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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O golfo da Guiné e o abastecimento energético de Portugal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article focuses the importance of gulf Guinea's hydrocarbons, enhancing their attractiveness factors and risks, considering both regional features and the new phase of these industries and its impacts on investment decisions, international flows of trade and, specially, in what concerns the reduced amounts of oil rent. In this new context, the growing market share of the region crude oil´s supplies to Portugal is the more important feature, situation created by the uneven importance of the commodity´s imports from Angola.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>QUE MODELO DE SEGURANÇA ENERGÉTICA</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O golfo da Guin&eacute; e o abastecimento energ&eacute;tico </b><b>de Portugal</b></p>     <p><b>The gulf of Guinea and the Portuguese energetic supply</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Carlos Costa Nunes</b></p>     <p>Doutorando em Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais na FCSH-UNL. Licenciado em Economia (ISE) e P&oacute;s-Graduado em Gest&atilde;o de Projetos (Universidade Aberta). Auditor de Defesa Nacional (IDN). Autor de v&aacute;rios artigos sobre as quest&otilde;es energ&eacute;ticas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O artigo centra-se na relev&acirc;ncia dos hidrocarbonetos do golfo da Guin&eacute;, salientando os fatores de atratividade e os riscos respetivos, tendo presente, para al&eacute;m das idiossincrasias locais, a recente mudan&ccedil;a de ciclo do <i>upstream </i>destas ind&uacute;strias, que est&atilde;o a afetar as decis&otilde;es de investimento e a reorientar os fluxos de troca destas mat&eacute;rias-primas energ&eacute;ticas. &Eacute; neste contexto que se constata o refor&ccedil;o da import&acirc;ncia da regi&atilde;o analisada para o aprovisionamento de Portugal sendo, sobretudo, de relevar a elevad&iacute;ssima quota das importa&ccedil;&otilde;es nacionais de <i>crude </i>com origem em Angola, situa&ccedil;&atilde;o sem paralelo &agrave; escala comunit&aacute;ria, dado esta &aacute;rea econ&oacute;mica ser cliente tradicional dos pa&iacute;ses da ex-Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, do Norte de &Aacute;frica e da Noruega.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b><b>:</b> Golfo da Guin&eacute;, hidrocarbonetos, Portugal, seguran&ccedil;a energ&eacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This article focuses the importance of gulf Guinea&rsquo;s hydrocarbons, enhancing their attractiveness factors and risks, considering both regional features and the new phase of these industries and its impacts on investment decisions, international flows of trade and, specially, in what concerns the reduced&nbsp; amounts of oil rent. In this new context, the growing market share of the region crude oil&acute;s supplies to Portugal is the more important feature, situation created by the uneven importance of the commodity&acute;s imports from Angola.</p>     <p><b>Keywords</b>: gulf of Guinea; hydrocarbons; Portugal; energy security.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>No final do s&eacute;culo transato, a regi&atilde;o do golfo da Guin&eacute; ganhou protagonismo no quadro da produ&ccedil;&atilde;o mundial de hidrocarbonetos (em especial de <i>crude</i>), situa&ccedil;&atilde;o explic&aacute;vel por fatores relacionados com a oferta, sendo de referir os condicionalismos existentes no acesso &agrave;s reservas destas mat&eacute;rias-primas e, noutro plano, aos progressos continuados registados pelas tecnologias de explora&ccedil;&atilde;o/produ&ccedil;&atilde;o <i>offshore</i>), enquanto na &oacute;tica da procura, s&atilde;o de evidenciar a atratividade decorrente da localiza&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel e a qualidade das ramas.</p>     <p>As expectativas favor&aacute;veis conduziram ao alargamento do quadro de interesses empresariais for&acirc;neos presentes no <i>upstream</i>, que historicamente estavam focalizados nas<i> international oil companies (</i>IOC), tendo o grande dinamismo da ind&uacute;stria em conjuga&ccedil;&atilde;o com o registo de elevadas cota&ccedil;&otilde;es que, com um breve interregno, persistiu at&eacute; meados de 2014, permitido que os principais pa&iacute;ses produtores obtivessem elevados n&iacute;veis de renda petrol&iacute;fera.</p>     <p>Este fator constituiu o elemento dinamizador por excel&ecirc;ncia destas economias, tendo em simult&acirc;neo sido determinante para a corre&ccedil;&atilde;o dos cr&oacute;nicos desequil&iacute;brios externos; por&eacute;m, as <i>performances </i>no respeitante ao desenvolvimento humano foram muito mais limitadas, sendo as disparidades entre estes dois dom&iacute;nios associadas &agrave; natureza dos estados da regi&atilde;o, de que a tese dos estados falhados de sucesso corresponde &agrave; formula&ccedil;&atilde;o menos desfavor&aacute;vel.</p>     <p>Com efeito, o petr&oacute;leo do golfo da Guin&eacute; &eacute; indissoci&aacute;vel de conflitos sociais violentos, que muito recentemente evolu&iacute;ram para patamares de maior complexidade (casos do fundamentalismo isl&acirc;mico e da pirataria), penalizantes para exposi&ccedil;&atilde;o no <i>upstream </i>da regi&atilde;o, perspetiva que a nova mudan&ccedil;a de ciclo da ind&uacute;stria veio agudizar sobre maneira, na &oacute;tica da capta&ccedil;&atilde;o de novos investimentos e, sobretudo, no que respeita &agrave; acentuada quebra da capta&ccedil;&atilde;o de recursos financeiros, e na redefini&ccedil;&atilde;o dos fluxos das trocas internacionais destes <i>inputs</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Face a este contexto, constata-se que Portugal, pa&iacute;s completamente dependente do exterior no que respeita a hidrocarbonetos, tem refor&ccedil;ado as importa&ccedil;&otilde;es com esta origem geogr&aacute;fica, sendo sobretudo de relevar a elevada quota que o <i>crude </i>angolano alcan&ccedil;ou nos &uacute;ltimos anos; trata-se de uma evolu&ccedil;&atilde;o &iacute;mpar, que majora sobremaneira a tend&ecirc;ncia recente do recurso acrescido pelos pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia (UE), ao petr&oacute;leo da regi&atilde;o, evolu&ccedil;&atilde;o que contribuiu para que este grupo de produtores reduzisse as perdas face a um grande cliente tradicional, os Estados Unidos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A EMERG&Ecirc;NCIA DO GOLFO DA GUIN&Eacute; COMO PRODUTOR DE HIDROCARBONETOS</b></p>     <p>O golfo da Guin&eacute; abrange uma faixa mar&iacute;tima cont&iacute;gua ao litoral africano e ao oceano Atl&acirc;ntico que, segundo A. D. Ougulat, se estende desde o cabo das Palmas, situado na fronteira liberiana-costa-marfinense, at&eacute; ao Sul de Angola, delimitando o <a href="#m1">mapa 1</a> os contornos mar&iacute;timos dos distintos pa&iacute;ses que est&atilde;o compreendidos neste espa&ccedil;o.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="m1"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a05m1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A ace&ccedil;&atilde;o acima considerada, longe de ser consensual, reporta-se a uma &aacute;rea geogr&aacute;fica descont&iacute;nua e muito extensa, rica em recursos hali&ecirc;uticos e energ&eacute;ticos e, apesar de dispor de boas condi&ccedil;&otilde;es de navegabilidade, apresentava at&eacute; h&aacute; pouco tempo &iacute;ndices de maritimiza&ccedil;&atilde;o extremamente reduzidos<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>.</p>     <p>O recente protagonismo do golfo da Guin&eacute; assentou no facto de se tratar de uma das raras prov&iacute;ncias energ&eacute;ticas emergentes &agrave; escala global, relev&acirc;ncia tanto mais compreens&iacute;vel quanto se recorde o contexto de constrangimentos que a oferta de hidrocarbonetos defrontou, sobretudo na fase da transi&ccedil;&atilde;o e no in&iacute;cio do mil&eacute;nio atual<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. Come&ccedil;ando pelas reservas de <i>crude,</i> &eacute; de referir que na primeira d&eacute;cada deste s&eacute;culo os ganhos foram muito mais favor&aacute;veis na regi&atilde;o do que a n&iacute;vel mundial (+67 e +37 por cento, respetivamente), sendo de acrescentar que a respetiva distribui&ccedil;&atilde;o espacial &eacute; assim&eacute;trica, concentrando-se sobretudo na Nig&eacute;ria e em Angola, pa&iacute;ses que em 2010 detinham 46,7&times;0<sup>9 </sup>b (equivalentes a 88,5 por cento do total da regi&atilde;o), surgindo num plano secund&aacute;rio produtores como o Gab&atilde;o, o Congo Belga e a Guin&eacute; Equatorial, a que ser&atilde;o de adicionar, ainda a n&iacute;vel mais subalterno, os Camar&otilde;es e a rdc.</p>     <p>A posi&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o permaneceu, por&eacute;m, limitada em termos globais, com um peso que em 2010 ascendia a 3,4 por cento, sendo de salientar que, nos anos mais recentes, se assistiu a alguma eros&atilde;o adicional (em 2013, a quota-parte em causa equivalia a 3,2 por cento), em consequ&ecirc;ncia da perda de din&acirc;mica registada pelo principal detentor de reservas (a Nig&eacute;ria), e pela aus&ecirc;ncia de novas descobertas com significado, panorama a que no entanto se eximiu a WATM (West Africa Transform Margin), com impacto na posi&ccedil;&atilde;o do Gana<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>.</p>     <p>Passando a considerar a &oacute;tica da produ&ccedil;&atilde;o no respeitante ao <i>crude</i>, a <a href="#f1">figura 1</a> apresenta a evolu&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo a analisar, tendo a produ&ccedil;&atilde;o crescido a um ritmo muito superior ao registado a n&iacute;vel mundial (+41.8 vs. +16,2 por cento), sendo tamb&eacute;m evidente a obten&ccedil;&atilde;o de melhores <i>performances </i>do que as registadas pelo continente africano, panorama que se acentuou na fase final, em resultado dos condicionalismos associados &agrave; emerg&ecirc;ncia da Primavera &Aacute;rabe.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a05f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&Eacute; no entanto de relevar que ap&oacute;s 2005 a produ&ccedil;&atilde;o petrol&iacute;fera do golfo da Guin&eacute; perdeu din&acirc;mica tendo, at&eacute; 2010, o seu peso estabilizado face ao total mundial e, ap&oacute;s esta data, entrado numa fase de alguma perda, cifrando-se em 4,9, 6,3 e seis por cento, respetivamente, em 1995, 2010 e 2013, tendo o volume da produ&ccedil;&atilde;o deste &uacute;ltimo ano atingido 5269&times;10<sup>3 </sup>B/D.</p>     <p>Este per&iacute;odo desfavor&aacute;vel &eacute; explicado pelas crescentes dificuldades internas defrontadas pela oferta nigeriana e pela incapacidade de Angola ascender a um patamar produtivo superior, a que ser&atilde;o de adicionar os condicionalismos defrontados por produtores secund&aacute;rios na renova&ccedil;&atilde;o das respetivas capacidades produtivas (casos do Gab&atilde;o e da Guin&eacute; Equatorial), e a express&atilde;o relativa das novas produ&ccedil;&otilde;es (caso do Gana).</p>     <p>Em todo o caso, a concentra&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de <i>crude </i>na regi&atilde;o persistiu, tendo Angola e a Nig&eacute;ria refor&ccedil;ado, inclusive, a sua posi&ccedil;&atilde;o conjunta, correspondendo-lhes uma quota-parte que em 2000 representava 78,2 por cento mas que em 2013 superava o limiar dos 80 por cento.</p>     <p>Acresce que a produ&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria-prima tem sido essencialmente destinada &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o, como se infere da leitura da <a href="#t1">tabela 1</a>, que evidencia n&iacute;veis de consumo dom&eacute;stico extremamente reduzidos para todos os pa&iacute;ses da regi&atilde;o, inclusive, face aos vigentes no continente africano.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a05t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Deste modo, o peso das exporta&ccedil;&otilde;es correspondentes ao grupo de pa&iacute;ses analisados nos fluxos de troca internacionais da mat&eacute;ria-prima, &eacute; bem mais elevado do que os que correspondem &agrave; generalidade dos restantes produtores, facto que pode ser confirmado atrav&eacute;s das estat&iacute;sticas da ENI que, no respeitante a 2012, permitem concluir que o contributo da regi&atilde;o de acordo com esta &uacute;ltima &oacute;tica &eacute; de oito por cento<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>.</p>     <p>Passando a analisar o g&aacute;s natural, &eacute; de referir, no que respeita &agrave;s reservas, que o peso da regi&atilde;o no total mundial &eacute; ainda mais reduzido, situando-se em 2013 abaixo dos tr&ecirc;s por cento, sendo de relevar que o golfo da Guin&eacute; se mostrou incapaz de acompanhar os progressos registados a n&iacute;vel mundial (no per&iacute;odo 2000-2013 os ganhos atingiram, respetivamente, 22,9 e 27,7 por cento), a que acresce um elevado e agravado grau de concentra&ccedil;&atilde;o num &uacute;nico detentor relevante, cabendo &agrave; Nig&eacute;ria, no ano mais recente, 5082 tcf, equivalendo a 87,3 por cento do total regional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto &agrave; produ&ccedil;&atilde;o, o panorama &eacute; bem menos favor&aacute;vel, permanecendo em patamares de manifesta subalternidade, apresentando em 2012 o <i>output </i>anual m&aacute;ximo de 40 bcf, valor que representava 1,3 e 21,3 por cento, respetivamente, dos totais mundial e africano, panorama em que avultavam as produ&ccedil;&otilde;es com origem na Nig&eacute;ria, pa&iacute;s que representava mais de 90 por cento do total regional e que no per&iacute;odo analisado triplicou o respetivo <i>output. </i></p>     <p>De referir que aquela produ&ccedil;&atilde;o se destina essencialmente &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o (sob a forma de g&aacute;s natural liquefeito (GNL)), respondendo, em 2013, o pa&iacute;s angl&oacute;fono por dois por cento do com&eacute;rcio mundial deste hidrocarboneto (21,23 num total de 1045,33 bcf ), sendo de acrescentar que este mesmo ano marcou o batismo de Angola neste neg&oacute;cio que, assim, se veio adicionar a um produtor secund&aacute;rio, a Guin&eacute; Equatorial<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>FATORES DE ATRATIVIDADE SUBJACENTES NO REFOR&Ccedil;O DA IMPORT&Acirc;NCIA DO GOLFO DA GUIN&Eacute;</b></p>     <p>Em termos retrospetivos, o arranque do <i>upstream </i>do petr&oacute;leo ocorreu em 1956 na Nig&eacute;ria, tendo depois alastrado ao Gab&atilde;o e a Angola, sendo de referir que D. A. Yates associou o reduzido crescimento destas atividades industriais aos sistemas coloniais vigentes &agrave; data<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>.</p>     <p>A relev&acirc;ncia desta regi&atilde;o, remota e in&oacute;spita, foi reequacionada um pouco antes do final do s&eacute;culo passado, quando a perspetiva da abund&acirc;ncia da mat&eacute;ria-prima, vigente na d&eacute;cada e meia anterior, come&ccedil;ou a ser questionada, panorama agudizado pelas dificuldades de acesso &agrave;s reservas por parte de interesses for&acirc;neos, sendo de recordar, a prop&oacute;sito, que, com o embargo de 1973-1974, a OPEP tamb&eacute;m decretara a respetiva nacionaliza&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>.</p>     <p>Por&eacute;m, nesta geografia produtiva esta amea&ccedil;a extrema teve impacto atenuado, ainda que a Nig&eacute;ria tenha aderido ao cartel em 1971, op&ccedil;&atilde;o que s&oacute; em 2007 foi tomada por Angola, sendo de referir as favor&aacute;veis condi&ccedil;&otilde;es de acessibilidade no referente ao primeiro pa&iacute;s, muito <i>favor&aacute;vel </i>no que respeita &agrave; possibilidade de interesses externos acederem &agrave;s reservas no primeiro destes mercados de oferta, enquanto os outros dois pa&iacute;ses colocam dificuldades de grau interm&eacute;dio<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>.</p>     <p>Com efeito, para al&eacute;m de n&atilde;o vedarem o setor ao investimento externo estes pa&iacute;ses, em regra, t&ecirc;m recorrido ao lan&ccedil;amento de novas concess&otilde;es atrav&eacute;s do sistema de leil&otilde;es, ainda que estes processos n&atilde;o estejam isentos de problemas, o que pode ser exemplificado pela Nig&eacute;ria, pa&iacute;s em que o novo s&eacute;culo trouxe alguma melhoria ao n&iacute;vel de transpar&ecirc;ncia<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>.</p>     <p>A organiza&ccedil;&atilde;o e a supervis&atilde;o do neg&oacute;cio &agrave; escala regional tamb&eacute;m desempenharam um papel favor&aacute;vel, em especial, em Angola, em que &eacute; manifesta a estabilidade do quadro de decis&atilde;o e o crescimento sustentado da sua base produtiva nacionais (atente-se no papel da Sonangol), enquanto na Nig&eacute;ria as benesses decorrentes do reduzido controlo contabil&iacute;stico e dos fluxos de produ&ccedil;&atilde;o, associadas &agrave; perspetiva burocr&aacute;tica da Nigerian National Petroleum Company (NNPC), n&atilde;o compensam a corrente instabilidade vigente no pa&iacute;s<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>.</p>     <p>Nesta geografia produtiva imp&otilde;e-se enfatizar o papel possibilitador que as tecnologias de explora&ccedil;&atilde;o/produ&ccedil;&atilde;o <i>offshore </i>t&ecirc;m assumido, sendo de referir que, em 2010, a regi&atilde;o representou 20 por cento do total da produ&ccedil;&atilde;o global obtida atrav&eacute;s destas solu&ccedil;&otilde;es, sendo ainda mais significativo o contributo do <i>deep </i>e do <i>ultra deep</i>, que representaram cerca de 50 por cento dos totais mundiais correspondentes<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com efeito, come&ccedil;ou por se assistir &agrave; passagem da explora&ccedil;&atilde;o do <i>onshore </i>para o <i>offshore </i>e, mais recentemente, assistiu-se a migra&ccedil;&otilde;es sucessivas da atividade para profundidades submarinas crescentes, sendo de salientar alguns aspetos. Na Nig&eacute;ria, de um quadro fragmentado da produ&ccedil;&atilde;o e cujas jazidas tradicionalmente se localizavam em terra e sob &aacute;guas pouco profundas, assistiu-se ao alastramento algo tardio para o <i>deep offshore</i>, tendo esta evolu&ccedil;&atilde;o originado as principais descobertas na transi&ccedil;&atilde;o do s&eacute;culo e ao longo da d&eacute;cada passada e contribu&iacute;do, entre 1998 e 2003, com novas reservas de cerca de 5&times;10<sup>9 </sup>b<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>.</p>     <p>Em Angola, ao inv&eacute;s, a atividade encontra-se concentrada num n&uacute;mero reduzido de blocos, tendo a explora&ccedil;&atilde;o do <i>offshore </i>sido comparativamente mais precoce e ganho peso acrescido na produ&ccedil;&atilde;o, estimando-se em 2005 que cerca de 90 por cento das reservas remanescentes se localizassem no <i>deep </i>e <i>no ultra deep offshore</i><sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.</p>     <p>No que respeita a dois dos principais produtores secund&aacute;rios (a Guin&eacute; Equatorial e o Gab&atilde;o), temos que no primeiro caso a atividade se circunscreve ao <i>offshore </i>enquanto as perspetivas de evolu&ccedil;&atilde;o referentes ao segundo pa&iacute;s parecem radicar essencialmente no pr&eacute;-sal<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>.</p>     <p>Finalmente, as zonas que correspondem a desenvolvimentos mais recentes, a JDZ e a WATM, tiveram evolu&ccedil;&otilde;es recentes algo antag&oacute;nicas, encontrando-se a primeira, localizada entre a Nig&eacute;ria e S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe, numa fase de impasse, enquanto a segunda, que se desenvolve ao largo da costa do Gana e da Serra Leoa, se saldou por um &ecirc;xito relativo, encontrando-se desde 2010 na fase de produ&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>.</p>     <p>Para al&eacute;m dos fatores de atratividade mencionados, importa acrescentar um conjunto d&iacute;spar de outras causas favor&aacute;veis &agrave; expans&atilde;o destas ind&uacute;strias extrativas na regi&atilde;o, sendo de referir as que decorrem da localiza&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, da composi&ccedil;&atilde;o dos <i>outputs </i>obtidos e das exig&ecirc;ncias mais reduzidas relacionadas com a vertente ambiental.</p>     <p>No que respeita &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o, &eacute; de salientar que o golfo da Guin&eacute;, para al&eacute;m da sua boa acessibilidade mar&iacute;tima, fortalecida pela aus&ecirc;ncia de <i>chokepoints</i>, condicionadores da navega&ccedil;&atilde;o, se encontra relativamente pr&oacute;xima dos grandes centros consumidores europeus e da costa leste dos Estados Unidos, sendo as dist&acirc;ncias entre Lagos e Roterd&atilde;o, e entre esta cidade nigeriana e Nova Orle&atilde;es, de 4744 e 6731 milhas n&aacute;uticas, respetivamente<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.</p>     <p>Quanto &agrave; qualidade das ramas, est&atilde;o em causa o n&iacute;vel de gravidade e o teor em enxofre, vari&aacute;veis cruciais para a obten&ccedil;&atilde;o de boas <i>performances </i>na refina&ccedil;&atilde;o, um neg&oacute;cio muito concorrencial; nesta &oacute;tica &eacute; de relevar que boa parte da mat&eacute;ria-prima da regi&atilde;o, em especial a obtida na Nig&eacute;ria, se enquadra nas categorias <i>light &amp; sweet</i>, preferidas pela ind&uacute;stria da costa leste dos Estados Unidos, quesito importante se recordarmos que, at&eacute; &agrave; recente expans&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo de xisto neste pa&iacute;s, estas caracter&iacute;sticas escasseavam no mercado (ver, p.e., estrutura dos <i>crudes</i>, atendendo ao cruzamento dos crit&eacute;rios qualitativos e origem geogr&aacute;fica)<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>.</p>     <p>No que se relaciona com a exist&ecirc;ncia de maior laxismo no respeitante a regras ambientais ser&aacute;, sobretudo, de salientar uma pr&aacute;tica persistente (o <i>gas flare</i>) que consiste na combust&atilde;o do g&aacute;s vulgarmente associado ao <i>crude</i>, que se traduz num desperd&iacute;cio econ&oacute;mico vultuoso e, em simult&acirc;neo, num ato altamente nocivo em termos de sustentabilidade e sa&uacute;de p&uacute;blica, sendo de referir que a implementa&ccedil;&atilde;o da Global Gas Flaring Reduction Initiative (Banco Mundial, 2002), tem registado alguns progressos na regi&atilde;o, permanecendo a Nig&eacute;ria em segundo lugar no <i>ranking </i>dos pa&iacute;ses com piores <i>performances</i>, lista que tamb&eacute;m inclui Angola<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>OS IMPACTOS DA ENTRADA DE NOVOS PLAYERS EMPRESARIAIS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A perspetiva prevalecente de escassez de oportunidades coadjuvada pelas condi&ccedil;&otilde;es atrativas mencionadas, conduziram &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o do interesse de novos entrantes, evolu&ccedil;&atilde;o que se enxerta na hist&oacute;rica hegemonia das IOC no <i>upstream </i>da Nig&eacute;ria e de Angola, sendo de relevar, no primeiro pa&iacute;s, a posi&ccedil;&atilde;o da Shell, e no segundo, de firmas que viriam a integrar o universo da Chevron, da Total e da ENI<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>.</p>     <p>Com efeito foi not&oacute;rio ao longo da primeira d&eacute;cada deste s&eacute;culo o alargamento do neg&oacute;cio a novos <i>players</i>, em resultado do leil&atilde;o de novos blocos de concess&atilde;o ou atrav&eacute;s de aquisi&ccedil;&atilde;o/ced&ecirc;ncia de posi&ccedil;&otilde;es<i>, </i>sendo de salientar a expans&atilde;o das <i>national oil companies</i> (NOC), em especial, chinesas. De acordo com os elementos dispon&iacute;veis estima-se que, at&eacute; finais de 2010, os investimentos da Sinopec, da CNPC e da cnnoc, na Nig&eacute;ria e em Angola, tinham alcan&ccedil;ado cerca de 16,35&times;10<sup>9</sup> d&oacute;lares, montante que omite uma lista alargada de participa&ccedil;&otilde;es reportadas aos restantes pa&iacute;ses da regi&atilde;o<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>.</p>     <p>A exposi&ccedil;&atilde;o das entidades classificadas como NOC n&atilde;o se restringiu &agrave;quela origem nacional, sendo de registar a presen&ccedil;a, recente, de interesses sediados na &Iacute;ndia, na Coreia do Sul e no Jap&atilde;o, bem como ao crescente envolvimento da Statoil e da Petrobras, tendo a primeira adicionado aos ativos que j&aacute; detinha, nomeadamente, a posi&ccedil;&atilde;o privilegiada e o estatuto de operador de um dos blocos leiloados no <i>round </i>organizado em 2011 pela Sonangol que, entre outras, tamb&eacute;m beneficiou os chineses da Sinopec<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>.</p>     <p>Em simult&acirc;neo, assistiu-se ao refor&ccedil;o da presen&ccedil;a das integradas e das independentes sediadas nos Estados Unidos, podendo a evolu&ccedil;&atilde;o do primeiro segmento ser ilustrado atrav&eacute;s do aumento da produ&ccedil;&atilde;o obtida na regi&atilde;o pelas tr&ecirc;s empresas deste escal&atilde;o que integram a amostra FRS/EIA (ConocoPhillips, Marathon e Hess), constatando-se que, entre 2002 e 2010, estas ter&atilde;o incrementado as produ&ccedil;&otilde;es conjuntas respetivas em cerca de 82 por cento atingindo, no &uacute;ltimo ano, 182&times;10<sup>3 </sup>B/D<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>.</p>     <p>A expans&atilde;o referida tamb&eacute;m pode ser associada &agrave; emerg&ecirc;ncia dos pa&iacute;ses produtores de segunda linha, em especial, da Guin&eacute; Equatorial, onde a Marathon e a Hess s&atilde;o operadoras de ativos relevantes, respetivamente, no Ceiba e no Alba <i>fields (</i>este &uacute;ltimo cometido aos condensados e ao g&aacute;s natural); o aumento da exposi&ccedil;&atilde;o das independentes pode ser ilustrado pela Noble, entidade sediada nos Estados Unidos, que lidera no Aseng <i>field</i>, enquanto no Gana um cons&oacute;rcio cujos principais <i>partners </i>foram a irlandesa Tullow e as norte-americanas Kosmos e Anadarko, desenvolveu o Jubilee <i>field, </i>um projeto de grande envergadura que, em finais de 2010, entrou na fase de produ&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>.</p>     <p>Ao inv&eacute;s, constata-se que nos &uacute;ltimos anos as IOC abrandaram a exposi&ccedil;&atilde;o em novos investimentos em resultado do encarecimento relativo dos custos do <i>upstream</i> africano<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>, altera&ccedil;&atilde;o que se viria depois a articular a um novo contexto da ind&uacute;stria que levou &agrave; redefini&ccedil;&atilde;o das prioridades estrat&eacute;gicas daqueles potentados que, a partir de 2010, conduziu &agrave; aliena&ccedil;&atilde;o de ativos, em especial, mas n&atilde;o exclusivamente, na Nig&eacute;ria, opera&ccedil;&otilde;es que s&oacute; neste pa&iacute;s, at&eacute; meados de 2013, se cifraram em cerca de 7&times;10<sup>9 </sup>d&oacute;lares<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>. N&atilde;o obstante, este segmento empresarial continua a manter posi&ccedil;&otilde;es de preponder&acirc;ncia nos dois principais pa&iacute;ses produtores, tendo no per&iacute;odo 2000-2013, a respetiva parcela das reservas da Nig&eacute;ria passado de 42,9 para 43,6 por cento, enquanto em Angola s&atilde;o os grandes respons&aacute;veis pela produ&ccedil;&atilde;o de <i>crude</i>; por outro lado, estes centros de decis&atilde;o tamb&eacute;m det&ecirc;m interesses relevantes nos pa&iacute;ses com menores reservas (ex., Shell no Gab&atilde;o, Total no Congo-Brazaville e EXXonMobil, na Guin&eacute; Equatorial com o Zafiro <i>field</i>)<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>N&Iacute;VEIS DE DESENVOLVIMENTO VIGENTES NA REGI&Atilde;O E IMPORT&Acirc;NCIA DOS HIDROCARBONETOS</b></p>     <p>A expans&atilde;o do <i>upstream </i>do petr&oacute;leo em articula&ccedil;&atilde;o com o aumento sustentado de cota&ccedil;&otilde;es que se registou desde a transi&ccedil;&atilde;o do s&eacute;culo at&eacute; meados de 2008, contribuiu para atenuar os reduzid&iacute;ssimos n&iacute;veis de capita&ccedil;&atilde;o do PIB e as dificuldades financeiras cr&oacute;nicas vigentes nos pa&iacute;ses produtores da regi&atilde;o, tendo-se repercutido, em simult&acirc;neo, no crescimento da atividade econ&oacute;mica, conforme a <a href="#t2">tabela 2</a> ilustra, evidenciando os casos nacionais mais relevantes.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a05t2.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>A relev&acirc;ncia do <i>crude </i>come&ccedil;a por radicar no comportamento mais favor&aacute;vel da vari&aacute;vel macroecon&oacute;mica referida, como denotam os resultados correspondentes aos pa&iacute;ses especificados na <a href="#t2">tabela 2</a> quando comparados com os alcan&ccedil;ados pela respetiva regi&atilde;o de enquadramento; no entanto, &eacute; flagrante a perda de din&acirc;mica subsequente &agrave; queda dos pre&ccedil;os da mat&eacute;ria-prima, aspeto que as elevadas express&otilde;es das rendas petrol&iacute;feras refor&ccedil;am, pese embora o registo recente de alguma diversifica&ccedil;&atilde;o na composi&ccedil;&atilde;o do <i>output</i>, em especial em Angola, com o crescimento da agricultura e de alguns ramos industriais<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>.</p>     <p>De salientar que, na fase favor&aacute;vel de cota&ccedil;&otilde;es, os pa&iacute;ses produtores registaram elevados <i>superavits </i>nas contas externas; assim, considerando o r&aacute;cio saldo da BTC/PIB, verifica-se que at&eacute; 2008 esta rela&ccedil;&atilde;o era muito elevada (em geral, e no que respeita a Angola, ao Gab&atilde;o e &agrave; Nig&eacute;ria, superior a dez por cento), situa&ccedil;&atilde;o que ap&oacute;s esta data se atenuou. Trata-se de uma situa&ccedil;&atilde;o que tamb&eacute;m contrasta com o ocorrido na &Aacute;frica Subsariana ao longo de todo o per&iacute;odo analisado, regi&atilde;o que passou de valores equilibrados ou d&eacute;fices ainda que atenuados, sendo de referir a exist&ecirc;ncia de algumas similitudes nestas evolu&ccedil;&otilde;es com o ocorrido no &acirc;mbito do equil&iacute;brio das contas p&uacute;blicas<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>.</p>     <p>N&atilde;o obstante o comportamento favor&aacute;vel das principais vari&aacute;veis econ&oacute;micas, constata-se, no respeitante ao desenvolvimento humano, que os progressos alcan&ccedil;ados foram mais modestos, tendo-se traduzido relativamente ao n&uacute;cleo dos cinco produtores mais relevantes, por resultados mistos, com o Gab&atilde;o, Angola e o Congo-Belga a registarem alguma melhoria neste <i>ranking</i>, enquanto a Nig&eacute;ria e a Guin&eacute; Equatorial assistiram ao deteriorar das suas posi&ccedil;&otilde;es<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>.</p>     <p>Acresce que, em 2013, Angola e a Nig&eacute;ria permaneciam no grupo dos pa&iacute;ses de baixo desenvolvimento humano, enquanto a Guin&eacute; Equatorial e o Congo Belga se situavam no fundo da tabela do escal&atilde;o precedente (desenvolvimento m&eacute;dio), contexto em que o Gab&atilde;o tamb&eacute;m se enquadrava ainda que posicionado no primeiro quartil do grupo, sendo de referir que o alargamento desta an&aacute;lise &agrave;s restantes na&ccedil;&otilde;es do golfo da Guin&eacute; redundaria em piores resultados nos planos da evolu&ccedil;&atilde;o tendencial e dos posicionamentos, tomando o documento mais recente acima mencionado.</p>     <p>Tendo presente que as profundas assimetrias subjacentes &agrave;quelas evolu&ccedil;&otilde;es s&atilde;o indissoci&aacute;veis de um substrato hist&oacute;rico desfavor&aacute;vel (estrutura&ccedil;&atilde;o social baseada em etnias, distintos credos religiosos e sujei&ccedil;&atilde;o a um longo per&iacute;odo colonial sob dom&iacute;nio de diferentes pa&iacute;ses europeus), os novos poderes enredaram-se, ami&uacute;de, em conflitos violentos, sendo as a&ccedil;&otilde;es respetivas marcadas pela clara inefic&aacute;cia na prossecu&ccedil;&atilde;o dos interesses coletivos, associando J. R. Santos (que se focaliza no caso angolano) este bin&oacute;mio ao desrespeito por regras pol&iacute;ticas e pela predomin&acirc;ncia de solu&ccedil;&otilde;es individualizadas para problemas sociais complexos, por recurso a redes de <i>patronage </i>controladas pela elite reinante<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>.</p>     <p>No plano emp&iacute;rico a proposi&ccedil;&atilde;o anterior pode ser ilustrada pelas experi&ecirc;ncias vividas em quase toda a regi&atilde;o (o Gab&atilde;o constitui um caso relativamente benigno), sendo de relevar tr&ecirc;s delas: a Nig&eacute;ria, Angola e a Guin&eacute; Equatorial. A Nig&eacute;ria, o pa&iacute;s mais populoso neste quadro geogr&aacute;fico, assente num regime parlamentar eleito por sufr&aacute;gio direto (matriz pol&iacute;tica que formalmente reproduz a influ&ecirc;ncia brit&acirc;nica), com uma vida quotidiana caracterizada pela viol&ecirc;ncia extrema, muitas vezes em articula&ccedil;&atilde;o ao neg&oacute;cio do petr&oacute;leo, sendo os respetivos interfaces entre o poder pol&iacute;tico, a petrol&iacute;fera nacional e os grandes interesses externos bem dilucidados no trabalho de Mark C. Thurber, Ifeyinwa M. Emelife e Patrick R. P. Heller<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>.</p>     <p>Angola, que viveu durante mais de trinta anos numa situa&ccedil;&atilde;o quase permanente de guerra civil com enorme impacto destruidor, em que se assistiu &agrave; afirma&ccedil;&atilde;o do poder pessoal (do Presidente Jos&eacute; Eduardo dos Santos), e partid&aacute;rio (do mpla), sendo de referir que, embora Jos&eacute; Reis Santos assinale que se trata de um caso &laquo;sem transpar&ecirc;ncia e incapaz de construir as estruturas institucionais de um Estado moderno, o pa&iacute;s tem evidenciado alguns progressos, que sustenta a tese do Estado falhado de sucesso&raquo;<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>.</p>     <p>A Guin&eacute; Equatorial, que corresponde a um caso extremo, em que uma mais vincada subalternidade no per&iacute;odo colonial deu, segundo Mcsherry, origem a um Estado que reproduziu todas as caracter&iacute;sticas agravadas dos <i>estados fr&aacute;geis</i>, situa&ccedil;&atilde;o que ainda seria agudizada com o in&iacute;cio da explora&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo, em 1995, que potenciou o aparecimento de um estado rentista e patrimonialista dos mais prim&aacute;rios &agrave; escala global<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>A EVOLU&Ccedil;&Atilde;O RECENTE E A AFIRMA&Ccedil;&Atilde;O DE RISCOS ACRESCIDOS QUE SE COLOCAM AO <i>UPSTREAM</i> NO GOLFO DA GUIN&Eacute;</b></p>     <p>No entanto, a exposi&ccedil;&atilde;o nas atividades a montante da cadeia dos hidrocarbonetos desta regi&atilde;o africana n&atilde;o est&aacute; isenta de problemas, constituindo a vertente geopol&iacute;tica uma boa via introdut&oacute;ria, sendo de referir que, nesta &oacute;tica, o indicador composto &laquo;Policy Perception Index&raquo;, instrumento apresentado pelo <i>Global Petroleum Survey </i>corresponda a um auxiliar precioso de an&aacute;lise.</p>     <p>Trata-se de uma publica&ccedil;&atilde;o anual assente no tratamento de inqu&eacute;ritos a altos quadros destes neg&oacute;cios, que se estrutura em tr&ecirc;s vertentes (as envolventes comercial, regulat&oacute;ria e geopol&iacute;tica), que permitem apurar igual n&uacute;mero de sub&iacute;ndices espec&iacute;ficos. No que respeita ao indicador global, a edi&ccedil;&atilde;o de 2014 conclu&iacute;a que a maioria dos produtores do golfo da Guin&eacute; se situava no quarto quartil de uma distribui&ccedil;&atilde;o que compreendia 156 pa&iacute;ses/regi&otilde;es produtores, situa&ccedil;&atilde;o a que se eximiam, pela positiva, a Costa do Marfim e o Gana, que integram o escal&atilde;o anterior e, pela negativa, a Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo (rdc), posicionada no &uacute;ltimo grupo, sendo de acrescentar que estes casos correspondem a altera&ccedil;&otilde;es relevantes registadas recentemente<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>.</p>     <p>Neste contexto ser&aacute; de dar especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Nig&eacute;ria, o maior produtor do golfo da Guin&eacute;, ocupando este pa&iacute;s a 114.&ordf; posi&ccedil;&atilde;o; por&eacute;m, os problemas complexos no dom&iacute;nio securit&aacute;rio, nomeadamente, o registo de ataques reiterados a explora&ccedil;&otilde;es, levantamentos populares em associa&ccedil;&atilde;o &agrave; atividade da ind&uacute;stria e a pr&aacute;tica continuada de roubos consider&aacute;veis da mat&eacute;ria-prima (<i>bunkering</i>), refletiram-se num posicionamento muito pr&oacute;ximo do fundo da tabela, no que respeita ao &iacute;ndice de risco geopol&iacute;tico, o 139.&ordm; lugar<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>.</p>     <p>Acresce que esta ordem de problemas se agudizou muito recentemente, dada a emerg&ecirc;ncia e a afirma&ccedil;&atilde;o de novas amea&ccedil;as de grande escopo, casos do fundamentalismo isl&acirc;mico e da pirataria mar&iacute;tima, que se focalizam precisamente neste pa&iacute;s.</p>     <p>No que respeita o fundamentalismo isl&acirc;mico, est&aacute; em causa o Boko Haram (bh), sendo de referir a crescente dimens&atilde;o dos ataques perpetrados por este movimento, de que resultaram 1663, 2978, 9033 e 2146 mortes, respetivamente, em 2012, 2013, 2014 e at&eacute; 24 de janeiro de 2015<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>, constando do <a href="#m2">mapa 2</a> a respetiva incid&ecirc;ncia territorial.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="m2"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a05m2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Este grupo terrorista que tem sido combatido pelos ex&eacute;rcitos de mais dois pa&iacute;ses lim&iacute;trofes (Chade e N&iacute;ger) foi caracterizado por B. Minteh e A. Perry nos planos operacional e ideol&oacute;gico tendo, no &uacute;ltimo dom&iacute;nio, estes autores estabelecido rela&ccedil;&otilde;es com a Al-Qaida; por&eacute;m, em data muito recente, dirigentes do bh declararam a sua filia&ccedil;&atilde;o no Estado Isl&acirc;mico<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>.</p>     <p>No que respeita &agrave; pirataria &eacute; de salientar que, em 2012, o golfo da Guin&eacute; passou a ocupar o primeiro lugar no que respeita a ataques desta natureza, tendo superado o golfo de &Aacute;den, estimando-se que os respetivos custos anuais estejam compreendidos entre 565 e dois mil milh&otilde;es de d&oacute;lares, tendo como alvos principais os carregamentos de petr&oacute;leo e seus derivados, o que corresponde a uma evolu&ccedil;&atilde;o muito recente<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A expans&atilde;o destas atividades criminosas resulta de limita&ccedil;&otilde;es existentes em equipamentos e recursos humanos adequados, em conjuga&ccedil;&atilde;o com o enorme refor&ccedil;o do volume de tr&aacute;fego mar&iacute;timo; trata-se de um problema de grande dimens&atilde;o, que adquire especial express&atilde;o nas &aacute;guas territoriais da Nig&eacute;ria, enquanto o Benim e o Gana constituem alvos secund&aacute;rios de relevo<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>. De acordo com Abell, o Benim &eacute; um pa&iacute;s central neste contexto<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>.</p>     <p>No entanto o dom&iacute;nio geopol&iacute;tico est&aacute; longe de constituir a &uacute;nica origem de problemas com que o <i>upstream </i>do petr&oacute;leo do golfo da Guin&eacute; se tem defrontado nos &uacute;ltimos anos. A perspetiva de perda de competitividade da mat&eacute;ria-prima com origem no continente africano, que remonta, como referido, a meados da primeira d&eacute;cada deste s&eacute;culo &eacute; refor&ccedil;ada por estimativas mais atualizadas que apontam para elevados n&iacute;veis de risco em v&aacute;rios projetos de relevo localizados no <i>deep offshore</i> de Angola e da Nig&eacute;ria, conforme a <a href="#f2">figura 2</a> ilustra<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a05f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Por&eacute;m, a situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade agudizar-se-ia de forma extrema a partir de meados do ano transato, com a queda abrupta do pre&ccedil;o do barril que, de cerca de 100 d&oacute;lares registados na primeira semana de setembro, caiu para um m&iacute;nimo de 45,13 d&oacute;lares em 13 de janeiro &uacute;ltimo, em consequ&ecirc;ncia do efeito conjugado da retra&ccedil;&atilde;o da procura (em especial por parte dos pa&iacute;ses emergentes, com destaque para a China), e do refor&ccedil;o do contributo de uma forma n&atilde;o convencional desta mat&eacute;ria-prima que, com um <i>lag </i>temporal de poucos anos, replicou a revolu&ccedil;&atilde;o do g&aacute;s natural com as mesmas origens geol&oacute;gica e geogr&aacute;fica, i. &eacute;., o xisto e os Estados Unidos <sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a>.</p>     <p>Assim, se o perfil dos investimentos da regi&atilde;o coloca problemas, sobretudo nas &oacute;ticas da expans&atilde;o e da substitui&ccedil;&atilde;o futuras de explora&ccedil;&otilde;es maduras/em decl&iacute;nio, a queda de cota&ccedil;&otilde;es traduziu-se em impactos muito mais imediatos e nocivos, come&ccedil;ando pela redu&ccedil;&atilde;o do valor das exporta&ccedil;&otilde;es e pela perda de um mercado de refer&ecirc;ncia (o norte-americano), sendo de salientar, no que se refere &agrave; primeira vertente e a Angola, que a manuten&ccedil;&atilde;o do volume produzido e um pre&ccedil;o m&eacute;dio de 55 d&oacute;lares/b, acarretar&aacute; em 2015, uma perda de 45 por cento no valor destas receitas, para os $33&times;10&times;<sup>9 </sup>d&oacute;lares, enquanto as importa&ccedil;&otilde;es de <i>crude</i> dos Estados Unidos com origem na Nig&eacute;ria passaram de uma m&eacute;dia de cerca de um milh&atilde;o B/D em 2010, para a quase completa anula&ccedil;&atilde;o nos meses de julho e agosto &uacute;ltimos<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a>.</p>     <p>Em consequ&ecirc;ncia assistiu-se, nomeadamente por parte do Governo do pa&iacute;s lus&oacute;fono, &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de um conjunto alargado de medidas, come&ccedil;ando pela redu&ccedil;&atilde;o da despesa or&ccedil;amental prevista para 2015 (dado a vers&atilde;o original do OE assentar numa cota&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 81 d&oacute;lares/b), e pelo aumento das restri&ccedil;&otilde;es &agrave;s importa&ccedil;&otilde;es, que acarretam inevit&aacute;veis perdas de expectativas referentes &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o da atividade econ&oacute;mica, mesmo considerando que estes efeitos negativos possam ser algo esbatidos em fun&ccedil;&atilde;o da maior diversifica&ccedil;&atilde;o setorial entretanto registada<sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a>.</p>     <p>A situa&ccedil;&atilde;o referida corresponde, na &oacute;tica dos pa&iacute;ses produtores, a uma fase negativa do ciclo da ind&uacute;stria, que tem algum paralelo com a fase vivida entre meados da d&eacute;cada de 1980 e o final do s&eacute;culo passado; num contexto em que as previs&otilde;es relativas &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o de cota&ccedil;&otilde;es s&atilde;o muito especulativas, a perspetiva do m&eacute;dio-longo prazo &eacute; de grande utilidade.</p>     <p>Nesta &oacute;tica &eacute; de salientar que, mesmo com os referenciais negativos inerentes &agrave; considera&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o do carbono e &agrave; tend&ecirc;ncia para o refor&ccedil;o do uso do g&aacute;s natural no quadro da mobilidade (<i>switching</i>), as expectativas de recupera&ccedil;&atilde;o das cota&ccedil;&otilde;es parecem ser uma constante no conjunto de cen&aacute;rios elaborados por entidades especializadas (incluindo petrol&iacute;feras com tradi&ccedil;&atilde;o neste dom&iacute;nio), sendo de acrescentar que, segundo o cen&aacute;rio de refer&ecirc;ncia da ag&ecirc;ncia oficial norte-americana, cerca de 2020 o pre&ccedil;o do barril ultrapassar&aacute; a barreira dos 100 d&oacute;lares<sup><a href="#45">45</a></sup><a name="top45"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>O APROVISIONAMENTO ENERG&Eacute;TICO DE PORTUGAL E A CRESCENTE IMPORT&Acirc;NCIA DA REGI&Atilde;O</b></p>     <p>Na &oacute;tica que temos vindo a analisar, a import&acirc;ncia que o golfo da Guin&eacute; assume relativamente a Portugal decorre do facto desta geografia produtiva dispor de elevados excedentes em hidrocarbonetos, situa&ccedil;&atilde;o que contrasta com a inexist&ecirc;ncia de reservas conhecidas no nosso pa&iacute;s.</p>     <p>Esta situa&ccedil;&atilde;o est&aacute; na origem de elevados e persistentes n&iacute;veis de depend&ecirc;ncia energ&eacute;tica (r&aacute;cio entre o saldo importador de energia e a soma do consumo total de energia prim&aacute;ria), indicador que em 2005 se cifrava em 88,8 por cento e que, ap&oacute;s este ano, registou alguma retra&ccedil;&atilde;o alcan&ccedil;ando 73,9 por cento em 2013<sup><a href="#46">46</a></sup><a name="top46"></a>.</p>     <p>Esta evolu&ccedil;&atilde;o, associada, desde logo, &agrave; perda do peso do petr&oacute;leo e seus derivados na estrutura das fontes de energia prim&aacute;ria (entre 2000 e 2013, esta fonte passou de 61,6 para 44,5 por cento, considerando a &oacute;tica do consumo total), resultou do encarecimento relativo registado por estes <i>inputs </i>at&eacute; 2008, tendo este efeito sido potenciado pelo quadro agudo de dificuldades macroecon&oacute;micas subsequente, a que ser&aacute; de adicionar o recurso acrescido a fontes renov&aacute;veis para a gera&ccedil;&atilde;o de eletricidade<sup><a href="#47">47</a></sup><a name="top47"></a>.</p>     <p>Subsiste por&eacute;m uma situa&ccedil;&atilde;o estrutural que se traduz numa fatura energ&eacute;tica externa muito elevada, como a <a href="#t3">tabela 3</a> ilustra, sendo que esta especifica os contributos fulcrais do petr&oacute;leo e do g&aacute;s natural no referente aos anos interpolados de 2007, 2010 e 2013.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a05t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Conforme se verifica por leitura direta, este contributo negativo do setor energia fica a dever-se quase exclusivamente aos dois hidrocarbonetos mencionados, sendo de acrescentar, de acordo com os elementos dispon&iacute;veis, que em 2012 o peso do saldo importador destes <i>inputs </i>representou 4,3 por cento do PIB pm<sup><a href="#48">48</a></sup><a name="top48"></a>.</p>     <p>Acresce que este quadro de aprovisionamento n&atilde;o &eacute; isento de problemas, perspetiva ilustrada pelo &Iacute;ndice de Risco de Seguran&ccedil;a Energ&eacute;tica Internacional, um indicador composto elaborado pelo Institute for 21<sup>st </sup>Century Energy, entidade que conclui que Portugal se encontra mal posicionado, correspondendo-lhe um perfil de risco elevado, acrescentando que, ap&oacute;s 2005, a situa&ccedil;&atilde;o se tem agravado de forma quase sistem&aacute;tica (excetuando 2012); a vari&acirc;ncia deste risco portugu&ecirc;s face aos pa&iacute;ses da OCDE, outro instrumento tamb&eacute;m considerado no mesmo documento, tem-se situado, nos anos mais recentes, cerca de 25 por cento acima dos n&iacute;veis referentes a este espa&ccedil;o econ&oacute;mico<sup><a href="#49">49</a></sup><a name="top49"></a>. Passando a considerar a evolu&ccedil;&atilde;o das importa&ccedil;&otilde;es portuguesas de hidrocarbonetos, a <a href="#f3">figura 3</a> ilustra o comportamento recente deste indicador no referente ao <i>crude</i>, sendo vis&iacute;vel a crescente import&acirc;ncia que a regi&atilde;o analisada vem assumindo.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a05f3.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Perante um quadro de fornecedores que n&atilde;o se afigura estabilizado, &eacute; vis&iacute;vel a partir de 2007 a reorienta&ccedil;&atilde;o destes fluxos, beneficiando os pa&iacute;ses do golfo da Guin&eacute;, tendo o peso deste grupo quase duplicado no per&iacute;odo considerado, din&acirc;mica que foi muito mais acentuada a partir de 2005, conforme tamb&eacute;m evidenciam os pesos correspondentes, que, neste ano e em 2013, representaram, respetivamente, 18,3 e 59,4 por cento do total<sup><a href="#50">50</a></sup><a name="top50"></a>.</p>     <p>Esta evolu&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m se pode detetar nas importa&ccedil;&otilde;es da c<i>ommodity </i>efetuadas pela UE, ainda que os ganhos relativos deste grupo de produtores sejam, neste caso, comparativamente mais modesto; assim, entre 2010 e 2014, esta &aacute;rea econ&oacute;mica adquiriu, com esta proveni&ecirc;ncia, respetivamente, 730 e 1340&times;10<sup>3 </sup>B/D equivalentes, pela mesma ordem, a 6,6 e 12,7 por cento dos respetivos totais, neg&oacute;cios que beneficiaram sobretudo a Nig&eacute;ria<sup><a href="#51">51</a></sup><a name="top51"></a>.</p>     <p>Esta evolu&ccedil;&atilde;o beneficiou sobretudo Angola, que em 2013 respondeu por 35,6 por cento das aquisi&ccedil;&otilde;es nacionais, tendo-se tamb&eacute;m traduzido nalguma diversifica&ccedil;&atilde;o de fornecedores regionais com os Camar&otilde;es e o novel produtor Gana a assumirem alguma import&acirc;ncia, enquanto a Nig&eacute;ria, que num passado ainda recente disp&ocirc;s de uma posi&ccedil;&atilde;o privilegiada, assumiu, nos &uacute;ltimos anos, um papel de manifesta subalternidade<sup><a href="#52">52</a></sup><a name="top52"></a>. No que respeita &agrave;s importa&ccedil;&otilde;es de g&aacute;s natural, o respetivo panorama evolutivo &eacute; ilustrado pela <a href="#f4">figura 4</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a05f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>As importa&ccedil;&otilde;es deste combust&iacute;vel, que em Portugal remontam a 1998, denotam por maioria de raz&atilde;o aus&ecirc;ncia de consolida&ccedil;&atilde;o de fornecedores, avultando no in&iacute;cio do presente s&eacute;culo a preponder&acirc;ncia da Arg&eacute;lia (via gasoduto), situa&ccedil;&atilde;o que no espa&ccedil;o de um lustre deu lugar &agrave; emerg&ecirc;ncia do GNL proveniente da Nig&eacute;ria.</p>     <p>Este duops&oacute;nio come&ccedil;aria a ser posto em causa na fase final analisada, com o aparecimento de novos fornecedores (nomeadamente, Trinidad e Tobago, Noruega e Qatar), em simult&acirc;neo com a redu&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o do grande pa&iacute;s da costa ocidental africana, cuja quota das importa&ccedil;&otilde;es no curto per&iacute;odo 2007-2013 passou de 66 para 24,6 por cento. De referir que a evolu&ccedil;&atilde;o mais recente tem como referencial as altera&ccedil;&otilde;es introduzidas no quadro regulamentar do neg&oacute;cio deste combust&iacute;vel, tendo o DL 30/2006 de 15 de fevereiro imposto, entre outras obriga&ccedil;&otilde;es, a liberaliza&ccedil;&atilde;o do neg&oacute;cio a montante desta cadeia de neg&oacute;cio, pol&iacute;tica decorrente das imposi&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias relativas ao Mercado &Uacute;nico da Energia<sup><a href="#53">53</a></sup><a name="top53"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Num per&iacute;odo de grande press&atilde;o da procura e aviltamento de cota&ccedil;&otilde;es, o golfo da Guin&eacute; atraiu as aten&ccedil;&otilde;es internacionais devido, sobretudo, &agrave;s reservas de petr&oacute;leo, e ainda que as expectativas veiculadas por alguns c&iacute;rculos se tenham revelado otimistas, assis-tiu-se a partir da &uacute;ltima d&eacute;cada do s&eacute;culo passado, &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o destas riquezas, que geraram din&acirc;mica econ&oacute;mica e contribu&iacute;ram para melhorar as contas externas e os or&ccedil;amentos dos principais pa&iacute;ses produtores, mudan&ccedil;as que no dom&iacute;nio do desenvolvimento humano se traduziram em efeitos limitados e que contribu&iacute;ram para a eclos&atilde;o e o arrastamento de conflitos violentos.</p>     <p>As altera&ccedil;&otilde;es introduzidas no <i>upstream </i>dos hidrocarbonetos, em que o <i>up-grading </i>tecnol&oacute;gico (mais fundo e mais complexo) passou a privilegiar as aplica&ccedil;&otilde;es <i>n&atilde;o convencionais </i>(ado&ccedil;&atilde;o do <i>fracking</i>), evolu&ccedil;&otilde;es que, em conjuga&ccedil;&atilde;o com alguma retra&ccedil;&atilde;o da procura, conduziram a uma brutal reconfigura&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o vigente nestes mercados e que a necessidade de rentabilizar os capitais investidos ainda veio tornar mais cr&iacute;tica. Deste modo, os pa&iacute;ses produtores da regi&atilde;o debatem-se com uma nova fase de grandes dificuldades que se traduz numa quebra acentuada do valor das exporta&ccedil;&otilde;es de petr&oacute;leo, na perda de mercado para esta mat&eacute;ria-prima (Estados Unidos), com &oacute;bvias consequ&ecirc;ncia nos dom&iacute;nios econ&oacute;mico e social, a que acrescem perspetivas menos positivas em rela&ccedil;&atilde;o ao crescimento das atividades de explora&ccedil;&atilde;o/produ&ccedil;&atilde;o e o adensamento do risco geopol&iacute;tico dadas as amea&ccedil;as que o fundamentalismo isl&acirc;mico e a pirataria representam.</p>     <p>Por&eacute;m, se atendermos &agrave; natureza c&iacute;clica do neg&oacute;cio do petr&oacute;leo e aos resultados das an&aacute;lises prospetivas conduzidas por entidades especializadas, &eacute; expect&aacute;vel que o clima de investimento registe recupera&ccedil;&atilde;o e que a situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica da regi&atilde;o melhore em conformidade.</p>     <p>No que respeita a Portugal, ser&aacute; de salientar que neste per&iacute;odo transit&oacute;rio disporemos de melhores e mais favor&aacute;veis condi&ccedil;&otilde;es de aquisi&ccedil;&atilde;o destes <i>inputs </i>energ&eacute;ticos, evolu&ccedil;&atilde;o que tem contraponto em dificuldades acrescidas pelas exporta&ccedil;&otilde;es, sobretudo para o relevante mercado angolano<sup><a href="#54">54</a></sup><a name="top54"></a>, sendo, por raz&otilde;es &oacute;bvias, mais dif&iacute;cil antever a evolu&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o da Galp nestas paragens.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>Abell, Bryan &ndash; <i>Return to Chaos: The 2013 Resurgence of Nigerian Piracy and 2014 Forecast</i>. gCaptain, janeiro de 2014</p>     <p>aei/thf, China Global Investment Tracker.<i> Angola, Pre&ccedil;o do Petr&oacute;leo Desafia Economia Angolana. </i>bpi, Estudos Econ&oacute;micos e Financeiros, Lisboa, janeiro de 2015. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bancobpi.pt/content/conn/UCM/uuid/dDocName:PR_WCS01_UCM01008605" target="_blank">http://www.bancobpi.pt/content/conn/UCM/uuid/dDocName:PR_WCS01_UCM01008605</a></p>     <p>&laquo;Angola&rsquo;s oil and Gas Revenue: Past Present and Future&raquo;. Wood Mackenzie, maio de 2006. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://siteresources.worldbank.org/INTAFRICA/Resources/WoodMacDavidMorrisonAngolaOilGasRevenues.ppt" target="_blank">http://siteresources.worldbank.org/INTAFRICA/Resources/WoodMacDavidMorrisonAngolaOilGasRevenues.ppt</a></p>     <p>Bo Kong &ndash; <i>China&rsquo;s International Oil Policy.</i> Santa Barbara: abc-clio llc, 2010, <i>BP Statistical Review of World Energy 2014</i>, BP, 2014.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&laquo;Capital Markets Day 2015&raquo;. galp, 2015. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.galpenergia.com/PT/investidor/Apresentacoes/Paginas/CapitalMarketsDay2015.aspx" target="_blank">http://www.galpenergia.com/PT/investidor/Apresentacoes/Paginas/CapitalMarketsDay2015.aspx</a></p>     <p><i>Carbon Supply Cost Curves </i>&ndash;<i> Evaluating Financial Risk to Oil Capital Expenditures</i>.Carbon Tracker Initiative,maio de 2014.</p>     <p>&laquo;Carbon Supply Cost Curves, Oil Demand: Comparing Projections and Examining Risks&raquo;.Carbon Tracker Initiative<i>, </i>2014. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.carbontracker.org/wp-content/uploads/2014/05/Chapter1ETAdemandfinal1.pdf" target="_blank">http://www.carbontracker.org/wp-content/uploads/2014/05/Chapter1ETAdemandfinal1.pdf</a></p>     <p>cbo Capital Partners and Rystadt Energy,<i>Value Creation in the Nigerian Oil &amp; Gas Industr</i>y., Apresenta&ccedil;&atilde;o. Lagos: cbo Capital Partners and Rystad Energy, Lagos, presentation, 26 de fevereiro de 2013.</p>     <p><i>China&rsquo;s International Petroleum Policy</i>. Santa Barbara: Bo Kong. abcclio llc, 2010.</p>     <p>Davies, Peter &ndash; <i>The Changing World Petroleum Industry-Bigger Fish in a Larger Pond</i>. Oxford: British Institute of Energy Economics Conference, setembro de 1999.</p>     <p>&laquo;Equatorial Country Analysis Note&raquo;. EIA, agosto de 2013.</p>     <p>&laquo;Equatorial Guinea Oil and Gas Profile&raquo;. A Barrel Full. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://abarrelfull.wikidot.com/equatorial-guinea-oil-and-gas-profile" target="_blank">http://abarrelfull.wikidot.com/equatorial-guinea-oil-and-gas-profile</a></p>     <p>&laquo;Estado Isl&acirc;mico expande-se para a &Aacute;frica Ocidental ao aceitar a fidelidade do Boko Haram&raquo;. In <i>P&uacute;blico</i>, 13 de mar&ccedil;o de 2015. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.publico.pt/mundo/noticia/estado-islamico-aceita-a-fidelidade-do-boko-haram-1689011" target="_blank">http://www.publico.pt/mundo/noticia/estado-islamico-aceita-a-fidelidade-do-boko-haram-1689011</a></p>     <p>&laquo;eu Energy Statistics, Crude Oil Imports, Monthly and Cumulative Oil Imports into the eu, 2001-2014&raquo;. Comiss&atilde;o Europeia. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://ec.europa.eu/energy/en/statistics/eu-crude-oil-imports" target="_blank">https://ec.europa.eu/energy/en/statistics/eu-crude-oil-imports</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&laquo;Europe Brent Price fob (daily)&raquo;. EIA. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.eia.gov/dnav/pet/hist/LeafHandler.ashx?n=PET&amp;s= RBRTE&amp;f=D" target="_blank">http://www.eia.gov/dnav/pet/hist/LeafHandler.ashx?n=PET&amp;s= RBRTE&amp;f=D</a></p>     <p>&laquo;Evaluation of Angolan Petroleum setor, Executive Summary-Initial Report&raquo;. kpmg, 2005, pp. 8-9. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015).Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.sarpn.org/documents/d0000541/P478_Angolan_Petroleum.pdf" target="_blank">http://www.sarpn.org/documents/d0000541/P478_Angolan_Petroleum.pdf</a></p>     <p><i>Fatura Energ&eacute;tica Portuguesa</i>. Edi&ccedil;&otilde;es de 2009, 2012 e 2013.</p>     <p>Fessy, Thomas &ndash; &laquo;Boko Haram attack: what happened in Baga?&raquo;. <i>In</i> BBC News, 2 de fevereiro de 2015. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bbc.com/news/world-africa-30987043" target="_blank">http://www.bbc.com/news/world-africa-30987043</a></p>     <p>&laquo;G&aacute;s Natural&raquo;. galp, mar&ccedil;o de 2014. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.galpenergia.com/PT/agalpenergia/os-nossos-negocios/Gas-Power/Gas-Natural/Paginas/Mercado-em-Portugal.aspx" target="_blank">http://www.galpenergia.com/PT/agalpenergia/os-nossos-negocios/Gas-Power/Gas-Natural/Paginas/Mercado-em-Portugal.aspx</a></p>     <p><i>Global Petroleum Survey 2014</i>. Fraser Institute, novembro de 2014. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.fraserinstitute.org/sites/default/files/global-petroleum-survey-2014.pdf" target="_blank">https://www.fraserinstitute.org/sites/default/files/global-petroleum-survey-2014.pdf</a></p>     <p>&laquo;International Energy Outlook 2014&raquo;. EIA, setembro de 2014, p. 2. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.eia.gov/forecasts/ieo/pdf/0484(2014).pdf" target="_blank">http://www.eia.gov/forecasts/ieo/pdf/0484(2014).pdf</a>)</p>     <p>&laquo;International Energy Security Risk Index 2013&raquo;. Institute for 21st Century Energy. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.energyXXi.org/index-us-energy-security-risk-assessing-americas-vulnerabilities-global-market" target="_blank">http://www.energyXXi.org/index-us-energy-security-risk-assessing-americas-vulnerabilities-global-market</a></p>     <p>Jesse, JanHein, e Linde, Coby van der &ndash; <i>Oil Turbulence in the Next Decade</i>. Clingendael International Energy Programme. A Haia: The Clingendael Institute, 2008.</p>     <p>Lund, Henry &ndash; &laquo;Crossing energy frontiers&raquo;.Statoil, 2010. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.STATOIL.com/en/InvestorCentre/Presentations/Presentations2010/Downloads/JefferiesGlobalEnergyConf_2010.pdf" target="_blank">http://www.STATOIL.com/en/InvestorCentre/Presentations/Presentations2010/Downloads/JefferiesGlobalEnergyConf_2010.pdf</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>M&auml;hler, Anngret &ndash; &laquo;Nigeria: A Prime Example of the Resource Curse? Revisiting the Oil-Violence Link in the Niger Delta&raquo;. giga working papers. .&ordm; 20. Hamburgo: German Institute of Global and Area Studies, 2010. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.giga-hamburg.de/en/system/files/publications/wp120_maehler.pdf" target="_blank">http://www.giga-hamburg.de/en/system/files/publications/wp120_maehler.pdf</a></p>     <p>Mcsherry, Brendan &ndash; &laquo;The political economy of oil in Equatorial Guinea&raquo;. In <i>African Studies Quarterly</i>. Vol. 8, N.&ordm; 3, 2006.</p>     <p>Minteh, Binneh, e Perry, Ashlie &ndash; &laquo;Terrorism in West Africa-Boko Haram&rsquo;s Evolution, Strategy and Affiliations&raquo;. Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada na Mid-West Political Science Association&rsquo;s 71st Conference, Chicago, 2013.</p>     <p>Morriss, Andrew P.,e meiners, Roger E.&ndash; &laquo;Competition in Global Oil Markets: A Meta-Analysis and Review&raquo;. Policy Report, Securing America&rsquo;s Future Energy. Washington, 2014.</p>     <p>Nwokeji, G. Ugo &ndash; &laquo;The NNPC and the Development of Nigerian Oil and Gas Industry&raquo;. The James A. Baker III Institute forof Public Policy of Rice University, 2007. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://bakerinstitute.org/media/files/page/9b067dc6/noc_nnpc_ugo.pdf" target="_blank">http://bakerinstitute.org/media/files/page/9b067dc6/noc_nnpc_ugo.pdf</a></p>     <p>Ogoulat, Albert-Didier &ndash; &laquo;Afrique Centrale et golfe de Guin&eacute;e: g&eacute;opolitique des termes d&rsquo;exchange entre deux region ymess sous-continentaux&raquo;. Enjeux. N.&ordm; 26, 2006.</p>     <p><i>O&amp;G.</i> <i>World Oil &amp; Gas Review 2013</i>. ENI.</p>     <p>&laquo;Oil and Gas Angola&raquo;. emis, 2014, p. 14. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.securities.com/emis/sites/default/files/EMIS%20Insight%20-%20Angola%20Oil%20%26%20Gas%20Sectors.pdf" target="_blank">https://www.securities.com/emis/sites/default/files/EMIS%20Insight%20-%20Angola%20Oil%20%26%20Gas%20Sectors.pdf</a></p>     <p>&laquo;Oil Market Report&raquo;. iea, 12 de dezembro de 2014. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.iea.org/media/omrreports/fullissues/2014-12-12.pdf" target="_blank">https://www.iea.org/media/omrreports/fullissues/2014-12-12.pdf</a></p>     <p>&laquo;Oil Rents Data (% of GDP)&raquo;. The World Bank. (Consultado em: 10 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.PETR.RT.ZS" target="_blank">http://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.PETR.RT.ZS</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Oliveira, Ricardo Soares &ndash; <i>Oil and Politics in the Gulf of Guinea</i>. Londres: Hurst &amp; Company, 2007.</p>     <p>Osinowo, Adeniyi Adejimi &ndash; &laquo;Combating piracy in the Gulf of Guinea&raquo;. In <i>Africa Security Brief</i>.N.&ordm; 30. Africa Center for Strategic Studies, 2015. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://africacenter.org/2015/03/combating-piracy-in-the-gulf-of-guinea/" target="_blank">http://africacenter.org/2015/03/combating-piracy-in-the-gulf-of-guinea/</a></p>     <p>&laquo;Petr&oacute;leo e Diamantes. Exporta&ccedil;&otilde;es e Receitas de Petr&oacute;leo de 2013&raquo;. minfin, Luanda, 2014. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.minfin.gv.ao/docs/dspPetrolDiamond.htm">http://www.minfin.gv.ao/docs/dspPetrolDiamond.htm</a>.</p>     <p>&laquo;Principais Indicadores Energ&eacute;ticos&raquo;. Edi&ccedil;&atilde;o de 2013, DGEG.</p>     <p>Raphael, Sam, e Stokes, Doug &ndash; &laquo;Globalizing West African oil: us&rsquo; energy security and the global economy&raquo;. In <i>International Affairs</i>. Vol. 87, N.&ordm; 4, 2011, pp. 903-921.</p>     <p>&laquo;Regional Economic Outlook: Sub-Saha-ran Africa&raquo;. imf, 2014. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.imf.org/external/pubs/ft/reo/2014/afr/eng/sreo1014.htm" target="_blank">https://www.imf.org/external/pubs/ft/reo/2014/afr/eng/sreo1014.htm</a></p>     <p>&laquo;Relat&oacute;rio do Desenvolvimento Humano 2014&raquo;. pnud, 2014.</p>     <p>&laquo;Relat&oacute;rio Energia em Angola&raquo;. Centro de Estudos e Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica da Universidade Cat&oacute;lica de Angola, outubro de 2011. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ceic-ucan.org/wp-content/uploads/2014/02/RelatporcentoC3porcentoB3rio-de-Energia-VersporcentoC3porcentoA3o-Final26-10-2011.pdf" target="_blank">http://www.ceic-ucan.org/wp-content/uploads/2014/02/RelatporcentoC3porcentoB3rio-de-Energia-VersporcentoC3porcentoA3o-Final26-10-2011.pdf</a></p>     <p>&laquo;Return to Chaos: The 2013 Resurgence of Nigerian Piracy and 2014 Forecast&raquo;. In gCaptain, 14 de janeiro de 2014. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://gcaptain.com/nigerian-piracy-resurgence-bryan-abell/#sthash.3QjJ4XQZ.dpuf" target="_blank">http://gcaptain.com/nigerian-piracy-resurgence-bryan-abell/#sthash.3QjJ4XQZ.dpuf</a></p>     <p>&laquo;Review of Maritime Transport 2011&raquo;. unc-tad, 2011. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://unctad.org/en/docs/rmt2011_en.pdf" target="_blank">http://unctad.org/en/docs/rmt2011_en.pdf</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Santos, Jos&eacute; Reis &ndash; &laquo;Entre o Futungo e a Assembleia: considera&ccedil;&otilde;es sobre o sis-tema pol&iacute;tico angolano&raquo;. <i>In </i>Lobo, Marina Costa, e Neto, Octavio Amorim (orgs.) &ndash; <i>O Semipresidencialismo nos Pa&iacute;ses de L&iacute;ngua Portuguesa</i>. Lisboa: Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais, 2009.</p>     <p>&laquo;Spends &amp; Trends, 2008-2017, Key Global Oil &amp; Gas Markets Summary&raquo;. Scottish Enterprise.</p>     <p>Thurber, Mark C., Emelife, Ifeyinwa M., e Heller, Patrick R. P. &ndash; &laquo;NNPC and Nigeria&rsquo;s Oil Patronage Ecosystem&raquo;. WP 95, Freeman Spogli Institute for International Studies, Stanford, 2010. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://fsi.stanford.edu/sites/default/files/WP_95,_Thurber_Emelife_Heller,_NNPC,_16_September_2010.pdf" target="_blank">http://fsi.stanford.edu/sites/default/files/WP_95,_Thurber_Emelife_Heller,_NNPC,_16_September_2010.pdf</a></p>     <p>Tiny, Olegario &ndash; &laquo;Updates of the Activities of the Joint Development Zone, presentation&raquo;. Joint Development Authority (unctad unofficial document). (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.unctadxi.org/Sections/DITC/Finance_Energy/docs/14th%20African/14th%20African_Tiny.pdf" target="_blank">http://www.unctadxi.org/Sections/DITC/Finance_Energy/docs/14th%20African/14th%20African_Tiny.pdf</a></p>     <p>&laquo;U.S. Imports from Nigeria of crude oil (monthly, barrels per day)&raquo;. EIA. (Consultado em 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.eia.gov/dnav/pet/pet_move_impcus_a2_nus_ep00_im0_mbbl_m.htm" target="_blank">http://www.eia.gov/dnav/pet/pet_move_impcus_a2_nus_ep00_im0_mbbl_m.htm</a></p>     <p>Vines, Alex, Wong, Lilian, Weimer, Markus, e Campos, Indira &ndash; &laquo;Thirst for African Oil, Asian National oil Companies in Nigeria and Angola&raquo;. Londres: Chatham House, 2009. (Consultado em 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.chathamhouse.org/sites/files/chathamhouse/r0809_africanoil.pdf" target="_blank">http://www.chathamhouse.org/sites/files/chathamhouse/r0809_africanoil.pdf</a></p>     <p>Wertheim, Peter Howard &ndash; &laquo;Geological Similarities with Brazil Pre-Salt Atract Investment to Africa&raquo;. Offshore, 2011. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.offshore-mag.com/articles/print/volume-70/issue-7/latin-america/geological-similarities-with-brazils-pre-salt-attract-investments-to-africa.html" target="_blank">http://www.offshore-mag.com/articles/print/volume-70/issue-7/latin-america/geological-similarities-with-brazils-pre-salt-attract-investments-to-africa.html</a></p>     <p>&laquo;World Economic Outlook, Sub-Saharanm Africa&raquo;.imf, 2014.</p>     <p>Yates, Andrew Douglas &ndash; <i>The Rentier State in Africa. Oil Rent Dependency and Neocolonialism in the Republic of Gabon</i>. Trenton: Africa World Press, 1996.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 31 de mar&ccedil;o de 2015 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 4 de maio de 2015 </i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Cf. Ogoulat, Albert-Didier &ndash; &laquo;Afrique Centrale et golfe de Guin&eacute;e: g&eacute;opolitique des termes d&acute;exchange entre deux region ymess sous-continentaux&raquo;. Enjeux. N.&ordm; 26, 2006, pp. 3-6.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Cf. Jesse, Jan-Hein <i>et al</i>. &ndash; &laquo;Oil Turbulence in the Next Decade (An Essay on High Oil Prices in a Supply-constrained World)&raquo;. ciep-nier. A Haia, junho de 2008.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> <i>World&rsquo;s Oil &amp; Gas Review 2013</i>. ENI, setembro de 2013. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015).Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.eni.com/world-oil-gas-review2013/OG_2013_WEB.pdf" target="_blank">https://www.eni.com/world-oil-gas-review2013/OG_2013_WEB.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> No entanto, esta rela&ccedil;&atilde;o est&aacute; subavaliada dada a contabiliza&ccedil;&atilde;o de derivados; com efeito, recorrendo a dados da BP, que se circunscrevem ao <i>crude</i>, conclui-se que, em 2013, a posi&ccedil;&atilde;o de um grupo afim (&laquo;pa&iacute;ses da &Aacute;frica Ocidental&raquo;), representava 11,4 por cento deste com&eacute;rcio ou 4316 em 37720x103 B/D (c&aacute;lculos com base em <i>BP Statistical Review of World Energy 2014</i>, BP, 2014. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bp.com/content/dam/bp/pdf/Energy-economics/statistical-review2014/BP-statistical-review-of-world-energy2014-full-report.pdf" target="_blank">http://www.bp.com/content/dam/bp/pdf/Energy-economics/statistical-review2014/BP-statistical-review-of-world-energy2014-full-report.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Cf. <i>World&rsquo;s Oil &amp; Gas Review 2013</i>.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Cf. Yates, Andrew Douglas &ndash; <i>The Rentier State in Africa. Oil Rent Dependency and Neocolonialism in the Republic of Gabon</i>. Trenton: Africa World Press, 1996.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> Cf., p. e., Morriss, Andrew P.,e meiners, Roger E.&ndash; &laquo;Competition in Global Oil Markets: A Meta-Analysis and Review&raquo;. Policy Report, Securing America&rsquo;s Future Energy. Washington, 2014.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Cf., Lund, Henry &ndash; &laquo;Crossing energy frontiers&raquo;.Statoil, 2010. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.STATOIL.com/en/InvestorCentre/Presentations/Presentations2010/Downloads/JefferiesGlobalEnergy-Conf_2010.pdf" target="_blank">http://www.STATOIL.com/en/InvestorCentre/Presentations/Presentations2010/Downloads/JefferiesGlobalEnergy-Conf_2010.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Cf., Nwokeji, G. Ugo &ndash; &laquo;The NNPC and the Development of Nigerian Oil and Gas Industry&raquo;. Rice University: The James A. Baker III Institute for Public Policy of Rice University, 2007. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://bakerinstitute.org/media/files/page/9b067dc6/noc_nnpc_ugo.pdf" target="_blank">http://bakerinstitute.org/media/files/page/9b067dc6/noc_nnpc_ugo.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Quanto &agrave; &uacute;ltima vertente cf., Thurber, Mark C., Emelife, Ifeyinwa M., e Heller, Patrick R. P. &ndash; &laquo;NNPC and Nigeria&rsquo;s Oil Patronage Ecosystem&raquo;. WP 95, Freeman Spogli Institute for International Studies, Stanford, 2010. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://fsi.stanford.edu/sites/default/files/WP_95,_Thurber_Emelife_Heller,_NNPC,_16_September_2010.pdf" target="_blank">http://fsi.stanford.edu/sites/default/files/WP_95,_Thurber_Emelife_Heller,_NNPC,_16_September_2010.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Cf., &laquo;Panorama 2012&raquo;. ifp Energies nouvelles, pp. 2-3. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ifpenergiesnouvelles.com/Publications/Available-studies/Panorama-technical-reports/Panorama-2012" target="_blank">http://www.ifpenergiesnouvelles.com/Publications/Available-studies/Panorama-technical-reports/Panorama-2012</a></p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> Cf,. cbo Capital Partners and Rystadt Energy, <i>Value Creation in the Nigerian Oil &amp; Gas Industr</i>y. Apresenta&ccedil;&atilde;o. Lagos: cbo Capital Partners and Rystad Energy, Lagos, presentation, 26 de fevereiro de 2013.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Cf. &laquo;Angola&rsquo;s Oil and Gas Revenue: Past Present and Future&raquo;. Wood Mackenzie, maio de 2006. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://siteresources.worldbank.org/INTAFRICA/Resources/WoodMacDavidMorrisonAngolaOilGasRevenues.ppt" target="_blank">http://siteresources.worldbank.org/INTAFRICA/Resources/WoodMacDavidMorrisonAngolaOilGasRevenues.ppt</a></p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> &laquo;Equatorial Guinea&raquo;. u.s. Energy Information Administration. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.eia.gov/countries/country-data.cfm?fips=EK" target="_blank">http://www.eia.gov/countries/country-data.cfm?fips=EK</a></p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> Cf. Tiny, Olegario &ndash; &laquo;Updates of the Activities of the Joint Development Zone, Presentation&raquo;. Joint Development Authority (unctad unofficial document). (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.unctadxi.org/Sections/DITC/Finance_Energy/docs/14th por cento20African/14th por cento20African_Tiny.pdf" target="_blank">http://www.unctadxi.org/Sections/DITC/Finance_Energy/docs/14th por cento20African/14th por cento20African_Tiny.pdf</a>, e Wertheim, Peter Howard &ndash; &laquo;Geological Similarities with Brazil Pre-Salt Atract Investment to Africa&raquo;. Offshore, 2011. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.offshore-mag.com/articles/print/volume-70/issue-7/latin-america/geological-similarities-with-brazils-pre-salt-attract-investments-to-africa.html" target="_blank">http://www.offshore-mag.com/articles/print/volume-70/issue-7/latin-america/geological-similarities-with-brazils-pre-salt-attract-investments-to-africa.html</a></p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> De salientar que o custo do frete corresponde a uma das m&uacute;ltiplas vari&aacute;veis que determinam o custo de transporte (Tiny, Olegario &ndash; &laquo;Updates of the Activities of the Joint Development Zone, Presenta-tion&raquo;, p. 64); Raphael, Sam, e Stokes, Doug &ndash; &laquo;Globalizing West African oil: us&rsquo; energy security and the global economy&raquo;. In <i>International Affairs</i>. Vol. 87, N.&ordm; 4, p. 906; unctad, &laquo;Review of Maritime Transport 2011&raquo;. unctad, 2011. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://unctad.org/en/docs/rmt2011_en.pdf" target="_blank">http://unctad.org/en/docs/rmt2011_en.pdf</a>.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> <i>World&rsquo;s Oil &amp; Gas Review 2014</i>. ENI, setembro de 2014, pp. 94 e 98-99. Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015.Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.eni.com/world-oil-gas-review-2014/sfogliabile/O-G-2014.pdf" target="_blank">https://www.eni.com/world-oil-gas-review-2014/sfogliabile/O-G-2014.pdf</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> Cf. &laquo;Initiative to Reduce Global Gas Flaring&raquo;. World Bank, 22 de setembro de 2014. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.world-bank.org/en/news/feature/2014/09/22/initiative-to-reduce-global-gas-flaring" target="_blank">http://www.world-bank.org/en/news/feature/2014/09/22/initiative-to-reduce-global-gas-flaring</a>; &laquo;Gas Flaring: The Burning Issue&raquo;, Resilience.org, 3 de setembro de 2013. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.resilience.org/stories/2013-09-03/gas-flaring-the-burning-issue" target="_blank">http://www.resilience.org/stories/2013-09-03/gas-flaring-the-burning-issue</a></p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> Cf. Thurber, Mark C., Emelife, Ifeyinwa M., e Heller, Patrick R. P. &ndash; &laquo;NNPC and Nigeria&rsquo;s Oil Patronage Ecosystem&raquo;, pp. 9-15; <i>Evaluation of Angolan Petroleum setor, Executive Summary-Initial Report</i>. kpmg, 2005, pp. 8-9. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015).Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.sarpn.org/documents/d0000541/P478_Angolan_Petroleum.pdf" target="_blank">http://www.sarpn.org/documents/d0000541/P478_Angolan_Petroleum.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> Cf. Bo, Kong &ndash; <i>China&rsquo;s International Petroleum Policy</i>. Santa Barbara: Praeger Security International, 2010; Vines, Alex, Wong, Lilian, Weimer, Markus, e Campos, Indira &ndash; &laquo;Thirst for African Oil, Asian National oil Companies in Nigeria and Angola&raquo;. Londres: Chatham House, 2009. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.chathamhouse.org/sites/files/chathamhouse/r0809_africanoil.pdf" target="_blank">http://www.chathamhouse.org/sites/files/chathamhouse/r0809_africanoil.pdf</a>; &laquo;China Global Investment Tracker&raquo;. The Heritage Foundation, 2014. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.heritage.org/research/projects/china-global-investment-tracker-interactive-map" target="_blank">http://www.heritage.org/research/projects/china-global-investment-tracker-interactive-map</a>.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> Cf., respetivamente, Vines, Alex, Wong, Lilian, Weimer, Markus, e Campos, Indira &ndash; &laquo;Thirst for African Oil, Asian National oil Companies in Nigeria and Angola&raquo;, e &laquo;China Sonangol consegue participa&ccedil;&otilde;es em 4 blocos do pr&eacute;-sal de Angola&raquo;. In <i>Portal Mar&iacute;timo</i>, 28 de mar&ccedil;o de 2011. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portalmaritimo.com/2011/03/28/china-sonangol-consegue-participacoes-em-4-blocos-do-pre-sal-de-angola/" target="_blank">http://portalmaritimo.com/2011/03/28/china-sonangol-consegue-participacoes-em-4-blocos-do-pre-sal-de-angola/</a>. De acordo com a &uacute;ltima fonte referida, ao n&iacute;vel de operador, este <i>round</i> de concess&otilde;es tamb&eacute;m beneficiou grandes interesses instalados (BP, ENI, e Total), bem como a ConocoPhillips (com uma presen&ccedil;a discreta em &Aacute;frica), a Repsol e a Cobalt, uma pequena empresa independente, sediada nos Estados Unidos e especializada no pr&eacute;-sal.</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> Cf., Davies, Peter &ndash; <i>The Changing World Petroleum Industry-Bigger Fish in a Larger Pond</i>. Oxford: British Institute of Energy Economics Conference, setembro de 1999, e c&aacute;lculos pr&oacute;prios efetuados com base nos relat&oacute;rios anuais apresentados &agrave; sec por aquelas firmas). De referir que este grupo compreende um elemento adicional, a Oxy/Occidental, entidade que n&atilde;o dispunha de ativos significativos.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> Cf.&laquo;Equatorial Guinea Oil aAnd Gas Profile&raquo;. A Barrel Full. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://abarrelfull.wikidot.com/equatorial-guinea-oil-and-gas-profile" target="_blank">http://abarrelfull.wikidot.com/equatorial-guinea-oil-and-gas-profile</a>; &laquo;Jubilee Field, Ghana&raquo;. (Consultado m: 5 e mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em:<a href="http://www.offshore-technology.com/projects/jubilee-field/" target="_blank">http://www.offshore-technology.com/projects/jubilee-field/</a></p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> Esta situa&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou a ocorrer cerca de 2005, conforme se conclui do citado relat&oacute;rio elaborado pela EIA.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> Cf. &laquo;Equatorial Guinea&raquo;. u.s. Energy Information Administration; &laquo;Spends &amp; Trends, 2008-2017, Key Global Oil &amp; Gas Markets Summary&raquo;. Scottish Enterprise.cbo Capital Partners and Rystadt Energy,<i> Value Creation in the Nigerian Oil &amp; Gas Industr</i>y, pp. 23-29.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> Cf. cbo Capital Partners and Rystadt Energy, <i>Value Creation in the Nigerian Oil &amp; Gas Industr</i>y, p. 12, tendo por base dados da NNPC Annual Statistical Bulletin, e &laquo;Relat&oacute;rio Energia em Angola&raquo;. Centro de Estudos e Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica da Universidade Cat&oacute;lica de Angola, outubro 2011, p. 64. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ceic-ucan.org/wp-content/uploads/2014/02/Relat%C3%B3rio-de-Energia-Vers%C3%A3o-Final-26-10-2011.pdf" target="_blank">http://www.ceic-ucan.org/wp-content/uploads/2014/02/Relat%C3%B3rio-de-Energia-Vers%C3%A3o-Final-26-10-2011.pdf</a>; e no segundo caso, &laquo;Oil and Gas Angola&raquo;. emis, 2014, p. 14. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.securities.com/emis/sites/default/files/EMIS por cento20Insight por cento20- por cento20Angola por cento20Oil por cento20 por cento26 por cento20Gas por cento-20Sectors.pdf" target="_blank">http://www.securities.com/emis/sites/default/files/EMIS por cento20Insight por cento20- por cento20Angola por cento20Oil por cento20 por cento26 por cento20Gas por cento-20Sectors.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> Cf. &laquo;Oil Rents Data (% of GDP)&raquo;. The World Bank. (Consultado em: 10 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.PETR.RT.ZS" target="_blank">http://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.PETR.RT.ZS</a> e <i>Angola, Pre&ccedil;o do Petr&oacute;leo Desafia Economia Angolana</i>.bpi, Estudos Econ&oacute;micos e Financeiros, Lisboa, janeiro de 2015. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bancobpi.pt/content/conn/UCM/uuid/dDocName:PR_WCS01_UCM01008605" target="_blank">http://www.bancobpi.pt/content/conn/UCM/uuid/dDocName:PR_WCS01_UCM01008605</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> Cf., &laquo;Regional Economic Outlook: Sub-Saharan Africa&raquo;. imf, 2014, pp. 71 e 80. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.imf.org/external/pubs/ft/reo/2014/afr/eng/sreo1014.htm" target="_blank">https://www.imf.org/external/pubs/ft/reo/2014/afr/eng/sreo1014.htm</a></p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> Cf. pela mesma ordem, &laquo;Relat&oacute;rio do Desenvolvimento Humano 2004&raquo;. pnud, 2004, e &laquo;Relat&oacute;rio do Desenvolvimento Humano 2014&raquo;. pnud, 2014, respetivamente, pp. 139 e seguintes, e pp. 166 e seguintes, documentos que se reportam aos anos de 2002 e 2013.</p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> Santos, Jos&eacute; Reis &ndash; &laquo;Entre o Futungo e a Assembleia: considera&ccedil;&otilde;es sobre o sistema pol&iacute;tico angolano&raquo;. <i>In </i>Lobo, Marina Costa, e Neto, Octavio Amorim (orgs.) &ndash; <i>O Semipresidencialismo nos Pa&iacute;ses de L&iacute;ngua Portuguesa</i>. Lisboa: Imprensa de Ci&ecirc;ncias Sociais, 2009.</p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> O poder pol&iacute;tico &ndash; a esfera de implementa&ccedil;&atilde;o, corporizada na NNPC &ndash;, as IOC, os interesses prevalecentes no <i>upstream)</i>, bem dissecados, cf., por exemplo, Thurber, Mark C., Emelife, Ifeyinwa M., e Heller, Patrick R. P. &ndash; &laquo;NNPC and Nigeria&rsquo;s Oil Patronage Ecosystem&raquo;. WP 95, Freeman Spogli Institute for International Studies, Stanford, 2010. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://fsi.stanford.edu/sites/default/files/WP_95,_Thurber_Emelife_Heller,_NNPC,_16_September_2010.pdf" target="_blank">http://fsi.stanford.edu/sites/default/files/WP_95,_Thurber_Emelife_Heller,_NNPC,_16_September_2010.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> Cf. SANTOS, Jos&eacute; Reis &ndash; &laquo;Entre o Futungo e a Assembleia: considera&ccedil;&otilde;es sobre o sistema pol&iacute;tico angolano&raquo;, e Oliveira, Ricardo Soares &ndash; <i>Oil and Politics in the Gulf of Guinea</i>. Londres: Hurst &amp; Company, 2007, p. 293.</p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> Cf. Mcsherry, Brendan &ndash; &laquo;The political economy of oil in Equatorial Guinea&raquo;. In <i>African Studies Quarterly</i>. Vol. 8, N.&ordm; 3, 2006.</p>     <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> Cf. <i>Global Petroleum Survey 2014</i>. Fraser Institute, novembro de 2014. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.fraserinstitute.org/sites/default/files/global-petroleum-survey-2014.pdf" target="_blank">https://www.fraserinstitute.org/sites/default/files/global-petroleum-survey-2014.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> Acerca da complexa situa&ccedil;&atilde;o deste pa&iacute;s ver a an&aacute;lise de M&auml;hler, Anngret &ndash; &laquo;Nigeria: A Prime Example of the Resource Curse? Revisiting the Oil-Vio-lence Link in the Niger Delta&raquo;. giga Working Papers. N.&ordm; 120. Hamburgo: German Institute of Global and Area Studies, 2010. (Consultado em: 15 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.giga-hamburg.de/en/system/files/publications/wp120_maehler.pdf" target="_blank">http://www.giga-hamburg.de/en/system/files/publications/wp120_maehler.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> Informa&ccedil;&atilde;o referida por Fessy, Thomas &ndash; &laquo;Boko Haram attack: what happened in Baga?&raquo;. <i>In</i> BBC News, 2 de fevereiro de 2015. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bbc.com/news/world-africa-30987043" target="_blank">http://www.bbc.com/news/world-africa-30987043</a></p>     <p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> Minteh, Binneh, e Perry, Ashlie &ndash; &laquo;Terrorism in West Africa-Boko Haram&rsquo;s Evo-lution, Strategy and Affiliations&raquo;. Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada na Mid-West Political Science Association&rsquo;s 71st Conference, Chicago, 2013; &laquo;Estado Isl&acirc;mico expande-se para a &Aacute;frica Ocidental ao aceitar a fidelidade do Boko Haram&raquo;. In <i>P&uacute;blico</i>, 13 de mar&ccedil;o de 2015. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.publico.pt/mundo/noticia/estado-islamico-aceita-a-fidelidade-do-boko-haram-1689011" target="_blank">http://www.publico.pt/mundo/noticia/estado-islamico-aceita-a-fidelidade-do-boko-haram-1689011</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> Cf. Osinowo, Adeniyi Adejimi &ndash; &laquo;Combating piracy in the Gulf of Guinea&raquo;. In <i>Africa Security Brief</i>.N.&ordm; 30. Africa Center for Strategic Studies, 2015. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://africacenter.org/2015/03/combating-piracy-in-the-gulf-of-guinea/" target="_blank">http://africacenter.org/2015/03/combating-piracy-in-the-gulf-of-guinea/</a></p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> Osinowo, Adeniyi Adejimi &ndash; &laquo;Combating piracy in the Gulf of Guinea&raquo;. <i>Africa Security Brief</i>.N.&ordm; 30. Africa Center for Strategic Studies, 2015. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://africacenter.org/2015/03/combating-piracy-in-the-gulf-of-guinea/" target="_blank">http://africacenter.org/2015/03/combating-piracy-in-the-gulf-of-guinea/</a>, e Abell, Bryan &ndash; <i>Return to Chaos: The 2013 Resurgence of Nigerian Piracy and 2014 Forecast</i>. gCaptain, janeiro de 2014.</p>     <p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> &laquo;Return to Chaos: The 2013 Resur-gence of Nigerian Piracy and 2014 Forecast&raquo;. In gCaptain, 14 de janeiro de 2014. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://gcaptain.com/nigerian-piracy-resurgence-bryan-abell/#sthash.3QjJ4XQZ.dpuf" target="_blank">http://gcaptain.com/nigerian-piracy-resurgence-bryan-abell/#sthash.3QjJ4XQZ.dpuf</a></p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> &laquo;Carbon Supply Cost Curves, Oil Demand: Comparing Projections and Examining Risks&raquo;.Carbon Tracker Initiative<i>, </i>2014. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.carbontracker.org/report/gascostcurve/" target="_blank">http://www.carbontracker.org/report/gascostcurve/</a></p>     <p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> &laquo;Europe Brent Price fob (daily)&raquo;. EIA. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.eia.gov/dnav/pet/hist/LeafHandler.ashx?n=PET&amp;s=RBRTE&amp;f=D" target="blank">http://www.eia.gov/dnav/pet/hist/LeafHandler.ashx?n=PET&amp;s=RBRTE&amp;f=D</a> e &laquo;Oil Market Report&raquo;. iea, 12 de dezembro de 2014. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.iea.org/media/omrreports/fullissues/2014-12-12.pdf" target="_top">https://www.iea.org/media/omrreports/fullissues/2014-12-12.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> Cf., respetivamente, c&aacute;lculos pr&oacute;prios com base em &laquo;Petr&oacute;leo e Diamantes. Exporta&ccedil;&otilde;es e Receitas de Petr&oacute;leo de 2013&raquo;. minfin, Luanda, 2014. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.minfin.gv.ao/fsys/Pagamento_Efetivo_Mensal_2013DEZCONS1.pdf" target="_blank">http://www.minfin.gv.ao/fsys/Pagamento_Efetivo_Mensal_2013DEZCONS1.pdf</a>., e &laquo;U.S. Imports from Nigeria of crude oil (monthly, barrels per day)&raquo;. EIA. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.eia.gov/dnav/pet/hist/LeafHandler.ashx?n=PET&amp;s=MCRIMUSNI2&amp;f=M" target="_blank">http://www.eia.gov/dnav/pet/hist/LeafHandler.ashx?n=PET&amp;s=MCRIMUSNI2&amp;f=M</a></p>     <p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup> Cf. <i>Angola, Pre&ccedil;o do Petr&oacute;leo Desafia Economia Angolana</i>.</p>     <p><Sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></Sup> Cf. &laquo;Carbon Supply Cost Curves, Oil Demand: Comparing Projections and Examining Risks, e &laquo;International Energy Outlook 2014&raquo;. EIA, setembro 2014, p. 2. Consultado a 30 de mar&ccedil;o de 2015. Dispon&iacute;vel em:<a href="http://www.eia.gov/forecasts/ieo/pdf/0484(2014).pdf" target="_blank">http://www.eia.gov/forecasts/ieo/pdf/0484(2014).pdf</a>)</p>     <p><Sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></Sup> &laquo;Principais Indicadores Energ&eacute;ticos&raquo;. Edi&ccedil;&atilde;o de 2013, DGEG.</p>     <p><Sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></Sup> C&aacute;lculos baseados em estat&iacute;sticas da DGEG.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="48"></a><a href="#top48">48</a></Sup> C&aacute;lculos baseados em estat&iacute;sticas da DGEG e do ine.</p>     <p><Sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></Sup> Cf. &laquo;International Energy Security Risk Index 2013&raquo;, Institute for 21st Century Energy. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.energyXXi.org/index-us-energy-security-risk-assessing-americas-vulnerabilities-global-market" target="_blank">http://www.energyXXi.org/index-us-energy-security-risk-assessing-americas-vulnerabilities-global-market</a></p>     <p><Sup><a name="50"></a><a href="#top50">50</a></Sup> Esta evolu&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m se pode dete-tar nas importa&ccedil;&otilde;es da c<i>ommodity</i> efetuadas pela UE, ainda que os ganhos relativos deste grupo de produtores sejam, neste caso, comparativamente mais modestos; assim, entre 2010 e 2014, esta &aacute;rea econ&oacute;mica adquiriu, com esta proveni&ecirc;ncia, respetivamente, 730 e 1340x103 B/D equivalentes, pela mesma ordem, a 6,6 e 12,7 por cento dos respetivos totais, neg&oacute;cios que beneficiaram sobretudo a Nig&eacute;ria. Cf. &laquo;EU Energy Statistics, Crude Oil Imports, Monthly and Cumulative Oil Imports into the EU, 2001-2014&raquo;. Comiss&atilde;o Europeia. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://ec.europa.eu/energy/en/statistics/eu-crude-oil-imports" target="_blank">https://ec.europa.eu/energy/en/statistics/eu-crude-oil-imports</a></p>     <p><Sup><a name="51"></a><a href="#top51">51</a></Sup> <i><sub>Ib</sub></i><i>idem</i>.</p>     <p><Sup><a name="52"></a><a href="#top52">52</a></Sup> Nota: de referir que, em 2013, as importa&ccedil;&otilde;es provenientes de Angola representaram cerca de cinco por cento das exporta&ccedil;&otilde;es da mat&eacute;ria-prima deste pa&iacute;s, c&aacute;lculos efetuados com base em dados da DGEG e &laquo;Petr&oacute;leo e Diamantes. Exporta&ccedil;&otilde;es e Receitas de Petr&oacute;leo de 2013&raquo;. minfin, Luanda, 2014. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.minfin.gv.ao/fsys/Pagamento_Efetivo_Mensal_2013DEZCONS1.pdf" target="_blank">http://www.minfin.gv.ao/fsys/Pagamento_Efetivo_Mensal_2013DEZCONS1.pdf</a>.</p>     <p><Sup><a name="53"></a><a href="#top53">53</a></Sup> Cf. &laquo;G&aacute;s Natural&raquo;. galp, mar&ccedil;o de 2014. (Consultado em: 30 de mar&ccedil;o de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.galpenergia.com/PT/agalpenergia/os-nossos-negocios/Gas-Power/Gas-Natural/Paginas/Mercado-em-Portugal.aspx" target="_blank">http://www.galpenergia.com/PT/agalpenergia/os-nossos-negocios/Gas-Power/Gas-Natural/Paginas/Mercado-em-Portugal.aspx</a></p>     <p><Sup><a name="54"></a><a href="#top54">54</a></Sup> <i>Angola, Pre&ccedil;o do Petr&oacute;leo Desafia Economia Angolana.</i> BPI, Estudos Econ&oacute;micos e Financeiros, Lisboa, janeiro de 2015. Consultado a 30 de mar&ccedil;o de 2015. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bancobpi.pt/content/conn/UCM/uuid/dDocName:PR_WCS01_UCM01008605" target="_blank">http://www.bancobpi.pt/content/conn/UCM/uuid/dDocName:PR_WCS01_UCM01008605</a></p>      ]]></body><back>
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