera&ccedil;&atilde;o, considerados os tr&ecirc;s principais componentes da avalia&ccedil;&atilde;o. Adepto da teoria utilitarista da justi&ccedil;a, baseada em uma satisfa&ccedil;&atilde;o mais global, House entendia que a avalia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o produz conhecimentos certos, e que seus atos s&atilde;o de persuas&atilde;o e de argumenta&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o, de demonstra&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Essa primeira safra de te&oacute;ricos e de metod&oacute;logosda avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais foi ampliadanos anos de 1980, quando o prest&iacute;gio da avalia&ccedil;&atilde;o se expandiu no mundo. Esses pesquisadorespropuseram diferentes e inovadorasabordagens te&oacute;ricas e metodol&oacute;gicas que permitiram outros interessantes aportes<a name="top1" id="top1"></a><a href="#1"><sup>1</sup></a>. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No elenco dessa nova safra, William Reid &eacute; considerado como um dos herdeiros da tradi&ccedil;&atilde;o do pragmatismo norte-americano expressa nas obras de Peirce, James, Dewey e Rorty. Suas ideias se centralizam no desenvolvimento da pr&aacute;tica e nas quest&otilde;es sobre a natureza das tend&ecirc;ncias gerais da avalia&ccedil;&atilde;o &ndash; ainda n&atilde;o resolvidas. Ele aceita a experimenta&ccedil;&atilde;o incremental e parte do suposto gradualista de que &ldquo;os pequenos &ecirc;xitos de hoje s&atilde;o melhores que os grandes fracassos do passado&rdquo; (Shaw, 2003, pp. 61-62). </p>     <p>Outro importante te&oacute;rico contempor&acirc;neo da avalia&ccedil;&atilde;o - particularmente da avalia&ccedil;&atilde;oeducacional - &eacute; Elliot Eisner, cujo interesse pela avalia&ccedil;&atilde;o se direciona especificamente ao ensino e ao campo da Pedagogia. Ele foi um dos primeiros a centrar suas opini&otilde;es sobre avalia&ccedil;&atilde;o na reflex&atilde;o, na tarefa profissional imediata e no contexto sociocultural dos alunos. Utilizando uma metodologia de avalia&ccedil;&atilde;o predominantemente qualitativa, sem excluir elementos quantitativos, defendeu que as pr&aacute;ticas avaliativas sofrem influ&ecirc;ncia dos conceitos te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos apropriados pelos professores e pelos pressupostos filos&oacute;ficos da escola a que se filiam. </p>     <p>Egom Guba e Ivonna Lincon tamb&eacute;m s&atilde;o destacados por serem considerados os iniciadores da avalia&ccedil;&atilde;o construtivista e por advogarem a exist&ecirc;ncia de realidades m&uacute;ltiplas, constru&iacute;das socialmente. Sua teoria, baseada em um paradigma relativista, construtivista e infundido de valores, faz cr&iacute;ticas &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o tradicional - compartida, fragmentada e estruturada atrav&eacute;s de vari&aacute;veis. Para esse autor e essa autora, n&atilde;o h&aacute; outra realidade al&eacute;m daquela criada pelas pessoas quando tentam compreender o que as rodeia. Por isso, defendem que a avalia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o descobre nenhuma realidade que exista objetivamente, mas, apenas cria a realidade exposta. Como a realidade n&atilde;o pode ser estudada por partes, as rela&ccedil;&otilde;es entre o conhecedor e o conhecido e entreo investigador e o objeto da investiga&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m n&atilde;o podem ser separadas. A metodologia da avalia&ccedil;&atilde;o construtivista, de natureza dial&eacute;tica e hermen&ecirc;utica, envolve a negocia&ccedil;&atilde;o e o controle rec&iacute;proco. Seu objetivo &eacute; de alcan&ccedil;ar uma constru&ccedil;&atilde;o mais pr&oacute;xima e mais complexa dos contextos estudados. </p>     <p>Segundo Shaw (2003, p. 66), o paradigma de Guba e Lincon mudou as concep&ccedil;&otilde;es sobre avalia&ccedil;&atilde;o, ainda que n&atilde;o haja, at&eacute; o presente, exemplos emp&iacute;ricos de sua aplica&ccedil;&atilde;o nem crit&eacute;rios capazes de atestar sua validade metodol&oacute;gica. Daniel L. Stufflebeam, outro expoente contempor&acirc;neo das teorias da avalia&ccedil;&atilde;o, apresentou suas concep&ccedil;&otilde;es &ldquo;marcadamente apoiadas em princ&iacute;pios democr&aacute;ticos de equidade e justi&ccedil;a social&rdquo; (Saul Freitas, Pontual, Koyama, 2007, p. 122). O eixo te&oacute;rico desse autor defende as &ldquo;avalia&ccedil;&otilde;es centradas no objetivo transformador&rdquo; e a utiliza&ccedil;&atilde;o de metodologias capazes de contemplar as abordagens de agendas sociais, de expressar defesa de direitos e gerar mudan&ccedil;as sociais. Compreendendo que todo processo gira em torno de tomada de decis&otilde;es, defende os processos e os procedimentos avaliativos como um ato pol&iacute;tico e pedag&oacute;gico, conduzidos atrav&eacute;s de quatro tipos de decis&atilde;o: contexto, insumo, processo e produto.</p>     <p>Shaw (2003) comenta que, apesar dos enfoques inovadores e da import&acirc;ncia pol&iacute;tica adquirida pelos processos avaliativos no mundo em modifica&ccedil;&atilde;o, at&eacute; o final dos anos de 1990, vinte anos depois das posi&ccedil;&otilde;es de House, n&atilde;o existia nenhum autor que pudesse ser considerado &ldquo;o te&oacute;rico da avalia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica&rdquo; ou propor indicadores que unissem a efici&ecirc;ncia e a racionalidade t&eacute;cnica da avalia&ccedil;&atilde;o com a concreta leitura dos m&uacute;ltiplos aspectos da realidade social contida nos programas sociais. Essa opini&atilde;o, expressa no final dos anos de 1990, pode ser assumida, ainda na contemporaneidade dos anos 2012, incluindo-se os avan&ccedil;os e o aperfei&ccedil;oamento dos m&eacute;todos e das t&eacute;cnicas das avalia&ccedil;&otilde;es utilizadas pelos grandes sistemas avaliativos de compara&ccedil;&otilde;es internacionais, como o Programa para Avalia&ccedil;&atilde;o Internacional de Alunos (PISA), auspiciado pela Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e o Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE), como j&aacute; mencionado. Sob a &oacute;tica do aprimoramento das quest&otilde;es te&oacute;ricas e metodol&oacute;gicas, Schleicher, um dos respons&aacute;veis pelo desenvolvimento e pela aplica&ccedil;&atilde;o desse Programa, entende que os especialistas de avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de diferentes pa&iacute;ses se esfor&ccedil;am sobremaneira para aperfei&ccedil;oar seu desenho, seus m&eacute;todos, t&eacute;cnicas e an&aacute;lises. Isso faz com que, em sua opini&atilde;o, os sofisticados processos avaliativos de PISA e seus resultados sejam &ldquo;altamente v&aacute;lidos e confi&aacute;veis&rdquo; (Schleicher, 2006,p.31), mas que continuem apresentando muitos problemas t&eacute;cnicos, incluindo-se o desenvolvimento de um marco avaliativo einstrumental de avalia&ccedil;&atilde;o, capaz de contemplar as perspectivas pol&iacute;ticas da avalia&ccedil;&atilde;o educacional e as quest&otilde;es relacionadas &agrave; equidade e ao &ecirc;xito educativo dos avaliados (Schleicher, 2006, p.31). </p>     <p>Esses depoimentos, surgidos no seio dos pr&oacute;prios planejadores da avalia&ccedil;&atilde;o capitaneada pela OCDE, refor&ccedil;am as d&uacute;vidas filos&oacute;ficas, te&oacute;ricas, metodol&oacute;gicas e pol&iacute;ticas sobre a pertin&ecirc;ncia dos procedimentos avaliativos, para ampliar a dimens&atilde;o democr&aacute;tica e a justi&ccedil;a social da avalia&ccedil;&atilde;o. Assim, como conclui Afonso, a ado&ccedil;&atilde;o de avan&ccedil;os t&eacute;cnicos da avalia&ccedil;&atilde;o continua sem oferecer respostas para as grandes quest&otilde;es sociais, culturais e pol&iacute;ticas dos processos de participa&ccedil;&atilde;o, negocia&ccedil;&atilde;o e justifica&ccedil;&atilde;o de modelos expl&iacute;citos de justi&ccedil;a e de equidade social (Afonso, 2009, p.25). </p>     <p><B>Um exemplo de avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica social brasileira: o Plano Nacional de Avalia&ccedil;&atilde;o do Trabalhador (PLANFOR) </B></p>     <p>O Brasil ingressou nas avalia&ccedil;&otilde;es das pol&iacute;ticas sociais nos anos de 1970, sob a batuta do regime militar e em uma fase de crescimento e de moderniza&ccedil;&atilde;o das suas estruturas burocr&aacute;ticas e de suas pol&iacute;ticas sociais. Apesar do endividamento p&uacute;blico e de, gradativamente, ter perdido a capacidade de atender &agrave;s crescentes demandas sociais, o pa&iacute;s atravessava uma fase de moderniza&ccedil;&atilde;o da sua estrutura administrativa e da consolida&ccedil;&atilde;o da reforma do ensino superior, com a introdu&ccedil;&atilde;o da pesquisa cient&iacute;fica e acad&ecirc;mica nas universidades. Muitos dos novos pesquisadores, tamb&eacute;m gestores das institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, haviam sido formados no exterior, sobretudo nas Escolas de Administra&ccedil;&atilde;o norte-americanas e, gra&ccedil;as aos conhecimentos adquiridos, introduziram e organizaram as primeiras iniciativas para avaliaras pol&iacute;ticas sociais. Essas avalia&ccedil;&otilde;es, baseadas em modelos quantitativistas e experimentais, pretendiam dar respostas para que fosse poss&iacute;vel dinamizaras inova&ccedil;&otilde;es institucionais e controlar os gastos p&uacute;blicos aplicados pelo Estado nas causas sociais. </p>     <p>As primeiras avalia&ccedil;&otilde;es realizadas nessa d&eacute;cada por institui&ccedil;&otilde;es como o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, o da Sa&uacute;de ou do Desenvolvimentoforam feitas de forma t&iacute;mida e experimental, sob uma situa&ccedil;&atilde;o de instabilidade institucional, econ&ocirc;mica e de indefini&ccedil;&atilde;o sobre os rumos do pa&iacute;s. Quando chegou a d&eacute;cada de 1980, o crescente endividamento p&uacute;blico e a perda da capacidade do Estado para realizar suas fun&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas intensificaram a fiscaliza&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es internacionais como o Banco Mundial que, intervindo amplamente nas decis&otilde;es do governo nacional, passou a cobrar respostas dos gastos sociais p&uacute;blicos aplicados nas pol&iacute;ticas sociais e os benef&iacute;cios auferidos. Essas press&otilde;es internacionais e o surgimento de uma nova sociedade civil, em mobiliza&ccedil;&atilde;o, de forma contradit&oacute;ria, ajudaram as atividades de avalia&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas sociais a adquirirem mais espa&ccedil;os e visibilidade nos meios governamentais e sociais (Ramos, 2008, Farias, 2005). A transpar&ecirc;ncia da gest&atilde;o p&uacute;blica, a busca da melhoria da produtividade e a transi&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica eram reclamadas pela sociedade, como objetos de monitoramento e de avalia&ccedil;&atilde;o. Em 1995, o governo FHC, vivenciando uma forte crise financeira e inflacion&aacute;ria, e em plena crise do trabalho de dimens&otilde;es internacionais, lan&ccedil;ou o Plano Nacional de Forma&ccedil;&atilde;o Profissional &ndash; PLANFOR - um dos projetos destacado no Plano &ldquo;Brasil em A&ccedil;&atilde;o&rdquo; e que, gerenciado pelo Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego e pelas Secretarias Estaduais de Trabalho, teve como objetivo oferecer atividades de qualifica&ccedil;&atilde;o profissional a cinco milh&otilde;es de trabalhadores, em um prazo de cinco anos. Para avaliar essa pol&iacute;tica de redu&ccedil;&atilde;o do desemprego, foi montado em todo o pa&iacute;s, com a colabora&ccedil;&atilde;o das universidades, um sistema de avalia&ccedil;&atilde;o com vistas a mapear sua efici&ecirc;ncia, efic&aacute;cia e efetividade social. </p>     <p>Essas avalia&ccedil;&otilde;es, consideradas por certos grupos universit&aacute;rios como disseminadoras de valores e de finalidades de mercado, eram, contrariamente, defendidas por outros grupos, como uma possibilidade de inovar os m&eacute;todos e as t&eacute;cnicas da avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais e de contemplar as necessidades emancipat&oacute;rias dos trabalhadores (Prestes, 1999). Os resultados da avalia&ccedil;&atilde;o do PLANFOR, que foi realizada em todo o pa&iacute;s, e disponibilizados em relat&oacute;rios, serviram para organizar um banco de dados e de informa&ccedil;&otilde;es quantitativas sobre os valores dos investimentos dos Planos Estaduais de Qualifica&ccedil;&atilde;o &ndash; PEQs - n&uacute;mero de treinandos beneficiados, de concluintes, de evadidos e das pessoas qualificadas e encaminhadas ao mercado de trabalho. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O empenho nacional da avalia&ccedil;&atilde;o dessa pol&iacute;tica, que reuniu dezenas de especialistas e pesquisadores universit&aacute;rios sobre o assunto, al&eacute;m de sindicalistas, gestores e representantes de comunidades e diferentes entidades governamentais e n&atilde;o governamentais, n&atilde;o deu informa&ccedil;&otilde;es capazes de contemplar os pr&oacute;prios objetivos previstos pelo desenho da avalia&ccedil;&atilde;o do PLANFOR, a sua efici&ecirc;ncia, efic&aacute;cia e efetividade social, seja pelo enfoque te&oacute;rico ou pelas estrat&eacute;gias metodol&oacute;gicas ou por suas an&aacute;lises. As equipes do Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego (MTE), seus consultores e analistas eram conscientes das limita&ccedil;&otilde;es da avalia&ccedil;&atilde;o para oferecer informa&ccedil;&otilde;es sobre os impactos dessa pol&iacute;tica na melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida e de sociabilidade dos treinados, como estava planejado (Prestes, 1999 p. 49; Machado, 1999, p. 92-101). </p>     <p>Segundo Machado, os processos de avalia&ccedil;&atilde;o do PLANFOR, sobretudo os relativos &agrave; dimens&atilde;o da efetividade social, n&atilde;o eram &ldquo;um desafio simples, pois o objetivo de determinar a rela&ccedil;&atilde;o de causalidade entre a pol&iacute;tica examinada e as poss&iacute;veis transforma&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o-alvo &eacute; dif&iacute;cil de ser demonstrado, al&eacute;m de ser suscet&iacute;vel a muitas controv&eacute;rsias e questionamentos&rdquo; (Machado,1999, p. 97). Do ponto de vista do Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego (MTE), as dificuldades para aprimorar o seu processo de avalia&ccedil;&atilde;o residiam no pouco tempo da sua exist&ecirc;ncia e na &ldquo;escassez de metodologias testadas para a avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, em geral, e de programas de escala e caracter&iacute;sticas do PLANFOR, em particular&rdquo;. Suas estrat&eacute;gias metodol&oacute;gicas concentravam-se, majoritariamente, no m&eacute;todo quantitativo, e as an&aacute;lises e as interpreta&ccedil;&otilde;es dos resultados efetivavam-se atrav&eacute;s de pressupostos simplificados de causalidade, atividades e resultados, sem considerar as teias de rela&ccedil;&otilde;es e inter-rela&ccedil;&otilde;es do entorno social (Machado, 1999, p.92; 2000; Prestes, 1999). </p>     <p>No ano de 2001, o MTE decidiu melhorar o sistema de avalia&ccedil;&atilde;o, redefiniu seus conceitos e reorganizou as vari&aacute;veis e os indicadores adotados para as an&aacute;lises. Mas a categoria da avalia&ccedil;&atilde;o, denominada &ldquo;efetividade social&rdquo;, continuou a ser o grande desafio da avalia&ccedil;&atilde;o. Enquanto o governo necessitava de uma resposta sobre os resultados da pol&iacute;tica, a equipe cient&iacute;fica buscava mais precis&atilde;o conceitual dos termos e dos indicadores que lhe permitiria encaminhar pesquisas, realizar an&aacute;lises e estabelecer conclus&otilde;es cient&iacute;ficas. De forma ainda bastante imprecisa, chegou-se coletivamente ao conceito de efetividade social,compreendido como &ldquo;os resultados provenientes dessa pol&iacute;tica com os efeitos mais amplos e duradouros, al&eacute;m dos benef&iacute;cios diretos e indiretos para pessoas treinadas&rdquo;. Para se chegar &agrave; operacionaliza&ccedil;&atilde;o desse conceito, foram selecionados indicadores relacionados ao mercado, &agrave; renda, &agrave; produtividade, &agrave; qualidade dos produtos e dos servi&ccedil;os, &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de habilidades, de conhecimentos, de informa&ccedil;&otilde;es, de novas atitudes e sua aplica&ccedil;&atilde;o no trabalho, na fam&iacute;lia e na comunidade e dos efeitos processados atrav&eacute;s de conex&atilde;o com outras pol&iacute;ticas sociais. Assim, o conceito de efetividade social passou a ser compreendido como a possibilidade da pol&iacute;tica de qualifica&ccedil;&atilde;o do trabalhador (PLANFOR) promover uma melhoria nas condi&ccedil;&otilde;es de vida e de trabalho dos treinandos, produzindo reflexos nas condi&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento e de sustentabilidade local e regional e nos processos democr&aacute;ticos. </p>     <p>Apesar dos esfor&ccedil;os te&oacute;rico-conceituais dos desenhadores dessa avalia&ccedil;&atilde;o, os indicadores selecionados n&atilde;o foram capazes de expressar o seu n&iacute;vel de complexidade nem de apresentar, em curto prazo, dados e registros para darem respostas consistentes ao governo e &agrave; sociedade. Segundo Adelanto, tanto a pol&iacute;tica social quanto a estrutura social s&atilde;o processos dotados de uma enorme complexidade e marcados por contradi&ccedil;&otilde;es internas. Por isso,necessitam de uma rigorosa e organizada base de dados que contribua para uma s&oacute;lida an&aacute;lise dos impactos das pol&iacute;ticas sociais que ultrapasse uma suposta a&ccedil;&atilde;o corretora. Como o PLANFOR n&atilde;o dispunha desses requisitos,o seu modelo de an&aacute;lise &ldquo;objetivante&rdquo; e un&iacute;voco n&atilde;o foi capaz de refletir as realidades que ocorriam na estrutura social da &eacute;poca. No ano de 2003, o governo Lula substituiu o PLANFOR pelo Plano Nacional de Qualifica&ccedil;&atilde;o (PNQ), referenciado pelas diretrizes do novo Plano Plurianual (PPA) e estruturado em torno de tr&ecirc;s mega objetivos: a) a inclus&atilde;o social e a redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades sociais; b) o crescimento com gera&ccedil;&atilde;o de trabalho, emprego e renda ambientalmente sustent&aacute;vel e redutor das desigualdades regionais; a promo&ccedil;&atilde;o e a expans&atilde;o da cidadania e c) o fortalecimento da democracia. Entretanto, tais objetivos de inser&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; no mundo do trabalho de pessoas mais vulner&aacute;veis e sujeitas &agrave;s diversas formas de discrimina&ccedil;&atilde;o social n&atilde;o diferiram, substancialmente, daqueles expressos pelo PLANFOR. As diferentes tentativas de se avan&ccedil;ar nos campos te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos da avalia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o conseguiram eliminar suas limita&ccedil;&otilde;es relacionadas a sua concep&ccedil;&atilde;o te&oacute;rico-ideol&oacute;gica e &agrave;s pr&oacute;prias contradi&ccedil;&otilde;es da proposta expressas no seu desenho avaliativo. </p>     <p><B>Considera&ccedil;&otilde;es finais: a avalia&ccedil;&atilde;o como estrat&eacute;gia de resposta num mundo incerto </B></p>     <p>Este ensaio foi iniciado admitindo-se que as recentes avalia&ccedil;&otilde;es das pol&iacute;ticas sociais, como um campo de estudo da pesquisa social e como um mecanismo complexo e contradit&oacute;rio, colocadas ao servi&ccedil;o de interesses governamentais mas, tamb&eacute;m, a disposi&ccedil;&atilde;o dos interesses dos grupos sociais mais necessitados das pol&iacute;ticas sociais, requerem conhecimentos e estrat&eacute;gias plurais de ordem pol&iacute;tica, te&oacute;rica e metodol&oacute;gica. Como um acontecimento pol&iacute;tico, e em uma perspectiva de cidadania e de democratiza&ccedil;&atilde;o, as avalia&ccedil;&otilde;es podem ser um eficaz procedimento para contemplar interesses opostos num momento em que complexos fen&ocirc;menos provocam mudan&ccedil;as nas sociedades, nas institui&ccedil;&otilde;es e nas formas como as pessoas orientam as suas  a&ccedil;&otilde;es para o novidoso. Com o intuito de abrir espa&ccedil;os sobre esse assunto, conclu&iacute;mos com algumas considera&ccedil;&otilde;es. A primeira delas &eacute; que os avan&ccedil;os te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos dos procedimentos avaliativos, alguns deles calcados nos indiv&iacute;duos, nos processos e na qualidade, n&atilde;o foram suficientemente fortes nem criativos para desbancar os modelos tradicionais conduzidos pelos grandes projetos de avalia&ccedil;&atilde;o, sobretudo os internacionais, como o <I>PISA, </I>o <I>TIMSS</I> e o <I>Education at a Glance</I>, medidos atrav&eacute;s de testes estat&iacute;sticos estandardizados e comparados internacionalmente, com generaliza&ccedil;&otilde;es de realidades m&uacute;ltiplas (cf. Teodoro, 2008). Em segundo lugar, e diretamente relacionado a primeira considera&ccedil;&atilde;o, faltam estudos te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos mais inovadores sobre &ldquo;o papel da avalia&ccedil;&atilde;o na gera&ccedil;&atilde;o de <I>accountability </I>por parte dos agentes estatais, o potencial de &lsquo;empoderamento&rsquo; das comunidades menos privilegiadas e seu impacto na quest&atilde;o do controle social sobre o Estado&rdquo; (Faria, 2005, p.13). A terceira e &uacute;ltima considera&ccedil;&atilde;o e que estabelece uma conex&atilde;o entre as inova&ccedil;&otilde;es da avalia&ccedil;&atilde;o e a democratiza&ccedil;&atilde;o e empoderamento das comunidades, consiste na necessidade de os avaliadores e gestores avan&ccedil;arem na constru&ccedil;&atilde;o de novos modelos de avalia&ccedil;&atilde;o, cujos enfoques te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos possibilitem a constru&ccedil;&atilde;o de relatos hist&oacute;ricos alternativos, em um mundo que est&aacute; em mudan&ccedil;as. Essas mudan&ccedil;as, expressas na emerg&ecirc;ncia de um novo paradigma balizado pelas tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e de comunica&ccedil;&atilde;o, indicam que, se o poder de decidir continua com o Estado, seus recursos, seus planejamentos e suas decis&otilde;es &ndash; os rumos das suas pol&iacute;ticas sociais - est&atilde;o hoje mais abertos a uma multiplicidade de atores, o que enseja o envolvimento de cidad&atilde;os com reivindica&ccedil;&otilde;es, movimentos e organiza&ccedil;&otilde;es (Cardoso, 2012, p. 102). </p>     <p>A atual sociedade da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o, mesmo excluindo milh&otilde;es de pessoas dos benef&iacute;cios sociais e tecnol&oacute;gicos, possibilita que as popula&ccedil;&otilde;es sejam mais bem informadas, comuniquem-se diretamente com as autoridades atrav&eacute;s de diferentes m&iacute;dias, protestem nas ruas ou exprimam suas opini&otilde;es e avaliem as pol&iacute;ticas governamentais em r&aacute;dios, telefones, jornais e <I>websites</I>, sem pedir autoriza&ccedil;&atilde;o a ningu&eacute;m. Temas que envolvem as quest&otilde;es da pobreza e da desigualdade se aliam a quest&otilde;es da liberdade, das assimetrias de poder de natureza econ&ocirc;mica, do terrorismo, das drogas, das amea&ccedil;as ao meio ambiente, da bioepidemia e da igualdade dos sexos, da seguran&ccedil;a p&uacute;blica, da diversidade de orienta&ccedil;&atilde;o sexual e do papel da mulher (Cardoso, 2012, p.120), sendo objeto de aten&ccedil;&atilde;o e de posicionamentos coletivos. A emerg&ecirc;ncia desses aspectos refor&ccedil;a a necessidade de se rever as teorias e as metodologias adotadas nas avalia&ccedil;&otilde;es oficiais das pol&iacute;ticas sociais, no sentido de amplia&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o coletiva e dos direitos de cidadania; negligenciar esses novos requisitos pol&iacute;ticos, sociais e te&oacute;rico-metodol&oacute;gicos &eacute; permitir que os processos avaliativos continuem seguindo padr&otilde;es de avalia&ccedil;&atilde;o inadequados aos novos tempos, centrados nos interesses dos poderosos e de uma minoria, esvaziando os seus fundamentos t&eacute;cnicos, pol&iacute;ticos, culturais e morais. </p>     <p>Os pioneiros da avalia&ccedil;&atilde;o j&aacute; deram valiosas contribui&ccedil;&otilde;es, muitas delas inovadoras e desafiantes para o contexto de ent&atilde;o. Agora, quando o coletivo questiona suas certezas e desconfia de suas verdades, quando assume as incertezas como perspectivas de vida e de futuro, talvez seja preciso, como j&aacute; entendia Bourdieu (1998) h&aacute; quase vinte anos, que os atuais te&oacute;ricos e seus avaliadores inventem formas de comunica&ccedil;&atilde;o, destinem parte do seu tempo e da sua energia para dialogar com os avaliados, formulem linguagens e formas de express&atilde;o que promovam discuss&otilde;es coletivas sobre os resultados da avalia&ccedil;&atilde;o, inventem um novo estado de esp&iacute;rito, novas formas de express&atilde;o e de linguagem e estabele&ccedil;am com os avaliados di&aacute;logos por meio dos quais seja poss&iacute;vel abrir novos caminhos em busca de novos conhecimentos e de novas sociabilidades. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Afonso A. J. (2009). Nem tudo o que conta em Educa&ccedil;&atilde;o &eacute; mensur&aacute;vel ou compar&aacute;vel. Cr&iacute;tica &agrave; accountability baseada em estes estandardizados e rankings escolares. <I>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o</I>, 13, 13-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S1645-7250201200030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Beltran, J. (2008). <I>¿Indicadores alternativos o alternativa a los indicadores? Algunas reflexiones sobre política educativa. </I>Universidad de Valencia. Nota previa sobre este borrador. Barcelona, 4 septiembre (texto original).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S1645-7250201200030000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bourdieu, P. (1998). <I>Contrafogos: t&aacute;ticas para resistir &agrave; invas&atilde;o neoliberal</I>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S1645-7250201200030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Cardoso, F. H. (2012). <I>A soma e o resto. Um olhar sobre a vida aos 80 anos</I>. In Oliveira, M. D.( org.) (6&ordf;. ed.) Rio de Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S1645-7250201200030000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Faria, C. A. P. de (2005). A pol&iacute;tica da avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. <I>Revista Brasileira de Ci&ecirc;ncias Sociais, 20, 59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S1645-7250201200030000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </I></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gallego, R.; Gom&aacute;, R. &amp; Subirats (eds.) (2003). <I>Estado de Bienestar y comunidades aut&oacute;nomas. La descentralizaci&oacute;n de las pol&iacute;ticas sociales en Espa&ntilde;a. Temas de gesti&oacute;n y Administraci&oacute;n p&uacute;blica</I>. Barcelona: Universitat PompeuFabra, Madrid: Editorial Tecnos, Grupo Anaya S.A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S1645-7250201200030000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Garrell, D., Salvad&oacute;, T. &amp; Vives, J. (2000). Formaci&oacute;n laboral y pol&iacute;ticas activas de empleo. In Adelanto, J. (coord.). <I>Cambios en el Estado de Bienestar</I> (pp. 135-170).Barcelona: Icaria, Universitat Aut&oacute;noma de Barcelona.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S1645-7250201200030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gazier, B. (2000). Evaluaci&oacute;n de las pol&iacute;ticas activas de empleo: experiencias europeas. In<I> Ministerio de Trabajo y Asuntos Sociales. La Evaluaci&oacute;n de las Pol&iacute;ticas de Ocupaci&oacute;n </I>(pp. 41-56). Madrid: Subdirecci&oacute;n General de Publicaciones.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1645-7250201200030000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Machado, L. R. de S. (1999). Efic&aacute;cia, efici&ecirc;ncia e efetividade social na implementa&ccedil;&atilde;o dos PEQs. Anais do Semin&aacute;rio Nacional sobre avalia&ccedil;&atilde;o do PLANFOR: uma pol&iacute;tica p&uacute;blica de educa&ccedil;&atilde;o profissional em debate<I>. Cadernos UNITRABALHO, </I>93-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1645-7250201200030000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Melo, M. A. (2007). As sete vidas da agenda p&uacute;blica brasileira. In Rico, E. M.Rico(org.). <I>Avalia&ccedil;&atilde;o de Pol&iacute;ticas Sociais: uma quest&atilde;o em debate </I>(5&ordf;. ed.) (pp.11-28). S. Paulo: Cortez Editora, Instituto de Estudos Especiais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1645-7250201200030000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pacheco, E. R; Pacheco, J.R. Rebelloso &amp; Salinas, Jer&ocirc;nimo S. (1998). Evaluac&iacute;on de Programas en Educaci&oacute;n: La utilidad dos enfoques alternativos al planteamiento tradicional. Pacheco, E. R (ed.). <I>Evaluaci&oacute;n de Programas &Acirc;mbitos de Aplicaci&oacute;n. Textos Universit&aacute;rios</I>. (pp. 121-146). Barcelona: &ldquo;Sant Jordi&rdquo;. </p>     <!-- ref --><p>Pacheco, J. A. (2011). Curr&iacute;culo, Aprendizagem e Avalia&ccedil;&atilde;o. Uma abordagem face &agrave; agenda globalizada. <I>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o</I>, 17, 75-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1645-7250201200030000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Prestes, E. M.T. (l998). Repensando o conceito de educa&ccedil;&atilde;o profissional, empregabilidade e compet&ecirc;ncia no estado da Para&iacute;ba: tentativa de um avan&ccedil;o metodol&oacute;gico. <I>Plano Estadual de Qualifica&ccedil;&atilde;o Profissional</I>. Avalia&ccedil;&atilde;o do Programa de l997. UFPb/CCSA/CME/PPGE-CE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1645-7250201200030000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Prestes, E. M.T. (l999). Avalia&ccedil;&atilde;o do PLANFOR: reflex&otilde;es sobre fundamentos e metodologias. Anais do Semin&aacute;rio Nacional sobre avalia&ccedil;&atilde;o do PLANFOR: uma pol&iacute;tica p&uacute;blica de educa&ccedil;&atilde;o profissional em debate. <I>Cadernos UNITRABALHO, </I>41-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1645-7250201200030000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Ramos, M. (2008). Avalia&ccedil;&atilde;o de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas e Programas Sociais: aspectos  conceituais e metodol&oacute;gicos.Trabalho apresentado no XVI Encontro Nacional de Estudos Populacionais, ABEP,  realizado em Caxamb&uacute;- MG &ndash; Brasil, de 29 de setembro a 03 de outubro de 2008: dispon&iacute;vel em  <a href="http://www.abep.nepo.unicamp.br/encontro2008/docspdf/ABEP2008_1158.pdf" target="_blank">http://www.abep.nepo.unicamp.br/encontro2008/docspdf/ABEP2008_1158.pdf</a>, consultado em 20/08/2012. </p>     <p>Saul, A. M. , Freitas, J. C. de, Pontual, P. de C. &amp; Kpyama, S. M. (2007). A avalia&ccedil;&atilde;o do Plano Nacional de Qualifica&ccedil;&atilde;o &ndash; PNQ: construindo refer&ecirc;ncias. In Oliveira, R. V. (org).<I> Novo momento para as comiss&otilde;es de empego no Brasil. Sobre as condi&ccedil;&otilde;es da participa&ccedil;&atilde;o e do controle sociais no sistema p&uacute;blico de emprego em constru&ccedil;&atilde;o</I>. V.I.  S&atilde;o Paulo: A+ Comunica&ccedil;&atilde;o. </p>     <!-- ref --><p>Shaw, I. F. (2003). <I>La evaluaci&oacute;n cualitativa. Introduci&oacute;n a los m&eacute;todos cualitativos</I>. Paid&oacute;s: Barcelona.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1645-7250201200030000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Schleicher, A. (2006).<I>Fundamentos y cuestiones pol&iacute;ticas subyacentes al desarrollo de PISA. In: Revista de Educaci&oacute;n. N&uacute;mero extraordinario 2006</I>. PISA- Programa para la Evaluaci&oacute;n Internacional de Alumnos. Ministerio de Educaci&oacute;n y Ciencia. Secretaria General de Educaci&oacute;n (pp.21-43). Madrid. Es: Secretaria General T&eacute;cnica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1645-7250201200030000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Subirats, J. (1994). <I>An&aacute;lisis de Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas y efic&aacute;cia de la Administraci&oacute;n</I>. MAM. Ministerio para las Administraciones Publicas. Serie Administraci&oacute;n General. Ministerio para las administraciones publicas. Madrid. Es: Secretaria General T&eacute;cnica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1645-7250201200030000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Teodoro, A. (2008). Novos Modos de Regula&ccedil;&atilde;o transnacional de pol&iacute;ticas educativas. Evid&ecirc;ncias e possibilidades. In Teodoro, A. (org.). <I>Tempos e Andamentos nas Pol&iacute;ticas de Educa&ccedil;&atilde;o. Estudos Iberoamericanos</I>. (pp.19-38). Bras&iacute;lia: Liber Livro Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1645-7250201200030000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Vedung, E. (1997). <I>Evaluation de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas Y Programas</I>. Madrid: Ministerio de Trabajo y Asuntos Sociales. Instituto Nacional de Servicios Sociales.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1645-7250201200030000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Nota</b></p>     <p>Este texto &eacute; o avan&ccedil;o de um artigo produzido durante o est&aacute;gio de p&oacute;s-doutorado no exterior, financiado pela CAPES/Br. </p>     <p><a name="1"></a><a href="#top1"><sup>1</sup></a> Essas abordagens te&oacute;ricas s&atilde;o oriundas de te&oacute;ricos como Carr e Kemmis, 1986; Harvey, 1990 &ndash; (investiga&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica) &ndash; (vers&atilde;o neomaxista); Willis, 1977 (vers&atilde;o feminista); Ackere<FONT color="#6E6E6E">e <FONT color="#000000">outros, 1983; Humphries, 1990 (vers&atilde;o antirracista); Whitmore, 1994 (vers&otilde;es freirianas participativas); Edwards, 1989 e Martins, 1996 (vers&otilde;es das necessidades especiais); Oliver, 1992 (vers&atilde;o orientada para a <I>pr&aacute;xis</I>); Lather, 1986b (vers&otilde;es desconstrutivistas); Lather, 1991 (vers&atilde;o de potencia&ccedil;&atilde;o); Dullea e Mullnder, 1999; Everitt e Hardiker, 1996 e Miller, 1990 (vers&atilde;o de uma vis&atilde;o libertadora da avalia&ccedil;&atilde;o) (Shaw, 2003).</p>      ]]></body><back>
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