<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-7250</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Lusófona de Educação]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Lusófona de Educação]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-7250</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos e Intervenção em Educação e Formação (CeiEF)Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-72502013000300001</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Editorial]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Teodoro]]></surname>
<given-names><![CDATA[António]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brás]]></surname>
<given-names><![CDATA[José V.]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Neves]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<numero>25</numero>
<fpage>5</fpage>
<lpage>7</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-72502013000300001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-72502013000300001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-72502013000300001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><B>Editorial</B></p>     <p>&nbsp;</p>     <P    ><b>Ant&oacute;nio Teodoro</b>, <b>Jos&eacute; V. Br&aacute;s</b> &amp; <b>Maria Neves Gon&ccedil;alves</b> </P >     <P    >&nbsp;</P >     <P    >1. As revistas cient&iacute;ficas, mesmo quando atingem uma dimens&atilde;o internacional, t&ecirc;m sempre uma raiz local: resultam de um projeto de uma editora, de uma associa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, ou, como no caso da Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o (RLE), de um centro de investiga&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento (I&amp;D) de uma universidade. No caso da RLE, a sua edi&ccedil;&atilde;o, embora obedecendo &agrave;s melhores pr&aacute;ticas de publica&ccedil;&atilde;o (nomeadamente atrav&eacute;s do uso sistem&aacute;tico da blind peer review), procura responder &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas do Centro de Estudos Interdisciplinares em Educa&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento (CeiED), uma UI&amp;D inserida no sistema cient&iacute;fico portugu&ecirc;s tutelado pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (FCT). </P >     <P    >No exerc&iacute;cio de apresenta&ccedil;&atilde;o do programa estrat&eacute;gico para o per&iacute;odo de 2015 a 2020, elemento decisivo para a avalia&ccedil;&atilde;o das UI&amp;D pela FCT, o CeiED apresentou como um dos seus objetivos o de tornar a RLE uma das principais revistas internacionais no campo das Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, situando-a, em termos de Impact Factor, como uma das cem mais importantes a n&iacute;vel mundial. &Eacute; um objetivo extremamente ambicioso e de muito dif&iacute;cil alcance, mas que serve para mostrar a nossa permanente insatisfa&ccedil;&atilde;o e vontade de melhorar a qualidade da revista e da sua capacidade de penetra&ccedil;&atilde;o nas redes mundiais de difus&atilde;o cient&iacute;fica. </P >    <P    >Na estrat&eacute;gia definida figura a import&acirc;ncia do estabelecimento de redes e parcerias com outros centros de I&amp;D, nacionais ou estrangeiros. O presente n&uacute;mero insere-se nesta orienta&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica, contendo um dossier tem&aacute;tico, <I>Perspectivas e Desafios para a Educa&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Engenharia e Matem&aacute;tica</I>, elaborado em parceria com a Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento (UIED), da Universidade Nova de Lisboa. Na nota introdut&oacute;ria, da responsabilidade dos editores convidados, entre os quais figura um dos mais antigos membros do Conselho Editorial da RLE, &eacute; feita a apresenta&ccedil;&atilde;o dos artigos, selecionados a partir de um call for papers lan&ccedil;ado no final de 2011. A qualidade do dossier &eacute; ineg&aacute;vel, abrindo a RLE a problem&aacute;ticas em geral ausentes nos n&uacute;meros anteriores, mas que constituem uma das principais preocupa&ccedil;&otilde;es das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas (e da investiga&ccedil;&atilde;o no campo educativo) da atualidade. </P >    <P    >2. Para al&eacute;m desse dossier, o presente n&uacute;mero convida o leitor para a reflex&atilde;o de um outro conjunto de artigos que oferecem um outro olhar sobre os problemas da educa&ccedil;&atilde;o. </P >    <P    >Bernat Sureda Garcia &amp; Francisca Comas Rub&iacute;, em <I>La transici&oacute;n en los modelos de la pedagog&iacute;a del ocio a finales del franquismo a trav&eacute;s de fuentes fotogr&aacute;ficas: las colonias de verano de Can T&agrave;pera en Baleares</I>, exploram as possibilidades das fotografias como uma fonte para a hist&oacute;ria da educa&ccedil;&atilde;o. O  estudo baseia-se numa colec&ccedil;&atilde;o de fotografias de um acampamento de Ver&atilde;o no per&iacute;odo que medeia entre o final do regime de Franco e os primeiros anos de democracia. </P >    <P    >No artigo <I>Dados de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o e Artes Visuais: testemunho para a constru&ccedil;&atilde;o da Escola Inclusiva</I>, Maria Odete Emygdio da Silva reflete sobre a necessidade e a prem&ecirc;ncia de forma&ccedil;&atilde;o no que respeita &agrave; inclus&atilde;o de alunos com necessidades educativas especiais. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Lu&iacute;sa Schmidt e Jo&atilde;o Guerra, no artigo <I>Do Ambiente ao Desenvolvimento Sustent&aacute;vel: Contextos e Protagonistas da Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental em Portugal</I>, apontam para a necessidade de refor&ccedil;ar a vertente c&iacute;vica nos objetivos da D&eacute;cada das Na&ccedil;&otilde;es Unidades da Educa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel. E, pela investiga&ccedil;&atilde;o realizada, constatam a dificuldade de penetra&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o Ambiental/Educa&ccedil;&atilde;o para o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel EDS nos curricula dos ensinos b&aacute;sico e secund&aacute;rio, o que &eacute; sintoma duma desarticula&ccedil;&atilde;o institucional persistente entre os v&aacute;rios minist&eacute;rios envolvidos. </P >    <P    >No artigo, <I>A Administra&ccedil;&atilde;o Escolar: racionalidade ou racionalidades?</I>, Maria Jo&atilde;o de Carvalho argumenta que o facto da administra&ccedil;&atilde;o escolar adoptar os mesmos pressupostos da administra&ccedil;&atilde;o empresarial, &eacute; um factor decisivo para a situa&ccedil;&atilde;o de crise de racionalidade, de motiva&ccedil;&atilde;o e de legitimidade em que aquela se encontra. A racionalidade instrumental, n&atilde;o tem permitido que os actores educativos se constituam enquanto sujeitos democr&aacute;ticos. A pr&aacute;tica dos directores escolares parece bloquear o aparecimento de uma racionalidade democr&aacute;tica e emancipat&oacute;ria. A autora leva-nos a pensar a educa&ccedil;&atilde;o e a administra&ccedil;&atilde;o de outra maneira, enfatizando a necessidade dos indiv&iacute;duos terem a possibilidade de se tornarem sujeitos de sua pr&aacute;tica. Esse &eacute; o apelo do sentido emancipat&oacute;rio que a democracia encerra. </P >    <P    >Elisabete Paulo e Isabel Sanches recenseiam a obra de Charles Gardou intitulada <I>La soci&eacute;t&eacute; inclusive, parlons-en! Il n&rsquo;y a pas de vie minuscule</I>, publicada em 2012 pelas Editions &Eacute;r&egrave;s. Segundo o autor, os avan&ccedil;os cient&iacute;ficos e t&eacute;cnicos n&atilde;o se t&ecirc;m traduzido em mais equidade social mas, pelo contr&aacute;rio, t&ecirc;m acentuado a desigualdade, a competi&ccedil;&atilde;o e a sobrevaloriza&ccedil;&atilde;o de bens materiais. Charles Gardou, ao considerar que a defici&ecirc;ncia necessita de uma abordagem mais colectiva, salienta a import&acirc;ncia do alargamento de um espa&ccedil;o p&uacute;blico a todos, com institui&ccedil;&otilde;es e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas reformadas, atrav&eacute;s de uma acessibilidade multidimensional e universal. </P >    <P    >No cumprimento de uma das rubricas da pol&iacute;tica editorial da <I>Revista Lus&oacute;fona da Educa&ccedil;&atilde;o</I>, divulgam-se alguns dos resumos de Teses de Doutoramento defendidas no Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias. </P >    <P    >&nbsp;</P >     <P    >Lisboa, dezembro de 2013</P >      ]]></body>
</article>
