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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Grande Estratégia e o «sonho da China» de Xi Jinping]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The article describes China´s grand strategy two symbiotic and conceptual pillars (Peaceful Rising/Development and Harmonious World) and Xi Jinping’s “China’s/Chinese Dream” recent conceptual upgrade. It is argued that this concept is a continuity based evolution, and it might indicate - albeit in a subtle way - a slight change in the country’s behavioral pattern, from a logic of “reduction of the differences” to one of «management and control of the differences» concerning its interests and those of the other international actors.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Grande Estratégia e o «sonho da China» de Xi Jinping</b></p>     <p><b>Grand Strategy and the "China's dream" of Xi Jinping</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Alexandre Carriço<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> </b></p>     <p>Tenente-coronel de Infantaria. Assessor de estudos e investigador do Instituto da Defesa Nacional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O artigo descreve dois pilares conceptuais e simbióticos da grande estratégia da China («ascensão/desenvolvimento pacífico» e «mundo harmonioso») e o recente emolumento conceptual de Xi Jinping, denominado «sonho da China/chinês». Argumenta-se que este conceito é uma evolução na continuidade ainda que possa indiciar teluricamente uma alteração no padrão de comportamento do país, passando da anterior «lógica de redução das diferenças» para uma de «gestão e controlo das diferenças» dos seus interesses face aos de outros atores do sistema internacional.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: China, Xi Jinping, Grande Estratégia, «sonho da China/chinês»</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The article describes China´s grand strategy two symbiotic and conceptual pillars (Peaceful Rising/Development and Harmonious World) and Xi Jinping’s “China’s/Chinese Dream” recent conceptual upgrade. It is argued that this concept is a continuity based evolution, and it might indicate – albeit in a subtle way – a slight change in the country’s behavioral pattern, from a logic of “reduction of the differences” to one of «management and control of the differences» concerning its interests and those of the other international actors.</p>     <p><b>Keywords</b>: China, Xi Jinping, Grand Strategy, «China’s/Chinese dream»</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A GRANDE ESTRATÉGIA DA CHINA: «DESENVOLVIMENTO PACÍFICO» E «MUNDO HARMONIOSO»</b></p>     <p>Christopher Layne define a grande estratégia de umEstado como «a visão geral dos seus objetivos de segurança e a determinação dos meios mais adequados para os atingir, o que depende da avaliação da distribuição de poder, da localização geográfica e das capacidades militares próprias e dos outros». O mesmo Layne estabelece uma metodologia prática de aferição da grande estratégia assente num processo de três passos: «determinar os interesses vitais relativos à segurança de um Estado; identificar as ameaças a esses interesses; e decidir sobre qual a melhor forma de aplicar os recursos políticos, militares e económicos para proteger esses interesses»<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>.</p>     <p>Esta definição é distinta da avançada por alguns dos mais prestigiados estrategistas chineses, que tendem a adicionar a noção de «visão particular» (<i>tebie shi shili</i>) à melhor forma de servir e defender os interesses nacionais<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>.</p>     <p>A grande estratégia (<i>yuanqi mubiao</i>) chinesa tem na condução da política externa – entendida como a aplicação de meios diplomáticos, militares e económicos por parte de um Estado com o objetivo de desenvolver e proteger os seus interesses – um instrumento fundamental. Ao contrário da sua congénere norte-americana que é mais restrita no seu enfoque porque lida com os nexos causais entre estes três tipos de meios e os objetivos de segurança de um Estado, a da China é mais ampla no seu enfoque porque lida com a relação de forças e os fatores que a modelam. É este enfoque numa lógica integrada de avaliação de tendências e dos objetivos de segurança nacional (interesses vitais) sob uma perspetiva holística do sistema internacional que a torna distinta da sua congénere ocidental<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>.</p>     <p>A imprevisibilidade e fluidez associada à gestão estratégica pode justificar em parte a não referência oficial e explícita a uma grande estratégia por parte da China, mas tal não impede que exista um conjunto de consensos políticos e analíticos (desenvolvimento pacífico) que permitem operacionalizar uma série de ações capazes de rentabilizar em proveito nacional as atuais e potenciais tendências evolutivas das forças dialéticas do sistema internacional dentro de uma janela de oportunidade vantajosa para o país (até 2020). Tal tem como consequência, em termos práticos, que os líderes chineses devem concretizar duas tarefas: selecionarem a estratégia adequada ao poder nacional e às tendências de evolução do sistema internacional; e gerirem desafios e riscos inevitáveis e inesperados que se deparem ao longo do tempo de implementação dessa grande estratégia.</p>     <p>Em 2004 foi aprovado por Hu Jintao um <i>road map</i> estratégico [«O Caminho de Desenvolvimento da Ascensão Pacífica da China» – <i>Zhongguo Heping Jueqi de Fazhan Daolu</i>]<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> numa desejável envolvente política externa estável de um «mundo harmonioso» (<i>hexie shijie</i>)<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>, a qual foi formulada dois anos depois, em 2006. Em 2013, Xi Jinping divulgou após o sancionamento da liderança conjunta do Partido Comunista da China (PCC) a consecução de um «objetivo nacional» que denominou de «o sonho da China» (<i>Zhongguo de mengxiang</i>)o qual tem gerado um aceso debate interno e externo sobre qual o seu significado, desafios e tipos de instrumentos acoplados à concretização do mesmo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes três conceitos representam uma «evolução na continuidade» da «mantra de 28 carateres», formulada em setembro de 1989 por Deng Xiaoping, ao abrigo da qual o país deveria «observar calmamente as situações; defender a sua posição; fazer face às mudanças com confiança; dissimular as suas capacidades e aguardar pela sua oportunidade; manter um <i>low profile </i>intencional; evitar protagonismos; e ser proativo» (<i>lengjing guancha; wenzhu zhenjiao; chenzhuo yingfu; taoguang yanghui; shanyu shouzhuo; juebu dangtou; yousuo zuowei</i>)<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>.</p>     <p>A operacionalização desta mantra foi necessariamente gradativa, mas sofreu dois incrementos qualitativos substanciais. Primeiro – e numa dimensão interna – a partir de 1992, após a «visita de inspeção» (<i>nanxun</i>) ao Sul da China por parte de Deng, que potenciou a libertação dos constrangimentos políticos internos ao desenvolvimento de um «leninismo de mercado» ou de um «capitalismo com características chinesas». Numa segunda fase – e numa dimensão externa – a partir de 1997, resultado da assimilação percetiva das consequências negativas para Pequim e para a segurança regional da crise sino-americana no estreito de Taiwan em 1995-1996 e da crise financeira asiática de 1997, num período onde ainda estavam vivamente presentes na memória da comunidade internacional a supressão das manifestações de Tiananmen em 1989 que levaram a um embargo político, diplomático e económico por parte da comunidade internacional. O resultado foi a definição e a adoção de um «Novo Conceito de Segurança» (<i>Xin anquan guan</i>) no final de 1997<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>.</p>     <p>A condução e execução deste «Novo Conceito de Segurança» tem sido flexível e abrangente, assentando na participação ativa, na contenção de comportamentos beligerantes, na oferta de garantias, na defesa de um mercado livre, na interdependência, na criação de interesses comuns e na redução de conflitos<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>, caracterizando o sistema internacional como tendencialmente «multipolar» (<i>duojihua</i>) e tendo como desiderato um mundo desejavelmente «harmonioso», ao abrigo do qual a China refuta a condução de «políticas hegemónicas» (<i>baquan zhuyi</i>) e advoga a «paz e o desenvolvimento» (<i>heping hu fanzhan</i>) internacionais<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>.</p>     <p>O objetivo de longo prazo acoplado à grande estratégia da China de «desenvolvimento pacífico» passa por contribuir para o estabelecimento de uma ordem internacional mais «justa e razoável» (<i>gongzheng heli</i>) sem necessidade de a modificar radical ou abruptamente, adotando uma linha incrementalista capaz de potenciar a sua atual «oportunidade estratégica» (<i>zhanlue jiyu</i>), a sua confiança no plano internacional e o seu crescente poder e influência económica global<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>, de acordo com uma estratégia «pacífica de ida para o exterior» (<i>heping de zou chu qu</i>)<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>.</p>     <p>Esta grande estratégia parte de um pressuposto fundamental que interliga as dimensões de política interna e externa referidas e que se expressa na imperiosidade da salvaguarda da estabilidade interna e externa do/ao país, o que permitirá alargar progressivamente o seu espaço e influência estratégica e diplomática, facilitando o seu acesso contínuo aos mercados, a capitais e a recursos naturais, potenciando o seu modelo de desenvolvimento económico e social e evitando no processo uma confrontação direta com os Estados Unidos ou outros países, durante uma «janela de oportunidade» (<i>jihui zhi chuang</i>) que Jiang Zemin definiu em novembro de 2002 como correspondendo às duas primeiras décadas deste século, finda a qual o país terá quadruplicado o seu pib relativamente a 2000<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.</p>     <p>Em suma, é necessária a «defesa da paz» a três níveis para que o país possa vir a assumir-se a longo prazo como uma verdadeira potência global: ao nível do sistema internacional, ao nível do Estado chinês, e na interação deste com os outros atores do sistema internacional. O «desenvolvimento pacífico» da China deve ser efetuado em três fases sequenciais: «fase preparatória» (<i>ying zao jiedan</i>), onde o país contribuirá para preservação de uma periferia pacífica e estável prevenindo ações separatistas e instabilidade interna; «fase de modelação» (<i>suzao jieduan</i>), quando iniciar o processo de recuperação de todos os «territórios perdidos»; e «fase económica estratégica», na qual a comunidade internacional «aceitará a justiça e igualdade da nova ordem política e económica»<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>.</p>     <p>A China iniciou em 1997, com o regresso da administração de Hong Kong a Pequim, a «fase de modelação», a qual já reflete a autoperceção do país como estando num patamar mais elevado na escala de poder que há duas décadas. Mas existe a plena consciência que os riscos de um regresso à «fase preparatória» estão omnipresentes, pelo que a prossecução e defesa de um conceito semanticamente utópico mas filosófica e sinocentricamente apelativo como o de «mundo harmonioso», destina-se a consolidar a fase atual, procurando reduzir as perceções externas negativas quanto às potenciais intenções revisionistas do país à medida que o seu poder agregado vai aumentando.</p>     <p>A 22 de abril de 2005, aquando da Cimeira Ásia-África, Hu Jintao divulgou a primeira formulação geral do conceito de «mundo harmonioso»<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>, descrevendo-o aprofundadamente em 15 de setembro do mesmo ano no seu discurso intitulado «Strive to Construct Harmonious World of Lasting Peace and Common Prosperity» ante a Assembleia Geral da ONU, ocasião das comemorações do sexagésimo aniversário da Organização e no qual definiu o significado desta nova formulação como sendo uma visão de construção de uma nova ordem internacional<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.</p>     <p>Assente numa ancoragem de cariz histórico-civilizacional, nos inelutáveis «Cinco Princípios da Coexistência Pacífica» e no «Novo Conceito de Segurança da China», esta conceptualização do sistema internacional pretende vincar uma visão associada à noção de um excecionalismo chinês, desejavelmente «mais benigno e não coercivamente proselitista» – por comparação com o seu congénere norte-americano – sendo no entanto ambos passíveis de coexistirem de forma pacífica (harmonia na diversidade – <i>he er butong</i>), ou de coevoluírem como defende Henry Kissinger<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>.</p>     <p>De acordo com a liturgia oficial, os quatro pilares para este «mundo harmonioso» são «a democracia, a amizade, a justiça e a tolerância», os quais devem ser implementados de acordo com as seguintes <i>guidelines</i>:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• Encarar a segurança de forma abrangente, salvaguardando a paz e a estabilidade mundial. A Carta da ONU e os «Cinco Princípios da Coexistência Pacífica» devem nortear a promoção da democracia nas relações internacionais através do diálogo, negociação e cooperação. As questões internas de um Estado devem ser dirimidas pela sua população. Todos os estados devem ter direitos idênticos em termos de participação e de decisão sobre assuntos internacionais e nenhum deve tentar impor a sua vontade aos restantes.</p>     <p>• Ter uma abordagem mais holística e coletivista relativamente ao desenvolvimento, à segurança e à prosperidade comum com base na confiança mútua, no mútuo benefício, na igualdade e na coordenação.</p>     <p>• Prosseguir a cooperação de forma mais aberta e justa no contexto da globalização económica em curso, trabalhando em prol do mútuo benefício e do progresso comum baseado num desenvolvimento sustentável e na redução das assimetrias entre os países do Norte e do Sul.</p>     <p>• Defender a tolerância e uma sociedade mais aberta capaz de potenciar o diálogo entre civilizações e a vida em harmonia. Igualdade na diversidade e procura dos pontos comuns em detrimento das diferenças devem ser os dois dínamos de um mundo mais harmonioso<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O EMOLUMENTO CONCEPTUAL DE XI JINPING: O «SONHO DA CHINA» (<i>ZHONGGUO DE MENGXIANG</i>)</b></p>     <p>Para muitos chineses ligados ao meio político, diplomático, militar, económico e académico, a crise financeira de 2008 enfraqueceu os Estados Unidos, fruto das contradições internas da sua visão económica neoliberal de <i>small government, big society</i> fundamentada numa fraca supervisão macroeconómica estatal<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>. Segundo esta linha de raciocínio se a esta crise juntarmos o desgaste das guerras do Iraque e do Afeganistão e o impacto negativo que as mesmas tiveram no agravar do seu défice orçamental, a China estará a partir de agora numa posição mais benéfica para consolidar o seu desenvolvimento pacífico num mundo multipolar. O declínio relativo norte-americano parece indiciar uma difusão de poder no sistema internacional ou o «seu achatamento» (<i>guoji guanxi de bianping hua</i>), o que pode permitir a Pequim percecionar que está perante uma boa oportunidade para tentar «concretizar algo» (<i>yousuo zuowei</i>), assumindo-se definitivamente como a grande potência emergente (<i>xinxing daguo</i>)<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>.</p>     <p>Para diversos investigadores chineses tanto militares como civis, o país deverá agora abandonar a sua «mentalidade de vítima» (<i>shouhaizhe xintai</i>) e exponenciar a «cultura do dragão» (<i>long wenhua</i>)<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a> assente na harmonia (<i>hexie lun</i>) e na possibilidade de existir simbiose no sistema internacional – apesar das contradições intrínsecas deste – da prevalência de estereótipos (<i>qian pian yulu</i>) e de conflitos mútuos (<i>huxang chongtu</i>)<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>.</p>     <p>Coincidentemente ou não, no final de 2008, Hu Jintao anunciou a «agenda para os dois centenários»<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>, a qual foi enfatizada aquando do 18.º Congresso Nacional do PCC em novembro de 2012 e transferida a sua concretização para Xi Jinping. Com base nesta agenda, Xi apresentou para aprovação da liderança coletiva do PCC o conceito de «o sonho da China»<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>, que após sancionado permitiu-lhe iniciar a sua divulgação em três ocasiões: em dezembro de 2012, aquando de uma visita de inspeção ao Sul da China (replicando a <i>nanxun</i> de Deng); em final de janeiro de 2013, aquando de uma sessão do Comité Permanente do Politburo; e em março de 2013 aquando da 12.ª reunião da Assembleia Nacional Popular.</p>     <p>Ainda que o texto integral dos três discursos não esteja disponível, alguns trechos avulsos têm sido divulgados, os quais demonstram uma conceptualização interessante no que concerne ao plano interno e no plano externo uma aparente «evolução na continuidade» pela repetição <i>ad nauseum</i> da liturgia do «desenvolvimento pacífico» e de «mundo harmonioso».</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De uma forma sintética o conceito assenta em três pré-requisitos essenciais para o «renascimento da China» (<i>Zhongguo wenyi fuxing</i>)<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>: «a continuação do modelo específico de desenvolvimento chinês; a consolidação do espírito patriótico chinês; e a concentração e cristalização do poder da China»<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a> – os quais não deixam de gerar uma interessante comparação com os três pilares ideológicos que estiveram na base da fundação do <i>Kuomintang</i>: nacionalismo, democracia e bem-estar da população.</p>     <p>Os dois primeiros pré-requisitos têm uma dimensão autárquica, procurando equilibrar uma dimensão ideológica e coletivista (socialismo) com a dimensão individual (enriquecimento), quando sublinha que «o sonho da China» é o «sonho de todos os chineses» numa «fase crítica de rejuvenescimento da grande nação chinesa»<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>.</p>     <p>Existem também referências confucionistas, ainda que mais oblíquas se comparadas com os conceitos de «sociedade harmoniosa e de mundo harmonioso». A referência ao objetivo de a sociedade chinesa ser até 2020 uma «sociedade moderadamente próspera» (<i>xiaokang</i>) tem uma conotação confuciana e presta fidelidade ao legado de Hu Jintao e Wen Jiabao. Mas a tónica nacionalista/patriótica e de enfâse na modernização que é empregue transcende a formulação tradicional confuciana, cuja lógica filosófica e moralista ultrapassa as fronteiras nacionais e culturais, agregando uma dimensão universalista que no «sonho da China» está ausente, ao contrário dos conceitos de «sociedade harmoniosa e de mundo harmonioso».</p>     <p>No plano da política externa (terceiro pré-requisito) o discurso proferido por Xi em 28 de janeiro de 2013 parece aparentemente querer mitigar as desconfianças e dúvidas quanto ao potencial impacto deste novo conceito – assegurando a continuidade na linha de atuação da China. Alguns trechos mais elucidativos foram divulgados no início de fevereiro, tendo Xi Jinping referido que:</p>     <p>«A China prosseguirá de forma determinada o seu caminho de desenvolvimento pacífico, reforçando o desenvolvimento conjunto, mantendo um sistema de comércio multilateral e participando na governação económica global. A China nunca conduzirá a sua política de desenvolvimento à custa do sacrifício dos interesses de outros países. Nunca retirará para si benefícios que possam prejudicar outros, mas nunca abdicará dos seus legítimos direitos e não sacrificará os seus interesses nacionais vitais. Nenhum país deve presumir que estaremos disponíveis para trocar os nossos interesses vitais ou que estaremos dispostos a engolir “o amargo fruto” da subalternização da nossa soberania, segurança e interesses no desenvolvimento. A China prossegue no seu caminho de desenvolvimento pacífico e outros países devem fazer o mesmo. Devemos alargar o nosso pensamento estratégico de desenvolvimento pacífico e fazer com que a comunidade internacional compreenda a nossa perspetiva quanto ao desenvolvimento. As atrocidades sofridas no passado pelo povo chinês deixaram uma marca indelével na memória conjunta, levando-o a desejar e a estimar uma vida pacífica e estável. A turbulência é o que o povo chinês receia e a estabilidade é o que ele defende, sendo a paz mundial algo que procura reforçar. Os cinco princípios da coexistência pacífica, o estabelecimento e desenvolvimento de uma política externa independente, a refutação da condução de políticas hegemónicas e expansionistas são pilares que contribuem para a salvaguarda da paz mundial. A China adere firmemente a estes princípios, políticas e compromissos. Irá continuar a fortalecer o seu pensamento estratégico e a sua capacidade de desenvolver novas estratégias. A China irá prosseguir com a consecução dos objetivos do “duplo centenário”: o de construir uma sociedade moderadamente próspera até 2021; e em 2040 ser uma sociedade próspera, forte, democrática, culturalmente avançada, harmoniosa num país socialista moderno.»<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a></p>     <p>Esta liturgia voltou a ser enfatizada no seu discurso da sessão de abertura do Fórum de Boao na ilha de Hainan, em 7 de abril de 2013<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>.</p>     <p>No entanto, desde dezembro de 2012 e durante as várias ocasiões em que visitou unidades do EPL, Xi declarou que «o sonho da China é o sonho de uma nação forte, e para o EPL é o sonho de ser forte. Para alcançarmos o grande renascimento da nação chinesa deveremos garantir a simbiose entre um país próspero e umas forças armadas fortes»<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>. Concomitantemente, e na sua qualidade de comandante supremo do EPL, Xi promulgou recentemente um conjunto de diretivas no sentido de aperfeiçoar e intensificar um treino mais realista das Forças Armadas de forma a permitir que em caso de necessidade a China possa combater e vencer «guerras locais e limitadas sob condições de infomecanização», particularmente quando os seus interesses vitais<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a> estiverem em causa, o que em determinadas situações, especialmente aquando de crises na sua periferia geográfica, poderá tornar difícil a conjugação sinérgica entre a sua diplomacia de «ganhos mútuos», a defesa absoluta dos seus interesses vitais e as «missões históricas do EPL»<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>, estas últimas definidas de uma forma muito abrangente e que lançam algumas dúvidas nos países vizinhos quanto às regras de empenhamento militar por parte da China.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONSIDERAÇÕES FINAIS</b></p>     <p>Curiosamente o conceito original de Xi Jinping de <i>Zhongguo de mengxiang</i> foi recentemente ajustado semanticamente aquando da publicação em abril da edição de 2013 do Livro Branco da Defesa Nacional, passando a denominar-se «sonho chinês» (<i>Zhongguo meng</i>)<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>, o que traz à memória o prolífico debate léxico e o respetivo impacto percetivo externo ocorrido em meados da década passada sobre o conceito de «ascensão/desenvolvimento pacífico da China».</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na verdade estamos perante uma evolução na continuidade da «linha de pensamento» formulada inicialmente por Deng Xiaoping, demonstrando o caráter adaptativo da liderança do PCC face aos novos desafios que se lhe colocam na envolvente interna (<i>guonei</i>) e externa (<i>shi</i>).</p>     <p>Cronologicamente, a linha geral (<i>zong luxian</i>) e radical maoísta de «revolução e guerra» (<i>geming he zhanzheng</i>) deu lugar à «linha internacional» de Deng de uma política de «paz e desenvolvimento» (<i>heping yu fanzhan</i>). Jiang Zemin manteve esta linha mas formulou o conceito autárquico das «três representações» (<i>sange daibiao</i>) – entretanto elevado a teoria – e promulgou no plano externo o «Novo Conceito de Segurança» (<i>xin anquan guan</i>). Hu Jintao procurou ajustar a linha política internacional da China através do conceito de «ascensão/desenvolvimento pacífico» (<i>heping jueqi/fazhan</i>) cuja polémica em termos de terminologia levou ao estabelecimento de três emolumentos formulativos: dois de «harmonia» («sociedade socialista harmoniosa» – <i>shehui zhuyi de hexie shehui</i> – e «mundo harmonioso» – <i>hexie shijie</i>) e um de «cientificidade» («desenvolvimento científico» – <i>kexue fazhanguan</i>).</p>     <p>A formulação de Xi – ainda que com uma prioridade conferida à dimensão interna – no plano externo assemelha-se por enquanto a uma primeira tentativa de alteração da estratégia de preservação de um <i>low profile</i> (daí a referência à necessidade de desenvolver novas estratégias) que não pode continuar a ser aplicada indefinidamente, porque padece cada vez mais de contradições entre os objetivos cada vez mais ambiciosos de desenvolvimento nacional e a dinâmica crescentemente fluida – não necessariamente mais estável – existente no sistema internacional e na Ásia-Pacífico em particular.</p>     <p>Como as linhas divisórias entre a política interna e a política externa chinesa tendem a ser cada vez mais ténues e a sobreporem-se, cada opção – e no limite cada formulação semântica – que a China venha a tomar no plano interno terá repercussões no plano internacional e vice-versa, tanto no plano percetivo como no plano concreto.</p>     <p>Num período de consolidação de poder por parte da quinta geração de líderes políticos chineses e da persistente instabilidade económica e financeira global – ainda que para Pequim inserida numa janela de oportunidade estratégica – tal implica a consecução de duas grandes tarefas: a necessidade de readaptar o seu discurso de «desenvolvimento pacífico» à continuidade da ascensão da China no seio de um sistema internacional que deseja que seja estável e «harmonioso»; e a inevitabilidade de ter de tomar decisões tão claras quanto difíceis em termos de política externa. O conceito de «o sonho da China/Chinês» visa, em parte, gerir este desafio, pois indicia uma tentativa ainda que telúrica de alteração do padrão de comportamento do país, passando da anterior «lógica de redução das diferenças» (<i>mi he fenqi</i>) para uma de «gestão e controlo das diferenças» (<i>guan kong fenqi</i>) face a outros atores do sistema internacional.</p>     <p>É notório que Pequim começou a desenvolver e a aplicar no plano do discurso político e diplomático uma nova linha, surgindo com cada vez maior frequência nas declarações oficiais expressões como «a necessidade de se transcender a atual ordem internacional» (<i>chaoyue xiaoyou de guoji tixi</i>) e «a consciência da China (<i>Zhongguo yishi</i>) está a aumentar», pelo que é possível que estejamos a assistir à construção de um «discurso normativo com características chinesas» (<i>you Zhongguo tese de huayu xitong</i>) destinado a consolidar de forma paulatina e sustentada ante a comunidade internacional o excepcionalismo do seu modelo de desenvolvimento e da sua <i>weltanschauung</i>, com base num ideário sociocultural com um peso gravitacional civilizacional e milenar próprio, distinto do ocidental, mais particularmente do <i>American dream</i> ou do «sonho de Martin Luther King»<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>.</p>     <p>O país está agora numa etapa fulcral da sua segunda fase de desenvolvimento (fase de modelação), tendo iniciado recentemente com a definição de objetivos a trinta anos – de acordo com a «agenda do duplo centenário» – a parametrizar a terceira fase (económica estratégica)<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>. É um enorme desafio que coloca a quinta geração de líderes chineses numa espécie de <i>terra incognita</i>, pois não existe qualquer precedente no passado da China em que esta tenha estado tão imersa e dependente do sistema internacional como o está atualmente.</p>     <p>A grande estratégia da China visa a sua prosperidade, segurança, respeito e não hostilização dentro da sua própria órbita geocultural. A grande questão que se coloca é se o conceito de «o sonho da China/chinês» conseguirá corresponder a este desiderato, algo que eventualmente só poderá ser respondido por quem se dedica às artes divinatórias da leitura de folhas de chá chinês.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Data de receção: 18 de março de 2013 | Data de aprovação: 15 de abril de 2013</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> As posições expressas são da responsabilidade do autor e não representam as do Instituto da Defesa Nacional ou do Ministério da Defesa Nacional.</p>     <!-- ref --><p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> Layne, Christopher – <i>The Peace of Illusions: American Grand Strategy from 1940 to the Present</i>. Ithaca: Cornell University Press, 2006, pp. 19-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S1645-9199201300020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup> Yan Xuetong – <i>Analysis of China’s National Interests</i>.  [Consultado em: 28 de março de 2013]. Disponível em:  <a href="http://cns.miis.edu/books/pdfs/China_national_interests.pdf" target="_blank">http://cns.miis.edu/books/pdfs/China_national_interests.pdf</a>;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S1645-9199201300020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Peng, Guangqian, e Yao Youzhi – <i>The Science of Military Strategy. </i>Beijing: Military Science Press, 2005, pp. 32-33;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S1645-9199201300020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Liu Yazhou – <i>Da Guoce </i>[A Grande Estratégia Nacional]. [Consultado em: 30 de março de 2013]. Disponível em: <a href="http://www.yannan.cn/data/detail.php" target="_blank">http://www.yannan.cn/data/detail.php</a>;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S1645-9199201300020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Liu Yazhou – <i>Xinnian yu Daode</i> (Fé e Moralidade). [Consultado em: 28 de março de 2013]. Disponível em: <a href="http://www.yannan.cn/data/detail.php" target="_blank">http://www.yannan.cn/data/detail.php</a><i>;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S1645-9199201300020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --></i> Yan Xuetong, e Sun Xuefeng – <i>Zhongguo Jueqi Jiqi Zhanlue</i> [A Ascensão da China e a sua Estratégia]. Beijing: Beijing Renmin Chubanshe, 2005;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S1645-9199201300020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Yang Jiemian – <i>Da Hezuo: Bianhuazhong de Shijie he Zhongguo Guoji Zhanlue</i> [Grande Cooperação: Um Mundo em Mudança e a Estratégia Global da China]. Tianjin: Renmin chubanshe, 2005;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S1645-9199201300020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Chu Shulong – «Zhongguo de Guojia Liyi, Guojia Liliang, he Guojia Zhanlue» [Interesses Nacionais, Poder Nacional e Estratégia Nacional da China]. <i>Zhanlue yu Guanli </i>[Gestão e Estratégia].N.º 4 1999, pp. 1-21.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> A envolvente externa (<i>shi</i>) é um dos três pilares fundamentais para uma boa compreensão e condução de uma estratégia de segurança nacional e uma política externa – sendo os outros dois a identidade nacional e a estratégia. Zhu, Liqun – <i>China’s Foreign Policy Debates</i>. Chaillot Papers, N.º 121, pp. 11-12. European Union Institute for Security Studies. [Consultado em: 30 de março de 2013]. Disponível em: <a href="http://www.iss.europa.eu/uploads/media/cp121China_s_Foreign_Policy_Debates.pdf" target="_blank">http://www.iss.europa.eu/uploads/media/cp121China_s_Foreign_Policy_Debates.pdf</a><i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S1645-9199201300020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> O conceito apoiava-se em três princípios: reformas económicas e políticas centradas no aprofundamento da economia socialista de mercado; cultura e civilização chinesa em interação simbiótica com a civilização humana; e equilíbrio entre os interesses dos diversos setores internos (urbano <i>vs </i>rural, entre as suas regiões, entre a sociedade e a economia, e entre o homem e a natureza). Zheng Bijian – «A New Path for China’s Peaceful Rise and the Future of Asia». Boao Forum, novembro. [Consultado em: 28 de março de 2013]. Disponível em: <a href="http://history.boaoforum.org/English/E2003nh/dhwj/t20031103_184101.btk" target="_blank">http://history.boaoforum.org/English/E2003nh/dhwj/t20031103_184101.btk</a><i>.</i> De acordo com o <i>China’s Peaceful Development Road</i> de 2005 e o <i>White Paper on China’s Peaceful Development</i> publicado em 2011, o «desenvolvimento pacífico da China» parte de uma sedimentação ideológica histórica denominada «socialismo com características chinesas», que se desdobra em seis pilares operacionais de desenvolvimento: científico, independente, aberto, pacífico, cooperativo e comum. Estes visam a obtenção por meios pacíficos de capital, tecnologia e recursos que são essenciais à continuidade do seu desenvolvimento e à prossecução do desiderato de em 2020 a China «poder vir a ser uma sociedade moderadamente próspera e um país próspero em 2050». Information Office of the State Council of the People’s Republic of China – <i>China’s Peaceful Development Road</i>. [Consultado em: 30 de março de 2013]. Disponível em: <a href="http://www.gov.cn/english/2005/Dec/152669.htm" target="_blank">http://www.gov.cn/english/2005/Dec/152669.htm</a>. Information Office of the State Council of the People’s Republic of China (2011). <i>White Paper on China’s Peaceful Development</i>. [Consultado em: 30 de março de 2013]. Disponível em: <a href="http://www.gov.cn/english/official/2011-09/06/content_1941354.htm" target="_blank">http://www.gov.cn/english/official/2011-09/06/content_1941354.htm</a>.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Yuan Peng – «A harmonious world and China’s new diplomacy». In <i>Contemporary International Relations</i>, maio-junho. [Consultado em: 1 de abril de 2013]. Disponível em: <a href="http://www.cicir.ac.cn/english/ArticleView.aspx?nid=813;" target="_blank">http://www.cicir.ac.cn/english/ArticleView.aspx?nid=813;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1645-9199201300020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a> peopLe’s repubLic of china ministry of foreign affairs – «Hu Jintao’s Speech at the Summit Meeting of the United Nations 60th Anniversary». 16 de setembro. [Consultado em: 1 de abril de 2013]. Disponível em: <a href="http://www.fmprc.gov.cn/chn/zxxx/t212365.htm" target="_blank">http://www.fmprc.gov.cn/chn/zxxx/t212365.htm</a><i>.</i></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Yong Deng – <i>China’s Struggle for Status: the Realignment of International Relations</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 2008, p. 41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1645-9199201300020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Para uma discussão sobre a tradução desta «mantra» e a forma como muitas vezes é mal interpretada no Ocidente ver o artigo do influente general Xiong Guangkai – «Zhongwen Cihui Taoguang Yanghui Fanyi de Waijiao Zhanlue Yiyi» [O Significado Diplomático e Estratégico da Tradução da Frase Chinesa «<i>Taoguang Yanghui</i>»]. <i>Gonggong waijiao jikan</i>. [Revista Quadrimestral de Diplomacia Pública]. N.º 2, 2010, pp. 55-59. <i>Taoguang yanghui</i> tem três significados possíveis: <i>(i</i>) <i>wo xi changdan</i> – sofrer bastante e esperar pela vingança; <i>(ii</i>) esconder as capacidades e evitar a liderança; <i>(iii</i>) manter um <i>low profile</i>.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Assente em «quatro pilares e em quatro nãos»: segurança cooperativa, segurança abrangente, segurança coordenada e segurança comum (<i>hezuo anquan, zhonghe anquan, xietiao anquan he gongtong anquan</i>). Como «quatro nãos» temos: não à hegemonia; às políticas de poder; à corrida ao armamento; e às alianças militares. Zhu Tiangchang – «Xin Shiji Zhongguo Anquan Zhanlue Gouxiang» [A Estratégia de Segurança da China para o Novo Século]. <i>Shijie jingji yu zhengzhi</i> [Economia e Política Internacional]. N.º 1, 2000, pp. 11-15.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Zhang Yuling, e Tang Shiping – «China’s regional strategy». In <i>Power Shift: China and Asia’s New Dynamics</i>. Berkeley: University of California Press, 2005, p. 54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1645-9199201300020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Ni Feng – «Guanyu Duojihua de Yixie Sikao» [Alguns Pensamentos sobre a Multipolarização]. In <i>Taipingyang xuebao </i>[Jornal do Pacífico]. N.º 12, 2004, pp. 3-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1645-9199201300020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Ruan Zongze – «China’s development from the perspective of the transition of the international order». In <i>World Security Environment</i>. Beijing: College of Defense Studies, National Defense University, pla, 2007, pp. 16-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1645-9199201300020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Zou Xiaoming – «<i>Heping Jueqi Jinfang “Guojia Jihui Zhuyi”</i>» [A «Ascensão Pacífica» deve Proteger o «Pragmatismo Nacional»]. [Consultado em: 2 de abril de 2013]. Disponível em: <a href="http://www.tecn.cn/data/detail.php?id=10439" target="_blank">http://www.tecn.cn/data/detail.php?id=10439</a><i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1645-9199201300020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> Wang Jian – «Lun Zhongguo “Heping Jueqi” Zhi Keneng» [Discutir as Possibilidades da «Ascensão Pacífica» da China]. [Consultado em: 1 de abril de 2013]. Disponível em: <i><a href="http://business.sohu.com/2004/05/23/90/article220239064.shtml" target="_blank">http://business.sohu.com/2004/05/23/90/article220239064.shtml</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1645-9199201300020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --></i> Jiang Yong – «Problems facing China’s going out». In <i>Contemporary International Relations</i>, setembro-outubro. [Consultado em: 1 de abril de 2013]. Disponível em: <a href="http://www.cicir.ac.cn/english/ArticleView.aspx?nid=3342" target="_blank">http://www.cicir.ac.cn/english/ArticleView.aspx?nid=3342</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1645-9199201300020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Tao Jian – «Ways to advance China’s “Going Out” policy”. Lin Limin – «World geopolitics and China’s choices». In <i>Contemporary International Relations</i>, setembro-outubro de 2010. [Consultado em: 1 de abril de 2013]. Disponível em: <a href="http://www.cicir.ac.cn/english/ArticleView.aspx?nid=3343" target="_blank">http://www.cicir.ac.cn/english/ArticleView.aspx?nid=3343</a><i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1645-9199201300020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Jiang Zemin – «Full text of Jiang Zemin’s report at 16<sup>th</sup> Party Congress», Section 9, «On the International Situation and Our External Work». Beijing, 8 de novembro de 2002. [Consultado em: 1 de abril de 2013]. Disponível em: <a href="http://english.people.com.cn/200211/18/eng20021118_106985.shtml" target="_blank">http://english.people.com.cn/200211/18/eng20021118_106985.shtml</a><i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1645-9199201300020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --></i> Chen Peiyao, e Xia Liping – <i>Xin Shiji Jiyuqi yu Zhongguo Guoji Zhanlue </i>[O Período de Oportunidade no Novo Século e a Estratégia Internacional da China]. Beijing: Shijian chubanshe, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1645-9199201300020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Kuhn, Robert – <i>How China’s Leaders Think</i>. Singapore: John Wiley &amp; Sons (Asia), 2010, p. 508.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1645-9199201300020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> Itálico do autor. Guo Shuyong – <i>Daguo Jueqi Yanjiu de Luoji Qidian</i> [A Lógica da Investigação sobre a Ascensão das Grandes Potências]. [Consultado em: 3 de abril de 2013]. Disponível em: <a href="http://www.tecn.cn/data/detail.php?id=6233" target="_blank">http://www.tecn.cn/data/detail.php?id=6233</a><i>.</i> Luo Shou e Wang Guifang – «Zhongguo Heping Jueqi de Neihan ji qi Tujing» [O Significado Intrínseco do Percurso de Ascensão da China]. In <i>Zhongguo Jueqi ji qi Zhanlue </i>[A Ascensão da China e a sua Estratégia]. Beijing: Beijing daxue chubanshe, 2005, pp. 155-157.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1645-9199201300020000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> Yuan Peng – «A harmonious world and China’s new diplomacy». In <i>Contemporary International  Relations</i>, maio-junho. [Consultado em: 3 de abril de 2013]. Disponível em:  <a href="http://www.cicir.ac.cn/english/ArticleView.aspx?nid=813" target="_blank">http://www.cicir.ac.cn/english/ArticleView.aspx?nid=813</a><i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1645-9199201300020000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> PeopLe’s RepubLic of China Ministry of Foreign Affairs – «Hu Jintao’s speech at the Summit Meeting of the United Nations 60th Anniversary». 16 de setembro de 2005. [Consultado em: 3 de abril de 2013]. Disponível em: <a href="http://www.fmprc.gov.cn/chn/zxxx/t212365.htm" target="_blank">http://www.fmprc.gov.cn/chn/zxxx/t212365.htm</a><i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1645-9199201300020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> Kissinger, Henry – <i>On China</i>. Londres: Penguin, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1645-9199201300020000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></sup> Zhang Qingmin – <i>China’s Diplomacy</i>. Singapura: Cengage, 2011, pp. 6-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1645-9199201300020000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Cf. ainda Information Office of State Council – <i>China’s White Paper on Peaceful Development</i>. [Consultado em: 4 de abril de 2013]. Disponível em: <a href="http://english.gog.cn/official/2011-09/06/content_1941354.htm" target="_blank">http://english.gog.cn/official/2011-09/06/content_1941354.htm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1645-9199201300020000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></sup> Wang Zaibang – «International situation 2008: historic transformations highlight urgent need for systematic readjustments». In <i>Contemporary International Relations</i>, março-abril. [Consultado em: 3 de abril de 2013]. Disponível em: <a href="http://www.cicir.ac.cn/english/ArticleView.aspx?nid=901" target="_blank">http://www.cicir.ac.cn/english/ArticleView.aspx?nid=901</a><i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1645-9199201300020000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </i></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> Chen Yugang – «Jinrong Weiji, Meiguo Shuailuo yu Guoji Guanxi Geju Bianpinghua» [A Crise Financeira, o Declínio Americano e o Achatamento da Estrutura Internacional].<i> Shijie jingji yu zhengzhi</i> [Economia e Política Mundial].N.º 52009, pp. 28-34.Wu Xinbo – «Understanding the geopolitical implications of the global financial crisis». In<i> The</i> <i>Washington Quarterly</i>.N.º 4, 2010, pp. 155-163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1645-9199201300020000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Cui Liru – «Quanqiu Shidai yu Duoji Shijie» [Um mundo multipolar na era da globalização]. <i>Xiandai guoji guanxi </i>[Relações Internacionais Contemporâneas]. N.º 1, 2010, pp. 1-4.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> Lu Gang, e Yong Xuedang – <i>Zhongguo Weixi Shei? Jiedu «Zhongguo Weixie Lun»</i> [Para Quem é a China uma Ameaça? Interpretação da Teoria da Ameaça Chinesa]. Shanghai: Xueshu chubanshe, 2004, pp. 418-419.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1645-9199201300020000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> Jiang Xiyuan, e Xia Liping – <i>Zhongguo Heping Jueqi </i>[Ascensão Pacífica da China]. Beijing: Zhongguo shehui kexue chubanshe, 2004, pp. 26-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1645-9199201300020000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> Refere-se à comemoração do centenário da criação do pcc em 2021 e da proclamação da República Popular da China em 2049. No plano económico o objetivo passa por atingir um rendimento médio anual bruto <i>per capita</i> de três mil dólares e em 2049 concluir o processo de modernização nacional. No âmbito da segurança e defesa o objetivo é o de acelerar a modernização do equipamento naval e aéreo e os ajustamentos doutrinários, devendo o país assumir-se como potência regional efetiva e até 2049 prosseguir com a modernização militar de forma a transformar a China numa potência militar com capacidade de projeção global.</p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> Esta expressão havia sido popularizada em 2010 pelo livro do coronel superior Liu Mingfu, investigador da Universidade de Defesa Nacional. O lançamento da obra – com o prefácio do general Liu Yazhou, à altura comissário político da Universidade de Defesa Nacional – contou com a presença de parte significativa da cúpula do Exército Popular de Libertação (EPL) e também um representante do Conselho de Estado e rapidamente esgotou as duas primeiras edições antes de ser retirado de circulação – alegadamente para não vulnerabilizar ainda mais a delicada relação bilateral com os Estados Unidos. Em fevereiro de 2013 o livro foi atualizado e posto novamente à venda após os dois discursos de Xi Jinping sobre o mesmo título <i>O Sonho da China</i>, sendo agora catalogado como leitura recomendada na rede de livrarias da Xinhua. Liu Mingfu – <i>Zhongguo Meng: Hou Meiguo Shidai de Daguo Siwei yu Zhanlue Dingwei</i> [O Sonho da China: Pensamento de Grande Potência e Orientação Estratégica na Era Pós-Americana]. Beijing: Zhongguo youyi chuban gongsi, 2010. Para uma recensão crítica à obra cf. Hughes, Christopher – «In case you missed it: China deram», 2010. [Consultado em: 4 de abril de 2013].Disponível em: <a href="http://www.thechinabeat.org/?p=1814" target="_blank">http://www.thechinabeat.org/?p=1814</a><b>.</b></p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> Ilustrativamente, em 14 de março de 2013, Xi e os membros do Comité Permanente do Politburo visitaram a exposição patente no Museu Nacional em Pequim, dedicada ao tema «O Caminho do Rejuvenescimento da Nação Chinesa», onde se retrata a evolução do país desde o início do «século da humilhação nacional» na década de 1840.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> Global Times – «Xi Jinping vows to press ahead with “Chinese dream”». [Consultado em: 3 de  abril de 2013]. Disponível em:  <a href="http://www.globaltimes.cn/content/768534.shtml" target="_blank">http://www.globaltimes.cn/content/768534.shtml</a>. Ver também a série de  sete comentários da Xinhua sobre o tema. [Consultado em: 3 de abril de 2013]. Disponível em:  <a href="http://paper.people.com.cn/rmrb/html/2013-03/27/nw.D110000renmrb_20130327_6-01.htm?" target="_blank">http://paper.people.com.cn/rmrb/html/2013-03/27/nw.D110000renmrb_20130327_6-01.htm?</a></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> Wang Yuanyuan – «“Chinese dream” driven by individuals: newspaper». [Consultado em: 3 de abril de 2013]. Disponível em: <a href="http://news.xinhuanet.com/english/indepth/2013-03/27/c_132266055.htm" target="_blank">http://news.xinhuanet.com/english/indepth/2013-03/27/c_132266055.htm</a><i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1645-9199201300020000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> Global Times – «“Chinese deram” requires rebalancing interests». [Consultado em: 4 de abril de 2013]. Disponível em: <a href="http://www.globaltimes.cn/content/769839.shtml" target="_blank">http://www.globaltimes.cn/content/769839.shtml</a>. Ver ainda o interessante editorial publicado na revista <i>Qiushi</i> (Em Busca da Verdade) em 1 de abril de 2013, «Zhongguó mèng huìjù páng bó zhèng néngliàng (O sonho da China concentra maioritariamente energia positiva). [Consultado em: 3 de abril de 2013]. Disponível em: <a href="http://www.qstheory.cn/zxdk/2013/201307/." target="_blank">http://www.qstheory.cn/zxdk/2013/201307/.</a></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> Renmin Bao – «Zhongguo meng guigen daodi shi renmin de meng» (Em Última Análise o Sonho da  China é o Sonho do Povo. [Consultado em: 3 de abril de 2013]. Disponível em:  <a href="http://paper.people.com.cn/rmrb/html/2013-03/27/nw.D110000renmrb_20130327_6-01.htm?" target="_blank">http://paper.people.com.cn/rmrb/html/2013-03/27/nw.D110000renmrb_20130327_6-01.htm?</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1645-9199201300020000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> Xinhua – «Full text of Xi Jinping’s speech at opening ceremony of Boao Forum». [Consultado em: 8 de abril de 2013]. Disponível em: <a href="http://news.xinhuanet.com/english/china/2013-04/07/c_132290684.htm" target="_blank">http://news.xinhuanet.com/english/china/2013-04/07/c_132290684.htm</a><i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1645-9199201300020000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> Global Times – «PLA vows firm support for “Chinese dream”». [Consultado em: 4 de abril de 2013]. Disponível em: <a href="http://www.globaltimes.cn/content/768778.shtml" target="_blank">http://www.globaltimes.cn/content/768778.shtml</a><i>.</i> Mattis, Peter – «pla deputies offer clarifications of military intentions». In <i>China Brief</i>. N.º 6. [Consultado em: 4 de abril de 2013]. Disponível em: <a href="http://www.jamestown.org/uploads/media/cb_03_20.pdf" target="_blank">http://www.jamestown.org/uploads/media/cb_03_20.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1645-9199201300020000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> Os interesses vitais (<i>hexin liyi</i>) definidos em 2010 são: a estabilidade política do país; a defesa da sua soberania, segurança, integridade territorial e unidade nacional; a garantia da continuidade de um desenvolvimento económico e social sustentável. Glaser, Bonnie – <i>A Shifting Balance: Chinese Assessments of U.S. Power</i>. Center for Strategic and International Studies. [Consultado em: 4 de abril de 2013]. Disponível em: <a href="http://csis.org/files/publication/110613_glaser_CapacityResolve_web.pdf" target="_blank">http://csis.org/files/publication/110613_glaser_CapacityResolve_web.pdf</a><i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1645-9199201300020000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --></i> No plano da segurança e defesa a avaliação da constante fluidez dos riscos e ameaças que se colocam aos interesses vitais do país levam-nos a serem decompostos: na defesa da integridade territorial; na salvaguarda da defesa nacional; na defesa da soberania nacional; no desenvolvimento nacional; na defesa estabilidade nacional; e na defesa da dignidade nacional. Peng Guangqian, e Yao Youzhi – <i>The Science of Military Strategy. </i>Beijing: Military Science Press, 2005, pp. 39-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1645-9199201300020000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> No original, «Missões históricas das Forças Armadas Chinesas na nova etapa do século xxi» (<i>Xin shiji xin jiedauan wojun lishi shiming</i>) que foram formuladas em 2004 e são: garantir a continuidade no poder do PCC; garantir a segurança e o desenvolvimento nacional durante o importante período de oportunidade estratégica (até 2020); apoiar a salvaguarda e a defesa dos interesses nacionais; e desempenhar um papel importante na paz mundial e na promoção de um desenvolvimento comum. Peng Guanqian, Zhao Zhiyin, e Luo Yong – <i>China’s National Defense</i>. Singapura: Cengage Leraning Asia, 2010, pp. 67-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1645-9199201300020000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> Cf. Xinhua – «China voice: diversified employment of armed forces guarantees the “Chinese Dream”». [Consultado em: 16 de abril de 2013]. Disponível em: <a href="http://news.xinhuanet.com/english/indepth/2013-04/16/c_132314384.htm" target="_blank">http://news.xinhuanet.com/english/indepth/2013-04/16/c_132314384.htm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1645-9199201300020000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> Cf. Zhang Weiwei – <i>The China Wave: Rise of a Civilizational State</i>. Singapura: World Century, 2011, pp. 47-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1645-9199201300020000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> Para uma sistematização destes objetivos cf. Kuhn, Robert – <i>How China’s Leaders Think</i>. Singapura: John Wiley &amp; Sons (Asia), 2010, p. 33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1645-9199201300020000300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body><back>
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