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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A participação portuguesa em missões de paz da ONU]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article aims at describing and analysing what has been the Portuguese participation - Armed and Constabulary Forces - in peace missions, in the last 23 years. The analysis highlights three fundamental features: the number of theatres of operations where national forces operated has increased, as well as the distance among them. National forces began operating outside the traditional regions of national interest; in a significant number of occasions, national participation was done through individual contributions, small and with short duration (one/two years); The military and constabulary forces own unquestionable subject matter expertise to work in the framework of United Nations peacebuilding operations.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>PORTUGAL E AS NAÇÕES UNIDAS</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A participa&ccedil;&atilde;o portuguesa em miss&otilde;es de paz da ONU</b></p>     <p><b>The Portuguese participation in UN peace missions</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Carlos Martins Branco</b></p>     <p>Major general do Ex&eacute;rcito portugu&ecirc;s, na situa&ccedil;&atilde;o de reserva. Serviu nas Na&ccedil;&otilde;es Unidas, nos Balc&atilde;s, como observador militar; e prestou servi&ccedil;o na Divis&atilde;o Militar do DPKO, no quartel-general da ONU, em Nova Iorque, como <i>desk officer</i> das miss&otilde;es da ONU no M&eacute;dio Oriente (L&iacute;bano, S&iacute;ria, Israel e na fronteira do Iraque/Kuwait).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente artigo tem por objetivo descrever e analisar o que foi a participa&ccedil;&atilde;o portuguesa &ndash; For&ccedil;as Armadas e de Seguran&ccedil;a &ndash; em miss&otilde;es de paz, nos &uacute;ltimos vinte e tr&ecirc;s anos. Ressaltam da an&aacute;lise tr&ecirc;s aspectos fundamentais: o aumento do n&uacute;mero de teatros de opera&ccedil;&otilde;es em que as for&ccedil;as nacionais operaram, assim como a dist&acirc;ncia entre eles. As for&ccedil;as nacionais passaram a operar em regi&otilde;es que n&atilde;o se inseriam nas &aacute;reas tradicionais de interesse nacional; num significativo n&uacute;mero de casos, a participa&ccedil;&atilde;o nacional efetuou-se atrav&eacute;s de contribui&ccedil;&otilde;es individuais, diminutas e de curta dura&ccedil;&atilde;o (um/dois anos). As for&ccedil;as militares e de seguran&ccedil;a disp&otilde;em de inquestion&aacute;veis compet&ecirc;ncias para operarem no quadro das opera&ccedil;&otilde;es de consolida&ccedil;&atilde;o da paz da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> Miss&otilde;es de paz, ONU, For&ccedil;as Armadas, For&ccedil;as de Seguran&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This article aims at describing and analysing what has been the Portuguese participation &ndash; Armed and Constabulary Forces &ndash; in peace missions, in the last 23 years. The analysis highlights three fundamental features: the number of theatres of operations where national forces operated has increased, as well as the distance among them. National forces began operating outside the traditional regions of national interest; in a significant number of occasions, national participation was done through individual contributions, small and with short duration (one/two years); The military and constabulary forces own unquestionable subject matter expertise to work in the framework of United Nations peacebuilding operations.</p>     <p><b>Keywords:</b> Peace Missions, UN, Armed Forces, Constabulary Forces.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Pretendemos com o presente artigo descrever e analisar o que foi a participa&ccedil;&atilde;o nacional em miss&otilde;es de paz, desde o seu debute no L&iacute;bano, em 1958. Quando nos referimos &agrave; participa&ccedil;&atilde;o nacional, estamos a considerar o envolvimento tanto das For&ccedil;as Armadas como das For&ccedil;as de Seguran&ccedil;a (GNR e PSP) nestas miss&otilde;es. Para efeitos deste trabalho, consider&aacute;mos como miss&otilde;es de paz todas aquelas atividades que se enquadram nos conceitos de preven&ccedil;&atilde;o de conflitos, <i>peacemaking</i>, manuten&ccedil;&atilde;o da paz, imposi&ccedil;&atilde;o da paz e consolida&ccedil;&atilde;o da paz previstos na <i>Capstone Doctrine</i>, da ONU<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>.</p>     <p>O documento encontra-se organizado em cinco sec&ccedil;&otilde;es. Para enquadrar o leitor come&ccedil;aremos por caracterizar de uma forma sum&aacute;ria o que tem sido a participa&ccedil;&atilde;o nacional nestas opera&ccedil;&otilde;es. Seguem-se tr&ecirc;s sec&ccedil;&otilde;es, uma dedicada &agrave; participa&ccedil;&atilde;o das For&ccedil;as Armadas (FA), e as restantes duas a cada uma das For&ccedil;as de Seguran&ccedil;a (FS), onde descreveremos os aspectos principais do mandato de cada miss&atilde;o, e o que foi a participa&ccedil;&atilde;o nacional nessas miss&otilde;es. Finalizaremos com algumas considera&ccedil;&otilde;es que nos ajudar&atilde;o a identificar os aspectos mais importantes dessa participa&ccedil;&atilde;o. O trabalho inclui ainda uma sec&ccedil;&atilde;o de anexos, os quais permitem visualizar de uma forma sint&eacute;tica o que foi a participa&ccedil;&atilde;o das diferentes for&ccedil;as aqui consideradas.</p>     <p>Para elaborar este trabalho, o autor socorreu-se de outros trabalhos da sua autoria, publicados e/ou a publicar, sobre tem&aacute;ticas pr&oacute;ximas daquela aqui tratada, procedendo &agrave; sua atualiza&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o ao objeto aqui estabelecido.</p>     <p>Pela sua natureza pr&oacute;pria e distinta, optamos por apresentar a participa&ccedil;&atilde;o das FA e da GNR em dois cap&iacute;tulos distintos: em unidades constitu&iacute;das (contingentes/for&ccedil;as militares) e participa&ccedil;&otilde;es individuais (como, por exemplo, os observadores militares). Para facilitar a identifica&ccedil;&atilde;o do leitor com as miss&otilde;es, opt&aacute;mos deliberadamente por manter as suas designa&ccedil;&otilde;es originais (em ingl&ecirc;s ou franc&ecirc;s), n&atilde;o as traduzindo para portugu&ecirc;s. De salientar o facto de a esmagadora maioria das miss&otilde;es em que atores nacionais participaram terem decorrido sob os ausp&iacute;cios do Departamento de Opera&ccedil;&otilde;es de Apoio &agrave; Paz (DPKO).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>A EVOLU&Ccedil;&Atilde;O DA PARTICIPA&Ccedil;&Atilde;O PORTUGUESA NAS MISS&Otilde;ES DE PAZ</b></p>     <p>A primeira participa&ccedil;&atilde;o portuguesa em miss&otilde;es de paz da onu ocorreu no ido ano de 1958, no L&iacute;bano, na United Nations Observation Group in Lebanon (UNOGIL), de junho a dezembro, uma miss&atilde;o criada no rescaldo de uma revolta popular contra a tentativa de o ent&atilde;o Presidente Camille Chamoun alterar a Constitui&ccedil;&atilde;o, o que lhe permitiria a elei&ccedil;&atilde;o para um segundo mandato. Essa participa&ccedil;&atilde;o foi singular e espor&aacute;dica. Ap&oacute;s um interregno de trinta e quatro anos e com a Guerra Fria terminada, Portugal voltou a participar em miss&otilde;es de paz das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. Em 1992, observadores militares portugueses entram em a&ccedil;&atilde;o nos territ&oacute;rios da antiga Jugosl&aacute;via, sob a bandeira da United Nations Protection Force (UNPROFOR). Nos vinte e tr&ecirc;s anos que nos separam dessa data, a participa&ccedil;&atilde;o nacional passou por quatro per&iacute;odos distintos: o de Mo&ccedil;ambique e Angola; o de Timor-Leste; o de Timor-Leste e L&iacute;bano; e o do desinvestimento na participa&ccedil;&atilde;o em miss&otilde;es lideradas pela ONU. O primeiro per&iacute;odo corresponde a um intervalo de tempo de seis anos (at&eacute; 1998), em que, para al&eacute;m de uma presen&ccedil;a permanente nos Balc&atilde;s, as FA e as FS participam nas miss&otilde;es em Mo&ccedil;ambique e em Angola. No in&iacute;cio de 1993, em Mo&ccedil;ambique (United Nations Operations in Mozambique, UNOMOZ), e de 1995 a 1998, em Angola (United Nations Angola Verification Mission, UNAVEM III e United Nations Observer Mission in Angola (MONUA). Com a retirada do grosso das for&ccedil;as nacionais de Angola temos um per&iacute;odo de dois anos com uma participa&ccedil;&atilde;o reduzida que faz a ponte para o per&iacute;odo seguinte (ver <a href="#a1">Anexo A</a><a name="topa1"></a> &ndash; Contribui&ccedil;&atilde;o Nacional para as Miss&otilde;es de Paz da ONU, p. 118). Em 2001, inicia-se o segundo per&iacute;odo com a participa&ccedil;&atilde;o nacional em Timor-Leste, que se prolonga at&eacute; 2004, continuando ininterruptamente durante este per&iacute;odo a participa&ccedil;&atilde;o nos Balc&atilde;s.</p>     <p>&Agrave; semelhan&ccedil;a do per&iacute;odo anterior, seguiram-se dois anos, com uma participa&ccedil;&atilde;o reduzida e que fez a ponte para um terceiro per&iacute;odo, com in&iacute;cio em finais de 2006 e se prolongou at&eacute; ao segundo semestre de 2012, a que podemos chamar o per&iacute;odo de Timor-Leste e do L&iacute;bano. Timor-Leste foi, de longe, o teatro de opera&ccedil;&otilde;es onde Portugal consumiu mais recursos. No rescaldo da instabilidade pol&iacute;tica e social que assolou Timor-Leste em 2006, Portugal enviou ainda nesse ano uma for&ccedil;a de manuten&ccedil;&atilde;o da paz para o pa&iacute;s, desta feita constitu&iacute;da por unidades da Guarda Nacional Republicana (GNR). Este per&iacute;odo termina com o regresso a Portugal das for&ccedil;as destacadas no L&iacute;bano, em junho, e mais tarde, em outubro, do grosso das for&ccedil;as destacadas em Timor-Leste. Da&iacute; em diante, at&eacute; aos dias de hoje, entrou-se num quarto per&iacute;odo caracterizado por uma participa&ccedil;&atilde;o residual, &laquo;minimizada&raquo; pelos contributos tempor&aacute;rios para a miss&atilde;o da ONU no Mali (United Nations Multidimensional Integrated Stabilization Mission in Mali, MINUSMA).</p>     <p>A an&aacute;lise da participa&ccedil;&atilde;o portuguesa em miss&otilde;es de paz da ONU deve ser acompanhada, em simult&acirc;neo, pelo estudo da participa&ccedil;&atilde;o nacional em miss&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o do Tratado do Atl&acirc;ntico Norte (NATO) e da Pol&iacute;tica Comum de Seguran&ccedil;a e Defesa (PCSD) da Uni&atilde;o Europeia (UE). Uma an&aacute;lise da participa&ccedil;&atilde;o nacional em miss&otilde;es de paz efetuada tendo por base apenas a participa&ccedil;&atilde;o numa das tr&ecirc;s grandes organiza&ccedil;&otilde;es ser&aacute; necessariamente manca. N&atilde;o obstante esta limita&ccedil;&atilde;o na an&aacute;lise &ndash; recorda-se que n&atilde;o &eacute; objeto do presente trabalho analisar a participa&ccedil;&atilde;o nacional em opera&ccedil;&otilde;es de paz, mas t&atilde;o-somente nas Na&ccedil;&otilde;es Unidas &ndash; verifica-se a exist&ecirc;ncia de um profundo desinvestimento na participa&ccedil;&atilde;o em miss&otilde;es da ONU a partir de finais de 2012. Dos &laquo;honrosos&raquo; 10.&ordm; e 12.&ordm; lugares ocupados por Portugal, respetivamente, em 2002 e 2001, Portugal passou a ocupar, em junho de 2015, o 111.&ordm; lugar<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>no <i>ranking </i>dos pa&iacute;ses contribuintes com for&ccedil;as para miss&otilde;es da onu, participando apenas com tr&ecirc;s militares, dois na MINUSMA (Mali) e um na United Nations Assistance Mission in Afghanistan (UNAMA)<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>. Os decisores pol&iacute;ticos optaram por privilegiar a participa&ccedil;&atilde;o nacional em &nbsp;miss&otilde;es da NATO e da UE, em detrimento das miss&otilde;es da ONU<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>AS FOR&Ccedil;AS ARMADAS E AS MISS&Otilde;ES DE PAZ DA ONU</b></p>     <p>As For&ccedil;as Armadas (FA) participaram em vinte e cinco miss&otilde;es de paz da ONU, tanto na forma de unidades constitu&iacute;das como de contribui&ccedil;&otilde;es individuais (na maioria dos casos como observadores militares ou eleitorais).</p>     <p><b>UNIDADES CONSTITU&Iacute;DAS</b></p>     <p>Ver <a href="#a2">Anexo B</a><a name="topa2"></a> &ndash; Participa&ccedil;&atilde;o das For&ccedil;as Armadas Portuguesas em Miss&otilde;es de Paz da ONU (Unidades Constitu&iacute;das), p. 119.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>United Nations Operations in Mozambique (UNOMOZ)</p>     <p>A 4 de outubro de 1992, ap&oacute;s dois anos de negocia&ccedil;&otilde;es em Roma, a Frelimo e a Renamo acordaram em assinar um acordo de paz, o qual previa o lan&ccedil;amento de uma opera&ccedil;&atilde;o de paz &ndash; a UNOMOZ &ndash; para monitorizar o cumprimento do acordo e apoiar o cessar-fogo, a desmobiliza&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as beligerantes e levar a cabo elei&ccedil;&otilde;es nacionais. As FA iniciaram a sua a&ccedil;&atilde;o em Mo&ccedil;ambique, em abril de 1993, e a&iacute; permanecem at&eacute; dezembro de 1994. Estima-se que tenham passado pelo territ&oacute;rio mo&ccedil;ambicano um total de 463 militares portugueses, em servi&ccedil;o no BTm 4 (Batalh&atilde;o de Transmiss&otilde;es 4), no quartel-general da For&ccedil;a e nas diversas comiss&otilde;es de acompanhamento.</p>     <p>United Nations Angola Verification Mission (UNAVEM III) <b>e </b>United Nations Observer Mission in Angola (MONUA)</p>     <p>A UNAVEM III nasceu na sequ&ecirc;ncia da assinatura do Protocolo de Lusaca pelas fa&ccedil;&otilde;es beligerantes, em novembro de 1994. Tinha um mandato muito ambicioso: alcan&ccedil;ar a reconcilia&ccedil;&atilde;o nacional; monitorizar o cumprimento do cessar-fogo, a desmobiliza&ccedil;&atilde;o e o acantonamento das tropas da Unita e do Governo, e a neutralidade da Pol&iacute;cia Nacional Angolana; coordenar a distribui&ccedil;&atilde;o da ajuda humanit&aacute;ria e as a&ccedil;&otilde;es de desminagem; e verificar a realiza&ccedil;&atilde;o do processo eleitoral. Portugal participou nesta miss&atilde;o de maio de 1995 a junho de 1997, com um efetivo pr&oacute;ximo das seis centenas de militares, constituindo a Companhia de Transmiss&otilde;es 5 (CTm 5) e a Companhia Log&iacute;stica (CLog 6) o n&uacute;cleo duro dessa participa&ccedil;&atilde;o. A MONUA sucedeu &agrave; UNAVEM III tendo por mandato promover a reconcilia&ccedil;&atilde;o nacional, a par da consolida&ccedil;&atilde;o do processo de paz. Portugal continuou no terreno juntando &agrave;s duas companhias j&aacute; mencionadas, um destacamento sanit&aacute;rio (DSan 7). As for&ccedil;as portuguesas da MONUA regressaram a Portugal no in&iacute;cio de 1999.</p>     <p>United Nations Transitional Administration in East Timor (UNTAET) e <b>United Nations Mission of Support in East Timor (UNMISET) </b></p>     <p>As FA iniciaram a sua interven&ccedil;&atilde;o em Timor-Leste, em 1999, com navios integrados numa coliga&ccedil;&atilde;o de boas vontades designada por International Force in East Timor (INTERFET), sancionada por uma Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Seguran&ccedil;a das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (RCSNU), tendo prolongado a sua presen&ccedil;a no territ&oacute;rio timorense com outros meios nas miss&otilde;es de manuten&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o da paz que se seguiram, primeiro na UNTAET e depois na UNMISET. Com a independ&ecirc;ncia de Timor-Leste, a 20 de maio, a UNTAET terminou o seu mandato de Administra&ccedil;&atilde;o Transit&oacute;ria, dando lugar &agrave; UNMISET. Com caracter&iacute;sticas substancialmente diferentes da sua antecessora, esta miss&atilde;o visava a consolida&ccedil;&atilde;o do processo de paz, o que significava apoiar a constru&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o das estruturas administrativas centrais, elemento cr&iacute;tico para a manuten&ccedil;&atilde;o da estabilidade pol&iacute;tica do pa&iacute;s.</p>     <p>A participa&ccedil;&atilde;o das FA portuguesas, sob a &eacute;gide das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, neste teatro de opera&ccedil;&otilde;es envolveu os tr&ecirc;s ramos. Salienta-se a presen&ccedil;a de uma unidade de escal&atilde;o batalh&atilde;o, desde fevereiro de 2000 at&eacute; junho de 2004<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>. Como veremos adiante, Timor-Leste foi um teatro de opera&ccedil;&otilde;es onde as FA tamb&eacute;m participaram com observadores militares e onde as FS tiveram um envolvimento important&iacute;ssimo.</p>     <p>United Nations Interim Force in Lebanon (UNIFIL)</p>     <p>A miss&atilde;o no L&iacute;bano teve in&iacute;cio em 1978, sendo criada para confirmar a retirada das for&ccedil;as israelitas do Sul do pa&iacute;s, restaurar a paz e seguran&ccedil;a internacionais e ajudar o Governo na &aacute;rdua tarefa de voltar a exercer a autoridade naquela regi&atilde;o. Em 2006, na sequ&ecirc;ncia do fim do conflito que op&ocirc;s as mil&iacute;cias do Hezbollah ao Ex&eacute;rcito israelita, o Conselho de Seguran&ccedil;a das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (CSNU) legitimou a UNIFIL para cumprir, al&eacute;m do mandato que lhe tinha sido conferido nos termos das RCSNU 425 e 426 aprovadas em 1978, v&aacute;rias tarefas adicionais.</p>     <p>Para cumprir estas tarefas adicionais, a UNIFIL sofreu uma restrutura&ccedil;&atilde;o de monta que implicou um aumento significativo do seu efetivo. &Eacute; neste contexto que, no final de 2006, Portugal decide enviar para o L&iacute;bano uma unidade de engenharia militar de escal&atilde;o companhia<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>, a qual teve a particularidade de integrar militares de Timor-Leste (11 militares), os primeiros timorenses a participar em miss&otilde;es de paz. Portugal terminou a sua contribui&ccedil;&atilde;o para a UNIFIL em 27 de junho de 2012.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>United Nations Multidimensional Integrated Stabilization Mission in Mali (MINUSMA)</p>     <p>A miss&atilde;o foi criada em abril de 2013, no Mali, para apoiar a consolida&ccedil;&atilde;o de um processo pol&iacute;tico que conduzisse &agrave; reconcilia&ccedil;&atilde;o nacional, e simultaneamente realizar v&aacute;rias tarefas relacionadas com a seguran&ccedil;a. Nomeadamente, apoiar as autoridades do Mali na estabiliza&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s e na implementa&ccedil;&atilde;o do programa de transi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Em junho de 2014, o CSNU clarificou as tarefas da miss&atilde;o dizendo que esta se deveria focalizar em garantir a seguran&ccedil;a, a estabiliza&ccedil;&atilde;o e a prote&ccedil;&atilde;o de civis; apoiar o di&aacute;logo pol&iacute;tico e a reconcilia&ccedil;&atilde;o nacional; e auxiliar no restabelecimento da autoridade do Estado, na constru&ccedil;&atilde;o do setor de seguran&ccedil;a, e na promo&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos no pa&iacute;s. Portugal iniciou a sua participa&ccedil;&atilde;o a 4 de setembro de 2014, com um contingente de 51 militares (45 da For&ccedil;a A&eacute;rea Portuguesa e seis do Ex&eacute;rcito), tendo terminado a 15 de maio de 2015. &Agrave; data da publica&ccedil;&atilde;o deste texto, a For&ccedil;a A&eacute;rea Portuguesa mant&eacute;m dois militares no quartel-general da MINUSMA.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONTRIBUI&Ccedil;&Otilde;ES INDIVIDUAIS</b></p>     <p>Para al&eacute;m do envio de contingentes e/ou plataformas a&eacute;reas e mar&iacute;timas, as FA tamb&eacute;m enviaram militares para 19 miss&otilde;es de paz<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>n&atilde;o inseridos em unidades constitu&iacute;das, para desempenharem diversas fun&ccedil;&otilde;es, das quais 11 em &Aacute;frica. No caso das miss&otilde;es de paz das Na&ccedil;&otilde;es Unidas essas fun&ccedil;&otilde;es eram, na esmagadora maioria das vezes, de observa&ccedil;&atilde;o militar, e exercidas s&oacute; por oficiais de posto superior a capit&atilde;o. No terreno pod&iacute;amos deparar-nos com duas situa&ccedil;&otilde;es distintas: coexist&ecirc;ncia num mesmo territ&oacute;rio de duas miss&otilde;es da ONU. Uma de contingentes e outra constitu&iacute;da com base em contribui&ccedil;&otilde;es individuais (por exemplo, miss&otilde;es constitu&iacute;das por for&ccedil;as militares e miss&otilde;es de observadores militares, cada uma com a sua cadeia de comando pr&oacute;pria), ou apenas miss&otilde;es constitu&iacute;das com base em contribui&ccedil;&otilde;es individuais. Para simplificar, chamaremos &agrave;s primeiras miss&otilde;es de tipo A, e &agrave;s segundas miss&otilde;es de tipo B. Passaremos a apresenta-las por ordem cronol&oacute;gica do in&iacute;cio (ver <a href="#a3">Anexo C</a><a name="topa3"></a> &ndash; Participa&ccedil;&atilde;o das For&ccedil;as Armadas Portuguesas em Miss&otilde;es de Observa&ccedil;&atilde;o, pp. 120-121).</p>     <p>United Nations Observation Group in Lebanon (UNOGIL)</p>     <p>Como foi referido, a miss&atilde;o &eacute; criada na sequ&ecirc;ncia da insurrei&ccedil;&atilde;o popular que ocorreu no L&iacute;bano, como rea&ccedil;&atilde;o &agrave; tentativa do Presidente da Rep&uacute;blica, um crist&atilde;o maronita, de tentar alterar a Constitui&ccedil;&atilde;o para se perpetuar no poder, a qual estava a conduzir o pa&iacute;s para a guerra civil. As FA participaram com cinco militares, de 11 de junho a 9 de dezembro de 1958. A miss&atilde;o estava mandatada para assegurar que pessoal e armamento n&atilde;o eram infiltrados atrav&eacute;s da fronteira. A UNOGIL limitava-se a observar. O seu mandato n&atilde;o inclu&iacute;a tarefas de media&ccedil;&atilde;o, arbitragem ou proibi&ccedil;&atilde;o de infiltra&ccedil;&otilde;es ilegais. Esperava-se apenas que a sua presen&ccedil;a fosse dissuasora desses atos. Era uma miss&atilde;o do tipo B.</p>     <p>United Nations Transition Assistance Group (UNTAG)</p>     <p>Na sequ&ecirc;ncia da guerra da independ&ecirc;ncia dos territ&oacute;rios do Sudoeste Africano, Angola, Cuba e a &Aacute;frica do Sul acordaram em 22 de dezembro de 1988 uma s&eacute;rie de medidas que permitissem assegurar a paz na regi&atilde;o, e, simultaneamente, abrissem caminho &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de um plano que culminasse na independ&ecirc;ncia dos territ&oacute;rios que se passaram a chamar Nam&iacute;bia. Esse acordo previa a realiza&ccedil;&atilde;o de elei&ccedil;&otilde;es. &Eacute; neste contexto hist&oacute;rico que nasce a UNTAG com o objetivo de assegurar a realiza&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica de elei&ccedil;&otilde;es, monitorizar o acordo de cessar-fogo entre as for&ccedil;as da South West Africa People&rsquo;s Organization (SWAPO) e da &Aacute;frica do Sul, a retirada e a desmobiliza&ccedil;&atilde;o de todas as for&ccedil;as na Nam&iacute;bia. Portugal participou apenas na supervis&atilde;o do ato eleitoral com tr&ecirc;s militares, de 22 de outubro de 1989 a 11 de novembro de 1989. Era uma miss&atilde;o do tipo A.</p>     <p>United Nations Protection Force (UNPROFOR)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi uma miss&atilde;o estabelecida nos territ&oacute;rios da antiga Jugosl&aacute;via, com in&iacute;cio em fevereiro de 1992 e t&eacute;rmino a 31 de mar&ccedil;o de 1995. Inicialmente circunscrita ao territ&oacute;rio da Cro&aacute;cia, foi mais tarde alargada aos territ&oacute;rios da B&oacute;snia-Herzegovina (daqui em diante, apenas B&oacute;snia) e da Antiga Rep&uacute;blica Jugoslava da Maced&oacute;nia (FYROM). O alargamento do territ&oacute;rio sob a sua jurisdi&ccedil;&atilde;o correspondeu tamb&eacute;m a um alargamento das suas atribui&ccedil;&otilde;es. Inicialmente, a UNPROFOR estava mandatada para assegurar a desmilitariza&ccedil;&atilde;o das tr&ecirc;s &aacute;reas protegidas da ONU (UNPA) e proteger a popula&ccedil;&atilde;o nela residente de quaisquer ataques, assim como monitorizar a desmilitariza&ccedil;&atilde;o da pen&iacute;nsula de Prevlaka. Em junho de 1992, na sequ&ecirc;ncia da extens&atilde;o do conflito &agrave; B&oacute;snia, o mandato da UNPRO-FOR foi alargado, passando a incluir a seguran&ccedil;a e o funcionamento do aeroporto de Sarajevo, e a distribui&ccedil;&atilde;o de ajuda humanit&aacute;ria, apoiando o Alto Comissariado das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para os Refugiados (ACNUR) no seu esfor&ccedil;o humanit&aacute;rio por todo o territ&oacute;rio da B&oacute;snia. A pedido, podia tamb&eacute;m conferir prote&ccedil;&atilde;o &agrave;s colunas do ICRC. Adicionalmente, a UNPROFOR tamb&eacute;m se encontrava mandatada para monitorizar o cumprimento da <i>no-fly zone</i>, das cinco <i>safe areas</i>e Sarajevo. Em dezembro de 1992, a UNPROFOR alargou a sua interven&ccedil;&atilde;o &agrave; FYROM para monitorizar os desenvolvimentos na sua fronteira, naquilo que se designou por <i>preventive deployment</i>.</p>     <p>Em 31 de mar&ccedil;o de 1995, a UNPROFOR sofreu uma restrutura&ccedil;&atilde;o profunda. A sua &Aacute;rea de Responsabilidade (AOR, Area of Responsability) passou a ser apenas o territ&oacute;rio da B&oacute;snia. Na Cro&aacute;cia, &eacute; criada a United Nations Confidence Restoration Operation (UNCRO) e na FYROM a United Nations Preventive Deployment Force (UNPREDEP), miss&otilde;es aut&oacute;nomas no entanto interligadas. Os mandatos nos respetivos territ&oacute;rios permaneceram os mesmos da sua antecessora UNPROFOR. Em substitui&ccedil;&atilde;o da antiga UNPROFOR com responsabilidades a n&iacute;vel de teatro de opera&ccedil;&otilde;es foi criada a UNPF. As FA contribu&iacute;ram para todas estas miss&otilde;es com observadores militares do Ex&eacute;rcito e da For&ccedil;a A&eacute;rea. Estes &uacute;ltimos orientados para a verifica&ccedil;&atilde;o do cumprimento da zona de interdi&ccedil;&atilde;o a&eacute;rea. Participaram na UNPROFOR desde julho de 1991 at&eacute; 31 de mar&ccedil;o de 1995, e nas suas sucessoras (UNPF, UNCRO, FYROM e UNPREDEP) at&eacute; ao fim<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>. Estas miss&otilde;es eram todas do tipo A.</p>     <p>United Nations Operation in Mozambique (ONUMOZ)</p>     <p>Portugal contribui para a componente de observadores militares da miss&atilde;o com seis militares, de 4 de abril de 1993 a 20 de outubro de 1994.</p>     <p>United Nations Mission of Observers in Prevlaka (UNMOP)</p>     <p>A miss&atilde;o foi criada em fevereiro de 1996 e prolongou-se at&eacute; dezembro de 2002. Herda as miss&otilde;es que do antecedente pertenciam &agrave; UNPROFOR, desde outubro de 1992, e a partir de 31 de mar&ccedil;o de 1995 &agrave; UNCRO. Continuava mandatada para monitorizar a desmilitariza&ccedil;&atilde;o da pen&iacute;nsula de Prevlaka e das &aacute;reas vizinhas da Cro&aacute;cia e da FRYOM. As FA participaram nesta miss&atilde;o desde o in&iacute;cio, com um total de seis militares, at&eacute; 25 de setembro de 2001.</p>     <p>United Nations Interim Administration Mission in Kosovo (UNMIK)</p>     <p>Na prov&iacute;ncia s&eacute;rvia do Kosovo, a miss&atilde;o teve in&iacute;cio em junho de 1999<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>, e coexistiu no terreno com outras opera&ccedil;&otilde;es levadas a cabo por diferentes organiza&ccedil;&otilde;es internacionais, nomeadamente a Kosovo Force (KFOR) sob a &eacute;gide da NATO, para a qual Portugal tamb&eacute;m contribuiu com for&ccedil;as. As FA integraram ininterruptamente o &laquo;Military Liaison Office&raquo; com um militar (durante alguns per&iacute;odos com dois), at&eacute; 30 de setembro de 2013, data em que terminou a participa&ccedil;&atilde;o nacional<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>, num total de oito militares. Dois oficiais generais portugueses chefiaram essa componente de &laquo;liga&ccedil;&atilde;o militar&raquo;. &Eacute; uma miss&atilde;o do tipo B.</p>     <p>United Nations Mission for the Referendum in Western Sahara (MINURSO)</p>     <p>Opera&ccedil;&atilde;o no Sara Ocidental, iniciada em 1991, na sequ&ecirc;ncia dos acordos celebrados entre o Governo de Marrocos e a Frente Polis&aacute;rio, com o objetivo de criar condi&ccedil;&otilde;es para levar a cabo uma transi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica na regi&atilde;o, o que nunca veio a acontecer dadas as diverg&ecirc;ncias irreconcili&aacute;veis entre as partes. As FA participaram na componente de observadores militares desta miss&atilde;o, de 9 de abril de 1996 at&eacute; 15 de fevereiro de 2001, com um total de 23 militares. De salientar que dois dos comandantes da miss&atilde;o foram oficiais generais portugueses. &Eacute; uma miss&atilde;o do tipo A.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>United Nations Observer Mission in South Africa (UNOMSA)</p>     <p>Esta miss&atilde;o decorreu na &Aacute;frica do Sul, teve in&iacute;cio em setembro de 1992 e prolongou-se at&eacute; junho de 1994. Tinha por objetivo garantir uma transi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica pac&iacute;fica do pa&iacute;s para a democracia, assegurando que as for&ccedil;as de seguran&ccedil;a e as organiza&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas respeitavam os c&oacute;digos de conduta estabelecidos no acordo de paz. No seguimento de um pedido efetuado pelas autoridades sul-africanas, a onu decidiu apoiar a realiza&ccedil;&atilde;o de elei&ccedil;&otilde;es, para o que foi necess&aacute;rio refor&ccedil;ar o dispositivo existente com cerca de dois mil observadores eleitorais, de modo a cobrir todo o pa&iacute;s. Portugal contribuiu para este esfor&ccedil;o adicional com cinco observadores eleitorais, de 15 a 30 de abril de 1994.</p>     <p>United Nations Angola Verification Mission (UNAVEM) II</p>     <p>A miss&atilde;o teve in&iacute;cio em junho de 1991 e prolongou-se at&eacute; fevereiro de 1995. Tinha por objetivo monitorizar o cumprimento do acordo de paz assinado em Bicesse, muito em particular verificar o cumprimento do cessar-fogo. O acordo de paz previa ainda a realiza&ccedil;&atilde;o de elei&ccedil;&otilde;es. As FA participaram na monitoriza&ccedil;&atilde;o das elei&ccedil;&otilde;es presidenciais e legislativas com quatro militares, na segunda quinzena de setembro de 1992. Foi uma miss&atilde;o do tipo A.</p>     <p>United Nations Angola Verification Mission (UNAVEM) III <b>e </b>United Nations Observer Mission in Angola (MONUA)</p>     <p>Para al&eacute;m da contribui&ccedil;&atilde;o com for&ccedil;as para a UNAVEM III e MONUA, conforme atr&aacute;s referido na sec&ccedil;&atilde;o &laquo;Unidades Constitu&iacute;das&raquo;, as FA tamb&eacute;m participaram na componente de observa&ccedil;&atilde;o militar destas duas miss&otilde;es com um total de 22 militares, entre maio de 1995 e outubro de 2002. Foram ambas miss&otilde;es do tipo A.</p>     <p>United Nations Assistance Mission in Afghanistan (UNAMA)</p>     <p>&Eacute; uma miss&atilde;o pol&iacute;tica da ONU estabelecida em mar&ccedil;o de 2002, a pedido do Governo do Afeganist&atilde;o, que se encontra mandatada para apoiar a implementa&ccedil;&atilde;o do Acordo de Bona. A miss&atilde;o da UNAMA assemelha-se &agrave; da UNMIK, no Kosovo; tem como mandato liderar e coordenar os esfor&ccedil;os civis internacionais para apoiar as autoridades afeg&atilde;s no processo de transi&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>. A UNAMA integra uma unidade de aconselhamento militar cuja miss&atilde;o &eacute; proporcionar conselho militar ao representante especial do secret&aacute;rio-geral da ONU. As FA participam nesta miss&atilde;o com um militar, desde 2008. O grosso da participa&ccedil;&atilde;o nacional no territ&oacute;rio fez-se no &acirc;mbito da NATO. &Eacute; uma miss&atilde;o do tipo B.</p>     <p>United Nations Mission of Support in East Timor (UNMISET)</p>     <p>Em Timor-Leste, as FA participaram de 20 de maio de 2002 a 20 de outubro de 2005, com nove militares, tr&ecirc;s dos quais oficiais generais que chefiaram a componente de observadores militares da miss&atilde;o. Foi uma miss&atilde;o do tipo A.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>United Nations Office in Timor-Leste (UNOTIL)</p>     <p>Foi uma miss&atilde;o pol&iacute;tica de <i>peacebuilding </i>(sob os ausp&iacute;cios do Department of Political Affairs, UN Secretariat &ndash; DPA) que sucedeu &agrave; UNMISET. Teve in&iacute;cio em 20 de maio de 2005 e durou cerca de um ano, tendo sido substitu&iacute;da pela UNMIT, na sequ&ecirc;ncia de uma grave crise pol&iacute;tica, humanit&aacute;ria e de seguran&ccedil;a que varreu o pa&iacute;s. A UNOTIL encontrava-se mandatada para apoiar o desenvolvimento das institui&ccedil;&otilde;es do Estado e da pol&iacute;cia, a governan&ccedil;a democr&aacute;tica e o respeito pelos direitos humanos. As FA participaram com cinco militares, de 20 de maio de 2005 a 30 de agosto de 2006.</p>     <p>United Nations Mission in Liberia (UNMIL)</p>     <p>Trata-se de uma miss&atilde;o na Lib&eacute;ria iniciada em outubro de 2003, mandatada para apoiar a implementa&ccedil;&atilde;o do acordo de cessar-fogo e do processo de paz; proteger os funcion&aacute;rios, as instala&ccedil;&otilde;es e os civis das Na&ccedil;&otilde;es Unidas; apoiar as a&ccedil;&otilde;es no cap&iacute;tulo humanit&aacute;rio e dos direitos humanos, assim como na reforma do setor de seguran&ccedil;a, nomeadamente no treino e forma&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;cia nacional e das For&ccedil;as Armadas liberianas. Mantinha-se ativa no momento em que este texto foi redigido. As FA portuguesas contribu&iacute;ram marginalmente com um militar, de 15 de outubro a 15 de novembro de 2003<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a>. &Eacute; uma miss&atilde;o do tipo A.</p>     <p>United Nations Operation in Burundi (ONUB)</p>     <p>Foi uma miss&atilde;o no Burundi iniciada em junho de 2004 e terminada em 31 de dezembro de 2006. Tinha por mandato apoiar a implementa&ccedil;&atilde;o das provis&otilde;es do acordo de reconcilia&ccedil;&atilde;o e de paz de Arusha, assinado em 28 de agosto de 2000. As FA iniciaram a sua participa&ccedil;&atilde;o em 11 de junho de 2004, tendo projetado um total de quatro militares, at&eacute; 5 de dezembro de 2006, quando terminou a opera&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>. Foi uma miss&atilde;o do tipo A.</p>     <p>United Nations Operation in C&ocirc;te d&rsquo;Ivoire (UNOCI)</p>     <p>&Eacute; uma opera&ccedil;&atilde;o na Costa do Marfim que se iniciou em junho de 2004 e que se mant&eacute;m em funcionamento na presente data. Tem por mandato facilitar a implementa&ccedil;&atilde;o do acordo de paz celebrado entre as partes beligerantes em janeiro de 2003. Ap&oacute;s as elei&ccedil;&otilde;es presidenciais realizadas em 2010 e a crise pol&iacute;tica que se seguiu, a UNOCI continuou no terreno reformulando a sua miss&atilde;o, desta feita incluindo nas suas atribui&ccedil;&otilde;es a prote&ccedil;&atilde;o de civis, proporcionar bons of&iacute;cios, apoiar o Governo liberiano na reintegra&ccedil;&atilde;o e desmobiliza&ccedil;&atilde;o de antigos combatentes, assim como na reforma do setor de seguran&ccedil;a, e monitorizar e promover os direitos humanos. Numa participa&ccedil;&atilde;o que se pode considerar marginal e insignificante, as FA contribu&iacute;ram apenas com um militar, de 19 de mar&ccedil;o de 2004 a 17 de abril de 2004<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>. &Eacute; uma miss&atilde;o do tipo A.</p>     <p>United Nations Mission in the Central African Republic and Chad (MINURCAT)</p>     <p>Foi uma opera&ccedil;&atilde;o que se iniciou em setembro de 2007 e terminou em dezembro de 2010. O mandato sofreu algumas altera&ccedil;&otilde;es, porque o texto n&atilde;o era expl&iacute;cito quanto &agrave;s suas atribui&ccedil;&otilde;es. Inicialmente, tinha por objetivo ajudar a manter a ordem nos campos de refugiados e deslocados de guerra pr&oacute;ximo da fronteira com o Darfur, contribuir para a prote&ccedil;&atilde;o de civis e para a promo&ccedil;&atilde;o do respeito pelos direitos humanos e do Estado de direito. Sucessivas RCSNU alargaram os termos do mandato. Em mar&ccedil;o de 2009 assumiu as responsabilidades da miss&atilde;o da European Union Force Chad/CAR (EUFOR TCHAD/ RCA), tanto no Chade como na Rep&uacute;blica Centro-Africana (RCA). O CSNU autorizou a proje&ccedil;&atilde;o de uma componente militar para compensar o fim da miss&atilde;o da UE no territ&oacute;rio<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>. A &laquo;nova&raquo; MINURCAT passou a ter responsabilidades no treino da pol&iacute;cia e na melhoria das infraestruturas judiciais. As FA participaram na opera&ccedil;&atilde;o de 1 de maio de 2008 a 1 de maio de 2009, com um militar colocado no quartel-general da miss&atilde;o<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>United Nations Interim Force in Lebanon (UNIFIL)</p>     <p>Na forma de contribui&ccedil;&otilde;es individuais, a Marinha contribui com um militar, de 29 de fevereiro de 2008 a 13 de junho de 2008.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A GUARDA NACIONAL REPUBLICANA E AS MISS&Otilde;ES DE PAZ DA ONU</b></p>     <p>A Guarda Nacional Republicana (GNR, ou simplesmente Guarda) participou em 13 miss&otilde;es da onu, seis das quais no continente africano e uma no continente americano, desempenhando um leque bastante variado de fun&ccedil;&otilde;es, tanto na forma de unidades constitu&iacute;das (duas miss&otilde;es) como de contribui&ccedil;&otilde;es individuais (11 miss&otilde;es, na maioria dos casos como monitores de pol&iacute;cia), executando tarefas espec&iacute;ficas de pol&iacute;cia<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>(ver <a href="#a4">Anexo D</a><a name="topa4"></a> &ndash; Participa&ccedil;&atilde;o da gnr em Miss&otilde;es de Paz da ONU, p. 122)<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>.</p>     <p>UNIDADES CONSTITU&Iacute;DAS</p>     <p>As duas participa&ccedil;&otilde;es da Guarda em miss&otilde;es das Na&ccedil;&otilde;es Unidas com unidades constitu&iacute;das ocorreram em Timor-Leste, na UNTAET e na UNMIT. Nesta &uacute;ltima, a Guarda participou simultaneamente na forma de unidades constitu&iacute;das e de contribui&ccedil;&otilde;es individuais. Na UNTAET, a GNR participou entre mar&ccedil;o de 2000 e junho de 2002, com uma Unidade de Rea&ccedil;&atilde;o R&aacute;pida, de escal&atilde;o companhia<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>. Fruto da instabilidade pol&iacute;tica e social que assolou o jovem pa&iacute;s, a 25 de agosto de 2006, o CSNU aprovou uma nova Resolu&ccedil;&atilde;o que deu origem &agrave; UNMIT e ao envio de uma nova for&ccedil;a de manuten&ccedil;&atilde;o da paz para o pa&iacute;s. De agosto de 2006 a julho de 2012, a GNR participou na UNMIT com um subagrupamento (unidade de escal&atilde;o companhia constitu&iacute;da por 127 militares) que atuou como FPU. A miss&atilde;o da Guarda no quadro da UNMIT cessou em dezembro de 2012.</p>     <p>CONTRIBUI&Ccedil;&Otilde;ES INDIVIDUAIS</p>     <p>Nesta modalidade, a Guarda participou na UNAVEM III e na MONUA em Angola, UNMISET (Timor-Leste), MONUC (Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo), UNIMIL (Lib&eacute;ria), United Nations Operation in C&ocirc;te d&rsquo;Ivoire (UNOCI, Costa do Marfim), United Nations Stabilization Mission In Haiti (MINUSTAH, Haiti), UNOTIL e UNMIT, estas duas em Timor-Leste, e na United Nations Integrated Peacebuilding Office in Guinea-Bissau (UNIOGBIS<b>, </b>Guin&eacute;-Bissau).</p>     <p>Em Angola, a GNR participou na UNAVEM III com 31 militares, entre 1995 e 1996, e na MONUA com um total de 93 militares, entre 1997 e 1999.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo, a gnr participou na MONUC com dois militares na sua componente de Pol&iacute;cia Civil, de outubro de 2003 a outubro de 2005; na Lib&eacute;ria, a GNR participou de julho de 2004 a agosto de 2005 na UNMIL com dois militares, nas fun&ccedil;&otilde;es de monitores de pol&iacute;cia, os quais integraram a componente de Pol&iacute;cia Civil (CIVPOL) da miss&atilde;o; na Costa do Marfim, a gnr participou na UNOCI de julho de 2004 a agosto de 2005, com dois militares integrados na componente de monitores de pol&iacute;cia civil da miss&atilde;o. A GNR participou ainda na miss&atilde;o da ONU no Haiti (MINUSTAH), de julho de 2004 a julho de 2005, com um total de quatro militares<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>, com o objetivo de colaborarem na reforma e na restrutura&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;cia Nacional do Haiti.</p>     <p>Em Timor-Leste, a GNR participou na UNMISET, a miss&atilde;o que sucedeu &agrave; UNTAET, com onze militares atuando como monitores de Pol&iacute;cia Civil, integrados na sua componente de Pol&iacute;cia Civil, de dezembro de 2002 a dezembro de 2003. &Agrave; UNMISET seguiu-se em maio de 2005 a UNOTIL, uma miss&atilde;o pol&iacute;tica que visava assegurar a estabilidade e o desenvolvimento de Timor-Leste, tendo a gnr contribu&iacute;do com um militar entre janeiro de 2005 e maio de 2006. De novembro de 2006 a fevereiro de 2009, a GNR contribuiu com 57 monitores de pol&iacute;cia para a componente de CIVPOL da miss&atilde;o, os quais desenvolveram um papel extremamente importante na capacita&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o do efetivo da Pol&iacute;cia Nacional de Timor-Leste. A Guarda contribuiu tamb&eacute;m para a UNMIT na forma de contribui&ccedil;&otilde;es individuais com seis militares que operaram como elementos de liga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Na Guin&eacute;-Bissau, a Guarda participa na UNIOGBIS com duas militares, uma entre janeiro de 2014 e mar&ccedil;o de 2015, e a outra encontra-se em fun&ccedil;&otilde;es, no momento em que este texto foi elaborado. A UNIOGBIS &eacute; uma miss&atilde;o integrada estabelecida em 2009, na Guin&eacute;-Bissau, que substituiu a miss&atilde;o at&eacute; a&iacute; existente. Entre os seus v&aacute;rios objetivos salientamos o apoio: ao fortalecimento das institui&ccedil;&otilde;es nacionais, com o intuito de manter a ordem constitucional, a seguran&ccedil;a p&uacute;blica e o pleno respeito pelo Estado de direito; &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de um processo inclusivo de di&aacute;logo pol&iacute;tico e reconcilia&ccedil;&atilde;o nacional; &agrave; reforma do setor de seguran&ccedil;a; &agrave;s autoridades nacionais no combate ao tr&aacute;fico de droga e &agrave; criminalidade organizada, assim como ao tr&aacute;fico de pessoas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A POL&Iacute;CIA DE SEGURAN&Ccedil;A P&Uacute;BLICA E AS MISS&Otilde;ES DE PAZ </b></p>     <p>Entre 1992 e meados de 2015, a Pol&iacute;cia de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica (PSP) participou em 17 miss&otilde;es de paz da ONU, das quais oito em &Aacute;frica e duas no continente americano. Os profissionais da psp t&ecirc;m participado em miss&otilde;es de paz operando como monitores de Pol&iacute;cia Civil, apenas na forma de contribui&ccedil;&otilde;es individuais. T&ecirc;m desempenhado um leque bastante alargado de fun&ccedil;&otilde;es, tais como: comando e planeamento, forma&ccedil;&atilde;o em academias de pol&iacute;cia, investiga&ccedil;&atilde;o criminal, informa&ccedil;&otilde;es policiais, ordem p&uacute;blica, seguran&ccedil;a pessoal, apoio &agrave; v&iacute;tima, patrulhamento, policiamento comunit&aacute;rio ou de proximidade, tr&acirc;nsito e observa&ccedil;&atilde;o eleitoral.</p>     <p>A PSP participou/participa nas seguintes miss&otilde;es, tais como: UNPROFOR (B&oacute;snia), UNOMOZ (Mo&ccedil;ambique), UNMIBH (B&oacute;snia-Herzegovina), MINURSO (Sara Ocidental), MINURCA (Rep&uacute;blica Centro-Africana), MINUGUA (Guatemala), UNTAET, UNMISET, UNOTIL, UNMIT (estas quatro &uacute;ltimas em Timor-Leste), UNMIK (Kosovo), MONUC (Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo), MINUSTAH (Haiti), UNIOSIL (Serra Leoa), MINURCAT (Chade/Rep&uacute;blica Centro-Africana), UNIOGBIS (Guin&eacute;-Bissau) e MINUSCA (Rep&uacute;blica Centro-Africana).</p>     <p>UNPROFOR</p>     <p>A PSP participou nesta miss&atilde;o e nas suas suced&acirc;neas (UNPF, UNCRO e UNPREDEP) com cerca de 158 pol&iacute;cias, entre mar&ccedil;o de 1992 e dezembro de 1995, integrando a componente de Pol&iacute;cia Civil destas miss&otilde;es.</p>     <p>UNMOZ</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A PSP envolveu-se nesta miss&atilde;o entre fevereiro de 1994 e dezembro de 1994, integrando a sua componente de Pol&iacute;cia Civil.</p>     <p>UNMIBH</p>     <p>Esta miss&atilde;o foi criada no final de 1995, na B&oacute;snia, na sequ&ecirc;ncia dos Acordos de Dayton, e tinha v&aacute;rios objetivos relacionados com a aplica&ccedil;&atilde;o da lei e com a reforma da pol&iacute;cia local; coordenava as atividades da onu no campo do apoio humanit&aacute;rio e dos refugiados de guerra, da desminagem, dos direitos humanos, das elei&ccedil;&otilde;es e da reabilita&ccedil;&atilde;o de infraestruturas e da reconstru&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica. Os elementos da PSP integraram a sua componente de Pol&iacute;cia Civil designada por UN IPTF (United Nations International Police Task Force) desde o seu in&iacute;cio, em dezembro de 1995 at&eacute; dezembro de 2002, com um total de 264 elementos, quando esta miss&atilde;o foi substitu&iacute;da por uma miss&atilde;o da UE.</p>     <p>MINURSO</p>     <p>A PSP integrou a componente de Pol&iacute;cia Civil da miss&atilde;o, tendo come&ccedil;ado a sua participa&ccedil;&atilde;o em outubro de 1997, inicialmente com um contingente de dez elementos. A psp cessou definitivamente a sua presen&ccedil;a em novembro de 2003<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>, tendo participado na opera&ccedil;&atilde;o com um total de 18 elementos.</p>     <p>MINURCA</p>     <p>A PSP participou nesta miss&atilde;o na Rep&uacute;blica Centro-Africana com dois elementos, entre junho de 1998 e fevereiro de 2000, tendo desempenhado fun&ccedil;&otilde;es essencialmente ligadas &agrave; forma&ccedil;&atilde;o e assessoria das autoridades policiais locais<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>.</p>     <p>United Nations Verification Mission in Guatemala (MINUGUA)</p>     <p>A opera&ccedil;&atilde;o foi lan&ccedil;ada em junho de 1998, na Guatemala, como resposta &agrave; decis&atilde;o do Governo e das guerrilhas guatemaltecas de regressarem &agrave; mesa das negocia&ccedil;&otilde;es, e terminou em setembro de 2002. Tratava-se de uma miss&atilde;o mandatada para verificar o cumprimento dos acordos assinados entre as partes, assim como o respeito pelos direitos humanos. A PSP integrou a componente de Pol&iacute;cia Civil da miss&atilde;o entre junho de 1998 e setembro de 2002, tendo contribu&iacute;do com um total de cinco elementos policiais.</p>     <p>UNMIK</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A PSP integrou a componente de Pol&iacute;cia da ONU, no &acirc;mbito da Administra&ccedil;&atilde;o Transit&oacute;ria Interina do Kosovo desde o primeiro instante, em julho/agosto de 1999, com 20 elementos que transitaram da B&oacute;snia para o Kosovo<sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a>. A contribui&ccedil;&atilde;o da PSP para a miss&atilde;o foi diminuindo progressivamente tendo cessado definitivamente em julho de 2008, tendo totalizado aproximadamente 75 elementos policiais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>UNTAET, UNMISET, UNOTIL e UNMIT </b></p>     <p>A PSP operou integrada nas componentes de Pol&iacute;cia Civil destas miss&otilde;es. Com a chegada em janeiro de 2000 do comandante da UNPOL e dos primeiros elementos policiais, a PSP foi a primeira for&ccedil;a de seguran&ccedil;a a assumir responsabilidades no territ&oacute;rio, ainda quando a INTERFET tinha a responsabilidade da manuten&ccedil;&atilde;o da lei e da ordem. O contingente da PSP ficou completo com a chegada, no princ&iacute;pio de fevereiro de 2000, dos restantes 40 elementos. Tr&ecirc;s oficiais superiores da PSP chefiaram a componente de Pol&iacute;cia Civil das diferentes miss&otilde;es (de janeiro a agosto de 2000, e de setembro de 2000 a novembro de 2001, ambos durante a vig&ecirc;ncia da UNTAET, e entre janeiro de 2009 e dezembro de 2012, durante a UNMIT).</p>     <p>Equipas da PSP integraram a Unidade de Seguran&ccedil;a Pessoal da UNPOL que garantiu, entre 2000 e 2004, a seguran&ccedil;a dos mais altos dignit&aacute;rios timorenses, designadamente o Presidente da Rep&uacute;blica, primeiro-ministro e ministro dos Neg&oacute;cios Estrangeiros. Simultaneamente, ministraram forma&ccedil;&atilde;o aos pol&iacute;cias timorenses que integraram posteriormente aquela unidade especial. Um dos pontos altos da a&ccedil;&atilde;o da PSP foi a forma&ccedil;&atilde;o ministrada na Academia de Pol&iacute;cia em Comoro &ndash; D&iacute;li, de que o primeiro diretor foi um oficial da PSP. A presen&ccedil;a de pol&iacute;cias portugueses foi determinante na linha orientadora daquela escola<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>. A participa&ccedil;&atilde;o da PSP terminou em dezembro de 2012, quando terminou a miss&atilde;o, tendo rondado um total superior a 230 elementos.</p>     <p>MONUC</p>     <p>A PSP integrou a componente de Pol&iacute;cia Civil da miss&atilde;o, tendo participado com seis elementos, os quais desempenharam fun&ccedil;&otilde;es essencialmente na &aacute;rea da forma&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;cia local, entre 2001 e 2004. Entre maio e dezembro de 2003, um elemento da PSP desempenhou as fun&ccedil;&otilde;es de <i>police commissioner</i>, chefiando a componente de Pol&iacute;cia Civil da MONUC.</p>     <p>MINUSTAH</p>     <p>A PSP participou nesta miss&atilde;o no Haiti em dois momentos: de junho de 2004 a junho de 2005, com um elemento integrando a componente de Pol&iacute;cia Civil; e de janeiro de 2013 a setembro de 2014, com um elemento que ocupou o cargo de <i>police commissioner</i>.</p>     <p>UNIOSIL</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi a opera&ccedil;&atilde;o que sucedeu &agrave; UNAMSIL e encontrava&#8209;se mandatada para apoiar o Governo da Serra Leoa no processo de constru&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es do Estado, na defesa dos direitos humanos e na implementa&ccedil;&atilde;o da reforma do setor de seguran&ccedil;a. A Sec&ccedil;&atilde;o de Pol&iacute;cia Civil e de Assist&ecirc;ncia Militar da Miss&atilde;o era composta por elementos policiais internacionais dos quais dois pertenciam &agrave; PSP. A contribui&ccedil;&atilde;o da PSP teve lugar entre 2006 e 2008.</p>     <p>MINURCAT</p>     <p>Elementos da PSP participaram nesta miss&atilde;o em duas tarefas distintas: seguran&ccedil;a pessoal do representante especial do secret&aacute;rio-geral da ONU (RESG)<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>; e aconselhamento e forma&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as de seguran&ccedil;a locais. Participaram nesta &uacute;ltima tarefa quatro oficiais.</p>     <p>United Nations Multidimensional Integrated Stabilization Mission in the Central African Republic (MINUSCA)</p>     <p>A miss&atilde;o nasceu em janeiro de 2010 com o objetivo de consolidar a paz e refor&ccedil;ar as institui&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas. Contudo, as vicissitudes por que passou fizeram com que o seu mandato em setembro de 2013 tivesse sido alterado em cinco dom&iacute;nios (apoio &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o do processo de transi&ccedil;&atilde;o; apoio &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de conflitos e &agrave; assist&ecirc;ncia humanit&aacute;ria; apoio &agrave; estabiliza&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a; promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o dos direitos do homem; e coordena&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o dos atores internacionais). Em mar&ccedil;o de 2014, transformou-se numa opera&ccedil;&atilde;o ao abrigo do cap&iacute;tulo vii da Carta das Na&ccedil;&otilde;es Unidas com a tarefa principal de proteger os civis. A PSP participa nesta miss&atilde;o desde 13 de setembro de 2014, com o <i>police commissioner</i>.</p>     <p>UNIOGBIS</p>     <p>A PSP participou nesta miss&atilde;o entre 2010 e 2012<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a> com tr&ecirc;s elementos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></p>     <p>Uma vez feita a apresenta&ccedil;&atilde;o do que foi a participa&ccedil;&atilde;o nacional em miss&otilde;es de paz da ONU, importa perceber quais os aspectos relevantes dessa atividade que nos permitem identificar tra&ccedil;os comuns e tend&ecirc;ncias. De pouco valer&aacute; afirmar que as For&ccedil;as Armadas e as For&ccedil;as de Seguran&ccedil;a participaram em 35 miss&otilde;es de paz, em quatro continentes, com cerca de 8400 militares e pol&iacute;cias, se essa informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o for contextualizada. Nem as miss&otilde;es nem as fun&ccedil;&otilde;es desempenhadas tiveram a mesma import&acirc;ncia e significado. Para esse exerc&iacute;cio selecion&aacute;mos tr&ecirc;s dimens&otilde;es: a localiza&ccedil;&atilde;o do teatro de opera&ccedil;&otilde;es onde decorreram as miss&otilde;es, os meios empregues (concentrar-nos-emos apenas nos recursos humanos, por ter sido esse o enfoque do trabalho), e os mandatos das opera&ccedil;&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1990, Portugal participou ativamente com unidades constitu&iacute;das nas miss&otilde;es de paz da ONU que ocorreram no espa&ccedil;o lus&oacute;fono, nomeadamente, em Mo&ccedil;ambique e Angola. Durante esse per&iacute;odo, Portugal participou ainda em miss&otilde;es nos Balc&atilde;s. Com a entrada no s&eacute;culo XXI, verificou-se uma dispers&atilde;o geogr&aacute;fica das miss&otilde;es de paz em que o Pa&iacute;s se envolveu. Aumentou o n&uacute;mero de teatros de opera&ccedil;&otilde;es, assim como a dist&acirc;ncia entre eles. Como aspecto relevante sobressai o facto de as for&ccedil;as nacionais operarem primordialmente em regi&otilde;es que n&atilde;o se inseriam nas &aacute;reas tradicionais de interesse nacional (Balc&atilde;s, Serra Leoa, Lib&eacute;ria, Sud&atilde;o, Guatemala, Haiti, Burundi, Costa do Marfim, L&iacute;bano, etc.), n&atilde;o sendo &oacute;bvia a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre uma e a outra coisa, isto &eacute;, entre participa&ccedil;&atilde;o e interesse nacional.</p>     <p>Percebendo essa rela&ccedil;&atilde;o, intrinsecamente ligada &agrave; pol&iacute;tica externa do Estado, mais facilmente se perceber&aacute; como &eacute; que a participa&ccedil;&atilde;o nacional em determinados teatros de opera&ccedil;&otilde;es se poder&aacute; inscrever nessa equa&ccedil;&atilde;o. Os argumentos mais plaus&iacute;veis poder&atilde;o encontrar-se nos dom&iacute;nios da seguran&ccedil;a cooperativa. Se &eacute; verdade que foi atrav&eacute;s da participa&ccedil;&atilde;o em miss&otilde;es da ONU que Portugal p&ocirc;de estar presente no aux&iacute;lio a pa&iacute;ses pertencentes &agrave; CPLP &ndash; mais tarde as For&ccedil;as Armadas e For&ccedil;as de Seguran&ccedil;a participaram em miss&otilde;es em Timor-Leste e na Guin&eacute;-Bissau &ndash; tamb&eacute;m &eacute; verdade que foi atrav&eacute;s da ONU que Portugal conseguiu estar presente noutros teatros de opera&ccedil;&otilde;es, onde noutras circunst&acirc;ncias dificilmente conseguiria estar. Contudo, ficam por esclarecer os motivos subjacentes &agrave; dispers&atilde;o geogr&aacute;fica dessas participa&ccedil;&otilde;es. Em termos de interesse nacional, participar numa miss&atilde;o e n&atilde;o participar noutra tem de ter necessariamente um significado pol&iacute;tico diferente. Ter&aacute; prevalecido a possibilidade de explorar novas oportunidades de pol&iacute;tica externa, ou foi apenas um exerc&iacute;cio de <i>show the flag</i>? Atrav&eacute;s da participa&ccedil;&atilde;o nacional em miss&otilde;es de paz n&atilde;o se consegue discernir a exist&ecirc;ncia (ou n&atilde;o) de &aacute;reas geogr&aacute;ficas priorit&aacute;rias que devam ser objeto de maior aten&ccedil;&atilde;o por parte dos diferentes atores nacionais, partindo do princ&iacute;pio que haver&aacute; um sincronismo na utiliza&ccedil;&atilde;o de todos os instrumentos de pol&iacute;tica externa &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o do Estado.</p>     <p>&Agrave; dispers&atilde;o geogr&aacute;fica das miss&otilde;es h&aacute; que adicionar a dispers&atilde;o de meios, sem embargo do facto de em v&aacute;rias ocasi&otilde;es terem sido empregues no mesmo teatro de opera&ccedil;&otilde;es, em simult&acirc;neo, elementos das For&ccedil;as Armadas e/ou das For&ccedil;as de Seguran&ccedil;a<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>: antiga Jugosl&aacute;via, Mo&ccedil;ambique, Angola, Chade e Rep&uacute;blica Centro-Africana, Sara Ocidental, Burundi, Costa do Marfim e Timor-Leste. Em princ&iacute;pio, a quantidade e o tipo de meios empregues, por outras palavras, o tipo de participa&ccedil;&atilde;o nessas miss&otilde;es, tamb&eacute;m deve ter uma rela&ccedil;&atilde;o direta com o interesse nacional na regi&atilde;o onde decorrem as miss&otilde;es. Este motivo explica porque &eacute; que a participa&ccedil;&atilde;o nacional em Timor-Leste foi, de longe, a que consumiu mais recursos ao er&aacute;rio p&uacute;blico e se prolongou por cerca de doze anos, em contraste, por exemplo, com a diminuta participa&ccedil;&atilde;o na miss&atilde;o em curso na Guin&eacute;-Bissau. Noutros casos, por&eacute;m, &eacute; mais dif&iacute;cil estabelecer este tipo de rela&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Ao procurar estabelecer uma ponte entre a geografia e o tipo de participa&ccedil;&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel identificar uma tend&ecirc;ncia na participa&ccedil;&atilde;o nacional: numa significativa maioria de casos, a participa&ccedil;&atilde;o das For&ccedil;as Armadas e For&ccedil;as de Seguran&ccedil;a efetuou-se atrav&eacute;s de contribui&ccedil;&otilde;es individuais, diminutas e de curta dura&ccedil;&atilde;o (um/dois anos). Seria importante saber o racional que preside &agrave; ado&ccedil;&atilde;o desta op&ccedil;&atilde;o: aspectos de natureza financeira &ndash; os custos das participa&ccedil;&otilde;es individuais s&atilde;o sempre muito menores do que os encargos com unidades constitu&iacute;das &ndash;, ou aspectos de natureza pol&iacute;tica, nomeadamente a possibilidade de se retirarem dividendos pol&iacute;ticos espec&iacute;ficos atrav&eacute;s do emprego desta modalidade (monitoriza&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o, mentoria, etc.), pensando no efeito multiplicador, muito provavelmente intang&iacute;vel e de longo prazo que estas participa&ccedil;&otilde;es poder&atilde;o ter. Face &agrave; impossibilidade real deste tipo de participa&ccedil;&atilde;o em criar redes de relacionamento, adquirir conhecimento relevante sobre o pa&iacute;s ou exercer influ&ecirc;ncia em setores nevr&aacute;lgicos daquelas sociedades, ficam-nos algumas interroga&ccedil;&otilde;es sobre o m&eacute;rito e os benef&iacute;cios destas op&ccedil;&otilde;es. Este tipo de participa&ccedil;&otilde;es tem ocorrido, sobretudo, em miss&otilde;es no continente africano.</p>     <p>A altera&ccedil;&atilde;o qualitativa da natureza dos mandatos transporta-nos para outro aspecto relevante da participa&ccedil;&atilde;o nacional que merece ser destacado. Como pudemos observar pela descri&ccedil;&atilde;o feita dos mandatos das diferentes miss&otilde;es, verifica-se uma significativa altera&ccedil;&atilde;o qualitativa na sua natureza, &agrave; medida que vamos caminhando pelo s&eacute;culo XXI. A ONU tem vindo a relegar a gest&atilde;o da viol&ecirc;ncia para segundo plano, concentrando-se progressivamente em a&ccedil;&otilde;es caracter&iacute;sticas do p&oacute;s-viol&ecirc;ncia, onde se inserem todas as quest&otilde;es relacionadas com a reconstru&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento, entre outras, a reforma do setor de seguran&ccedil;a, com as implica&ccedil;&otilde;es sociais, econ&oacute;micas e pol&iacute;ticas que da&iacute; adv&ecirc;m e que lhe est&atilde;o subjacentes. Por isso, a maioria das miss&otilde;es lan&ccedil;adas pela ONU, assim como pela UE, na segunda metade da d&eacute;cada foram de constru&ccedil;&atilde;o/consolida&ccedil;&atilde;o da paz, mais vocacionadas para aspectos de desenvolvimento e da reconstru&ccedil;&atilde;o dos estados que emergem de conflitos violentos.</p>     <p>Este novo enfoque das miss&otilde;es de paz, igualmente adotado pela ue e evidente na formula&ccedil;&atilde;o do conceito de gest&atilde;o civil de crises veio trazer um maior protagonismo &agrave;s For&ccedil;as de Seguran&ccedil;a, cada vez mais chamadas para participarem nestas miss&otilde;es. Esta &ecirc;nfase explica parcialmente o aumento de protagonismo da gnr nas miss&otilde;es de paz, dadas as suas caracter&iacute;sticas de for&ccedil;a militar e de pol&iacute;cia, tornando-a particularmente apta para participar naquele tipo de opera&ccedil;&otilde;es. Embora tenha havido o engenho de utilizar as For&ccedil;as Armadas e For&ccedil;as de Seguran&ccedil;a nos nichos de especialidade para os quais aquelas se encontram extremamente aptas e disp&otilde;em de ineg&aacute;veis vantagens competitivas neste novo tipo de miss&otilde;es, n&atilde;o podemos deixar de referir, apesar de este tema n&atilde;o ter sido objeto de estudo neste trabalho, que Portugal n&atilde;o se preparou convenientemente para este novo desafio. Excetuando o caso de Timor&#8209;Leste, em que houve uma participa&ccedil;&atilde;o significativa de atores civis, nos restantes casos essa participa&ccedil;&atilde;o tem sido praticamente inexistente<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p><b>LIVROS E ARTIGOS</b></p>     <p>BRANCO, Carlos, GARCIA, Francisco Proen&ccedil;a, e PEREIRA, Carlos Santos (coords.) &ndash; <i>Portugal e as Opera&ccedil;&otilde;es de Paz. Uma Vis&atilde;o Multidimensional</i>. Lisboa: Pref&aacute;cio, 2010.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>BRANCO, Carlos &ndash; <i>Portugal nas Miss&otilde;es de Paz. Sucessos, Problemas e Desafios</i>. Coimbra: E-cadernos, N.&ordm; 6, Centro de Estudos Sociais. 2009. (Consultado em: 20 de julho de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ces.uc.pt/e-cadernos/media/ecadernos6/@cetera%20%20-%20Carlos%20Branco.pdf" target="_blank">http://www.ces.uc.pt/e-cadernos/media/ecadernos6/@cetera%20%20-%20Carlos%20Branco.pdf</a>.</p>     <p>CARRI&Ccedil;O, Alexandre &ndash; &laquo;Entre o C&eacute;u e o Inferno: a import&acirc;ncia dos observadores militares&raquo;. <i>In </i>BRANCO, Carlos, GARCIA, Francisco Proen&ccedil;a, e PEREIRA, Carlos Santos (coords.) &ndash; <i>Portugal e as Opera&ccedil;&otilde;es de Paz. Uma Vis&atilde;o Multidimensional</i>. Lisboa: Pref&aacute;cio, 2010, pp. 373-396.</p>     <p>CRUZ, Marco &ndash; &laquo;A participa&ccedil;&atilde;o da Guarda Nacional Republicana em opera&ccedil;&otilde;es de paz&raquo;. <i>In </i>BRANCO, Carlos, GARCIA, Francisco Proen&ccedil;a, e PEREIRA, Carlos Santos (coords.) &ndash; <i>Portugal e as Opera&ccedil;&otilde;es de Paz. Uma Vis&atilde;o Multidimensional. </i>Lisboa: Pref&aacute;cio, 2010, pp. 319-371.</p>     <p>ELIAS, Lu&iacute;s &ndash; &laquo;A externaliza&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a interna. As dimens&otilde;es global, europeia e lus&oacute;fona&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. Lisboa. N.&ordm; 40, dezembro de 2013, pp. 9-29.</p>     <p>ELIAS, Lu&iacute;s &ndash; &laquo;A pol&iacute;cia de seguran&ccedil;a p&uacute;blica e as opera&ccedil;&otilde;es de paz: evolu&ccedil;&atilde;o da sua participa&ccedil;&atilde;o e perspetivas de futuro&raquo;. <i>In</i> BRANCO, Carlos, GARCIA, Francisco Proen&ccedil;a, e PEREIRA, Carlos Santos (coords.) &ndash; <i>Portugal e as Opera&ccedil;&otilde;es de Paz. Uma Vis&atilde;o Multidimensional.</i> Lisboa: Pref&aacute;cio, 2010, pp. 233-317.</p>     <p>EUG&Eacute;NIO, Ant&oacute;nio, DUR&Atilde;ES, Lu&iacute;s &ndash; &laquo;A For&ccedil;a A&eacute;rea nas miss&otilde;es de paz&raquo;. <i>In </i>BRANCO, Carlos, GARCIA, Francisco Proen&ccedil;a, e PEREIRA, Carlos Santos (coords.) &ndash; <i>Portugal e as Opera&ccedil;&otilde;es de Paz. Uma Vis&atilde;o Multidimensional. </i>Lisboa: Pref&aacute;cio, 2010, pp. 193-232.</p>     <p>GUEDELHA, M&aacute;rio &ndash; &laquo;Seguran&ccedil;a e Defesa Nacionais no Mundo Global. A Miss&atilde;o da Guarda Nacional Republicana. Que Intercess&otilde;es e Infer&ecirc;ncias?&raquo;. Tese de disserta&ccedil;&atilde;o para obten&ccedil;&atilde;o do grau de Mestre em Direito e Seguran&ccedil;a. Lisboa: Faculdade de Direito, UNL, 2010.</p>     <p>HERMENEGILDO, Reinaldo Saraiva &ndash; &laquo;O papel da GNR em Timor Leste: um contributo para a pol&iacute;tica externa de Portugal&raquo;. In <i>Revista Militar</i>. Lisboa. junho-julho de 2008, pp. 783-812.</p>     <p>LOUREIRO, Jos&eacute; Carlos &ndash; &laquo;O Ex&eacute;rcito Portugu&ecirc;s e as opera&ccedil;&otilde;es de paz&raquo;. <i>In</i> BRANCO, Carlos, GARCIA, Francisco Proen&ccedil;a, e PEREIRA, Carlos Santos (coords.) &ndash; <i>Portugal e as Opera&ccedil;&otilde;es de Paz. Uma Vis&atilde;o Multidimensional. </i>Lisboa: Pref&aacute;cio, 2010, pp. 165-192.</p>     <p>SARAMAGO, Mara &ndash; &laquo;A participa&ccedil;&atilde;o da Marinha em miss&otilde;es internacionais de paz&raquo;. <i>In </i>BRANCO, Carlos, GARCIA, Francisco Proen&ccedil;a, e PEREIRA, Carlos Santos (coords.) &ndash; <i>Portugal e as Opera&ccedil;&otilde;es de Paz. Uma Vis&atilde;o Multidimensional. </i>Lisboa: Pref&aacute;cio, 2010, pp. 145-163.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Silv&eacute;rio, P., &ndash; &laquo;As for&ccedil;as de seguran&ccedil;a nas opera&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o de crises. Li&ccedil;&otilde;es aprendidas&raquo;. Trabalho de Investiga&ccedil;&atilde;o do Curso de Estado-Maior Conjunto 2011-2012. Pedrou&ccedil;os: IESM, 2012.</p>     <p>UN DPKO &ndash; &laquo;United Nations peacekeeping operations. Principles and guidelines&raquo;. Nova York: 2008. (Consultado em: 20 de julho de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://pbpu.unlb.org/pbps/Library/Capstone_Doctrine_ENG.pdf" target="_blank">http://pbpu.unlb.org/pbps/Library/Capstone_Doctrine_ENG.pdf</a>.</p>     <p><b>ANU&Aacute;RIOS ESTAT&Iacute;STICOS DA DEFESA NACIONAL</b></p>     <p>Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico da Defesa Nacional 2012. (Consultado em: 20 de julho de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portugal.gov.pt/media/5839580/20150312-mdn-anuario_2012.pdf" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/media/5839580/20150312-mdn-anuario_2012.pdf</a></p>     <p>Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico da Defesa Nacional 2011 (Consultado em: 19 de julho de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portugal.gov.pt/media/5839580/20150312-mdn-anuario_2012.pdf" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/media/5839580/20150312-mdn-anuario_2012.pdf</a></p>     <p>Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico da Defesa Nacional 2010. (Consultado em: 20 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portugal.gov.pt/media/857512/20121025_anuario_defesa_20101.pdf" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/media/857512/20121025_anuario_defesa_20101.pdf</a></p>     <p>Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico da Defesa Nacional 2009. (Consultado em: 18 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portugal.gov.pt/media/512990/anuario_estatistico_2009.pdf" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/media/512990/anuario_estatistico_2009.pdf</a></p>     <p>Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico da Defesa Nacional 2008. (Consultado em: 21 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portugal.gov.pt/media/512993/20100521_anuario_2008.pdf" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/media/512993/20100521_anuario_2008.pdf</a></p>     <p>Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico da Defesa Nacional 2007. (Consultado em: 22 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portugal.gov.pt/media/512996/20100521_anuario_2007.pdf" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/media/512996/20100521_anuario_2007.pdf</a></p>     <p>Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico da Defesa Nacional 2006. (Consultado em: 17 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portugal.gov.pt/media/513236/anuario_2006.pdf" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/media/513236/anuario_2006.pdf</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico da Defesa Nacional 2005. (Consultado em: 20 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portugal.gov.pt/media/513239/anuario_2005.pdf" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/media/513239/anuario_2005.pdf</a></p>     <p>Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico da Defesa Nacional 2004. (Consultado em: 21 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portugal.gov.pt/media/513242/anuario_2004.pdf" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/media/513242/anuario_2004.pdf</a></p>     <p>Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico da Defesa Nacional 2003. (Consultado em: 16 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.portugal.gov.pt/media/513245/anuario_2003.pdf" target="_blank">http://www.portugal.gov.pt/media/513245/anuario_2003.pdf</a></p>     <p><b>DOCUMENTOS RELATIVOS &Agrave; GNR </b></p>     <p>GNR EUROGENDFOR. (Consultado em: 22 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.gnr.pt/default.asp?do=4ryV06r40npv10nv5/r741ts14" target="_blank">http://www.gnr.pt/default.asp?do=4ryV06r40npv10nv5/r741ts14</a></p>     <p>GNR Coopera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnico-militar. (Consultado em: 22 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.gnr.pt/default.asp?do=4ryV06r40npv10nv5/p2y2" target="_blank">http://www.gnr.pt/default.asp?do=4ryV06r40npv10nv5/p2y2</a></p>     <p>GNR Miss&otilde;es Internacionais. (Consultado em: 20 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.gnr.pt/default.asp?do=4ryv06r40npv10nv5/zv551r5" target="_blank">http://www.gnr.pt/default.asp?do=4ryv06r40npv10nv5/zv551r5</a></p>     <p>GNR Associa&ccedil;&atilde;o FIEP. (Consultado em: 20 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.gnr.pt/default.asp?do=4ryV06r40npv10nv5/svr20r" target="_blank">http://www.gnr.pt/default.asp?do=4ryV06r40npv10nv5/ svr20r</a></p>     <p>GNR Relat&oacute;rio de Atividades 2012. (Consultado em: 19 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.gnr.pt/documentos/InstGestao/RA2012%20web2.pdf" target="_blank">http://www.gnr.pt/documentos/InstGestao/RA2012%20web2.pdf</a></p>     <p><b>PSP RELAT&Oacute;RIOS DE ATIVIDADES </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>PSP Relat&oacute;rio de Atividades 2011. (Consultado em: 20 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.psp.pt/Documentos%20Varios/2011%20Relat%C3%B3rio%20de%20Atividades.pdf" target="_blank">http://www.psp.pt/Documentos%20Varios/2011%20Relat%C3%B3rio%20de%20Atividades.pdf</a></p>     <p>PSP Relat&oacute;rio de Atividades 2010. (Consultado em: 21 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.psp.pt/Documentos%20Varios/2010%20-%20Relat%C3%B3rio%20Actividades%20da%20PSP.pdf" target="_blank">http://www.psp.pt/Documentos%20Varios/2010%20-%20Relat%C3%B3rio%20Actividades%20da%20PSP.pdf</a></p>     <p>PSP Relat&oacute;rio de Atividades 2009. (Consultado em: 20 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.psp.pt/Documentos%20Varios/Relat%C3%B3rio%20de%20Actividades%20de%202009.pdf" target="_blank">http://www.psp.pt/Documentos%20Varios/Relat%C3%B3rio%20de%20Actividades%20de%202009.pdf</a></p>     <p>PSP Relat&oacute;rio de Atividades 2008. (Consultado em: 18 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.psp.pt/Documentos%20Varios/2008%20-%20Relatorio%20de%20actividades%20da%20PSP.pdf" target="_blank">http://www.psp.pt/Documentos%20Varios/2008%20-%20Relatorio%20de%20actividades%20da%20PSP.pdf</a></p>     <p><b>OUTROS ORGANISMOS </b></p>     <p>EMGFA. (Consultado em: 25 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.emgfa.pt/pt/operacoes/missoes" target="_blank">http://www.emgfa.pt/pt/operacoes/missoes</a></p>     <p>MAI/DGAI. (Consultado em: 26 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dgai.mai.gov.pt/?area=102&amp;mid=104" target="_blank">http://www.dgai.mai.gov.pt/?area=102&amp;mid=104</a></p>     <p>UN Peacekeeping. Troop and police contributors. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/en/peacekeeping/resources/statistics/contributors.shtml" target="_blank">http://www.un.org/en/peacekeeping/resources/statistics/contributors.shtml</a></p>     <p><b>OUTROS ENDERE&Ccedil;OS </b></p>     <p>Partnership for Effective Peacekeeping. (Consultado em: 23 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.effectivepeacekeeping.org/sites/effectivepeacekeeping.org/files/04/DPKODFS_Capstone%20Document.pdf" target="_blank">http://www.effectivepeacekeeping.org/sites/effectivepeacekeeping.org/files/04/DPKODFS_Capstone%20Document.pdf</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ranking of Military and Police Contributions to UN Operations (Consultado em: 23 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/en/peacekeeping/contributors/2015/jun15_2.pdf" target="_blank">http://www.un.org/en/peacekeeping/contributors/2015/jun15_2.pdf</a>.</p>     <p>Participa&ccedil;&atilde;o da GNR em Miss&otilde;es de Paz. (Consultado em: 15 de fevereiro de 2014). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.gnr.pt/default.asp?do=4ryv06r40npv10nv5/zv551r5" target="_blank">http://www.gnr.pt/default.asp?do=4ryv06r40npv10nv5/zv551r5</a>.</p>     <p>UN Peacekeeping. Troop and police contributors archive (1990 -2014). (Consultado em: 23 de julho de 2015.) Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/en/peacekeeping/resources/statistics/contributors_archive.shtml" target="_blank">http://www.un.org/en/peacekeeping/resources/statistics/contributors_archive.shtml</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 15 de maio de 2015 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 10 de julho de 2015</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Partnership for Effective Peacekeeping. (Consultado em: 23 de julho de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.effectivepeacekeeping.org/sites/effectivepeacekeeping.org/files/04/DPKO-DFS_Capstone%20Document.pdf." target="_blank">http://www.effectivepeacekeeping.org/sites/effectivepeacekeeping.org/files/04/DPKO-DFS_Capstone%20Document.pdf.</a></p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> Ranking of Military and Police Contributions to UN Operations. (Consultado em: 23 de julho de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/en/peacekeeping/contributors/2015/jun15_2.pdf" target="_blank">http://www.un.org/en/peacekeeping/contributors/2015/jun15_2.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> UN misson&rsquo;s contributions by country. (Consultado em: 23 de julho de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/en/peacekeeping/contributors/2015/jun15_5.pdf" target="_blank">http://www.un.org/en/peacekeeping/contributors/2015/jun15_5.pdf</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Independentemente da constata&ccedil;&atilde;o das op&ccedil;&otilde;es dos decisores pol&iacute;ticos quanto &agrave;s prioridades de pol&iacute;tica externa, um exerc&iacute;cio de <i>rankings </i>deve ir para al&eacute;m da contagem das contribui&ccedil;&otilde;es com tropas (TCN). Deve incluir e ter em considera&ccedil;&atilde;o outros fatores, como sejam, entre outros, o PIB <i>per capita</i>, e contribui&ccedil;&otilde;es de outra natureza, nomeadamente financeira.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Neste e nos casos que se seguir&atilde;o exclu&iacute;mos deliberadamente a refer&ecirc;ncia aos militares que ocuparam posi&ccedil;&otilde;es nos quart&eacute;is-generais das for&ccedil;as, tais como oficiais de liga&ccedil;&atilde;o e outros, as quais eram normalmente em n&uacute;mero e import&acirc;ncia proporcional &agrave; participa&ccedil;&atilde;o nacional.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Um valor m&eacute;dio mensal a rondar os 133 militares (131 mais dois no quartel-general da for&ccedil;a). &Agrave; unidade de engenharia militar foi atribu&iacute;da a miss&atilde;o de constru&ccedil;&atilde;o horizontal e vertical em apoio das unidades da UNIFIL; estar preparada para apoiar a liberdade de movimentos em toda a &Aacute;rea de Responsabilidade (AOR); apoiar as For&ccedil;as Armadas do L&iacute;bano, a popula&ccedil;&atilde;o civil e executar a&ccedil;&otilde;es humanit&aacute;rias.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> A UNPF, UNCRO e UNPREDEP n&atilde;o foram contabilizadas, visto serem constru&ccedil;&otilde;es artificiais no seio da UNPROFOR.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Para mais detalhes sobre quantitativos da participa&ccedil;&atilde;o nacional, ver o <a href="#a3">Anexo C</a><a name="topa3"></a> &ndash; Participa&ccedil;&atilde;o das For&ccedil;as Armadas em Miss&otilde;es de Observa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> A UNMIK ainda funciona &agrave; data em que o presente ensaio &eacute; escrito, mas com atribui&ccedil;&otilde;es completamente diferentes das iniciais e substancialmente mais reduzidas, desde que o Kosovo declarou independ&ecirc;ncia e adoptou uma nova Constitui&ccedil;&atilde;o, e a EULEX entrou em funcionamento.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> A UNMIK tinha em 1999 um efetivo autorizado que rondava os 4718 indiv&iacute;duos, na sua esmagadora maioria pol&iacute;cias, no qual se inclu&iacute;am 38 oficiais de liga&ccedil;&atilde;o militar com atribui&ccedil;&otilde;es diferentes das fun&ccedil;&otilde;es t&iacute;picas da observa&ccedil;&atilde;o militar. Esta componente de liga&ccedil;&atilde;o militar foi-se reduzindo ao longo dos anos. Presentemente, conta apenas com oito elementos. UN Mission&rsquo;s Summary Detailed by Country. (Consultado em: 22 de julho de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/en/peacekeeping/contributors/2015/jun15_3.pdf" target="_blank">http://www.un.org/en/peacekeeping/contributors/2015/jun15_3.pdf</a></p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> A pedido das autoridades afeg&atilde;s apoiou na prepara&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o das elei&ccedil;&otilde;es, nomeadamente das elei&ccedil;&otilde;es presidenciais e provinciais de 2014.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> A UNMIL era composta por 15 mil militares (incluindo 250 observadores militares e 160 elementos de estado-maior) e 1115 pol&iacute;cias, incluindo uma FPU para apoiar na manuten&ccedil;&atilde;o da lei e ordem, e a correspondente componente civil.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> A opera&ccedil;&atilde;o tinha uma for&ccedil;a autorizada total de 5650 militares, nos quais se inclu&iacute;am 200 observadores militares, 120 pol&iacute;cias, 434 funcion&aacute;rios civis internacionais, 170 volunt&aacute;rios das Na&ccedil;&otilde;es Unidas e 446 funcion&aacute;rios locais. A opera&ccedil;&atilde;o tinha por objetivos, entre outros, assegurar o respeito pelo cessar-fogo, levar a cabo os programas de desarmamento, desmobiliza&ccedil;&atilde;o e reintegra&ccedil;&atilde;o de combatentes e contribuir para o sucesso do processo eleitoral.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> O efetivo autorizado era de 6910 militares, dos quais 6240 faziam parte de contingentes e 120 eram observadores militares. A opera&ccedil;&atilde;o tem vindo a aumentar tendo atingido em janeiro de 2014 um efetivo autorizado de 9583, de que se destaca 8233 militares em contingentes e 185 observadores militares.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> O efetivo autorizado da MINURCAT &eacute; de 5200 militares, 300 pol&iacute;cias, 25 oficiais de liga&ccedil;&atilde;o e o n&uacute;mero apropriado de pessoal civil.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> A cria&ccedil;&atilde;o da MINURCAT resulta da RCSNU 1861, de 14 de janeiro de 2009. Vinte e tr&ecirc;s estados-membros da UE encontram-se representados no quartel-general da opera&ccedil;&atilde;o em Mont Val&eacute;rien, na Fran&ccedil;a. Dezanove estados est&atilde;o representados no teatro das opera&ccedil;&otilde;es, tr&ecirc;s dos quais n&atilde;o s&atilde;o membros da UE.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> Participa&ccedil;&atilde;o da GNR em Miss&otilde;es de Paz (Consultado em: 15 de fevereiro de 2014). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.gnr.pt/default.asp?do=4ryv06r40npv10nv5/zv551r5" target="_blank">http://www.gnr.pt/default.asp?do=4ryv06r40npv10nv5/zv551r5</a> Os monitores de pol&iacute;cia assemelham-se nas for&ccedil;as policiais aos observadores militares, usufruindo de um estatuto muito semelhante. As for&ccedil;as constitu&iacute;das da Guarda t&ecirc;m caracter&iacute;sticas h&iacute;bridas, policiais e militares, o que lhes confere uma capacidade de interven&ccedil;&atilde;o robusta, capaz de fazer uso da for&ccedil;a desde os meios menos aos mais letais, sobretudo em opera&ccedil;&otilde;es de reposi&ccedil;&atilde;o da ordem e da tranquilidade p&uacute;blicas, cobrindo um conjunto bastante lato de val&ecirc;ncias. Este tipo de unidades designam-se na ONU por Formed Police Unit (FPU), na NATO por Multinational Specialized Units (MSU) e na UE por Integrated Police Unit (IPU), mas o conceito subjacente &agrave; sua atua&ccedil;&atilde;o &eacute; o mesmo.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup>Participa&ccedil;&atilde;o da GNR em Miss&otilde;es de Paz (Consultado em 15 de junho de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.gnr.pt/default.asp?do=4ryv06r40npv10nv5/zv551r5" target="_blank">http://www.gnr.pt/default.asp?do=4ryv06r40npv10nv5/zv551r5</a></p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup>Tratou-se de uma FPU, a qual assumiu um papel preponderante na garantia das condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a, sobretudo na capital, D&iacute;li. Na lista de miss&otilde;es atribu&iacute;das a esta unidade estavam o controlo de dist&uacute;rbios civis, seguran&ccedil;a de &aacute;reas sens&iacute;veis, escoltas e seguran&ccedil;a a altas entidades, e opera&ccedil;&otilde;es de busca e salvamento.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup>A MINUSTAH foi criada inicialmente para apoiar o governo transit&oacute;rio em v&aacute;rios dom&iacute;nios: assegurar um ambiente est&aacute;vel; monitoriza&ccedil;&atilde;o, restrutura&ccedil;&atilde;o e reforma da Pol&iacute;cia Nacional Haitiana; implementa&ccedil;&atilde;o dos programas de desarmamento, desmobiliza&ccedil;&atilde;o e reintegra&ccedil;&atilde;o; e manuten&ccedil;&atilde;o da lei e ordem.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> Informa&ccedil;&atilde;o obtida atrav&eacute;s da consulta do s&iacute;tio da ONU na internet.</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup>N&atilde;o confundir com a opera&ccedil;&atilde;o de paz conhecida pela sigla MINUCART que foi lan&ccedil;ada em 2007, no mesmo territ&oacute;rio.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> Esta foi a primeira miss&atilde;o em que uma componente policial assumiu poderes executivos, pelo que os elementos policiais desempenharam as suas fun&ccedil;&otilde;es armados. A Pol&iacute;cia da onu desempenhou as fun&ccedil;&otilde;es de uma Pol&iacute;cia de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica local ent&atilde;o inexistente garantindo, em estreita coopera&ccedil;&atilde;o com a componente militar, a seguran&ccedil;a e ordem p&uacute;blica, assim como a investiga&ccedil;&atilde;o criminal, de forma a prevenir a ocorr&ecirc;ncia de viola&ccedil;&otilde;es dos direitos humanos e capturar suspeitos da pr&aacute;tica de crimes.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> Tr&ecirc;s dos respons&aacute;veis pela dire&ccedil;&atilde;o da Academia foram oficiais da PSP.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup>Dr. V&iacute;tor &Acirc;ngelo, por coincid&ecirc;ncia tamb&eacute;m de nacionalidade portuguesa.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> Um destes oficiais foi nomeado <i>head of setor security reform</i>, reportando diretamente ao RESG.</p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> A an&aacute;lise deste tema est&aacute; limitada pelo risco de enviesamento, se n&atilde;o for efetuada conjuntamente com o que tem sido a participa&ccedil;&atilde;o nacional noutras organiza&ccedil;&otilde;es internacionais, muito em particular na NATO e na UE.</p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> Apesar dos esfor&ccedil;os de forma&ccedil;&atilde;o levados a cabo pelo Instituto de Defesa Nacional nestes dom&iacute;nios, nomeadamente atrav&eacute;s do curso de gest&atilde;o civil de crises.</p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#a1">29</a></Sup> (Consultado em: 23 de julho de 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.un.org/en/peacekeeping/resources/statistics/contributors_archive.shtml" target="_blank">http://www.un.org/en/peacekeeping/resources/statistics/contributors_archive.shtml</a>.</p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#a1">30</a></Sup> Os valores apresentados referem-se &agrave; situa&ccedil;&atilde;o em pessoal no &uacute;ltimo dia do m&ecirc;s. H&aacute; que ter em conta as varia&ccedil;&otilde;es dos efetivos ao longo do ano. A n&atilde;o indica&ccedil;&atilde;o do m&ecirc;s significa que foi considerado o &uacute;ltimo dia do m&ecirc;s de janeiro do ano em causa. Apesar de a op&ccedil;&atilde;o adotada n&atilde;o ser particularmente rigorosa por retratar a situa&ccedil;&atilde;o apenas num dia do ano, fornece uma informa&ccedil;&atilde;o preciosa para se perceber qual foi a evolu&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o nacional em miss&otilde;es de paz nos vinte e tr&ecirc;s anos indicados (1992-2015).</p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#a2">31</a></Sup> As tabelas originais foram constru&iacute;das e os dados compilados por Jos&eacute; Loureiro, Mara Saramago e Ant&oacute;nio Eug&eacute;nio tendo sido publicadas em BRANCO, C., GARCIA, F. P., PEREIRA, C. S. (coord.) &ndash; <i>Portugal e as Opera&ccedil;&otilde;es de Paz. Uma Vis&atilde;o Multidimensional</i>. Lisboa: Pref&aacute;cio, 2010. Foram atualizadas para este trabalho pelo autor recorrendo a fontes oficiais disponibilizadas pelos ramos das FA.</p>     <p><Sup><a name="32"></a><a href="#a2">32</a></Sup> N&atilde;o est&atilde;o contabilizados os militares que fizeram parte da COMIVE, que esteve no teatro de opera&ccedil;&otilde;es antes da assinatura do Acordo Geral de Paz, nem os militares que integraram a Comiss&atilde;o de Supervis&atilde;o e Controlo, criada para garantir a implementa&ccedil;&atilde;o do processo de paz e que tinha na sua depend&ecirc;ncia as seguintes comiss&otilde;es: Comiss&atilde;o de Cessar-Fogo, Comiss&atilde;o Conjunta para a Forma&ccedil;&atilde;o das For&ccedil;as Armadas da Defesa de Mo&ccedil;ambique e a Comiss&atilde;o de Reintegra&ccedil;&atilde;o dos Militares Desmobilizados.</p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#a2">33</a></Sup> Os valores apresentados reportam-se a quantitativos totais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="34"></a><a href="#a2">34</a></Sup> N&atilde;o est&atilde;o contabilizados os militares que integraram a Miss&atilde;o Tempor&aacute;ria de Portugal junto das estruturas do processo de paz em Angola e que participaram nas diversas comiss&otilde;es que dependiam da Comiss&atilde;o Conjunta Pol&iacute;tico-Militar (CCPM). Os efetivos referentes aos QG incluem os militares da Pol&iacute;cia do Ex&eacute;rcito. Na MONUA, a retirada dos militares da Pol&iacute;cia do Ex&eacute;rcito ocorreu a 5 de junho de 2000.</p>     <p><Sup><a name="35"></a><a href="#a2">35</a></Sup> Os valores apresentados reportam-se a quantitativos totais.</p>     <p><Sup><a name="36"></a><a href="#a2">36</a></Sup> Estes valores reportam-se &uacute;nica e simplesmente a pessoal. N&atilde;o entram em linha de conta com as plataformas utilizadas.</p>     <p><Sup><a name="37"></a><a href="#a2">37</a></Sup> Em perman&ecirc;ncia. Rota&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia mensal.</p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#a2">38</a></Sup> Os valores reportam-se a efetivos por rota&ccedil;&atilde;o. A fap fez rota&ccedil;&otilde;es com a dura&ccedil;&atilde;o de dois meses. No total ter&atilde;o prestado servi&ccedil;o no teatro de opera&ccedil;&otilde;es do Mali cerca de 268 militares (256 da FAP e 12 do Ex&eacute;rcito).</p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#a3">39</a></Sup> A tabela original foi constru&iacute;da e os dados compilados por Alexandre Carri&ccedil;o, tendo sido publicada em BRANCO, C., GARCIA, F. P., PEREIRA, C. S. (coord.) &ndash; <i>Portugal e as Opera&ccedil;&otilde;es de Paz. Uma Vis&atilde;o Multidimensional</i>. Foram atualizadas para este trabalho pelo autor recorrendo a fontes oficiais disponibilizadas pelos ramos das FA. Os organismos oficiais n&atilde;o disp&otilde;em de dados referentes ao n&uacute;mero de observadores oriundos da FAP. Os dados recolhidos resultaram de pesquisas efetuadas com base no conhecimento pessoal.</p>     <p><Sup><a name="40"></a><a href="#a3">40</a></Sup> S&oacute; se considerou a participa&ccedil;&atilde;o nacional ap&oacute;s o fim da UNPROFOR. De 31 de mar&ccedil;o de 1995 at&eacute; janeiro de 1996, os militares foram contabilizados como pertencendo &agrave; UNPROFOR.</p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#a3">41</a></Sup> Dos quais dois foram chefes dos Observadores Militares, entre 9 de abril de 1996 e 1 de setembro de 1997.</p>     <p><Sup><a name="42"></a><a href="#a3">42</a></Sup>Dois oficiais generais foram chefes da miss&atilde;o de liga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#a3">43</a></Sup> Dos quais tr&ecirc;s foram chefes dos Observadores Militares da UNMISET, entre 9 de julho de 2002 e 1 de maio de 2004, e um da FAP.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="44"></a><a href="#a3">44</a></Sup> O n&uacute;mero apenas indica a presen&ccedil;a de um oficial em perman&ecirc;ncia no terreno. N&atilde;o &eacute; um n&uacute;mero total.</p>     <p><Sup><a name="45"></a><a href="#a4">45</a></Sup> A tabela original foi constru&iacute;da e os dados compilados por Marco Cruz, tendo sido publicada em BRANCO, C., GARCIA, F. P., PEREIRA, C. S. (coord.) &ndash; <i>Portugal e as Opera&ccedil;&otilde;es de Paz. Uma Vis&atilde;o Multidimensional</i>. Foi atualizada para este trabalho pelo autor recorrendo a fontes oficiais disponibilizadas pela GNR.</p>     <p><Sup><a name="46"></a><a href="#a4">46</a></Sup> Reportam-se a valores totais.</p>     <p><Sup><a name="47"></a><a href="#a5">47</a></Sup> A tabela original foi constru&iacute;da e os dados compilados por Lu&iacute;s Elias, tendo sido publicada em BRANCO, C., GARCIA, F. P., PEREIRA, C. S. (coord.) &ndash; <i>Portugal e as Opera&ccedil;&otilde;es de Paz. Uma Vis&atilde;o Multidimensional</i>. Foi atualizada para este trabalho pelo autor recorrendo a fontes oficiais disponibilizadas pela PSP.</p>     <p><Sup><a name="48"></a><a href="#a5">48</a></Sup> De 1 de maio a 31 de outubro de 2003, o <i>police commissioner </i>era portugu&ecirc;s (superintendente Ad&iacute;lio Ruivo Cust&oacute;dio).</p>     <p><Sup><a name="49"></a><a href="#a5">49</a></Sup> De 21 de maio a 13 de dezembro de 2004, o <i>police commissioner</i> em regime de substitui&ccedil;&atilde;o era portugu&ecirc;s (superintendente Ad&iacute;lio Ruivo Cust&oacute;dio).</p>     <p><Sup><a name="50"></a><a href="#a5">50</a></Sup> <i>Police commissioner </i>(intendente Lu&iacute;s Miguel Carrilho).</p>     <p><Sup><a name="51"></a><a href="#a5">51</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ANEXOS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#topa1">Anexo A</a><a name="a1"></a> - Contribuição Nacional para as Missões de Paz da ONU</p> <img src="/img/revistas/ri/n47/n47a06a1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topa2">Anexo B</a><a name="a2"></a> - Participação das Forças Armadas Portuguesas em Missões de Paz da ONU (Unidades Constituídas)</p> <img src="/img/revistas/ri/n47/n47a06a2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topa3">Anexo C</a><a name="a3"></a> - Participação das Forças Armadas Portuguesas em Missões de Observação</p> <img src="/img/revistas/ri/n47/n47a06a3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topa4">Anexo D</a><a name="a4"></a> - Participação da gnr em Missões de Paz da ONU</p> <img src="/img/revistas/ri/n47/n47a06a4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topa5">Anexo E</a><a name="a5"></a> - Participação da psp em Missões de Paz da ONU</p> <img src="/img/revistas/ri/n47/n47a06a5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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