<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-9199</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Relações Internacionais (R:I)]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Relações Internacionais]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-9199</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[IPRI-UNL]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-91992016000400007</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Segurança em movimento: A presença do vetor demográfico nas estratégias de segurança e defesa nacionais]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Security on the move: how population dynamics contribute to national security and defence strategies]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Estevens]]></surname>
<given-names><![CDATA[João]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Nova de Lisboa  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Nova de Lisboa Instituto Português de Relações Internacionais ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<numero>52</numero>
<fpage>83</fpage>
<lpage>99</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-91992016000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-91992016000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-91992016000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Ao entender&#8209;se a evolução do conceito de segurança à luz do processo de globalização no pós&#8209;Guerra Fria, é possível entender a forma como as dinâmicas da população se podem constituir enquanto riscos ou ameaças para a segurança nacional e global. Através de uma abordagem compreensiva da literatura, esmiuçaram&#8209;se as complexas relações entre demografia e estudos de segurança e analisou&#8209;se empiricamente, em perspetiva comparada, a presença do vetor demográfico nas mais recentes estratégias de segurança e defesa de quatro países: Eslováquia, Espanha, Irlanda e Portugal. Concluiu&#8209;se que o vetor demográfico está patente nestas estratégias, embora com uma importância relativa distinta entre os países.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Understanding the evolution of the concept of security in the light of globalization after the end of the Cold War allow us to understand how the dynamics of the population may be perceived as risks or threats to national and global security. With a comprehensive approach to the literature review we deepened the complex relationship between demography and security studies. Thus, this article aims to approach, from a comparative perspective, the presence of demography in the latest security and defence strategies of Slovakia, Spain, Ireland and Portugal. The results confirmed that demography matters to security though it changes across countries for different reasons.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Globalização]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[população]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[segurança]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[estratégias nacionais de segurança e defesa]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Globalization]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[population]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[security]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[national security and defence strategies]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Seguran&ccedil;a em movimento.&nbsp;</b><b>A presen&ccedil;a do vetor demográfico nas estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a </b><b>e defesa nacionais</b></p>     <p><b>Security on the move: how population dynamics contribute to national security and defence strategies</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Jo&atilde;o Estevens</b></p>     <p>Licenciado em Economia (NOVA SBE) e em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais (FCSH-NOVA). E tamb&eacute;m p&oacute;s-graduado em Programa&ccedil;&atilde;o e Gest&atilde;o Cultural (Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias) e mestre em Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais, especialidade Globaliza&ccedil;&atilde;o e Ambiente (FCSH-NOVA). E, atualmente, doutorando em Estudos sobre a Globaliza&ccedil;&atilde;o na Universidade Nova de Lisboa (bolseiro de doutoramento FCT) e p&oacute;s-graduando em Gest&atilde;o de Informa&ccedil;&otilde;es e Seguran&ccedil;a (NOVA IMS, IDN E SIRP). Investigador do Instituto Portugu&ecirc;s de Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais (IPRI-NOVA). Os seus interesses de investiga&ccedil;&atilde;o assentam sobretudo nos estudos de seguran&ccedil;a, globaliza&ccedil;&atilde;o, demografia (envelhecimento e migra&ccedil;&otilde;es) e poder punitivo do Estado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Ao entender&#8209;se a evolu&ccedil;&atilde;o do conceito de seguran&ccedil;a &agrave; luz do processo de globaliza&ccedil;&atilde;o no p&oacute;s&#8209;Guerra Fria, &eacute; poss&iacute;vel entender a forma como as din&acirc;micas da popula&ccedil;&atilde;o se podem constituir enquanto riscos ou amea&ccedil;as para a seguran&ccedil;a nacional e global. Atrav&eacute;s de uma abordagem compreensiva da literatura, esmiu&ccedil;aram&#8209;se as complexas rela&ccedil;&otilde;es entre demografia e estudos de seguran&ccedil;a e analisou&#8209;se empiricamente, em perspetiva comparada, a presen&ccedil;a do vetor demográfico nas mais recentes estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a e defesa de quatro pa&iacute;ses: Eslov&aacute;quia, Espanha, Irlanda e Portugal. Concluiu&#8209;se que o vetor demográfico est&aacute; patente nestas estrat&eacute;gias, embora com uma import&acirc;ncia relativa distinta entre os pa&iacute;ses.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Globaliza&ccedil;&atilde;o, popula&ccedil;&atilde;o, seguran&ccedil;a, estrat&eacute;gias nacionais de seguran&ccedil;a e defesa.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Understanding the evolution of the concept of security in the light of globalization after the end of the Cold War allow us to understand how the dynamics of the population may be perceived as risks or threats to national and global security. With a comprehensive approach to the literature review we deepened the complex relationship between demography and security studies. Thus, this article aims to approach, from a comparative perspective, the presence of demography in the latest security and defence strategies of Slovakia, Spain, Ireland and Portugal. The results confirmed that demography matters to security though it changes across countries for different reasons.</p>     <p><b>Keywords: </b>Globalization, population, security, national security and defence strategies.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Com o decurso do processo de globaliza&ccedil;&atilde;o, foram&#8209;se desenvolvendo novas formas de aproxima&ccedil;&atilde;o espacial e temporal, que fortaleceram redes com elevadas interdepend&ecirc;ncias transnacionais e acarretaram outros desafios para a seguran&ccedil;a dos estados e dos indiv&iacute;duos, complexificando a governa&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a global. A seguran&ccedil;a n&atilde;o existe no vazio, constituindo&#8209;se a partir de um conjunto particular de discursos ou narrativas e pr&aacute;ticas hist&oacute;ricas baseadas em entendimentos institucionalmente partilhados<b><sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a></b>, sendo, assim, uma constru&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e social que privilegia determinadas ideias e determinados interesses ao inv&eacute;s de outros. Neste processo, as elites com acesso ao poder, os analistas e os investigadores acad&eacute;micos definem os principais riscos existentes num dado momento para um determinado espa&ccedil;o (nacional, regional, global) e justificam a sua validade junto da comunidade, ativando, posteriormente e quando poss&iacute;vel, os meios necess&aacute;rios &agrave; sua neutraliza&ccedil;&atilde;o. Deste modo, a afirma&ccedil;&atilde;o e a inclus&atilde;o de uma determinada vis&atilde;o securit&aacute;ria na pr&aacute;xis dos estados ou das organiza&ccedil;&otilde;es produtoras de seguran&ccedil;a tendem a ser decorrentes do poder existente num contexto. No contexto do processo de globaliza&ccedil;&atilde;o, assistiu&#8209;se &agrave; emerg&ecirc;ncia de novos riscos e amea&ccedil;as, que n&atilde;o s&atilde;o pass&iacute;veis de serem neutralizados atrav&eacute;s de um conceito de seguran&ccedil;a centrado somente no Estado, sendo inevit&aacute;vel ir al&eacute;m de uma abordagem de seguran&ccedil;a&#8209;Estado e incluir novos vetores estrat&eacute;gicos associados &agrave; seguran&ccedil;a humana. O processo de globaliza&ccedil;&atilde;o trouxe, assim, novas fun&ccedil;&otilde;es &agrave; responsabilidade do Estado, que &laquo;&agrave; tradicional fun&ccedil;&atilde;o do Estado enquanto garante da defesa do territ&oacute;rio e independ&ecirc;ncia pol&iacute;tica junta&#8209;se o dever de assegurar independ&ecirc;ncia econ&oacute;mica, identidade cultural e estabilidade social&raquo;<b><sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a></b>.</p>     <p>Nos anos 1990, com o final da Guerra Fria e o reconhecimento de uma nova ordem mundial e dos impactos do processo de globaliza&ccedil;&atilde;o, o conceito de seguran&ccedil;a evoluiu da sua tradicional conce&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico&#8209;militar, centrada no Estado, para uma vis&atilde;o mais inclusiva e hol&iacute;stica de paz e estabilidade internacional, assente na prote&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos. Apesar deste novo foco, n&atilde;o se poder&aacute; afirmar que a seguran&ccedil;a humana substituiu a seguran&ccedil;a nacional, desde logo porque se reconhece uma interdepend&ecirc;ncia entre ambas, tendo existido, sobretudo, um redirecionar do conceito de seguran&ccedil;a, em particular no alargamento da escala a que esta se gere<b><sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a></b>. A seguran&ccedil;a humana procura articular direitos humanos, desenvolvimento e seguran&ccedil;a, apresentando&#8209;se como uma emerg&ecirc;ncia institucional, com papel de destaque para a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, e evidenciando um car&aacute;ter universal e uma interdepend&ecirc;ncia entre as suas componentes: econ&oacute;mica, alimentar, sanit&aacute;ria, ambiental, pessoal, comunit&aacute;ria e pol&iacute;tica<b><sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a></b>. Este alargamento do conceito de seguran&ccedil;a implicou um reconhecimento de novos riscos e amea&ccedil;as para os quais se avolumam novos processos de securitiza&ccedil;&atilde;o, requerendo a inclus&atilde;o de novos meios como a diplomacia preventiva, a boa governa&ccedil;&atilde;o ou a defini&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de desenvolvimento humano na gest&atilde;o da seguran&ccedil;a nacional e global. No &acirc;mbito da seguran&ccedil;a humana, o vetor demográfico ganhou express&atilde;o enquanto fonte de press&atilde;o para a seguran&ccedil;a dos indiv&iacute;duos e, consequentemente, para a seguran&ccedil;a nacional<b><sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a></b>.</p>     <p>&Eacute; dentro do enquadramento supramencionado que se procura, neste artigo, analisar a presen&ccedil;a emp&iacute;rica do vetor demográfico, em particular nas suas dimens&otilde;es envelhecimento demográfico e imigra&ccedil;&atilde;o, nas estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a e defesa nacionais. A escolha destas dimens&otilde;es do vetor demográfico prende&#8209;se com a sele&ccedil;&atilde;o dos casos. Aquando da explora&ccedil;&atilde;o do tema, escolheram&#8209;se pa&iacute;ses pertencentes a um mesmo ambiente securit&aacute;rio, nomeadamente enquanto membros da NATO e da Uni&atilde;o Europeia (UE), de modo a existir, em tra&ccedil;os gerais, uma maior aproxima&ccedil;&atilde;o institucional na identifica&ccedil;&atilde;o de riscos e amea&ccedil;as, bem como estrat&eacute;gias nacionais com uma maior import&acirc;ncia relativa atribu&iacute;da &agrave; seguran&ccedil;a humana e &agrave;s quest&otilde;es demogr&aacute;ficas. Os pa&iacute;ses da UE pertencem a um macrocontexto com algumas similaridades e encontram&#8209;se na mesma fase do processo de transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica, considerando&#8209;se que, nestes pa&iacute;ses, as principais dimens&otilde;es securit&aacute;rias do vetor demográfico s&atilde;o a imigra&ccedil;&atilde;o e o envelhecimento demográfico. Ap&oacute;s uma primeira an&aacute;lise dos dados, verificou&#8209;se que os mesmos apresentavam varia&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica nas duas dimens&otilde;es do vetor demográfico em estudo. Assim, de acordo com dados disponibilizados pelo portal &laquo;PORDATA&raquo;, escolheram&#8209;se os indicadores taxa bruta de imigra&ccedil;&atilde;o e popula&ccedil;&atilde;o estrangeira em percentagem da popula&ccedil;&atilde;o residente para medir os n&iacute;veis m&eacute;dios de imigra&ccedil;&atilde;o e os indicadores de popula&ccedil;&atilde;o residente por grandes grupos et&aacute;rios e &iacute;ndice de envelhecimento para medir os n&iacute;veis m&eacute;dios de envelhecimento demográfico. Atrav&eacute;s desta an&aacute;lise e em fun&ccedil;&atilde;o das poss&iacute;veis varia&ccedil;&otilde;es, tra&ccedil;aram&#8209;se perfis distintos de pa&iacute;ses, escolhendo&#8209;se um pa&iacute;s para cada perfil&#8209;tipo.</p>     <p>Para responder &agrave; quest&atilde;o orientadora desta an&aacute;lise &ndash; &laquo;De que forma &eacute; que o vetor demográfico se constitui enquanto elemento de seguran&ccedil;a, atualmente, nas estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a e defesa nacionais?&raquo; &ndash;, o presente artigo visa tr&ecirc;s objetivos fundamentais: (1) aprofundar, atrav&eacute;s de uma abordagem compreensiva da literatura, a rela&ccedil;&atilde;o entre seguran&ccedil;a e demografia; (2) identificar os pontos comuns e distintos na perce&ccedil;&atilde;o do ambiente securit&aacute;rio envolvente, em particular no tipo de riscos e amea&ccedil;as patentes nos documentos estruturantes de seguran&ccedil;a e defesa dos quatro pa&iacute;ses; (3) avaliar, com recurso aos documentos mencionados em (2), a presen&ccedil;a do vetor demográfico, em particular do envelhecimento demográfico e da imigra&ccedil;&atilde;o, nas estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a nacional. A hip&oacute;tese a verificar &eacute; a de que a presen&ccedil;a do vetor demográfico, nas estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a nacional, est&aacute; dependente da realidade demogr&aacute;fica nacional, esperando&#8209;se que a sua presen&ccedil;a seja maior nos casos onde os pa&iacute;ses apresentam n&iacute;veis m&eacute;dios de imigra&ccedil;&atilde;o e envelhecimento demográfico mais elevados.</p>     <p>A organiza&ccedil;&atilde;o do artigo segue os objetivos tra&ccedil;ados, iniciando&#8209;se com um primeiro cap&iacute;tulo que justifica a sele&ccedil;&atilde;o dos casos em fun&ccedil;&atilde;o das microvaria&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas encontradas nas dimens&otilde;es do vetor demográfico em estudo (envelhecimento demográfico e imigra&ccedil;&atilde;o), seguindo&#8209;se um cap&iacute;tulo dedicado ao aprofundamento da rela&ccedil;&atilde;o entre seguran&ccedil;a e demografia, com especial &ecirc;nfase para a forma como envelhecimento demográfico e imigra&ccedil;&atilde;o se podem constituir enquanto amea&ccedil;as &agrave; seguran&ccedil;a dos estados e/ou dos indiv&iacute;duos. No terceiro cap&iacute;tulo, analisa&#8209;se a presen&ccedil;a do vetor demográfico nas estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a e defesa nacionais dos quatro pa&iacute;ses. Por &uacute;ltimo, apresenta&#8209;se uma conclus&atilde;o que reflete, em perspetiva comparada, sobre as estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a e defesa nacionais e a presen&ccedil;a do vetor demográfico nas mesmas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>TEND&Ecirc;NCIAS DEMOGR&Aacute;FICAS NA UE: MICROASSIMETRIAS NACIONAIS E SELE&Ccedil;&Atilde;O DOS CASOS</b></p>     <p>As popula&ccedil;&otilde;es dos v&aacute;rios pa&iacute;ses do continente europeu sofreram profundas transforma&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas ao longo do s&eacute;culo XX, com consequ&ecirc;ncias em diversas &aacute;reas societais, como o emprego, a produtividade econ&oacute;mica, o consumo, a educa&ccedil;&atilde;o, a sa&uacute;de ou a prote&ccedil;&atilde;o social. O envelhecimento demográfico da popula&ccedil;&atilde;o foi uma destas transforma&ccedil;&otilde;es, ocorrendo &agrave; medida que os pa&iacute;ses entravam na quarta fase do processo de transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica, caracterizada por taxas de mortalidade e natalidade estabilizadas e reduzidas. Assim, apesar de se ter assistido a um aumento generalizado da popula&ccedil;&atilde;o residente, os ritmos de evolu&ccedil;&atilde;o dos grupos et&aacute;rios foram desiguais. Enquanto a popula&ccedil;&atilde;o idosa, com 65 e mais anos, cresceu substancialmente, a popula&ccedil;&atilde;o jovem, com menos de 15 anos de idade, sofreu, no mesmo per&iacute;odo, um decr&eacute;scimo, tendo existido, portanto, um fen&oacute;meno de duplo envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o. Para avaliar os n&iacute;veis m&eacute;dios de envelhecimento demográfico nos pa&iacute;ses da UE escolheram&#8209;se, como indicadores, a popula&ccedil;&atilde;o residente por grandes grupos et&aacute;rios, designadamente o grupo das pessoas idosas<b><sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a></b>, para averiguar quais os pa&iacute;ses com maior percentagem de idosos, e o &iacute;ndice de envelhecimento<b><sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a></b>, constantes do <a href="#q1">quadro 1</a>. A escolha destes indicadores &eacute; justificada com o entendimento de que uma potencial amea&ccedil;a &agrave; seguran&ccedil;a econ&oacute;mica ou sanit&aacute;ria se coloca em fun&ccedil;&atilde;o do crescente envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o e, principalmente, de um desequil&iacute;brio demográfico entre popula&ccedil;&atilde;o idosa e popula&ccedil;&atilde;o jovem, medido atrav&eacute;s do &iacute;ndice de envelhecimento, calculado a partir do n&uacute;mero de pessoas idosas por cada 100 pessoas jovens, evidenciando um valor inferior a 100 menos idosos do que jovens e superior a 100 mais idosos do que jovens.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/ri/n52/n52a07q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O atual cen&aacute;rio de envelhecimento demográfico poder&aacute; implicar, no futuro, taxas de crescimento populacional ainda mais baixas ou mesmo negativas, pois a obten&ccedil;&atilde;o de saldos naturais positivos &eacute; cada vez mais dif&iacute;cil, necessitando os pa&iacute;ses da UE de saldos migrat&oacute;rios positivos para n&atilde;o perderem popula&ccedil;&atilde;o e para gerir a sustentabilidade dos diferentes modelos de Estado Social existentes no interior da Uni&atilde;o. Contudo, os dados acima mostram que os pa&iacute;ses apresentam diferentes n&iacute;veis de depend&ecirc;ncia face &agrave; popula&ccedil;&atilde;o idosa e, consequentemente, uma depend&ecirc;ncia migrat&oacute;ria vari&aacute;vel. Talvez assim se compreenda a dificuldade na reuni&atilde;o de consensos alargados entre os estados-membros no que se refere &agrave; elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas migrat&oacute;rias e de asilo comuns, pese embora os progressos conseguidos desde o primeiro programa plurianual para a justi&ccedil;a e os assuntos internos. Os programas de Tampere (1999), A Haia (2004) e Estocolmo (2009) t&ecirc;m-se revelado insuficientes, principalmente no que toca ao desenvolvimento de um sistema de migra&ccedil;&otilde;es integrado, centrando-se as respostas cooperativas no controlo de fronteiras e no combate &agrave; imigra&ccedil;&atilde;o ilegal. A harmoniza&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas migrat&oacute;rias, bem como a flexibiliza&ccedil;&atilde;o da mobilidade dos europeus dentro do seu espa&ccedil;o institucional (migra&ccedil;&otilde;es intraeuropeias) t&ecirc;m sido mat&eacute;rias em que pouco se conseguiu progredir nestes programas. Em suma, se as posi&ccedil;&otilde;es dos pa&iacute;ses, nas institui&ccedil;&otilde;es europeias, se mantiverem similares &agrave;s que se t&ecirc;m experienciado ap&oacute;s o advento da crise econ&oacute;mica e financeira, iniciada em 2007, continuar&#8209;se&#8209;&aacute; a assistir a um sistema (des)integrado no que diz respeito &agrave; pol&iacute;tica migrat&oacute;ria europeia. Sem coopera&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e com v&aacute;rias assimetrias socioecon&oacute;micas entre centro e periferia, n&atilde;o constituiria surpresa assistir&#8209;se aos estados&#8209;membros a competir, entre si, por imigrantes, ao inv&eacute;s de colaborarem para encontrar uma pol&iacute;tica de atra&ccedil;&atilde;o de imigrantes provenientes do espa&ccedil;o exterior &agrave; Uni&atilde;o<b><sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a></b>, da qual todos poderiam beneficiar. A capacidade de atra&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses pertencentes &agrave; UE, ap&oacute;s o advento da crise financeira e econ&oacute;mica, tamb&eacute;m pode estar em contra&ccedil;&atilde;o, pois existem outros pa&iacute;ses e regi&otilde;es com desempenhos macroecon&oacute;micos mais pujantes a deter a prefer&ecirc;ncia dos tradicionais movimentos Sul&#8209;Norte. No <a href="#q2">quadro 2</a> apresentam&#8209;se os indicadores taxa bruta de imigra&ccedil;&atilde;o<b><sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a></b>e popula&ccedil;&atilde;o estrangeira em percentagem da popula&ccedil;&atilde;o residente<b><sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a></b>para avaliar os n&iacute;veis m&eacute;dios de imigra&ccedil;&atilde;o existentes nos pa&iacute;ses da Uni&atilde;o<b><sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a></b>. O primeiro indicador permite aferir a tend&ecirc;ncia recente, calculando&#8209;se a partir do n&uacute;mero de imigrantes permanentes num ano civil por cada 1000 habitantes pertencentes &agrave; popula&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia residente, enquanto que o segundo indicador denota um car&aacute;ter mais estruturante, representando a popula&ccedil;&atilde;o residente estrangeira face ao total da popula&ccedil;&atilde;o residente. Considera&#8209;se que os pa&iacute;ses que apresentam valores mais elevados para estes indicadores manifestam n&iacute;veis m&eacute;dios de imigra&ccedil;&atilde;o elevados e aqueles que apresentam valores menos elevados n&iacute;veis m&eacute;dios de imigra&ccedil;&atilde;o reduzidos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/ri/n52/n52a07q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Da aprecia&ccedil;&atilde;o comparada das tabelas 1 e 2 &eacute; poss&iacute;vel distinguir quatro perfis distintos de pa&iacute;ses: (1) n&iacute;veis m&eacute;dios de imigra&ccedil;&atilde;o elevados, bem como n&iacute;veis m&eacute;dios de envelhecimento demográfico elevados; (2) n&iacute;veis m&eacute;dios de imigra&ccedil;&atilde;o elevados, mas n&iacute;veis m&eacute;dios de envelhecimento demográfico mais reduzidos; (3) n&iacute;veis m&eacute;dios de imigra&ccedil;&atilde;o reduzidos, mas n&iacute;veis m&eacute;dios de envelhecimento demográfico elevados; (4) n&iacute;veis m&eacute;dios de imigra&ccedil;&atilde;o reduzidos, bem como n&iacute;veis m&eacute;dios de envelhecimento demográfico reduzidos. Em fun&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise efetuada, procedeu&#8209;se &agrave; escolha de um pa&iacute;s para cada um destes tipos demográficos: Espanha, Irlanda, Portugal e Eslov&aacute;quia, respetivamente.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>A RELA&Ccedil;&Atilde;O ENTRE DEMOGRAFIA E SEGURAN&Ccedil;A</b></p>     <p>O entendimento do perfil de uma popula&ccedil;&atilde;o &eacute; importante para aferir o poder dos estados e a seguran&ccedil;a de uma popula&ccedil;&atilde;o, constituindo&#8209;se o vetor demográfico como um elemento fundamental para a seguran&ccedil;a global e nacional<b><sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a></b>. Ao analisar&#8209;se a rela&ccedil;&atilde;o entre popula&ccedil;&atilde;o e seguran&ccedil;a poder&#8209;se&#8209;&aacute; encontrar diferentes formas em que o vetor demográfico se manifesta, designadamente, atrav&eacute;s de desequil&iacute;brios nos ritmos de crescimento da popula&ccedil;&atilde;o, da globaliza&ccedil;&atilde;o das migra&ccedil;&otilde;es, das concentra&ccedil;&otilde;es de popula&ccedil;&atilde;o em determinados contextos urbanos e do perfil de uma popula&ccedil;&atilde;o, mais envelhecido ou mais jovem, mais ou menos assim&eacute;trico na sua composi&ccedil;&atilde;o &eacute;tnico&#8209;religiosa<b><sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a></b>. No territ&oacute;rio da UE, existem duas grandes tend&ecirc;ncias demogr&aacute;ficas que caracterizam o mundo de hoje: um crescente envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o e, simultaneamente, um acr&eacute;scimo dos fluxos migrat&oacute;rios<b><sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a></b>, ambos com relev&acirc;ncia para o estudo da rela&ccedil;&atilde;o entre demografia e seguran&ccedil;a.</p>     <p>O envelhecimento demográfico &eacute; um dos grandes fen&oacute;menos do s&eacute;culo XXI e materializa um desequil&iacute;brio na distribui&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria da popula&ccedil;&atilde;o. Apesar de se esperar um menor potencial de conflito e viol&ecirc;ncia por parte da popula&ccedil;&atilde;o mais envelhecida<b><sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a></b>, existem consequ&ecirc;ncias para as economias nacionais que podem contribuir para uma aus&ecirc;ncia de seguran&ccedil;a econ&oacute;mica, sanit&aacute;ria e social, em fun&ccedil;&atilde;o das maiores dificuldades em obter rendimentos e pens&otilde;es de reforma<b><sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a></b>, bem como dos novos desafios para os sistemas de sa&uacute;de nacionais, no sentido de garantir o acesso da popula&ccedil;&atilde;o idosa aos necess&aacute;rios cuidados de sa&uacute;de<b><sup><a href="#17">17</a></sup><a name="top17"></a></b>. Tamb&eacute;m o recrutamento militar poder&aacute; ser afetado no contexto de sociedades mais envelhecidas<b><sup><a href="#18">18</a></sup><a name="top18"></a></b>, quer em n&uacute;mero, quer ao n&iacute;vel do perfil dos profissionais associados &agrave;s for&ccedil;as armadas e &agrave;s for&ccedil;as de seguran&ccedil;a nacionais, gradualmente mais envelhecidos. O envelhecimento demográfico poder&aacute;, igualmente, afetar os padr&otilde;es de voto, em contexto democr&aacute;tico<b><sup><a href="#19">19</a></sup><a name="top19"></a></b>, e colocar novos desafios &agrave;s elites com acesso ao processo de tomada de decis&atilde;o, contribuindo, atrav&eacute;s de altera&ccedil;&otilde;es de poder econ&oacute;mico, pol&iacute;tico e militar, para uma altera&ccedil;&atilde;o no equil&iacute;brio do sistema de poder, tanto no interior dos estados como fora deles<b><sup><a href="#20">20</a></sup><a name="top20"></a></b>.</p>     <p>Uma das formas de mitigar, no curto prazo, o envelhecimento demográfico passa por garantir a exist&ecirc;ncia de elevados fluxos imigrat&oacute;rios. No entanto, se a popula&ccedil;&atilde;o imigrante n&atilde;o for integrada nas sociedades de acolhimento poder&aacute;, eventualmente, constituir-se como uma amea&ccedil;a para os estados, especialmente se for proveniente de ambientes culturais bastante dissemelhantes, pois pode minar a estabilidade social e complexificar a gest&atilde;o pol&iacute;tica de diversos sistemas societais. Para al&eacute;m dos potenciais efeitos do envelhecimento demográfico na coes&atilde;o social, em particular na solidariedade intergeracional<b><sup><a href="#21">21</a></sup><a name="top21"></a></b>e na prosperidade econ&oacute;mica, h&aacute;, ainda, que considerar a maior dificuldade em garantir saldos naturais positivos, que poder&aacute; ser compensada com saldos migrat&oacute;rios positivos, de modo a evitar o decl&iacute;nio populacional. Por&eacute;m, o n&uacute;mero de cidad&atilde;os culturalmente identificados com o pa&iacute;s recetor tende a diminuir, o que poder&aacute; acarretar conflitos de natureza religiosa ou &eacute;tnica, em fun&ccedil;&atilde;o de um esperado acr&eacute;scimo da diversidade cultural no espa&ccedil;o da Uni&atilde;o, exigindo novas respostas governativas ao n&iacute;vel das pol&iacute;ticas de integra&ccedil;&atilde;o<b><sup><a href="#22">22</a></sup><a name="top22"></a></b>. &Eacute;, tamb&eacute;m, necess&aacute;rio ponderar a pr&oacute;pria seguran&ccedil;a dos imigrantes, principalmente quando estes tentam entrar ilegalmente, tendo sido j&aacute; identificadas v&aacute;rias redes de tr&aacute;fico de pessoas e perdas de vidas humanas associadas a movimenta&ccedil;&otilde;es do Norte de &Aacute;frica para os pa&iacute;ses da Europa do Sul e, mais recentemente, associadas ao conflito da S&iacute;ria. N&atilde;o obstante, mesmo quando instalados nos pa&iacute;ses europeus, foram v&aacute;rios os relatos de trabalho ilegal, de explora&ccedil;&atilde;o no trabalho, de inser&ccedil;&atilde;o em redes de prostitui&ccedil;&atilde;o ou de tr&aacute;fico de &oacute;rg&atilde;os<b><sup><a href="#23">23</a></sup><a name="top23"></a></b>. Para benef&iacute;cio dos cidad&atilde;os imigrantes e das pr&oacute;prias comunidades recetoras, h&aacute; que evitar as situa&ccedil;&otilde;es de marginaliza&ccedil;&atilde;o e de discrimina&ccedil;&atilde;o, fen&oacute;menos que, em contextos urbanos, podem criar situa&ccedil;&otilde;es de guetiza&ccedil;&atilde;o ou disrup&ccedil;&atilde;o sociais, constituindo&#8209;se enquanto amea&ccedil;a &agrave; estabilidade social. Ao garantir a seguran&ccedil;a econ&oacute;mica e social destes indiv&iacute;duos, est&aacute;&#8209;se a potenciar uma maior integra&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o imigrante nas comunidades recetoras e a diminuir a zona de exclus&atilde;o socioecon&oacute;mica, incentivando&#8209;os a n&atilde;o cometerem pr&aacute;ticas criminosas.</p>     <p>Numa perspetiva de seguran&ccedil;a interna, ap&oacute;s o Acordo de Schengen e a Conven&ccedil;&atilde;o de Dublin, passou a ser importante refletir, no espa&ccedil;o comunit&aacute;rio, sobre a liga&ccedil;&atilde;o entre imigra&ccedil;&atilde;o, terrorismo, crimes internacionais e controlo de fronteiras<b><sup><a href="#24">24</a></sup><a name="top24"></a></b>. A situa&ccedil;&atilde;o atual da UE, face aos atentados de Paris, pode trazer uma rea&ccedil;&atilde;o similar ao que aconteceu nos Estados Unidos ap&oacute;s o 11 de Setembro, momento a partir do qual a imigra&ccedil;&atilde;o passou a constar da agenda antiterrorismo. Sendo a liberdade um dos valores fundamentais das sociedades europeias, n&atilde;o se dever&aacute; restringir, em demasia e em prol do garante da seguran&ccedil;a, a liberdade dos indiv&iacute;duos, designadamente a liberdade religiosa. O debate entre seguran&ccedil;a e liberdade &eacute; um debate hist&oacute;rico na filosofia pol&iacute;tica, passando, neste contexto, pelo refor&ccedil;o da distin&ccedil;&atilde;o entre terrorismo e religi&atilde;o. Caso n&atilde;o aconte&ccedil;a, poder&#8209;se&#8209;&aacute; assumir que qualquer mu&ccedil;ulmano &eacute; um potencial terrorista, o que poderia originar uma islamofobia no continente europeu. A a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e o papel dos <i>media</i> s&atilde;o elementos centrais na desconstru&ccedil;&atilde;o destas associa&ccedil;&otilde;es entre imigra&ccedil;&atilde;o-terrorismo e imigra&ccedil;&atilde;o&#8209;criminalidade, fomentando assim um clima de maior toler&acirc;ncia e aceita&ccedil;&atilde;o por parte das comunidades recetoras.</p>     <p>Um aumento substancial de imigrantes, como necessitam os estados&#8209;membros, carece de pol&iacute;ticas de integra&ccedil;&atilde;o eficazes, de modo a evitar conflitos internos e a n&atilde;o enfraquecer a coes&atilde;o social. A abordagem estrat&eacute;gica &agrave;s pol&iacute;ticas de integra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se deve focar somente na atribui&ccedil;&atilde;o de cidadania e nos imigrantes de longa dura&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m nos enquadramentos pol&iacute;ticos e jur&iacute;dicos dos imigrantes de curto e m&eacute;dio prazo. H&aacute; uma mudan&ccedil;a de paradigma, decorrente de uma maior mobilidade e de diferentes perce&ccedil;&otilde;es culturais, algo que os governos, e a pr&oacute;pria Uni&atilde;o, dever&atilde;o ter em conta na redefini&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas de integra&ccedil;&atilde;o<b><sup><a href="#25">25</a></sup><a name="top25"></a></b>. O aumento dos fluxos imigrat&oacute;rios deve fazer com que os estados fomentem e flexibilizem as suas pol&iacute;ticas de integra&ccedil;&atilde;o, evitando um discurso nacionalista, que se refor&ccedil;ou nos &uacute;ltimos anos, em alguns partidos populistas nacionais, fruto de uma realidade macroecon&oacute;mica desfavor&aacute;vel, de um eleitorado nacional descontente e de uma gest&atilde;o pol&iacute;tica mais conservadora no tratamento das quest&otilde;es migrat&oacute;rias<b><sup><a href="#26">26</a></sup><a name="top26"></a></b>. A ascens&atilde;o dos partidos de direita com narrativas populistas pode representar uma altera&ccedil;&atilde;o na estrutura de poder nacional, potenciando a forma&ccedil;&atilde;o de movimentos sociais com franjas radicais, que poder&atilde;o desenvolver atos terroristas ou contribuir para o recrutamento jihadista, encontrando a legitimidade dos mesmos nos movimentos sociais decorrentes dessa altera&ccedil;&atilde;o no sistema de poder<b><sup><a href="#27">27</a></sup><a name="top27"></a></b>. Esta constata&ccedil;&atilde;o remete para a import&acirc;ncia de considerar os efeitos de <i>feedback</i>, em particular quando se abordam as amea&ccedil;as e os riscos com origem demogr&aacute;fica colocados &agrave; seguran&ccedil;a dos pa&iacute;ses, pois parece existir uma interdepend&ecirc;ncia entre algumas delas, sendo o vetor demográfico um acelerador de outros riscos<b><sup><a href="#28">28</a></sup><a name="top28"></a></b>. Basta atentar nos determinantes das migra&ccedil;&otilde;es<b><sup><a href="#29">29</a></sup><a name="top29"></a></b>para se poder concluir que, em muitos casos, estas derivam de situa&ccedil;&otilde;es de inseguran&ccedil;a em diferentes &aacute;reas (econ&oacute;mica, pol&iacute;tica, social ou ambiental) no pa&iacute;s ou regi&atilde;o de origem<b><sup><a href="#30">30</a></sup><a name="top30"></a></b>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A PRESEN&Ccedil;A DO VETOR DEMOgráfico NAS ESTRAT&Eacute;GIAS DE SEGURAN&Ccedil;A E DEFESA NACIONAIS</b></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a do vetor demográfico nas estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a e defesa nacionais teve por base a an&aacute;lise dos documentos &laquo;Estrategia de Seguridad Nacional: un proyecto compartido, 2013&raquo; (Espanha), &laquo;White Paper on Defence 2015&raquo; (Irlanda), &laquo;Conceito Estrat&eacute;gico de Defesa Nacional 2013&raquo;<b><sup><a href="#31">31</a></sup><a name="top31"></a></b>(Portugal) e &laquo;White Paper on Defence of the Slovak Republic 2013&raquo;<b><sup><a href="#32">32</a></sup><a name="top32"></a></b> (Eslov&aacute;quia), entendidos como estruturantes da pol&iacute;tica de seguran&ccedil;a e defesa nacional nos quatro pa&iacute;ses. Ao analisar&#8209;se as estrat&eacute;gias nacionais de seguran&ccedil;a e defesa, &eacute; poss&iacute;vel identificar as principais amea&ccedil;as que se colocam aos interesses e objetivos pol&iacute;ticos dos estados em estudo, n&atilde;o se pretendendo uma caracteriza&ccedil;&atilde;o ou compara&ccedil;&atilde;o do ambiente securit&aacute;rio global, mas sim dos riscos e amea&ccedil;as que se colocam &agrave; seguran&ccedil;a nacional. No caso espanhol, existe uma abordagem mais integrada das diferentes escalas dos riscos e das amea&ccedil;as, ao contr&aacute;rio dos restantes pa&iacute;ses, que tendem a evidenciar uma maior separa&ccedil;&atilde;o entre a dimens&atilde;o global e nacional. Ainda assim, &eacute; poss&iacute;vel identificar uma tend&ecirc;ncia globalizante no entendimento do macroambiente securit&aacute;rio, registando&#8209;se, no <a href="#q3">quadro 3</a>, v&aacute;rios pontos comuns no conjunto dos riscos e das amea&ccedil;as reconhecidas nas estrat&eacute;gias nacionais destes quatro pa&iacute;ses, destacando-se, enquanto principais riscos e amea&ccedil;as comuns, o terrorismo, a criminalidade organizada, a cibercriminalidade e os desastres naturais.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q3"></a> <img src="/img/revistas/ri/n52/n52a07q3.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>No que diz respeito &agrave; presen&ccedil;a do vetor demográfico nas estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a e defesa nacionais, verificam&#8209;se acentuadas diferen&ccedil;as entre os pa&iacute;ses, tendo em considera&ccedil;&atilde;o os documentos supramencionados:</p> <ul>       <li>No caso espanhol, refere&#8209;se a relev&acirc;ncia dos desequil&iacute;brios demográficos enquanto fator potenciador ou agravante para alguns dos riscos e das amea&ccedil;as consideradas, bem como a import&acirc;ncia do crescimento da popula&ccedil;&atilde;o hisp&acirc;nica, nos Estados Unidos, para a gest&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es Espanha&#8209;Estados Unidos. Se a quest&atilde;o do envelhecimento demográfico nunca &eacute; mencionada, o mesmo n&atilde;o se poder&aacute; afirmar em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s migra&ccedil;&otilde;es, na medida em que os fluxos migrat&oacute;rios irregulares s&atilde;o percecionados como um dos principais riscos para a seguran&ccedil;a nacional, apesar de se assinalar um decr&eacute;scimo nos n&iacute;veis m&eacute;dios de imigra&ccedil;&atilde;o em Espanha. Ainda assim, n&atilde;o se poder&aacute; descurar o controlo fronteiri&ccedil;o e o combate da imigra&ccedil;&atilde;o ilegal, bem como alguns potenciais focos de tens&atilde;o no interior do pa&iacute;s, principalmente em fun&ccedil;&atilde;o do recente cen&aacute;rio de crise socioecon&oacute;mica, que pode fomentar uma maior rejei&ccedil;&atilde;o da comunidade local face aos imigrantes, s&oacute; contornada por uma interven&ccedil;&atilde;o forte dos intervenientes pol&iacute;ticos sobre os impactos positivos da imigra&ccedil;&atilde;o. Em suma, dever&aacute; manter&#8209;se uma preocupa&ccedil;&atilde;o com a integra&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o imigrante no pa&iacute;s, a fim de promover a coes&atilde;o social e evitar a exclus&atilde;o social, a explora&ccedil;&atilde;o laboral, a guetiza&ccedil;&atilde;o urbana, a participa&ccedil;&atilde;o em atividades criminosas ou a radicaliza&ccedil;&atilde;o religiosa.</li>       <li>Para o caso irland&ecirc;s, uma primeira men&ccedil;&atilde;o de cariz demográfico &eacute; elaborada aquando do tratamento das altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas como uma tend&ecirc;ncia global com impacto nos ritmos de crescimento populacional e nos fluxos migrat&oacute;rios, tal como &eacute; referido para o impacto dos conflitos nos fluxos migrat&oacute;rios e de refugiados. N&atilde;o obstante, tamb&eacute;m se considera as migra&ccedil;&otilde;es como uma das grandes dimens&otilde;es a ter em conta na caracteriza&ccedil;&atilde;o do ambiente securit&aacute;rio global, aludindo &agrave; tradi&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica do pa&iacute;s no que concerne os fluxos imigrat&oacute;rios e emigrat&oacute;rios. Do ponto de vista securit&aacute;rio, destaca&#8209;se o necess&aacute;rio combate &agrave;s redes de tr&aacute;fico ilegais.</li>       <li>Em Portugal, o &laquo;Conceito Estrat&eacute;gico de Defesa Nacional 2013&raquo; apresenta as quest&otilde;es demogr&aacute;ficas em diferentes n&iacute;veis. Em termos globais, ao abordar&#8209;se o contexto de seguran&ccedil;a da UE, refere&#8209;se o envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o como um dos problemas que podem prejudicar a estabilidade regional, apontando&#8209;se, tamb&eacute;m, a press&atilde;o demogr&aacute;fica na regi&atilde;o do Magrebe para um poss&iacute;vel cen&aacute;rio de conflitualidade. Tamb&eacute;m a interdepend&ecirc;ncia das migra&ccedil;&otilde;es com outros riscos e amea&ccedil;as globais &eacute; aflorada, designadamente o impacto das cat&aacute;strofes naturais nas migra&ccedil;&otilde;es em massa ou as redes de imigra&ccedil;&atilde;o clandestina como uma das principais &aacute;reas do crime organizado. &Eacute; tamb&eacute;m mencionado o contributo das comunidades emigrantes enquanto elemento multiplicador do potencial estrat&eacute;gico do Estado portugu&ecirc;s, constituindo&#8209;se, assim, como um ativo nacional. Face &agrave; hist&oacute;rica emigra&ccedil;&atilde;o portuguesa, &eacute; sugerido, no &acirc;mbito da pol&iacute;tica externa nacional, o acentuar das rela&ccedil;&otilde;es com estados onde exista uma forte presen&ccedil;a das comunidades portuguesas, ao mesmo tempo que se prop&otilde;e o acentuar das rela&ccedil;&otilde;es com os pa&iacute;ses de origem das principais comunidades imigrantes residentes em Portugal. Por &uacute;ltimo, identifica&#8209;se o envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o como uma das principais vulnerabilidades nacionais, incentivando-se a renova&ccedil;&atilde;o de gera&ccedil;&otilde;es e a gest&atilde;o do envelhecimento no pa&iacute;s, desde logo porque o cen&aacute;rio de envelhecimento demográfico pode limitar o crescimento econ&oacute;mico, o que tornar&aacute; mais dif&iacute;cil a capacidade do pa&iacute;s para atrair imigrantes. Devem, assim, ser tomadas medidas que promovam a natalidade e a fixa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o, a consolida&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas de integra&ccedil;&atilde;o de imigrantes, a preven&ccedil;&atilde;o da radicaliza&ccedil;&atilde;o e da xenofobia, a coes&atilde;o social e a coes&atilde;o nacional face ao envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o.</li>       <li>Ao n&iacute;vel do ambiente securit&aacute;rio global, a estrat&eacute;gia nacional da Eslov&aacute;quia identifica os fluxos migrat&oacute;rios descontrolados e as exig&ecirc;ncias da crescente concentra&ccedil;&atilde;o populacional, em contextos urbanos, como poss&iacute;veis amea&ccedil;as. Aquando da defini&ccedil;&atilde;o dos riscos e amea&ccedil;as que se colocam &agrave; seguran&ccedil;a nacional do pa&iacute;s, tamb&eacute;m s&atilde;o efetuadas algumas considera&ccedil;&otilde;es, nomeadamente o potencial contributo dos conflitos regionais nas &aacute;reas dos Balc&atilde;s, da Europa do Leste, do M&eacute;dio Oriente e do Norte de &Aacute;frica para uma escalada dos fluxos migrat&oacute;rios ilegais. O impacto das desigualdades socioecon&oacute;micas e as assimetrias na distribui&ccedil;&atilde;o de recursos, articulados com um crescimento demográfico desigual de diferentes grupos &eacute;tnicos, podem constituir&#8209;se como causas do potencial agravamento da tens&atilde;o social e do descontentamento de determinados grupos da popula&ccedil;&atilde;o. Por &uacute;ltimo, alude&#8209;se ao envelhecimento dos profissionais das for&ccedil;as armadas, advertindo para a necessidade de novas pol&iacute;ticas que potenciem o seu rejuvenescimento.</li>     </ul>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></p>     <p>Ao mesmo tempo que a UE sofria sucessivos alargamentos, a sua popula&ccedil;&atilde;o ia envelhecendo, estando j&aacute; alguns pa&iacute;ses numa fase de perda de popula&ccedil;&atilde;o. Neste contexto, o envelhecimento demográfico representa uma acrescida depend&ecirc;ncia migrat&oacute;ria para os pa&iacute;ses da Uni&atilde;o, por&eacute;m dissemelhante entre os mesmos. Assiste&#8209;se, neste momento, a um espa&ccedil;o (des)integrado europeu no que toca &agrave; pol&iacute;tica migrat&oacute;ria e &agrave;s pol&iacute;ticas de integra&ccedil;&atilde;o, criando mais um foco de atrito no interior da UE. Tanto o envelhecimento demográfico como a imigra&ccedil;&atilde;o podem materializar a presen&ccedil;a do vetor demográfico nas estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a e defesa nacionais, ganhando maior relev&acirc;ncia nos tempos recentes, em fun&ccedil;&atilde;o de uma grave crise econ&oacute;mica e da crescente amea&ccedil;a terrorista existente na maioria dos estados&#8209;membros da Uni&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao analisar&#8209;se as estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a e defesa de Espanha, Irlanda, Portugal e Eslov&aacute;quia, ficou evidente uma presen&ccedil;a distinta do vetor demográfico nas mesmas. No caso das migra&ccedil;&otilde;es, poder&#8209;se&#8209;&aacute; entender que a sua dimens&atilde;o transnacional acrescenta complexidade &agrave; gest&atilde;o securit&aacute;ria, tendendo a mesma para acontecer numa escala transnacional e n&atilde;o nacional. &Eacute;, tamb&eacute;m, poss&iacute;vel concluir&#8209;se que as rela&ccedil;&otilde;es entre seguran&ccedil;a e demografia, patentes na literatura, ficam, parcialmente, evidenciadas empiricamente nas perspetivas institucionais securit&aacute;rias dos diferentes pa&iacute;ses. Todavia, n&atilde;o deixa de causar admira&ccedil;&atilde;o o pouco espa&ccedil;o relativo concedido &agrave;s quest&otilde;es demogr&aacute;ficas no caso irland&ecirc;s, podendo falar&#8209;se numa estrat&eacute;gia securit&aacute;ria sem vetor demográfico. A explica&ccedil;&atilde;o poder&aacute; residir no perfil dos seus imigrantes, pois apesar dos elevados fluxos imigrat&oacute;rios, estes n&atilde;o contemplam varia&ccedil;&otilde;es &eacute;tnico&#8209;culturais significativas, facilitando a sua integra&ccedil;&atilde;o na comunidade recetora. Em sentido contr&aacute;rio, Portugal, com um documento mais reduzido, apresenta uma ampla articula&ccedil;&atilde;o das din&acirc;micas demogr&aacute;ficas com diversas dimens&otilde;es securit&aacute;rias, destacando&#8209;se, tal como seria de esperar em fun&ccedil;&atilde;o do duplo envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, a presen&ccedil;a do envelhecimento demográfico como uma das principais vulnerabilidades nacionais. A Eslov&aacute;quia exibe uma estrat&eacute;gia nacional onde os riscos e as amea&ccedil;as &agrave; seguran&ccedil;a nacional se fundem com os riscos e amea&ccedil;as colocados &agrave; regi&atilde;o euro&#8209;atl&acirc;ntica. S&oacute; pontualmente s&atilde;o apontadas as especificidades nacionais, existindo alguma articula&ccedil;&atilde;o da quest&atilde;o migrat&oacute;ria com os riscos e as amea&ccedil;as que podem colocar em causa a seguran&ccedil;a nacional, al&eacute;m de destacar o envelhecimento dos profissionais das for&ccedil;as armadas como uma potencial limita&ccedil;&atilde;o, a m&eacute;dio&#8209;longo prazo, para a execu&ccedil;&atilde;o da sua estrat&eacute;gia de seguran&ccedil;a e defesa. No caso espanhol, a quest&atilde;o migrat&oacute;ria &eacute; entendida como um dos principais riscos para a seguran&ccedil;a nacional, estranhando&#8209;se, contudo, a inexist&ecirc;ncia de qualquer refer&ecirc;ncia ao envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o espanhola no documento, principalmente considerando o destaque concedido a mat&eacute;rias de seguran&ccedil;a econ&oacute;mica na sua estrat&eacute;gia, cujas solu&ccedil;&otilde;es deveriam considerar o perfil da popula&ccedil;&atilde;o espanhola, designadamente o seu envelhecimento demográfico.</p>     <p>Em suma, os resultados comprovam a import&acirc;ncia da demografia para a seguran&ccedil;a e demonstram uma tend&ecirc;ncia crescente de securitiza&ccedil;&atilde;o do vetor demográfico, apesar da mesma ainda carecer de um maior desenvolvimento em futuras revis&otilde;es &agrave;s estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a e defesa. Para este desenvolvimento poder&aacute; contribuir uma vis&atilde;o mais alargada da seguran&ccedil;a, ainda menos centrada na tradicional abordagem pol&iacute;tico-militar e mais aberta para a inclus&atilde;o de din&acirc;micas associadas &agrave; seguran&ccedil;a humana, que exigir&aacute; uma maior valoriza&ccedil;&atilde;o do vetor demográfico. O maior espa&ccedil;o relativo concedido ao vetor demográfico acontece nas estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a e defesa onde existe uma maior explora&ccedil;&atilde;o qualitativa das din&acirc;micas da seguran&ccedil;a humana, designadamente nas de Espanha e Portugal, existindo uma menor relev&acirc;ncia nas estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a e defesa da Irlanda e da Eslov&aacute;quia, o que valida, ainda que de forma parcial, a hip&oacute;tese de partida. No entanto, esta constata&ccedil;&atilde;o n&atilde;o permite inferir que o perfil demográfico nacional &eacute; determinante, ou o seu fator de impacto, para a presen&ccedil;a do vetor demográfico nas estrat&eacute;gias nacionais, apontando para a necessidade de maior investiga&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica entre a realidade demogr&aacute;fica nacional e a presen&ccedil;a do vetor demográfico nas estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a e defesa. N&atilde;o obstante, &eacute; importante entender que, em fun&ccedil;&atilde;o da transnacionaliza&ccedil;&atilde;o dos principais riscos e amea&ccedil;as, a gest&atilde;o da seguran&ccedil;a ganhou uma dimens&atilde;o mais global. Assim, os estados nacionais tornam&#8209;se coprodutores de seguran&ccedil;a global, podendo, neste sentido, secundarizar alguns fatores internos, que n&atilde;o sejam percecionados como uma amea&ccedil;a imediata ou como um risco de curto&#8209;m&eacute;dio prazo para a sua seguran&ccedil;a e defesa nacionais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>APT, Wenke &ndash; <i>Germany&rsquo;s New Security Demographics. Military Recruitment in the Era of Population Aging</i>. Demographic Research Monographs, Springer Dordrecht, 2014.</p>     <p>Black, Richard, <i>et al.</i> &ndash; &laquo;The effect of environmental change on human migration&raquo;. In <i>Global Environmental Change</i>. Vol. 21S, 2001, pp. S3-S11.</p>     <p>Bond, John, <i>et al.</i> (eds.) &ndash; <i>Ageing in Society: European Perspectives on Gerontology</i>. Londres: SAGE Publications Ltd., 2014.</p>     <p>Borges, Jo&atilde;o Vieira, e Rodrigues, Teresa Ferreira (coord.) &ndash; <i>Amea&ccedil;as e Riscos Transnacionais no Novo Mundo Global</i>. Porto: Fronteira do Caos Editores, 2016.</p>     <p>Burgess, J. Peter, e Gutwirth, Serge (eds.) &ndash; <i>A Threat Against Europe? Security, Migration and Integration</i>. Bruxelas: Institute for European Studies, 2011.</p>     <p>Buzan, Barry, e Hansen, Lene &ndash; <i>The Evolution of International Security Studies</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 2009.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Buzan, Barry, e Waever, Ole (eds.) &ndash; <i>Regions and Powers. The Structure of International Security</i>. Cambridge: Cambridge University Press, 2003.</p>     <p>Castles, Stephen &ndash; &laquo;Understanding global migration: a social transformation perspective&raquo;. In <i>Journal of Ethnic and Migration Studies</i>. Vol. 36, N.&ordm; 10, 2010, pp. 1565-1586.</p>     <p>Christensen, Kaare, <i>et al.</i> &ndash; &laquo;Ageing populations: the challenges ahead&raquo;. In <i>The Lancet</i>. Vol. 374, N.&ordm; 9696, 2009, pp. 1196--1208.</p>     <p>Cincotta, Richard P. &ndash; <i>Demographic Security Comes of Age, Commentary &ndash; The Next Steps for Environment, Population, and Security</i>. ECSP Report, Issue 10, 2004.</p>     <p>Cincotta, Richard P., Engelman, Robert, e Anastasion, Daniele &ndash; <i>The Security Demographic: Population and Civil Conflict after the Cold War</i>. Washington, DC: Population Action, 2003.</p>     <p>Collett, Elizabeth &ndash; <i>Future EU Policy Development on Immigration and Asylum: Understanding the Challenge</i>. Bruxelas: Migration Policy Institute Europe, 2014.</p>     <p>Collet, Elizabeth, e Munz, Rainer &ndash; <i>The Future of European Migration: Policy Options for the European Union and its Member States</i>. Genebra: International Organization for Migration, 2010.</p>     <p>Duarte, Felipe Path&eacute; &ndash; &laquo;O islamismo como ideologia pol&iacute;tica de car&aacute;cter secular&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 45, 2015.</p>     <p>Estevens, Jo&atilde;o &ndash; <i>&laquo;Este Pa&iacute;s n&atilde;o &Eacute; para Novos&raquo;: Realidades Demogr&aacute;ficas e Reconfigura&ccedil;&otilde;es Pol&iacute;ticas na Primavera &Aacute;rabe. Lisboa</i>: IPRI Working paper n. 50, 2013.</p>     <p>Estevens, Jo&atilde;o &ndash; <i>Envelhecimento e Despesa em Sa&uacute;de: O Caso Portugu&ecirc;s (1970-2014)</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado apresentada na Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, 2015.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>European Commission &ndash; <i>The 2015 Ageing Report. Underlying Assumptions and Projection Methodologies</i>. Bruxelas: European Commission &ndash; Directorate-General for Economic and Financial Affairs, 2014.</p>     <p>Galasso, Vincenzo &ndash; <i>The Political Future of Social Security in Aging Societies</i>. Londres: MIT Press, 2008.</p>     <p>Goldstone, Jack A. &ndash; &laquo;Population and security: how demographic change can lead to violent conflict&raquo;. In <i>Journal of International Affairs</i>. Vol. 56, N.&ordm; 1, 2002, pp. 3-22.</p>     <p>Goldstone, Jack A., Kaufmann, Eric P., e Toft, Monica Duffy (eds.) &ndash; <i>Political Demography: How Population Changes are Reshaping International Security and National Politics</i>. Nova York: Oxford University Press, 2012.</p>     <p>Government of Ireland &ndash; &laquo;White Paper on Defence 2015&raquo;. (Consultado em: 30 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.defence.ie/WebSite.nsf/WP2015E" target="_blank">http://www.defence.ie/WebSite.nsf/WP2015E</a>.</p>     <p>Government of the Slovak Republic &ndash; &laquo;White Paper on Defence of the Slovak Republic 2013&raquo;. (Consultado em: 30 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.mosr.sk/white-paper-on-defence-of-the-slovak-republic/" target="_blank">https://www.mosr.sk/white-paper-on-defence-of-the-slovak-republic/</a>.</p>     <p>Governo de Portugal &ndash; &laquo;Conceito Estrat&eacute;gico de Defesa Nacional, 2013&raquo;. (Consultado em: 30 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.defesa.pt/Documents/20130405_CM_CEDN.pdf" target="_blank">https://www.defesa.pt/Documents/20130405_CM_CEDN.pdf</a>.</p>     <p>Graham, David T., e Poku, Nana K. (eds.) &ndash; <i>Migration, Globalisation and Human Security</i>. Londres-Nova York: Routledge, 2000.</p>     <p>Huymans, Jef &ndash; &laquo;The European Union and the securitization of migration&raquo;. In <i>Journal of Common Market Studies</i>. Vol. 38, N.&ordm; 5, 2000, pp. 751-777.</p>     <p>Kaufmann, Eric P., Skirbekk, Vegard, e Goujon, Anne &ndash; &laquo;The end of secularization in Europe? A socio-demographic perspective&raquo;. In <i>Sociology of Religion</i>. Vol. 73, N.&ordm; 1, 2012, pp. 69-91.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Leuprecht, Christian &ndash; <i>Defending Democracy and Securing Diversity</i>. Londres: Routledge, 2010.</p>     <p>Leuprecht, Christian &ndash; &laquo;International security strategy and global population aging&raquo;. In <i>Journal of Strategic Security</i>. Vol. iii, N.&ordm; 4, 2010, pp. 27-48.</p>     <p>Leuprecht, Christian, e Goldstone, Jack &ndash; &laquo;Political demography, e-international relations&raquo;, 2013. (Consultado em: 13 de abril de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.e-ir.info/2013/02/23/political-demography/" target="_blank">http://www.e-ir.info/2013/02/23/political-demography/</a>.</p>     <p>Lindley-French, Julian &ndash; &laquo;The revolution in security affairs: hard and soft security dynamics in the 21<sup>st </sup>century&raquo;. In <i>European Security</i>. Vol. 13, N.&ordm; 1-2, pp. 1-5 . Miles, Robert, e Thranhardt, Dietricht (eds.) &ndash; <i>Migration and European Integration: The Dynamics of Inclusion and Exclusion</i>. Londres: Pinter Publishers, 1995.</p>     <p>Nye, Joseph S. &ndash; &laquo;Soft power&raquo;. In <i>Foreign Policy</i>. N.&ordm; 80, 1990, pp. 153-171.</p>     <p>Papademetriou, Demetrios &ndash; &laquo;Migration meets slow growth&raquo;. In <i>Finance &amp; Development</i>. Vol. 49, N.&ordm; 3, 2012, pp. 18-22.</p>     <p>Papademetriou, Demetrios &ndash; <i>Rethinking National Identity in the Age of Migration</i>. Washington, DC: Migration Policy Institute, 2012.</p>     <p>PresidenciadelGobierno &ndash; &laquo;Estrategia de Seguridad Nacional: un proyecto compartido, 2013&raquo;. (Consultado em: 30 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.lamoncloa.gob.es/documents/seguridad_1406connavegacionfinalaccesiblebpdf.pdf" target="_blank">http://www.lamoncloa.gob.es/documents/seguridad_1406connavegacionfinalaccesiblebpdf.pdf</a>.</p>     <p>Rodrigues, Teresa, P&eacute;rez, Rafael Garc&iacute;a, e Ferreira, Susana de Sousa (eds.) &ndash; <i>Globalization and International Security. An Overview</i>. Nova York: Nova Science Publishers, 2015.</p>     <p>Rodrigues, Teresa Ferreira &ndash; <i>Din&acirc;micas Migrat&oacute;rias e Riscos de Seguran&ccedil;a em Portugal</i>. IDN Cadernos N.&ordm; 2. Lisboa: Instituto de Defesa Nacional, 2010.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Rodrigues, Teresa Ferreira, e Martins, Maria do Ros&aacute;rio de Oliveira (coord.) &ndash; <i>Envelhecimento e Sa&uacute;de. Prioridades Pol&iacute;ticas num Portugal em Mudan&ccedil;a</i>. Lisboa: Instituto Hidrográfico, 2014.</p>     <p>Rodrigues, Teresa Ferreira, e Xavier, Ana Isabel &ndash; &laquo;Reconcetualizar a seguran&ccedil;a e a defesa nacional: o futuro e a import&acirc;ncia do factor demográfico&raquo;. In <i>Revista de Ci&ecirc;ncias Militares</i>. Vol. 1, N.&ordm; 1, 2013, pp. 49-70.</p>     <p>Sarmento, Cristina Montalv&atilde;o &ndash; <i>Pol&iacute;tica &amp; Seguran&ccedil;a, Novas Configura&ccedil;&otilde;es do Poder</i>. Lisboa: CHC-UNL, ICPOL-ISCPSI, 2009.</p>     <p>Savage, Timothy M. &ndash; &laquo;Europe and Islam: crescent waxing, cultures clashing&raquo;. In <i>Washington Quarterly</i>. Vol. 27, N.&ordm; 3, 2004, pp. 25-50.</p>     <p>Scholte, Jan Aart &ndash; <i>Globalization: A Critical Introduction</i>. Nova York: Palgrave Macmillan, 2005.</p>     <p>Sciubba, Jennifer Dabbs &ndash; <i>The Future Faces of War. Population and National Security</i>. Oxford: Praeger, 2011</p>     <p>Simkov&aacute;, Martina &ndash; &laquo;Impact of population aging on military and security policy&raquo;. In <i>Central European Journal of Public Policy</i>. Vol. 8, N.&ordm; 2, 2014, pp. 100-116.</p>     <p>Stam, Christiaan &ndash; &laquo;Knowledge and the ageing employee: a research agenda&raquo;.European Conference on Intellectual Capital, Holland Univ Appl Sci, Haarlem, Pa&iacute;ses Baixos, 2009, pp. 435-441.</p>     <p>Tragaki, Alexandra &ndash; &laquo;Demography and migration as human security factors: the case of South Eastern Europe&raquo;. In <i>Migration Letters</i>. Vol. 4, N.&ordm; 2, 2007, pp. 103-118.</p>     <p>Tragaki, Alexandra &ndash; &laquo;Demography and security, a complex nexus: the case of the Balkans&raquo;. In <i>Southeast European and Black Sea Studies</i>. Vol. 11, N.&ordm; 4, 2011, pp. 435-450.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>UNDP &ndash; United Nations Development Programme &ndash; <i>Human Development Report 1994</i>. Nova York, 1994.</p>     <p>Urdal, Henrik &ndash; &laquo;People <i>vs </i>Mathus: population pressure, environmental degradation, and armed conflict revisited&raquo;. In <i>Journal of Peace Research</i>. Vol. 42, N.&ordm; 4, 2005, pp. 417-434.</p>     <p>Weiner, Myron, e Russell, Sharon Stanton (eds.) &ndash; <i>Demography and National Security</i>. Nova York-Oxford: Berghahn Books, 2011.</p>     <p>WHO &ndash; <i>Global Health and Aging</i>. Genebra: National Institute on Aging, National Institutes of Health e World Health Organization, 2011.</p>     <p>World Economic Forum &ndash; <i>Global Population Ageing: Peril or Promise?</i>. Genebra: World Economic Forum, 2012.</p>     <p>Xavier, Ana Isabel &ndash; <i>A Uni&atilde;o Europeia e a Seguran&ccedil;a Humana: Um Actor de Gest&atilde;o de Crises em Busca de Uma Cultura Estrat&eacute;gica? An&aacute;lise e Considera&ccedil;&otilde;es Prospectivas</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de doutoramento apresentada na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, 2010.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Data de rece&ccedil;&atilde;o: 20 de junho de 2016 | Data de aprova&ccedil;&atilde;o: 13 de outubro de 2016 </i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup>Sarmento, Cristina Montalv&atilde;o &ndash; <i>Pol&iacute;tica &amp; Seguran&ccedil;a, Novas Configura&ccedil;&otilde;es do Poder</i>. Lisboa: CHC-UNL,ICPOL-ISCPSI, 2009, p. 63.</p>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup>Rodrigues, Teresa Ferreira &ndash; <i>Din&acirc;micas Migrat&oacute;rias e Riscos de Seguran&ccedil;a em Portugal</i>. IDN Cadernos N.&ordm; 2. Lisboa: Instituto de Defesa Nacional, 2010, p. 16.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup>Rodrigues, Teresa Ferreira, e Xavier, Ana Isabel &ndash; &laquo;Reconcetualizar a seguran&ccedil;a e a defesa nacional: o futuro e a import&acirc;ncia do factor demográfico&raquo;. In <i>Revista de Ci&ecirc;ncias Militares</i>. Vol. 1, N.&ordm; 1, 2013, pp. 50 e 53.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup>Cf. UNDP &ndash; United Nations Development Programme&ndash; <i>Human Development Report 1994</i>. Nova York, 1994.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup>Tragaki, Alexandra &ndash; &laquo;Demography and migration as human security factors: the case of South Eastern Europe&raquo;. In <i>Migration Letters</i>. Vol. 4, N.&ordm; 2, 2007, p. 104; Rodrigues, Teresa Ferreira, e Xavier, Ana Isabel &ndash; &laquo;Reconcetualizar a seguran&ccedil;a e a defesa nacional&raquo;, p. 56.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup>A f&oacute;rmula utilizada para o c&aacute;lculo da popula&ccedil;&atilde;o residente por grandes grupos (idosos) foi: (popula&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia residente com 65 e mais anos / total da popula&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia residente) * 100.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup>A f&oacute;rmula utilizada para o c&aacute;lculo do &iacute;ndice de envelhecimento foi: (popula&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia residente com 65 e mais anos / popula&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia residente com menos de 15 anos) * 100.</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup>Collet, Elizabeth, e Munz, Rainer &ndash; <i>The Future of European Migration: Policy Options for the European Union and its Member States</i>. Genebra: International Organization for Migration, 2010, p. 11.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup>A f&oacute;rmula utilizada para o c&aacute;lculo da taxa bruta de imigra&ccedil;&atilde;o foi: (imigrantes permanentes no ano civil / popula&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia residente) * 1000.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup>A f&oacute;rmula utilizada para o c&aacute;lculo da popula&ccedil;&atilde;o estrangeira em percentagem da popula&ccedil;&atilde;o residente foi: (popula&ccedil;&atilde;o residente estrangeira a 1 de janeiro / total da popula&ccedil;&atilde;o residente a 1 de janeiro) * 100.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup>Reconhece-se a limita&ccedil;&atilde;o destes indicadores em conseguir aferir o n&uacute;mero de pessoas com cidadania que n&atilde;o se sentem, por diferentes raz&otilde;es, cidad&atilde;os nacionais, em muitos casos associados a imigrantes de segunda e terceira gera&ccedil;&atilde;o, que t&ecirc;m sido um dos grupos preferenciais de recrutamento da organiza&ccedil;&atilde;o islamista Estado Isl&acirc;mico no Iraque e na S&iacute;ria.</p>     <p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup>Weiner, Myron, e Russell, Sharon Stanton (eds.) &ndash; <i>Demography and National Security</i>. Nova York-Oxford: Berghahn Books, 2011; Goldstone, Jack A. &ndash; &laquo;Population and security: how demographic change can lead to violent conflict&raquo;. In <i>Journal of International Affairs</i>. Vol. 56, N.&ordm; 1, 2002, pp. 3-22; Leuprecht, Christian &ndash; &laquo;International security strategy and global population aging&raquo;. In <i>Journal of Strategic Security</i>. Vol. iii, N.&ordm; 4, 2010, pp. 27-4 8; Tragaki, Alexandr a &ndash; &laquo;Demography and security, a complex nexus: the case of the Balkans&raquo;. In <i>Southeast European and Black Sea Studies</i>. Vol. 11, N.&ordm; 4, 2011, pp. 435-450; Goldstone, Jack A., Kaufmann, Eric P., e Toft, Monica Duffy (eds.) &ndash; <i>Political Demography: How Population Changes Are Reshaping International Security and National Politics</i>. Nova York: Oxford University Press, 2012; Estevens, Jo&atilde;o &ndash; <i>&laquo;Este Pa&iacute;s n&atilde;o &Eacute; para Novos&raquo;: Realidades Demogr&aacute;ficas e Reconfigura&ccedil;&otilde;es Pol&iacute;ticas na Primavera &Aacute;rabe. </i>Lisboa: IPRI Working paper n. 50, 2013; Rodrigues, Teresa Ferreira, e Xavier, Ana Isabel &ndash; &laquo;Reconcetualizar a seguran&ccedil;a e a defesa nacional&raquo;, pp. 49-70; Requena, Miguel &ndash; &laquo;International migrations, security and identity&raquo;. <i>In</i> Rodrigues, Teresa, P&eacute;rez, Rafael Garc&iacute;a, e Ferreira, Susana de Sousa (eds.) &ndash; <i>Globalization and International Security. An Overview</i>. Nova York: Nova Science Publishers, 2015, pp. 51-76; Rodrigues, Teresa Ferreira &ndash; &laquo;Population dynamics: demography matters&raquo;. <i>In </i>Rodrigues, Teresa, P&eacute;rez, Rafael Garc&iacute;a, e Ferreira, Susana de Sousa (eds.) &ndash; <i>Globalization and International Securit y</i>, pp. 33-49; Rodrigues, Teresa &ndash; &laquo;Choques demográficos&raquo;. <i>In</i> Borges, Jo&atilde;o Vieira, e Rodrigues, Teresa Ferreira (coord.) &ndash; <i>Amea&ccedil;as e Riscos Transnacionais no Novo Mundo Global</i>. Porto: Fronteira do Caos Editores, 2016, pp. 255-282.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup>Tragaki, Alexandra &ndash; &laquo;Demography and security, a complex nexus&raquo;, p. 438; Rodrigues, Teresa &ndash; &laquo;Choques demográficos&raquo;, p. 280.</p>     <p><Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup>Cf. European Commission &ndash; <i>The 2015 Ageing Report. Underlying Assumptions and Projection Methodologies</i>. Bruxelas: European Commission &ndash; Directorate-General for Economic and Financial Affairs, 2014.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup>Cf. Cincotta, Richard P., Engelman, Robert, e Anastasion, Daniele &ndash; <i>The Security Demographic: Population and Civil Conflict after the Cold War</i>. Washington, DC: Population Action, 2003; Madsen, Elizabeth Leah &ndash; &laquo;Age stucture and development through a policy lens&raquo;. <i>In </i>Goldstone, Jack A., Kaufmann, Eric P., e Toft, Monica Duffy (eds.) &ndash; <i>Political Demography</i>, pp. 81-97.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup>Cf. Galasso, Vincenzo &ndash; <i>The Political Future of Social Security in Aging Societies</i>. Londres: MIT Press, 2008; Ehnes, Jack &ndash; &laquo;Ageing and financial (in) security&raquo;. <i>In </i>World Economic Forum &ndash; <i>Global Population Ageing: Peril or Promise?</i>. Genebra: World Economic Forum, 2012, pp. 18-20.</p>     <p><b><Sup><a name="17"></a><a href="#top17">17</a></Sup></b>Cf. WHO&ndash; <i>Global Health and Aging</i>. Genebra: National Institute on Aging, National Institutes of Health and World Health Organization, 2011; Henriques, Filipa de Castro, Machado, Gabriela, e Le&atilde;o, Carla &ndash; &laquo;Considera&ccedil;&otilde;es finais: Portugal 2030. Prioridades pol&iacute;ticas em sa&uacute;de&raquo;. <i>In</i> Rodrigues, Teresa Ferreira, e Martins, Maria do Ros&aacute;rio de Oliveira (coord.) &ndash; <i>Envelhecimento e Sa&uacute;de. Prioridades Pol&iacute;ticas num Portugal em Mudan&ccedil;a</i>. Lisboa: Instituto Hidrográfico, 2014, pp. 233-275; Estevens, Jo&atilde;o &ndash; <i>Envelhecimento e Despesa em Sa&uacute;de: O Caso Portugu&ecirc;s (1970-2014)</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado apresentada na Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, 2015.</p>     <p><Sup><a name="18"></a><a href="#top18">18</a></Sup>APT, Wenke &ndash; <i>Germany&rsquo;s New Security Demographics. Military Recruitment in the Era of Population Aging</i>. Demographic Research Monographs, Springer Dordrecht, 2014, p. 191; Simkov&aacute;, Martina &ndash; &laquo;Impact of population aging on military and security policy&raquo;. In <i>Central European Journal of Public Policy</i>. Vol. 8, N.&ordm; 2, 2014, p. 114.</p>     <p><Sup><a name="19"></a><a href="#top19">19</a></Sup>Goldstone, Jack A. &ndash; &laquo;A theory of political demography: human and institutional reproduction&raquo;. <i>In</i> Goldstone, Jack A., Kaufmann, Eric P., e Toft, Monica Duffy (eds.) &ndash; <i>Political Demography</i>, p. 24.</p>     <p><Sup><a name="20"></a><a href="#top20">20</a></Sup>Cf. Goldstone, Jack A. &ndash; &laquo;A theory of political demography&raquo;, pp.10-30; Sciubba, Jennifer Dabbs &ndash; &laquo;A new framework for aging and security: lessons from power transition theory&raquo;. <i>In</i> Goldstone, Jack A., Kaufmann, Eric P., e Toft, Monica Duffy (eds.) &ndash; <i>Political Demography</i>, pp. 63-80; Rodrigues, Teresa Ferreira &ndash; &laquo;Population dynamics: demography matters&raquo;, pp. 33-49.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="21"></a><a href="#top21">21</a></Sup>Tragaki, Alexandra &ndash; &laquo;Demography and security, a complex nexus&raquo;, p. 438.</p>     <p><Sup><a name="22"></a><a href="#top22">22</a></Sup>Cf. Savage, Timothy M. &ndash; &laquo;Europe and Islam: crescent waxing, cultures clashing&raquo;. In <i>Washington Quarterly</i>. Vol. 27, N.&ordm; 3, 2004, pp. 25-50; Coleman, David &ndash; &laquo;The changing face of Europe&raquo;. <i>In</i> Goldstone, Jack A., Kaufmann, Eric P., e Toft, Monica Duffy (eds.) &ndash; <i>Political Demography</i>, pp. 176-193; Kaufmann, Eric P., Skirbekk, Vegard, e Goujon, Anne &ndash; &laquo;The end of secularization in Europe? A sociodemographic perspective&raquo;. In <i>Sociology of Religion</i>. Vol. 73, N.&ordm; 1, 2012, pp. 69-91.</p>     <p><Sup><a name="23"></a><a href="#top23">23</a></Sup>Burgess, J. Peter &ndash; &laquo;Introduction: security, migration and integration&raquo;. <i>In </i>Burgess, J. Peter, e Gutwirth, Serge (eds.) &ndash; <i>A Threat Against Europe? Security, Migration and Integration</i>. Bruxelas: Institute for European Studies, 2011, pp. 14-15.</p>     <p><Sup><a name="24"></a><a href="#top24">24</a></Sup>Huymans, Jef &ndash; &laquo;Migrants as a security problem: dangers of &ldquo;securitizing&rdquo; societal issues&raquo;. <i>In</i> Miles, Robert, e Thranhardt, Dietricht (eds.) &ndash; <i>Migration and European Integration: The Dynamics of Inclusion and Exclusion</i>. Londres: Pinter Publishers, 1995, p. 53; Huymans, Jef &ndash; &laquo;The European Union and the securitization of migration&raquo;. In <i>Journal of Common Market Studies</i>. Vol. 38, N.&ordm; 5, 2000, p. 756.</p>     <p><Sup><a name="25"></a><a href="#top25">25</a></Sup>Papademetriou, Demetrios &ndash; <i>Rethinking National Identity in the Age of Migration</i>. Washington, DC: Migration Policy Institute, 2012, pp. 6-7.</p>     <p><Sup><a name="26"></a><a href="#top26">26</a></Sup>Collett, Elizabeth &ndash; <i>Future EU Policy Development on Immigration and Asylum: Understanding the Challenge</i>. Bruxelas, 2014, p. 5.</p>     <p><Sup><a name="27"></a><a href="#top27">27</a></Sup>Duarte, Felipe Path&eacute; &ndash; &laquo;O islamismo como ideologia pol&iacute;tica de car&aacute;cter secular&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 45, 2015, p. 99.</p>     <p><Sup><a name="28"></a><a href="#top28">28</a></Sup>Cf. Cincotta, Richard P. &ndash; <i>Demographic Security Comes of Age, Commentary &ndash; The Next Steps for Environment, Population, and Security</i>. ECSP Report, Issue 10, 2004, pp. 24-29; Urdal, Henrik &ndash; &laquo;People <i>vs </i>Mathus: population pressure, environmental degradation, and armed conflict revisited&raquo;. In<i> Journal of Peace Research</i>. Vol. 42, N.&ordm; 4, 2005, pp. 417-434; Rodrigues, Teresa &ndash; &laquo;Choques demográficos&raquo;. <i>In</i> Borges, Jo&atilde;o Vieira, e Rodrigues, Teresa Ferreira (coord.) &ndash;<i> Amea&ccedil;as e Riscos Transnacionais no Novo Mundo Global</i>. Porto: Fronteira do Caos Editores, 2016, pp. 255-282.</p>     <p><Sup><a name="29"></a><a href="#top29">29</a></Sup>Cf. Tragaki, Alexandra &ndash; &laquo;Demography and migration as human security factors: the case of South Eastern Europe&raquo;. In <i>Migration Letters</i>. Vol. 4, N.&ordm; 2, 2007, pp. 103-118; Castles, Stephen &ndash; &laquo;Understanding global migration: a social transformation perspective&raquo;. In <i>Journal of Ethnic and Migration Studies</i>. Vol. 36, N.&ordm; 10, 2010, pp. 1565-1586; Black, Richard, <i>et al.</i> &ndash; &laquo;The effect of environmental change on human migration&raquo;. In <i>Global Environmental Change</i>. Vol. 21S, 2001, pp. S3-S11.</p>     <p><Sup><a name="30"></a><a href="#top30">30</a></Sup>Notar que se referem os casos em que os movimentos migrat&oacute;rios apresentam um car&aacute;ter volunt&aacute;rio, pois quando os mesmos se inserem num quadro de mobilidade for&ccedil;ada, h&aacute; uma altera&ccedil;&atilde;o do estatuto pol&iacute;tico e jur&iacute;dico destas pessoas. H&aacute;, efetivamente, pessoas que s&atilde;o for&ccedil;adas a abandonar, de forma tempor&aacute;ria ou definitiva, o seu territ&oacute;rio de origem, seja numa dimens&atilde;o nacional ou transnacional, e a fixarem-se numa outra comunidade recetora. Ao assumir-se a ideia de mobilidade populacional for&ccedil;ada, o processo ganha a especificidade de poder pertencer a um quadro normativo espec&iacute;fico, o do refugiado, de acordo com o estabelecido pela Conven&ccedil;&atilde;o Relativa ao Estatuto dos Refugiados, em 1951.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="31"></a><a href="#top31">31</a></Sup>Aprovado pela resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n.&ordm; 19/2013, de 5 de abril, publicada em Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, n.&ordm; 67, I S&eacute;rie, de 5 de abril de 2013. (Consultado em: 30 de maio de 2016). Dispon&iacute;vel em: <a href="https://dre.pt/application/dir/pdf1s-dip/2013/04/06700/0198101995.pdf" target="_blank">https://dre.pt/application/dir/pdf1s-dip/2013/04/06700/0198101995.pdf</a>.</p>     <p><Sup><a name="32"></a><a href="#top32">32</a></Sup>O documento &laquo;The White Paper on Defence of the Slovak Republic&raquo; foi aprovado pelo Governo da Rep&uacute;blica Eslovaca pela resolu&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 326/2013, de 26 de junho de 2013.</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[APT]]></surname>
<given-names><![CDATA[Wenke]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Germany's New Security Demographics. Military Recruitment in the Era of Population Aging]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-name><![CDATA[Springer Dordrecht]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Black]]></surname>
<given-names><![CDATA[Richard]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The effect of environmental change on human migration]]></article-title>
<source><![CDATA[Global Environmental Change]]></source>
<year>2001</year>
<volume>21S</volume>
<page-range>S3-S11</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bond]]></surname>
<given-names><![CDATA[John]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Ageing in Society: European Perspectives on Gerontology]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SAGE Publications Ltd.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borges]]></surname>
<given-names><![CDATA[João Vieira]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[Teresa Ferreira]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Ameaças e Riscos Transnacionais no Novo Mundo Global]]></source>
<year>2016</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fronteira do Caos Editores]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Burgess]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. Peter]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gutwirth]]></surname>
<given-names><![CDATA[Serge]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A Threat Against Europe? Security, Migration and Integration]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Bruxelas ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Institute for European Studies]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Buzan]]></surname>
<given-names><![CDATA[Barry]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hansen]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lene]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Evolution of International Security Studies]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Buzan]]></surname>
<given-names><![CDATA[Barry]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Waever]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ole]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Regions and Powers. The Structure of International Security]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castles]]></surname>
<given-names><![CDATA[Stephen]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Understanding global migration: a social transformation perspective]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Ethnic and Migration Studies]]></source>
<year>2010</year>
<volume>36</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>1565-1586</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Christensen]]></surname>
<given-names><![CDATA[Kaare]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Ageing populations: the challenges ahead]]></article-title>
<source><![CDATA[The Lancet]]></source>
<year>2009</year>
<volume>374</volume>
<numero>9696</numero>
<issue>9696</issue>
<page-range>1196--1208</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cincotta]]></surname>
<given-names><![CDATA[Richard P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Engelman]]></surname>
<given-names><![CDATA[Robert]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Anastasion]]></surname>
<given-names><![CDATA[Daniele]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Security Demographic: Population and Civil Conflict after the Cold War]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington^eDC DC]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Population Action]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Collett]]></surname>
<given-names><![CDATA[Elizabeth]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Future EU Policy Development on Immigration and Asylum: Understanding the Challenge]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Bruxelas ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Migration Policy Institute Europe]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Collet]]></surname>
<given-names><![CDATA[Elizabeth]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Munz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rainer]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Future of European Migration: Policy Options for the European Union and its Member States]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Genebra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[International Organization for Migration]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Galasso]]></surname>
<given-names><![CDATA[Vincenzo]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Political Future of Social Security in Aging Societies]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MIT Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Goldstone]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jack A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Population and security: how demographic change can lead to violent conflict]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of International Affairs]]></source>
<year>2002</year>
<volume>56</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>3-22</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Goldstone]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jack A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kaufmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[Eric P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Toft]]></surname>
<given-names><![CDATA[Monica Duffy]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Political Demography: How Population Changes are Reshaping International Security and National Politics]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Oxford University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Graham]]></surname>
<given-names><![CDATA[David T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Poku]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nana K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Migration, Globalisation and Human Security]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[LondresNova York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Huymans]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jef]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The European Union and the securitization of migration]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Common Market Studies]]></source>
<year>2000</year>
<volume>38</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>751-777</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kaufmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[Eric P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Skirbekk]]></surname>
<given-names><![CDATA[Vegard]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Goujon]]></surname>
<given-names><![CDATA[Anne]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The end of secularization in Europe? A socio-demographic perspective]]></article-title>
<source><![CDATA[Sociology of Religion]]></source>
<year>2012</year>
<volume>73</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>69-91</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leuprecht]]></surname>
<given-names><![CDATA[Christian]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Defending Democracy and Securing Diversity]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Londres ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leuprecht]]></surname>
<given-names><![CDATA[Christian]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[International security strategy and global population aging]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Strategic Security]]></source>
<year>2010</year>
<volume>iii</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>27-48</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Papademetriou]]></surname>
<given-names><![CDATA[Demetrios]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Migration meets slow growth]]></article-title>
<source><![CDATA[Finance & Development]]></source>
<year>2012</year>
<volume>49</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>18-22</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Papademetriou]]></surname>
<given-names><![CDATA[Demetrios]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Rethinking National Identity in the Age of Migration]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington^eDC DC]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Migration Policy Institute]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[Teresa]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pérez]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rafael García]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Susana de Sousa]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Globalization and International Security. An Overview]]></source>
<year>2015</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Nova Science Publishers]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[Teresa Ferreira]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria do Rosário de Oliveira]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Envelhecimento e Saúde. Prioridades Políticas num Portugal em Mudança]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Hidrográfico]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[Teresa Ferreira]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Xavier]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Isabel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Reconcetualizar a segurança e a defesa nacional: o futuro e a importância do factor demográfico]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Ciências Militares]]></source>
<year>2013</year>
<volume>1</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>49-70</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sarmento]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cristina Montalvão]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Política & Segurança, Novas Configurações do Poder]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[CHC-UNLICPOL-ISCPSI]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Savage]]></surname>
<given-names><![CDATA[Timothy M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Europe and Islam: crescent waxing, cultures clashing]]></article-title>
<source><![CDATA[Washington Quarterly]]></source>
<year>2004</year>
<volume>27</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>25-50</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Scholte]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jan Aart]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Globalization: A Critical Introduction]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Palgrave Macmillan]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sciubba]]></surname>
<given-names><![CDATA[Jennifer Dabbs]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Future Faces of War. Population and National Security]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Praeger]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Simková]]></surname>
<given-names><![CDATA[Martina]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Impact of population aging on military and security policy]]></article-title>
<source><![CDATA[Central European Journal of Public Policy]]></source>
<year>2014</year>
<volume>8</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>100-116</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tragaki]]></surname>
<given-names><![CDATA[Alexandra]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Demography and migration as human security factors: the case of South Eastern Europe]]></article-title>
<source><![CDATA[Migration Letters]]></source>
<year>2007</year>
<volume>4</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>103-118</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tragaki]]></surname>
<given-names><![CDATA[Alexandra]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Demography and security, a complex nexus: the case of the Balkans]]></article-title>
<source><![CDATA[Southeast European and Black Sea Studies]]></source>
<year>2011</year>
<volume>11</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>435-450</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Urdal]]></surname>
<given-names><![CDATA[Henrik]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[People vs Mathus: population pressure, environmental degradation, and armed conflict revisited]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Peace Research]]></source>
<year>2005</year>
<volume>42</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>417-434</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Weiner]]></surname>
<given-names><![CDATA[Myron]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Russell]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sharon Stanton]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Demography and National Security]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova YorkOxford ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Berghahn Books]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
