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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A segurança energética e um modelo para o futuro da Europa]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present paper introduces the concept of energy security and the way in which the new contents outlined in this concept are adapting to a new era for energy that will hopefully be cheaper and more plentiful. The paper argues the need for a reformulation of the aforementioned concept, in the light of the more recent threats, such as piracy or cyberterrorism, the implications for network security, the influence of technological challenges, the ongoing changes, the pressure on the traditional business models and &#8220;digital war&#8221;. The paper closes with a brief analysis of the challenges faced by Europe, currently and in the near future, as far as energy is concerned.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>QUE MODELO DE SEGURANÇA ENERGÉTICA</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A seguran&ccedil;a energ&eacute;tica e um modelo para o futuro da Europa</b></p>     <p><b>Energy security and a model for the future of Europe</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ant&oacute;nio Costa Silva* e Teresa Ferreira Rodrigues** </b></p>     <p>* Professor no Instituto Superior T&eacute;cnico de Lisboa onde fez a agrega&ccedil;&atilde;o em Planeamento e Gest&atilde;o Integrada de Recursos Energ&eacute;ticos. Licenciado em Engenharia de Minas pelo Instituto Superior T&eacute;cnico de Lisboa e Mestre em Engenharia de Petr&oacute;leos no Imperial College (Universidade de Londres). Doutorado pelo Instituto Superior T&eacute;cnico e pelo Imperial College, com uma tese sobre &laquo;O Desenvolvimento de Modelos Estoc&aacute;sticos aplicados aos Reservat&oacute;rios Petrol&iacute;feros&raquo;. &Eacute; o atual Presidente da Comiss&atilde;o Executiva do Grupo Partex Oil and Gas.</p>     <p>** Professora no Departamento de Estudos Pol&iacute;ticos da FCSH-NOVA de Lisboa e Professora Convidada da NOVA Information Management School. Auditora de Defesa Nacional, 2008. Professora Associada com Agrega&ccedil;&atilde;o em Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais. Membro da Dire&ccedil;&atilde;o do IPRI-UNL onde coordena a &aacute;rea dos Estudos Prospetivos. Membro de v&aacute;rias associa&ccedil;&otilde;es nacionais e internacionais no &acirc;mbito dos estudos demogr&aacute;ficos e das rela&ccedil;&otilde;es internacionais. Respons&aacute;vel e membro de projetos de &acirc;mbito nacional e internacional, financiados nomeadamente pelo Minist&eacute;rio da Defesa Nacional, pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia e por fundos Comunit&aacute;rios. Autora de centena e meia de artigos e oito livros publicados nas &aacute;reas das migra&ccedil;&otilde;es, envelhecimento, energia, an&aacute;lise prospetiva e planeamento, globaliza&ccedil;&atilde;o e seguran&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este artigo apresenta o conceito de segurança energética e o modo como os novos conteúdos que se desenham neste conceito se estão a adaptar a uma nova era da energia, que se deseja mais barata e mais abundante. O artigo argumenta a necessidade de uma reformulação do referido conceito, à luz das ameaças mais recentes, como a pirataria ou o ciberterrorismo, as implicações para a segurança das redes, a influência dos desafios tecnológicos, as mudanças em curso, a pressão sobre os modelos tradicionais de negócio e a «guerra digital». O artigo termina com uma breve análise sobre os desafios que a Europa enfrenta na atualidade e no futuro próximo em termos energéticos.</p>     <p><b>Palavras-chave</b><i>: </i>Europa, energia, recursos, segurança energética</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The present paper introduces the concept of energy security and the way in which the new contents outlined in this concept are adapting to a new era for energy that will hopefully be cheaper and more plentiful. The paper argues the need for a reformulation of the aforementioned concept, in the light of the more recent threats, such as piracy or cyberterrorism, the implications for network security, the influence of technological challenges, the ongoing changes, the pressure on the traditional business models and &#8220;digital war&#8221;. The paper closes with a brief analysis of the challenges faced by Europe, currently and in the near future, as far as energy is concerned.</p>     <p><b>Keywords</b><i>: </i>Europe, energy, resources, energy security.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><i>SAFETY AND CERTAINTY IN OIL LIE IN VARIETY AND VARIETY ALONE. </i></p>     <p align="right">Winston Churchill, 1946</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>O MODELO ENERG&Eacute;TICO ATUAL E A INSTABILIDADE GEOPOL&Iacute;TICA</b></p>     <p>O modelo atual dominado pelos combust&iacute;veis f&oacute;sseis est&aacute; sob press&atilde;o<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. As preocupa&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; seguran&ccedil;a energ&eacute;tica prendem-se antes de mais com o fornecimento de petr&oacute;leo e g&aacute;s, porque os constrangimentos do sistema produtivo atual s&atilde;o fortes e criam incertezas de v&aacute;ria ordem. Apesar de atravessarmos um per&iacute;odo de excesso de oferta, importa n&atilde;o esquecer que mais de 70 por cento das reservas mundiais de petr&oacute;leo convencional est&atilde;o concentradas na Pen&iacute;nsula Ar&aacute;bica e no M&eacute;dio Oriente, que vive hoje um <i>tsunami </i>geopol&iacute;tico, com o desaparecimento de pa&iacute;ses como o Iraque, a S&iacute;ria e o I&eacute;men enquanto atores pol&iacute;ticos e com a atividade b&aacute;rbara de grupos como o Estado Isl&acirc;mico e a Al-Qaida, que criam grande instabilidade em toda a regi&atilde;o. Acresce ainda a situa&ccedil;&atilde;o vulner&aacute;vel no Norte de &Aacute;frica, em especial na L&iacute;bia, pa&iacute;s que est&aacute; a transformar-se num Estado falhado, com todos os riscos e consequ&ecirc;ncias que da&iacute; adv&ecirc;m para o Norte de &Aacute;frica, o Mediterr&acirc;neo e o Sul da Europa.</p>     <p>Parece assim evidente que o setor energ&eacute;tico mundial, nomeadamente no que toca ao petr&oacute;leo e ao g&aacute;s natural, continua na atualidade a enfrentar as dificuldades em resolver algumas debilidades e fraquezas que persistem desde a segunda metade do s&eacute;culo XX e que podemos considerar de algum modo estruturantes, embora em cont&iacute;nua muta&ccedil;&atilde;o. Torna-se dif&iacute;cil contornar a instabilidade que caracteriza a maioria dos fornecedores de recursos essenciais no <i>mix </i>energ&eacute;tico dos grandes consumidores mundiais. A maior parte do petr&oacute;leo e do g&aacute;s procede de zonas turbulentas, onde a instabilidade pol&iacute;tica coexiste com desequil&iacute;brios de ordem econ&oacute;mica e tens&otilde;es do tecido social interno, agravada ainda pela atual vulnerabilidade das rotas abastecedoras.</p>     <p>Os desafios futuros da geopol&iacute;tica do petr&oacute;leo e do g&aacute;s natural adensam-se, atendendo a que a sua procura continuar&aacute; a aumentar, a descida da produ&ccedil;&atilde;o mundial ser&aacute; prov&aacute;vel e continuar&aacute; a aumentar o desfasamento entre oferta e procura. Ser&aacute; necess&aacute;rio ampliar a base de produ&ccedil;&atilde;o destas fontes de energia, sob pena de travar o crescimento de algumas economias emergentes e da comunidade internacional se ver obrigada a redesenhar a infraestrutura de aprovisionamento e a funcionalidade das rotas de abastecimento<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>.</p>     <p>A soma das debilidades e fraquezas estruturantes com os desafios futuros do setor torna incontorn&aacute;vel a quest&atilde;o da seguran&ccedil;a energ&eacute;tica, e a inclus&atilde;o de componentes novos no xadrez energ&eacute;tico. Falamos de estrat&eacute;gia de alian&ccedil;as empresariais, de diplomacia e pol&iacute;tica de coopera&ccedil;&atilde;o internacional, de efetiva&ccedil;&atilde;o de alian&ccedil;as internacionais com vista &agrave; estabiliza&ccedil;&atilde;o das regi&otilde;es relevantes para o fornecimento energ&eacute;tico e da prote&ccedil;&atilde;o das rotas de abastecimento. A disponibilidade dos recursos n&atilde;o se limita a saber onde e se existem em quantidade suficiente, mas tamb&eacute;m a discutir o modo como os fazer chegar onde s&atilde;o necess&aacute;rios em tempo &uacute;til e competitivo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O CONCEITO DE SEGURAN&Ccedil;A ENERG&Eacute;TICA</b></p>     <p>A trag&eacute;dia do <i>Catrina </i>e do <i>Rita</i>, que abalou os Estados Unidos em agosto e setembro de 2005, veio suscitar um profundo debate sobre o conceito de seguran&ccedil;a energ&eacute;tica no s&eacute;culo XXI. Estes furac&otilde;es paralisaram 27 por cento do sistema de produ&ccedil;&atilde;o dos Estados Unidos e 21 por cento do seu sistema de refina&ccedil;&atilde;o. Assistiu-se pela primeira vez na hist&oacute;ria ao colapso simult&acirc;neo das plataformas de produ&ccedil;&atilde;o e sondagem, da rede de <i>pipelines</i>, das refinarias, das centrais el&eacute;tricas e da rede de distribui&ccedil;&atilde;o de eletricidade<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. A seguran&ccedil;a energ&eacute;tica no s&eacute;culo XXI constitui um desafio da maior import&acirc;ncia para os pa&iacute;ses europeus. No caso da Uni&atilde;o Europeia (UE) esta mudan&ccedil;a &eacute; imperativa: a UE importa hoje do exterior 50 por cento da energia que consome e dentro de duas d&eacute;cadas, se nada fizer para travar essa depend&ecirc;ncia, vai importar do exterior 70 por cento da energia que necessita<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>.</p>     <p>O conceito de seguran&ccedil;a energ&eacute;tica tem uma formula&ccedil;&atilde;o relativamente recente e de natureza essencialmente emp&iacute;rica. Com efeito, o conceito nasce a seguir ao primeiro choque petrol&iacute;fero em 1973 e est&aacute; essencialmente direcionado para prevenir ruturas de abastecimento nos pa&iacute;ses produtores. Por&eacute;m, esta defini&ccedil;&atilde;o gen&eacute;rica e inicial tem-se vindo a tornar insuficiente para responder aos problemas atuais, que s&atilde;o multidimensionais e polifacetados. O <i>Catrina</i> e a eclos&atilde;o do terrorismo e de pirataria em larga escala mudaram a perce&ccedil;&atilde;o do que hoje se entende por seguran&ccedil;a energ&eacute;tica. Com efeito, a evolu&ccedil;&atilde;o do sistema internacional e mudan&ccedil;as observadas nos agentes fornecedores e consumidores t&ecirc;m contribu&iacute;do para a sua crescente complexifica&ccedil;&atilde;o no plano te&oacute;rico, dando-lhe espa&ccedil;o em sede dos estudos de seguran&ccedil;a, da economia pol&iacute;tica internacional e da geopol&iacute;tica<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>.</p>     <p>Num quadro conceptual marcado pela exist&ecirc;ncia de elementos de natureza normativa, inerentes &agrave;s quest&otilde;es ligadas &agrave; seguran&ccedil;a nacional e ao reconhecimento da imprecis&atilde;o no que concerne as rela&ccedil;&otilde;es entre energia e seguran&ccedil;a, o conceito de seguran&ccedil;a energ&eacute;tica conheceu desenvolvimentos em termos de ace&ccedil;&atilde;o e no que respeita a instrumentos de medida e de interven&ccedil;&atilde;o. De destacar o alargamento do quadro conceptual conhecido como os quatro &laquo;As&raquo; da seguran&ccedil;a energ&eacute;tica da APERC (<i>availability </i>/ <i>accessibility </i>/ <i>affordability </i>/ <i>acceptability</i>) que remetem para as vertentes geol&oacute;gicas, geopol&iacute;tica, econ&oacute;mica e ambiental, respetivamente. Tamb&eacute;m no plano dos instrumentos de medida e interven&ccedil;&atilde;o se assistiu &agrave; introdu&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas (modeliza&ccedil;&atilde;o e cenariza&ccedil;&atilde;o) e de indicadores compostos de medida e controle mais sofisticados (como os &iacute;ndices de seguran&ccedil;a energ&eacute;tica)<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>. Esta sofistica&ccedil;&atilde;o coincide com uma mudan&ccedil;a de perspetiva de an&aacute;lise, mais sist&eacute;mica, que questiona os pressupostos de uma realidade centrada no petr&oacute;leo e o predom&iacute;nio desta fonte de energia prim&aacute;ria<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>. Para alguns autores encontramo-nos hoje numa fase de &laquo;transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica&raquo;<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mas o conceito de seguran&ccedil;a energ&eacute;tica que hoje prevalece enfatiza ainda, antes de mais, a seguran&ccedil;a do abastecimento de petr&oacute;leo e g&aacute;s. &Eacute; este o sentido da defini&ccedil;&atilde;o que figura no artigo 103 do Tratado de Roma que criou a Comunidade Europeia e que &eacute; retomado no artigo 100 do Tratado de Maastricht, onde se apela a uma reflex&atilde;o para a diversifica&ccedil;&atilde;o das v&aacute;rias fontes de energia, em termos de produtos e de &aacute;reas geogr&aacute;ficas. Este conceito &eacute; expresso da seguinte forma:</p>     <p>     <blockquote>&laquo;a seguran&ccedil;a do abastecimento no campo da energia significa assegurar, para o bem p&uacute;blico e para o funcionamento eficaz da economia, a disponibilidade f&iacute;sica ininterrupta de energia no mercado a pre&ccedil;os competitivos para todos os consumidores (privados e industriais), no quadro do objetivo de um desenvolvimento sustent&aacute;vel previsto no Tratado de Amesterd&atilde;o&raquo;<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>.</blockquote>     <p></p>     <p>Mas hoje o conceito deve ser revisto, repensado e ampliado. Ele n&atilde;o responde a muitas das preocupa&ccedil;&otilde;es atuais, &agrave;s mudan&ccedil;as que ocorreram na Europa e no mundo depois da queda do Muro de Berlim em 1989, &agrave;s novas amea&ccedil;as como o terrorismo, a pirataria ou as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es geopol&iacute;ticas e ao posicionamento dos pr&oacute;prios pa&iacute;ses produtores. Nestes &uacute;ltimos a amea&ccedil;a &agrave; estabilidade &eacute; cada vez mais interna, ao contr&aacute;rio do que acontecia no passado, e por isso h&aacute; toda uma s&eacute;rie de elementos novos que t&ecirc;m de ser incorporados na avalia&ccedil;&atilde;o da quest&atilde;o energ&eacute;tica.</p>     <p>Nos Estados Unidos esse processo j&aacute; come&ccedil;ou e a iniciativa de Jan Kalicki e David Goldwyn no seu trabalho <i>Energy and Security: Toward a New Foreign Policy Strategy </i>&eacute; importante<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>. Os autores tentaram forjar uma defini&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a energ&eacute;tica para o s&eacute;culo XXI, estatuindo que a &laquo;seguran&ccedil;a energ&eacute;tica &eacute; a capacidade de aceder aos recursos que s&atilde;o necess&aacute;rios para o desenvolvimento cont&iacute;nuo do poder nacional&raquo;. Mais especificamente postulam a necessidade de aprovisionar recursos de petr&oacute;leo e g&aacute;s que sejam fi&aacute;veis, diversos, amplos e a pre&ccedil;os competitivos, tomando em linha de conta a infraestrutura adequada para fazer chegar esses recursos ao mercado. Chamam ainda a aten&ccedil;&atilde;o para o facto de hoje a seguran&ccedil;a energ&eacute;tica englobar duas vertentes importantes: a capacidade de assegurar os recursos e a capacidade de proteger a economia global dos efeitos da volatilidade extrema dos pre&ccedil;os. Dos graus diversos de sucesso que cada ator venha a obter relativamente a estes diferentes aspectos ir&aacute; depender o seu futuro e tamb&eacute;m o grau de protagonismo que poder&aacute; desempenhar no sistema internacional<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>. Precisamos de um novo conceito e de uma nova arquitetura de seguran&ccedil;a energ&eacute;tica, capaz de ter em conta a prote&ccedil;&atilde;o de toda a rede de produ&ccedil;&atilde;o e a distribui&ccedil;&atilde;o de energia. Mas como faz&ecirc;-lo com um modelo energ&eacute;tico centralizado, r&iacute;gido, com infraestruturas de distribui&ccedil;&atilde;o pesadas? &Eacute; o pr&oacute;prio modelo que tem de ser mudado e esta quest&atilde;o torna-se particularmente urgente no caso europeu.</p>     <p>Em termos concretos, o novo conceito de seguran&ccedil;a energ&eacute;tica dever&aacute; ser inspirado e procurar responder a algumas preocupa&ccedil;&otilde;es atualmente consideradas priorit&aacute;rias, de forma a:</p> <ul>       <li>assegurar o abastecimento de petr&oacute;leo e g&aacute;s de forma est&aacute;vel e a pre&ccedil;os competitivos, evitando ruturas no fluxo dos recursos energ&eacute;ticos e criando mecanismos de coopera&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o entre as companhias, os governos e a UE;</li>       <li>diversificar as fontes de abastecimento para evitar a depend&ecirc;ncia de cart&eacute;is, monop&oacute;lios e pa&iacute;ses que usam a energia como arma geopol&iacute;tica;</li>       <li>integrar produtores e consumidores, num tratado global que assegure o fluxo dos recursos energ&eacute;ticos, promova o investimento e o com&eacute;rcio e trabalhe para aumentar a competitividade da oferta e da procura;</li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ul> <ul>       <li>trabalhar para assegurar um escudo de prote&ccedil;&atilde;o do sistema energ&eacute;tico contra choques e ruturas atrav&eacute;s da cria&ccedil;&atilde;o de uma capacidade excedent&aacute;ria de produ&ccedil;&atilde;o (o problema &eacute; que no passado foi a Ar&aacute;bia Saudita que pagou essa capacidade e hoje n&atilde;o &eacute; clara a sua predisposi&ccedil;&atilde;o para fazer o mesmo), ou atrav&eacute;s de uma nova pol&iacute;tica e de uma nova gest&atilde;o dos <i>stocks </i>de reservas de emerg&ecirc;ncia, que podem ser usados pela UE para proteger as suas economias contra choques de pre&ccedil;os e contra a volatilidade do mercado;</li>       <li>refor&ccedil;ar a prote&ccedil;&atilde;o das redes el&eacute;tricas e de distribui&ccedil;&atilde;o de energia, construir e gerir reservas excedent&aacute;rias, instalar c&oacute;pias de seguran&ccedil;a da capacidade el&eacute;trica para instala&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas, desenvolver novos modelos de gest&atilde;o das redes multicentradas e ter planos de conting&ecirc;ncia e de resposta para as situa&ccedil;&otilde;es de crise;</li>       <li>trazer a globaliza&ccedil;&atilde;o para o sistema energ&eacute;tico de seguran&ccedil;a com a integra&ccedil;&atilde;o da China e da &Iacute;ndia na Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia e na rede global de com&eacute;rcio e investimento;</li>       <li>criar condi&ccedil;&otilde;es para a mudan&ccedil;a do modelo energ&eacute;tico atual favorecendo a maior contribui&ccedil;&atilde;o das energias renov&aacute;veis, da h&iacute;drica, da e&oacute;lica, solar, biomassa, da energia nuclear, dos biocombust&iacute;veis e do hidrog&eacute;nio, de forma a compatibilizar o desenvolvimento com a prote&ccedil;&atilde;o do ambiente e a redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de gases com efeito de estufa;</li>       <li>introduzir no quadro mental da seguran&ccedil;a energ&eacute;tica a chamada Lei Thatcher, &laquo;The unexpected happens&raquo;. Se o inesperado acontecer &eacute; preciso que o sistema responda &agrave; altura e seja capaz de gerir as crises e encontrar as respostas.</li>     </ul>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O ACESSO DA EUROPA A RECURSOS ENERG&Eacute;TICOS</b></p>     <p>No seu conjunto, os estados-membros da UE s&atilde;o os maiores importadores de energia no mundo, apresentando uma elevada depend&ecirc;ncia externa em termos de abastecimento energ&eacute;tico. A forte aposta nas energias renov&aacute;veis atualmente em curso n&atilde;o poder&aacute; resolver num futuro pr&oacute;ximo esta depend&ecirc;ncia, dada a sua ainda reduzida dimens&atilde;o no <i>mix </i>energ&eacute;tico europeu. Prev&ecirc;-se que a seguran&ccedil;a energ&eacute;tica da Europa continue a m&eacute;dio prazo a depender fortemente da disponibilidade de fontes de energia prim&aacute;ria, j&aacute; que as principais fontes prim&aacute;rias de energia da UE continuam a ser o petr&oacute;leo, o g&aacute;s, o carv&atilde;o e o ur&acirc;nio, n&atilde;o se antecipando uma altera&ccedil;&atilde;o significativa do cabaz energ&eacute;tico da UE nos pr&oacute;ximos anos<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Independentemente dos cen&aacute;rios de evolu&ccedil;&atilde;o que se vierem a concretizar quanto &agrave; desej&aacute;vel diversifica&ccedil;&atilde;o das fontes de abastecimento, a consecu&ccedil;&atilde;o de medidas tendentes &agrave; mitiga&ccedil;&atilde;o da vulnerabilidade estrat&eacute;gica europeia passar&aacute;, em larga medida, pelo desenvolvimento de uma pol&iacute;tica comum. S&oacute; assim a UE poder&aacute; valorizar o potencial da unidade europeia e passar&aacute; a dispor de um mecanismo eficaz para garantir o seu abastecimento energ&eacute;tico, assente numa base negocial de &acirc;mbito multilateral. Uma das caracter&iacute;sticas da distribui&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo e g&aacute;s no mundo &eacute; a sua assimetria e concentra&ccedil;&atilde;o em determinadas zonas geogr&aacute;ficas. No fim do ano de 2012, as reservas provadas de petr&oacute;leo eram de 1669 mil milh&otilde;es de barris, sendo que 48,4 por cento dessas reservas se localizam no M&eacute;dio Oriente (Ar&aacute;bia Saudita, Ir&atilde;o, Iraque, Kuwait, Qatar, Emiratos &Aacute;rabes Unidos, Om&atilde;). A Europa det&eacute;m apenas 13,3 mil milh&otilde;es de barris, o que corresponde a cerca de um por cento das reservas mundiais. Esta &eacute; uma das fragilidades estruturais do continente. Os pa&iacute;ses europeus que det&ecirc;m reservas de petr&oacute;leo s&atilde;o a Noruega (7,5 mil milh&otilde;es de barris), a Inglaterra (3,1), a Dinamarca (0,7), a It&aacute;lia (1,4) e a Rom&eacute;nia (0,6)<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.</p>     <p>Em termos de produ&ccedil;&atilde;o, a m&eacute;dia mundial em 2012 foi de 86,1 MB/D, com a OPEP respons&aacute;vel por 43,2 por cento do total (s&oacute; o M&eacute;dio Oriente representa 32 por cento), OCDE 21,9 por cento e a R&uacute;ssia e vizinhos 16 por cento). A produ&ccedil;&atilde;o da Europa foi de 3,3 MB/D, o que corresponde a quatro por cento. Os maiores produtores da Europa s&atilde;o a Noruega (1,9 MB/D) e o Reino Unido (0,96 MB/D). O grande problema &eacute; que a UE consumiu em 2012 12,7 MB/D, ou seja, consumiu quase quatro vezes mais petr&oacute;leo do que o que produziu. N&atilde;o obstante, o consumo desceu 4,6 por cento na UE. Nesse mesmo ano Portugal consumiu 226 mil B/D, o que corresponde a cerca de 1,7 por cento do consumo da Europa<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>.</p>     <p>As fontes europeias de petr&oacute;leo mostram que a depend&ecirc;ncia do exterior &eacute; muito elevada. Em 2013, a Europa importou cerca de 12,4 MB/D, o que mostra essa depend&ecirc;ncia. As importa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o sobretudo da R&uacute;ssia e cis (46 por cento), do M&eacute;dio Oriente (18 por cento), do Norte de &Aacute;frica (13 por cento) e dos Estados Unidos (cinco por cento)<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>. A conclus&atilde;o &eacute; clara: a Europa tem uma grande depend&ecirc;ncia do exterior e em especial da R&uacute;ssia e, face ao decl&iacute;nio da produ&ccedil;&atilde;o do mar do Norte, n&atilde;o est&aacute; a prestar aten&ccedil;&atilde;o suficiente &agrave; necessidade de diversificar os seus abastecimentos e refor&ccedil;ar a contribui&ccedil;&atilde;o do Norte de &Aacute;frica, da &Aacute;frica Ocidental e da Bacia Atl&acirc;ntica.</p>     <p>No que diz respeito ao g&aacute;s, as reservas convencionais provadas no mundo em 2013 eram de 187,3 trili&otilde;es de metros c&uacute;bicos (TMC)<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>. Os principais detentores de reservas de g&aacute;s s&atilde;o a R&uacute;ssia com 18 por cento, o Ir&atilde;o com 18 por cento e o Qatar com 14 por cento. A UE tem 1,7 TMC (cerca de 0,9 por cento) e a Europa no seu conjunto cerca de 3,7 TMC (1,9 por cento do total mundial). Como vemos, as reservas europeias de g&aacute;s tamb&eacute;m s&atilde;o escassas e essa &eacute; outra grande fragilidade estrutural da Europa, que tamb&eacute;m pouco faz para valorizar os seus recursos end&oacute;genos, em particular o <i>shale gas</i>. Os principais pa&iacute;ses europeus com reservas de g&aacute;s s&atilde;o a Noruega (2,1 TMC), a Holanda (1,0), a Rom&eacute;nia (0,1) e o Reino Unido (0,2). It&aacute;lia, Pol&oacute;nia, Alemanha e Dinamarca tamb&eacute;m t&ecirc;m g&aacute;s, embora em quantidades residuais.</p>     <p>A produ&ccedil;&atilde;o de g&aacute;s no mundo em 2013 foi de 3364 mil milh&otilde;es de metros c&uacute;bicos (bcm), sendo a R&uacute;ssia respons&aacute;vel por 17,6 por cento, os Estados Unidos por 20,4 por cento) o Ir&atilde;o (4,8 por cento), a Ar&aacute;bia Saudita (tr&ecirc;s por cento), a China (3,2 por cento), a Arg&eacute;lia (2,4 por cento), o Qatar (4,7 por cento) e o Egito (1,8 por cento)<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>. A produ&ccedil;&atilde;o da Europa no seu conjunto foi de 257,3 bcm, o que corresponde a cerca de 7,6 por cento da produ&ccedil;&atilde;o mundial. As necessidades da Europa em termos de g&aacute;s levam-na a produzir de forma r&aacute;pida os seus recursos end&oacute;genos, o que contribui para acentuar os problemas de depend&ecirc;ncia e de seguran&ccedil;a no futuro. Os maiores produtores europeus s&atilde;o a Noruega (115 bcm), o Reino Unido (41 bcm), a Holanda (63,9), a Alemanha (nove), a It&aacute;lia (7,8), a Rom&eacute;nia (10,9), a Dinamarca (6,4) e a Pol&oacute;nia. A grande quest&atilde;o &eacute; que a UE consumiu em 2012 399,5 bcm, ou seja, cerca de 13,4 por cento do consumo mundial. O consumo de g&aacute;s na UE diminuiu cerca de 2,3 por cento em 2012. Portugal consumiu em 2012 4,2 bcm, o que corresponde a 0,1 por cento do consumo mundial e um por cento do consumo europeu, colocando-o no grupo dos pequenos consumidores.</p>     <p>Em termos das fontes europeias de g&aacute;s e dos movimentos de <i>trading,</i> a Europa utiliza o sistema de <i>pipelines</i> da R&uacute;ssia (respons&aacute;vel por 32,5 por cento do abastecimento), o mar do Norte e os pa&iacute;ses europeus produtores (Noruega, Holanda, Reino Unido, etc&hellip;) respons&aacute;veis por 49,4 por cento do abastecimento, a Arg&eacute;lia com 11,2 por cento (<i>pipeline </i>e g&aacute;s natural liquefeito (GNL) e o Ir&atilde;o e L&iacute;bia, que em conjunto n&atilde;o chegam a 3,5 por cento. O abastecimento de GNL do Qatar &agrave; Europa representa cerca de 7,8 por cento. Daqui se infere que a utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos end&oacute;genos &eacute; boa pol&iacute;tica, mas a diversifica&ccedil;&atilde;o para o exterior necessita de contrabalan&ccedil;ar o peso crescente da R&uacute;ssia com um maior direcionamento para o Norte de &Aacute;frica, o eixo mediterr&acirc;nico e a Bacia Atl&acirc;ntica.</p>     <p>Embora a altera&ccedil;&atilde;o gradual do <i>mix </i>energ&eacute;tico da UE, nomeadamente a aposta nas renov&aacute;veis, permita antever o aumento substancial da utiliza&ccedil;&atilde;o desta forma de energia, estima-se igualmente que a utiliza&ccedil;&atilde;o do g&aacute;s natural aumente significativamente, em especial nos setores dos transportes, ind&uacute;stria, aquecimento dom&eacute;stico e produ&ccedil;&atilde;o de eletricidade, logo que ultrapassado o per&iacute;odo de estagna&ccedil;&atilde;o da economia europeia<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.</p>     <p>No que respeita &agrave;s fontes de abastecimento regista-se uma significativa altera&ccedil;&atilde;o na geografia do abastecimento de g&aacute;s natural, causada desde logo pela redu&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o oriunda do mar do Norte e do mar da Noruega, que at&eacute; hoje desempenhou um papel relevante. Existem por outro lado limita&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas ao aumento de produ&ccedil;&atilde;o nas bacias energ&eacute;ticas do Norte de &Aacute;frica (caso da Arg&eacute;lia). Os constrangimentos &agrave; produ&ccedil;&atilde;o provocados pela instabilidade geopol&iacute;tica t&ecirc;m consequ&ecirc;ncias diretas nas condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a do abastecimento (veja-se a L&iacute;bia ou o Iraque). Um terceiro aspecto preocupante remete-nos para o facto de os jazigos da Sib&eacute;ria Ocidental russa se encontrarem igualmente em vias de atingir os limites m&aacute;ximos de produ&ccedil;&atilde;o, o que for&ccedil;a a Federa&ccedil;&atilde;o Russa a recorrer ao g&aacute;s natural dos pa&iacute;ses da &Aacute;sia Central (Turquemenist&atilde;o), para assegurar os compromissos de fornecimento &agrave; Europa<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>. A esta realidade acrescem as necessidades energ&eacute;ticas das economias emergentes como a China, que provocam uma maior competi&ccedil;&atilde;o e press&atilde;o geopol&iacute;tica e geoecon&oacute;mica sobre as fontes de abastecimento<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>.</p>     <p>O volume de GNL importado pela Europa por via mar&iacute;tima &eacute; ainda fraco e representa apenas cerca de 15,5 por cento do volume de g&aacute;s total, sendo em termos relativos cerca de 5,4 vezes inferior ao volume que circula pelo sistema de <i>pipelines</i>. Os maiores fornecedores de GNL s&atilde;o a Arg&eacute;lia (20,7 por cento do volume total importado pela Europa), a Nig&eacute;ria (16,7 por cento) e o Qatar (44,8 por cento)<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>. A Europa aposta pouco no acesso a reservas de g&aacute;s por via mar&iacute;tima e os poucos pa&iacute;ses europeus que o fazem s&atilde;o Portugal, Espanha, It&aacute;lia, Fran&ccedil;a e B&eacute;lgica. Em contrapartida, para os pa&iacute;ses cujo abastecimento repousa essencialmente no sistema de <i>pipelines</i>, a depend&ecirc;ncia da R&uacute;ssia atinge n&iacute;veis preocupantes.</p>     <p>Estamos perante uma realidade dual, que reflete fortes assimetrias entre a Europa Central e de Leste e a Europa atl&acirc;ntica. Os dois primeiros grupos dependem essencialmente do g&aacute;s natural russo fornecido por via terrestre, em gasodutos, registando os estados que integraram a NATO, ap&oacute;s o colapso da URSS, n&iacute;veis de depend&ecirc;ncia entre 80 por cento e 90 por cento<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>. Por seu lado, a Europa atl&acirc;ntica, embora tamb&eacute;m dependente, recorre a outras fontes e tipologias de abastecimento, em especial o GNL proveniente do M&eacute;dio Oriente e &Aacute;frica Ocidental.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O futuro parece preocupante, porque: <i>a</i>) o principal fornecedor europeu, a Federa&ccedil;&atilde;o Russa, &eacute; um ator com o qual a Europa possui uma rela&ccedil;&atilde;o perme&aacute;vel a tens&otilde;es v&aacute;rias, com potencial impacto no fornecimento energ&eacute;tico; <i>b</i>) o processo de estabelecimento do pre&ccedil;o do g&aacute;s tem uma g&eacute;nese regional e, como tal, assenta prioritariamente em contratos de longo prazo em torno de uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre produtor e consumidor final; <i>c</i>) o g&aacute;s &eacute; o hidrocarboneto com mais forte crescimento na procura no mercado global devido &agrave; expans&atilde;o da urbaniza&ccedil;&atilde;o e industrializa&ccedil;&atilde;o das economias emergentes; e <i>d</i>) e tamb&eacute;m pelo papel que o g&aacute;s natural poder&aacute; desempenhar no plano de redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de co<sub>2</sub> no setor energ&eacute;tico europeu<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>.</p>     <p>Ap&oacute;s a concretiza&ccedil;&atilde;o do abandono da op&ccedil;&atilde;o nuclear para produ&ccedil;&atilde;o de eletricidade por parte da Alemanha e da Su&eacute;cia, mesmo que essa modalidade ainda se mantenha em Fran&ccedil;a e no Reino Unido, o panorama energ&eacute;tico da UE parece estruturar-se em torno do crescimento da procura de g&aacute;s natural, destacando-se o seu papel na produ&ccedil;&atilde;o de eletricidade e na sua utiliza&ccedil;&atilde;o pelo setor industrial, no aumento da oferta de eletricidade baseada em energia prim&aacute;ria renov&aacute;vel e na redu&ccedil;&atilde;o da intensidade de uso de combust&iacute;veis l&iacute;quidos no setor dos transportes, pela maior utiliza&ccedil;&atilde;o do g&aacute;s natural e a crescente efici&ecirc;ncia dos motores e das novas tecnologias associadas &agrave;s motoriza&ccedil;&otilde;es h&iacute;bridas e el&eacute;tricas.</p>     <p>Considerando as vari&aacute;veis geoecon&oacute;micas, geopol&iacute;ticas e cient&iacute;fico-tecnol&oacute;gicas que poder&atilde;o interferir direta e indiretamente no abastecimento futuro de g&aacute;s natural &agrave; Europa, afigura-se que esta apenas poder&aacute; minimizar a sua atual depend&ecirc;ncia de forma faseada, num horizonte temporal de m&eacute;dio e longo prazo, e atrav&eacute;s do refor&ccedil;o da coordena&ccedil;&atilde;o, coopera&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o da respetiva pol&iacute;tica energ&eacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>OPORTUNIDADES TECNOL&Oacute;GICAS</b></p>     <p>O s&eacute;culo XXI vai ser marcado por diferentes descobertas tecnol&oacute;gicas na &aacute;rea da energia, mas algumas delas podem ser marcantes e virem a alterar os (des)equil&iacute;brios atualmente existentes. De entre elas destacamos as que se seguem:</p> <ul>       <li>Baterias el&eacute;tricas mais potentes, que podem revolucionar o sistema de transportes: as baterias de l&iacute;tio t&ecirc;m apenas um eletr&atilde;o dispon&iacute;vel para as rea&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas e t&ecirc;m uma pot&ecirc;ncia limitada, mas os &aacute;tomos de outras subst&acirc;ncias (como o magn&eacute;sio ou o alum&iacute;nio) t&ecirc;m dois e tr&ecirc;s eletr&otilde;es dispon&iacute;veis, o que pode levar &agrave; descoberta de baterias mais potentes de i&otilde;es multivalentes, que ter&atilde;o uma import&acirc;ncia crucial no mundo da energia.</li>       <li>Novos materiais aliados &agrave;s nanotecnologias podem ter um impacto multifacetado em diversas &aacute;reas. N&atilde;o &eacute; por acaso que j&aacute; existem projetos que s&atilde;o uma esp&eacute;cie de Google para pesquisa de novos materiais, visando a utiliza&ccedil;&atilde;o das propriedades desses materiais, em particular para aplica&ccedil;&otilde;es no mundo da energia.</li>       <li>O armazenamento da eletricidade a grande escala: a raz&atilde;o que tem impedido uma esp&eacute;cie de &laquo;eletrifica&ccedil;&atilde;o&raquo; acelerada da matriz energ&eacute;tica mundial tem sido o facto de, ao contr&aacute;rio do petr&oacute;leo e do g&aacute;s, a eletricidade n&atilde;o poder ser armazenada a grande escala e consumida quando &eacute; necess&aacute;ria. Existe por&eacute;m uma revolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica em marcha, baseada nas chamadas baterias de fluxo (<i>fow-batteries</i>). As baterias convencionais t&ecirc;m dois el&eacute;trodos e o eletr&oacute;lito, que &eacute; contido numa c&eacute;lula e serve para transportar os i&otilde;es entre os el&eacute;trodos. A carga da bateria convencional &eacute; mantida pela diferen&ccedil;a de potencial da energia qu&iacute;mica existente entre os mesmos. Nas baterias de fluxo, o novo paradigma conceptual, que representa uma rutura com o passado, reside no facto de a carga ser mantida no pr&oacute;prio eletr&oacute;lito, o que pode conduzir a uma armazenagem em grande escala. Esta descoberta pode conduzir a um <i>battery-driven world</i>, com a consequente eletrifica&ccedil;&atilde;o de grandes segmentos da economia.</li>     </ul>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>O FUTURO &ndash; QUE DESAFIOS?</b></p>     <p>A atual crise na Ucr&acirc;nia provocou a reemerg&ecirc;ncia de riscos associados &agrave; elevada depend&ecirc;ncia europeia de g&aacute;s natural russo no que concerne &agrave; seguran&ccedil;a do abastecimento, em especial no relativo &agrave; garantia de fluxos cont&iacute;nuos daquele recurso energ&eacute;tico.</p>     <p>No que respeita &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es que se registam no referencial energ&eacute;tico global, nomeadamente a descoberta de novas e abundantes reservas e a r&aacute;pida emerg&ecirc;ncia de fontes n&atilde;o convencionais de energia, tamb&eacute;m a UE poder&aacute; em muito capitalizar esta realidade.</p>     <p>Tal poder&aacute; ocorrer atrav&eacute;s da promo&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o de novas rotas energ&eacute;ticas, promovendo a concretiza&ccedil;&atilde;o de novos projetos ou a amplia&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o da atual infraestrutura de abastecimento e distribui&ccedil;&atilde;o. Neste cen&aacute;rio a bacia energ&eacute;tica do Atl&acirc;ntico ver&aacute; aumentar a sua import&acirc;ncia, dado o potencial que encerra e de que as recentes descobertas constituem exemplo.</p>     <p>Assim, em nosso entender, s&atilde;o v&aacute;rios os fatores que podem mudar o mercado da energia no futuro, como a seguir se desenvolvem. A revolu&ccedil;&atilde;o do <i>shale gas</i> nos Estados Unidos, e que est&aacute; j&aacute; a ter impacto no <i>shale oil, </i>foca a aten&ccedil;&atilde;o nos hidrocarbonetos retidos na rocha-m&atilde;e (pode ser cerca de 40 por cento dos hidrocarbonetos gerados at&eacute; hoje no mundo), conduz a um aumento da oferta (as reservas n&atilde;o convencionais de g&aacute;s podem ser de duas a duas vezes e meia as reservas convencionais), provoca uma nova din&acirc;mica nos pre&ccedil;os da energia e altera a geopol&iacute;tica global. No entanto, &eacute; importante notar que o modelo dos Estados Unidos n&atilde;o &eacute; facilmente export&aacute;vel; o mercado americano &eacute; muito din&acirc;mico, tem infraestruturas e companhias de servi&ccedil;o que tornam vi&aacute;vel a produ&ccedil;&atilde;o e escoamento do petr&oacute;leo e g&aacute;s; h&aacute; cr&eacute;dito mais f&aacute;cil para as empresas; a propriedade da terra &eacute; privada e o processo de inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica acelerado porque os <i>design-mechanisms </i>est&atilde;o bem estruturados, o que estimula a atividade econ&oacute;mica e as empresas. &Eacute; importante sublinhar que isto pode dar um novo f&ocirc;lego &agrave; vida dos combust&iacute;veis f&oacute;sseis nos Estados Unidos, mas n&atilde;o &eacute; l&iacute;quido que tenha o mesmo impacto no resto do mundo. Acrescem a esta situa&ccedil;&atilde;o os problemas ambientais s&eacute;rios que podem ser criados no subsolo, no solo e no ar se as opera&ccedil;&otilde;es forem mal conduzidas e a imensa quantidade de &aacute;gua que estas opera&ccedil;&otilde;es requerem.</p>     <p>O acidente do po&ccedil;o Macondo &ndash; registado no <i>offshore </i>do golfo do M&eacute;xico em 20 de abril de 2010 &ndash; deu origem &agrave; maior cat&aacute;strofe ambiental da ind&uacute;stria petrol&iacute;fera (uma esp&eacute;cie de Three Mile Island da ind&uacute;stria do petr&oacute;leo) com o derrame de mais de cinco milh&otilde;es de barris de petr&oacute;leo no mar. Esta ocorr&ecirc;ncia criou dificuldades para futuras opera&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o do <i>offshore </i>exigindo novos mecanismos de seguran&ccedil;a, o que aumentou os custos destas opera&ccedil;&otilde;es. No mesmo sentido, o acidente nuclear de Furushima a 11 de mar&ccedil;o de 2011 provocou um arrefecimento significativo na utiliza&ccedil;&atilde;o da energia nuclear, o que tem aberto caminho para o crescimento do g&aacute;s e das energias renov&aacute;veis nos sistemas de gera&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica e t&eacute;rmica, tend&ecirc;ncia que se vai acentuar.</p>     <p>As altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas provocadas pelo excessivo uso de combust&iacute;veis f&oacute;sseis t&ecirc;m levado a situa&ccedil;&otilde;es preocupantes em especial no &Aacute;rtico, onde a temperatura aumentou cerca de 3,5&ordm; C nos &uacute;ltimos cem anos e se est&aacute; a assistir ao degelo dos glaciares com a perda de mais de dois milh&otilde;es de quil&oacute;metros quadrados nos &uacute;ltimos trinta anos. A amea&ccedil;a clim&aacute;tica conduz incontornavelmente &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de fontes energ&eacute;ticas mais limpas e essa ser&aacute; outra tend&ecirc;ncia crucial para o futuro<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>.</p>     <p>A aposta crescente da China nas energias renov&aacute;veis reflete o empenho em diversificar a sua matriz energ&eacute;tica, tendo em conta que 70 por cento depende do carv&atilde;o. A China &eacute; hoje, ali&aacute;s, o pa&iacute;s que mais progressos tem feito neste &acirc;mbito. Uma declara&ccedil;&atilde;o do ministro do Ambiente da China dizendo que a degrada&ccedil;&atilde;o ambiental &eacute; e ser&aacute; a principal amea&ccedil;a ao desenvolvimento econ&oacute;mico da China, revela a preocupa&ccedil;&atilde;o A das autoridades e a sua aposta em energias mais limpas, o que ser&aacute; decisivo no futuro. O desenvolvimento tecnol&oacute;gico e a redu&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os de produ&ccedil;&atilde;o de energias renov&aacute;veis, em particular a e&oacute;lica e a solar, &eacute; uma tend&ecirc;ncia muito interessante porque aumenta a sua competitividade no mercado, fornece um impulso econ&oacute;mico para a sua afirma&ccedil;&atilde;o e est&aacute; a conduzir a pre&ccedil;os de paridade com os da rede energ&eacute;tica o que pode mudar muita coisa nos pr&oacute;ximos anos.</p>     <p>A todos estes fatores acresce o que se passa hoje nos Estados Unidos, que &eacute; uma esp&eacute;cie de laborat&oacute;rio do futuro. A &laquo;gaseifica&ccedil;&atilde;o&raquo; da economia norte-americana tem levado o g&aacute;s a substituir o carv&atilde;o na gera&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica e t&eacute;rmica, mas tem tamb&eacute;m revelado um impacto significativo do g&aacute;s no sistema de transportes. O modelo atual que caracteriza as sociedades &eacute; insustent&aacute;vel. Os n&uacute;cleos urbanos ocupam dois por cento da superf&iacute;cie do nosso planeta, mas neles reside mais de metade da popula&ccedil;&atilde;o mundial. As cidades consomem 75 por cento da energia produzida no mundo e s&atilde;o respons&aacute;veis pela emiss&atilde;o de mais de 80 por cento de co2. Neste sentido, est&aacute; a existir um movimento pioneiro nos Estados Unidos e em outras cidades do mundo que exige uma nova vis&atilde;o para o desenvolvimento urbano, um modelo mais sustent&aacute;vel, a solu&ccedil;&atilde;o dos problemas da seguran&ccedil;a energ&eacute;tica, a necessidade de adotar redes inteligentes de energia e a emerg&ecirc;ncia de um conceito de sustentabilidade multidimensional, que tem de abarcar a gest&atilde;o da energia, da &aacute;gua e dos res&iacute;duos e um novo papel do sistema de transportes baseado em transportes p&uacute;blicos, carros el&eacute;tricos e evapora&ccedil;&atilde;o dos engarrafamentos de tr&acirc;nsito.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Algumas das tend&ecirc;ncias que se registam nos Estados Unidos d&atilde;o que pensar: o pico do consumo de petr&oacute;leo nos Estados Unidos foi atingido em 2005; desde ent&atilde;o o consumo de petr&oacute;leo neste pa&iacute;s caiu 14 por cento. O efeito dos altos pre&ccedil;os do petr&oacute;leo e a crise financeira conduziu em 2012 ao maior n&uacute;mero de passageiros nos transportes ferrovi&aacute;rios, tendo o Amtrak atingido o seu maior pico de utiliza&ccedil;&atilde;o desde 1971. O consumo de petr&oacute;leo na Calif&oacute;rnia em 2012 foi o mais baixo desde 1998; Chicago e outras cidades est&atilde;o a experimentar um certo grau de &laquo;pedestriza&ccedil;&atilde;o&raquo;. O sistema de transportes p&uacute;blicos de Los Angeles atingiu em 2012 um recorde de nove milh&otilde;es de passageiros por m&ecirc;s; o sistema de <i>car-pooling </i>(Zipcar) teve a ader&ecirc;ncia imediata de 800 mil utilizadores, em especial jovens.</p>     <p>Resulta claro que estamos aqui numa esp&eacute;cie de &laquo;laborat&oacute;rio do futuro&raquo;, com a mudan&ccedil;a de h&aacute;bitos, uma nova gera&ccedil;&atilde;o que tem uma outra vis&atilde;o do mundo onde o carro n&atilde;o &eacute; o elemento dominante, a crescente virtualiza&ccedil;&atilde;o do mundo e dos equipamentos e servi&ccedil;os e o facto de a tecnologia estar a mudar a forma como vivemos, a forma como trabalhamos e a forma como nos divertimos. Neste contexto vai tamb&eacute;m mudar e est&aacute; a mudar a forma como produzimos e utilizamos a energia.</p>     <p>Perante o que atr&aacute;s foi exposto, parece prov&aacute;vel que no futuro pr&oacute;ximo a quest&atilde;o energ&eacute;tica, no contexto mundial e sobretudo europeu, ir&aacute; confrontar-se com algumas tend&ecirc;ncias incontorn&aacute;veis. Destacamos oito pontos que nos parecem relevantes:</p> <ul>       <li>A diminui&ccedil;&atilde;o do peso do petr&oacute;leo na matriz energ&eacute;tica mundial (ou pelo menos a estagna&ccedil;&atilde;o seguida de decl&iacute;nio) e o aumento significativo do papel do g&aacute;s em combina&ccedil;&atilde;o com as energias mais limpas (energias renov&aacute;veis).</li>       <li>A entrada em uma esp&eacute;cie de &laquo;Idade Dourada do G&aacute;s&raquo;, com a sua crescente penetra&ccedil;&atilde;o no sistema de gera&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica (substituindo as centrais a carv&atilde;o) e o seu potencial papel no sistema de transportes.</li>       <li>A crescente &laquo;eletrifica&ccedil;&atilde;o&raquo; da matriz energ&eacute;tica mundial, propulsionada pela crescente urbaniza&ccedil;&atilde;o, pelo desenvolvimento tecnol&oacute;gico sobretudo das redes energ&eacute;ticas inteligentes e pelo desenvolvimento das baterias el&eacute;tricas de i&otilde;es multivalentes e das baterias de fluxo, que permitir&atilde;o armazenar eletricidade a grande escala.</li>       <li>A necessidade de um novo modelo mais sustent&aacute;vel para as cidades por forma a fazer face aos desafios colocados pelas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, com vista a diversificar a matriz energ&eacute;tica, aumentar o uso dos recursos end&oacute;genos e das energias limpas e desenvolver um sistema de transportes mais sustent&aacute;vel e menos poluente.</li>       <li>A emerg&ecirc;ncia de novas solu&ccedil;&otilde;es para o sistema de transportes onde o motor de combust&atilde;o interna convencional (movido a petr&oacute;leo, g&aacute;s ou biocombust&iacute;veis) pode ter competidores como nunca teve no &uacute;ltimo s&eacute;culo, com os motores el&eacute;tricos ou as <i>fuel-cells </i>movidos a eletricidade gerada por uma gama variada de fontes energ&eacute;ticas, incluindo as energias renov&aacute;veis.</li>       <li>Os aspetos decisivos que v&atilde;o ditar o sucesso de uma ou mais solu&ccedil;&otilde;es ter&atilde;o a ver com os pre&ccedil;os, a competitividade, o desenvolvimento tecnol&oacute;gico, a <i>performance </i>e as quest&otilde;es ambientais.</li>       <li>&Eacute; neste quadro que pode emergir um poss&iacute;vel paradigma para o futuro, que combina o g&aacute;s (o mais limpo dos combust&iacute;veis f&oacute;sseis) com as energias renov&aacute;veis, para potenciar as sinergias m&uacute;tuas e disputar o segmento da gera&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica e t&eacute;rmica e tamb&eacute;m o sistema de transportes mundial. Trata-se de coligar vetores decisivos como o pre&ccedil;o, a competitividade, o desenvolvimento tecnol&oacute;gico, a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, as redes energ&eacute;ticas inteligentes, a integra&ccedil;&atilde;o da revolu&ccedil;&atilde;o digital e a minimiza&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas.</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>A prova mais importante de que este paradigma &eacute; uma das solu&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis para o futuro e que j&aacute; est&aacute; hoje, de certa forma, contido no mundo real, &eacute; um dos cen&aacute;rios recentes apresentados pela SHELL para a evolu&ccedil;&atilde;o da matriz energ&eacute;tica no s&eacute;culo XXI e que prev&ecirc; para 2050 uma matriz energ&eacute;tica dominada pelo g&aacute;s e carv&atilde;o mas conjugada com 40 por cento de energias renov&aacute;veis<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>.</li>     </ul>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p><i>BP Statistical Review of World Energy</i>.BP, junho de 2014. (Consultado em: 20 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bp.com/content/dam/bp-country/de_de/PDFs/brochures/BP-statistical-review-of-world-energy-2014-full-report.pdf" target="_blank">http://www.bp.com/content/dam/bp-country/de_de/PDFs/brochures/BP-statistical-review-of-world-energy-2014-full-report.pdf</a></p>     <p>Burroughs, William (org.) &ndash; <i>Climate into the 21st Century</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 2003.<i> Cen&aacute;rios sob Novas Lentes Mudan&ccedil;a de Perspetiva para Um Mundo em Transi&ccedil;&atilde;o. </i>Shell. (Consultado em: 20 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.shell.com.br/content/dam/royaldutchshell/documents/corporate/scenarios-newdoc.pdf" target="_blank">http://www.shell.com.br/content/dam/royaldutchshell/documents/corporate/scenarios-newdoc.pdf</a></p>     <p>Cherp, Aleh &ndash; &laquo;The three perspetives on energy security: intellectual history, disciplinary roots and the potential for integration, current opinion&raquo;. In <i>Environmental Sustainability</i>. N.&ordm; 3, 2011, pp. 1-11.</p>     <p>Ciu&#776;ta, Felix &ndash; &laquo;From oil wars to total security: conceptual/contextual notes on energy security&raquo;<i>. </i>In <i>UCL-SSEAS</i>. Nova York: isa, 2009.</p>     <p>Claes, Dag Harald &ndash; &laquo;Global energy security: resource availability, economic conditions and political constraints&raquo;. <i>In</i> SGIR, setembro de 2010.</p>     <p><i>Energy 2020. A Strategy for Competitive, Sustainable and Secure Energy</i>. (Consultado em: 20 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ec.europa.eu/energy/sites/ener/files/documents/2011_energy2020_en.pdf" target="_blank">http://ec.europa.eu/energy/sites/ener/files/documents/2011_energy2020_en.pdf</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Estrat&eacute;gia Europeia para Uma Energia Sustent&aacute;vel, Competitiva e Segura</i>, Comiss&atilde;o Europeia. Bruxelas: mar&ccedil;o de 2006.</p>     <p>&laquo;Green paper on <i>Towards a European Strategy for the Security of Energy Supply</i>&raquo;. Luxemburgo: Office for UE Official Publications, 2001.</p>     <p>Gru&#776;bler, Arnulf &ndash; &laquo;Transitions in energy use&raquo;. In <i>Encyclopedia of Energy</i>. Vol. 6, IIASA, 2004.</p>     <p>Kalicki, Jan, e Goldwyn, David &ndash; <i>Energy and Security: Toward a New Foreign Policy Strategy</i>. Washington: Woodrow Wilson Center Press, 2005.</p>     <p>Morse, Edward, e Joffe, Amy Myers &ndash; &laquo;opec in confrontation with globalization&raquo;. <i>In</i> Kalicki, Jan, e Goldwyn, David &ndash; <i>Energy and Security: Toward a New Foreign Policy Strategy</i>. Washington: Woodrow Wilson Center Press, 2005.</p>     <p>Nunes, Carlos Costa &ndash; &laquo;O conceito de seguran&ccedil;a energ&eacute;tica&raquo;.In cepese <i>Working Paper</i>. N.&ordm; 17, 2013. (Consultado em: 2 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cepese.pt/portal/pt/investigacao/working-papers/populacao-e-prospectiva/o-conceito-de-seguranca-energetica/O%20Conceito%20de%20Seguranca%20Energetica.pdf" target="_blank">http://www.cepese.pt/portal/pt/investigacao/working-papers/populacao-e-prospectiva/o-conceito-de-seguranca-energetica/O%20Conceito%20de%20Seguranca%20Energetica.pdf</a></p>     <p>Nunes, Carlos Costa, &laquo;O conceito de seguran&ccedil;a energ&eacute;tica&raquo;.In <i>Working Paper</i>. N.&ordm; 17, cepese, 2013. (Consultado em: 2 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cepese.pt/portal/pt/investigacao/working-papers/populacao-e-prospectiva/o-conceito-de-seguranca-energetica/O%20Conceito%20de%20Seguranca%20Energetica.pdf" target="_blank">http://www.cepese.pt/portal/pt/investigacao/working-papers/populacao-e-prospectiva/o-conceito-de-seguranca-energetica/O%20Conceito%20de%20Seguranca%20Energetica.pdf</a></p>     <p>Rodrigues, Teresa Ferreira, Leal, Catarina Mendes, e Ribeiro, Jos&eacute; F&eacute;lix &ndash; <i>Uma Estrat&eacute;gia de Seguran&ccedil;a Energ&eacute;tica para o S&eacute;culo XXI em Portugal</i>. Lisboa: Instituto da Defesa Nacional, 2012.</p>     <p>Silva, Ant&oacute;nio Costa &ndash; &laquo;O petr&oacute;leo e as rela&ccedil;&otilde;es internacionais&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. Lisboa, N.&ordm; 6, 2005.</p>     <p>Silva, Ant&oacute;nio Costa &ndash; &laquo;Does the end of oil means the end of oil culture?&raquo;<i>. </i>In <i>Seminar on Energy and Environment</i>. Vila Real: Casa Mateus, setembro de 2006.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Stern, Nicholas &ndash; <i>The Economics of Climate Change</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 2006.</p>     <p>Viana, V&iacute;tor Rodrigues (org.) &ndash; &laquo;Portugal, a geopol&iacute;tica da energia e a seguran&ccedil;a energ&eacute;tica europeia&raquo;. In <i>Policy Paper</i>, 5/2014. Lisboa: Instituto da Defesa Nacional, p. 10. (Consultado em: 20 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.idn.gov.pt/conteudos/documentos/e-briefing_papers/policy_paper_5_geopolitica_da_energia_seguranca%20_energetica_da_europa.pdf" target="_blank">http://www.idn.gov.pt/conteudos/documentos/e-briefing_papers/policy_paper_5_geopolitica_da_energia_seguranca%20_energetica_da_europa.pdf</a></p>     <p>Von ippel, David F., Suzuki, Tatsujiro, Williams, James H., Savage, Timothy, e Hayes, Peter &ndash; &laquo;Evaluating the energy security impacts of energy policies&raquo;. <i>In</i> Sovacool, Benjamin K. (ed.) &ndash; <i>Routledge Handbook of Energy Security</i>. Londres: Routledge, 2011, pp. 74-95.</p>     <p>Yergin, Daniel &ndash; &laquo;Ensuring energy security&raquo;. In <i>Foreign Affairs</i>. Vol. 85, N.&ordm; 2, 2006, pp. 69-82. (Consultado em: 1 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.foreignaffairs.com/articles/2006-03-01/ensuring-energy-security" target="_blank">https://www.foreignaffairs.com/articles/2006-03-01/ensuring-energy-security</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 10 de fevereiro de 2015 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 25 de mar&ccedil;o de 2015</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Silva, Ant&oacute;nio Costa &ndash; &laquo;Does the end of oil means the end of oil culture?&raquo;<i>. </i>In<i>Seminar on Energy and Environment</i>. Vila Real: Casa Mateus, setembro de 2006.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Rodrigues, Teresa Ferreira, Leal, Catarina Mendes, e Ribeiro, Jos&eacute; F&eacute;lix &ndash; <i>Uma Estrat&eacute;gia de Seguran&ccedil;a Energ&eacute;tica para o S&eacute;culo XXI em Portugal</i>. Lisboa: Instituto da Defesa Nacional, 2012, p. 13.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Yergin, Daniel &ndash; &laquo;Ensuring energy security&raquo;. In <i>Foreign Affairs</i>. Vol. 85, N.&ordm; 2, mar&ccedil;o-abril de 2006, pp. 69-82. (Consultado m: e ar&ccedil;o e 015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.foreignaffairs.com/articles/61510/daniel-yergin/ensuring-energy-security" target="_blank">http://www.foreignaffairs.com/articles/61510/daniel-yergin/ensuring-energy-security</a></p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> <i>Estrat&eacute;gia Europeia para Uma Energia Sustent&aacute;vel, Competitiva e Segura</i>. Bruxe-las: Comiss&atilde;o Europeia, mar&ccedil;o de 2006.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Nunes, Carlos Costa &ndash; &laquo;O conceito de seguran&ccedil;a energ&eacute;tica&raquo;. <i>In</i> cepese <i>Working Paper</i>. N.&ordm; 17, 2013. (Consultado em: 2 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cepese.pt/portal/pt/investigacao/working-papers/populacao-e-prospectiva/o-conceito-de-seguranca-energetica/O%20Conceito%20de%20Seguranca%20Energetica.pdf" target="_blank">http://www.cepese.pt/portal/pt/investigacao/working-papers/populacao-e-prospectiva/o-conceito-de-seguranca-energetica/O%20Conceito%20de%20Seguranca%20Energetica.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Cf. Claes, Dag Harald &ndash; &laquo;Global energy security: resource availability, economic conditions and political constraints&raquo;. In sgir, setembro de 2010, citado em Nunes, Carlos Costa &ndash; &laquo;O conceito de seguran&ccedil;a energ&eacute;tica&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Cf. Von Hippel David F., Suzuki, Tat-sujiro, Williams, James H., Savage, Timo-thy, e Hayes, Peter &ndash; &laquo;Evaluating the energy security impacts of energy policies&raquo;. <i>In</i> Sovacool, Benjamin K. (ed.) &ndash; <i>Routledge Handbook of Energy Security</i>. Londres: Routledge, 2011, pp. 74-95; Cherp, Aleh &ndash; &laquo;The three perspetives on energy security: intellectual history, disci-plinary roots and the potential for integration, Current Opinion&raquo;. In <i>Environmental Sustainability</i>. N.&ordm; 3, 2011, pp. 1-11; Ciu&#776;ta, Felix &ndash; &laquo;From oil wars to total security: conceptual/contextual notes on energy security&raquo;.In <i>ucl-sseas</i>. Nova York: isa, 2009, citado em Nunes, Carlos Costa &ndash; &laquo;O conceito de seguran&ccedil;a energ&eacute;tica&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> De que constitui exemplo Gru&#776;bler, Arnulf &ndash; &laquo;Transitions in energy use&raquo;. In<i> Encyclopedia of Energy</i>. Vol. 6, iiasa, 2004 (Nunes, Carlos Costa &ndash; &laquo;O conceito de seguran&ccedil;a energ&eacute;tica&raquo;).</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> &laquo;Green paper on <i>Towards a European Strategy for the Security of Energy Supply</i>&raquo;. Luxemburgo: Office for UE Official Publications, 2001; <i>Estrat&eacute;gia Europeia para Uma Energia Sustent&aacute;vel, Competitiva e Segura</i>.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Kalicki, Jan, Goldw yn, David &ndash;<i> Energy and Security: Toward a New Foreign Policy Strategy</i>. Washington: Woodrow Wilson Center Press, 2005.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Rodrigues, Teresa Ferreira, Leal, Catarina Mendes, e Ribeiro, Jos&eacute; F&eacute;lix &ndash; <i>Uma Estrat&eacute;gia de Seguran&ccedil;a Energ&eacute;tica para o S&eacute;culo XXI em Portugal</i>, p. 13.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> Viana, V&iacute;tor Rodrigues (org.) &ndash; &laquo;Portugal, a geopol&iacute;tica da energia e a seguran&ccedil;a energ&eacute;tica europeia&raquo;. In <i>Policy Paper</i>, 5/2014. Lisboa: Instituto da Defesa Nacional, p. 10. (Consultado em: 20 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.idn.gov.pt/conteudos/documentos/e-briefing_papers/policy_paper_5_geopolitica_da_energia_seguranca%20_energetica_da_europa.pdf" target="_blank">http://www.idn.gov.pt/conteudos/documentos/e-briefing_papers/policy_paper_5_geopolitica_da_energia_seguranca%20_energetica_da_europa.pdf</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Silva, Ant&oacute;nio Costa &ndash; &laquo;O petr&oacute;leo e as rela&ccedil;&otilde;es internacionais&raquo;.In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. Lisboa, N.&ordm; 6, 2005.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> Morse, Edward, e Joffe, Amy Myers &ndash; &laquo;Opec in confrontation with globalization&raquo;. <i>In</i> Kalicki, Jan, e Goldwyn, David &ndash; <i>Energy and Security: Toward a New Foreign Policy Strategy</i>. Washington: Woodrow Wilson Center Press, 2005.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> <i>BP</i> S<i>tatistical Review of World Energy</i>.bp, junho de 2014. (Consultado em: 20 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bp.com/content/dam/bp-country/de_de/PDFs/brochures/BP-statistical-review-of-world-energy-2014-full-report.pdf" target="_blank">http://www.bp.com/content/dam/bp-country/de_de/PDFs/brochures/BP-statistical-review-of-world-energy-2014-full-report.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> <i>Energy 2020 A Strategy for Competitive, Sustainable and Secure Energy</i>. (Consultado em: 20 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ec.europa.eu/energy/sites/ener/files/documents/2011_energy2020_en.pdf" target="_blank">http://ec.europa.eu/energy/sites/ener/files/documents/2011_energy2020_en.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> <i>BP Statistical Review of World Energy</i>.bp, junho de 2014.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> Viana, V&iacute;tor Rodrigues (org.) &ndash; &laquo;Portugal, a geopol&iacute;tica da energia e a seguran&ccedil;a energ&eacute;tica europeia&raquo;</p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> Situa&ccedil;&atilde;o que tender&aacute; a manter-se enquanto n&atilde;o entrarem em produ&ccedil;&atilde;o os novos jazigos situados na margem setentrional, para os quais, sublinhe-se, a Federa&ccedil;&atilde;o Russa necessitar&aacute; provavel-mente de financiamento externo e da tecnologia das grandes companhias internacionais de petr&oacute;leo e g&aacute;s natural. Cf. <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> A RPC tem manifestado um crescente interesse no acesso &agrave;s reservas de g&aacute;s natural russas localizadas na Sib&eacute;ria Oriental e &agrave;s reservas dos pa&iacute;ses produtores da &Aacute;sia Central (Turquemenist&atilde;o e Cazaquist&atilde;o). As vantagens traduzem-se em maior diversifica&ccedil;&atilde;o de fontes de abastecimento, redu&ccedil;&atilde;o de riscos, nomeadamente de estrangulamento mar&iacute;timo (estreitos de Ormuz e Malaca), e os custos de transporte desde a &Aacute;frica Ocidental, &Aacute;frica Oriental e Golfo P&eacute;rsico. Cf. <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> <i>BP</i> <i>Statistical Review of World Energy</i>.</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> Falamos de 96 por cento para a Gr&eacute;cia, 91,5 por cento para a Litu&acirc;nia, 89 por cento para a Bulg&aacute;ria, 84 por cento para a Finl&acirc;ndia, 83,8 por cento para a Rep&uacute;blica Checa, 62 por cento para a Hungria, 68 por cento para a &Aacute;ustria, 60,9 por cento para a Eslov&aacute;quia, 47 por cento para a Pol&oacute;nia, 42,5 por cento para a Alemanha, 29,5 por cento para a It&aacute;lia, 25,52 por cento para a Fran&ccedil;a. Cf. <i>Statistical Review of World Energy</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> Viana, V&iacute;tor Rodrigues (org.) &ndash; &laquo;Portugal, a geopol&iacute;tica da energia e a seguran&ccedil;a energ&eacute;tica europeia&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> Burroughs, William (org.) &ndash; <i>Climate into the 21st Century</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 2003; Stern, Nicholas &ndash; <i>The Economics of Climate Change</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 2006.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> <i>Cen&aacute;rios sob Novas Lentes Mudan&ccedil;a de Perspetiva para Um Mundo em Transi&ccedil;&atilde;o. </i>Shell. (Consultado em: 20 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.shell.com.br/content/dam/royaldutchshell/documents/corporate/scenarios-newdoc.pdf" target="_blank">http://www.shell.com.br/content/dam/royaldutchshell/documents/corporate/scenarios-newdoc.pdf</a></p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Burroughs]]></surname>
<given-names><![CDATA[William]]></given-names>
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<source><![CDATA[Climate into the 21st Century]]></source>
<year>2003</year>
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<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
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<surname><![CDATA[Cherp]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The three perspetives on energy security: intellectual history, disciplinary roots and the potential for integration, current opinion]]></article-title>
<source><![CDATA[Environmental Sustainability]]></source>
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<surname><![CDATA[Ciu&#776;ta]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[From oil wars to total security: conceptual/contextual notes on energy security]]></article-title>
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<year>2009</year>
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