<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-9199</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Relações Internacionais (R:I)]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Relações Internacionais]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-9199</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[IPRI-UNL]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-91992014000400001</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Nota introdutória: Potências emergentes e democracia]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fonseca]]></surname>
<given-names><![CDATA[Carmen]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Soller]]></surname>
<given-names><![CDATA[Diana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Nova de Lisboa Faculdade de Ciências Sociais e Humanas ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Nova de Lisboa Instituto Português de Relações Internacionais ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Universidade de Miami Departamento de Estudos Internacionais ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<numero>44</numero>
<fpage>005</fpage>
<lpage>008</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-91992014000400001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-91992014000400001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-91992014000400001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>POT&Ecirc;NCIAS EMERGENTES E DEMOCRACIA</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota introdut&oacute;ria: Pot&ecirc;ncias emergentes e democracia</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Carmen Fonseca* e Diana Soller**</b></p>      <p>* Professora Auxiliar na FCSH/NOVA e Investigadora do IPRI-UNL. Doutorada em Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais pela FCSH/NOVA.</p>      <p>** Doutoranda no Departamento de Estudos Internacionais da Universidade de Miami. Assistente de Investiga&ccedil;&atilde;o no Centro de Excel&ecirc;ncia da Uni&atilde;o Europeia da Universidade de Miami. Investigadora no IPRI-UNL.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>A menos que seja despoletada por uma guerra, nunca se sabe muito bem quando &eacute; que verdadeiramente ocorrem as mudan&ccedil;as sist&eacute;micas. N&atilde;o se trata de um acontecimento isolado, mas de v&aacute;rios que, em conjunto, demonstram que determinado equil&iacute;brio de for&ccedil;as deu lugar a outro. A data simb&oacute;lica do in&iacute;cio do sistema internacional p&oacute;s-Guerra Fria pode ser a queda do Muro de Berlim que uniu a Europa (1989), a I Guerra do Golfo que reuniu a comunidade internacional no apoio a uma causa comum (1990) ou o colapso da Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica (1991) que fez dos Estados Unidos a pot&ecirc;ncia restante. H&aacute; vinte e cinco anos, come&ccedil;ava, inesperadamente, o sistema unipolar.</p>      <p>O sistema desencadeou m&uacute;ltiplos debates: afirmou-se que a hist&oacute;ria tinha acabado, que o unipolarismo seria um momento, uma vez que outros estados n&atilde;o tardariam a aliar-se para criar novos polos de poder; que o momento unipolar devia ser usado para tornar o mundo mais democr&aacute;tico. Assentou-se que os anos 1990 marcavam uma nova fase das rela&ccedil;&otilde;es internacionais caracterizada pela lideran&ccedil;a da &laquo;hegemonia americana&raquo; e que, na generalidade, o sistema internacional se tinha tornado mais democr&aacute;tico e a economia de mercado mais globalizada. Refor&ccedil;aram-se, ainda, as institui&ccedil;&otilde;es e normas da ordem liberal internacional. Os ataques do 11 de setembro interromperam estas reflex&otilde;es e levaram os Estados Unidos a mudar a trajet&oacute;ria da sua pol&iacute;tica externa. A Guerra do Afeganist&atilde;o e, principalmente, a Guerra do Iraque deram origem ao questionamento da legitimidade da lideran&ccedil;a americana.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Desde 2008 e do in&iacute;cio da crise financeira e depois econ&oacute;mica, j&aacute; ultrapassada nos Estados Unidos, e transformada em crise pol&iacute;tica na Europa, as perce&ccedil;&otilde;es de que a hegemonia estaria fragilizada come&ccedil;aram a ganhar forma. N&atilde;o se tratava de um problema apenas absoluto, mas tamb&eacute;m relativo. O eventual decl&iacute;nio dos Estados Unidos vinha acompanhado da eventual ascens&atilde;o ou ressurgimento de outras pot&ecirc;ncias. No topo da lista vinha a China, que tinha adquirido uma parte substancial da d&iacute;vida norte-americana, e que se prefigurava para igualar a economia dos Estados Unidos em pouco mais de uma d&eacute;cada. Nos &uacute;ltimos anos, uma parte significativa do debate nas rela&ccedil;&otilde;es internacionais tem-se centrado em poss&iacute;veis cen&aacute;rios de uma transi&ccedil;&atilde;o de poder entre estes dois estados, que se t&ecirc;m tornado mais pessimistas &agrave; medida que se torna claro que Pequim escapou &agrave; f&oacute;rmula da integra&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica. Em vez de se tornar mais livre e democr&aacute;tica com o crescimento da classe m&eacute;dia, a China criou um modelo econ&oacute;mico alternativo ao ocidental &ndash; o capitalismo de Estado &ndash; e criou formas alternativas de legitimidade interna. A centralidade deste debate tem ofuscado outras quest&otilde;es importantes, entre elas, o alinhamento dos restantes estados emergentes. A anexa&ccedil;&atilde;o da Crimeia clarificou a posi&ccedil;&atilde;o da R&uacute;ssia relativamente aos Estados Unidos e &agrave; Europa, mas pouco se tem estudado a &Iacute;ndia e o Brasil, as duas pot&ecirc;ncias emergentes democr&aacute;ticas. Depois de ter esmorecido a ideia do alargamento da alian&ccedil;a das democracias, relativamente popular nos anos 2000, e apesar de muito se escrever quer sobre Nova Deli quer sobre Bras&iacute;lia como casos de economias emergentes e democracias consolidadas, pouco se relacionam esses estudos com quest&otilde;es de transi&ccedil;&atilde;o de poder ou ordem internacional. O mesmo se aplica a estados como a &Aacute;frica do Sul, a Turquia ou a Indon&eacute;sia, que t&ecirc;m um impacto significativo nos seus sistemas regionais. At&eacute; agora, as pot&ecirc;ncias democr&aacute;ticas emergentes t&ecirc;m sido abordadas de duas formas: ou como parte de um bloco que se op&otilde;e aos Estados Unidos na l&oacute;gica do equil&iacute;brio de poder (onde se menciona regra geral e como um todo os brics) ou como estados <i>pivot </i>na sua &aacute;rea de influ&ecirc;ncia &ndash; comparados a outros estados com rela&ccedil;&otilde;es de alian&ccedil;a com os Estados Unidos, como a Austr&aacute;lia ou o Canad&aacute;. Por outras palavras, ou s&atilde;o estudadas como revisionistas ou como aliadas. Como pretendemos demonstrar no dossi&ecirc; &laquo;Pot&ecirc;ncias Emergentes e Democracia&raquo;, a realidade &eacute; muito mais complexa e matizada do que estas duas vis&otilde;es opostas levam a acreditar. Os textos reunidos neste dossi&ecirc; incluem a an&aacute;lise de cinco pot&ecirc;ncias emergentes &ndash; &Iacute;ndia, Brasil, Indon&eacute;sia, Turquia e &Aacute;frica do Sul &ndash; que foram palco de elei&ccedil;&otilde;es em 2014, apesar das marcas distintas que caracterizam cada um destes estados e do diferente estado de desenvolvimento econ&oacute;mico e democr&aacute;tico.</p>      <p>O artigo de Diana Soller argumenta que estudar a transi&ccedil;&atilde;o de poder &agrave; luz da Teoria da Paz Democr&aacute;tica &eacute; uma abordagem redutora. Em seu entender &laquo;os pressupostos te&oacute;ricos que t&ecirc;m levado &agrave; conclus&atilde;o de que as democracias emergentes tender&atilde;o a refor&ccedil;ar a ordem liberal americana est&atilde;o, em parte, ultrapassados. Ter o mesmo tipo de regime n&atilde;o &eacute; condi&ccedil;&atilde;o suficiente para alinhamento em contexto de transi&ccedil;&atilde;o de poder&raquo;. Neste sentido, a autora refere que tanto o Brasil como a &Iacute;ndia n&atilde;o definiram uma estrat&eacute;gia de alian&ccedil;a autom&aacute;tica com os Estados Unidos. Recorrendo ao estudo de caso da &Iacute;ndia o artigo elenca tr&ecirc;s fatores, de n&iacute;vel identit&aacute;rio e pol&iacute;tico, que distinguem a democracia dos Estados Unidos e a democracia da &Iacute;ndia: &laquo;os fatores de car&aacute;cter interno, as rela&ccedil;&otilde;es dos estados emergentes com a grande pot&ecirc;ncia e as perce&ccedil;&otilde;es que da&iacute; adv&ecirc;m, e as conceptualiza&ccedil;&otilde;es de justi&ccedil;a relativamente &agrave;s normas do sistema internacional&raquo;. Ao explorar aqueles elementos Diana Soller demonstra simultaneamente que muitos dos valores da pol&iacute;tica externa indiana &laquo;est&atilde;o muito longe dos verificados nos estados liberais que foram estudados pela Teoria da Paz Democr&aacute;tica&raquo;.</p>      <p>O artigo de Miriam Gomes Saraiva concentra-se na an&aacute;lise da pol&iacute;tica externa brasileira durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff. O argumento da autora &eacute; o de que embora se tenha registado uma tend&ecirc;ncia de continuidade nas estrat&eacute;gias e nos formuladores da pol&iacute;tica externa do Brasil e na vis&atilde;o do mundo, observou-se, em contrapartida, uma altera&ccedil;&atilde;o na atitude proativa do pa&iacute;s com impacto no seu protagonismo internacional. As elei&ccedil;&otilde;es de 5 de outubro de 2014 que reelegeram a Presidente Dilma deixaram portanto em aberto a trajet&oacute;ria de pol&iacute;tica externa que ser&aacute; seguida pelo Brasil, sendo este um tema pouco caro &agrave; Presidente ent&atilde;o reeleita. Como Saraiva adianta, &laquo;A diplomacia presidencial e o papel da presid&ecirc;ncia como elemento incentivador e equilibrador de diferentes vis&otilde;es de pol&iacute;tica externa, que havia acontecido durante o governo de Lula, foram abandonados. [&hellip;] A Presidente Rousseff mostrou sua prefer&ecirc;ncia pela solu&ccedil;&atilde;o dos problemas internos&raquo;.</p>      <p>Em 2014, a Indon&eacute;sia foi palco de elei&ccedil;&otilde;es presidenciais e legislativas. Nuno Canas Mendes analisa os contextos em que estas elei&ccedil;&otilde;es se desenvolveram e o impacto dos seus resultados, num momento em que a Indon&eacute;sia reivindica uma mudan&ccedil;a no <i>statu quo</i>. Canas Mendes argumenta que a par das reformas empreendidas desde 1998, com a democratiza&ccedil;&atilde;o, subsistem ainda elementos do per&iacute;odo autorit&aacute;rio. Ao mesmo tempo, desde o per&iacute;odo do Presidente Susilo que se verifica a coexist&ecirc;ncia de indicadores positivos ao n&iacute;vel econ&oacute;mico e pol&iacute;tico com problemas estruturais que dificultam a implementa&ccedil;&atilde;o de reformas. A campanha presidencial que op&ocirc;s Joko Widodo e Prabowo Subianto, &laquo;s&iacute;mbolos de uma <i>velha </i>e de uma <i>nova </i>Indon&eacute;sia&raquo;, n&atilde;o representou contudo a exist&ecirc;ncia de programas eleitorais radicalmente opostos, &laquo;a agenda dom&eacute;stica e a t&oacute;nica numa Indon&eacute;sia forte em termos econ&oacute;micos foram os t&oacute;picos dominantes na campanha de um e de outro&raquo;. Todavia, n&atilde;o ficou claro o rumo que a pol&iacute;tica externa indon&eacute;sia iria seguir pois &laquo;conhece-se mal o pensamento de Jokowi acerca das rela&ccedil;&otilde;es com a China, os Estados Unidos, a Austr&aacute;lia ou o posicionamento da Indon&eacute;sia na asean, sobre as disputas no mar do Sul da China e outros temas pol&eacute;micos&raquo;.</p>      <p>O artigo de Laura Bastos e Andr&eacute; Barrinha destaca o refor&ccedil;o do poder por parte de Erdogan nas elei&ccedil;&otilde;es aut&aacute;rquicas e presidenciais realizadas em 2014. Se um ano antes, devido aos protestos e aos esc&acirc;ndalos de corrup&ccedil;&atilde;o, se previa o &laquo;quase colapso&raquo; de Erdogan e do akp, as elei&ccedil;&otilde;es vieram confirmar &laquo;o dom&iacute;nio hegem&oacute;nico deste e do seu partido na cena pol&iacute;tica turca&raquo;. Os autores argumentam que o contexto pol&iacute;tico e econ&oacute;mico da Turquia &eacute; atualmente de &laquo;enorme instabilidade externa e incerteza&raquo;. A par dos desafios internos de natureza institucional, somam-se os desafios externos que exigem tomadas de posi&ccedil;&atilde;o por parte do Governo turco &ndash; como sejam os casos da S&iacute;ria ou do Iraque &ndash; e influenciam a imagem internacional do pa&iacute;s.</p>      <p>Quraysha Ismail Sooliman desenvolve o argumento de que a democracia sul-africana est&aacute; num estado cr&iacute;tico. Este cen&aacute;rio foi demonstrado com a fraca aflu&ecirc;ncia &agrave;s urnas nas elei&ccedil;&otilde;es de maio de 2014, embora os dados oficiais omitam este facto. Apesar da liberdade pol&iacute;tica alcan&ccedil;ada com o fim do <i>apartheid</i>, Sooliman questiona o tipo de democracia que se est&aacute; a desenvolver na &Aacute;frica do Sul considerando que &laquo;a maior apatia dos eleitores combinada com um maior apoio &agrave; oposi&ccedil;&atilde;o indicia uma lenta eros&atilde;o da legitimidade do anc enquanto &uacute;nico partido de op&ccedil;&atilde;o dos sul-africanos que vivenciaram o <i>apartheid</i>&raquo;. Ainda assim, a pol&iacute;tica externa permanece, no entender de Sooliman, relativamente independente continuando a ser orientada por cinco princ&iacute;pios hist&oacute;ricos: &laquo;democracia e respeito pelos direitos humanos, &Aacute;frica e o impulso africanista; uma abordagem pac&iacute;fica &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos; multilateralismo; e, finalmente, um entendimento hol&iacute;stico do conceito de seguran&ccedil;a&raquo;.</p>      <p>A soma destes artigos leva a duas poss&iacute;veis generaliza&ccedil;&otilde;es: as democracias emergentes n&atilde;o ser&atilde;o abertamente revisionistas &ndash; est&atilde;o longe de ter comportamentos semelhantes aos da China ou da R&uacute;ssia &ndash; mas colocam retic&ecirc;ncias &agrave; hegemonia norte-americana e &agrave; ordem internacional liberal (especialmente a &Iacute;ndia, o Brasil e a Turquia que debatem o seu papel no sistema internacional/regional). Outra poss&iacute;vel generaliza&ccedil;&atilde;o relaciona--se com a evolu&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica dom&eacute;stica de alguns destes pa&iacute;ses, que podem estar a sofrer um retrocesso democr&aacute;tico com impacto nas suas rela&ccedil;&otilde;es com o Ocidente.</p>      <p>Vinte e cinco anos depois, o tema da unipolaridade volta &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es internacionais, desta vez relacionado com uma poss&iacute;vel transi&ccedil;&atilde;o de poder &ndash; que n&atilde;o pode ser ainda confirmada, mas que j&aacute; influencia profundamente as decis&otilde;es pol&iacute;ticas, incluindo em Washington. Assim, e como os artigos deixam antever, o desenho da ordem internacional est&aacute; em constru&ccedil;&atilde;o, e a sofrer influ&ecirc;ncias de v&aacute;rios estados que possuem pap&eacute;is e objetivos distintos. Esta transi&ccedil;&atilde;o de poder, como a anterior, tamb&eacute;m tender&aacute; a ser dif&iacute;cil de datar. &Eacute; certo, por&eacute;m, que est&atilde;o em curso diversos processos que contribuir&atilde;o para o refor&ccedil;o do poder de uns estados e para a diminui&ccedil;&atilde;o do poder de outros.</p>      <p>Saber se a unipolaridade voltar&aacute; ou se se consolidar&aacute; um sistema multipolar e/ou regionalizado s&atilde;o cen&aacute;rios que dependem n&atilde;o apenas da evolu&ccedil;&atilde;o da pot&ecirc;ncia preponderante, os Estados Unidos, e das atuais pot&ecirc;ncias emergentes, mas de outros fatores, ex&oacute;genos aos pr&oacute;prios estados.</p>       ]]></body>
</article>
