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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>AS DIMENSÕES EXTERNAS DA SEGURANÇA INTERNA</b></p>     <p><b>Nota introdutória</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ana Paula Brandão*, <b>Helena Carrapiço**</b></b></p>     <p><b>*</b>Professora de Relações Internacionais da Universidade do Minho.</p>     <p>** É desde 2013, Newton International Fellow na Universidade de Dundee na Escócia. É igualmente investigadora no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Foi professora convidada na Universidade de James Madison. Doutorada em Ciências Políticas e Sociais pelo Instituto Universitário Europeu, de Florença.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O presente número temático visa analisar as narrativas e as práticas da segurança interna nas suas conexões interno/externo. A complexificação de riscos e ameaças tem questionado as conceptualizações, políticas e orgânicas, assentes numa separação rígida entre segurança interna e segurança externa. Em resposta aos desafios transnacionais, o ator estadual tem diversificado a paleta de mecanismos cooperativos: cooperação interestadual institucionalizada; regimes de segurança; cooperação entre atores estaduais e atores privados; redes de relações transgovernamentais. Em síntese, podemos identificar três vertentes do nexo <i>in/out</i>: «internalização de fenómenos de incidência externa; externalização de fenómenos de incidência inicialmente interna; fenómenos de natureza transfronteiriça»<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. No que respeita à externalização da segurança interna, esta surge associada à natureza transnacional de atividades criminosas, à explicitação de objetivos de segurança interna nas políticas externas, aos mecanismos cooperativos interestaduais e transgovernamentais no domínio da segurança interna e às missões internacionais de polícia em situações de pós-conflito.</p>     <p>As três vertentes têm sido aprofundadas em debates académicos que apontam de forma clara para o crescimento exponencial desta área de investigação nos últimos anos<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. O crescimento tem-se baseado essencialmente na dimensão externa da área da justiça e assuntos internos da União Europeia (UE), sendo possível identificar dois debates centrais no desenvolvimento da literatura. O primeiro corresponde a um debate ontológico sobre a natureza deste campo de políticas de segurança interna e sobre a forma mais adequada de o conceptualizar, e o segundo debate diz respeito à conceptualização das práticas que ocorrem no seio do mesmo.</p>     <p>A discussão ontológica tem-se focado na questão de se a dimensão externa de justiça e assuntos internos da UE deve ser entendida como uma política separada de outras áreas, com uma lógica própria, instrumentos e instituições, ou como um conceito mais abrangente, capaz de incluir várias políticas<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. Entre os vários fatores que têm contribuído para a complexidade do debate sobre a natureza deste campo, é de apontar a crescente sobreposição entre políticas próximas, nomeadamente entre a Política Externa e de Segurança Comum e a Política Europeia de Vizinhança. A confusão entre as duas políticas, no contexto da dimensão externa da justiça e assuntos internos, tem a sua origem essencialmente na utilização de instrumentos de segurança interna no desenvolvimento de políticas do antigo segundo pilar da UE<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>. Esta falta de clareza tem despertado igualmente um intenso debate quanto à possibilidade da dimensão externa ter uma agenda de segurança própria (não se limitando a refletir a agenda de outras áreas)<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que concerne ao segundo debate, a conceptualização das práticas que ocorrem neste campo tem sido levada a cabo por diversas disciplinas. A grande maioria das abordagens teóricas que surgiu no contexto da dimensão externa tem a sua origem nas áreas de política externa e de estudos de integração europeia. À medida que este campo tem vindo a crescer, tem-se verificado um efeito multiplicador com a emergência de novas abordagens caraterizadas por perspetivas disciplinares diversas. É o caso, nomeadamente, das abordagens de governação, europeização, novo institucionalismo, estudos de segurança, estudos críticos de segurança e estudos jurídicos. Cada disciplina tem proposto uma visão autónoma das práticas que ocorrem na dimensão externa, com a literatura de política externa, por exemplo, a descrever tais atividades como «externalização» da segurança interna<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>, e a literatura jurídica a fazer referência a «extraterritorialização»<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>. Embora seja previsível que a longo prazo estas abordagens venham a constituir um debate mais estruturado e sistemático, de momento encontramo-nos perante uma proliferação de abordagens teóricas e de designações, sendo o diálogo entre elas extremamente limitado.</p>     <p>Apesar de este ser um campo académico em franca expansão, que já produziu um número considerável de publicações e de projetos de investigação, a dimensão externa da segurança interna continua a ser essencialmente percecionada como uma área de investigação diretamente ligada à UE. A contribuição deste número especial, pioneiro em Portugal, é o alargamento da literatura a novos espaços geográficos. Os artigos espelham a heterogeneidade desta nova agenda de investigação (ainda em construção). A diversidade é patente em termos de temáticas (crime económico, narcotráfico, terrorismo, pirataria, missões de polícia, Estado de direito), de <i>frameworks</i> teórico-conceptuais (securitização, complexos regionais de segurança, europeização, governação externa), de atores (estados, organizações internacionais e atores não estaduais) e de estudos de área (África, Europa, América do Sul). Se a heterogeneidade demonstra o potencial da agenda de investigação, a verdade é que também indicia a indefinição da mesma. A este propósito, Eriksson e Rhinard constatavam «a ambiguidade empírica, a fragmentação teórica e a ausência de diálogo académico sobre o assunto»<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>.</p>     <p>Luís André Elias analisa a participação das forças e serviços de segurança portuguesas em missões internacionais nas suas três vertentes: global (operações de apoio à paz da ONU), europeia (missões de gestão civil de crises da UE) e lusófona (cooperação técnico-policial da CPLP). Face à natureza fragmentada, normativa e deficitária em termos de coordenação interministerial e interinstitucional das políticas de segurança (externa e interna) de Portugal, defende a definição de uma estratégia nacional, da qual decorrerá uma estratégia setorial no domínio da segurança interna, condição necessária para uma maior e mais eficaz externalização da segurança interna.</p>     <p>A partir dos casos da pirataria somali e do roubo armado contra navios no Sudeste Asiático, Gilberto Carvalho de Oliveira demonstra como estes fenómenos recentes põem em causa o discurso geoestratégico do oceano como um «vazio fora da territorialidade», livre de fricções, reservado ao uso militar, à livre circulação comercial e à exploração de riquezas naturais pelos estados. Segundo o autor, a (designada) «nova ameaça global» não resulta de uma mudança substancial na natureza da criminalidade marítima, mas sim de discursos e práticas institucionais securitizadoras que constroem a criminalidade marítima como um problema de segurança internacional, a fim de justificar novas formas de governação do espaço oceânico.</p>     <p>Emilse Calderón aborda as implicações do conflito armado e das atividades das redes de narcotráfico na Colômbia para os países vizinhos. No subcomplexo regional de segurança andino, a externalização de ameaças internas nas zonas de fronteira concorre para a natureza cooperativa ou conflituosa das relações entre estados vizinhos, bem como para a formulação e execução das políticas externas e de defesa condicionadas por políticas de segurança interna. Neste contexto, a autora afirma a necessidade de coordenação das políticas de segurança dos estados para fazer face a ameaças não tradicionais partilhadas.</p>     <p>O artigo dedicado às relações entre a França e a Tunísia nas áreas das migrações e da luta antiterrorista evidencia a prevalência da dimensão bilateral das mesmas, pese embora a europeização por «projeção» e por «receção» da política externa francesa, no âmbito da Parceria Euro-Mediterrânica e à Política Europeia de Vizinhança. Conforme demonstrado por Verónica Martins, a França afirma-se, relativamente à política mediterrânica da UE, como <i>policy shaper </i>e <i>policy supporter </i>do controlo dos fluxos migratórios e como <i>policy supporter </i>da cooperação antiterrorista, utilizando este nível europeu como um reforço da política nacional.</p>     <p>Os níveis europeu e nacional também estão presentes no estudo sobre a contrafação, sendo esta perspetivada como uma ameaça não só económica, mas também política e societal. Segundo Micaela Costa Ferreira a prevenção e o combate a esta modalidade de crime devem contemplar os diferentes níveis de atuação (cidadãos, agentes económicos, Estado e UE). Dada a natureza transnacional do crime, a cooperação a nível europeu deve promover a harmonização legislativa em matéria de propriedade intelectual, a partilha de informações e a colaboração entre as forças de segurança.</p>     <p>Liliana Miranda sublinha a crescente relevância da dimensão externa do espaço de liberdade, segurança e justiça europeu quer para a consolidação da cooperação interna, quer para a projeção externa da UE. Além dos benefícios decorrentes da expansão desta área política, a autora identifica também os desafios da mesma, entre os quais a necessidade de reforçar a coerência (entre os instrumentos das políticas internas e externa) e a consistência (entre estados-membros e entre estes e a UE) política, de melhorar a cooperação entre as agências europeias e a coordenação entre os diversos <i>stakeholders</i>, de atribuir competências específicas neste domínio às delegações da União em países terceiros.</p>     <p>Teresa Cierco e Liliana Reis analisam o nexo entre as dimensões externa e interna da segurança com base numa missão civil da Política Comum de Segurança e Defesa. Da avaliação da operação EULEX concluem que, apesar do apoio da UE à construção das instituições kosovares nas áreas das fronteiras, polícia e justiça, prevalece a proliferação do crime organizado e da corrupção. A eficácia deste instrumento europeu de governação externa tem sido condicionada por fatores quer endógenos (interferência política, ambiguidade da personalidade jurídica do ator), quer exógenos (limitada contribuição dos estados-membros, défice de coordenação entre as instituições da UE).</p>     <p>Face a uma realidade complexa, constroem-se nexos securitários que contrariam a tradicional separação entre as dimensões interna e externa da segurança consagrada pelo legado realista. A resposta aos múltiplos desafios (clarificação conceptual, <i>frameworks</i> teóricas, definição de linhas de investigação) que se colocam à academia, passa por superar as «mesas separadas»<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a> e promover o diálogo interdisciplinar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup>Brandão, Ana Paula – «O nexo entre segurança externa e segurança interna na construção da <i>Actorness </i>europeia». <i>In </i>Nasser, Reinaldo, e Pureza, José Manuel (eds.) – <i>A Paz Violenta e a Insegurança Internacional: Desafios e Resposta</i>. São Paulo [2014, no prelo].</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup>Eriksson, Johan, e Rhinard, Mark – «The internal-external security nexus: notes on an emerging research agenda». In <i>Cooperation and Conflict</i>. Vol. 44, N.º 3, 2009, p. 244;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000026&pid=S1645-9199201300040000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Balzacq, T. – «The frontiers of governance: understanding the external dimension of eu justice and home affairs». In Balzacq, Thierry (ed.) – <i>The External Dimension of EU Justice and Home Affairs. Governance, Neigbhours, Security</i>. Basing-stoke: Palgrave, 2009, pp. 1-32;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000027&pid=S1645-9199201300040000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Trauner, F., e Carrapiço, H. – «The external dimension of eu justice and home affairs after the Lisbon Treaty: analysing the dynamics of expansion and diversification». In <i>European Foreign Affairs Review</i>. Vol. 17, N.º 5, pp. 1-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000028&pid=S1645-9199201300040000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup>Balzacq, Thierry (ed.) – <i>The External Dimension of EU Justice and Home Affairs. Governance, Neigbhours, Security</i>.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup>Kurowska, Xymena, e Pawlak, Patryk – «The politics of European security policies: actors, dynamics and contentious outcomes». In <i>Perspetives on European Politics and Society</i>. Vol. 10, N.º 4, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000031&pid=S1645-9199201300040000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup>Wolff, Sarah, Wichmann, Nicole, e Mounier, Gregory – «The external dimension of justice and home affairs? A different security agenda for the eu». In <i>Journal of European Integration</i>. Vol. 31, N.º 1, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000033&pid=S1645-9199201300040000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup>Smith, Karen E. – «The justice and home affairs policy universe: some directions for further research». In <i>Journal of European Integration</i>. Vol. 31, N.º 1, 2009, pp. 1-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000035&pid=S1645-9199201300040000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup>Rijpma, Jorrit, e Cremona, Marise – «The extra-territorialisation of eumigration policies and the rule of law». In <i>EUI Working Paper Law </i>1. Florença: European University Institute, 2007, p. 10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000037&pid=S1645-9199201300040000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup>Eriksson, Johan, e Rhinard, Mark – «The internal-external security nexus: notes on an emerging research agenda», p. 244.</p>     <!-- ref --><p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup>Almond, Gabriel – «Separate tables: schools and Sects in political science». In <i>Political Science and Politics</i>. Vol. 21, N.º 4, 1988, pp. 828-842.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000040&pid=S1645-9199201300040000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      ]]></body><back>
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