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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A segurança nas redes energéticas e o caso de Portugal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper identifies the key-challenges that energy systems will undergo in the next years, and draws a vision towards future power grids. Firstly, an overview on the role of power systems is carried out, in the scope of the energy transition. Operational problems are also sketched out, when it comes to managing power grids under the new energy paradigm (with new energy technologies and services). In the end, threats and opportunities for the national electrical system are raised. Although the complexity of building a smart and secure power grid, one concludes that the opportunities overcome the threats.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>QUE MODELO DE SEGURANÇA ENERGÉTICA</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A seguran&ccedil;a nas redes energ&eacute;ticas e o caso de Portugal</b></p>     <p><b>The security in the energy grids and the Portuguese case</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Miguel Moreira da Silva</b></p>     <p>P&oacute;s-graduado e Doutorado em <i>Sustainable Energy Systems</i> pelo programa MIT Portugal com a FEUP. Licenciado em Engenharia Eletrot&eacute;cnica pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Em 2013 foi selecionado, pelo Conselho Mundial da Energia, um dos cem <i>Future Energy Leaders</i>. &Eacute; quadro da REN, sendo o coordenador da &aacute;rea de <i>Asset Management</i> e l&iacute;der do projeto de I&amp;D sobre Armazenamento de Energia do R&amp;D Nester (Centro de Energia REN-State Grid). &Eacute; tamb&eacute;m Professor Convidado no Instituto Superior T&eacute;cnico, na &aacute;rea cient&iacute;fica de Sistemas de Energia. Desempenhou fun&ccedil;&otilde;es de engenharia e gest&atilde;o nas multinacionais Itron, Iskraemeco e EDF Energies Nouvelles. Exerceu o cargo de Adjunto da Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Territ&oacute;rio, no XIX Governo de Portugal. Tem v&aacute;rios trabalhos publicados e apresentados em confer&ecirc;ncias nacionais e internacionais, sobre energia, inova&ccedil;&atilde;o e economia verde, tendo recebido os seguintes pr&eacute;mios: <i>Outstanding Presentation</i> - <i>IEEE Green Energy and Systems Conference</i> (CA, Estados Unidos); <i>Author of the Best Poster Award</i> - <i>2<sup>nd</sup> Transatlantic Conference on Renewable Energies</i>; e Melhor Est&aacute;gio - Col&eacute;gio de Engenharia Eletrot&eacute;cnica da Ordem dos Engenheiros.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este artigo identifica os desafios-chave que os sistemas de energia enfrentar&atilde;o nos pr&oacute;ximos anos, e apresenta uma vis&atilde;o para as redes el&eacute;tricas do futuro. Inicialmente &eacute; realizado um enquadramento sobre o papel do sistema el&eacute;trico na transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica. S&atilde;o tamb&eacute;m diagnosticados os problemas operacionais para a gest&atilde;o de redes el&eacute;tricas, no contexto da constru&ccedil;&atilde;o de um novo modelo energ&eacute;tico (com novas tecnologias e servi&ccedil;os de energia). Por &uacute;ltimo, realiza-se o exerc&iacute;cio de identificar as amea&ccedil;as e as oportunidades para o Sistema El&eacute;trico Nacional, relacionadas com a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica. N&atilde;o obstante a complexidade associada &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de uma rede inteligente e segura, conclui-se que as oportunidades superam as amea&ccedil;as.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Redes Energ&eacute;ticas; Rede Inteligente; Sustentabilidade; Seguran&ccedil;a do Abastecimento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This paper identifies the key-challenges that energy systems will undergo in the next years, and draws a vision towards future power grids. Firstly, an overview on the role of power systems is carried out, in the scope of the energy transition. Operational problems are also sketched out, when it comes to managing power grids under the new energy paradigm (with new energy technologies and services). In the end, threats and opportunities for the national electrical system are raised. Although the complexity of building a smart and secure power grid, one concludes that the opportunities overcome the threats.</p>     <p><b>Keywords</b>: Energy Grids; Smart Grid; Sustainability; Security of Supply.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>O mundo enfrenta, atualmente, um conjunto variado de crises mutuamente concorrentes: altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas; perda de biodiversidade; escassez de recursos naturais; press&atilde;o sobre o pre&ccedil;o dos alimentos; depend&ecirc;ncia energ&eacute;tica; instabilidade financeira; entre outras. Nos &uacute;ltimos anos tem-se refor&ccedil;ado a evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica sobre a origem antropog&eacute;nica das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, as quais ter&atilde;o consequ&ecirc;ncias desastrosas para o planeta. A evolu&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o dos recursos naturais reflete fragilidades estruturais e uma economia global demasiado exposta a fatores de risco. No preciso momento, n&atilde;o se contempla um consenso internacional para o problema da inseguran&ccedil;a alimentar, agudizada por um planeta com nove mil milh&otilde;es de pessoas para alimentar, em 2050. Quanto &agrave; disponibilidade de &aacute;gua pot&aacute;vel, a escassez deste recurso &eacute; j&aacute; um problema global, sendo que recentes proje&ccedil;&otilde;es indicam um crescente d&eacute;fice de &aacute;gua, entre a oferta e a procura previstas para 2030<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. Coletivamente, estas crises obstaculizam o estabelecimento de uma tend&ecirc;ncia de crescimento global e intensificam problemas sociais, como o elevado n&iacute;vel de desemprego, inseguran&ccedil;a e instabilidade social.</p>     <p>Emerge, pelo exposto, a necessidade de promover &ndash; de imediato e a n&iacute;vel global &ndash; um modelo de desenvolvimento sustent&aacute;vel, que projete o progresso econ&oacute;mico, mas tamb&eacute;m a equidade social e a prote&ccedil;&atilde;o ambiental. No que concerne especificamente &agrave; &aacute;rea da energia, &eacute; crucial desenvolver sistemas energ&eacute;ticos a pre&ccedil;os acess&iacute;veis e ambientalmente respons&aacute;veis. Segundo o Conselho Mundial da Energia, estes tr&ecirc;s objetivos constituem um &laquo;trilema&raquo;, que implica complexas interliga&ccedil;&otilde;es entre os agentes p&uacute;blicos e privados, governos e reguladores, fatores econ&oacute;micos e sociais, recursos nacionais, preoupa&ccedil;&otilde;es ambientais e comportamentos individuais<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. De acordo com as Na&ccedil;&otilde;es Unidas, a transi&ccedil;&atilde;o para uma economia sustent&aacute;vel requer um investimento adicional compreendido entre 1 e 2,5% do PIB global por ano, at&eacute; 2050<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. Conv&eacute;m referir que o montante anual de investimento, em atividades econ&oacute;micas sustent&aacute;veis, &eacute; inferior a 1% do PIB mundial. Segundo a Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia, a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica requer 37 bili&otilde;es de d&oacute;lares de investimentos, at&eacute; 2035, sendo que o setor el&eacute;trico ser&aacute; alvo de quase metade desse montante<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>. N&atilde;o obstante o referido esfor&ccedil;o financeiro, a constru&ccedil;&atilde;o de sistemas de energia sustent&aacute;veis e competitivos oferece in&uacute;meras oportunidades. O papel do financiamento &laquo;verde&raquo; ficou demonstrado pelos incentivos integrados no pacote de est&iacute;mulo &agrave; economia, apresentado pelo G20, como resposta &agrave; crise iniciada em 2008. De acordo com as Na&ccedil;&otilde;es Unidas, dos tr&ecirc;s bili&otilde;es de d&oacute;lares associados ao est&iacute;mulo, mais de 15% do montante foi alocado a setores verdes e ao <i>greening </i>de setores poluentes<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>.</p>     <p>Prev&ecirc;-se que o mercado mundial de tecnologias limpas atinja os 2,2 bili&otilde;es de d&oacute;lares at&eacute; 2020, havendo pa&iacute;ses j&aacute; com resultados vis&iacute;veis neste &acirc;mbito<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>. A lideran&ccedil;a da Uni&atilde;o Europeia (UE) na transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica &eacute; ineg&aacute;vel, assim como o pioneirismo da Calif&oacute;rnia, no mercado norte-americano. Segundo a Comiss&atilde;o Europeia (CE), as empresas europeias de energias renov&aacute;veis totalizam um volume de neg&oacute;cios anual de 129 mil milh&otilde;es de euros, e empregam mais de um milh&atilde;o de pessoas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Deve ser referido que, ao contr&aacute;rio do estere&oacute;tipo generalizado, alguns pa&iacute;ses em desenvolvimento est&atilde;o a apostar, claramente, nos sistemas de energia sustent&aacute;veis, como a China e a &Iacute;ndia. Por exemplo, na &Iacute;ndia encontra-se o sexto maior fabricante mundial de aerogeradores, com cerca de 7,1% do mercado global<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>. J&aacute; a China ocupa uma posi&ccedil;&atilde;o cimeira na capacidade instalada de energia e&oacute;lica, ao reunir 114,8 gw (apenas ultrapassada pela UE, que congrega 128,8 gw) e ao registar um ritmo de investimento assinal&aacute;vel (23,3 gw comissionados no &uacute;ltimo ano)<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>. Na verdade, a China ambiciona tornar-se, at&eacute; 2030, l&iacute;der mundial em tecnologias limpas, atrav&eacute;s de um investimento anual de 145 mil milh&otilde;es de d&oacute;lares<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O PAPEL DO SISTEMA EL&Eacute;TRICO NA TRANSI&Ccedil;&Atilde;O ENERG&Eacute;TICA</b></p>     <p>Como foi referido anteriormente, a UE lidera a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica, numa escala global. As emiss&otilde;es de gases com efeito de estufa (GEE), na UE, diminu&iacute;ram 18% durante o per&iacute;odo 1990-2011 e a UE pretende, at&eacute; 2030, diminuir as emiss&otilde;es destes gases em pelo menos 40%, aumentar as fontes de energia renov&aacute;vel em 27%, e melhorar a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica em 27%<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>.</p>     <p>Atualmente, a UE &eacute; o maior importador de energia do mundo (53% do consumo &eacute; abastecido por fontes externas), tendo uma elevada depend&ecirc;ncia das importa&ccedil;&otilde;es de petr&oacute;leo bruto (quase 90%), g&aacute;s natural (66%) e, em menor escala, de combust&iacute;veis s&oacute;lidos (42%) e combust&iacute;vel nuclear (40%). Em termos econ&oacute;micos, esta depend&ecirc;ncia energ&eacute;tica externa resulta numa fatura anual de, aproximadamente, 400 mil milh&otilde;es de euros. Os pre&ccedil;os grossistas da eletricidade e do g&aacute;s, na Europa, s&atilde;o, respetivamente, 30% e 100% mais elevados do que nos Estados Unidos. Para al&eacute;m da vertente financeira, convir&aacute; salientar a circunst&acirc;ncia de determinados estados-membros estarem fortemente dependentes de um &uacute;nico fornecedor externo. Esta depend&ecirc;ncia externa sucede no g&aacute;s, como na eletricidade. No que diz respeito ao g&aacute;s, seis estados-membros dependem da R&uacute;ssia como &uacute;nico fornecedor externo de todas as suas importa&ccedil;&otilde;es, sendo que tr&ecirc;s deles utilizam g&aacute;s natural para mais de um quarto das suas necessidades totais de energia (em 2013, o aprovisionamento de energia proveniente da R&uacute;ssia representou 39% das importa&ccedil;&otilde;es de g&aacute;s natural da UE). Relativamente &agrave; eletricidade, tr&ecirc;s estados-membros (Est&oacute;nia, Let&oacute;nia e Litu&acirc;nia) dependem de um operador externo para o funcionamento e equil&iacute;brio do seu sistema el&eacute;trico, e 12 estados-membros n&atilde;o atingem o objetivo m&iacute;nimo de interliga&ccedil;&atilde;o da UE (ou seja, no m&iacute;nimo 10% da capacidade instalada de produ&ccedil;&atilde;o)<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a> <sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>.</p>     <p>Tendo presente o conjunto de desafios apresentados anteriormente, a CE apresentou uma estrat&eacute;gia-quadro para uma Uni&atilde;o da Energia, dotada de uma pol&iacute;tica em mat&eacute;ria de altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas. A estrat&eacute;gia em quest&atilde;o ambiciona reformular e reorganizar o mercado da eletricidade (de forma a promover um mercado integrado), garantir o aprovisionamento de energia, aumentar o financiamento da UE para a efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica (ou um novo pacote sobre energia renov&aacute;vel), e desenvolver uma estrat&eacute;gia energ&eacute;tica para a investiga&ccedil;&atilde;o e a inova&ccedil;&atilde;o. Segundo a CE, ser&atilde;o implementadas as medidas necess&aacute;rias para a concretiza&ccedil;&atilde;o do objetivo de 10% de capacidade de interliga&ccedil;&atilde;o at&eacute; 2020 (que consiste no valor m&iacute;nimo necess&aacute;rio para o tr&acirc;nsito de pot&ecirc;ncia entre esta-dos-membros). Uma rede europeia de energia, devidamente interligada, resultar&aacute; numa poupan&ccedil;a, para os consumidores, de 40 mil milh&otilde;es de euros por ano<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.</p>     <p>A transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica global e regional (i.e., no espa&ccedil;o da UE) exigir&aacute; uma consider&aacute;vel mudan&ccedil;a na opera&ccedil;&atilde;o do sistema el&eacute;trico. O novo modelo energ&eacute;tico ser&aacute; materializado atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de um conjunto de conceitos inovadores, tais como: a integra&ccedil;&atilde;o massiva de fontes de energia renov&aacute;veis (por exemplo, energia e&oacute;lica e solar); a constru&ccedil;&atilde;o de uma rede inteligente, em que o consumidor passar&aacute; a exercer um papel central no sis-tema, ao participar ativamente no mercado e na gest&atilde;o da procura (<i>demand response</i>); a mobilidade el&eacute;trica; e servi&ccedil;os de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica (como o aparecimento das <i>energy services companies</i>)<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>.</p>     <p>O advento do novo modelo energ&eacute;tico apresentar&aacute; variad&iacute;ssimos desafios t&eacute;cnicos, quer aos operadores das redes de transporte (ORT), quer aos operadores das redes de distribui&ccedil;&atilde;o (ORD) de energia el&eacute;trica. Tanto a integra&ccedil;&atilde;o massiva de fontes vari&aacute;veis de energia renov&aacute;vel, como a mobilidade el&eacute;trica, ir&atilde;o impactar significativamente no perfil de consumo e produ&ccedil;&atilde;o, e, por conseguinte, no mercado de energia, mas tamb&eacute;m no tr&acirc;nsito de energia nas redes e no n&iacute;vel de seguran&ccedil;a do abastecimento<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REDES EL&Eacute;TRICAS INTELIGENTES E SEGURAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tal como foi introduzido no cap&iacute;tulo anterior, os sistemas energ&eacute;ticos do futuro ser&atilde;o caracterizados pelas seguintes tend&ecirc;ncias tecnol&oacute;gicas:</p> <ul>       <li>Fontes de energia renov&aacute;vel: as centrais de produ&ccedil;&atilde;o de energia, utilizadas como base do consumo de eletricidade, ser&atilde;o gradualmente substitu&iacute;das por fontes de energia renov&aacute;vel, distribu&iacute;das e de recurso vari&aacute;vel. Estes recursos energ&eacute;ticos promover&atilde;o a descarboniza&ccedil;&atilde;o da eletricidade, mas exigir&atilde;o refor&ccedil;os de rede e a exist&ecirc;ncia de grupos de produ&ccedil;&atilde;o para assegurar a continuidade do abastecimento de energia (<i>backup</i>).</li>       <li><i>Demand response</i>: a gest&atilde;o da procura consiste numa medida concreta para a economia da energia. De acordo com o Departamento de Energia dos Estados Unidos, a gest&atilde;o da procura pode ser definida como a altera&ccedil;&atilde;o na utiliza&ccedil;&atilde;o de eletricidade, por parte dos consumidores finais, variando o padr&atilde;o normal de consumo em fun&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o da energia ao longo do dia, ou de incentivos concebidos para reduzir a procura durante as horas de ponta<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>. A gest&atilde;o da procura pode tamb&eacute;m ser utilizada para induzir altera&ccedil;&otilde;es no consumo de eletricidade, na presen&ccedil;a de restri&ccedil;&otilde;es operacionais (i.e., fiabilidade do sistema)<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>. O conceito de <i>demand response</i> exige, no entanto, a instala&ccedil;&atilde;o de contadores inteligentes, que permitam a comunica&ccedil;&atilde;o de dados de forma bidirecional e remota, assim como ferramentas de apoio &agrave; decis&atilde;o, na &oacute;tica do consumidor<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.</li>       <li>Armazenamento de energia el&eacute;trica: o armazenamento de energia &eacute; considerado vital para assegurar a flexibilidade dos sistemas de energia, tendo em conta a integra&ccedil;&atilde;o de elevados montantes de energia renov&aacute;vel<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>. Os dispositivos de armazenamento de energia podem ser dimensionados para uma elevada capacidade instalada (por exemplo, aproveitamentos hidroel&eacute;tricos com bombagem e dispositivos de ar comprimido) ou para serem instalados de forma distribu&iacute;da, na rede el&eacute;trica (por exemplo, baterias e <i>flywheels</i>). Estas tecnologias transformam energia el&eacute;trica (em excesso) noutra forma de energia (mec&acirc;nica, qu&iacute;mica, t&eacute;rmica, etc.), a qual &eacute; armazenada e convertida novamente em eletricidade (injetada na rede)<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>.</li>       <li>Mobilidade el&eacute;trica: tendo conta que o setor dos transportes representa mais de 20% das emiss&otilde;es de GEE, a utiliza&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos el&eacute;tricos pode ser um expressivo contributo para a mitiga&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e para a qualidade do ar das cidades. A efic&aacute;cia da mobilidade el&eacute;trica depende, contudo, do <i>mix</i> energ&eacute;tico. Quanto mais elevada for a percentagem de fontes de energia renov&aacute;vel no sistema eletroprodutor, mais eficaz ser&aacute; o contributo ambiental da mobilidade el&eacute;trica. Prev&ecirc;-se que a quota de mercado dos ve&iacute;culos el&eacute;tricos ser&aacute; de 1 a 2%, em 2020, e 4 a 20%, em 2030<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>, <sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>. Em Portugal, antecipa-se que os ve&iacute;culos el&eacute;tricos representem, em 2020, 1,2% da frota de ve&iacute;culos ligeiros<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>. No &acirc;mbito da mobilidade el&eacute;trica, emerge o conceito <i>vehicle-to-grid </i>(v2g). De acordo com os princ&iacute;pios do v2g, os ve&iacute;culos el&eacute;tricos fornecem, &agrave; rede p&uacute;blica, energia el&eacute;trica e servi&ccedil;os de sistema (por exemplo, reserva girante). Os ve&iacute;culos el&eacute;tricos podem tamb&eacute;m atuar como cargas control&aacute;veis (i.e., bateria com carregamento control&aacute;vel), em fun&ccedil;&atilde;o da procura e oferta de eletricidade. A figura seguinte, representa a arquitetura de controlo da mobilidade el&eacute;trica.</li>     </ul>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a07f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>N&atilde;o obstante os irrefut&aacute;veis benef&iacute;cios decorrentes da descarboniza&ccedil;&atilde;o da energia, a verdade &eacute; que as tecnologias emergentes (ve&iacute;culos el&eacute;tricos, fontes de energia renov&aacute;vel, etc.) e os novos servi&ccedil;os de energia (por exemplo, gest&atilde;o da procura) aduzem exigentes problemas operacionais aos gestores de redes el&eacute;tricas. Dentre estes desafios podemos destacar: a invers&atilde;o do tr&acirc;nsito de pot&ecirc;ncia nas subesta&ccedil;&otilde;es secund&aacute;rias, de Alta Tens&atilde;o/M&eacute;dia Tens&atilde;o e mesmo nas instala&ccedil;&otilde;es de Muito Alta Tens&atilde;o/Alta Tens&atilde;o; o aumento do congestionamento nas redes de transporte e distribui&ccedil;&atilde;o de energia durante per&iacute;odos de vazio; o aparecimento de excesso de energia de base renov&aacute;vel nas horas de menor procura; os problemas na seguran&ccedil;a do abastecimento, devido &agrave; variabilidade das fontes de energia renov&aacute;vel e &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de reserva operacional dos grupos de gera&ccedil;&atilde;o convencional de energia el&eacute;trica; e as varia&ccedil;&otilde;es consider&aacute;veis no mercado grossista de eletricidade, em fun&ccedil;&atilde;o do recurso de energia renov&aacute;vel<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>.</p>     <p>Para al&eacute;m destes desafios, a seguran&ccedil;a &ndash; f&iacute;sica e inform&aacute;tica &ndash; das instala&ccedil;&otilde;es el&eacute;tricas tem-se tornado uma crescente preocupa&ccedil;&atilde;o para as <i>utilities</i>. Um conhecido exemplo de <i>cyber-attack </i>foi protagonizado pelo v&iacute;rus Stuxnet, o qual infetou instala&ccedil;&otilde;es nucleares no Ir&atilde;o<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>. J&aacute; nos Estados Unidos, uma subesta&ccedil;&atilde;o da Pacific Gas &amp; Electric (Calif&oacute;rnia) foi alvo de um ataque, por parte de <i>snipers</i>, que resultou na indisponibilidade de 17 transformadores de pot&ecirc;ncia. Note-se que esta subesta&ccedil;&atilde;o (Metcalf) alimenta Silicon Valley, sendo por isso vital para a seguran&ccedil;a do abastecimento das mais importantes empresas tecnol&oacute;gicas dos Estados Unidos<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>. A seguran&ccedil;a da rede el&eacute;trica &eacute;, por conseguinte, um desafio para as <i>utilities </i>e, acima de tudo, para os estados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A resposta aos previamente referidos desafios operacionais e tend&ecirc;ncias tecnol&oacute;gicas, passa pelo desenvolvimento de redes el&eacute;tricas inteligentes e seguras. Com a introdu&ccedil;&atilde;o de fontes de energia vari&aacute;veis e o aumento da participa&ccedil;&atilde;o ativa dos consumidores, as redes el&eacute;tricas ter&atilde;o de evoluir no sentido de assegurar: <i>i</i>) a flexibilidade e a estabilidade, atrav&eacute;s de solu&ccedil;&otilde;es de armazenamento de energia; <i>ii</i>) a crescente coopera&ccedil;&atilde;o entre ORT e ORD; <i>iii</i>) o refor&ccedil;o da capacidade de interliga&ccedil;&atilde;o, entre sistemas el&eacute;tricos; <i>iv</i>) a comunica&ccedil;&atilde;o remota e bidirecional dos equipamentos (por exemplo, contadores inteligentes); <i>v</i>) a monitoriza&ccedil;&atilde;o e o controlo dos ativos (atrav&eacute;s do conceito <i>smart substation</i>), de forma a gerir o risco da opera&ccedil;&atilde;o da rede; <i>vi</i>) a previs&atilde;o rigorosa da procura e da oferta de energia; <i>vii</i>) a <i>cybersecurity </i>das redes, no sentido de garantir a seguran&ccedil;a do sistema el&eacute;trico perante amea&ccedil;as terroristas e fraudes comerciais; <i>viii</i>) o desenvolvimento de microrredes de energia el&eacute;trica, beneficiando da microgera&ccedil;&atilde;o e do autoconsumo de eletricidade; e <i>ix</i>) a implementa&ccedil;&atilde;o do conceito de <i>vehicle-to-grid </i>no &acirc;mbito da mobilidade el&eacute;trica.</p>     <p>A figura seguinte resume, esquematicamente, os atributos da rede el&eacute;trica do futuro.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a07f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>SUSTENTABILIDADE E SEGURAN&Ccedil;A DO SISTEMA EL&Eacute;TRICO NACIONAL</b></p>     <p><b>PROCURA E OFERTA DE ENERGIA</b></p>     <p>Na sequ&ecirc;ncia das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que impulsionaram o investimento em fontes de energia renov&aacute;vel, a depend&ecirc;ncia energ&eacute;tica de Portugal tem diminu&iacute;do ao longo da &uacute;ltima d&eacute;cada. Em 2013, a depend&ecirc;ncia energ&eacute;tica de Portugal foi de 74%, muito inferior aos 84% registados em 2004<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>.</p>     <p>Em termos de balan&ccedil;o energ&eacute;tico, a eletricidade representa menos de 25% do consumo de energia final. Com efeito, a maior parte da procura energ&eacute;tica consiste no consumo de combust&iacute;veis f&oacute;sseis (sobretudo derivados de petr&oacute;leo e g&aacute;s natural), por parte dos transportes e da ind&uacute;stria. Como tal, uma pol&iacute;tica energ&eacute;tica deve endere&ccedil;ar n&atilde;o s&oacute; o setor el&eacute;trico, mas tamb&eacute;m os transportes e a ind&uacute;stria.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a07f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave; procura de energia el&eacute;trica, nos &uacute;ltimos quatro anos tem-se verificado uma estagna&ccedil;&atilde;o do consumo, devido ao enquadramento socioecon&oacute;mico.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a07f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>No setor el&eacute;trico, &eacute; normal que anualmente o consumo aumente cerca de 2 a 3%. O que sucedeu nos &uacute;ltimos anos (redu&ccedil;&atilde;o da procura em 2011 e 2012, e crescimento nulo em 2013 e 2014) deve-se a um extraordin&aacute;rio contexto econ&oacute;mico do Pa&iacute;s.</p>     <p>Quanto &agrave; oferta de eletricidade, Portugal tem comissionado, nos &uacute;ltimos anos, centros produtores baseados em fontes de energia renov&aacute;vel. Desde 2008, a capacidade instalada de energia renov&aacute;vel aumentou 34%, passando a representar 56% de toda a pot&ecirc;ncia do sistema el&eacute;trico nacional e 57% da produ&ccedil;&atilde;o de energia<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>. Em termos de produtibilidade, a gera&ccedil;&atilde;o de eletricidade a partir de fontes de energia renov&aacute;vel (incluindo grande h&iacute;drica) mais do que quadruplicou desde 2005<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>, </p> .     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a07f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A energia e&oacute;lica foi a tecnologia que mais cresceu em Portugal, perfazendo j&aacute; 42% de toda a capacidade instalada de base renov&aacute;vel.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a07f6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REDE EL&Eacute;TRICA NACIONAL</b></p>     <p></p>     <p>Em sistemas el&eacute;tricos com elevada penetra&ccedil;&atilde;o de fontes de energia renov&aacute;vel, &eacute; necess&aacute;rio dotar a rede el&eacute;trica de flexibilidade e redund&acirc;ncia. A infraestrutura da Rede Nacional de Transporte (RNT) &eacute; composta por 8534 quil&oacute;metros de circuito de linha a&eacute;rea e 17 999 apoios, com tr&ecirc;s n&iacute;veis de tens&atilde;o diferentes (150, 220 e 400 kv). No que diz respeito &agrave;s linhas subterr&acirc;neas, a RNT tem 95,2 quil&oacute;metros de circuitos.</p>     <p>Quanto &agrave;s subesta&ccedil;&otilde;es, a RNT possui uma pot&ecirc;ncia de transforma&ccedil;&atilde;o em servi&ccedil;o de 35 754 MVA, totalizando 66 instala&ccedil;&otilde;es (sendo 57 isoladas a ar e nove do tipo GIS &ndash; <i>gas insulated switchgear</i>), 14 postos de corte, seccionamento e transi&ccedil;&atilde;o (sendo 12 isolados a ar e dois do tipo GIS). Se for tido em conta que nos &uacute;ltimos anos foi realizado um consider&aacute;vel investimento no desenvolvimento e moderniza&ccedil;&atilde;o da RNT, facilmente se conclui que a m&eacute;dia de idades dos ativos da rede el&eacute;trica nacional &eacute; inferior &agrave; sua vida &uacute;til.</p>     <p>Para al&eacute;m do refor&ccedil;o interno da RNT, o ORT de Portugal (ren) e o ORT de Espanha (REE) t&ecirc;m perseguido o objetivo de aumentar a capacidade de interliga&ccedil;&atilde;o. Este esfor&ccedil;o permitiu aumentar consideravelmente o valor m&eacute;dio de capacidade de interliga&ccedil;&atilde;o entre Portugal e Espanha, inferior a 1000 mw em 2004, para uma pot&ecirc;ncia superior a 2000 mw, em 2014. O referido refor&ccedil;o da capacidade de interliga&ccedil;&atilde;o resultou em benef&iacute;cios socioecon&oacute;micos. Em 2008, verificava-se um per&iacute;odo de separa&ccedil;&atilde;o de mercados de cerca de 62%. Este <i>market split </i>originava um pre&ccedil;o do mercado grossista, em Portugal, superior ao de Espanha (diferen&ccedil;a de 5,6 &euro;/mwh). Com o aumento da interliga&ccedil;&atilde;o, o per&iacute;odo de separa&ccedil;&atilde;o de mercados passou a ser de 6%, o que resultou na elimina&ccedil;&atilde;o quase total de congestionamentos entre Portugal e Espanha, e o estabelecimento de um pre&ccedil;o &uacute;nico da eletricidade na Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica (para o mercado grossista)<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a></p> .     <p>&nbsp;</p> <a name="f7"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a07f7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>AMEA&Ccedil;AS E OPORTUNIDADES PARA O SISTEMA EL&Eacute;TRICO</b></p>     <p>Tal como referido anteriormente, a integra&ccedil;&atilde;o massiva de fontes de energia renov&aacute;vel, de recurso vari&aacute;vel, apresenta diversos desafios &agrave; opera&ccedil;&atilde;o do sistema el&eacute;trico. A t&iacute;tulo de exemplo, no primeiro semestre de 2013 a produ&ccedil;&atilde;o renov&aacute;vel abasteceu cerca de 70% do consumo de eletricidade<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>. O recurso renov&aacute;vel regista uma variabilidade sazonal mas tamb&eacute;m di&aacute;ria, como se pode verificar nos perfis de consumo/produ&ccedil;&atilde;o da figura seguinte.</p> .     <p>&nbsp;</p> <a name="f8"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a07f8.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>No dia 1 de abril de 2013 todo o consumo de eletricidade, durante as horas de vazio, foi abastecido por fontes de energia renov&aacute;vel (com uma elevada produ&ccedil;&atilde;o de e&oacute;lica), sendo que a produ&ccedil;&atilde;o em regime especial gerou 5000 mw nesse per&iacute;odo hor&aacute;rio (incluindo 700 mw de cogera&ccedil;&atilde;o). Para al&eacute;m do abastecimento do mercado interno, Portugal nesse dia exportou 500 mw de energia el&eacute;trica para Espanha, durante o per&iacute;odo de vazio. Volvidos sete dias, o contexto mudou consideravelmente. O recurso e&oacute;lico foi escasso e, durante o per&iacute;odo de ponta, Portugal importou 500 mw de eletricidade de Espanha. Nas horas de ponta do dia 8 de abril, a energia t&eacute;rmica (f&oacute;ssil) foi respons&aacute;vel por 600 mw e a grande h&iacute;drica gerou 3000 mw.</p>     <p>Para al&eacute;m da variabilidade di&aacute;ria, o recurso renov&aacute;vel (especialmente a energia e&oacute;lica) apresenta uma variabilidade intradi&aacute;ria, como pode ser inferido a partir da figura seguinte.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f9"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a07f9.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>No dia 20 de abril de 2013 a variabilidade da energia e&oacute;lica ratificou a import&acirc;ncia do desafio associado &agrave; integra&ccedil;&atilde;o massiva deste tipo de fonte energ&eacute;tica. Em apenas oito horas a energia e&oacute;lica caiu 80%. Esta varia&ccedil;&atilde;o resulta no desequil&iacute;brio entre a procura e a oferta de energia, materializado pela redu&ccedil;&atilde;o da frequ&ecirc;ncia do sistema. O caso do sistema energ&eacute;tico portugu&ecirc;s &eacute; particularmente interessante de analisar, j&aacute; que a exist&ecirc;ncia de aproveitamentos hidroel&eacute;tricos (com albufeira) permite rapidamente suprir a queda do recurso e&oacute;lico. As centrais h&iacute;dricas s&atilde;o fundamentais para o controlo de frequ&ecirc;ncia, sendo consideradas vitais para assegurar a flexibilidade de sistemas el&eacute;tricos com elevada penetra&ccedil;&atilde;o de energia e&oacute;lica. Para al&eacute;m da produ&ccedil;&atilde;o h&iacute;drica, a interliga&ccedil;&atilde;o &eacute; igualmente cr&iacute;tica para a seguran&ccedil;a do abastecimento. Na figura anterior &eacute; poss&iacute;vel observar que enquanto o recurso e&oacute;lico era abundante, Portugal exportava eletricidade para Espanha. Por&eacute;m, com a redu&ccedil;&atilde;o dr&aacute;stica da energia e&oacute;lica, o fluxo na interliga&ccedil;&atilde;o inverteu-se e Portugal passou a importar eletricidade.</p>     <p>Al&eacute;m do impacto operacional, a forte redu&ccedil;&atilde;o de energia e&oacute;lica origina aumentos no mercado grossista. No dia em quest&atilde;o, o pre&ccedil;o da eletricidade no mercado grossista era praticamente zero &euro;/mwh at&eacute; &agrave;s 13 horas, mas subiu para um m&aacute;ximo de 33 &euro;/ /mwh &agrave;s 23 horas.</p>     <p>Al&eacute;m da seguran&ccedil;a do abastecimento a n&iacute;vel sist&eacute;mico, importa tamb&eacute;m considerar a premente necessidade de refor&ccedil;ar a RNT, de forma a garantir a fiabilidade da rede. Em Portugal, as fontes de energia renov&aacute;vel encontram-se distantes do consumo, o que origina problemas de seguran&ccedil;a e qualidade do servi&ccedil;o.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f10"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a07f10.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A integra&ccedil;&atilde;o de energia e&oacute;lica na rede pode exigir o comissionamento de dispositivos de armazenamento de energia el&eacute;trica, tal como foi adotado em It&aacute;lia<sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a>. A implementa&ccedil;&atilde;o de uma estrat&eacute;gia que garanta que a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica n&atilde;o coloca em risco o abastecimento de eletricidade, recomenda o planeamento a longo prazo do sistema. De acordo com a ren, at&eacute; 2030 o consumo de eletricidade aumentar&aacute; a um ritmo m&eacute;dio anual de 0,94%, sendo que esse crescimento ser&aacute; de apenas 0,4% at&eacute; 2020<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f11"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a07f11.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A estrat&eacute;gia adotada pelo Estado portugu&ecirc;s, para suprir o crescimento da procura, baseia-se em novos aproveitamentos hidroel&eacute;tricos, assim como no refor&ccedil;o da produ&ccedil;&atilde;o em regime especial (com &ecirc;nfase para a e&oacute;lica e solar fotovoltaica). </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f12"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a07f12.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em 2030, a pot&ecirc;ncia instalada de produ&ccedil;&atilde;o em regime especial totalizar&aacute; 10 332 mw, o que consubstancia um aumento de 42,5% face &agrave; capacidade registada em 2013. </p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f13"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a07f13.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A pot&ecirc;ncia das centrais h&iacute;dricas, em 2030, atingir&aacute; 9097 mw. Esta nova pot&ecirc;ncia h&iacute;drica materializar&aacute; um aumento de 80% face ao valor verificado em 2013. Espera-se que certas centrais t&eacute;rmicas (Sines, Pego e Tapada do Outeiro) sejam alvo de desclassifica&ccedil;&atilde;o at&eacute; 2030<sup><a href="#47">47</a></sup><a name="top47"></a>, e que os novos ciclos combinados (CCGT de Sines e CCGT de Lavos) n&atilde;o entrem em servi&ccedil;o. De seguida apresenta-se a previs&atilde;o da estrutura do abastecimento do consumo at&eacute; 2020.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f14"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a07f14.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em termos da seguran&ccedil;a do abastecimento, o &Iacute;ndice de Cobertura Probabil&iacute;stico (ICP), nos per&iacute;odos de ponta, ter&aacute; um m&iacute;nimo em 2018 (na sequ&ecirc;ncia da desclassifica&ccedil;&atilde;o da central t&eacute;rmica de Sines) e a partir de 2025 ser&aacute; inferior a um (devido &agrave; desclassifica&ccedil;&atilde;o da central a ciclo combinado da Tapada do Outeiro). Segundo a ren, a partir de 2025 ser&aacute; necess&aacute;rio incorporar, no sistema, nova capacidade t&eacute;rmica de base. N&atilde;o obstante a elevada capacidade instalada l&iacute;quida face &agrave; ponta m&aacute;xima, em 2025, &eacute; recomend&aacute;vel refor&ccedil;ar a pot&ecirc;ncia t&eacute;rmica, face &agrave; variabilidade da energia e&oacute;lica e solar, assim como a eventual escassez do recurso h&iacute;drico. Assim, a partir de 2025 ser&aacute; necess&aacute;rio comissionar um novo grupo t&eacute;rmico com cerca de 450 mw<sup><a href="#49">49</a></sup><a name="top49"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f15"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a07f15.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto &agrave; reserva operacional, estima-se que o <i>Loss of Load Expectation</i> (LOLE) operacional seja praticamente nulo at&eacute; 2024, devido &agrave; nova capacidade h&iacute;drica instalada em grandes albufeiras (que garante excedentes de reserva secund&aacute;ria e terci&aacute;ria)<sup><a href="#51">51</a></sup><a name="top51"></a>.</p>     <p>Para al&eacute;m dos desafios inerentes &agrave; integra&ccedil;&atilde;o de energia renov&aacute;vel, de recurso vari&aacute;vel, a introdu&ccedil;&atilde;o da mobilidade el&eacute;trica pode tamb&eacute;m impactar com a tradicional opera&ccedil;&atilde;o do sistema el&eacute;trico. De acordo com um estudo sobre estrat&eacute;gias de carregamento de ve&iacute;culos el&eacute;tricos, se em Portugal 11% da frota de ve&iacute;culos ligeiros aderisse &agrave; mobilidade el&eacute;trica, a inexist&ecirc;ncia de uma estrat&eacute;gia de carregamento inteligente (<i>smart charging</i>) originaria um aumento da procura durante as horas de ponta<sup><a href="#52">52</a></sup><a name="top52"></a>. O mesmo estudo prev&ecirc; que uma transi&ccedil;&atilde;o massiva para a mobilidade el&eacute;trica pode provocar problemas de adequa&ccedil;&atilde;o do sistema eletroprodutor (i.e., capacidade instalada insuficiente)<sup><a href="#53">53</a></sup><a name="top53"></a>. Pelo exposto, a mobilidade el&eacute;trica deve ser acompanhada por estrat&eacute;gias de <i>smart charging</i>, de forma a promover o abastecimento dos ve&iacute;culos durante as horas de vazio, atrav&eacute;s de fontes de energia renov&aacute;vel (em excesso). Deste modo, realizar-se-&aacute; uma eficaz descarboniza&ccedil;&atilde;o do setor dos transportes, sem aumentar as emiss&otilde;es de co2 do sistema eletroprodutor.</p> .     <p>&nbsp;</p> <a name="f16"></a> <img src="/img/revistas/ri/n46/n46a07f16.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Para terminar, deve ser mencionado que se espera, nos pr&oacute;ximos anos, um aumento do custo da eletricidade para o cliente final, n&atilde;o s&oacute; em Portugal mas tamb&eacute;m na UE<sup><a href="#55">55</a></sup><a name="top55"></a> . De acordo com a Eurelectric, a pr&oacute;xima d&eacute;cada assistir&aacute; a um aumento anual do pre&ccedil;o<sup><a href="#56">56</a></sup><a name="top56"></a> real da eletricidade que poder&aacute; ser de 2,6 a 2,8%, em m&eacute;dia na UE.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;Tendo sido apresentadas as amea&ccedil;as que a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica apresenta ao sistema el&eacute;trico nacional, importar&aacute; agora referir as oportunidades para o Pa&iacute;s, que o novo modelo energ&eacute;tico aporta.</p>     <p>&Eacute; poss&iacute;vel, desde logo, identificar os benef&iacute;cios que as fontes de energia renov&aacute;vel podem gerar, em Portugal, em termos: socioecon&oacute;micos (cria&ccedil;&atilde;o de riqueza e gera&ccedil;&atilde;o de emprego); ambientais (atrav&eacute;s da redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de co2); e geopol&iacute;ticos (substitui&ccedil;&atilde;o de importa&ccedil;&otilde;es e consequente redu&ccedil;&atilde;o da depend&ecirc;ncia energ&eacute;tica).</p>     <p>No que diz respeito &agrave; vertente socioecon&oacute;mica, as fontes de energia renov&aacute;vel contribu&iacute;ram, em 2013, com mais de 2700 milh&otilde;es de euros para o PIB nacional (cerca de 1,6% do PIB). Com a continuada aposta na energia renov&aacute;vel, esse setor da economia contribuir&aacute; para um acr&eacute;scimo no PIB de mais de 1000 milh&otilde;es de euros, at&eacute; 2020. O benef&iacute;cio econ&oacute;mico da energia renov&aacute;vel continuar&aacute; a crescer (taxa m&eacute;dia anual de 2,6% entre 2014 e 2030), at&eacute; um valor de mais de 4300 milh&otilde;es de euros de contribui&ccedil;&atilde;o do setor para o PIB, em 2030.</p>     <p>Relativamente &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de postos de trabalho, em 2013 o setor das renov&aacute;veis promoveu a cria&ccedil;&atilde;o de mais de 40 mil empregos (diretos e indiretos). Este benef&iacute;cio continuar&aacute; a ser expressivo nos pr&oacute;ximos anos. Com efeito, estima-se que at&eacute; 2020 ser&atilde;o criados cerca de 18 mil empregos e, em 2030, ser&atilde;o gerados 67 mil postos de trabalho.</p>     <p>Quanto ao crit&eacute;rio ambiental, em 2013 as fontes de energia renov&aacute;vel permitiram evitar a emiss&atilde;o de 10,6 milh&otilde;es de toneladas de co2. Para al&eacute;m da vertente ambiental (i.e., mitiga&ccedil;&atilde;o das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas), esta redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de co2 possibilitou poupar mais de 47 milh&otilde;es de euros no mercado europeu de carbono (<i>emissions trading system</i>). Nos pr&oacute;ximos anos, manter-se-&aacute; a tend&ecirc;ncia de redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de co2, sendo que at&eacute; 2020 espera-se uma poupan&ccedil;a (no mercado de carbono) de 187 milh&otilde;es de euros. No horizonte temporal de 2030, estima-se que a energia renov&aacute;vel possibilite uma poupan&ccedil;a de 330 milh&otilde;es de euros.</p>     <p>Finalmente, no que concerne &agrave; geopol&iacute;tica da energia, as fontes de energia renov&aacute;vel, em 2013, possibilitaram evitar importa&ccedil;&otilde;es no valor de 1479 milh&otilde;es de euros, bem como reduzir a taxa de depend&ecirc;ncia energ&eacute;tica em 12,3 p.p. Este contributo ir&aacute; manter-se nos pr&oacute;ximos anos, pelo que o benef&iacute;cio da energia renov&aacute;vel para a redu&ccedil;&atilde;o da taxa de depend&ecirc;ncia energ&eacute;tica ir&aacute; atingir 15,3 p.p., em 2020, e 17,3 p.p., em 2030. As renov&aacute;veis permitir&atilde;o, por conseguinte, evitar mais de 37 700 milh&otilde;es de euros em importa&ccedil;&otilde;es de combust&iacute;veis f&oacute;sseis, entre 2014 e 2030<sup><a href="#57">57</a></sup><a name="top57"></a>.</p>     <p>Para al&eacute;m das oportunidades geradas pelas fontes de energia renov&aacute;vel, o refor&ccedil;o da capacidade de interliga&ccedil;&atilde;o, entre Portugal e Espanha (que visa atingir os 3200 mw), apresentar&aacute; um benef&iacute;cio socioecon&oacute;mico anual de cerca de 35 milh&otilde;es de euros. Este investimento na interliga&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica permitir&aacute; reduzir as emiss&otilde;es de co2 em 100 kton/ ano e evitar a perda de 180 000 mwh de energia renov&aacute;vel por ano.</p>     <p>Portugal beneficiar&aacute; tamb&eacute;m do refor&ccedil;o da capacidade de interliga&ccedil;&atilde;o entre Espanha e Fran&ccedil;a, no sentido de se atingir os 2800 mw. Este projeto gerar&aacute; benef&iacute;cios para a Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica, j&aacute; que evitar&aacute; a perda de energia renov&aacute;vel<sup><a href="#58">58</a></sup><a name="top58"></a>.</p>     <p>Foi mencionado anteriormente que se prev&ecirc; um continuado aumento do pre&ccedil;o da energia el&eacute;trica. Aliado a esse motivo, surge a premente necessidade de otimizar o consumo de energia. Assim, a gest&atilde;o da procura surge como uma solu&ccedil;&atilde;o para concretizar medidas de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica e de redu&ccedil;&atilde;o da fatura de eletricidade.</p>     <p>No passado, o consumo de energia el&eacute;trica variava ao longo do tempo em fun&ccedil;&atilde;o do crescimento econ&oacute;mico. Contudo, atualmente essa correla&ccedil;&atilde;o parece menos forte. Esta mudan&ccedil;a resulta de uma maior elasticidade do consumo face ao pre&ccedil;o da energia el&eacute;trica. Perante o aumento do pre&ccedil;o da eletricidade, os consumidores reduziram a procura. Para al&eacute;m desta economia da energia (consubstanciada em altera&ccedil;&otilde;es de comportamentos), nos pa&iacute;ses desenvolvidos verificou-se uma maior utiliza&ccedil;&atilde;o de equipamentos eficientes (ou seja, mesmo sem alterar o padr&atilde;o de consumo obt&ecirc;m-se ganhos de efici&ecirc;ncia). Contudo, o potencial para diminuir a procura de energia &eacute; enorme.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A gest&atilde;o da procura deve ser alavancada atrav&eacute;s da instala&ccedil;&atilde;o de <i>smart meters </i>e da promo&ccedil;&atilde;o de <i>energy services companies</i>. A disponibiliza&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o em tempo-real sobre os consumos, possibilita uma redu&ccedil;&atilde;o da procura de energia el&eacute;trica em mais de 10%<sup><a href="#59">59</a></sup><a name="top59"></a>.</p>     <p>Finalmente, com a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica emergem oportunidades para promover: a efici&ecirc;ncia operacional das redes el&eacute;tricas (atrav&eacute;s de sistemas de monitoriza&ccedil;&atilde;o dos equipamentos); a otimiza&ccedil;&atilde;o dos fluxos de energia (utilizando sistemas de armazenamento de energia e adotando o conceito <i>vehicle-to-grid</i>, associado &agrave; mobilidade el&eacute;trica); e a <i>cybersecurity </i>das redes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>No presente trabalho foram identificados, inicialmente, os desafios-chave que o mundo enfrentar&aacute; nos pr&oacute;ximos anos, em termos ambientais e energ&eacute;ticos. No que concerne especificamente &agrave; &aacute;rea da energia, &eacute; crucial desenvolver sistemas energ&eacute;ticos a pre&ccedil;os acess&iacute;veis e ambientalmente respons&aacute;veis. A transi&ccedil;&atilde;o para uma economia sustent&aacute;vel requer um investimento adicional compreendido entre 1 e 2,5% do PIB global por ano, at&eacute; 2050. Por outro lado, prev&ecirc;-se que o mercado mundial de tecnologias limpas atinja os 2,2 bili&otilde;es de d&oacute;lares at&eacute; 2020.</p>     <p>A transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica exigir&aacute; uma consider&aacute;vel mudan&ccedil;a na opera&ccedil;&atilde;o do sistema el&eacute;trico. O novo modelo energ&eacute;tico ser&aacute; materializado atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de um conjunto de conceitos inovadores, tais como: a integra&ccedil;&atilde;o massiva de fontes de energia renov&aacute;veis; a constru&ccedil;&atilde;o de uma rede inteligente em que o consumidor passar&aacute; a exercer um papel central no sistema ao participar ativamente no mercado e na gest&atilde;o da procura; a mobilidade el&eacute;trica; e servi&ccedil;os de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica.</p>     <p>N&atilde;o obstante os irrefut&aacute;veis benef&iacute;cios decorrentes da descarboniza&ccedil;&atilde;o da energia, a verdade &eacute; que as tecnologias emergentes e os novos servi&ccedil;os de energia aduzem exigentes problemas operacionais aos gestores de redes el&eacute;tricas. Neste artigo, foi apresentada uma proposta de resposta aos referidos desafios operacionais e tend&ecirc;ncias tecnol&oacute;gicas. Essa resposta &eacute; personificada pelo desenvolvimento de redes el&eacute;tricas inteligentes e seguras. Por &uacute;ltimo, foi feito o exerc&iacute;cio de identificar as amea&ccedil;as e as oportunidades para o Sistema El&eacute;trico Nacional, relacionadas com a transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica. Apesar da complexidade associada &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de uma rede inteligente, segura e sustent&aacute;vel, na verdade as oportunidades superam as amea&ccedil;as.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>&laquo;A European Strategy on Clean and Energy Efficient Vehicles, Communication from the Commission to the European Parliament, the Council and the European Economic and Social Committee&raquo;. Comiss&atilde;o Europeia, 2010.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia (Consultado em: 7 de abril de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.iea.org/sankey/#?c=Portugal&amp;s=Finalconsumption" target="_blank">http://www.iea.org/sankey/#?c=Portugal&amp;s=Finalconsumption</a></p>     <p>APREN (Consultado em: abril de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://apren.pt/pt/dados-tecnicos3/dados-nacionais2/pro-ducao-2/a-producao-da-pre-renovavel-em-portugal2/2-1-evolucao-da-producao-de-eletricidade-pre-renovavel-em-portugal-entre1999-e2014-c-correccao-de-hidraulicidade/" target="_blank">http://apren.pt/pt/dados-tecnicos3/dados-nacionais2/pro-ducao-2/a-producao-da-pre-renovavel-em-portugal2/2-1-evolucao-da-producao-de-eletricidade-pre-renovavel-em-portugal-entre1999-e2014-c-correccao-de-hidraulicidade/</a></p>     <p>&laquo;Autorit&agrave; per l&rsquo;energia elettrica e il gas&raquo;. Decreto Legislativo 3 marzo 2011, n. 28, 2011.</p>     <p>&laquo;Benefits of Demand Response in Electricity Markets and Recommendations for Achieving Them: A Report to the United States Congress Pursuant to Section 1252 of the Energy Policy Act of 2005&raquo;. us Department of Energy, 2006.</p>     <p>&laquo;BPEnergy Outlook 2030&raquo;, bp, 2012.</p>     <p>&laquo;Company Profile&raquo;, Suzlon. (Consultado em: 7 de abril de 2015, Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.suzlon.com/about_suzlon/l2.aspx?l1=1&amp;l2=1" target="_blank">http://www.suzlon.com/about_suzlon/l2.aspx?l1=1&amp;l2=1</a></p>     <p>DGEG (Consultado em: 7 de abril de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dgeg.pt/" target="_blank">http://www.dgeg.pt/</a></p>     <p>&laquo;Draft for Comment of the National Action Plan on Demand Response, The Federal Energy Regulatory Commission Staff&raquo;. ferc, 2010.</p>     <p>&laquo;Energia em Portugal&raquo;. dgeg, 2015.</p>     <p>&laquo;Energy Union Package&raquo;. Comiss&atilde;o Europeia, 2015.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Estat&iacute;stica Anual &ndash; Eletricidade</i>. ren, 2015.</p>     <p>&laquo;Estrat&eacute;gia Europeia de Seguran&ccedil;a Energ&eacute;tica&raquo;. Comiss&atilde;o Europeia, 2014.</p>     <p>Fulli, Gianluca &ndash; &laquo;Smart grids: iniziative comunitarie ed attivit&agrave; del Joint Research Centre&raquo;. Joint Research Center, 2013.&laquo;Global Wind Statistics&raquo;. gwec, 2015.</p>     <p>&laquo;Green Economy and Trade &ndash; Trends, Challenges and Opportunities&raquo;. unep, 2013.</p>     <p>&laquo;Impacto Macroecon&oacute;mico do Setor da Eletricidade de Origem Renov&aacute;vel em Portugal&raquo;. Deloitte, 2014.</p>     <p>Kushner, David &ndash; &laquo;The Real Story of Stuxnet&raquo;. ieee Spectrum, 2013.</p>     <p>&laquo;Mercado de Eletricidade &ndash; S&iacute;ntese Anual&raquo;. ren, 2015.</p>     <p>&laquo;Monitoriza&ccedil;&atilde;o da Seguran&ccedil;a do Abastecimento do sen: Per&iacute;odo 2015-2030&raquo;. ren, 2014.</p>     <p>Moreira da Silva, Miguel &ndash; &laquo;A comprehensive overview on technical pathways for smart metering fit-and-go&raquo;. In <i>5th Conference on Economics and Management of Energy in Industry</i>. Loul&eacute;, Portugal, 2009.</p>     <p>Moreira da Silva, Miguel &ndash; <i>Energy Planning with Electricity Storage and Sustainable Mobility: The Study of an Isolated System</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento. Programa mit Portugal. Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, 2013.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Moreira da Silva, Miguel, Pe&ccedil;as Lopes, Jo&atilde;o, e Matos, Manuel &ndash; &laquo;Multicriteria decision aid for planning energy storage and sustainable mobility &ndash; The S&atilde;o Miguel Island case study&raquo;. In <i>IEEE PowerTech</i>. Trondheim, 2011.</p>     <p>Moreira da Silva, Miguel, Ye, Jiley, Shi, Tao, e Pastor, Ricardo &ndash; &laquo;Planning energy storage in power transmission networks&raquo;. In <i>IEEE Green Energy and Systems Conference</i>. Calif&oacute;rnia, Estados Unidos, 2014.</p>     <p>Pe&ccedil;as Lopes, Jo&atilde;o, Soares, Filipe Joel, Almeida, Pedro, e Moreira da Silva, Miguel &ndash; &laquo;Smart Charging Strategies for Electric Vehicles: Enhancing Grid Perfor-mance and Maximizing the Use of Variable Renewable Energy Resources&raquo;. EVS24, Stavanger, Noruega, 2009.</p>     <p>Pe&ccedil;as Lopes, Jo&atilde;o, Soares, Filipe Joel, e Almeida, Pedro &ndash; <i>Integration of Electric Vehicles in the Electric Power System</i>. Proceedings of the ieee, 2011.</p>     <p>&laquo;Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede Nacional de Transporte 2014-2023&raquo;. ren, 2014.</p>     <p>&laquo;Power Choices: Pathways to Carbon-Neutral Electricity in Europe by 2050&raquo;. Eurelectric, 2009.</p>     <p>&laquo;Recomenda&ccedil;&otilde;es para uma estrat&eacute;gia sustent&aacute;vel de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica e explora&ccedil;&atilde;o de energias renov&aacute;veis para Portugal&raquo;. ATKearney, inesc Porto, 2012. (Consultado em: 7 de abril de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.inesctec.pt/SEE_JAN2012.pdf/" target="_blank">http://www.inesctec.pt/SEE_JAN2012.pdf/</a></p>     <p>&laquo;Relat&oacute;rio de Monitoriza&ccedil;&atilde;o da Seguran&ccedil;a de Abastecimento do Sistema El&eacute;trico Nacional 2013-2030&raquo;. dgeg, 2013.</p>     <p>&laquo;Renewable Energy Prospects: China&raquo;. irena, 2014.</p>     <p>&laquo;Renov&aacute;veis abastecem cerca de 70% do consumo nacional de eletricidade no 1&ordm; trimestre&raquo;. ren. (Consultado em: 7 de abril de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ren.pt/media/comunicados/detalhe/renovaveis_abastecem_cerca_de_70_do_consumo_nacional_de_eletricidade_no_1_trimestre/" target="_blank">http://www.ren.pt/media/comunicados/detalhe/renovaveis_abastecem_cerca_de_70_do_consumo_nacional_de_eletricidade_no_1_trimestre/</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&laquo;Research &amp; Development Roadmap &ndash; For Public Consultation&raquo;. entsoe, 2012.</p>     <p>Smith, Rebecca &ndash; &laquo;Assault on California power station raises alarm on potential for terrorism&raquo;. In <i>Wall Street Journal</i>, 5 de fevereiro de 2014.</p>     <p>&laquo;Ten-year Network Development Plan 2014&raquo;. entso-e, 2014.</p>     <p>&laquo;The Potential of Smart Meter Enabled Programs to Increase Energy and Systems Efficiency: A Mass Pilot Comparison&raquo;. VaasaETT, 2011.</p>     <p>&laquo;Towards a Green Economy: Pathways to Sustainable Development and Poverty Eradication&raquo;. unep, 2011.</p>     <p>&laquo;Towards Green Growth&raquo;. oecd, 2011.</p>     <p>&laquo;World Energy Outlook&raquo;. Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia, 2012.</p>     <p>&laquo;World Energy Trilemma: Time to Get Real &ndash; The Case for Sustainable Energy Policy&raquo;. World Energy Council, 2012.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 12 de abril de 2015 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 19 de maio de 2015</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> &laquo;Towards Green Growth&raquo;. oecd, 2011.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> &laquo;World Energy Trilemma: Time to Get Real &ndash; The Case for Sustainable Energy Policy&raquo;. World Energy Council, 2012.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> &laquo;Towards a Green Economy: Pathways to Sustainable Development and Poverty Eradication&raquo;. unep, 2011.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> &laquo;World Energy Outlook&raquo;. Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia, 2012.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> &laquo;Towards a Green Economy: Pathways to Sustainable Development and Poverty Eradication&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> &laquo;Green Economy and Trade &ndash; Trends, Challenges and Opportunities&raquo;. unep, 2013.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> &laquo;Company Profile&raquo;, Suzlon. (Consultado em: 7 de abril de 2015). Dispon&iacute;vel em: h<a href="http://ttp://www.suzlon.com/about_suzlon/l2.aspx?l1=1&amp;l2=1" target="_blank">ttp://www.suzlon.com/about_suzlon/l2.aspx?l1=1&amp;l2=1</a></p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> &laquo;Global Wind Statistics&raquo;. gwec, 2015.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> &laquo;Renewable Energy Prospects: China&raquo;. irena, 2014.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> &laquo;Energy Union Package&raquo;. Comiss&atilde;o Europeia, 2015.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup><i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> &laquo;Estrat&eacute;gia Europeia de Seguran&ccedil;a Energ&eacute;tica&raquo;. Comiss&atilde;o Europeia, 2014.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> &laquo;Energy Union Package&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> Moreira da Silva, Miguel &ndash; <i>Energy Planning with Electricity Storage and Sustainable Mobility: The Study of an Isolated Sys-tem</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento. Programa mit Portugal. Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, 2013.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> Moreira da Silva, Miguel, Ye, Jiley, Shi, Tao, e Pastor, Ricardo &ndash; &laquo;Planning energy storage in power transmission networks&raquo;. In <i>IEEE Green Energy and Systems Conference</i>. Calif&oacute;rnia, Estados Unidos da Am&eacute;rica, 2014.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> &laquo;Benefits of Demand Response in Electricity Markets and Recommendations for Achieving Them: A Report to the United States Congress Pursuant to Section 1252 of the Energy Policy Act of 2005&raquo;. us Department of Energy, 2006.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> &laquo;Draft for Comment of the National Action Plan on Demand Response, The Federal Energy Regulatory Commission Staff&raquo;. ferc, 2010.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> Moreira da Silva, Miguel &ndash; &laquo;A comprehensive overview on technical pathways for smart metering fit-and-go&raquo;. In <i>5th Conference on Economics and Management of Energy in Industry</i>. Loul&eacute;, Portugal, 2009.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> Moreira da Silva, Miguel, Pe&ccedil;as Lopes, Jo&atilde;o, e Matos, Manuel &ndash; &laquo;Multi-criteria decision aid for planning energy storage and sustainable mobility &ndash; The S&atilde;o Miguel Island case study&raquo;. In <i>IEEE PowerTech</i>, Trondheim, 2011.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> Moreira da Silva, Miguel &ndash; <i>Energy Planning with Electricity Storage and Sustainable Mobility: The Study of an Isolated System</i>.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> &laquo;BPEnergy Outlook 2030&raquo;, bp, 2012.</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> &laquo;A European Strategy on Clean and Energy Efficient Vehicles, Communication from the Commission to the European Parliament, the Council and the European Economic and Social Committee&raquo;. Comiss&atilde;o Europeia, 2010.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> &laquo;Recomenda&ccedil;&otilde;es para uma estrat&eacute;gia sustent&aacute;vel de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica e explora&ccedil;&atilde;o de energias renov&aacute;veis para Portugal&raquo;. ATKearney, inesc Porto, 2012. (Consultado em: 7 de abril de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.inesctec.pt/SEE_JAN2012.pdf/" target="_blank">http://www.inesctec.pt/SEE_JAN2012.pdf/</a></p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#f1">24</a></Sup> Pe&ccedil;as Lopes, Jo&atilde;o, Soares, Filipe Joel, e Almeida, Pedro &ndash; <i>Integration of Ele ctric Vehicles in the Elec tric Power System</i>. Proceedings of the ieee, 2011.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> Moreira da Silva, Miguel &ndash; <i>Energy Planning with Electricity Storage and Sustainable Mobility: The Study of an Isolated System</i>.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> Kushner, David &ndash; &laquo;The Real Story of Stuxnet&raquo;. ieee Spectrum, 2013.</p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> Smith, Rebecca &ndash; &laquo;Assault on California power station raises alarm on potential for terrorism&raquo;. In <i>Wall Street Journal</i>, 5 de fevereiro de 2014.</p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#f2">28</a></Sup> Fulli, Gianluca &ndash; &laquo;Smart grids: iniziative comunitarie ed attivit&agrave; del Joint Research Centre&raquo;. Joint Research Center, 2013.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> &laquo;Energia em Portugal&raquo;. dgeg, 2015.</p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#f3">30</a></Sup> Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia. (Consultado em: 7 de abril de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.iea.org/sankey/#?c=Portugal&amp;s=Finalconsumption" target="_blank">http://www.iea.org/sankey/#?c=Portugal&amp;s=Finalconsumption</a></p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#f4">31</a></Sup> <i>Estat&iacute;stica Anual &ndash; Eletricidade</i>. ren, 2015.</p>     <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> dgeg (Consultado em: 7 de abril de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dgeg.pt/" target="_blank">http://www.dgeg.pt/</a></p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> <i>Estat&iacute;stica Anual &ndash; Eletricidade</i>.</p>     <p><Sup><a name="34"></a><a href="#f5">34</a></Sup> apren (Consultado em: 7 de abril de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://apren.pt/pt/dados-tecnicos3/dados-nacionais2/producao-2/a-producao-da-pre-renovavel-em-portugal2/2-1-evolucao-da-producao-de-eletricidade-pre-renovavel-em-portugal-entre1999-e2014-c-correccao-de-hidraulicidade/" target="_blank">http://apren.pt/pt/dados-tecnicos3/dados-nacionais2/producao-2/a-producao-da-pre-renovavel-em-portugal2/2-1-evolucao-da-producao-de-eletricidade-pre-renovavel-em-portugal-entre1999-e2014-c-correccao-de-hidraulicidade/</a></p>     <p><Sup><a name="35"></a><a href="#f6">35</a></Sup> dgeg.</p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> &laquo;Mercado de Eletricidade &ndash; S&iacute;ntese Anual&raquo;. ren, 2015.</p>     <p><Sup><a name="37"></a><a href="#f7">37</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> &laquo;Renov&aacute;veis abastecem cerca de 70% do consumo nacional de eletricidade no 1&ordm; trimestre&raquo;. In ren. (Consultado em: 7 de abril de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ren.pt/media/comunicados/detalhe/renovaveis_abastecem_cerca_de_70_do_consumo_nacional_de_eletricidade_no_1_trimestre/" target="_blank">http://www.ren.pt/media/comunicados/detalhe/renovaveis_abastecem_cerca_de_70_do_consumo_nacional_de_eletricidade_no_1_trimestre/</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="39"></a><a href="#f8">39</a></Sup> REN. (Consultado em: 2014), Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ren.pt" target="_blank">http://www.ren.pt</a>.</p>     <p><Sup><a name="40"></a><a href="#f9">40</a></Sup> &laquo;Renov&aacute;veis abastecem cerca de 70% do consumo nacional de eletricidade no 1&ordm; trimestre&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#f10">41</a></Sup> &laquo;Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede Nacional de Transporte 2014-2023&raquo;. ren, 2014.</p>     <p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> &laquo;Autorit&agrave; per l&rsquo;energia elettrica e il gas&raquo;. Decreto Legislativo 3 marzo 2011, n. 28, 2011.</p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> &laquo;Monitoriza&ccedil;&atilde;o da Seguran&ccedil;a do Abastecimento do sen: Per&iacute;odo 2015-2030&raquo;. ren, 2014.</p>     <p><Sup><a name="44"></a><a href="#f11">44</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="45"></a><a href="#f12">45</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="46"></a><a href="#f13">46</a></Sup> &laquo;Monitoriza&ccedil;&atilde;o da Seguran&ccedil;a do Abastecimento do sen: Per&iacute;odo 2015-2030&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></Sup> &laquo;Relat&oacute;rio de Monitoriza&ccedil;&atilde;o da Seguran&ccedil;a de Abastecimento do Sistema El&eacute;trico Nacional 2013-2030&raquo;. dgeg, 2013.</p>     <p><Sup><a name="48"></a><a href="#f14">48</a></Sup> &laquo;Monitoriza&ccedil;&atilde;o da Seguran&ccedil;a do Abastecimento do sen: Per&iacute;odo 2015-2030&raquo;.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="50"></a><a href="#f15">50</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="51"></a><a href="#top51">51</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="52"></a><a href="#top52">52</a></Sup> Pe&ccedil;as Lopes, Jo&atilde;o, Soares, Filipe Joel, Almeida, Pedro, e Moreira da Silva, Miguel &ndash; &laquo;Smart Charging Strategies for Electric Vehicles: Enhancing Grid Performance and Maximizing the Use of Variable Renewable Energy Resources&raquo;. EVS24, Stavanger, Noruega, 2009.</p>     <p><Sup><a name="53"></a><a href="#top53">53</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="54"></a><a href="#f16">54</a></Sup> <i>Ibidem. </i></p>     <p><Sup><a name="55"></a><a href="#top55">55</a></Sup> &laquo;Research &amp; Development Roadmap &ndash; For Public Consultation&raquo;. entso-e, 2012.</p>     <p><Sup><a name="56"></a><a href="#top56">56</a></Sup> &laquo;Power Choices: Pathways to Carbon-Neutral Electricity in Europe by 2050&raquo;. Eurelectric, 2009.</p>     <p><Sup><a name="57"></a><a href="#top57">57</a></Sup> &laquo;Impacto Macroecon&oacute;mico do Setor da Eletricidade de Origem Renov&aacute;vel em Portugal&raquo;. Deloitte, 2014.</p>     <p><Sup><a name="58"></a><a href="#top58">58</a></Sup> &laquo;Ten-year Network Development Plan 2014&raquo;. entsoe, 2014.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="59"></a><a href="#top59">59</a></Sup> &laquo;The Potential of Smart Meter Enabled Programs to Increase Energy and Systems Efficiency: A Mass Pilot Comparison&raquo;. VaasaETT, 2011.</p>      ]]></body><back>
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