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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Turquia de Erdogan: o início do fim ou somente o fim do início?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[2014 was a year of paradoxes in Turkey. Internally, Recep Tayyip Erdogan's power was reinforced by winning the two elections, local and presidential, with comfortable margins in spite of the anti-government protests and the corruption scandal involving the government. Externally, Ankara had to face the escalation of the conflicts in Syria and Iraq without a coherent strategy. A scenario feared by many who see Erdogan as an increasingly authoritarian leader.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>POT&Ecirc;NCIAS EMERGENTES E DEMOCRACIA</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A Turquia de Erdogan o in&iacute;cio do fim ou somente o fim do in&iacute;cio?</b></p>      <p><b>The Erdogan&#39;s Turkey: the beginning of the end or just the end of the beginning?</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Laura Bastos* e Andr&eacute; Barrinha**</b></p>      <p>* Doutoranda no programa de Doutoramento em Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais - Pol&iacute;tica Internacional e Resolu&ccedil;&atilde;o de Conflitos, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e Centro de Estudos Sociais. &Aacute;rea de investiga&ccedil;&atilde;o incide no sistema pol&iacute;tico na Turquia e pol&iacute;tica externa turca. Mestrado em Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais e Estudos Europeus (pelo Institut Europ&eacute;en des Hautes Etudes Internationales). Licenciatura em Jornalismo pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.</p>      <p>** Professor de Pol&iacute;tica e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais na Canterbury Christ Church University, no Reino Unido e Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. &Eacute; doutorado nessa mesma &aacute;rea pela Universidade de Kent, ernacionais, em Lisboa. Os seus principais interesses de investiga&ccedil;&atilde;o s&atilde;o nas &aacute;reas dos Estudos Cr&iacute;ticos de Seguran&ccedil;a, Seguran&ccedil;a Europeia, Pol&iacute;tica Externa da Turquia e Teoria das Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O ano de 2014 na Turquia vai ficar marcado, internamente, pela consolida&ccedil;&atilde;o do poder por parte de Recep Tayyip Erdogan e externamente pelo escalar dos conflitos na S&iacute;ria e Iraque, com a ascens&atilde;o do Estado Isl&acirc;mico (EI). Apesar dos protestos antiGoverno de 2013 e do esc&acirc;ndalo de corrup&ccedil;&atilde;o que envolveu o Governo, Erdogan foi o grande vencedor das duas elei&ccedil;&otilde;es realizadas no pa&iacute;s &ndash; aut&aacute;rquicas e presidenciais. Um cen&aacute;rio temido por muitos que veem em Erdogan um l&iacute;der cada vez mais autorit&aacute;rio, de um pa&iacute;s cuja pol&iacute;tica externa parece carecer de uma estrat&eacute;gia coerente.</p>      <p><b>Palavras-chave</b><i>: </i>Turquia, pot&ecirc;ncias emergentes, Partido da Justi&ccedil;a e do Desenvolvimento, M&eacute;dio Oriente</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABSTRACT</b></p>      <p>2014 was a year of paradoxes in Turkey. Internally, Recep Tayyip Erdogan&#39;s power was reinforced by winning the two elections, local and presidential, with comfortable margins in spite of the anti-government protests and the corruption scandal involving the government. Externally, Ankara had to face the escalation of the conflicts in Syria and Iraq without a coherent strategy. A scenario feared by many who see Erdogan as an increasingly authoritarian leader.</p>      <p><b>Keywords</b>: Turkey, Emerging Powers, AKP, Middle East</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Desde h&aacute; uma d&eacute;cada parte do grupo das chamadas pot&ecirc;ncias emergentes, a Turquia passa hoje por significativos processos de transforma&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e social de desfecho inesperado, tanto interno, como na rela&ccedil;&atilde;o com aliados e parceiros regionais. O Partido da Justi&ccedil;a e do Desenvolvimento (akp, na sigla turca), at&eacute; agora o grande motor desta mudan&ccedil;a, d&aacute; crescentes sinais de autoritarismo<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>e desgaste pol&iacute;tico. Apesar de tudo, 2014 acabar&aacute; com Recep Tayyip Erdogan como Presidente do pa&iacute;s, confirmando o dom&iacute;nio hegem&oacute;nico deste e do seu partido na cena pol&iacute;tica turca. A grande quest&atilde;o que agora se coloca &eacute; se esse dom&iacute;nio entrou numa irrevers&iacute;vel fase de decl&iacute;nio em que a vit&oacute;ria nas presid&ecirc;ncias significa o canto do cisne do akp, ou se, pelo contr&aacute;rio, a chegada de Erdogan ao (novo e imponente) pal&aacute;cio presidencial representa a consolida&ccedil;&atilde;o estrutural do partido, em que o kemalismo institucional que dominou a Turquia desde o nascimento da Rep&uacute;blica &eacute; substitu&iacute;do por uma elite religiosa, conservadora, mas tamb&eacute;m neoliberal. Este artigo procura analisar os dois &uacute;ltimos e cruciais anos da vida pol&iacute;tica turca, mostrando como Erdogan e o akp passaram do quase colapso no ver&atilde;o de 2013, para o completo dom&iacute;nio institucional do pa&iacute;s.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>A CONFIRMA&Ccedil;&Atilde;O DO PODER DE ERDOGAN</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Depois do ano de 2013 marcado por manifesta&ccedil;&otilde;es e confrontos violentos entre manifestantes antiGoverno e for&ccedil;as de seguran&ccedil;a, 2014 caracterizou-se por uma intensa atividade pol&iacute;tica: primeiro com a realiza&ccedil;&atilde;o de elei&ccedil;&otilde;es aut&aacute;rquicas em mar&ccedil;o e, posteriormente, com a realiza&ccedil;&atilde;o de elei&ccedil;&otilde;es presidenciais, em agosto. Apesar de geralmente serem as elei&ccedil;&otilde;es legislativas aquelas que mais peso t&ecirc;m num pa&iacute;s com um sistema pol&iacute;tico parlamentar, no caso turco foram as aut&aacute;rquicas de 2014 que decidiram o rumo do pa&iacute;s e do seu governo. Foi a confirma&ccedil;&atilde;o do akp com maioria parlamentar desde 2002, como favorito nestas elei&ccedil;&otilde;es que refor&ccedil;ou o j&aacute; esperado projeto de Recep Tayyip Erdogan de abandonar o cargo de primeiro-ministro para se candidatar &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es presidenciais. Assim, Erdogan tornou-se no primeiro Presidente turco eleito por sufr&aacute;gio universal direto (51,7 por cento dos votos) com promessas de um aumento da influ&ecirc;ncia do presidente nas decis&otilde;es pol&iacute;ticas no pa&iacute;s.</p>      <p>As cr&iacute;ticas da comunidade internacional ao crescente autoritarismo de Erdogan, apesar de t&iacute;midas, fizeram-se sentir, por exemplo, por parte do embaixador americano na Turquia, John R. Bass, que declarou que a Ancara estaria a caminhar vagarosamente para um regime autorit&aacute;rio<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. Constitucionalmente, o Presidente da Rep&uacute;blica da Turquia deveria permanecer uma figura simb&oacute;lica e neutra. Erdogan, no entanto, declarou no seu discurso de vit&oacute;ria que &laquo;um presidente n&atilde;o pode ser imparcial. Nenhum presidente neste pa&iacute;s foi neutro e eu tamb&eacute;m n&atilde;o vou ser um presidente imparcial&raquo;<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. Muito mudou na Turquia e em Erdogan nestes &uacute;ltimos 12 anos.</p></blockquote>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>OS PRIMEIROS ANOS</b></p>      <p>O partido de Erdogan formou-se em 2001, depois do Partido da Virtude (Fazilet Partisi) ter sido banido pelo Tribunal Constitucional, devido &agrave; sua insist&ecirc;ncia em acabar com a proibi&ccedil;&atilde;o do v&eacute;u isl&acirc;mico nas universidades<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>. Como consequ&ecirc;ncia, os membros do partido dividiram-se entre uma ala mais reformista e outra tradicional. Foi a ala reformista que esteve na base da cria&ccedil;&atilde;o do akp cuja ideologia pol&iacute;tica se demarcou do movimento pol&iacute;tico isl&acirc;mico e adquiriu o r&oacute;tulo de partido conservador democr&aacute;tico, adotando uma postura mais inclusiva de outras filia&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas. A sua ascens&atilde;o pol&iacute;tica seria fulminante, vencendo as elei&ccedil;&otilde;es legislativas de novembro de 2002 com 34,6 por cento dos votos, assim como todas as outras que se lhe seguiram (2007, com 46,6 por cento dos votos, e finalmente em 2011 com 49,8 por cento<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>). Pelo meio v&aacute;rias vit&oacute;rias nas elei&ccedil;&otilde;es locais (2004, 2009 e 2014) e no referendo constitucional de 2010. Nos anos 1990 nenhum partido tinha conseguido sozinho a maioria parlamentar na Turquia. O akp alcan&ccedil;ou tr&ecirc;s consecutivas.</p>      <p>O akp conseguiu nos primeiros anos de governo os votos n&atilde;o s&oacute; da popula&ccedil;&atilde;o mais conservadora mas tamb&eacute;m daqueles que n&atilde;o sendo t&atilde;o religiosos esperavam que o partido levasse a cabo reformas pol&iacute;ticas que ajudassem &agrave; democratiza&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>. Apesar de nos primeiros anos de governo se ter verificado efetivamente um avan&ccedil;o no processo de democratiza&ccedil;&atilde;o, em paralelo a uma positiva evolu&ccedil;&atilde;o no processo de integra&ccedil;&atilde;o europeia, desde 2005 que este se encontra estagnado<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>, com o receio de que se tenha entretanto assistido a um retrocesso efetivo na garantia de v&aacute;rias dessas liberdades<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>. Na verdade, os segundo e terceiro mandatos do akp foram marcados pelo acentuar da tens&atilde;o pol&iacute;tica entre a oposi&ccedil;&atilde;o secular e o Governo e n&atilde;o por reformas pol&iacute;ticas no sentido de uma maior democratiza&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>. Para piorar a situa&ccedil;&atilde;o desde 2011 que se tem verificado um crescente comportamento autorit&aacute;rio por parte do governo do akp, com a monopoliza&ccedil;&atilde;o do poder pol&iacute;tico nas m&atilde;os do partido e a crescente politiza&ccedil;&atilde;o do sistema judicial, al&eacute;m do uso de for&ccedil;a excessiva por parte das for&ccedil;as policiais<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>DE GEZI AO PAL&Aacute;CIO PRESIDENCIAL</b></p>      <p>O autoritarismo de Erdogan tornou-se claro durante os protestos de Gezi em 2013 quando a brutalidade policial e a atitude obstinada do primeiro-ministro contra os manifestantes foram um sinal claro de que Erdogan queria demonstrar o seu poder. Os protestos come&ccedil;aram com um pequeno grupo de manifestantes no parque Gezi, no centro de Istambul, que protestavam contra a demoli&ccedil;&atilde;o do parque para a constru&ccedil;&atilde;o de um centro comercial de estilo arquitet&oacute;nico otomano, um projeto apoiado pelo pr&oacute;prio primeiro-ministro Erdogan<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>. A agressiva interven&ccedil;&atilde;o policial contra os manifestantes desencadeou uma forte rea&ccedil;&atilde;o popular, levando milh&otilde;es de turcos para as ruas em m&uacute;ltiplas cidades do pa&iacute;s, especialmente em Istambul onde centenas de milhares de pessoas se manifestaram.</p>      <p>Apesar disso, n&atilde;o foram os protestos de Gezi que mais abalaram o governo de Erdogan, mas sim o esc&acirc;ndalo de corrup&ccedil;&atilde;o que veio a p&uacute;blico alguns meses mais tarde, em dezembro de 2013. Nesta altura, a pol&iacute;cia prendeu os filhos de tr&ecirc;s ministros do gabinete do governo de Erdogan, assim como o gerente de um banco estatal, o presidente de c&acirc;mara do distrito de Fatih em Istambul, Mustafa Demir e um empres&aacute;rio respons&aacute;vel por v&aacute;rios projetos de desenvolvimento em Istambul, Ali Ag?aog?lu<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>. A opera&ccedil;&atilde;o anticorrup&ccedil;&atilde;o resultou na deten&ccedil;&atilde;o de um total de 52 pessoas<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>. Dias mais tarde, os tr&ecirc;s ministros implicados, o ministro da Administra&ccedil;&atilde;o Interna, Muammer G&uuml;ler, o ministro da Economia, Zafer Cag?layan, e o ministro do Ambiente, Erdogan Bayraktar, demitiram-se. Erdogan reagiu dizendo que esta era apenas uma campanha contra os interesses nacionais e removeu dos cargos dezenas de respons&aacute;veis das for&ccedil;as policiais<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>. Ap&oacute;s as elei&ccedil;&otilde;es aut&aacute;rquicas, muitos destes agentes seriam mesmo detidos, sob acusa&ccedil;&atilde;o de terem conduzido escutas ilegais. Na verdade, mais de uma centena de agentes policiais foram detidos nesta opera&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes esc&acirc;ndalos revelaram um novo conflito na vida pol&iacute;tica turca: a oposi&ccedil;&atilde;o entre Erdogan e o movimento Hizmet de Fethullah G&uuml;len. Fethullah G&uuml;len, o l&iacute;der espiritual do movimento, que vive autoexilado na Pensilv&acirc;nia, Estados Unidos, prega com base nos ensinamentos de Said Nursi por uma pr&aacute;tica religiosa que conjuga os preceitos isl&acirc;micos com a modernidade. Este movimento foi ganhando seguidores na Turquia ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Inicialmente divulgadas atrav&eacute;s de pequenos grupos, as suas ideias foram ocupando lugar na sociedade, tendo criado uma importante rede com os pr&oacute;prios meios de comunica&ccedil;&atilde;o, institui&ccedil;&otilde;es educacionais e institui&ccedil;&otilde;es financeiras<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>. O apoio do movimento G&uuml;len ao governo do akp tem vindo a esmorecer nos &uacute;ltimos anos, tendo a inten&ccedil;&atilde;o do Governo de acabar com as escolas privadas de prepara&ccedil;&atilde;o para exames do sistema educacional turco, muitas sob a dire&ccedil;&atilde;o do movimento G&uuml;len, sido a &uacute;ltima gota numa s&eacute;rie de discord&acirc;ncias entre as duas partes, que tamb&eacute;m inclu&iacute;ram a ativa cr&iacute;tica de membros do movimento, incluindo do pr&oacute;prio G&uuml;len, &agrave; rea&ccedil;&atilde;o do governo de Erdogan aos protestos de Gezi<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>. Quando o esc&acirc;ndalo de corrup&ccedil;&atilde;o rebentou em dezembro do ano passado envolvendo o governo akp, Erdogan acusou indiretamente G&uuml;len de ser respons&aacute;vel pelo ataque ao governo, referindo que haveria &laquo;um estado dentro de um estado&raquo;<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.</p>      <p>De notar que a refer&ecirc;ncia a &laquo;um estado dentro de um estado&raquo; na pol&iacute;tica turca n&atilde;o &eacute; recente. A vida pol&iacute;tica na Turquia sempre se caraterizou pela exist&ecirc;ncia de m&uacute;ltiplas conspira&ccedil;&otilde;es associadas a um &laquo;Estado profundo&raquo;<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>, referente &agrave; elite burocr&aacute;tica, militar e judici&aacute;ria que controlava os desenvolvimentos pol&iacute;ticos do pa&iacute;s (e que acabou por estar na origem dos julgamentos de centenas de militares, intelectuais e pol&iacute;ticos em 2013). &Eacute; pois interessante constatar que esta refer&ecirc;ncia ao &laquo;estado dentro de um estado&raquo; passou no vocabul&aacute;rio pol&iacute;tico turco, ou pelo menos no do seu atual presidente, a fazer refer&ecirc;ncia a uma luta de poder dentro do mundo conservador-isl&acirc;mico na Turquia. Num curto espa&ccedil;o de tempo, os ataques entre as duas partes tornaram-se claros, sendo que Erdogan usou termos como &laquo;falso profeta&raquo; ou &laquo;falso santo&raquo;<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>. Por sua vez, G&uuml;len tem respondido num tom menos agressivo que Erdogan, apenas lamentando a conduta deste e afirmando que n&atilde;o esteve envolvido nos esc&acirc;ndalos de corrup&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>.</p>      <p>Apesar das d&uacute;vidas levantadas<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>relativamente ao impacto que esta guerra entre G&uuml;len e Erdogan pudesse ter no sucesso eleitoral do akp, os resultados nas elei&ccedil;&otilde;es locais de mar&ccedil;o de 2014 mostraram justamente que este continuava a ser o partido dominante na Turquia. &Eacute; verdade que o per&iacute;odo que antecipou as elei&ccedil;&otilde;es aut&aacute;rquicas na Turquia foi bastante conturbado. Foram divulgados na internet v&iacute;deos comprometedores do governo de Erdogan, que alegadamente mostravam um di&aacute;logo entre o pr&oacute;prio primeiro-ministro de ent&atilde;o e o seu filho sobre como esconder quantias avultadas de dinheiro. Estes v&iacute;deos ter&atilde;o sido gravados a 17 de dezembro quando irrompeu o esc&acirc;ndalo de corrup&ccedil;&atilde;o envolvendo aliados de Erdogan<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>. Estes eventos desencadearam novos protestos em v&aacute;rias cidades da Turquia. Em Istambul, 70 pessoas foram detidas em protestos cujo lema era &laquo;agarra o ladr&atilde;o&raquo;<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>. At&eacute; &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es, a divulga&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deos comprometedores em rela&ccedil;&atilde;o ao Governo foi constante. Em fevereiro foi divulgado um v&iacute;deo com a transcri&ccedil;&atilde;o de uma escuta telef&oacute;nica alegadamente entre Erdogan e o seu filho, Bilal Erdogan, que visava uma conversa entre os dois sobre como retirar milh&otilde;es de euros em dinheiro de uma casa.</p>      <p>Outra das escutas divulgadas, seria uma alegada conversa entre o ent&atilde;o ministro dos Neg&oacute;cios Estrangeiros Ahmet Davutoglu, e Hakan Fidan, chefe dos Servi&ccedil;os Secretos turcos, sobre a possibilidade de uma interven&ccedil;&atilde;o militar na S&iacute;ria para proteger o t&uacute;mulo de Salom&atilde;o Shah, que se encontra num exclave turco naquele pa&iacute;s, contra os ataques do Estado Isl&acirc;mico (ei). Fidan ter&aacute; proposto enviar agentes para a S&iacute;ria para que estes lan&ccedil;assem m&iacute;sseis para o territ&oacute;rio turco e assim forjar uma justifica&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o militar turca no exclave<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>. Erdogan acusou G&uuml;len de ser respons&aacute;vel pela divulga&ccedil;&atilde;o das escutas<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>.</p>      <p>Em consequ&ecirc;ncia da divulga&ccedil;&atilde;o de toda esta informa&ccedil;&atilde;o comprometedora, o governo de Ancara decretou guerra &agrave;s redes sociais tendo, durante este per&iacute;odo, proibido o acesso ao Youtube e ao Twitter. Em fevereiro de 2014, o parlamento turco aprovou uma lei referente &agrave; prote&ccedil;&atilde;o de privacidade <i>on-line </i>que gerou controv&eacute;rsia e cr&iacute;ticas de que esta restringiria o direito &agrave; liberdade de express&atilde;o<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>. A lei previa que o presidente da Dire&ccedil;&atilde;o de Telecomunica&ccedil;&otilde;es turca pode decidir o bloqueio de <i>websites </i>devido &agrave; viola&ccedil;&atilde;o de privacidade sem a aprova&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via de um tribunal. O bloqueio foi levantado depois de um m&ecirc;s para o Twitter e dois meses para o Youtube<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>. Este epis&oacute;dio demonstra o porqu&ecirc; das preocupa&ccedil;&otilde;es levantadas relativamente ao governo de Erdogan, n&atilde;o s&oacute; internamente mas tamb&eacute;m a n&iacute;vel internacional, sendo que a lei referida foi amplamente criticada por oficiais da Uni&atilde;o Europeia e Estados Unidos<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>. Entretanto, a atribui&ccedil;&atilde;o do poder de bloquear <i>websites </i>&agrave; Dire&ccedil;&atilde;o de Telecomunica&ccedil;&otilde;es foi declarada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional turco<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>.</p>      <p>No entanto, as elei&ccedil;&otilde;es aut&aacute;rquicas confirmaram o apoio ao akp que ganhou tamb&eacute;m as elei&ccedil;&otilde;es em Istambul e em Ancara, apesar de ambos os candidatos do akp e do maior partido da oposi&ccedil;&atilde;o, o Partido Republicano do Povo (chp), terem declarado a vit&oacute;ria para si pr&oacute;prios poucas horas depois do fecho das urnas<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>. Em termos nacionais, o akp conseguiu cerca de 43 por cento dos votos (mais 4,5 por cento que em 2009), uma vit&oacute;ria seguida de um discurso de Erdogan no qual este prometeu que os seus inimigos iriam &laquo;pagar&raquo; pelas acusa&ccedil;&otilde;es de que tinha sido alvo<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>. Na verdade, mesmo ap&oacute;s as elei&ccedil;&otilde;es, a tens&atilde;o pol&iacute;tica ainda se fazia sentir, devido a acusa&ccedil;&otilde;es de fraude e a apelos veementes &agrave; recontagem dos votos em algumas localidades, incluindo Ancara<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>.</p>      <p>O tratamento que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social deram a estas elei&ccedil;&otilde;es suscitou cr&iacute;ticas de parcialidade a favor do partido do Governo. Por exemplo, logo ap&oacute;s as elei&ccedil;&otilde;es, a ag&ecirc;ncia noticiosa estatal mostrou resultados diferentes daqueles apresentados pela ag&ecirc;ncia privada Cihan<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>. Tamb&eacute;m durante as elei&ccedil;&otilde;es presidenciais registaram-se problemas, com mais acusa&ccedil;&otilde;es de censura a &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o independentes, incluindo mais uma vez a ag&ecirc;ncia Cihan, aparentemente impedida de ter acesso a eventos cruciais como o encontro do akp onde seria escolhido o pr&oacute;ximo primeiro-ministro turco<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>. De notar que esta ag&ecirc;ncia ter&aacute; liga&ccedil;&otilde;es ao movimento G&uuml;len<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>e ter&aacute; sido esta a primeira vez em que ter&aacute; sido exclu&iacute;da deste tipo de acontecimento<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>.</p>      <p>Em contraste com o per&iacute;odo conturbado que antecipou as elei&ccedil;&otilde;es aut&aacute;rquicas, as presidenciais decorreram de forma pac&iacute;fica, ou mesmo, at&eacute;, passiva. Erdogan, interdito segundo as leis do partido de se candidatar a um quarto mandato como primeiro-ministro nas elei&ccedil;&otilde;es legislativas que se v&atilde;o realizar no pr&oacute;ximo ano<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>, era o principal candidato &agrave; vit&oacute;ria. Por forma a conseguir propor uma alternativa vi&aacute;vel &agrave; popularidade de Erdogan, os maiores partidos da oposi&ccedil;&atilde;o, o republicano e secular chp e o Partido de A&ccedil;&atilde;o Nacionalista (mhp), formaram uma coliga&ccedil;&atilde;o cujo candidato foi Ekmeleddin I?hsanog? lu, anterior secret&aacute;rio-geral da Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o Isl&acirc;mica. Esta escolha demonstrou uma tentativa de apelar tamb&eacute;m aos eleitores mais conservadores, que normalmente votariam em Erdogan. Apesar disso, Erdogan foi o vencedor com quase 52 por cento dos votos, enquanto Ekmeleddin I?hsanog?lu arrecadou quase 39 por cento. O terceiro candidato, Selahattin Demirtas&cedil;, do Partido Democr&aacute;tico Popular (hdp, na sigla turca), apesar de n&atilde;o ter conseguido sequer 10 por cento dos votos, foi visto como um dos &laquo;vencedores&raquo; da noite<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>, por ter sido o candidato com mais votos no sudeste turco de maioria curda, (o que n&atilde;o &eacute; totalmente inesperado devido &agrave;s fortes liga&ccedil;&otilde;es do hdp ao partido curdo bdp), e tamb&eacute;m pela mensagem que a sua campanha passou, em defesa da luta pelos direitos e liberdades fundamentais na Turquia<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>UM FUTURO INCERTO</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A candidatura e consequente vit&oacute;ria de Recep Tayyip Erdogan nas elei&ccedil;&otilde;es presidenciais levantam in&uacute;meras quest&otilde;es sobre o futuro pol&iacute;tico da Turquia, incluindo uma poss&iacute;vel mudan&ccedil;a de institucional de um sistema parlamentar para um sistema presidencial. No seu discurso de vit&oacute;ria como presidente, Erdogan fez refer&ecirc;ncia ao come&ccedil;o de uma nova era, ben&eacute;fica para todos<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>; a uma nova Turquia diferente daquela dominada por um sistema autorit&aacute;rio e por golpes de Estado<sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a>, em refer&ecirc;ncia ao quase s&eacute;culo de dom&iacute;nio republicano e secular, no qual o setor militar detinha o papel de zelar pela seguran&ccedil;a. No entanto, muitos veem nesta nova Turquia o mesmo autoritarismo por outros meios e outros atores. O pr&oacute;prio Erdogan referiu nos seus discursos de campanha que n&atilde;o tencionava ser um presidente neutro e que iria permanecer influente, sendo que &laquo;aqueles que querem um presidente neutro na realidade querem um presidente que fique do lado do Estado contra o povo. Essa era terminou&raquo;<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a>, declarou, numa clara refer&ecirc;ncia ao dom&iacute;nio do Estado pela elite secular. No discurso proferido para o seu partido depois das elei&ccedil;&otilde;es presidenciais, este expressou a sua vontade de que o akp consiga a maioria parlamentar necess&aacute;ria para alterar a Constitui&ccedil;&atilde;o nas elei&ccedil;&otilde;es legislativas de 2015<sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a>. Como j&aacute; foi referido anteriormente, Erdogan &eacute; o primeiro Presidente eleito por sufr&aacute;gio universal na Turquia. At&eacute; agora, o Presidente era nomeado pelo parlamento turco, algo que foi alterado em 2007 depois de um referendo que apoiou a proposta de altera&ccedil;&atilde;o &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o turca que determinava a elei&ccedil;&atilde;o por sufr&aacute;gio universal do Presidente da Rep&uacute;blica<sup><a href="#45">45</a></sup><a name="top45"></a>. Esta mudan&ccedil;a oferece maior legitimidade ao Presidente para se envolver de forma mais ativa na pol&iacute;tica nacional<sup><a href="#46">46</a></sup><a name="top46"></a>. A inten&ccedil;&atilde;o de transformar o sistema pol&iacute;tico turco num sistema presidencial atrav&eacute;s da altera&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o j&aacute; tinha sido anteriormente expressa por Erdogan e pelo akp, mas tal vontade n&atilde;o conseguiu o apoio da oposi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;rio para levar a cabo esta reforma<sup><a href="#47">47</a></sup><a name="top47"></a>. Da&iacute; que a presid&ecirc;ncia de Erdogan seja apontada por alguns como uma forma de conseguir na pr&aacute;tica o exerc&iacute;cio de um sistema presidencial apesar de formalmente o papel do Presidente n&atilde;o ter sido alterado<sup><a href="#48">48</a></sup><a name="top48"></a>. De notar que, Erdogan tem justificado o seu poder atrav&eacute;s das suas sucessivas vit&oacute;rias eleitorais desde 2002, confundindo a vontade da maioria com a vontade da na&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#49">49</a></sup><a name="top49"></a>. Neste ponto, v&aacute;rios analistas comparam Erdogan ao Presidente russo, Vladimir Putin<sup><a href="#50">50</a></sup><a name="top50"></a>: os tiques autorit&aacute;rios de Erdogan e a persegui&ccedil;&atilde;o aos seus oponentes, como no caso do movimento G&uuml;len, s&atilde;o vistos como semelhantes ao <i>modus operandi </i>do Presidente russo. &Eacute; uma compara&ccedil;&atilde;o que, por enquanto tem os seus limites, uma vez que Erdogan n&atilde;o possui, neste momento, o mesmo espa&ccedil;o de manobra que Vladimir Putin tem na R&uacute;ssia. No entanto, em particular se a Turquia acabar por evoluir para um sistema presidencial<sup><a href="#51">51</a></sup><a name="top51"></a>, &eacute; poss&iacute;vel que as semelhan&ccedil;as entre os l&iacute;deres se acentuem nos pr&oacute;ximos anos.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>IMPACTOS EXTERNOS</b></p>      <p>Al&eacute;m de um novo Presidente da Rep&uacute;blica (e como consequ&ecirc;ncia disso), a Turquia tem agora tamb&eacute;m um novo primeiro-ministro. Apesar de alguma especula&ccedil;&atilde;o antes das elei&ccedil;&otilde;es presidenciais sobre uma eventual troca de lugares entre o ent&atilde;o presidente Abdullah G&uuml;l e Erdogan, muito &agrave; semelhan&ccedil;a da situa&ccedil;&atilde;o entre Putin e Medvedev na R&uacute;ssia<sup><a href="#52">52</a></sup><a name="top52"></a>, o sucessor apontado pelo partido foi Ahmet Davutoglu, at&eacute; ent&atilde;o ministro dos Neg&oacute;cios Estrangeiros. A nomea&ccedil;&atilde;o de Davutoglu levantou quest&otilde;es quanto ao afastamento de Abdullah G&uuml;l de cargos preeminentes no Governo. A rela&ccedil;&atilde;o entre Erdogan e G&uuml;l ter&aacute; sofrido com os eventos mais recentes, sendo que G&uuml;l adotou uma postura mais conciliat&oacute;ria, especialmente em rela&ccedil;&atilde;o aos protestos no pa&iacute;s que o ent&atilde;o primeiro-ministro<sup><a href="#53">53</a></sup><a name="top53"></a>, enquanto que Davutoglu permaneceu leal a Erdogan<sup><a href="#54">54</a></sup><a name="top54"></a>, algo que o atual presidente da Turquia n&atilde;o deixou de referir na cerim&oacute;nia<sup><a href="#55">55</a></sup><a name="top55"></a>que consagrou Davutoglu como l&iacute;der do akp e consequente primeiro-ministro<sup><a href="#56">56</a></sup><a name="top56"></a>.</p>      <p>Ahmet Davutoglu tem sido o respons&aacute;vel pela estrat&eacute;gia pol&iacute;tica do akp em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pol&iacute;tica externa da Turquia, mesmo antes de ter sido nomeado ministro dos Neg&oacute;cios Estrangeiros em 2009. Foi com base nas ideias de Davutoglu e na sua conce&ccedil;&atilde;o de &laquo;profundidade estrat&eacute;gica&raquo; que a pol&iacute;tica externa da Turquia durante o governo do akp procurou, na &uacute;ltima d&eacute;cada, fortalecer la&ccedil;os com os pa&iacute;ses vizinhos do M&eacute;dio Oriente, C&aacute;ucaso e Balc&atilde;s. Durante este per&iacute;odo, a Turquia tentou assumir um papel mais relevante na pol&iacute;tica internacional, tanto ao n&iacute;vel bilateral, como multilateral. No entanto, Davutoglu e a pol&iacute;tica externa da Turquia t&ecirc;m sido criticados nos &uacute;ltimos anos pela forma como a Turquia tem sido incapaz de lidar com um M&eacute;dio Oriente p&oacute;s-Primavera &Aacute;rabe<sup><a href="#57">57</a></sup><a name="top57"></a>, marcado pela guerra civil na S&iacute;ria e pela crescente amea&ccedil;a de instabilidade no Iraque.</p>      <p>A ret&oacute;rica turca relativamente &agrave; influ&ecirc;ncia positiva de Ancara na regi&atilde;o, incluindo a capacidade de media&ccedil;&atilde;o de conflitos e o uso da diplomacia para chegar a acordo entre partes beligerantes<sup><a href="#58">58</a></sup><a name="top58"></a>, acabou por revelar a falta de uma estrat&eacute;gia clara na resposta da Turquia a estes eventos<sup><a href="#59">59</a></sup><a name="top59"></a>, expondo o vazio da pol&iacute;tica externa de Ancara e a sua limitada influ&ecirc;ncia na regi&atilde;o.</p>      <p>Apesar de promover a luta pela democracia na regi&atilde;o, Ancara teve dificuldade em apoiar for&ccedil;as antirregime nos casos dos pa&iacute;ses com que mantinha boas rela&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas, como foi o caso da L&iacute;bia de Qaddafi. No caso da L&iacute;bia, a Turquia, depois de alguma relut&acirc;ncia, acabou por se juntar &agrave; interven&ccedil;&atilde;o da nato no pa&iacute;s, embora de uma forma passiva numa opera&ccedil;&atilde;o liderada pela Fran&ccedil;a e pela Gr&atilde;-Bretanha, com o apoio dos Estados Unidos. Consciente de que esta indecis&atilde;o poderia levar a um decr&eacute;scimo na popularidade da Turquia na regi&atilde;o, a resposta por parte do Governo turco tornou-se mais assertiva com os casos do Egito e S&iacute;ria<sup><a href="#60">60</a></sup><a name="top60"></a>. No Egito, o akp foi claro no seu apoio ao fim do regime de Mubarak e &agrave; ascens&atilde;o pol&iacute;tica da Irmandade Mu&ccedil;ulmana. Na verdade, a tens&atilde;o entre o Governo turco e o eg&iacute;pcio &eacute; hoje vis&iacute;vel dado o cont&iacute;nuo apoio de Ancara a Morsi, entretanto afastado do Governo<sup><a href="#61">61</a></sup><a name="top61"></a>.</p>      <p>Apesar de tudo, o maior desafio &agrave; pol&iacute;tica externa da Turquia foi e continua a ser a S&iacute;ria. Depois de uma d&eacute;cada que parecia ter estabilizado as rela&ccedil;&otilde;es entre os dois pa&iacute;ses, as revoltas populares na S&iacute;ria voltaram a colocar Ancara e Damasco em polos opostos. Esta proximidade fez com que a Turquia tivesse tentado, ap&oacute;s os primeiros sinais significativos de contesta&ccedil;&atilde;o popular, influenciar o regime de Bashar al-Assad a levar a cabo as reformas exigidas pela popula&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#62">62</a></sup><a name="top62"></a>. Uma vez que Assad n&atilde;o mudou de posi&ccedil;&atilde;o, a Turquia assumiu uma posi&ccedil;&atilde;o tendencialmente cr&iacute;tica, acabando por ativamente apoiar os movimentos de oposi&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#63">63</a></sup><a name="top63"></a>. Nesse sentido, o ei surge como um enorme desafio &agrave; pol&iacute;tica externa turca.</p>      <p>Tanto no caso do Iraque como no caso da S&iacute;ria, uma eventual desintegra&ccedil;&atilde;o destes pa&iacute;ses n&atilde;o s&oacute; geraria imprevis&iacute;veis ondas de instabilidade, como potencialmente levaria &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o de um estado curdo na sua fronteira, uma quest&atilde;o que se tornou ainda mais relevante dado o apoio que os curdos t&ecirc;m recebido por parte dos Estados Unidos na luta contra o ei<sup><a href="#64">64</a></sup><a name="top64"></a>. Mesmo Ancara tem colaborado com os curdos iraquianos na defesa da cidade s&iacute;ria (curda) de Kobane <sup><a href="#65">65</a></sup><a name="top65"></a>, <sup><a href="#66">66</a></sup><a name="top66"></a>.</p>      <p>O atual contexto de viol&ecirc;ncia que assola a regi&atilde;o pode afetar diretamente os planos de Erdogan para o futuro pol&iacute;tico da Turquia, nomeadamente os planos quanto &agrave; altera&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o e consequente mudan&ccedil;a para um sistema presidencial. Uma eventual altera&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o depende do apoio do partido pr&oacute;-curdo Partido da Paz e da Democracia (bdp, na sigla turca). Essa tem sido uma das raz&otilde;es que tem levado Erdogan a procurar uma concilia&ccedil;&atilde;o com o movimento rebelde do pkk, em particular com o seu l&iacute;der Abdullah &Ouml;calan, que se encontra em pris&atilde;o perp&eacute;tua desde 1999<sup><a href="#67">67</a></sup><a name="top67"></a>.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto, este processo est&aacute; em risco pela falta de empenho da Turquia em defender a cidade s&iacute;ria (curda) de Kobane contra o ei. Para o governo de Ancara que tem tido uma posi&ccedil;&atilde;o pouco firme relativamente &agrave; r&aacute;pida ascens&atilde;o do ei<sup><a href="#68">68</a></sup><a name="top68"></a>, o dilema &eacute; grave: ou apoia as for&ccedil;as rebeldes curdas, potenciando a ascens&atilde;o do pkk e de outros movimentos a estes ligados, ou n&atilde;o o faz e correndo o risco de ter de lidar com uma crise humanit&aacute;ria de escala imprevis&iacute;vel. De facto, Ancara tem evitado uma colabora&ccedil;&atilde;o total com os Estados Unidos no combate ao ei na S&iacute;ria, tentando ao mesmo tempo conseguir o apoio da comunidade internacional para uma estrat&eacute;gia que vise n&atilde;o s&oacute; combater o ei mas tamb&eacute;m remover Assad do poder. Davutoglu declarou que a Turquia far&aacute; &laquo;o poss&iacute;vel para ajudar as pessoas de Kobane porque s&atilde;o nossos irm&atilde;os e irm&atilde;s. N&atilde;o os vemos como curdos, turcomanos ou &aacute;rabes. Se h&aacute; necessidade para uma interven&ccedil;&atilde;o em Kobane, n&oacute;s dizemos que h&aacute; necessidade de intervir em toda a S&iacute;ria, em toda a nossa fronteira&raquo;<sup><a href="#69">69</a></sup><a name="top69"></a>. Esta seria uma maneira de garantir que o pkk deixasse de ver Assad como um aliado<sup><a href="#70">70</a></sup><a name="top70"></a>.</p>      <p>A n&atilde;o-interven&ccedil;&atilde;o da Turquia na defesa de Kobane provocou ainda protestos em v&aacute;rios pontos do pa&iacute;s, provocando a morte de dezenas de pessoas, principalmente no leste do pa&iacute;s<sup><a href="#71">71</a></sup><a name="top71"></a>. O Governo chegou mesmo a declarar o recolher obrigat&oacute;rio para v&aacute;rias prov&iacute;ncias da regi&atilde;o<sup><a href="#72">72</a></sup><a name="top72"></a>.</p>      <p>O n&uacute;mero de refugiados (registados) na Turquia ascende hoje em dia a quase 900 mil<sup><a href="#73">73</a></sup><a name="top73"></a>. Este n&uacute;mero t&atilde;o significativo tem levado a um escalar da tens&atilde;o entre diferentes grupos &eacute;tnicos na regi&atilde;o, nomeadamente na prov&iacute;ncia de Hatay onde a chegada de um elevado n&uacute;mero de refugiados, maioritariamente sunitas, perturba o delicado equil&iacute;brio entre as diferentes etnias na regi&atilde;o<sup><a href="#74">74</a></sup><a name="top74"></a>, sendo este um fen&oacute;meno que igualmente presente noutros pontos do pa&iacute;s<sup><a href="#75">75</a></sup><a name="top75"></a>. A chegada de tantos refugiados coloca igualmente em quest&atilde;o a capacidade financeira da Turquia em financiar a cria&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de campos de refugiados. De acordo com a unhcr, a Turquia estava j&aacute; com dificuldades em lidar com os refugiados provenientes um pouco de toda a S&iacute;ria, antes de receber os mais de 180 mil residentes de Kobane<sup><a href="#76">76</a></sup><a name="top76"></a>. A Turquia gastou j&aacute; quatro mil milh&otilde;es de d&oacute;lares na assist&ecirc;ncia aos refugidos, sendo que 220 mil vivem nos campos providenciados pelo Governo e mais de 85 por cento vive fora dos campos, segundo a Amnistia Internacional<sup><a href="#77">77</a></sup><a name="top77"></a>. A n&iacute;vel interno, o estatuto dos refugiados s&iacute;rios levanta ainda quest&otilde;es relativamente a uma eventual estrat&eacute;gia do Governo para conseguir mais apoio eleitoral para o akp, atrav&eacute;s da concess&atilde;o de cidadania a muitos destes<sup><a href="#78">78</a></sup><a name="top78"></a>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>      <p>A Turquia vive hoje num contexto de enorme instabilidade externa e de incerteza quanto ao rumo pol&iacute;tico e econ&oacute;mico do pa&iacute;s. No segundo trimestre de 2014, o crescimento econ&oacute;mico foi mais lento que o esperado, ficando apenas nos 2,1 por cento<sup><a href="#79">79</a></sup><a name="top79"></a>. Entre outros aspetos, a tens&atilde;o pol&iacute;tica gerou uma quebra de confian&ccedil;a no mercado turco, provocando a sa&iacute;da de capital que levou o banco central a aumentar acentuadamente as taxas de juro no in&iacute;cio de 2014<sup><a href="#80">80</a></sup><a name="top80"></a>. O akp domina a vida pol&iacute;tica, mas s&atilde;o in&uacute;meros os sinais de fim de regime, com o avolumar dos casos de corrup&ccedil;&atilde;o, com a multiplica&ccedil;&atilde;o dos casos de censura e com as cada vez mais frequentes demonstra&ccedil;&otilde;es de descontentamento popular. O caminho tra&ccedil;ado por Erdogan que pretende ver a Turquia entre as dez maiores economias mundiais em 2023 (aquando da comemora&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio da Rep&uacute;blica) parece hoje mais distante do que h&aacute; alguns anos atr&aacute;s. O processo de integra&ccedil;&atilde;o europeia s&oacute; existe no papel e a pol&iacute;tica de &laquo;problemas zero com a vizinhan&ccedil;a&raquo; n&atilde;o passa hoje de uma ironia do destino. A Turquia continua, por enquanto, a ser uma pot&ecirc;ncia &laquo;emergente&raquo;. Resta saber at&eacute; quando.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><i>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 21 de outubro de 2014 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 14 de novembro de 2014</i></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>NOTAS</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> dombey, Daniel &ndash; &laquo;Turkey&rsquo;s Erdogan lurches towards authoritarianism&raquo;<i>.</i> In <i>The Financial Times</i>. [Consultado em: 11 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ft.com/intl/cms/s/0/e89e8d74-cfc1-11e3-a2b7-00144feabdc0.html#axzz3GDWyJ1jN" target="blank">http://www.ft.com/intl/cms/s/0/e89e8d74-cfc1-11e3-a2b7-00144feabdc0.html#axzz3GDWyJ1jN</a></p>      <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> &laquo;FM Undersecretary Sinirliog?lu travels to US&raquo;. In <i>Today&rsquo;s Zaman</i>. [Consultado em: 11 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.todayszaman.com/anasayfa_fm-undersecretary-sinirlioglu-travels-to-us_353643.html" target="blank">http://www.todayszaman.com/anasayfa_fm-undersecretary-sinirlioglu-travels-to-us_353643.html</a></p>      <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> &laquo;Erdogan says won&rsquo;t be impartial president&raquo;. In <i>Today&rsquo;s Zaman.</i> [Consultado em: 11 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.todayszaman.com/anasayfa_erdogan-says-wont-be-an-impartial-president_352407.html" target="blank">http://www.todayszaman.com/anasayfa_erdogan-says-wont-be-an-impartial-president_352407.html</a></p>      <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> hale, William, &Ouml;zbudun, Ergun &ndash; <i>Islamism</i>, Democracy and Liberalism in Turkey - the case of the akp. Nova York: Routledge, 2010.</p>      <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> ak Parti. Elections. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.akparti.org.tr/english/secim-ler/genel/2011/" target="blank">http://www.akparti.org.tr/english/secim-ler/genel/2011/</a></p>      <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> turam, Berna &ndash; &laquo;Are rights and liberties safe?&raquo;. In <i>Journal of Democracy</i>. Vol. 23. N.&ordm; 1, 2012, pp. 109-118.</p>      <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> aydin-d&uuml;zgit, Sinem, e keyman, Fuat &ndash; &laquo;eu, Turkey relations and the stagnation of Turkish democracy&raquo;. In <i>Global Turkey in Europe Series</i>. Working Paper 2, 2012.</p>      <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> A Turquia prendeu em 2013 mais jornalistas que qualquer outro pa&iacute;s no mundo. Ver kestler-d&rsquo;amours, Jillian &ndash; &laquo;Turkey: &quot;World&rsquo;s biggest prison&quot; for media&raquo;. In <i>Aljazeera</i>. [Consultado em: 16 outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.aljazeera.com/indepth/features/2013/02/2013217124044793870.html" target="blank">http://www.aljazeera.com/indepth/features/2013/02/2013217124044793870.html</a></p>      <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> turam, Berna &ndash; &laquo;Are rights and liberties safe?&raquo;. In <i>Journal of Democracy</i>. Vol. 23, N.&ordm; 1, 2012, pp. 109-118.</p>      <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> &Ouml;niS&cedil;, Ziya &ndash; &laquo;Monopolizing the Center: the akp and the uncertain path of Turkish democracy&raquo;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=2499213" target="blank">http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=2499213</a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> letsch, Constanze &ndash; &laquo;A year after the protests, Gezi park nurtures the seeds of a new Turkey. In <i>The Guardian</i>. [Consultado em: 5 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.theguardian.com/world/2014/may/29/gezi-park-year-after-protests-seeds-new-turkey" target="blank">http://www.theguardian.com/world/2014/may/29/gezi-park-year-after-protests-seeds-new-turkey</a></p>      <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> &laquo;Highlights of major corruption, bribery operations of Dec. 17, 25&raquo;. In <i>Today&rsquo;s Zaman</i>. [Consultado em: 12 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.todayszaman.com/anasayfa_highlights-of-major-corruption-bribery-operations-of-dec-17-25_357703.html" target="blank">http://www.todayszaman.com/anasayfa_highlights-of-major-corruption-bribery-operations-of-dec-17-25_357703.html</a></p>      <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> &laquo;Turkey PM Erdogan condemns &quot;dirty&quot; corruption probe&raquo;. In <i>BBC News</i>. [Consultado em: 12 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bbc.com/news/worldeurope25437624" target="blank">http://www.bbc.com/news/worldeurope25437624</a></p>      <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> &laquo;Top Turkish ministers resign over Halkbank corruption probe&raquo;, In <i>Deutsche Welle</i>. [Consultado em: 12 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dw.de/top-turkish-ministers-resign-over-halkbank-corruption-probe/a-17323507" target="blank">http://www.dw.de/top-turkish-ministers-resign-over-halkbank-corruption-probe/a-17323507</a> </p>      <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> yackley, Ayla Jean &ndash; &laquo;Turkish court orders arrest of 12 more police officers in wiretap probe&raquo;. In <i>Reuters</i>. [Consultado em: 30 de setembro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://news.yahoo.com/turkish-court-orders-arrest12-more-police-officers022339442.html" target="blank">http://news.yahoo.com/turkish-court-orders-arrest12-more-police-officers022339442.html</a></p>      <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> yavuz, Hakan M. &ndash; &laquo;The G&uuml;len Movement - The Turkish Puritans&raquo;. In <i>Turkish Islam and the secular state: the G&uuml;len movement</i>. Nova York: Syracuse University Press, 2003, pp. 19-47.</p>      <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> uras, Umut &ndash; &laquo;Turkish probe marks AKP-Gulen power struggle&raquo;. In <i>Aljazeera</i>. [Consultado em: 4 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.aljazeera.com/indepth/features/2013/12/turkish-probe-marks-akp-gulen-power-struggle-2013122473646994231.html" target="blank">http://www.aljazeera.com/indepth/features/2013/12/turkish-probe-marks-akp-gulen-power-struggle-2013122473646994231.html</a></p>      <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> arango, Tim &ndash; &laquo;Corruption scandal is edging near Turkish premier. In <i>The New York Times</i>. [Consultado em: 6 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.nytimes.com/2013/12/26/world/europe/turkish-cabinet-members-resign.html?pagewanted=all&amp;_r=2&amp;" target="blank">http://www.nytimes.com/2013/12/26/world/europe/turkish-cabinet-members-resign.html?pagewanted=all&amp;_r=2&amp;</a></p>      <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> &Ouml;ktem, Kerem &ndash; <i>Angry Nation: Turkey since 1989 (Global History of the Present)</i>. Nova York: Zed Books, 2011.</p>      <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> &laquo;Erdogan steps up hateful speech against G&uuml;len&raquo;. In <i>Today&rsquo;s Zaman</i>. [Consultado em: 12 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;-vel em: <a href="http://www.todayszaman.com/anasayfa_erdogan-steps-up-hateful-speech-against-gulen_361501.html" target="blank">http://www.todayszaman.com/anasayfa_erdogan-steps-up-hateful-speech-against-gulen_361501.html</a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> &laquo;Islamic scholar G&uuml;len says Turkey&rsquo;s graft scandal can&rsquo;t be covered up&raquo;. In <i>Today&rsquo;s Zaman</i>. [Consultado em: 12 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.todayszaman.com/national_islamic-scholar-gulen-says-turkeys-graft-scandal-cant-be-covered-up_337707.html" target="blank">http://www.todayszaman.com/national_islamic-scholar-gulen-says-turkeys-graft-scandal-cant-be-covered-up_337707.html</a></p>      <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> &Ouml;zbudun, Ergun &ndash; &laquo;akp at the cros-sroads: Erdogan&rsquo;s majoritarian drift&raquo;. In <i>South European Society and Politics</i>, Vol. 19, N.&ordm; 2, 2014, pp. 155-167.</p>      <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> &laquo;Turkey Mrdog?anays tapped&quot; phone call to son &quot;fabricated&quot;&raquo;. In <i>BBC News</i>. [Consultado em: 13 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.bbc.com/news/world-europe26336354" target="blank">http://www.bbc.com/news/world-europe26336354</a></p>      <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> letsch, Constanze &ndash; &laquo;Turkey: Erdogan under new pressure to quit as protesters take to the streets&raquo;. In <i>The Guardian</i>. [Consultado em: 13 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.theguardian.com/world/2013/dec/28/erdogan-pressure-quit-turkey-protests" target="blank">http://www.theguardian.com/world/2013/dec/28/erdogan-pressure-quit-turkey-protests</a></p>      <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> tattersall, Nick &ndash; &laquo;Turkey calls Syria security leak &quot;villanious&quot;, blocks Youtube&raquo;. In <i>The Guardian.</i> [Consultado em: 13 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.reuters.com/article/2014/03/27/us-syria-crisis-turkey-idUSBREA2Q17420140327" target="blank">http://www.reuters.com/article/2014/03/27/us-syria-crisis-turkey-idUSBREA2Q17420140327</a></p>      <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> &laquo;Turkish PM accuses prosecutors and police of spying&raquo;<i>. </i>In <i>H&uuml;rriyet Daily News</i>. [Consultado em: 12 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hurriyetdailynews.com/turkish-pm-accuses-prosecutors-and-police-of-spying.aspx?pageID=238&amp;nID=62999&amp;NewsCatID=338" target="blank">http://www.hurriyetdailynews.com/turkish-pm-accuses-prosecutors-and-police-of-spying.aspx?pageID=238&amp;nID=62999&amp;NewsCatID=338</a></p>      <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> &laquo;US &quot;shares concerns&quot; regarding Turkey&rsquo;s internet bill&raquo;.In <i>H&uuml;rriyet Daily News</i>. [Consultado em: 30 de setembro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hurriyetdailynews.com/us-shares-concerns-regarding-turkeys-internet-bill.aspx?pageID=238&amp;nID=62153&amp;NewsCatID=339" target="blank">http://www.hurriyetdailynews.com/us-shares-concerns-regarding-turkeys-internet-bill.aspx?pageID=238&amp;nID=62153&amp;NewsCatID=339</a></p>      <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> &laquo;Youtube access restored in Turkey&raquo;. In <i>BBC News.</i> [Consultado <span dir="RTL">em</span> setembro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bbc.com/news/technology-27691892" target="blank">http://www.bbc.com/news/technology-27691892</a></p>      <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> &laquo;US &quot;shares concerns&quot; regarding Turkey&rsquo;s internet bill&raquo;.In <i>H&uuml;rriyet Daily News</i>. [Consultado em: 30 de setembro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hurriyetdailynews.com/us-shares-concerns-regarding-turkeys-internet-bill.aspx?pageID=238&amp;nID=62153&amp;NewsCatID=339" target="blank">http://www.hurriyetdailynews.com/us-shares-concerns-regarding-turkeys-internet-bill.aspx?pageID=238&amp;nID=62153&amp;NewsCatID=339</a></p>      <p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> &laquo;Turkish Constitutional Court strips internet authority of right to close websites&raquo;.In <i>H&uuml;rriyet Daily News</i>. [Consultado em: 1 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hurriyetdailynews.com/turkish-constitutional-court-strips-internet-authority-of-right-to-close-websites.aspx?pageID=238&nID=72479&NewsCatID=339" target="blank">http://www.hurriyetdailynews.com/turkish-constitutional-court-strips-internet-authority-of-right-to-close-websites.aspx?pageID=238&nID=72479&NewsCatID=339</a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> letsch, Constanze &ndash; &laquo;Turkish local elections: akp set for victory&raquo;. In <i>The Guardian</i>. [Consultado em: 1 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.theguardian.com/world/2014/mar/30/turkey-elections-erdogan-truth" target="blank">http://www.theguardian.com/world/2014/mar/30/turkey-elections-erdogan-truth</a></p>      <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> uras, Umut &ndash; &laquo;Turkish PM claims landslide election win&raquo;. In <i>AlJazeera</i>. [Consul-tado em: 28 de setembro de 2014] Dispon&iacute;vel <a href="http://www.aljazeera.com/news/europe/2014/03/turkish-pm-claims-landslide-election-win-201433072930325489.html" target="blank">http://www.aljazeera.com/news/europe/2014/03/turkish-pm-claims-landslide-election-win-201433072930325489.html</a></p>      <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> &laquo;Turkey&rsquo;s opposition seeking recount of Ankara poll results&raquo;. In <i>Reuters</i>. [Con-sultado em: 1 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.reuters.com/article/2014/04/03/us-turkey-election-opposition-idUSBREA320NG20140403" target="blank">http://www.reuters.com/article/2014/04/03/us-turkey-election-opposition-idUSBREA320NG20140403</a></p>      <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> letsch, Constanze &ndash; &laquo;Turkish local elections: akp set for victory&raquo;. In <i>The Guardian</i>. [Consultado em: 1 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.theguardian.com/world/2014/mar/30/turkey-elections-erdogan-truth" target="blank">http://www.theguardian.com/world/2014/mar/30/turkey-elections-erdogan-truth</a></p>      <p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> &laquo;Accreditation barrier for 13 media institutions by akp&raquo;. In <i>Bia News Desk</i>. [Consultado em: 2 de outubro de 2014] Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bianet.org/english/politics/158127-accreditation-barrier-for13-media-institutions-by-akp?bia_source=facebook&amp;utm_source=dlvr.it&amp;utm_medium" target="blank">http://www.bianet.org/english/politics/158127-accreditation-barrier-for13-media-institutions-by-akp?bia_source=facebook&amp;utm_source=dlvr.it&amp;utm_medium</a></p>      <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> &laquo;Turkey&rsquo;s new era for Erdogan begins with media restrictions&raquo;. In <i>Today&rsquo;s Zaman</i>. [Consultado em: 30 de setembro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.todayszaman.com/anasayfa_turkeys-new-era-for-erdogan-begins-with-media-restrictions_356868.html" target="blank">http://www.todayszaman.com/anasayfa_turkeys-new-era-for-erdogan-begins-with-media-restrictions_356868.html</a></p>      <p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> &laquo;Accreditation barrier for 13 media institutions by akp&raquo;. In <i>Bia News Desk</i>.</p>      <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> letsch, Constanze &ndash; &laquo;Turkish local elections: akp set for victory&raquo;. In <i>The Guardian</i>.</p>      <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> kizilkaya, Emre &ndash; &laquo;Explained: Turkey&rsquo;s presidential election results in a nut-shell&raquo;. In <i>H&uuml;rriyet Daily News. </i>[Consultado em: 1 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hurriyetdailynews.com/explained-turkeys-presidential-election-results-in-a-nutshell.aspx?pageID=238&nID=70588&NewsCatID=338" target="blank">http://www.hurriyetdailynews.com/explained-turkeys-presidential-election-results-in-a-nutshell.aspx?pageID=238&nID=70588&NewsCatID=338</a></p>      <p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> &uuml;st&uuml;ntag?, G&uuml;lten &ndash; &laquo;Demirta,s&rsquo;s hdp might evolve into Turkey&rsquo;s party if &Ouml;calan allows it&raquo;.In <i>H&uuml;rriyet Daily News</i>. [Consultado em: 12 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.todayszaman.com/national_demirtass-hdp-might-evolve-into-turkeys-party-if-ocalan-allows-it_355401.html" target="blank">http://www.todayszaman.com/national_demirtass-hdp-might-evolve-into-turkeys-party-if-ocalan-allows-it_355401.html</a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> &laquo;As it happened: Erdogan vows &quot;new era&quot; after elected Turkey&rsquo;s 12th president&raquo;, In <i>H&uuml;rriyet Daily News. </i>[Consultado em: 30 de setembro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hurriyetdailynews.com/as-it-happened-erdogan-vows-new-era-after-elected-turkeys12th-president.aspx?pageID=238&amp;nID=70201&amp;NewsCatID=338" target="blank">http://www.hurriyetdailynews.com/as-it-happened-erdogan-vows-new-era-after-elected-turkeys12th-president.aspx?pageID=238&amp;nID=70201&amp;NewsCatID=338</a></p>      <p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> &laquo;People choose Erdogan as president, Turkey enters new era&raquo;. In<i> Daily Sabah</i> [Consultado em: 1 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dailysabah.com/politics/2014/08/10/erdogan-announced-as-the-new-president-of-turkey" target="blank">http://www.dailysabah.com/politics/2014/08/10/erdogan-announced-as-the-new-president-of-turkey</a></p>      <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> <i>Apud</i> In is irst ampaign ally, Turkish PM Erdogan vows to be an ative president&raquo;. In <i>H&uuml;rriyet Daily News</i>.[Consultado em: 1 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hurriyetdailynews.com/in-his-first-campaign-rally-turkish-pm-erdogan-vows-to-be-an-ative-president.aspx?PageID=238&amp;NID=68722&amp;NewsCatID=338" target="blank">http://www.hurriyetdailynews.com/in-his-first-campaign-rally-turkish-pm-erdogan-vows-to-be-an-ative-president.aspx?PageID=238&amp;NID=68722&amp;NewsCatID=338</a></p>      <p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup> &laquo;Erdogan&rsquo;s grand plan: New Turkey, New Constitution&raquo;. In <i>H&uuml;rriyet Daily News.</i> [Consultado em: 8 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hurriyetdailynews.com/erdogans-grand-plan-new-turkey-new-constitution.aspx?PageID=238&amp;NID=70646&amp;NewsCatID=429" target="blank">http://www.hurriyetdailynews.com/erdogans-grand-plan-new-turkey-new-constitution.aspx?PageID=238&amp;NID=70646&amp;NewsCatID=429</a></p>      <p><Sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></Sup> ete, Hatem, yilmaz, Nuh, e &uuml;st&uuml;n. Kadir &ndash; &laquo;Turkey&rsquo;s Constitutional Referendum of 2010 and Insights for the General Elections of 2001&raquo;. In <i>SETA Policy Report</i>, Vol. 5, 2011.</p>      <p><Sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></Sup> &Ouml;zertem, Hasan S., e &Ouml;zdal, Habibe &ndash; &laquo;What will the power shift bring to Turkish politics and to Turkey-Russia relations?&raquo;. In <i>The Journal of Turkish Weekly.</i> [Consultado em: 10 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.turkishweekly.net/news/171241/what-will-the-power-shift-bring-to-turkish-politics-and-to-turkey-russia-relations.html" target="blank">http://www.turkishweekly.net/news/171241/what-will-the-power-shift-bring-to-turkish-politics-and-to-turkey-russia-relations.html</a></p>      <p><Sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></Sup> &laquo;Ruling akp vocal for presidential sys-tem in run-up to August vote&raquo;. In <i>H&uuml;rriyet Daily News. </i>[Consultado em: 6 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hurriyetdailynews.com/ruling-akp-vocal-for-presidential-system-in-run-up-to-august-vote.aspx?pageID=238&amp;nID=69479&amp;NewsCatID=338" target="blank">http://www.hurriyetdailynews.com/ruling-akp-vocal-for-presidential-system-in-run-up-to-august-vote.aspx?pageID=238&amp;nID=69479&amp;NewsCatID=338</a></p>      <p><Sup><a name="48"></a><a href="#top48">48</a></Sup> <i>Apud</i> albayrak, Aydin &ndash; &laquo;Erdogan&rsquo;s bid to create de facto presidential system to lead tension&raquo;. In <i>Today&rsquo;s Zaman</i>. [Consultado em: 6 de outubro de 2014]. Dispo-n&iacute;vel em: <a href="http://www.todayszaman.com/newsDetail_openPrintPage.action?%20newsId=345682" target="blank">http://www.todayszaman.com/newsDetail_openPrintPage.action?%20newsId=345682</a>; <i>Apud</i> akar&ccedil;esme, Sevgi - &laquo;Erdogan&rsquo;s plans for PM complex signal de facto presidential system&raquo;. In <i>Today&rsquo;s Zaman</i>. [Consultado em: 12 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.todayszaman.com/anasayfa_erdogans-plans-for-pm-complex-signal-de-facto-presidential-system_357577.html" target="blank">http://www.todayszaman.com/anasayfa_erdogans-plans-for-pm-complex-signal-de-facto-presidential-system_357577.html</a></p>      <p><Sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></Sup> toker, Cem &ndash; &laquo;Elections in Turkey: Fair or Fraude-ridden?&raquo;. In <i>Turkish Policy Quaterly</i>. Vol. 12, N.&ordm; 4, 2014, pp. 115-123.</p>      <p><Sup><a name="50"></a><a href="#top50">50</a></Sup> lu, Merve, e zilberman, tarihogBoris &ndash; &laquo;Vladimir Erdogan: how the Turkish premier is consolidating power, Russia-style&raquo;. In <i>Forbes</i>. [Consultado em: 12 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.forbes.com/sites/realspin/2014/07/23/vladimir-erdogan-how-the-turkish-premier-is-consolidating-power-russia-style/" target="blank">http://www.forbes.com/sites/realspin/2014/07/23/vladimir-erdogan-how-the-turkish-premier-is-consolidating-power-russia-style/</a>; bershidsky, Leonid - &laquo;The Vladimir Putin school of leader-ship&raquo;. In <i>Bloomberg</i> [Consultado em: 12 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bloombergview.com/articles/2014-08-05/the-vladimir-putin-school-of-leadership" target="blank">http://www.bloombergview.com/articles/2014-08-05/the-vladimir-putin-school-of-leadership</a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="51"></a><a href="#top51">51</a></Sup> cengiz, Orhan K. &ndash; &laquo;The difference between Putin and Erdogan&raquo;. In <i>Today&rsquo;s Zaman</i>. [Consultado em: 6 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.todayszaman.com/columnist/orhan-kemal-cengiz/the-difference-between-putin-and-erdogan_351402.html" target="blank">http://www.todayszaman.com/columnist/orhan-kemal-cengiz/the-difference-between-putin-and-erdogan_351402.html</a></p>      <p><Sup><a name="52"></a><a href="#top52">52</a></Sup> yetkin, Murat &ndash; &laquo;Is Putin-Medveded model applicable to Erdogan-G&uuml;l?&raquo;. In <i>H&uuml;rriyet Daily News</i>. [Consultado em: 6 de outubro de 2011]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hurriyetdailynews.com/is-putin-medvedev-model-applicable-to-erdogan-gul.aspx?pageID=449&amp;nID=8508&amp;NewsCatID=409" target="blank">http://www.hurriyetdailynews.com/is-putin-medvedev-model-applicable-to-erdogan-gul.aspx?pageID=449&amp;nID=8508&amp;NewsCatID=409</a></p>      <p><Sup><a name="53"></a><a href="#top53">53</a></Sup> &laquo;G&uuml;l &quot;frozen out of running&quot; for Turkey PM&raquo;. In <i>AFP</i>. [Consultado em: 10 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://english.alarabiya.net/en/News/world/2014/08/17/Gul-frozen-out-of-running-for-Turkey-PM-.html" target="blank">http://english.alarabiya.net/en/News/world/2014/08/17/Gul-frozen-out-of-running-for-Turkey-PM-.html</a></p>      <p><Sup><a name="54"></a><a href="#top54">54</a></Sup> &ccedil;oskun, Orhan &ndash; &laquo;Turkish President G&uuml;l tips FM Davutoglu to be next prime minister&raquo;. In <i>Reuters.</i> [Consultado em: 10 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.reuters.com/article/2014/08/19/us-turkey-government-idUSKBN0GJ21Z20140819" target="blank">http://www.reuters.com/article/2014/08/19/us-turkey-government-idUSKBN0GJ21Z20140819</a>.</p>      <p><Sup><a name="55"></a><a href="#top55">55</a></Sup> &laquo;As it happened, Turkey&rsquo;s ruling party elects Davutoglu as new chair&raquo;. In <i>H&uuml;rriyet Daily News. </i>[Consultado em: 28 de agosto de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hurriyetdailynews.com/as-it-happened-turkeys-ruling-party-elects-davutoglu-as-new-chair.aspx?pageID=238&amp;nID=70965&amp;NewsCatID=338" target="blank">http://www.hurriyetdailynews.com/as-it-happened-turkeys-ruling-party-elects-davutoglu-as-new-chair.aspx?pageID=238&amp;nID=70965&amp;NewsCatID=338v</a></p>      <p><Sup><a name="56"></a><a href="#top56">56</a></Sup> De notar ainda que o carisma de Erdogan e o seu estilo populista marcam a sua lideran&ccedil;a, sendo que at&eacute; a sua despedida do partido levou alguns dos deputados do akp &agrave;s l&aacute;grimas. Ver em &Ouml;zel, Riza &ndash; &laquo;PM Erdogan&rsquo;s &quot;final group speech&quot; moves deputies to tears&raquo;. In <i>H&uuml;rriyet Daily News</i>. [Consultado em: 10 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hurriyetdailynews.com/in-photos-pm-erdogans-final-group-speech-moves-deputies-to-tears.aspx?PageID=238&amp;NID=69477&amp;NewsCatID=338" target="blank">http://www.hurriyetdailynews.com/in-photos-pm-erdogans-final-group-speech-moves-deputies-to-tears.aspx?PageID=238&amp;NID=69477&amp;NewsCatID=338</a></p>      <p><Sup><a name="57"></a><a href="#top57">57</a></Sup> cook, Steve &ndash; &laquo;Arab Spring, Turkish Fall&raquo;. In <i>Foreign Policy</i>. [Consultado em: 20 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://foreignpolicy.com/posts/2011/05/05/arab_spring_turkish_fall/" target="blank">http://foreignpolicy.com/posts/2011/05/05/arab_spring_turkish_fall/</a>; kibarog?lu, Mustafa - &laquo;What went wrong with the &quot;Zero Problems with Nei-ghbors&quot; doctrine?&raquo;. In <i>Turkish Policy Quarterly</i>. Vol. 11, N.&ordm; 3, 2012, pp. 85-93.</p>      <p><Sup><a name="58"></a><a href="#top58">58</a></Sup> DAVUTOGLU, Ahmed &ndash; &laquo;Turkey&rsquo;s mediation: critical reflections from the field&raquo;. In <i>Middle East Policy</i>, Vol. 20, N.&ordm; 1, 2013, pp. 83-90.</p>      <p><Sup><a name="59"></a><a href="#top59">59</a></Sup> &Ouml;nis&cedil;, Ziya &ndash; &laquo;Turkey and the Arab Spring: between ethics and self-interest&raquo;. In <i>Insight Turkey</i>, Vol. 14, N.&ordm; 3, 2012, pp. 45-63.</p>      <p><Sup><a name="60"></a><a href="#top60">60</a></Sup> &Ouml;nis&cedil;, Ziya &ndash; &laquo;Turkey and the Arab revolutions: boundaries of regional power influence in a turbulent Middle East&raquo;. In <i>Mediterranean Politics.</i> Vol. 19, N.&ordm; 2, pp. 203-219.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="61"></a><a href="#top61">61</a></Sup> albayrak, Aydin &ndash; &laquo;Erdogan&rsquo;s biting language towards Egypt&rsquo;s Sisi costly for Turkey&raquo;. In <i>Today&rsquo;s Zaman</i>. [Consultado em: 26 de novembro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.todayszaman.com/anasayfa_erdogans-biting-language-towards-egypts-sisi-costly-for-turkey_360732.html" target="blank">http://www.todayszaman.com/anasayfa_erdogans-biting-language-towards-egypts-sisi-costly-for-turkey_360732.html</a></p>      <p><Sup><a name="62"></a><a href="#top62">62</a></Sup> ?uzlu, Tarik &ndash; &laquo;The &quot;Arab Spring&quot; and the rise of the 2.0 version of Turkey&rsquo;s &quot;zero problems with neighbors&quot; policy&raquo;. In <i>SAM Papers</i>, N.&ordm; 1, 2012.</p>      <p><Sup><a name="63"></a><a href="#top63">63</a></Sup> akyol, Mustafa &ndash; &laquo;The truth about Turkey and ISIL (I)&raquo;. In <i>H&uuml;rriyet Daily News</i>. [Consultado em: 26 de novembro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hurriyetdailynews.com/the-truth-about-turkey-and-isili.aspx?pageID=449&amp;nID=71803&amp;NewsCatID=411" target="blank">http://www.hurriyetdailynews.com/the-truth-about-turkey-and-isili.aspx?pageID=449&amp;nID=71803&amp;NewsCatID=411</a></p>      <p><Sup><a name="64"></a><a href="#top64">64</a></Sup> kaplan, Morgan L. &ndash; &laquo;Why the US backed the Kurds&raquo;. In <i>The Washington Post</i>. [Consultado em: 27 de novembro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.washingtonpost.com/blogs/monkey-cage/wp/2014/09/09/why-the-u-s-backed-the-kurds/" target="blank">http://www.washingtonpost.com/blogs/monkey-cage/wp/2014/09/09/why-the-u-s-backed-the-kurds/</a></p>      <p><Sup><a name="65"></a><a href="#top65">65</a></Sup> solaker, G&uuml;lsen, e perry, Tom &ndash; &laquo;Turkey to let Iraqi Kurds reinforce Kobani as U.S. drops arms to defenders&raquo;. In <i>Reuters</i>. [Consultado em: 27 de novembro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.reuters.com/article/2014/10/20/us-mideast-crisis-usa-airdrops-idUSKCN0I904X20141020" target="blank">http://www.reuters.com/article/2014/10/20/us-mideast-crisis-usa-airdrops-idUSKCN0I904X20141020</a>.</p>      <p><Sup><a name="66"></a><a href="#top66">66</a></Sup> Apesar do receio do que estes acontecimentos poder&atilde;o implicar para a popula&ccedil;&atilde;o curda na Turquia, o interesse econ&oacute;mico por parte da Turquia no territ&oacute;rio curdo iraquiano &eacute; not&oacute;rio; heuvelen, Ben Van &ndash; &laquo;Iraq&rsquo;s Kurdish region pursues ties with Turkey&raquo;. In <i>The Washington Post</i>. [Consultado em: 26 de novembro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.washingtonpost.com/world/middle_east/iraqs-kurdish-region-pursues-ties-with-turkey-for-oil-and-independence/2013/11/09/ffae210a-41a5-11e3-8b74-d89d714ca4dd_story.html" target="blank">http://www.washingtonpost.com/world/middle_east/iraqs-kurdish-region-pursues-ties-with-turkey-for-oil-and-independence/2013/11/09/ffae210a-41a5-11e3-8b74-d89d714ca4dd_story.html</a></p>      <p><Sup><a name="67"></a><a href="#top67">67</a></Sup> larrabee, F. Stephen &ndash; &laquo;Why Erdogan wants peace with the pkk &ndash; The end of an insurgency&raquo;. In <i>Foreign Affairs</i>. [Consultado em: 10 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.foreignaffairs.com/articles/139081/f-stephen-larrabee/why-erdogan-wants-peace-with-the-pkk" target="blank">http://www.foreignaffairs.com/articles/139081/f-stephen-larrabee/why-erdogan-wants-peace-with-the-pkk</a></p>      <p><Sup><a name="68"></a><a href="#top68">68</a></Sup> yildiz, G&uuml;ney &ndash; &laquo;Turkey&rsquo;s PKK peace process at &quot;risk&quot; from Syria crisis&raquo;. In <i>BBC News</i>. [Consultado em: 10 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bbc.com/news/world-europe29403550" target="blank">http://www.bbc.com/news/world-europe29403550</a></p>      <p><Sup><a name="69"></a><a href="#top69">69</a></Sup> <i>Apud</i> krever, Mick &ndash; &laquo;Turkey willing to put troops in Syria &quot;if others do their part&quot;, Prime Minister says&raquo;. In <i>CNN</i>. [Consultado em: 10 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://edition.cnn.com/2014/10/06/world/meast/amanpour-davutoglu-interview/" target="blank">http://edition.cnn.com/2014/10/06/world/meast/amanpour-davutoglu-interview/</a></p>      <p><Sup><a name="70"></a><a href="#top70">70</a></Sup> yetkin, Murat &ndash; &laquo;Turkey, Isil and the pkk: it&rsquo;s complicated&raquo;. In <i>H&uuml;rriyet Daily News.</i> [Consultado em: 10 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hurriyetdailynews.com/turkey-isil-and-the-pkk-its-complicated.aspx?PageID=238&amp;NID=72628&amp;NewsCatID=409" target="blank">http://www.hurriyetdailynews.com/turkey-isil-and-the-pkk-its-complicated.aspx?PageID=238&amp;NID=72628&amp;NewsCatID=409</a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="71"></a><a href="#top71">71</a></Sup> h&uuml;rriyet daily news &ndash; &ldquo;Turkish PM blames opposition, world powers as pro-test death toll rises&rdquo;. <i>In H&uuml;rriyet Daily News</i>. [Consultado em: 27 de novembro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hurriyetdailynews.com/turkish-pm-blames-opposition-world-powers-as-protest-death-toll-rises.aspx?PageID=238&amp;NID=72722&amp;NewsCatID=338" target="blank">http://www.hurriyetdailynews.com/turkish-pm-blames-opposition-world-powers-as-protest-death-toll-rises.aspx?PageID=238&amp;NID=72722&amp;NewsCatID=338</a></p>      <p><Sup><a name="72"></a><a href="#top72">72</a></Sup> &laquo;Wrap up: at least 26 killed in isil protests across Turkey as curfew declared in six provinces&raquo;. In <i>H&uuml;rriyet Daily News </i>[Consultado em: 27 de novembro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hurriyetdailynews.com/wrap-up-at-least18-killed-in-isil-protests-across-turkey-as-curfew-declared-in-six-provinces.aspx?pageID=517&amp;nID=72659&amp;NewsCatID=341" target="blank">http://www.hurriyetdailynews.com/wrap-up-at-least18-killed-in-isil-protests-across-turkey-as-curfew-declared-in-six-provinces.aspx?pageID=517&amp;nID=72659&amp;NewsCatID=341</a></p>      <p><Sup><a name="73"></a><a href="#top73">73</a></Sup> &laquo;Syria Regional Refugee Response&raquo;. In <i>unhcr</i>. [Consultado em: 13 de outubro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://data.unhcr.org/syrianrefugees/country.php?id=224" target="blank">http://data.unhcr.org/syrianrefugees/country.php?id=224</a></p>      <p><Sup><a name="74"></a><a href="#top74">74</a></Sup> &laquo;Blurring the borders: Syrian Spillover Risks for Turkey&raquo;. In <i>International Crisis Group</i>[Consultado em: 28 de novembro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.crisisgroup.org/en/publication-type/media-releases/2013/europe/blurring-the-borders-syrian-spillover-risks-for-turkey.aspx" target="blank">http://www.crisisgroup.org/en/publication-type/media-releases/2013/europe/blurring-the-borders-syrian-spillover-risks-for-turkey.aspx</a></p>      <p><Sup><a name="75"></a><a href="#top75">75</a></Sup> idiz, Semih &ndash; &laquo;Turkey&rsquo;s Syrian refugee problem spirals out of control&raquo;. In <i>Al Monitor</i>. [Consultado em: 28 de novembro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.al-monitor.com/pulse/originals/2014/07/idiz-turkey-syrian-refugees-local-tension-adana-istanbul.html#" target="blank">http://www.al-monitor.com/pulse/originals/2014/07/idiz-turkey-syrian-refugees-local-tension-adana-istanbul.html#</a></p>      <p><Sup><a name="76"></a><a href="#top76">76</a></Sup> guilbert, Kieran &ndash; &laquo;More funds nee-ded for million Syrian refugees in Turkey: unhcr&raquo;. In <i>Reuters</i>. [Consultado em: 28 de novembro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.reuters.com/article/2014/10/09/us-foundation-syria-turkey-refugees-idUSKCN0HX1YC20141009" target="blank">http://www.reuters.com/article/2014/10/09/us-foundation-syria-turkey-refugees-idUSKCN0HX1YC20141009</a></p>      <p><Sup><a name="77"></a><a href="#top77">77</a></Sup>  letsch, Constanze &ndash; &laquo;Amnesty report reveals desperate plight of Syrian refu-gees in Turkey&raquo;. In <i>The Guardian</i>. [Consultado em: 28 de novembro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.theguardian.com/world/2014/nov/20/amnesty-report-desperate-plight-syrian-refugees-turkey" target="blank">http://www.theguardian.com/world/2014/nov/20/amnesty-report-desperate-plight-syrian-refugees-turkey</a></p>      <p><Sup><a name="78"></a><a href="#top78">78</a></Sup> &laquo;Turkish government to let Syrian refugees vote in elections, chp claims&raquo;. In <i>H&uuml;rriyet Daily News. </i>[Consultado em: 28 de novembro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hurriyetdailynews.com/turkish-government-to-let-syrian-refugees-vote-in-elections-chp-claims.aspx?pageID%20=238&amp;nid=58449" target="blank">http://www.hurriyetdailynews.com/turkish-government-to-let-syrian-refugees-vote-in-elections-chp-claims.aspx?pageID%20=238&amp;nid=58449</a></p>      <p><Sup><a name="79"></a><a href="#top79">79</a></Sup> zalewski, Pietr &ndash; &laquo;Turkey&rsquo;s economic growth slower than expected&raquo;. In <i>Financial Times</i>. [Consultado em: 14 de novembro de 2014]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ft.com/intl/cms/s/0/c05636f0-38cb-11e4-a53b-00144feabdc0.html#axzz3J3lTs9kj" target="blank">http://www.ft.com/intl/cms/s/0/c05636f0-38cb-11e4-a53b-00144feabdc0.html#axzz3J3lTs9kj</a></p>      <p><Sup><a name="80"></a><a href="#top80">80</a></Sup> Turkey Economic Forecast Summary, OCDE, maio 2014. [Consultado em: 14 de novembro de 2014] Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.oecd.org/economy/turkey-economic-forecast-summary.htm" target="blank">http://www.oecd.org/economy/turkey-economic-forecast-summary.htm</a></p>       ]]></body>
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