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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os gaps da União Europeia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Regarding the transformations that 9/11 required, this article examines the European Union&#8217;s gaps concerning the security policy. After enunciates the evolution of the EU strategies and the main tools used against terrorism, the article concludes on the existence of a gap between capacity and expectations.]]></p></abstract>
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<kwd lng="en"><![CDATA[9/11]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
    <p><font face="verdana" size="2"><b>Os <i>gaps</i> da Uni&atilde;o Europeia</b></font></p>

    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2"><b>Ana Paula Brand&atilde;o</b><a name="top1"></a><a href="#1"><sup>1</sup></a></font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Professora de Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais da Universidade do Minho.</font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2">RESUMO</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">O artigo analisa alguns dos gaps da
Uni&atilde;o Europeia (UE) no que se refere &agrave;s quest&otilde;es securit&aacute;rias, tendo como pano de fundo as transforma&ccedil;&otilde;es exigidas pelos acontecimentos do 11 de Setembro. Depois de tra&ccedil;ar a evolu&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias desenvolvidas pela UE e dos principais instrumentos de luta contra o terrorismo, a autora conclui que a luta antiterrorista da UE evidencia um gap entre capacidade e expectativas.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras&#45;chave</b>: Uni&atilde;o Europeia, seguran&ccedil;a, terrorismo, 11/9</font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>The European Union&rsquo;s gaps</b></FONT></p>
    <p><font face="verdana" size="2">ABSTRACT</FONT></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Regarding the transformations that
9/11 required, this article examines the European Union&rsquo;s gaps concerning the security policy. After enunciates the evolution of the EU strategies and the main tools used against terrorism, the article concludes on the existence of a gap between capacity and expectations.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><b>Keywords:</b> European Union, security policies, terrorism, 9/11</font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2">Oprojecto monnetiano nasceu para dar resposta a uma preocupa&ccedil;&atilde;o securit&aacute;ria vestefaliana &#150; a conflitualidade entre estados europeus &#150; atrav&eacute;s de um meio p&oacute;s&#45;vestefaliano n&atilde;o securit&aacute;rio. Criado em plena Guerra Fria, num quadro em que a amea&ccedil;a era clara, de fonte estadual e de natureza predominantemente pol&iacute;tico&#45;militar, o actor europeu enfrenta hoje um ambiente complexo marcado pela intensifica&ccedil;&atilde;o de desafios multidimensionais, de fonte n&atilde;o estadual e de natureza transnacional. Um ambiente exigente para uma organiza&ccedil;&atilde;o internacional que j&aacute; n&atilde;o se restringe ao dom&iacute;nio econ&oacute;mico e que pretende projectar&#45;se como actor global.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">O que mudou ap&oacute;s o 11 de Setembro? A profus&atilde;o pol&iacute;tica, legislativa e org&acirc;nica da Uni&atilde;o Europeia (UE) surpreende pelo contraste com duas d&eacute;cadas de in&eacute;rcia no dom&iacute;nio do contraterrorismo. No entanto, um olhar mais atento confirma os <i>gaps</i> de um actor constrangido pela tradicional tens&atilde;o entre solidariedade colectiva e soberania estadual<a name="top2"></a><a href="#2"><sup>2</sup></a>.</font></p>

	    <p>&nbsp;</p>
	    <p><font face="verdana" size="2"><b>DO &Iacute;MPETO INICIAL &Agrave; IN&Eacute;RCIA</b></font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Na d&eacute;cada de 1970, o crescendo da actividade terrorista (de incid&ecirc;ncia internacional) na Europa Ocidental evidenciou os limites dos meios nacionais para lutar de forma eficaz contra a amea&ccedil;a, o que impulsionou a coopera&ccedil;&atilde;o entre os estados&#45;membros da Comunidade Econ&oacute;mica Europeia (CEE) no dom&iacute;nio da justi&ccedil;a e assuntos internos (JAI). Tratou&#45;se de uma coopera&ccedil;&atilde;o informal, fora do quadro do Tratado de Roma e das institui&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias.</font></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">O primeiro encontro dos ministros JAI realizou&#45;se em Roma, no dia 1 de Dezembro de 1975. Em Junho de 1976, os ministros reunidos no Luxemburgo estabeleceram uma estrutura informal de coopera&ccedil;&atilde;o (TREVI) que &laquo;funcionou fora do quadro das Comunidades Europeias, numa base puramente intergovernamental, como parte do processo de coopera&ccedil;&atilde;o no dom&iacute;nio da pol&iacute;tica externa&raquo;<a name="top3"></a><a href="#3"><sup>3</sup></a>. A estrutura consistiu inicialmente em dois grupos &#150; TREVI I, dedicado ao terrorismo internacional, e TREVI II, orientado para assuntos relativos &agrave; ordem p&uacute;blica, &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o e &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as policiais. Na&nbsp;d&eacute;cada de 1980, a agenda da coopera&ccedil;&atilde;o passou a prioritarizar o combate ao tr&aacute;fico de droga e ao crime organizado, o que levou &agrave; cria&ccedil;&atilde;o do grupo TREVI III. O objectivo 1993 &#150; concretiza&ccedil;&atilde;o do mercado interno &#150; intensificou as preocupa&ccedil;&otilde;es securit&aacute;rias associadas &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o europeu sem fronteiras internas, conduzindo &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de novos mecanismos de coopera&ccedil;&atilde;o, entre os quais TREVI 1992 focado na coopera&ccedil;&atilde;o policial e nas mat&eacute;rias de seguran&ccedil;a interna. De referir, nesta evolu&ccedil;&atilde;o, o contributo do Acordo de Schengen e da subsequente Conven&ccedil;&atilde;o de Aplica&ccedil;&atilde;o, ainda que fora do quadro do direito comunit&aacute;rio. Schengen, que antecipou a livre circula&ccedil;&atilde;o de pessoas entre os estados signat&aacute;rios, tamb&eacute;m previa medidas compensat&oacute;rias ao n&iacute;vel da seguran&ccedil;a.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2">A segunda fase da coopera&ccedil;&atilde;o foi iniciada pelo Tratado de Maastricht que introduziu a coopera&ccedil;&atilde;o JAI no &acirc;mbito do Tratado da Uni&atilde;o Europeia (TUE), a qual integrava quest&otilde;es de seguran&ccedil;a interna. Estas foram assim &laquo;trazidas pela primeira vez para o <i>mainstream</i> do processo de integra&ccedil;&atilde;o&raquo;<a name="top4"></a><a href="#4"><sup>4</sup></a>. Cumprindo a tradi&ccedil;&atilde;o europeia de considerar o terrorismo um crime que deve ser prevenido e combatido atrav&eacute;s de meios judici&aacute;rios e policiais, esta mat&eacute;ria &eacute; inserida no terceiro pilar da UE<a name="top5"></a><a href="#5"><sup>5</sup></a>.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2">Se os primeiros esfor&ccedil;os no sentido de promover a coopera&ccedil;&atilde;o no dom&iacute;nio da seguran&ccedil;a interna foram impulsionados pela quest&atilde;o terrorista, esta deixou de ser uma prioridade nos anos 1980. At&eacute; Setembro de 2001, foi manifesto o sil&ecirc;ncio colectivo apenas interrompido por iniciativas dispersas, predominantemente de natureza declarativa e/ou n&atilde;o vinculativa, algumas das quais por influ&ecirc;ncia da Espanha e/ou da Fran&ccedil;a interessadas em mobilizar a vontade dos estados&#45;membros em prol do agendamento do assunto e da ac&ccedil;&atilde;o colectiva. De referir a adop&ccedil;&atilde;o da Declara&ccedil;&atilde;o de La Gomera sobre o terrorismo na qual os estados&#45;membros reconheciam que a natureza transnacional da amea&ccedil;a exigia a coordena&ccedil;&atilde;o colectiva dos meios judici&aacute;rios e policiais nacionais<a name="top6"></a><sup><a href="#6">6</a></sup>; a Ac&ccedil;&atilde;o Comum 96/10/610/JAI que visava a cria&ccedil;&atilde;o de um repert&oacute;rio comum de compet&ecirc;ncias, conhecimentos e t&eacute;cnicas<a name="top7"></a><a href="#7"><sup>7</sup></a>; a extens&atilde;o do mandato da Europol aprovada pelo Conselho da UE em Dezembro de 1998<a name="top8"></a><a href="#8"><sup>8</sup></a>, e posterior cria&ccedil;&atilde;o da Unidade Europol Contraterrorismo<a name="top9"></a><a href="#9"><sup>9</sup></a>; a recomenda&ccedil;&atilde;o do Parlamento Europeu sobre o papel da UE na luta contra o terrorismo<a name="top10"></a><a href="#10"><sup>10</sup></a>, que, dias antes dos acontecimentos de 11 de Setembro, chamava a aten&ccedil;&atilde;o para a altera&ccedil;&atilde;o da natureza do terrorismo e consequente insufici&ecirc;ncia dos meios cl&aacute;ssicos de coopera&ccedil;&atilde;o judici&aacute;ria e policial para o combater, exortando a um maior empenho das institui&ccedil;&otilde;es (Conselho da UE e Comiss&atilde;o Europeia) nesse combate, concluindo com uma s&eacute;rie de sugest&otilde;es que seriam incorporadas na legisla&ccedil;&atilde;o adoptada ap&oacute;s os ataques.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2">Identifica&#45;se aqui o primeiro <i>gap</i> europeu &#150; o <i>gap</i> entre &iacute;mpeto e continuidade. A hist&oacute;ria da constru&ccedil;&atilde;o europeia demonstra que a decis&atilde;o e a ac&ccedil;&atilde;o colectivas no dom&iacute;nio da seguran&ccedil;a (e n&atilde;o s&oacute;) s&atilde;o geralmente desencadeadas como reac&ccedil;&atilde;o a crises e/ou amea&ccedil;as. No entanto, a presen&ccedil;a, a capacidade e o reconhecimento do actor passam pela continuidade consistente (estrutural) n&atilde;o dependente de reac&ccedil;&otilde;es epid&eacute;rmicas (conjunturais) aos acontecimentos do sistema. Um dos factores explicativos prende&#45;se com o dado soberanista. Os estados, enquanto actores racionais, pesam os custos e benef&iacute;cios da ac&ccedil;&atilde;o colectiva. Mesmo que esta n&atilde;o implique transfer&ecirc;ncia de soberania, &eacute; sempre limitadora da actua&ccedil;&atilde;o estadual. O receio da amea&ccedil;a tende a valorizar a import&acirc;ncia da dimens&atilde;o colectiva.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2">Na linha da Escola de Copenhaga, pode afirmar&#45;se que a percep&ccedil;&atilde;o de uma amea&ccedil;a existencial leva &agrave; prioritariza&ccedil;&atilde;o da mesma, imprimindo um car&aacute;cter de urg&ecirc;ncia na adop&ccedil;&atilde;o de medidas excepcionais. No entanto, esse receio pode n&atilde;o ser suficiente para sustentar uma mudan&ccedil;a continuada de alcance estrutural, at&eacute; porque o n&iacute;vel de amea&ccedil;a n&atilde;o se mant&eacute;m constante e a percep&ccedil;&atilde;o da mesma &eacute; diferenciada entre os estados&#45;
	&#45;membros. Isto explica a desacelera&ccedil;&atilde;o uma vez passado o momento cr&iacute;tico<a name="top11"></a><a href="#11"><sup>11</sup></a>. Da&iacute; a import&acirc;ncia da an&aacute;lise do impacto das altera&ccedil;&otilde;es (pol&iacute;ticas, legislativas, org&acirc;nicas) reactivas ao <i>momentum</i> para perceber se as mesmas t&ecirc;m um valor acrescentado, gerando um processo de <i>path dependence</i><a name="top12"></a><a href="#12"><sup>12</sup></a> com efeito transformativo de longo prazo.</font></p>

	    <p>&nbsp;</p>
	    <p><font face="verdana" size="2"><b>HIPERACTIVISMO REACTIVO</b></font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2">A resposta &agrave; amea&ccedil;a terrorista, embora tenha suscitado a cria&ccedil;&atilde;o de novos instrumentos, catalisou, sobretudo, a adop&ccedil;&atilde;o de instrumentos (estagnados) previstos, designadamente, pelo Programa de Tampere (1999) e actualizou/expandiu a aplica&ccedil;&atilde;o de instrumentos preexistentes.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2">Em seguida, apresenta&#45;se uma s&iacute;ntese dos principais progressos organizados em quatro categorias: conceptuais, pol&iacute;tico&#45;estrat&eacute;gicos, legislativos e org&acirc;nicos.</font></p>

	    <p>&nbsp;</p>
	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">CONCEPTUAIS</font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2">Sendo o terrorismo um conceito contestado, com fortes implica&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, e considerando a diversidade de experi&ecirc;ncias nacionais nesta mat&eacute;ria, &eacute; significativo o esfor&ccedil;o no sentido de harmonizar a defini&ccedil;&atilde;o de infrac&ccedil;&atilde;o terrorista e de grupo terrorista.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2">De acordo com a Decis&atilde;o&#45;Quadro 2002/475/JAI, entende&#45;se por &laquo;"grupo terrorista"
	a associa&ccedil;&atilde;o estruturada de duas ou mais pessoas, que se mant&eacute;m ao longo do tempo e actua de forma concertada, com o objectivo de cometer infrac&ccedil;&otilde;es terroristas&raquo;<a name="top13"></a><a href="#13"><sup>13</sup></a>.
	O n.&ordm;&nbsp;1 do artigo 11.&ordm; da decis&atilde;o&#45;quadro estabelece que os estados&#45;membros aprovariam, o&nbsp;mais tardar at&eacute; 31 de Dezembro de 2002, as medidas necess&aacute;rias para dar cumprimento &agrave; mesma. Em Junho de 2004, no relat&oacute;rio de monitoriza&ccedil;&atilde;o, a Comiss&atilde;o identificava falhas na respectiva transposi&ccedil;&atilde;o, convidando os estados&#45;membros em falta a actuar &laquo;com rapidez e de forma completa&raquo;<a name="top14"></a><a href="#14"><sup>14</sup></a>. Seis anos mais tarde, apesar dos avan&ccedil;os, alguns estados&#45;membros n&atilde;o tinham transposto correctamente os artigos 1.&ordm;, 5.3 e 7 da referida decis&atilde;o&#45;quadro. &laquo;A transposi&ccedil;&atilde;o lenta e imperfeita da legisla&ccedil;&atilde;o europeia afecta a coopera&ccedil;&atilde;o policial e judici&aacute;ria operacional sendo uma fonte de incerteza legal e subsequentemente de confus&atilde;o e frustra&ccedil;&atilde;o para os profissionais.&raquo;<a name="top15"></a><a href="#15"><sup>15</sup></a> Estas defici&ecirc;ncias evidenciam um segundo <i>gap</i> da Uni&atilde;o &#150; o <i>gap</i> entre decis&atilde;o colectiva e implementa&ccedil;&atilde;o nacional. V&aacute;rios aspectos concorrem para explicar o d&eacute;fice de implementa&ccedil;&atilde;o: falta de vontade pol&iacute;tica dos estados<a name="top16"></a><a href="#16"><sup>16</sup></a>, diferenciada percep&ccedil;&atilde;o da amea&ccedil;a, diversidade de culturas jur&iacute;dicas e administrativas nacionais<a name="top17"></a><a href="#17"><sup>17</sup></a>, d&eacute;fice de poder da Comiss&atilde;o no &acirc;mbito do ent&atilde;o terceiro pilar<a name="top18"></a><a href="#18"><sup>18</sup></a>.</font></p>

	    <p>&nbsp;</p>
	    <p><font face="verdana" size="2">POL&Iacute;TICO&#45;ESTRAT&Eacute;GICOS</font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2">O facto de a Europa ser &laquo;simultaneamente um alvo e uma base para o terrorismo&raquo;<a name="top19"></a><a href="#19"><sup>19</sup></a> explica que este seja considerado pelos documentos estrat&eacute;gicos comuns<a name="top20"></a><a href="#20"><sup>20</sup></a> como uma das principais amea&ccedil;as &agrave; Uni&atilde;o<a name="top21"></a><a href="#21"><sup>21</sup></a>. A gravidade do terrorismo decorre do seu &laquo;desprezo absoluto pela vida humana e pelos valores democr&aacute;ticos&raquo;, da sua dimens&atilde;o global, da sua determina&ccedil;&atilde;o em &laquo;fazer uso da m&aacute;xima viol&ecirc;ncia&raquo; e da sua capacidade de recrutamento. A amea&ccedil;a &eacute; percebida como din&acirc;mica, interligada com outras amea&ccedil;as, pelo que exige modelos de resposta flex&iacute;veis e integrados<a name="top22"></a><a href="#22"><sup>22</sup></a>.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2">A evolu&ccedil;&atilde;o dos acontecimentos influenciou a percep&ccedil;&atilde;o colectiva da amea&ccedil;a terrorista. Ap&oacute;s os ataques de 11/09, foi considerada uma amea&ccedil;a global, externa, &agrave;s sociedades democr&aacute;ticas, atentando contra os valores e princ&iacute;pios que as regem. Dois anos mais tarde, na &laquo;Estrat&eacute;gia Europeia de Seguran&ccedil;a&raquo;, reconhece&#45;se a dimens&atilde;o externa e interna da amea&ccedil;a. Ap&oacute;s os ataques de Londres, a estrat&eacute;gia antiterrorista &laquo;coloca uma &ecirc;nfase ainda maior na amea&ccedil;a do terrorismo interno atrav&eacute;s de radicaliza&ccedil;&atilde;o e recrutamento no seio da UE&raquo;<a name="top23"></a><a href="#23"><sup>23</sup></a>.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2">Para dar resposta &agrave; amea&ccedil;a, as estrat&eacute;gias pugnam por uma abordagem abrangente que conjugue &laquo;servi&ccedil;os de informa&ccedil;&otilde;es, meios policiais, judiciais, militares e outros&raquo;. Nesta linha, o Conselho Europeu extraordin&aacute;rio de Setembro de 2001 adoptou um plano de ac&ccedil;&atilde;o de amplo alcance, o qual &laquo;constituiu o embri&atilde;o da pol&iacute;tica antiterrorista da UE, estabeleceu um quadro para pol&iacute;ticas dispersas e tornou&#45;se um mecanismo de coordena&ccedil;&atilde;o interna fornecendo objectivos, prazos e compet&ecirc;ncias de implementa&ccedil;&atilde;o&raquo;<a name="top24"></a><a href="#24"><sup>24</sup></a>. Ap&oacute;s os ataques de Madrid, o plano de ac&ccedil;&atilde;o revisto<a name="top25"></a><a href="#25"><sup>25</sup></a> definiu sete objectivos estrat&eacute;gicos cuja consecu&ccedil;&atilde;o exigia instrumentos dos tr&ecirc;s pilares, e refor&ccedil;ou os mecanismos de monitoriza&ccedil;&atilde;o com vista a melhorar a implementa&ccedil;&atilde;o das decis&otilde;es por parte dos estados&#45;membros.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2">Em resposta aos ataques de Londres, foi adoptada a Estrat&eacute;gia Antiterrorista da Uni&atilde;o Europeia (2005) que reorganizou os objectivos estrat&eacute;gicos em torno de quatro eixos: preven&ccedil;&atilde;o, protec&ccedil;&atilde;o, persegui&ccedil;&atilde;o, resposta<a name="top26"></a><a href="#26"><sup>26</sup></a>. O primeiro eixo privilegia a preven&ccedil;&atilde;o da radicaliza&ccedil;&atilde;o e do recrutamento<a name="top27"></a><a href="#27"><sup>27</sup></a>, incluindo a utiliza&ccedil;&atilde;o da internet para esses fins, bem como a preven&ccedil;&atilde;o do financiamento do terrorismo. As medidas adoptadas no segundo eixo t&ecirc;m por objectivo a protec&ccedil;&atilde;o das infra&#45;estruturas cr&iacute;ticas e das fronteiras externas da UE, bem como a seguran&ccedil;a dos transportes (seguran&ccedil;a mar&iacute;tima, seguran&ccedil;a da avia&ccedil;&atilde;o civil) e da cadeia de abastecimento, a promo&ccedil;&atilde;o da actividade de I&amp;D no dom&iacute;nio da seguran&ccedil;a<a name="top28"></a><a href="#28"><sup>28</sup></a> e a avalia&ccedil;&atilde;o conjunta de amea&ccedil;as. O quarto eixo visa agilizar a persegui&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s das fronteiras dos estados&#45;membros, bem como refor&ccedil;ar o interc&acirc;mbio de informa&ccedil;&otilde;es. Para responder de forma eficaz em caso de ataque, tendo em vista a minimiza&ccedil;&atilde;o das consequ&ecirc;ncias dos mesmos, a Uni&atilde;o prop&otilde;e&#45;se melhorar a coopera&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas da gest&atilde;o civil de crises, da preven&ccedil;&atilde;o civil e da prepara&ccedil;&atilde;o para situa&ccedil;&otilde;es de emerg&ecirc;ncia, bem como apoiar as v&iacute;timas dos ataques.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2">O terceiro n&iacute;vel estrat&eacute;gico incide sobre dom&iacute;nios mais espec&iacute;ficos, sendo de destacar a &laquo;Estrat&eacute;gia da UE para o Combate &agrave; Radicaliza&ccedil;&atilde;o e Recrutamento para o Terrorismo&raquo;<a name="top29"></a><a href="#29"><sup>29</sup></a> e respectivos Plano de Ac&ccedil;&atilde;o e Plano de Actua&ccedil;&atilde;o.</font></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
	    <p><font face="verdana" size="2">LEGISLATIVOS</font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2">Os ataques terroristas de 2001 e subsequentes tiveram um efeito mobilizador da vontade pol&iacute;tica dos estados&#45;membros superadora da hist&oacute;rica resist&ecirc;ncia dos mesmos em adoptar actos legislativos comuns num dom&iacute;nio sens&iacute;vel da soberania nacional. Por outro lado, a multidimensionalidade da amea&ccedil;a implicou uma abordagem compreensiva afirmada pelo Conselho Europeu Extraordin&aacute;rio de 21 de Setembro de 2001, a qual exigia a coordena&ccedil;&atilde;o de instrumentos dos ent&atilde;o tr&ecirc;s pilares da Uni&atilde;o (transpilariza&ccedil;&atilde;o).</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2">&Eacute; poss&iacute;vel identificar tr&ecirc;s per&iacute;odos de intensifica&ccedil;&atilde;o legislativa (2002, 2004&#45;2005, 2008), sendo que os dois primeiros s&atilde;o sintom&aacute;ticos do comportamento reactivo da UE aos ataques terroristas, e o &uacute;ltimo resultante do activismo da Comiss&atilde;o, quer em termos de iniciativa (pol&iacute;tica e legislativa) ap&oacute;s os ataques em solo europeu, quer em termos de monitoriza&ccedil;&atilde;o da qual resultou a revis&atilde;o de actos legislativos adoptados em 2002.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2">Logo ap&oacute;s o 11/9, a prioridade foi dada &agrave; defini&ccedil;&atilde;o comum de infrac&ccedil;&atilde;o terrorista e harmoniza&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima de penas a aplicar, &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o do Mandado de Captura Europeu e ao congelamento de activos de grupos terroristas.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2">A actividade legislativa subsequente privilegiou o combate ao financiamento do terrorismo, considerado um crime, passando&#45;se a distinguir o branqueamento de capitais associado ao crime organizado e transac&ccedil;&otilde;es com vista a financiar organiza&ccedil;&otilde;es terroristas e ataques terroristas<a name="top30"></a><a href="#30"><sup>30</sup></a>. A seguran&ccedil;a dos transportes, particularmente da avia&ccedil;&atilde;o civil, &eacute; tamb&eacute;m &aacute;rea que se destaca. Outros actos legislativos, nos diferentes eixos da estrat&eacute;gia antiterrorista, incidem sobre a preven&ccedil;&atilde;o de uso de explosivos, a preven&ccedil;&atilde;o do radicalismo e recrutamento, a protec&ccedil;&atilde;o de infra&#45;estruturas cr&iacute;ticas, designadamente inform&aacute;ticas, o controlo biom&eacute;trico e a cria&ccedil;&atilde;o de um programa de preven&ccedil;&atilde;o, prepara&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o das consequ&ecirc;ncias.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2">A recente experi&ecirc;ncia da Uni&atilde;o na luta contra o terrorismo influenciou algumas das disposi&ccedil;&otilde;es introduzidas pelo Tratado de Lisboa. De referir a inclus&atilde;o do terrorismo na lista dos dom&iacute;nios de criminalidade; a introdu&ccedil;&atilde;o da cl&aacute;usula de solidariedade<a name="top31"></a><a href="#31"><sup>31</sup></a> (artigo&nbsp;222.&ordm;) no Tratado sobre o Funcionamento da Uni&atilde;o Europeia (TFUE), que prev&ecirc; a mobiliza&ccedil;&atilde;o de todos os instrumentos (comuns e/ou disponibilizados pelos estados&#45;membros) da Uni&atilde;o para dar assist&ecirc;ncia a um Estado&#45;membro, bem como para proteger as institui&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas e a popula&ccedil;&atilde;o civil, em caso de ataque terrorista; o artigo&nbsp;75.&ordm; do TFUE que cria a base jur&iacute;dica para medidas administrativas relativas ao congelamento de fundos; o contributo das miss&otilde;es da Pol&iacute;tica Comum de Seguran&ccedil;a e Defesa (PCSD) para a luta contra o terrorismo, incluindo o apoio a pa&iacute;ses terceiros. Outra categoria prende&#45;se com altera&ccedil;&otilde;es do Tratado de Lisboa que poder&atilde;o ser facilitadoras da actua&ccedil;&atilde;o antiterrorista da Uni&atilde;o. Assim, a consagra&ccedil;&atilde;o da UE como organiza&ccedil;&atilde;o internacional dota&#45;a de poderes antes restritos &agrave; Comunidade Europeia (que n&atilde;o inclu&iacute;a o dom&iacute;nio da seguran&ccedil;a); o fim dos pilares favorece a abordagem compreensiva adoptada em 2001; o alto&#45;representante para os Neg&oacute;cios Estrangeiros e a Pol&iacute;tica de Seguran&ccedil;a e o Servi&ccedil;o Europeu de Ac&ccedil;&atilde;o Externa potenciam a coordena&ccedil;&atilde;o entre instrumentos externos e internos do actor europeu; a transfer&ecirc;ncia da coopera&ccedil;&atilde;o policial e judici&aacute;ria em mat&eacute;ria penal para o TFUE permite a aplica&ccedil;&atilde;o (ainda que parcial) do m&eacute;todo comunit&aacute;rio; as disposi&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; Europol, &agrave; cria&ccedil;&atilde;o do Comit&eacute; Permanente para a Coopera&ccedil;&atilde;o Operacional em Mat&eacute;ria de Seguran&ccedil;a Interna (COSI)<a name="top32"></a><a href="#32"><sup>32</sup></a> e &agrave;s formas graves de criminalidade, refor&ccedil;am o papel da Uni&atilde;o no dom&iacute;nio da &laquo;seguran&ccedil;a interna&raquo;.</font></p>

	    <p>&nbsp;</p>
	    <p><font face="verdana" size="2">ORG&Acirc;NICOS</font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2">A resposta institucional foi predominantemente de adequa&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o ou da expans&atilde;o de organismos especializados no seio das institui&ccedil;&otilde;es e ag&ecirc;ncias da UE.</font></p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">No seio do Conselho, o Grupo de Trabalho sobre Terrorismo (TWG) e o Working Party on Terrorism (COTER) foram dotados de mais recursos humanos e materiais. Ap&oacute;s os ataques em espa&ccedil;o europeu, foi criado o cargo de coordenador da luta antiterrorismo cuja hol&iacute;stica tarefa de coordena&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; acompanhada por poderes efectivos para responder ao principal desafio da sua fun&ccedil;&atilde;o: &laquo;ajudar os estados&#45;membros a fazerem as coisas que eles disseram que fariam&raquo;<a name="top33"></a><a href="#33"><sup>33</sup></a>. Criado em 1999 para apoiar o alto&#45;representante, no &acirc;mbito estrito da pesc (dimens&atilde;o externa), o Centro de Situa&ccedil;&atilde;o (SitCen) conheceu uma extens&atilde;o de mandato ap&oacute;s os ataques de Madrid, passando a providenciar an&aacute;lise estrat&eacute;gica sobre a amea&ccedil;a terrorista dentro e fora da UE, tendo sido criada uma c&eacute;lula contraterrorismo que tamb&eacute;m contempla a dimens&atilde;o interna da seguran&ccedil;a<a name="top34"></a><a href="#34"><sup>34</sup></a>. A Comiss&atilde;o Europeia, no &acirc;mbito da ent&atilde;o Direc&ccedil;&atilde;o&#45;Geral de Justi&ccedil;a, Liberdade e Seguran&ccedil;a, criou um grupo de trabalho sobre a dimens&atilde;o interna e (em articula&ccedil;&atilde;o com a Direc&ccedil;&atilde;o&#45;Geral das Rela&ccedil;&otilde;es Externas) externa do terrorismo.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2">No dom&iacute;nio da coopera&ccedil;&atilde;o policial, foram refor&ccedil;ados os poderes operacionais da Europol<a name="top35"></a><a href="#35"><sup>35</sup></a>, e no dom&iacute;nio da coopera&ccedil;&atilde;o judici&aacute;ria, foi institu&iacute;da a Eurojust<a name="top36"></a><a href="#36"><sup>36</sup></a>. Cinco anos ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o desta &uacute;ltima, a Comiss&atilde;o<a name="top37"></a><a href="#37"><sup>37</sup></a> identificava os obst&aacute;culos &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o judici&aacute;ria: d&eacute;fice de poderes dos membros nacionais (em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas autoridades nacionais) e do Col&eacute;gio da Eurojust, insufici&ecirc;ncia de actividades de informa&ccedil;&atilde;o proactivas da unidade, incumprimento das suas obriga&ccedil;&otilde;es em termos de partilha de informa&ccedil;&atilde;o por parte de alguns estados&#45;membros.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2">De referir ainda grupos e redes de especialistas nacionais, tais como o grupo <i>ad hoc</i> dos respons&aacute;veis pelas unidades antiterroristas nacionais e a rede de Police Counter Terrorism Liaison Officers (CTLO), no &acirc;mbito do Police Working Group on Terrorism (PWGT)<a name="top38"></a><a href="#38"><sup>38</sup></a>, que promove o interc&acirc;mbio de informa&ccedil;&atilde;o operacional sobre actividade terrorista.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2">Se, por um lado, a especializa&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica refor&ccedil;a o papel da Uni&atilde;o na luta contra
	o terrorismo, por outro, n&atilde;o tem sido acompanhada pela necess&aacute;ria coordena&ccedil;&atilde;o (horizontal e vertical), o que prejudica
	a coer&ecirc;ncia e consist&ecirc;ncia da actua&ccedil;&atilde;o
europeia.</font></p>

	    <p>&nbsp;</p>
	    <p><font face="verdana" size="2"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2">&laquo;A principal vantagem de ter uma Estrat&eacute;gia Antiterrorista &eacute; o facto de permitir a implementa&ccedil;&atilde;o equilibrada e coesa da pol&iacute;tica antiterrorismo, em vez de uma resposta provocada pela crise.&raquo;<a name="top39"></a><a href="#39"><sup>39</sup></a> Diferentemente do impulso inicial de coopera&ccedil;&atilde;o informal, pode afirmar&#45;se que os progressos da UE p&oacute;s&#45;11/9 criaram uma coopera&ccedil;&atilde;o institucionalizada continuada configurando um processo de <i>path&#45;dependence</i>. &laquo;A luta contra o terrorismo fomentou uma coopera&ccedil;&atilde;o de grande alcance e destacou a crescente racionalidade securit&aacute;ria por tr&aacute;s de muitas das pol&iacute;ticas da UE, induzindo, futuramente, uma maior integra&ccedil;&atilde;o europeia.&raquo;<a name="top40"></a><a href="#40"><sup>40</sup></a> A estrat&eacute;gia &eacute; ambiciosa, sucedendo a d&eacute;cadas de inac&ccedil;&atilde;o colectiva, pelo que suscitadora de expectativas (internas e externas) num dom&iacute;nio pol&iacute;tico em que os recursos dependem dos estados&#45;membros. &Agrave; semelhan&ccedil;a da ac&ccedil;&atilde;o externa<a name="top41"></a><a href="#41"><sup>41</sup></a>, a luta antiterrorista da UE evidencia um <i>gap</i> entre capacidade e expectativas.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2">A reac&ccedil;&atilde;o &agrave; amea&ccedil;a funcionou como um <i>policy&#45;catalyst</i><a name="top42"></a><a href="#42"><sup>42</sup></a> no dom&iacute;nio da &laquo;seguran&ccedil;a interna&raquo; bem como para a constru&ccedil;&atilde;o da UE como actor de seguran&ccedil;a. A este n&iacute;vel &eacute; poss&iacute;vel identificar quatro tend&ecirc;ncias conexas. Antes de mais, a abordagem transpilares (at&eacute; &agrave; entrada do Tratado de Lisboa)/compreensiva que utiliza instrumentos de diversas pol&iacute;ticas e que pugna pelo <i>nexus </i>entre a &laquo;seguran&ccedil;a interna&raquo; e a seguran&ccedil;a externa da Uni&atilde;o, na resposta a uma amea&ccedil;a multidimensional e transnacional. De&nbsp;notar que a UE &eacute; &laquo;a &uacute;nica organiza&ccedil;&atilde;o onde os governos europeus podem juntar colectivamente as componentes de contraterrorismo das suas pol&iacute;ticas externas, de implementa&ccedil;&atilde;o da lei e da defesa&raquo;<a name="top43"></a><a href="#43"><sup>43</sup></a>. Uma segunda din&acirc;mica prende&#45;se com a externaliza&ccedil;&atilde;o da luta contra o terrorismo<a name="top44"></a><a href="#44"><sup>44</sup></a> que compreende aspectos como o di&aacute;logo pol&iacute;tico e a coopera&ccedil;&atilde;o (da UE e das respectivas ag&ecirc;ncias) com organiza&ccedil;&otilde;es internacionais e com pa&iacute;ses terceiros, entre os quais se destacam os Estados Unidos, a promo&ccedil;&atilde;o das conven&ccedil;&otilde;es das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, a incorpora&ccedil;&atilde;o de cl&aacute;usulas antiterroristas nos acordos com pa&iacute;ses terceiros, a assist&ecirc;ncia a estes na luta antiterrorista, a possibilidade de recolha de informa&ccedil;&otilde;es associada a miss&otilde;es da Pol&iacute;tica Comum de Seguran&ccedil;a e Defesa (PCSD). Finalmente, de notar a declarada internaliza&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica de incid&ecirc;ncia externa atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o dos meios (civis e militares) da PCSD para defender as popula&ccedil;&otilde;es civis contra ataques terroristas.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2">O progresso contrastante com a in&eacute;rcia do per&iacute;odo anterior aos ataques de 11 de Setembro &eacute; evidente. Tamb&eacute;m &eacute; evidente que apesar de se assistir a uma europeiza&ccedil;&atilde;o da governa&ccedil;&atilde;o do terrorismo<a name="top45"></a><a href="#45"><sup>45</sup></a>, esta tem passado mais pela coordena&ccedil;&atilde;o do que pela integra&ccedil;&atilde;o<a name="top46"></a><a href="#46"><sup>46</sup></a>. Os estados&#45;membros, embora reconhe&ccedil;am discursivamente os limites da ac&ccedil;&atilde;o nacional na luta contra uma amea&ccedil;a transnacional e afirmem a necessidade da ac&ccedil;&atilde;o colectiva, na pr&aacute;tica resistem a transferir compet&ecirc;ncias para a Uni&atilde;o, a dotar a Uni&atilde;o dos recursos humanos e materiais necess&aacute;rios, a valorizar o multilateral face ao bilateral, a partilhar informa&ccedil;&otilde;es, o que explica um quarto <i>gap</i> europeu &#150; o <i>gap</i> entre declara&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o. Mas o dado soberanista (associado a um dom&iacute;nio pol&iacute;tico sens&iacute;vel) n&atilde;o esgota a explica&ccedil;&atilde;o dos <i>gaps</i> do actor europeu. A complexidade pol&iacute;tica (de um sistema de governa&ccedil;&atilde;o multin&iacute;vel) e institucional (de um espa&ccedil;o superpovoado por uma multiplicidade de organismos que nem sempre comunicam entre si) da UE cria constrangimentos de coordena&ccedil;&atilde;o inibidores da efic&aacute;cia do quadro multilateral. </font></p>

	    <p>&nbsp;</p>

	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>NOTAS</b></font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2"><a name="1"></a><a href="#top1"><sup>1</sup></a> A autora agradece o apoio da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia no &acirc;mbito do projecto &laquo;A Coordena&ccedil;&atilde;o Europeia Multin&iacute;vel no Combate ao Terrorismo Transnacional: Os Casos de Portugal e Espanha&raquo; (PTDC/CPO/64365/2006), co&#45;financiado pelo FEDER/COMPETE (Programa Operacional Factores de Competitividade) &#150; QREN (Quadro de Refer&ecirc;ncia Estrat&eacute;gico Nacional).</font></p>

	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> KIRCHNER, Emil, e SPERLING, James &#150; <i>EU Security Governance</i>. Manchester: Manchester University Press, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S1645-9199201100030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup> MITSILEGAS, Valsamis, MONAR, J&ouml;rg, e REES, Wyn. &#150; <i>The European Union and Internal Security: Guardian of the People?</i> Houndmills: Palgrave Macmillan, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S1645-9199201100030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> A Coopera&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica Europeia (CPE) come&ccedil;ou tamb&eacute;m por ser um processo de coopera&ccedil;&atilde;o informal, tendo sido formalizada pelo Acto &Uacute;nico Europeu que entrou em vigor a 1 de Julho de 1987.</font></p>

	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></sup> MITSILEGAS, Valsamis, MONAR, J&ouml;rg, e REES, Wyn. &#150; <i>The European Union and Internal Security: Guardian of the People?</i>, p. 32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S1645-9199201100030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></sup> O Tratado de Amesterd&atilde;o restringiu o terceiro pilar &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o policial e judici&aacute;ria em mat&eacute;ria penal, transferindo as restantes mat&eacute;rias JAI para o primeiro pilar.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></sup> EUROPEAN COUNCIL &#150; &laquo;Annex 3: Terrorism: La Gomera Declaration. Madrid European Council: 15 and 16 December 1995: Presidency Conclusions&raquo;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.europarl.europa.eu/summits/mad2_en.htm#annex3" target="_blank">http://www.europarl.europa.eu/summits/mad2_en.htm#annex3</a>.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></sup> CONSELHO DA UNI&Atilde;O EUROPEIA &#150; &laquo;Ac&ccedil;&atilde;o Comum de 15 de Outubro de 1996 adoptada pelo Conselho, com base no artigo K.3 do Tratado da Uni&atilde;o Europeia, relativa &agrave; cria&ccedil;&atilde;o e actualiza&ccedil;&atilde;o de um repert&oacute;rio de compet&ecirc;ncias, t&eacute;cnicas e conhecimentos espec&iacute;ficos em mat&eacute;ria de luta contra o terrorismo para facilitar a coopera&ccedil;&atilde;o entre os estados&#45;membros da Uni&atilde;o Europeia neste dom&iacute;nio (96/610/
	/JAI)&raquo;. In <i>Jornal Oficial</i>. N.&ordm; L 273, 25 de Outubro de 1996, pp. 1&#45;2.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></sup> CONSELHO DA UNI&Atilde;O EUROPEIA &#150; &laquo;Decis&atilde;o do Conselho de 3 de Dezembro de 1998 que confere poderes &agrave; Europol para tratar das infrac&ccedil;&otilde;es cometidas, ou suscept&iacute;veis de serem cometidas, no &acirc;mbito de actividades de terrorismo que atentem contra a vida, a integridade f&iacute;sica, a liberdade das pessoas e os bens (1999/
	/C 26/06)&raquo;. In <i>Jornal Oficial</i>. N.&ordm; C 26, 30 de Janeiro de 1999, p. 22.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></sup> Na sequ&ecirc;ncia da reestrutura&ccedil;&atilde;o interna da Europol, em 2001, os tr&ecirc;s departamentos operacionais (Apoio &agrave; Investiga&ccedil;&atilde;o, An&aacute;lise de Informa&ccedil;&otilde;es, Crime Organizado) foram fundidos num departamento &uacute;nico dedicado ao Crime Grave. Actualmente, a estrutura compreende tr&ecirc;s departamentos (Opera&ccedil;&otilde;es, Governa&ccedil;&atilde;o, Capacidades), estando a unidade de contraterrorismo integrada no Departamento de Opera&ccedil;&otilde;es (O4 &#45; Contraterrorismo).</font></p>

	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></sup> Parlamento Europeu &#150; &laquo;Recomenda&ccedil;&atilde;o do Parlamento Europeu sobre o papel da Uni&atilde;o na luta contra o terrorismo de 5 de Setembro de 2001 (2001&#45;2016)&raquo;. In <i>Jornal Oficial</i>. N.&ordm; C 72, 21 de Mar&ccedil;o de 2002, pp. 135&#45;141.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1645-9199201100030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></sup> ARGOMANIZ, Javier &#150; &laquo;Post&#45;9/11 Institutionalisation of European Union Counter&#45;terrorism: emergence, acceleration and inertia&raquo;. In <i>European Security</i>. Vol. 18, N.&ordm; 2, 2009, pp. 151&#45;172;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1645-9199201100030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> BURES, Oldrich &#150; &laquo;EU counterterrorism policy: a paper tiger?&raquo;. In <i>Terrorism and Political Violence</i>. Vol. 18, N.&ordm; 1, 2006, pp. 57&#45;78;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1645-9199201100030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> ZIMMERMANN, Doron &#150; &laquo;The European Union and Post&#45;9/11 Counterterrorism: a reappraisal&raquo;. In <i>Studies in Conflict and Terrorism</i>. Vol. 29, 2006, pp. 123&#45;145;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1645-9199201100030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> BOER, Monica den &#150; <i>9/11 and the Europeanisation of Anti&#45;Terrorism Policy: A Critical Assessment</i>. Policy Papers N.&deg; 6, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1645-9199201100030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></sup> No sentido de que &laquo;the path of previous outcomes matters&raquo;. Cf. PAGE, Scott E. &#150; &laquo;Essay: path dependence&raquo;. In <i>Quarterly Journal of Political Science</i>. N.&ordm; 1, 2006,
	p. 89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1645-9199201100030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></sup> CONSELHO DA UNI&Atilde;O EUROPEIA &#150; &laquo;Decis&atilde;o&#45;Quadro do Conselho, de 13 de Junho de 2002, relativa &agrave; luta contra o terrorismo (2002/475/JAI)&raquo;. In <i>Jornal Oficial</i>. N.&ordm; L 164, 22 de Junho de 2002, pp.&nbsp;3&#45;7. A Decis&atilde;o&#45;Quadro 2002/475/JAI foi alterada pela &laquo;Decis&atilde;o&#45;Quadro 2008/919/JAI do Conselho, de 28 de Novembro de 2008&raquo;. In <i>Jornal Oficial</i>. N.&ordm; L 330, 9 de Dezembro de 2008, pp.&nbsp;21&#45;23.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></sup> COMISS&Atilde;O EUROPEIA &#150; &laquo;Relat&oacute;rio da Comiss&atilde;o apresentado nos termos do artigo 11.&ordm; da decis&atilde;o&#45;quadro do Conselho, de 13 de Junho de 2002, relativa &agrave; luta contra o terrorismo (COM (2004) 409 final)&raquo;. Bruxelas, 6 de Novembro de 2007.</font></p>

    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></sup> ARGOMANIZ, Javier &#150; &laquo;Before and after Lisbon: legal implementation as the "Achilles Heel" in EU counter&#45;terrorism?&raquo;. In <i>European Security</i>. Vol. 19, 2010, p. 297.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1645-9199201100030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></sup> ZIMMERMANN, Doron &#150; &laquo;The European Union and post&#45;9/11 counterterrorism: a reappraisal&raquo;.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></sup> ARGOMANIZ, Javier &#150; &laquo;Before and after Lisbon: legal implementation as the "Achilles Heel" in EU counter&#45;terrorism?&raquo;.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></sup> MONAR, J&ouml;rg. &#150; &laquo;Common Threat and Common response? The European Union&rsquo;s counterterrorism strategy and its problems&raquo;. In <i>Government and Opposition</i>.
	Vol. 42, N.&ordm; 3, 2007, pp. 292&#45;313.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></sup> De notar que a UE &eacute; tamb&eacute;m utilizada como &laquo;plataforma para preparar e iniciar ataques em outros lugares&raquo;. Cf. CONSELHO DA UNI&Atilde;O EUROPEIA &#150; &laquo;First main assessment and description report for internal debate (M.A.D.R.I.D. Report) (10203/10)&raquo;. Bruxelas, 26 de Maio de 2010.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></sup> Estrat&eacute;gia Europeia de Seguran&ccedil;a (2003) e Estrat&eacute;gia de Seguran&ccedil;a Interna da Uni&atilde;o Europeia (2010).</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></sup> Segundo o primeiro relat&oacute;rio sobre as amea&ccedil;as e os desafios &agrave; seguran&ccedil;a interna da UE, &laquo;o terrorismo isl&acirc;mico continua a representar uma amea&ccedil;a grave para os cidad&atilde;os da UE&raquo;.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></sup> M.A.D.R.I.D. Report.</font></p>

    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></sup> MONAR, J&ouml;rg &#150; &laquo;The European Union as a collective actor in the fight against post&#45;9/11 terrorism: progress and problems of a primarily cooperative approach&raquo;. In GANI, Miriam, e MATHEW, Penelope (eds.) &#150; <i>Fresh Perspectives on the &laquo;War on Terror&raquo;</i>. Camberra: ANU Epress, 2008. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://epress.anu.edu.au/war_terror/mobile_devices/ch11.html" target="_blank">http://epress.anu.edu.au/war_terror/mobile_devices/ch11.html</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1645-9199201100030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></sup> ARGOMANIZ, Javier &#150; &laquo;Post&#45;9/11 institutionalisation of European Union counter&#45;terrorism: emergence, acceleration and inertia&raquo;, p. 154.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></sup> CONSELHO EUROPEU &#150; &laquo;Declara&ccedil;&atilde;o sobre a luta contra o terrorismo&raquo;, 25 de Abril de 2005. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.consilium.europa.eu/uedocs/cms_data/docs/pressdata/pt/ec/79644.pdf" target="_blank">http://www.consilium.europa.eu/uedocs/cms_data/docs/pressdata/pt/ec/79644.pdf</a>.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></sup> Para informa&ccedil;&atilde;o mais detalhada sobre a legisla&ccedil;&atilde;o e medidas adoptadas, consultar os documentos de avalia&ccedil;&atilde;o elaborados pela Comiss&atilde;o Europeia em Julho 2010 &#91;COM (2010) 386 e SEC (2010) 911&#93;.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></sup> O principal objectivo &eacute; a aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave;s disposi&ccedil;&otilde;es nacionais no que respeita a &laquo;incitamento p&uacute;blico &agrave; pr&aacute;tica de crimes terroristas; recrutamento para fins terroristas; treino para fins terroristas&raquo; &#91;COM (2010)386&#93;.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></sup> Para o per&iacute;odo 2007&#45;2013 foram atribu&iacute;dos 1,4 mil milh&otilde;es de euros ao programa global de investiga&ccedil;&atilde;o em mat&eacute;ria de seguran&ccedil;a (7.&deg; Programa&#45;Quadro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Tecnol&oacute;gico).</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></sup> Aprovada em 2005 e revista em 2008.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></sup> COM (2004) 700. FRATANGELO, Pierpaolo &#150; &laquo;L&rsquo;Union Europ&eacute;enne face &agrave; la lutte contre le financement du terrorisme&raquo;. In <i>Revue du Droit de l&rsquo;Union Europ&eacute;enne</i>. N.&ordm; 4, 2006, pp. 815&#45;840.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></sup> Prevista no artigo 42.&ordm; do projecto de Tratado Constitucional e aprovada pelo Conselho Europeu que se realizou ap&oacute;s os ataques de Madrid (&laquo;Declara&ccedil;&atilde;o sobre a Luta contra o Terrorismo&raquo;, 25 de Mar&ccedil;o de 2004).</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></sup> Sobre a actividade dos primeiros seis meses de funcionamento do COJSI, consultar: &laquo;Draft Report to the European Parliament and national Parliaments on the proceedings of the Standing Committee on operational cooperation on internal security for the period January 2010 &#150; June 2011&raquo; (12980/11), 18 de Julho de 2011. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.statewatch.org/news/2011/aug/eu&#45;council&#45;cosi&#45;annual&#45;report&#45;jan&#45;10&#45;jun&#45;11&#45;12980&#45;11.pdf" target="_blank">http://www.statewatch.org/news/2011/aug/eu-council-cosi-annual-report-jan-10-jun-11-12980-11.pdf</a>.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></sup> VRIES, Gijs de &#150; &laquo;Summary Transcript of Joint Press Briefing Javier Solana, EU High Representative for the CFSP, Gijs de Vries, Counter&#45;terrorism Co&#45;ordinator&raquo; (S0090/04). 30 de Mar&ccedil;o de 2004. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.consilium.europa.eu/uedocs/cmsUpload/Transcript.pdf" target="_blank">http://www.consilium.europa.eu/uedocs/cmsUpload/Transcript.pdf</a></font></p>

    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></sup> WAHL, Thomas &#150; &laquo;The European Union as an actor in the fight against terrorism&raquo;. In WADE, Marianne, e MALJEVIC, Almir (eds.) &#150; <i>A War on Terror?: The European Stance on a New Threat, Changing Laws and Human Rights Implications</i>. Nova York: Primavera de 2010, p. 152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1645-9199201100030000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></sup> A Counter&#45;Terrorism Task Force (CTTF) entrou em funcionamento em Novembro de 2001. Em Novembro de 2002, numa reuni&atilde;o de alto n&iacute;vel de especialistas foi decidido integr&aacute;&#45;la plenamente na Europol. Foi descontinuada, tendo as respectivas tarefas sido transferidas para a Unidade de Contraterrorismo da Europol. Foi reactivada ap&oacute;s os ataques de Madrid (CTTF2) e, posteriormente, transferida para a First Response Network.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></sup> Foi precedida pela pr&oacute;&#45;Eurojust. Os ataques do 11/9 &laquo;serviram da catalisador do estabelecimento de uma unidade de coordena&ccedil;&atilde;o judici&aacute;ria&raquo; (&laquo;The history of Eurojust&raquo;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.eurojust.europa.eu/about.htm" target="_blank">http://www.eurojust.europa.eu/about.htm</a>). Em cumprimento da Decis&atilde;o 2002/187/JAI, os estados&#45;membros designaram correspondentes nacionais para as quest&otilde;es relativas ao terrorismo. Ap&oacute;s os ataques de Madrid, foi criado um grupo de trabalho para as quest&otilde;es relativas ao terrorismo no sentido de organizar reuni&otilde;es de coordena&ccedil;&atilde;o, promover a troca de informa&ccedil;&atilde;o e estabelecer uma base de dados de documentos legais (Eurojuts. <i>Relat&oacute;rio Anual 2004</i>. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.eurojust.europa.eu/press_releases/annual_reports/2004/Annual_Report_2004_PT.pdf" target="_blank">http://www.eurojust.europa.eu/press_releases/annual_reports/2004/Annual_Report_2004_PT.pdf</a>).</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></sup> COMISS&Atilde;O EUROPEIA &#150; &laquo;Comunica&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o ao Conselho e ao Parlamento Europeu relativa ao papel da Eurojust e da Rede Judici&aacute;ria Europeia no &acirc;mbito da luta contra a criminalidade organizada e o terrorismo na Uni&atilde;o Europeia&raquo; (COM (2007) 644). Bruxelas, 23 de Outubro de 2007.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></sup> Criado em 1979 no &acirc;mbito da coopera&ccedil;&atilde;o TREVI.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></sup> EUROPEAN UNION, Counter&#45;Terrorism Coordinator. &laquo;EU Counter&#45;Terrorism Strategy &#150; Discussion Paper&raquo;. 17 de Junho de 2011&raquo;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://register.consilium.europa.eu/pdf/en/11/st10/st10622&#45;re01.en11.pdf" target="_blank">http://register.consilium.europa.eu/pdf/en/11/st10/st10622-re01.en11.pdf</a>.</font></p>

    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></sup> SPENCE, David &#150; &laquo;Introduction: International Terrorism: the quest for a coherent EU response&raquo;. In <i>The European Union and Terrorism</i>. Londres: John Harper, 2007, p.&nbsp;26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1645-9199201100030000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></sup> HILL, Christopher &#150; &laquo;The capability&#45;expectations gap, or conceptualizing Europe&rsquo;s international role&raquo;. In <i>Journal of Common Market Studies</i>. Vol. 31, N.&ordm; 3, 1993, pp. 305&#45;328.</font></p>

    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></sup> BOER, Monica den &#150; &laquo;9/11 and the Europeanisation of Anti&#45;Terrorism Policy: A Critical Assessmen&raquo;, Policy Paper n.&ordm;&nbsp;6, <i>Notre Europe</i>, Setembro de 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1645-9199201100030000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></sup> KEOHANE, Daniel &#150; <i>The EU and Counterterrorism.</i> Centre for European Reform Working Paper, London: CER, 2005, p. 15. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cer.org.uk/pdf/wp629_terrorism_counter_keohane.pdf" target="_blank">http://www.cer.org.uk/pdf/wp629_terrorism_counter_keohane.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1645-9199201100030000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></sup> Sobre este tema, cf. KAUNERT, Christian &#150; &laquo;The external dimension of EU counter&#45;terrorism relations: competences, Interests, and institutions&raquo;. In <i>Terrorism and Political Violence</i>. Vol. 22, N.&ordm; 1, pp. 41&#45;61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1645-9199201100030000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></sup> BOER, Monica den &#150; &laquo;9/11 and the Europeanisation of Anti&#45;Terrorism Policy: A Critical Assessmen&raquo;.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></sup> MONAR, J&ouml;rg &#150; &laquo;The European Union as a collective actor in the fight against post&#45;9/11 terrorism: progress and problems of a primarily cooperative approach&raquo;.</font></p>

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