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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Intervenção contra a pirataria nas costas da Somália: Naval peacekeeping?]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[International intervention against piracy in Somalia&#8217;s coast: naval peacekeeping?]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Faculdade de Economia Centro de Estudos Sociais]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article examines the implications of international intervention against piracy off the coast of Somalia backed by several Security Council resolutions since 2008. Based on a seminal academic debate generically known as naval peacekeeping, the article argues that the intervention against Somali piracy is the empirical realization of an autonomous concept of peacekeeping at sea, disconnected from the concepts usually applied to the land-based un peace operations framework.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Somália]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[operações de paz]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 
	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Interven&ccedil;&atilde;o contra a pirataria nas costas da Som&aacute;lia. <i>Naval peacekeeping?</i></b></font></p>

    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2"><b>Gilberto Carvalho de Oliveira</b></font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Doutorando em Pol&iacute;tica Internacional e Resolu&ccedil;&atilde;o de Conflitos na Faculdade de Economia/Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra. Desenvolve uma tese intitulada <i>Guerra Contra a Pirataria: Uma Perspectiva Cr&iacute;tica sobre a Interven&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas Contra a Pirataria nas Costas da Som&aacute;lia</i>.</font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2">RESUMO</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Este artigo examina as implica&ccedil;&otilde;es da interven&ccedil;&atilde;o internacional contra a pirataria nas costas da Som&aacute;lia que, desde 2008, tem sido apoiada por diversas resolu&ccedil;&otilde;es do Conselho de Seguran&ccedil;a. Com base num debate acad&eacute;mico ainda embrion&aacute;rio, designado genericamente pelo termo <i>naval peacekeeping</i>, o artigo argumenta que a interven&ccedil;&atilde;o contra a pirataria &eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica de uma concep&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma de <i>peacekeeping</i> no mar, desvinculada dos conceitos geralmente aplicados ao modelo de opera&ccedil;&otilde;es de paz, essencialmente, terrestre das Na&ccedil;&otilde;es Unidas.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras&#45;chave:</b> Som&aacute;lia, <i>naval peacekeeping</i>, opera&ccedil;&otilde;es de paz, pirataria</font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>International intervention against piracy in Somalia&rsquo;s coast: naval peacekeeping?</b></font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">ABSTRACT</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">This article examines the implications of international intervention against piracy off the coast of Somalia backed by several Security Council resolutions since 2008. Based on a seminal academic debate generically known as naval peacekeeping, the article argues that the intervention against Somali piracy is the empirical realization of an autonomous concept of peacekeeping at sea, disconnected from the concepts usually applied to the land&#45;based un peace operations framework.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><b>Keywords:</b> Somalia, naval peacekeeping, peace operations, piracy</font></p>
    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2">Em 2008, o Conselho de Seguran&ccedil;a das Na&ccedil;&otilde;es Unidas
  emitiu um conjunto de resolu&ccedil;&otilde;es, chamando a aten&ccedil;&atilde;o internacional para o aumento na incid&ecirc;ncia de ataques de piratas ao largo da costa somali e autorizando o uso da for&ccedil;a no combate &agrave; pirataria em alto mar, no mar territorial da Som&aacute;lia e, posteriormente, dentro do pr&oacute;prio territ&oacute;rio somali. Em resposta a essas resolu&ccedil;&otilde;es, diversos estados e organiza&ccedil;&otilde;es regionais t&ecirc;m conduzido, desde o final de 2008, opera&ccedil;&otilde;es navais de combate &agrave; pirataria na regi&atilde;o do Corno de &Aacute;frica. Com este enquadramento, argumenta&#45;se que as resolu&ccedil;&otilde;es do Conselho de Seguran&ccedil;a e as opera&ccedil;&otilde;es navais por elas desencadeadas estabelecem um tipo de interven&ccedil;&atilde;o que se aproxima, ao mesmo tempo que se afasta, do modelo de opera&ccedil;&otilde;es de paz da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU). Com base neste argumento, duas quest&otilde;es importantes s&atilde;o levantadas: em que medida a interven&ccedil;&atilde;o contra a pirataria nas costas da Som&aacute;lia representa uma novidade no contexto tradicional de emprego de for&ccedil;as navais nas opera&ccedil;&otilde;es estabelecidas pelas resolu&ccedil;&otilde;es da ONU? At&eacute; que ponto essa interven&ccedil;&atilde;o pode ser classificada como uma opera&ccedil;&atilde;o de paz no mar?</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">A busca de respostas a essas quest&otilde;es est&aacute; organizada em tr&ecirc;s sec&ccedil;&otilde;es. Na primeira explora&#45;se a bibliografia sobre o uso de for&ccedil;as navais nas opera&ccedil;&otilde;es estabelecidas pelas resolu&ccedil;&otilde;es da ONU. Nessa bibliografia, destaca&#45;se um debate ainda embrion&aacute;rio, designado genericamente por <i>naval peacekeeping</i>, que defende o emprego das for&ccedil;as das marinhas num contexto de coopera&ccedil;&atilde;o multilateral no mar sob o guarda&#45;chuva da ONU. Ainda que o termo <i>naval peacekeeping</i> seja amplamente utilizado nessa bibliografia, os autores presentes nesse debate raramente se envolvem na conceptualiza&ccedil;&atilde;o do termo <i>naval peacekeeping</i> propriamente dito. Dada essa lacuna, surge uma quest&atilde;o fundamental: o mero uso de for&ccedil;as navais no &acirc;mbito das opera&ccedil;&otilde;es estabelecidas pelas resolu&ccedil;&otilde;es da ONU justifica um conceito de <i>naval peacekeeping</i>?</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2">Esta quest&atilde;o &eacute; examinada na segunda sec&ccedil;&atilde;o, com base na an&aacute;lise do registo hist&oacute;rico das opera&ccedil;&otilde;es navais realizadas em apoio &agrave;s resolu&ccedil;&otilde;es da ONU, desde 1947, quando se observa o primeiro caso de mobiliza&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as das marinhas no contexto de uma miss&atilde;o de <i>peacekeeping</i> da ONU. Comparando as actividades t&iacute;picas de <i>peacekeeping</i> com as actividades desempenhadas pelas for&ccedil;as navais no registo hist&oacute;rico analisado, o objectivo aqui &eacute; tra&ccedil;ar uma tipologia das opera&ccedil;&otilde;es navais da ONU e, em seguida, discutir at&eacute; que ponto essa tipologia justifica o uso do termo <i>naval peacekeeping</i> para designar um conceito distinto no &acirc;mbito do modelo de opera&ccedil;&otilde;es de paz da ONU. Constata&#45;se, com base nessa an&aacute;lise, que as opera&ccedil;&otilde;es navais t&ecirc;m sido realizadas, na quase totalidade dos casos, como ap&ecirc;ndices de grandes opera&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i> baseadas em terra e t&ecirc;m desempenhado, em geral, as mesmas fun&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i> executadas nas opera&ccedil;&otilde;es terrestres. Desse modo, o termo <i>naval peacekeeping</i> designa meramente o ambiente aqu&aacute;tico da opera&ccedil;&atilde;o, sem acrescentar novas caracter&iacute;sticas que indiquem um tipo de opera&ccedil;&atilde;o particularmente diferenciado e aut&oacute;nomo dentro do quadro conceptual das opera&ccedil;&otilde;es de paz da ONU. Nesse contexto geral, observa&#45;se que a interven&ccedil;&atilde;o contra a pirataria somali se distingue por uma especificidade mar&iacute;tima e uma autonomia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s opera&ccedil;&otilde;es em terra que n&atilde;o s&atilde;o verificadas no conjunto dos demais casos de mobiliza&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as navais em apoio &agrave;s resolu&ccedil;&otilde;es da ONU. Essas caracter&iacute;sticas sugerem uma concep&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma de <i>peacekeeping</i> no mar, fundada em problemas e necessidades pr&oacute;prias do ambiente mar&iacute;timo e n&atilde;o derivada do modelo de <i>peacekeeping</i> essencialmente terrestre da ONU.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2">As implica&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas dessa concep&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma de <i>peacekeeping</i> no mar s&atilde;o discutidas na terceira sec&ccedil;&atilde;o. Adoptando um ponto de vista cr&iacute;tico, destaca&#45;se que tal concep&ccedil;&atilde;o, ao desvincular&#45;se dos conceitos pr&oacute;prios do <i>peacekeeping</i> em terra e reclamar uma especificidade mar&iacute;tima, abre caminho para um novo est&aacute;gio na reflex&atilde;o sobre <i>naval peacekeeping</i>. Nesse sentido, sugere&#45;se um salto de uma primeira gera&ccedil;&atilde;o de debates &#150; marcada, basicamente, pela projec&ccedil;&atilde;o no mar do modelo de <i>peacekeeping</i> em terra e pela justifica&ccedil;&atilde;o de novos pap&eacute;is para as for&ccedil;as das marinhas &#150; para uma segunda gera&ccedil;&atilde;o comprometida com uma vis&atilde;o cr&iacute;tica sobre a paz e a seguran&ccedil;a no mar, fundada na ideia de uso pac&iacute;fico dos oceanos e orientada para a transforma&ccedil;&atilde;o das din&acirc;micas e factores estruturais que, em geral, est&atilde;o na base dos problemas que afectam o espa&ccedil;o oce&acirc;nico.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2">Antes de iniciar o trabalho proposto, destacam&#45;se dois aspectos relativos &agrave; terminologia. Em primeiro lugar, os termos&#45;chave utilizados no modelo de opera&ccedil;&otilde;es de paz da ONU e na bibliografia referida neste artigo s&atilde;o mantidos na sua vers&atilde;o em ingl&ecirc;s (por exemplo, <i>peacekeeping</i>, <i>peace enforcement</i>, <i>naval peacekeeping</i>). Esta op&ccedil;&atilde;o terminol&oacute;gica, que evita as imprecis&otilde;es e as ambiguidades pr&oacute;prias da tradu&ccedil;&atilde;o, tem sido j&aacute; utilizada em obras sobre a ONU e as opera&ccedil;&otilde;es de paz escritas em portugu&ecirc;s<a name="top1"></a><a href="#1"><sup>1</sup></a>. Em segundo lugar, seguindo a tend&ecirc;ncia geral observada na bibliografia de refer&ecirc;ncia, o termo <i>peacekeeping</i> &eacute; empregado, na maior parte deste artigo, num sentido gen&eacute;rico, de modo intercambi&aacute;vel com opera&ccedil;&otilde;es de paz. Portanto, esse termo refere&#45;se mais ao conjunto das formas de interven&ccedil;&atilde;o da ONU do que a uma das fases espec&iacute;ficas do processo de resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos definida na doutrina de opera&ccedil;&otilde;es de paz da ONU.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
	    <p><font face="verdana" size="2"><b>O DEBATE SOBRE <i>NAVAL PEACEKEEPING</i></b></font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2">Embora embrion&aacute;rio, existe j&aacute; um debate acad&eacute;mico sobre o emprego das for&ccedil;as das marinhas no contexto das opera&ccedil;&otilde;es de paz. Nesse debate, alguns autores empregam o termo <i>naval peacekeeping</i> para designar as opera&ccedil;&otilde;es navais realizadas em apoio &agrave;s resolu&ccedil;&otilde;es do Conselho de Seguran&ccedil;a da ONU<a name="top2"></a><a href="#2"><sup>2</sup></a>. Outros autores empregam esse mesmo termo para designar as opera&ccedil;&otilde;es navais que, mesmo sem estarem vinculadas &agrave; ONU, desempenham fun&ccedil;&otilde;es normalmente associadas &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da paz ou &agrave; ajuda humanit&aacute;ria<a name="top3"></a><a href="#3"><sup>3</sup></a>. Ainda que se deva reconhecer a pluralidade dessas an&aacute;lises, dois fios condutores s&atilde;o destacados na base desse debate: o tradicional papel diplom&aacute;tico das marinhas e a habilidade que os navios de guerra t&ecirc;m para graduar o uso da for&ccedil;a. Essas caracter&iacute;sticas &#150; j&aacute; destacadas nos anos 1970 em duas importantes refer&ecirc;ncias sobre o papel das marinhas na pol&iacute;tica externa<a name="top4"></a><a href="#4"><sup>4</sup></a> &#150; levam os autores envolvidos no debate sobre <i>naval peacekeeping</i> a considerarem as unidades das marinhas facilmente adapt&aacute;veis aos requisitos de uma opera&ccedil;&atilde;o de paz.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2">Das obras referidas, a de Pugh e a de Staley s&atilde;o as que mais se aproximam de uma moldura conceptual para as opera&ccedil;&otilde;es navais da ONU, embora tenham focos distintos: Pugh e seus colaboradores realizam uma an&aacute;lise abrangente das fun&ccedil;&otilde;es t&iacute;picas de <i>peacekeeping</i> e das habilidades dos navios para as desempenhar dentro de um contexto mar&iacute;timo de coopera&ccedil;&atilde;o multilateral; Staley, por sua vez, esfor&ccedil;a&#45;se por justificar as vantagens de uma ag&ecirc;ncia mar&iacute;tima dentro da estrutura org&acirc;nica da ONU, respons&aacute;vel pela supervis&atilde;o e controlo de uma for&ccedil;a <i>naval de peacekeeping</i> a ser accionada mediante resolu&ccedil;&otilde;es do Conselho de Seguran&ccedil;a.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2">Quanto a Wirtz e Larsen, embora os esfor&ccedil;os sejam igualmente dedicados a compatibilizar as actividades t&iacute;picas de <i>peacekeeping</i> e as habilidades das marinhas para as desempenhar, o seu objectivo &eacute; outro: o de encontrar novos pap&eacute;is que justifiquem o emprego da Marinha norte&#45;americana na chamada &laquo;guerra contra o terrorismo&raquo;. Portanto, ao contr&aacute;rio do multilateralismo aplicado em opera&ccedil;&otilde;es de paz no mar defendido nos trabalhos de Pugh e de Staley, o livro editado por Wirtz e Larsen reflecte o unilateralismo norte&#45;americano e mant&eacute;m o foco na seguran&ccedil;a nacional. Desse modo, o termo <i>naval peacekeeping</i> &eacute; usado por esses autores sem uma rela&ccedil;&atilde;o estreita com o quadro conceptual de <i>peacekeeping</i> da ONU. McLaughlin, por sua vez, resgata o car&aacute;cter multilateral do debate sobre <i>naval peacekeeping </i>proposto por Pugh e Staley nos anos 1990, mas concentra&#45;se numa quest&atilde;o legal: a constru&ccedil;&atilde;o da autoridade leg&iacute;tima da ONU para o uso da for&ccedil;a dentro do mar territorial de estados alvo de interven&ccedil;&atilde;o.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2">Com base nessa bibliografia, deve destacar&#45;se que, apesar do uso frequente do termo <i>naval peacekeeping</i> nas suas obras, os autores raramente se envolvem na sua conceptualiza&ccedil;&atilde;o propriamente dita. Assim, a quest&atilde;o crucial que se levanta &eacute;: em que medida a mera realiza&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es no mar em apoio &agrave;s resolu&ccedil;&otilde;es da ONU justifica um conceito de <i>naval peacekeeping?</i> Embora os autores referidos ressaltem importantes aspectos operacionais, organizacionais e legais sobre as actividades navais no &acirc;mbito das opera&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i> &#150; e o valor dessas contribui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o deve ser negligenciado &#150; a quest&atilde;o conceptual destacada acima n&atilde;o &eacute; enfatizada nos seus trabalhos, deixando aberta uma lacuna a ser explorada nas pr&oacute;ximas sec&ccedil;&otilde;es deste artigo.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>
	    <p><font face="verdana" size="2"><b>UMA TIPOLOGIA DAS OPERA&Ccedil;&Otilde;ES NAVAIS DA ONU</b></font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2">Esta sec&ccedil;&atilde;o explora a quest&atilde;o conceptual levantada no final do t&oacute;pico anterior, partindo de uma compara&ccedil;&atilde;o entre as actividades t&iacute;picas de <i>peacekeeping</i> e as actividades desempenhadas pelas for&ccedil;as navais nos casos hist&oacute;ricos de uso de for&ccedil;as das marinhas em apoio &agrave;s resolu&ccedil;&otilde;es da ONU. O objectivo dessa an&aacute;lise &eacute; tra&ccedil;ar uma tipologia das opera&ccedil;&otilde;es navais da ONU e, em seguida, discutir at&eacute; que ponto essa tipologia justifica o termo <i>naval peacekeeping</i> como um conceito distinto no &acirc;mbito do modelo de opera&ccedil;&otilde;es de paz daquela organiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>
	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">ACTIVIDADES T&Iacute;PICAS DE PEACEKEEPING</font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2">A For&ccedil;a de Emerg&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (Unef I), implantada na crise de Suez em 1956, serviu como um precedente para todas as miss&otilde;es de paz da ONU e estabeleceu os princ&iacute;pios que definem o <i>peacekeeping</i> como uma forma n&atilde;o violenta de interven&ccedil;&atilde;o<a name="top5"></a><a href="#5"><sup>5</sup></a>. Essa conceptualiza&ccedil;&atilde;o tradicional, que corresponde ao que tem sido chamado de &laquo;primeira gera&ccedil;&atilde;o&raquo; de <i>peacekeeping</i><a name="top6"></a><a href="#6"><sup>6</sup></a>, define&#45;se, basicamente, por tr&ecirc;s princ&iacute;pios fundamentais: o consentimento das partes beligerantes; a neutralidade e imparcialidade das for&ccedil;as de paz; e o n&atilde;o uso da for&ccedil;a, excepto em autodefesa<a name="top7"></a><a href="#7"><sup>7</sup></a>. Dentro desta concep&ccedil;&atilde;o ortodoxa, as cl&aacute;ssicas fun&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i> s&atilde;o a &laquo;observa&ccedil;&atilde;o&raquo; (pequeno contingente desarmado, mobilizado para monitorizar um cessar&#45;fogo ou um acordo de paz) e o &laquo;<i>peacekeeping</i> tradicional&raquo; (semelhante &agrave; &laquo;observa&ccedil;&atilde;o&raquo;, por&eacute;m com um contingente maior, dotado de armamento leve, destinado a executar uma fun&ccedil;&atilde;o de interposi&ccedil;&atilde;o)<a name="top8"></a><a href="#8"><sup>8</sup></a>.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2">O fim da Guerra Fria e a onda de optimismo gerada em torno do envolvimento da ONU nos assuntos de seguran&ccedil;a produziram, no in&iacute;cio dos anos 1990, uma amplia&ccedil;&atilde;o das tradicionais fun&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i> para um amplo leque de novas actividades, tais como monitoriza&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o de elei&ccedil;&otilde;es, ajuda humanit&aacute;ria, controlo de armas, desenvolvimento e uma s&eacute;rie de outras actividades<a name="top9"></a><a href="#9"><sup>9</sup></a>. Essa expans&atilde;o, que alguns estudiosos chamam de &laquo;segunda gera&ccedil;&atilde;o&raquo; de <i>peacekeeping</i><a name="top10"></a><a href="#10"><sup>10</sup></a>, produziu diversas taxonomias de actividades de <i>peacekeeping</i> ao longo da primeira metade dos anos 1990<a name="top11"></a><a href="#11"><sup>11</sup></a>.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2">Como uma an&aacute;lise comparativa destas taxonomias foge ao prop&oacute;sito deste artigo, adopta&#45;se aqui a classifica&ccedil;&atilde;o proposta por Ramsbotham e Woodhouse<a name="top12"></a><a href="#12"><sup>12</sup></a> que, em grande medida, expressa a natureza multidimensional das opera&ccedil;&otilde;es de segunda gera&ccedil;&atilde;o e resume as principais tipologias propostas na &eacute;poca por acad&eacute;micos e doutrinas militares: i) fun&ccedil;&otilde;es militares &#150; interposi&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as, observa&ccedil;&atilde;o, controlo de armas (desarmamento e desmobiliza&ccedil;&atilde;o), verifica&ccedil;&atilde;o dos acordos de seguran&ccedil;a, desminagem, forma&ccedil;&atilde;o e reforma das unidades militares; ii) fun&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas &#150; manuten&ccedil;&atilde;o da lei e da ordem, estabelecimento de um governo vi&aacute;vel, negocia&ccedil;&atilde;o com entidades n&atilde;o governamentais, fiscaliza&ccedil;&atilde;o das elei&ccedil;&otilde;es, administra&ccedil;&atilde;o e provis&atilde;o de autoridade tempor&aacute;ria, restabelecimento da vida econ&oacute;mica das popula&ccedil;&otilde;es locais, gest&atilde;o de disputas locais, forma&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;cia; iii) fun&ccedil;&otilde;es humanit&aacute;rias &#150; protec&ccedil;&atilde;o de comboios de ajuda humanit&aacute;ria, presta&ccedil;&atilde;o de assist&ecirc;ncia humanit&aacute;ria, cria&ccedil;&atilde;o e protec&ccedil;&atilde;o de <i>safe heavens</i> e <i>no fly zones</i>, ajuda no repatriamento e no controlo do fluxo de refugiados, apoio log&iacute;stico &agrave; assist&ecirc;ncia humanit&aacute;ria, verifica&ccedil;&atilde;o dos acordos de direitos humanos.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2">Na segunda metade da d&eacute;cada de 1990, perante os problemas enfrentados durante a guerra civil na ex&#45;Jugosl&aacute;via, na Som&aacute;lia e no genoc&iacute;dio no Ruanda &#150; quando as for&ccedil;as de paz foram confrontadas com situa&ccedil;&otilde;es de &laquo;impot&ecirc;ncia para proteger os civis, os trabalhadores humanit&aacute;rios e a si pr&oacute;prios&raquo;<a name="top13"></a><a href="#13"><sup>13</sup></a> &#150; os esfor&ccedil;os dedicados &agrave;s opera&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i> foram reduzidos, devido, principalmente, &agrave; decis&atilde;o das grandes pot&ecirc;ncias, em especial dos Estados Unidos, de n&atilde;o mais contribu&iacute;rem com os seus contingentes nacionais nas opera&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i> da ONU. Em consequ&ecirc;ncia, no in&iacute;cio dos anos 2000, a ONU acabou por reconhecer que as suas opera&ccedil;&otilde;es de paz dependiam de um ambiente seguro e que o papel neutro, imparcial e mediador consagrado no seu modelo de interven&ccedil;&atilde;o devia ser revisto.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2">O Painel sobre as Opera&ccedil;&otilde;es de Paz das Na&ccedil;&otilde;es Unidas &#150; instaurado por decis&atilde;o do secret&aacute;rio&#45;geral, em 2000, com o prop&oacute;sito de propor recomenda&ccedil;&otilde;es para superar as principais fragilidades identificadas nas opera&ccedil;&otilde;es de paz da ONU &#150; reflecte, no seu relat&oacute;rio final (Relat&oacute;rio Bhraimi), a necessidade de uma postura mais robusta em tais opera&ccedil;&otilde;es: &laquo;quando as Na&ccedil;&otilde;es Unidas enviam as suas for&ccedil;as para defender a paz, elas devem estar preparadas para enfrentar as for&ccedil;as remanescentes da guerra e da viol&ecirc;ncia, com capacidade e determina&ccedil;&atilde;o para as derrotar.&raquo;<a name="top14"></a><a href="#14"><sup>14</sup></a> Em fun&ccedil;&atilde;o dessa reorienta&ccedil;&atilde;o, novas altera&ccedil;&otilde;es foram introduzidas no modelo de opera&ccedil;&otilde;es de paz da ONU, inaugurando o que tem sido chamado de &laquo;terceira gera&ccedil;&atilde;o&raquo; de <i>peacekeeping</i>, caracterizada por miss&otilde;es estabelecidas ao abrigo do cap&iacute;tulo VII da Carta da ONU<a name="top15"></a><a href="#15"><sup>15</sup></a>. Em consequ&ecirc;ncia, ao incorporar o uso da for&ccedil;a, as opera&ccedil;&otilde;es de terceira gera&ccedil;&atilde;o caracterizam&#45;se pela utiliza&ccedil;&atilde;o das capacidades militares em todo o espectro de tens&atilde;o, desde o <i>peacekeeping</i> tradicional at&eacute; &agrave;s opera&ccedil;&otilde;es de combate<a name="top16"></a><a href="#16"><sup>16</sup></a>.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>
	    <p><font face="verdana" size="2">OPERA&Ccedil;&Otilde;ES NAVAIS REALIZADAS EM APOIO &Agrave;S RESOLU&Ccedil;&Otilde;ES DA ONU</font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2">Tomando por refer&ecirc;ncia a bibliografia referida na primeira sec&ccedil;&atilde;o<a name="top17"></a><sup><a href="#17">17</a></sup>, alguns ensaios sobre <i>naval peacekeeping</i> produzidos no &acirc;mbito acad&eacute;mico, militar<sup><a name="top18"></a><a href="#18">18</a></sup> e recentes relat&oacute;rios e resolu&ccedil;&otilde;es da ONU, obt&eacute;m&#45;se um amplo panorama das opera&ccedil;&otilde;es navais realizadas em apoio &agrave;s resolu&ccedil;&otilde;es da ONU, desde 1947, quando se observa, pela primeira vez, o emprego de for&ccedil;as navais no contexto de uma miss&atilde;o de paz da ONU (UN Mediation Mission in Palestine). Devido &agrave; grande extens&atilde;o desse registo hist&oacute;rico e &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es de espa&ccedil;o inerentes a este artigo, apresenta&#45;se, na tabela 1, uma s&iacute;ntese dos casos observados e das principais tarefas desempenhadas pelas for&ccedil;as navais. A fim de facilitar uma an&aacute;lise comparativa, s&atilde;o apresentadas, na mesma tabela, as actividades t&iacute;picas de <i>peacekeeping</i> identificadas no t&oacute;pico anterior.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b><a name="0"></a><a name="0"></a><a href="#top0">Tabela 1</a></b> &gt; Actividades de <i>peacekeeping</i> e actividades desempenhadas nas opera&ccedil;&otilde;es navais da ONU, desde 1947</font></p>
    <p><img src="/img/revistas/ri/n31/n31a10t1.jpg" width="483" height="835"></p>

    
<p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2">O primeiro aspecto a destacar na tabela 1 &eacute; o facto de n&atilde;o haver nenhum caso de opera&ccedil;&atilde;o naval da ONU enquadrado como sendo de interposi&ccedil;&atilde;o. A esse respeito, deve&#45;se notar que a no&ccedil;&atilde;o tradicional de <i>peacekeeping</i>, baseada na interposi&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as neutras entre partes beligerantes, n&atilde;o &eacute; facilmente aplic&aacute;vel ao ambiente mar&iacute;timo. Ao contr&aacute;rio das opera&ccedil;&otilde;es em terra, onde a interposi&ccedil;&atilde;o &eacute; geralmente facilitada pelo contacto visual e verbal entre os soldados, as for&ccedil;as navais normalmente operam a longas dist&acirc;ncias, sem contacto visual e em alto grau de mobilidade, o que torna dif&iacute;cil o estabelecimento de posi&ccedil;&otilde;es est&aacute;ticas no mar<a name="top20"></a><a href="#20"><sup>20</sup></a>. Al&eacute;m disso, navios de guerra s&atilde;o vistos como s&iacute;mbolos tradicionais do poder pol&iacute;tico nacional e a sua mera presen&ccedil;a em determinada &aacute;rea envia sinais de diplomacia naval, que podem ser interpretados como uma forma de dissuas&atilde;o ou pren&uacute;ncio de ac&ccedil;&otilde;es coercivas<a name="top21"></a><a href="#21"><sup>21</sup></a>. Acrescenta&#45;se, ainda, que os sistemas de armas navais s&atilde;o projectados para um amplo espectro de n&iacute;veis de for&ccedil;a e s&atilde;o, geralmente, rigidamente fixados &agrave; estrutura dos navios. Esses aspectos dificultam a reconfigura&ccedil;&atilde;o dos navios de guerra de tal forma que eles deixem de emitir sinais de amea&ccedil;a<a name="top22"></a><a href="#22"><sup>22</sup></a>. Por essas raz&otilde;es, a interposi&ccedil;&atilde;o de uma for&ccedil;a naval de paz entre marinhas em combate parece problem&aacute;tica no contexto tradicional de <i>peacekeeping</i>, o que explica o facto de essa op&ccedil;&atilde;o nunca ter sido usada pela ONU<a name="top23"></a><a href="#23"><sup>23</sup></a>.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Isso n&atilde;o significa que for&ccedil;as navais n&atilde;o tenham sido utilizadas noutras fun&ccedil;&otilde;es dentro do contexto tradicional de <i>peacekeeping</i>. Como se pode notar na <a name="top0"></a><a href="#0">tabela 1</a>, as tarefas de observa&ccedil;&atilde;o foram desempenhadas em diversas opera&ccedil;&otilde;es, devendo&#45;se destacar o caso da miss&atilde;o de observa&ccedil;&atilde;o no golfo de Fonseca por quatro barcos de patrulha r&aacute;pidos da Armada argentina. Essa miss&atilde;o &eacute; particularmente not&aacute;vel, considerando as medidas tomadas para colocar os barcos dentro de uma configura&ccedil;&atilde;o neutra. Este &eacute; o &uacute;nico caso de opera&ccedil;&atilde;o naval da ONU em que os navios foram totalmente caracterizados de acordo com o c&oacute;digo de sinais da ONU, o que significa que os meios navais foram configurados com s&iacute;mbolos, cores e marcas tradicionalmente utilizados nas unidades de terra. Al&eacute;m disso, todas as armas foram retiradas dos barcos, a fim de eliminar qualquer sinal de amea&ccedil;a<a name="top24"></a><a href="#24"><sup>24</sup></a>.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2">A <a name="top0"></a><a href="#0">tabela 1</a> mostra, tamb&eacute;m, que outras actividades, tais como desminagem e <i>sealift</i><a name="top25"></a><a href="#25"><sup>25</sup></a>, foram desempenhadas no contexto da Guerra Fria sem colocar em causa os princ&iacute;pios tradicionais de <i>peacekeeping</i>. Especificamente no que se refere ao <i>sealift</i>, deve&#45;se notar a sua ocorr&ecirc;ncia em quase todos os casos de opera&ccedil;&otilde;es navais da ONU. N&atilde;o &eacute; de estranhar, portanto, que este tipo de opera&ccedil;&atilde;o constitua uma das raras refer&ecirc;ncias nos documentos de alto n&iacute;vel da ONU sobre a import&acirc;ncia das tarefas desempenhadas pelas for&ccedil;as das marinhas: no par&aacute;grafo 54 da &laquo;Agenda para a Paz&raquo;, o secret&aacute;rio&#45;geral Boutros Boutros&#45;Ghali incentiva os estados a contribu&iacute;rem com os meios navais para a realiza&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es de <i>sealift</i> em apoio &agrave;s miss&otilde;es de <i>peacekeeping</i> da ONU<a name="top26"></a><a href="#26"><sup>26</sup></a>.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2">&Eacute; no contexto das segunda e terceira gera&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i>, no entanto, que a <a name="top0"></a><a href="#0">tabela 1</a> apresenta uma maior variedade de actividades navais, especialmente aquelas relacionadas com fun&ccedil;&otilde;es tipicamente militares, tais como desminagem, escolta, controlo de armas, protec&ccedil;&atilde;o de <i>safe heavens</i> e <i>no fly zones</i>, forma&ccedil;&atilde;o e reforma de unidades navais e interdi&ccedil;&atilde;o. Em menor quantidade, observam&#45;se, tamb&eacute;m, fun&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e humanit&aacute;rias, tais como assist&ecirc;ncia humanit&aacute;ria, apoio a refugiados, fornecimento de infraestrutura de comunica&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de guarda costeira. Embora a bibliografia sobre <i>naval peacekeeping </i>sugira poss&iacute;veis usos das for&ccedil;as navais em situa&ccedil;&otilde;es de reconstru&ccedil;&atilde;o p&oacute;s&#45;conflito, cat&aacute;strofes naturais e em actividades espec&iacute;ficas de <i>peacebuilding</i> (desenvolvimento, elei&ccedil;&otilde;es, governo provis&oacute;rio, etc.)<a name="top27"></a><a href="#27"><sup>27</sup></a>, o desempenho de tais actividades n&atilde;o foi observado nos casos hist&oacute;ricos considerados.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2">O segundo aspecto a ser examinado, com base na an&aacute;lise do registo hist&oacute;rico das opera&ccedil;&otilde;es navais da ONU, &eacute; o tipo de gest&atilde;o adoptado. A tabela 2 apresenta uma s&iacute;ntese das opera&ccedil;&otilde;es navais, classificadas em dois tipos de gest&atilde;o: &laquo;mandatado pela ONU&raquo; e &laquo;controlado pela ONU&raquo;<a name="top28"></a><a href="#28"><sup>28</sup></a>. Essa classifica&ccedil;&atilde;o distingue a situa&ccedil;&atilde;o em que a ONU apenas emite as resolu&ccedil;&otilde;es, deixando o controlo das opera&ccedil;&otilde;es por conta dos estados ou organiza&ccedil;&otilde;es regionais envolvidos(as) (mandatado pela ONU) e a situa&ccedil;&atilde;o em que a ONU assume o controlo directo das opera&ccedil;&otilde;es navais (controlado pela ONU).</font></p>

    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2"><b>Tabela 2</b> &gt; Tipos de gest&atilde;o da ONU</font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/ri/n31/n31a10t2.jpg" width="483" height="110"></p>

    
<p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2">Como mostra a tabela 2, a ONU tem evitado a responsabilidade directa sobre as opera&ccedil;&otilde;es navais, transferindo esta responsabilidade para os estados, organiza&ccedil;&otilde;es regionais ou coliga&ccedil;&otilde;es (opera&ccedil;&otilde;es mandatadas pela ONU). Essa constata&ccedil;&atilde;o coloca as opera&ccedil;&otilde;es navais numa situa&ccedil;&atilde;o oposta aos casos de opera&ccedil;&otilde;es em terra, cuja tend&ecirc;ncia tem sido o envolvimento directo do secret&aacute;rio&#45;geral (opera&ccedil;&otilde;es controladas pela ONU). S&oacute; recentemente, no contexto da regionaliza&ccedil;&atilde;o do <i>peacekeeping</i>, especialmente no continente africano, onde diversas opera&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i> t&ecirc;m sido desenvolvidas sob o controlo das organiza&ccedil;&otilde;es regionais, come&ccedil;am a ser observadas opera&ccedil;&otilde;es mandatadas pela ONU tamb&eacute;m nas opera&ccedil;&otilde;es terrestres<a name="top29"></a><a href="#29"><sup>29</sup></a>.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">&Eacute; importante notar, por&eacute;m, que as raz&otilde;es que levam &agrave; adop&ccedil;&atilde;o do tipo de gest&atilde;o &laquo;mandatado pela ONU&raquo; nas opera&ccedil;&otilde;es navais n&atilde;o s&atilde;o as mesmas que levam &agrave; adop&ccedil;&atilde;o do mesmo tipo de gest&atilde;o nas opera&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i> regionalizadas. No caso das opera&ccedil;&otilde;es navais, a adop&ccedil;&atilde;o dessa forma de gest&atilde;o tem sido explicada por alguns analistas com base na neglig&ecirc;ncia hist&oacute;rica da ONU quanto &agrave;s quest&otilde;es de seguran&ccedil;a no mar, devido a uma s&eacute;rie de raz&otilde;es. Em primeiro lugar, a maioria dos conflitos ocorre em terra, o que naturalmente desloca o foco de aten&ccedil;&atilde;o da ONU para o ambiente terrestre<a name="top30"></a><a href="#30"><sup>30</sup></a>. Al&eacute;m disso, o elemento da contribui&ccedil;&atilde;o naval (o navio de guerra) &eacute; mais complexo do que o elemento da contribui&ccedil;&atilde;o de terra (o soldado), uma vez que a &laquo;necessidade de sustentabilidade e de interoperabilidade tecnol&oacute;gica&raquo;, no caso da marinha, apresenta dificuldades muito maiores do que no caso das for&ccedil;as de terra<a name="top31"></a><a href="#31"><sup>31</sup></a>. Desse modo, &laquo;a natureza especializada das for&ccedil;as navais e a concentra&ccedil;&atilde;o de meios navais em um pequeno n&uacute;mero de estados&raquo; obrigam a ONU a ter que deixar a actividade naval sob encargo de terceiros<a name="top32"></a><a href="#32"><sup>32</sup></a>. Deve&#45;se destacar, ainda, que a falta de um &oacute;rg&atilde;o na estrutura da ONU, especialmente dedicado &agrave;s opera&ccedil;&otilde;es navais, &eacute; um factor adicional que favorece o predom&iacute;nio da modalidade de gest&atilde;o &laquo;mandatada pela ONU&raquo; nas opera&ccedil;&otilde;es navais<a name="top33"></a><a href="#33"><sup>33</sup></a>.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2">O terceiro ponto a discutir com base no hist&oacute;rico das opera&ccedil;&otilde;es navais da ONU diz respeito &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre as opera&ccedil;&otilde;es navais e as opera&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i> estabelecidas em terra. A tabela 3 classifica as opera&ccedil;&otilde;es navais da ONU em duas categorias: &laquo;aut&oacute;nomas&raquo; (casos em que as opera&ccedil;&otilde;es navais s&atilde;o independentes das opera&ccedil;&otilde;es terrestres) e &laquo;de apoio&raquo; (casos em que as opera&ccedil;&otilde;es navais s&atilde;o um ap&ecirc;ndice de miss&otilde;es estabelecidas em terra ou apoiam os objectivos de comandos estabelecidos em terra).</font></p>

    <p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2"><b>Tabela 3</b> &gt; Opera&ccedil;&otilde;es navais aut&oacute;nomas vs opera&ccedil;&otilde;es navais de apoio</font></p>
    <p><img src="/img/revistas/ri/n31/n31a10t3.jpg" width="484" height="149"></p>

    
<p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2">Ao observar a tabela 3, o aspecto essencial a destacar &eacute; o &uacute;nico caso de opera&ccedil;&atilde;o naval aut&oacute;noma da ONU: a interdi&ccedil;&atilde;o contra a Rod&eacute;sia pela Royal Navy ao largo da costa de Mo&ccedil;ambique (Beira Patrol), durante o per&iacute;odo de 1965&#45;1975. As demais acc&ccedil;&otilde;es navais foram realizadas em apoio a opera&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i> estabelecidas em terra (indicadas na tabela atrav&eacute;s das siglas das miss&otilde;es da ONU colocadas entre par&ecirc;nteses). Mesmo nos casos em que se observam fun&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i> tipicamente navais &#150; presen&ccedil;a (Egipto, golfo P&eacute;rsico, mar Adri&aacute;tico, Timor Leste) &#150; as marinhas operaram como um bra&ccedil;o de opera&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i> em terra. Essa caracter&iacute;stica, j&aacute; observada por alguns autores referidos na bibliografia sintetizada na primeira sec&ccedil;&atilde;o<a name="top34"></a><a href="#34"><sup>34</sup></a>, continua a predominar nas opera&ccedil;&otilde;es navais contempor&acirc;neas.</font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">De acordo com as an&aacute;lises at&eacute; aqui realizadas, pode, finalmente, formular&#45;se uma tipologia das opera&ccedil;&otilde;es navais da ONU. Conforme a s&iacute;ntese apresentada no quadro 1, observa&#45;se, primeiro, que, &agrave; excep&ccedil;&atilde;o da diplomacia naval e da repress&atilde;o &agrave; pirataria, as actividades desempenhadas nas opera&ccedil;&otilde;es navais da ONU coincidem, de forma geral, com as actividades desenvolvidas pelas for&ccedil;as terrestres. Em segundo lugar, a forma predominante de arranjo de gest&atilde;o &eacute; do tipo &laquo;mandatado pela ONU&raquo;, o que significa que a ONU tem evitado o envolvimento directo na administra&ccedil;&atilde;o das opera&ccedil;&otilde;es no mar. Em terceiro lugar, o tipo de rela&ccedil;&atilde;o predominante entre as opera&ccedil;&otilde;es navais e as opera&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i> em terra &eacute; de apoio, ou seja, as opera&ccedil;&otilde;es no mar t&ecirc;m sido, de modo geral, um ap&ecirc;ndice das opera&ccedil;&otilde;es estabelecidas em terra e t&ecirc;m actuado em suporte a essas opera&ccedil;&otilde;es principais. Constata&#45;se, portanto, tal como Ginifer observara no in&iacute;cio dos anos 1990, que existe uma tend&ecirc;ncia da ONU &laquo;em tratar o <i>naval peacekeeping</i> como uma extens&atilde;o do <i>peacekeeping</i> terrestre&raquo;<a name="top35"></a><a href="#35"><sup>35</sup></a>, o que n&atilde;o produz insights relevantes que levem a um conceito de <i>naval peacekeeping</i> com caracter&iacute;sticas distintas e aut&oacute;nomas dentro do modelo de opera&ccedil;&otilde;es de paz da ONU. Nesse contexto, o termo <i>naval peacekeeping</i> designa meramente o ambiente aqu&aacute;tico da opera&ccedil;&atilde;o e, ainda que essa diferen&ccedil;a de ambiente implique, obviamente, desafios operacionais distintos para as for&ccedil;as envolvidas, n&atilde;o se pode dizer que mudan&ccedil;as conceptuais substantivas sejam introduzidas no modelo de opera&ccedil;&otilde;es de paz da ONU.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>
	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Tabela 4</b> &gt; Uma tipologia das opera&ccedil;&otilde;es navais da ONU</font></p>
    <p><img src="/img/revistas/ri/n31/n31a10t4.jpg" width="485" height="357"></p>

    
<p>&nbsp;</p>
    <p><font face="verdana" size="2">Dentro desse quadro geral, a interven&ccedil;&atilde;o contra a pirataria ao largo da costa somali distingue&#45;se por algumas peculiaridades. Do ponto de vista do arranjo de gest&atilde;o, observa&#45;se que as opera&ccedil;&otilde;es contra a pirataria, embora conduzidas sob o comando de diversos estados e organiza&ccedil;&otilde;es regionais, s&atilde;o legitimadas pela autoridade da ONU atrav&eacute;s de um conjunto de resolu&ccedil;&otilde;es do Conselho de Seguran&ccedil;a<a name="top36"></a><a href="#36"><sup>36</sup></a>. Trata&#45;se, portanto, de um arranjo de gest&atilde;o do tipo &laquo;mandatado pela ONU&raquo;, o que mant&eacute;m a tend&ecirc;ncia predominante no registo hist&oacute;rico das opera&ccedil;&otilde;es navais realizadas em apoio &agrave;s resolu&ccedil;&otilde;es daquela organiza&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, do ponto de vista dos dois outros crit&eacute;rios previstos na tipologia formulada, a interven&ccedil;&atilde;o contra a pirataria apresenta diferen&ccedil;as marcantes na direc&ccedil;&atilde;o de uma no&ccedil;&atilde;o distinta de <i>naval peacekeeping</i>.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Em primeiro lugar, essa interven&ccedil;&atilde;o introduz uma nova fun&ccedil;&atilde;o peculiar ao ambiente mar&iacute;timo &#150; a repress&atilde;o &agrave; pirataria &#150; que n&atilde;o corresponde a nenhuma das actividades j&aacute; desempenhadas no registo hist&oacute;rico de opera&ccedil;&otilde;es navais da ONU, nem se enquadra nas taxonomias de fun&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i> em terra.</font></p>

	    <p><font face="verdana" size="2">Em segundo lugar, a interven&ccedil;&atilde;o contra a pirataria tem uma racionalidade tipicamente mar&iacute;tima: as opera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o integralmente concebidas, executadas e geridas como uma interven&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma no mar, sem qualquer v&iacute;nculo de subordina&ccedil;&atilde;o ou rela&ccedil;&atilde;o de apoio com opera&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i> estabelecidas em terra. Com tais caracter&iacute;sticas, a interven&ccedil;&atilde;o contra a pirataria somali representa uma inova&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica no conjunto das opera&ccedil;&otilde;es navais realizadas em apoio &agrave;s resolu&ccedil;&otilde;es da ONU e sugere uma no&ccedil;&atilde;o de <i>naval peacekeeping</i> distinta, fundada em problemas e necessidades pr&oacute;prias do ambiente mar&iacute;timo e n&atilde;o derivada do modelo de <i>peacekeeping</i> essencialmente territorial daquela organiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>
	    <p><font face="verdana" size="2"><b>INTERVEN&Ccedil;&Atilde;O CONTRA A PIRATARIA SOMALI: IMPLICA&Ccedil;&Otilde;ES CONCEPTUAIS NO MODELO DE OPERA&Ccedil;&Otilde;ES DE PAZ DA ONU E NO DEBATE SOBRE <i>NAVAL PEACEKEEPING</i></b></font></p>
	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">A concep&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma de <i>peacekeeping</i> no mar, desvinculada do modelo de <i>peacekeeping</i> em terra, foi vislumbrada nos prim&oacute;rdios do debate sobre <i>naval peacekeeping</i> mais como uma possibilidade prevista no horizonte do que como uma realidade emp&iacute;rica daquela &eacute;poca.</font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2">Conforme destacava Pugh, na primeira metade dos anos 1990, &laquo;n&atilde;o houve at&eacute; hoje nenhum exemplo claro de <i>peacekeeping</i> aut&oacute;nomo no dom&iacute;nio mar&iacute;timo per se&raquo;. Isso n&atilde;o significa, continuava ele, que &laquo;for&ccedil;as mar&iacute;timas internacionais desarmadas ou levemente armadas n&atilde;o possam ser requisitadas no futuro para desempenhar fun&ccedil;&otilde;es policiais (constabulary roles)&raquo;, tais como &laquo;reprimir o contrabando e a pirataria, assegurar a liberdade de navega&ccedil;&atilde;o ou combater a polui&ccedil;&atilde;o&raquo;<a name="top37"></a><a href="#37"><sup>37</sup></a>.</font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2"> Outros autores t&ecirc;m juntado as suas vozes a essa reivindica&ccedil;&atilde;o de autonomia conceptual, argumentando que a no&ccedil;&atilde;o de <i>naval peacekeeping</i> &laquo;funciona melhor em quest&otilde;es essencialmente mar&iacute;timas&raquo;<a name="top38"></a><a href="#38"><sup>38</sup></a> e que &laquo;o ressurgimento chocante da pirataria&raquo;<a name="top39"></a><a href="#39"><sup>39</sup></a> &eacute; um exemplo do tipo de problema a ser tratado por for&ccedil;as navais operando num ambiente de baixa intensidade. Dessa perspectiva, a interfer&ecirc;ncia in&eacute;dita do Conselho de Seguran&ccedil;a na gest&atilde;o da viol&ecirc;ncia privada no mar, atrav&eacute;s das resolu&ccedil;&otilde;es contra a pirataria somali emitidas em 2008, e as opera&ccedil;&otilde;es internacionais de repress&atilde;o &agrave; pirataria desencadeadas desde ent&atilde;o representam a realiza&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica dessa no&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma de <i>peacekeeping</i> no mar, apresentando importantes implica&ccedil;&otilde;es conceptuais do ponto de vista do modelo de opera&ccedil;&otilde;es de paz da ONU e do debate sobre <i>naval peacekeeping</i>.</font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2">Ao observar a interven&ccedil;&atilde;o contra a pirataria somali &agrave; luz da doutrina de opera&ccedil;&otilde;es de paz da ONU (Capstone Doctrine)<a name="top40"></a><a href="#40"><sup>40</sup></a>, nota&#45;se que a caracter&iacute;stica coerciva da interven&ccedil;&atilde;o aponta para o quadro de <i>peace enforcement</i> definido na doutrina:</font></p>
	    <p>    <blockquote><font face="verdana" size="2">&laquo;O <i>peace enforcement</i> envolve a aplica&ccedil;&atilde;o, com a autoriza&ccedil;&atilde;o do Conselho de Seguran&ccedil;a, de uma s&eacute;rie de medidas coercivas, incluindo o uso da for&ccedil;a militar. Tais ac&ccedil;&otilde;es s&atilde;o autorizadas para o restabelecimento da paz e da seguran&ccedil;a internacionais, em situa&ccedil;&otilde;es em que o Conselho de Seguran&ccedil;a identifique a exist&ecirc;ncia de amea&ccedil;a &agrave; paz, ruptura da paz ou acto de agress&atilde;o. O Conselho de Seguran&ccedil;a poder&aacute; utilizar, quando julgar apropriado e sob sua autoridade, organiza&ccedil;&otilde;es regionais e ag&ecirc;ncias para a condu&ccedil;&atilde;o das ac&ccedil;&otilde;es coercivas.&raquo;<a name="top41"></a><a href="#41"><sup>41</sup></a></font></blockquote>
	</p>
	    <p><font face="verdana" size="2">Comparando essa defini&ccedil;&atilde;o com as principais caracter&iacute;sticas da interven&ccedil;&atilde;o contra a pirataria na Som&aacute;lia, nota&#45;se, em primeiro lugar, que o Conselho de Seguran&ccedil;a autoriza medidas coercivas contra os piratas, incluindo o uso da for&ccedil;a. Em segundo lugar, as medidas de coer&ccedil;&atilde;o s&atilde;o autorizadas para restaurar a paz e a seguran&ccedil;a internacionais que, segundo as resolu&ccedil;&otilde;es, s&atilde;o amea&ccedil;adas pelos ataques de pirataria na regi&atilde;o<a name="top42"></a><a href="#42"><sup>42</sup></a>. Em terceiro lugar, o Conselho de Seguran&ccedil;a utiliza diversos estados e organiza&ccedil;&otilde;es regionais para a execu&ccedil;&atilde;o, sob sua autoridade, das ac&ccedil;&otilde;es coercivas autorizadas contra a pirataria. Em princ&iacute;pio, portanto, a interven&ccedil;&atilde;o contra a pirataria na Som&aacute;lia ajusta&#45;se ao quadro de <i>peace enforcement</i> da doutrina de opera&ccedil;&otilde;es de paz da ONU. Vista como <i>peace enforcement</i>, a interven&ccedil;&atilde;o contra a pirataria deixa de exigir o consentimento dos &laquo;sabotadores da paz&raquo;<a name="top43"></a><a href="#43"><sup>43</sup></a> (ou seja, os piratas), e pode envolver o uso da for&ccedil;a, o que significa que o car&aacute;cter militar das resolu&ccedil;&otilde;es do Conselho de Seguran&ccedil;a e das medidas coercivas adoptadas est&aacute; em plena harmonia com a Capstone Doctrine<a name="top44"></a><a href="#44"><sup>44</sup></a>.</font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2">N&atilde;o obstante essa proximidade conceptual, alguns pontos de afastamento fundamentais devem ser considerados, principalmente no que se refere ao contexto geral da doutrina de opera&ccedil;&otilde;es de paz da ONU.</font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2">A Capstone Doctrine &eacute; constru&iacute;da, basicamente, sobre as categorias de conflito pol&iacute;tico e de fac&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas em disputa pelo poder pol&iacute;tico. Nesse modelo, as actividades de <i>conflict prevention</i> (implementadas antes do conflito), <i>peacemaking</i> (durante o conflito), <i>peacekeeping</i> (ap&oacute;s o cessar&#45;fogo) e <i>peace building</i> (p&oacute;s&#45;conflito) constituem as fases sequenciais de um processo linear de resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos que, se implementadas, supostamente conseguem &laquo;manter a paz e a seguran&ccedil;a no mundo&raquo;<a name="top45"></a><sup><a href="#45">45</a></sup>. O problema dessa narrativa, conforme enfatizam Lopes e Freire, &eacute; que o quadro de ac&ccedil;&atilde;o por ela instaurado &eacute; &laquo;limitado e enraizado no conflito&raquo; e, como tal, &laquo;n&atilde;o responde adequadamente aos desafios colocados pela viol&ecirc;ncia armada organizada&raquo;<a name="top46"></a><a href="#46"><sup>46</sup></a>. Por outras palavras, ao orientar&#45;se para a resolu&ccedil;&atilde;o do conflito, o modelo de opera&ccedil;&otilde;es de paz da ONU define &laquo;a paz&raquo; por oposi&ccedil;&atilde;o ao conflito e n&atilde;o por oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia<a name="top47" id="top47"></a><a href="#47"><sup>47</sup></a>.</font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2">Neste sentido, actos de viol&ecirc;ncia como os praticados pela pirataria, que reflectem um contexto de motiva&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas privadas profundamente enraizado em factores e din&acirc;micas estruturais, n&atilde;o se enquadram na narrativa orientada para o processo de paz/acordo de paz ou para a situa&ccedil;&atilde;o p&oacute;s&#45;conflito que constitui a base conceptual da Capstone Doctrine. Desse ponto de vista cr&iacute;tico, constata&#45;se que a doutrina de opera&ccedil;&otilde;es de paz da ONU &eacute; um quadro de refer&ecirc;ncia limitado para reflectir o tipo de viol&ecirc;ncia armada praticada pela pirataria, pois os seus mecanismos de paz s&oacute; conseguem perceber esse problema como um mero foco de desordem perif&eacute;rica a ser pacificado por medidas de coer&ccedil;&atilde;o. Dentro desses limites, o <i>peace enforcement</i> surge como &uacute;nica op&ccedil;&atilde;o oferecida pela doutrina como resposta adequada ao problema.</font></p>
	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">A Capstone Doctrine &eacute; igualmente limitada como quadro de refer&ecirc;ncia para reflectir a no&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma de <i>naval peacekeeping</i> aqui destacada, a qual, obviamente, n&atilde;o pode ser enquadrada no modelo essencialmente territorial e orientado para &laquo;as fases do conflito&raquo; previsto na doutrina de opera&ccedil;&otilde;es de paz da ONU. &Eacute; crucial que se perceba, neste ponto, que a no&ccedil;&atilde;o aut&oacute;noma de <i>peacekeeping</i> no mar, ao desvincular&#45;se do modelo de <i>peacekeeping</i> em terra e reclamar uma especificidade mar&iacute;tima, abre espa&ccedil;o para um amplo horizonte de abordagem das formas de viol&ecirc;ncia capazes de afectar a paz dentro do espa&ccedil;o oce&acirc;nico. Para al&eacute;m do problema da pirataria, as disputas territoriais no mar, os focos de tens&atilde;o nas comunidades costeiras, a pesca predat&oacute;ria, a explora&ccedil;&atilde;o dos recursos marinhos, a polui&ccedil;&atilde;o e o despejo de lixo t&oacute;xico no mar, o terrorismo mar&iacute;timo, o movimento clandestino de pessoas e mercadorias, o congestionamento das rotas mar&iacute;timas comerciais, etc., s&atilde;o quest&otilde;es que demonstram o car&aacute;cter multifacetado e complexo dos problemas existentes no dom&iacute;nio mar&iacute;timo e apontam para a necessidade de uma concep&ccedil;&atilde;o de paz abrangente que n&atilde;o se restrinja &agrave; mera aus&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia directa e &agrave;s respostas do tipo <i>peace enforcement</i> normalmente prescritas para a imposi&ccedil;&atilde;o da ordem no mar.</font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2">De acordo com a perspectiva cr&iacute;tica apresentada por Lopes e Freire, o conceito de paz deve ser o alicerce sobre o qual se definem os objectivos, os instrumentos e as pol&iacute;ticas voltadas para o tratamento de quaisquer formas de viol&ecirc;ncia. Desse modo, as autoras sugerem que a paz seja conceptualizada &laquo;como um processo hol&iacute;stico que implica a exist&ecirc;ncia de condi&ccedil;&otilde;es estruturais b&aacute;sicas&raquo;, tais como &laquo;a aus&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia organizada f&iacute;sica e psicol&oacute;gica, a satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades humanas b&aacute;sicas e, ao n&iacute;vel institucional, a exist&ecirc;ncia de estruturas de partilha de poder representativas e proporcionais, bem como a promo&ccedil;&atilde;o e a protec&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos&raquo;<a name="top48"></a><a href="#48"><sup>48</sup></a>. Desse ponto de vista, a viol&ecirc;ncia pode ser evitada ou superada &laquo;se as condi&ccedil;&otilde;es estruturais b&aacute;sicas para a paz forem satisfeitas&raquo;<a name="top49"></a><a href="#49"><sup>49</sup></a>.</font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2">Tomando por base essa concep&ccedil;&atilde;o hol&iacute;stica da paz, o pr&oacute;prio debate sobre <i>naval</i> <i>peacekeeping</i> torna&#45;se alvo de cr&iacute;tica por manter o foco de preocupa&ccedil;&atilde;o direccionado, basicamente, para a quest&atilde;o da ordem no mar e para a mobiliza&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as das marinhas para a manuten&ccedil;&atilde;o dessa ordem. Em fun&ccedil;&atilde;o desse condicionamento, algumas fragilidades podem ser identificadas.</font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2">O debate sobre <i>naval</i> <i>peacekeeping</i> n&atilde;o &eacute; reflexivo. Ele n&atilde;o p&otilde;e em causa a ordem no mar e a forma como tal ordem organiza as rela&ccedil;&otilde;es sociais e de poder no contexto mar&iacute;timo. Na verdade, o debate sobre <i>naval peacekeeping</i> produz um corte que reduz os problemas mar&iacute;timos &agrave;s suas manifesta&ccedil;&otilde;es directas, o que leva a uma preocupa&ccedil;&atilde;o central com a mobiliza&ccedil;&atilde;o de capacidades materiais e estruturas institucionais para lidar com os efeitos vis&iacute;veis dos problemas. Permanecendo nessa superf&iacute;cie, o debate sobre <i>naval peacekeeping</i> deixa de considerar aspectos mais profundos, localizados nas ra&iacute;zes dos problemas no mar, tais como as origens e liga&ccedil;&otilde;es em terra, os factores e din&acirc;micas estruturais locais, regionais e globais, bem como as condi&ccedil;&otilde;es hist&oacute;ricas subjacentes aos problemas.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">A maior fragilidade dessa abordagem, do ponto de vista cr&iacute;tico<a name="top50"></a><a href="#50"><sup>50</sup></a>, &eacute; que ela funciona condicionada por um quadro fixo de ac&ccedil;&atilde;o. Dentro deste quadro, os problemas mar&iacute;timos s&atilde;o reduzidos a uma &uacute;nica dimens&atilde;o &#150; a ordem no mar &#150; e as opera&ccedil;&otilde;es de <i>naval</i> <i>peacekeeping</i> destinam&#45;se a executar um conjunto de fun&ccedil;&otilde;es policiais destinadas a &laquo;pacificar&raquo; os focos de desordem no mar. Dentro deste limite, n&atilde;o h&aacute; margem para a transforma&ccedil;&atilde;o, pois a &laquo;grande fotografia&raquo;, que inclui as complexas din&acirc;micas sociais, pol&iacute;ticas e econ&oacute;micas subjacentes aos problemas mar&iacute;timos n&atilde;o s&atilde;o levadas em considera&ccedil;&atilde;o<a name="top51"></a><a href="#51"><sup>51</sup></a>. Em fun&ccedil;&atilde;o de todos esses aspectos, considera&#45;se que a no&ccedil;&atilde;o de <i>naval peacekeeping</i> daria um salto qualitativo se fosse integrada num quadro de transforma&ccedil;&atilde;o de conflitos, ao inv&eacute;s da abordagem de resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos que tem condicionado o debate at&eacute; ao momento<a name="top52"></a><a href="#52"><sup>52</sup></a>.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>
	    <p><font face="verdana" size="2"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>
	    <p><font face="verdana" size="2">As an&aacute;lises realizadas neste artigo conduzem a duas concep&ccedil;&otilde;es de <i>naval peacekeeping</i>.</font><font face="verdana" size="2">A primeira, sustentada empiricamente pela quase totalidade dos casos de mobiliza&ccedil;&atilde;o internacional de for&ccedil;as navais em suporte &agrave;s resolu&ccedil;&otilde;es da ONU desde 1947, leva a uma no&ccedil;&atilde;o de <i>naval peacekeeping</i> derivada do modelo de <i>peacekeeping</i> predominantemente terrestre da ONU. Dentro dessa concep&ccedil;&atilde;o, o <i>naval peacekeeping</i> &eacute; a mera projec&ccedil;&atilde;o no mar dos mesmos conceitos aplicados ao <i>peacekeeping</i> em terra. Nesse sentido, o termo <i>naval peacekeeping</i> &eacute; apenas um qualificativo para o ambiente aqu&aacute;tico da opera&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o traduz mudan&ccedil;as substantivas dentro do modelo de <i>peacekeeping</i> da ONU.A segunda, sustentada empiricamente pela interven&ccedil;&atilde;o contra a pirataria actualmente em curso nas &aacute;guas do Corno de &Aacute;frica, leva a uma no&ccedil;&atilde;o de <i>naval peacekeeping</i> distinta, caracterizada pelo desempenho de uma fun&ccedil;&atilde;o peculiar ao ambiente mar&iacute;timo &#150; a gest&atilde;o da viol&ecirc;ncia privada no mar &#150; e por uma autonomia em rela&ccedil;&atilde;o ao modelo de <i>peacekeeping</i> terrestre at&eacute; ent&atilde;o n&atilde;o observada nos casos hist&oacute;ricos de opera&ccedil;&otilde;es navais realizadas em apoio &agrave;s resolu&ccedil;&otilde;es da ONU.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2">Essa inova&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica, fundada na interfer&ecirc;ncia in&eacute;dita do Conselho de Seguran&ccedil;a na gest&atilde;o da viol&ecirc;ncia privada no mar, abre espa&ccedil;o para que a ideia de <i>peacekeeping</i> no mar seja repensada dentro de novas bases emp&iacute;ricas e conceptuais. Tal como a pirataria, uma s&eacute;rie de outras quest&otilde;es (como tens&otilde;es estruturais nas comunidades costeiras, polui&ccedil;&atilde;o, pesca predat&oacute;ria, tr&aacute;fico, etc.) podem resultar em formas de viol&ecirc;ncia, demonstrando o car&aacute;cter multifacetado e complexo dos problemas relacionados ao espa&ccedil;o oce&acirc;nico e apontando para a necessidade de uma concep&ccedil;&atilde;o de paz abrangente que n&atilde;o se restrinja &agrave; mera aus&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia directa no mar.</font></p>

    <p><font face="verdana" size="2">Dentro desse contexto, a no&ccedil;&atilde;o de <i>peacekeeping</i> no mar ganha um novo f&ocirc;lego e abre&#45;se para novas vias de reflex&atilde;o que v&atilde;o al&eacute;m dos actuais limites do debate sobre <i>naval peacekeeping</i>, marcados, basicamente, pela mera projec&ccedil;&atilde;o no mar do modelo de <i>peacekeeping</i> em terra e pela justifica&ccedil;&atilde;o de novos pap&eacute;is para as for&ccedil;as das marinhas no contexto p&oacute;s&#45;Guerra Fria. Desse modo, o desafio que se lan&ccedil;a como perspectiva de investiga&ccedil;&atilde;o futura &eacute; o redireccionamento da reflex&atilde;o sobre <i>peacekeeping</i> no mar para uma agenda cr&iacute;tica, fundada na ideia de uso pac&iacute;fico dos oceanos e orientada para a transforma&ccedil;&atilde;o das din&acirc;micas e factores estruturais que, em geral, est&atilde;o nas ra&iacute;zes dos problemas que afectam o espa&ccedil;o oce&acirc;nico. </font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
	    <p><font face="verdana" size="2"><b>NOTAS</b></font></p>
	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></sup> Ver, por exemplo, PINTO, Maria do C&eacute;u &#150; <i>As Na&ccedil;&otilde;es Unidas e a Manuten&ccedil;&atilde;o da Paz e as Actividades de Peacekeeping doutras Organiza&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. Coimbra: Almedina, 2007;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1645-9199201100030001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> PINTO, Maria do C&eacute;u &#150; <i>O Papel da ONU na Cria&ccedil;&atilde;o de Uma Nova Ordem Mundial</i>. Lisboa: Pref&aacute;cio, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1645-9199201100030001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> STEPHENS, Robert &#150; <i>The Wave of the Future: The United Nations and Naval Peacekeeping</i>. Boulder: Lynne Rienner Publishers, 1992;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1645-9199201100030001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> PUGH, Michael (ed.) &#150; <i>Maritime Security and Peacekeeping: A Framework for United Nations Operations</i>. Manchester: Manchester University Press, 1994;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1645-9199201100030001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> MCLAUGLIN, Rob &#150; <i>United Nations Naval Peace Operations in the Territorial Sea</i>. Leida: Martinus Nijhoff Publishers, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1645-9199201100030001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup> WIRTZ, James J., e LARSEN, Jeffrey A. (eds.) &#150; <i>Naval Peacekeeping and Humanitarian Operations</i>. Londres: Routledge, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1645-9199201100030001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></sup> CABLE, James &#150; <i>Gunboat Diplomacy</i>. Londres: Chatto &amp; Windus, 1971;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1645-9199201100030001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> BOOTH, Ken &#150; <i>Navies and Foreign Policy</i>. Londres: Croom Helm, 1977.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1645-9199201100030001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></sup> RAMSBOTHAM, Oliver, WOODHOUSE, Tom, e MIALL, Hugh &#150; <i>Contemporary Conflict Resolution</i>. Cambridge: Polity Press, 2008, p. 134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1645-9199201100030001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></sup> FETHERSTON, Betts &#150; <i>Towards a Theory of United Nations Peacekeeping</i>. Londres: Macmillan, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1645-9199201100030001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></sup> RAMSBOTHAM, Oliver, WOODHOUSE, Tom, e MIALL, Hugh &#150; <i>Contemporary Conflict Resolution</i>, p. 134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1645-9199201100030001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></sup> DIEHL, Paul F., DRUCKMAN, Daniel, e WALL, James &#150; &laquo;International peacekeeping and conflict resolution: a taxonomic analysis with implications&raquo;. In <i>Journal of Conflict Resolution</i>. Vol. 43, N.&ordm; 1, 1998, p.&nbsp;35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1645-9199201100030001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></sup> <i>Ibidem</i>, p. 34.</font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></sup> MACKINLAY, J., e CHOPRA, J. &#150; &laquo;Second generation multinational operations&raquo;. In <i>Washington Quarterly</i>. Vol. 15, N.&ordm; 3, 1992, pp. 113&#45;131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1645-9199201100030001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></sup> Cf. DIEHL, Paul F., DRUCKMAN, Daniel, e WALL, James &#150; &laquo;International peacekeeping and conflict resolution: a taxonomic analysis with implications&raquo;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1645-9199201100030001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->; RAMSBOTHAM, Oliver, e WOODHOUSE, Tom &#150; <i>Humanitarian Intervention in Contemporary Conflict</i>. Cambridge: Polity Press, 1996, p. 127.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1645-9199201100030001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></sup> RAMSBOTHAM, Oliver, e WOODHOUSE, Tom &#150; <i>Humanitarian Intervention in Contemporary Conflict</i>, p. 127.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1645-9199201100030001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></sup> RAMSBOTHAM, Oliver, WOODHOUSE, Tom, e MIALL, Hugh &#150; <i>Contemporary Conflict Resolution</i>, p. 135.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1645-9199201100030001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></sup> A/55/305&#45;S/2000/809 &#150; Report of the Panel on United Nations Peace Operations. &#91;Consultado em: 20 de Outubro de 2009&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/peace/reports/peace_operations/" target="_blank">http://www.un.org/peace/reports/peace_operations/</a>, p. 9.</font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></sup> RAMSBOTHAM, Oliver, WOODHOUSE, Tom, e MIALL, Hugh &#150; <i>Contemporary Conflict Resolution</i>, p. 138.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1645-9199201100030001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></sup> <i>Ibidem</i>.</font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></sup> CABLE, James &#150; <i>Gunboat Diplomacy</i>;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1645-9199201100030001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> PUGH, Michael (ed.) &#150; <i>Maritime Security and Peacekeeping: A Framework for United Nations Operations</i>;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1645-9199201100030001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> WIRTZ, James J., e LARSEN, Jeffrey A. (eds.) &#150; <i>Naval Peacekeeping and Humanitarian Operations</i>;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1645-9199201100030001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> MCLAUGLIN, Rob &#150; <i>United Nations Naval Peace Operations in the Territorial Sea</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1645-9199201100030001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></sup> SANDS, Jeffrey I. &#150; &laquo;Blue hulls: multinational naval cooperation and the United Nations&raquo;. In <i>CRM 93&#45;40</i>. US Center for Naval Analyses, 1993;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1645-9199201100030001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> NEVES, Juan Carlos &#150; &laquo;United Nations peace&#45;keeping operations in the Gulf of Fonseca by Argentine Naval Units&raquo;. In <i>Research Report 01&#45;93</i>, Strategic Research Department, US Naval War College, 1993;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1645-9199201100030001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> SIM, D. L. &#150; &laquo;Men of war for missions of peace: naval forces in support of United Nations Resolutions&raquo;. In <i>Research Report 8&#45;94</i>, Strategic Research Department, US Naval War College, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1645-9199201100030001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></sup> PUGH, Michael (ed.) &#150; <i>Maritime Security and Peacekeeping: A Framework for United Nations Operations</i>, p. 33;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1645-9199201100030001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> GINIFER, Jeremy &#150; &laquo;A conceptual framework for UN naval operations&raquo;. In PUGH, Michael (ed.) &#150; <i>Maritime Security and Peacekeeping: a Framework for United Nations Operations</i>. Manchester: Manchester University Press, 1994, p. 60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1645-9199201100030001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></sup> GINIFER, Jeremy &#150; &laquo;A conceptual framework for UN naval operations&raquo;. In PUGH, Michael (ed.) &#150; <i>Maritime Security and Peacekeeping: A Framework for United Nations Operations</i>, pp. 60&#45;61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1645-9199201100030001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></sup> <i>Ibidem</i>, p. 60.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></sup> <i>Ibidem</i>, p. 61.</font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></sup> NEVES, Juan Carlos &#150; &laquo;United Nations peace&#45;keeping operations in the Gulf of Fonseca by Argentine naval units&raquo;, pp.&nbsp;19&#45;21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1645-9199201100030001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></sup> <i>Sealift</i> s&atilde;o opera&ccedil;&otilde;es navais destinadas ao transporte de pessoal e equipamentos para prestar apoio log&iacute;stico a outras for&ccedil;as em opera&ccedil;&atilde;o.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></sup> A/47/277&#45;S/24111, <i>An Agenda for Peace</i>. &#91;Consultado em 10 de Dezembro de 2009&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://daccess&#45;dds&#45;ny.un.org/doc/UNDOC/GEN/N92/259/61/PDF/N9225961.pdf?OpenElement, p. 16" target="_blank">http://daccess-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/GEN/N92/259/61/PDF/N9225961.pdf?OpenElement, p. 16</a>.</font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></sup> WIRTZ, James J., e LARSEN, Jeffrey A. (eds.) &#150; <i>Naval Peacekeeping and Humanitarian Operations</i>, pp. 61&#45;80;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1645-9199201100030001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> GNIFER, Jeremy &#150; &laquo;The UN at sea? The new relevance of maritime operations&raquo;. In <i>International Peacekeeping</i>. Vol. 1, N.&ordm; 3, 1994, p. 325.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1645-9199201100030001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></sup> Emprega&#45;se, aqui, a classifica&ccedil;&atilde;o proposta por GINIFER, Jeremy, e GROVE, Eric &#150; &laquo;UN management of naval operations&raquo;. In PUGH, Michael (ed.) &#45; <i>Maritime Security and Peacekeeping: A Framework for United Nations Operations</i>, p. 126.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1645-9199201100030001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></sup> BELLAMY, Alex J., e WILLIAMS, Paul D. &#150; &laquo;Who&rsquo;s keeping the peace? Regionalization and contemporary peace operations&raquo;. In <i>International Security</i>. Vol. </font><font face="verdana" size="2">29, N.&ordm; 4, 2005, pp. 157&#45;195.</font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></sup> GNIFER, Jeremy &#150; &laquo;The UN at sea? The new relevance of maritime operations&raquo;, p.&nbsp;320;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1645-9199201100030001000034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> PUGH, Michael (ed.) &#150; <i>Maritime Security and Peacekeeping: A Framework for United Nations Operations</i>, p. 33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1645-9199201100030001000035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></sup> MCLAUGLIN, Rob &#150; <i>United Nations Naval Peace Operations in the Territorial Sea</i>, p.&nbsp;39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1645-9199201100030001000036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></sup> GINIFER, Jeremy, e GROVE, Eric &#150; &laquo;UN management of naval operations&raquo;, p.&nbsp;140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1645-9199201100030001000037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></sup> Essa constata&ccedil;&atilde;o pode ser observada na estrutura do seguinte departamento da ONU: Department of Peacekeeping Operations Office of Military Affairs. &#91;Consultado em: 10 de Dezembro de 2009&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/en/peacekeeping/sites/oma/Webpages/OMA_Overview_Page_1.html" target="_blank">http://www.un.org/en/peacekeeping/sites/oma/Webpages/OMA_Overview_Page_1.html</a>.</font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></sup> PUGH, Michael (ed.) &#150; <i>Maritime Security and Peacekeeping: A Framework for United Nations Operations</i>, p. 42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1645-9199201100030001000038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></sup> GNIFER, Jeremy &#150; &laquo;The UN at sea? The new relevance of maritime operations&raquo;, p.&nbsp;322.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1645-9199201100030001000039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></sup> United Nations Security Council resolutions S/RES 1816, 1838, 1844, 1846 and 1851 (2008). &#91;Consultado em: 21 de Novembro de 2009&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/Docs/sc/unsc_resolutions08.htm" target="_blank">http://www.un.org/Docs/sc/unsc_resolutions08.htm</a>.</font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></sup> PUGH, Michael (ed.) &#150; <i>Maritime Security and Peacekeeping: A Framework for United Nations Operations</i>, p. 34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1645-9199201100030001000040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></sup> FERRIS, John, &laquo;SSTR as history: the British Royal Navy experience, 1815&#45;1930&raquo;. In WIRTZ, James J., e LARSEN, Jeffrey A. (eds.) &#150; <i>Naval Peacekeeping and Humanitarian Operations</i>, p. 38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1645-9199201100030001000041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Ver, tamb&eacute;m, GNIFER, Jeremy &#150; &laquo;The UN at sea? The new relevance of maritime operations&raquo;, p. 322.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S1645-9199201100030001000042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></sup> FERRIS, John, &laquo;SSTR as history: the British Royal Navy experience, 1815&#45;1930&raquo;, p.&nbsp;38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1645-9199201100030001000043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></sup> Capstone Doctrine. &#91;Consultado em: 21 de Novembro de 2009&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.peacekeepingbestpractices.unlb.org/Pbps/Library/Capstone_Doctrine_ENG.pdf" target="_blank">http://www.peacekeepingbestpractices.unlb.org/Pbps/Library/Capstone_Doctrine_ENG.pdf</a>.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></sup> <i>Ibidem</i>, p. 18.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></sup> United Nations Security Council resolutions S/RES 1816, 1838, 1844, 1846 and 1851 (2008).</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></sup> Tradu&ccedil;&atilde;o do autor para o termo <i>spoilers</i>.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></sup> Capstone Doctrine. &#91;Consultado em: 21 de Novembro de 2009&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.peacekeepingbestpractices.unlb.org/Pbps/Library/Capstone_Doctrine_ENG.pdf" target="_blank">http://www.peacekeepingbestpractices.unlb.org/Pbps/Library/Capstone_Doctrine_ENG.pdf</a>, p. 34.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></sup> <i>Ibidem</i>, pp. 17&#45;18.</font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></sup> LOPES, Paula Duarte, e FREIRE, Maria Raquel &#150; &laquo;Rethinking peace and violence: new dimensions and new strategies&raquo;. In LOPES, Paula Duarte, e RYAN, Stephen (eds.) &#150; <i>Rethinking Peace and Security: New Dimensions, Strategies and Actors</i>. Bilbau: University of Deusto, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S1645-9199201100030001000044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></sup> <i>Ibidem</i>.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="48"></a><a href="#top48">48</a></sup> <i>Ibidem</i>.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></sup> <i>Ibidem</i>.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="50"></a><a href="#top50">50</a></sup> Aqui entendido no sentido proposto por COX, Robert W. &#150; <i>Approaches to World Order</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 1996, pp. 87&#45;88.</font></p>
    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="51"></a><a href="#top51">51</a></sup> COX, Robert W. &#150; <i>Approaches to World Order</i>, p. 89.</font></p>
    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="52"></a><a href="#top52">52</a></sup> Uma forma simplificada de distinguir &laquo;transforma&ccedil;&atilde;o de conflitos&raquo; e &laquo;resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos&raquo; &eacute; definir o primeiro em termos de mudan&ccedil;as sociais que visem transformar as ra&iacute;zes dos conflitos e o segundo em termos de elimina&ccedil;&atilde;o do conflito atrav&eacute;s da supress&atilde;o da viol&ecirc;ncia directa. Do ponto de vista da transforma&ccedil;&atilde;o de conflitos, portanto, uma paz auto&#45;sustent&aacute;vel s&oacute; pode ser alcan&ccedil;ada atrav&eacute;s de mudan&ccedil;as estruturais nas ra&iacute;zes do conflito. Cf. V&Auml;YRYNEN, Raimo (ed.) &#150; <i>New Directions on Conflict Theory: Conflict Resolution and Conflict Transformation</i>. Londres: Sage, 1991;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S1645-9199201100030001000045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> LEDERACH, John Paul &#150; <i>Preparing for Peace. Conflict Transformation across Cultures</i>. Siracusa: Syracuse University Press, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S1645-9199201100030001000046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

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