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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A extrema-direita europeia perante a crise dos refugiados]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The object of the paper is the European extreme-right and its perspetive on the refugees' crisis. The aim is to contrast the thesis of the eternal return of fascism through the theories of the varieties of the extreme-rights (the traditional ones and the post-industrial ones) and their dynamics by waves. On this basis, the statements of the extreme-right parties and movements about the refugees' crisis demonstrate empirically the polymorphic character of that political family and the strength of its discourse: not a mere racist chauvinism but a set of radical alternatives to the national policies, the European project and its geopolitical role in the Mediterranean region.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>POPULISMO E MIGRA&Ccedil;&Otilde;ES</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A extrema-direita europeia perante a crise dos refugiados</b></p>     <p><b>The European Extreme-Right And Its Perspetive On The Refugees&rsquo; Crisis</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Riccardo Marchi* e Guido Bruno**</b></p>     <p>* Investigador de p&oacute;s-doutoramento no Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa (CEI&ndash;IUL) com um projeto sobre contrassubvers&atilde;o em Portugal durante a Guerra Fria em perspetiva comparada. Doutorado em Hist&oacute;ria Moderna e Contempor&acirc;nea pelo ISCTE &ndash; IUL (2008). As suas &aacute;reas de investiga&ccedil;&atilde;o s&atilde;o o radicalismo de direita (pensamento pol&iacute;tico, partidos e movimentos) e as rela&ccedil;&otilde;es entre estados e organiza&ccedil;&otilde;es radicais na Europa contempor&acirc;nea. Foi bolseiro da Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian (2015). Come&ccedil;ou a sua carreira acad&eacute;mica no Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais da Universidade de Lisboa (ICS &ndash; UL) sobre os temas das direitas radicais no fim do Estado Novo e na democracia portuguesa em perspetiva comparada (2008-2014). Foi investigador visitante na Universidade Pablo de Olavide de Sevilha (Espanha, 2007) e na Universidade da Calif&oacute;rnia, Berkeley (Estados Unidos, 2008).</p>     <p>** Mestre em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica pela Universit&agrave; del Salento (It&aacute;lia).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O objeto de estudo do presente artigo &eacute; a extrema-direita europeia e a sua posi&ccedil;&atilde;o perante a recente crise dos refugiados. O objetivo &eacute; contrariar a tese do eterno retorno do fascismo, atrav&eacute;s das teorias da diversidade das extremas-direitas (a tradicional e a p&oacute;s-industrial) e da sua din&acirc;mica por vagas. Nesta base, as posi&ccedil;&otilde;es de partidos e movimentos de extrema-direita acerca da quest&atilde;o dos refugiados evidenciam empiricamente a polimorfia dessa fam&iacute;lia pol&iacute;tica e a profundidade do seu discurso: menos um chauvinismo racista trivial e mais umas alternativas radicais &agrave;s pol&iacute;ticas nacionais, &agrave; constru&ccedil;&atilde;o da Europa e ao seu papel geopol&iacute;tico no Mediterr&acirc;neo.</p>     <p><b>Palavras-chave</b><i>:</i> Europa, extrema-direita, imigra&ccedil;&atilde;o, crise dos refugiados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The object of the paper is the European extreme-right and its perspetive on the refugees&rsquo; crisis. The aim is to contrast the thesis of the eternal return of fascism through the theories of the varieties of the extreme-rights (the traditional ones and the post-industrial ones) and their dynamics by waves. On this basis, the statements of the extreme-right parties and movements about the refugees&rsquo; crisis demonstrate empirically the polymorphic character of that political family and the strength of its discourse: not a mere racist chauvinism but a set of radical alternatives to the national policies, the European project and its geopolitical role in the Mediterranean region.</p>     <p><b>Keywords</b><i>:</i> Europe, extreme-right, immigration, refugees&rsquo; crisis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>AS EXTREMAS-DIREITAS NA AN&Aacute;LISE CIENT&Iacute;FICA</b></p>     <p>Nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas, a extrema-direita tornou-se uma presen&ccedil;a constante no debate pol&iacute;tico da Europa, despertando um interesse crescente tamb&eacute;m na comunidade cient&iacute;fica, com particular aten&ccedil;&atilde;o sobre os partidos mais que os movimentos sociais e subculturais<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>.</p>     <p>Do ponto de vista concetual, apesar da abund&acirc;ncia de casos de estudos e de dados emp&iacute;ricos dispon&iacute;veis, a an&aacute;lise cient&iacute;fica ainda n&atilde;o alcan&ccedil;ou um consenso definitivo acerca dos conceitos de &laquo;extrema-direita&raquo; e de &laquo;direita radical&raquo;, usados indistintamente pela comunica&ccedil;&atilde;o social<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. Essa controv&eacute;rsia &eacute; ulteriormente agravada pela utiliza&ccedil;&atilde;o dos conceitos de &laquo;fascismo&raquo; e &laquo;neofascismo&raquo; (menos de &laquo;neonazismo&raquo;) por parte de autores que consideram as mais recentes manifesta&ccedil;&otilde;es, pol&iacute;ticas ou metapol&iacute;ticas, da extrema-direita um mero retorno do fascismo eterno adaptado aos tempos modernos<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>, principalmente no que diz respeito aos tons diferencialistas, xen&oacute;fobos e racistas do discurso anti-imigrat&oacute;rio<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>. Tamb&eacute;m a literatura abundante sobre o fen&oacute;meno do populismo &ndash; aplicado como especifica&ccedil;&atilde;o ulterior &agrave; extrema-direita<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> &ndash; n&atilde;o ajudou &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o do contencioso, por ser o populismo menos uma ideologia codific&aacute;vel e mais um estilo pol&iacute;tico transversal ao eixo direita-esquerda<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>. Assim, entre os partidos populistas mais bem-sucedidos, temos o ingl&ecirc;s Partido da Independ&ecirc;ncia do Reino Unido (UKIP) e o italiano MoVimento 5 Estrelas (M5S), pertencentes ao mesmo grupo no Parlamento Europeu, mas dificilmente catalog&aacute;veis na categoria da extrema-direita. Esses comungam do euroceticismo pr&oacute;prio dos populismos de esquerda e de direita, mas abordam a quest&atilde;o migrat&oacute;ria &ndash; central na extrema-direita &ndash; com muito mais modera&ccedil;&atilde;o em compara&ccedil;&atilde;o com outros inclu&iacute;dos no conjunto dos populistas de extrema-direita, como a Liga do Norte (LN) e a Frente Nacional (FN).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar da falta de consenso sobre os conceitos &ndash; aqui utilizaremos o termo &laquo;extrema-direita&raquo; apenas por uniformidade lingu&iacute;stica &ndash; h&aacute; um acordo generalizado sobre dois pontos relevantes: a din&acirc;mica por vagas sucessivas desde 1945 e a muta&ccedil;&atilde;o significativa ocorrida com a terceira vaga, a partir dos anos 1980. Estes dois pontos ajudam a orientar a an&aacute;lise dos m&uacute;ltiplos atores em jogo nas mais recentes crises europeias, nomeadamente a dos refugiados.</p>     <p>A din&acirc;mica por vagas postula a n&atilde;o linearidade do percurso da extrema-direita europeia, desde 1945 at&eacute; aos nossos dias. At&eacute; &agrave; &uacute;ltima d&eacute;cada do s&eacute;culo XX, sucederam-se tr&ecirc;s vagas de extrema-direita: a primeira, representada pelos partidos fundados por veteranos dos regimes derrotados em 1945 e por isso definidos como neofascistas ou neonazis: casos do italiano Movimento Social Italiano (MSI) ou do alem&atilde;o Partido Nacional Democr&aacute;tico (NPD); a segunda, com o emergir, entre os anos 1950 e 1960, de partidos que protestavam contra os excessos de fiscalidade e de intervencionismo econ&oacute;mico por parte do Estado: &eacute; o caso dos partidos de estilo poujadista<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>; a terceira, a partir dos anos 1970, caracterizada por partidos com agendas pol&iacute;ticas anti-imigra&ccedil;&atilde;o e discursos xen&oacute;fobos. Esta terceira vaga surge nos pa&iacute;ses europeus que aceitaram os primeiros fluxos migrat&oacute;rios extraeuropeus, destacando-se, entre eles, a Fran&ccedil;a, onde o &ecirc;xito eleitoral da&nbsp;fn, em meados dos anos 1980, inaugura a onda anti-imigrat&oacute;ria do fim do s&eacute;culo&nbsp;xx<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>.&nbsp;Elaborada no fim da d&eacute;cada de 80 do s&eacute;culo passado, a teoria das vagas confirma a sua validade tamb&eacute;m na viragem do mil&eacute;nio: por um lado, ap&oacute;s a queda do comunismo multiplicam-se, na Europa do Leste, partidos e movimentos de extrema-direita com crescimento assinal&aacute;vel; por outro, ap&oacute;s o 11 de setembro de 2001, o anti-imigracionismo toma fortes conota&ccedil;&otilde;es islamof&oacute;bicas, em linha com o paradigma huntingtoniano do &laquo;choque de civiliza&ccedil;&otilde;es&raquo;<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>. Em geral, com as tr&ecirc;s vagas emergiram partidos e movimentos com caracter&iacute;sticas t&atilde;o variegadas que a an&aacute;lise politol&oacute;gica teve dificuldade em codificar conjuntos de partidos e movimentos catalog&aacute;veis de forma satisfat&oacute;ria por afinidades ideol&oacute;gicas e program&aacute;ticas<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>. A classifica&ccedil;&atilde;o mais bem-sucedida at&eacute; hoje &eacute; a de Piero Ignazi que utilizou a terceira vaga dos anos 1980 para marcar uma fronteira entre o conjunto de partidos da &laquo;extrema-direita tradicional&raquo; (ou &laquo;velha extrema-direita&raquo;) e o conjunto de partidos da &laquo;extrema-direita p&oacute;s-industrial&raquo; (ou &laquo;nova extrema-direita&raquo;). Para Ignazi, os partidos de ambos os conjuntos caracterizam-se por uma postura antissist&eacute;mica e pela prefer&ecirc;ncia da dimens&atilde;o comunit&aacute;ria etnonacionalista e da representa&ccedil;&atilde;o direta contra o pluralismo individualista e partidocr&aacute;tico. Diferentemente da &laquo;extrema-direita tradicional&raquo;, contudo, os partidos da &laquo;extrema-direita p&oacute;s-industrial&raquo; recusam qualquer liga&ccedil;&atilde;o aos regimes autorit&aacute;rios de entre guerras<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>. A &laquo;extrema-direita tradicional&raquo; &eacute; composta por partidos hist&oacute;ricos como o italiano MSI, o alem&atilde;o NPD e os brit&acirc;nicos Frente Nacional (NF) e Partido Nacional Brit&acirc;nico (BNP). A estes podemos agora juntar o h&uacute;ngaro Movimento por uma Hungria Melhor (JOBBIK) e o grego Aurora Dourada (XA). A &laquo;extrema-direita p&oacute;s-industrial&raquo; &eacute; composta pela francesa FN, o Partido da Liberdade da &Aacute;ustria (FP&Ouml;), o belga Interesse Flamengo (VB), aos quais podemos agora juntar o Partido para a Liberdade, de Geert Wilders (SVV), o Partido Popular Dan&ecirc;s (DF), o Partido dos Finlandeses (PS), os Democratas Suecos (SD), a Alternativa para a Alemanha (AfD), a italiana LN e o UKIP.</p>     <p>A classifica&ccedil;&atilde;o dos partidos entre velha e nova extrema-direita pode ser aplicada tamb&eacute;m aos movimentos sociais, cuja mobiliza&ccedil;&atilde;o est&aacute; a tornar-se cada vez mais relevante na Europa. Assim, os movimentos da velha extrema-direita ligam-se diretamente ao fascismo hist&oacute;rico, ao neofascismo das d&eacute;cadas de 1960 e 1970 ou ao racialismo neonazi, inclusive na vertente suprematista branca mutuada do extremismo norte-americano no final do s&eacute;culo XX. Os investigadores costumam sublinhar o car&aacute;ter grupuscular desses movimentos<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a> e a sua multiplica&ccedil;&atilde;o e crescente ativismo, nos &uacute;ltimos anos, gra&ccedil;as &agrave; difus&atilde;o da internet<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>. Essa extrema-direita grupuscular manifesta-se atrav&eacute;s de estrat&eacute;gias diferentes: a reivindica&ccedil;&atilde;o do fascismo mas com uma renova&ccedil;&atilde;o radical de linguagem, gr&aacute;fica e repert&oacute;rio de a&ccedil;&atilde;o: CasaPound It&aacute;lia (CPI); a reedi&ccedil;&atilde;o do estilo neofascista: o franc&ecirc;s Grupo Uni&atilde;o Defesa (GUD); a inspira&ccedil;&atilde;o na extrema-esquerda alterglobalista contempor&acirc;nea: aut&oacute;nomos nacionalistas alem&atilde;es; a reprodu&ccedil;&atilde;o do paramilitarismo de entre guerras: o Movimento de Resist&ecirc;ncia N&oacute;rdico presente na Su&eacute;cia, Noruega e Dinamarca, e, principalmente, as mil&iacute;cias da Europa do Leste como a Setor Direito, da Ucr&acirc;nia, e a Guarda Magiara, da Hungria<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>.</p>     <p>Os movimentos da nova extrema-direita, pelo contr&aacute;rio, representam um conjunto aut&oacute;nomo que, em termos comparativos de mobiliza&ccedil;&atilde;o, alcan&ccedil;ou uma relev&acirc;ncia assinal&aacute;vel, gra&ccedil;as principalmente ao&nbsp;<i>antijihad movement</i>: uma tend&ecirc;ncia transnacional protagonizada por movimentos sociais, como o alem&atilde;o Patriotas Europeus Contra a Islamiza&ccedil;&atilde;o do Ocidente (PEGIDA), promotores de mobiliza&ccedil;&otilde;es contra a chamada &laquo;islamiza&ccedil;&atilde;o da Europa&raquo;. Estas manifesta&ccedil;&otilde;es tomam a forma de peti&ccedil;&otilde;es contra a constru&ccedil;&atilde;o de novas mesquitas (o movimento&nbsp;<i>no mosque</i>), a utiliza&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica da burka, a difus&atilde;o do com&eacute;rcio isl&acirc;mico ou de marchas provocat&oacute;rias em bairros multi&eacute;tnicos com distribui&ccedil;&atilde;o de produtos &agrave; base de porco ou com s&iacute;mbolos crist&atilde;os. Apesar da autonomia, a fronteira entre velha e nova extrema-direita movimentista &eacute; &agrave;s vezes l&aacute;bil, existindo grupos que mudam pragmaticamente de identidade: s&atilde;o exemplos o Gr&atilde;-Bretanha Primeiro e o Bloco Identit&aacute;rio franc&ecirc;s; ou que sofrem infiltra&ccedil;&otilde;es da velha extrema-direita: a Liga de Defesa Inglesa (EDL). Esses movimentos n&atilde;o utilizam o discurso &eacute;tnico, biol&oacute;gico e racista dos suprematistas brancos, mas o da defesa da cultural europeia contra o isl&atilde;o, apontado como ve&iacute;culo de valores inconcili&aacute;veis com aqueles da moderna civiliza&ccedil;&atilde;o ocidental, c&iacute;vicos, seculares e liberais (direito das mulheres, dos homossexuais, das crian&ccedil;as, etc.). Esta defesa positiva da identidade oferece uma margem de manobra maior nas democracias liberais<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>, facilita a conquista do eleitorado junto dos competidores diretos<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>&nbsp;e permite abordar mais facilmente assuntos delicados como o perigo demogr&aacute;fico representado pelo isl&atilde;o na Europa<sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a>.</p>     <p>No que diz respeito &agrave;s&nbsp;<i>performances</i>&nbsp;eleitorais e de mobiliza&ccedil;&atilde;o, os partidos e os movimentos da nova extrema-direita resultam mais bem-sucedidos que os da velha extrema-direita, condenados, h&aacute; d&eacute;cadas, &agrave; marginalidade e irrelev&acirc;ncia em termos de participantes<sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a>. Em termos gerais, n&atilde;o se pode falar de uma onda homog&eacute;nea de sucesso da extrema-direita na Europa, uma vez que os casos de sucesso s&atilde;o contrabalan&ccedil;ados por derrotas s&uacute;bitas ou at&eacute; por aus&ecirc;ncias do fen&oacute;meno em v&aacute;rios pa&iacute;ses<sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a>. No que diz respeito &agrave; extrema-direita tradicional, os partidos hist&oacute;ricos desapareceram ou vegetam na irrelev&acirc;ncia: o italiano&nbsp;msi&nbsp;moderou-se com a transforma&ccedil;&atilde;o em Alian&ccedil;a Nacional (AN) nos anos 1990 e as cis&otilde;es dos irredut&iacute;veis conquistaram apenas percentagens irris&oacute;rias, o NPD alem&atilde;o paira pouco acima do um por cento desde os anos 1960, o ingl&ecirc;s&nbsp;BNP desapareceu ap&oacute;s a derrota de 2015. Assim, os derradeiros sucessos na &uacute;ltima d&eacute;cada dessa fam&iacute;lia pol&iacute;tica s&atilde;o remarc&aacute;veis por intensidade, mas raros: Jobbik de dois por cento para 20 por cento nas legislativas (2006-2014) e segundo partido h&uacute;ngaro nas europeias de 2014 (14,67 por cento); Aurora Dourada de 0,3 por cento para sete por cento nas legislativas (2009-2015) e terceiro partido grego nas europeias de 2014 (9,38 por cento)<sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a>.</p>     <p>No que diz respeito &agrave; extrema-direita p&oacute;s-industrial, o &ecirc;xito a n&iacute;vel nacional regista avan&ccedil;os e recuos em diferentes pa&iacute;ses ao longo da &uacute;ltima d&eacute;cada, mas situa-se frequentemente em percentagens superiores a 10 por cento (FN franc&ecirc;s, SVV holand&ecirc;s, PS finland&ecirc;s, SD sueco, UKIP brit&acirc;nico) e at&eacute; a 20 por cento (FP&Ouml; austr&iacute;aco e DF dan&ecirc;s). O sucesso &eacute; ainda mais evidente a n&iacute;vel europeu, onde, em 2014, a extrema-direita p&oacute;s-industrial capitalizou o efeito positivo das elei&ccedil;&otilde;es de segundo grau em partidos de protesto: UKIP (26,77 por cento), DF (26,6 por cento) e FN (24,86 por cento) resultam os primeiros partidos no Reino Unido, Dinamarca e Fran&ccedil;a, respetivamente; FP&Ouml; (19,72 por cento) e&nbsp;PS&nbsp;(12,9 por cento) os terceiros na &Aacute;ustria e Finl&acirc;ndia<sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a>. A constitui&ccedil;&atilde;o dos grupos parlamentares em Estrasburgo, contudo, evidencia as tens&otilde;es internas a essa fam&iacute;lia pol&iacute;tica, com a forma&ccedil;&atilde;o de dois grupos distintos: o grupo Movimento para a Europa das Na&ccedil;&otilde;es e da Liberdade, promovido por Marine Le Pen e composto por 39 deputados do&nbsp;FN, PVV, FP&Ouml;, VB, AfD e LN, entre outros; o grupo Europa para a Liberdade e a Democracia Direta, promovido por Nigel Farage e composto por 46 deputados do UKIP, SD e M5S, entre outros. Significativamente, ambos os grupos recusaram a inclus&atilde;o dos tr&ecirc;s deputados do Jobbik e dos tr&ecirc;s da XA<sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a>.</p>     <p>Apesar das divis&otilde;es internas e das diferentes matrizes, todas essas for&ccedil;as s&atilde;o portadoras de agendas pol&iacute;ticas com pontos comuns relevantes. Cas Mudde sublinha como as diferen&ccedil;as n&atilde;o invalidam a presen&ccedil;a de um &laquo;n&uacute;cleo ideol&oacute;gico comum&raquo; cujos elementos definidores s&atilde;o o nacionalismo, a xenofobia, a tend&ecirc;ncia <i>law&amp;order</i> e o chauvinismo do <i>Welfare</i><sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a><i>.</i> Esta defini&ccedil;&atilde;o cl&aacute;ssica do fulcro ideol&oacute;gico da extrema-direita explica tanto a imagem de partidos monotem&aacute;ticos (anti-imigra&ccedil;&atilde;o e antieurope&iacute;smo) veiculada pela comunica&ccedil;&atilde;o social, quanto a focaliza&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica sobre os discursos e as pr&aacute;ticas de oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; imigra&ccedil;&atilde;o extraeuropeia e ao seu impacto nas agendas pol&iacute;ticas nacionais e europeias. Nesse &uacute;ltimo aspeto, a literatura comparativa apresenta conclus&otilde;es diametralmente opostas<sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a>. Alguns estudos registam impactos significativos, principalmente naqueles pa&iacute;ses onde a presen&ccedil;a de partidos fortes de extrema-direita intensifica as dimens&otilde;es da identidade e da hereditariedade no conceito de cidadania e favorecem, assim, a cr&iacute;tica ao multiculturalismo<sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a>. Outros estudos reconhecem uma certa influ&ecirc;ncia da extrema-direita no eleitorado e nos partidos <i>mainstream</i>, mas com efeitos diminutos ou at&eacute; nulos nas suas agendas pol&iacute;ticas e nas&nbsp;<i>policies </i>dos governos. Para estes &uacute;ltimos autores, ali&aacute;s, foram as pr&oacute;prias direitas&nbsp;<i>mainstream</i> que, ao quererem capitalizar certa insatisfa&ccedil;&atilde;o do eleitorado desde os anos 1980 e 1990, contribu&iacute;ram para a difus&atilde;o do antieurope&iacute;smo e da xenofobia e forneceram margem de manobra para a escalada da extrema-direita<sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a>. A gest&atilde;o interesseira desses temas fraturantes por parte das direitas moderadas, contudo, foi sempre exercida na l&oacute;gica do&nbsp;<i>cordon sanitaire</i> em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; extrema-direita, cuja participa&ccedil;&atilde;o em coliga&ccedil;&otilde;es governamentais continua bastante rara apesar dos &ecirc;xitos eleitorais alcan&ccedil;ados.</p>     <p>Nessa gest&atilde;o de temas fraturantes, a n&iacute;vel tanto nacional como europeu, insere-se o agravamento da crise dos refugiados em 2015 que permitiu a mais recente ofensiva da extrema-direita no que diz respeito &agrave; Europa e &agrave; imigra&ccedil;&atilde;o. Como epifen&oacute;meno da mais vasta e crescente crise migrat&oacute;ria das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, esse evento permite analisar o discurso pol&iacute;tico da extrema-direita na dimens&atilde;o nacional e internacional, podendo-se apreciar, em particular, a atua&ccedil;&atilde;o dessa fam&iacute;lia pol&iacute;tica perante as contradi&ccedil;&otilde;es da governa&ccedil;&atilde;o nacional e europeia, e as diferentes <i>nuances </i>do seu discurso no que diz respeito &agrave; identidade cultural da Europa e ao papel geopol&iacute;tico do Velho Continente na bacia do Mediterr&acirc;neo e em rela&ccedil;&atilde;o aos vizinhos orientais. A emerg&ecirc;ncia dos refugiados permite, assim, evidenciar mundivis&otilde;es complexas e diferenciadas na extrema-direita, muito para al&eacute;m da vis&atilde;o redutora de for&ccedil;as chauvinistas mobilizadas contra os elos mais fracos da globaliza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A CRISE DOS REFUGIADOS COMO INDICADOR DAS MUNDIVID&Ecirc;NCIAS DE EXTREMA-DIREITA</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A crise dos refugiados veio exacerbar a desconfian&ccedil;a crescente de largos estratos sociais face aos governos nacionais e &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias europeias que, nesse caso espec&iacute;fico, se destacaram por contraditoriedade e desentendimentos nas respostas aos fluxos migrat&oacute;rios vindos do Norte de &Aacute;frica e do M&eacute;dio Oriente<sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a>. A clivagem criada entre institui&ccedil;&otilde;es nacionais e comunit&aacute;rias foi aproveitada por partidos e movimentos de extrema-direita que convergiram na cr&iacute;tica j&aacute; habitual &agrave; Uni&atilde;o Europeia (UE), mas mostraram, no caso particular dos refugiados, especificidades nacionais interessantes para se perceber a profundidade de an&aacute;lise e, ao mesmo tempo, a n&atilde;o homogeneidade dessa fam&iacute;lia pol&iacute;tica, apesar de pontos comuns salientes.</p>     <p>No que diz respeito &agrave; vis&atilde;o comum face &agrave; crise dos refugiados, o aspeto mais emblem&aacute;tico &eacute; a converg&ecirc;ncia das extremas-direitas na ofensiva contra a alegada fal&aacute;cia sem&acirc;ntica do conceito de &laquo;refugiado&raquo;. Para esses sujeitos, o termo &laquo;refugiados&raquo; &eacute;, apenas, a derradeira estrat&eacute;gia propagand&iacute;stica das for&ccedil;as pr&oacute;-imigra&ccedil;&atilde;o que j&aacute; substitu&iacute;ram o termo &laquo;imigrante&raquo; com o de &laquo;migrante&raquo; e agora aproveitam o de &laquo;refugiado&raquo; para carregar de sentido humanista e emergencial as massas humanas deslocadas principalmente por raz&otilde;es econ&oacute;micas. Assim, para o secret&aacute;rio da LN, Matteo Salvini, o conceito de &laquo;refugiado&raquo; serve hoje para escamotear todo o g&eacute;nero de fluxo migrat&oacute;rio, sendo, pelo contr&aacute;rio, necess&aacute;rio distinguir entre os &laquo;verdadeiros refugiados&raquo; e os &laquo;falsos refugiados&raquo; que prov&ecirc;m de &aacute;reas geogr&aacute;ficas n&atilde;o flageladas por conflitos armado<sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a>. Para o partido, a legisla&ccedil;&atilde;o europeia em mat&eacute;ria de refugiados (regulamento UE n.&deg; 604/2013) &eacute; inadequada porque permite que pa&iacute;ses pouco rigorosos na concess&atilde;o do estatuto de refugiado obriguem <i>de facto</i> outros estados-membros a aceitar a chegada dessas pessoas<sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a>. Na mesma linha, a FN francesa contesta a imagem dos refugiados, criada pelas organiza&ccedil;&otilde;es internacionais, como sendo constitu&iacute;dos preponderantemente por mulheres e crian&ccedil;as em afli&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-humanit&aacute;ria e acentua a percentagem relevante de indiv&iacute;duos de sexo masculino &laquo;com motiva&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas&raquo;<sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a>. J&aacute; em setembro de 2015, o eurodeputado Geert Wilder tinha contestado as raz&otilde;es humanit&aacute;rias dos refugiados que tentam atravessar a Europa para alcan&ccedil;ar os pa&iacute;ses n&oacute;rdicos, pois &laquo;Turquia, Gr&eacute;cia, Maced&oacute;nia e S&eacute;rvia s&atilde;o pa&iacute;ses seguros. Se o refugiado os abandona &eacute; para procurar casa e subs&iacute;dios&raquo;<sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a>. Tamb&eacute;m para o l&iacute;der do Jobbik, G&aacute;bor Vona, &laquo;os refugiados que violam as fronteiras da UE devem ser considerados imigrantes que j&aacute; n&atilde;o fogem da guerra, mas que pretendem simplesmente estabelecer-se aqui&raquo;<sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a>.</p>     <p>Uma vez estabelecido o quadro de an&aacute;lise j&aacute; n&atilde;o contra o fluxo de requerentes de asilo por raz&otilde;es humanit&aacute;rias, mas contra a imigra&ccedil;&atilde;o por raz&otilde;es econ&oacute;micas mascarada, a janela de oportunidades oferecida &agrave;s for&ccedil;as situadas na extrema-direita do Parlamento Europeu e dos espectros pol&iacute;ticos nacionais foi at&eacute; aumentada pelas contradi&ccedil;&otilde;es existentes entre princ&iacute;pios comunit&aacute;rios e medidas dos governos nacionais perante a crise dos refugiados. De facto, aspetos relevantes dessas pol&iacute;ticas nacionais coincidiram com as agendas das extremas-direitas no tema mais amplo das migra&ccedil;&otilde;es. Em particular, em contraste com o programa de ajudas para o acolhimento e de reparti&ccedil;&atilde;o das quotas de refugiados, previsto pela Agenda Europeia da Migra&ccedil;&atilde;o (18 de mar&ccedil;o de 2015), alguns governos de estados-membros &ndash; Alemanha, &Aacute;ustria, Fran&ccedil;a, Noruega, Su&eacute;cia e Dinamarca &ndash; suspenderam o Tratado de Schengen. Essas medidas, desde sempre exigidas pelas extremas-direitas nacionais perante a mais ampla quest&atilde;o migrat&oacute;ria, obrigaram os governos de It&aacute;lia e Gr&eacute;cia &ndash; pa&iacute;ses particularmente afetados pelos fluxos migrat&oacute;rios da L&iacute;bia e da Turquia &ndash; a criticar a atitude interesseira dos parceiros da Europa do Centro e do Norte, indo, tamb&eacute;m aqui, ao encontro das den&uacute;ncias das extremas-direitas sobre as assimetrias na UE.</p>     <p>Esta converg&ecirc;ncia entre pol&iacute;ticas governamentais e agendas das extremas-direitas encontra o seu caso mais emblem&aacute;tico na Hungria, onde o primeiro-ministro Viktor Orb&aacute;n mandou erigir barreiras e refor&ccedil;ou os controlos nas fronteiras para conter os crescentes fluxos de refugiados da &laquo;rota balc&acirc;nica&raquo;, com origem na Turquia e passagem pela Gr&eacute;cia, Maced&oacute;nia, Servia, Cro&aacute;cia e Eslov&eacute;nia. Confirmando a sua viragem autorit&aacute;ria &ndash; j&aacute; denunciada, em outras mat&eacute;rias, pela Comiss&atilde;o das Liberdades C&iacute;vicas, da Justi&ccedil;a e dos Assuntos Internos (LIBE) da UE &ndash; o primeiro-ministro h&uacute;ngaro contestou o programa de reparti&ccedil;&atilde;o dos refugiados entre os estados-membros porque &laquo;o plano amea&ccedil;a deformar o panorama cultural, religioso e &eacute;tnico da Hungria e a sua introdu&ccedil;&atilde;o sem a aprova&ccedil;&atilde;o do povo &eacute; um abuso de poder&raquo;<sup><a href="#33">33</a></sup><a name="top33"></a>. As declara&ccedil;&otilde;es e as medidas dr&aacute;sticas de Orb&aacute;n resultam completamente em linha com o discurso da extrema-direita europeia e foram aproveitadas pelo Jobbik, cujo l&iacute;der declarou a disponibilidade do partido em apoiar as medidas governamentais &ndash; em particular relan&ccedil;ando a proposta de Orb&aacute;n (sucessivamente retirada) de referendo popular sobre o tema<sup><a href="#34">34</a></sup><a name="top34"></a> &ndash; e apelou &agrave; defesa mais eficaz das fronteiras, atrav&eacute;s do recrutamento de volunt&aacute;rios civis e do regresso &agrave; p&aacute;tria dos militares no estrangeiro<sup><a href="#35">35</a></sup><a name="top35"></a>.</p>     <p>O caso da Alemanha funciona em termos opostos. Aqui, a disponibilidade para acolher refugiados expressa pela chanceler Angela Merkel permitira ao partido de extrema-direita AfD agudizar a sua campanha de protesto, passando do antieurope&iacute;smo cl&aacute;ssico &agrave; emerg&ecirc;ncia nacional representada pela iminente chegada maci&ccedil;a de imigrantes extracomunit&aacute;rios potencialmente perigosa para a sociedade alem&atilde;. Os alertas do partido encontraram um catalisador eficaz no incidente dos ass&eacute;dios sexuais em Col&oacute;nia na noite de 31 de dezembro de 2015, que contribuiu para o &ecirc;xito do partido nas elei&ccedil;&otilde;es de 2016, tendo chegado muito pr&oacute;ximo da&nbsp;cdu&nbsp;de Merkel na Sax&oacute;nia-Anhalt (24,2 por cento), e afirmando-se como terceiro partido no estado de Baden-W&uuml;rttemberg (15,1 por cento) e na Ren&acirc;nia-Palatinado (12,6 por cento). A meio caminho entre o caso h&uacute;ngaro e o alem&atilde;o est&aacute; o caso polaco. A presen&ccedil;a, em Vars&oacute;via, de um partido governamental nacional-conservador &ndash; Lei e Justi&ccedil;a (PiS) foi o partido mais votado na Pol&oacute;nia nas legislativas de 2015 &ndash; com um forte discurso euroc&eacute;tico e anti-imigrat&oacute;rio permitiu a mobiliza&ccedil;&atilde;o maci&ccedil;a da extrema-direita. Assim, a habitual marcha organizada pelo Movimento Nacionalista (RN) para celebrar o dia da independ&ecirc;ncia, tornou-se, em 2015, um protesto multitudin&aacute;rio (50 mil participantes), contra a chegada de refugiados da vizinha Alemanha.</p>     <p>Apesar da interessante pluralidade desses tr&ecirc;s casos, em geral, nos restantes estados-membros, o discurso pol&iacute;tico cauteloso dos governantes face aos refugiados n&atilde;o permitiu um aproveitamento t&atilde;o marcado das medidas governamentais por parte das extremas-direitas, como aconteceu na Hungria, Alemanha e Pol&oacute;nia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DIMENS&Atilde;O NACIONAL: OS REFUGIADOS E O ESTADO PROVID&Ecirc;NCIA EM TEMPO DE CRISE</b></p>     <p>A desmistifica&ccedil;&atilde;o do conceito de refugiado e a den&uacute;ncia das contradi&ccedil;&otilde;es da&nbsp;ue&nbsp;e governos nacionais servem &agrave;s extremas-direitas para contrariar a ofensiva humanitarista das esquerdas nacionais, dos <i>mass media</i>, das institui&ccedil;&otilde;es religiosas e das&nbsp;ong&nbsp;e para potenciar a ideia da amea&ccedil;a que, nas fronteiras da Europa, paira sobre a estrutura socioecon&oacute;mica do Velho Continente, em particular sobre o mercado de trabalho e o modelo do Estado Provid&ecirc;ncia. A crise dos refugiados &eacute;, assim, ligada &agrave; mais ampla problem&aacute;tica das correntes migrat&oacute;rias que investem o Continente nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas e cujo impacto &eacute; considerado, hoje, mais grave pela emerg&ecirc;ncia social criada pela crise econ&oacute;mica global. Nesse contexto, os discursos populistas das extremas-direitas convergem num &laquo;chauvinismo do <i>Welfare</i>&raquo;<sup><a href="#36">36</a></sup><a name="top36"></a> que atenua as distin&ccedil;&otilde;es origin&aacute;rias entre uma velha extrema-direita ainda ligada ao intervencionismo econ&oacute;mico do Estado e uma nova extrema-direita adepta dos postulados neoliberais<sup><a href="#37">37</a></sup><a name="top37"></a>. Contestando a teoria da imigra&ccedil;&atilde;o como fator necess&aacute;rio para sustentar o Estado Provid&ecirc;ncia, todas essas for&ccedil;as recusam o conceito de <i>Welfare State </i>expans&iacute;vel aos novos cidad&atilde;os extracomunit&aacute;rios e apelam para o <i>welfare nation State</i> vocacionado prioritariamente para os pertencentes &agrave; comunidade nacional<sup><a href="#38">38</a></sup><a name="top38"></a>. A palavra de ordem da &laquo;prefer&ecirc;ncia nacional&raquo; &eacute;, agora, apresentada como uma medida emergencial perante as dificuldades sofridas diariamente por largas faixas da popula&ccedil;&atilde;o aut&oacute;ctone. Em particular, nos pa&iacute;ses da Europa do Norte &ndash; Su&eacute;cia, Dinamarca, Noruega e Finl&acirc;ndia &ndash; com uma tradi&ccedil;&atilde;o consolidada de <i>Welfare State</i>, os partidos de extrema-direita est&atilde;o a capitalizar em termos eleitorais a crescente insatisfa&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os nacionais que consideram a chegada de refugiados vindos de outros pa&iacute;ses da&nbsp;ue&nbsp;como uma forma de os pr&oacute;prios migrantes e os parceiros comunit&aacute;rios se aproveitarem das vantagens do sistema assistencial escandinavo<sup><a href="#39">39</a></sup><a name="top39"></a>. Na Su&eacute;cia, por exemplo, perante a chegada de migrantes e refugiados, o SD produziu a campanha &laquo;Welcome to Sweden&raquo;, que apresenta o colapso do sistema sueco, j&aacute; incapaz de garantir dinheiro, casa, trabalho e assist&ecirc;ncia aos pr&oacute;prios cidad&atilde;os e ainda menos aos extracomunit&aacute;rios<sup><a href="#40">40</a></sup><a name="top40"></a>. Se, por um lado, a extrema-direita aponta o dedo aos refugiados como subs&iacute;dio-dependentes de longa dura&ccedil;&atilde;o que pesam sobre o sistema social nacional, por outro, alerta tamb&eacute;m para o perigo que eles representam em termos de concorr&ecirc;ncia no mercado de trabalho. Perante o aumento do desemprego, a extrema-direita denuncia a chegada maci&ccedil;a de m&atilde;o de obra barata e n&atilde;o sindicalizada das regi&otilde;es do globo destabilizadas pelas guerras. Os refugiados s&atilde;o vistos aqui como ulteriores coortes daquele ex&eacute;rcito industrial de reserva &ndash; para utilizar a express&atilde;o marxista &ndash; explorado pelo capitalismo internacional para baixar os sal&aacute;rios, reduzir o poder reivindicativo dos trabalhadores nacionais, diminuir o conflito social e aumentar a precariza&ccedil;&atilde;o dos contratos. Esta an&aacute;lise cr&iacute;tica das regras do capitalismo global &eacute; comungada por partidos da nova e da velha extrema-direita. Essa t&oacute;nica encontra-se tanto na express&atilde;o &laquo;a imigra&ccedil;&atilde;o (&eacute;) uma arma ao servi&ccedil;o do capital&raquo; do programa da FN francesa<sup><a href="#41">41</a></sup><a name="top41"></a>, como na afirma&ccedil;&atilde;o do programa do XA, segundo o qual &laquo;por cada trabalhador estrangeiro h&aacute; um desempregado grego&raquo;, para proveito dos capitalistas<sup><a href="#42">42</a></sup><a name="top42"></a>. Essa converg&ecirc;ncia acerca da prefer&ecirc;ncia nacional no mercado de trabalho encontra, contudo,&nbsp;<i>nuances</i>&nbsp;mais moderadas em outros partidos populistas mais apegados &agrave;s regras do mercado livre. Para o&nbsp;ukip, a legisla&ccedil;&atilde;o sobre o direito de asilo deve ser aperfei&ccedil;oada segundo os princ&iacute;pios da&nbsp;onu, dentro dum contexto de imigra&ccedil;&atilde;o &laquo;controlada e limitada&raquo; sempre &uacute;til para garantir m&atilde;o de obra qualificada em setores deficit&aacute;rios no Reino Unido, como o setor da sa&uacute;de. Nesse aspeto, ali&aacute;s, os populistas brit&acirc;nicos pedem que os trabalhadores imigrantes comunit&aacute;rios n&atilde;o gozem de discrimina&ccedil;&atilde;o positiva face aos extracomunit&aacute;rios, devendo ser as regras iguais para ambas as categorias<sup><a href="#43">43</a></sup><a name="top43"></a>.</p>     <p>A defesa dos trabalhadores nacionais por parte da extrema-direita tem repercuss&atilde;o tamb&eacute;m em outras duas batalhas cl&aacute;ssicas, relan&ccedil;adas perante a chegada dos refugiados: a do direito &agrave; nacionalidade e a demogr&aacute;fica. No que diz respeito &agrave; nacionalidade, as extremas-direitas europeias convergem na prefer&ecirc;ncia para o princ&iacute;pio do <i>ius sanguinis</i> sobre o do <i>ius soli</i><sup><a href="#44">44</a></sup><a name="top44"></a><i>.</i>&nbsp;A preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; que os requerentes de asilo pol&iacute;tico oriundos de guerras de longa dura&ccedil;&atilde;o acabem por se tornar residentes permanentes, cujos filhos, nascidos em solo europeu, ter&atilde;o direito &agrave; nacionalidade do pa&iacute;s de acolhimento e &agrave; livre circula&ccedil;&atilde;o no Espa&ccedil;o Schengen. Nessa perspetiva, a revoga&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio do&nbsp;<i>ius soli</i>&nbsp;e a modifica&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o sobre a nacionalidade n&atilde;o visam o cidad&atilde;o estrangeiro em si, mas sim a chamada &laquo;bomba-rel&oacute;gio demogr&aacute;fica&raquo; da qual o individuo extraeuropeu isolado &eacute; apenas uma engrenagem. Essa bomba demogr&aacute;fica &eacute; facilitada pelas pol&iacute;ticas de apoio &agrave;s fam&iacute;lias extraeuropeias &ndash; nesse caso as dos refugiados estanciais &ndash; cuja mais alta taxa de fertilidade favorece o acesso &agrave; habita&ccedil;&atilde;o social face &agrave;s fam&iacute;lias europeias. Segundo o eurodeputado da FN, Nicolas Bay,</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <blockquote>&laquo;os cidad&atilde;os enfrentam uma constante deteriora&ccedil;&atilde;o das suas condi&ccedil;&otilde;es de vida (arrendamentos caros, desemprego elevado, quebra do poder de compra), (enquanto) milhares de casas, segundo as escolhas pol&iacute;ticas do governo, foram encontradas em toda a Fran&ccedil;a para os chamados &ldquo;refugiados&rdquo;&raquo;<sup><a href="#45">45</a></sup><a name="top45"></a>.</blockquote>     <p></p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o a este tema, a pol&eacute;mica contra as elites governativas nacionais e europeias prevalece em muitos casos sobre o ataque aos fluxos migrat&oacute;rios, cujo bloqueio &eacute; rapidamente solucionado com pol&iacute;ticas adequadas. Pelo contr&aacute;rio, o desinvestimento nas pol&iacute;ticas sociais para os aut&oacute;ctones e a aloca&ccedil;&atilde;o dos recursos para resolver situa&ccedil;&otilde;es de emerg&ecirc;ncia de estrangeiros como os refugiados &eacute; um dano de longa dura&ccedil;&atilde;o. Para o grego XA, a previs&atilde;o que &laquo;em poucos anos n&oacute;s seremos a minoria na nossa pr&oacute;pria terra&raquo;<sup><a href="#46">46</a></sup><a name="top46"></a> &eacute; causada pelas pol&iacute;ticas europeias que deslocam o investimento na demografia aut&oacute;ctone atrav&eacute;s de pol&iacute;ticas sociais adequadas, para a demografia extraeuropeia. Para D&aacute;niel Z. K&aacute;rp&aacute;t, l&iacute;der do grupo parlamentar do Jobbik, &laquo;a Europa fracassou por completo&raquo; na tentativa de resolver os problemas demogr&aacute;ficos atrav&eacute;s da imigra&ccedil;&atilde;o. Para ele, o Governo h&uacute;ngaro deve contrariar o decl&iacute;nio demogr&aacute;fico nacional apostando nos aut&oacute;ctones, implementando pol&iacute;ticas sociais positivas, para as fam&iacute;lias h&uacute;ngaras<sup><a href="#47">47</a></sup><a name="top47"></a>.</p>     <p>As tens&otilde;es geradas pela gest&atilde;o do&nbsp;<i>welfare</i>&nbsp;em tempo de crise econ&oacute;mica e de press&otilde;es migrat&oacute;rias s&atilde;o terreno f&eacute;rtil n&atilde;o s&oacute; para o discurso eleitoralista dos partidos, mas tamb&eacute;m para a mobiliza&ccedil;&atilde;o dos movimentos. Estes encontram oportunidades maiores para se inserirem nos protestos sociais que surgem em territ&oacute;rios particularmente afetados pela chegada de refugiados ou escolhidos pelas autoridades nacionais como pontos de perman&ecirc;ncia de refugiados ou localidades que foram palco de epis&oacute;dios envolvendo refugiados noticiados nos <i>media</i>. Contudo, nem todas as mobiliza&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m as mesmas potencialidades de radica&ccedil;&atilde;o da extrema-direita. Neste sentido, a a&ccedil;&atilde;o do CasaPound Italia &ndash; o mais influente movimento da extrema-direita tradicional (fascista) na Europa Ocidental &ndash; &eacute; significativa por ter elegido a crise dos refugiados como motivo para v&aacute;rias mobiliza&ccedil;&otilde;es de apoio &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es locais em protesto contra a constru&ccedil;&atilde;o de centros de acolhimento. A participa&ccedil;&atilde;o dos radicais de direita visou, em particular, o alargamento da agenda reivindicativa das popula&ccedil;&otilde;es &ndash; muito centrada na resolu&ccedil;&atilde;o do problema contingente (por exemplo, a constru&ccedil;&atilde;o de um campo para pr&oacute;fugos) &ndash; em tem&aacute;ticas mais abrangentes de cariz pol&iacute;tico: a den&uacute;ncia do chamado &laquo;neg&oacute;cio das migra&ccedil;&otilde;es&raquo;, gerido por ONG, institui&ccedil;&otilde;es religiosas, cooperativas e sindicatos; a exig&ecirc;ncia de cortes aos financiamentos para os refugiados e o seu reinvestimento em prol das comunidades locais afetadas pela crise econ&oacute;mica<sup><a href="#48">48</a></sup><a name="top48"></a>. Articulada dessa maneira, a mobiliza&ccedil;&atilde;o contra os refugiados permitiu ao movimento fascista construir pontes com os partidos da nova extrema-direita como a Liga do Norte que tamb&eacute;m pede o aumento dos subs&iacute;dios para as fam&iacute;lias italianas em crise, em detrimento dos fundos destinados aos migrantes clandestinos. De facto, esse g&eacute;nero de mobiliza&ccedil;&otilde;es consegue uma maior aceita&ccedil;&atilde;o social e tradu&ccedil;&atilde;o em agendas pol&iacute;ticas em compara&ccedil;&atilde;o com as rea&ccedil;&otilde;es grupusculares ou subculturais, frequentemente referidas pela comunica&ccedil;&atilde;o social como as marchas dos Soldados de &Oacute;din na Finl&acirc;ndia ou os protestos violentos da Hogesa (&laquo;Hooligans against Salafists&raquo;) na Alemanha. A relev&acirc;ncia destas &uacute;ltimas reside apenas no car&aacute;ter conflitual que podem imprimir &agrave;s concentra&ccedil;&otilde;es multitudin&aacute;rias organizadas contra a degrada&ccedil;&atilde;o social alegadamente causada pelos refugiados: o caso mais emblem&aacute;tico &eacute; a mobiliza&ccedil;&atilde;o antirrefugiados organizada pelo PEGIDA em Col&oacute;nia no seguimento dos incidentes de cariz sexual da noite de 31 de dezembro de 2015.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DIMENS&Atilde;O INTERNACIONAL: OS REFUGIADOS, A AMEA&Ccedil;A IDENTIT&Aacute;RIA E GEOPOL&Iacute;TICA</b></p>     <p>Paralelamente &agrave; dimens&atilde;o nacional, a oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o de contingentes de refugiados por toda a Europa apresenta uma dimens&atilde;o continental, declinada pela extrema-direita em termos de identidade cultural amea&ccedil;ada. Aqui a chegada maci&ccedil;a de refugiados &eacute; vista como mais um ponto de viragem para a islamiza&ccedil;&atilde;o da Europa. A ideia da confronta&ccedil;&atilde;o civilizacional entre o mundo crist&atilde;o e o mundo isl&acirc;mico faz com que a quest&atilde;o religiosa seja considerada central no imagin&aacute;rio das extremas-direitas atuais. Na verdade, essa fam&iacute;lia pol&iacute;tica, na sua maioria, registou uma diminui&ccedil;&atilde;o da influ&ecirc;ncia do integralismo cat&oacute;lico, cuja matriz contrarrevolucion&aacute;ria ainda jogava um papel de relevo nos anos 1960. Hoje, a quest&atilde;o isl&acirc;mica &eacute; traduzida em tr&ecirc;s sensibilidades: uma abertamente liberal que pretende a divis&atilde;o entre o Estado e a Igreja na defesa contra a islamiza&ccedil;&atilde;o; outra n&atilde;o teocr&aacute;tica, mas que v&ecirc; na Igreja Cat&oacute;lica a matriz da identidade europeia contra a deforma&ccedil;&atilde;o isl&acirc;mica; uma terceira, imune &agrave; quest&atilde;o religiosa e interessada apenas na identidade etnorracial da Europa contra a invas&atilde;o al&oacute;gena, da qual o isl&atilde;o &eacute; componente preponderante<sup><a href="#49">49</a></sup><a name="top49"></a>. Independentemente das sensibilidades, todas as extremas-direitas pretendem defender a identidade dos pr&oacute;prios povos, no &acirc;mbito mais alargado da preserva&ccedil;&atilde;o da cultura e dos valores ocidentais contra as amea&ccedil;as vindas do estrangeiro, mas diferem em termos de estrat&eacute;gias para a resolu&ccedil;&atilde;o do problema: algumas apoiam restri&ccedil;&otilde;es legais de peso aos h&aacute;bitos dos estrangeiros para minorar o impacto da sua presen&ccedil;a no tecido sociocultural nacional; outras pretendem a assimila&ccedil;&atilde;o total dos estrangeiros de modo a dilu&iacute;-los na cultura nacional; outras apelam ao repatriamento em nome da homogeneidade &eacute;tnica; poucas apelam &agrave; viol&ecirc;ncia da guerra &eacute;tnica. Se as &uacute;ltimas tr&ecirc;s estrat&eacute;gias se encontram frequentemente em partidos, movimentos ou grup&uacute;sculos da velha extrema-direita, as posi&ccedil;&otilde;es assimilacionistas para desarmadilhar os enclaves isl&acirc;micos na Europa prevalecem em partidos com forte discurso antifascista, que alertam para a defesa dos valores democr&aacute;ticos e liberais da Europa, contra o islamo-fascismo do s&eacute;culo XXI. Assim, &eacute; comum Marine Le Pen (FN) denunciar &laquo;o fascismo verde&raquo; do isl&atilde;o, Geert Wilder (PPV) paragonar o Alcor&atilde;o ao <i>Mein Kampf</i> ou Jimmie &Aring;kesson (SD) definir o islamismo como &laquo;o nazismo dos nossos tempos&raquo;. Para Wilders, os valores incompat&iacute;veis com o Ocidente viajam nas pernas dos refugiados: &laquo;massas de jovens barbudos de vinte anos cantando Allahu Akbar por toda a Europa. Trata-se de uma invas&atilde;o que amea&ccedil;a a nossa prosperidade, a nossa seguran&ccedil;a, a nossa cultura e identidade&raquo;<sup><a href="#50">50</a></sup><a name="top50"></a>. Na mesma linha, o candidato presidencial da FP&Ouml;, Norbert Hofer, centrou a sua campanha eleitoral no problema do &laquo;caos dos refugiados&raquo; e convidou o Governo austr&iacute;aco a parar a &laquo;invas&atilde;o de mu&ccedil;ulmanos&raquo;. O pr&oacute;prio l&iacute;der do partido, Heinz-Christian Strache, definiu a chegada de refugiados como uma invas&atilde;o, parte da &laquo;cruzada&raquo; isl&acirc;mica respons&aacute;vel pelos atentados terroristas na Europa. Por essa raz&atilde;o, Strache pede a quota &laquo;zero&raquo; para os refugiados na &Aacute;ustria<sup><a href="#51">51</a></sup><a name="top51"></a>.</p>     <p>A dimens&atilde;o identit&aacute;ria &eacute; central tamb&eacute;m na &aacute;rea dos movimentos sociais, onde, contudo, &eacute; poss&iacute;vel apreciar mais apuradamente a variedade de posi&ccedil;&otilde;es da extrema-direita (velha e nova) perante a cria&ccedil;&atilde;o de enclaves de refugiados isl&acirc;micos: para alguns movimentos &eacute; preciso defender as ra&iacute;zes judaico-crist&atilde;s da Europa (PEGIDA); para outros, a identidade a defender &eacute; a greco-romana, base irrenunci&aacute;vel da atual Europa crist&atilde; amea&ccedil;ada pela islamiza&ccedil;&atilde;o da Europa (o Bloco Identit&aacute;rio franc&ecirc;s); finalmente, outros movimentos tamb&eacute;m remontam &agrave; identidade cl&aacute;ssica pag&atilde;, mas mant&ecirc;m-na afastada de qualquer conota&ccedil;&atilde;o confessional e de choque entre religi&otilde;es (CPI). Mesmo entre partidos e movimentos apegados &agrave; identidade judaico-crist&atilde; podem-se encontrar <i>nuances</i>&nbsp;relevantes: se o PPV combate o isl&atilde;o em si como entidade teol&oacute;gico-pol&iacute;tica inconcili&aacute;vel com o Ocidente, o PEGIDA prefere centrar o discurso nas modifica&ccedil;&otilde;es societ&aacute;rias produzidas pelas migra&ccedil;&otilde;es isl&acirc;micas. Nesse aspeto, os refugiados isl&acirc;micos representam um problema por constituir enclaves no tecido urbano europeu, onde a lei da xaria prevalece sobre as leis alem&atilde;s. A linha divis&oacute;ria entre as duas posi&ccedil;&otilde;es nem sempre &eacute; clara e, frequentemente &ndash; &eacute; o caso da AfD &ndash;, combina as duas, apelando &agrave; proibi&ccedil;&atilde;o de construir mesquitas, onde a profiss&atilde;o da religi&atilde;o isl&acirc;mica veicula ensinamentos cor&acirc;nicos contr&aacute;rios &agrave; identidade cultural e jur&iacute;dica alem&atilde;<sup><a href="#52">52</a></sup><a name="top52"></a>.</p>     <p>A dimens&atilde;o cultural e identit&aacute;ria funciona como pano de fundo para o realinhamento geopol&iacute;tico internacional dos novos atores da extrema-direita europeia. J&aacute; desde as &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo XX &eacute; poss&iacute;vel encontrar tr&ecirc;s correntes diferentes internas &agrave; extrema-direita: uma fortemente anti-isl&acirc;mica e apoiante do Estado de Israel como baluarte do Ocidente no M&eacute;dio Oriente; outra hostil &agrave; ocidentaliza&ccedil;&atilde;o do mundo, alegadamente levada a cabo pela alian&ccedil;a entre sionismo e americanismo, e, portanto, apoiante das resist&ecirc;ncias isl&acirc;micas, na sua vertente tanto religiosa (o Ir&atilde;o komeinista, os Hezbollah libaneses), como laica (Nasser, Saddam Hussein, Muammar Gaddafi, Bashar al-Assad); uma terceira corrente equidistante tanto do Estado de Israel como do mundo mu&ccedil;ulmano, por consider&aacute;-los ambos corpos extr&acirc;neos e inimigos da Europa<sup><a href="#53">53</a></sup><a name="top53"></a>. A rela&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as entre estas tr&ecirc;s correntes mudou ao longo dos anos e essa mudan&ccedil;a sofreu uma acelera&ccedil;&atilde;o significativa ap&oacute;s o 11 de setembro. Assim, na primeira d&eacute;cada e meia do s&eacute;culo XXI, as posi&ccedil;&otilde;es anti-isl&acirc;micas prevaleceram claramente sobre as anti-israelitas, principalmente entre a extrema-direita partid&aacute;ria<sup><a href="#54">54</a></sup><a name="top54"></a>. As correntes conspiracionistas que adotaram a ideia, importada dos Estados Unidos, da nova ordem internacional &agrave; sombra do Governo de Oupa&ccedil;&atilde;o Sionista (GOS) e que consideravam o sionismo internacional a amea&ccedil;a mais grave para a Europa, inclusive como promotor da imigra&ccedil;&atilde;o extracomunit&aacute;ria, s&atilde;o hoje apan&aacute;gio de grupos marginais sem express&atilde;o, principalmente na nova extrema-direita emergente<sup><a href="#55">55</a></sup><a name="top55"></a>. Longe de ter homogeneizado completamente as posi&ccedil;&otilde;es internacionais da extrema-direita, essa converg&ecirc;ncia perante a amea&ccedil;a isl&acirc;mica tra&ccedil;ou dois alinhamentos diferentes perante as pot&ecirc;ncias regionais mais pr&oacute;ximas &agrave; Europa. Por um lado, como j&aacute; referido, os partidos mais influentes da nova extrema-direita aproximaram-se do Estado de Israel, com l&iacute;deres de extrema-direita a viajar para Telavive: de Gianfranco Fini (MSI/AN) em 2003 a Strache (FP&Ouml;) em 2016, passando pelas in&uacute;meras viagens de Geert Wilders (PVV). Embora com diferentes&nbsp;<i>nuances</i>, todos esses l&iacute;deres apontaram os perigos do ressurgimento do antissemitismo na Europa atrav&eacute;s da chegada de imigrantes isl&acirc;micos e da abertura das esquerdas europeias ao discurso anti-israelita. Por outro lado, vozes relevantes na extrema-direita aproximaram-se da R&uacute;ssia de Vladimir Putin, tamb&eacute;m empenhado na luta ao terrorismo (Chech&eacute;nia) e, ao mesmo tempo, contrapoder ao unilateralismo norte-americano.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tamb&eacute;m nesse cen&aacute;rio geoestrat&eacute;gico mais amplo, a crise dos refugiados representou uma janela de oportunidade para a extrema-direita. Em particular, a ocasi&atilde;o foi dada pelo acordo entre a UE e a Turquia, assinado a 18 de mar&ccedil;o de 2016, e que prev&ecirc; o financiamento de seis mil milh&otilde;es de euros para o Governo de Ancara, a f&oacute;rmula <i>one in, one out</i>, a reabertura das negocia&ccedil;&otilde;es de ades&atilde;o da Turquia &agrave; Comunidade Europeia e a acelera&ccedil;&atilde;o da abertura do Espa&ccedil;o Schengen aos cidad&atilde;os turcos. Na verdade, a oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; ades&atilde;o da Turquia &agrave; UE representa, desde sempre, um cavalo de batalha da extrema-direita, inquieta com a inser&ccedil;&atilde;o no Velho Continente de um corpo culturalmente alheio, historicamente adverso e vetor poderoso da chamada &laquo;invas&atilde;o isl&acirc;mica&raquo;. Tamb&eacute;m nesse aspeto, as posi&ccedil;&otilde;es da extrema-direita apresentam-se com matizesdiferentes. Alguns partidos real&ccedil;am a dimens&atilde;o econ&oacute;mica do acordo. O l&iacute;der do UKIP, Nigel Farage, estigmatiza o aproveitamento turco da crise dos refugiados para extorquir dinheiro &agrave; Europa, com custos inaceit&aacute;veis para os contribuintes brit&acirc;nicos<sup><a href="#56">56</a></sup><a name="top56"></a>. Na mesma linha, a Liga do Norte denuncia a chantagem de Ancara na pele dos refugiados, mas insere esta cr&iacute;tica na mais ampla posi&ccedil;&atilde;o segundo a qual &laquo;a Turquia n&atilde;o &eacute; nem nunca ser&aacute; Europa, por mil raz&otilde;es. (&hellip;) A Turquia na Europa, nunca! Se entram eles, sa&iacute;mos n&oacute;s&raquo;<sup><a href="#57">57</a></sup><a name="top57"></a>. O discurso da incompatibilidade cultural torna-se central em outros partidos que real&ccedil;am tamb&eacute;m o aspeto mais propriamente geopol&iacute;tico. A&nbsp;fn&nbsp;francesa, por exemplo, declara:</p>     <p>     <blockquote>&laquo;Esta decis&atilde;o &eacute; irrespons&aacute;vel de todos os pontos de vista. A Turquia participou ativamente na destabiliza&ccedil;&atilde;o da S&iacute;ria, todos sabem que o presidente Erdogan promoveu abertamente a expans&atilde;o do Estado Isl&acirc;mico, deixando livre acesso de jihadistas estrangeiros ao territ&oacute;rio s&iacute;rio. Todos sabem tamb&eacute;m que o &ecirc;xodo em massa dos migrantes da costa turca at&eacute; &agrave; Gr&eacute;cia &eacute; organizado desde h&aacute; v&aacute;rios meses com a cumplicidade das autoridades de Ancara.&raquo;<sup><a href="#58">58</a></sup><a name="top58"></a></blockquote>     <p></p>     <p>Na mesma linha geopol&iacute;tica, o partido Aurora Dourada faz-se int&eacute;rprete da longa tradi&ccedil;&atilde;o antiturca do nacionalismo grego, agravada pela ocupa&ccedil;&atilde;o parcial da ilha de Chipre por Ancara em 1974. &Eacute; assim que, em Estrasburgo, o parlamentar europeu Lampros Fountoulis recorda a ocupa&ccedil;&atilde;o de 1974 e estigmatiza o acordo entre a UE e a Turquia, cujo Governo teve um papel relevante na guerra da S&iacute;ria atrav&eacute;s das suas rela&ccedil;&otilde;es com o Daesh e colaborando ainda com a rede de traficantes de seres humanos agora envolvida na crise dos refugiados<sup><a href="#59">59</a></sup><a name="top59"></a>. Nessa pluralidade de orienta&ccedil;&otilde;es, &eacute; poss&iacute;vel encontrar tamb&eacute;m posi&ccedil;&otilde;es assaz diferentes, em raz&atilde;o das particularidades geoestrat&eacute;gicas do partido em quest&atilde;o. Por exemplo, o Jobbik reconhece as ra&iacute;zes crist&atilde;s da Europa, rejeita a sua islamiza&ccedil;&atilde;o e participa na linha da frente do protesto antirrefugiados, pela posi&ccedil;&atilde;o central da Hungria nas rotas dos migrantes. Contudo, devido ao papel-chave que reserva &agrave; Turquia no projeto euro-asi&aacute;tico alternativo &agrave; hegemonia unipolar norte-americana, o partido n&atilde;o ataca o isl&atilde;o como religi&atilde;o em si, nem a Turquia como cavalo de Troia na Europa, nem o Governo de Ancara pelas responsabilidades na destabiliza&ccedil;&atilde;o da S&iacute;ria<sup><a href="#60">60</a></sup><a name="top60"></a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>Apesar do estado avan&ccedil;ado dos estudos cient&iacute;ficos sobre a extrema-direita europeia, a imagem p&uacute;blica dessa fam&iacute;lia pol&iacute;tica &eacute; veiculada, principalmente pela comunica&ccedil;&atilde;o social, de uma forma algo homog&eacute;nea e simplista. A recente crise dos refugiados na Europa veio confirmar esta tend&ecirc;ncia, com alertas perante a onda xen&oacute;foba protagonizada por m&uacute;ltiplos atores em diferentes pontos da Europa contra v&iacute;timas j&aacute; por si vulner&aacute;veis pelas condi&ccedil;&otilde;es objetivas que levaram ao abandono das suas terras: guerras e carestias. Com esta an&aacute;lise, pelo contr&aacute;rio, pretendemos desmistificar essa aparente uniformidade de pensamento e a&ccedil;&atilde;o da extrema-direita europeia. A falta de uma posi&ccedil;&atilde;o un&iacute;voca da UE e, principalmente, a falta de acordo entre as posi&ccedil;&otilde;es governativas de estados-membros com papel de relevo na crise dos refugiados, ofereceram uma janela de oportunidade que todas as for&ccedil;as &ndash; partidos ou movimentos &ndash; de extrema-direita aproveitaram, mesmo em pa&iacute;ses n&atilde;o muito empenhados na redistribui&ccedil;&atilde;o das quotas de refugiados. Nesse sentido, a crise dos refugiados foi apenas mais um <i>casus belli</i> na j&aacute; longa confronta&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da extrema-direita europeia com os governos nacionais e com Bruxelas em mat&eacute;rias de imigra&ccedil;&atilde;o extraeuropeia e de ced&ecirc;ncia da soberania nacional em prol da europeiza&ccedil;&atilde;o. Contudo, se a resposta oferecida por esses atores antissist&eacute;micos foi bastante homog&eacute;nea na sua&nbsp;<i>pars destruens</i> &ndash; cr&iacute;tica &agrave;s elites pol&iacute;ticas nacionais e tecnocr&aacute;ticas europeias e alerta para a islamiza&ccedil;&atilde;o etnocultural promovida pelas redes do crime organizado e terroristas extraeuropeias &ndash;, na sua <i>pars construens</i> evidenciou agendas pol&iacute;ticas bastante diversificadas e marcadas pelos condicionalismos nacionais. Assim, o pedido generalizado de restri&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas migrat&oacute;rias e de maiores controlos fronteiri&ccedil;os &eacute; acompanhado por sensibilidades bastante diferentes no que diz respeito ao paradigma do choque civilizacional, ao papel do isl&atilde;o na Europa, ao posicionamento da Europa no bloco ocidental, ao desempenho das pot&ecirc;ncias europeias nos teatros do Norte de &Aacute;frica e do M&eacute;dio Oriente. Essa pluralidade de sensibilidades evidenciada pela crise dos refugiados &eacute; particularmente patente na efervesc&ecirc;ncia de ativismo a n&iacute;vel nacional e pela quase aus&ecirc;ncia de posi&ccedil;&otilde;es comuns a n&iacute;vel europeu, onde as maiores coordenadoras de extrema-direita ou populistas de direita permaneceram de facto silenciosas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>BAHCELI, Yoruk &ndash; &laquo;Wilders tells Dutch parliament refugee crisis is &ldquo;Islamic invasion&rdquo;&raquo;. <i>In</i> <i>Reuters.</i> 10 de setembro, 2015. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://in.reuters.com/article/europe-migrants-netherlands-idINKCN0RA14B20150910" target="_blank">http://in.reuters.com/article/europe-migrants-netherlands-idINKCN0RA14B20150910</a>.</p>     <p>BAY, Nicolas &ndash; &laquo;Crise du logement instaurons la priorit&eacute; nationale&raquo;. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.frontnational.com/2016/01/crise-du-logement-instaurons-la-priorite-nationale/" target="_blank">http://www.frontnational.com/2016/01/crise-du-logement-instaurons-la-priorite-nationale/</a>.</p>     <p>BAY, Nicolas &ndash; &laquo;Exemption de visas pour ses ressortissants: la Turquie a d&eacute;j&agrave; un pied dans l&rsquo;Union Europ&eacute;enne&raquo;. (Consultado em: 2 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.frontnational.com/2016/05/exemption-de-visas-pour-ses-ressortissants-la-turquie-a-deja-un-pied-dans-lunion-europeenne/" target="_blank">http://www.frontnational.com/2016/05/exemption-de-visas-pour-ses-ressortissants-la-turquie-a-deja-un-pied-dans-lunion-europeenne/</a>.</p>     <p>BENCSIK, Janos &ndash; &laquo;The background of real conflict in the world&raquo;. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.jobbik.com/background_real_conflict_world" target="_blank">http://www.jobbik.com/background_real_conflict_world</a>.</p>     <p>BETZ, Hand-Georg &ndash; <i>Radical Right-Wing Populism in Western Europe</i>. Nova York: St. Martin&rsquo;s Press, 1994.</p>     <p>BIANCO, Conte &ndash; &laquo;Terrorismo, Salvini: manteniamo persone che sono bombe umane&raquo;. In <i>Il Secolo d&rsquo;Italia</i>. 12 de maio de 2016. (Consultado em: 26 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.secoloditalia.it/2016/05/terrorismo-salvini-manteniamo-migranti-che-sono-bombe-umane/" target="_blank">http://www.secoloditalia.it/2016/05/terrorismo-salvini-manteniamo-migranti-che-sono-bombe-umane/</a>.</p>     <p>CAIANI, Manuela, e PARENTI, Linda &ndash; <i>European and American Extreme Right Groups and the Internet</i>. Burlinghton: Ashgate, 2013.</p>     <p>CAMUS, Jean-Ives &ndash; &laquo;The European extreme-right and religious extremism&raquo;. In <i>Central European Political Studies Review</i>. Vol. IX, N.&ordm; 4, 2007, pp. 263-279.</p>     <p>CARVALHO, Jo&atilde;o &ndash; <i>Impact of Extreme Right Parties on Immigration Policy</i>. Oxon: Routledge, 2014.</p>     <p>CASTELLI GATTINARA, Pietro, FROIO, Caterina, e ALBANESE, Matteo &ndash; &laquo;The appeal of neo-fascism in times of crisis. The experience of CasaPound Italia&raquo;. In <i>Fascism</i>. N.&ordm; 2, 2013, pp. 234-258.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CLAVEL, Geoffroy &ndash; &laquo;Migrants: Marine Le Pen s&rsquo;appuie sur des images de t&eacute;l&eacute;vision pour refuser le statut de r&eacute;fugi&eacute; politique&raquo;. In <i>Huffington Post</i>. 8 de setembro de 2015. (Consultado em: 26 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.huffingtonpost.fr/2015/09/08/migrants-marine-le-pen-images-television-statut-refugie-politique_n_8101910.html?utm_hp_ref=france" target="_blank">http://www.huffingtonpost.fr/2015/09/08/migrants-marine-le-pen-images-television-statut-refugie-politique_n_8101910.html?utm_hp_ref=france</a>.</p>     <p>COMAN, Julian &ndash; &laquo;How the Nordic far-right has stolen the left&rsquo;s ground on welfare&raquo;.In <i>The Guardian</i>. 26 de julho de 2015. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.theguardian.com/world/2015/jul/26/scandinavia-far-right-stolen-left-ground-welfare" target="_blank">http://www.theguardian.com/world/2015/jul/26/scandinavia-far-right-stolen-left-ground-welfare</a>.</p>     <p>CRONE, Jack &ndash; &laquo;Far-right Dutch politician labels the refugee crisis an &ldquo;Islamic invasion&rdquo; as Finland raises taxes to cover the cost of the influx&raquo;. In <i>Daily Mail</i>. 10 de setembro de 2015. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dailymail.co.uk/news/article-3229755/Far-right-Dutch-politician-labels-refugee-crisis-Islamic-invasion-Finland-raises-taxes-cover-cost-influx.html" target="_blank">http://www.dailymail.co.uk/news/article-3229755/Far-right-Dutch-politician-labels-refugee-crisis-Islamic-invasion-Finland-raises-taxes-cover-cost-influx.html</a>.</p>     <p>EATWELL, Roger &ndash; &laquo;The rebirth of the extreme-right in Western Europe&raquo;. In <i>Parliamentary Affairs</i>. N.&ordm; 53, 2000, pp. 407-425.</p>     <p>FENTON, Siobhan &ndash; &laquo;German political party Alternative f&uuml;r Deutschland proposes banning mosques&raquo;. In <i>The Independent</i>. 30 de mar&ccedil;o de 2016. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.independent.co.uk/news/world/europe/germany-political-party-alternative-f-r-deutschland-proposes-banning-mosques-a6959611.html#gallery" target="_blank">http://www.independent.co.uk/news/world/europe/germany-political-party-alternative-f-r-deutschland-proposes-banning-mosques-a6959611.html#gallery</a>.</p>     <p>FRENTE NACIONAL &ndash; &laquo;Notre projet. Programme politique du Front National&raquo;. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.frontnational.com/pdf/Programme.pdf" target="_blank">http://www.frontnational.com/pdf/Programme.pdf</a>.</p>     <p>GHERGHINA, Sergiu, MI&#350;COIU, Sergiu, e SOARE, Sorina (eds.) &ndash; <i>Contemporary Populism: A Controversial Concept and Its Diverse Forms</i>. Cambridge: Cambridge Scholars Publishing, 2013, pp. 114-139.</p>     <p>GOLDEN DAWN &ndash; &laquo;The Program of Golden Dawn. Fighting unemployment&raquo;. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://golden-dawn-international-newsroom.blogspot.pt/p/the-program-of-golden-dawn.html" target="_blank">http://golden-dawn-international-newsroom.blogspot.pt/p/the-program-of-golden-dawn.html</a>.</p>     <p>GREGOR, James &ndash; <i>The Serach for Neofascism. The Use and Abuse of Social Science</i>. Nova York: Cambridge University Press, 2006.</p>     <p>GRIFFIN, Roger &ndash; &laquo;From slime mould to rhizome: an introduction to the groupuscular right&raquo;. In <i>Patterns of Prejudice</i>. Vol. 3, N.&ordm; 1, 2003, pp. 27-50.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>GOODWIN, Matthew J., CUTTS, David, e JANTA-LIPINSKI, Laurence &ndash; &laquo;Economic losers, protestors, islamophobes or xenophobes? Predicting public support for a counter&#8208;Jihad movement&raquo;. In <i>Political Studies</i>. Vol. 64, N.&ordm; 1, 2016, pp. 4-26.</p>     <p>GRIFFIN, Roger &ndash; &laquo;Radical right thought in the post-Fascist era&raquo;. In <i>The Journal of Political Ideology</i>. Vol. 5, N.&ordm; 2, 2000, pp. 163-178.</p>     <p>HALIKIOPOULOU, Daphne, MOCK, Steven, e VASILOPOULOU, Sofia &ndash; &laquo;The civic zeitgeist: nationalism and liberal values in the&nbsp;European&raquo;. In <i>Nations and Nationalism</i>. Vol. 19, N.&ordm; 1, 2013, pp. 107-127.</p>     <p>HALIKIOPOULOU, Daphne, e VASILOPOULOU, Sofia &ndash; &laquo;Support for the far right in the 2014 European Parliament elections: a comparative perspetive&raquo;. In <i>The Political Quarterly</i>. Vol. 85, N.&ordm; 3, julho-setembro de 2014, pp. 285-288.</p>     <p>IGNAZI, Piero &ndash; &laquo;The silent counter-revolution. Hypotheses on the emergence of extreme right-wing parties in Europe&raquo;. In <i>European Journal of Political Research</i>. Vol. 22, N.&ordm; 1, 1992, pp. 3-29.</p>     <p>IGNAZI, Piero &ndash; <i>Extreme-Right Party in Western Europe. </i>Nova York: Oxford University Press, 2003.</p>     <p>KAPLAN, Jeffrey, e WEINBERG, Leonard &ndash; <i>The Emergence of the Euro-American Radical-Right</i>. Londres: Rutgers University Press, 1998.</p>     <p>JOBBIK &ndash; &laquo;Immigration increases tensions in Europe&raquo;. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.jobbik.com/immigration_increases_tensions_europe" target="_blank">http://www.jobbik.com/immigration_increases_tensions_europe</a>.</p>     <p>KARAPIN, Roger &ndash; &laquo;Radical-right and neo-fascist political parties in Western Europe&raquo;. In <i>Comparative Politics</i>. Vol. 30, N.&ordm; 2, 1998, pp. 213-234.</p>     <p>KITSCHELT, Herbert &ndash; <i>The Radical Right in Western Europe. A Comparative Analysis</i>. Michigan: University of Michigan Press, 1997.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>LECONTE, C&eacute;cile &ndash; &laquo;From pathology to mainstream phenomenon: reviewing the Euroscepticism debate in research and theory&raquo;. In <i>International Political Science Review</i>. Vol. 36, N.&ordm; 3, 2015, pp. 250-263.</p>     <p>MAMMONE, Andrea &ndash; &laquo;The eternal return? Faux populismo and contemporarization of neo-fascism across Britain, France and Italy&raquo;. In <i>Journal of Contemporary European Studies</i>. Vol. 17, N.&ordm; 2, 2009, pp. 171-192.</p>     <p>MERKEL, Peter H., e WEINBERG, Leonard (eds.) &ndash; <i>Right Wing Extremism in the Twenty-First Century</i>. Londres: Frank Cass, 2003.</p>     <p>MIERI&#325;A, Inta, e KALO&#315;EVA, Ilze &ndash; &laquo;Support for far right ideology and antimigrant attitudes among youth in Europe: a comparative analysis&raquo;. In <i>The Sociological Review</i>. Vol. 63, N.&ordm; S2, 2015, pp. 183-205.</p>     <p>MUDDE, Cas &ndash; <i>The Ideology of the Extreme Right</i>. Manchester: Manchester University Press, 2000.</p>     <p>MUDDE, Cas &ndash; &laquo;Three decades of populist radical right parties in Western Europe: so what?&raquo;. In <i>European Journal of Political Research</i>. N.&ordm; 52, 2013, pp. 1-19.</p>     <p>&laquo;No time for partisanship, this is national cause!&raquo;. (Consultado em: 15 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://jobbik.com/no_time_for_partisanship_this_is_a_national_cause" target="_blank">http://jobbik.com/no_time_for_partisanship_this_is_a_national_cause</a>.</p>     <p>NORDENSVARDA, Johan, e KETOLAB, Markus &ndash; &laquo;Nationalist reframing of the finnish and Swedish Welfare States &ndash; the nexus of Nationalism and social policy in far-right populist parties&raquo;. In <i>Social Policy&nbsp;&amp; Administration</i>. Vol. 49, N.&ordm; 3, 2015, pp. 356-375.</p>     <p>SALVINI, Matteo &ndash; &laquo;Salvini: mai la Turchia in Europa. Se entra, usciamo noi&raquo;. In <i>Adnkronos</i>. 7 de mar&ccedil;o de 2016. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.adnkronos.com/fatti/politica/2016/03/07/salvini-mai-turchia-europa-entra-usciamo-noi_rcTm1kYdeC6VKL82Y0oEEP.html?refresh_ce" target="_blank">http://www.adnkronos.com/fatti/politica/2016/03/07/salvini-mai-turchia-europa-entra-usciamo-noi_rcTm1kYdeC6VKL82Y0oEEP.html?refresh_ce</a>.</p>     <p>Relat&oacute;rio 2015 sobre a Turquia (discuss&atilde;o), Lampros Fontoulis, Parlamento Europeu. Estrasburgo. 13 de abril de 2016. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+CRE+20160413+ITEM-017+DOC+XML+V0//IT&amp;language=it&amp;query=INTERV&amp;detail=3-654-000" target="_blank">http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+CRE+20160413+ITEM-017+DOC+XML+V0//IT&amp;language=it&amp;query=INTERV&amp;detail=3-654-000</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>SALZMANN, Markus &ndash; &laquo;Austria rejects all refugees&raquo;. In <i>World Socialist WebSite</i>. 7 de abril de 2016. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.wsws.org/en/articles/2016/04/07/aust-a07.html" target="_blank">https://www.wsws.org/en/articles/2016/04/07/aust-a07.html</a>.</p>     <p>SHUSTER, Simon &ndash; &laquo;Meet the German activist leading the Movement Against &ldquo;Islamization&rdquo;&raquo;. In <i>Time</i>. 15 de janeiro de 2015. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://time.com/3668889/pegida-germany-islamization/" target="_blank">http://time.com/3668889/pegida-germany-islamization/</a>.</p>     <p>SPRAGUE-JONES, Jessica &ndash; &laquo;Extreme right-wing vote and support for multiculturalism in Europe&raquo;. In <i>Ethnic and Racial Studies</i>. Vol. 34, N.&ordm; 4, 2011, pp. 535-555.</p>     <p>STARTIN, Nicholas &ndash; &laquo;Contrasting fortunes, differing futures? The rise (and fall) of the Front National and the British National Party&raquo;. In <i>Modern &amp; Contemporary France</i>. Vol. 22, N.&ordm; 3, 2014, pp. 277-299.</p>     <p>STONE, Jon &ndash; &laquo;Nigel Farage accuses Turkey of &ldquo;blackmailing&rdquo; the EU over the refugee crisis&raquo;. In <i>The Independent</i>. 9 de mar&ccedil;o de 2016. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.independent.co.uk/news/uk/politics/nigel-farage-accuses-turkey-of-blackmailing-the-eu-over-the-refugee-crisis-a6921316.html" target="_blank">http://www.independent.co.uk/news/uk/politics/nigel-farage-accuses-turkey-of-blackmailing-the-eu-over-the-refugee-crisis-a6921316.html</a>.</p>     <p>UKIP &ndash; &laquo;UKIP&nbsp;launches immigration policy&raquo;. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ukip.org/ukip_launches_immigration_polic" target="_blank">http://www.ukip.org/ukip_launches_immigration_polic</a>.</p>     <p>VON BAYME, Klaus &ndash; &laquo;Right-wing extremism in post-war Europe&raquo;. In <i>West European Politics</i>. Vol. 11, N.&ordm; 2, 1988, pp. 1-18.</p>     <p>VONA, G&aacute;bor &ndash; &laquo;Hungary shall belong to Hungarians as long to breathe&raquo;. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.jobbik.com/hungary_shall_belong_to_hungarians_as_long_as_we_breathe" target="_blank">http://www.jobbik.com/hungary_shall_belong_to_hungarians_as_long_as_we_breathe</a>.</p>     <p>VONA, G&aacute;bor &ndash; &laquo;Hold referendum on migrant quota&raquo;. (Consultado em: 15 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.jobbik.com/hold_referendum_on_migrant_quota" target="_blank">http://www.jobbik.com/hold_referendum_on_migrant_quota</a>.</p>     <p>Z&Uacute;QUETE, Jos&eacute; Pedro &ndash; &laquo;The European extreme-right and Islam: new directions?&raquo;. In <i>Journal of Political Ideologies</i>. Vol. 13, N.&ordm; 3, 2008, pp. 321-344.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 11 de abril de 2016 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 30 de maio de 2016</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> CASTELLI GATTINARA, Pietro, FROIO, Caterina, e ALBANESE, Matteo &ndash; &laquo;The appeal of neo-fascism in times of crisis. The experience of CasaPound Italia&raquo;. In&nbsp;<i>Fascism</i>. N.&ordm; 2, 2013, p. 237.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> A jurisprud&ecirc;ncia constitucional alem&atilde; fornece uma distin&ccedil;&atilde;o interessante ao classificar de &laquo;radical&raquo; a direita que se op&otilde;e ao regime vigente mas dentro das regras do jogo democr&aacute;tico e de &laquo;extremista&raquo; a direita que atenta &agrave; pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia do sistema pol&iacute;tico atrav&eacute;s de pr&aacute;ticas anticonstitucionais (por exemplo, a viol&ecirc;ncia).</p>     <p>MUDDE, Cas &ndash; <i>The Ideology of the Extreme Right</i>. Manchester: Manchester University Press, 2000, p. 13; EATWELL, Roger &ndash; &laquo;The rebirth of the extreme-right in Western Europe&raquo;. In <i>Parliamentary Affairs</i>. N.&ordm; 53, 2000, p. 410.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> GREGOR, James &ndash; <i>The Serach for Neofascism. The Use and Abuse of Social Science</i>. Nova York: Cambridge University Press, 2006, pp. IX-X.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> MAMMONE, Andrea &ndash; &laquo;The eternal return? Faux populismo and contemporarization of neo-fascism across Britain, France and Italy&raquo;. In <i>Journal of Contemporary European Studies</i>. Vol. 17, N.&ordm; 2, 2009, p. 180. GRIFFIN, Roger &ndash; &laquo;Radical right thought in the post-Fascist era&raquo;. In <i>The Journal of Political Ideology</i>. Vol. 5, N.&ordm; 2, 2000, p. 12.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> BETZ, Hand-Georg &ndash; <i>Radical Right-Wing&nbsp;Populism in Western Europe</i>. Nova York: St. Martin&rsquo;s Press, 1994.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> TARCHI, Marco &ndash; &laquo;Populism and political science: how to get rid of the &ldquo;Cinderella complex&rdquo;&raquo;. <i>In</i> GHERGHINA, Sergiu, MI&#350;COIU, Sergiu, e SOARE, Sorina (eds.) &ndash; <i>Contemporary Populism: A Controversial Concept and Its Diverse Forms</i>. Cambridg: Cambridge Scholars Publishing, 2013, p. 115.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> A denomina&ccedil;&atilde;o deriva do pol&iacute;tico franc&ecirc;s Pierre Poujade que, em 1953, animou um movimento antifiscal e fundou o partido populista Uni&atilde;o de Defesa dos Comerciantes e Artes&atilde;os (UDCA).</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> VON BAYME, Klaus &ndash; &laquo;Right-wing extremism in post-war Europe&raquo;. In <i>West European Politics</i>. Vol. 11, N.&ordm; 2, 1988, pp. 1-18.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Z&Uacute;QUETE, Jos&eacute; Pedro &ndash; &laquo;The European extreme-right and Islam: new directions?&raquo;. In <i>Journal of Political Ideologies</i>. Vol. 13, N.&ordm; 3, 2008, p. 322.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> MUDDE, Cas &ndash; <i>The Ideology of the Extreme Right</i>.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> IGNAZI, Piero &ndash; <i>Extreme-Right Party in Western Europe. </i>Nova York: Oxford University Press, 2003, p. 2; IGNAZI, Piero &ndash; &laquo;The silent counter-revolution.&nbsp;Hypotheses on the emergence of extreme right-wing parties in Europe&raquo;. In&nbsp;<i>European Journal of&nbsp;Political Research</i>. Vol. 22, N.&ordm; 1, 1992, p. 12; KITSCHELT, Herbert &ndash; <i>The Radical Right in Western Europe. A Comparative Analysis</i>. Michigan: University of Michigan Press, 1997, pp. 2-3.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup> GRIFFIN, Roger &ndash; &laquo;From slime mould to rhizome: an introduction to the groupuscular right&raquo;. In <i>Patterns of Prejudice</i>. Vol. 3, N.&ordm; 1, 2003, pp. 41-45.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> CAIANI, Manuela, e PARENTI, Linda &ndash; <i>European and American Extreme Right Groups and the Internet</i>. Burlinghton: Ashgate, 2013, p. 2.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> A literatura assinala o crescimento da extrema-direita na Europa do Leste, onde o maior enraizamento da xenofobia, principalmente entre os jovens, em compara&ccedil;&atilde;o com os da Europa Ocidental, favorece a multiplica&ccedil;&atilde;o de grupelhos e mil&iacute;cias.&nbsp;MIERI&#325;A, Inta, e KALO&#315;EVA, Ilze &ndash; &laquo;Support for far right ideology and antimigrant attitudes among youth in Europe: a comparative analysis&raquo;. In <i>The Sociological Review</i>. Vol. 63, N.&ordm; S2, 2015, p. 199.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> HALIKIOPOULOU, Daphne, MOCK, Steven, e VASILOPOULOU, Sofia &ndash; &laquo;The civic zeitgeist: nationalism and liberal values in the European&raquo;. In <i>Nations and Nationalism</i>. Vol. 19, N.&ordm; 1, 2013, pp. 124-125.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> STARTIN, Nicholas &ndash; &laquo;Contrasting fortunes, differing futures? The rise (and fall) of the Front National and the British National Party&raquo;. In <i>Modern &amp; Contemporary France</i>. Vol. 22, N.&ordm; 3, 2014, p. 294.</p>     <p><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup> GOODWIN, Matthew J., CUTTS, David, e JANTA&#8208;LIPINSKI, Laurence &ndash; &laquo;Economic losers, protestors, islamophobes or xenophobes? Predicting public support for a counter&#8208;Jihad movement&raquo;. In <i>Political Studies</i>. Vol. 64, N.&ordm; 1, 2016, p. 4.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup> KARAPIN, Roger &ndash; &laquo;Radical-right and neo-fascist political parties in Western Europe&raquo;. In <i>Comparative Politics</i>. Vol. 30, N.&ordm; 2, 1998, p. 225.</p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup> MUDDE, Cas &ndash; &laquo;Three decades of populist radical right parties in Western Europe: so what?&raquo;. In <i>European Journal of Political Research</i>. N.&ordm; 52, 2013, p. 3.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup> HALIKIOPOULOU, Daphne, e VASILOPOULOU, Sofia &ndash; &laquo;Support for the far right in the 2014 European Parliament elections: a comparative perspetive&raquo;. In <i>The Political Quarterly</i>. Vol. 85, N.&ordm; 3, julho-setembro de 2014, p. 285.</p>     <p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup> <i>Ibidem</i>.</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup> XA integra o partido europeu Alian&ccedil;a para a Paz e a Liberdade, formado, entre outros, pelos partidos da velha extrema-direita Partido Popular (Eslov&aacute;quia), For&ccedil;a Nova (It&aacute;lia) e NPD (Alemanha).</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup> MUDDE, Cas &ndash; <i>The Ideology of the Extreme Right</i>, p. 179.</p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup> Para uma revis&atilde;o da literatura sobre esse tema e as diferentes conclus&otilde;es cf. CARVALHO, Jo&atilde;o &ndash; <i>Impact of Extreme Right Parties on Immigration Policy</i>. Oxon: Routledge, 2014, pp. 1-7.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup> SPRAGUE-JONES, Jessica &ndash; &laquo;Extreme right-wing vote and support for multiculturalism in Europe&raquo;. In <i>Ethnic and Racial Studies</i>. Vol. 34, N.&ordm; 4, 2011, pp. 550-551.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup> MUDDE, Cas &ndash; &laquo;Three decades of populist radical right parties in Western Europe: so what?&raquo;, pp. 11-12.</p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup> LECONTE, C&eacute;cile &ndash; &laquo;From pathology to mainstream phenomenon: reviewing the Euroscepticism debate in research and theory&raquo;. In <i>International Political Science Review</i>. Vol. 36, N.&ordm; 3, 2015, p. 259.</p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup> BIANCO, Conte &ndash; &laquo;Terrorismo, Salvini: manteniamo persone che sono bombe umane&raquo;. In&nbsp;<i>Il Secolo d&rsquo;Italia</i>. 12 de maio de 2016. (Consultado em: 26 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.secoloditalia.it/2016/05/terrorismo-salvini-manteniamo-migranti-che-sono-bombe-umane/" target="_blank">http://www.secoloditalia.it/2016/05/terrorismo-salvini-manteniamo-migranti-che-sono-bombe-umane/</a>.</p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup> Dipartimento Federale Sicurezza e Immigrazione &ndash; Immigrazione: Linee Guida Generali Lega Nord. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.leganord.org/phocadownload/documenti_politici/immigrazione/2 por cento20- por cento20linea por cento20comune por cento20in por cento20tema por cento20di por cento20immigrazione.pdf" target="_blank">http://www.leganord.org/phocadownload/documenti_politici/immigrazione/2 por cento20- por cento20linea por cento20comune por cento20in por cento20tema por cento20di por cento20immigrazione.pdf</a>.</p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup> CLAVEL, Geoffroy &ndash; &laquo;Migrants: Marine Le Pen s&rsquo;appuie sur des images de t&eacute;l&eacute;vision pour refuser le statut de r&eacute;fugi&eacute; politique&raquo;. In <i>Huffington Post</i>. 8 de setembro de 2015. (Consultado em 26 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.huffingtonpost.fr/2015/09/08/migrants-marine-le-pen-images-television-statut-refugie-politique_n_8101910.html?utm_hp_ref=france" target="_blank">http://www.huffingtonpost.fr/2015/09/08/migrants-marine-le-pen-images-television-statut-refugie-politique_n_8101910.html?utm_hp_ref=france</a>.</p>     <p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup> BAHCELI, Yoruk &ndash; &laquo;Wilders tells Dutch parliament refugee crisis is &lsquo;Islamic invasion&rsquo;&raquo;. <i>In</i> <i>Reuters.</i> 10 de setembro, 2015. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://in.reuters.com/article/europe-migrants-netherlands-idINKCN0RA14B20150910" target="_blank">http://in.reuters.com/article/europe-migrants-netherlands-idINKCN0RA14B20150910</a>.</p>     <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup> VONA, G&aacute;bor &ndash; &laquo;Hungary shall belong to Hungarians as long to breathe&raquo;. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.jobbik.com/hungary_shall_belong_to_hungarians_as_long_as_we_breathe" target="_blank">http://www.jobbik.com/hungary_shall_belong_to_hungarians_as_long_as_we_breathe</a>.</p>     <p><Sup><a name="33"></a><a href="#top33">33</a></Sup> BYRNE, Andrew, e ROBINSON, Duncan &ndash; &laquo;Hungary referendum throws Brussels migrants plan into disarray&raquo;. In <i>Financial Times</i>. 24 de fevereiro de 2016. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ft.com/cms/s/0/06d7c59e-dafb-11e5-98fd-06d75973fe09.html#axzz4CD1DR479" target="_blank">http://www.ft.com/cms/s/0/06d7c59e-dafb-11e5-98fd-06d75973fe09.html#axzz4CD1DR479</a>.</p>     <p><Sup><a name="34"></a><a href="#top34">34</a></Sup> VONA, G&aacute;bor &ndash; &laquo;Hold referendum on migrant quota&raquo;. (Consultado em: 15 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.jobbik.com/hold_referendum_on_migrant_quota" target="_blank">http://www.jobbik.com/hold_referendum_on_migrant_quota</a>.</p>     <p><Sup><a name="35"></a><a href="#top35">35</a></Sup> &laquo;No time for partisanship, this is national cause!&raquo;. (Consultado em: 15 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://jobbik.com/no_time_for_partisanship_this_is_a_national_cause" target="_blank">http://jobbik.com/no_time_for_partisanship_this_is_a_national_cause</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="36"></a><a href="#top36">36</a></Sup> KITSCHELT, Herbert &ndash; <i>The Radical Right in Western Europe. A Comparative Analysis</i>, p. 22.</p>     <p><Sup><a name="37"></a><a href="#top37">37</a></Sup> BETZ, Hans Georg &ndash; &laquo;The growing threat of the radical right&raquo;.&nbsp;<i>In</i>&nbsp;MERKEL, Peter H., e WEINBERG, Leonard (eds.) &ndash; <i>Right Wing Extremism in the Twenty-First Century</i>. Londres: Frank Cass, 2003, p. 88.</p>     <p><Sup><a name="38"></a><a href="#top38">38</a></Sup> NORDENSVARDA, Johan, e KETOLAB, Markus &ndash;&nbsp;&laquo;Nationalist reframing of the finnish and Swedish Welfare States &ndash; the nexus of Nationalism and social policy in far-right populist parties&raquo;. In <i>Social Policy&nbsp;&amp; Administration</i>. Vol. 49, N.&ordm; 3, 2015, p. 357.</p>     <p><Sup><a name="39"></a><a href="#top39">39</a></Sup> COMAN, Julian &ndash; &laquo;How the Nordic far-right has stolen the left&rsquo;s ground on welfare&raquo;. In <i>The Guardian</i>. 26 de julho de 2015. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.theguardian.com/world/2015/jul/26/scandinavia-far-right-stolen-left-ground-welfare" target="_blank">http://www.theguardian.com/world/2015/jul/26/scandinavia-far-right-stolen-left-ground-welfare</a>.</p>     <p><Sup><a name="40"></a><a href="#top40">40</a></Sup> Campanha promovida atrav&eacute;s do s&iacute;tio <a href="http://welcometosweden.net/" target="_blank">http://welcometosweden.net/</a>.</p>     <p><Sup><a name="41"></a><a href="#top41">41</a></Sup> FRENTE&nbsp;NACIONAL &ndash; &laquo;Notre projet. Programme politique du Front National&raquo;. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.frontnational.com/pdf/Programme.pdf" target="_blank">http://www.frontnational.com/pdf/Programme.pdf</a>.</p>     <p><Sup><a name="42"></a><a href="#top42">42</a></Sup> GOLDEN DAWN &ndash; &laquo;The Program of Golden Dawn. Fighting Unemployment&raquo;. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://golden-dawn-international-newsroom.blogspot.pt/p/the-program-of-golden-dawn.html" target="_blank">http://golden-dawn-international-newsroom.blogspot.pt/p/the-program-of-golden-dawn.html</a>.</p>     <p><Sup><a name="43"></a><a href="#top43">43</a></Sup> UKIP &ndash; &laquo;UKIP launches immigration policy&raquo;. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ukip.org/ukip_launches_immigration_polic" target="_blank">http://www.ukip.org/ukip_launches_immigration_polic</a>.</p>     <p><Sup><a name="44"></a><a href="#top44">44</a></Sup> Na obten&ccedil;&atilde;o da nacionalidade, o <i>ius sanguinis</i>&nbsp;(direito de sangue) privilegia o princ&iacute;pio da ascend&ecirc;ncia, ao passo que o <i>ius soli</i> (direito de solo) privilegia o lugar de nascimento, independentemente da nacionalidade dos pais.</p>     <p><Sup><a name="45"></a><a href="#top45">45</a></Sup> BAY, Nicolas &ndash; &laquo;Crise du logement instaurons la priorit&eacute; nationale&raquo;. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.frontnational.com/2016/01/crise-du-logement-instaurons-la-priorite-nationale/" target="_blank">http://www.frontnational.com/2016/01/crise-du-logement-instaurons-la-priorite-nationale/</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="46"></a><a href="#top46">46</a></Sup> GOLDEN DAWN &ndash; &laquo;The Program of Golden Dawn. The Major National Demographic Problem&raquo;.</p>     <p><Sup><a name="47"></a><a href="#top47">47</a></Sup> JOBBIK &ndash; &laquo;Immigration increases tensions in Europe&raquo;. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.jobbik.com/immigration_increases_tensions_europe" target="_blank">http://www.jobbik.com/immigration_increases_tensions_europe</a>.</p>     <p><Sup><a name="48"></a><a href="#top48">48</a></Sup> Para uma resenha da mobiliza&ccedil;&atilde;o de CPI sobre a quest&atilde;o dos refugiados cf. <a href="http://www.casapounditalia.org/search/?q=rifugiati" target="_blank">http://www.casapounditalia.org/search/?q=rifugiati</a>.</p>     <p><Sup><a name="49"></a><a href="#top49">49</a></Sup> CAMUS, Jean-Ives &ndash; &laquo;The European extreme-right and religious extremism&raquo;. In <i>Central European Political Studies Review</i>. Vol. IX, N.&ordm; 4, 2007, p. 264.</p>     <p><Sup><a name="50"></a><a href="#top50">50</a></Sup> CRONE, Jack &ndash; &laquo;Far-right Dutch politician labels the refugee crisis an &ldquo;Islamic invasion&rdquo; as Finland raises taxes to cover the cost of the influx&raquo;. In <i>Daily Mail</i>. 10 de setembro de 2015. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dailymail.co.uk/news/article-3229755/Far-right-Dutch-politician-labels-refugee-crisis-Islamic-invasion-Finland-raises-taxes-cover-cost-influx.html" target="_blank">http://www.dailymail.co.uk/news/article-3229755/Far-right-Dutch-politician-labels-refugee-crisis-Islamic-invasion-Finland-raises-taxes-cover-cost-influx.html</a>.</p>     <p><Sup><a name="51"></a><a href="#top51">51</a></Sup> SALZMANN, Markus &ndash; &laquo;Austria rejects all refugees&raquo;. In <i>World Socialist WebSite</i>. 7 de abril de 2016. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.wsws.org/en/articles/2016/04/07/aust-a07.html" target="_blank">https://www.wsws.org/en/articles/2016/04/07/aust-a07.html</a>.</p>     <p><Sup><a name="52"></a><a href="#top52">52</a></Sup> SHUSTER, Simon &ndash; &laquo;Meet the German activist leading the Movement Against  &ldquo;Islamization&rdquo;&raquo;. In&nbsp;<i>Time</i>. 15 de janeiro de 2015. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em:  <a href="http://time.com/3668889/pegida-germany-islamization/" target="_blank">http://time.com/3668889/pegida-germany-islamization/</a>; FENTON, Siobhan &ndash; &laquo;German political party Alternative f&uuml;r Deutschland  proposes banning mosques&raquo;. In&nbsp;<i>The Indipendent</i>. 30 de mar&ccedil;o de 2016. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel  em: <a href="http://www.independent.co.uk/news/world/europe/germany-political-party-alternative-f-r-deutschland-proposes-banning-mosques-a6959611.html#gallery" target="_blank">http://www.independent.co.uk/news/world/europe/germany-political-party-alternative-f-r-deutschland-proposes-banning-mosques-a6959611.html#gallery</a>.</p>     <p><Sup><a name="53"></a><a href="#top53">53</a></Sup> CAMUS, Jean-Ives &ndash; &laquo;The European extreme-right and religious extremism&raquo;, p. 264.</p>     <p><Sup><a name="54"></a><a href="#top54">54</a></Sup> <i>Ibidem</i>, p. 273.</p>     <p><Sup><a name="55"></a><a href="#top55">55</a></Sup> KAPLAN, Jeffrey, e WEINBERG, Leonard &ndash; <i>The Emergence of the Euro-American Radical-Right</i>. Londres: Rutgers University Press, 1998, pp. 88 e 194.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="56"></a><a href="#top56">56</a></Sup> STONE, Jon &ndash; &laquo;Nigel Farage accuses Turkey of &ldquo;blackmailing&rdquo; the EU over the refugee crisis&raquo;. In <i>The Independent</i>. 9 de mar&ccedil;o de 2016. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.independent.co.uk/news/uk/politics/nigel-farage-accuses-turkey-of-blackmailing-the-eu-over-the-refugee-crisis-a6921316.html" target="_blank">http://www.independent.co.uk/news/uk/politics/nigel-farage-accuses-turkey-of-blackmailing-the-eu-over-the-refugee-crisis-a6921316.html</a>.</p>     <p><Sup><a name="57"></a><a href="#top57">57</a></Sup> SALVINI, Matteo &ndash; &laquo;Salvini: Mai la Turchia in Europa. Se entra, usciamo noi&raquo;. In <i>Adnkronos</i>. 7 de mar&ccedil;o de 2016. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.adnkronos.com/fatti/politica/2016/03/07/salvini-mai-turchia-europa-entra-usciamo-noi_rcTm1kYdeC6VKL82Y0oEEP.html?refresh_ce" target="_blank">http://www.adnkronos.com/fatti/politica/2016/03/07/salvini-mai-turchia-europa-entra-usciamo-noi_rcTm1kYdeC6VKL82Y0oEEP.html?refresh_ce</a>.</p>     <p><Sup><a name="58"></a><a href="#top58">58</a></Sup> BAY, Nicolas &ndash; &laquo;Exemption de visas pour ses ressortissants: la Turquie a d&eacute;j&agrave; un pied dans l&rsquo;Union Europ&eacute;enne&raquo;. (Consultado em: 2 de maio de 2016).&nbsp;Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.frontnational.com/2016/05/exemption-de-visas-pour-ses-ressortissants-la-turquie-a-deja-un-pied-dans-lunion-europeenne/" target="_blank">http://www.frontnational.com/2016/05/exemption-de-visas-pour-ses-ressortissants-la-turquie-a-deja-un-pied-dans-lunion-europeenne/</a>.</p>     <p><Sup><a name="59"></a><a href="#top59">59</a></Sup> Relat&oacute;rio 2015 sobre a Turquia (discuss&atilde;o), Lampros Fontoulis, Parlamento Europeu. Estrasburgo. 13 de abril de 2016. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+CRE+20160413+ITEM-017+DOC+XML+V0//IT&amp;language=it&amp;query=INTERV&amp;detail=3-654-000" target="_blank">http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+CRE+20160413+ITEM-017+DOC+XML+V0//IT&amp;language=it&amp;query=INTERV&amp;detail=3-654-000</a>.</p>     <p><Sup><a name="60"></a><a href="#top60">60</a></Sup> BENCSIK, Janos &ndash; &laquo;The background of real conflict in the world&raquo;. (Consultado em: 1 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.jobbik.com/background_real_conflict_world" target="_blank">http://www.jobbik.com/background_real_conflict_world</a>.</p>      ]]></body><back>
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