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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As relações União Europeia - Israel: Uma agenda de investigação]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article presents an overview of the current state of affairs of the EU-Israel relations and contributes to an expansion of the research agenda of this field. With a focus on the social and political developments of the last five years, it argues that this relationship exhibits patterns of cooperation and conflict, and attraction and repulsion. The remarkable importance that the EU has for Israel in the domains of economy, trade, science and culture is not matched by an equivalent political leverage, despite EU’s efforts in influencing regional political developments, mainly the ones regarding the Israeli-Palestinian conflict. Departing from this context, the article critically engages with the literature and presents avenues for further inquiry on this topic.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>As rela&ccedil;&otilde;es Uni&atilde;o Europeia &ndash; Israel. Uma agenda de investiga&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a></b></p>      <p><b>European Union-Israel relations: a research agenda</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Bruno Oliveira Martins<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a></b></p>      <p>Professor auxiliar na Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Foi analista pol&iacute;tico na Delega&ccedil;&atilde;o da UE em Israel e investigador no Egmont Institute (Bruxelas), na Universidade Ben-Gurion (Beersheva, Israel), no Instituto Universit&aacute;rio Europeu (Floren&ccedil;a) e no NICPRI/Universidade do Minho. Entre as suas publica&ccedil;&otilde;es mais recentes encontra-se <i>The EU&rsquo;s Fight Against Terrorism: The CFSP and Beyond</i> (co-organizado com Laura Ferreira-Pereira, Routledge 2014).</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>      <p>Este artigo apresenta uma vis&atilde;o do estado actual das rela&ccedil;&otilde;es entre a Uni&atilde;o Europeia e Israel e contribui para uma expans&atilde;o da literatura neste dom&iacute;nio. Com um foco nos desenvolvimentos pol&iacute;ticos e sociais verificados ao longo dos &uacute;ltimos cinco anos, nesta contribui&ccedil;&atilde;o argumenta-se que estas rela&ccedil;&otilde;es exibem um paradoxo na medida em que din&acirc;micas de coopera&ccedil;&atilde;o e conflito, e de atrac&ccedil;&atilde;o e repulsa, coexistem e alternam entre si. A assinal&aacute;vel import&acirc;ncia que a UE tem para Israel do ponto de vista econ&oacute;mico, comercial, cient&iacute;fico e cultural, n&atilde;o &eacute; correspondida com um poder pol&iacute;tico na mesma medida, apesar dos esfor&ccedil;os da UE em influenciar desenvolvimentos pol&iacute;ticos regionais, sobretudo no que diz respeito ao conflito israelo-palestiniano. Partindo deste contexto, este artigo analisa criticamente a literatura produzida at&eacute; hoje e abre novas avenidas para a expans&atilde;o da agenda de investiga&ccedil;&atilde;o nas rela&ccedil;&otilde;es entre a Uni&atilde;o Europeia e Israel.</p>      <p><b>Palavras-chave:</b><i> </i>Uni&atilde;o Europeia, Israel, pol&iacute;tica externa EUropeia, conflito israelo-palestiniano</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>      <p>This article presents an overview of the current state of affairs of the EU-Israel relations and contributes to an expansion of the research agenda of this field. With a focus on the social and political developments of the last five years, it argues that this relationship exhibits patterns of cooperation and conflict, and attraction and repulsion. The remarkable importance that the EU has for Israel in the domains of economy, trade, science and culture is not matched by an equivalent political leverage, despite EU&rsquo;s efforts in influencing regional political developments, mainly the ones regarding the Israeli-Palestinian conflict. Departing from this context, the article critically engages with the literature and presents avenues for further inquiry on this topic.</p>      <p><b>Keywords</b>: European Union, Israel, European foreign policy, Israelo-palestinian conflict</p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Desenvolvidas ao longo de cerca de seis d&eacute;cadas de coopera&ccedil;&atilde;o institucionalizada, as rela&ccedil;&otilde;es entre a Uni&atilde;o Europeia (ue) e Israel apresentam hoje um alto n&iacute;vel de complexidade e enfrentam um conjunto de desafios de grande abrang&ecirc;ncia. Durante este per&iacute;odo, e por motivos de &iacute;ndole diversa que ser&atilde;o abordados mais adiante, esta parceria tem conhecido v&aacute;rias fases com caracter&iacute;sticas e din&acirc;micas diferentes, com pontos de viragem correspondendo a grandes eventos internacionais como a cria&ccedil;&atilde;o das primeiras Comunidades Europeias na d&eacute;cada de 1950, a Guerra dos Seis Dias de 1967, os Acordos de Oslo de 1993, a cria&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Europeia de Vizinhan&ccedil;a (pev) em 2003 ou a Opera&ccedil;&atilde;o Cast Lead, entre Dezembro de 2008 e Janeiro de 2009. &Agrave; medida que estas din&acirc;micas se densificaram, sobretudo com os desenvolvimentos surgidos nos &uacute;ltimos cinco anos, as rela&ccedil;&otilde;es entre a UE e Israel conquistaram uma aten&ccedil;&atilde;o crescente por parte da literatura, com artigos publicados em n&uacute;mero assinal&aacute;vel em algumas das principais revistas EUropeias<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>e monografias e volumes colectivos publicados por editoras e <i>think tanks </i>importantes na Europa e em Israel<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>.</p>      <p>Este artigo pretende contribuir para uma expans&atilde;o da agenda de investiga&ccedil;&atilde;o deste tema. Entende-se que, para al&eacute;m da riqueza emp&iacute;rica que resulta do cruzamento entre Bruxelas e o Estado judaico, as rela&ccedil;&otilde;es entre a UE e Israel apresentam uma oportunidade para explorar diversas abordagens te&oacute;ricas e conceptuais. Nas sec&ccedil;&otilde;es que se seguem, destacar-se-&atilde;o os motivos que as tornam importantes no panorama dos estudos EUropeus contempor&acirc;neos. Para isso, a segunda sec&ccedil;&atilde;o deste artigo apresenta um enquadramento da situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, institucional e econ&oacute;mica que envolve ambas as partes. A terceira sec&ccedil;&atilde;o, por seu turno, analisa as principais tend&ecirc;ncias presentes na literatura, salientando o papel de destaque assumido por abordagens de &iacute;ndole normativa. Seguidamente, a sec&ccedil;&atilde;o quatro aponta as &aacute;reas que dever&atilde;o ser objecto de pesquisa, tanto a n&iacute;vel substancial como te&oacute;rico, constituindo o principal contributo deste artigo. Aqui, ser&atilde;o elencados temas que ainda n&atilde;o foram suficientemente explorados pela literatura, e que dever&atilde;o constituir novas avenidas de investiga&ccedil;&atilde;o no dom&iacute;nio das rela&ccedil;&otilde;es entre a UE e Israel. Estes temas a explorar resultam tanto de desenvolvimentos pol&iacute;ticos e sociais surgidos recentemente como de abordagens te&oacute;ricas dos dom&iacute;nios dos estudos EUropeus e das rela&ccedil;&otilde;es internacionais que ainda n&atilde;o foram utilizadas na investiga&ccedil;&atilde;o destas rela&ccedil;&otilde;es.</p>      <p>Do ponto de vista acad&eacute;mico, o desenvolvimento de agendas de investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; um exerc&iacute;cio relevante por tr&ecirc;s motivos principais. Em primeiro lugar, requer um dom&iacute;nio do estado da arte de um determinado tema, algo que constitui um passo necess&aacute;rio para gerar contribui&ccedil;&otilde;es originais e um avan&ccedil;o no conhecimento. Em segundo lugar, permite uma an&aacute;lise cr&iacute;tica desse mesmo estado da arte, o que &eacute; fundamental para identificar tend&ecirc;ncias, assinalar lacunas e encetar um di&aacute;logo no seio do campo tem&aacute;tico em apre&ccedil;o. Em terceiro e &uacute;ltimo lugar, permite um foco no desenvolvimento de um campo tem&aacute;tico com um detalhe que outros artigos n&atilde;o apresentam, justamente porque estes &uacute;ltimos se centram apenas num desenvolvimento em concreto, e n&atilde;o numa expans&atilde;o geral do tema. Tendo em aten&ccedil;&atilde;o o material emp&iacute;rico, o potencial para explora&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica, e os desenvolvimentos surgidos recentemente, as rela&ccedil;&otilde;es entre a UE e Israel justificam um exerc&iacute;cio como o proposto aqui, at&eacute; porque esse mesmo exerc&iacute;cio ainda n&atilde;o foi feito.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>ENQUADRAMENTO POL&Iacute;TICO, INSTITUCIONAL </b><b>E ECON&Oacute;MICO: O PARADOXO</b></p>      <p>De acordo com os n&uacute;meros mais recentes apresentados pela Comiss&atilde;o Europeia, 34,5 por cento das importa&ccedil;&otilde;es israelitas t&ecirc;m origem na UE, e cerca de 26,1 por cento das exporta&ccedil;&otilde;es de Israel t&ecirc;m como destino um ou mais dos actuais 28 estados-membros da UE. Estes valores fazem da UE a maior fonte de importa&ccedil;&otilde;es para Israel e, ao mesmo tempo, o segundo principal destino das suas exporta&ccedil;&otilde;es<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>. Este volume de transac&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas &eacute; acompanhado por um elevado n&iacute;vel de coopera&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas como ci&ecirc;ncia e tecnologia, turismo, ind&uacute;stria, interc&acirc;mbio acad&eacute;mico e agricultura. A estes factos deve juntar-se ainda a circunst&acirc;ncia de que Israel &eacute; o terceiro pa&iacute;s n&atilde;o membro da UE com maior participa&ccedil;&atilde;o em programas comunit&aacute;rios, logo a seguir &agrave; Noruega e &agrave; Su&iacute;&ccedil;a. &Eacute;, portanto, o pa&iacute;s n&atilde;o EUropeu que apresenta um contacto mais pr&oacute;ximo com a UE. Estas trocas comerciais e cient&iacute;ficas n&atilde;o t&ecirc;m origem numa simples equa&ccedil;&atilde;o racional. Os la&ccedil;os entre judeus e a Europa t&ecirc;m s&eacute;culos de exist&ecirc;ncia, numa coexist&ecirc;ncia altamente turbulenta (no m&iacute;nimo) mas extremamente rica em termos de influ&ecirc;ncias m&uacute;tuas. Quando discursou em Jerusal&eacute;m em 1985 por ocasi&atilde;o do Jerusalem Prize que ent&atilde;o lhe foi atribu&iacute;do, o escritor checo Milan Kundera, falando da tradi&ccedil;&atilde;o cosmopolita e supranacional da Europa, e da contribui&ccedil;&atilde;o dos judeus para esse mesmo pensamento, referiu que</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <blockquote>&laquo;Os judeus mantiveram a f&eacute; no cosmopolitismo EUropeu mesmo quando a Europa lhes falhou de forma dram&aacute;tica. E Israel, a sua pequena terra-natal finalmente readquirida, parece-me ser o verdadeiro cora&ccedil;&atilde;o da Europa &ndash; um cora&ccedil;&atilde;o estranhamente localizado fora do corpo.&raquo;<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a></p></blockquote>      <p>Milh&otilde;es de israelitas t&ecirc;m antepassados EUropeus e as afinidades culturais com a Europa s&atilde;o mais do que justificadas pela hist&oacute;ria. E se do ponto de vista econ&oacute;mico e cultural a UE e Israel s&atilde;o parceiros naturais, do ponto de vista pol&iacute;tico e estrat&eacute;gico, Israel deveria ser um foco &oacute;bvio das aten&ccedil;&otilde;es de Bruxelas por tr&ecirc;s raz&otilde;es inter-relacionadas e claramente identific&aacute;veis: devido &agrave; proximidade geogr&aacute;fica entre ambas as partes, aos la&ccedil;os hist&oacute;ricos e culturais em comum, e &agrave; import&acirc;ncia pol&iacute;tica e estrat&eacute;gica de tudo o que envolve o M&eacute;dio Oriente. No entanto, a relev&acirc;ncia econ&oacute;mica que a UE tem para Israel n&atilde;o se materializa num poder pol&iacute;tico equivalente por v&aacute;rios motivos, todos eles relacionados com o conflito israelo-palestiniano. O facto de ambas as partes terem opini&otilde;es divergentes quanto a quest&otilde;es fulcrais deste conflito &ndash; tais como defini&ccedil;&atilde;o de fronteiras, o estatuto de Jerusal&eacute;m, e a presen&ccedil;a de colonatos da Cisjord&acirc;nia &ndash; t&ecirc;m recentemente impedido a coopera&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica ao mais alto n&iacute;vel.</p>      <p>Este paradoxo entre a dimens&atilde;o econ&oacute;mica e os la&ccedil;os culturais e hist&oacute;ricos, por um lado, e os problemas inerentes a uma quest&atilde;o pol&iacute;tica de uma complexidade inesgot&aacute;vel, por outro, adensam-se se tomarmos em linha de conta o arranjo institucional que enquadra as rela&ccedil;&otilde;es entre a UE e Israel. Estas transac&ccedil;&otilde;es decorrem em tr&ecirc;s n&iacute;veis diferentes: o chamado Processo de Barcelona: Uni&atilde;o para o Mediterr&acirc;neo, a PEV, e o Quarteto para a Paz no M&eacute;dio Oriente. No primeiro caso, trata-se de um f&oacute;rum multilateral envolvendo a UE e os pa&iacute;ses da margem sul do Mediterr&acirc;neo. O segundo caso refere-se &agrave; estrutura que regula a rela&ccedil;&atilde;o bilateral entre Bruxelas e o Estado judaico. O terceiro caso refere-se ao f&oacute;rum diplom&aacute;tico do qual tamb&eacute;m fazem parte os Estados Unidos, a R&uacute;ssia e as Na&ccedil;&otilde;es Unidas, que tem a seu cargo o impulso e a media&ccedil;&atilde;o das conversa&ccedil;&otilde;es entre israelitas e palestinianos tendentes &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica deste conflito que vigora desde o final da d&eacute;cada de 1940.</p>      <p>Este caso demonstra a amplitude dos instrumentos diplom&aacute;ticos ao dispor da Uni&atilde;o mas revela igualmente que a exist&ecirc;ncia de m&uacute;ltiplas ferramentas n&atilde;o significa necessariamente efici&ecirc;ncia e efic&aacute;cia. De um ponto de vista conceptual, as diferentes naturezas destas plataformas parecem abrir a porta a uma efectiva afirma&ccedil;&atilde;o da UE em Israel. Mas o que a realidade demonstra &eacute; que essa afirma&ccedil;&atilde;o apenas se d&aacute; em mat&eacute;rias de <i>low politics </i>e em determinadas &aacute;reas econ&oacute;micas e sociais. Por um vasto conjunto de motivos, tanto inerentes &agrave; pr&oacute;pria UE como ao pr&oacute;prio conflito israelo-palestiniano e &agrave; influ&ecirc;ncia de estados terceiros (sobretudo os Estados Unidos), a UE nunca conseguiu influenciar decisivamente o desenrolar das negocia&ccedil;&otilde;es entre israelitas e palestinianos, apesar de este tema permanecer na agenda A comunit&aacute;ria desde a primeira reuni&atilde;o da Coopera&ccedil;&atilde;o Pol&iacute;tica Europeia, o f&oacute;rum que, nos anos 1970 e 1980, antecedeu a Pol&iacute;tica Externa e de Seguran&ccedil;a Comum. Todos estes factores tornam as rela&ccedil;&otilde;es entre a UE e Israel um tema de particular import&acirc;ncia no campo da pol&iacute;tica externa EUropeia e que permite v&aacute;rias abordagens por parte da literatura.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>PADR&Otilde;ES DE COMPORTAMENTO ENTRE 2009 E 2014</b></p>      <p>A persist&ecirc;ncia de din&acirc;micas paralelas de coopera&ccedil;&atilde;o e conflito entre Israel e a UE, presente ao longo de d&eacute;cadas, tornou-se particularmente vis&iacute;vel ao longo dos &uacute;ltimos cinco anos. Durante o ano de 2008, Bruxelas e Jerusal&eacute;m foram palco de sucessivas reuni&otilde;es nas quais ficou acordado que o Plano de Ac&ccedil;&atilde;o &ndash; o documento que regula as rela&ccedil;&otilde;es bilaterais em sede de PEV &ndash; deveria ser expandido, concretizando o desejo de ambas as partes de alargar a coopera&ccedil;&atilde;o a novas &aacute;reas. Em 16 de Junho de 2008, na Oitava Reuni&atilde;o do EU-Israel Association Council, ambas as partes acordaram um <i>upgrade </i>do Plano de Ac&ccedil;&atilde;o, a ter lugar durante 2009. Isso mesmo veio a ser confirmado no Conselho de Assuntos Gerais e Rela&ccedil;&otilde;es Externas que teve lugar em Bruxelas a 8 e 9 de Dezembro desse mesmo ano. No documento que resume as decis&otilde;es adoptadas nessa reuni&atilde;o foi referido que</p>      <p>    <blockquote>&laquo;Esta subida de n&iacute;vel das rela&ccedil;&otilde;es bilaterais dever&aacute; igualmente ser concebida e repercutir-se no contexto de toda a gama dos nossos interesses e objectivos comuns, nomeadamente na resolu&ccedil;&atilde;o do conflito israelo-palestiniano atrav&eacute;s de uma solu&ccedil;&atilde;o baseada na coexist&ecirc;ncia de dois Estados, na promo&ccedil;&atilde;o da paz, prosperidade e estabilidade no M&eacute;dio Oriente e na procura de respostas comuns aos desafios que se podem colocar neste contexto. Nesta perspectiva, a UE apelar&aacute; a Israel para que contribua para o desenvolvimento das rela&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas, financeiras e culturais &agrave; escala regional. [...] Esta subida de n&iacute;vel das rela&ccedil;&otilde;es bilaterais vem completar o quadro de coopera&ccedil;&atilde;o estabelecido pelo Acordo de Associa&ccedil;&atilde;o celebrado em 1995 entre a UE e Israel e consolidar&aacute; a experi&ecirc;ncia adquirida por ambas as partes no &acirc;mbito da aplica&ccedil;&atilde;o do primeiro plano de ac&ccedil;&atilde;o conjunto estabelecido a t&iacute;tulo da Pol&iacute;tica Europeia de Vizinhan&ccedil;a.&raquo;<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a></p></blockquote>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como se pode constatar na linguagem utilizada no documento do Conselho, o acordo parecia ter a for&ccedil;a de um <i>fait accompli</i>. No entanto, duas semanas e meia depois, a 27 de Dezembro, Israel lan&ccedil;ou a opera&ccedil;&atilde;o Cast Lead, no decurso da qual bombardeou violentamente a Faixa de Gaza durante tr&ecirc;s semanas tendo provocado cerca de 1500 mortos. A esta incurs&atilde;o a comunidade internacional reagiu energeticamente condenando as ac&ccedil;&otilde;es israelitas, e a UE, totalmente apanhada de surpresa, jogou uma cartada diplom&aacute;tica, suspendendo a subida de n&iacute;vel das rela&ccedil;&otilde;es bilaterais acordada ao longo do ano de 2008 e confirmada semanas antes.</p>      <p>Desde Janeiro de 2009, a UE tem mantido em vigor esta suspens&atilde;o. Mas se isso parece demonstrar que o progresso na rela&ccedil;&atilde;o bilateral &eacute; decisivamente afectado pelas din&acirc;micas do conflito israelo-palestiniano, a realidade n&atilde;o o confirma. Desde ent&atilde;o, v&aacute;rios acordos foram estabelecidos entre a UE e Israel em dom&iacute;nios como reconhecimento de patentes ou avia&ccedil;&atilde;o internacional entre os dois espa&ccedil;os. Ao mesmo tempo, em Julho de 2013 a Comiss&atilde;o Europeia aprovou um documento no qual estabelece as regras de acesso a fundos comunit&aacute;rios a partir de 2014 por parte de pessoas israelitas singulares e colectivas. Neste documento, estipula claramente que as pessoas baseadas em colonatos nos territ&oacute;rios ocupados n&atilde;o podem ter acesso a fundos EUropeus nem participar em programas ou projectos financiados pela UE<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>. A aprova&ccedil;&atilde;o deste documento, em vigor desde Janeiro de 2014, gerou uma forte reac&ccedil;&atilde;o diplom&aacute;tica por parte de Israel <sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a> que empregou uma linguagem extremamente ofensiva para com a UE.</p>      <p>No entanto, ainda que a ret&oacute;rica contra a expans&atilde;o dos colonatos permane&ccedil;a musculada, a UE tem demonstrado vontade de contribuir para uma solu&ccedil;&atilde;o permanente do conflito. O passo concreto mais ambicioso foi dado em Dezembro de 2013, quando Bruxelas ofereceu a Israel e ao futuro Estado palestiniano uma Parceria Especial Privilegiada, no &acirc;mbito da qual a UE providenciar&aacute; a ambos um pacote de apoio pol&iacute;tico, econ&oacute;mico e de seguran&ccedil;a, permitindo a ambas as partes um acesso mais f&aacute;cil ao mercado EUropeu, liga&ccedil;&otilde;es culturais e cient&iacute;ficas mais pr&oacute;ximas e a facilita&ccedil;&atilde;o de com&eacute;rcio e investimentos na Europa<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>ABORDAGENS DOMINANTES NA LITERATURA</b></p>      <p>As din&acirc;micas conflituantes de atrac&ccedil;&atilde;o e repulsa observadas ao longo de d&eacute;cadas de rela&ccedil;&otilde;es entre a UE e Israel t&ecirc;m gerado interesse por parte da literatura. Sem surpresa, esse interesse cresceu &agrave; medida que a curiosidade acad&eacute;mica pela pol&iacute;tica externa da UE se expandiu ao longo das &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas, e ainda mais em anos mais recentes, quando o envolvimento da UE na regi&atilde;o se adensou. Ao longo dos &uacute;ltimos cinco anos, por exemplo, revistas de refer&ecirc;ncia como o <i>Journal of Common Market Studies</i>, a <i>European Foreign Affairs Review</i>, a <i>Mediterranean Politics </i>ou <i>European Security </i>publicaram artigos especificamente dedicados a este tema. Ao mesmo tempo, parte da literatura tem origem em redes internacionais como a EuroMeSCo<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a> ou a MedPro<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a> ou em <i>think tanks </i>como o Centre for European Policy Studies<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>, em Bruxelas, o Centre for European Reform<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>, em Londres, o Instituto de Estudos de Seguran&ccedil;a da Uni&atilde;o Europeia<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>, em Paris, ou o Institute for National Security Studies<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>, em Telavive. Por fim, algumas funda&ccedil;&otilde;es EUropeias com delega&ccedil;&otilde;es em Israel t&ecirc;m organizado eventos e produzido publica&ccedil;&otilde;es importantes. Tal &eacute; o caso da Konrad Adenauer Stiftung<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a> e, sobretudo, da Friedrich Ebert Stiftung<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.</p>      <p>Os temas e as abordagens dominantes da literatura s&atilde;o, sobretudo, tr&ecirc;s: an&aacute;lises institucionais e legais, tanto aos modelos existentes como sugerindo novas formas de organiza&ccedil;&atilde;o institucional; an&aacute;lises ao envolvimento da UE no conflito israelo-palestiniano em espec&iacute;fico; e an&aacute;lises &agrave; <i>performance </i>da UE enquanto actor regional. Uma caracter&iacute;stica comum a grande parte das an&aacute;lises &eacute; a sua natureza normativa e prescritiva; por outras palavras, a maior parte dos estudos, tanto os eminentemente acad&eacute;micos como os de cariz mais pol&iacute;tico, apresentam sugest&otilde;es e indicam o caminho que, na opini&atilde;o de cada um dos autores, deveria ser seguido pela UE e/ou por Israel<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>. A solubilidade do conflito israelo-palestiniano, t&atilde;o dif&iacute;cil de verificar empiricamente, parece atrair os autores a avan&ccedil;ar com modelos alternativos e sugest&otilde;es pr&aacute;ticas.</p>      <p>Um dos aspectos mais interessantes que a literatura especializada j&aacute; explorou tem a ver com quest&otilde;es identit&aacute;rias e o papel do sentimento de perten&ccedil;a comum enquanto factor influenciador das din&acirc;micas das rela&ccedil;&otilde;es entre a UE e Israel<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>. Asaf Shamis e Guy Harpaz, por exemplo, olharam para a forma como a UE de hoje &eacute; representada no discurso p&uacute;blico israelita<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>, enquanto Raffaella Del Sarto parte do conceito de <i>borderlands </i>para analisar os diferentes regimes de passagem de fronteira entre a UE, Israel, e os territ&oacute;rios palestinianos, assim como a forma pela qual estes regimes adensam sentimentos de categoriza&ccedil;&atilde;o e de diferencia&ccedil;&atilde;o entre cidad&atilde;os<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>.</p>      <p>Ao mesmo tempo, parte da literatura mais sofisticada e alicer&ccedil;ada em conceitos te&oacute;ricos tem demonstrado uma preocupa&ccedil;&atilde;o inquietantemente reiterada com o conceito de UE enquanto pot&ecirc;ncia normativa (na sua formula&ccedil;&atilde;o original <i>Normative power Europe</i>, npe). Tem sido argumentado que as rela&ccedil;&otilde;es entre a UE e Israel apresentam os pontos fortes e fracos da ideia de npe<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>, e que a n&atilde;o observ&acirc;ncia dessa mesma ideia de npe afecta decisivamente a legitimidade da UE, tanto enquanto actor aos olhos de Israel<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>como enquanto actor internacional de forma mais generalizada. O caso de Israel parece demonstrar, se necess&aacute;rio fosse, que esperar do conceito de npe uma abrang&ecirc;ncia e uma for&ccedil;a explanat&oacute;ria transversal &agrave; pol&iacute;tica externa da UE &eacute; n&atilde;o apenas errado como intrinsecamente ing&eacute;nuo.</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>PARA UMA EXPANS&Atilde;O DA AGENDA DE INVESTIGA&Ccedil;&Atilde;O: QUEST&Otilde;ES SUBSTANCIAIS, EMP&Iacute;RICAS E TE&Oacute;RICAS</b></p>      <p>A presente sec&ccedil;&atilde;o apresenta algumas novas avenidas para analisar as complexas rela&ccedil;&otilde;es entre a UE e Israel, olhando sobretudo a alguns desenvolvimentos recentes, e apresenta algumas sugest&otilde;es para que o estudo deste tema se abra a novas perspectivas. Cada um dos t&oacute;picos ser&aacute; introduzido com uma breve explica&ccedil;&atilde;o e com algumas considera&ccedil;&otilde;es de natureza te&oacute;rica.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>FLUXOS MIGRAT&Oacute;RIOS NO CONTEXTO DA UNI&Atilde;O PARA O MEDITERR&Acirc;NEO</b></p>      <p>Ao longo dos &uacute;ltimos anos, sobretudo desde 2007, as pol&iacute;ticas migrat&oacute;rias e as estruturas de acolhimento de imigrantes n&atilde;o-judeus em Israel t&ecirc;m sido postas &agrave; prova por uma onda migrat&oacute;ria de milhares de pessoas vindas da &Aacute;frica Subsariana, de pa&iacute;ses como a Som&aacute;lia, a Eritreia ou o Sud&atilde;o, entre outros. As autoridades israelitas t&ecirc;m argumentado que se trata sobretudo de imigrantes &laquo;econ&oacute;micos&raquo;, mas v&aacute;rias organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais como a Amnistia Internacional ou a Human Rights Clinic da Faculdade de Direito da Universidade de Telavive t&ecirc;m alertado para o facto de que se trata de refugiados e de pessoas em busca de asilo pol&iacute;tico. Alguns estudos explorat&oacute;rios j&aacute; abordaram esta quest&atilde;o<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a> mas seria importante investigar at&eacute; que ponto Israel e a UE poderiam cooperar nesta mat&eacute;ria, uma vez que este fluxo migrat&oacute;rio &eacute; em tudo semelhante &agrave;quele com o qual os estados-membros da orla mediterr&acirc;nica se confrontam diariamente, sendo as dificuldades em lidar com o assunto igualmente partilhadas na mesma medida.</p>      <p>Ao mesmo tempo, este tema abre as portas a abordagens te&oacute;ricas multidisciplinares que conjuguem ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica, direito internacional e estudos migrat&oacute;rios. A sua complexidade merece um tratamento cuidado a n&iacute;vel te&oacute;rico e sobretudo conceptual. A categoriza&ccedil;&atilde;o de um migrante como imigrante econ&oacute;mico ou como refugiado tem um impacto decisivo no tratamento jur&iacute;dico da quest&atilde;o e na forma como o Estado de acolhimento lidar&aacute; com a situa&ccedil;&atilde;o.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>AS NOVAS REGRAS DA COMISS&Atilde;O E A <i>ACTORNESS </i>DA UE</b></p>      <p>Na segunda sec&ccedil;&atilde;o deste artigo foi referida a adop&ccedil;&atilde;o, por parte da Comiss&atilde;o Europeia, de um documento no qual estabelece as regras de acesso a fundos comunit&aacute;rios a partir de 2014 por parte de pessoas israelitas singulares e colectivas, proibindo este acesso a pessoas e empresas localizadas em colonatos na Cisjord&acirc;nia. Alguns meses volvidos desde a entrada em vigor destas novas regras, ser&aacute; fundamental verificar a sua efic&aacute;cia e o seu impacto. Mais do que uma medida de natureza econ&oacute;mica, este documento apresenta as chamadas &laquo;regras de origem&raquo; claramente como um instrumento de pol&iacute;tica externa, tal como aventado h&aacute; mais de dez anos por Moshe Hirsh<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>, um instrumento por virtude do qual a UE indirectamente imp&otilde;e san&ccedil;&otilde;es aos colonatos israelitas e refor&ccedil;a, com uma dimens&atilde;o pr&aacute;tica, a sua posi&ccedil;&atilde;o oficial, segundo a qual os territ&oacute;rios ocupados por Israel no decurso da Guerra dos Seis Dias, de Junho de 1967, s&atilde;o ilegais &agrave; luz do direito internacional. Ao mesmo tempo, refor&ccedil;a diplomaticamente a posi&ccedil;&atilde;o j&aacute; defendida pelo Tribunal de Justi&ccedil;a da Uni&atilde;o Europeia no Ac&oacute;rd&atilde;o <i>Brita </i>de Fevereiro de 2010<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>, que estipulou que os produtos manufacturados por empresas israelitas localizadas nos territ&oacute;rios palestinianos ocupados n&atilde;o podem beneficiar dos regimes fiscais favor&aacute;veis que existem entre a UE e o Estado israelita.</p>      <p>Neste sentido, ser&aacute; interessante explorar teoricamente as v&aacute;rias dimens&otilde;es da UE enquanto actor internacional, um actor que utiliza os instrumentos de pol&iacute;tica externa previstos nos tratados, mas que tamb&eacute;m faz uso de outras ferramentas ao seu dispor. Essas ferramentas incluem directivas de alto n&iacute;vel t&eacute;cnico, jurisprud&ecirc;ncia de Tribunal de Justi&ccedil;a e outras formas alternativas de prosseguir objectivos de pol&iacute;tica externa por meios n&atilde;o convencionais.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><b>A IMPORT&Acirc;NCIA DE ACTORES SOCIAIS</b></p>      <p>Em 2012, Benedetta Voltolini analisou o papel de actores n&atilde;o-governamentais na defini&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas EUropeias em rela&ccedil;&atilde;o a Israel<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>. Este importante estudo requer agora uma investiga&ccedil;&atilde;o que aborde a import&acirc;ncia de actores sociais em Israel, e que v&aacute; para al&eacute;m do papel de organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais de direitos humanos. Para entender a manuten&ccedil;&atilde;o de um n&iacute;vel de coopera&ccedil;&atilde;o elevado entre a UE e Israel, verificado mesmo em tempos de crise pol&iacute;tica, &eacute; necess&aacute;rio investigar a relev&acirc;ncia de institui&ccedil;&otilde;es culturais como funda&ccedil;&otilde;es, institutos culturais (como as delega&ccedil;&otilde;es israelitas do Goethe Institut, da Alliance Fran&ccedil;aise ou do British Council), bem como de outras institui&ccedil;&otilde;es privadas que mant&ecirc;m viva a liga&ccedil;&atilde;o espiritual e cultural dos israelitas &agrave; Europa. Esta dimens&atilde;o do tecido social &eacute; fundamental para explicar as din&acirc;micas aut&oacute;nomas de coopera&ccedil;&atilde;o em determinadas &aacute;reas que n&atilde;o est&atilde;o dependentes de decis&atilde;o governamental nem &agrave; merc&ecirc; de inger&ecirc;ncia pol&iacute;tica, tais como interc&acirc;mbios culturais e universit&aacute;rios e coopera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica em agricultura, ind&uacute;stria de ponta e mesmo turismo. De um ponto de vista te&oacute;rico, esta abordagem requer explora&ccedil;&otilde;es que olhem para temas caros &agrave; sociologia e &agrave; ontologia construtivista, onde quest&otilde;es relativas a identidade, perten&ccedil;a, percep&ccedil;&atilde;o e legitima&ccedil;&atilde;o social adquirem centralidade anal&iacute;tica. Neste sentido, o institucionalismo sociol&oacute;gico, com o seu foco na legitima&ccedil;&atilde;o social das rela&ccedil;&otilde;es institucionais e nos elementos que definem o que &eacute; apropriado nessas mesmas rela&ccedil;&otilde;es, pode trazer novas luzes a este tema.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>O PAPEL DAS ALTERN&Acirc;NCIAS POL&Iacute;TICAS</b></p>      <p>De um ponto de vista da ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica comparada, ser&aacute; interessante investigar at&eacute; que ponto as <i>cores </i>pol&iacute;ticas influenciam as rela&ccedil;&otilde;es UE-Israel. Esta an&aacute;lise dever&aacute; investigar padr&otilde;es de coopera&ccedil;&atilde;o ou de conflito verificados ao longo do tempo tendo em aten&ccedil;&atilde;o vari&aacute;veis como partidos no poder em estados-membros-chave, partidos dominantes no Parlamento Europeu, e partido no poder em Israel. Este estudo ainda n&atilde;o foi feito mas permitir&aacute; perceber de que forma as altern&acirc;ncias no poder afectam ou n&atilde;o o curso destas rela&ccedil;&otilde;es bilaterais. Uma maior varia&ccedil;&atilde;o seria ainda obtida se a esse exerc&iacute;cio se juntar uma an&aacute;lise ao partido dominante nos Estados Unidos em cada um desses momentos.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>O PARLAMENTO EUROPEU E A POL&Iacute;TICA EXTERNA DA UE P&Oacute;S-LISBOA</b></p>      <p>Com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, o Parlamento Europeu viu alargadas as suas compet&ecirc;ncias a novos dom&iacute;nios, num esfor&ccedil;o de aproxima&ccedil;&atilde;o entre os cidad&atilde;os EUropeus e Bruxelas (e Estrasburgo&hellip;). O Parlamento &eacute; agora parte do procedimento legislativo comunit&aacute;rio ordin&aacute;rio e, ao longo destes anos de vig&ecirc;ncia das regras de Lisboa, tem-se observado um maior activismo por parte deste &oacute;rg&atilde;o. Ainda que, nos dom&iacute;nios de pol&iacute;tica externa, as decis&otilde;es continuem a ser tomadas sobretudo em sede de Conselho, ser&aacute; de esperar que o Parlamento tenha maior interven&ccedil;&atilde;o em dom&iacute;nios t&eacute;cnicos que influenciem a pol&iacute;tica externa da UE em rela&ccedil;&atilde;o a Israel. Tal n&atilde;o ser&aacute; surpreendente mesmo tendo em mente a exist&ecirc;ncia de grupos de <i>lobby </i>como os European Friends of Israel, que contam com v&aacute;rios EUro-deputados como membros. Ser&aacute; interessante observar se o refor&ccedil;o dos poderes do Parlamento n&atilde;o alimentar&aacute; um bra&ccedil;o-de-ferro institucional com outros &oacute;rg&atilde;os da Uni&atilde;o. De um ponto de vista da teoria das organiza&ccedil;&otilde;es, &eacute; sabido que a competi&ccedil;&atilde;o interinstitucional pode ser decisiva para din&acirc;micas de acelera&ccedil;&atilde;o ou estagna&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, quest&otilde;es como o dom&iacute;nio da agenda (<i>agenda-setting</i>) ou o papel de individualidades (neste caso, EUro-deputados) e de burocracias s&atilde;o fundamentais para perceber quem lidera os trabalhos do Parlamento e onde est&aacute; o verdadeiro centro de decis&atilde;o em mat&eacute;rias que afectem as rela&ccedil;&otilde;es entre a UE e Israel.</p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>A CAMINHO DE UMA PARCERIA ESTRAT&Eacute;GICA?</b></p>      <p>Ao longo dos &uacute;ltimos anos, a UE tem desenvolvido uma s&eacute;rie de rela&ccedil;&otilde;es bilaterais aprofundadas (com diferentes graus de abrang&ecirc;ncia) com pa&iacute;ses que identifica como pot&ecirc;ncias globais ou regionais. Estas chamadas Parcerias Estrat&eacute;gicas foram abordadas em detalhe nas Conclus&otilde;es da Presid&ecirc;ncia do Conselho Europeu de Setembro de 2010 e s&atilde;o actualmente dez, incluindo os seguintes pa&iacute;ses: Canad&aacute;, Estados Unidos, M&eacute;xico, Brasil, &Aacute;frica do Sul, R&uacute;ssia, &Iacute;ndia, China, Coreia do Sul e Jap&atilde;o. Ainda que o conceito de Parceria Estrat&eacute;gica esteja ainda indefinido tanto a n&iacute;vel conceptual como a n&iacute;vel de implementa&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>, a UE efectivamente utiliza esta ret&oacute;rica como elemento diferenciador entre os &laquo;parceiros estrat&eacute;gicos&raquo; e os demais, e canaliza valor diplom&aacute;tico para este instrumento. Neste sentido, seria interessante explorar as condi&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s das quais Israel poderia adquirir este estatuto, mesmo tendo em aten&ccedil;&atilde;o a decis&atilde;o de Dezembro de 2013, referida acima, atrav&eacute;s da qual a UE est&aacute; disposta a conceder um estatuto de Parceiro Especial Privilegiado a Israel e a um futuro Estado palestiniano. Quais seriam as diferen&ccedil;as entre uma parceria estrat&eacute;gica e esta parceria especial privilegiada? Qual seria o impacto desta medida nas rela&ccedil;&otilde;es entre a UE e Israel? Este tipo de an&aacute;lise vai muito para al&eacute;m de escrut&iacute;nios institucionais formais e requer o uso de conceitos te&oacute;ricos como o multilateralismo, a comunh&atilde;o identit&aacute;ria em rela&ccedil;&otilde;es bilaterais, e mesmo teorias de alian&ccedil;as e parcerias.</p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>      <p>Este artigo olhou para as principais din&acirc;micas que, ao longo de cerca de seis d&eacute;cadas, t&ecirc;m caracterizado as complexas e abrangentes rela&ccedil;&otilde;es entre a UE e Israel. Com um foco nos desenvolvimentos pol&iacute;ticos e sociais verificados ao longo dos &uacute;ltimos cinco anos, argumentou-se que estas rela&ccedil;&otilde;es exibem um paradoxo na medida em que din&acirc;micas de coopera&ccedil;&atilde;o e conflito, e de atrac&ccedil;&atilde;o e repulsa, coexistem e alternam entre si. A assinal&aacute;vel import&acirc;ncia que a UE tem para Israel do ponto de vista econ&oacute;mico, comercial, cient&iacute;fico e cultural, n&atilde;o &eacute; correspondida com um poder pol&iacute;tico na mesma medida, apesar dos esfor&ccedil;os da UE em influenciar desenvolvimentos pol&iacute;ticos regionais, sobretudo no que diz respeito ao conflito israelo-palestiniano.</p>      <p>Escrutinando criticamente a literatura produzida no tema em quest&atilde;o, esta contribui&ccedil;&atilde;o pretende expandir o &acirc;mbito do estudo das rela&ccedil;&otilde;es entre a UE e Israel providenciando sugest&otilde;es para o alargamento da sua agenda de investiga&ccedil;&atilde;o. Combinando desenvolvimentos emp&iacute;ricos com explora&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas e conceptuais, a agenda de investiga&ccedil;&atilde;o sugerida compreende os fluxos migrat&oacute;rios no contexto da Uni&atilde;o para o Mediterr&acirc;neo, o impacto das novas regras da Comiss&atilde;o Europeia para atribui&ccedil;&atilde;o de programas e de financiamento, a import&acirc;ncia de actores sociais em Israel, o refor&ccedil;o dos poderes do Parlamento Europeu ap&oacute;s a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, e o conceito de Parceria Estrat&eacute;gica aplicado &agrave; rela&ccedil;&atilde;o bilateral entre a UE e Israel. Parte do alargamento da literatura relativa a este tema dever&aacute; passar por aqui nos pr&oacute;ximos anos.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><i>Data de recep&ccedil;&atilde;o: 9 de Junho de 2014 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 11 de Dezembro de 2014 </i></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>NOTAS</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Artigo elaborado no &acirc;mbito do projecto FCT &laquo;As Parcerias da Uni&atilde;o Europeia como Instrumento de Ac&ccedil;&atilde;o Global: Racional e Implica&ccedil;&otilde;es&raquo; (PTDC/CPJ-CPO/11325/2009).</p>      <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> A pedido do autor o texto n&atilde;o adopta as normas do Novo Acordo Ortogr&aacute;fico.</p>      <!-- ref --><p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Entre os artigos publicados nos &uacute;ltimos cinco anos em algumas das principais revistas EUropeias merecem especial refer&ecirc;ncia os seguintes: DEL SARTO, Raffaella - &laquo; Defining Borders and People in the Borderlands: EU Policies, Israeli Prerogatives and the Palestinians&raquo;. <i>Journal of Common Market Studies</i>, Vol. 52, n.&ordm; 2, 2014, pp. 200-216;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S1645-9199201400040000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> TOCCI, Nathalie - &laquo;The Middle East Quartet and (In)effective Multilateralism&raquo;. <i>The Middle East Journal</i>, Vol. 67, No. 1, 2013, pp. 29-44;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1645-9199201400040000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> PARDO, Sharon - &laquo;The Year Israel Considered Joining the European Economic Community&raquo;. <i>Journal of Common Market Studies</i>, Vol. 51, n.&ordm; 5, 2013, pp. 901-915;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1645-9199201400040000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp; BOURIS, Dimitris - &laquo;The European Union&rsquo;s role in the Palestinian Territories: state-building through Security Sector Reform?&raquo;. <i>European Security</i>, Vol. 21, N.&ordm; 2, 2012, pp. 257-27; HARPAZ, Guy - &laquo;European Educational Programmes as a Bridge over Troubled European-Israeli Water&raquo;. <i>European Foreign Affairs Review</i>, Vol. 16, n.&ordm; 1, 2011, pp. 123&ndash;142; TOCCI, Nathalie e VOLTOLINI, Benedetta - &laquo;Eyes Wide Shut: The European Union and the Arab Minority in Israel&raquo;. <i>European Foreign Affairs Review</i>, Vol. 16, n.&ordm; 4, 2011, pp. 521&ndash;538; DEL SARTO, Raffaella - &laquo;Plus &ccedil;a change&hellip;? Israel, the EU and the Union for the Mediterranean&raquo;. <i>Mediterranean Politics</i>, Vol. 16, N.&ordm; 1, 2011, pp. 117&ndash;134; HARPAZ, Guy. e SHAMIS, Asaf - &laquo;Normative Power Europe and the State of Israel: An Illegitimate Eutopia?&raquo;. <i>Journal of Common Market Studies</i>, Vol. 48, N.&ordm; 3, 2010, pp. 579&ndash;616; TOCCI, Nathalie &ndash; &laquo;Firm in Rhetoric, Compromising in Reality: The EU in the Israeli-Palestinian Conflict&raquo;. <i>Ethnopolitics</i>, Vol. 8, N.&ordm; 3-4, 2009, pp. 387-401.</p>      <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> De novo dentro do espa&ccedil;o temporal compreendido entre 2009 e 2014, destacam-se as seguintes obras: Bouris, Dimitris &ndash; <i>The European Union and Occupied Palestinian Territories: State-building without a State</i>. Oxon: Routledge, 2014; Pardo, Sharon, e Peters, Joel &ndash; <i>Israel and the European Union</i>. Lanham: Lexington, 2012; Aymat, Esra Bulut (org.) <i>&ndash;</i> <i>European Involvement in the Arab-Israeli Conflict</i>. Chaillot Paper 124, Paris: EU Institute for Security Studies, 2011; Stein, Shimon <i>&ndash;</i> &laquo;Looking ahead to September: Israel, the EU and the &ldquo;Moral Majority&rdquo;&raquo;. INSS Insight 263. Tela-vive: Institute for National Security Studies, 2011; Musu, Costanza &ndash; <i>European Union Policy towards the Arab-Israeli Peace Process: The Quicksands of Politics</i>. Basings-toke: Palgrave Macmillan, 2010; Pardo, Sharon, e Peters, Joel &ndash; <i>Uneasy Neighbors: Israel and the European Union</i>. Lanham: Lexington, 2010; Eran, Oded <i>&ndash;</i> &laquo;eu&rsquo;s recognition of a Palestinian State with Jerusalem as its capital&raquo;. INSS Insight 147. Telavive: Institute for National Security Studies, 2009; Del Sarto, Raffaella <i>&ndash;</i> <i>Israel/Pales-tine and the European Union: Power and Interdependence in Fragmented Borderlands</i> (em processo de revis&atilde;o cient&iacute;fica).</p>      <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Estes valores encontram-se em Comiss&atilde;o Europeia <i>&ndash;</i> <i>Trade Picture: Israel&raquo;</i>. 2014. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ec.europa.eu/trade/policy/countries-and-regions/countries/israel/" target="blank">http://ec.europa.eu/trade/policy/countries-and-regions/countries/israel/</a></p>      <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Discurso de Milan Kundera em 8 de Maio de 1985, parcialmente reproduzido em Robertson, Dan <i>&ndash;</i> &laquo;Kundera accepts Jerusalem Prize&raquo;. In <i>New York Times</i>. 10 de Maio de 1985. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.nytimes.com/1985/05/10/books/kundrea-accepts-jerusalem-prize.html" target="blank">http://www.nytimes.com/1985/05/10/books/kundrea-accepts-jerusalem-prize.html</a>. Tradu&ccedil;&atilde;o do autor. Este discurso foi referido por Sharon Pardo na abertura do <i>workshop</i> &laquo;The Jewish Contribution to the European Integration Project&raquo;, decorrido na Ben-Gurion University of the Negev em 7 de Maio de 2013.</p>      <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> 2915.&ordf; reuni&atilde;o do Conselho de Assuntos Gerais e Rela&ccedil;&otilde;es Externas. Bruxelas, 8-9 de Dezembro de 2008. European Council _ PRES/08/360 de Dezembro de 2008. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://europa.eu/rapid/press-release_PRES-08-360_pt.htm" target="blank">http://europa.eu/rapid/press-release_PRES-08-360_pt.htm</a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Comiss&atilde;o Europeia <i>&ndash;</i> <i>Guidelines on the Eligibility of Israeli Entities and their Activities in the Territories Occupied by Israel since June 1967 for Grants, Prizes and Financial Instruments Funded by the Eufrom 2014 onwards</i>. Jornal Oficial 2013/C 205/05, 2013.</p>      <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Israel Ministry of Foreign Affairs <i>&ndash;</i> <i>Israel&rsquo;s Response to the Publishing of European Commission Guidelines</i>. 19 de Julho de 2013. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://mfa.gov.il/MFA/PressRoom/2013/Pages/Israel%27s-response-to-European-Commission-guidelines-19-Jul-2013.aspx" target="blank">http://mfa.gov.il/MFA/PressRoom/2013/Pages/Israel%27s-response-to-European-Commission-guidelines-19-Jul-2013.aspx</a></p>      <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> &laquo;Council conclusions on the Middle East Peace Process, Foreign Affairs Cou-ncil meeting&raquo;. Bruxelas, 16 de Dezembro de 2013. Dispon&iacute;vel em:<a href="http://www.consilium.europa.eu/en/home/" target="blank">http://www.consilium.europa.eu/en/home/</a></p>      <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Por exemplo, Tovias, Alfred &ndash; &laquo;Adjusting to external norms and standards of the &ldquo;West&rdquo;: The case of Israel&raquo;. In <i>Euro-MeSCo Paper IEMed</i> 6, 2011.</p>      <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> Napolitano, Paolo &ndash; &laquo;Israel and Pale-stine and state (un)sustainability&raquo;. In <i>MED-PRO Technical Papers</i>, 2011. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ceps.eu/book/israel-and-palestine-and-state-unsustainability" target="blank">http://www.ceps.eu/book/israel-and-palestine-and-state-unsustainability</a></p>      <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Por exemplo, o influente artigo de Tovias, Alfred &ndash; <i>Mapping Israel&rsquo;s Policy Options Regarding Its Future Institutionalised Relations with The European Union.</i> Working paper no. 3. Mar&ccedil;o de 2003. Bruxelas: Centre for European Policy Studies. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://aei.pitt.edu/1811/1/MEEM_WP03.pdf" target="blank">http://aei.pitt.edu/1811/1/MEEM_WP03.pdf</a></p>      <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> O&rsquo;Donnell,Clara Marina &ndash; <i>The Eu, Israel and Hamas</i>. Londres: Centre for European Reform, 2008. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cer.org.uk/sites/default/files/publications/attachments/pdf/2011/wp_820-1475.pdf" target="blank">http://www.cer.org.uk/sites/default/files/publications/attachments/pdf/2011/wp_820-1475.pdf</a></p>      <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> Ver, por exemplo, o excelente Volto-lini, Benedetta &ndash; <i>The Role of Non-State Actors in Eu Policies Towards the Israeli-Palestinian Conflict</i>. Occasional Papers 99. Paris: EUiss. Dispo&iacute;vel em: <a href="http://www.iss.europa.eu/publications/detail/article/the-role-of-non-state-actors-in-eu-policies-towards-the-israeli-palestinian-conflict/" target="blank">http://www.iss.europa.eu/publications/detail/article/the-role-of-non-state-actors-in-eu-policies-towards-the-israeli-palestinian-conflict/</a></p>      <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> Eran, Oded <i>&ndash;</i> <i>The European Union: Has the Countdown Begun?</i>. INSS Insight 555. 2014. Telavive: Institute for National Security Studies.</p>      <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> Konrad denauer tif tung &ndash; <i>Israel-Arab Relations: How The United States And Europe Can Help</i>. Telavive: Konrad Adenauer Stiftung, 2009.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> Por exemplo, o interessante volume Nathanson, Roby, e Stetter, Stephan &ndash; <i>The Israeli European Policy Network: Reader</i>. Telavive: Friedrich Ebert Stiftung, 2005.</p>      <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> Ver, por exemplo, entre muitos outros Harpaz, Guy &ndash; &laquo;A proposed model for enhanced EU-Israeli relations: prevailing legal arrangements and prospective juridical challenges&raquo;. In <i>Journal of World Trade</i>. Vol. 40, N.&ordm; 6, 2006, pp. 1115-1144; e Tovias, Alfred &ndash; &laquo;Exploring the &ldquo;Pros&rdquo; and &ldquo;Cons&rdquo; of Switzerland&rsquo;s and Norway&rsquo;s model of relations with the EU: what can be learned from these two countries&rsquo; experience by Israel&raquo;. In <i>Cooperation and Conflict</i>. Vol. 41, N.&ordm; 2, 2006, pp. 203-222.</p>      <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> Del arto, Raffaella &ndash; &laquo;Region-building, European Union normative power and contested identities: the case of Israel&raquo;. In Adler, E., Bicchi, F., Crawford, B., e Del Sarto, R. (orgs.) <i>&ndash;</i> <i>The Convergence of Civilizations: Constructing a Mediterranean Region</i>. Toronto: University of Toronto Press, 2006.</p>      <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> Shamis, Asaf, e Harpaz, Guy Harpaz <i>&ndash;</i> <i>Cafe Europa: Contemporary Europe in Israeli Public Discourse &ndash; A Linguistic Constructivist Perspective</i>. The Israeli Association for the Study of European Integration. Working Paper 3/07, 2007.</p>      <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> Del Sarto, Raffaella <i>&ndash;</i> &laquo;Region-building, European Union normative power and contested identities: the case of Israel&raquo;.</p>      <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> Pardo, Sharon, e Gordon, Neve &ndash; &laquo;Normative power Europe meets the Israeli-Palestinian conflict&raquo;. In <i>Europe-Asia Journal</i> (em impress&atilde;o).</p>      <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> Harpaz, G. &ndash; &laquo;Normative power Europe and the problem of a legitimacy deficit: an Israeli perspective&raquo;. In <i>European Foreign Affairs Review</i>. Vol. 12, N.&ordm; 1, 2007, pp. 89-109. Ver tamb&eacute;m Harpaz, Guy <i>&ndash;</i> &laquo;Mind the gap: narrowing the legitimacy gap in EU&ndash;Israeli relations&raquo;. In <i>European Foreign Affairs Review</i>. Vol. 13, N.&ordm; 1, 2008, pp. 117-137.</p>      <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> Martins, Bruno Oliveira &ndash; &laquo;Undocumented migrants, asylum seekers and refugees in Israel&raquo;. In <i>EuroMeSCo Paper</i> 81, 2009.</p>      <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> Hirsch, Moshe <i>&ndash;</i> &laquo;Rules of origin as trade or foreign policy instrument? The European Union policy on products manufactured in the settlements in the West Bank and the Gaza strip&raquo;. In <i>Fordham International Law Journal</i>. Vol. 26, 2003, pp. 572-594.</p>      <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> Judgment of the Court (Fourth Chamber) of 25 February 2010, <i>Firma Brita GmbH v Hauptzollamt Hamburg-Hafen</i>, C-386/08.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> Voltolini, Benedetta &ndash; <i>The Role of Non-State Actors in EU Policies towards the Israeli-Palestinian Conflict</i>.</p>      <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> Sobre este tema, ver, por exemplo, R&eacute;nard, Thomas &ndash; &laquo;The EU and its strategic partners: a critical assessment of EU&rsquo;s strategic partnerships?&raquo;. In <i>Routledge Handbook of European Security</i>; Biscop, Sven, e Whitman, Richard (orgs.). Londres: Routledge, 2012; Grevi, Giovanni &ndash; &laquo;The EU strategic partner-ships: processes and purposes&raquo;. In <i>The Eu&rsquo;s Foreign Policy: What Kind of Power and Diplomatic Action?</i>; Telo, Mario, e Ponjaert, Frederik (orgs.). Aldershot: Ashgate, 2013; Ferreira-Pereira, Laura, Vieira, Alena Vysotskaya Guedes, e Martins, Bruno Oliveira &ndash; &laquo;Strategic partnerships in European Union&rsquo;s foreign policy: what, where and why?&raquo;. Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada na ISA Annual Convention 2013, San Francisco, ca, 3-6 de Abril de 2013.3.</p>        ]]></body><back>
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