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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O desafio crítico dos estudos para a paz]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Peace Studies constitute an element often mentioned among the theoretical proposals in the framework of what came to be known as the &#8220;fourth debate&#8221;, coming to contest the deepest assumptions of the realist and positivist approaches in international relations. In this text I seek to clarify how that identity of the Peace Studies School was constructed on the basis of negotiations regarding inner tensions in its own discourse. Afterwards, I will argue about a des-virtualization of peace studies, questioning the avenues for possible rescuing of its original critical and emancipatory meaning in current days.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Estudos para a paz]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>O desafio cr&iacute;tico dos estudos para a paz<a name="top0"></a><a href="#0">*</a></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jos&eacute; Manuel Pureza</b></p>    <p>Licenciado em Direito e doutorado em Sociologia das Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais (Universidade de Coimbra). Professor associado com agrega&ccedil;&atilde;o da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, onde coordena o Programa de Doutoramento em Pol&iacute;tica Internacional e Resolu&ccedil;&atilde;o de Conflitos. Investigador do Centro de Estudos Sociais onde fundou e coordenou o N&uacute;cleo de Estudos para a Paz.</p>     <p>&nbsp;</p>          <p>RESUMO</p>     <p>Os estudos para a paz constituem um elemento frequentemente referido no bloco de propostas te&oacute;ricas que, no quadro do que ficou conhecido como o &laquo;quarto debate&raquo;, veio contestar os pressupostos mais fundos do c&acirc;none racionalista e positivista em rela&ccedil;&otilde;es internacionais. Neste texto tentarei mostrar, em primeiro lugar, como essa identidade da Escola dos Estudos para a Paz foi constru&iacute;da a partir da negocia&ccedil;&atilde;o de tens&otilde;es internas ao seu pr&oacute;prio discurso. Num segundo momento, ensaiarei uma leitura deste suposto desvirtuamento dos estudos para a paz, interrogando as vias de resgate poss&iacute;vel do seu sentido cr&iacute;tico e emancipador origin&aacute;rio no nosso tempo. </p>         <p><b>Palavras-chave:</b> Estudos para a paz, teoria das rela&ccedil;&otilde;es internacionais, teoria cr&iacute;tica, Johan Galtung</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><b>The peace studies’ critical challenge </b></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ABSTRACT</p>     <p>Peace Studies constitute an element often mentioned among the theoretical proposals in the framework of what came to be known as the “fourth debate”, coming to contest the deepest assumptions of the realist and positivist approaches in international relations. In this text I seek to clarify how that identity of the Peace Studies School was constructed on the basis of negotiations regarding inner tensions in its own discourse. Afterwards, I will argue about a des-virtualization of peace studies, questioning the avenues for possible rescuing of its original critical and emancipatory meaning in current days.</p>         <p><b>Keywords:</b> Peace studies, international relations theory, critical theory, Johan Galtung</p>         <p>&nbsp;</p>         <p>Os estudos para a paz constituem – n&atilde;o obstante a sua heterogeneidade interna – um elemento frequentemente referido no bloco de propostas te&oacute;ricas que, no quadro do que ficou conhecido como o &laquo;quarto debate&raquo;, veio contestar os pressupostos mais fundos do c&acirc;none racionalista e positivista em rela&ccedil;&otilde;es internacionais. Neste texto tentarei mostrar como essa identidade da Escola dos Estudos para a Paz foi constru&iacute;da a partir da negocia&ccedil;&atilde;o de tens&otilde;es internas ao seu pr&oacute;prio discurso. Na verdade, importa constatar que o que veio a ser esse seu posicionamento p&oacute;s-positivista arrancou de um inicial prop&oacute;sito de refor&ccedil;ar a qualidade dos m&eacute;todos de investiga&ccedil;&atilde;o segundo uma &oacute;ptica… positivista. Foi esse o itiner&aacute;rio te&oacute;rico do trabalho de Johan Galtung, matricial para esta escola de pensamento. Importa assim regressar a esses momentos fundadores e analisar as condi&ccedil;&otilde;es em que se operou a viragem p&oacute;s-positivista ulterior. &Eacute; o que farei num primeiro momento. Sucede, todavia, que o potencial cr&iacute;tico desenvolvido no contexto dessa viragem ter&aacute; sido – &eacute; essa uma leitura com apoio crescente na literatura – cooptado pelo sistema de saber-poder internacional, dando hoje suporte a pol&iacute;ticas de normaliza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e econ&oacute;mica global. Num segundo momento, ensaiarei uma leitura deste suposto desvirtuamento dos estudos para a paz, interrogando as vias de resgate poss&iacute;vel do seu sentido cr&iacute;tico e emancipador origin&aacute;rio no nosso tempo. </p>           <p>&nbsp;</p>         <p><b>A &laquo;CI&Ecirc;NCIA DA PAZ&raquo;</b></p>         <p>Nascidos da dist&acirc;ncia cr&iacute;tica face &agrave; agenda estreita e intelectualmente pobre das rela&ccedil;&otilde;es internacionais – que a moldou como um discurso explicativo (e, portanto, legitimador) das guerras – os estudos para a paz assumiram-se, desde o princ&iacute;pio, como uma orienta&ccedil;&atilde;o normativa. No entanto, o significado e a intensidade dessa op&ccedil;&atilde;o normativa foram extremamente disputados. H&aacute; realmente duas matrizes contrastantes nos estudos para a paz. </p>         <p>A primeira matriz pode ser sintetizada numa express&atilde;o emblem&aacute;tica: &laquo;ci&ecirc;ncia da paz&raquo;<sup><a name="top1"></a><a href="#1">1</a></sup>. Esta perspectiva, que se afirmou como ci&ecirc;ncia normal nos Estados Unidos nas d&eacute;cadas de 1950 e 1960, assenta sobretudo numa compreens&atilde;o patologizante dos conflitos internacionais e orienta-se por isso para uma combina&ccedil;&atilde;o entre a polemologia (como conhecimento &laquo;emp&iacute;rico&raquo; sobre a realidade multidimensional das guerras) e a resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos (como conhecimento &laquo;t&eacute;cnico&raquo; agregador de f&oacute;rmulas de gest&atilde;o e solu&ccedil;&atilde;o dessas guerras). O quantitativismo e a neutralidade valorativa foram as apostas principais desta matriz para a credibiliza&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica e pol&iacute;tica deste pensamento<a name="top2"></a><sup><a href="#2">2</a></sup>. Na verdade, polemologia e &laquo;ci&ecirc;ncia da paz&raquo; s&atilde;o irm&atilde;s g&eacute;meas – ambas trazem no seu c&oacute;digo gen&eacute;tico o mesmo prop&oacute;sito de substituir a velha m&aacute;xima romana &laquo;se queres a paz, prepara-te para a guerra&raquo; por um positivismo confiante em conhecer a guerra para alcan&ccedil;ar a paz, fundado na compreens&atilde;o da mesma guerra como &laquo;ph&eacute;nom&egrave;ne social “ordinnaire”&raquo;<a name="top3"></a><a href="#3"><sup>3</sup></a>.</p>         <p>Nas palavras de Celestino del Arenal, </p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>           <p>&laquo;tradicionalmente, a indaga&ccedil;&atilde;o sobre a paz, realizada sobretudo no quadro das Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais como disciplina cient&iacute;fica, foi mais uma investiga&ccedil;&atilde;o sobre a guerra,          o conflito e sobre a forma de o evitar do que uma investiga&ccedil;&atilde;o sobre a paz enquanto tal, como estado caracterizador das rela&ccedil;&otilde;es sociais&raquo;<a name="top4"></a><a href="#4"><sup>4</sup></a>. </p> </blockquote>         <p>Tem raz&atilde;o. Toda uma linha de pesquisa desenvolvida desde os anos 1940 assentou nessa prioridade anal&iacute;tica. Dela foram pioneiros, desde logo, Quincy Wright – que, no seu seminal A <i>Study of War</i>, de 1942, ensaiou uma classifica&ccedil;&atilde;o das guerras em fun&ccedil;&atilde;o das suas causas<a name="top5"></a><a href="#5"><sup>5</sup></a> – e Lewis Richardson – cujo <i>Statistics of Deadly Quarrells</i> classifica os conflitos entre estados com base no n&uacute;mero de v&iacute;timas e os estuda na sua dura&ccedil;&atilde;o, frequ&ecirc;ncia e repeti&ccedil;&atilde;o<a name="top6"></a><a href="#6"><sup>6</sup></a>. Esta combina&ccedil;&atilde;o entre a centragem emp&iacute;rica nos conflitos e uma metodologia de an&aacute;lise positivista – que tinha tido em Theodor Lenz um cultor de grande prest&iacute;gio – tornou-se uma aposta acolhida pela comunidade cient&iacute;fica nos Estados Unidos, quer dando voz &agrave; responsabilidade social dos cientistas<a name="top7"></a><a href="#7"><sup>7</sup></a>, quer integrando de forma crescente a reflex&atilde;o acad&eacute;mica<a name="top8"></a><a href="#8"><sup>8</sup></a>. </p>         <p>A cria&ccedil;&atilde;o do <i>Journal of Conflict Resolution</i>, em 1955, culminou essa din&acirc;mica de afirma&ccedil;&atilde;o de um movimento em que pontuaram nomes como os de Harold Lasswell, Kenneth Boulding ou Anatole Rapoport. Como lembram Reid e Yanarella, o <i>Journal of Conflict Resolution</i> foi-se movendo paulatinamente de uma agenda inicial em que havia ainda lugar para o debate te&oacute;rico para a condi&ccedil;&atilde;o de &laquo;technically-oriented, value-obscured and theoretically vacuous organ&raquo;<a name="top9"></a><a href="#9"><sup>9</sup></a>. Essa progressiva normaliza&ccedil;&atilde;o epistemol&oacute;gica e metodol&oacute;gica do <i>Journal</i> foi, para os autores agora referidos, parte de uma din&acirc;mica mais vasta de &laquo;capitula&ccedil;&atilde;o&raquo; dos estudos para a paz &agrave;s m&atilde;os das tend&ecirc;ncias dominantes nas ci&ecirc;ncias sociais de ent&atilde;o, em que integraram outros indicadores como a mudan&ccedil;a da designa&ccedil;&atilde;o do centro da Universidade da Pensilv&acirc;nia de Peace Research Society (International) para Peace Science Society (International) e a &laquo;quase elimina&ccedil;&atilde;o do pluralismo metodol&oacute;gico e do debate pol&iacute;tico pelas figuras centrais deste campo&raquo;<a name="top10"></a><a href="#10"><sup>10</sup></a>.</p>         <p>Em fundo, evidencia-se nesta abordagem o que Herman Schmid veio mais tarde a designar por &laquo;reducionismo dos conflitos&raquo;, ou seja, &laquo;uma tend&ecirc;ncia para definir os conflitos que reduz a sua frequ&ecirc;ncia, a sua import&acirc;ncia e a sua severidade, tornando-os ger&iacute;veis e pass&iacute;veis de controlo pelo n&uacute;cleo de decis&atilde;o do sistema&raquo;<a name="top11"></a><a href="#11"><sup>11</sup></a>. Em &uacute;ltima an&aacute;lise, escrevia ele, &laquo;o reducionismo dos conflitos &eacute; obviamente causado por uma vis&atilde;o negativa dos conflitos. Para a <i>peace research</i>, o conflito &eacute; algo para ser resolvido&raquo;<a name="top12"></a><a href="#12"><sup>12</sup></a>.</p>         <p>Foi, em grande medida, uma tal vis&atilde;o da conflitualidade que animou este arranque dos estudos para a paz guiado por uma busca de rigor positivista e pela ambi&ccedil;&atilde;o de ser ci&ecirc;ncia aplicada. Tratava-se, na verdade, de compreender a guerra como &laquo;fen&oacute;meno t&atilde;o suscept&iacute;vel de ser investigado como tantos outros&raquo; e de &laquo;adquirir e codificar conhecimento suficiente para ter a capacidade de explicar a sua presen&ccedil;a, aus&ecirc;ncia ou magnitude&raquo;. O prop&oacute;sito de interven&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica era evidente: &laquo;Se pudermos continuar onde Wright e os seus companheiros fundadores nos deixaram, podemos ainda construir a mais v&aacute;lida das ci&ecirc;ncias aplicadas que o homem alguma vez conheceu<a name="top13"></a>&raquo;<a href="#13"><sup>13</sup></a>. </p>         <p>&nbsp;</p>         <p><b>PELA M&Atilde;O DE GALTUNG</b></p>         <p>A esta matriz continu&iacute;sta dos estudos para a paz op&otilde;e-se uma outra, feita quer da recusa do positivismo como c&oacute;digo de conhecimento, quer da recusa da solu&ccedil;&atilde;o pragm&aacute;tica de problemas como voca&ccedil;&atilde;o. Johan Galtung &eacute; invariavelmente referido como o nome de refer&ecirc;ncia desta invers&atilde;o epistemol&oacute;gica operada na <i>peace research</i> a partir da d&eacute;cada        de 1970. E, no entanto, uma avalia&ccedil;&atilde;o atenta da obra de Galtung assinalar-lhe-&aacute; uma indiscut&iacute;vel marca de ambiguidade.</p>         <p>Como lembra Peter Lawler, &laquo;o jovem Galtung foi em grande medida um produto da comunidade da Sociologia americana dos anos cinquenta&raquo;<a name="top14"></a><a href="#14"><sup>14</sup></a>. Desde logo, pela sua demonstra&ccedil;&atilde;o de f&eacute; num positivismo inflex&iacute;vel. Herdeiro em simult&acirc;neo de um funcionalismo <i>&agrave; la</i> Merton e da rela&ccedil;&atilde;o saint-simoniana de confian&ccedil;a entre reformismo social e ci&ecirc;ncia, o primeiro Galtung abra&ccedil;ou os estudos para a paz sobretudo na perspectiva de retirar &agrave; especula&ccedil;&atilde;o filos&oacute;fica e &agrave; raz&atilde;o transcendental e confiar ao &laquo;m&eacute;todo cient&iacute;fico&raquo; a identifica&ccedil;&atilde;o dos valores que propiciassem uma avalia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica do sistema internacional e da sua funcionalidade<a name="top15"></a><a href="#15"><sup>15</sup></a>. Foi esta fidelidade escrupulosa &agrave; suposta superioridade do empirismo positivista que afastou Galtung do pensamento tradicional sobre a paz. Para ele, quer a disciplina de rela&ccedil;&otilde;es internacionais quer a alternativa da &laquo;ci&ecirc;ncia da paz&raquo; trabalhada por Lenz, Rapoport ou Richardson enfermavam de insufici&ecirc;ncias claras a este respeito: aquela, porque a hegemonia realista a afastava por defini&ccedil;&atilde;o de qualquer preocupa&ccedil;&atilde;o com a realiza&ccedil;&atilde;o da paz; esta, porque n&atilde;o repudiara a vaguidez no conceito de paz que lhe servia de centro. Para o jovem Galtung a marca de um tal pensamento &eacute; a indol&ecirc;ncia – um pensamento aprior&iacute;stico e dogm&aacute;tico que assume o valor definitivo de algumas m&aacute;ximas abstractas que a Hist&oacute;ria sedimentou. Ora, em contraste com essa forma pr&eacute;-cient&iacute;fica de pensar, de matriz metaf&iacute;sica ou teol&oacute;gica, Galtung afirmou reiteradamente a necessidade de uma abordagem muito mais exigente da constru&ccedil;&atilde;o da paz, que n&atilde;o se cingisse ao conhecimento rigoroso do passado para dele extrair ila&ccedil;&otilde;es de regula&ccedil;&atilde;o epistemol&oacute;gica e que propiciasse antes uma explora&ccedil;&atilde;o de alternativas futuras ao sistema existente consistente e fundada empiricamente. O que ressalta na fase inicial da sua reflex&atilde;o &eacute; pois a preocupa&ccedil;&atilde;o em afastar quer o fatalismo realista quer a limita&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia da paz nascente, e em investir seriamente num rigoroso trabalho de fundamenta&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica da avalia&ccedil;&atilde;o do sistema internacional concreto, no sentido de identificar conson&acirc;ncias e desvios relativamente a uma realidade internacional &laquo;pura&raquo;, descontaminada de subjectividades artificialmente segmentadoras. Em s&iacute;ntese, a ambi&ccedil;&atilde;o distintiva dos estudos para a paz no in&iacute;cio dos anos 1960 foi combinar voluntarismo ideol&oacute;gico e normativo com empiricismo metodol&oacute;gico<a name="top16"></a><a href="#16"><sup>16</sup></a>.</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>E, precisamente nesta perspectiva de refor&ccedil;o de uma ci&ecirc;ncia pura das rela&ccedil;&otilde;es internacionais, as elabora&ccedil;&otilde;es de Galtung na d&eacute;cada de 1960, a come&ccedil;ar pelo editorial do n&uacute;mero fundador do <i>Journal of Peace Research</i>, definem a integra&ccedil;&atilde;o do sistema internacional como o horizonte de um conhecimento s&eacute;rio e rigoroso da realidade. Para essas elabora&ccedil;&otilde;es iniciais, o estatocentrismo era afinal o resultado de um errado primado do subjectivismo sobre a objectividade que faria obscurecer a natureza e a dimens&atilde;o sist&eacute;micas da realidade internacional, favorecendo o fragmento em detrimento do todo. O que verdadeiramente deveria distinguir as rela&ccedil;&otilde;es internacionais da ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica seria a sua assun&ccedil;&atilde;o de toda a estrutura de interac&ccedil;&atilde;o global como objecto de estudo<a name="top17"></a><a href="#17"><sup>17</sup></a>, afastando assim a escala estatal como dogma. </p>         <p>Foi esta op&ccedil;&atilde;o que deu sentido ao conceito de paz positiva, avan&ccedil;ado logo no editorial de 1964. &Agrave; paz negativa, entendida como aus&ecirc;ncia de guerra e de viol&ecirc;ncia f&iacute;sica, contrapor-se-ia a paz positiva entendida como &laquo;integra&ccedil;&atilde;o da sociedade humana&raquo;<a name="top18"></a><a href="#18"><sup>18</sup></a>. Antecipando o que viriam a ser c&acirc;nones do nosso tempo, Galtung contrap&otilde;e a paz negativa materializada na ambi&ccedil;&atilde;o de <i>peace-keeping</i> &agrave; paz positiva concretizada no trabalho de <i>peace-building</i>; e re&uacute;ne-as num mesmo horizonte de <i>peace-making</i><a name="top19"></a><a href="#19"><sup>19</sup></a>. Este conceito de paz positiva – muito pr&oacute;ximo do de &laquo;preven&ccedil;&atilde;o de conflitos&raquo;, ensaiado por John Burton<a name="top20"></a><a href="#20"><sup>20</sup></a> – &eacute;, ele pr&oacute;prio, um precipitado da orienta&ccedil;&atilde;o positivista sufragada por Galtung, pois que assentaria na identifica&ccedil;&atilde;o de duas tend&ecirc;ncias emp&iacute;ricas globais: o desenvolvimento de uma capacidade para a identifica&ccedil;&atilde;o com os outros e a tend&ecirc;ncia para a autolimita&ccedil;&atilde;o no uso da for&ccedil;a. Na raiz da no&ccedil;&atilde;o de paz positiva est&aacute; pois o horizonte da integra&ccedil;&atilde;o da humanidade, que Galtung pontua de forma muito clara: </p>         <blockquote>           <p>&laquo;contacto acrescido atrav&eacute;s do interc&acirc;mbio […], compreens&atilde;o acrescida atrav&eacute;s do estudo […] e o mais que seja at&eacute; uma coopera&ccedil;&atilde;o funcional entre grupos ou na&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s da coopera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e cultural ou das pol&iacute;ticas de com&eacute;rcio e &agrave; fus&atilde;o institucional […] at&eacute; atingir o Estado mundial.&raquo;<a name="top21"></a><a href="#21"><sup>21</sup></a></p> </blockquote>         <p>O conceito de paz no jovem Galtung era assim conotado com o funcionamento de um sistema social global integrado, cabendo ao investigador para a paz o trabalho t&iacute;pico de um m&eacute;dico dedicado &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o e melhoria da sa&uacute;de desse corpo global<a name="top22"></a><a href="#22"><sup>22</sup></a>.        A fun&ccedil;&atilde;o primordial do investigador para a paz seria, por isso, n&atilde;o a de fundar filos&oacute;fica ou eticamente a obriga&ccedil;&atilde;o de dar prioridade &agrave; paz, mas antes a de determinar o seu conte&uacute;do com uma base emp&iacute;rica e explorar os meios para a sua realiza&ccedil;&atilde;o<a name="top23"></a><a href="#23"><sup>23</sup></a>. Aquela compara&ccedil;&atilde;o entre a <i>peace research</i> e a medicina, que habita ali&aacute;s toda a obra de Galtung – e que refor&ccedil;a metaforicamente a pretens&atilde;o de vincar a objectividade do trabalho cient&iacute;fico orientado para a paz – inclui, nos seus escritos iniciais, uma vis&atilde;o dos <i>peace researchers</i> como profissionais recrutados em meios n&atilde;o militantes, de modo a que se pudessem tornar &laquo;cientistas sociais comuns ou em t&eacute;cnicos de tipo relativamente desideologizado&raquo;<a name="top24"></a><a href="#24"><sup>24</sup></a>.</p>         <p>Paradoxalmente, a mesma aspira&ccedil;&atilde;o a uma &laquo;boa teoria social&raquo;, que havia fundamentado estes tra&ccedil;os da obra inicial de Galtung, veio a motivar duas rupturas essenciais operadas pela obra posterior deste autor e que fizeram dos estudos para a paz uma das principais express&otilde;es da emerg&ecirc;ncia da teoria cr&iacute;tica em rela&ccedil;&otilde;es internacionais. A primeira dessas rupturas ocorreu no plano metodol&oacute;gico e conduziu a <i>peace research</i> de um positivismo refor&ccedil;ado a um assumido p&oacute;s-positivismo. A segunda deu-se no dom&iacute;nio substantivo e levou esta corrente da centragem num conceito de paz positiva orientado para a integra&ccedil;&atilde;o para uma centragem na identifica&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas de viol&ecirc;ncia estrutural ou latente.</p>         <p>Desde logo, o primado do empirismo, defendido por Galtung como contraponto de um subjectivismo abstracto dogmatizado, veio a ser sujeito a uma forte eros&atilde;o. Esse primado n&atilde;o era mais do que suporte de uma ci&ecirc;ncia canonizadora da realidade social dominante<a name="top25"></a><a href="#25"><sup>25</sup></a> – uma ci&ecirc;ncia articulada sobre a busca da previsibilidade resultante das perman&ecirc;ncias descontextualizadas e, como tal, perpetuadora do <i>status quo</i>. &laquo;Ao excluir o discurso normativo, a ci&ecirc;ncia empiricista tinha-se transformado de cr&iacute;tica da raz&atilde;o dogm&aacute;tica em sua inst&acirc;ncia&raquo;<a name="top26"></a><a href="#26"><sup>26</sup></a>. Fiel ao seu prop&oacute;sito de resgatar a ci&ecirc;ncia na an&aacute;lise do sistema internacional, Galtung incorporou gradualmente a exig&ecirc;ncia de uma pr&aacute;tica cient&iacute;fica que n&atilde;o abdicasse de moldar o futuro. Foi, em grande medida, essa no&ccedil;&atilde;o de que a ci&ecirc;ncia positivista se perfilava como discurso do presente eterno<a name="top27"></a><a href="#27"><sup>27</sup></a> e que mais ci&ecirc;ncia significaria assumi-la como guia da realiza&ccedil;&atilde;o de um futuro prefer&iacute;vel<a name="top28"></a><a href="#28"><sup>28</sup></a> que norteou a viragem metodol&oacute;gica da <i>peace research</i> liderada por Galtung a partir da d&eacute;cada de 1970. Uma ci&ecirc;ncia que potencie a busca de uma outra realidade, e n&atilde;o j&aacute; uma ci&ecirc;ncia que d&ecirc; a conhecer a realidade que est&aacute;, passou a ser o seu horizonte de trabalho. No centro deste distanciamento progressivo face aos c&acirc;nones positivistas esteve, pois, o estatuto dos dados emp&iacute;ricos. A valida&ccedil;&atilde;o exclusiva das proposi&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas pelo seu confronto com os dados teve como reverso a exclus&atilde;o da sua valida&ccedil;&atilde;o por confronto com valores que impusessem um futuro alternativo. Foi neste contexto que emergiu a sua proposta de uma <i>ci&ecirc;ncia trilateral</i>, que procurou acima de tudo trazer os valores para o mesmo plano de import&acirc;ncia epistemol&oacute;gica dos dados e das teorias. &Agrave; apar&ecirc;ncia de ced&ecirc;ncia ao pensamento pr&eacute;-cient&iacute;fico, Galtung respondeu com uma den&uacute;ncia: a ortodoxia empiricista sempre escondeu uma agenda valorativa mas revelou-se epistemologicamente incapaz de o reconhecer; tratar-se-ia agora de assumir explicitamente essa condi&ccedil;&atilde;o, dando estatuto epistemol&oacute;gico a uma ci&ecirc;ncia axiol&oacute;gica a par de uma ci&ecirc;ncia empiricamente edificada. A nova triangula&ccedil;&atilde;o do trabalho cient&iacute;fico seria pois entre empiricismo – avaliando as teorias pela sua conson&acirc;ncia com os dados –, criticismo – avaliando a conson&acirc;ncia da realidade emp&iacute;rica com os valores – e construtivismo – avaliando as proposi&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas pela sua conson&acirc;ncia com esses mesmos valores-guia. Em cada um destes registos vai envolvida uma temporalidade diferente: o empiricismo lida sobretudo com os problemas do passado, o criticismo com os problemas do presente e o construtivismo com ensaios de futuro. Mais se sublinha, assim, a centralidade conferida pela investiga&ccedil;&atilde;o para a paz, a partir de ent&atilde;o, &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de novos valores, de novas teorias e de uma nova realidade, tendendo para uma coincid&ecirc;ncia entre o observado, o previsto e o prefer&iacute;vel<a name="top29"></a><a href="#29"><sup>29</sup></a>. </p>         <p>Esta ruptura metodol&oacute;gica exprimiu, portanto, um profundo e disseminado descontentamento com uma teoria social dominante que se havia tornado uma ortodoxia tecnocr&aacute;tica de legitima&ccedil;&atilde;o do<i> status quo</i>. Foi no bojo da procura de um discurso alternativo, assumidamente<i> value-committed</i> e n&atilde;o aparentemente <i>value-neutral</i>, que se inscreveu a ruptura substantiva operada nos estudos para a paz a partir da d&eacute;cada de 1970. No centro dessa ruptura est&aacute; o conceito de <i>viol&ecirc;ncia estrutural</i>. Galtung sintetizou-o como limita&ccedil;&atilde;o das potencialidades de realiza&ccedil;&atilde;o humana provocada por rela&ccedil;&otilde;es de poder, de desigualdade ou de opress&atilde;o<a name="top30"></a><a href="#30"><sup>30</sup></a> e, com isso, ampliou e radicalizou muito significativamente a agenda da <i>peace research<a name="top31"></a></i><a href="#31"><sup>31</sup></a>. Houve algo de t&aacute;ctico nesta abertura conceptual. O pr&oacute;prio Galtung havia reconhecido que os estudos para a paz estruturados em torno da paz negativa &laquo;tornar-se-&atilde;o […] facilmente em investiga&ccedil;&atilde;o sobre as condi&ccedil;&otilde;es de manuten&ccedil;&atilde;o do poder, de cristaliza&ccedil;&atilde;o do <i>status quo</i>, sobre a manipula&ccedil;&atilde;o do dominado para que este n&atilde;o pegue em armas contra o dominador&raquo;<a name="top32"></a><a href="#32"><sup>32</sup></a>. Ora, como vimos, a isso o mesmo Galtung havia contraposto um conceito de paz positiva materializado num ideal de integra&ccedil;&atilde;o do sistema internacional. A vaguidez pol&iacute;tica desta alternativa alimentou cr&iacute;ticas implac&aacute;veis. Assim, Herman Schmid p&ocirc;de escrever que &laquo;a <i>peace research</i> adoptou uma perspectiva do sistema e uma orienta&ccedil;&atilde;o valorativa id&ecirc;nticas &agrave;s das institui&ccedil;&otilde;es internacionais existentes e muito pr&oacute;ximas das dos pa&iacute;ses ricos e poderosos&raquo;<a name="top33"></a><a href="#33"><sup>33</sup></a>. Para ele, a no&ccedil;&atilde;o galtunguiana de paz positiva n&atilde;o era mais do que um guarda-chuva que abrigava consensos politicamente equ&iacute;vocos. Acima de tudo, o entendimento dos investigadores para a paz como especialistas neutros identificados com os &laquo;interesses do mundo&raquo; indiferenciados (a integra&ccedil;&atilde;o como horizonte), numa posi&ccedil;&atilde;o de simetria relativamente &agrave;s partes num conflito, devia ser percebido como uma express&atilde;o de uma ortodoxia tecnocr&aacute;tica politicamente orientada sem o assumir explicitamente<a name="top34"></a><a href="#34"><sup>34</sup></a>. Por isso, Schmid reclamava dos investigadores para a paz um desempenho totalmente distinto, centrado sobre a revela&ccedil;&atilde;o das viol&ecirc;ncias latentes e, para isso, dispon&iacute;vel para encorajar a polariza&ccedil;&atilde;o social<a name="top35"></a><a href="#35"><sup>35</sup></a>. Tamb&eacute;m Lars Dencik advertia contra a transforma&ccedil;&atilde;o dos estudos para a paz numa tecnologia de controlo e de pacifica&ccedil;&atilde;o animada por uma idealizada harmonia de interesses &uacute;ltimos entre os conflituantes, que mais n&atilde;o era do que uma &laquo;fixa&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica liberal&raquo;<a name="top36"></a><a href="#36"><sup>36</sup></a> &agrave; qual importava contrapor uma perspectiva objectiva que desse visibilidade ao que ele apelidava de &laquo;viol&ecirc;ncia estrutural silenciosa&raquo;<a name="top37"></a><a href="#37"><sup>37</sup></a>. E Stohl e Chamberlain viam a investiga&ccedil;&atilde;o para a paz ent&atilde;o dominante guiada por um <i>piecemeal approach</i> que assumia o conflito como um absoluto, desligado das causas estruturais, sendo tarefa dos estudos para a paz aliviar a viol&ecirc;ncia atrav&eacute;s da pacifica&ccedil;&atilde;o imediata dos antagonistas e n&atilde;o a actua&ccedil;&atilde;o na reformula&ccedil;&atilde;o do sistema que havia originado as pretens&otilde;es conflituantes<a name="top38"></a><a href="#38"><sup>38</sup></a>.</p>         <p>A centralidade que o conceito de viol&ecirc;ncia estrutural passou a ocupar na obra de Johan Galtung – e, atrav&eacute;s dela, na agenda dos estudos para a paz – foi uma resposta &agrave; pujan&ccedil;a destas cr&iacute;ticas. Definindo a viol&ecirc;ncia de um modo extremamente amplo – como dist&acirc;ncia artificialmente provocada entre as realiza&ccedil;&otilde;es e as potencialidades humanas<a name="top39"></a><a href="#39"><sup>39</sup></a> – Galtung fez assentar a viol&ecirc;ncia estrutural na distin&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica entre viol&ecirc;ncia pessoal e directa, de um lado, e viol&ecirc;ncia estrutural e indirecta, do outro, e identifica esta com a injusti&ccedil;a social, ou seja, com a distribui&ccedil;&atilde;o desigual dos recursos e do poder de decidir sobre a distribui&ccedil;&atilde;o dos recursos<a name="top40"></a><a href="#40"><sup>40</sup></a>. Noutro passo, identificar&aacute; as estruturas de viol&ecirc;ncia como </p>         <blockquote>           ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&laquo;contextos em que indiv&iacute;duos podem causar imenso dano a outros seres humanos sem nunca terem pretendido faz&ecirc;-lo, desempenhando somente os seus deveres normais como fun&ccedil;&atilde;o definida pela estrutura&raquo;. Em qualquer dos casos, &laquo;[v]iol&ecirc;ncia &eacute; viol&ecirc;ncia […], independentemente do modo como &eacute; exercida: depressa ou devagar, de modo intencional ou n&atilde;o&raquo;<a name="top41"></a><a href="#41"><sup>41</sup></a>. </p> </blockquote>         <p>De ent&atilde;o em diante, a inicialmente vaga no&ccedil;&atilde;o de paz positiva ganhou contornos mais n&iacute;tidos, ao passar a ser sin&oacute;nimo de aus&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia estrutural e n&atilde;o s&oacute; f&iacute;sica. Nas palavras do pr&oacute;prio Galtung, </p>         <blockquote>           <p>&laquo;a paz concebida desta forma diz respeito n&atilde;o apenas ao controlo e &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do uso aberto da viol&ecirc;ncia mas ao […] desenvolvimento vertical. E isto significa que a teoria da paz est&aacute; em &iacute;ntima conex&atilde;o n&atilde;o s&oacute; com a teoria dos conflitos mas tamb&eacute;m com a teoria do desenvolvimento. E a investiga&ccedil;&atilde;o para a paz, definida como investiga&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es – passadas, presentes e futuras – da realiza&ccedil;&atilde;o da paz, ter&aacute; tamb&eacute;m uma rela&ccedil;&atilde;o muito pr&oacute;xima com a investiga&ccedil;&atilde;o sobre os conflitos e a investiga&ccedil;&atilde;o sobre o desenvolvimento; aquela normalmente mais relevante para a paz negativa e esta mais relevante para a paz positiva […]&raquo;<a name="top42"></a><a href="#42"><sup>42</sup></a>.</p> </blockquote>         <p>Em &laquo;A structural theory of imperialism&raquo;, publicado em 1971, Galtung deu um passo decisivo na concretiza&ccedil;&atilde;o da equival&ecirc;ncia entre paz positiva e fim da viol&ecirc;ncia estrutural, trazendo-a para o plano de an&aacute;lise do sistema internacional. Na verdade, a teoria estrutural do imperialismo &eacute; &laquo;uma teoria de liberta&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia estrutural&raquo;, preocupada fundamentalmente em conceber, explicar e afrontar a desigualdade, sobretudo entre o centro do centro e a periferia da periferia, como forma fundamental de viol&ecirc;ncia estrutural<a name="top43"></a><a href="#43"><sup>43</sup></a>. O que mais sobressai nesse texto &eacute; a rejei&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea quer da matriz economicista da constru&ccedil;&atilde;o marxista-leninista do imperialismo, quer da matriz politicista perfilhada pela tradi&ccedil;&atilde;o geopol&iacute;tica realista, quer ainda da fal&aacute;cia liberal da interdepend&ecirc;ncia. O imperialismo &eacute; antes perspectivado como resultado da actua&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea de dois mecanismos: a rela&ccedil;&atilde;o de interac&ccedil;&atilde;o vertical entre centros e periferias e a estrutura de interac&ccedil;&atilde;o feudal<a name="top44"></a><a href="#44"><sup>44</sup></a> – e a sua condi&ccedil;&atilde;o de express&atilde;o da viol&ecirc;ncia estrutural &agrave; escala mundial &eacute; clara: &laquo;S&oacute; um imperialismo imperfeito e amador necessita de armas; o imperialismo profissional baseia-se na viol&ecirc;ncia estrutural e n&atilde;o na viol&ecirc;ncia directa.&raquo;<a name="top45"></a><a href="#45"><sup>45</sup></a> Assim, um horizonte alternativo assenta em duas din&acirc;micas complementares: uma maior horizontaliza&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre centro e periferia e uma desfeudaliza&ccedil;&atilde;o da estrutura geral de relacionamento internacional. A paz positiva, enquanto elimina&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia estrutural, envolve essas duas exig&ecirc;ncias. Os estudos para a paz s&atilde;o portanto, por defini&ccedil;&atilde;o, activamente anti-imperialistas. </p>         <p>O cisma na grande igreja dos estudos para a paz estava definitivamente instalado e ele p&ocirc;s, pois, frente a frente, a &laquo;ci&ecirc;ncia&raquo; e a &laquo;ideologia&raquo;, nos termos do nome de refer&ecirc;ncia da Escola Americana, Kenneth Boulding<a name="top46"></a><a href="#46"><sup>46</sup></a>, ou &laquo;a investiga&ccedil;&atilde;o para a pacifica&ccedil;&atilde;o&raquo; e &laquo;uma investiga&ccedil;&atilde;o de tipo emancipat&oacute;rio&raquo;, ou ainda &laquo;a investiga&ccedil;&atilde;o liberal para a paz&raquo; e a &laquo;investiga&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica para a paz&raquo;<a name="top47"></a><a href="#47"><sup>47</sup></a>. Considerando a ci&ecirc;ncia normativa como &laquo;uma ocupa&ccedil;&atilde;o perigosa&raquo;<a name="top48"></a><a href="#48"><sup>48</sup></a>, Boulding qualifica a paz positiva e a viol&ecirc;ncia estrutural como &laquo;met&aacute;foras mais do que modelos&raquo;<a name="top49"></a><a href="#49"><sup>49</sup></a> cuja transforma&ccedil;&atilde;o em categoria anal&iacute;tica &eacute;, em seu entender, profundamente errada. E, na sequ&ecirc;ncia deste ju&iacute;zo negativo, procede a uma arruma&ccedil;&atilde;o das diferentes correntes da <i>peace research</i> em tr&ecirc;s grandes grupos: os evolucionistas (em que se inclui a si pr&oacute;prio), os estruturalistas (em que inclui Galtung) e os dial&eacute;cticos (como Schmid), sendo que estes dois – os &laquo;rebeldes europeus&raquo; ou &laquo;radicais&raquo;, nas palavras de Terriff<a name="top50"></a><a href="#50"><sup>50</sup></a> – se associam num distanciamento do padr&atilde;o de trabalho verdadeiramente cient&iacute;fico para se envolverem numa constru&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica que n&atilde;o tem finalidades de produzir conhecimento mas sim de intervir politicamente. E se o distanciamento face ao estruturalismo de Galtung se traduziu na acusa&ccedil;&atilde;o de que ele conduziria a uma dilui&ccedil;&atilde;o da especificidade da investiga&ccedil;&atilde;o para a paz na &laquo;ambi&ccedil;&atilde;o de estudar virtualmente todos os problemas sociais&raquo;<a name="top51"></a><a href="#51"><sup>51</sup></a> – o que levou Lawler a ver nessa din&acirc;mica de inclus&atilde;o infinita o risco de converter a <i>peace research</i> num &laquo;buraco negro intelectual&raquo;<a name="top52"></a><a href="#52"><sup>52</sup></a> e Dunn a advertir que &laquo;os c&iacute;nicos podem argumentar que a investiga&ccedil;&atilde;o para a paz parece ser um novo ref&uacute;gio para aquelas boas pessoas que habitualmente apoiam as boas causas (isto &eacute;, as causas perdidas)&raquo;<a name="top53"></a><a href="#53"><sup>53</sup></a> – j&aacute; quanto ao suposto &laquo;bloco radical&raquo; o an&aacute;tema de Boulding n&atilde;o podia ser mais claro: &laquo;a investiga&ccedil;&atilde;o para a paz radical &eacute; um dr&aacute;stico retrocesso para um quadro de refer&ecirc;ncia que ficou desacreditado h&aacute; pelo menos uma gera&ccedil;&atilde;o&raquo;<a name="top54"></a><a href="#54"><sup>54</sup></a>. De algum modo, o sentido desta cr&iacute;tica haveria de ser condensado na ironia de Agrell, ao referir-se ao &laquo;risco para o investigador de se tornar mais um pol&iacute;tico que um cientista&raquo;<a name="top55"></a><a href="#55"><sup>55</sup></a>, se interroga se o papel da investiga&ccedil;&atilde;o para a paz deve afinal ser o de ser a Rand Corporation dos bons… </p>         <p>Radicaliza&ccedil;&atilde;o e amplia&ccedil;&atilde;o do campo da investiga&ccedil;&atilde;o para a paz foram pois as marcas deste tempo. Essa amplia&ccedil;&atilde;o haveria, ali&aacute;s, de ser acrescida, j&aacute; em 1990, pela inclus&atilde;o da viol&ecirc;ncia cultural no mapa galtunguiano das viol&ecirc;ncias. Essa terceira dimens&atilde;o das viol&ecirc;ncias refere-se a qualquer aspecto da esfera simb&oacute;lica da exist&ecirc;ncia – da religi&atilde;o &agrave; arte, da linguagem &agrave; ideologia – usado para legitimar socialmente a viol&ecirc;ncia directa ou a viol&ecirc;ncia estrutural. A viol&ecirc;ncia cultural, actuando atrav&eacute;s de mecanismos de interioriza&ccedil;&atilde;o, faz com que as viol&ecirc;ncias directa e estrutural pare&ccedil;am correctas ou que, pelo menos, n&atilde;o pare&ccedil;am erradas<a name="top56"></a><a href="#56"><sup>56</sup></a>. E a esta amplia&ccedil;&atilde;o substantiva corresponde uma diversifica&ccedil;&atilde;o das temporalidades das viol&ecirc;ncias: &laquo;a viol&ecirc;ncia directa &eacute; um facto, a viol&ecirc;ncia estrutural &eacute; um processo e a viol&ecirc;ncia cultural &eacute; uma invari&acirc;ncia, uma perman&ecirc;ncia&raquo;<a name="top57"></a><a href="#57"><sup>57</sup></a>. O &laquo;tri&acirc;ngulo da viol&ecirc;ncia&raquo; foi a imagem encontrada por Galtung para representar os relacionamentos entre os tr&ecirc;s tipos de viol&ecirc;ncia. E, embora identifique fluxos de causalidade em todos os lados do tri&acirc;ngulo, h&aacute; uma leitura privilegiada que parte da viol&ecirc;ncia cultural, passando pela estrutural e se materializa na directa<a name="top58"></a><a href="#58"><sup>58</sup></a>.</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><b>O TRIUNFO POL&Iacute;TICO DOS ESTUDOS PARA A PAZ?</b></p>         <p>A enorme tempestade epistemol&oacute;gica da d&eacute;cada de 1970 amainou nos anos seguintes. Do ponto de vista metodol&oacute;gico, a estabiliza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia normal processou-se sem sobressaltos. O quantitativismo crescente do <i>Journal of Conflict Resolution</i>, dando express&atilde;o &agrave;s teorias dos jogos ou a sofisticadas modeliza&ccedil;&otilde;es matem&aacute;ticas, foi acompanhado por uma assinal&aacute;vel escassez de estudos com fundamentos epistemol&oacute;gicos e ontol&oacute;gicos inovadores quer no <i>Journal of Peace Research</i>, quer na literatura em geral. Os termos c&aacute;usticos de Galtung a este prop&oacute;sito s&atilde;o sintom&aacute;ticos: &laquo;Esque&ccedil;amos o <i>Journal of Peace Research</i>. Ele traiu toda a ideia da investiga&ccedil;&atilde;o para a paz. Para mim, o <i>Journal of Peace Research</i> &eacute; s&oacute; mais uma revista americana de rela&ccedil;&otilde;es internacionais.&raquo;<a name="top59"></a><a href="#59"><sup>59</sup></a> A institucionaliza&ccedil;&atilde;o da <i>peace research</i> exigiu a canoniza&ccedil;&atilde;o de uma agenda de investiga&ccedil;&atilde;o e de um discurso que fossem &laquo;politicamente seguros e que n&atilde;o colocassem amea&ccedil;as potenciais ao sistema existente&raquo;<a name="top60"></a><a href="#60"><sup>60</sup></a>.</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No plano substantivo, os constrangimentos da Guerra Fria – em especial a intensidade in&eacute;dita do potencial de destrui&ccedil;&atilde;o atingido pelas duas superpot&ecirc;ncias, expressa nas doutrinas da <i>second-strike capability</i> – foram determinantes para essa normaliza&ccedil;&atilde;o.        A agenda dos estudos para a paz acompanhou a consequente recentragem da agenda internacional e do movimento pacifista internacional sobre a corrida armamentista e o desarmamento. A tem&aacute;tica privilegiada na produ&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica foi sintom&aacute;tica dessa recentragem: equil&iacute;brio do terror e dissuas&atilde;o<a name="top61"></a><a href="#61"><sup>61</sup></a>, modelos de an&aacute;lise das din&acirc;micas de armamento e desarmamento<a name="top62"></a><a href="#62"><sup>62</sup></a>, efectividade das san&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas<a name="top63"></a><a href="#63"><sup>63</sup></a> passaram a ser os t&oacute;picos principais. Eles exprimem uma reaproxima&ccedil;&atilde;o dos peace studies &agrave; agenda dos pa&iacute;ses do centro do sistema-mundo, e essa reconquista de hegemonia pelo centro tem um outro lado: a instala&ccedil;&atilde;o progressiva de uma tend&ecirc;ncia crescente para os estudos para a paz abordarem a realidade dos pa&iacute;ses perif&eacute;ricos como o mundo dos golpes de Estado, do caos e do desvio &agrave; normalidade<a name="top64"></a><a href="#64"><sup>64</sup></a>. </p>         <p>Ora, a resposta dos estudos para a paz ao fim da Guerra Fria e &agrave; acusa&ccedil;&atilde;o de redund&acirc;ncia ou de dispensabilidade de que foram alvo face ao novo contexto<a name="top65"></a><a href="#65"><sup>65</sup></a> veio a ser precisamente uma nova reorienta&ccedil;&atilde;o, sim&eacute;trica da anterior, assumindo de novo a periferia como foco principal de aten&ccedil;&atilde;o.        O dado principal desta nova fase da <i>peace research</i> &eacute; a recep&ccedil;&atilde;o do seu discurso transformador anterior (viol&ecirc;ncia estrutural, paz positiva, etc.) nas actuais pol&iacute;ticas oficiais de domina&ccedil;&atilde;o do centro sobre a periferia. Esta reconvers&atilde;o da agenda dos estudos para a paz pode ser analisada como um processo em dois tempos. O primeiro &eacute; o da constitui&ccedil;&atilde;o de uma narrativa radicalizada sobre a condi&ccedil;&atilde;o perif&eacute;rica. A import&acirc;ncia conceptual e pol&iacute;tica conferida &agrave;s &laquo;novas guerras&raquo; teorizadas, entre outros, por Mary Kaldor<a name="top66"></a><a href="#66"><sup>66</sup></a> e ao mundo perigoso dos &laquo;estados falhados&raquo; anunciado por Zartman<a name="top67"></a><a href="#67"><sup>67</sup></a> alimenta uma representa&ccedil;&atilde;o da periferia como lugar de amea&ccedil;a e de caos, em que a ingovernabilidade (invariavelmente atribu&iacute;da a causas internas) e o alegado anacronismo das motiva&ccedil;&otilde;es das suas guerras (justificadas por raz&otilde;es de natureza pr&eacute;-moderna: as identidades, as religi&otilde;es,…) transformam, mais do que nunca, as <i>borderlands</i> em lugar de miss&atilde;o civilizadora dos pa&iacute;ses do centro do sistema<a name="top68"></a><a href="#68"><sup>68</sup></a>. A internaliza&ccedil;&atilde;o das causas legitima a externaliza&ccedil;&atilde;o das terap&ecirc;uticas. E a&iacute; mesmo ancora o essencial do segundo tempo: a canoniza&ccedil;&atilde;o da paz liberal como resposta &uacute;nica para a convers&atilde;o das periferias turbulentas.</p>         <p>O ide&aacute;rio da paz liberal – radicado na convic&ccedil;&atilde;o kantiana de que a natureza republicana da constitui&ccedil;&atilde;o civil de cada Estado constituiria uma condi&ccedil;&atilde;o essencial para a paz – ganhou novo alento no quadro das teses do fim da Hist&oacute;ria, passando a assumir-se como uma das grandes narrativas, sen&atilde;o mesmo a grande narrativa, do nosso tempo para a organiza&ccedil;&atilde;o social e econ&oacute;mica. A sua proclama&ccedil;&atilde;o como verdade apod&iacute;ctica legitimou a imbrica&ccedil;&atilde;o, gradualmente mais acentuada ao longo deste tempo de p&oacute;s-Guerra Fria, entre governa&ccedil;&atilde;o nacional e condicionalidades estabelecidas pelos diferentes poderes reguladores internacionais. A paz liberal &eacute;, pois, uma paz constru&iacute;da por formas v&aacute;rias de interven&ccedil;&atilde;o internacional condicionadora. &Eacute; certo que se trata de um projecto comp&oacute;sito, em que convergem din&acirc;micas de paz muito diversas, desde a paz da vit&oacute;ria militar &agrave; paz institucional que garante a governa&ccedil;&atilde;o, passando pela paz constitucional assente na democracia e na liberdade econ&oacute;mica e pela paz civil fundada no respeito dos direitos e liberdades individuais<a name="top69"></a><a href="#69"><sup>69</sup></a>. </p>         <p>Recorde-se que foi exactamente nessa l&oacute;gica de agrega&ccedil;&atilde;o de diferentes pazes que Boutros-Ghali pensou na &laquo;Agenda para a Paz&raquo;, de 1992, a principal express&atilde;o de refrescamento do mandato das Na&ccedil;&otilde;es Unidas determinada pelo novo clima internacional do p&oacute;s-Guerra Fria: o trabalho de peace building, e j&aacute; n&atilde;o apenas de <i>peace enforcing</i> ou de <i>peace keeping</i>, retomando, logo aqui, a constru&ccedil;&atilde;o galtunguiana anteriormente enunciada. Ora, esta resposta a uma periferia feita de estados falhados e de guerras de barb&aacute;rie n&atilde;o &eacute; mais do que </p>         <blockquote>           <p>&laquo;uma experimenta&ccedil;&atilde;o que envolve o transplante de modelos ocidentais de organiza&ccedil;&atilde;o social, pol&iacute;tica e econ&oacute;mica para estados dilacerados pela guerra como forma de controlo dos conflitos civis: por outras palavras, &eacute; a pacifica&ccedil;&atilde;o pela liberaliza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e econ&oacute;mica&raquo;<a name="top70"></a><a href="#70"><sup>70</sup></a>. </p> </blockquote>         <p>Nas palavras de Richmond, esta paz constru&iacute;da de fora para dentro &laquo;&eacute; uma forma de hegemonia, importada pela via de interven&ccedil;&otilde;es coercivas ou constru&iacute;da atrav&eacute;s        de interven&ccedil;&otilde;es ou engenharias sociais, pol&iacute;ticas e econ&oacute;micas&raquo;<a name="top71"></a><a href="#71"><sup>71</sup></a>. </p>         <p>O figurino desse intervencionismo tem mudado, &eacute; certo. A hegemonia da paz liberal como projecto de governa&ccedil;&atilde;o global j&aacute; n&atilde;o pode ser identificada na actualidade com a ortodoxia neoliberal da d&eacute;cada de 1980. As press&otilde;es emergentes no final do s&eacute;culo XX no sentido da inclus&atilde;o de novas exig&ecirc;ncias – do com&eacute;rcio justo ao cumprimento dos Objectivos do Mil&eacute;nio ou &agrave;s estrat&eacute;gias de redu&ccedil;&atilde;o da pobreza – na agenda das pol&iacute;ticas de coopera&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses do centro assinalaram o fim da vers&atilde;o hard do programa da paz liberal. Sucedeu-lhe um programa revisionista<a name="top72"></a><a href="#72"><sup>72</sup></a> – de que o relat&oacute;rio independente &laquo;A more secure world: our responsibility&raquo; (2004) e o subsequente documento do secret&aacute;rio-geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas &laquo;In larger freedom&raquo; (2005) foram suportes essenciais – que deu continuidade, noutros termos, ao essencial da l&oacute;gica da paz liberal: a insist&ecirc;ncia na implanta&ccedil;&atilde;o de formas de regula&ccedil;&atilde;o padronizadas, tomadas como avesso da <i>bad governance</i> das elites endemicamente corruptas das periferias, a insist&ecirc;ncia na despolitiza&ccedil;&atilde;o da economia e na dogmatiza&ccedil;&atilde;o do racionalismo capitalista como f&oacute;rmula &uacute;nica, e a insist&ecirc;ncia na compreens&atilde;o do desenvolvimento como converg&ecirc;ncia com um padr&atilde;o liberal adoptado pelo centro e, mais que tudo, a insist&ecirc;ncia na representa&ccedil;&atilde;o das periferias como sofrendo de incapacidades patol&oacute;gicas s&oacute; super&aacute;veis por formas de governa&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica exogenamente determinadas<a name="top73"></a><a href="#73"><sup>73</sup></a> s&atilde;o os seus tra&ccedil;os mais marcantes. </p>         <p>N&atilde;o obstante a sua varia&ccedil;&atilde;o no tempo, este intervencionismo da paz liberal tem assumido um horizonte persistente: a moldagem universal das governa&ccedil;&otilde;es nacionais por par&acirc;metros de democracia liberal e de economia de mercado. Ele &eacute;, no entanto, subtil. A despolitiza&ccedil;&atilde;o dos seus conte&uacute;dos &eacute; uma outra das suas marcas. <i>State building, nation building, capacity building, institutional building</i> s&atilde;o assumidos como meros dispositivos t&eacute;cnicos<a name="top74"></a><a href="#74"><sup>74</sup></a>, ou n&atilde;o se tivesse transformado a pr&oacute;pria soberania dos chamados estados falhados num conceito divis&iacute;vel e suscept&iacute;vel de titularidades diferenciadas para as suas diferentes componentes<a name="top75"></a><a href="#75"><sup>75</sup></a> – a soberania formal para o Estado territorial e a soberania real para parcerias p&uacute;blico-privadas internacionais (entre estados, ag&ecirc;ncias intergovernamentais e organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais). A internacionaliza&ccedil;&atilde;o da governa&ccedil;&atilde;o das periferias n&atilde;o se prolonga na reivindica&ccedil;&atilde;o da sua autoria nem das responsabilidades inerentes pelo centro. &laquo;Parcerias&raquo;, &laquo;estrat&eacute;gias <i>country-owned</i>&raquo;, &laquo;incremento do <i>local empowerment</i>&raquo;, eis o vocabul&aacute;rio que d&aacute; conta de que, sendo muito mais invasivas do que as dos velhos imp&eacute;rios do s&eacute;culo XIX, as pr&aacute;ticas de governa&ccedil;&atilde;o global conduzidas actualmente pelo centro do sistema repudiam ret&oacute;rica e politicamente a densidade de um verdadeiro imp&eacute;rio – o que leva Chandler a apelidar esta nova forma de governa&ccedil;&atilde;o global de &laquo;imp&eacute;rio em nega&ccedil;&atilde;o&raquo;: </p>         <blockquote>           ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&laquo;[o ]imp&eacute;rio est&aacute; em nega&ccedil;&atilde;o n&atilde;o porque n&atilde;o esteja a regular suficientemente (de facto, h&aacute; muito mais controlo regulat&oacute;rio associado &agrave; ajuda, ao com&eacute;rcio e &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es institucionais do que antes) mas porque o poder pol&iacute;tico das elites que decidem procura revestir-se de formas n&atilde;o-pol&iacute;ticas, terap&ecirc;uticas ou puramente t&eacute;cnicas, administrativas e burocr&aacute;ticas&raquo;<a name="top76"></a><a href="#76"><sup>76</sup></a>.</p> </blockquote>         <p>A paz liberal, como entendimento hegem&oacute;nico da paz no p&oacute;s-Guerra Fria, n&atilde;o assume a coer&ccedil;&atilde;o t&iacute;pica do imperialismo tradicional como seu instrumento privilegiado. A sua for&ccedil;a reside antes na insinua&ccedil;&atilde;o de um campo normativo consensual que alimenta uma biopol&iacute;tica cujas tecnologias delimitam e ordenam os sujeitos dominados por pr&aacute;ticas discursivas e por redes de conhecimento e significado. &laquo;Onde o internacionalismo liberal antes aspirava a um ideal de governo mundial, a actual governa&ccedil;&atilde;o global liberal passou a dar primazia &agrave; administra&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas biopol&iacute;ticas de poder&raquo;<a name="top77"></a><a href="#77"><sup>77</sup></a>. </p>         <p>Sob esta &oacute;ptica, a paz liberal pretende ser o inverso do subdesenvolvimento e dos riscos conflituais dele resultantes. Devemos a Mark Duffield uma an&aacute;lise sofisticada do desenvolvimento como tecnologia biopol&iacute;tica implementada no quadro da instala&ccedil;&atilde;o de mecanismos de governa&ccedil;&atilde;o nacional liberal e das condicionalidades que a garantem: </p>         <blockquote>           <p>&laquo;O desenvolvimento &eacute; um princ&iacute;pio de forma&ccedil;&atilde;o e uma tecnologia de seguran&ccedil;a que invoca constantemente a sua raz&atilde;o de existir, isto &eacute;, o subdesenvolvimento. […] [o]s constantes desastres humanit&aacute;rios, a diminui&ccedil;&atilde;o das oportunidades de vida e as diverg&ecirc;ncias sobre elas, que materializam uma crise permanente, raramente s&atilde;o perspectivados como express&atilde;o da finitude da auto-reprodu&ccedil;&atilde;o. Ao inv&eacute;s, para os funcion&aacute;rios do humanitarismo e do desenvolvimento, isso ocorre porque a vida humana subdesenvolvida n&atilde;o &eacute; socialmente empresarializada nem, portanto, auto-suficiente o bastante. Por outras palavras, trata-se de uma vida a quem ainda tem que ser ensinado como garantir a sua sustentabilidade.&raquo;<a name="top78"></a><a href="#78"><sup>78</sup></a> </p> </blockquote>         <p>&Eacute; nessa natureza infinitamente intervencionista do desenvolvimento que Duffield faz assentar as suas potencialidades &uacute;nicas para dar resposta &agrave;quilo a que chama a &laquo;guerra civil global&raquo;<a name="top79"></a><a href="#79"><sup>79</sup></a>, travada n&atilde;o por ex&eacute;rcitos mas entre a vida segura e a vida n&atilde;o segura, isto &eacute;, entre popula&ccedil;&otilde;es apoiadas por regimes de protec&ccedil;&atilde;o social e aquelas outras que se condenam a dependerem apenas de si pr&oacute;prias<a name="top80"></a><a href="#80"><sup>80</sup></a>. E &eacute; essa resposta que passa cada vez mais por novas formas internacionalizadas de governa&ccedil;&atilde;o que abriram as periferias &laquo;a uma fiscaliza&ccedil;&atilde;o, interven&ccedil;&atilde;o e regula&ccedil;&atilde;o das metr&oacute;poles sem precedentes desde o per&iacute;odo colonial, numa tentativa de controlar a instabilidade e a resist&ecirc;ncia geradas pelas falhas do mercado&raquo;.</p>         <p>O programa de paz positiva, t&atilde;o querido &agrave; radicalidade origin&aacute;ria dos estudos para a paz, acaba, no nosso tempo, por legitimar os exerc&iacute;cios de engenharia social e pol&iacute;tica desenhados pela nebulosa da governa&ccedil;&atilde;o global liberal<a name="top81"></a><a href="#81"><sup>81</sup></a>, que combinam o esvaziamento das soberanias locais com a adop&ccedil;&atilde;o padronizada, em escala mundial, de modelos de organiza&ccedil;&atilde;o social, econ&oacute;mica e pol&iacute;tica como suposta condi&ccedil;&atilde;o da paz<a name="top82"></a><a href="#82"><sup>82</sup></a>. E, nessa mudan&ccedil;a, foi o pr&oacute;prio conceito de paz que mudou, passando de condi&ccedil;&atilde;o vivida num certo territ&oacute;rio para processo cont&iacute;nuo de transforma&ccedil;&atilde;o induzida por interven&ccedil;&otilde;es externas. Como escreve Heathershaw, &laquo;a move from peace to peacebuilding&raquo;<a name="top83"></a><a href="#83"><sup>83</sup></a>… Rendidos a uma perspectiva pragm&aacute;tica de solu&ccedil;&atilde;o de problemas, os estudos para a paz tornaram-se assim em conhecimento &uacute;til para a pacifica&ccedil;&atilde;o de um sistema estruturalmente violento.</p>         <p>&nbsp;</p>         <p><b>RESGATAR A TURBUL&Ecirc;NCIA</b></p>         <p>N&atilde;o partilho a opini&atilde;o de Matti Jutila e de outros autores de que a <i>peace research</i> &eacute; um cad&aacute;ver que importa ressuscitar, se a express&atilde;o pretender significar um corpo te&oacute;rico que se tornou irrelevante na orienta&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas de governa&ccedil;&atilde;o global<a name="top84"></a><a href="#84"><sup>84</sup></a>. Sim, &eacute; certo que os estudos para a paz se fazem hoje como ci&ecirc;ncia normal. Mas isto n&atilde;o equivale a uma abdica&ccedil;&atilde;o dos intuitos transformadores, quer do ponto de vista epistemol&oacute;gico quer do ponto de vista da relev&acirc;ncia pol&iacute;tica pr&aacute;tica, que animaram a corrente na ruptura dos anos 1970. Pelo que ficou exposto, o meu entendimento &eacute; o de que a ci&ecirc;ncia normal, nos estudos para a paz, neste in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI, &eacute; uma combina&ccedil;&atilde;o de falta de contamina&ccedil;&atilde;o pelos grandes movimentos que animam o debate te&oacute;rico em rela&ccedil;&otilde;es internacionais ou em estudos sobre a seguran&ccedil;a e de uma auto-reflexividade tranquilizadora e triunfalista da linha dominante desta &aacute;rea face &agrave; coopta&ccedil;&atilde;o do seu universo conceptual pelo projecto de paz liberal, entretanto transformado em gram&aacute;tica do poder em escala mundial – &laquo;the liberal peace is the foil by which the world is now judged&raquo;<a name="top85"></a><a href="#85"><sup>85</sup></a>, escreve Oliver Richmond. </p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como sempre, a ci&ecirc;ncia normal serve a domina&ccedil;&atilde;o. Esse diagn&oacute;stico foi feito por Galtung e pelos seus seguidores no in&iacute;cio dos anos 1960 e motivou, como vimos, importantes rupturas epistemol&oacute;gicas nos estudos sobre a paz ent&atilde;o desenvolvidos. Estamos hoje em condi&ccedil;&otilde;es id&ecirc;nticas &agrave;s ent&atilde;o experimentadas. Agora como ent&atilde;o, as constru&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas radicais sobre a paz constituem formas de conhecimento subjugado<a name="top86"></a><a href="#86"><sup>86</sup></a>. Resgatar o potencial cr&iacute;tico dos estudos para a paz &eacute;, por isso, uma imposi&ccedil;&atilde;o de fidelidade desta &aacute;rea aos seus prop&oacute;sitos fundadores diante da persist&ecirc;ncia e sofistica&ccedil;&atilde;o de mecanismos de poder profundo, que alimentam viol&ecirc;ncias mais ou menos naturalizadas e que importa combater em nome de uma paz do quotidiano e da empatia como horizonte das vidas concretas<a name="top87"></a><a href="#87"><sup>87</sup></a>. &Eacute; pois duplo o desafio da teoria cr&iacute;tica aos estudos para a paz neste tempo: por um lado, o do desenvolvimento de uma ontologia e de uma metodologia emancipadoras; por outro, o de assumir seriamente a actividade pol&iacute;tica pr&aacute;tica como integrante do trabalho neste dom&iacute;nio<a name="top88"></a><a href="#88"><sup>88</sup></a>. </p>         <p>Sugiro em seguida tr&ecirc;s din&acirc;micas de mudan&ccedil;a que antecipam esse resgate.</p>         <p>A primeira &eacute; relativa ao horizonte pol&iacute;tico com que os estudos para a paz se comprometem. &Eacute; a din&acirc;mica que nos conduzir&aacute; do presente colonial ao futuro rec&iacute;proco. Esse horizonte pol&iacute;tico imp&otilde;e como prioridade aos estudos para a paz o refor&ccedil;o e a radicaliza&ccedil;&atilde;o do estudo das viol&ecirc;ncias para l&aacute; da viol&ecirc;ncia directa, ou seja, das viol&ecirc;ncias estruturais e das viol&ecirc;ncias culturais. No campo das viol&ecirc;ncias estruturais, essa radicaliza&ccedil;&atilde;o emancipat&oacute;ria determina colocar no centro da an&aacute;lise aquela que &eacute; hoje porventura a mais complexa e mais dura dessas viol&ecirc;ncias: a precariedade das vidas. N&atilde;o apenas a que se expressa na vulnerabiliza&ccedil;&atilde;o dos regimes jur&iacute;dicos laborais, mas tamb&eacute;m a que se traduz na criminaliza&ccedil;&atilde;o das migra&ccedil;&otilde;es ou a que, em escala mais ampla, se manifesta na perda de densidade da autodetermina&ccedil;&atilde;o como refer&ecirc;ncia central da autonomia. Estas s&atilde;o viol&ecirc;ncias de colonialidade, porque assentam, todas elas, na nega&ccedil;&atilde;o da autonomia do outro. A paz estrutural que se lhes contrap&otilde;e &eacute; a que densifica a reciprocidade de presta&ccedil;&otilde;es e de poder, pressupondo portanto a autonomia de decis&atilde;o como valor supremo. No plano das viol&ecirc;ncias culturais, o resgate do sentido emancipat&oacute;rio dos estudos para a paz passa por perceber a colonialidade como a express&atilde;o do absolutismo filos&oacute;fico e cultural. Para Joaquin Herrera, &laquo;[o]s olhares absolutistas […] apresentam-se como se fossem o natural e o racional, entendendo ambos os termos como algo pr&eacute;vio a toda a forma de praxis e de ac&ccedil;&atilde;o social&raquo;<a name="top89"></a><a href="#89"><sup>89</sup></a>. Por isso, para ele, s&atilde;o tr&ecirc;s as condi&ccedil;&otilde;es que definem esse olhar: primeira, a cren&ccedil;a em universalismos abstractos; segunda, a cren&ccedil;a numa realidade absolutamente objectiva; e terceira, a cren&ccedil;a na exist&ecirc;ncia de um fundamento &uacute;ltimo de toda a pr&aacute;tica social. A descoloniza&ccedil;&atilde;o radical dos estudos para a paz e a constru&ccedil;&atilde;o de uma paz cultural arrancam do desarmamento cultural, como lhe chamou Panikkar, o que sup&otilde;e a cr&iacute;tica do absolutismo colonizador e a densifica&ccedil;&atilde;o alternativa de um modo de pensar que &laquo;afirma unicamente a exist&ecirc;ncia de verdades parciais que permitem orientar a busca de coer&ecirc;ncia entre os nossos desejos, cren&ccedil;as e ac&ccedil;&otilde;es&raquo;<a name="top90"></a><a href="#90"><sup>90</sup></a>.</p>         <p>A segunda din&acirc;mica de mudan&ccedil;a diz respeito &agrave; amplitude do objecto dos estudos para a paz. &Eacute; a din&acirc;mica que nos conduzir&aacute; das dicotomias aos continuuns. O conhecimento dominante tem estado ref&eacute;m de um modo de ver dicot&oacute;mico. &laquo;Guerra e paz&raquo; poderia ser a sua s&iacute;ntese. Ora, a pr&oacute;pria traject&oacute;ria do conceito de guerra mostra como sempre foram existindo zonas de indefini&ccedil;&atilde;o – &laquo;nem guerra nem paz&raquo; – que, por serem insuscept&iacute;veis de encaixar dentro da categoriza&ccedil;&atilde;o dicot&oacute;mica r&iacute;gida, foram sendo remetidas para uma esp&eacute;cie de gaveta de diversos, com terminologias como &laquo;guerras de baixa intensidade&raquo;, &laquo;guerras irregulares&raquo;, etc. A verdade &eacute; que h&aacute; guerra a mais nas situa&ccedil;&otilde;es de paz formal. O resgate do potencial transformador dos estudos para a paz passa, hoje e cada vez mais, pela abertura da sua agenda &agrave;s &laquo;nov&iacute;ssimas guerras&raquo; do quotidiano, do espa&ccedil;o dom&eacute;stico ao espa&ccedil;o urbano e deste aos espa&ccedil;os mais amplos, numa l&oacute;gica de articula&ccedil;&atilde;o em continuum ou em espiral imposs&iacute;vel de quebrar analiticamente<a name="top91"></a><a href="#91"><sup>91</sup></a> e, por isso, determinando um colapso de quaisquer escalas exclusivas de an&aacute;lise. Importa que os estudos para a paz reconhe&ccedil;am que se desenvolvem nesses diferentes territ&oacute;rios formas de conflitualidade com actores, condutas e objectivos que s&atilde;o simultaneamente comuns e distintos dos das novas guerras e das guerras vestefalianas<a name="top92"></a><a href="#92"><sup>92</sup></a>. Ali&aacute;s, se necess&aacute;rio fosse, a&iacute; est&aacute; o pensamento feminista a evidenciar que a guerra n&atilde;o &eacute; um facto social isolado mas antes algo que impregna, como sistema cultural, o nosso quotidiano. A isso mesmo se refere, por exemplo, Betty Reardon, ao identificar o patriarcado como &laquo;sistema de guerra&raquo;, isto &eacute;, como uma ordem social competitiva, baseada em princ&iacute;pios autorit&aacute;rios, que pressup&otilde;e um valor desigual entre seres humanos, que &eacute; colocada em pr&aacute;tica atrav&eacute;s da coer&ccedil;&atilde;o, que institucionaliza a domina&ccedil;&atilde;o masculina em estruturas verticais e que &eacute; legitimada pela cultura<a name="top93"></a><a href="#93"><sup>93</sup></a>. &Eacute; todo este lastro de guerra que est&aacute; trivializado no quotidiano que &eacute; preciso escavar e trazer &agrave; luz numa &oacute;ptica renovada dos estudos para a paz. S&oacute; assim se incluir&atilde;o &laquo;as vozes e experi&ecirc;ncias que foram historicamente exclu&iacute;das ou ocultadas nas teoriza&ccedil;&otilde;es dominantes e universais da viol&ecirc;ncia e da paz&raquo;<a name="top94"></a><a href="#94"><sup>94</sup></a>. </p>         <p>Por fim, a terceira din&acirc;mica de mudan&ccedil;a &eacute; a que arranca do desafio epistemol&oacute;gico e ontol&oacute;gico que a cr&iacute;tica da ortodoxia racionalista em rela&ccedil;&otilde;es internacionais lan&ccedil;a aos estudos para a paz. A considera&ccedil;&atilde;o de que a paz &eacute; uma aspira&ccedil;&atilde;o dificilmente realiz&aacute;vel – por for&ccedil;a da natureza humana ou da anarquia end&eacute;mica do sistema internacional, para os realistas; por for&ccedil;a da fragilidade das institui&ccedil;&otilde;es, para os liberais – resulta, para as duas variantes da ortodoxia, na defesa de uma paz &uacute;nica e universal, um discurso sobre e para a paz. Essa unicidade discursiva &eacute; o grande alvo de distanciamento te&oacute;rico quer de quem v&ecirc; a&iacute; d&eacute;fices, quer de quem v&ecirc; a&iacute; excessos. O olhar da teoria cr&iacute;tica sobre o discurso da paz da tradi&ccedil;&atilde;o liberal-realista identifica nele graves d&eacute;fices: a sua epistemologia negativa da paz<a name="top95"></a><a href="#95"><sup>95</sup></a> &eacute; acima de tudo uma desist&ecirc;ncia de ambicionar a uma paz que emancipe, come&ccedil;ando, desde logo, pela emancipa&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria paz dos constrangimentos de uma representa&ccedil;&atilde;o vestefaliana da realidade internacional, demasiado presa ao imperativo da soberania territorial<a name="top96"></a><a href="#96"><sup>96</sup></a>. Todavia, essa pretens&atilde;o de encontrar uma teoria alternativa pode tornar-se, ela pr&oacute;pria, em fonte de uma outra imposi&ccedil;&atilde;o hegem&oacute;nica, ancorada em metanarrativas que mitificam ou naturalizam a agenda dos poderosos de sempre. N&atilde;o &eacute; pois de uma teoria alternativa que se trata mas de uma multiplicidade de abordagens que desvelem todas as viol&ecirc;ncias caladas pelos consensos conceptuais. Resgatar o potencial emancipador dos estudos para a paz passa por rejeitar a exist&ecirc;ncia de qualquer ponto arquimediano imposto como suposta objectividade exterior &agrave;s vidas e em torno do qual se estruturam cartografias da viol&ecirc;ncia com a sinaliza&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncias a ter em conta e de viol&ecirc;ncias negligenci&aacute;veis. A focagem no quotidiano pessoal e as desconstru&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-coloniais e feministas abrem campos imensos de agendamento de guerras e de pazes que a vertigem normalizadora roubou, at&eacute; hoje, &agrave; tarefa transformadora que os estudos para a paz vieram enunciar. </p>         <p>&nbsp;</p>         <p><b>NOTAS</b></p>         <p><a name="0"></a><a href="#top0"><sup>*</sup></a> Este artigo constitui uma vers&atilde;o resumida da li&ccedil;&atilde;o apresentada pelo autor nas Provas de Agrega&ccedil;&atilde;o em Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais, em 24 de Mar&ccedil;o de 2010,        na Universidade de Coimbra.</p>     <!-- ref --><p><a name="1" id="1"></a><a href="#top1"><sup>1</sup></a> LENZ, Theodore – <i>Towards a Science of Peace</i>. Nova York: Bookman Associates, 1955.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1645-9199201100040000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><a name="2"></a><a href="#top2"><sup>2</sup></a> DUNN, David – <i>The First Fifty Years of Peace Research. A Survey and Interpretation</i>. Aldershot: Ashgate, 2005, p. 81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1645-9199201100040000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="3"></a><a href="#top3"><sup>3</sup></a> BOUTHOUL, Gaston – &laquo;Sur la fonction presum&eacute;e et la periodicit&eacute; des guerres&raquo;. In <i>Revue des Sciences &Eacute;conomiques</i>, 1939.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1645-9199201100040000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="4"></a><a href="#top4"><sup>4</sup></a> ARENAL, Celestino del – &laquo;La investigaci&oacute;n para la paz&raquo;. In <i>Cursos de Derecho Internacional de Vitoria-Gasteiz</i>, 1986, p. 24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1645-9199201100040000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="5"></a><a href="#top5"><sup>5</sup></a> WRIGHT, Quincy – <i>A Study of War</i>. Chicago: University of Chicago Press, 1942.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1645-9199201100040000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="6"></a><a href="#top6"><sup>6</sup></a> DUNN, David – <i>The First Fifty Years of Peace Research. A Survey and Interpretation</i>, p. 44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1645-9199201100040000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="7"></a><a href="#top7"><sup>7</sup></a> De que o Pugwash Movement, na sequ&ecirc;ncia do manifesto de Bertrand Russell e de Albert Einstein, veio a ser a express&atilde;o mais destacada.</p>     <p><a name="8"></a><a href="#top8"><sup>8</sup></a> Vejam-se, designadamente, os trabalhos desenvolvidos no Michigan Center for Research on Conflict Resolution e no Center for Advanced Study of Behavioural Sciences da Universidade de Stanford.</p>     <!-- ref --><p><a name="9"></a><a href="#top9"><sup>9</sup></a> REID, Herbert, e YANARELLA, Ernest – &laquo;Toward a critical theory of peace research in the United States: the search for an “intelligible core”&raquo;. In <i>Journal of Conflict Research</i>. Vol. 13, N.&ordm; 4, 1976, p. 316.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1645-9199201100040000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><a name="10"></a><a href="#top10"><sup>10</sup></a> <i>Ibidem</i>.</p>     <!-- ref --><p><a name="11"></a><a href="#top11"><sup>11</sup></a> SCHMID, Herman – &laquo;Peace research and politics&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 5, N.&ordm; 3, 1968, p. 224.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1645-9199201100040000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><a name="12"></a><a href="#top12"><sup>12</sup></a> <i>Ibidem</i>, p. 228.</p>     <!-- ref --><p><a name="13"></a><a href="#top13"><sup>13</sup></a> SINGER, J. David – &laquo;From “A study of war” to peace research: some criteria and strategies&raquo;. In <i>Journal of Conflict Resolution</i>. Vol. 14, N.&ordm; 4, 1970, p. 540.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1645-9199201100040000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><a name="14"></a><a href="#top14"><sup>14</sup></a> LAWLER, Peter –<i> A Question of Values. Johan Galtung’s Peace Research</i>. Boulder: Lynne Rienner, 1995, p. 15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1645-9199201100040000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><a name="15"></a><a href="#top15"><sup>15</sup></a> <i>Ibidem</i>, p. 40.</p>     <!-- ref --><p><a name="16"></a><a href="#top16"><sup>16</sup></a> KRIPPENDORF, Ekkehart – &laquo;Peace research and the industrial revolution&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 10, N.&ordm; 3, 1973, p. 184;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1645-9199201100040000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> NEUFELD, B. – &laquo;The marginalization of peace research in international relations&raquo;. In <i>Millenium – Journal of International Studies</i>. Vol. 22, N.&ordm; 2, 1993, p. 167.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1645-9199201100040000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="17"></a><a href="#top17"><sup>17</sup></a> GALTUNG, Johan. – &laquo;A structural theory of integration&raquo;. In Galtung, J. – <i>Peace, Research, Education, Action</i>. Copenhaga: Christian Ejlers, 1975.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1645-9199201100040000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="18"></a><a href="#top18"><sup>18</sup></a> GALTUNG, Johan – &laquo;An editorial&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 1, N.&ordm; 1, 1964, p. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1645-9199201100040000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><a name="19"></a><a href="#top19"><sup>19</sup></a> GALTUNG, Johan – &laquo;Twenty-five years of peace research: ten challenges and some responses&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 22, N.&ordm; 2, 1985, p. 145.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1645-9199201100040000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="20"></a><a href="#top20"><sup>20</sup></a> BURTON, John – <i>Conflict: Resolution and Provention</i>. Nova York: St Martins Press, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1645-9199201100040000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><a name="21"></a><a href="#top21"><sup>21</sup></a> GALTUNG, Johan – &laquo;An editorial&raquo;, p. 1.</p>     <!-- ref --><p><a name="22"></a><a href="#top22"><sup>22</sup></a> LAWLER, Peter – <i>A Question of Values. Johan Galtung’s Peace Research</i>, p. 54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1645-9199201100040000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><a name="23"></a><a href="#top23"><sup>23</sup></a> <i>Ibidem</i>, p. 47.</p>     <!-- ref --><p><a name="24"></a><a href="#top24"><sup>24</sup></a> GALTUNG, Johan – &laquo;Peace research: science or politics in disguise?&raquo;, 1967.        In Galtung, Johan – <i>Peace, Research, Education, Action</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1645-9199201100040000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><a name="25"></a><a href="#top25"><sup>25</sup></a> GALTUNG, Johan – &laquo;Empiricism, criticism, constructivism: three approaches to scientific activity&raquo;. In <i>Synthese</i>. N.&ordm; 24, 1972, p. 352.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1645-9199201100040000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="26"></a><a href="#top26"><sup>26</sup></a> LAWLER, Peter – <i>A Question of Values. Johan Galtung’s Peace Research</i>, p. 116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1645-9199201100040000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="27"></a><a href="#top27"><sup>27</sup></a> GALTUNG, Johan – &laquo;Empiricism, criticism, constructivism: three approaches to scientific activity&raquo;, p. 350.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1645-9199201100040000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="28"></a><a href="#top28"><sup>28</sup></a> ALGER, Chadwick – &laquo;Reflections on peace research traditions&raquo;. In <i>The International Journal of Peace Studies</i>. Vol. 1, N.&ordm; 1, 1996, p. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1645-9199201100040000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="29"></a><a href="#top29"><sup>29</sup></a> GALTUNG, Johan – &laquo;Empiricism, criticism, constructivism: three approaches to scientific activity&raquo;, p. 361;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1645-9199201100040000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Galtung, Johan – &laquo;Twenty-five years of peace research: ten challenges and some responses&raquo;, p. 153.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1645-9199201100040000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="30"></a><a href="#top30"><sup>30</sup></a> GALTUNG, Johan – &laquo;Violence, peace and peace research&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 6, N.&ordm; 3, 1969, p. 171.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1645-9199201100040000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="31"></a><a href="#top31"><sup>31</sup></a> TERRIFF, Terry – <i>Security Studies Today</i>. Cambridge: Polity Press, 1999, p. 72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1645-9199201100040000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="32"></a><a href="#top32"><sup>32</sup></a> GALTUNG, Johan – &laquo;Peace research: science or politics in disguise?&raquo;, 1967. In Galtung, Johan – <i>Peace, Research, Education, Action.</i>, p. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1645-9199201100040000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="33"></a><a href="#top33"><sup>33</sup></a> SCHMID, Herman – &laquo;Peace research and politics&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 5, N.&ordm; 3, 1968, p. 221.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1645-9199201100040000100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><a name="34"></a><a href="#top34"><sup>34</sup></a> <i>Ibidem</i>, p. 229.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="35"></a><a href="#top35"><sup>35</sup></a> <i>Ibidem</i>, p. 227.</p>     <!-- ref --><p><a name="36"></a><a href="#top36"><sup>36</sup></a> Dencik, Lars – &laquo;Peace research: pacification or revolution? Notes on an intra-peace research conflict&raquo;. In <i>International Peace Research Association Proceedings, 3<sup>rd</sup> General Conference</i>. Vol 1. Assen: Van Gorcum, 1970, p. 79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1645-9199201100040000100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><a name="37"></a><a href="#top37"><sup>37</sup></a> <i>Ibidem</i>, p. 82.</p>     <!-- ref --><p><a name="38"></a><a href="#top38"><sup>38</sup></a> STOHL, Michael, e CHAMBERLAIN, Mary – &laquo;Alternative futures for peace research&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 16, N.&ordm; 4, 1972, p. 525.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1645-9199201100040000100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="39"></a><a href="#top39"><sup>39</sup></a> GALTUNG, Johan – &laquo;Violence, peace and peace research&raquo;, p. 168.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1645-9199201100040000100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><a name="40"></a><a href="#top40"><sup>40</sup></a> <i>Ibidem</i>, p. 171.</p>     <p><a name="41"></a><a href="#top41"><sup>41</sup></a> <i>Ibidem</i>, p. 146.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="42"></a><a href="#top42"><sup>42</sup></a> <i>Ibidem</i>, p. 183.</p>     <!-- ref --><p><a name="43"></a><a href="#top43"><sup>43</sup></a> GALTUNG, Johan – &laquo;A structural theory of imperialism&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 8, N.&ordm; 2, 1971, p. 81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1645-9199201100040000100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><a name="44"></a><a href="#top44"><sup>44</sup></a> <i>Ibidem</i>, p. 85.</p>     <p><a name="45"></a><a href="#top45"><sup>45</sup></a> <i>Ibidem</i>, p. 91.</p>     <!-- ref --><p><a name="46"></a><a href="#top46"><sup>46</sup></a> BOULDING, Kenneth – &laquo;Future directions in conflict and peace studies&raquo;. In <i>Journal of Conflict Resolution</i>. Vol. 22, N.&ordm; 2, 1978, p. 345.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1645-9199201100040000100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="47"></a><a href="#top47"><sup>47</sup></a> WIBERG, H. – &laquo;Investiga&ccedil;&atilde;o para a paz: passado, presente e futuro&raquo;. In <i>Revista Cr&iacute;tica de Ci&ecirc;ncias Sociais</i>. N.&ordm; 71, 2005,        p. 24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1645-9199201100040000100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="48"></a><a href="#top48"><sup>48</sup></a> BOULDING, Kenneth – &laquo;Twelve friendly quarrels with Johan Galtung&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 14, N.&ordm; 1, 1977, p. 77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1645-9199201100040000100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><a name="49"></a><a href="#top49"><sup>49</sup></a> <i>Ibidem</i>, p. 83.</p>     <!-- ref --><p><a name="50"></a><a href="#top50"><sup>50</sup></a> TERRIFF, T. – <i>Security Studies Today</i>. Cambridge: Polity Press, 1999, p. 71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1645-9199201100040000100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="51"></a><a href="#top51"><sup>51</sup></a> BOULDING, Kenneth – &laquo;Limits or boundaries of peace research&raquo;. In <i>Proceedings of the International Peace Research Association Third General Conference</i>. Vol. I. Assen: Van Gorcum, 1970, p. 11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S1645-9199201100040000100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="52"></a><a href="#top52"><sup>52</sup></a> LAWLER, P. – <i>A Question of Values. Johan Galtung’s Peace Research</i>. Boulder: Lynne Rienner, 1995, p. 145.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S1645-9199201100040000100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="53"></a><a href="#top53"><sup>53</sup></a> DUNN, David – &laquo;Peace research&raquo;. In Taylor, Trevor (org.) – <i>Approaches and Theory in International Relations</i>. Londres: Longman, 1978, p. 257.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S1645-9199201100040000100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="54"></a><a href="#top54"><sup>54</sup></a> BOULDING, Kenneth – &laquo;The philosophy of peace research&raquo;. In <i>Proceedings of the International Peace Research Association Third General Conference</i>, p. 9.</p>     <!-- ref --><p><a name="55"></a><a href="#top55"><sup>55</sup></a> AGRELL, W. – &laquo;Peace research as the good guys’ Rand Corporation?&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 25, N.&ordm; 1, 1988,        p. 96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S1645-9199201100040000100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="56"></a><a href="#top56"><sup>56</sup></a> GALTUNG, Johan – &laquo;Cultural violence&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 27,        N.&ordm; 3, 1990, p. 261&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S1645-9199201100040000100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a name="57"></a><a href="#top57"><sup>57</sup></a> <i>Ibidem</i>, p. 264</p>     <!-- ref --><p><a name="58"></a><a href="#top58"><sup>58</sup></a> PUREZA, Jos&eacute; Manuel, e MOURA, Tatiana – &laquo;Viol&ecirc;ncia(s) e guerra(s): do tri&acirc;ngulo ao continuum&raquo;. In <i>Revista Portuguesa de Hist&oacute;ria</i>. N.&ordm; 37, 2005, p. 48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S1645-9199201100040000100043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="59"></a><a href="#top59"><sup>59</sup></a> Citado em JUTILA, Matti, PEHKONEN, Samu, e V&Auml;YRYNEN, Tarja – &laquo;Resuscitating a discipline: an agenda for critical peace research&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 36, N.&ordm; 3, 2008, p. 628.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S1645-9199201100040000100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="60"></a><a href="#top60"><sup>60</sup></a> STOHL, Michael, e CHAMBERLAIN, Mary – &laquo;Alternative futures for peace research&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 16, N.&ordm; 4, 1972, p. 526.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S1645-9199201100040000100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="61"></a><a href="#top61"><sup>61</sup></a> WEEDE, Erich – &laquo;Extended deterrence by superpower alliance&raquo;. In <i>Journal of Conflict Resolution</i>. Vol. 27, N.&ordm; 2, 1983;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S1645-9199201100040000100046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> TUNANDER, Ola – &laquo;The logic of deterrence&raquo;, In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 26, N.&ordm; 4, 1989, pp. 353-365.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S1645-9199201100040000100047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="62"></a><a href="#top62"><sup>62</sup></a> SMITH, Theresa – &laquo;Arms race instability and war&raquo;. In <i>Journal of Conflict Resolution</i>. Vol. 24, N.&ordm; 2, 1980;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S1645-9199201100040000100048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> INTRILIGATOR, Michael, e BRITO, Dagobert – &laquo;Can arms races lead to the outbreak of war?&raquo;. In <i>Journal of Conflict Resolution</i>. Vol. 28, N.&ordm; 1, 1984.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S1645-9199201100040000100049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="63"></a><a href="#top63"><sup>63</sup></a> LAWSON, F. – &laquo;Using positive sanctions to end international conflicts: Iran and the Arab Gulf countries&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 20, N.&ordm; 4, 1983;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S1645-9199201100040000100050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> TSEBELIS, G. – &laquo;Are sanctions effective? A game-theoretic analysis&raquo;. In <i>Journal of Conflict Resolution</i>. Vol. 34, N.&ordm; 1, 1990, pp. 3-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S1645-9199201100040000100051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><a name="64"></a><a href="#top64"><sup>64</sup></a> KRIPPENDORF, Ekkehart – &laquo;Chile, violence, and peace research&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 11, N.&ordm; 2, 1974, pp. 95-103;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S1645-9199201100040000100052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> STAUFFER, Robert – &laquo;The political economy of a coup: transnational linkages and Philippine political response&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 11, N.&ordm; 3, 1974, pp. 161-177;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S1645-9199201100040000100053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> WOLPIN, Miles – &laquo;Egalitarian reformism in the Third World vs the military: a profile of failure&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 15, N.&ordm; 2, 1978, pp. 89-107;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S1645-9199201100040000100054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> HETTNE, Bj&ouml;rn – &laquo;Soldiers and politics: the case of Ghana&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 17, N.&ordm; 2, 1980, pp. 173-193.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S1645-9199201100040000100055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="65"></a><a href="#top65"><sup>65</sup></a> TERRIFF, Terry – <i>Security Studies Today</i>, p. 78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S1645-9199201100040000100056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="66"></a><a href="#top66"><sup>66</sup></a> Kaldor, Mary – <i>New and Old Wars. Organized Violence in a Global Era</i>. Cambridge: Polity Press, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S1645-9199201100040000100057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="67"></a><a href="#top67"><sup>67</sup></a> ZARTMAN, William – <i>Collapsed States: The Disintegration and Restoration of Legitimate Authority</i>. Boulder: Lynne Rienner, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S1645-9199201100040000100058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="68"></a><a href="#top68"><sup>68</sup></a> PARIS, Roland – &laquo;International peacebuilding and the “mission civilisatrice”&raquo;. In <i>Review of International Studies</i>. N.&ordm; 28, 2002, pp. 637-656.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S1645-9199201100040000100059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="69"></a><a href="#top69"><sup>69</sup></a> RICHMOND, Oliver – <i>The Transformation of Peace</i>. Houndmills: Palgrave Macmillan, 2007;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S1645-9199201100040000100060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Richmond, Oliver – &laquo;Reclaiming peace in international relations&raquo;. In Millenium – Journal of International Studies. Vol. 36, N.&ordm; 3, 2008, pp. 439-470;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S1645-9199201100040000100061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> HEATHERSHAW, John – &laquo;Unpacking the liberal peace: the dividing and merging of peacebuilding discourses&raquo;. In <i>Millenium – Journal of International Studies</i>. Vol. 36, N.&ordm; 3, 2008, pp. 597-621.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S1645-9199201100040000100062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="70"></a><a href="#top70"><sup>70</sup></a> PARIS, Roland – &laquo;Peacebuilding and the limits of liberal internationalism&raquo;. In International Security. Vol. 22, N.&ordm; 2, 1997, p. 55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S1645-9199201100040000100063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="71"></a><a href="#top71"><sup>71</sup></a> RICHMOND, Oliver – <i>The Transformation of Peace</i>, p. 67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S1645-9199201100040000100064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="72"></a><a href="#top72"><sup>72</sup></a> PUGH, Michael – &laquo;The political economy of peacebuilding: a critical theory perspective&raquo;. In <i>International Journal of Peace Studies</i>. Vol. 10, N.&ordm; 2, 2005, p.32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S1645-9199201100040000100065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><a name="73"></a><a href="#top73"><sup>73</sup></a> <i>Ibidem</i>, pp. 33-34.</p>     <!-- ref --><p><a name="74"></a><a href="#top74"><sup>74</sup></a> BICKERTON, Christophe, CUNLIFFE, Philip, e GOUREVITCH, Alexander – <i>Politics without Sovereignty. A Critique of Contemporary International Relations</i>. Oxon: University College London Press, 2007, p. 99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S1645-9199201100040000100066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="75"></a><a href="#top75"><sup>75</sup></a> KRASNER, Stephen – &laquo;Sharing sovereignty: new institutions for collapsed and failing states&raquo;. In <i>International Security</i>. Vol. 29, N.&ordm; 2, 2005, pp. 85-120.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S1645-9199201100040000100067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="76"></a><a href="#top76"><sup>76</sup></a> CHANDLER, David – <i>Empire in Denial: The Politics of State-Building</i>. Londres: Pluto Press, 2006, p. 11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S1645-9199201100040000100068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><a name="77"></a><a href="#top77"><sup>77</sup></a> DILLON, Michael, e REID, Julian. – &laquo;Global liberal governance: biopolitics, security and war&raquo;. In <i>Millenium – Journal of International Studies</i>. Vol. 30, N.&ordm; 1, 2001, p. 46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S1645-9199201100040000100069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="78"></a><a href="#top78"><sup>78</sup></a> DUFFIELD, Mark – &laquo;Getting savages to fight barbarians: development, security and the colonial present&raquo;. In <i>Conflict, Security &amp; Development</i>. Vol. 5, N.&ordm; 2, 2005, p. 256.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S1645-9199201100040000100070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="79"></a><a href="#top79"><sup>79</sup></a> DUFFIELD, Mark – &laquo;Social reconstruction and the radicalization of development: aid as a relation of global liberal governance&raquo;. In <i>Development and Change</i>. Vol. 33, N.&ordm; 5, 2002, p. 1053.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000227&pid=S1645-9199201100040000100071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="80"></a><a href="#top80"><sup>80</sup></a> DUFFIELD, Mark – &laquo;Global civil war: the non-insured, international containment and post-interventionary society&raquo;. In <i>Journal of Refugee Studies</i>. Vol. 21, N.&ordm; 2, 2008, pp. 145-165.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000229&pid=S1645-9199201100040000100072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="81"></a><a href="#top81"><sup>81</sup></a> COX, Robert – &laquo;Global Perestroika&raquo;. In Wilkinson, Rodern (org.) – <i>The Global Governance Reader</i>. Londres: Routledge, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000231&pid=S1645-9199201100040000100073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><a name="82"></a><a href="#top82"><sup>82</sup></a> PUREZA, Jos&eacute; Manuel, e CRAVO, Teresa – &laquo;Margem cr&iacute;tica e legitima&ccedil;&atilde;o nos estudos para a paz&raquo;. In <i>Revista Cr&iacute;tica de Ci&ecirc;ncias Sociais</i>. N.&ordm; 71, 2005, p. 12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000233&pid=S1645-9199201100040000100074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="83"></a><a href="#top83"><sup>83</sup></a> HEATHERSHAW, John – &laquo;Unpacking the liberal peace: the dividing and merging of peacebuilding discourses&raquo;. In <i>Millenium – Journal of International Studies</i>. Vol. 36, N.&ordm; 3, 2008, p. 597.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000235&pid=S1645-9199201100040000100075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="84"></a><a href="#top84"><sup>84</sup></a> JUTILA, Matti, PEHKONEN, Samu, e V&Auml;YRYNEN, Tarja – &laquo;Resuscitating a discipline: an agenda for critical peace research&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 36, N.&ordm; 3, 2008, pp. 623-640.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000237&pid=S1645-9199201100040000100076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="85"></a><a href="#top85"><sup>85</sup></a> RICHMOND, Oliver – &laquo;Reclaiming peace in international relations&raquo;, p. 449.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000239&pid=S1645-9199201100040000100077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="86"></a><a href="#top86"><sup>86</sup></a> SKELLY, James – &laquo;A constructivist approach to peace studies&raquo;. In <i>Peace Review</i>. Vol. 14, N.&ordm; 1, 2002, p. 58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000241&pid=S1645-9199201100040000100078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><a name="87"></a><a href="#top87"><sup>87</sup></a> RICHMOND, Oliver – &laquo;Reclaiming peace in international relations&raquo;, p. 441.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000243&pid=S1645-9199201100040000100079&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="88"></a><a href="#top88"><sup>88</sup></a> P&Auml;TOMAKI, Heikki – &laquo;The challenge of critical theories: peace research at the start of the new century&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 38, N.&ordm; 6, 2001, p. 734.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000245&pid=S1645-9199201100040000100080&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="89"></a><a href="#top89"><sup>89</sup></a> HERRERA, Joaquin – <i>O Nome do Riso. Breve Tratado sobre Arte e Dignidade</i>. Florian&oacute;polis: Bern&uacute;ncia Editora, 2007, p. 58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000247&pid=S1645-9199201100040000100081&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="90"></a><a href="#top90"><sup>90</sup></a> PANIKKAR, R. – <i>Cultural Disarmament. The Way to Peace</i>. Louisville: Westminster Fort Knox Press, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000249&pid=S1645-9199201100040000100082&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="91"></a><a href="#top91"><sup>91</sup></a> COOK-HUFFMAN, Celia – &laquo;Paths for peace studies&raquo;. In <i>Peace Review</i>. Vol. 14, N.&ordm; 1, 2002, p. 42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000251&pid=S1645-9199201100040000100083&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><a name="92"></a><a href="#top92"><sup>92</sup></a> PUREZA, Jos&eacute; Manuel, e MOURA, Tatiana – &laquo;Viol&ecirc;ncia(s) e guerra(s): do tri&acirc;ngulo ao continuum&raquo;, p. 57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000253&pid=S1645-9199201100040000100084&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="93"></a><a href="#top93"><sup>93</sup></a> REARDON, Betty – <i>Sexism and the War System</i>. Nova York: Teachers College Press, 1995, p. 10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000255&pid=S1645-9199201100040000100085&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="94"></a><a href="#top94"><sup>94</sup></a> COOK-HUFFMAN, Celia – &laquo;Paths for peace studies&raquo;, p. 43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000257&pid=S1645-9199201100040000100086&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><a name="95"></a><a href="#top95"><sup>95</sup></a> RASMUSSEN, Mikkel – <i>The West, Civil Society and the Construction of Peace</i>. Londres: Palgrave, 2003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000259&pid=S1645-9199201100040000100087&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><a name="96"></a><a href="#top96"><sup>96</sup></a> RICHMOND, Oliver – &laquo;Reclaiming peace in international relations&raquo;, p. 452.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000260&pid=S1645-9199201100040000100088&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body><back>
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