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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>RECENSÃO</b></p>     <p><b>Em Busca Das Fundações Intelectuais Do Renascimento Asiático</b></p>     <p><b>Luís Mah</b>*</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>*É Investigador de pós-doutoramento no Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina (Cesa) do ISEG – Universidade de Lisboa. É doutorado em Estudos de Desenvolvimento pela London School of Economics and Political Science (LSE) e tem como áreas de investigação: o papel do Estado nas economias emergentes e as relações económicas Ásia-África. E coautor com Enrique Martinez Galán (Banco Asiático de Desenvolvimento) do blogue «O Retorno da Asia».</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Nos próximos quarenta anos, a opinião é quase unânime de que o centro da economia global se deslocará para a Ásia. Com mais de três mil milhões de pessoas a ver o seu rendimento crescer para níveis europeus, a região tornar-se-á responsável por metade do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Para muitos este novo cenário representa também uma nova ordem global. Mas há um facto que continua a ser conhecido por poucos. Até 1820 a Ásia, com a China à cabeça como nos mostra o trabalho de Angus Maddison, liderava de forma inequívoca a economia global<b><sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a></b>. Talvez os últimos quase dois séculos não tenham sido mais do que um «pequeno» acidente de percurso<b><sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a></b>. Mas o que esteve por detrás desse colapso económico da Ásia a partir de 1820? Impotentes perante a força militar e pressão comercial do imperialismo ocidental, e essencialmente europeu, do Egito à Turquia, passando pelo Médio Oriente até à Índia e China, as sociedades asiáticas entraram em crise profunda. Horrorizadas com a vulgaridade e materialismo dos «brancos bárbaros», as elites asiáticas viram-se obrigadas a repensar os seus sistemas políticos, económicos e sociais e a encontrar alternativas coerentes para fazer frente à humilhação causada pelas emergentes potências coloniais ocidentais. E hoje em dia, central às dinâmicas da política contemporânea asiática, mantêm-se os dilemas recorrentes do que se pode aceitar, adaptar ou rejeitar do chamado «Ocidente».</p>     <p>Em <i>From the Ruins of Empire: The Revolt  Against the West and the Remaking of Asia</i>, Pankaj Mishra oferece-nos uma história do imperialismo ocidental do século XX mas a partir dos olhares e vozes das suas vítimas na Ásia (que, para o escritor, compreende as fronteiras segundo a visão grega, <i>i.e.</i>, com o mar Egeu a dividir a Ásia da Europa, e o Nilo como a fronteira entre a Ásia e a África). Neste livro original, ambicioso e desafiador, Mishra reflete sobre a forma como algumas das mentes intelectuais mais brilhantes da época no continente asiático tentaram responder à ameaça, sem precedentes, à existência, tradições e costumes das suas civilizações milenares. Mas talvez tão ou mais fascinante, o livro de Mishra revela também como foram destas mentes que saíram as fundações intelectuais que estão na base do atual renascimento do continente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Crítica ao Eurocentrismo</p></b>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tal como Mishra nos diz na introdução: «para a maioria das pessoas na Europa e na América, a história do século XX é ainda largamente definida pelas duas guerras mundiais e o longo impasse nuclear com o comunismo soviético. Mas é agora claro que o evento central para a maioria da população mundial foi o despertar intelectual e político da Ásia e a emergência das ruínas de ambos os impérios asiático e europeu. Reconhecer isto é compreender o mundo não apenas como é hoje, mas também como é que está continuamente a ser refeito não tanto à imagem do Ocidente mas de acordo com as aspirações e desejos dos seus antigos súbditos» (p. 8).</p>     <p>Mishra, que escreve regularmente para publicações como o <i>New Yorker</i>, <i>New York Times </i>e <i>London Review of Books</i>, relembra-nos que a memória do imperialismo europeu permanece bem viva em muitas partes do mundo e que a subordinação da Ásia pela Europa não foi apenas económica, política e militar mas também intelectual, moral e espiritual e que as suas vítimas ainda mantêm feridas longe de estar saradas. Aqui, Mishra parece responder a um certo elogio académico das virtudes e feitos dos impérios europeus, especialmente o britânico. Ao contar as estórias de Jamal al-Din al-Afghani, Liang Qichao e Rabindranath Tagore, Mishra mostra a sua importância destes pensadores asiáticos para questionar este elogio porque nos diz como é que algumas vozes não ocidentais olhavam de forma muito preocupante para as bases intelectuais desta intrusão colonial e como estas se centravam numa nova hegemonia centrada em hierarquias de raças, religiões e civilizações.</p>     <p> Durante o outono de 2011, numa crítica no <i>London Review of Books </i>ao livro <i>Civilização: O Ocidente e os Outros </i>(Civilização Editora, 2012), de Niall Ferguson, Mishra não se mostrou rogado acusando implicitamente o famoso historiador britânico de ser racista nesta sua tentativa de explicar a supremacia «Ocidental» no princípio do século XX. Nas semanas que se seguiram, Ferguson ameaçou processar Mishra por calúnia, e a publicação britânica tornou-se um campo de batalha feroz entre os dois intelectuais<b><sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a></b>. Com este livro, Mishra parece clarificar a sua crítica a Ferguson afirmando que não pretende substituir nenhuma visão centrada na Europa ou Ocidente por uma outra não menos problemática centrada na Ásia. O que ele diz querer é antes «abrir múltiplas perspetivas sobre o passado e o presente, convencido de que as suposições sobre o poder ocidental – crescentemente insustentável – já não são mais pontos de vista de confiança e que podem até ser perigosamente enganadores» (p. 8).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Três Olhares Asiáticos</p></b>     <p>Mishra conta-nos a estória de três intelectuais impressionantes do continente asiático que através de um percurso de vida itinerante, reflexões e debates sem fim questionavam, por vezes em profunda agonia, entre muitas outras questões, o imperialismo, a reforma, a religião, a civilização, o progresso ou o nacionalismo. Numa vivência ambígua com o Ocidente, odiavam-no em simultâneo com a crença de que era necessário, em parte, aprender com o inimigo. E foram estes os pensadores que ultimamente influenciaram através das suas ideias poderosas, movimentos e indivíduos que estariam na génese do Partido Comunista Chinês, do nacionalismo indiano, egípcio e turco, da Revolução Iraniana ou da Irmandade Muçulmana. Todos eles lutaram para encontrar um caminho para a modernização política e económica sem se ficar completamente ocidental e como forma de evitar uma cidadania de segunda classe no novo mundo.</p>     <p>Embora os factos sobre as origens de Jamal al-Din al-Afghani (1838-1897) sejam escassos e obscuros, sabe-se que nasceu no Noroeste da Pérsia, estudou em Teerão e na Índia. Viajou pelo fragmentado mundo muçulmano dos seus dias à procura de formas de debilitar o domínio britânico e ajudar à modernização da região. Al-Afghani é conhecido como um dos símbolos maiores do pensamento pan-islâmico alimentado ao longo dos anos pelas ligações construídas com círculos intelectuais no Irão, Afeganistão, Índia, Rússia, Egito e Império Otomano. Se, por um lado, preocupado pela forma como os jovens muçulmanos estavam a perder as suas tradições, al-Afghani estimava o papel da religião, por outro, instigava também os muçulmanos a interessarem-se pela ciência moderna e política. O seu grande desafio era criar um islão reformado que se tornasse compatível com a abertura económica e política e que talvez se assemelhasse ao que se tenta construir hoje na Indonésia, Turquia ou Malásia. No entanto, nos seus últimos tempos, al-Afghani seguiu outra via, tal como muitos muçulmanos da atualidade, alienando-se do Ocidente e de sociedades altamente materialistas e afirmando que a única forma de se evitar a assimilação total passaria por abraçar uma fé mais radical. O seu grande legado foi ter usado, pela primeira vez, os conceitos «islão» e «Ocidente» como sendo violentamente opostos, embora nunca tenha incitado à violência terrorista.</p>     <p>Liang Qichao (1873-1929) representava todas as complexidades da reforma, renovação e transição na China durante o último período da dinastia Qing até ao início da República<b><sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a></b>. Nas palavras de Mishra, Liang foi o «primeiro e icónico intelectual da China moderna» e que através do seu jornal <i>Novo Cidadão </i>viria a inspirar futuras gerações de líderes chineses incluindo Chiang Kaishek e Mao Tsé-Tung. Originalmente um estudioso dos clássicos chineses e admirador de Confúcio, Liang viria a ser depois a primeira figura pública chinesa a argumentar que para que a China renascesse era preciso destruir totalmente a sua tradição cultural que considerava ser a responsável pela falta de progresso do país. Em seu lugar, através do seu jornal e influenciado fortemente pela linguagem do darwinismo social e do liberalismo ocidental, propunha a criação de uma nova consciência nacional e de um novo cidadão. E se Liang, nos primeiros tempos, acreditava que a democracia era um caminho crucial para o fortalecimento da nação chinesa, a sua viagem aos Estados Unidos acabou por levá-lo a mudar de opinião. Chocado com as desigualdades raciais e a corrupção política que presenciou, Liang passou a acreditar que a melhor forma de se alcançar um Estado mais forte e centralizado e que unisse o novo cidadão chinês seria uma autocracia benigna. O que talvez possa explicar o facto de Liang ser apontado como tendo influenciado fortemente o atual modelo de desenvolvimento chinês liderado por um partido único.</p>     <p>Finalmente, o terceiro intelectual, Rabindranath Tagore (1861-1941), foi o primeiro não europeu a ganhar o Nobel da Literatura em 1913, muito lido e conhecido pelo mundo ocidental, ao contrário de al-Afghani e Liang. Tagore tornou-se um dos mais clarividentes observadores e fortes críticos da europeização da Índia. O longo período que viveu no campo influenciou o seu pensamento e Tagore permaneceu convencido da superioridade moral da Índia pré-capitalista e industrial face à civilização mecanizada e que a regeneração espiritual do país teria que começar nas suas aldeias. Para Tagore, um crítico do nacionalismo, não havia razões para acreditar que construir nações à imagem do padrão europeu era o único de civilização e objetivo do homem.</p>     <p>Mishra examina ainda os percursos destes três intelectuais, tendo como pano de fundo dois períodos críticos da primeira metade do século XX. Primeiro, 1919 com a Conferência de Paz em Paris. Um evento que poderia ter redesenhado o sistema internacional de forma a torna-lo mais global e equitativo. Contudo, não só não se convidou a China para se sentar à mesa como se decidiu reter os impérios, renegociar o controlo de territórios e negar a autodeterminação de múltiplos países sob o jugo colonial. A atitude claramente racista dos organizadores da Conferência de Paz, diz Mishra, acabou por expor a hipocrisia do Ocidente aos olhos das populações asiáticas e o nacionalismo amargo que, esporadicamente, explode na China não pode ser dissociado da forma como o país foi tratado na altura.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O segundo período crítico, 1942, corresponde ao momento em que as forças militares japonesas invadiram e ocuparam grande parte da Ásia-Pacífico como um dos passos para cumprir a estratégia de criação de uma Esfera de Coprosperidade da Grande Ásia Oriental, que colocava o Japão no centro da região numa tentativa similar ao sistema tributário chinês dos séculos anteriores. Mas o que parecia ser uma forma benigna de império rapidamente deu lugar à exploração dos recursos naturais e das populações dos países ocupados (muitas vezes com o apoio de colaboradores locais), corroendo o espírito pan-asianista que o Japão tinha promovido como forma de expressão de solidariedade com o resto da Ásia<b><sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a></b>.</p>     <p>Para Mishra, o Japão desempenha um papel central nesta história complexa porque aos olhos de muitos asiáticos é não só o único país no continente que consegue escapar ao domínio ocidental mas também afirmar-se perante as potências coloniais ocidentais após a abertura do país forçada pela missão militar norte-americana liderada pelo almirante Perry em 1854 e a restauração Meiji de 1868. Depois de se ter modernizado rapidamente seguindo o modelo ocidental, o Japão veio chocar o mundo e animar os povos asiáticos subjugados ao afundar a marinha russa em Tsushima em 1905<b><sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a></b>. A sua vitória na Guerra Russo-Japonesa (1904-1905) veio desafiar o poder colonial ocidental e branco e, como diz Mishra, «acelerar o processo irreversível da descolonização intelectual, ainda que não política» (p. 6). Esta última aconteceria, ironicamente, apenas com a derrota do Japão na II Guerra Mundial. No entanto, Mishra sugere, e de forma que não pode deixar de ser controversa tendo em conta os recentes conflitos com a China e Coreia do Sul, que, apesar dos abusos cometidos pelo Japão durante a guerra, este país foi crucial para «profundamente minar o poder europeu que mantinha os nativos num permanente estado de submissão» (p. 250). Para o escritor, ao ter exposto as fraquezas das potências coloniais europeias com as suas rápidas vitórias durante o conflito e depois de ter colocado elites locais em lugares de liderança, o Japão acabou por «involuntariamente ou deliberadamente» libertar o nacionalismo asiático do pós-guerra.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Por Uma Nova História Intelectual Mundial</p></b>     <p>Com este livro, Mishra lembra-nos que em tempos de grandes transformações políticas, económicas e sociais globais talvez seja tempo de refletir sobre a fraqueza das fundações da ordem mundial moderna. Porque decisões, principalmente territoriais, que foram tomadas após as duas guerras mundiais para combater a crise dos impérios e responder às exigências anticoloniais não foram seriamente refletidas e continuamos hoje a sofrer os seus efeitos. Este livro serve, pois, como uma excelente leitura de contextualização histórica para se desenvolver um verdadeiro diálogo sobre questões globais comuns da humanidade e que ultrapasse a narrativa obsoleta sobre distinções civilizacionais essenciais, opondo uma Ásia espiritual a um Ocidente material.</p>     <p>Tal narrativa é particularmente dominante nas discussões em torno, por exemplo, da «questão muçulmana/islâmica» ou da «ameaça chinesa»<b><sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a></b>. Mishra ajuda de forma brilhante a desmistificar a obsessão com a ameaça muçulmana ao nos dar a conhecer como as origens modernas das ideias pan-islâmicas coincidiram com desenvolvimentos intelectuais em sociedades não ocidentais também elas sofrendo a pressão colonial do «Ocidente». Desta forma, Mishra demonstra bem como é preciso uma nova história intelectual e internacional não eurocêntrica se quisermos ter uma conversa séria sobre os desafios globais contemporâneos.</p>     <p>No entanto, este livro estimulante acaba num tom sombrio com Mishra lamentando-se porque «não existe uma resposta universal convincente hoje em dia às ideias ocidentais sobre política e economia, apesar destas serem crescentemente perigosas e inadequadas em largas partes do mundo» (p. 306). Para o escritor, «muito do mundo “emergente” presta-se a repetir, numa escala ameaçadoramente larga, a própria experiência torturada e muitas vezes trágica do “desenvolvimento” moderno ocidental». E isto, conclui Mishra, «condena o ambiente global a uma destruição prematura e parece destinado a criar reservatórios de fúria niilista e de frustração entre centenas de milhões que nada têm – o resultado amargo do triunfo universal da modernidade ocidental que torna a vingança do Oriente em algo obscuramente ambíguo, e todas as suas vitórias verdadeiramente pírricas» (p. 310).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <!-- ref --><p><b><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup></b>Cf. Maddison, Angus – <i>Chinese Economic Performance in the Long Run, Second Edition , Revised and Updated, 960-2030 AD</i>. Development Studies Centre. Paris: OCDE, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000032&pid=S1645-9199201400010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><b><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup></b>Para uma nova histórica económica da reemergência asiática cf. Arrighi, Giovanni, Hamashita, Takeshi, e Selden, Mark (eds.) – <i>The Resurgence of East Asia: 500, 150 and 50 year Perspectives</i>. Oxon: Routledge, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000034&pid=S1645-9199201400010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><b><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup></b>Cf. Mishra, Pankaj – «Watch this man». In <i>London Review of Books</i>. Vol. 33, N.º 21, 3 de novembro, 2011. Disponível em: <a href="http://www.lrb.co.uk/v33/n21/pankaj-mishra/watch-this-man"target="_blank">http://www.lrb.co.uk/v33/n21/pankaj-mishra/watch-this-man</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000036&pid=S1645-9199201400010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><b><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup></b>Ver também Schell, Or ville, e Delury, John – <i>Wealth and Power: China’s Long March to the Twenty-First Century</i>. Nova York: Random House, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000037&pid=S1645-9199201400010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p><b><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup></b>Cf. Saaler, Sven, e Szpilman, Christopher W. A. – «Pan-Asianism as an ideal of Asian identity and solidarity, 1850-Present». In <i>The Asia-Pacific Journal</i>. 9.17.1, 25 de abril de 2011. Disponível em: <a href="http://www.japanfocus.org/-Sven-Saaler/3519"target="_blank">http://www.japanfocus.org/-Sven-Saaler/3519</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000039&pid=S1645-9199201400010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><b><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup></b>Cf. Krebs, Gerhard – «World War Zero? New literature on the Russo-Japanese War 1904/1905». In <i>The Asia-Pacific Journal</i>.10.21.1, 21 de maio de 2012. Disponível em: <a href="http://japanfocus.org/Gerhard-Krebs/3755"target="_blank">http://japanfocus.org/Gerhard-Krebs/3755</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000040&pid=S1645-9199201400010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><b><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup></b>Cf. Hirono, Miwa, e Suzuki, Shogo –«Why do we need ´Myth-Busting’in the-study of Sino-African relations?». In <i>Journal of Contemporary China</i>. 23:87, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000041&pid=S1645-9199201400010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
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