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<journal-title><![CDATA[Relações Internacionais (R:I)]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os acordos de cooperação económica entre a União Europeia e os países ACP]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Since the promulgation of Cotonou Agreements between the European Union and the Africa, Caribbean and Pacific Countries (ACP) the application of the Economic Partnership Agreements (EPA) has been deeply controversial. Analysts and organizations questioned the accords on spirit and letter, considering them potentially damaging to the process of sustainable development of the ACP. This article identifies and analyses the problems that became apparent during the agreements negotiations, taking into account the arguments raised by all parties concerned.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Os acordos de cooperação económica entre a União Europeia e os países ACP</b></p>      <p>Ana Maria Morgado Santos<a href="#a1">*</a> <a name="topa1"></a>e    José Manuel Caetano<a href="#a2">**</a><a name="topa2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Desde a promulgação do Acordo de Cotonou celebrado entre a União Europeia e    o grupo de países África, Caraíbas e Pacífico (ACP) que a aplicação dos designados    Acordos de Parceria Económica (APE) tem gerado profunda controvérsia. Muitos    autores e organizações contestaram o espírito e o teor dos acordos, tendo­os    considerado susceptíveis de afectar negativamente a sustentabilidade do processo    de desenvolvimento dos ACP. O presente artigo procura identificar e analisar    as dificuldades das negociações destes acordos, tendo como referência a racionalidade    dos argumentos referidos pelos diferentes agentes envolvidos.</p>     <p><i>Palavras-chave:</i> União Europeia, Países de África, Caraíbas e Pacífico, Acordo de Cotonou, Acordos de Parceria Económica</p>     <p></p>     <p><b>Economic and Cooperation Agreements between European Union and ACP countries</b></p>     <p>Since the promulgation of Cotonou Agreements    between the European Union and the Africa, Caribbean   and Pacific Countries (ACP) the    application of the Economic Partnership Agreements (EPA) has been deeply controversial. Analysts and organizations    questioned the accords on spirit and letter, considering them potentially damaging    to the process of sustainable development of the ACP. This article identifies and analyses    the problems that became apparent during the agreements negotiations, taking    into account the arguments raised by all parties concerned.</p>     <p><i>Keywords</i><i>:</i> European Union, Africa, Caribbean and Pacific Countries,    Cotonou Agreement, Economic Partnership Agreements</p>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p>Desde 1975 que os pa&iacute;ses de &Aacute;frica, Cara&iacute;bas e Pac&iacute;fico    (ACP) se assumem como os maiores receptores de ajuda comunit&aacute;ria, a qual    &eacute; regida desde 2000 pelo Acordo de Cotonou e pelo respectivo protocolo    financeiro, no &acirc;mbito do Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED)<sup><a href="#1">1</a></sup>.<a name="top1"></a></p>        <p>Na base dos benef&iacute;cios concedidos pela Uni&atilde;o Europeia (UE) aos    pa&iacute;ses ACP est&atilde;o sobretudo raz&otilde;es &eacute;ticas, uma vez    que entre estes pa&iacute;ses incluem-se alguns dos mais pobres do mundo; e    hist&oacute;ricas, devido &agrave;s fortes rela&ccedil;&otilde;es geradas durante    o per&iacute;odo colonial, embora estas raz&otilde;es tenham vindo a perder    import&acirc;ncia e grande parte da sua pertin&ecirc;ncia. Por um lado, o tempo    j&aacute; decorrido desde a independ&ecirc;ncia dos estados desvaloriza o tradicional    motivo colonial para a manuten&ccedil;&atilde;o de uma rela&ccedil;&atilde;o    afectiva e, por outro, o alargamento sucessivo da ue trouxe para o seu seio    pa&iacute;ses sem passado colonial e sem rela&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas    e preferenciais com as antigas col&oacute;nias. Finalmente, o objectivo declarado    nos acordos de estabelecer uma associa&ccedil;&atilde;o baseada na parceria    e na equidade entre todos os signat&aacute;rios, j&aacute; n&atilde;o se coaduna    com resqu&iacute;cios de paternalismo colonialista inerentes ao argumento hist&oacute;rico.</p>       <p>O Acordo de Cotonou substituiu as anteriores Conven&ccedil;&otilde;es de      Lom&eacute; que nos &uacute;ltimos vinte e cinco anos constitu&iacute;ram      o quadro privilegiado de coopera&ccedil;&atilde;o entre a UE e os ACP. Este      acordo vem estabelecer um novo quadro pol&iacute;tico que regula a coopera&ccedil;&atilde;o      entre as partes e procura prosseguir os objectivos de redu&ccedil;&atilde;o      da pobreza at&eacute; &agrave; sua erradica&ccedil;&atilde;o, de desenvolvimento      sustent&aacute;vel e de integra&ccedil;&atilde;o progressiva e faseada destes      pa&iacute;ses na economia mundial.</p>        <p>Os Acordos de Parceria Econ&oacute;mica (APE) surgem no &acirc;mbito do Acordo    de Cotonou e deveriam ter entrado em vigor a 1 de Janeiro de 2008. Com estes    acordos passaria a existir uma quase total liberaliza&ccedil;&atilde;o das trocas    comerciais entre a UE e os ACP. Neste sentido, os acordos evidenciam uma clara    reorienta&ccedil;&atilde;o da natureza das rela&ccedil;&otilde;es comerciais,    como j&aacute; reconhecia S. R. Hurt<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>    ao argumentar que o neoliberalismo foi assumindo uma posi&ccedil;&atilde;o de    hegemonia na pol&iacute;tica econ&oacute;mica internacional, promovendo a altera&ccedil;&atilde;o    da din&acirc;mica das rela&ccedil;&otilde;es Norte-Sul, tendo-se passado da    convic&ccedil;&atilde;o de que os pa&iacute;ses do Sul deviam ser protegidos    dos excessos da economia de mercado, para uma posi&ccedil;&atilde;o em que o    desenvolvimento econ&oacute;mico daqueles pa&iacute;ses passaria pela sua progressiva    integra&ccedil;&atilde;o no mercado mundial.</p>        <p>Neste contexto, a celebra&ccedil;&atilde;o dos citados APE tem levantado s&eacute;rias    reservas por parte de autores e de institui&ccedil;&otilde;es, quer dos pa&iacute;ses    ACP, quer dos estados-membros da UE, tendo gerado uma alargada coliga&ccedil;&atilde;o    de organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais (ong) no &acirc;mbito    das campanhas internacionais &laquo;Stop EPA&raquo; e &laquo;Global Call (EPA    2007)&raquo;. No fundamental, estes movimentos de contesta&ccedil;&atilde;o    receiam que uma r&aacute;pida e excessiva liberaliza&ccedil;&atilde;o das trocas    comerciais possa provocar um desequil&iacute;brio profundo na economia dos pa&iacute;ses    subscritores dos acordos<sup><a href="#3">3</a></sup>.<a name="top3"></a></p>        <p>Desde o in&iacute;cio das negocia&ccedil;&otilde;es dos APE em 2002 que a vis&atilde;o    da UE e dos pa&iacute;ses ACP sobre a forma como devem assumir os futuros acordos    comerciais UE-ACP tem sido muito distinta. Esta diverg&ecirc;ncia tem sido particularmente    evidente nos dom&iacute;nios da liberaliza&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio,    das denominadas &laquo;quest&otilde;es de Singapura&raquo; e da sustentabilidade    do desenvolvimento, em que as abordagens da Comiss&atilde;o Europeia (CE) e    dos pa&iacute;ses ACP se encontram, muitas vezes, em p&oacute;los opostos. Ora,    este artigo tem por objectivo proceder &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o    dos principais obst&aacute;culos ao processo negocial, bem como reflectir sobre    a argumenta&ccedil;&atilde;o apresentada por ambas as partes.</p>       <p> </p>        <p><b>O PROCESSO DE COOPERA&Ccedil;&Atilde;O UE-ACP: DE YAOUND&Eacute; A COTONOU</b></p>        <p>A coopera&ccedil;&atilde;o da UE com &Aacute;frica, iniciada no in&iacute;cio    dos anos de 1960, marca o princ&iacute;pio do processo de coopera&ccedil;&atilde;o    europeia para o desenvolvimento, o qual ficou vertido nas Conven&ccedil;&otilde;es    de Yaound&eacute; I (1964-1969) e Yaound&eacute; II (1971-1976). Tais conven&ccedil;&otilde;es    estabeleceram, no dom&iacute;nio comercial, os princ&iacute;pios da reciprocidade    das concess&otilde;es preferenciais entre a Comunidade Econ&oacute;mica Europeia    (CEE) e a Associa&ccedil;&atilde;o de Estados Africanos e do Malgaxe (eama),    da qual faziam parte 18 pa&iacute;ses africanos, a maioria dos quais tinham    sido antigas col&oacute;nias francesas. Foi de facto a heran&ccedil;a colonial    de alguns pa&iacute;ses, especialmente da Fran&ccedil;a, que determinou a conclus&atilde;o    destas conven&ccedil;&otilde;es<a name="top4"></a><sup><a href="#4">4</a></sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A entrada do Reino Unido na CEE, em 1973, obrigou ao estabelecimento de um    modelo de coopera&ccedil;&atilde;o num quadro mais alargado no dom&iacute;nio    geogr&aacute;fico. Tal deveu-se &agrave; necessidade de preservar o tratamento    preferencial que os pa&iacute;ses da Commonwealth usufru&iacute;am at&eacute;    ent&atilde;o no mercado brit&acirc;nico, o qual n&atilde;o podia continuar nos    mesmos moldes com a aplica&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios da Pol&iacute;tica    Comercial Comum ao Reino Unido. A solu&ccedil;&atilde;o adoptada consistiu ent&atilde;o    na defini&ccedil;&atilde;o do primeiro acordo entre a cee e os pa&iacute;ses    ACP<sup><a href="#5">5</a><a name="top5"></a></sup>, que integravam parte dos    pa&iacute;ses em desenvolvimento da Commonwealth, os pa&iacute;ses africanos    ligados &agrave;s Conven&ccedil;&otilde;es de Yaound&eacute; e, ainda, mais    alguns pa&iacute;ses em desenvolvimento<sup><a href="#6">6</a></sup>.<a name="top6"></a></p>       <p>Em consequ&ecirc;ncia, a cee e 44 pa&iacute;ses ACP assinaram a 28 de Fevereiro      de 1975, em Lom&eacute; (capital do Togo), a primeira Conven&ccedil;&atilde;o      de Lom&eacute; (1975-1980), a qual introduziu algumas altera&ccedil;&otilde;es      de fundo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas antecessoras. Ao n&iacute;vel      da coopera&ccedil;&atilde;o comercial, o novo acordo seguiu o princ&iacute;pio      da n&atilde;o reciprocidade, o que significava que os pa&iacute;ses ACP n&atilde;o      eram obrigados a conceder tratamento preferencial &agrave;s importa&ccedil;&otilde;es      provenientes da cee. </p>        <p>Este princ&iacute;pio de n&atilde;o reciprocidade foi mantido nas sucessivas    Conven&ccedil;&otilde;es de Lom&eacute;<sup><a href="#7">7</a><a name="top7"></a></sup>:    Lom&eacute; II (1980-1985), Lom&eacute; III (1985-1990) e Lom&eacute; IV (1990-2000).    Lister (1988), citado por G. Forwood<sup><a href="#8">8</a><a name="top8"></a></sup>,    enumera os cinco factores que ajudam a explicar a longevidade do regime de Lom&eacute;    (1975-2000): a tend&ecirc;ncia para a in&eacute;rcia nas rela&ccedil;&otilde;es    internacionais; o interesse dos ACP na ajuda da UE; o interesse da UE nas pol&iacute;ticas    e na economia dos ACP; o baixo perfil pol&iacute;tico das conven&ccedil;&otilde;es;    e, finalmente, a sua capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s normas    pol&iacute;ticas internacionais num quadro em permanente altera&ccedil;&atilde;o.</p>        <p>Todavia, o campo de ac&ccedil;&atilde;o das sucessivas conven&ccedil;&otilde;es,    em particular a de Lom&eacute; IV, situou-se claramente para al&eacute;m das    meras prefer&ecirc;ncias comerciais e da ajuda ao desenvolvimento. Com efeito,    a Conven&ccedil;&atilde;o de Lom&eacute; IV, estabelecida ap&oacute;s o fim    do per&iacute;odo de bipolariza&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel mundial, faz    j&aacute; refer&ecirc;ncia expressa aos condicionalismos pol&iacute;ticos, nomeadamente    &agrave; promo&ccedil;&atilde;o do respeito pelos direitos humanos, um aspecto    que at&eacute; a&iacute; tinha sido vigorosamente contestado pelos pa&iacute;ses    ACP<sup><a href="#9">9</a></sup>.<a name="top9"></a></p>       <p> </p>        <p>A<b>CORDO DE COTONOU: MUDAN&Ccedil;A EM RELA&Ccedil;&Atilde;O AO PASSADO</b></p>        <p>O Acordo de Cotonou (capital do Benim), assinado a 23 de Junho de 2000, pretendia    estabelecer o quadro de coopera&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es    pol&iacute;ticas, de coopera&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel das rela&ccedil;&otilde;es    comerciais UE-ACP entre a UE e 77 pa&iacute;ses ACP e est&aacute; em vigor at&eacute;    2020. Este novo acordo introduziu significativas altera&ccedil;&otilde;es em    rela&ccedil;&atilde;o &agrave; natureza dos quadros regulamentares anteriores,    assumindo mesmo uma ruptura com aqueles em alguns aspectos<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>.    De facto, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s precedentes Conven&ccedil;&otilde;es    de Lom&eacute;, este acordo apresenta v&aacute;rias inova&ccedil;&otilde;es,    das quais se destaca a import&acirc;ncia atribu&iacute;da &agrave; promo&ccedil;&atilde;o    da integra&ccedil;&atilde;o regional dos pa&iacute;ses signat&aacute;rios e    o fim das prefer&ecirc;ncias comerciais n&atilde;o rec&iacute;procas concedidas    pela UE aos ACP. </p>        <p>A integra&ccedil;&atilde;o regional assume de facto um papel relevante neste    acordo, pois a liberaliza&ccedil;&atilde;o nas rela&ccedil;&otilde;es comerciais    intra-regionais &eacute; entendida pela UE como um est&iacute;mulo &agrave;    mudan&ccedil;a estrutural nos pa&iacute;ses ACP para liberalizarem os seus regimes    de com&eacute;rcio e avan&ccedil;arem gradualmente para a liberaliza&ccedil;&atilde;o    multilateral, bastante mais exigente em termos de competitividade e de performance    econ&oacute;mica dos pa&iacute;ses envolvidos<sup><a href="#11">11</a></sup>.<a name="top11"></a></p>        <p>O novo acordo, baseando-se nas actuais regras da Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial do Com&eacute;rcio (OMC), prev&ecirc;, ap&oacute;s um per&iacute;odo    de transi&ccedil;&atilde;o definido, que sejam introduzidos os APE que ir&atilde;o    substituir os regimes n&atilde;o rec&iacute;procos de Lom&eacute; e, por essa    via, implementar um regime bilateral para o com&eacute;rcio de bens e servi&ccedil;os,    de forma a que o com&eacute;rcio esteja totalmente liberalizado at&eacute; 2020.</p>        <p>Deste modo, as novas disposi&ccedil;&otilde;es do Acordo de Cotonou sobre com&eacute;rcio    cobrem duas fases importantes<sup><a href="#12">12</a><a name="top12"></a></sup>.    Na primeira, s&atilde;o prolongados os regimes de prefer&ecirc;ncias comerciais    n&atilde;o rec&iacute;procas at&eacute; 31 de Dezembro de 2007. O per&iacute;odo    2000-2007 constituiu uma fase de transi&ccedil;&atilde;o, na qual os ACP deveriam    ter desenvolvido a capacidade dos respectivos sectores p&uacute;blicos e privados    de modo a prepararem-se para o estabelecimento dos APE<sup><a href="#13">13</a><a name="top13"></a></sup>.    Na segunda fase do Acordo de Cotonou (2008-2020), dever&atilde;o ser gradualmente    introduzidos os APE, implicando que os pa&iacute;ses ACP ter&atilde;o que, de    forma rec&iacute;proca, promover a abertura dos respectivos mercados.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na opini&atilde;o de respons&aacute;veis da UE, os APE visam ajudar os pa&iacute;ses    ACP a erradicar a pobreza, favorecendo a sua integra&ccedil;&atilde;o regional    e a sustentabilidade do processo de desenvolvimento socioecon&oacute;mico de    modo a permitir a inser&ccedil;&atilde;o progressiva destes pa&iacute;ses na    economia mundial<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>. Previa-se    que os APE fossem assinados at&eacute; final de Dezembro de 2007 entre a UE    e cada uma das seis regi&otilde;es que foram consideradas para agrupar o conjunto    dos pa&iacute;ses ACP<sup><a href="#15">15</a></sup>.<a name="top15"></a></p>        <p>Alguns especialistas t&ecirc;m manifestado um certo cepticismo em rela&ccedil;&atilde;o    aos APE, alertando para a possibilidade de aparecerem efeitos negativos nos    ACP, nomeadamente<sup><a href="#16">16</a><a name="top16"></a></sup>:</p>       <p> </p>       <p>a)      o aumento das margens de lucro dos exportadores europeus, em vez de uma diminui&ccedil;&atilde;o      dos pre&ccedil;os no consumidor e nos importadores dos ACP;</p>       <p>b)      uma redu&ccedil;&atilde;o acentuada nas receitas aduaneiras, n&atilde;o compensada      pela diversifica&ccedil;&atilde;o das receitas fiscais a curto e m&eacute;dio      prazo;</p>       <p>c)      uma press&atilde;o adicional sobre os pa&iacute;ses ACP para liberalizarem      os seus regimes comerciais numa propor&ccedil;&atilde;o razo&aacute;vel, em      compara&ccedil;&atilde;o com o que fariam unilateralmente; </p>       <p>d)      algum impedimento &agrave; diversifica&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio      dos ACP com outros parceiros comerciais que n&atilde;o a UE;</p>       <p>e)      algumas complica&ccedil;&otilde;es no processo de integra&ccedil;&atilde;o      regional devido ao tratamento diferenciado relativamente a pa&iacute;ses pertencentes      ao mesmo agrupamento regional; </p>       <p>f)      o refor&ccedil;o de antigos est&iacute;mulos enviesados aos agentes econ&oacute;micos      que v&ecirc;m desde Lom&eacute;, os quais t&ecirc;m levado os pa&iacute;ses      ACP a concentrar-se na obten&ccedil;&atilde;o de prefer&ecirc;ncias comerciais,      em vez de adoptarem uma posi&ccedil;&atilde;o proactiva, particularmente no      seio do sistema comercial multilateral.</p>       <p> </p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, os referidos autores sublinham que estes alertas dever&atilde;o estar    sempre presentes aquando das solu&ccedil;&otilde;es a negociar entre os subscritores    dos APE. Alguns governantes dos ACP t&ecirc;m tamb&eacute;m manifestado s&eacute;rias    reservas relativamente aos benef&iacute;cios provenientes dos APE. Refira-se,    como exemplo, Aliyu Modibo, ministro do Com&eacute;rcio e Ind&uacute;stria da    Nig&eacute;ria<sup><a href="#17">17</a><a name="top17"></a></sup>, que, numa    confer&ecirc;ncia de alto n&iacute;vel sobre as rela&ccedil;&otilde;es comerciais    entre ACP-UE realizada em Outubro de 2006, afirmou:</p>        <p> </p>     <p><i>&laquo;existem receios de que a liberaliza&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio    e do investimento, atrav&eacute;s da redu&ccedil;&atilde;o gradual das barreiras    comerciais entre os dois blocos econ&oacute;micos aumente ainda mais o fosso    entre os dois e v&aacute;, provavelmente, destruir o pouco desenvolvimento que    alguns pa&iacute;ses ACP conseguiram alcan&ccedil;ar ao longo dos &uacute;ltimos    anos.&raquo;</i></p>        <p>Por seu lado, Ato Girna Birru, ministro do Com&eacute;rcio e Ind&uacute;stria    da Eti&oacute;pia<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>, declarou    em 2006: </p>        <p> </p>     <p><i>&laquo;este tipo de liberaliza&ccedil;&atilde;o comercial entre parceiros    desiguais tem provado historicamente ser uma ferramenta ineficaz para o desenvolvimento,    revelando-se mesmo contraproducente. Este tipo de pol&iacute;tica de liberaliza&ccedil;&atilde;o    do com&eacute;rcio pode inibir a capacidade dos nossos pa&iacute;ses para reduzirem    a pobreza e garantir um desenvolvimento sustent&aacute;vel.&raquo;</i></p>       <p> </p>        <p><b>AS RAZ&Otilde;ES PARA UM NOVO ACORDO DE COOPERA&Ccedil;&Atilde;O UE-ACP</b></p>       <p>Face ao enfoque anterior, torna-se pertinente colocar a seguinte quest&atilde;o:      o que motivou a UE a alterar a sua pol&iacute;tica de coopera&ccedil;&atilde;o      para o desenvolvimento e a introduzir modifica&ccedil;&otilde;es apreci&aacute;veis      no quadro que rege as suas rela&ccedil;&otilde;es com os ACP, nomeadamente      apostando decisivamente na quase total liberaliza&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio      entre as duas partes? </p>        <p>S&atilde;o v&aacute;rias e de natureza distinta as raz&otilde;es apontadas    para tal facto. A primeira prende-se com os resultados decepcionantes dos anteriores    Acordos de Lom&eacute;<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>. De    facto, ap&oacute;s vinte e cinco anos de vig&ecirc;ncia destes acordos, esperavam-se    ganhos substanciais de quota de mercado na UE por parte dos pa&iacute;ses ACP.    Contudo, o que se veio a verificar foi um decl&iacute;nio acentuado da import&acirc;ncia    daqueles pa&iacute;ses, quer no mercado mundial, quer no mercado europeu, ao    inv&eacute;s de outros pa&iacute;ses que n&atilde;o beneficiaram de tais prefer&ecirc;ncias    e que viram aumentar as respectivas quotas naqueles mercados<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>.    Na realidade, as exporta&ccedil;&otilde;es dos ACP, que correspondiam a 3,4    por cento do total mundial em 1976, desceram para apenas 1,1 por cento em 1999.    Do mesmo modo, as exporta&ccedil;&otilde;es para a UE, que representavam 6,7    por cento das importa&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias em 1976, ca&iacute;ram    para cerca de 2,8 por cento em 1999<sup><a href="#21">21</a></sup>.<a name="top21"></a></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em segundo, verificava-se uma elevada concentra&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica    e sectorial do com&eacute;rcio preferencial, j&aacute; que em 1999 apenas 10    pa&iacute;ses africanos e nove produtos representavam 61 por cento e 57 por    cento do total das exporta&ccedil;&otilde;es dos ACP, respectivamente. Tal significa    que estes pa&iacute;ses diversificaram pouco a estrutura do seu com&eacute;rcio    que se centra essencialmente em produtos como o alum&iacute;nio, rum, bananas    e &oacute;leo, os quais se encontram sujeitos a fortes flutua&ccedil;&otilde;es    de pre&ccedil;os no mercado mundial<sup><a href="#22">22</a><a name="top22"></a></sup>.    Por outro lado, apenas 10 pa&iacute;ses, no m&aacute;ximo, conseguiram efectivamente    beneficiar das vantagens preferenciais concedidas pela UE<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>.    Entre eles encontram-se alguns pa&iacute;ses bastante beneficiados por protocolos    espec&iacute;ficos, como &eacute; o caso, por exemplo, da ilha Maur&iacute;cia    que foi a grande benefici&aacute;ria do Protocolo do A&ccedil;&uacute;car<sup><a href="#24">24</a><a name="top24"></a></sup>.</p>        <p>Os decepcionantes resultados comerciais obtidos pelos ACP t&ecirc;m sido objecto    de muitas an&aacute;lises. As raz&otilde;es para os maus resultados obtidos    est&atilde;o relacionadas com constrangimentos registados ao n&iacute;vel da    oferta<sup><a href="#25">25</a><a name="top25"></a></sup>. De facto, a persist&ecirc;ncia    de problemas estruturais inerentes &agrave;s economias ACP, os quais t&ecirc;m    limitado a sua competitividade externa, a aus&ecirc;ncia de investimento e o    baixo n&iacute;vel de industrializa&ccedil;&atilde;o, combinados com as dificuldades    econ&oacute;micas originadas pela conjuntura internacional e a exist&ecirc;ncia    de sofisticados mecanismos de proteccionismo camuflado no mercado comunit&aacute;rio,    s&atilde;o alguns factores apontados como respons&aacute;veis pelo fracasso    do sistema<sup><a href="#26">26</a></sup>.<a name="top26"></a></p>        <p>Numa orienta&ccedil;&atilde;o similar, Van Hoestenberghe e Roelfsema<sup><a href="#27">27</a></sup>    <a name="top27"></a>defendem que n&atilde;o faz sentido obter prefer&ecirc;ncias    comerciais, das quais n&atilde;o se pode tirar proveito devido ao d&eacute;bil    ambiente econ&oacute;mico e pol&iacute;tico, a inadequadas pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas, &agrave; aus&ecirc;ncia de infra-estruturas de transporte e    de comunica&ccedil;&otilde;es ou &agrave; perman&ecirc;ncia de situa&ccedil;&otilde;es    de conflito e de guerras declaradas. Por outro lado, Hinkle<sup><a href="#28">28</a><a name="top28"></a></sup>    sublinha, a prop&oacute;sito, que estes obst&aacute;culos conduziram a elevados    custos de transac&ccedil;&atilde;o e de produ&ccedil;&atilde;o, a atrasos no    acesso aos mercados globais e, consequentemente, &agrave; perda de competitividade    dos produtos ACP num mundo cada vez mais globalizado.</p>        <p>Uma terceira raz&atilde;o avan&ccedil;ada para a mudan&ccedil;a de atitude    da UE para com os ACP prende-se com o facto de a &uacute;ltima Conven&ccedil;&atilde;o    de Lom&eacute; ter sido assinada em 1989, ano da queda do Muro de Berlim &#8211;    evento que provocou o fim do conflito Leste-Oeste. Tal facto veio revolucionar    o cen&aacute;rio da pol&iacute;tica econ&oacute;mica internacional, abrindo    o caminho para uma coopera&ccedil;&atilde;o baseada em novos valores e princ&iacute;pios,    os quais n&atilde;o estavam reflectidos no Acordo de Lom&eacute;<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>.    Exemplo disso foi a conclus&atilde;o das negocia&ccedil;&otilde;es comerciais    da Ronda do Uruguai em Abril de 1994 e o in&iacute;cio do funcionamento em 1995    da OMC, que transformaram o quadro institucional do sistema comercial internacional    e que ajudaram a acelerar o processo de globaliza&ccedil;&atilde;o da economia,    assente na evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica e na liberaliza&ccedil;&atilde;o    da economia que muitos pa&iacute;ses levaram a cabo nos &uacute;ltimos anos.    Ora, as an&aacute;lises realizadas mostram de forma crua que os pa&iacute;ses    ACP n&atilde;o estavam preparados para este exigente processo de transforma&ccedil;&atilde;o    estrutural.</p>        <p>N&atilde;o obstante as raz&otilde;es j&aacute; invocadas, a necessidade de    reestruturar a coopera&ccedil;&atilde;o comercial ter&aacute; sobretudo que    ver com o facto de a Conven&ccedil;&atilde;o de Lom&eacute; violar as regras    da OMC. O problema n&atilde;o residia no facto da UE e os estados-membros terem    acordado um tratamento preferencial aos pa&iacute;ses ACP, mas sim no facto    de esse regime n&atilde;o ter sido extensivo aos restantes pa&iacute;ses em    desenvolvimento, o que violava de forma flagrante a &laquo;Cl&aacute;usula da    Na&ccedil;&atilde;o mais Favorecida&raquo;<sup><a href="#30">30</a><a name="top30"></a></sup>.    Como tal, a adop&ccedil;&atilde;o da IV Conven&ccedil;&atilde;o de Lom&eacute;    teve que ser precedida de um pedido de autoriza&ccedil;&atilde;o ao GATT (e    posteriormente &agrave; OMC), no sentido de obter uma derroga&ccedil;&atilde;o    da regra da n&atilde;o-discrimina&ccedil;&atilde;o at&eacute; Dezembro de 2007,    o que de facto veio a acontecer durante a 4.&ordf; Confer&ecirc;ncia Ministerial    da OMC de Doha de 2001<sup><a href="#31">31</a></sup>.<a name="top31"></a></p>       <p>Por&eacute;m, essa autoriza&ccedil;&atilde;o aplicava-se somente &agrave;      IV Conven&ccedil;&atilde;o de Lom&eacute; pelo que, na renegocia&ccedil;&atilde;o      deste acordo, a quest&atilde;o teve de voltar a ser resolvida. Entretanto,      duas op&ccedil;&otilde;es se afiguravam: ou um novo pedido de autoriza&ccedil;&atilde;o      &agrave; OMC ou, em alternativa, o fim do tratamento preferencial e discriminat&oacute;rio.      Nestes termos, a solu&ccedil;&atilde;o encontrada pelo Acordo de Cotonou aproxima-se      desta segunda op&ccedil;&atilde;o.</p>        <p><b>AS COMPLEXAS E DIF&Iacute;CEIS NEGOCIA&Ccedil;&Otilde;ES DOS APE</b></p>       <p>A 1 de Janeiro de 2008, apenas tinha sido efectivamente assinado um APE global      com os estados caribenhos do cariforum, o que revelava as dificuldades inerentes      ao processo de negocia&ccedil;&atilde;o dos acordos. Estes abrangiam n&atilde;o      s&oacute; a circula&ccedil;&atilde;o das mercadorias mas estendiam tamb&eacute;m      a sua ac&ccedil;&atilde;o a assuntos t&atilde;o diversos como o com&eacute;rcio      de servi&ccedil;os, os controlos nas alf&acirc;ndegas e as barreiras t&eacute;cnicas,      as medidas de facilita&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio, as medidas sanit&aacute;rias      e fitossanit&aacute;rias, a coopera&ccedil;&atilde;o na agricultura e pesca,      os movimentos de capitais, a pol&iacute;tica de concorr&ecirc;ncia, os direitos      de propriedade intelectual, os contratos p&uacute;blicos, os assuntos de natureza      ambiental e social e o acesso aos fundos de apoio ao desenvolvimento.</p>        <p>&Agrave; mesma data, menos de metade dos pa&iacute;ses ACP<sup><a href="#32">32</a><a name="top32"></a></sup>    eram signat&aacute;rios de APE parciais ou APE provis&oacute;rios, tendo, no    entanto, as partes assumido o compromisso de continuarem as negocia&ccedil;&otilde;es    sobre outros aspectos dos acordos com vista a elaborar APE globais at&eacute;    final de 2008. Todavia, este formato &laquo;aligeirado&raquo; dos APE encontra-se    limitado &agrave; liberaliza&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio de mercadorias    e exclu&iacute;a outras categorias de fluxos econ&oacute;micos, nomeadamente    os dom&iacute;nios dos servi&ccedil;os e dos investimentos, cada vez mais relevantes    na economia global.</p>        <p>De facto, a maioria dos l&iacute;deres africanos recusou-se a assinar os APE,    afirmando a necessidade de mais tempo para preparar as suas economias e sociedades    para o impacto do fim dos acordos de natureza preferencial. Neste sentido, o    Presidente senegal&ecirc;s, Abdoulaye Wade, aquando da Cimeira UE-&Aacute;frica,    realizada em Dezembro de 2007, acusou Bruxelas de pressionar fortemente os pa&iacute;ses    africanos a assinarem os APE at&eacute; 31 de Dezembro. Por seu lado, o presidente    da Comiss&atilde;o Europeia (ce), Dur&atilde;o Barroso, rejeitou esta alega&ccedil;&atilde;o    sublinhando &laquo;o pre&ccedil;o incrivelmente elevado induzido pelos &shy;obst&aacute;culos    ao com&eacute;rcio, se n&atilde;o forem conclu&iacute;dos acordos provis&oacute;rios&raquo;<sup><a href="#33">33</a><a name="top33"></a></sup>.    Isto porque, na aus&ecirc;ncia de um APE, os estados n&atilde;o pertencentes    ao grupo de pa&iacute;ses menos desenvolvidos teriam que pagar direitos aduaneiros    no acesso das suas exporta&ccedil;&otilde;es &agrave; UE, tendo em conta os    regimes definidos no &acirc;mbito do Sistema Generalizado de Prefer&ecirc;ncias    (SGP), em vigor a partir de 1 de Janeiro de 2008.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As negocia&ccedil;&otilde;es dos APE t&ecirc;m sido tamb&eacute;m criticadas    pela falta de transpar&ecirc;ncia e pela aus&ecirc;ncia de adequados mecanismos    de consulta e de debate informado<sup><a href="#34">34</a><a name="top34"></a></sup>.    Na realidade, a gest&atilde;o activa do processo negocial &eacute; um aspecto    fundamental para os ACP, pois estes pa&iacute;ses podem tentar obter concess&otilde;es    especiais que defendam os seus interesses, nomeadamente a exig&ecirc;ncia de    assimetrias adequadas no respeitante &agrave; cobertura de produtos sens&iacute;veis,    &agrave; dura&ccedil;&atilde;o do per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o    e ao ritmo a que se processar&aacute; a liberaliza&ccedil;&atilde;o.</p>        <p>Todavia, a eterna quest&atilde;o de saber se os pa&iacute;ses ACP estar&atilde;o    preparados para este tipo de negocia&ccedil;&otilde;es face a uma UE t&atilde;o    habilitada do ponto de vista negocial permanece. Perante esta situa&ccedil;&atilde;o,    a Oxfam<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a> advoga que as extremas    disparidades no poder negocial podem de facto comprometer o futuro do desenvolvimento    dos estados ACP. Esta ong apresenta como exemplo o grupo regional das Ilhas    do Pac&iacute;fico que se encontra a negociar um acordo de com&eacute;rcio com    um gigante econ&oacute;mico com uma dimens&atilde;o econ&oacute;mica de cerca    de 1400 vezes maior do que a sua. Segundo K. Karl<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>,    a diversidade das situa&ccedil;&otilde;es e a natureza t&eacute;cnica dos t&oacute;picos    em discuss&atilde;o requer a presen&ccedil;a de peritos e de negociadores muito    experientes. Assim, Hurt<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>    argumenta que muitos pa&iacute;ses ACP n&atilde;o possuem capacidade administrativa    ou especialistas na mat&eacute;ria para levar a cabo negocia&ccedil;&otilde;es    equilibradas com a UE. A Oxfam<sup><a href="#38">38</a></sup> <a name="top38"></a>acrescenta    ainda que muitos dos negociadores dos ACP s&atilde;o pagos pela pr&oacute;pria    UE.</p>        <p>Uma das principais dificuldades que os governos ACP enfrentam prende-se com    o facto de grande parte das negocia&ccedil;&otilde;es decorrer sem qualquer    an&aacute;lise custo/benef&iacute;cio rigorosa sobre o impacto que estes acordos    possam ter no futuro<sup><a href="#39">39</a><a name="top39"></a></sup>. Ora,    sem este suporte anal&iacute;tico, os pa&iacute;ses ACP n&atilde;o se encontravam    em posi&ccedil;&atilde;o de efectuar uma escolha informada sobre se deveriam    assinar os APE globais.</p>        <p>A Assembleia Parlamentar Parit&aacute;ria ACP-UE, realizada em Novembro de    2007, &laquo;instou a UE a reconhecer que &eacute; necess&aacute;rio mais tempo    para que os estados ACP avaliem, de forma exaustiva, as implica&ccedil;&otilde;es    dos acordos propostos, dado que as negocia&ccedil;&otilde;es s&oacute; tiveram    seriamente lugar nos dois &uacute;ltimos dois anos&raquo;<sup><a href="#40">40</a><a name="top40"></a></sup>.    Por seu lado, o ministro do Com&eacute;rcio e da Ind&uacute;stria da Nig&eacute;ria<sup><a href="#41">41</a><a name="top41"></a></sup>    afirmou, numa reuni&atilde;o realizada em Mar&ccedil;o de 2007, que &laquo;os    estudos de avalia&ccedil;&atilde;o do impacto, que deveriam providenciar uma    b&uacute;ssola ou apontar uma direc&ccedil;&atilde;o para a condu&ccedil;&atilde;o    das negocia&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o foram ainda completados pela maioria    dos pa&iacute;ses e aqueles que j&aacute; os conclu&iacute;ram, atrav&eacute;s    de financiamento da UE, foram rejeitados pela pr&oacute;pria UE&raquo;. Na reuni&atilde;o    posterior em Bruxelas, o comiss&aacute;rio europeu para o Desenvolvimento foi    r&aacute;pido a referir-se a estes estudos como um &laquo;contra-senso&raquo;.</p>       <p>Se este &eacute; o caso, reflectindo de forma t&atilde;o evidente a disparidade      da capacidade negocial entre as partes contratantes, ent&atilde;o com que      bases cient&iacute;ficas devem os pa&iacute;ses ACP negociar os APE? Como      &eacute; que se pode esperar que as regi&otilde;es concluam um acordo que      v&aacute; de encontro aos seus problemas socioecon&oacute;micos? &Eacute;      sobre estas quest&otilde;es que reflectiremos seguidamente.</p>        <p> </p>     <p><b>A NATUREZA DOS NOVOS ACORDOS UE-ACP</b></p>        <p>O Acordo de Cotonou (artigo 37.&ordm;, n.&ordm; 6)<sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a>    prev&ecirc;, por insist&ecirc;ncia dos ACP, a possibilidade de alternativas    que lhes permitam manter um acesso equivalente ao regime actual<sup><a href="#43">43</a><a name="top43"></a></sup>.    Todavia, a CE tem-se mostrado extremamente relutante &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o    de acordos alternativos de com&eacute;rcio (que n&atilde;o os APE) e o artigo    citado estipula que ser&aacute; a UE a estudar as alternativas, n&atilde;o prevendo    explicitamente qualquer negocia&ccedil;&atilde;o e conferindo-lhe total liberdade    para aceitar ou recusar esta op&ccedil;&atilde;o. No entender de Hurt<sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a>,    o antigo regime de coopera&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria nas rela&ccedil;&otilde;es    UE-ACP foi substitu&iacute;do pela atitude coerciva, a qual se encontra patente    no comportamento da UE ao apresentar os APE como sendo a &uacute;nica alternativa    vi&aacute;vel para o futuro relacionamento com os ACP.</p>        <p>O compromisso da UE para estudar &laquo;possibilidades alternativas&raquo;    parece limitar-se efectivamente ao SGP, sendo expressamente referido a necessidade    de o mesmo estar em &laquo;conformidade com as regras da OMC&raquo;<sup><a href="#45">45</a><a name="top45"></a></sup>.    O SGP foi deliberada e claramente considerado como uma alternativa inferior    pelo Livro Verde (datado de 1996) sobre as rela&ccedil;&otilde;es UE-ACP no    dealbar do s&eacute;culo XXI<sup><a href="#46">46</a><a name="top46"></a></sup>.    Por&eacute;m, sob o quadro do SGP, os pa&iacute;ses ACP v&ecirc;em&shy;se obrigados    a partilhar as suas prefer&ecirc;ncias com os pa&iacute;ses em desenvolvimento    do resto do mundo, alguns dos quais s&atilde;o bastante mais desenvolvidos do    que muitos dos pa&iacute;ses ACP. Para al&eacute;m disso, o SGP tem outros constrangimentos,    pois cobre um leque mais reduzido de produtos, possui regras de origem mais    estritas, n&atilde;o decorre de um processo de negocia&ccedil;&atilde;o, pois    &eacute; proposto unilateralmente pela UE<sup><a href="#47">47</a></sup>.<a name="top47" id="top47"></a></p>        <p>Outra op&ccedil;&atilde;o para sustentar a coopera&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica    consiste em os pa&iacute;ses ACP continuarem a gradual liberaliza&ccedil;&atilde;o    do seu com&eacute;rcio regional dentro do quadro existente de esquemas de integra&ccedil;&atilde;o    regional. Podem liberalizar-se os regimes com base no princ&iacute;pio da &laquo;Na&ccedil;&atilde;o    mais Favorecida&raquo;, o que implica um tratamento n&atilde;o discriminat&oacute;rio    na importa&ccedil;&atilde;o e exporta&ccedil;&atilde;o de bens entre as partes    envolvidas pertencentes &agrave; OMC<sup><a href="#48">48</a></sup>.<a name="top48"></a></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>R. Perez<sup><a href="#49">49</a></sup><a name="top49"></a> estimou os efeitos    dos APE nas economias ACP e comparou-os com o potencial impacto induzido por    alternativas a estes acordos. A sua investiga&ccedil;&atilde;o revelou os custos    significativos induzidos pelos APE, mesmo admitindo a exist&ecirc;ncia de uma    elevada assimetria entre a UE e os ACP. Os resultados indicaram tamb&eacute;m    que mudando as prefer&ecirc;ncias de Cotonou para o spg e para a iniciativa    &laquo;Tudo menos Armas&raquo; (TmA)<sup><a href="#50">50</a><a name="top50"></a></sup>,    os custos, para a maioria dos ACP, seriam menores do que adoptando os APE. Para    al&eacute;m disso, foi investigada a op&ccedil;&atilde;o SPG+, na qual este    regime &eacute; estendido de forma a cobrir os produtos sens&iacute;veis das    economias ACP. O autor demonstrou que este SPG alargado constituiria de facto    a melhor op&ccedil;&atilde;o para os pa&iacute;ses ACP.</p>        <p> </p>     <p><b>A QUEST&Atilde;O DO FINANCIAMENTO DOS ACORDOS</b></p>        <p>As negocia&ccedil;&otilde;es dos APE t&ecirc;m-se revelado tamb&eacute;m bastante    dif&iacute;ceis ao n&iacute;vel dos chamados recursos adicionais aos previstos    no FED. De facto, enquanto a Comiss&atilde;o Europeia considera que os fundos    acordados no 10.&ordm; FED (2008-2013) s&atilde;o suficientes para cobrir todas    as quest&otilde;es em torno dos APE, os pa&iacute;ses ACP t&ecirc;m pressionado    no sentido de obterem compromissos adicionais de forma a salvaguardarem a &shy;afecta&ccedil;&atilde;o    das verbas disponibilizadas pelo FED para &aacute;reas n&atilde;o relacionadas    com o com&eacute;rcio<sup><a href="#51">51</a></sup>.<a name="top51"></a></p>        <p>Em conformidade com a Oxfam<sup><a href="#52">52</a><a name="top52"></a></sup>,    que tem uma perspectiva muito cr&iacute;tica sobre a posi&ccedil;&atilde;o da    UE neste assunto, &eacute; prov&aacute;vel que esta possa desviar verbas do    or&ccedil;amento que iria beneficiar &aacute;reas como a educa&ccedil;&atilde;o,    sa&uacute;de, investiga&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento rural, para cobrir    os custos de ajustamento aos APE por parte dos ACP. Nesse sentido, uma proposta    de resolu&ccedil;&atilde;o apresentada no Parlamento Europeu em Novembro de    2007, solicitava que &laquo;sejam assumidos compromissos concretos tanto no    que se refere &agrave; ajuda relacionada com o com&eacute;rcio como aos custos    de ajustamento relacionados com os APE&raquo;<sup><a href="#53">53</a></sup>.<a name="top53"></a></p>        <p>Por seu lado, a Assembleia Parlamentar Parit&aacute;ria ACP-UE realizada em    2007 solicitou a concess&atilde;o de ajuda financeira e t&eacute;cnica adequada    aos estados ACP, de molde a permitir-lhes respeitar a regulamenta&ccedil;&atilde;o    e as normas da UE em mat&eacute;ria de importa&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#54">54</a><a name="top54"></a></sup>    e beneficiar, assim, plenamente de um melhor acesso ao mercado<sup><a href="#55">55</a></sup>.<a name="top55"></a></p>       <p> </p>        <p><b>A POL&Eacute;MICA SOBRE O ARTIGO XXIV DO GATT/OMC</b></p>        <p>Os APE n&atilde;o obrigam &agrave; liberaliza&ccedil;&atilde;o completa do    com&eacute;rcio, o que deixa alguma margem de manobra aos ACP ao n&iacute;vel    da manuten&ccedil;&atilde;o de barreiras &agrave;s importa&ccedil;&otilde;es    da UE, margem essa que ter&aacute; de ser negociada posteriormente, assim como    a defini&ccedil;&atilde;o dos produtos sens&iacute;veis abrangidos<sup><a href="#56">56</a><a name="top56"></a></sup>.    Assim, de forma a reduzir as press&otilde;es competitivas resultantes da aplica&ccedil;&atilde;o    dos APE, os pa&iacute;ses ACP t&ecirc;m feito l&oacute;bi para a inclus&atilde;o    nesta nova gera&ccedil;&atilde;o dos acordos de elementos de tratamento preferencial    ao abrigo do artigo xxiv do GATT/OMC<sup><a href="#57">57</a><a name="top57"></a></sup>.    Com efeito, este pol&eacute;mico artigo &eacute; ainda amb&iacute;guo no que    respeita &agrave; dimens&atilde;o quantitativa dos fluxos comerciais a liberalizar,    ao ditar a elimina&ccedil;&atilde;o de barreiras entre parceiros para &laquo;substancialmente    todo o com&eacute;rcio&raquo;<sup><a href="#58">58</a></sup>.<a name="top58"></a></p>        <p>Os pa&iacute;ses ACP pretendem tamb&eacute;m o estabelecimento de um per&iacute;odo    de transi&ccedil;&atilde;o mais longo e de um ritmo de liberaliza&ccedil;&atilde;o    razo&aacute;vel, de forma a permitir que as respectivas economias e institui&ccedil;&otilde;es    se adaptem &agrave;s mudan&ccedil;as provocadas pelos APE<sup><a href="#59">59</a></sup><a name="top59"></a>.    Segundo Van Rooyen<sup><a href="#60">60</a></sup><a name="top60"></a>, a UE    deveria saber, baseada na sua pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia, que uma zona    de com&eacute;rcio livre jamais poder&aacute; ficar consolidada num t&atilde;o    curto espa&ccedil;o de tempo. O artigo XXIV do GATT/OMC prev&ecirc; um per&iacute;odo    amb&iacute;guo de transi&ccedil;&atilde;o, traduzido num &laquo;razo&aacute;vel    per&iacute;odo de tempo&raquo; para a total liberaliza&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio<sup><a href="#61">61</a></sup>.<a name="top61"></a></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Parece assim que o ajustamento dos APE &agrave;s regras da OMC &eacute; suscept&iacute;vel    de v&aacute;rias interpreta&ccedil;&otilde;es<sup><a href="#62">62</a><a name="top62"></a></sup>.    A necessidade de flexibilidade na interpreta&ccedil;&atilde;o das disposi&ccedil;&otilde;es    do GATT/ /OMC relativamente aos pa&iacute;ses em desenvolvimento j&aacute; tinha    sido reconhecida nas &shy;sess&otilde;es de revis&atilde;o do GATT de 1954-1955.    Recentemente, com vista a clarificar o artigo XXIV, as v&aacute;rias sess&otilde;es    da Ronda de Doha, que posteriormente ser&atilde;o objecto de abordagem espec&iacute;fica    neste artigo, t&ecirc;m efectuado negocia&ccedil;&otilde;es sobre o alcance    deste artigo<sup><a href="#63">63</a></sup><a name="top63"></a>. Assim, os pa&iacute;ses    ACP argumentam que o montante a liberalizar, bem como o per&iacute;odo para    a total liberaliza&ccedil;&atilde;o, deveriam ser explicitamente indicados no    texto do artigo, acautelando os seus interesses na mat&eacute;ria.</p>        <p>Por&eacute;m, devido &agrave; incerteza quanto &agrave; conclus&atilde;o desta    ronda, &eacute; prov&aacute;vel que os APE tenham de respeitar os requerimentos    como eles s&atilde;o agora interpretados no artigo XXIV, ou seja, &laquo;substancialmente    todo o com&eacute;rcio&raquo;, o que tem sido interpretado como 90 por cento    (valor m&eacute;dio) do com&eacute;rcio, enquanto o &laquo;razo&aacute;vel per&iacute;odo    de tempo&raquo; &eacute; definido como um m&iacute;nimo de dez anos e um m&aacute;ximo    de doze-vinte anos<sup><a href="#64">64</a></sup><a name="top64"></a>. A UE    prop&otilde;e para as negocia&ccedil;&otilde;es dos APE globais a abertura dos    seus mercados a todas as importa&ccedil;&otilde;es dos pa&iacute;ses ACP a partir    de 1 de Janeiro de 2008, com excep&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;&uacute;car    e do arroz. Adicionalmente, a UE prop&otilde;e ainda um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o    m&aacute;ximo de quinze anos<sup><a href="#65">65</a></sup>.<a name="top65"></a></p>       <p> </p>        <p><b>ALGUMAS QUEST&Otilde;ES RELATIVAS &Agrave; INTEGRA&Ccedil;&Atilde;O REGIONAL</b></p>        <p>Ao contr&aacute;rio da UE, muitos pa&iacute;ses ACP encaram o com&eacute;rcio    regional livre como um pr&eacute;-requisito para a entrada em vigor dos APE.    A este prop&oacute;sito, Hinkle<sup><a href="#66">66</a><a name="top66"></a></sup>    defende que implementar os APE sem antes ter resolvido a quest&atilde;o da continuidade    das barreiras internas ao com&eacute;rcio no seio do regional, poder&aacute;    traduzir-se em perdas l&iacute;quidas de rendimento para muitos ACP. Por sua    vez, Borrmann<sup><a href="#67">67</a></sup> <a name="top67"></a>afirma que    os APE requerem esfor&ccedil;os adicionais ao n&iacute;vel da integra&ccedil;&atilde;o    regional, antes da liberaliza&ccedil;&atilde;o das importa&ccedil;&otilde;es    da UE ter in&iacute;cio. A Oxfam<sup><a href="#68">68</a></sup><a name="top68"></a>    sublinha que se os mercados regionais forem abertos &agrave;s importa&ccedil;&otilde;es    da UE sem antes terem sido previamente consolidados, tal poder&aacute; prejudicar,    em vez de refor&ccedil;ar, os actuais esfor&ccedil;os de integra&ccedil;&atilde;o    regional.</p>        <p>As negocia&ccedil;&otilde;es dos APE t&ecirc;m sido complexas, uma vez que    t&ecirc;m de atender aos interesses comerciais de ambas as partes envolvidas:    regi&otilde;es ACP e UE<sup><a href="#69">69</a><a name="top69"></a></sup>.    Acrescente-se o facto de as prioridades nacionais dos ACP terem de ser combinadas    com um consenso regional entre os v&aacute;rios grupos ACP negociadores<sup><a href="#70">70</a><a name="top70"></a></sup>.    O caso da Comunidade Econ&oacute;mica dos Estados da &Aacute;frica Ocidental    (cedeao), em que apenas a Costa do Marfim e o Gana assinaram um APE at&eacute;    31 de Dezembro de 2007, ilustra as dificuldades em ultrapassar os interesses    dos pa&iacute;ses-membros para alcan&ccedil;ar uma posi&ccedil;&atilde;o regional.</p>        <p>Uma quest&atilde;o que tem criado obst&aacute;culos &agrave;s negocia&ccedil;&otilde;es    prende-se com o facto de os grupos regionais criados para negociar os APE com    a UE n&atilde;o coincidirem com os esquemas de integra&ccedil;&atilde;o regional    j&aacute; existentes<sup><a href="#71">71</a><a name="top71"></a></sup>. Acontece,    por exemplo, que dentro do mesmo grupo regional podem ser encontrados estados-membros    pertencentes a diferentes uni&otilde;es aduaneiras, o que naturalmente dificulta    as negocia&ccedil;&otilde;es, na medida em que os membros de uma mesma uni&atilde;o    aduaneira disp&otilde;em de uma tarifa externa comum<sup><a href="#72">72</a></sup>.<a name="top72"></a></p>        <p>O assunto torna-se mais complexo quando estados-membros de uma mesma uni&atilde;o    aduaneira integram grupos negociais diferentes. Tal acontece, por exemplo, com    a Comunidade Africana Oriental (EAC, sigla em ingl&ecirc;s), em que a Tanz&acirc;nia    integra o grupo da &Aacute;frica Austral, enquanto o Uganda e o Qu&eacute;nia    fazem parte do grupo da &Aacute;frica Oriental. No agrupamento do Sul de &Aacute;frica    outro problema subsiste e que diz respeito ao facto de o parceiro dominante    do South African Costums Union (SACU), a &Aacute;frica do Sul, n&atilde;o fazer    parte das negocia&ccedil;&otilde;es do grupo, uma vez que este pa&iacute;s j&aacute;    concluiu o seu pr&oacute;prio acordo de livre-com&eacute;rcio com a UE.</p>        <p>Outro aspecto que tem dificultado o processo de integra&ccedil;&atilde;o regional    dos ACP, e consequentemente tem entravado as negocia&ccedil;&otilde;es destes    pa&iacute;ses com a UE, prende-se com a diferen&ccedil;a verificada nos montantes    tarif&aacute;rios cobrados pelos pa&iacute;ses pertencentes ao mesmo grupo regional    de negocia&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, no grupo da &Aacute;frica Oriental,    as tarifas m&eacute;dias oscilam entre um valor reduzido de 4,6 por cento em    Madag&aacute;scar e valores superiores a 20 por cento no Burundi e no Sud&atilde;o.    Para al&eacute;m disso, a defini&ccedil;&atilde;o dos denominados produtos sens&iacute;veis    tamb&eacute;m tem variado entre pa&iacute;ses pertencentes ao mesmo grupo regional,    o que torna dif&iacute;cil o consenso relativamente ao conjunto de produtos    que devem ser protegidos, pelo menos durante a fase inicial dos APE<sup><a href="#73">73</a></sup>.<a name="top73"></a></p>        <p>Uma complica&ccedil;&atilde;o adicional e recorrente que se tem registado no    decurso das negocia&ccedil;&otilde;es prende-se com o facto de a maioria dos    grupos regionais incluir quer pa&iacute;ses menos desenvolvidos (pmd), quer    pa&iacute;ses mais desenvolvidos<sup><a href="#74">74</a><a name="top74"></a></sup>.    De facto, os pmd podem continuar a beneficiar da isen&ccedil;&atilde;o e de    uma quota livre nas exporta&ccedil;&otilde;es para o mercado da UE sob a iniciativa    comunit&aacute;ria &laquo;Tudo menos Armas&raquo; de 2001. Tal facto cria uma    divis&atilde;o (artificial) no seio do grupo de negocia&ccedil;&atilde;o e promove    uma maior fragmenta&ccedil;&atilde;o do processo de integra&ccedil;&atilde;o    regional, uma vez que os pmd se encontram numa posi&ccedil;&atilde;o mais confort&aacute;vel    em termos de acesso ao mercado da UE e, portanto, n&atilde;o sentem de forma    premente a necessidade de discutir concess&otilde;es comerciais com a UE.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro factor de divis&atilde;o prende-se com o facto de, em termos pr&aacute;ticos,    os pmd que permane&ccedil;am fora dos APE, sob o regime de tma, s&oacute; poder&atilde;o    proteger os seus mercados da inevit&aacute;vel liberaliza&ccedil;&atilde;o se,    tamb&eacute;m eles, erguerem barreiras aos seus vizinhos. Coloca-se ent&atilde;o    a quest&atilde;o de como promover a integra&ccedil;&atilde;o regional dos mercados    entre pa&iacute;ses cont&iacute;guos, num contexto de redobrados esfor&ccedil;os    para manter a continuidade das rela&ccedil;&otilde;es comerciais n&atilde;o    rec&iacute;procas com a UE, caso os pa&iacute;ses mais desenvolvidos optem pela    introdu&ccedil;&atilde;o da reciprocidade nas suas rela&ccedil;&otilde;es comercias    com a UE<sup><a href="#75">75</a></sup>?<a name="top75"></a></p>        <p>Segundo Hinkle e Schiff<sup><a href="#76">76</a><a name="top76"></a></sup>,    esta diferencia&ccedil;&atilde;o entre pmd e pa&iacute;ses mais desenvolvidos    tem complexificado o processo de integra&ccedil;&atilde;o regional entre os    pa&iacute;ses subsarianos<sup><a href="#77">77</a><a name="top77"></a></sup>.    Karingi alerta tamb&eacute;m para o facto de os APE poderem comprometer seriamente    os progressos at&eacute; agora conseguidos em mat&eacute;ria de integra&ccedil;&atilde;o    regional no continente africano. Hurt<sup><a href="#78">78</a></sup><a name="top78"></a>    refor&ccedil;a esta ideia, ao afirmar que o potencial para a coopera&ccedil;&atilde;o    regional entre as regi&otilde;es ACP se encontra seriamente amea&ccedil;ado    pela reciprocidade dos acordos comerciais com a UE, devido &agrave; possibilidade    de as exporta&ccedil;&otilde;es provenientes da UE aumentarem de forma significativa,    reduzindo, assim, o com&eacute;rcio intra-regional.</p>        <p>Finalmente, uma dificuldade tamb&eacute;m sentida pela distin&ccedil;&atilde;o    entre os pmd e os pa&iacute;ses com maior n&iacute;vel de desenvolvimento. Na    defini&ccedil;&atilde;o de pa&iacute;s menos desenvolvido n&atilde;o s&atilde;o    tidas em linha de conta realidades como a dimens&atilde;o econ&oacute;mica,    o n&iacute;vel de desenvolvimento industrial e humano, a depend&ecirc;ncia do    pa&iacute;s relativamente &agrave;s exporta&ccedil;&otilde;es, o montante da    d&iacute;vida externa, o n&iacute;vel de desemprego, o peso da popula&ccedil;&atilde;o    afectada pelo v&iacute;rus da sida, etc. Assim, por exemplo, o Botswana e a    Nam&iacute;bia s&atilde;o classificados como pa&iacute;ses mais desenvolvidos,    a par da &Aacute;frica do Sul<sup><a href="#79">79</a></sup>.<a name="top79"></a></p>        <p> </p>     <p><b>AS &laquo;QUEST&Otilde;ES DE SINGAPURA&raquo; RELACIONADAS COM O COM&Eacute;RCIO</b></p>       <p>No contexto dos APE, a ce tem insistido nas &laquo;quest&otilde;es de Singapura&raquo;      como forma de alcan&ccedil;ar os objectivos de desenvolvimento dos pa&iacute;ses      ACP. Nem a compatibilidade da OMC, nem o pr&oacute;prio Acordo de Cotonou      imp&otilde;e qualquer obriga&ccedil;&atilde;o aos pa&iacute;ses ACP de negociar      regras sobre investimento, pol&iacute;tica de concorr&ecirc;ncia, transpar&ecirc;ncia      no governo ou presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os no &acirc;mbito dos      APE. Com excep&ccedil;&atilde;o do sector dos servi&ccedil;os, estas quest&otilde;es      permanecem fora do &acirc;mbito da OMC. No que respeita ao Acordo de Cotonou      apenas se regista um acordo de princ&iacute;pio para discutir a coopera&ccedil;&atilde;o      sobre estes temas, mas n&atilde;o existe qualquer compromisso para o estabelecimento      de regras obrigat&oacute;rias no contexto do agrupamento ACP.</p>        <p>A generalidade dos pa&iacute;ses ACP mant&eacute;m, desde h&aacute; muito,    profundas apreens&otilde;es acerca da proposta de inclus&atilde;o destas quest&otilde;es    nas negocia&ccedil;&otilde;es dos APE. Deste modo, Jayakrishna Cuttaree<sup><a href="#80">80</a><a name="top80"></a></sup>,    ministro do Com&eacute;rcio da Maurit&acirc;nia, defendeu em 2004 que &laquo;os    estados ACP n&atilde;o podem concordar que assuntos rejeitados na OMC sejam    trazidos para as negocia&ccedil;&otilde;es dos APE, pela porta das traseiras    para influenciar a sua eventual inclus&atilde;o na agenda daquela organiza&ccedil;&atilde;o&raquo;.    Por seu lado, Eratus Mwencha<sup><a href="#81">81</a><a name="top81"></a></sup>,    secret&aacute;rio-geral da mcaoa, declarou em 2007: &laquo;Temos a nossa pr&oacute;pria    agenda sobre a liberaliza&ccedil;&atilde;o interna dos servi&ccedil;os, investimentos,    contratos p&uacute;blicos e n&atilde;o queremos que eles sejam designados como    &quot;quest&otilde;es de Singapura&quot; para fazerem parte dos APE. N&atilde;o    estamos numa posi&ccedil;&atilde;o de negociar com a UE sobre estes temas.&raquo;</p>       <p> </p>        <p><b>QUEST&Otilde;ES LEVANTADAS PELA POL&Iacute;TICA AGR&Iacute;COLA COMUM</b></p>        <p>De acordo com um relat&oacute;rio da Assembleia Parlamentar Parit&aacute;ria    ACP-UE, a agricultura, que fornece alimento, emprego e rendimento, constitui    a principal ocupa&ccedil;&atilde;o da maioria da popula&ccedil;&atilde;o dos    pa&iacute;ses ACP. Estima-se que o sector represente cerca de 60 por cento do    emprego no conjunto dos pa&iacute;ses ACP e apenas nos pa&iacute;ses caribenhos    essa quota fica abaixo de 25 por cento. No mesmo relat&oacute;rio, os ACP manifestam    a convic&ccedil;&atilde;o de que a cria&ccedil;&atilde;o de uma zona de com&eacute;rcio    livre no &acirc;mbito dos APE ser&aacute; inadequada para o seu sector agr&iacute;cola,    atendendo &agrave;s enormes diferen&ccedil;as de produtividade e de competitividade    entre as duas regi&otilde;es, acentuadas pelos consider&aacute;veis apoios de    que os agricultores europeus t&ecirc;m beneficiado no &acirc;mbito da Pol&iacute;tica    Agr&iacute;cola Comum (PAC)<sup><a href="#82">82</a></sup>.<a name="top82"></a>    Parece assim que, apesar de toda a ret&oacute;rica em torno do com&eacute;rcio    livre, a UE permanece firmemente comprometida com o com&eacute;rcio regulado    em alguns sectores.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em consequ&ecirc;ncia da reforma da PAC o pre&ccedil;o m&eacute;dio dos cereais    decaiu 50 por cento desde 1991. Por&eacute;m, na UE-15, a produ&ccedil;&atilde;o    de cereais aumentou de 180,9 milh&otilde;es de toneladas na campanha de 1991-1992    para 242,2 milh&otilde;es de toneladas em 2003-2004, o que corresponde a um    significativo acr&eacute;scimo de 33,7 por cento. Esta expans&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o    cereal&iacute;fera a baixo pre&ccedil;o constituiu o principal motor de crescimento    das exporta&ccedil;&otilde;es da UE para os mercados da &Aacute;frica Ocidental,    nomeadamente de carne de aves dom&eacute;sticas e produtos alimentares que t&ecirc;m    por base os cereais, as quais t&ecirc;m vindo a aumentar de forma significativa    desde 1996<sup><a href="#83">83</a><a name="top83" id="top83"></a></sup>.</p>        <p>Assim, embora o financiamento p&uacute;blico das exporta&ccedil;&otilde;es    da UE seja reduzido, na sequ&ecirc;ncia do processo de reforma da pac, grandes    volumes de ajuda p&uacute;blica ir&atilde;o continuar a ser disponibilizados,    sob forma de ajuda directa ao sector agr&iacute;cola da UE. Desta forma, a exist&ecirc;ncia    de uma pac reformada nos moldes referidos continuar&aacute; a distorcer massivamente    o funcionamento dos mercados agr&iacute;colas, em detrimento das economias dos    pa&iacute;ses em desenvolvimento, as quais est&atilde;o bastante dependentes    da agricultura. &Eacute; neste cen&aacute;rio que a consagra&ccedil;&atilde;o    plena de um regime de com&eacute;rcio livre com a UE, no contexto dos APE propostos,    ter&aacute; de ser cuidadosamente avaliada pelos governos ACP<sup><a href="#84">84</a></sup>.<a name="top84"></a></p>        <p> </p>     <p><b>ALGUNS RESULTADOS DAS NEGOCIA&Ccedil;&Otilde;ES </b></p>     <p><b>NO &Acirc;MBITO DA RONDA DE DOHA</b></p>        <p>As negocia&ccedil;&otilde;es dos APE decorrem em simult&acirc;neo com as negocia&ccedil;&otilde;es    multilaterais no &acirc;mbito da Ronda de Doha e t&ecirc;m existido importantes    interac&ccedil;&otilde;es entre ambos os processos<sup><a href="#85">85</a></sup><a name="top85"></a>.    De facto, a recente ronda negocial no quadro da OMC designada &laquo;Agenda    de Doha para o Desenvolvimento&raquo;, colocou &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o    dos membros da OMC distintas tem&aacute;ticas relacionadas com uma maior abertura    dos mercados de bens e servi&ccedil;os, como o apoio aos pa&iacute;ses em desenvolvimento    no acesso aos mercados dos pa&iacute;ses industrializados e o estabelecimento    de uma prioridade &agrave; protec&ccedil;&atilde;o do ambiente, no &acirc;mbito    de uma estrat&eacute;gia de desenvolvimento sustent&aacute;vel.</p>        <p>No entanto, a Ronda de Doha iniciada em 2001 e que deveria ter estimulado o    processo negocial dos APE, deixou muitos observadores perplexos e descrentes    quanto ao facto de as inquieta&ccedil;&otilde;es dos pa&iacute;ses em desenvolvimento    terem sido genuinamente levadas em conta. A Ronda de Doha, apelidada de &laquo;Ronda    para o Desenvolvimento&raquo;, foi mesmo rebaptizada por algumas associa&ccedil;&otilde;es    mais radicais como &laquo;Tudo menos Desenvolvimento&raquo;<sup><a href="#86">86</a></sup>.<a name="top86"></a></p>        <p>Se daquele processo negocial resultar um acordo pr&oacute;-desenvolvimento<sup><a href="#87">87</a><a name="top87"></a></sup>,    tal poder&aacute; ser considerado ben&eacute;fico para o prosseguimento das    negocia&ccedil;&otilde;es dos APE. Com efeito, muitas das quest&otilde;es de    dif&iacute;cil resolu&ccedil;&atilde;o relacionadas com a liberaliza&ccedil;&atilde;o    do com&eacute;rcio, designadamente as que dizem respeito ao sector agr&iacute;cola,    encontram-se em negocia&ccedil;&atilde;o na Ronda de Doha<sup><a href="#88">88</a><a name="top88"></a></sup>.    Assim, seria desej&aacute;vel que as negocia&ccedil;&otilde;es pudessem estar    conclu&iacute;das antes do final das negocia&ccedil;&otilde;es dos APE<sup><a href="#89">89</a></sup>.<a name="top89"></a></p>        <p>Por&eacute;m, tal cen&aacute;rio parecia j&aacute; pouco prov&aacute;vel uma    vez que a ronda negocial de Julho de 2006 foi suspensa devido &agrave; inflexibilidade    da UE, dos Estados Unidos, do Brasil e da &Iacute;ndia em baixarem as tarifas    sobre as importa&ccedil;&otilde;es de produtos agr&iacute;colas e industriais.    Em Janeiro de 2007, as negocia&ccedil;&otilde;es foram relan&ccedil;adas. Contudo,    t&ecirc;m sido escassos os sinais de entendimento, em especial entre europeus    e norte-americanos<sup><a href="#90">90</a><a name="top90"></a></sup>, tendo    culminado em meados de 2008 com o encerramento do processo negocial sem que    tivesse sido encontrada uma plataforma de entendimento em rela&ccedil;&atilde;o    aos temas em discuss&atilde;o.</p>       <p>Por outro lado, qualquer redu&ccedil;&atilde;o por parte da UE das barreiras      tarif&aacute;rias ao n&iacute;vel da &laquo;Cl&aacute;usula da Na&ccedil;&atilde;o      mais Favorecida&raquo;, teria apertado as margens preferenciais que os pa&iacute;ses      ACP teriam obtido sob a &eacute;gide dos APE. Naturalmente que alguns desses      pa&iacute;ses estavam bastante preocupados com a potencial eros&atilde;o destas      prefer&ecirc;ncias comerciais e n&atilde;o se inibiram de exprimir essa apreens&atilde;o      durante as prolongadas negocia&ccedil;&otilde;es.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Finalmente, a subida do pre&ccedil;o dos produtos agr&iacute;colas e alimentares    que se tem vindo a verificar de forma progressiva e sustentada desde o in&iacute;cio    de 2007, est&aacute; a conseguir fazer aquilo que as sucessivas rondas de negocia&ccedil;&atilde;o    no &acirc;mbito do processo de Doha jamais conseguiram, ou seja, desmembrar    o sistema proteccionista de fortes barreiras &agrave;s importa&ccedil;&otilde;es    que permaneciam em muitos pa&iacute;ses e, em simult&acirc;neo, for&ccedil;ar    a redu&ccedil;&atilde;o dos subs&iacute;dios agr&iacute;colas nos Estados Unidos.</p>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></p>       <p>O objectivo deste artigo consistiu na identifica&ccedil;&atilde;o dos obst&aacute;culos      mais relevantes associados &agrave; negocia&ccedil;&atilde;o dos APE no &acirc;mbito      dos acordos de coopera&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica entre a UE e os pa&iacute;ses      ACP, bem como da explicita&ccedil;&atilde;o das justifica&ccedil;&otilde;es      apresentadas para os persistentes entraves negociais. Os conte&uacute;dos      tem&aacute;ticos em discuss&atilde;o, tendo em conta os objectivos gerais      fixados inicialmente, levaram a que as negocia&ccedil;&otilde;es dos APE tenham      criado de facto algum clima de descontentamento e desconfian&ccedil;a na maioria      dos pa&iacute;ses ACP, o que levou ao arrastamento dos processos negociais,      patente no facto de no in&iacute;cio de 2008 apenas ter sido assinado um APE      global entre a UE e os estados caribenhos do cariforum.</p>       <p>Da an&aacute;lise realizada decorre a convic&ccedil;&atilde;o de que para      entender a profundidade e os fundamentos das quest&otilde;es em discuss&atilde;o      sobre o relacionamento econ&oacute;mico UE-ACP deveremos adoptar um contexto      mais geral e, simultaneamente, ter em conta a din&acirc;mica institucional      destas rela&ccedil;&otilde;es, desde a cria&ccedil;&atilde;o da cee. Em paralelo,      a an&aacute;lise n&atilde;o pode ser entendida fora do contexto dos profundos      movimentos de globaliza&ccedil;&atilde;o e de liberaliza&ccedil;&atilde;o      dos fluxos econ&oacute;micos que v&ecirc;m atravessando toda a economia mundial      ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas.</p>        <p>Deste modo, uma quest&atilde;o central da abordagem feita tem a ver com a consolida&ccedil;&atilde;o    da tend&ecirc;ncia global a que temos assistido, a qual consagra a tese de que    a gradual redu&ccedil;&atilde;o das barreiras comerciais em termos mundiais    conduz inevitavelmente &agrave; eros&atilde;o das prefer&ecirc;ncias concedidas    aos pa&iacute;ses ACP por parte da UE. Neste sentido, Hinkle e Schiff<sup><a href="#91">91</a></sup><a name="top91"></a>    argumentam que a competitividade a longo prazo e o desenvolvimento sustent&aacute;vel    n&atilde;o podem ser constru&iacute;dos apenas com base em prefer&ecirc;ncias    espec&iacute;ficas que permitam aos pa&iacute;ses ACP beneficiar das distor&ccedil;&otilde;es    nas pol&iacute;ticas comerciais mundiais, o que naturalmente torna for&ccedil;oso    o processo de ajustamento &agrave; eros&atilde;o das prefer&ecirc;ncias, mais    cedo ou mais tarde.</p>       <p>Por outro lado, verificamos que enquanto a import&acirc;ncia relativa das      prefer&ecirc;ncias garantidas aos pa&iacute;ses em desenvolvimento diminui,      o papel das barreiras n&atilde;o tarif&aacute;rias aos fluxos de com&eacute;rcio,      como sejam os requisitos sanit&aacute;rios e fitossanit&aacute;rios, tem aumentado      de forma exponencial. Assim, a consolida&ccedil;&atilde;o de tal cen&aacute;rio      leva-nos a admitir que a simples renova&ccedil;&atilde;o da Conven&ccedil;&atilde;o      de Lom&eacute; nos moldes das suas antecessoras resultaria sempre numa solu&ccedil;&atilde;o      ineficiente no plano da racionalidade econ&oacute;mica e insustent&aacute;vel      no plano estritamente pol&iacute;tico. Nestas circunst&acirc;ncias, os APE,      teoricamente, teriam sempre que ir para al&eacute;m de um mero acordo de natureza      estritamente comercial, tendo em conta, por exemplo, as barreiras t&eacute;cnicas      ao com&eacute;rcio e outras dimens&otilde;es mais transversais, de forma a      assegurar a sustentabilidade de qualquer processo de desenvolvimento.</p>        <p>Ora, para que os APE possam constituir um instrumento de desenvolvimento sustent&aacute;vel,    a UE deveria ter procurado, durante o moroso processo negocial, solu&ccedil;&otilde;es    equilibradas, de modo a salvaguardar os seus interesses comerciais, mas sem    comprometer as prementes aspira&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento dos pa&iacute;ses    ACP.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>NOTAS</b></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top1">1</a> <a name="1"></a>Comiss&atilde;o Europeia &#8211; A Uni&atilde;o    Europeia, a Am&eacute;rica Latina e as Cara&iacute;bas: Uma Parceria Estrat&eacute;gica.    Comiss&atilde;o Europeia, Rela&ccedil;&otilde;es Externas. 2006. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://trade.ec.europa.eu/doclib/docs/2006/june/tradoc_117344.pdf" target="_blank">http://trade.ec.europa.eu/doclib/docs/2006/june/tradoc_117344.pdf</a>.</p>     <p><a href="#top2">2</a> <a name="2"></a>Hurt, S. R. &#8211; &laquo;Co-operation    and coercion? The Cotonou Agreement between the European Union and ACP States    and the end of the Lom&eacute; Convention&raquo;. In Third World Quartely. Vol.    24, N.&ordm; 1, 2003, pp. 161-176. </p>     <p><a href="#top3">3</a><a name="3"></a> Bilal, S. &#8211; &laquo;Redefining ACP-UE    trade relationships: Economic Partnership Agreements&raquo;. Comunica&ccedil;&atilde;o    apresentada no ECDPM Seminar: &laquo;The Cotonou Partnership Agreement: What    Role in a Changing World?&raquo;. Maastricht, Dezembro de 2006; Sanoussi, B.,    e Rampa, F. &#8211; &laquo;Designing a monitoring instrument for Economic Partnership    Agreements: methodological issues&raquo;, 2006; KARL, K. &#8211; &laquo;Economic    Partnership Agreements &#8211; hopes, fears and challenges&raquo;. In The Courier    ACP-EU. N.&deg; 195, 2002, pp. 21-24.</p>        <p><a href="#top4">4</a> <a name="4"></a>Sammon, P. &#8211; &laquo;Developing    confusion: the economic consequences of the EU's development policy&raquo;.    In Student Economic Review. N.&ordm; 19, 2005, pp. 191-200.</p>        <p><a href="#top5">5</a> <a name="5"></a>Assinado em 1975, o Acordo de George-town    constitui a funda&ccedil;&atilde;o do grupo ACP.</p>        <p><a href="#top6">6</a> <a name="6"></a>Panagariya, A. &#8211; &laquo;EU preferential    trade arrangements and developing countries&raquo;. In The World Economy. N.&ordm;    25, 2002, pp. 1415-1432.</p>        <p><a href="#top7">7</a><a name="7"></a> Ibidem.</p>        <p><a href="#top8">8</a> <a name="8"></a>Forwood, G. &#8211; &laquo;The road to    Cotonou: negotiating a successor to Lom&eacute;&raquo;. In Journal of Common    Market Studie. Vol. 39, N.&ordm; 3, 2001, pp. 423-442.</p>        <p><a href="#top9">9</a><a name="9"></a> Kimunguyi, P. &#8211; &laquo;The European    Union and developing countries: the challenges of trade liberalisation in the    Cotonou Process&raquo;. 2006. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://wwwsoc.nii.ac.jp/eusa-japan/download/eusa_ap/paper_PatrikKimunguyi.pdf" target="_blank">http://wwwsoc.nii.ac.jp/eusa-japan/download/eusa_ap/paper_PatrikKimunguyi.pdf</a>;    HURT, S. R. &#8211; &laquo;Co-operation and coercion? The Cotonou Agreement    between the European Union and ACP States and the end of the Lom&eacute; Convention&raquo;.  </p>        <p><a href="#top10">10</a> <a name="10"></a>Kaulen, J. &#8211; Linking Economic    Partnership Agreements (EPAs) to Poverty, Development and Millenium Development    Goals: An African Perspective. Trade &amp; Development Studies Centre Issue    N.&ordm; 33, 2006.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top11">11</a> <a name="11"></a>Comiss&atilde;o Europeia &#8211; &laquo;Uma    globaliza&ccedil;&atilde;o ben&eacute;fica para todos. A Uni&atilde;o Europeia    e o com&eacute;rcio mundial&raquo;. 2003. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ec.europa.eu/publications/booklets/move/37/pt.doc" target="_blank">http://ec.europa.eu/publications/booklets/move/37/pt.doc</a>.</p>        <p><a href="#top12">12</a> <a name="12"></a>Seimet, T. &#8211; Economic Partnership    Agreement: Consequences for Eastern and Souther Africa with Special Regard to    Food Security. German Development Institute (DIE), 2006.</p>        <p><a href="#top13">13</a> <a name="13"></a>Van Rooyen, C. &#8211; &laquo;EU-Southern    Africa trade relations and poverty: implications of the Cotonou Agreement&raquo;.    Development Studies Association Annual Conference 2001: &laquo;Different Poverties,    Different Policies&raquo;. IDPM, University of Manchester, 10-12 de Setembro    de 2001; Panagariya, A. &#8211; &laquo;EU preferential trade arrangements and    developing countries&raquo;.</p>        <p><a href="#top14">14</a><a name="14"></a> Comiss&atilde;o Europeia &#8211; A    Uni&atilde;o Europeia, a Am&eacute;rica Latina e as Cara&iacute;bas: Uma Parceria    Estrat&eacute;gica.</p>        <p><a href="#top15">15</a> <a name="15"></a>Cesoci &#8211; &laquo;Estudo do impacto    de um acordo de parceria econ&oacute;mica na economia da Guin&eacute;-Bissau.    Relat&oacute;rio preliminar&raquo;. 2006. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.inter-reseaux.org/IMG/pdf/guinee_bissau_etude_ape.pdf" target="_blank">http://www.inter-reseaux.org/IMG/pdf/guinee_bissau_etude_ape.pdf</a>;    Karingi, S., Lang, R., Oulmane, N., Perez, R., Sadni, M., e Hammouda, H. B.    &#8211; &laquo;Economic and welfare impacts of the EU-Africa Economic Partnership    Agreements&raquo;. 2005. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.uneca.org/atpc/Work%20in%20progress/10.pdf" target="_blank">http://www.uneca.org/atpc/Work%20in%20progress/10.pdf</a>;    Holland, M. &#8211; &laquo;20/20 The EU's Cotonou Partnership Agreement&raquo;.    Inverno-Primavera de 2003, IX, pp. 161-175.</p>        <p><a href="#top16">16</a> <a name="16"></a>Snede &#8211; &laquo;Estudo de impacto    de um acordo de parceria econ&oacute;mico&raquo;. 2006. Dispon&iacute;vel em:    <a href="http://www.inter-reseaux.org/IMG/pdf/cap_vert_etude_ape.pdf" target="_blank">http://www.inter-reseaux.org/IMG/pdf/cap_vert_etude_ape.pdf</a>.</p>        <p><a href="#top17">17</a><a name="17"></a> Citado por Tearfund, Action AID, Cafod,    Christian AID, Traidcraft Exchange &#8211; Parceria sobre Press&atilde;o. Uma    Avalia&ccedil;&atilde;o da Conduta da Comiss&atilde;o Europeia na Negocia&ccedil;&atilde;o    dos APE, 2007.</p>        <p><a href="#top18">18</a> <a name="18"></a>Ibidem.</p>        <p><a href="#top19">19</a> <a name="19"></a>Seimet, T. &#8211; Economic Partnership    Agre-ement: Consequences for Eastern and Souther Africa with Special Regard    to Food Security. German Development Institute (DIE), 2006.</p>        <p><a href="#top20">20</a><a name="20"></a> Bilal, S. &#8211; &laquo;Redefining    ACP-UE trade relationships: Economic Partnership Agreements&raquo;. Comunica&ccedil;&atilde;o    apresentada no ECDPM Seminar &laquo;The Cotonou Partnership Agreement: What    Role in a Changing World?&raquo;. Maastricht, Dezembro de 2006; Borrmann, A.,    Busse, M., e Neuhas, S. &#8211; &laquo;EU/ACP Economic Partnership Agreements:    impact, options and prerequisites&raquo;. In Intereconomics, Maio-Junho de 2005a.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top21">21</a><a name="21"></a> European Commission &#8211; &laquo;A    new approach in the relations between the European Union and the ACP countries.    Trade Issues&raquo;. 2002. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ec.europa.eu/trade/issues/bilateral/regions/ACP/index_en.htm" target="_blank">http://ec.europa.eu/trade/issues/bilateral/regions/ACP/index_en.htm</a>.</p>        <p><a href="#top22">22</a><a name="22"></a> European Commission &#8211; &laquo;European    Union-Caribbean Economic Partnership Agreement&raquo;. 2006. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://trade.ec.europa.eu/doclib/docs/2006/march/tradoc_124787.pdf" target="_blank">http://trade-info.cec.eu.int/doclib/docs/2006/march/tradoc_124787.pdf</a>.</p>        <p><a href="#top23">23</a><a name="23"></a> Karl, K. &#8211; &laquo;Economic Partnership    Agre-ements &#8211; hopes, fears and challenges&raquo;. In The Courier ACP-EU.    N.&deg; 195, 2002, pp. 21-24.</p>        <p><a href="#top24">24</a><a name="24"></a> Van Hoestenberghe, K., e Roelfsema,    H. &#8211; Economic Partnership Agreement between the EU and Groups of ACP Countries:    Will they Promote Development? UNU-CRIS Occasional Paper 0-2006/27.</p>        <p><a href="#top25">25</a><a name="25"></a> Borrmann, A., Gro&szlig;mann, H.,    e Koopman, G. &#8211; &laquo;The WTO compatibility of the economic partnership    agreements between the EU and the ACP countries&raquo;. In Intereconomics, Mar&ccedil;o-Abril    de 2005.</p>        <p><a href="#top26">26</a> <a name="26"></a>Karl, K. &#8211; &laquo;Economic Partnership    Agre-ements &#8211; hopes, fears and challenges&raquo;.</p>        <p><a href="#top27">27</a><a name="27"></a> Hoestenberghe, K., e Roelfsema, H.    &#8211; &laquo;Economic partnership agreement between the EU and group of ACP    countries: will they promote development?&raquo;. Occasional Paper O-2006/27UNU-CRIS.    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cris.unu.edu/UNU-CRIS-Working-Papers.19.0.html?&tx_ttnews%20%5Btt_news%5D=129&cHash=736d74d638" target="_blank">http://www.cris.unu.edu/UNU-CRIS-Working-Papers.19.0.html?&amp;tx_ttnews    [tt_news]=129&amp;cHash=736d74d638</a></p>     <p><a href="#top28">28</a> <a name="28"></a>Hinkle, Lawrence, Hoppe, Mombert,    e Newfarmer, Richard &#8211; &laquo;Beyond Cotonou: Economic Partnership Agreements    in Africa&raquo;. In Trade, Doha, and Development: A Window into the Issues,    2005, pp. 268-280. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://siteresources.worldbank.org/INTRANETTRADE/Resources/%20239054-1126812419270/22.BeyondCotonou.pdf" target="_blank">http://siteresources.worldbank.org/INTRANETTRADE/Resources/    239054-1126812419270/22.BeyondCotonou.pdf</a></p>        <p><a href="#top29">29</a> <a name="29"></a>Kimunguyi, P. &#8211; &laquo;The European    Union and developing countries: the challenges of trade liberalisation in the    Cotonou Process&raquo;, 2006. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://wwwsoc.nii.ac.jp/eusa-japan/download/eusa_ap/paper_PatrikKimunguyi.pdf" target="_blank">http://wwwsoc.nii.ac.jp/eusa-japan/download/eusa_ap/paper_PatrikKimunguyi.pdf</a>.</p>        <p><a href="#top30">30</a><a name="30"></a> Hoestenberghe, Karel Van, e Roelfsema,    Hein &#8211; &laquo;Economic partnership agre-ement between the EU and group    of ACP countries: will they promote development?&raquo;. Occasional Paper O-2006/27UNU-CRIS.    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cris.unu.edu/UNU-CRIS-Working-Papers.19.0.html?&tx_ttnews%5Btt_news%5D=%20129&cHash=736d74d638" target="_blank">http://www.cris.unu.edu/UNU-CRIS-Working-Papers.19.0.html?&amp;tx_ttnews[tt_news]=    129&amp;cHash=736d74d638</a>; SAMMON, P. &#8211; &laquo;Developing confusion:    the economic consequences of the EU's development policy&raquo;. In Student    Economic Review. N.&ordm; 19, 2005, pp. 191-200.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top31">31</a><a name="31"></a> Adenikinju, A. F., e Alaba, O. B.    &#8211; &laquo;EU-ACP Economic Partnership Agreements: implications for trade    development in West Africa&raquo;. Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada no    &laquo;Silver Jubilee Meeting of WIDER-UNU&raquo;, Hels&iacute;nquia, Junho    de 2005.</p>        <p><a href="#top32">32</a><a name="32"></a> Trinta e cinco dos 78 estados ACP    assinaram APE com a UE. S&atilde;o 79 os estados ACP, mas a &Aacute;frica do    Sul tem um acordo comercial bilateral com a UE e n&atilde;o participou em qualquer    APE.</p>        <p><a href="#top33">33</a><a name="33"></a> Percival, D. &#8211; &laquo;Presidente    da UE deseja continuar as conversa&ccedil;&otilde;es com os ACP&raquo;. In The    Courier. N.&ordm; 3, 2008.</p>        <p><a href="#top34">34</a> <a name="34"></a>Oxfam &#8211; &laquo;Unequal partners:    how EU-ACP Economic Partnership Agreements (EPAs) could harm the development    prospects of many of the world`s poorest countries&raquo;. 2006. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.oxfam.org.nz/imgs/whatwedo/mtf/unequal%20partners.pdf" target="_blank">http://www.oxfam.org.nz/imgs/whatwedo/mtf/unequal%20partners.pdf</a>.</p>        <p><a href="#top35">35</a> <a name="35"></a>Oxfam &#8211; &laquo;Unequal partners:    how EU-ACP Economic Partnership Agreements (EPAs) could harm the development    prospects of many of the world's poorest countries&raquo;. 2006. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.oxfam.org.nz/imgs/whatwedo/mtf/unequal%20partners.pdf" target="_blank">http://www.oxfam.org.nz/imgs/whatwedo/mtf/unequal%20partners.pdf</a>.</p>        <p><a href="#top36">36</a><a name="36"></a> Karl, K. &#8211; &laquo;Economic Partnership    Agre-ements &#8211; hopes, fears and challenges&raquo;.</p>        <p><a href="#top37">37</a> <a name="37"></a>Hurt, S. R. &#8211; &laquo;Co-operation    and coercion? The Cotonou Agreement between the European Union and ACP States    and the end of the Lom&eacute; Convention&raquo;.</p>        <p><a href="#top38">38</a><a name="38"></a> Oxfam &#8211; &laquo;Unequal partners:    how EU-ACP Economic Partnership Agreements (EPAs) could harm the development    prospects of many of the world's poorest countries&raquo;.</p>        <p><a href="#top39">39</a><a name="39"></a> Tearfund, Action AID, Cafod, Christian    AID, Traidcraft Exchange &#8211; &laquo;Parceria sobre press&atilde;o. Uma avalia&ccedil;&atilde;o    da conduta da Comiss&atilde;o Europeia na negocia&ccedil;&atilde;o dos APE&raquo;.</p>        <p><a href="#top40">40</a><a name="40"></a> Assembleia Parlamentar Parit&aacute;ria    ACP-UE &#8211; Declara&ccedil;&atilde;o de Kigali. Acordos de Parceria Econ&oacute;mica    Compat&iacute;veis com a Protec&ccedil;&atilde;o do Ambiente. JOCE, 2008.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top41">41</a> <a name="41"></a>Citado in Ibidem.</p>     <p><a href="#top42">42</a><a name="42"></a> Alternativas aos APE &#8211; Artigo    37.&ordm;, n.&ordm; 6. Em 2004, a Comunidade deveria examinar a situa&ccedil;&atilde;o    dos pa&iacute;ses que n&atilde;o se encontravam entre os pa&iacute;ses menos    desenvolvidos que decidam, ap&oacute;s consultas com a Comunidade, que n&atilde;o    estavam em condi&ccedil;&otilde;es de negociar acordos de parceria econ&oacute;micos,    analisando todas as alternativas poss&iacute;veis, a fim de proporcionar a estes    pa&iacute;ses um novo quadro comercial equivalente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o    existente e conforme as regras da OMC.</p>        <p><a href="#top43">43</a><a name="43"></a> Borrmann, A., Busse, M., e Neuhas,    S. &#8211; &laquo;EU/ACP Economic Partnership Agreements: impact, options and    prerequisites&raquo;; ROUX, W. &#8211; &laquo;An alternative to the EPA proposals:    a provision dropped from the EU's EPA negotiation manual?&raquo;. Comunica&ccedil;&atilde;o    apresentada na Tralac Annual Conference, &Aacute;frica do Sul, 2005.</p>        <p><a href="#top44">44</a><a name="44"></a> Hurt, S. R. &#8211; &laquo;Co-operation    and coercion? The Cotonou Agreement between the European Union and ACP States    and the end of the Lom&eacute; Convention&raquo;.</p>        <p><a href="#top45">45</a><a name="45"></a> Bilal, S. &#8211; &laquo;Redefining    ACP-UE trade relationships: Economic Partnership Agreements&raquo;; Hurt, S.    R. &#8211; &laquo;Co-operation and coercion? The Cotonou Agreement between the    European Union and ACP States and the end of the Lom&eacute; Convention&raquo;;    Trades &amp; Centre &#8211; &laquo;O novo acordo ACP-UE (Cotonou). Guia do utilizador.    As disposi&ccedil;&otilde;es sobre com&eacute;rcio no novo acordo&raquo;. Centro    de Estudos de Com&eacute;rcio e Desenvolvimento, 2000. Dispon&iacute;vel em:    <a href="http://library.fes.de/pdf-files/bueros/angola/hosting/cotonou2.pdf" target="_blank">http://library.fes.de/pdf-files/bueros/angola/hosting/cotonou2.pdf</a>.</p>        <p><a href="#top46">46</a><a name="46"></a> Hurt, S. R. &#8211; &laquo;Co-operation    and coercion? The Cotonou Agreement between the European Union and ACP States    and the end of the Lom&eacute; Convention&raquo;; BILAL, S. &#8211; &laquo;Redefining    ACP-UE trade relationships: Economic Partnership Agreements&raquo;.</p>        <p><a href="#top47">47</a> <a name="47"></a>Hurt, S. R. &#8211; &laquo;Co-operation    and coercion? The Cotonou Agreement between the European Union and ACP States    and the end of the Lom&eacute; Convention&raquo;.</p>        <p><a href="#top48">48</a> <a name="48"></a>Borrmann, A., Gro&szlig;mann, H.,    e Koopman, G. &#8211; &laquo;The WTO compatibility of the economic partnership    agreements between the EU and the ACP countries&raquo;; Busse, M., Borrmann,    A., e Gro&szlig;mann, H. &#8211; The Impact of ACP/EU Economic Partnership Agreements    on ECOWAS Countries: An Empirical Analysis of the Trade and Budget Effects.    Hamburg: Institute of International Economics, 2004.</p>        <p><a href="#top49">49</a> <a name="49"></a>Perez, R. &#8211; &laquo;Are the Economic    Partnership Agreements a first-best optimum for the ACP countries?&raquo;. In    Journal of World Trade. Vol. 40, N.&ordm; 6, 2006.</p>        <p><a href="#top50">50</a> <a name="50"></a>Iniciativa da UE estabelecida em 2001    relativa aos pa&iacute;ses menos desenvolvidos, na qual as regras de origem    s&atilde;o mais restritivas que para o Acordo de Cotonou. Sob a TMA os produtores    s&atilde;o impedidos de utilizar materiais que n&atilde;o sejam origin&aacute;rios    da UE ou dos ACP, sob risco de perder a elegibilidade para a isen&ccedil;&atilde;o    de tarifas e cotas no mercado da UE (Van Hoestenberghe e Roelfsema, 2006).</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top51">51</a><a name="51"></a> Szepesi, S. &#8211; &laquo;Coercion    or engagement? Economics and institutions in ACP-EU trade negotiation&raquo;.    In European Centre for Development Policy Management. Discussion Paper N.&ordm;    56, 2004.</p>        <p><a href="#top52">52</a> <a name="52"></a>Oxfam &#8211; &laquo;Unequal partners:    how EU-ACP Economic Partnership Agreements (EPAs) could harm the development    prospects of many of the world's poorest countries&raquo;.</p>        <p><a href="#top53">53</a> <a name="53"></a>Parlamento Europeu &#8211; &laquo;Resolu&ccedil;&atilde;o    do Parlamento Europeu sobre os Acordos de Parceria Econ&oacute;mica de 21 de    Novembro de 2007 (BE-0488/2007)&raquo;. JOCE.</p>        <p><a href="#top54">54</a><a name="54"></a> O maior obst&aacute;culo &agrave;s    exporta&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas dos ACP diz respeito aos elevados    padr&otilde;es fitossanit&aacute;rios que a UE imp&otilde;e. Os ACP n&atilde;o    t&ecirc;m capacidade para produzir bens export&aacute;veis de acordo com padr&otilde;es    aceit&aacute;veis e em quantidades comerciais, pelo que o valor de qualquer    concess&atilde;o nas negocia&ccedil;&otilde;es dos ACP ser&aacute; marginal.    Desenvolver capacidade cient&iacute;fica e t&eacute;cnica atrav&eacute;s da    cria&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es apro-priadas ser&aacute;    um passo importante nessa direc&ccedil;&atilde;o.</p>        <p><a href="#top55">55</a> <a name="55"></a>Assembleia Parlamentar Parit&aacute;ria    ACP-UE &#8211; Declara&ccedil;&atilde;o de Kigali. Acordos de Parceria Econ&oacute;mica    Compat&iacute;veis com a Protec&ccedil;&atilde;o do Ambiente, 2008.</p>        <p><a href="#top56">56</a> <a name="56"></a>Stevens, C., e Kennan, J. &#8211;    &laquo;EU-ACP Economic Partnership Agreements: the effects of reciprocity&raquo;.    In Institute of Development Studies, 2005.</p>        <p><a href="#top57">57</a> <a name="57"></a>Borrmann, A., Gro&szlig;mann, H.,    e Koopman, G. &#8211; &laquo;The WTO compatibility of the economic partnership    agreements between the EU and the ACP countries&raquo;; Twineyo, E. R. &#8211;    Impact of the Economic Partership Agreements (EPAs) with the European Union    on Uganda Economy, 2006.</p>        <p><a href="#top58">58</a><a name="58"></a> Aa.Vv &#8211; &laquo;Economic and    welfare impacts of the EU-Africa Economic Partnership Agreements&raquo;. 2005.    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.uneca.org/atpc/Work%20in%20progress/10.pdf" target="_blank">http://www.uneca.org/atpc/Work%20in%20progress/10.pdf</a>;    Bilal, S. &#8211; &laquo;Redefining ACP-UE trade relationships: Economic Partnership    Agreements&raquo;.</p>        <p><a href="#top59">59</a><a name="59"></a> Karl, K. &#8211; &laquo;Economic Partnership    Agre-ements &#8211; hopes, fears and challenges&raquo;.</p>        <p><a href="#top60">60</a><a name="60"></a> Van Rooyen, C. &#8211; &laquo;EU-Southern    Africa trade relations and poverty: implications of the Cotonou Agreement&raquo;.    Comunica&ccedil;&atilde;o apre-sentada na &laquo;Development Studies -Association    Annual Conference 2001: Different Poverties, Different policies&raquo;. Manchester,    2001.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top61">61</a><a name="61"></a> Aa.Vv &#8211; &laquo;Economic and    welfare impacts of the EU-Africa Economic Partnership Agreements&raquo;; BILAL,    S. &#8211; &laquo;Redefining ACP-UE trade relationships: Economic Partnership    Agreements&raquo;.</p>        <p><a href="#top62">62</a><a name="62"></a> Pozzi, L., Latto, D. e Messerli &#8211;    &laquo;The Role and Impact of Economic Partnership Agreements (EPAs) on African    ACP countries&raquo;. World Trade Organization Seminar Graduate Institute of    International Studies HEI, Junho 2005. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://hei.unige.ch/sections/sp/agenda/wto/The%20Role%20and%20Impact%20of%20EPAs%20EU-ACP.pdf" target="_blank">http://hei.unige.ch/sections/sp/agenda/wto/The%20Role%20and%20Impact%20of%20EPAs%20EU-ACP.pdf</a></p>        <p><a href="#top63">63</a> <a name="63"></a>Borrmann, A., Gro&szlig;mann, H.,    e Koopman, G. &#8211; &laquo;The WTO compatibility of the economic partnership    agreements between the EU and the ACP countries&raquo;.</p>     <p><a href="#top64">64</a><a name="64"></a> Bilal, S. &#8211; &laquo;Redefining    ACP-UE trade relationships: Economic Partnership Agreements&raquo;.</p>        <p><a href="#top65">65</a><a name="65"></a> European Commission &#8211; &laquo;Interim    Economic Partnership Agreements: questions and answers. Trade policy in practice&raquo;.    2008. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://trade.ec.europa.eu/doclib/docs/2008/march/tradoc_138457.pdf" target="_blank">http://trade.ec.europa.eu/doclib/docs/2008/march/tradoc_138457.pdf</a>.</p>     <p><a href="#top66">66</a> <a name="66"></a>Hinkle, L. E., Hoppe, M., e Newfarmer,    R. &#8211; &laquo;Beyond Cotonou: Economic Partnership Agreements in Africa&raquo;.    In: Trade, Doha, and Development: A Window into the Issues, 2005. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://siteresources.worldbank.org/INTRANETTRADE/Resources/239054-1126812419270/22.BeyondCotonou.pdf" target="_blank">http://siteresources.worldbank.org/INTRANETTRADE/Resources/239054-1126812419270/22.BeyondCotonou.pdf</a></p>     <p><a href="#top67">67</a> <a name="67"></a>Borrmann, A., Busse, M., e Neuhas,    S. &#8211; &laquo;EU/ACP Economic Partnership Agreements: impact, options and    prerequisites&raquo;.</p>     <p><a href="#top68">68</a> <a name="68"></a>Oxfam &#8211; &laquo;Unequal Partners:    How EU-ACP Economic Partnership Agreements (EPAs) could harm the development    prospects of many of the world's poorest countries&raquo;.</p>     <p><a href="#top69">69</a> <a name="69"></a>Stevens, C. &#8211; &laquo;Agricultural    reciprocity under Economic Partnerships Agreements&raquo;. In IIIS Discussion    Paper. N.&ordm; 111, 2006.</p>     <p><a href="#top70">70</a> <a name="70"></a>Szepesi, S. &#8211; &laquo;Coercion    or engagement? Economics and institutions in ACP-EU trade negotiation&raquo;.    In European Centre for Development Policy Management. Discussion Paper N.&ordm;    56, 2004.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top71">71</a> <a name="71"></a>Borrmann, A., Busse, M., e Neuhas,    S. &#8211; &laquo;EU/ACP Economic Partnership Agreements: impact, options and    prerequisites&raquo;.</p>     <p><a href="#top72">72</a> <a name="72"></a>Pricewaterhousecoopers &#8211; &laquo;Trade    sustainability impact assessment of the EU-ACP Economic Partnership Agreements&raquo;.    2007. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ec.europa.eu/trade/issues/global/sia/studies_geo.htm#ACP" target="_blank">http://ec.europa.eu/trade/issues/global/sia/studies_geo.htm#ACP</a>.</p>     <p><a href="#top73">73</a><a name="73"></a> Hinkle, L. E., Hoppe, M., e Newfarmer,    R. &#8211; &laquo;Beyond Cotonou: Economic Partnership Agreements in Africa&raquo;.</p>     <p><a href="#top74">74</a> <a name="74"></a>Melber, H. &#8211; &laquo;The EU-ACP    process: building block for a coherent EU policy on Africa? &#8211; A critical    appraisal with special reference to the Economic Partnership Agreements&raquo;.    Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada no Second Expert Workshop: &laquo;From    Individual Action to a Common Strategy? EU policy on sub-Saharan &Aacute;frica&raquo;.    Bona, 2005.</p>     <p><a href="#top75">75</a> <a name="75"></a>Trades &amp; Centre &#8211; &laquo;O    novo acordo ACP-UE (Cotonou). Guia do utilizador. ParteIII. As disposi&ccedil;&otilde;es    sobre com&eacute;rcio no novo acordo&raquo;.</p>     <p><a href="#top76">76</a><a name="76"></a> Hinkle, L. E., e Schiff, M. &#8211;    &laquo;Economic Partnership Agreements between sub-Saharan African and the EU:    a development perspective&raquo;. In The World Economy. Vol. 27, N.&ordm; 9,    2004, pp. 1321-1333.</p>     <p><a href="#top77">77</a><a name="77" id="77"></a> Aa.Vv &#8211; &laquo;Economic    and welfare impacts of the EU-Africa Economic Partnership Agreements&raquo;.</p>     <p><a href="#top78">78</a> <a name="78"></a>Hurt, S. R. &#8211; &laquo;Co-operation    and coercion? The Cotonou Agreement between the European Union and ACP States    and the end of the Lom&eacute; Convention&raquo;.</p>     <p><a href="#top79">79</a><a name="79"></a> Roux, W. &#8211; &laquo;An alternative    to the EPA proposals: a provision dropped from the EU's EPA negotiation manual?&raquo;.    Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada na Tralac Annual Conference, &Aacute;frica    do Sul, 2005; HURT, S. R. &#8211; &laquo;Co-operation and coercion? The Cotonou    Agreement between the European Union and ACP States and the end of the Lom&eacute;    Convention&raquo;.</p>     <p><a href="#top80">80</a> <a name="80"></a>Citado por Tearfund, Action AID, Cafod,    Christian AID, Traidcraft Exchange &#8211; Parceria sobre Press&atilde;o. Uma    Avalia&ccedil;&atilde;o da Conduta da Comiss&atilde;o Europeia na Negocia&ccedil;&atilde;o    dos APE. Parceria sobre press&atilde;o. Uma avalia&ccedil;&atilde;o da conduta    da Comiss&atilde;o Europeia na negocia&ccedil;&atilde;o dos APE.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top81">81</a><a name="81"></a> Ibidem.</p>        <p><a href="#top82">82</a> <a name="82"></a>Assembleia Parlamentar Parit&aacute;ria    ACP-UE &#8211; Relat&oacute;rio sobre a Redu&ccedil;&atilde;o da Pobreza entre    os Pequenos Agricultores nos Pa&iacute;ses ACP, em Particular nos Sectores Frut&iacute;cola,    Hort&iacute;cola e da Floricultura. Assembleia Parlamentar Parit&aacute;ria    ACP-UE ACP-UE/100.011/07/B/fin, Mar&ccedil;o de 2007.</p>        <p><a name="83"></a><a href="#top83">83</a> Goodison, P. &#8211; &laquo;Six months    on: what shift is there in the EU approach to EPA negotiations?&raquo;. In Review    of Africa Political Economy. Vol. 104, N.&ordm; 5, 2005, pp. 295-302.</p>        <p><a href="#top84">84</a> <a name="84"></a>Trades &amp; Centre &#8211; &laquo;O    novo acordo ACP-UE (Cotonou). Guia do utilizador. As disposi&ccedil;&otilde;es    sobre com&eacute;rcio no novo acordo&raquo;.</p>        <p><a href="#top85">85</a> <a name="85"></a>Hinkle, L. E., e Schiff, M. &#8211;    &laquo;Economic Partnership Agreements between sub-Saharan African and the EU:    a development perspective&raquo;.</p>        <p><a href="#top86">86</a> <a name="86"></a>Karl, K. &#8211; &laquo;Economic Partnership    Agreements &#8211; hopes, fears and challenges&raquo;, pp. 21-24.</p>        <p><a href="#top87">87</a> <a name="87"></a>Como de resto parece ter-se verificado    com a finaliza&ccedil;&atilde;o das negocia&ccedil;&otilde;es em Julho de 2008    sem que tenha sido alcan&ccedil;ado um compromisso global. A prop&oacute;sito    &eacute; ilustrativo o t&iacute;tulo do artigo de Alan Beattie publicado a 5    de Agosto de 2008 no Di&aacute;rio Econ&oacute;mico: &laquo;O fiasco da Ronda    de Doha&raquo;.</p>        <p><a href="#top88">88</a> <a name="88"></a>Os subs&iacute;dios de muitos pa&iacute;ses    ocidentais &agrave; produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola nacional s&atilde;o    considerados, desde h&aacute; muito, um s&eacute;rio obst&aacute;culo ao desenvolvimento    de muitos pa&iacute;ses do hemisf&eacute;rio sul.</p>        <p><a href="#top89">89</a> <a name="89"></a>Hinkle, L. E., e Schiff, M. &#8211;    &laquo;Economic Partnership Agreements between sub-Saharan African and the EU:    a development perspective&raquo;.</p>        <p><a href="#top90">90</a> <a name="90"></a>Gaspar, Eva &#8211; &laquo;Fracasso    de Doha resultar&aacute; em &quot;factura pesada&quot; para o mundo&raquo;.    In Jornal de Neg&oacute;cios. Ano VII, N.&ordm; 1010, 2007, p. 42.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top91">91</a><a name="91"></a> Hinkle, L. E., e Schiff, M. &#8211;    &laquo;Economic Partnership Agreements between sub-Saharan African and the EU:    a development perspective&raquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>        <p> </p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>        <!-- ref --><p>ADENIKINJU, A. F., E ALABA, O. B. &#8211; EU-ACP Economic Partnership Agreements:    Implications for Trade Development in West Africa. Paper presented at the Silver    Jubilee Meeting of WIDER-UNU. Hels&iacute;nquia, Finl&acirc;ndia, Junho de 2005.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S1645-9199200900020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>ASSEMBLEIA PARLAMENTAR PARIT&Aacute;RIA ACP-UE &#8211; Relat&oacute;rio sobre    a Redu&ccedil;&atilde;o da Pobreza entre os Pequenos Agricultores nos Pa&iacute;ses    ACP, em Particular nos Sectores Frut&iacute;cola, Hort&iacute;cola e da Floricultura.    Assembleia Parlamentar Parit&aacute;ria ACP-UE ACP-UE/100.011/07/B/fin, Mar&ccedil;o    de 2007.</p>     <p>ASSEMBLEIA PARLAMENTAR PARIT&Aacute;RIA ACP-UE &#8211; Declara&ccedil;&atilde;o    de Kigali. Acordos de Parceria Econ&oacute;mica Compat&iacute;veis com a Protec&ccedil;&atilde;o    do Ambiente. JOCE, 2008.</p>     <p>CESOCI&#8211; Estudo do Impacto de Um Acordo de Parceria Econ&oacute;mica na    Economia da Guin&eacute;-Bissau. Relat&oacute;rio Preliminar, 2006. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.inter-reseaux.org/IMG/pdf/guinee_bissau_etude_ape.pdf" target="_blank">http://www.inter-reseaux.org/IMG/pdf/guinee_bissau_etude_ape.pdf</a>.</p>     <p>COMISS&Atilde;O EUROPEIA &#8211; A Uni&atilde;o Europeia, a Am&eacute;rica    Latina e as Cara&iacute;bas: Uma Parceria Estrat&eacute;gica. Comiss&atilde;o    Europeia, Rela&ccedil;&otilde;es Externas. 2006. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://trade.ec.europa.eu/doclib/docs/2006/june/tradoc_117344.pdf" target="_blank">http://trade.ec.europa.eu/doclib/docs/2006/june/tradoc_117344.pdf</a>.</p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &#8211; Interim Economic Partnership Agreements: questions    and answers. Trade Policy in Practice. 2008. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://trade.ec.europa.eu/doclib/docs/2008/march/tradoc_138457.pdf" target="_blank">http://trade.ec.europa.eu/doclib/docs/2008/march/tradoc_138457.pdf</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>EUROPEAN COMMISSION &#8211; European Union-Caribbean Economic Partnership Agreement.    2006. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://trade.ec.europa.eu/doclib/docs/2006/march/tradoc_124787.pdf" target="_blank">http://trade-info.cec.eu.int/doclib/docs/2006/march/tradoc_124787.pdf</a></p>     <p>EUROPEAN COMMISSION &#8211; A new approach in the relations between the European    Union and the ACP countries. Trade Issues. 2002. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ec.europa.eu/trade/issues/bilateral/regions/ACP/index_en.htm" target="_blank">http://ec.europa.eu/trade/issues/bilateral/regions/ACP/index_en.htm</a></p>     <p>FORWOOD, G.&#8211; &laquo;The road to Cotonou: negotiating a successor to Lom&eacute;&raquo;.    In Journal of Common Market Studie. Vol. 39, N.&ordm; 3, 2001, pp. 423-442.</p>     <p>GOODISON, P. &#8211; &laquo;Six months on: what shift is there in the EU approach    to EPA negotiations?&raquo;. In Review of Africa Political Economy. Vol. 104,    N.&ordm; 5, 2005, pp. 295-302.</p>     <p>HOLLAND, M. &#8211; 20/20 The EU's Cotonou Partnership Agreement. Inverno-Primavera    de 2003, IX, pp. 161-175.</p>     <p>KAULEN, J. &#8211; Linking Economic Partnership Agreements (EPAs) to poverty,    development and Millenium Development Goals: an African perspective. Trade &amp;    Development Studies Centre Issue N.&ordm; 33, 2006.</p>     <p>MELBER, H. &#8211; &laquo;The EU-ACP Process: building block for a coherent    EU policy on Africa? &#8211; A critical appraisal with special reference to    the Economic Partnership Agreements&raquo;. Input Paper presented to the Second    Expert Workshop &laquo;From Individual Action to a Common Strategy? EU policy    on sub-Saharan Africa&raquo; Organised by the Development and Peace Foundation    20-21 September 2005, Gustav-Stresemann-Institute, Bonn.</p>     <p>SNEDE &#8211; Estudo de Impacto de Um Acordo de Parceria Econ&oacute;mico.    2006. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.inter-reseaux.org/IMG/pdf/cap_vert_etude_ape.pdf" target="_blank">http://www.inter-reseaux.org/IMG/pdf/cap_vert_etude_ape.pdf</a></p>     <p>TEARFUND, ACTION AID, CAFOD, CHRISTIAN AID, TRAIDCRAFT EXCHANGE &#8211; Parceria    sobre Press&atilde;o. Uma Avalia&ccedil;&atilde;o da Conduta da Comiss&atilde;o    Europeia na Negocia&ccedil;&atilde;o dos APE. 2007.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#topa1">*</a><a name="a1" id="a1"></a> Mestre em Rela&ccedil;&otilde;es    Internacionais e Estudos Europeus pela Universidade de &Eacute;vora, com uma    tese sobre &laquo;As Rela&ccedil;&otilde;es Uni&atilde;o Europeia-R&uacute;ssia    e a Quest&atilde;o da Seguran&ccedil;a Energ&eacute;tica: Uma Abordagem Baseada    na An&aacute;lise SWOT&raquo;.</p>     <p><a href="#topa2">**</a> <a name="a2"></a>Licenciado em Economia e doutorado    em Economia na especialidade de Rela&ccedil;&otilde;es Econ&oacute;micas Internacionais    (Universidade de &Eacute;vora). Actualmente &eacute; professor associado no    Departamento de Economia da Universidade de &Eacute;vora onde desempenha as    fun&ccedil;&otilde;es de presidente do Conselho Cient&iacute;fico da &Aacute;rea    Departamental de Ci&ecirc;ncias Econ&oacute;micas e Empresariais.</p>        ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[ADENIKINJU]]></surname>
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<surname><![CDATA[ALABA]]></surname>
<given-names><![CDATA[O. B.]]></given-names>
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<conf-name><![CDATA[ Silver Jubilee Meeting of WIDER-UNU]]></conf-name>
<conf-date>Junho de 2005</conf-date>
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