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<article-id pub-id-type="doi">10.23906/ri2017.53a01</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Nota introdutória: A face visível da Europa. Os fundos europeus em Portugal]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>A FACE VIS&Iacute;VEL DA EUROPA. OS FUNDOS EUROPEUS EM PORTUGAL</b></p>     <p style="text-align: right;">&nbsp;</p>     <p><b>Nota introdut&oacute;ria:&nbsp;</b><b>A face vis&iacute;vel da Europa. Os fundos europeus em Portugal</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Alice Cunha</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p>Uma das faces mais vis&iacute;veis da Europa &eacute; a implementa&ccedil;&atilde;o dos fundos europeus nos estados&#8209;membros.</p>     <p>Em 2016 assinalaram&#8209;se os 30 anos da ades&atilde;o de Portugal &agrave; Uni&atilde;o Europeia (UE), o que confere, de certo modo, o estatuto de &laquo;maioridade&raquo; ao pa&iacute;s no que respeita &agrave; sua participa&ccedil;&atilde;o no projeto de constru&ccedil;&atilde;o europeia. A investiga&ccedil;&atilde;o sobre a aproxima&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s &agrave; Europa na segunda metade do s&eacute;culo XX e a ades&atilde;o &agrave; Europa comunit&aacute;ria j&aacute; est&aacute; bastante aprofundada, pelo que a partir de agora se prev&ecirc; que a agenda cient&iacute;fica neste &acirc;mbito seja orientada para a investiga&ccedil;&atilde;o acerca dos impactos e das consequ&ecirc;ncias advenientes da ades&atilde;o do pa&iacute;s &agrave; CEE/UE ao longo dos &uacute;ltimos 30 anos, e de que modo tem decorrido a europeiza&ccedil;&atilde;o de Portugal.</p>     <p>A europeiza&ccedil;&atilde;o &eacute; um processo que tem vindo a verificar&#8209;se na e/ou pela Europa desde o s&eacute;culo XX. Num sentido maximalista, a mudan&ccedil;a estrutural envolvente deve sobretudo ser a de um fen&oacute;meno que exibe atributos similares &agrave;queles que predominam ou s&atilde;o estreitamente identific&aacute;veis com a Europa; numa perspetiva minimalista, envolve uma resposta &agrave;s pol&iacute;ticas e ao modo de funcionar da UE.</p>     <p>A n&iacute;vel internacional, e sobretudo desde 2000, que a quest&atilde;o da europeiza&ccedil;&atilde;o, sobretudo dos novos estados-membros, tem sido aprofundada com a publica&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios trabalhos acad&eacute;micos, de grande impacto e sali&ecirc;ncia, dos quais destacamos os que se focam na forma&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio conceito de europeiza&ccedil;&atilde;o e seu desenvolvimento<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>; na resposta dos estados-membros &agrave; europeiza&ccedil;&atilde;o<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>; na adapta&ccedil;&atilde;o e nas mudan&ccedil;as internas ocorridas<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>; e inclusive no conceito de europeiza&ccedil;&atilde;o na perspetiva do fen&oacute;meno hist&oacute;rico<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>. Os acad&eacute;micos portugueses tamb&eacute;m t&ecirc;m participado nesta discuss&atilde;o e aplicado o conceito<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>, nuns casos de maneira mais aprofundada, noutros mais abrangente. Em falta permanece um trabalho que se dedique exclusivamente &agrave; an&aacute;lise da gest&atilde;o, aplica&ccedil;&atilde;o e resultados dos fundos europeus no contexto da europeiza&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s. Este n&uacute;mero tem&aacute;tico da revista <i>R:I</i> parte do pressuposto que os fundos europeus s&atilde;o uma for&ccedil;a motriz e um elemento&#8209;chave da europeiza&ccedil;&atilde;o, e torna&#8209;se, assim, num contributo para a hist&oacute;ria da aplica&ccedil;&atilde;o dos fundos europeus no pa&iacute;s desde a ades&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A hist&oacute;ria da concess&atilde;o de fundos europeus (ou, tamb&eacute;m com propriedade, fundos comunit&aacute;rios) n&atilde;o come&ccedil;a, por&eacute;m, com a ades&atilde;o, mas antes dela, com a concess&atilde;o das ajudas de pr&eacute;&#8209;ades&atilde;o<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>.</p>     <p>As ajudas de pr&eacute;&#8209;ades&atilde;o s&atilde;o o lado pr&aacute;tico da estrat&eacute;gia da pol&iacute;tica de alargamento da UE, e delas dependia, em larga medida, o &ecirc;xito futuro de uma integra&ccedil;&atilde;o harmoniosa de Portugal enquanto Estado&#8209;Membro. A ideia de lan&ccedil;ar uma a&ccedil;&atilde;o de ajuda para promover o desenvolvimento econ&oacute;mico portugu&ecirc;s, e facilitar a sua integra&ccedil;&atilde;o futura na CEE, foi lan&ccedil;ada logo em abril de 1978 pela Comiss&atilde;o Europeia e tinha como premissas que o pa&iacute;s teria n&atilde;o s&oacute; de se modernizar, mas tamb&eacute;m de ultrapassar limita&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas e sociais, assim como efetuar mudan&ccedil;as estruturais e preparar&#8209;se para a concorr&ecirc;ncia. Essa ideia seria concretizada com a celebra&ccedil;&atilde;o de um acordo relativo &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de ajudas de pr&eacute;&#8209;ades&atilde;o a favor de Portugal, para refor&ccedil;ar a situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica e o progresso social nos setores industrial, regional, agr&iacute;cola e forma&ccedil;&atilde;o profissional, datado de 3 de dezembro de 1980.</p>     <p>Num contexto em que o conceito de estrat&eacute;gia de pr&eacute;&#8209;ades&atilde;o n&atilde;o existia formalmente enquanto tal, estava&#8209;se j&aacute; ent&atilde;o a lan&ccedil;ar as bases para os futuros instrumentos de assist&ecirc;ncia de pr&eacute;&#8209;ades&atilde;o, com o mesmo intuito de preparar os pa&iacute;ses candidatos para o cumprimento das obriga&ccedil;&otilde;es inerentes &agrave; ades&atilde;o. Nesse aspeto, no que diz respeito &agrave; CEE/UE, o processo de europeiza&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a logo aquando das negocia&ccedil;&otilde;es de ades&atilde;o, dado que os candidatos a estados&#8209;membros passam por um processo de transforma&ccedil;&atilde;o interna, atrav&eacute;s do qual adaptam as suas pol&iacute;ticas e institui&ccedil;&otilde;es aos requisitos da ades&atilde;o.</p>     <p>A aplica&ccedil;&atilde;o destas ajudas de pr&eacute;&#8209;ades&atilde;o no pa&iacute;s conheceu, todavia, as suas perip&eacute;cias e apenas foi conclu&iacute;da oito anos ap&oacute;s a ades&atilde;o, em 1993. Conforme relata Am&iacute;lcar Theias, no in&iacute;cio as ajudas de pr&eacute;&#8209;ades&atilde;o &laquo;n&atilde;o estavam a ser um sucesso por falta de projetos&raquo; e ainda que &laquo;antes da ades&atilde;o, sempre que se falava nestas ajudas referia&#8209;se ironicamente a not&aacute;vel constru&ccedil;&atilde;o de um tro&ccedil;o de via r&aacute;pida de cinco quil&oacute;metros &agrave; entrada de Bragan&ccedil;a&raquo;<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>. Por&eacute;m, a sua implementa&ccedil;&atilde;o efetivamente vingou com a execu&ccedil;&atilde;o de aproximadamente meia centena de projetos<sup><a href="#8">8</a></sup><a name="top8"></a>, que contemplaram nomeadamente a constru&ccedil;&atilde;o de loteamentos industriais, de navios de pesca, de centros de forma&ccedil;&atilde;o profissional e de laborat&oacute;rios, estando ainda por determinar os seus resultados globais e setoriais.</p>     <p>Este come&ccedil;o dif&iacute;cil &ndash; ao qual estava subjacente alguma dose de desconfian&ccedil;a<sup><a href="#9">9</a></sup><a name="top9"></a>&ndash; foi rapidamente ultrapassado com &laquo;os milh&otilde;es de Bruxelas&raquo;, que come&ccedil;aram a chegar ao pa&iacute;s ap&oacute;s a ades&atilde;o. Na realidade, a aplica&ccedil;&atilde;o dos fundos comunit&aacute;rios no pa&iacute;s contribuiu muito para o seu desenvolvimento econ&oacute;mico e social, facto que &eacute; reconhecido pelas diferentes entidades pol&iacute;tico-partid&aacute;rias, agentes econ&oacute;micos e sociais, mas menos pela popula&ccedil;&atilde;o, sobretudo no que diz respeito ao seu conhecimento.</p>     <p>Se os primeiros anos de implementa&ccedil;&atilde;o dos fundos s&atilde;o normalmente associados a uma &laquo;chuva de milh&otilde;es&raquo; &ndash; &agrave; qual comunica&ccedil;&atilde;o social e p&uacute;blico em geral dedicaram grande aten&ccedil;&atilde;o &ndash;, posteriormente o assunto banalizou&#8209;se<sup><a href="#10">10</a></sup><a name="top10"></a>. Um artigo de dezembro de 2015 da revista <i>Exame</i> tinha, sobre este ponto de vista, o t&iacute;tulo esclarecedor de &laquo;Ningu&eacute;m sabe dos fundos europeus&raquo;<sup><a href="#11">11</a></sup><a name="top11"></a>, referindo que 91 por cento dos inquiridos (de um estudo de opini&atilde;o do Eurobar&oacute;metro) n&atilde;o conseguiram identificar um &uacute;nico projeto do qual o pa&iacute;s tenha beneficiado ap&oacute;s a ades&atilde;o &agrave; UE. De facto, embora o pa&iacute;s tenha recebido milh&otilde;es destinados &agrave;s regi&otilde;es, ao emprego, &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, &agrave; cultura, ao ambiente, os dados nos quais o artigo se baseia demonstram que apenas 29 por cento dos portugueses<sup><a href="#12">12</a></sup><a name="top12"></a> tomaram conhecimento de projetos apoiados pela UE na &aacute;rea onde residem. Isto apesar de o pa&iacute;s ter recebido nove milh&otilde;es de euros por dia em fundos comunit&aacute;rios<sup><a href="#13">13</a></sup><a name="top13"></a>.</p>     <p>Apesar de estar dispon&iacute;vel muita informa&ccedil;&atilde;o sobre os fundos europeus existentes e as potencialidades do seu financiamento &ndash; em particular no caso do atual quadro de financiamento, o Portugal 2020 &ndash;, no campo da investiga&ccedil;&atilde;o h&aacute; muito pouca an&aacute;lise acerca da implementa&ccedil;&atilde;o e do impacto desses mesmos fundos europeus ao longo do tempo. Na realidade, o estado da arte sobre esta quest&atilde;o &eacute; algo &aacute;rido. Embora possamos partir da assump&ccedil;&atilde;o geral que, ap&oacute;s a ades&atilde;o, os fundos europeus s&atilde;o os que mais t&ecirc;m contribu&iacute;do para a europeiza&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, as agendas de investiga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o t&ecirc;m prestado particular aten&ccedil;&atilde;o regular a esta tem&aacute;tica. Como assinala &ndash; e bem &ndash; um dos contribuidores deste n&uacute;mero tem&aacute;tico, &eacute; &laquo;not&aacute;vel que, em 30 anos, muito poucos estudos aprofundados tenham sido publicados em Portugal ou em revistas estrangeiras, ou incentivados pelo Governo. S&oacute; nos &uacute;ltimos anos t&ecirc;m aparecido estudos mais s&eacute;rios&raquo;<sup><a href="#14">14</a></sup><a name="top14"></a>.</p>     <p>Est&aacute; por elaborar, sem d&uacute;vida, a hist&oacute;ria dos fundos europeus no pa&iacute;s, se &eacute; que tal &eacute; poss&iacute;vel. O exemplo mais pr&oacute;ximo &ndash; embora ainda assim afastado &ndash; dessa &laquo;hist&oacute;ria&raquo; foi o trabalho conduzido por Augusto Mateus, e publicado com o t&iacute;tulo <i>25 Anos de Portugal Europeu. A Economia, A Sociedade e os Fundos Estruturais</i>&ndash; posteriormente reproduzido na sua ess&ecirc;ncia em <i>Tr&ecirc;s D&eacute;cadas de Portugal Europeu: Balan&ccedil;o e Perspetivas</i>&ndash;, no qual se dedica uma sec&ccedil;&atilde;o &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o do financiamento estrutural da UE a Portugal, mas centrando&#8209;se sobretudo na aplica&ccedil;&atilde;o dos Fundos Estruturais e de coes&atilde;o entre 2007 e 2013. O mesmo acaba por ser, assim, uma fonte, rica e de muito interesse, para futuros trabalhos mais focados. Essa hist&oacute;ria n&atilde;o se pode, contudo, restringir aos montantes recebidos ou aos saldos das transfer&ecirc;ncias: tem de diagnosticar e comparar pormenorizadamente o &laquo;antes&raquo; e o &laquo;depois&raquo;; os constrangimentos (f&iacute;sicos, humanos, tecnol&oacute;gicos) existentes; o envolvimento dos agentes p&uacute;blicos e privados, locais, regionais e nacionais; os resultados obtidos e os impactos gerados &ndash; com as dificuldades que tal tarefa acarreta e cientes das suas limita&ccedil;&otilde;es, pois, como bem frisa Alfredo Marques no seu artigo, n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o de causa e efeito entre a utiliza&ccedil;&atilde;o efetuada dos Fundos Estruturais e o desempenho econ&oacute;mico, &laquo;pois todos os m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o do impacto dos Fundos s&atilde;o imperfeitos e apresentam as suas limita&ccedil;&otilde;es&raquo;<sup><a href="#15">15</a></sup><a name="top15"></a>. Mesmo assim, estas s&atilde;o algumas das quest&otilde;es de pesquisa que deixamos para estudos futuros.</p>     <p>Precisamente em termos financeiros, Portugal, de facto, tem sempre recebido mais atrav&eacute;s dos fundos europeus do que aquilo que tem contribu&iacute;do para o or&ccedil;amento comunit&aacute;rio. Ora, apesar da hist&oacute;ria da aplica&ccedil;&atilde;o dos fundos europeus em Portugal nestes &uacute;ltimos 30 anos se ter traduzido num saldo positivo em termos de montantes recebidos e de concretiza&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o &eacute; um caso pleno de &ecirc;xitos, uma vez que constam do seu historial exemplos de uso indevido de fundos, de gest&atilde;o ineficiente, de devolu&ccedil;&atilde;o de verbas, de dificuldades de programa&ccedil;&atilde;o com uma defini&ccedil;&atilde;o clara de objetivos e de prioridades.</p>     <p>O presente n&uacute;mero tem&aacute;tico contribui para o desenvolvimento desta nova agenda de investiga&ccedil;&atilde;o com tr&ecirc;s estudos concretos &ndash; um balan&ccedil;o da aplica&ccedil;&atilde;o dos Fundos Estruturais no pa&iacute;s ao longo de 30 anos; a sua avalia&ccedil;&atilde;o no que diz respeito &agrave; efici&ecirc;ncia e &agrave; competitividade; a governa&ccedil;&atilde;o dos fundos de coes&atilde;o &ndash; e um testemunho.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O testemunho de V&iacute;tor Martins &ndash; o primeiro a desempenhar o cargo de secret&aacute;rio de Estado dos Assuntos Europeus (designado ent&atilde;o da &laquo;Integra&ccedil;&atilde;o Europeia&raquo;) &ndash; recorda-nos a elabora&ccedil;&atilde;o do conceito de coes&atilde;o econ&oacute;mica e social que, curiosamente, foi no contexto do alargamento ib&eacute;rico que &laquo;ganhou &ldquo;foral&rdquo;&raquo;<sup><a href="#16">16</a></sup><a name="top16"></a>. Portugal, de resto, al&eacute;m de benefici&aacute;rio, est&aacute; tamb&eacute;m ligado &agrave; cria&ccedil;&atilde;o do Fundo de Coes&atilde;o, cuja proposta apresentou e em cuja capital foi acordada a sua constitui&ccedil;&atilde;o, acrescenta. Mas tamb&eacute;m alerta para o facto (e o perigo) de, em anos recentes, a coes&atilde;o econ&oacute;mica e social ter deixado de ter a import&acirc;ncia devida.</p>     <p>Lu&iacute;s Madureira Pires sumariza a evolu&ccedil;&atilde;o dos fundos europeus; tra&ccedil;a um balan&ccedil;o da aplica&ccedil;&atilde;o dos quatro per&iacute;odos de programa&ccedil;&atilde;o plurianual, reportando-se &agrave;s suas prioridades e aos seus objetivos, e obras mais emblem&aacute;ticas; e antev&ecirc; algumas altera&ccedil;&otilde;es no atual quadro de financiamento, o Portugal 2020, em compara&ccedil;&atilde;o com os per&iacute;odos anteriores. O autor termina com uma nota positiva acerca dos efeitos que a aplica&ccedil;&atilde;o dos Fundos &ndash; e escolhas pol&iacute;ticas inerentes quanto &agrave; sua utiliza&ccedil;&atilde;o &ndash; tiveram para as condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o e o acesso a bens e servi&ccedil;os p&uacute;blicos essenciais, se bem que tamb&eacute;m admita que se executaram investimentos dispens&aacute;veis e se sobredimensionaram outros.</p>     <p>Por sua vez, Alfredo Marques centra&#8209;se na avalia&ccedil;&atilde;o dos efeitos dos fundos europeus na perspetiva da efici&ecirc;ncia e da competitividade no pa&iacute;s, e conclui que, tr&ecirc;s d&eacute;cadas depois, o refor&ccedil;o da competitividade, o crescimento e a converg&ecirc;ncia da economia portuguesa para o n&iacute;vel dos estados&#8209;membros economicamente mais desenvolvidos s&atilde;o, na realidade, muito modestos. N&atilde;o existiu a capacidade institucional para a conce&ccedil;&atilde;o, a gest&atilde;o pol&iacute;tica e t&eacute;cnica, a monitoriza&ccedil;&atilde;o e a avalia&ccedil;&atilde;o para que os Fundos fossem absorvidos de forma eficaz e eficiente &ndash; em vez de seguirem uma l&oacute;gica redistributiva com a maximiza&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de benefici&aacute;rios &ndash;, al&eacute;m da sua efetiva e prof&iacute;cua articula&ccedil;&atilde;o com agentes econ&oacute;micos capazes e com centros de conhecimento, condi&ccedil;&otilde;es essas que foram sendo reunidas ao longo do tempo, embora ainda sejam insuficientes na atualidade.</p>     <p>Finalmente, Jos&eacute; Magone sustenta que os Fundos Estruturais apenas contribu&iacute;ram para uma europeiza&ccedil;&atilde;o superficial do sistema pol&iacute;tico, da sociedade e da economia nacional, dado que a estrutura pol&iacute;tico-administrativa, pela forma como esses fundos foram implementados, n&atilde;o permitiu uma mudan&ccedil;a substancial nos comportamentos &ndash; o que est&aacute; relacionado com a governan&ccedil;a do pa&iacute;s &ndash;, mas que &eacute; a classe pol&iacute;tica portuguesa quem tem a maior responsabilidade pela falta de efici&ecirc;ncia da pol&iacute;tica de coes&atilde;o. Al&eacute;m disso, o autor refere ainda a falta de um consenso partid&aacute;rio estrat&eacute;gico sobre como utilizar os Fundos a longo prazo e a aposta, at&eacute; recentemente, na moderniza&ccedil;&atilde;o das infraestruturas p&uacute;blicas em detrimento do empreendedorismo e da competitividade.</p>     <p>Em comum, os tr&ecirc;s artigos concluem que a implementa&ccedil;&atilde;o dos fundos comunit&aacute;rios tem sido um grande desafio para a Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica portuguesa e para os agentes econ&oacute;micos em geral, e tem refletido as op&ccedil;&otilde;es pol&iacute;tico-partid&aacute;rias do Governo, as quais, por sua vez, est&atilde;o condicionadas a compromissos pol&iacute;ticos, prioridades diversas e constrangimentos or&ccedil;amentais.</p>     <p>A hist&oacute;ria da integra&ccedil;&atilde;o europeia do pa&iacute;s &ndash; e, decorrente, do seu desenvolvimento econ&oacute;mico, social e societal &ndash; n&atilde;o se traduz somente em ECU, escudos e euros, mas grande parte dela tem sido influenciada pela aplica&ccedil;&atilde;o dos fundos europeus. Se a europeiza&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s n&atilde;o se vislumbra, desde logo, atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o dos fundos europeus, ent&atilde;o apresenta&#8209;se em qu&ecirc;?</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <p>B&ouml;rzel, Tanja A. &ndash; &laquo;Pace-setting, foot-dragging, and fence-sitting: member state responses to Europeanization&raquo;. In <i>Journal of Common Market Studies</i>. Vol. 40, N.&ordm; 2, 2002, pp. 193-214.</p>     <p>Conway, Martin, e Patel, Kiran Klaus (eds.) &ndash; <i>Europeanization in the Twentieth Century: Historical Approaches</i>. Hound-mills: Palgrave Macmillan, 2010.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cowles, Maria Green, Caporaso, James, e Risse, Thomas (eds.) &ndash; <i>Transforming Europe: Europeanization and Domestic Change</i>. Ithaca: Cornell University, 2001.</p>     <p>Di&aacute;rio de Not&iacute;cias &ndash; &laquo;Portugal recebeu 9 milh&otilde;es por dia em fundos comunit&aacute;rios&raquo;. 30 de maio de 2013. [Consultado em: 15 de fevereiro de 2017]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dn.pt/economia/interior/portugal-recebeu9-milhoes-por-dia-em-fundos-comunitarios3247131.html" target="_blank">http://www.dn.pt/economia/interior/portugal-recebeu9-milhoes-por-dia-em-fundos-comunitarios3247131.html</a>.</p>     <p>European Commission &ndash; <i>Flash Eurobarometer 423 &ndash; Citizens&rsquo; Awareness and Perceptions of EU Regional Policy</i>. Bruxelas: European Commission, 2015.</p>     <p>Exame &ndash; &laquo;Ningu&eacute;m sabe dos fundos europeus&raquo;. [Consultado em: 15 de fevereiro de 2017]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://expresso.sapo.pt/economia/exame/2015-12-09-Ninguem-sabe-dos-fundos-europeus" target="_blank">http://expresso.sapo.pt/economia/exame/2015-12-09-Ninguem-sabe-dos-fundos-europeus</a>.</p>     <p>Featherstone, Kevin, e Radaelli, Claudio M. (eds.) &ndash; <i>The Politics of Europeanisation</i>. Oxford: Oxford University Press, 2003.</p>     <p>Ladrech, Robert &ndash; <i>Europeanization and National Politics</i>. Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2010.</p>     <p>Magone, Jos&eacute; &ndash; &laquo;The Europeanization of Portugal (1986-2006). A critical view&raquo;. In <i>Na&ccedil;&atilde;o e Defesa</i>. N.&ordm; 115, 2006, pp. 9-28.</p>     <p>Magone, Jos&eacute; M. &ndash; &laquo;A governan&ccedil;a dos Fundos Estruturais em Portugal: um caso de europeiza&ccedil;&atilde;o superficial&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 53, 2017, pp. 55-69.</p>     <p>Magone, Jos&eacute; M. &ndash; &laquo;The difficult transformation of state and public administration in Portugal. Europeanization and the persistence of neo-patrimonialism&raquo;. In <i>Public Administration</i>. Vol. 89, N.&ordm; 3, 2011, pp. 756-782.</p>     <p>Marques, Alfredo &ndash; &laquo;Tr&ecirc;s d&eacute;cadas de fundos comunit&aacute;rios em Portugal. Competitividade: as oportunidades perdidas&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 53, 2017, pp. 39-54.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Martins, V&iacute;tor &ndash; &laquo;Coes&atilde;o econ&oacute;mica e social: do apogeu ao crep&uacute;sculo?&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 53, 2017, pp. 11-18.</p>     <p>Olsen, Johan &ndash; &laquo;The many faces of Europeanization&raquo;. In <i>Journal of Common Market Studies</i>. Vol. 40, N.&ordm; 5, 2002, pp. 921-952. </p>     <p>Pinto, Ant&oacute;nio Costa, e Teixeira, Nuno Severiano (eds.) &ndash; <i>The Europeanization of Portuguese Democracy</i>. Nova York: Columbia University Press, 2012.</p>     <p>Pires, Lu&iacute;s Madureira &ndash; &laquo;30 anos de Fundos Estruturais (1986-2015)&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 53, 2017, pp. 19-38.</p>     <p>Raimundo, Ant&oacute;nio Joaquim &ndash; <i>The Europeanisation of National Foreign Policy: Portuguese Foreign Policy towards Angola and Mozambique, 1978-2010.</i> PhD thesis. Londres: The London School of Economics and Political Science, 2012.</p>     <p>Soares, Ant&oacute;nio Goucha &ndash; &laquo;The Europeanization of Portugal&raquo;. In <i>European Societies</i>. Vol. 12, N.&ordm; 3, 2010, pp. 317-337.</p>     <p>Theias, Am&iacute;lcar &ndash; &laquo;As quest&otilde;es financeiras e a pol&iacute;tica regional&raquo;. In <i>Mem&oacute;rias da Ades&atilde;o. &Agrave; Mesa das Negocia&ccedil;&otilde;es</i>. Santa Cruz: Bookbuilders, 2016.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Featherstone, Kevin, e Radaelli, Claudio M. (eds.) &ndash; <i>The Politics of Europeanisation</i>. Oxford: Oxford University Press, 2003; Olsen, Johan &ndash; &laquo;The many faces of Europeanization&raquo;. In <i>Journal of Common Market Studies</i>. Vol. 40, N.&ordm; 5, 2002, pp. 921-952.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></Sup> B&ouml;rzel, Tanja A. &ndash; &laquo;Pace-setting, foot-dragging, and fence-sitting: member state responses to Europeanization&raquo;. In <i>Journal of Common Market Studies</i>. Vol. 40, N.&ordm; 2, 2002, pp. 193-214.</p>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></Sup> Ladrech, Robert &ndash; <i>Europeanization and National Politics</i>. Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2010; Cowles, Maria Green, Caporaso, James, e Risse, Thomas (eds.) &ndash; <i>Transforming Europe: Europeanization and Domestic Change</i>. Ithaca: Cornell University, 2001.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> Conway, Martin, e Patel, Kiran Klaus (eds.) &ndash; <i>Europeanization in the Twentieth Century: Historical Approaches</i>. Houndmills: Palgrave Macmillan, 2010.</p>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup> Ver, nomeadamente: Pinto, Ant&oacute;nio Costa, e Teixeira, Nuno Severiano (eds.) &ndash; <i>The Europeanization of Portuguese Democracy</i>. Nova York: Columbia University Press, 2012; Raimundo, Ant&oacute;nio Joaquim &ndash; <i>The Europeanisation of National Foreign Policy: Portuguese Foreign Policy towards Angola and Mozambique, 1978-2010. </i>PhD thesis. Londres: The London School of Economics and Political Science, 2012; Magone, Jos&eacute; M. &ndash; &laquo;The difficult transformation of state and public administration in Portugal. Europeanization and the persistence of neo-patrimonialism&raquo;. In <i>Public Administration</i>. Vol. 89, N.&ordm; 3, 2011, pp. 756--782; Soares, Ant&oacute;nio Goucha &ndash; &laquo;The Europeanization of Portugal&raquo;. In <i>European Societies</i>. Vol. 12, N.&ordm; 3, 2010, pp. 317-337; Magone, Jos&eacute; &ndash; &laquo;The Europeanization of Portugal (1986-2006). A critical view&raquo;. In <i>Na&ccedil;&atilde;o e Defesa</i>. N.&ordm; 115, 2006, pp. 9-28.</p>     <p><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup> Anteriormente, o pa&iacute;s havia beneficiado, por parte da CEE, de uma ajuda financeira de emerg&ecirc;ncia em 1975 e de um protocolo financeiro em 1978. Estes, contudo, n&atilde;o se enquadram na nomenclatura de Fundos, mas na de empr&eacute;stimos.</p>     <p><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup> A este respeito, Am&iacute;lcar Theias continua o seu relato afirmando que, mesmo ap&oacute;s a ades&atilde;o, alguns altos respons&aacute;veis portugueses fizeram declara&ccedil;&otilde;es em reuni&otilde;es de inst&acirc;ncias comunit&aacute;rias, no sentido de serem desfavor&aacute;veis a o desenvolvimento dos Fundos Estruturais (Theias, Am&iacute;lcar &ndash; &laquo;As quest&otilde;es financeiras e a pol&iacute;tica regional&raquo;. In <i>Mem&oacute;rias da Ades&atilde;o. &Agrave; Mesa das Negocia&ccedil;&otilde;es</i>. Santa Cruz: Bookbuilders, 2016, p. 127).</p>     <p><Sup><a name="8"></a><a href="#top8">8</a></Sup> Dados provis&oacute;rios do estudo que est&aacute; a ser realizado pela autora.</p>     <p><Sup><a name="9"></a><a href="#top9">9</a></Sup> Theias, Am&iacute;lcar &ndash; &laquo;As quest&otilde;es financeiras e a pol&iacute;tica regional&raquo;, p. 127.</p>     <p><Sup><a name="10"></a><a href="#top10">10</a></Sup> Pires, Lu&iacute;s Madureira &ndash; &laquo;30 anos de Fundos Estruturais (1986-2015)&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 53, 2017, p. 23.</p>     <p><Sup><a name="11"></a><a href="#top11">11</a></Sup> Exame &ndash; &laquo;Ningu&eacute;m sabe dos fundos europeus&raquo;. [Consultado em: 15 de fevereiro de 2017]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://expresso.sapo.pt/economia/exame/2015-12-09-Ninguem-sabe-dos-fundos-europeus" target="_blank">http://expresso.sapo.pt/economia/exame/2015-12-09-Ninguem-sabe-dos-fundos-europeus</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="12"></a><a href="#top12">12</a></Sup>European Commission &ndash; <i>Flash Euro-barometer 423 &ndash; Citizens&rsquo; Awareness and Perceptions of EU Regional Policy</i>. Bruxelas: European Commission, 2015, p. 6.</p>     <p><Sup><a name="13"></a><a href="#top13">13</a></Sup> Di&aacute;rio de Not&iacute;cias &ndash; &laquo;Portugal recebeu 9 milh&otilde;es por dia em fundos comunit&aacute;rios&raquo;. 30 de maio de 2013. [Consultado em: 15 de fevereiro de 2017]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dn.pt/economia/interior/portugal-recebeu9-milhoes-por-dia-em-fundos-comunitarios3247131.html" target="_blank">http://www.dn.pt/economia/interior/portugal-recebeu9-milhoes-por-dia-em-fundos-comunitarios3247131.html</a>.</p>     <p> <Sup><a name="14"></a><a href="#top14">14</a></Sup> Magone, Jos&eacute; M. &ndash; &laquo;A governan&ccedil;a dos Fundos Estruturais em Portugal: um caso de europeiza&ccedil;&atilde;o superficial&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 53, 2017, p. 61.</p>     <p><Sup><a name="15"></a><a href="#top15">15</a></Sup> Marques, Alfredo &ndash; &laquo;Tr&ecirc;s d&eacute;cadas de fundos comunit&aacute;rios em Portugal. Competitividade: as oportunidades perdidas&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 53, 2017,40.</p>     <p><Sup><a name="16"></a><a href="#top16">16</a></Sup> Martins, V&iacute;tor &ndash; &laquo;Coes&atilde;o econ&oacute;mica e social: do apogeu ao crep&uacute;sculo?&raquo;. In <i>Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais</i>. N.&ordm; 53, 2017, p. 12.</p>      ]]></body><back>
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