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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Um novo papel internacional para Portugal? A participação no Conselho de Segurança das Nações Unidas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The increase number of institutions in the international system is due to a general recognition of its ability to solve the most pressing issues in International Relations. In this sense, the participation in the Security Council proves to be a unique opportunity for smaller states, traditionally without significance on multilateral issues, to develop international practices and to defend and promote their national interests. This article uses the institutional theory to help understand how the participation in United Nations works as a condition and as an instrument of Portuguese foreign policy, allowing the assignment of a new international role for Portugal as helpful fixer, and its evolution to a middle power in the international system.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>PORTUGAL E AS NAÇÕES UNIDAS</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Um novo papel internacional para Portugal? A participa&ccedil;&atilde;o no Conselho de Seguran&ccedil;a das Na&ccedil;&otilde;es Unidas</b></p>     <p><b>A new international role for Portugal? The Portuguese participation in the UNSC</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Joana Calado Mendes</b></p>     <p>Assistente de investiga&ccedil;&atilde;o no IPRI-UNL desde Maio de 2013. &Eacute; licenciada em Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais pela Universidade de Coimbra e P&oacute;s-Graduada em Direitos Humanos pela mesma universidade. &Eacute; Mestre em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais na especialidade de Estudos Pol&iacute;ticos de &Aacute;rea pela Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa com uma tese intitulada &ldquo;Portugal e as Na&ccedil;&otilde;es Unidas: o papel do Conselho de Seguran&ccedil;a na Pol&iacute;tica Externa Portuguesa&rdquo;. Integrou, como bolseira de investiga&ccedil;&atilde;o, a equipa do projeto &quot; Pol&iacute;tica Externa e Regimes Pol&iacute;ticos: Portugal 1890-2010&quot;, financiado pela FCT</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O aumento do n&uacute;mero de institui&ccedil;&otilde;es no sistema internacional deve&#8209;se a um reconhecimento generalizado da sua capacidade para resolver as quest&otilde;es mais prementes nas rela&ccedil;&otilde;es internacionais. Neste sentido, a participa&ccedil;&atilde;o no Conselho de Seguran&ccedil;a mostra-se uma oportunidade &uacute;nica para estados mais pequenos, tradicionalmente menos relevantes nas quest&otilde;es multilaterais, de poderem desenvolver pr&aacute;ticas internacionais e defenderem e promoverem os seus interesses nacionais. Este artigo utiliza a teoria institucionalista para ajudar a compreender como a participa&ccedil;&atilde;o na ONU funciona como condicionante e como instrumento da pol&iacute;tica externa portuguesa, possibilitando a atribui&ccedil;&atilde;o de um novo papel internacional para o Pa&iacute;s enquanto <i>helpful fixer, </i>e a sua evolu&ccedil;&atilde;o para uma m&eacute;dia pot&ecirc;ncia do sistema internacional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> Portugal, Conselho de Seguran&ccedil;a, Na&ccedil;&otilde;es Unidas, <i>helpful fixer</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The increase number of institutions in the international system is due to a general recognition of its ability to solve the most pressing issues in International Relations. In this sense, the participation in the Security Council proves to be a unique opportunity for smaller states, traditionally without significance on multilateral issues, to develop international practices and to defend and promote their national interests. This article uses the institutional theory to help understand how the participation in United Nations works as a condition and as an instrument of Portuguese foreign policy, allowing the assignment of a new international role for Portugal as helpful fixer, and its evolution to a middle power in the international system.</p>     <p><b>Keywords:</b> Portugal, Security Council, United Nations, helpful fixer.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Este artigo faz a an&aacute;lise comparativa das participa&ccedil;&otilde;es de Portugal no Conselho de Seguran&ccedil;a das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (CSNU), tendo por base a teoria institucionalista<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. Procura&#8209;se compreender a sua import&acirc;ncia para a pol&iacute;tica externa (PE) portuguesa, possibilitando a atribui&ccedil;&atilde;o de um novo papel internacional para Portugal enquanto <i>helpful fixer</i><sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> e a sua evolu&ccedil;&atilde;o para uma m&eacute;dia pot&ecirc;ncia do sistema internacional.</p>     <p>O aumento do n&uacute;mero de institui&ccedil;&otilde;es no sistema internacional, desde o final da Segunda Guerra Mundial, deve-se a um reconhecimento generalizado da sua capacidade para resolver as quest&otilde;es mais prementes nas rela&ccedil;&otilde;es internacionais (RI). Neste sentido, a participa&ccedil;&atilde;o nas Na&ccedil;&otilde;es Unidas (NU), e mais especificamente, no CSNU, mostra-se uma oportunidade &uacute;nica para pequenas e m&eacute;dias pot&ecirc;ncias, tradicionalmente menos relevantes nas quest&otilde;es multilaterais, de poderem desenvolver pr&aacute;ticas internacionais e defenderem e promoverem os seus interesses nacionais.</p>     <p>A transi&ccedil;&atilde;o para a democracia n&atilde;o alterou as principais op&ccedil;&otilde;es da PE portuguesa: a alian&ccedil;a atl&acirc;ntica, a op&ccedil;&atilde;o europeia e as col&oacute;nias<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. O que muda s&atilde;o as prioridades assinaladas em cada per&iacute;odo. Durante o Estado Novo, verifica&#8209;se a primazia pela op&ccedil;&atilde;o colonial. As rela&ccedil;&otilde;es externas de Portugal assentavam, em primeiro lugar, na necessidade de conter as ambi&ccedil;&otilde;es expansionistas das outras pot&ecirc;ncias coloniais e, mais tarde, em reprimir as aspira&ccedil;&otilde;es independentistas dos territ&oacute;rios ultramarinos<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>.</p>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o com a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) cingia-se &agrave; defesa da soberania colonial e &agrave; tentativa de evitar um isolamento internacional. Ap&oacute;s a transi&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, principalmente a partir de 1976, a op&ccedil;&atilde;o europeia foi a prioridade escolhida<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>. Com a integra&ccedil;&atilde;o na Comunidade Econ&oacute;mica Europeia (CEE) em 1986 e a consolida&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, Portugal come&ccedil;ou a envolver&#8209;se noutras &aacute;reas importantes para a sua proje&ccedil;&atilde;o internacional. A op&ccedil;&atilde;o pelas NU constituiu, assim, um elemento fundamental para o reconhecimento da capacidade portuguesa de envolvimento nas quest&otilde;es internacionais, permitindo o seu desenvolvimento como <i>helpful fixer</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>AS INSTITUI&Ccedil;&Otilde;ES NO SISTEMA INTERNACIONAL ATUAL</b></p>     <p>Este artigo assenta na teoria institucionalista apresentada por Robert Kehoane<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>, por duas raz&otilde;es concretas. Primeiro, porque reconhece a racionalidade dos estados como fator determinante para que estes decidam reunir&#8209;se em forma&ccedil;&otilde;es institucionais. &Eacute; a satisfa&ccedil;&atilde;o dos seus interesses particulares que os leva a cooperar. Segundo, por reconhecer a import&acirc;ncia das institui&ccedil;&otilde;es no atual sistema internacional, capazes de constranger as atividades dos estados, garantindo uma razo&aacute;vel coexist&ecirc;ncia pac&iacute;fica entre estes e favorecendo a coopera&ccedil;&atilde;o. As institui&ccedil;&otilde;es permitem o desenvolvimento de interesses comuns, tendo por isso uma fun&ccedil;&atilde;o utilit&aacute;ria. Sem eliminarem a anarquia, podem alterar o ambiente internacional, influenciando as prefer&ecirc;ncias dos estados.</p>     <p>Tanto no per&iacute;odo que decorreu da admiss&atilde;o &agrave;s NU ao fim do Estado Novo, como na transi&ccedil;&atilde;o para a democracia at&eacute; hoje, Portugal reconheceu sempre a import&acirc;ncia das institui&ccedil;&otilde;es no sistema internacional. No regime autorit&aacute;rio, a participa&ccedil;&atilde;o na ONU evitava o isolamento internacional. Com a transi&ccedil;&atilde;o para a democracia, uma das preocupa&ccedil;&otilde;es era a de recuperar a imagem internacional do Pa&iacute;s e estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o mais apraz&iacute;vel com a ONU<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>. Al&eacute;m do interesse pelo aprofundamento das rela&ccedil;&otilde;es com as institui&ccedil;&otilde;es europeias, a Organiza&ccedil;&atilde;o do Tratado do Atl&acirc;ntico Norte (NATO), e a Comunidade de Pa&iacute;ses de L&iacute;ngua Portuguesa (CPLP) &ndash; por forma a aprofundar a sua inser&ccedil;&atilde;o no sistema internacional &ndash;, Portugal tamb&eacute;m tem procurado desempenhar um papel de excel&ecirc;ncia nas NU, pretendendo que este seja um espelho da capacidade nacional de envolvimento &laquo;na gest&atilde;o das quest&otilde;es multilaterais&raquo; e defesa e promo&ccedil;&atilde;o dos interesses nacionais<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>PORTUGAL E A RELA&Ccedil;&Atilde;O COM O CONSELHO DE SEGURAN&Ccedil;A</b></p>     <p>A capacidade de os estados renunciarem a certos comportamentos conflituosos, privilegiando a coopera&ccedil;&atilde;o, est&aacute; na base do trabalho desenvolvido pelo CSNU que tem como princ&iacute;pio fundamental a manuten&ccedil;&atilde;o da paz e seguran&ccedil;a internacionais. Ao contr&aacute;rio do que ocorrera durante o Estado Novo, o Portugal democr&aacute;tico viu o relacionamento mais aprofundado com a ONU como uma mais-valia para a PE nacional e consequente proje&ccedil;&atilde;o no sistema internacional. De igual modo, o compromisso para com a paz e a seguran&ccedil;a internacionais permitiu o desenvolvimento portugu&ecirc;s enquanto m&eacute;dia pot&ecirc;ncia<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>do sistema internacional. As <i>middle powers </i>ocupam um papel especial no sistema internacional &ndash; a sua diplomacia assenta na media&ccedil;&atilde;o internacional, no contributo para as opera&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i>, e na procura de consensos no seio das organiza&ccedil;&otilde;es internacionais (OI)<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>. Este papel, real&ccedil;ado pelo envolvimento ativo e regular no CSNU, onde contribuem com temas importantes para a paz e a seguran&ccedil;a internacionais, encaixa&#8209;se com mestria na conduta que Portugal tem procurado desempenhar.</p>     <p>As evolu&ccedil;&otilde;es no sistema internacional ao longo das &uacute;ltimas sete d&eacute;cadas n&atilde;o refletem a distribui&ccedil;&atilde;o de poder ainda em vigor no CSNU. Contudo, este continua a ser o organismo de excel&ecirc;ncia das NU. Na an&aacute;lise da participa&ccedil;&atilde;o no CSNU interessa ter em conta tr&ecirc;s aspectos importantes: compreender o contexto em que se insere a candidatura, analisando&#8209;se as op&ccedil;&otilde;es de PE definidas pelos programas de governo; as caracter&iacute;sticas dos advers&aacute;rios e da campanha; e, por fim, o trabalho desenvolvido no &oacute;rg&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>PRIMEIRA PARTICIPA&Ccedil;&Atilde;O (1979-1980)</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Portugal assumiu o assento de membro do CSNU numa &eacute;poca em que o sistema internacional estava fortemente condicionado pela estrutura bipolar. As op&ccedil;&otilde;es de PE, que ao longo do per&iacute;odo pr&eacute;&#8209;constitucional foram influenciadas pelas lutas entre as v&aacute;rias for&ccedil;as pol&iacute;ticas, passaram por uma clarifica&ccedil;&atilde;o com a forma&ccedil;&atilde;o do I Governo Constitucional de M&aacute;rio Soares (1976&#8209;1978)<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>. Na apresenta&ccedil;&atilde;o do Programa de Governo, o primeiro&#8209;ministro afirmou que &laquo;a PE portuguesa &eacute; uma pol&iacute;tica extremamente diversificada&raquo; e que &laquo;se dirige a todas as na&ccedil;&otilde;es da Terra, independentemente dos seus registos sociais e pol&iacute;ticos&raquo;<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>. Significava isto que se queria uma PE universal e de di&aacute;logo e que, al&eacute;m da clara op&ccedil;&atilde;o europeia e de uma pol&iacute;tica atl&acirc;ntica, as NU passavam a assumir um papel importante na PE nacional. Reconheceu-se que a entrada e a participa&ccedil;&atilde;o de Portugal nos organismos internacionais refletiu a import&acirc;ncia que as rela&ccedil;&otilde;es multilaterais come&ccedil;aram a desempenhar no novo quadro governativo. N&atilde;o interessa apenas a contribui&ccedil;&atilde;o para uma nova ordem internacional mais cooperante e pac&iacute;fica, mas tamb&eacute;m a participa&ccedil;&atilde;o nas suas ag&ecirc;ncias especializadas, pr&aacute;tica essa que se pretendia intensificar<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.</p>     <p>O ano de 1978 foi marcado por uma forte crise pol&iacute;tica que levou &agrave; dissolu&ccedil;&atilde;o do I Governo Constitucional e &agrave; sucess&atilde;o, num curto espa&ccedil;o de tempo, dos II, III e IV governos constitucionais. As mudan&ccedil;as de governo pouco se refletiram nos programas de governo, n&atilde;o havendo qualquer destaque &agrave; candidatura &agrave;s NU nem ao trabalho que se pretendia vir a desenvolver no &oacute;rg&atilde;o. O grande desafio da PE portuguesa para os dois anos de mandato no CSNU seria a &laquo;defini&ccedil;&atilde;o de posi&ccedil;&otilde;es em face dos mais importantes problemas mundiais que ali ser&atilde;o discutidos&raquo;, ou seja, n&atilde;o havia uma pol&iacute;tica nem uma estrat&eacute;gia espec&iacute;ficas<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>.</p>     <p>Em simult&acirc;neo com a candidatura ao CSNU, Portugal concorreu tamb&eacute;m para a Comiss&atilde;o de Direitos Humanos (CDH)<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>, considerando que a elei&ccedil;&atilde;o para o primeiro sairia claramente refor&ccedil;ada com uma participa&ccedil;&atilde;o na CDH, em virtude do prest&iacute;gio j&aacute; alcan&ccedil;ado pelo Pa&iacute;s nesta &aacute;rea. O an&uacute;ncio foi feito na reuni&atilde;o do Grupo Ocidental<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>, em janeiro de 1978<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>, tendo sido seguido pela Espanha, Gr&eacute;cia, Pa&iacute;ses Baixos, It&aacute;lia, Malta, Noruega e Turquia<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>. Ap&oacute;s algumas desist&ecirc;ncias, mantiveram-se como advers&aacute;rios de Portugal at&eacute; &agrave;s v&eacute;speras da elei&ccedil;&atilde;o, a Noruega, a It&aacute;lia &ndash; que acabou por desistir a favor da unidade do grupo sobre dois candidatos &ndash; e Malta.</p>     <p>A campanha portuguesa centrou-se, inicialmente, no Grupo Ocidental. O apoio da B&eacute;lgica, que no quadro da CEE poderia influenciar muitos estados-membros, e a elei&ccedil;&atilde;o para a CDH, em maio de 1978, com o elevado apoio de pa&iacute;ses do chamado grupo dos &laquo;n&atilde;o-alinhados&raquo;<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>, influenciou a candidatura, fazendo crer uma poss&iacute;vel elei&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>. Durante a 33.&ordf; sess&atilde;o da Assembleia Geral, apenas a Noruega conseguiu ser eleita no primeiro escrut&iacute;nio. Portugal necessitou de cinco rondas de vota&ccedil;&atilde;o para ser eleito, pela primeira vez, para o lugar de membro n&atilde;o-permanente do CSNU. Alcan&ccedil;ou&#8209;se assim um dos principais objetivos de PE definidos pelo I Governo Constitucional e iniciava&#8209;se uma pr&aacute;tica que at&eacute; hoje ser&aacute; de grande import&acirc;ncia para a inser&ccedil;&atilde;o de Portugal no sistema internacional<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>.</p>     <p>Durante os dois anos em que Portugal esteve presente no CSNU, as sess&otilde;es centraram&#8209;&#8209;se, essencialmente, no M&eacute;dio Oriente e no continente africano.</p>     <p>As quest&otilde;es relacionadas com a &Aacute;frica eram especialmente importantes para Portugal dados os &laquo;s&oacute;lidos e antigos la&ccedil;os culturais e hist&oacute;ricos&raquo; com o continente<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>. A condena&ccedil;&atilde;o do regime da Rod&eacute;sia do Sul, com o qual o Estado Novo chegou a cooperar, e a condena&ccedil;&atilde;o dos ataques sul&#8209;africanos a algumas das antigas col&oacute;nias portuguesas, marcaram o corte definitivo com a pol&iacute;tica do antigo regime e a ado&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica que ia de encontro aos valores ocidentais e os princ&iacute;pios e ideias da ONU<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>.</p>     <p>Mas foi a situa&ccedil;&atilde;o no M&eacute;dio Oriente que ocupou grande parte do CSNU nesse bi&eacute;nio, e exigiu um maior envolvimento de Portugal. Com a presid&ecirc;ncia da Comiss&atilde;o respons&aacute;vel por examinar a situa&ccedil;&atilde;o nos territ&oacute;rios &aacute;rabes ocupados, Portugal conseguiu o reconhecimento da capacidade de envolvimento nas quest&otilde;es internacionais e o estabelecimento de importantes rela&ccedil;&otilde;es de amizade com os pa&iacute;ses &aacute;rabes. As suas tarefas passaram pela avalia&ccedil;&atilde;o, no terreno, da situa&ccedil;&atilde;o dos territ&oacute;rios ocupados e pela elabora&ccedil;&atilde;o de relat&oacute;rios apresentados ao CSNU que permitissem desenvolver esfor&ccedil;os para a busca de uma solu&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica do conflito. Um trabalho fortemente afetado pelas tens&otilde;es leste&#8209;oeste e a n&atilde;o colabora&ccedil;&atilde;o israelita.</p>     <p>A presid&ecirc;ncia do CSNU, que Portugal deteve em maio de 1979 e agosto de 1980, exigiu que o Pa&iacute;s tomasse posi&ccedil;&atilde;o nas disputas que opunham os v&aacute;rios pa&iacute;ses e com os quais se mantinham la&ccedil;os de variada ordem, permitindo o desenvolvimento do papel de mediador, em defesa do trabalho do &oacute;rg&atilde;o e n&atilde;o do pa&iacute;s. Portugal tinha a &aacute;rdua tarefa de alinhar posi&ccedil;&otilde;es, evitando que o trabalho do CSNU ficasse bloqueado pelas divergentes opini&otilde;es de americanos e sovi&eacute;ticos. Uma tarefa dif&iacute;cil mas que representava o derradeiro compromisso para com a paz e a seguran&ccedil;a internacionais<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>.</p>     <p>Deste modo, a participa&ccedil;&atilde;o portuguesa caracterizou-se, principalmente, por uma resposta &agrave;s crises internacionais que iam surgindo e n&atilde;o tanto por uma promo&ccedil;&atilde;o de novas quest&otilde;es, importantes para o bom funcionamento da organiza&ccedil;&atilde;o no desenvolvimento da sua miss&atilde;o. Era essencialmente uma postura reativa. Por&eacute;m, foi reveladora da universalidade da PE nacional, merecendo o respeito da comunidade internacional.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>SEGUNDA PARTICIPA&Ccedil;&Atilde;O (1997-1998)</b></p>     <p>O fim da Guerra Fria e da bipolaridade do sistema internacional mostrou que a diplomacia multilateral, em especial nas OI, estaria em condi&ccedil;&otilde;es de funcionar de acordo com os seus princ&iacute;pios ordenadores, sem os constrangimentos provocados pela rivalidade entre as duas superpot&ecirc;ncias. Contudo, a transi&ccedil;&atilde;o para um sistema unipolar, liderado pelos Estados Unidos, trouxe consigo novas crises que at&eacute; ent&atilde;o se encontravam adormecidas.</p>     <p>A afirma&ccedil;&atilde;o crescente de Portugal no sistema internacional tornou&#8209;se uma prioridade dos governos da d&eacute;cada de 1990. A ades&atilde;o &agrave; CEE permitiu a consolida&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, estando o Pa&iacute;s apto &laquo;para uma ac&ccedil;&atilde;o externa que privilegia iniciativas&raquo;<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>. &Eacute; neste contexto que Portugal se candidata, em 1989, a um segundo mandato no CSNU.</p>     <p>Foi com a forma&ccedil;&atilde;o do XI Governo Constitucional de Cavaco Silva (1987&#8209;1991), que se adotou uma estrat&eacute;gia de progressiva afirma&ccedil;&atilde;o no plano multilateral. Era objetivo do Governo o refor&ccedil;o da participa&ccedil;&atilde;o nas OI, &laquo;como instrumento de apoio &agrave; nossa ac&ccedil;&atilde;o enquanto elo de liga&ccedil;&atilde;o entre o mundo ocidental e os pa&iacute;ses em desenvolvimento&raquo;<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>, embora n&atilde;o fosse claro o lugar que a ONU ocupava nos objetivos gerais da PE. Isto s&oacute; acontece com o XIII Governo Constitucional de Ant&oacute;nio Guterres (1995&#8209;1999). O refor&ccedil;o da ac&ccedil;&atilde;o multilateral, em especial na ONU e suas ag&ecirc;ncias especializadas, era fundamental, e &laquo;importa(va) assegurar que a participa&ccedil;&atilde;o acrescida n&atilde;o se limita(va) &agrave; mera presen&ccedil;a, mas se traduz(ia) numa contribui&ccedil;&atilde;o qualitativa da (&hellip;) interven&ccedil;&atilde;o&raquo;<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>.</p>     <p>Portugal foi o primeiro pa&iacute;s a apresentar, no seio do Grupo Ocidental, a candidatura ao CSNU, permitindo-lhe gerir a elei&ccedil;&atilde;o de forma a reunir as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias ao seu sucesso. No in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1990, seguiram&#8209;lhe as candidaturas turca &ndash; retirada pouco depois &ndash;, austr&iacute;aca e sueca. Os dois pa&iacute;ses possu&iacute;am mais recursos materiais e humanos que Portugal, sendo capazes de desenvolver uma candidatura com maior visibilidade. Assim, foi importante para o Pa&iacute;s valorizar a sua voca&ccedil;&atilde;o universal, influenciada por &laquo;mais de cinco s&eacute;culos&raquo; de contactos com todas as regi&otilde;es do mundo, traduzida numa mais-valia para o sucesso das delibera&ccedil;&otilde;es no CSNU<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>. Portugal defendeu a obriga&ccedil;&atilde;o dos estados mais pequenos se fazerem representar no &oacute;rg&atilde;o com maior periodicidade, respeitando o princ&iacute;pio da rotatividade. Al&eacute;m disso, j&aacute; tinha demonstrado o compromisso s&eacute;rio para com as NU, sendo &laquo;um dos Estados mais empenhados no desenvolvimento da capacidade operacional da organiza&ccedil;&atilde;o&raquo;<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>. A participa&ccedil;&atilde;o crescente em opera&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i>, o aumento volunt&aacute;rio da contribui&ccedil;&atilde;o financeira nacional para a Organiza&ccedil;&atilde;o, e o crescimento da Ajuda P&uacute;blica ao Desenvolvimento, real&ccedil;avam o empenho no futuro da ONU<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>. A acrescentar, havia o sucesso das elei&ccedil;&otilde;es para a CDH, em 1992, e para a presid&ecirc;ncia da 50.&ordf; sess&atilde;o da Assembleia Geral das NU, em 1995, refor&ccedil;ando a participa&ccedil;&atilde;o portuguesa nos &oacute;rg&atilde;os das NU e servindo de &laquo;elemento impulsionador&raquo; da campanha ao CSNU<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>. Durante a campanha, o Pa&iacute;s desenvolveu uma estrat&eacute;gia fortemente estruturada, na qual participaram a Miss&atilde;o Permanente junto da ONU, o Minist&eacute;rio dos Neg&oacute;cios Estrangeiros (MNE) e o Presidente da Rep&uacute;blica.</p>     <p>At&eacute; 1994, a campanha centrou-se na justifica&ccedil;&atilde;o da candidatura portuguesa, procurando-se angariar o maior n&uacute;mero de apoios e privilegiando-se os pa&iacute;ses com os quais ainda s&oacute; tinha estabelecido contactos limitados &ndash; como os do Pac&iacute;fico &ndash;, e aqueles que n&atilde;o queriam assumir um compromisso prematuro &ndash; como os Estados Unidos e o Reino Unido. Em 1996 inicia-se a segunda ronda de dilig&ecirc;ncias, verificando-se uma maior interven&ccedil;&atilde;o do setor pol&iacute;tico, aproveitando-se as confer&ecirc;ncias internacionais em que os estados se encontravam representados ao mais alto n&iacute;vel.</p>     <p>Durante a 51.&ordf; sess&atilde;o da Assembleia Geral, s&oacute; a Su&eacute;cia conseguiu ser eleita na primeira ronda. Portugal necessitou de uma segunda volta para que se confirmasse a elei&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>. O seu sucesso n&atilde;o pode dissociar-se do enorme esfor&ccedil;o diplom&aacute;tico desenvolvido ao longo dos sete anos, com a angaria&ccedil;&atilde;o de apoios nas mais diversas regi&otilde;es do mundo. O empenho para dar a conhecer a candidatura em regi&otilde;es remotas, permitiu contrabalan&ccedil;ar o reduzido apoio na regi&atilde;o asi&aacute;tica e no continente europeu. Do mesmo modo, a aposta na CPLP, criada em julho de 1996, contribuiu para o apoio refor&ccedil;ado dos pa&iacute;ses lus&oacute;fonos, al&eacute;m do desenvolvimento de esfor&ccedil;os nas respetivas regi&otilde;es, a favor da candidatura portuguesa<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>. Ao longo dos dois anos de mandato de Portugal no CSNU, o Pa&iacute;s procurou desenvolver uma participa&ccedil;&atilde;o ativa em todas as quest&otilde;es na agenda que permitisse conquistar &laquo;espa&ccedil;o e protagonismo pr&oacute;prio&raquo; no debate interno do &oacute;rg&atilde;o<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a>. Al&eacute;m disso, a participa&ccedil;&atilde;o deveria justificar o apoio dos estados mais pequenos, atuando como &laquo;seus verdadeiros representantes&raquo;<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>.</p>     <p>O continente africano foi novamente tema central no CSNU. A situa&ccedil;&atilde;o em Angola, com a viola&ccedil;&atilde;o constante do acordo de paz assinado entre o Governo e a Uni&atilde;o Nacional para a Independ&ecirc;ncia Total de Angola (Unita) teve impacto na atividade portuguesa no &oacute;rg&atilde;o. Enquanto membro da <i>troika </i>de observadores do processo de paz<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a>, Portugal era um dos principais intervenientes no processo. Al&eacute;m de contribuir para programas de assist&ecirc;ncia pol&iacute;tica, econ&oacute;mica e humanit&aacute;ria a Angola, Portugal defendia um maior envolvimento da comunidade internacional sem que se interferisse na soberania angolana.</p>     <p>A crise iraquiana tamb&eacute;m obrigou a um empenhamento de Portugal na tem&aacute;tica, tendo presidido ao Comit&eacute; de San&ccedil;&otilde;es ao Iraque durante o bi&eacute;nio e, por isso, sendo respons&aacute;vel pelo seu acompanhamento e implementa&ccedil;&atilde;o. A aprova&ccedil;&atilde;o da Resolu&ccedil;&atilde;o 986 (1995), vulgarmente conhecida por &laquo;petr&oacute;leo por alimentos&raquo;, permitia a venda de petr&oacute;leo iraquiano para pagamento de bens humanit&aacute;rios e a sua distribui&ccedil;&atilde;o pelo pa&iacute;s<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>. A renova&ccedil;&atilde;o constante desta resolu&ccedil;&atilde;o procurava responder &agrave;s exig&ecirc;ncias humanit&aacute;rias da popula&ccedil;&atilde;o de forma mais eficiente e adequada. Para Portugal, n&atilde;o se tratava apenas de aumentar a quantidade de receita proveniente do petr&oacute;leo, mas tamb&eacute;m a sua utiliza&ccedil;&atilde;o correta, impedindo a instrumentaliza&ccedil;&atilde;o pelo poder pol&iacute;tico<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>.</p>     <p>A presid&ecirc;ncia deste Comit&eacute; promoveu ainda um envolvimento mais aprofundado de Portugal na tem&aacute;tica dos Comit&eacute;s de San&ccedil;&otilde;es, mostrando ao CSNU a sua relev&acirc;ncia, defendendo que a coopera&ccedil;&atilde;o entre os diferentes comit&eacute;s e o &oacute;rg&atilde;o era essencial para o sucesso da sua atividade. Foi ainda respons&aacute;vel pela introdu&ccedil;&atilde;o de uma nova variante, a coopera&ccedil;&atilde;o com as organiza&ccedil;&otilde;es regionais e as organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais (ONG).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ainda sobre esta mat&eacute;ria, Portugal debru&ccedil;ou&#8209;se sobre dois importantes aspectos relacionados com as medidas sancionat&oacute;rias: a sua ado&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o efetiva. Patrocinou o conceito de aplica&ccedil;&atilde;o suspensa ou condicionada das san&ccedil;&otilde;es, uma vez que estas constituem mecanismos preventivos importantes para a manuten&ccedil;&atilde;o da paz e da seguran&ccedil;a internacionais, pelo que a sua ado&ccedil;&atilde;o num per&iacute;odo posterior &agrave; sua defini&ccedil;&atilde;o envolveria um contexto diferente, que importava ter em considera&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>. Defendeu a ado&ccedil;&atilde;o de san&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, definidas numa base de caso a caso, uma vez que cada situa&ccedil;&atilde;o tem as suas particularidades e as mesmas san&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m efeitos diferentes em diferentes circunst&acirc;ncias e alvos. Se era objetivo do CSNU alterar o comportamento de determinado Estado ou fa&ccedil;&atilde;o, as medidas sancionat&oacute;rias deveriam ter um impacto direto sobre os pr&oacute;prios agentes e n&atilde;o sobre a popula&ccedil;&atilde;o civil<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>. Embora a responsabilidade de implementa&ccedil;&atilde;o das san&ccedil;&otilde;es recaia sobre os estados, deveria reconhecer&#8209;se o papel importante dos Comit&eacute;s de San&ccedil;&otilde;es na supervis&atilde;o dessa implementa&ccedil;&atilde;o e na defini&ccedil;&atilde;o de exce&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m da coopera&ccedil;&atilde;o com as organiza&ccedil;&otilde;es regionais e ONG para uma aplica&ccedil;&atilde;o eficiente. Igualmente, Portugal promoveu o envolvimento das ONG nos debates do CSNU, lan&ccedil;ando a proposta de tomarem assento entre os membros do &oacute;rg&atilde;o. Uma outra tem&aacute;tica que mereceu a aten&ccedil;&atilde;o especial de Portugal foram os direitos humanos. Por considerar que estas quest&otilde;es s&atilde;o da responsabilidade da comunidade internacional, deveriam ser tamb&eacute;m uma prioridade do CSNU. Insistindo num alargamento dos assuntos na agenda do CSNU, o Pa&iacute;s conseguiu que o &oacute;rg&atilde;o incorporasse quest&otilde;es t&atilde;o importantes como a &laquo;protec&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia humanit&aacute;ria aos refugiados em situa&ccedil;&otilde;es de conflito&raquo; e o &laquo;treino da pol&iacute;cia civil em opera&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i>&raquo;<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>. Se a postura nacional em 1979-1980 foi mais reativa que proativa, o papel desempenhado em 1997-1998 procurou ser de uma atitude mais ativa perante a nova configura&ccedil;&atilde;o internacional. Portugal sugeriu ao CSNU que se debru&ccedil;asse sobre temas de grande relevo para o sistema internacional, que n&atilde;o se cingissem exclusivamente a determinados estados, mas que tivessem impacto nas rela&ccedil;&otilde;es dentro da Organiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>TERCEIRA PARTICIPA&Ccedil;&Atilde;O (2011-2012)</b></p>     <p>O ano 2000 marca a terceira candidatura de Portugal para membro n&atilde;o-permanente do CSNU. O papel desempenhado na anterior participa&ccedil;&atilde;o criou as condi&ccedil;&otilde;es para que na entrada do novo mil&eacute;nio, o XIV Governo Constitucional de Ant&oacute;nio Guterres (1999-2002) decidisse refor&ccedil;ar a sua interven&ccedil;&atilde;o no quadro das NU, &laquo;como forma de refor&ccedil;ar uma voz que, de outro modo, teria dificuldade em se fazer ouvir&raquo;<sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a>.</p>     <p>Esta participa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode dissociar&#8209;se dos acontecimentos ocorridos no sistema internacional ao longo da primeira d&eacute;cada do s&eacute;culo XXI. Os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001; a independ&ecirc;ncia de Timor&#8209;Leste e o fim da guerra civil em Angola, em 2002; a invas&atilde;o do Iraque em 2003; e a crise financeira internacional iniciada em 2008 foram, em grande medida, os acontecimentos internacionais de maior relevo para Portugal. O contexto multilateral era uma preocupa&ccedil;&atilde;o, estando claro no programa de Governo a import&acirc;ncia de um refor&ccedil;o da interven&ccedil;&atilde;o nacional no quadro da ONU e suas ag&ecirc;ncias especializadas. Com a apresenta&ccedil;&atilde;o antecipada da candidatura, com menos de dois anos de intervalo do termo do anterior mandato, o Pa&iacute;s foi o primeiro dos estados do Grupo Ocidental. Por forma a alcan&ccedil;ar o apoio antecipado dos parceiros europeus<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a>, candidatou&#8209;se no &acirc;mbito da presid&ecirc;ncia do Conselho da UE, o que lhe permitia maximizar as probabilidades de um <i>clean slate</i><sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a>. Assim, o refor&ccedil;o do papel de Portugal na UE contribu&iacute;a para a afirma&ccedil;&atilde;o do Pa&iacute;s nas NU.</p>     <p>O programa refletia ainda uma clara orienta&ccedil;&atilde;o para o papel de relevo das quest&otilde;es consideradas &laquo;tem&aacute;ticas&raquo;: os direitos humanos, quest&otilde;es de natureza ambiental, preven&ccedil;&atilde;o de conflitos, terrorismo, entre outras; que sendo transversais aos estados devem ser objeto de um cuidado acompanhamento no contexto multilateral<sup><a href="#45">45</a></sup><a name="top45"></a>. O trabalho desenvolvido no CSNU em 1997-1998, que alargou o &laquo;horizonte tem&aacute;tico de Portugal&raquo;, favoreceu o estabelecimento destas &laquo;quest&otilde;es tem&aacute;ticas&raquo; enquanto quest&otilde;es-chave da PE portuguesa, considerando&#8209;se um dos melhores antecedentes &agrave; nova candidatura. Do mesmo modo, o sucesso do referendo em Timor&#8209;Leste em 1999 e o envolvimento conjunto de Portugal e das NU, no processo que levou &agrave; independ&ecirc;ncia daquele pa&iacute;s, contribuiu para uma progressiva afirma&ccedil;&atilde;o no plano multilateral. Assim, a atitude isenta e independente com que o Pa&iacute;s se envolveu nos principais problemas internacionais no final da d&eacute;cada de 1990 mostrou o profissionalismo com que poderia atuar no CSNU em 2011-2012<sup><a href="#46">46</a></sup><a name="top46"></a>.</p>     <p>No seguimento da declara&ccedil;&atilde;o da candidatura portuguesa, o Canad&aacute; anunciou que tamb&eacute;m concorria para o assento como membro n&atilde;o-permanente do CSNU no bi&eacute;nio 2011-2012 e, em 2006, a Alemanha decidiu lan&ccedil;ar igualmente a candidatura a um dos dois lugares dispon&iacute;veis para o mesmo CSNU<sup><a href="#47">47</a></sup><a name="top47"></a>. A campanha nacional passou ent&atilde;o a ter de enfrentar no seio do Grupo Ocidental dois &laquo;pesos pesados&raquo; do sistema internacional<sup><a href="#48">48</a></sup><a name="top48"></a>.</p>     <p>Na procura de alcan&ccedil;ar o assento, Portugal teve de definir uma estrat&eacute;gia em dois tempos &ndash; num primeiro momento at&eacute; 2006 e num segundo momento a partir de 2007 &ndash;, desenvolvida em tr&ecirc;s frentes: Nova York, Lisboa e, ainda, no plano pol&iacute;tico &ndash; atrav&eacute;s de desloca&ccedil;&otilde;es para alcan&ccedil;ar o endosso necess&aacute;rio &agrave; elei&ccedil;&atilde;o. Tendo&#8209;se empenhado em mostrar que Portugal &eacute; um pa&iacute;s que escuta antes de tomar decis&otilde;es, conseguiu ser eleito para um terceiro mandato no CSNU<sup><a href="#49">49</a></sup><a name="top49"></a>. Durante a 65.&ordf; Assembleia Geral, a Alemanha foi eleita ap&oacute;s a primeira ronda e, embora na segunda volta se mostrasse clara a op&ccedil;&atilde;o por Portugal em detrimento do Canad&aacute;, foi necess&aacute;rio aguardar pelo in&iacute;cio do terceiro escrut&iacute;nio para que o Pa&iacute;s fosse nomeado. Al&eacute;m do sucesso dos esfor&ccedil;os desenvolvidos no estabelecimento e refor&ccedil;o das alian&ccedil;as, a natureza das candidaturas rivais teve utilidade para a elei&ccedil;&atilde;o nacional. Se, por um lado, se discutiu o car&aacute;cter europeu da Alemanha e de Portugal, que se afigurava como um impedimento &agrave; candidatura portuguesa, o argumento de que essa n&atilde;o era uma caracter&iacute;stica t&atilde;o importante quanto a perten&ccedil;a do Canad&aacute; e da Alemanha ao G8<sup><a href="#50">50</a></sup><a name="top50"></a> ganhou relevo, mostrando que a candidatura nacional agradava a um grupo de pa&iacute;ses mais alargado que considerava que esta seria uma elei&ccedil;&atilde;o mais representativa, abrangente e inclusiva<sup><a href="#51">51</a></sup><a name="top51"></a><sup>, <a href="#52">52</a></sup><a name="top52"></a>. A nova participa&ccedil;&atilde;o aconteceu num contexto internacional distinto das anteriores, em que as quest&otilde;es de seguran&ccedil;a assumiram um papel primordial<sup><a href="#53">53</a></sup><a name="top53"></a>. Al&eacute;m disso, &eacute; interessante verificar que, em 2011, tr&ecirc;s membros do G4<sup><a href="#54">54</a></sup><a name="top54"></a> e os fundadores do F&oacute;rum de Di&aacute;logo &Iacute;ndia&#8209;Brasil&#8209;&Aacute;frica do Sul (IBAS)<sup><a href="#55">55</a></sup><a name="top55"></a> se encontram no CSNU<sup><a href="#56">56</a></sup><a name="top56"></a>. Por conseguinte, o CSNU que o Pa&iacute;s encontra em 2011 re&uacute;ne um conjunto de estados bastante fortes, sendo importante a manuten&ccedil;&atilde;o, por parte de Portugal, de um papel coerente com os princ&iacute;pios internacionais e de defesa dos interesses nacionais. Em 2011, o Pa&iacute;s assumiu a presid&ecirc;ncia de tr&ecirc;s &oacute;rg&atilde;os subsidi&aacute;rios: o Comit&eacute; de San&ccedil;&otilde;es &agrave; Coreia do Norte, o Comit&eacute; de San&ccedil;&otilde;es &agrave; L&iacute;bia<sup><a href="#57">57</a></sup><a name="top57"></a> e o Grupo de Trabalho sobre Tribunais Internacionais. Em 2012 deixou a presid&ecirc;ncia do Grupo de Trabalho sobre os Tribunais e assumiu a presid&ecirc;ncia do Grupo sobre a Reforma dos M&eacute;todos de Trabalho do CSNU<sup><a href="#58">58</a></sup><a name="top58"></a>.</p>     <p>No bi&eacute;nio 2011-2012 o continente africano ocupou a grande maioria das reuni&otilde;es. Contudo, a chamada Primavera &Aacute;rabe colocou &laquo;novos desafios &agrave; seguran&ccedil;a internacional e (exigiu) um maior esfor&ccedil;o para ultrapassar diferen&ccedil;as e alcan&ccedil;ar consensos&raquo;<sup><a href="#59">59</a></sup><a name="top59"></a>, favorecendo uma atividade no CSNU extremamente intensa para Portugal. Neste sentido, o Pa&iacute;s procurou mostrar disponibilidade para ouvir os grupos regionais que n&atilde;o estavam presentes no &oacute;rg&atilde;o<sup><a href="#60">60</a></sup><a name="top60"></a>, evitando um comportamento dogm&aacute;tico, buscando alcan&ccedil;ar consensos e ser transparente na sua forma de atua&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A situa&ccedil;&atilde;o na L&iacute;bia teve um papel de destaque na atividade portuguesa no CSNU em 2011 e 2012. A presid&ecirc;ncia do Comit&eacute; de San&ccedil;&otilde;es exigiu de Portugal uma interven&ccedil;&atilde;o diligente, em virtude da responsabilidade de informar o &oacute;rg&atilde;o sobre os avan&ccedil;os na quest&atilde;o. A aprova&ccedil;&atilde;o da Resolu&ccedil;&atilde;o 1973 (2011), que permitiu a aplica&ccedil;&atilde;o de uma zona de exclus&atilde;o a&eacute;rea sobre a L&iacute;bia, foi o &uacute;ltimo momento de consenso no CSNU<sup><a href="#61">61</a></sup><a name="top61"></a>. &Agrave; excep&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o militar, Portugal esteve sempre dispon&iacute;vel para contribuir no refor&ccedil;o dos meios da NATO no Mediterr&acirc;neo atrav&eacute;s da participa&ccedil;&atilde;o humanit&aacute;ria, fun&ccedil;&otilde;es de informa&ccedil;&atilde;o, e acompanhamento e embargo de armas &agrave; L&iacute;bia<sup><a href="#62">62</a></sup><a name="top62"></a>. A responsabilidade assumida pela NATO na situa&ccedil;&atilde;o teve um impacto evidente na capacidade do CSNU para avan&ccedil;ar noutras quest&otilde;es. A R&uacute;ssia e outros cr&iacute;ticos da opera&ccedil;&atilde;o passaram a impedir o envolvimento daquela organiza&ccedil;&atilde;o regional em zonas fora da sua &aacute;rea tradicional de atua&ccedil;&atilde;o &ndash; caso da S&iacute;ria &ndash; e a exigirem a investiga&ccedil;&atilde;o sobre a opera&ccedil;&atilde;o da NATO no territ&oacute;rio. Este desentendimento resultou na queda e morte do ex&#8209;l&iacute;der liban&ecirc;s, Muammar Gaddafi, evento que n&atilde;o contribuiu de todo para uma rela&ccedil;&atilde;o harmoniosa no CSNU<sup><a href="#63">63</a></sup><a name="top63"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Portugal tamb&eacute;m procurou refor&ccedil;ar a import&acirc;ncia do respeito pelos direitos humanos. Real&ccedil;ando a relev&acirc;ncia do papel das mulheres nas situa&ccedil;&otilde;es de conflito, apoiou as autoridades l&iacute;bias a prosseguirem a prote&ccedil;&atilde;o plena dos direitos humanos dos seus cidad&atilde;os e a garantirem uma participa&ccedil;&atilde;o igualit&aacute;ria das mulheres em todos os aspectos da tomada de decis&atilde;o, salientando a import&acirc;ncia de incorporar a perspetiva de g&eacute;nero nas miss&otilde;es<sup><a href="#64">64</a></sup><a name="top64"></a>.</p>     <p>As altera&ccedil;&otilde;es significativas no mundo &aacute;rabe criaram uma maior press&atilde;o ao processo de paz israelo-&aacute;rabe, reconhecendo-se que sem um acordo entre Israel e a Palestina n&atilde;o era poss&iacute;vel a paz entre Israel e os seus vizinhos. Patrocinando os esfor&ccedil;os desenvolvidos pelo Quarteto para o M&eacute;dio Oriente<sup><a href="#65">65</a></sup><a name="top65"></a>, Portugal considerou que apenas a retoma das negocia&ccedil;&otilde;es poderia levar a uma solu&ccedil;&atilde;o do conflito, instando as partes a darem uma oportunidade &agrave; diplomacia<sup><a href="#66">66</a></sup><a name="top66"></a>.</p>     <p>Sem envolver diretamente o trabalho de Portugal no CSNU, importa analisar o pedido de admiss&atilde;o da Palestina &agrave;s NU, em 2011. Durante a 66.&ordf; Assembleia Geral, o territ&oacute;rio procurou o estatuto de membro de pleno direito da ONU. Contudo, sem o aval do CSNU, incapaz de &laquo;fazer uma recomenda&ccedil;&atilde;o un&acirc;nime&raquo;, a Palestina submeteu uma nova candidatura, menos ambiciosa, para a admiss&atilde;o enquanto Estado observador n&atilde;o-membro<sup><a href="#67">67</a></sup><a name="top67"></a>. A concess&atilde;o ocorreu j&aacute; no final de 2012, com o voto favor&aacute;vel de Portugal, possibilitando a participa&ccedil;&atilde;o da Palestina nos debates da Assembleia Geral e favorecendo a admiss&atilde;o a outros &oacute;rg&atilde;os e ag&ecirc;ncias das NU<sup><a href="#68">68</a></sup><a name="top68"></a>. Para Portugal, &laquo;esta vota&ccedil;&atilde;o expressiva traduz o reconhecimento da solu&ccedil;&atilde;o de dois Estados como &uacute;nica via para a paz, seguran&ccedil;a e prosperidade dos povos palestiniano e israelita, e para a estabilidade da regi&atilde;o&raquo;, al&eacute;m de manifestar o apoio &agrave; &laquo;constru&ccedil;&atilde;o de um Estado Palestiniano independente (&hellip;) vivendo lado a lado, em paz e seguran&ccedil;a com o Estado de Israel&raquo;<sup><a href="#69">69</a></sup><a name="top69"></a>.</p>     <p>A semelhan&ccedil;a entre os acontecimentos na L&iacute;bia e na S&iacute;ria levou a que a atua&ccedil;&atilde;o do CSNU no &uacute;ltimo caso fosse mais cautelosa, verificando-se uma maior clivagem entre os membros do &oacute;rg&atilde;o. Contudo, Portugal manteve-se fortemente empenhado na quest&atilde;o, copatrocinando importantes resolu&ccedil;&otilde;es<sup><a href="#70">70</a></sup><a name="top70"></a>. Ainda assim, a falta de conformidade no seio do CSNU &ndash; destacando-se o papel da R&uacute;ssia como aliado-chave do Governo s&iacute;rio &ndash; levou ao aumento do n&uacute;mero de decis&otilde;es n&atilde;o consensuais sobre a mat&eacute;ria<sup><a href="#71">71</a></sup><a name="top71"></a>, refletindo a incapacidade do &oacute;rg&atilde;o para atuar como um verdadeiro ator internacional na manuten&ccedil;&atilde;o da paz e seguran&ccedil;a internacionais.</p>     <p>As quest&otilde;es tem&aacute;ticas e transversais &ndash; como a manuten&ccedil;&atilde;o da paz e seguran&ccedil;a internacionais, opera&ccedil;&otilde;es de <i>peacekeeping</i>, constru&ccedil;&atilde;o da paz p&oacute;s-conflito (<i>peacebuilding)</i>, crian&ccedil;as em conflitos armados, entre outras &ndash; tamb&eacute;m foram objeto da aten&ccedil;&atilde;o nacional. Portugal patrocinou alguns debates sobre temas de especial interesse para a PE nacional, destacados durante a campanha ao CSNU &ndash; as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, de especial import&acirc;ncia para os pa&iacute;ses do Pac&iacute;fico e das Cara&iacute;bas, e, ainda, o crime organizado transnacional e as epidemias.</p>     <p>Uma outra tem&aacute;tica relevante prende&#8209;se com a reforma dos m&eacute;todos de trabalho do CSNU. Portugal foi o Estado respons&aacute;vel por estimular esta quest&atilde;o, salientando-se o facto de em 2012 ter desempenhado as fun&ccedil;&otilde;es de presidente do Grupo sobre a Reforma dos M&eacute;todos de Trabalho do CSNU. Os membros eleitos do CSNU s&atilde;o, historicamente, os que t&ecirc;m impulsionado a reforma dos m&eacute;todos de trabalho. Embora seja da responsabilidade do &oacute;rg&atilde;o a defini&ccedil;&atilde;o das suas regras de funcionamento, a transpar&ecirc;ncia, efic&aacute;cia e intera&ccedil;&atilde;o com estados n&atilde;o&#8209;membros do CSNU &eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o de todos os estados&#8209;membros das NU<sup><a href="#72">72</a></sup><a name="top72"></a>. Enquanto presidente do Grupo de Trabalho, Portugal defendeu a melhoria na forma como o trabalho interno do CSNU decorre &ndash; a maioria &eacute; feito com recurso a consultas informais<sup><a href="#73">73</a></sup><a name="top73"></a>&ndash;, verificando&#8209;se um esfor&ccedil;o no sentido de reunir publicamente com maior frequ&ecirc;ncia<sup><a href="#74">74</a></sup><a name="top74"></a>.</p>     <p>Outro aspecto importante prende-se com a quest&atilde;o da transpar&ecirc;ncia. Portugal empenhou-se em melhorar os debates abertos, facilitando a intera&ccedil;&atilde;o dos membros do CSNU com os estados n&atilde;o-membros, garantindo um melhor acompanhamento e efic&aacute;cia das reuni&otilde;es, atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de documentos conceptuais, interven&ccedil;&otilde;es mais curtas e resumos dos debates. Al&eacute;m disso, defendeu a exist&ecirc;ncia de avalia&ccedil;&otilde;es mensais da presid&ecirc;ncia do &oacute;rg&atilde;o, e a sua circula&ccedil;&atilde;o mensal por forma a serem utilizados como instrumentos elucidativos do trabalho realizado. Ainda neste contexto, o trabalho desenvolvido pelo Secretariado em disponibilizar mais informa&ccedil;&atilde;o sobre o trabalho do CSNU, &eacute; uma importante contribui&ccedil;&atilde;o para a promo&ccedil;&atilde;o da compreens&atilde;o do trabalho do &oacute;rg&atilde;o<sup><a href="#75">75</a></sup><a name="top75"></a>.</p>     <p>Do mesmo modo, a intera&ccedil;&atilde;o com outras organiza&ccedil;&otilde;es regionais e sub-regionais permite um relacionamento mais aprofundado com os pa&iacute;ses contribuintes com tropas. Para Portugal, esta intera&ccedil;&atilde;o favorece uma troca de pontos de vista substancial e frut&iacute;fera, promovendo um conhecimento detalhado das configura&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de cada pa&iacute;s, melhorando a rela&ccedil;&atilde;o do CSNU com as comiss&otilde;es de <i>peacebuilding </i>e a efic&aacute;cia do trabalho dos &oacute;rg&atilde;os subsidi&aacute;rios<sup><a href="#76">76</a></sup><a name="top76"></a>.</p>     <p>As segunda e terceira participa&ccedil;&otilde;es foram de encontro ao reconhecimento da exist&ecirc;ncia de quest&otilde;es que transcendem a soberania nacional e que devem ser discutidas nas institui&ccedil;&otilde;es internacionais, como a ONU. Al&eacute;m da defesa dos interesses nacionais, a participa&ccedil;&atilde;o portuguesa no CSNU n&atilde;o s&oacute; valorizou a capacidade do &oacute;rg&atilde;o para dar resposta &agrave;s quest&otilde;es mais prementes para o sistema internacional, como contribuiu para uma mais eficaz gest&atilde;o nacional das quest&otilde;es multilaterais.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>     <p>A participa&ccedil;&atilde;o de Portugal no CSNU reflete a relev&acirc;ncia que tanto o &oacute;rg&atilde;o como a Organiza&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m para a PE portuguesa, permitindo o reconhecimento da capacidade nacional de envolvimento nas quest&otilde;es multilaterais. No per&iacute;odo democr&aacute;tico, a participa&ccedil;&atilde;o crescente no CSNU alterou a imagem internacional de Portugal, passando a ser visto como um <i>helpful fixer </i>do sistema internacional. Assim, &eacute; poss&iacute;vel verificar que a participa&ccedil;&atilde;o nas institui&ccedil;&otilde;es funciona como condicionante e como instrumento da PE.</p>     <p>Por oposi&ccedil;&atilde;o ao Estado Novo, o Estado democr&aacute;tico considera que os constrangimentos a que est&aacute; condicionado na ONU favorecem a sua pol&iacute;tica universal e de di&aacute;logo, na medida em que ajudam na coopera&ccedil;&atilde;o com as v&aacute;rias regi&otilde;es do globo. O relacionamento com o CSNU permite a defesa de quest&otilde;es que transcendem a soberania dos estados, refletindo a interdepend&ecirc;ncia entre estes. Al&eacute;m disso, Portugal adotou o papel de interlocutor daqueles que tradicionalmente n&atilde;o t&ecirc;m voz no &oacute;rg&atilde;o, confirmando&#8209;se a capacidade de envolvimento na gest&atilde;o das quest&otilde;es multilaterais.</p>     <p>Concluindo, esta an&aacute;lise procurou demonstrar o crescimento da op&ccedil;&atilde;o pelas organiza&ccedil;&otilde;es multilaterais como as NU durante o regime democr&aacute;tico, considerando-se que ocupa hoje um lugar t&atilde;o importante como a UE, a NATO ou a CPLP. O trabalho desenvolvido ao longo destas tr&ecirc;s participa&ccedil;&otilde;es promoveu a atribui&ccedil;&atilde;o de um novo papel internacional para Portugal enquanto <i>helpful fixer</i>, permitindo a evolu&ccedil;&atilde;o de um pequeno Estado para uma m&eacute;dia pot&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>FONTES PRIM&Aacute;RIAS</p>     <p>ARQUIVO HIST&Oacute;RICO-DIPLOM&Aacute;TICO. Lisboa: Minist&eacute;rio dos Neg&oacute;cios Estrangeiros.</p>     <p>ASSEMBLEIA DA REP&Uacute;BLICA &ndash; <i>Di&aacute;rio da Assembleia da Rep&uacute;blica</i>. 17, 1976. (Consultado em: 3 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://debates.parlamento.pt/diary.aspx?cid=r3.dar&amp;num=017&amp;leg=l01&amp;ses=sl1" target="_blank">http://debates.parlamento.pt/diary.aspx?cid=r3.dar&amp;num=017&amp;leg=l01&amp;ses=sl1</a></p>     <p>ASSEMBLEIA DA REP&Uacute;BLICA &ndash; <i>Di&aacute;rio da Assembleia da Rep&uacute;blica</i>. 16, 1978. (Consultado em: 3 de setembro de 2012).Dispon&iacute;vel em: <a href="http://debates.parlamento.pt/diary.aspx?cid=r3.dar&amp;num=017&amp;leg=l01&amp;ses=sl1" target="_blank">http://debates.parlamento.pt/diary.aspx?cid=r3.dar&amp;num=017&amp;leg=l01&amp;ses=sl1</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>GOVERNO DE PORTUGAL &ndash; <i>Portugal no Conselho de Seguran&ccedil;a das Na&ccedil;&otilde;es Unidas</i>. 2012. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portugal.gov.pt/pt/os-ministerios/ministerio-dos-negocios-estrangeiros/quero-saber-mais/sobreo-ministerio/ csnu/csnu.aspx" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/pt/os-ministerios/ministerio-dos-negocios-estrangeiros/quero-saber-mais/sobreo-ministerio/ csnu/csnu.aspx</a></p>     <p>MISSION OF PORTUGAL &ndash; <i>Statement by Ambassador Ant&oacute;nio Monteiro, Permanent Representative of Portugal, to the Security Council Informal Consultations on Sanctions</i>. Nova York, novembro de 1997. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.int/portugal/sanctions.html" target="_blank">http://www.un.int/portugal/sanctions.html</a></p>     <p>PROGRAMA DO IV GOVERNO CONSTITUCIONAL. 1978-1979, pp. 41-42. (Consultado em: 3 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portugal.gov.pt/pt/o-governo/arquivo-historico/governos-constitucionais/gc04/programa-do-governo/programa-do-iv-governo-constitucional.aspx" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/pt/o-governo/arquivo-historico/governos-constitucionais/gc04/programa-do-governo/programa-do-iv-governo-constitucional.aspx</a></p>     <p>PROGRAMA DO XI GOVERNO CONSTITUCIONAL. 1987-1991. (Consultado em: 3 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portugal.gov.pt/pt/o-governo/arquivo-historico/governos-constitucionais/gc11/programa-do-governo/programa-do-xi-governo-constitucional.aspx" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/pt/o-governo/arquivo-historico/governos-constitucionais/gc11/programa-do-governo/programa-do-xi-governo-constitucional.aspx</a></p>     <p>PROGRAMA DO XIII GOVERNO CONSTITUCIONAL. 1995-1999. (Consultado em: 14 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portugal.gov.pt/pt/o-governo/arquivo-historico/governos-constitucionais/gc13/programa-do-governo/programa-do-xiii-governo-constitucional.aspx" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/pt/o-governo/arquivo-historico/governos-constitucionais/gc13/programa-do-governo/programa-do-xiii-governo-constitucional.aspx</a></p>     <p>PROGRAMA DO XIV GOVERNO CONSTITUCIONAL.1999-2002. (Consultado em 3 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portugal.gov.pt/media/464048/GC14.pdf" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/media/464048/GC14.pdf</a></p>     <p>UNITED NATIONS &ndash; <i>General Assembly Official Records, 65th Session: 28th Plenary Meeting</i>. 12 de outubro de 2010. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://daccess-ods.un.org/TMP/3081403.37467194.html" target="_blank">http://daccess-ods.un.org/TMP/3081403.37467194.html</a></p>     <p>UNITED NATIONS &ndash; <i>Resolu&ccedil;&atilde;o 1970 (2011)</i>. 26 de fevereiro de 2011. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em:<a href="http://http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/RES/1970%282011%29" target="_blank"> http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/RES/1970%282011%29</a></p>     <p>UNITED NATIONS &ndash; <i>Resolu&ccedil;&atilde;o 1973 (2011)</i>. 17 de mar&ccedil;o de 2011. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/RES/1973%282011%29" target="_blank">http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/RES/1973%282011%29</a></p>     <p>UNITED NATIONS &ndash; <i>Resolu&ccedil;&atilde;o 2043 (2012)</i>. 21 de abril de 2012. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/RES/2043%282012%29" target="_blank">http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/RES/2043%282012%29</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>UNITED NATIONS &ndash; Security Council Official Records. 34th Year: 2130th Meeting. 19 de mar&ccedil;o de 1979. Nova York. (Consultado em: 3 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://daccess-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/GEN/NL7/900/26/PDF/NL790026.pdf?OpenElement" target="_blank">http://daccess-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/GEN/NL7/900/26/PDF/NL790026.pdf?OpenElement</a></p>     <p>UNITED NATIONS &ndash; <i>Security Council Official Records. 52th Year: 3778th Meeting</i>. 21 de maio de 1997. Nova York. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/PV.3778%28Resumption1%29" target="_blank">http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/PV.3778%28Resumption1%29</a></p>     <p>UNITED NATIONS &ndash; <i>Security Council Official Records. 52th Year: 3786th Meeting</i>. 4 de junho de 1997. Nova York. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/ga/search/view_doc. asp?symbol=S/PV.3786" target="_blank">http://www.un.org/ga/search/view_doc. asp?symbol=S/PV.3786</a></p>     <p>UNITED NATIONS &ndash; <i>Security Council Official Records, 66th Year: 6620th Meeting</i>. Nova York. 16 de setembro de 2011, p. 5. (Consultado em: 1 de outubro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/PV.6620" target="_blank">http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/PV.6620</a>.</p>     <p>UNITED NATIONS &ndash; <i>Security Council Official Records, 66th Year: 6636th Meeting</i>. Nova York. 24 de outubro de 2011. (Consultado em: 1 de outubro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/PV.6636" target="_blank">http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/PV.6636</a></p>     <p>UNITED NATIONS &ndash; <i>Security Council Official Records, 66th Year: 6672th Meeting</i>. Nova York. 30 de novembro de 2011. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://daccess-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/PRO/N11/614/06/PDF/N1161406.pdf?OpenElement" target="_blank">http://daccess-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/PRO/N11/614/06/PDF/N1161406.pdf?OpenElement</a></p>     <p>UNITED NATIONS &ndash; <i>Security Council Official Records, 67th Year: 6706th Meeting</i>. Nova York. 24 de janeiro de 2012. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://daccess-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/PRO/N12/213/54/PDF/N1221354.pdf?OpenElement" target="_blank">http://daccess-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/PRO/N12/213/54/PDF/N1221354.pdf?OpenElement</a></p>     <p>UNITED NATIONS &ndash; <i>Security Council Official Records, 67th Year: 6870th Meeting</i>. Nova York. 26 de novembro de 2012. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://daccess-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/PRO/N12/604/76/PDF/N1260476.pdf?OpenElement" target="_blank">http://daccess-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/PRO/N12/604/76/PDF/N1260476.pdf?OpenElement</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA CR&Iacute;TICA</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&laquo;Amado admite &ldquo;algumas tens&otilde;es&rdquo; no seio da UE&raquo;. In <i>Expresso</i>. 21 de mar&ccedil;o de 2011. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://arquivo.expresso.pt/amado-admite-algumas-tensoes-no-seio-da-ue=f639075" target="_blank">http://arquivo.expresso.pt/amado-admite-algumas-tensoes-no-seio-da-ue=f639075</a></p>     <p>AMARAL, Jos&eacute;, Martins, Sara, e Macieira, Rui &ndash; &laquo;All for one, as long as there is no one for Europe&raquo;. In <i>Portuguese Journal of International Affairs</i>. Lisboa. N.&ordm; 4, 2010. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ipris.org/php/download.php?fid=423" target="_blank">www.ipris.org/php/download.php?fid=423</a></p>     <p>CRAVINHO, Jo&atilde;o Gomes &ndash; &laquo;A campanha portuguesa para o Conselho de Seguran&ccedil;a&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais. </i>N.&ordm; 28, 2010, pp. 5-37.</p>     <p>&laquo;General Assembly grants Palestine nonmember observer State status at UN&raquo;. In <i>UN News Centre</i>. 29 de novembro de 2012. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=43640#.UhFRiz_OCAJ" target="_blank">http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=43640#.UhFRiz_OCAJ</a></p>     <p>GORJ&Atilde;O, Paulo &ndash; &laquo;Portugal and the Security Council: is this seat taken?&raquo;. In <i>IPRIS Policy Brief</i>. Lisboa. N.&ordm; 1, abril de 2010. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ipris.org/php/download.php?fid=83" target="_blank">www.ipris.org/php/download.php?fid=83</a></p>     <p>&laquo;Kofi Annan&rsquo;s six-point plan for Syria&raquo;. In <i>Aljazeera</i>. 27 de mar&ccedil;o de 2012. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.aljazeera.com/news/middleeast/2012/03/2012327153111767387.html" target="_blank">http://www.aljazeera.com/news/middleeast/2012/03/2012327153111767387.html</a></p>     <p>KEOHANE, R. O. (ed.) &ndash; <i>After Hegemony: Cooperation and Discord in World Political Economy. </i>Princeton: Princeton University Press, 1984.</p>     <p>MARCOS, Daniel &ndash; &laquo;Ensaio bibliogr&aacute;fico: do Ultimato &agrave; transi&ccedil;&atilde;o para a democracia&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais.</i> N.&ordm; 28, 2010, pp. 139-155.</p>     <p>MENDES, Joana Raquel Calado &ndash;<i> Portugal e as Na&ccedil;&otilde;es Unidas: O Papel do Conselho de Seguran&ccedil;a na Pol&iacute;tica Externa Portuguesa</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais &ndash; fcsh-unl, 2012.</p>     <p>MONTEIRO, Ant&oacute;nio &ndash; &laquo;A experi&ecirc;ncia portuguesa na presid&ecirc;ncia do Conselho de Seguran&ccedil;a das Na&ccedil;&otilde;es Unidas&raquo;. In <i>Na&ccedil;&atilde;o &amp; Defesa</i>. N.&ordm; 104, 2003, pp. 81-95.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MONTEIRO, Ant&oacute;nio &ndash; &laquo;As Na&ccedil;&otilde;es Unidas, a elei&ccedil;&atilde;o para o Conselho de Seguran&ccedil;a e para a presid&ecirc;ncia da Assembleia Geral&raquo;. <i>In</i> Requix a, Maria Madalena, e Silva, Filipa Corn&eacute;lio da (eds.) &ndash; <i>O Servi&ccedil;o Diplom&aacute;tico Portugu&ecirc;s do 25 de Abril &agrave; Actualidade </i>&ndash;<i> Perspectivas de Futuro. </i>Lisboa: Instituto Diplom&aacute;tico/Minist&eacute;rio dos Neg&oacute;cios Estrangeiros, 2008.</p>     <p>MISSION OF PORTUGAL &ndash; <i>Hist&oacute;ria. </i>(Online). (Consultado em: 9 de agosto de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.missionofportugal.org/mop/index.php?option=com_con tent&amp;view=article&amp;id=55&amp;Itemid=60" target="_blank">http://www.missionofportugal.org/mop/index.php?option=com_con tent&amp;view=article&amp;id=55&amp;Itemid=60</a></p>     <p>MONTEIRO, Ant&oacute;nio &ndash; &laquo;A presen&ccedil;a portuguesa no Conselho de Seguran&ccedil;a em 1997-1998&raquo;. In <i>Pol&iacute;tica Internacional</i>. N.&ordm; 19, 1999, pp. 163-174.</p>     <p>NEACK, Laura &ndash; <i>The New Foreign Policy: Power Seeking in a Globalized Era. </i>Nova York: Rowman &amp; Littlefield Publishers, 2008.</p>     <p>NEGREIROS, Joaquim Trigo de &ndash; &laquo;Portugal no Conselho de Seguran&ccedil;a da onu&raquo;. In <i>Janus 1998 &ndash; Suplemento das For&ccedil;as Armadas</i>. 1998 (Online). (Consultado em: 3 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://janusonline.pt/1998fa/1998fa_3_1.html#topo" target="_blank">http://janusonline.pt/1998fa/1998fa_3_1.html#topo</a></p>     <p>OFFICE OF THE QUARTET REPRESENTATIVE &ndash; <i>About OQR</i>. (Online). (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.quartetrep.org/quartet/pages/about-oqr/" target="_blank">http://www.quartetrep.org/quartet/pages/about-oqr/</a></p>     <p>&laquo;ONU reconhece o Estado da Palestina&raquo;. In <i>Expresso</i>. 29 de novembro de 2012. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://expresso.sapo.pt/onu-reconhece-o-estado-da-palestina=f770514" target="_blank">http://expresso.sapo.pt/onu-reconhece-o-estado-da-palestina=f770514</a></p>     <p>PAIX&Atilde;O, Jo&atilde;o Quintela &ndash; &laquo;A candidatura de Portugal ao Conselho de Seguran&ccedil;a das Na&ccedil;&otilde;es Unidas&raquo;. In <i>Pol&iacute;tica Internacional</i>. N.&ordm; 14, 1997, pp. 67-87.</p>     <p>&laquo;Palestina admitida na UNESCO com absten&ccedil;&atilde;o de Portugal&raquo;. In <i>Expresso</i>. 31 de outubro de 2011. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://expresso.sapo.pt/palestina-admitida-na-unesco-com-abstencao-de-portugal=f684495" target="_blank">http://expresso.sapo.pt/palestina-admitida-na-unesco-com-abstencao-de-portugal=f684495</a></p>     <p>&laquo;Palestinians&rsquo; upgraded UN status&raquo;. In <i>BBC News</i>. 30 de novembro de 2012. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east13701636" target="_blank">http://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east13701636</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>PAUL, James &ndash; &laquo;The Arria Formula&raquo;. In <i>Global Policy Forum</i>. Outubro de 2003. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.globalpolicy.org/component/content/article/185/40088.html" target="_blank">http://www.globalpolicy.org/component/content/article/185/40088.html</a></p>     <p>TEIXEIRA, Nuno Severiano &ndash; &laquo;Breve ensaio sobre a pol&iacute;tica externa portuguesa&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais.</i> N.&ordm; 28, 2010, pp. 51-60.</p>     <p>TEIXEIRA, Nuno Severiano &ndash; &laquo;Portugal. Democratization and foreign policy&raquo;. In <i>The International Dimension of Democratization: Comparative Perspetives. </i>Londres: Routledge, 2008.</p>     <p>UNITED NATIONS &ndash; &laquo;Security Council statistics in 2011&raquo;. In <i>Security Council Report Monthly Forecast</i>. Fevereiro de 2012. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.securitycouncilreport.org/atf/cf/%7B65BFCF9B-6D27-4E9C-8CD3-CF6E4FF96FF9%7D/February%20 2012%20Forecast.pdf" target="_blank">http://www.securitycouncilreport.org/atf/cf/%7B65BFCF9B-6D27-4E9C-8CD3-CF6E4FF96FF9%7D/February%20 2012%20Forecast.pdf</a></p>     <p>UNITED NATIONS &ndash; &laquo;Security Council statistics in 2012&raquo;. In <i>Security Council Report Monthly Forecast.</i> Fevereiro de 2013. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.securitycouncilreport.org/atf/cf/%7B65BFCF9B-6D27-4E9C-8CD3-CF6E4FF96FF9%7D/2013_02_forecast.pdf" target="_blank">http://www.securitycouncilreport.org/atf/cf/%7B65BFCF9B-6D27-4E9C-8CD3-CF6E4FF96FF9%7D/2013_02_forecast.pdf</a></p>     <p>UNITED NATIONS &ndash; &laquo;The hindsight: hori-zon-scanning briefings&raquo;. In <i>Security Council Report Monthly Forecast</i>. Maio de 2013. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.securitycouncilreport.org/monthly-forecast/2013-05/in_hindsight_horizon-scanning_briefings.php" target="_blank">http://www.securitycouncilreport.org/monthly-forecast/2013-05/in_hindsight_horizon-scanning_briefings.php</a></p>     <p>UNITED NATIONS &ndash; &laquo;UN Security Council elections 2010&raquo;. In <i>Security Council Report</i>. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.securitycouncilreport.org/atf/cf/%7B65BFCF9B-6D27-4E9C-8CD3-CF6E4FF96FF9%7D/SRR%20SC%20Elections%202010.pdf" target="_blank">http://www.securitycouncilreport.org/atf/cf/%7B65BFCF9B-6D27-4E9C-8CD3-CF6E4FF96FF9%7D/SRR%20SC%20Elections%202010.pdf</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 4 de maio de 2015 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 17 de julho de 2015</i></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Tamb&eacute;m conhecido por institucionalismo neoliberal.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> O termo <i>helpful fixer </i>&eacute; caracterizador das m&eacute;dias pot&ecirc;ncias, aquelas cuja diplomacia assenta na media&ccedil;&atilde;o internacional, no contributo para as for&ccedil;as de manuten&ccedil;&atilde;o da paz (<i>peacekeeping</i>) e para a procura de consensos no seio das OI, entre outros comportamentos cooperantes. NEACK, Laura &ndash; <i>The New Foreign Policy: Power Seeking in a Globalized Era. </i>Nova York: Rowman &amp; Littlefield Publishers, 2008.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> A Alian&ccedil;a Atl&acirc;ntica &eacute; entendida no contexto da rela&ccedil;&atilde;o preferencial bilateral, primeiro com o Reino Unido e, a partir de 1945, com os Estados Unidos, mas tamb&eacute;m, com a ades&atilde;o &agrave; NATO. Por sua vez, a op&ccedil;&atilde;o europeia compreende-se inicialmente no quadro de uma op&ccedil;&atilde;o geoecon&oacute;mica, atr av&eacute;s da integr a&ccedil;&atilde;o na Organiza&ccedil;&atilde;o Europeia de Coopera&ccedil;&atilde;o Econ&oacute;mica (OECE), em 1948, e na Associa&ccedil;&atilde;o Europeia de Com&eacute;rcio Livre (EFTA), em 1960; e n&atilde;o de uma verdadeira op&ccedil;&atilde;o europeia, que Salazar repudiava, por considerar que o projeto europeu poderia prejudicar o regime pol&iacute;tico por ele criado. Esta s&oacute; se torna poss&iacute;vel com a transi&ccedil;&atilde;o para a democracia, culminando com a ades&atilde;o &agrave;s Comunidades Europeias, em 1986. Por fim, a op&ccedil;&atilde;o colonial, entendida inicialmente no quadro da manuten&ccedil;&atilde;o dos territ&oacute;rios ultramarinos face aos movimentos de autodetermina&ccedil;&atilde;o (primeiro na &Iacute;ndia, e depois na &Aacute;frica); e mais tarde, j&aacute; no Estado democr&aacute;tico, com a cria&ccedil;&atilde;o em 1996 da CPLP.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> MARCOS, Daniel &ndash; &laquo;Ensaio bibliogr&aacute;fico: do Ultimato &agrave; transi&ccedil;&atilde;o para a democracia&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais.</i> N.&ordm; 28, 2010, pp. 139-155.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> TEIXEIRA, Nuno Severiano &ndash; &laquo;Breve ensaio sobre a pol&iacute;tica externa portuguesa&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais.</i> N.&ordm; 28, 2010, pp. 51-60.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Ver KEOHANE, R. O. (ed.) &ndash; <i>After Hegemony: Cooperation and Discord in World Political Economy. </i>Princeton: Princeton Universtity Press, 1984.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> MISSION OF PORTUGAL &ndash; <i>Hist&oacute;ria. </i>(Online). (Consultado em: 9 de agosto de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.missio-nofportugal.org/mop/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;i d=55&amp;Itemid=60" target="_blank">http://www.missio-nofportugal.org/mop/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;i d=55&amp;Itemid=60</a></p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> CRAVINHO, Jo&atilde;o Gomes &ndash; &laquo;A campanha portuguesa para o Conselho de Seguran&ccedil;a&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais. </i>N.&ordm; 28, 2010, pp. 5-37.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> <i>Middle powers</i>, no termo em ingl&ecirc;s.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> NEACK , Laura &ndash; <i>The New Foreign Policy: Power Seeking in a Globalized Era</i>.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> TEIXEIRA, Nuno Severiano &ndash; &laquo;Portugal. Democratization and foreign policy&raquo;. In The International Dimension of Democratization: Comparative Perspectives. Londres: Routledge, 2008.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> ASSEMBLEIA DA REP&Uacute;BLICA &ndash; <i>Di&aacute;rio da Assembleia da Rep&uacute;blica. </i>17, 1976, pp. 419-420. (Consultado em: 3 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://debates.parlamento.pt/diary.aspx?cid=r3. dar&amp;num=017&amp;leg=l01&amp;ses=sl1" target="_blank">http://debates.parlamento.pt/diary.aspx?cid=r3. dar&amp;num=017&amp;leg=l01&amp;ses=sl1</a></p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> ASSEMBLEIA DA REP&Uacute;BLICA &ndash; <i>Di&aacute;rio da Assembleia da Rep&uacute;blica. </i>16, 1978, p. 533. (Consultado em: 3 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://debates.parlamento.pt/diary.aspx?cid=r3.%20dar&amp;num=017&amp;leg=l01&amp;ses=sl1" target="_blank">http://debates.parlamento.pt/diary.aspx?cid=r3.%20dar&amp;num=017&amp;leg=l01&amp;ses=sl1</a></p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> Substitu&iacute;da em 2006 pelo Conselho de Direitos Humanos.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> Western European and Others Group, criado no &acirc;mbito da Assembleia Geral para a elei&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os principais da Organiza&ccedil;&atilde;o. De acordo com as regras de procedimento da Assembleia Geral, a elei&ccedil;&atilde;o, anual, de cinco membros n&atilde;o-permanentes para o CSNU (com mandato de dois anos) deve ter em conta o artigo 23.o da Carta das NU e uma distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica equitativa. Para melhor conhecimento das regras de procedimento relativas &agrave; elei&ccedil;&atilde;o dos principais &oacute;rg&atilde;os da ONU, ver UNITED NATIONS &ndash; <i>XV. Elections to Principal Organs </i>(Online). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/en/ga/about/ropga/elect.shtml" target="_blank">http://www.un.org/en/ga/about/ropga/elect.shtml</a>.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> J&aacute; em abril de 1977 Portugal declarara, no seio do Grupo, candidatar-se a um dos dois lugares dispon&iacute;veis para membro n&atilde;o-permanente do CSNU para o bi&eacute;nio 1979-1980.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> ARQUIVO HIST&Oacute;RICO-DIPLOM&Aacute;TICO. Lisboa: Minist&eacute;rio dos Neg&oacute;cios Estrangeiros, 1978.</p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> O movimento teve origem na Confer&ecirc;ncia de Bandung de 1955, na qual se definiram os pa&iacute;ses alinhados e n&atilde;o-alinhados com as duas superpot&ecirc;ncias, acabando por se favorecer a posi&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o-alinhamento e de neutralidade. Sendo maioritariamente constitu&iacute;do por pa&iacute;ses em desenvolvimento, marca o envolvimento destes, principalmente ap&oacute;s os primeiros movimentos independentistas, na cena internacional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> ARQUIVO HIST&Oacute;RICO-DIPLOM&Aacute;TICO. Lisboa: Minist&eacute;rio dos Neg&oacute;cios Estrangeiros, 1978.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> Para conhecimento mais aprofundado da campanha portuguesa ao CSNU para o bi&eacute;nio 1979-1980, ver MENDES, Joana Raquel Calado &ndash;<i> Portugal e as Na&ccedil;&otilde;es Unidas: O Papel do Conselho de Seguran&ccedil;a na Pol&iacute;tica Externa Portuguesa</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais &ndash; FCSH-UNL, 2012.</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> PROGRAMA DO IV GOVERNO CONSTITUCIONAL. 1978-1979, pp. 41-42. (Consultado em: 3 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portugal.gov.pt/pt/o-governo/arquivo-historico/governos-constitucio-nais/gc04/programa-do-governo/pro-grama-do-iv-governo-constitucional.aspx" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/pt/o-governo/arquivo-historico/governos-constitucio-nais/gc04/programa-do-governo/pro-grama-do-iv-governo-constitucional.aspx</a></p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> UNITED NATIONS &ndash; <i>Security Council Official Records. 34th Year: 2130th Meeting</i>, 19 de mar&ccedil;o de 1979. Nova York. (Consultado em: 3 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://daccess-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/GEN/NL7/900/26/PDF/NL790026.pdf?OpenElement" target="_blank">http://daccess-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/GEN/NL7/900/26/PDF/NL790026.pdf?OpenElement</a></p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> ARQUIVO HIST&Oacute;RICO-DIPLOM&Aacute;TICO. Lisboa: Minist&eacute;rio dos Neg&oacute;cios Estrangeiros, 1979.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> PROGRAMA DO XI GOVERNO CONSTITUCIONAL. 1987-1991, pp. 9-10. (Consultado em: 3 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portugal.gov.pt/pt/o-governo/arquivo-historico/governos-constitucio-nais/gc11/programa-do-governo/pro-grama-do-xi-governo-constitucional.aspx" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/pt/o-governo/arquivo-historico/governos-constitucio-nais/gc11/programa-do-governo/pro-grama-do-xi-governo-constitucional.aspx</a></p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 10.</p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> PROGRAMA DO XIII GOVERNO CONSTITUCIONAL. 1995-1999, pp. 53-57. (Consultado em: 14 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portugal.gov.pt/pt/o-governo/arquivo-historico/governos-constitucionais/gc13/programa-do-governo/programa-do-xiii-governo-constitucional.aspx" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/pt/o-governo/arquivo-historico/governos-constitucionais/gc13/programa-do-governo/programa-do-xiii-governo-constitucional.aspx</a></p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> <i>Ibidem. </i></p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> MONTEIRO, Ant&oacute;nio &ndash; &laquo;A presen&ccedil;a portuguesa no Conselho de Seguran&ccedil;a em 1997-1998&raquo;. In <i>Pol&iacute;tica Internacional</i>. N.&ordm; 19, 1999, pp. 163-174.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> <i>Ibidem</i>. Paix&atilde;o, Jo&atilde;o Quintela &ndash; &laquo;A candidatura de Portugal ao Conselho de Seguran&ccedil;a das Na&ccedil;&otilde;es Unidas&raquo;. In <i>Pol&iacute;tica Internacional</i>. N.&ordm; 14, 1997, pp. 67-87.</p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> MONTEIRO, Ant&oacute;nio &ndash; &laquo;As Na&ccedil;&otilde;es Unidas, a elei&ccedil;&atilde;o para o Conselho de Seguran&ccedil;a e para a presid&ecirc;ncia da Assembleia Geral&raquo;. <i>In</i> REQUIXA, Maria Madalena, e Silva, Filipa Corn&eacute;lio da (eds.) &ndash; <i>O Servi&ccedil;o Diplom&aacute;tico Portugu&ecirc;s do 25 de Abril &agrave; Actualidade </i>&ndash;<i> Perspectivas de Futuro. </i>Lisboa: Instituto Diplom&aacute;tico/Minist&eacute;rio dos Neg&oacute;cios Estrangeiros, 2008.</p>     <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> No final da primeira volta, Portugal ficou a apenas nove votos da elei&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> Para um conhecimento mais aprofundado da campanha portuguesa ao CSNU para o bi&eacute;nio 1997-1998, ver PAIX&Atilde;O, Jo&atilde;o Quintela &ndash; &laquo;A candidatura de Portugal ao Conselho de Seguran&ccedil;a das Na&ccedil;&otilde;es Unidas&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> NEGREIROS, Joaquim Trigo de &ndash; &laquo;Portugal no Conselho de Seguran&ccedil;a da ONU&raquo;. In <i>Janus 1998 &ndash; Suplemento das For&ccedil;as Armadas</i>, 1998 (Online). (Consultado em: 3 de setembro de 2012). (Consultado em: 3 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://janusonline.pt/1998fa/1998fa_3_1. html#topo" target="_blank">http://janusonline.pt/1998fa/1998fa_3_1. html#topo</a></p>     <p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> MONTEIRO, Ant&oacute;nio &ndash; &laquo;As Na&ccedil;&otilde;es Unidas, a elei&ccedil;&atilde;o para o Conselho de Seguran&ccedil;a e para a presid&ecirc;ncia da Assembleia Geral&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> Era composta por Portugal, Estados Unidos e Federa&ccedil;&atilde;o Russa. Completava a Comiss&atilde;o Conjunta criada em 1994 pelo Protocolo de Lusaca, da qual tamb&eacute;m faziam parte representantes do Governo angolano e da Unita; sendo respons&aacute;vel pela verifica&ccedil;&atilde;o da implementa&ccedil;&atilde;o do protocolo.</p>     <p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> UNITED NATIONS &ndash; <i>Security Council Official Records. 52th Year: 3786th Meeting</i>. 4 de junho de 1997. Nova York. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/PV.3786" target="_blank">http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/PV.3786</a></p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> UNITED NATIONS &ndash; <i>Security Council official Records. 52th Year: 3778th Meeting</i>. 21 de maio de 1997. Nova York. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/ga/search/view_ doc.asp?symbol=S/PV.3778%28 Resumption1%29" target="_blank">http://www.un.org/ga/search/view_ doc.asp?symbol=S/PV.3778%28 Resumption1%29</a></p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> MISSION OF PORTUGAL &ndash; <i>Statement by Ambassador Ant&oacute;nio Monteiro, Permanent Representative of Portugal, to the Security Council Informal Consultations on Sanctions</i>. Nova York. novembro de 1997. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.int/portugal/sanctions.html" target="_blank">http://www.un.int/portugal/sanctions.html</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> MONTEIRO, Ant&oacute;nio &ndash; <i>A Experi&ecirc;ncia Portuguesa na Presid&ecirc;ncia do Conselho de Seguran&ccedil;a das Na&ccedil;&otilde;es Unidas</i>. In <i>Na&ccedil;&atilde;o &amp; Defesa</i>. N.&ordm; 104, 2003, pp. 81-95; UNITED NATIONS &ndash; <i>Security Council Official Records. </i><i>52th Year: 3778th Meeting</i>.</p>     <p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> CRAVINHO, Jo&atilde;o Gomes &ndash; &laquo;A campanha portuguesa para o Conselho de Seguran&ccedil;a&raquo;, p. 6.</p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> AMARAL , Jos&eacute;, MARTINS, Sara, e MACIEIRA, Rui &ndash; &laquo;All for one, as long as there is no one for Europe&raquo;. In <i>Portuguese Journal of International Affairs</i>. Lisboa. N.&ordm; 4, 2010. (Consultado em 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ipris.org/ php/download.php?fid=423" target="_blank">www.ipris.org/ php/download.php?fid=423</a></p>     <p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup> Situa&ccedil;&atilde;o em que o n&uacute;mero de candidatos de determinado grupo corresponde exatamente ao n&uacute;mero de lugares dispon&iacute;veis.</p>     <p><Sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></Sup> PROGRAMA DO XIV GOVERNO CONSTITUCIONAL. 1999-2002. p. 13. (Consultado em: 3 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em : <a href="http://www.portugal.gov.pt/media/464048/GC14.pdf" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/media/464048/GC14.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></Sup> CRAVINHO, Jo&atilde;o Gomes &ndash; &laquo;A campanha portuguesa para o Conselho de Seguran&ccedil;a&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></Sup> GORJ&Atilde;O, Paulo &ndash; &laquo;Portugal and the Security Council: is this seat taken?&raquo;. In <i>IPRIS Policy Brief</i>. Lisboa. N.&ordm; 1, abril de 2010. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ipris.org/php/download.php?fid=83" target="_blank">www.ipris.org/php/download.php?fid=83</a></p>     <p><Sup><a name="48"></a><a href="#top48">48</a></Sup> CRAVINHO, Jo&atilde;o Gomes &ndash; &laquo;A campanha portuguesa para o Conselho de Seguran&ccedil;a&raquo;, p. 10.</p>     <p><Sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></Sup> <i>Ibidem.</i> UNITED NATIONS &ndash; <i>General Assembly Official Records, 65th Session: 28th Plenary Meeting</i>, 12 de outubro de 2010. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://daccess-ods.un.org/TMP/3081403.37467194.html" target="_blank">http://daccess-ods.un.org/TMP/3081403.37467194.html</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="50"></a><a href="#top50">50</a></Sup> Grupo de pa&iacute;ses mais industrializados e desenvolvidos economicamente do mundo.</p>     <p><Sup><a name="51"></a><a href="#top51">51</a></Sup> GORJ&Atilde;O, Paulo &ndash; &laquo;Portugal and the Security Council: is this seat taken?&raquo;; CRAVINHO, Jo&atilde;o Gomes &ndash; &laquo;A campanha portuguesa para o Conselho de Seguran&ccedil;a&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="52"></a><a href="#top52">52</a></Sup> Para um conhecimento mais aprofundado da campanha portuguesa ao CSNU para o bi&eacute;nio 2011-2012, ver CRAVINHO, Jo&atilde;o Gomes &ndash; &laquo;A campanha portuguesa para o Conselho de Seguran&ccedil;a&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="53"></a><a href="#top53">53</a></Sup> O termo &laquo;seguran&ccedil;a&raquo; &eacute; entendido num sentido mais lato. Deixou de se falar da seguran&ccedil;a apenas no sentido externo (como acontecia at&eacute; &agrave; Guerra Fria), da seguran&ccedil;a dos estados, para se passar a considerar a seguran&ccedil;a interna (seguran&ccedil;a humana), das popula&ccedil;&otilde;es dentro dos estados.</p>     <p><Sup><a name="54"></a><a href="#top54">54</a></Sup> Grupo de pa&iacute;ses que se apoia mutuamente para alcan&ccedil;ar o lugar de membros permanentes do CSNU: Alemanha, Brasil, &Iacute;ndia e Jap&atilde;o.</p>     <p><Sup><a name="55"></a><a href="#top55">55</a></Sup> Criado em 2003, procura refor&ccedil;ar as rela&ccedil;&otilde;es entre os tr&ecirc;s pa&iacute;ses, promovendo uma maior coopera&ccedil;&atilde;o sul-sul e a proje&ccedil;&atilde;o das posi&ccedil;&otilde;es individuais de cada um. UNITED NATIONS &ndash; &laquo;UN Security Council Elections 2010&raquo;. In <i>Security Council Report</i>. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.securitycouncilreportorG/atf/cf/%7B65Bfcf9B-6d27-4e9c-8cd3-cf6e4ff96ff9%7d/srr%20sc%20elections%202010.pdf" target="_blank">http://www.securitycouncilreportorG/atf/cf/%7B65Bfcf9B-6d27-4e9c-8cd3-cf6e4ff96ff9%7d/srr%20sc%20elections%202010.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="56"></a><a href="#top56">56</a></Sup> &Eacute; o caso do Brasil, presente no CSNU no bi&eacute;nio 2010-2011; e da &Iacute;ndia, &Aacute;frica do Sul e Alemanha, presentes no bi&eacute;nio 2011-2012.</p>     <p><Sup><a name="57"></a><a href="#top57">57</a></Sup> S&oacute; foi assumida em mar&ccedil;o de 2011, ap&oacute;s a ado&ccedil;&atilde;o da Resolu&ccedil;&atilde;o 1970 (2011) que estabeleceu o regime sancionat&oacute;rio ao pa&iacute;s. UNITED NATIONS &ndash; <i>Resolu&ccedil;&atilde;o 1970</i> (2011), de 26 de fevereiro de 2011. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/RES/1970%282011%29" target="_blank">http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/RES/1970%282011%29</a></p>     <p><Sup><a name="58"></a><a href="#top58">58</a></Sup> GOVERNO DE PORTUGAL &ndash; <i>Portugal no Conselho de Seguran&ccedil;a das Na&ccedil;&otilde;es Unidas</i>. 2012. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portugal.gov.pt/pt/os-ministerios/ministerio-dos-negocios-estrangeiros/quero-saber-mais/sobreo-ministerio/csnu/csnu.aspx" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/pt/os-ministerios/ministerio-dos-negocios-estrangeiros/quero-saber-mais/sobreo-ministerio/csnu/csnu.aspx</a></p>     <p><Sup><a name="59"></a><a href="#top59">59</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="60"></a><a href="#top60">60</a></Sup> O L&iacute;bano era o &uacute;nico pa&iacute;s do M&eacute;dio Oriente presente no CSNU quando se iniciou a Primavera &Aacute;rabe.</p>     <p><Sup><a name="61"></a><a href="#top61">61</a></Sup> UNITED NATIONS &ndash; <i>Resolu&ccedil;&atilde;o 1973 (2011)</i>. 17 de mar&ccedil;o de 2011. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/ga/search/view_ doc.asp?symbol=S/RES/1973%282011%29" target="_blank">http://www.un.org/ga/search/view_ doc.asp?symbol=S/RES/1973%282011%29</a></p>     <p><Sup><a name="62"></a><a href="#top62">62</a></Sup>&laquo;Amado admite &ldquo;algumas tens&otilde;es&rdquo; no seio da ue&raquo;. In <i>Expresso</i>. 21 de mar&ccedil;o de 2011. (Consultado em: 25 de setembro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://arquivo.expresso.pt/amado-admite-algumas-tensoes-no-seio-da-ue=f639075" target="_blank">http://arquivo.expresso.pt/amado-admite-algumas-tensoes-no-seio-da-ue=f639075</a></p>     <p><Sup><a name="63"></a><a href="#top63">63</a></Sup>UNITED NATIONS &ndash; &laquo;Security Council statistics in 2011&raquo;. In <i>Security Council Report Monthly Forecast</i>. fevereiro de 2012. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.securitycouncilreport.org/ atf/cf/%7B65BFCF9B-6D27-4E9C-8CD3-CF6E4FF96FF9%7D/February%202012%20Forecast.pdf" target="_blank">http://www.securitycouncilreport.org/ atf/cf/%7B65BFCF9B-6D27-4E9C-8CD3-CF6E4FF96FF9%7D/February%202012%20Forecast.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="64"></a><a href="#top64">64</a></Sup> UNITED NATIONS &ndash; <i>Security Council Official Records, 66th Year: 6620th Meeting</i>. Nova York. 16 de setembro de 2011, p. 5. (Consultado em: 1 de outubro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/PV.6620" target="_blank">http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/PV.6620</a>. Tradu&ccedil;&atilde;o livre da autora. No original: &laquo;The positive contribution that women can make to all aspects of post-conflict situations has long been established.&raquo;</p>     <p><Sup><a name="65"></a><a href="#top65">65</a></Sup> O Quarteto para o M&eacute;dio Oriente, composto pela ONU, UE, R&uacute;ssia e Estados Unidos, pretende que as negocia&ccedil;&otilde;es levem ao estabelecimento de um Estado palestiniano com base nas fronteiras de 1967. Office of the Quartet Representative &ndash; <i>About OQR</i>. (Online). (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.quartetrep.org/quartet/pages/ about-oqr" target="_blank">http://www.quartetrep.org/quartet/pages/ about-oqr</a>/</p>     <p><Sup><a name="66"></a><a href="#top66">66</a></Sup> UNITED NATIONS &ndash; <i>Security Council Official Records, 66th Year: 6636th Meeting</i>. Nova York. 24 de outubro de 2011. (Consultado em: 1 de outubro de 2012). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/PV.6636" target="_blank">http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/PV.6636</a>; United Nations</p> <i>Security Council Official Records, 67th Year: 6706th Meeting</i>. Nova York. 24 de janeiro de 2012. (Consultado em 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://daccess-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/PRO/N12/213/54/PDF/N1221354.pdf?OpenElement" target="_blank">http://daccess-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/PRO/N12/213/54/PDF/N1221354.pdf?OpenElement</a>     <p></p>     <p><Sup><a name="67"></a><a href="#top67">67</a></Sup> &laquo;General Assembly grants Palestine non-member observer State status at UN&raquo;. In <i>UN News Centre</i>. 29 de novembro de 2012. (Consultado em 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=43640#.UhFRiz_OCAJ" target="_blank">http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=43640#.UhFRiz_OCAJ</a>; &laquo;Palestinians&rsquo; upgraded un status&raquo;. In <i>BBC News</i>. 30 de novembro de 2012. (Consultado em 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east13701636" target="_blank">http://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east13701636</a></p>     <p><Sup><a name="68"></a><a href="#top68">68</a></Sup> Dos 193 pa&iacute;ses membros das NU, 138 votaram favoravelmente; quatro abstive-ram-se e nove votaram contra (Israel, Estados Unidos, Canad&aacute;, Rep&uacute;blica Checa, Panam&aacute;, Ilhas Marshall, Nauru, Palau e Micron&eacute;sia).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="69"></a><a href="#top69">69</a></Sup> &laquo;ONU reconhece o Estado da Pales-tina&raquo;. In <i>Expresso</i>. 29 de novembro de 2012. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://expresso.sapo.pt/onu-reconhece-o-estado-da-palestina=f770514" target="_blank">http://expresso.sapo.pt/onu-reconhece-o-estado-da-palestina=f770514</a>. Contudo, importa referir que no &acirc;mbito do primeiro pedido de admiss&atilde;o &agrave;s nu, em 2011, a Autoridade Palestiniana solicitou a integra&ccedil;&atilde;o na unesco, tendo sido admitida como membro de pleno direito numa vota&ccedil;&atilde;o na qual Portugal se absteve (107 votos favor&aacute;veis, 14 votos contra e 52 absten&ccedil;&otilde;es). &laquo;Palestina admitida na unesco com absten&ccedil;&atilde;o de Portugal&raquo;. In <i>Expresso</i>. 31 de outubro de 2011. (Consultado em 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://expresso.sapo.pt/palestina-admitida-na-unesco-com-abstencao-de-portugal=f684495" target="_blank">http://expresso.sapo.pt/palestina-admitida-na-unesco-com-abstencao-de-portugal=f684495</a></p>     <p><Sup><a name="70"></a><a href="#top70">70</a></Sup> A ado&ccedil;&atilde;o da Resolu&ccedil;&atilde;o 2043 (2012), copatrocinada por Portugal, estabeleceu a Miss&atilde;o de Supervis&atilde;o das NU na S&iacute;ria (UNSMIS) para acompanhar e apoiar a implementa&ccedil;&atilde;o da proposta do representante especial conjunto das NU e da Liga &Aacute;rabe, Kofi Annan. UNITED NATIONS &ndash; <i>Resolu&ccedil;&atilde;o 2043 (2012)</i>. 21 de abril de 2012. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/RES/2043%282012%29" target="_blank">http://www.un.org/ga/search/view_doc.asp?symbol=S/RES/2043%282012%29</a>; &laquo;Kofi Annan&rsquo;s six-point plan for Syria&raquo;. In <i>Aljazeera</i>. 27 de mar&ccedil;o de 2012. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.aljazeera.com/news/middleeast/2012/03/2012327153111767387.html" target="_blank">http://www.aljazeera.com/news/middleeast/2012/03/2012327153111767387.html</a></p>     <p><Sup><a name="71"></a><a href="#top71">71</a></Sup> O n&uacute;mero de resolu&ccedil;&otilde;es aumentou relativamente a 2011. Contudo, o conte&uacute;do de algumas foi modificado ap&oacute;s o veto de dois projetos de resolu&ccedil;&atilde;o pela R&uacute;ssia e a China, n&atilde;o gozando de alguns aspetos mais ambiciosos quanto os inicialmente propostos. UNITED NATIONS &ndash; &laquo;Security Council statistics in 2012&raquo;. In <i>Security Council Report Monthly Forecast. </i>fevereiro de 2013. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.securitycouncilreport.org/atf/cf/%7B65BFCF9B-6D27-4E9C-8CD3-CF6E4FF96FF9%7D/2013_02_forecast.pdf" target="_blank">http://www.securitycouncilreport.org/atf/cf/%7B65BFCF9B-6D27-4E9C-8CD3-CF6E4FF96FF9%7D/2013_02_forecast.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="72"></a><a href="#top72">72</a></Sup> UNITED NATIONS &ndash; <i>Security Council official records, 66th year: 6672th meeting</i>. Nova Iorque. 30 de novembro de 2011 (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://daccess-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/PRO/N11/614/06/PDF/N1161406.pdf?OpenElement" target="_blank">http://daccess-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/PRO/N11/614/06/PDF/N1161406.pdf?OpenElement</a></p>     <p><Sup><a name="73"></a><a href="#top73">73</a></Sup> J&aacute; em 1997-1998 Portugal defendeu uma maior abertura do csnu, considerando que as consultas informais n&atilde;o deveriam passar de meios para a busca de solu&ccedil;&otilde;es de compromisso enquanto as formalidades deveriam passar para as reuni&otilde;es formais do CSNU nas suas diferentes forma&ccedil;&otilde;es. Para um conhecimento mais aprofundado desta tem&aacute;tica, ver MONTEIRO, Ant&oacute;nio &ndash; &laquo;A experi&ecirc;ncia portuguesa na Presid&ecirc;ncia do Conselho de Seguran&ccedil;a das Na&ccedil;&otilde;es Unidas&raquo;; PAUL, James &ndash; &laquo;The Arria Formula&raquo;. In <i>Global Policy Forum</i>. Outubro de 2003. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.globalpolicy.org/component/content/article/185/40088.html" target="_blank">http://www.globalpolicy.org/component/content/article/185/40088.html</a>; United Nations &ndash; &laquo;The hindsight: horizon-scanning briefings&raquo;. In <i>Security Council Report Monthly Forecast</i>. Maio de 2013. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.securitycouncilreport.org/monthly-forecast/2013-05/in_hindsight_horizon-scanning_briefings.php" target="_blank">http://www.securitycouncilreport.org/monthly-forecast/2013-05/in_hindsight_horizon-scanning_briefings.php</a></p>     <p><Sup><a name="74"></a><a href="#top74">74</a></Sup> UNITED NATIONS &ndash; <i>Security Council Official Records, 67th Year: 6870th Meeting</i>. Nova York. 26 de novembro de 2012. (Consultado em: 23 de julho de 2013). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://daccess-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/PRO/N12/604/76/PDF/N1260476.pdf?OpenElement" target="_blank">http://daccess-dds-ny.un.org/doc/UNDOC/PRO/N12/604/76/PDF/N1260476.pdf?OpenElement</a></p>     <p><Sup><a name="75"></a><a href="#top75">75</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="76"></a><a href="#top76">76</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>      ]]></body><back>
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